segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Confirmado no Show e Caminhada da Paz 2013 o cantor Marcos Nunes
Informações:
Estilo: Sertanejo UniversitárioFacebook: facebook.com/cantormarcosnunes
Músicas: palcomp3.com/marcosnunesoficial
A FANTÁSTICA FAMA GOSPEL DO THALLES ROBERTO
.
Por Mikaela Campos
Eu queria entender o Thalles Roberto.
Sério. Queria muito entendê-lo mesmo. Ele, que no início da sua carreira
como cantor evangélico, mostrava estar realmente convertido, hoje
demonstra estar preocupado em espalhar sua fama pelo país. Ele tem até
loja virtual na internet para vender o CD “mais esperado do Brasil”. E
nesse comércio virtual, não faltam opções de produtos gospel. Camisas
com o nome do cantor, case para iPhone, pulseira com a frase “Eu escolho
Deus”, moletons. Nesse site há uma coleção completa de moda e artigos
de culto ao Thalles.
Assim como aconteceu no passado, onde
reis que governavam ou que fizeram Israel cativo queriam ser adorados
como deuses, Thales construiu uma idolatria envolta de sua própria
imagem. O bezerro de ouro de Thales é ele mesmo. Posso estar errada, mas
a pessoa que faz um boneco próprio tem um grave problema narcisista.
Em sua loja virtual, o senhor Thalles
Roberto vende seu boneco Thalleco. Expliquem-me: por que comprar um
boneco do Thalles? Ele não deveria ser apenas um cantor que transmite a
mensagem do Evangelho por meio da música?
No meio dessa indústria idólatra do gospel, o que mais me entristece é
ver pessoas e mais pessoas correndo atrás desse tipo de coisa em vez de
se voltar para o Evangelho da Cruz.
Vamos orar para que uma transformação
ocorra na Igreja de Cristo no Brasil, para que o país possa se converter
de forma legítima e verdadeira. Vamos orar para que nossas igrejas se
libertem da escravidão e da idolatria. Vamos orar pelo verdadeiro
avivamento e pela verdadeira adoração. Vamos orar pela verdadeira
pregação do Evangelho. Vamos orar…
***
Mikaela Campos ficou famosa nos blogs
cristãos por seu afinco com o lado investigativo. Silas Malafaia e René
Terra Nova sabem do que estou falando. Além disso ela é jornalista da
Gazeta On Line e escreve no blog Minha Vida em Cristo Sem Heresias.
domingo, 10 de novembro de 2013
Os santos têm que caminhar sozinhos

Por A. W. Tozer
Os grandes santos caminharam em solidão.
A solidão parece ser o preço a ser pago por todos os que buscam a
santificação. Na aurora da criação – ou deveríamos dizer nas trevas que
acometeram o homem após a criação – o piedoso Enoque andou com Deus e
Deus o levou para si. Embora não conste no texto bíblico, presume-se que
Enoque viveu diferentemente de seus contemporâneos.
Noé era outro solitário, porque, de todos os que viveram na era pré-diluviana ele foi um dos poucos que encontrou graça diante de Deus, e tudo indica que era um homem solitário, inda que cercado e tanta gente.
Abraão convivia com Sara e Ló e com outros servos e pastores, e os que lêem a história deste homem de Deus podem perceber que ele vivia como uma estrela solitária. Ao que parece Deus nunca falou a Abraão na presença de outros homens. Prostrado ele comungava com Deus e não existem indícios de que se prostrava diante de Deus na presença dos outros. Que cena solene quando na noite escura a tocha de fogo passou sobre os pedaços de animais. Abraão estava só! Ali, sozinho em meio as trevas terríveis que o acometeram, ele ouviu a voz de Deus, e entendeu que fora marcado para receber o favor divino.
Moisés também se separava. Vivendo na corte de Faraó ele caminhava sozinho, e numa dessas caminhadas longe da multidão ele viu um egípcio e um hebreu lutando, e saiu em socorro do compatriota. Depois que fugiu viveu em completa reclusão no deserto. Cuidando das ovelhas viu a sarça que ardia; anos depois no cume do Sinai ele ficou diante da maravilhosa Presença (de Deus), meio oculta, meio exposta pela nuvem e pelo fogo.
Os profetas do Antigo Testamento eram diferentes uns dos outros, mas uma marca tinham em comum: a solidão com Deus. Eles amavam o povo e alegravam-se com a religião de seus pais, no entanto, sua lealdade ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e o zelo pelo povo de Israel os afastava da multidão mergulhando-se em longos períodos de pesar. “Tornei-me estranho a meus irmãos e desconhecido aos filhos de minha mãe” (Sl 69.8). Foi o clamor de um deles que falou em nome dos demais!
Nada é mais revelador que a visão que Moisés teve daquele sobre quem todos os profetas escreveram, descrevendo-lhe a solidão na cruz. A solidão profunda não foi percebida pela presença da multidão.
É meia noite. No cimo das Oliveiras
A estrela brilhante seu brilho feneceu
É meia noite. No jardim, agora,
O Salvador sofredor solitário, ora.
É meia noite. Longe de todos
O Salvador luta contra seus temores, só.
Até o discípulo a quem ama
Não se importa com as dores e
Lágrimas do seu mestre. (Willian B. Tappan)
Na escuridão, solitário morreu, escondido dos mortais; e ninguém o viu quando triunfante ressuscitou saindo da tumba, inda que muitos o viram depois e deram testemunho de sua glória. Existem coisas sagradas demais para que o olho humano contemple, a não ser Deus. A curiosidade, o clamor, as boas intenções em querer ajudar, apenas impedem a alma que espera tornando impossível a comunicação da mensagem secreta de Deus ao coração do adorador.
Reagimos, muitas vezes a um tipo de religiosidade e repetimos por obrigação palavras e frases apropriadas, inda que estas não expressem nossos reais sentimentos, porque carecem de autenticidade e de experiência pessoal.
Este é o tempo para isto. Uma lealdade convencional pode levar algumas pessoas a dizerem que isto não é verdadeiro, afirmando coisas como, “não estou só”, porque Cristo disse “Nunca te deixarei nem te abandonarei” e “estarei contigo para sempre”. Como posso ficar sozinho se Jesus está comigo?
Claro, não quero analisar a sinceridade dessas pessoas, mas tal testemunho é lindo demais para ser real. É óbvio que é uma declaração do que deveria ser verdadeiro e não da realidade experimental. Esta alegre negação de solidão é prova de que a pessoa nunca andou com Deus a não ser pela sustentação e encorajamento da sociedade.
O senso de companhia que erroneamente atribui à presença de Cristo, possivelmente seja fruto da amizade das pessoas. Lembre-se que você não pode carregar sua cruz com outras pessoas. Mesmo que esteja cercado pela multidão, a cruz é só dele e a cruz que ele carrega marca-o como pessoa que vive à parte das demais. A sociedade está contra ele, do contrário não carregaria uma cruz. Ninguém é amigo de alguém com uma cruz. “Todos o abandonaram”.
A dor da solidão é fruto da constituição de nossa natureza. Deus nos fez gregários. Para viver em grupo. Este desejo por companhia é natural e correto. A solidão do cristão é resultado de sua caminhada com Deus num mundo impiedoso. Jornada que às vezes o afasta da companhia de bons irmãos, e também do mundo. O instinto que Deus pôs no cristão clama pela companhia de outras pessoas, por pessoas que entendam seus desejos, aspirações, sua dedicação a Cristo, e, pelo fato de haver tão poucas pessoas em seu círculo de amizade que partilham de experiências profundas, o cristão se vê forçado a andar só.
O desejo anelante dos profetas por compreensão humana levava-os a clamar e a reclamar, e até nosso Senhor sofreu da mesma maneira.
A pessoa que se posta ante a divina Presença e tem uma experiência interior, não será compreendida. Claro que se envolverá na vida social da igreja, porque terá que se encontrar com as pessoas nos cultos, mas encontrará dificuldades em encontrar a verdadeira amizade espiritual. E não pode esperar que as coisas sejam diferentes. Afinal, este cristão é um peregrino e estrangeiro, e a jornada que empreende não é feita com os pés, mas com o coração. Ela anda com Deus no jardim secreto de sua alma – e somente Deus pode caminhar com ele ali. Tal pessoa tem um espírito diferente daqueles que pisam os átrios da casa de Deus. O que ela vê, os demais apenas ouviram; e tal pessoa caminha com elas, à semelhança de Zacarias depois de sua experiência, quando as pessoas diziam: “Ele teve uma visão”.
O verdadeiro homem espiritual é um ente singular. Não vive para si mesmo, e sim para promover o interesse de Cristo. Procura persuadir os demais a entregarem tudo ao seu Senhor, sem se preocupar com o que irá receber em troca. Seu prazer não está em ser honrado, mas em ver seu Salvador glorificado diante dos homens. Seu prazer está em promover seu Senhor, enquanto ele mesmo quer ser negligenciado. Poucos são os que ele encontra que se interessam em conversar sobre o supremo objeto de seu prazer, por isso silencia e se preocupa no meio da multidão ruidosa e interesseira.
Não é sem razão que tem a reputação de ser duro e sério, por isso é evitado e o abismo entre ele e a sociedade aumenta. Busca encontrar amigos cujas vestes ele pode sentir o aroma das mirras e aloés e da cássia, pessoas que vivem longe dos palácios de marfins, e a poucos encontra, e ele, como Maria guarda essas coisas em seu coração.
É esta solidão que o lança nos braços de Deus. “Porque, se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá” (Sl 29.10). Por não encontrar amizades humanas é impelido a buscar em Deus o que não consegue encontrar nos amigos. Aprende em solitude interior o que não consegue aprender com a multidão – que Cristo é tudo em todos, feito sabedoria, justiça, santificação e redenção, e que nele possuímos o sumo da vida.
Duas coisas ainda precisam ser ditas: Primeiro. O homem solitário do qual falamos não é um ser arrogante e orgulhoso, nem tampouco o mais santo que todos, um santo austero ironicamente satirizado pela literatura popular. Ele sente que é o menor de todos os homens, e se condena por sua solidão. Anela compartilhar seus sentimentos com outras pessoas, abrir seu coração com alguém que o entenda, mas o clima espiritual em que vive não o anima a fazê-lo, por isso permanece em silêncio e conta seus dramas somente a Deus.
Segundo. O santo solitário não se afasta nem ignora o sofrimento das pessoas, gastando seus dias em contemplação empírica. O contrário é verdadeiro. Sua solidão leva-o a sentir empatia aos quebrantados de coração, aos pecadores e caídos. Por viver separado do mundo pode ajudar os que são pelo mundo violentados. Meister Eckhart ensinava seus discípulos que se estivessem em oração e soubessem que uma pobre viúva precisava de alimentos, deveriam interromper o tempo de oração para cuidar da viúva. “Depois você pode recomeçar suas orações onde você as interrompeu. Deus não levará isso em conta”. Este é o comportamento típico dos grandes mestres e místicos de vida interior plena, desde os tempos de Paulo até nossos dias.
A fraqueza de certos cristãos é que se sentem confortavelmente em casa no mundo. Na tentativa de conseguir se ajustar a uma sociedade degenerada perderam sua característica de peregrinos e se tornaram parte da mesma ordem moral contra as quais deveriam protestar. O mundo os aceita e os reconhece pelo que são. E esta é a pior coisa que pode ser dita a respeito deles. Não são solitários nem santos.
Noé era outro solitário, porque, de todos os que viveram na era pré-diluviana ele foi um dos poucos que encontrou graça diante de Deus, e tudo indica que era um homem solitário, inda que cercado e tanta gente.
Abraão convivia com Sara e Ló e com outros servos e pastores, e os que lêem a história deste homem de Deus podem perceber que ele vivia como uma estrela solitária. Ao que parece Deus nunca falou a Abraão na presença de outros homens. Prostrado ele comungava com Deus e não existem indícios de que se prostrava diante de Deus na presença dos outros. Que cena solene quando na noite escura a tocha de fogo passou sobre os pedaços de animais. Abraão estava só! Ali, sozinho em meio as trevas terríveis que o acometeram, ele ouviu a voz de Deus, e entendeu que fora marcado para receber o favor divino.
Moisés também se separava. Vivendo na corte de Faraó ele caminhava sozinho, e numa dessas caminhadas longe da multidão ele viu um egípcio e um hebreu lutando, e saiu em socorro do compatriota. Depois que fugiu viveu em completa reclusão no deserto. Cuidando das ovelhas viu a sarça que ardia; anos depois no cume do Sinai ele ficou diante da maravilhosa Presença (de Deus), meio oculta, meio exposta pela nuvem e pelo fogo.
Os profetas do Antigo Testamento eram diferentes uns dos outros, mas uma marca tinham em comum: a solidão com Deus. Eles amavam o povo e alegravam-se com a religião de seus pais, no entanto, sua lealdade ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e o zelo pelo povo de Israel os afastava da multidão mergulhando-se em longos períodos de pesar. “Tornei-me estranho a meus irmãos e desconhecido aos filhos de minha mãe” (Sl 69.8). Foi o clamor de um deles que falou em nome dos demais!
Nada é mais revelador que a visão que Moisés teve daquele sobre quem todos os profetas escreveram, descrevendo-lhe a solidão na cruz. A solidão profunda não foi percebida pela presença da multidão.
É meia noite. No cimo das Oliveiras
A estrela brilhante seu brilho feneceu
É meia noite. No jardim, agora,
O Salvador sofredor solitário, ora.
É meia noite. Longe de todos
O Salvador luta contra seus temores, só.
Até o discípulo a quem ama
Não se importa com as dores e
Lágrimas do seu mestre. (Willian B. Tappan)
Na escuridão, solitário morreu, escondido dos mortais; e ninguém o viu quando triunfante ressuscitou saindo da tumba, inda que muitos o viram depois e deram testemunho de sua glória. Existem coisas sagradas demais para que o olho humano contemple, a não ser Deus. A curiosidade, o clamor, as boas intenções em querer ajudar, apenas impedem a alma que espera tornando impossível a comunicação da mensagem secreta de Deus ao coração do adorador.
Reagimos, muitas vezes a um tipo de religiosidade e repetimos por obrigação palavras e frases apropriadas, inda que estas não expressem nossos reais sentimentos, porque carecem de autenticidade e de experiência pessoal.
Este é o tempo para isto. Uma lealdade convencional pode levar algumas pessoas a dizerem que isto não é verdadeiro, afirmando coisas como, “não estou só”, porque Cristo disse “Nunca te deixarei nem te abandonarei” e “estarei contigo para sempre”. Como posso ficar sozinho se Jesus está comigo?
Claro, não quero analisar a sinceridade dessas pessoas, mas tal testemunho é lindo demais para ser real. É óbvio que é uma declaração do que deveria ser verdadeiro e não da realidade experimental. Esta alegre negação de solidão é prova de que a pessoa nunca andou com Deus a não ser pela sustentação e encorajamento da sociedade.
O senso de companhia que erroneamente atribui à presença de Cristo, possivelmente seja fruto da amizade das pessoas. Lembre-se que você não pode carregar sua cruz com outras pessoas. Mesmo que esteja cercado pela multidão, a cruz é só dele e a cruz que ele carrega marca-o como pessoa que vive à parte das demais. A sociedade está contra ele, do contrário não carregaria uma cruz. Ninguém é amigo de alguém com uma cruz. “Todos o abandonaram”.
A dor da solidão é fruto da constituição de nossa natureza. Deus nos fez gregários. Para viver em grupo. Este desejo por companhia é natural e correto. A solidão do cristão é resultado de sua caminhada com Deus num mundo impiedoso. Jornada que às vezes o afasta da companhia de bons irmãos, e também do mundo. O instinto que Deus pôs no cristão clama pela companhia de outras pessoas, por pessoas que entendam seus desejos, aspirações, sua dedicação a Cristo, e, pelo fato de haver tão poucas pessoas em seu círculo de amizade que partilham de experiências profundas, o cristão se vê forçado a andar só.
O desejo anelante dos profetas por compreensão humana levava-os a clamar e a reclamar, e até nosso Senhor sofreu da mesma maneira.
A pessoa que se posta ante a divina Presença e tem uma experiência interior, não será compreendida. Claro que se envolverá na vida social da igreja, porque terá que se encontrar com as pessoas nos cultos, mas encontrará dificuldades em encontrar a verdadeira amizade espiritual. E não pode esperar que as coisas sejam diferentes. Afinal, este cristão é um peregrino e estrangeiro, e a jornada que empreende não é feita com os pés, mas com o coração. Ela anda com Deus no jardim secreto de sua alma – e somente Deus pode caminhar com ele ali. Tal pessoa tem um espírito diferente daqueles que pisam os átrios da casa de Deus. O que ela vê, os demais apenas ouviram; e tal pessoa caminha com elas, à semelhança de Zacarias depois de sua experiência, quando as pessoas diziam: “Ele teve uma visão”.
O verdadeiro homem espiritual é um ente singular. Não vive para si mesmo, e sim para promover o interesse de Cristo. Procura persuadir os demais a entregarem tudo ao seu Senhor, sem se preocupar com o que irá receber em troca. Seu prazer não está em ser honrado, mas em ver seu Salvador glorificado diante dos homens. Seu prazer está em promover seu Senhor, enquanto ele mesmo quer ser negligenciado. Poucos são os que ele encontra que se interessam em conversar sobre o supremo objeto de seu prazer, por isso silencia e se preocupa no meio da multidão ruidosa e interesseira.
Não é sem razão que tem a reputação de ser duro e sério, por isso é evitado e o abismo entre ele e a sociedade aumenta. Busca encontrar amigos cujas vestes ele pode sentir o aroma das mirras e aloés e da cássia, pessoas que vivem longe dos palácios de marfins, e a poucos encontra, e ele, como Maria guarda essas coisas em seu coração.
É esta solidão que o lança nos braços de Deus. “Porque, se meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me acolherá” (Sl 29.10). Por não encontrar amizades humanas é impelido a buscar em Deus o que não consegue encontrar nos amigos. Aprende em solitude interior o que não consegue aprender com a multidão – que Cristo é tudo em todos, feito sabedoria, justiça, santificação e redenção, e que nele possuímos o sumo da vida.
Duas coisas ainda precisam ser ditas: Primeiro. O homem solitário do qual falamos não é um ser arrogante e orgulhoso, nem tampouco o mais santo que todos, um santo austero ironicamente satirizado pela literatura popular. Ele sente que é o menor de todos os homens, e se condena por sua solidão. Anela compartilhar seus sentimentos com outras pessoas, abrir seu coração com alguém que o entenda, mas o clima espiritual em que vive não o anima a fazê-lo, por isso permanece em silêncio e conta seus dramas somente a Deus.
Segundo. O santo solitário não se afasta nem ignora o sofrimento das pessoas, gastando seus dias em contemplação empírica. O contrário é verdadeiro. Sua solidão leva-o a sentir empatia aos quebrantados de coração, aos pecadores e caídos. Por viver separado do mundo pode ajudar os que são pelo mundo violentados. Meister Eckhart ensinava seus discípulos que se estivessem em oração e soubessem que uma pobre viúva precisava de alimentos, deveriam interromper o tempo de oração para cuidar da viúva. “Depois você pode recomeçar suas orações onde você as interrompeu. Deus não levará isso em conta”. Este é o comportamento típico dos grandes mestres e místicos de vida interior plena, desde os tempos de Paulo até nossos dias.
A fraqueza de certos cristãos é que se sentem confortavelmente em casa no mundo. Na tentativa de conseguir se ajustar a uma sociedade degenerada perderam sua característica de peregrinos e se tornaram parte da mesma ordem moral contra as quais deveriam protestar. O mundo os aceita e os reconhece pelo que são. E esta é a pior coisa que pode ser dita a respeito deles. Não são solitários nem santos.
As três tentações que o inimigo usa para nos derrubar! Eva caiu, Jesus resistiu, e você?

Por William Pessôa
Querido leitor, permita-me trazer à vossa lembrança, três armas que o inimigo utiliza para nos destruir, ou seja, são as três coisas que ele usa para nos derrubar.
Que
neste devocional o Senhor Jesus venha a falar poderosamente em seu
coração, fortalecendo-o na fé, para que não sejas derrubado, tampouco
destruído por estas investidas de satanás, mas que possas resistir ao
diabo e ele fugirá de você, e poderás uma vez mais, glorificar a Deus
por mais uma vitória alcançada.
Estas
tentações afligem três áreas de nosso viver, o mesmo ocorreu com Eva,
quando a mesma fora tentada lá no Éden pela serpente, e Eva não soube
resistir à tentação, por não usar a Palavra, verdade, para combater as
investidas da serpente, para com ela.
Depois
quando Jesus fora levado pelo Espírito ao deserto para ali ser
tentado, satanás, usou as mesmas artimanhas para com Jesus, mas Jesus
mesmo em sua humanidade, ou seja, como homem, soube resistir a satanás,
usando a Palavra, verdade e assim obteve a vitória.
O
apóstolo João em sua primeira carta, também nos adverte que satanás
usa ardilosamente a todos o momento nos derrubas, ou que venhamos a
ceder às tentações, usando estes mesmos artifícios, usados para com
Eva, depois com Jesus e hoje conosco.
Quero
te dizer que Eva, não resistiu e caiu, Jesus resistiu e o diabo fugiu e
você como está? Resistindo ou cedendo? Que o Senhor Jesus te
fortaleça, para que não caia e te conceda palavras sábias, através da
interpretação e conhecimento das escrituras para combater a satanás.
Querido
Leitor estes três tipos de investidas de satanás em nossas vidas para
nos fazer cair, são como descrito em Gênesis 3.6, onde Eva viu que, a
árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável
para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e deu também ao seu marido, e
ele comeu.
Em
I João 2.16, diz que porque tudo o que há no mundo, a concupiscência
da carne, a concuspiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede
do Pai, mas procede do mundo, e diz mais que este mundo passa, pois
vive este mundo em contrário à vontade do Pai, mas aquele que faz a
vontade de Deus, resistindo a estas investidas mundanas, permanecerá
eternamente, pois Deus o recompensará.
Com
Jesus em Mateus no capítulo 4, observamos que Jesus conseguiu vencer
as investidas pelo uso da Palavra, que seja eu ou você querido leitor,
possamos usar desta mesma arma utilizada por Jesus, a Palavra, pois é
ela que transforma, que liberta, com a ajuda do Espírito Santo, que nos
convence a todo o momento, seremos mais que vencedores em Cristo Jesus.
A
concupiscência(desejo exagerado) da carne, refere-se aos desejos
malignos da carne, do desejo, do prazer em saciar-se seja por alimentos,
como pelos mais diversos tipos de desejos humanos e carnais.
A
concupiscência(desejo exagerado) dos olhos, refere-se ao materialismo,
à avareza, ao egoísmo, que transmite segurança e poderio, como
transmitindo ao homem a sensação de segurança e proteção extrema,
levando-o a usar de forma descontrolada e desmotivada esta sensação,
através da inversão de valores, valorizando o seu “eu”, em detrimento da
sua submissão à vontade de Deus, da rejeição à vida de renúncia, qual é
símbolo do verdadeiro cristão, imitador de cristo.
A
soberba da vida, refere-se ao homem que busca por si só obter
conhecimento através de sua valorização maior ao mundo em desprezo à
Deus, buscando obter a amizade com o mundo, buscando obter e alimentar
os prazeres da carne, vivendo uma vida para si mesmo, ignorando a Deus
por completo, tomando a dianteira de sua vida, e deixando Deus de fora
do seu projeto de vida, seja no pensamento, seja na concretização do
mesmo.
Aproveite
este devocional, faça uma observação em sua vida, veja onde o inimigo
tem te tentado, peça a Deus força e Ele te fortalecerá.
Mas
que você, querido leitor, possa ficar alerta, que o Senhor Deus
permita a você que prevaleça a estas investidas, que eu, você, nós,
possamos saber, ter a preparação necessária e estar sob a proteção e
orientação divina, para resistirmos ao diabo, e assim ele, venha a
fugir de vossas vidas, e nós juntos declaramos desde já a todo o
momento que a Deus toda honra, glória poder e louvor, para todo o
sempre.
No amor do Pai,
sábado, 9 de novembro de 2013
Que tipo de igreja você quer?
Há tantos tipos de igrejas quanto de
pastores. Se você estivesse a procura de uma para frequentar, sobre qual
delas cairia a sua escolha? Quais seriam os critérios que você usaria
para fazer a sua seleção? Tomei a liberdade de dividi-las em três
grandes grupos, apenas para facilitar a sua visualização do “mercado
religioso” nacional.
As do ‘grupo A’ são as que atraem por
dois fortes apelos: bem-estar e espetáculo. Sob uma ênfase pragmática
simples – os homens têm muitos problemas e queremos dar solução à todos
eles – elas oferecem solução apropriada para cada caso, com rituais
específicos em dias específicos, os quais, garantem eles, vão aplacar a
ira dos espíritos malditos e desembaraçar as tramas infernais, tecidas
inteligentemente para a destruição do matrimônio, da saúde e das
finanças das pessoas. Dentro deste mesmo grupo, adeptas da teologia do
bem-estar, também estão aquelas igrejas que capricham no cenário do
espetáculo, oferecendo experiências muito semelhantes a qualquer uma das
oferecidas pelos inúmeros teatros da broadway: euforia e doses maciças
de endorfina. Nesse ambiente, a audiência grita, berra, pula, canta,
mesmo sem saber o que está cantando, pois tudo o que se busca não é
culto racional, o alvo é a sensação.
As do ‘grupo B’ são as que fascinam pelo
misticismo. Visões, arrebatamentos de sentidos, quedas, risos, choros,
açulamento emocional, e uma forte personalidade por trás de um microfone
(ou sem ele), impondo autoridade pelo volume da voz e de afirmações
sobre a presença de seres celestiais e infernais, em batalhas violentas
entre o bem e o mal, que certamente imporiam a J. K. Rowling e seu
personagem Harry Potter o lugar de figurantes. Igrejas deste grupo fazem
muito sucesso num país cuja religiosidade foi formada em torno de ocas e
senzalas.
Outro detalhe, digno de um parágrafo
exclusivo, que une as igrejas do grupo ‘A’ e ‘B’, é o forte apelo
financeiro por trás dos seus serviços. Para elas, dinheiro é artefato de
culto, por isso, dedicam um tempo considerável construindo argumentos e
mecanismos para arrancar o máximo dos seus adeptos, também fascinados
com os lucros que a divindade poderá lhes dar dos seus ‘investimentos’.
Em seus ambientes vende-se de tudo e seus pastores mais parecem com
mascates do que com embaixadores.
Finalmente, as do ‘grupo C’,
comprometidas com a reflexão sobre o texto sagrado, e totalmente
desvinculadas da máxima romana de que o povo necessita de pão e circo,
oferecem um ambiente mais devocional, cânticos contextualizados com a
fé, e uma séria dedicação pastoral associada ao serviço e ao ensino.
Tais igrejas, não comovem pelo espetáculo mas por sua seriedade e
respeito aos seus membros. Elas também falam em dinheiro, dízimos e
ofertas, não como artefatos de culto, mas como um instrumento de
sustento da proclamação da verdade.
Que tipo de igreja você quer? É só escolher.
DEUS ME MOSTROU? DEUS ME FALOU? DEUS ME REVELOU? TEM CERTEZA?
Texto base: “Não tomarás
o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente
o que tomar o seu nome em vão”. (Ex 20.7 AFC)
Fico preocupado com
alguns irmãos quando fazem o que vem na cabeça dizendo ser a vontade de
Deus! É tanta “profecia”, “revelação” e “experiências sobrenaturais” que
começo a duvidar se de fato sou um cristão genuíno – essas coisas não
são corriqueiras a mim.
Não quero com isso
limitar o poder de Deus nem tão pouco menosprezar as experiências
verdadeiras que alguns irmãos tiveram. Até porque não sou
“cessacionista” e acredito piamente nos dons espirituais e nos milagres
que seguem os que creem. A questão é a forma que muitos têm usado o nome
de Deus para seu próprio benefício. Quanta carnalidade escondida no
excesso de “espiritualidade” ostentada a vista da plateia. Quando me
deparo com alguém falando que foi ao terceiro céu, ou que viu anjo, ou
se não, viu o próprio Jesus, logo me vem à mente – ou este irmão é muito
“ungido”, ou ele é um tremendo de um “picareta” e não é irmão.
Há muita falta de temor
por traz destas coisas. Gente que não conhece o Deus da Bíblia -, mas
que fala em seu nome. Não é bom o zelo sem o conhecimento (Pv 19.2).
Pior é jurar em nome de Deus ou por sua própria cabeça. Temos que ser
honestos mesmo que nosso ministério não ganhe popularidade. Fomos
chamados para ser fiel e não para ganhar ibope. Quantas pessoas correm
atrás disso - “feiticeiros evangélicos” que não se contentam com o que
está escrito. Nossa palavra deve ser sim, sim ou não, não -, passou
disso - vem do maligno.
Paulo se fosse um
charlatão faria um grande sucesso perante os gregos e judeus. Um homem
que foi até o terceiro céu - viu coisas que nunca poderão ser
compreendidas neste corpo mortal. Este mesmo Paulo não se beneficiou nem
um pouco da visão que lhe foi dada. Pelo contrário! Preferiu não ir
além do que está escrito (1 Co 4.6).
Quantas pessoas caindo
em maldição por votarem precipitadamente. A Bíblia é clara, “guarda o
pé, quando entrares na Casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do
que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal”.
Quantos irmãos pronunciam palavras diante de Deus, prometendo o que não
vão cumprir - falando que Deus falou sem ter Ele falado. São como sinos
que ressoam sem a afinação devida. O cristão é de poucas palavras, pois
do muito falar, nascem às palavras néscias. Há mais esperança para o
insensato do que para o homem que é precipitado no dizer (Pv 29.20).
Amados, a aplicação
prática deste pequeno estudo é alertar que nem sempre Deus está quando
seu nome é citado. Não importa quem seja – qualquer ensino, revelação e
profecia que não se enquadrem com o ensino das Escrituras, imediatamente
devem ser rejeitados e tratados em caráter de maldição. Até Paulo que
foi ao terceiro céu, disse que caso mudasse sua doutrina da que foi
transmitida por ele no começo do seu ministério, e mesmo que um anjo do
céu endossasse tal ensino, deveria ser rejeitado e considerado como
anátema (Gl 1.8).
É necessário no temor
lembrar que Deus está no Céu e nós estamos na terra. Tomar o nome de
Deus em vão é falar daquilo que não se conhece para receber se
auto-promover, tomando para si a glória que pertence ao único Digno de
louvor. Muito cuidado, pois o Senhor não dará por inocente aquele que
tomar Seu Santo Nome em vão!
Cuidado com este
evangelho esotérico pragmático apresentado em algumas igrejas ditas
evangélicas. Nestes lugares há sempre um líder que recebe as visões e
toda comunidade é coagida a acatar como sendo canônicas - imunes de
julgamentos. Isso não tem respaldo bíblico! Tratam de pessoas carnais,
manipuladoras e sem temor a Deus - que reivindicam uma “unção” dos
“superes ungidos”; “e ai daquele que tocar no ungido do Senhor”. Quanto a
estes, as Escrituras são claras. Ela é nossa maior autoridade pelo qual
podemos confrontar qualquer um que se diz profeta, apóstolo, bispo, ou a
quarta pessoa da trindade, mas que está fora do crivo escriturístico,
pois está escrito: “Ninguém se faça árbitro contra vós outros,
pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões,
enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal”. (Cl 2.18 ARA)
Pensemos duas vezes
antes de falar “ah Deus me mostrou, Deus me falou ou Deus me revelou”.
Que o Senhor nos ajude a sermos humildes o bastante a ficarmos apenas
com as Escrituras e nada a ela acrescentar, pois este é o ensino:
“...aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro”. (1 Co 4.6 AFC)
Sola Scriptura!
Igreja Efeminada
Por Stephen Perks
Recentemente fui questionado se seria correto
dizer que, na história do mundo, dinastias e civilizações inteiras de
fato naufragaram na rocha da homossexualidade. Minha resposta foi que
não deveríamos pôr as coisas desse modo. Claro, eu creio que a prática
homossexual é imoral e proibida pela Lei de Deus. Todavia, em Romanos
1.21 – 32, Paulo põe dessa forma: deixaram de servir a Deus para
servirem à criatura. Como uma consequência, Deus entregou-lhes às
paixões impuras. Homossexualidade é julgamento de Deus sobre uma
sociedade que abandonou a Deus e adora a criatura em vez do Criador. A
apostasia espiritual é a rocha na qual as culturas, incluindo a nossa,
foi fundada, e a homossexualidade é o julgamento de Deus sobre tal
apostasia. Esta é a razão porque a homossexualidade era uma prática
comum entre as antigas culturas pagãs; na verdade, é uma prática comum
entre a maioria das culturas pagãs, incluindo a nossa crescente cultura
neo-pagã. Em resumo, a ideia de que a tolerância da homossexualidade é
um mal que conduzirá ao julgamento de Deus não é bíblica, pois coloca o
carro na frente dos bois. É exatamente o contrário! A prevalência da
homossexualidade em uma cultura é um sinal seguro de que Deus já tem
executado ou está executando sua ira sobre a sociedade por sua
apostasia. A causa deste julgamento não é a prática imoral da
homossexualidade (apesar dos atos imorais homossexuais); mas sim, sua
apostasia espiritual. A prevalência da homossexualidade é o efeito,
não a causa da ira de Deus visitando aquela sociedade. E em uma
sociedade cristã (ou talvez devesse dizer “pós-cristã”), isso significa,
inevitavelmente, que a prevalência da homossexualidade na sociedade é
julgamento de Deus sobre a igreja por sua apostasia, sua infidelidade para com Deus, porque o julgamento de Deus começa com a Casa de Deus (1Pe 4.17).
Esta, decerto, não é uma mensagem
popular aos cristãos. É fácil levantar o dedo para os pecados e
imoralidades grosseiros, mas a igreja está muito menos disposta a
considerar seu papel nos males sociais que maculam nossa era. A
apostasia espiritual que nos levou à presente condição começou na
igreja, e grande parte do fracasso da sociedade moderna, que os cristãos
corretamente lamentam pode, em alguma medida, ser atribuída a esta
apostasia da igreja como a causa fundamental.
E mesmo agora a igreja recusa-se a assumir sua responsabilidade para
preservar a sociedade deste mal tão sério, tendo abdicado de seu papel
profético como porta-voz de Deus para a Nação.
Claro, isto não quer dizer que não
deveríamos desafiar o lobby gay e não trabalharmos para estabelecer uma
moralidade bíblica em nossa sociedade. Nós devemos. Mas, também devemos escolher
as prioridades corretas; e eu temo que a igreja tenha um diagnóstico
equivocado destes problemas e tenha escolhido errado as suas
prioridades. A Igreja sofre com o flagelo homossexual, tanto quando, e
talvez mais, do que qualquer outro setor da sociedade (com exceção da
mídia e do mundo do entretenimento). Para maior parte deste século, a
igreja tem procurado um deus feminino para substituir o Deus da Bíblia.
Nós tivemos ministros que ensinaram, agiram e pregaram como mulheres há
muitos anos. O Ministério Pastoral de nossa geração é, no geral,
caracterizado pela feminilização. O crescente número de homossexuais no
ministério é, penso, simultaneamente uma causa e efeito relacionados a
isto e, ao mesmo tempo, uma manifestação do julgamento de Deus sobre a
igreja. Muitas vezes, é claro, o julgamento funciona numa relação de
causa e efeito, porque toda criação é obra de Deus; portanto, ela
funcionada de acordo com Seu plano e vontade. A igreja tem se tornado
completamente efeminada por causa de um clero efeminado. O Ministério
hoje é dirigido primariamente por mulheres, e ministros têm começado a
pensar e agir como mulheres, porque o Cristianismo tem se tornado
naquilo que é chamado de “religião salva-vidas” – mulheres e crianças
primeiros. E o mundo vê isso bem adequadamente.
Por exemplo, foi-me dito em mais de uma
ocasião por pastores e presbíteros que, quando eles visitam os membros
de suas igrejas, se porventura o homem da casa vem recebê-los à porta,
frequentemente a primeira coisa que este homem diz é: vou buscar a
esposa. Pastores e Presbíteros estão ali para mimar as mulheres e as
crianças; ou então, como pensa o mundo, isto é simplesmente porque o
ministério na igreja é frequentemente dirigido principalmente às
mulheres e crianças, e não aos homens. Tenho observado o mesmo tipo de
coisa em reuniões das igrejas. Se alguém levanta uma questão doutrinária
ou mesmo assuntos sérios sobre a missão da igreja, o interesse é quase
nulo. No entanto, frequentemente tem havido, e continua havendo, enormes
problemas doutrinários e problemas relacionados ao entendimento da
igreja de sua missão no mundo, incomodando essas igrejas; apesar disso,
estas igrejas nem mesmo consideraram que isso merece discussões nas
reuniões de liderança da igreja. Os líderes da Igreja falarão de maneira
interminável sobre “relacionamentos” e afins, mas evitarão questões
doutrinárias [como evitam] a praga porque estes assuntos são
considerados causas de divisão e que dificultam os “relacionamentos”.
Agora, no fundo eu creio que isto é um
sério problema criado pela feminização da liderança da igreja. A agenda
da liderança, que é uma agenda masculina, foi substituída por uma agenda
feminina, que é um desastre para liderança. A igreja tem abandonado o
Deus das Escrituras pelo conforto de uma divindade do tipo feminino que
não requer líderes eclesiásticos que exponham doutrinas bíblicas ou ajam
com convicção de acordo coma Palavra de Deus (ambos são percebidos,
muitas vezes com razão, como causador de divisão – Mt 10. 34ss); mas, em
vez disso, exige líderes simplesmente para mãe de suas congregações de
uma forma feminina. Isso, naturalmente, produz ministros efeminados e
uma igreja efeminada. Mas, isto não é simplesmente uma causa e efeito
impessoal relacionadas. Deus age através de causas secundárias em sua
Criação para executar sua vontade. Um ministério efeminado e uma igreja
efeminada são a resposta de Deus para a determinação de a igreja
substituir o Deus da Escritura por um deus do sexo feminino; e esta
cruzada contra o Deus da Bíblia tem sido em sua própria maneira, uma
característica do evangelicalismo, como abertamente tem sido a
característica do liberalismo que os evangélicos dizem abominar, mas
ainda assim, estão dispostos a imitar.
Este não é um problema apenas agora na
igreja, mas porque está na igreja, a sociedade em geral é agora
feminizada e efeminada. Somos governados por mulheres e homens que
pensam e agem como mulheres. Mas, as mulheres não fazem bons governos em
geral. Em Margaret Thatcher tivemos uma situação inversa: uma mulher
que pensava mais como um homem deve pensar, mas a exceção não anula a
regra. Eu não estou discutindo um ponto político aqui, nem endossando
qualquer posição [política]; até porque eu acredito que isto tudo é
parte da situação em julgamento. O mundo está de cabeça para baixo,
porque os homens viraram de cabeça para baixo por sua rebelião contra
Deus. Jean-Marc Berthoud frisou bem este ponto em seu artigo “Humanism:
Trust in Man – Ruin of the Nations”, o qual eu recomendo em relação a
este tópico. Agora somos governados por mulheres e crianças (Is 3.4, 12)
Mas, a Liderança não é feminina. Líderes
Efeminados não governam bem, seja o Estado, seja a Igreja. É vital que a
Justiça seja temperada com Misericórdia. Mas alguém não pode temperar a
Misericórdia com a Justiça. Quando a misericórdia é colocada antes da
justiça, as sociedades sofrem colapsos nas situações idiotas que temos
hoje, onde os criminosos são libertos e as pessoas inocentes são
condenadas. Por exemplo, as punições infligidas aos motoristas por
inadvertidamente dirigirem um pouco acima do limite da velocidade hoje,
mesmo onde não há perigo envolvido, são muitas vezes mais graves do que
os castigos infligidos aos ladrões. E hoje um pai pode ser punido por
bater em um filho travesso – mesmo que tal castigo seja realizado num
ambiente de amor e disciplina e não haja perigo para criança – mas ainda
assim, alguém pode, com impunidade, assassinar os filhos ainda não
nascidos. O Estado ainda paga por esses abortos, fornecendo-lhes o
Sistema Único de Saúde.
Creio que isto é o resultado final da
feminização de nossa cultura. Pensa-se, frequentemente, que a liderança
feminina é mais compassiva, mais carinhosa. Isto é um mito que a
ideologia feminista tem trabalhado nas percepções populares da realidade
em nossa cultura. Pelo contrário, a cultura feminista é uma cultura
violenta, uma cultura que produz o aborto e ao mesmo tempo exige que se
extinga as coisas tipicamente masculinas. Uma situação mais perversa é
difícil de se imaginar. Em última análise, o feminismo é, na prática,
inerentemente violento, intrinsecamente instável, intrinsecamente
perverso, inerentemente injusto, porque ele é todas essas coisas em
princípio, a saber, a rejeição da ordem criada por Deus; e as
consequências de um compromisso religioso sempre se desenvolverão na
prática. O Feminismo está, agora, desenvolvendo as consequências
práticas de sua visão religiosa da sociedade (e isto é sua religião).
As igrejas têm falhado em ver isso. Elas
têm abraçado o feminismo vigorosamente, e como consequência, se
tornaram uma importante avenida pela qual o Feminismo tem sido capaz de
influenciar nossa cultura. O clero estava envolvido na feminização da fé
e da igreja bem antes do Movimento Feminista tivesse se tornado
consciente na percepção popular. E a feminização de nossa cultura é um
dos principais motivos para sua anarquia e violência. Por exemplo, o
resultado da feminização da sociedade tem sido a de que os homens
perderam o seu papel em muitos aspectos. O feminismo tem definido homens
em nada mais do que briguentos ou efeminados. Na perspectiva feminista,
estas são as duas alternativas para os Homens, embora isso não possa
ser entendido por muitas feministas; talvez normalmente não seja, porque
o Feminismo é ingênuo e não opera com base na razão, mas na emoção; e
estas coisas trazem-nos novamente ao problema da liderança e governos
femininos. Emoções não lideram ou governam bem. Para as Feministas, os
homens são governantes incapazes; as mulheres devem governar.
Agora nós temos o governo de mulheres e
homens efeminados. O efeito de colocar as virtudes femininas no lugar
das virtudes masculinas, e as virtudes masculinas no lugar das virtudes
femininas tem sido a de subverter a ordem criada. Como resultado, a
justiça é desprezada e a misericórdia é transformada e colocada em seu
lugar. A Liderança é masculina, mas é preciso temperá-la com as virtudes
feministas. Quando as virtudes feministas estão na liderança, as
virtudes masculinas não podem funcionar; a masculinidade é feita
desnecessária. Isto é um dos problemas mais sérios da nossa sociedade. O
Feminismo tornou a liderança masculina na igreja e da nação obseleta e,
agora, estamos colhendo as consequências espirituais e sociais disto. A
Justiça é uma vítima! A misericórdia cessa de ser misericórdia e
torna-se indulgência dos piores vícios. Violência, anarquia, desordem e
uma sociedade disfuncional são o legado da Feminização de nossa
Sociedade, porque neste sentido, nem as virtudes masculinas, nem as
femininas podem desempenhar apropriadamente seu papel. O mundo é posto
de ponta cabeça. Até mesmo as igrejas “crentes na Bíblia” são
anestesiadas na sua apostasia em relação a este e muitos outros assuntos
em nossa sociedade. Temos uma igreja efeminada, e uma sociedade
efeminada e, portanto, a resposta de Deus tem sido um ministério cada
vez mais homossexual e uma crescente sociedade homossexual. Este é o
justo julgamento de Deus sobre nossa apostasia espiritual.
A resposta é o arrependimento, voltar-se
para Deus e abandonar nosso caminho de rebelião contra a ordem divina
da Criação. A igreja deve começar isto. O julgamento começa com a igreja
(1Pe 4.17) e o arrependimento também. Eu não creio que resolveremos o
problema homossexual até reconhecermos sua causa. É o julgamento de Deus
sobre a apostasia da Nação. Liderando o caminho para esta apostasia
estava a igreja.
O que tenho dito acima não significa
minimizar a seriedade do problema homossexual, nem sua imoralidade. Mas
devemos reconhecer isto como uma manifestação do julgamento de Deus,
como Paulo tão claramente ensina em Romanos, capítulo um. A resposta
está em combater as causas, enquanto não deixamos de fazer as outras
coisas. O que eu disse aqui não significa promover uma diminuição da
oposição cristã aos direitos homossexuais por qualquer meio; mas
significa encorajar a uma maior leitura do problema, porque é nesta
vasta leitura do problema que detectamos a causa e esperamos a solução
para o problema.
Além disso, este assunto não um assunto
isolado. É parte inseparável da re-paganização de nossa sociedade, uma
tendência de que a igreja, em grande medida, não apenas tem tolerado,
mas por vezes, estimulado, por sua percepção míope de fé e sua negação
prática de sua relevância para toda a vida do homem, incluindo seus
relacionamentos e responsabilidades. Enquanto a crítica é necessária e
vital na tarefa profética da igreja de levar a Palavra de Deus para
influenciar nossa sociedade, ela não é o bastante. Em vez disso, a
igreja também deve jogar fora o seu próprio consentimento na prática do
humanismo secular e praticar o pacto da vida da comunidade redimida no
momento que ela tenha qualquer efeito sobre nossa cultura. Portanto, o
julgamento continuará ininterruptamente até a igreja mais uma vez
começar a viver para fora, bem como falando a palavra de vida para
sociedade em sua volta. Somente então quando ela começar a manifestar o
reino de Deus; e apenas quando a igreja começar a manifestar o reino de
Deus novamente, nossa sociedade começará a ser liberta do julgamento de
Deus.
O mundanismo prega graça falsificada!
Por Josemar Bessa
Acreditar na verdade
bíblica da Soberania de Deus, na Graça soberana... aponta para o
imperativo da santificação. O mundanismo em quem fala sobre a graça é
sempre fruto da separação impossível da graça e da verdade, como se
fossem coisas antagônicas. A manifestação da glória de Deus em sua
perfeição em Cristo e em toda a Palavra mantém sempre estas duas coisas
juntas: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua
glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.”
João 1:14
A nossa santidade foi planejada por Deus na eternidade: “Porque
a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências
mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente”
- Tito 2:11-12 – É assim que a graça se manifesta. A graça de Deus se
manifestou e isso sempre produz santidade. A “graça de Deus se
manifestou” aponta, é uma referência a Cristo. Ele já veio e esse plano
eterno mostra que a nossa santidade é fruto de planejamento eterno.
A linguagem junto com a eleição sempre é esta – aponta para a santidade, “Revesti-vos,
pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de
misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade”
-Colossenses 3:12 – e qualquer ensino das Doutrinas da Graça que não
apontem para isso, mas como uma liberdade para ser e viver como o homem
natural, caracterizado pela sociedade que nos cerca, é uma grosseira
falsificação da Verdade, o que não tem sido incomum nestes dias.
A santidade está enraizada no conselho eterno de Deus: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”
- Romanos 8:29 – O propósito divino é mostrados na nossa conformidade a
Cristo. Isto nada mais é que Santidade. A semelhança com Cristo é a
santidade, e é de suma importância isso ficar claro para nós. Podemos
ter inúmeras habilidade, conhecimento teológico, capacidade intelectual,
habilidades na comunicação, mas se não há semelhança com Ele, não há
santidade.
Como podemos saber que
fomos eleitos, pergunta John Owen – A resposta sempre vem – Deus
destinou que você seja santo? Ainda temos um combate com o pecado mesmo
sendo homens regenerados, e sem a Graça nós falharíamos completamente
neste combate, mas o plano eterno de Deus é o impulso e poder necessário
e suficiente para o crescimento em santidade.
A imagem de Deus foi
quebrada no homem quando este pecou – a obra eterna de Deus visa
exatamente nos livrar de tudo que não é Cristo em nós, santificação! O
propósito de Deus é que sejamos à imagem de Seu Filho, e a isto fomos
eleitos e predestinados. Em Romanos, Paulo continua dizendo que NADA vai
frustrar esse plano – Satanás?... Quem pode ficar no caminho de Deus?
Quem pode destruir Seu propósito? Em seu poder Onipotente e Soberano
Deus em seu plano restaura o universo para que ele reflita Cristo.
Ele“desconstrói” os eleitos e reconstrói nosso caráter, vida... para
sermos semelhantes a Cristo. Deus está determinado que você (se de fato é
igreja de Cristo) vai ser transformado na mesma imagem de Cristo.
Santidade nos eleitos de Deus não é uma ameaça, mas um motivo de
alegria, adoração, humildade... porque a santidade foi comprada pela
obra perfeita de Cristo para todos aqueles que Deus chamou eficazmente.
Precisamos ver que o
papel de Cristo na santificação se estende para muito além da compra
somente, a santidade foi adquirida por Cristo – não como um trabalho
adicional, Justificação e Santificação estão ligadas entre si e
inseparáveis. Minha santificação é tão comprada como qualquer outro
aspecto da salvação. Podemos ficar tão focados no sangue de Cristo que
perdoa, que perdemos de vista que ele também compra a nossa santificação
e santidade. Não há nenhuma benção no Evangelho que vem de algo além de
Cristo e este crucificado. Nós não recebemos nada ( e nem poderíamos )
que Ele não tenha comprado por sua obediência e expiação: “E, visto
como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou
das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império
da morte, isto é, o diabo; E livrasse todos os que, com medo da morte,
estavam por toda a vida sujeitos à servidão. Porque, na verdade, ele não
tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão. Por isso convinha
que em tudo fosse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel
sumo sacerdote naquilo que é de Deus, para expiar os pecados do povo.” - Hebreus 2:14-17
A morte de Cristo é uma
realidade multifacetada, e isto é assim porque o pecado não é uma massa
única e independente em nossos corações, mas o pecado é tecido
multidimensionalmente em nossas vidas. A salvação no Sangue derramado na
Cruz é uma perfeita expiação que corresponde a esse pecado. Estamos
indo para sermos um dia totalmente santificados – o que significa que
não haverá nenhum vestígio de pecado em nós – e esse processo poderoso e
infalível em todos os que Deus elegeu, começa imediatamente no momento
que o homem é regenerado: “que se entregou a si mesmo por nossos
pecados a fim de nos resgatar desta presente era perversa, segundo a
vontade de nosso Deus e Pai” Gálatas 1:4
Muitas vezes o
entendimento das pessoas sobre a cruz é completamente superficial –
temos que enxergar as múltiplas dimensões do pecado e entendermos
claramente as múltiplas dimensões da obra feita na cruz: “Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença.” - Efésios 1:4
“Revesti-vos, pois,
como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de
benignidade, humildade, mansidão, longanimidade” -Colossenses 3:12
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Morre o Ap. Bud Wright, fundador da Igreja Evangélica Verbo da Vida
Às 07h15 desta manhã de 7 de Novembro de 2013, o Ap. Bud Wright, da Igreja Evangélica Verbo da Vida, partiu para o Senhor.
Aos 68 anos, ele deixa a sua fiel
escudeira mama Jan, um filho, netos, bisnetos, milhares e milhares de
filhos espirituais e um grande legado de fé, amor e obediência ao
chamado de Deus.
Em seu perfil no Facebook, muitos
internautas lamentam sua partida, mas se alegram pelo exemplo de fé de
um verdadeiro homem de Deus que deixou.
Até o seu último dia de vida, Bud Wright
pregou a palavra de Deus. Na noite dessa quarta-feira (6), ele
ministrou sobre fé no Centro de Cura em Campina Grande-PB.
Que nos lembremos de Jan Wright e toda a família nesse momento de dor.
O velório do corpo do Ap. Bud Wright
será aberto ao público amanhã (Sexta-Feira) a partir das 17h. O Culto
memorial será Domingo pela manhã, às 10h (transmitido AO VIVO pelo
VerboTV). Ambos na Igreja Verbo da Vida sede, em Campina Grande-PB. O
sepultamento do corpo será logo após o culto.
[Fonte: Guia-me]
***
Nas redes sociais várias pessoas comentaram a morte do Apóstolo, dentre tantos falou o Pr. Weber Firmino Alves – Igreja Congregacional El Shaday – Esperança/PB, que escreveu:
“Meus sentimentos à
família do Pr. Bud Wright devido ao seu falecimento no dia de hoje,
07/11/13, especialmente à sua esposa, filhos e netos, bem como a todos
que o amavam.
Por outro lado, as
perguntas feitas por Marcelo Gomes em sua postagem são
significativamente importantes para refletirmos sobre a teologia
proposta pelo Curso Rhema Brasil.
Sabe-se que esse
centro de treinamento religioso – importado dos EUA para o Brasil pelo
Pr. Bud, divulga a doutrina de que sempre é vontade de Deus curar os
seus filhos. Este é um dos pontos essenciais da Teologia da
Prosperidade.
Na verdade Pr. Bud
não é o primeiro pregador da “cura divina sempre disponível” a falecer
doente (lutando com tratamento, inclusive), mas acredito que sua partida
talvez sirva de marco no conceito de Cura Divina defendido por esta
teologia. Conforme os doutrinadores da prosperidade, quando a cura não
ocorre, deve haver algum impedimento por parte do fiel: pecado ou falta
de fé. Honestamente, não creio que esse tenha sido o caso do Pr. Bud,
pelos seguintes motivos:
1) Acredito que ele era um crente sincero, embora com conceitos errados;
2) Num dia anterior ele pregou sobre fé no Centro de Cura Divina de sua igreja.
Outrossim, entendo
que Deus está querendo mostrar, na prática, que Ele é soberano para
levar seus filhos, da forma como quer. A promessa da cura perfeita é,
como diriam os velhos teólogos, “já e ainda não”. Quando estamos
doentes, pedimos que o Senhor nos cure, sabendo que ele poderá adiantar
as bênçãos do céu e nos curar; mas, ainda assim, sabemos que apenas o
céu é o lugar onde ficaremos definitivamente livres da enfermidade.
Que os desígnios do
Senhor, instrua todos que amavam Bud a perceber a incoerência de sua
teologia. Como ambos acreditamos na Vida Eterna através de Cristo, creio
que Bud está agora livre de toda enfermidade, e, além disso, terá o
benefício de ser convencido pelo Senhor sobre seus equívocos
doutrinários”.
Os assassinos da Graça
Por Antognoni Misael
Queria falar um pouco sobre a Graça de Deus e a nossa infeliz tradição legalista religiosa.
A primeira coisa que venho afirmar com
plena convicção é que os nossos compartimentos relacionados a tradição,
fé e graça parecem ainda estarem confusos, obsoletos, e necessitam sim,
entrar na pauta de uma reformalização urgente.
Por que será que é bem mais fácil demarcar cercas na vida do cristão do que ensiná-lo a liberdade em Cristo Jesus? “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Permaneceis, pois, firmes, e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”. (Gálatas 5.1)
Enquanto a liberdade de Cristo está
disponível a todos que desejam recebê-la, há muitos agentes do diabo
escondendo as cartas de alforrias para seus fieis e os submetendo a um
novo jugo de escravidão.
A tradição pesa em nosso desfavor. Vejam só:
- quem nunca ouviu há décadas atrás que
televisão era a uma janela do inferno dentro de casa; que mulher de
brinco e calça jeans era uma espécie de Jezabel?
- que, crente que usasse bermuda poderia ficar caso Cristo voltasse?
- que jogar futebol era uma atividade profana e que os anjos poderiam ver aquilo e tentar fazer o mesmo no céu?
- que ouvir canção secular era uma porta de entrada para o capeta?
- que ir a praia e curtir o verão era uma prática carnal?
- que tomar uma taça de vinho ou um shop gelado com os amigos era um costume dos escarnecedores?
- que tocar rock no louvor era um culto ao diabo?
- que galinha pintadinha é coisa do capiroto?
E por aí vai tantas e tantas restrições…
Onde estão estes demarcadores hoje? Será se não estão fabricando novas listas de proibições?
Note que por muito tempo se pregou (e
infelizmente ainda se prega) o Evangelho de condenação, e não das Boas
Novas; se ensinou mais o que não podemos fazer do que o que pode ser
salutar e viável para o bom desenvolvimento da vida do cristão,
principalmente em seu aspecto humano, social e cultural. Neste sentido,
diga-me se não é mais confortável reconstruir regras e demonizar coisas,
do que descobrir os panos da religião e proclamar o Evangelho da Cruz?
É bárbaro notar como Lei retorna em formatos modernos!
O perigo de toda essa inversão é que ao
invés de se estar instalando o Reino de Deus na terra, esteja se
fincando mais uma bandeira religiosa em solo azul anil.
Precisamos repensar muita coisa e a
partir dos nossos cenários locais (igreja e comunidades), proclamarmos a
Graça, a Cruz, e mais do que isso, lutarmos pela verdadeira liberdade
conquistada em Cristo.
Chega de listas! Chega de Lei disfarçada
de novas recomendações, quase sempre impossíveis de serem cumpridas em
sua totalidade! Chega de líderes idiotas e crentes idiotizados!
Não estou abrindo a porta para a
libertinagem cristã. Estou defendendo que é muito mais importante as
orientações para o bom uso da ’chave da vida’ do que a construção da
porta para o legalismo. Há riscos de que haja más interpretações? Sim
claro! Sempre haverá riscos. Mas, não tenhamos dúvida, bem melhor são as
quedas no andaime da Graça do que a construção do prédio da
religiosidade.
“Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?
De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” Rm 6:1-2
Certa vez, S. Lewis Johnson escreveu um artigo intitulado “A paralisia do legalismo”, neste texto ele põe o dedo na ferida:
“Um dos problemas
mais sérios que atinge a igreja ortodoxa cristã hoje é a questão do
legalismo. Um dos mais sérios problemas que atingia a igreja nos dias de
Paulo era o problema do legalismo. Em ambos os momentos ele é o mesmo. O
legalismo arranca do crente a alegria do Senhor e, justamente
com a alegria do Senhor, sai também seu poder para uma adoração vital e
um culto vibrante. Nada é deixado de lado, a não ser uma
declaração limitada, sombria, melancólica e apática. A verdade é traída e
o glorioso nome do Senhor torna-se sinônimo de um soturno
desmancha-prazeres. O cristão debaixo da lei é uma horrível paródia do original.”
Fujamos dos assassinos da Graça. Eles são perigosíssimos.
“E isto por causa
dos falsos irmãos que se intrometeram, e secretamente entraram a espiar a
nossa liberdade, que temos em Cristo Jesus, para nos porem em
servidão” Gl 2:4
Eles adoram expiar a vida alheia, saber sobre o que fazemos, por onde passamos, o que comemos, com quem andamos…
Aos que circunstancialmente vestem-se
desta capa, tenhamos paciência, e com amor e brandura falemos sobre a
mais bela carta de alforria escrita por Jesus Cristo naquela Cruz.
Que é um Evangélico?

Por Michael Horton
Os
rótulos geralmente são confusos, especialmente quando o conteúdo da
embalagem muda. Suco de uva pode virar vinagre com o passar dos anos na
adega, porém o rótulo não muda junto com as mudanças na substância. O
mesmo vale para o termo evangélico".
Desde
o "Ano do Evangélico", correspondente ao bicentenário de nossa nação
(no caso os EUA) em 1976, o termo - pelo menos na América do Norte -
veio a identificar aqueles que salientam um determinada marca da
política, uma abordagem moralista e freqüentemente legalista da vida, e
certo tipo de imitação, "cafona" de estilo de evangelismo. Para
alguns o termo compreende o emocionalismo que eles vêem na televisão
religiosa. Para outros, hipocrisia e justiça própria. E aí há as
memórias que muitos de nós, que fomos criados como evangélicos, temos:
ambientes familiares fortes e cuidadosos; um senso de pertencer a um
mesmo lugar, com os amigos que gostam de conversar das "coisas do
Senhor".
Independente do seu passado, é importante entender o significado do termo "evangélico".
As
pessoas só começaram a usar o rótulo no século XVI, designando
aqueles que abraçaram o Evangelho que havia - num sentido bem real -
sido recuperado pela Reforma Protestante naquele século. "Evangélico"
vem de "evangel", que é o termo grego para "evangelho". Deste modo, os
"evangélicos" eram luteranos e calvinistas que queriam recuperar o
evangel e proclamá-lo dos altos dos telhados. Era uma designação
empregada para colocar os Protestantes num agudo contraste com os
Católicos Romanos e "seitas". Mas para entender por que estes
Protestantes pensavam que eram realmente aqueles que recuperaram o
verdadeiro e bíblico Evangelho, temos que entender o que era aquele
evangelho.
O "Evangel"
O "Evangel"
A
Reforma era uma coleção de "solas" - esta é a palavra latina para
"somente". Eles vibravam ao dizer "Sola Scriptura!", significando,
"Somente as Escrituras". A Bíblia era a "única regra para fé e prática"
(Westminster) para os reformadores. Você vê que a igreja acreditava
que a Bíblia era totalmente inspirada e infalível, mas a igreja era o
único intérprete infalível da Bíblia. Os Reformadores acreditavam que a
Tradição era importante e que os Cristãos não a deveriam interpretar
por eles mesmos, mas que todos os cristãos sejam clérigos ou leigos,
deveriam chegar a um comum entendimento e interpretação das Escrituras
juntos. A Bíblia não deveria ser exclusivamente deixada aos
"espertos", mas isso nunca significou para os Reformadores que cada
cristão deveria presumir que ele ou ela pudessem chegar a
interpretações da Bíblia sem a orientação e assistência da Igreja.
O
principal ponto de "Sola Scriptura" então, era este: Não deveria ser
permitido à Igreja fazer regras ou doutrinas fora das Escrituras. Não
existem novas revelações, nem papas que ouvem diretamente a voz de
Deus, e nada que a Bíblia não apresente deveria ser ordenado aos
cristãos.
O
segundo "sola" era "Solo Christus", "Somente Cristo". Isto não queria
dizer que os Reformadores não criam na Trindade - pois o Pai e o
Espírito Santo eram igualmente divinos, mas que Cristo, sendo o
"Deus-Homem" e nosso único Mediador, é o "Homem de frente" para a
Trindade. "Aquele que me vê a Mim, vê ao Pai que me enviou", disse
Jesus. Num tempo em que meros seres humanos estão tomando o lugar de
Cristo como Mediador entre Deus e cristãos, os reformadores proclamaram
juntamente com Paulo: "Há somente um Deus e um Mediador entre Deus e
os homens, Jesus Cristo, homem" (1 Tim. 2: 5). Eu cresci em igrejas
onde tínhamos "apelos ao altar" e esta pode ser a coisa mais próxima
que nós cristãos modernos temos do "chamado ao altar" medieval, a
missa. Em nossas igrejas, o pastor atuaria como mediador, vendo nossa
mão levantada "enquanto cada cabeça está baixa e cada olho fechado", e
nós iríamos para a frente onde ele estava, o chamado "altar" e
repetiríamos uma oração após ele. Então ele afirmaria que, tendo
"feito a oração", nós agora estaríamos salvos. Eu me lembro de ter
sido "salvo" novamente, e novamente. Quando me senti culpado após uma
particular e desagradável noite de sábado, lá ia eu novamente ao
altar. Cristãos medievais estavam sempre apavorados até a morte, por
ver que poderiam morrer com pecados não confessados e assim iriam para
o inferno. Assim, a missa era uma oportunidade de "estar em dia com
Deus" e de "encher a banheira" que tinha tido um vazamento por causa
do pecado.
Os
reformadores, porém, diriam àqueles dentre nós que vivem ansiosos
quanto ao fato de estar ou não dentro do favor de Deus, ou se estamos
cedendo demais ou obtendo vitória: "Somente Cristo!" É a Sua vida e não
a nossa, que conta para a nossa salvação; foi a Sua morte sacrificial
e ressurreição vitoriosa que nos assegurou vida eterna. Porque Ele
"entregou tudo"; o Seu mérito cobre totalmente o nosso demérito.
E
isso nos traz ao próximo "sola" - "Sola Gracia" (Somente a Graça!)
Roma acreditava na graça; de fato, a Igreja insistia que, sem a graça,
ninguém poderia ser salvo. Só que a graça era o tipo de "um pó
mágico" que ajudava a pessoa a viver uma vida melhor - com a ajuda de
Deus. Os reformadores, em contrapartida, diziam que a graça não é uma
substância que Deus nos dá para vivermos uma vida melhor, mas sim uma
atitude em relação a nós, aceitando-nos como justos por causa da
santidade de Cristo, e não nossa.
Por
isso eles lançaram o quarto "somente" (sola), que sabemos ser "Sola
Fide" (somente a fé). Considerando que somos salvos somente pela graça,
como obtemos essa graça? Roma argumentava que essa graça era
distribuída pela igreja através dos vários métodos que os "altos
escalões" haviam inventado. Fé mais amor, ou fé mais boas obras, ou
alguma coisa assim, tornou-se a fórmula para a salvação. Os
reformadores ao contrário, insistiam que do início ao fim, "salvação é
obra do Senhor" (João 2: 9). "O Espírito dá vida; o homem em nada
colabora" (João 6: 55). "Não depende da decisão, nem do esforço do
homem, mas da misericórdia de Deus" (Rom 9: 16). Assim a fé em si mesma
é um dom da graça de Deus e não se pode dizer dela que seja "a coisa"
que nós fazemos na salvação: Pois nós não somos nascidos da vontade
da carne ou da vontade do homem, mas de Deus" ( João 1: 13).
No
minuto em que uma pessoa olha para "Cristo somente" para sua
salvação, dependendo da Sua vida santa e sacrifício substitutivo na
cruz, naquele exato momento ela ou ele é justificado (posto em posição
de justiça, declarado justo, santo, perfeito). A própria santidade de
Cristo é imputada (creditada) na conta do crente, como se ele ou ela
tivessem vivido uma vida perfeita de obediência - mesmo enquanto
aquela pessoa continua a cair repetidamente no pecado durante sua
vida. O Cristão não é alguém que está olhando no espelho espiritual,
medindo a proximidade de Deus pela experiência e progresso na
santidade, mas é antes alguém que está "olhando para Cristo, o Autor e
Consumador da nossa fé"( Heb. 12: 2). Resumindo, é o estilo de vida
de Cristo, não o nosso, que atinge os requisitos de Deus, e é por Ele
que a justiça pode ser transferida para nossa conta, pela fé (olhando
somente para Cristo).
Finalmente,
os reformadores disseram que tudo isso significa que Deus é quem tem
todo o crédito. "Soli Deo Gloria" (Somente a Deus seja a Glória) era a
forma que eles colocavam - nosso último "sola", que quer dizer, "A
Deus somente seja a Glória" Um evangélico, portanto, era centrado em
Deus; alguém que estava convencido de que Deus havia feito tudo e que
não restava nada que o homem considerasse seu a não ser seu próprio
pecado. Isto não apenas transformou radicalmente a vida devocional dos
crentes que o abraçaram, mas toda a estrutura social também.
Numa
velha taverna do século XVII em Heidelberg, na Alemanha, lê-se no
alto "Soli Deo Gloria!" Johann Sebastian Bach, o famoso compositor,
assinou todas as suas composições com aquele slogan da Reforma. Do
mesmo modo, um outro compositor, Handel, declarou, "Que privilégio é
ser membro da igreja evangélica, saber que meus pecados estão
perdoados. Se nós fossemos deixados à mercê de nós mesmos, meu Deus, o
que seria de nós?" Grandes e nobres vidas requerem grandes e nobres
pensamentos, e a soberania e a graça de Deus são, para o crente,
grandes e nobres pensamentos. Os reformadores disseram a Roma o que
J.B.Philipps, o tradutor inglês da Bíblia, disse à igreja
contemporânea: "O Deus de vocês é muito pequeno".
A
Reforma, a qual produziu o termo "evangélico", também recuperou a
doutrina bíblica do "sacerdócio universal de todos os santos" e a noção
bíblica do chamado e vocação. A igreja tinha dividido os cristãos em
primeira classe (aqueles que serviriam no "ministério cristão em tempo
integral") e segunda classe (aqueles que estavam empregados em
serviços "seculares"). Os reformadores concediam, por direito, que
todos os cristãos são sacerdotes e são, por isso, ministros de Deus,
independente de estarem varrendo uma sala para a glória de Deus,
moldando uma peça de cerâmica, defendendo um cliente na corte, curando
um paciente, ordenhando uma vaca, ou conduzindo uma congregação no
louvor. Não há o "secular" e o "sagrado" - Deus criou o mundo inteiro e
fez a vida neste mundo como algo inseparável de nossa própria
humanidade.
Como nós ajustamos as coisas hoje?
A questão, é claro, é se "evangélico" hoje significa o que significou há quinhentos anos.
Em primeiro lugar,
muitos dos evangélicos de hoje têm uma visão das Escrituras inferior à
que a igreja de Roma tinha no século XVI. Instituições evangélicas de
peso duvidam da confiabilidade da Bíblia e de sua infalibilidade - a
menos, claro, que se trate daquilo que eles já decidiram que é
verdade. Outros acreditam que a Bíblia é inerrante, porém acrescentam
novas regras e revelações ao cânon. "A Bíblia é suficiente", nos
aconselhariam os reformadores. Os sermões, com muita freqüência, são
"pop-inspiracionalistas" discursos superficiais de "Como criar filhos
positivos" ou "Como ter uma auto-estima" em detrimento de sérias
exposições das Escrituras. De acordo com o Gallup, "Os EUA são um país
de iletrados bíblicos", ainda que 60 milhões deles se consideram
"evangélicos".
Em segundo lugar,
muitos evangélicos modernos também não acreditam que Cristo é
suficiente. Às vezes pessoas muito boas e nobres substituem Cristo
como nosso único Mediador, assim como o Espírito Santo. Enquanto
louvamos o Espírito juntamente com o Pai e o Filho, o Filho tem este
papel único de nosso único advogado e Mediador. Não devemos olhar para a
obra do Espírito nos nossos corações, mas para a obra de cristo na
cruz. Às vezes, nós temos mediadores humanos que não são o Deus-Homem
Jesus Cristo. Precisamos de outras coisas pelo meio, como a figura do
pastor no "apelo" do altar ao qual me referi anteriormente. Não muito
tempo atrás eu vi um tele-evangelista de sucesso tirando o fone do
gancho e informando seus telespectadores que "esta é sua conexão com
Deus". Uma banda secular, "Depeche Mode", canta sobre "Seu próprio
Jesus Pessoal" que pode ser contactado ao se pegar no fone e fazendo
sua confissão. Enquanto estivermos neste assunto, também deveríamos
mencionar que foi a venda de indulgências de John Tetzel (redução do
período no purgatório em troca de valores em dinheiro) que inspirou as
"Noventa e Cinco Teses "de Lutero, desencadeando a Reforma. "Quando a
moeda bate no cofre", o coro cantava, "uma alma do purgatório é
vivificada". Será que isso realmente é diferente da venda da salvação
que temos visto na televisão cristã, rádio, e mesmo em muitas igrejas?
Dinheiro e salvação têm sido distorcidos para serem uma coisa só no
meio de muitos de nós. "Eles vendem salvação a você", canta Ray
Stevens, "enquanto eles cantam 'Amazing Grace' ('Graça Maravilhosa')".
Muitos
evangélicos hoje crêem que "Somente a Graça" (sola gracia) é algo
como livre-arbítrio, uma decisão, uma oração, uma ida até a frente,
uma segunda bênção, algo que nós façamos por Deus que nos dará
confiança de sermos alvo do Seu favor. Doutrinas como eleição,
justificação e regeneração são discutidas quase que nunca, porque elas
mostram o quadro de uma humanidade que é incapaz e nem ao menos pode
cooperar com Deus em matéria de salvação. Se nós formos salvos é Deus e
Deus somente que deverá faze-lo.
E
sobre "Somente a Fé" (sola fide)? Muitos evangélicos acham que a fé
não é suficiente. Se um indivíduo crê em Cristo e daí sai e o anuncia,
será que a fé é suficiente? Alguns insistem que a fé mais a entrega,
ou a fé mais a obediência, ou fé mais um sincero desejo de servir ao
Senhor servirão como uma fórmula. O fato de que os evangélicos hoje
lutam com estas questões indica que nós não ouvimos o "som seguro" de
"Somente a Fé" em nossas igrejas. Fé é suficiente porque Cristo é
suficiente.
Como
se comparariam os evangélicos de hoje com os seus predecessores em
matéria de "Somente a Deus seja a Glória"? Auto-estima, glória-própria,
centralidade do "eu" parecem dominar a pregação, ensino e a
literatura popular do mundo evangélico. Os evangélicos de hoje sabem
muito pouco do grande Deus dos reformadores - um Deus que faz tudo
conforme o Seu agrado, em relação aos céus e às pessoas sobre a terra e
"que faz tudo conforme o conselho da Sua vontade" (Dn. 4; Ef. 1: 11).
Os evangélicos hoje, refletindo sua cultura e sociedade mais ampla,
estão intimidados por um Deus que é Deus. Porém que outro Deus é digno
de confiança? Em poucas palavras, que outro Deus existe? Louvar ao
Deus de uma experiência pessoal ou o Deus de preferência pessoal é
louvar um ídolo. Os reformadores levaram isso a sério, e aqueles que
quiserem ser evangélicos genuínos também devem faze-lo.
Conclusão
Conclusão
Muitas
pessoas se perguntam por que o povo da "Reforma" parece bravo.
Ninguém quer estar ao redor de pessoas bravas - e eu não gostaria de
ser conhecido como uma pessoa "brava". Mas precisamos encarar o fato
de que estes são tempos de grande infidelidade para o povo de Deus. A
nós foi dada uma fé rica, com Cristo no centro. Porém trocamos nossa
rica dieta por um saco de pipocas e estamos mal nutridos. Se os
evangélicos terão a mesma saúde espiritual que tiveram em épocas
passadas, eles terão que voltar para as verdades que fazem de
"evangélicos" "evangélicos". A Bíblia - nosso único fundamento; Cristo
- nossa única esperança; Graça - nosso único evangelho; Fé - nosso
único instrumento; a Glória de Deus - nosso único alvo; o Sacerdócio
de todos os santos - nosso único ministério. Este evangelicalismo
original ainda é suficiente para fazer, mesmo de nossas menores
vitórias, algo muito grande.
A ÁRVORE DA HIPOCRISIA - A propaganda enganosa da igreja de hoje

Por Manoel Silva Filho
Essa
semana o tema da mensagem foi a respeito da figueira que Jesus secou
desde à raiz, por não encontrar frutos nela. É a figueira impostora. Mas
é Incrível como nos identificamos com ela, quando vendemos uma imagem
pra crente ver, e fazemos a publicidade de uma copa linda, cheia de
folhas verdes, mas sem conteúdo, sem verdade, sem verdadeiros frutos.
Um pouco de luz contextual. Existe uma época certa para a frutificação dos figos na região de Jerusalém. Os figos pequenos, que crescem dos brotos dos figos da última safra, começam a aparecer no final de março e podiam ser colhidos em maio ou junho. os figos grandes são colhidos no final de agosto até outubro.
quando os figos pequenos surgem, eles surgem junto com as folhas. logo, se há folhas...há figos.
Jesus saiu muito cedo, com os primeiros raios do sol, que salpicavam com tons laranjas o céu azul escuro. Ele havia pernoitado na casa de seus amigos em Betânia,(Lázaro,Marta e Maria) e deve ter saído sem tomar o “café da manhã”. Durante sua cansativa caminhada para Jerusalém, sentiu fome, quando viu, à beira da trilha tortuosa, uma figueira copada, indício certo de frutos suculentos, cheios de sumo doce e delicioso.
Quão profundamente humano é esse nosso Jesus, e quão semelhante a nós, às vezes chega a sentir o estômago roncar de tanta fome!
... “E, não tendo achado senão folhas...”. O raciocínio natural de Jesus era: se há folhas... há figos.
A oferta de folhagem era a promessa da certeza de haver fruto.
Mas era propaganda enganosa, só camuflagem! Qualquer semelhança com a espiritualidade rasa de muitos de nós e de muitas igrejas de hoje, não é mera coincidência.
Aquela era uma estação em Israel em que todas as demais figueiras de Israel estavam peladas de folhas. Só aquela “enxerida” estava esnobando uma linda copa de folhas! E como Jesus não suporta venda de imagem, a fez secar completamente para nos ensinar grandes lições.
Essa árvore é mais que uma simples figueira à beira do caminho; ela é um símbolo e uma metáfora grandiosa sobre nossas vidas reais. Essa árvore gabola é um símbolo vivo do pecado dos nossos primeiros pais e metáfora eloquente da religião hipócrita dos rituais mecânicos no templo suntuoso, com seus cultos requintados de folhagens brilhantes, mas totalmente desprovidos dos frutos que Deus mais se agrada: a sinceridade e a verdade no íntimo.
Lembram que Adão, depois que desobedeu a ordem de Deus, ele e sua mulher, logo se viram envergonhados e acapachados pela culpa, e cheios de constrangimento tentaram cobrir sua nudez? Pois bem, sua empresa imediata foi fabricar uma tosca tanga de folhas de figueira, para tentar cobrir a nudez. Mas não adiantou nada. Então Deus toma a iniciativa e derrama sangue pela primeira vez, matando um animal inocente, e Ele mesmo, tece uma vestimenta de pele de animal, nova e adequada para o casal confuso. E é assim que aconteceu quando Jesus derramou seu sangue na cruz do Calvário. Nós, pecadores, tentamos inutilmente tecer vestimentas de folhas de figueira para disfarçar a podridão do nosso coração enganoso, nossas obras de fachada, nossa religiosidade legalista, nossa mania de fazer falsa propaganda do que jamais fomos.
Essas roupas nada mais são do que tentativas camufladas para mostrar que somos eficientes,que somos bonzões, inerrantes, que nossas obras, ações e religiosidade podem ser vistas e reconhecidas por Deus, e elogiadas pelos homens. De fato é comum tentarmos barganhar com Deus, mostrando currículo, que somos bons de oração, de jejum, de evangelizar, de pregar, de ter discípulos, de saber mais doutrina, de ser mais separado do mundo, de sermos mais santos que os demais, mas só Deus sabe da armação, da farsa engendrada por detrás de nossas motivações repugnantes.
Então o primeiro passo é rasgar essas folhagens, esses trapos, e nos mostrar nus, desprovidos, e humilhados na presença daquele que sonda os corações e conhece as intenções e os propositos mais profundos do nosso coração. Ele faz hilasterion, propiciação, uma cobertura realmente adequada para cobrir os nossos pecados e vestir nossa vergonha. E Isso vem via humilhação, confissão sincera e aberta, e através de arrependimento genuíno. O que passar disso é anomalia, é aberração e camuflagem ridícula de folhas de falsidade e impostura.
Mas aí Ele vem em nossa direção cheio de graciosa compaixão e perdoa os pecados, e nos purifica de toda injustiça. E a partir da nossa nudez e transparência, quando formos simplesmente figueiras peladas, despretenciosos, sem forçação de barra, vamos esperar naturalmente a estação certa para começar a frutificar, então vamos ser transformados em árvores frutíferas, cujas raízes tocam as correntes de águas, e adquiriremos uma folhagem que nunca murchará e sempre dará frutos vistosos e saborosos.
Mas se não assumirmos essa atitude de compromisso radical com a verdade, individualmente e como igreja, e continuarmos a apresentar cultos pretenciosos, com nossa venda de imagem, com nossa falsa propaganda, seremos passivos de Sua reprimenda, e consequentemente, nos tornamos árvores secas até a raiz, e como diz Judas, seremos árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas , desarraigadas, e seremos tão somente estéreis, infecundas, e improdutivas como sempre fomos mesmo antes, quando apresentávamos uma basta e copada folhagem de belas folhas.
Folhagens de hipocrisia e de mentira.
Um pouco de luz contextual. Existe uma época certa para a frutificação dos figos na região de Jerusalém. Os figos pequenos, que crescem dos brotos dos figos da última safra, começam a aparecer no final de março e podiam ser colhidos em maio ou junho. os figos grandes são colhidos no final de agosto até outubro.
quando os figos pequenos surgem, eles surgem junto com as folhas. logo, se há folhas...há figos.
Jesus saiu muito cedo, com os primeiros raios do sol, que salpicavam com tons laranjas o céu azul escuro. Ele havia pernoitado na casa de seus amigos em Betânia,(Lázaro,Marta e Maria) e deve ter saído sem tomar o “café da manhã”. Durante sua cansativa caminhada para Jerusalém, sentiu fome, quando viu, à beira da trilha tortuosa, uma figueira copada, indício certo de frutos suculentos, cheios de sumo doce e delicioso.
Quão profundamente humano é esse nosso Jesus, e quão semelhante a nós, às vezes chega a sentir o estômago roncar de tanta fome!
... “E, não tendo achado senão folhas...”. O raciocínio natural de Jesus era: se há folhas... há figos.
A oferta de folhagem era a promessa da certeza de haver fruto.
Mas era propaganda enganosa, só camuflagem! Qualquer semelhança com a espiritualidade rasa de muitos de nós e de muitas igrejas de hoje, não é mera coincidência.
Aquela era uma estação em Israel em que todas as demais figueiras de Israel estavam peladas de folhas. Só aquela “enxerida” estava esnobando uma linda copa de folhas! E como Jesus não suporta venda de imagem, a fez secar completamente para nos ensinar grandes lições.
Essa árvore é mais que uma simples figueira à beira do caminho; ela é um símbolo e uma metáfora grandiosa sobre nossas vidas reais. Essa árvore gabola é um símbolo vivo do pecado dos nossos primeiros pais e metáfora eloquente da religião hipócrita dos rituais mecânicos no templo suntuoso, com seus cultos requintados de folhagens brilhantes, mas totalmente desprovidos dos frutos que Deus mais se agrada: a sinceridade e a verdade no íntimo.
Lembram que Adão, depois que desobedeu a ordem de Deus, ele e sua mulher, logo se viram envergonhados e acapachados pela culpa, e cheios de constrangimento tentaram cobrir sua nudez? Pois bem, sua empresa imediata foi fabricar uma tosca tanga de folhas de figueira, para tentar cobrir a nudez. Mas não adiantou nada. Então Deus toma a iniciativa e derrama sangue pela primeira vez, matando um animal inocente, e Ele mesmo, tece uma vestimenta de pele de animal, nova e adequada para o casal confuso. E é assim que aconteceu quando Jesus derramou seu sangue na cruz do Calvário. Nós, pecadores, tentamos inutilmente tecer vestimentas de folhas de figueira para disfarçar a podridão do nosso coração enganoso, nossas obras de fachada, nossa religiosidade legalista, nossa mania de fazer falsa propaganda do que jamais fomos.
Essas roupas nada mais são do que tentativas camufladas para mostrar que somos eficientes,que somos bonzões, inerrantes, que nossas obras, ações e religiosidade podem ser vistas e reconhecidas por Deus, e elogiadas pelos homens. De fato é comum tentarmos barganhar com Deus, mostrando currículo, que somos bons de oração, de jejum, de evangelizar, de pregar, de ter discípulos, de saber mais doutrina, de ser mais separado do mundo, de sermos mais santos que os demais, mas só Deus sabe da armação, da farsa engendrada por detrás de nossas motivações repugnantes.
Então o primeiro passo é rasgar essas folhagens, esses trapos, e nos mostrar nus, desprovidos, e humilhados na presença daquele que sonda os corações e conhece as intenções e os propositos mais profundos do nosso coração. Ele faz hilasterion, propiciação, uma cobertura realmente adequada para cobrir os nossos pecados e vestir nossa vergonha. E Isso vem via humilhação, confissão sincera e aberta, e através de arrependimento genuíno. O que passar disso é anomalia, é aberração e camuflagem ridícula de folhas de falsidade e impostura.
Mas aí Ele vem em nossa direção cheio de graciosa compaixão e perdoa os pecados, e nos purifica de toda injustiça. E a partir da nossa nudez e transparência, quando formos simplesmente figueiras peladas, despretenciosos, sem forçação de barra, vamos esperar naturalmente a estação certa para começar a frutificar, então vamos ser transformados em árvores frutíferas, cujas raízes tocam as correntes de águas, e adquiriremos uma folhagem que nunca murchará e sempre dará frutos vistosos e saborosos.
Mas se não assumirmos essa atitude de compromisso radical com a verdade, individualmente e como igreja, e continuarmos a apresentar cultos pretenciosos, com nossa venda de imagem, com nossa falsa propaganda, seremos passivos de Sua reprimenda, e consequentemente, nos tornamos árvores secas até a raiz, e como diz Judas, seremos árvores em plena estação dos frutos, destes desprovidas, duplamente mortas , desarraigadas, e seremos tão somente estéreis, infecundas, e improdutivas como sempre fomos mesmo antes, quando apresentávamos uma basta e copada folhagem de belas folhas.
Folhagens de hipocrisia e de mentira.
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