segunda-feira, 12 de agosto de 2013

ONDE ESTÁ DEUS QUANDO NOS CHEGA A DOR?


O QUESTIONAMENTO DA POSIÇÃO DE DEUS QUANDO ACONTECE ALGO TRÁGICO. A MÃE DA PUBLICITÁRIA, MORTA EM GOIÂNIA HÁ POUCOS DIAS ESCREVEU UMA CARTA PARA O PASTOR CAIO FÁBIO QUESTIONANDO A POSIÇÃO DE DEUS.


Anápolis, 29 de setembro de 2009.

Querido pastor Caio Fábio,

Eu sou uma mãe que acaba de perder uma filha linda, maravilhosa de 26 anos, com apenas cinco meses de casada... Hoje faz sete dias que a perdemos...

Ela era poesia, cor, música e sensibilidade...

Nós somos uma família que conheceu Jesus quando as nossas três meninas tinham entre três e oito anos. Passamos por grandes lutas e desafios e congregamos na igreja presbiteriana do setor sul de Anápolis com o Pr. Ronaldo Cavalcante.

Caio Fabio, seguimos os seus passos todas as vezes que você esteve por aqui.

Quarta feira passada por volta das 13 horas meu marido me falou que tínhamos que ir para Goiânia porque a nossa filha do meio, a Polyanna, tinha desaparecido...a minhas pernas sumiram....mas eu levantei e entrei no carro para ir para Goiânia pois ela morava lá e estava casada e feliz.....

Apenas com 26 anos a publicitária mais conhecida da cidade por causa da sua alegria e capacidade de incentivar empresários a acreditarem em seus próprios negócios.

Os homens da família foram para a delegacia... e nós as mulheres da família ficamos 30 horas orando, clamando a Deus e esperando o pedido de resgate, tendo em vista que o carro já havia sido encontrado com seus pertences dentro e o mesmo havia sido queimado para apagar provas e digitais, dificultando o trabalho da polícia...

Oramos sem cessar e ouvimos, e lemos a Palavra; e tivemos a certeza de que o resgate seria pedido e esperamos que ela voltaria para nós e com sua tremenda capacidade poética e criativa e como uma menina apaixonada por Jesus ainda escreveria um livro para promover quebrantamento e conversão em muitas vidas....

A única palavra que eu queria ouvir nestas 30 horas de vigília e emoção, aflição e angustia profunda era: "a encontraram"...; ou um toque de telefone com o com o pedido de resgate...

Finalmente alguém entra naquela casa onde estávamos amigos e parentes amontoados na sala escorregando do sofá para o chão, então ouvimos: “achou”, mas foi encontrada morta com dois tiros...

Acabei de ler sobre o amor de pai que agradece a Deus por saber que seu Filho, para ficar livre desse mundo, tenebroso chamado por Jesus... Não consigo neste momento ter este sentimento de gratidão porque tendo certeza de que não era esse o desejo dela também...

Nós todos estávamos fazendo uma campanha de oração e eu sei quais eram os planos dela para o futuro...

Planos de paz, de criação, de crescimento, para que o mundo conhecesse o talento gratuito que deus lhe deu...

Não posso considerar que a minha não aceitação é egoísta... ela queria viver aqui com o seu querido marido a lua de mel que a esperou por 8 anos, ela queria ter filhinhos e levá-los para jogar bola com o avô que não teve meninos, só meninas, ela queria realizar sonhos comunitários.

No ano passado ela criou um site: http://www.amigoinedito.com.br/ para movimentar os internautas a fazerem boas ações e registrarem seus depoimentos neste site.

E agora... Eu entendi a resposta que deram para o “mano”, mas voltar a falar com Deus está difícil demais...

Ainda não sabemos quem foi o sujeito que atirou nela, mas eu não posso acreditar que foi vontade de Deus... se foi o ódio do inimigo das nossas vidas eu pergunto por que Jesus deixou assassinos interromperem a caminhada de uma mensageira de Deus ???
_______________________________

Resposta:

Minha irmã amada: Graça e Paz!

Do meu ponto de vista..., Adão não deveria ter pecado; Caim não deveria ter matado Abel; os filhos de Caim não deveriam ter construído Babel; Cão não deveria ter “abusado” na nudez do pai, Noé; Abraão não deveria ter gerado filho de sua serva, Hagar; Jacó não deveria ter enganado Esaú e nem Esaú deveria ter trocado a “bênção” por um prato de lentilhas; os filhos de Jacó não deveriam ter traído José; Moisés deveria ter entrado na Terra de Canaã; a filha de Jefté não deveria ter sido morta pelo voto do pai; Sansão não deveria ter morrido daquele jeito; Davi não deveria ter surtado nunca; e, por isto, não deveria ter perdido nenhum filho; Isaías não deveria ter sido serrado pelo meio; a mulher de Ezequiel não deveria ter sido morta como parábola para ensinar os incrédulos; Oséias não deveria ter sido tão infeliz no casamento; os inocentes deveriam ter sido poupados em todas as chacinas; nenhuma criança deveria ter morrido pela ambição dos adultos; nenhuma mãe jamais deveria ter comido seus filhos no auge da fome; João Batista deveria ter vivido vida longa e honrada, ao invés de acabar sem cabeça em razão de uma bunda bonitinha; Jesus, O Verbo, A Palavra, não deveria ter sido morto; a Ressurreição não deveria ter sido tão discreta...; os apóstolos, como Tiago irmão de João, não deveriam ter sido mortos por nenhum capricho [e todos foram...]; Paulo não deveria ter sido morto justamente quando os cristãos mais precisavam dele; milhares de testemunhas também nunca deveriam ter morrido uma morte sem sentido, banal; enquanto os maus prosperam; enquanto a injustiça foge do juízo; enquanto a verdade é pisoteada; enquanto a maldade se torna poder; enquanto gente boa some... sem explicação...

Sim, entregue a minha visão menor do que a de uma ameba e mais egoísta do que eu mesmo consigo discernir a profundidade do egoísmo, eu poderia consertar o mundo; impedir todas as injustiças; ajudar Deus a ser Deus; determinar o melhor pro mundo, pros meus filhos, pra minha vida; enfim, eu, entregue a mim mesmo, seria tão cheio de boas idéias..., que ninguém que eu amasse morreria; sim, ninguém...; e se morresse seria com meu consentimento, entendimento, compreensão e apoio a Deus na Sua soberania!...

Ah, se eu fosse o Deus do mundo ninguém morreria; ou, então, ninguém que eu gostasse; e, da minha casa, certamente ninguém morreria; não enquanto eu estivesse vivo...

Eu, todavia, há muito aceitei e vi que de fato não vejo; percebi que de fato não discirno; entendi minha limitação de entendimento; constatei que meu melhor amor é ainda por mim mesmo e por meus sonhos; aprendi que meus amores são “meus” e por “minha causa”; pois, morre o vizinho, e não sinto; morre o jovem da esquina, e logo esqueço; milhares são vitimados, e eu apenas lamento; o mundo acaba em vários lugares da terra, e eu agradeço que não seja AQUI...; e, aqui, é onde moro, vivo; e AQUI não posso conceber que aconteça o que no mundo inteiro acontece...

O que não dá é para sofrer em nome de sua filha os sofrimentos que ela não está sofrendo...

Sim, pois você queria ver a sua filha casada e feliz no casamento; tendo filhos; se realizando profissionalmente; etc... Esses são os seus sonhos e um dia foram os dela... Mas saiba: AGORA já não são [...] mais sonhos dela, mas apenas seus [...] por e para ela...

Hoje, para ela, o melhor marido é nevoa perto da Glória; a melhor lua de mel é amarga se comparada à alegria dela; os filhos mais lindos são miragens quando comparados aos encontros de amor que ela está tendo; as realizações profissionais que lhe orgulhariam, hoje, agora, para ela, são as canseiras e os enfados que cessaram...

O problema é que você não teve tempo para se realizar nela!...

É claro que a dor é indescritível... E ninguém pode dizer que não conheço tal dor... Mais de uma vez...

Todavia, é como pai que perdeu filho; como filho que perdeu pai; como irmão que perdeu irmão; como amigo que já perdeu milhares de amigos, que lhe digo que meus sentimentos seriam todos como os seus, não fosse o fato de que discerni faz tempo, que a maior dor dos enlutados é ainda egoísmo pelo outro [...] cuja alegria está plena, mas não a nós...; e, também, vi que tais sentimentos são todos o resultado de minha vontade de me ter nos meus filhos, de me reproduzir neles e assistir tal fato; ou seja: descobri com toda honestidade que minha frustração era não poder gozar a vida neles [...], nos que foram...

Entretanto, hoje, o que lhe digo parece sem coração e fácil de dizer...

Mas não é...

O que é então que me faz dizer o que digo?...

Ora, é a simples coerência com a fé que professo; é a simples coerência com Jesus; é a simples coerência com a existência que mata os homens dos quais o mundo não é digno; é coerência com João Batista, que não era inferior ao meu filho Lukas, e, mesmo assim, morreu por um capricho...

O que posso lhe dizer é que somente a transcendência da fé que se projeta para a Vida que é, sim, somente tal poder pode nos fazer vencer tal dor; a qual, por mais legitima que seja, sempre mistura amor e egoísmo; sempre mistura fé com privilegio; sempre crê que a vida eterna é uma belezinha apenas para quando a gente estiver caquético...

Leia os evangelhos e veja se é justo você pensar que a vida dos discípulos de Jesus esteja para além da calamidade!...

Sei que no momento minha resposta chega a você como vinagre na ferida... Infelizmente, no entanto, não tenho consolações vazias; e nem digo a ninguém o que Jesus jamais disse... Jesus nunca consolou ninguém dizendo “Que Pena! Tão Novinho!”...

Na realidade, ao olhar o mundo, mais creio e internalizo como verdade a declaração que diz que é preciosa aos olhos do Senhor a morte dos Seus santos!...

O que eu digo [...] você não entende agora, mas compreenderá depois!...
É justo e sadio chorar os nossos amados...

O que não é certo é perguntar por que em mundo que mata tanto todos os dias, gente que amemos também possa e venha a morrer?...

Além disso, o fato de ter sido um seqüestro seguido de assassinato, do ponto de vista de Jesus, não muda nada; posto que Lhe tenham falado das desgraças e maldades praticadas por Pilatos, ou do acidente idiota na Torre de Siloé, e, a tais narrativas, Ele não acrescentou nada em especial; visto que Dele não se tenha havido um “Oh!”; ou um “Ô”; ou um “Que coisa!”...

Não! Ele apenas disse: “Se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis!”...

O fato é que Jesus não tem misericórdia e pena por ninguém que esteja partindo desse mundo para a morada do Pai!

Você teria?...

Sinto saudades... Choro... Abraço as memórias... Beijo meu filho no meu coração todos os dias... Mas não o traria de volta se pudesse... Sim, jamais desejaria a ele tal maldade de tê-lo de volta a esse mundo, uma vez que dele meu filho esteja livre para sempre...

Você acha mesmo que o sucesso Publicitário é para comparar com o nome dela publicado no Livro da Vida?...

Seu olhar está enterrado neste mundo, e, por isto, fica impossível hoje para você o alegrar-se na Glória de Deus!

Entretanto, eu lhe digo:...

Se tais “perdas” não nos projetarem para Deus pelo menos pelo afeto eternizado por filhos que já se foram para a Casa Eterna, pergunto: quando então se amará a eternidade ainda vivendo neste mundo?...

Será que um crente só deseja e celebra a eternidade quando o câncer já comeu tanto os órgãos, que a dor é tão desesperadora que a pessoa quer ir para Deus não por Deus, mas apenas para ficar livre da dor?...

É mesmo assim?...

Deus é apenas uma alternativa ao desespero da dor sem cura neste mundo?...

Ora, se é assim Deus ainda não é amado por nós!...

Chore! Chore! Chore! Pois dói demais!...

Mas chore enquanto vê sua filha em Glória; e, portanto, ao chorar, chore por você e não por ela; posto que se ela visse você lamentando a gloria dela, ela lhe diria:

“Mãe! Você não viveu para a minha felicidade?... Então, por que se entristece com minha plenitude em Deus?”

Além do que já disse, não tenho nada para dizer a ninguém e nem a você, minha amada irmã no Evangelho e no luto!...

Entretanto, sei que somente o Espírito Santo pode tornar alguém apto para discernir [...] e se consolar com tais realidades invisíveis...

Oro por você e pela sua casa... Oro pelo seu genro... Oro para que vocês se gloriem na esperança da glória de Deus, conforme se mande que seja para quem de fato crê em tudo o que confessa como fé em tempos de bonança...

Receba meu amor e minha solidariedade!

Nele, que ama nossos filhos mais do que em nosso egoísmo a gente consegue conceber o que seja amor,

Caio

O Melhor Ginecologista

Recebido por e-mail

Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:

- Doutor, o senhor terá que me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e já estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas num espaço grande entre um e outro...

O médico então perguntou:

- Muito bem. O que a senhora quer que eu faça?

A mulher respondeu:

- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.

O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse para a mulher:

- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora. A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. Ele então completou:

- Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco...

A mulher apavorou-se e disse:

- Não doutor! Que horror! Matar um criança é um crime.

- Também acho minha senhora, - concordou o médico - mas me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la.

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.

O crime é exatamente o mesmo!!!!!

Idéias quase Cristãs são Falsas


Por John MacArthur

O que acontecia nos dias de Judas está acontecendo hoje. A estratégia do inimigo na guerra pela verdade não mudou. Por isso, a admoestação de Judas aplica-se a nós, assim como se aplicava aos leitores originais da epístola. Os falsos mestres continuam a agredir a igreja com idéias quase cristãs. Além disso, os hereges continuam a surgir de dentro da própria igreja e a exigir reconhecimento e tolerância da parte dos cristãos, enquanto se esforçam muito para subverter os próprios alicerces da fé verdadeira. Estão até repetindo todas as mesmas mentiras.

É necessário que seus ensinos sejam confrontados e claramente refutados com a clara verdade da Palavra de Deus. O apóstolo Paulo disse algo semelhante, mas em linguagem mais enfática: "É preciso fazê-los calar" (Tito 1.11).

Ora, conforme já ressaltamos, nem Paulo nem qualquer outro escritor do Novo Testamento sanciona a violência, a força física ou as armas carnais na guerra pela verdade. Pelo contrário, essas são condenadas, energicamente e reiteradas vezes (Mateus 26.52; 2 Coríntios 10.3-4). Tito 1.11 não é, de modo algum, uma exceção a esse princípio. Paulo não está sugerindo que os hereges devem ser calados mediante a força física. Ele deixou bastante claro o modo como Tito devia silenciar os "insubordinados, palradores frívolos e enganadores" (v. 10). Tito precisava confrontar e refutar por completo as mentiras deles, mediante a proclamação clara da verdade. Nisto também existe um aspecto negativo: "Repreende-os severamente, para que sejam sadios na fé" (v. 13). Existe, também, um dever positivo: "Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina" (2.1).

Embora o contexto deixe claro que Paulo não estava propondo o uso de nenhum tipo de violência, sua declaração a respeito de fazer calar os falsos mestres possui um tom de autoridade e uma firme certeza que a fazem parecer menos do que politicamente correta aos pós-modernos. Não é uma mensagem que se adapta bem à nossa época.

Mas, por outro lado, as Escrituras sempre têm sido contrárias a cultura do mundo. Precisamos deixar que as Escrituras repreendam e corrijam o espírito de nossa época, e nunca vice-versa. Infelizmente, a igreja visível hoje está repleta de pessoas que resolveram que o discernimento bíblico, os limites doutrinários e a autoridade da verdade divinamente revelada são relíquias inúteis de uma era ultrapassada. Estão cansados de batalhar pela verdade e, com efeito, já cessaram, unilateralmente, a resistência. Conforme notamos desde o início, os cristãos de nossos dias parecem mais preocupados a respeito dos que crêem que ainda vale a pena lutar na guerra pela verdade do que a respeito dos perigos da falsa doutrina. A queixa deles se tornou um refrão familiar: "Por que você não pega mais leve? Por que não diminui a campanha para refutar as doutrinas com as quais você não concorda? Por que você critica constantemente aquilo que os outros cristãos estão ensinando? Afinal de contas, todos cremos no mesmo Jesus".

Mas as Escrituras nos advertem, com clareza e reiteradas vezes, que nem todos aqueles que declaram crer em Jesus realmente crêem. O próprio Jesus disse que muitos alegariam conhecê-Lo, sem realmente conhecê-Lo (Mateus 7.22-23). Satanás e seus ministros sempre se disfarçaram de ministros de justiça (2 Coríntios 11.15). Não ignoramos as artimanhas ardis de Satanás (2 Coríntios 2.11). Afinal, essa tem sido estratégia dele, desde o inicio.

Portanto, é o cúmulo da tolice (e da desobediência) quando os cristãos desta geração resolvem, de repente, que, em nome do "amor", devemos deixar de lado toda idéia aberrante a respeito do evangelho e abraçar, incondicionalmente, todo aquele que alega ser cristão. Fazer isso é o mesmo que entregar ao inimigo toda a batalha pela verdade.

“Chico Xavier foi um homem de Deus”.


Bispo José Moreno

Dia 19 de setembro de 2000, na TV Rede Super, no antigo Programão, eu e um padre muito conhecido em Belo Horizonte estávamos sentados em frente a dois espíritas e defendíamos a posição do cristianismo contrária ao espiritismo. O tema do programa era a mediunidade.

Um dos participantes, apresentado como “psicógrafo”, fizera uma encenação de psicografia e queria convencer-nos e aos telespectadores de que aquilo era uma manifestação genuína da espiritualidade. Acostumado com manifestações espirituais, discerni a farsa e a denunciei. Imediatamente, uma pessoa telefonou para o programa indagando sobre Chico Xavier, se nós considerávamos também encenação suas psicografias ou se ele seria um esquizofrênico. Como resposta, o padre fez a afirmação que dá título a este artigo.

Sem poder concordar, ao me ser dada a palavra disse e repeti enfaticamente: “Não considero Chico Xavier um homem de Deus!” [ele ainda vivia]. E disse mais: ele é um homem necessitado de Deus, como qualquer outro. Na verdade, ele é representante de uma doutrina maligna, altamente prejudicial ao ser humano. Cerca de setenta a oitenta por cento das internações em unidades psiquiátricas são de pessoas que têm algum tipo de ligação com o espiritismo. Deixei isto bem claro, orando intimamente para que algum telespectador fosse tocado pelo Espírito Santo e livrado de tal maldição.

Durante o programa, muitos textos bíblicos foram citados e interpretados erroneamente – e tendenciosamente – para justificar o espiritismo. Não tive tempo para refutá-los todos. Talvez seja conveniente escrever agora uma ou outra palavra sobre este assunto. Pode ser que o meu leitor queira utilizar-se deste material para melhorar sua compreensão ou até mesmo usar tais argumentos para evangelizar seus amigos espíritas.

Allan Kardec definiu o espiritismo como sendo uma “ciência de observação, uma ciência prática e experimental, mas, ao mesmo tempo, uma filosofia, que compreende todas as consequências morais que decorrem das relações que se podem estabelecer com os espíritos” (O Que é O Espiritismo). O espiritismo moderno tem suas origens nas experiências das irmãs Fox, nos idos de 1848, em Nova Iorque, EUA. Elas teriam se comunicado com um vendedor de Bíblias que havia sido assassinado e que estava enterrado debaixo do assoalho da casa em que viviam. Escavando-se o local indicado, foram encontrados ossos e cabelos, o que deu ao fato repercussão tal, que menos de trinta anos depois já se estimava em cerca de oito a onze milhões os adeptos da nova “ciência”.

Do ponto de vista bíblico, tais comunicações com espíritos de pessoas falecidas são na verdade contato com espíritos malignos, aos quais o Senhor Jesus chama de demônios, que se apresentam disfarçados, às vezes imitando voz e trejeitos de algum morto. Pessoalmente, já mantive vários desses contatos e tive a fortuna de desmascará-los todos. É bem oportuno ler agora alguns trechos da Sagrada Escritura:

“Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa” (Dt 18.10-14).

“Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Lv 19.31).

E nada pode ser mais claro do que Isaías 8.19-20:

“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva”.

Certa vez, fui confrontado por uma senhora espírita com o argumento de que a comunicação com os mortos é autorizada pela experiência que Jesus teve na Transfiguração, quando se comunicou com Elias e Moisés (Mc 9.4). Retruquei, dizendo que ela terá razão quando alguém puder transfigurar-se como o fez Jesus. Ela deu a conversa por encerrada.

A divergência fundamental que o cristianismo tem com o espiritismo diz respeito à divindade do Senhor Jesus, “o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo 5.20). Em Espiritismo para Crianças em Dez Lições, uma espécie de catecismo, de autoria de Jozsef Diamantstein, revisto por Edna Nobuco Oeda, publicado em São Paulo por Artes Gráficas Santa Filomena, em 1983, à página 20, 9a Lição, podemos ler as perguntas 44 a 46 e suas respectivas respostas: “Jesus é Deus? Não, Jesus é filho de Deus”; “Jesus é nosso Pai? Não, Jesus é nosso Irmão porque nosso Pai é Deus”; “Jesus é o Criador? Não, Jesus não é o Criador, porque o Criador é Deus”.

Qualquer doutrina que negue a divindade de Jesus é uma praga. O espiritismo é uma praga que precisa ser erradicada dos corações – e, como vemos, já na infância. O Diabo tem todo o interesse de diminuir a glória do Senhor Jesus. Eu, ao contrário, tenho todo o interesse de engrandecer a glória do Senhor Jesus.

Como o espiritismo prega a prática do bem e da caridade, muitas pessoas acreditam que por isso não é possível que venha de Satanás. Digo a essas pessoas que não se deixem enganar, ”porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (2 Co 11.14).

Se você é espírita, torne-se cristão; se já é cristão e conhece um espírita, evangelize-o e livre-o do engano, pois aquele que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado (Tg 4.17).

Deus o abençoe rica e abundantemente!

Alguns usos inadequados da Bíblia Sagrada



Por Robson T. Fernandes
Muitas pessoas têm feito um mal uso da Bíblia, utilizando-a apenas em momentos de dificuldade e problemas. Os exemplos que serão listados a seguir não classificam ninguém como herege, nem significa que as pessoas que o fazem o estão fazendo com má intenção, mas essas formas de utilizar a Bíblia são inadequadas porque limitam a Bíblia.
Uma das razões da Bíblia existir é para podermos nos relacionar com Deus da forma correta, e não para o deleite particular ou pessoal de ninguém.
Vejamos alguns usos inadequados da Bíblia:
1. Caixinha de Remédios
A utilização dos princípios bíblicos de forma correta produzirá cura emocional e até física. Todavia, é preciso entender que a Bíblia é muito mais que uma caixinha de primeiros socorros, que só é aberta quando alguém está doente ou precisando de ajuda médica.
Provérbios 2:1-5
“Filho meu, se aceitares as minhas palavras, e esconderes contigo os meus mandamentos, Para fazeres o teu ouvido atento à sabedoria; e inclinares o teu coração ao entendimento; Se clamares por conhecimento, e por inteligência alçares a tua voz, Se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, Então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus”
2. Refrigerador
A utilização da Bíblia trará conforto, alento e paz ao coração, quando além de lida for obedecida. Porém, é preciso entender que a Bíblia é muito mais que um refrigerador, que só é aberto quando alguém deseja tirar algo dali para suprir suas necessidades.
Mateus 11:28,29

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.”
3. Bola de Cristal
A Bíblia possui cerca de 30% de profecias, e por isso trata de eventos futuros. Nesse aspecto, a Bíblia demonstra sua inspiração, autoridade e inerrância. Porém, não deve ser vista apenas como uma linda coleção de revelações. Muitas pessoas cometem o erro de nem sequer ler a Bíblia, mas abri-la aleatoriamente, como se Deus obrigatoriamente fosse lhes falar algo através desse método de adivinhação bíblica.
É preciso compreender que a Bíblia é a mensagem de Deus para o homem e esta deve ser lida sequenciadamente.
Salmo 119:11
“Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti”
4. Caixinha de Promessas
A Bíblia possui um número quase incontável de promessas para nossas vidas. Nesse conjunto de promessas encontramos: promessa de vida eterna, promessa de perdão, promessa de Graça, promessa de misericórdia, promessa de suprir as necessidades, promessa de proteger contra os inimigos, promessa de guiar, promessa de confortar, promessa de nos manter próximos de Deus e Deus próximo a nós, promessa de nos capacitar, promessa de orientar…
Todavia, a Bíblia não deve ser lida apenas selecionando-se as partes que nos forem mais agradáveis e convenientes.
É preciso entender que muitas vezes estamos andando em desobediência e rebeldia, e precisamos escutar o que Deus está nos falando, pois existem outras promessas também: promessa de castigar quem anda em desobediência, promessa de açoitar a quem recebe como filho, promessa de morte prematura, promessa de castigo com vara, promessa de enviar o devorador para castigar, promessa de doenças por causa do pecado, promessa de pragas…
As caixinhas de promessa não trazem a verdade de Deus de forma completa e contextualizada, e a Palavra de Deus entregue pela metade é o mesmo que fazer um churrasco quando está faltando a carne, ou uma feijoada sem feijão, ou suco de limão sem limão.
2 Timóteo 3:15-17
“E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus. Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.”
5. Código Moral
A Bíblia nos orienta em como devemos viver e proceder. Principalmente para aqueles que se identificam como cristãos e nascidos de novo. Todavia, a Bíblia não é pura e simplesmente um manual de regrinhas para a vida diária.
A Bíblia, muito acima disso, traz a revelação de Deus para o homem de forma que o homem seja completo, íntegro em Deus, e não apenas socialmente.
Gálatas 5:22
“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”
6. Resolvedor de Debates
A Bíblia é a Palavra de Deus para os homens e não apenas um manual de combate as heresias.
Muitas pessoas lêem a Bíblia através de porções isoladas, descontextualizadas e sem entender o significado das palavras, do texto etc. Todavia, querem utiliza-las apenas para o favorecimento pessoal na hora de debates e discussões.
A Bíblia é muito mais que uma solucionadora de debates, antes é a vontade de Deus revelada de forma escrita para que o homem seja aprovado diante de Deus.
2 Timóteo 2:15
“Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”
7. Prova de nossa própria integridade
Muitas pessoas utilizam a Bíblia para se esconder atrás dela, dizendo até que “juram pela Bíblia sagrada que estão falando a verdade”.
A Bíblia não é um manual de juramentos ou penhor da palavra de ninguém, a não ser da Palavra do próprio autor, que é Deus.
Jurar por algo implica na afirmação de que esse algo nos pertence, e precisamos entender que a Palavra de Deus é a Palavra de Deus! E não a nossa. Portanto ela não nos pertence. A Palavra é de Deus e não de quem está jurando.
Tiago 5:12
“Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação”
Passar a vida inteira dependendo de apenas pedaços isolados da Bíblia Sagrada nunca irá lhe ajudar a entender a Revelação de Deus de forma completa. Quem depende de apenas pedaços sempre irá enxergar apenas pedaços e nunca o todo. Quem se apega apenas a pedaços nunca será formado por completo. Sempre irá faltar uma parte.
“A Bíblia foi dada para sustentar o testemunho do único Deus, Criador e Sustentador do Universo, através de Cristo, o Redentor do homem pecador. Ela apresenta uma história contínua, da redenção humana”
Merrill Unger
“Se eu a coloco (a Bíblia) abaixo de todos os livros, ela é a que mantêm todos eles, se eu a coloco no meio dos outros livros, ela é o coração desses livros, e se eu a coloco em cima dos outros livros, ela é a cabeça e autoridade de todos os livros em minha biblioteca”
Rui Barbosa
“A Bíblia parece uma orquestra sinfônica, tendo o Espírito Santo como seu maestro; cada instrumento foi trazido voluntária, espontânea e criativamente para tocar suas notas exatamente como o grande maestro queria, embora nenhum dos músicos pudesse ouvir a música como um todo”
J. I. Packer
“Um simples cristão com a Bíblia na mão pode dizer que a maioria está errada”

Francis Schaeffer
“A Bíblia, toda a Bíblia e nada mais do que a Bíblia, é a religião da igreja de Cristo”
C. H. Spurgeon
“A divindade de Cristo é a doutrina-chave das Escrituras. Rejeite-a, e a Bíblia tornar-se-á um amontoado de palavras sem qualquer tema que lhe dê unidade. Aceite-a, e a Bíblia tornar-se-á uma revelação compreensível e ordenada de Deus na pessoa de Jesus Cristo”
J. Oswald Sanders
“Nossa fé é alimentada pelo que está claro nas Escrituras e testada pelo que é obscuro”
Agostinho
“Enquanto outros livros informam e poucos reformam, só este livro transforma”
A. T. Pierson
“A Bíblia é uma mina de diamantes, um colar de pérolas, a espada do espírito; um mapa pelo qual o cristão navega para a eternidade; o roteiro pelo qual anda todos os dias; o relógio pelo qual acerta sua vida; a balança com a qual pesa suas ações”
Thomas Watson
“O cristão percebe que os dentes do tempo roem todos os livros, menos a Bíblia… Dezenove séculos de experiência a têm provado. Ela passou pelo furor da crítica que nenhum outro volume sofreu; suas verdades espirituais suportaram as chamas e saíram ilesas até do cheiro de queimado”

W. E. Sangster
“A Bíblia é uma janela na prisão deste mundo, através da qual podemos olhar para a eternidade”
Timothy Dwight
“Quero conhecer uma coisa: o caminho para o céu… O próprio Deus dignou-se a ensinar o caminho… Ele o escreveu em um livro. Oh, dá-me esse livro! A qualquer preço, dá-me o livro de Deus!”
John Wesley
“O homem que não está preparado para prestar obediência à Palavra de Deus não é capaz nem de ouvi-la corretamente. Por isso as parábolas tornam-se janelas para algumas pessoas e muros para outras”

J. Blanchard
“Onde a Bíblia não tem voz, não devemos ter ouvidos”
John Trapp
“A Bíblia é entre os livros aquilo que Cristo é entre os homens”
Anônimo
“A Bíblia, como revelação de Deus, não tem a intenção de nos dar todas as informações que pudéssemos desejar nem de resolver todas as questões com as quais a alma humana vive perplexa, mas a de transmitir o suficiente para ser um guia seguro para o porto do descanso eterno”

Albert Barnes
“Encha seu coração e sua mente com a Palavra de Deus. Memorize versículo, de modo que você possa citar a passagem corretamente quando estiver em reuniões ao ar livre ou pregando para alguma pessoa. Ao fazer isso, estará lançando sementes no coração dela, as quais serão germinadas pelo Espírito Santo. Ele será capaz de trazer à sua mente aqueles textos que você memorizou um dia. Você precisa estar ensopado com a palavra de Deus, tão cheio dela que você mesmo seja uma carta viva, conhecida e lida por todos os homens. Os crentes são fortes apenas quando a Palavra de Deus habita neles”
Smith Wigglesworth
“Eu confesso que a majestade da Bíblia me abisma e fala ao meu coração!”

J.J Rosseau
“O Evangelho não é simplesmente um livro, é uma força viva!”
Napoleão Bonaparte
“Há um livro que, desde a primeira letra até a última, é uma emanação divina, a Bíblia!”
Victor Hugo
“Com a Bíblia alcançamos a liberdade, ela é o melhor aliado…!”
Giussepe Garibaldi
“A leitura da Bíblia lançou os fundamentos da educação popular que mudou a face dos países que possui!”
Sarmiento
“É a fé na Bíblia que me serve de guia!”
Goethe
“Estou ultimamente ocupado em ler a Bíblia! Tirai tudo o que puderdes deste livro pelo raciocínio e pela fé, vivereis e morrereis um homem melhor!”

Abraão Lincoln
“Este livro me fará evitar o pecado ou o pecado me fará evitar este livro!”

Somos membros, não órgãos!


Uma das metáforas mais usadas nas Escrituras para referir-se à Igreja de Cristo é a do Corpo. Juntos formamos o Corpo Místico de Cristo.

Paulo escreve: “Assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, formam um só corpo, assim é Cristo também” (1 Co.12:12).

Ora, sabemos que o corpo humano não é formado só de membros (externos), mas também de órgãos (internos). Por que Paulo escolheu a figura dos ‘membros’ para exemplificar nossa posição no Corpo?

Ele fala de pés, orelhas, olhos, mãos, e não pulmões, intestinos, estômago. Haveria algum motivo para que ele preferisse os membros externos, em vez dos órgãos internos? Estou convencido que sim. Não foi por acaso que ele escolheu a figura dos membros para referir-se a nós.

É através dos nossos membros que nosso corpo se relaciona com o mundo externo. Nossos órgãos não têm qualquer ingerência no mundo exterior. Se fôssemos órgãos do Corpo de Cristo, então deveríamos estar voltados para nós mesmos. O papel dos órgãos é a manutenção do corpo. Mas o papel dos membros é interagir entre si, e com o mundo à sua volta.

O vocábulo grego “ekklesia” (igreja), significa “tirados pra fora”, ou “voltados pra fora”. A única razão da existência e permanência da igreja aqui é o próprio mundo. Portanto, temos que nos converter a ele. Converter-se ao mundo não é conformar-se aos seus valores, mas voltar-se para suas necessidades, a fim de supri-las através do amor.

Fomos enviados por Cristo ao Mundo. Nos trancafiarmos em nós mesmos nada mais é do que um motim, uma rebelião. Estamos sob as ordens do comandante de nossa nau. E suas ordens são: içar as velas e levantar a âncora. Não importa se os mares estão calmos ou revoltos. Nossa missão é cruzá-los.

Somos as mãos de Cristo para socorrer os miseráveis deste mundo. Somos Seus pés para percorrermos os terrenos íngremes e acidentados em busca das ovelhas perdidas. Somos Seus ouvidos para ouvirmos o lamento dos desesperados e consolá-los. Somos Seus olhos para constatarmos a realidade, e Sua boca para contestarmos. Não temos o direito de ficarmos indiferentes ao sofrimento humano, esteja onde ele estiver.

Definitivamente, não somos Suas entranhas. Por isso, não há lugar para corporativismo entre nós. Não vivemos em função de nossa subsistência. Vivemos em prol do outro, daquele que está do lado de fora.Os membros estão dispostos em pares, e isso nos remete à orientação de Jesus para que fôssemos enviados ao Mundo “de dois em dois”. Alguém pode alegar que a boca não tem um par, mas convém lembrar que ela é formada de dois lábios, superior e inferior. Assim como o nariz é formado por duas narinas.

Uma mão precisa da outra. Mesmo sendo destro, o corpo precisa da mão canhota. Imagine quão dispendicioso seria digitar este texto com uma só mão! Um pé não caminha sozinho (Estamos falando de Cristo, não de saci-pererê, rs). Um olho só não seria capaz de enxergar o mundo em 3D. Um só ouvido só ouviria em mono, e por isso, deixaria de identificar sons mais sutis, que somente se ouve em estéreo.

E os membros não se relacionam apenas com seus pares, mas também com os demais. Quando cai um cisco no olho, é a mão que vem socorrê-lo. Um olho é capaz de ajudar o outro a enxergar melhor, mas não pode remover um cisco de seu par.

E todos os problemas enfrentados pelos membros se devem à interatividade com o mundo. Da mesma forma, os membros do Corpo de Cristo devem socorrer uns aos outros, quando esses forem vítimas em sua caminhada pelo mundo. Paulo diz que não somos apenas membros de Cristo, mas também “individualmente somos membros uns dos outros” (Rm.12:5).

O Poder de Elias


Por Vincent Cheung

A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos. (Tiago 5:16b-18)

Há dois tipos de lições que podemos extrair de um homem de Deus imperfeito. Podemos ficar inspirados a imitá-lo por causa de seu fracasso; isto é, visto que até mesmo Elias tinha suas imperfeições e momentos de fraqueza, somos encorajados a perseverar em nossas lutas. Mas Tiago nos leva numa direção diferente – ele nos aponta para o sucesso de Elias, e ao seu poder em oração como um exemplo para nós. A ênfase não é que, embora Elias fosse um grande profeta, ele era todavia falho como nós; antes, visto que Elias era um homem como nós, isso significa que podemos ser como ele! A lição não é que, porque ele fugiu e se retraiu, não deveríamos nos sentir desesperados quando nos encontramos fazendo a mesma coisa; em vez disso, a lição é que mesmo em nossa fraqueza e fragilidade humana, podemos aspirar ao poder do profeta.

Há uma terceira forma de aludir a um homem de Deus, e essa é quando pregadores e teólogos nos dizem: “Você não pode fazer isso. Você não pode ser como ele. Ele era um apóstolo”. Dessa maneira, eles tentam restringir nossa intrepidez, sufocar nossa fé e apagar o Espírito, mesmo quando o dom de Deus queima dentro de nós. É o chamado da incredulidade buscando companhia. Eles não aprenderam isso da Bíblia, e Tiago não nos ensina a pensar dessa forma. Antes, Tiago diria que Paulo era um homem assim como nós, e Pedro era um homem como nós, e visto que eles fizeram coisas maravilhosas para o Senhor, assim podemos nós, pois “a oração de um justo é poderosa e eficaz”. Nós confiamos no poder de Cristo, e ele é maior do que qualquer apóstolo ou profeta. Se Deus ouviu Paulo, Pedro e Elias, então ele nos ouve também. Tiago refere-se a Elias não para rebaixá-lo ao nosso nível, mas para que possamos subir ao nível dele.

Como deveríamos responder àqueles que ensinam incredulidade? Dizemos: “Certo, ele era um apóstolo, e evidentemente você é um zé ninguém. Assim, eu prefiro seguir o seu exemplo de fé e poder, e sua ousadia na pregação, do que seguir um perdedor como você. Ele era um apóstolo, e é precisamente por isso que imitarei o seu sucesso tanto quanto puder. Mas você quer que eu me torne um fraco, fracassado e impotente como você. Isso não acontecerá”. Ora, se a Bíblia nos ensina a imitar até mesmo Jesus, que é mais do que um homem como nós, então ela nos ensina a pensar como vencedores e empreendedores espirituais. Dessa forma, aprenderemos a fé de Abraão e de Raabe (2.20-26), a perseverança dos profetas e de Jó (5.10-11) e a fé e poder de Elias (5.17-18).

Nossos pregadores e teólogos gostam muito de Neemias, e referem-se a ele como um exemplo de confiança na providência oculta de Deus. Eu não tenho nenhuma objeção a isso. No entanto, Tiago não cita Neemias para ilustrar o tipo de poder que está disponível para nós em Cristo. Ele cita Elias, que orou e a chuva cessou durante três anos e meio, e orou novamente, e o céu deu chuva, e a terra produziu os seus frutos. Tenhamos sempre em mente que não seremos julgados pelos líderes e estudiosos incrédulos, mas pelo Senhor Jesus sobre como respondemos às suas palavras, isto é, ao que a Bíblia realmente ensina. Falso ensino dos homens nunca é uma desculpa, pois se somos tão facilmente seduzidos pela incredulidade, então deve haver alguma atração nele para nós em primeiro lugar. Mas Tiago fala a verdade, e ele encoraja a nossa fé. Jesus Cristo nos reconciliou com Deus, e agora nossas orações podem ser poderosas e eficazes, até mesmo como as orações de Elias.

sábado, 10 de agosto de 2013

André Valadão causa polêmica nas redes sociais ao criticar peso de pastor e o mandar jejuar pra emagrecer




André Valadão, cantor gospel e pastor da Igreja Batista da Lagoinha (IBL) causou polêmica nas redes sociais ao discutir publicamente com um pastor que discordava de sua opinião a respeito da visita do papa Francisco ao Brasil e fazer insinuações a respeito de sua forma física.
Em seu perfil no Twitter, André Valadão fez elogios no último dia 28 de julho ao pontífice católico e aos fiéis que participaram da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). “Vinda do papa ao Brasil me alegrou. Ver milhões de jovens nas ruas! Somos um país cristão. Existem diferenças mas o amor de Cristo é maior! A postura do Papa Francisco foi linda. Deus tenha misericórdia do nosso Brasil, abençoe nossa nação. Jesus é o Senhor do Brasil!”, escreveu o cantor.
Depois, André ressaltou sua postura protestante: “Sou totalmente contra a cegueira da idolatria e delegação de santíssima pessoa sobre qualquer ser humano. Por isso repito: Brasil é de Jesus”.
Porém, suas declarações simpáticas à visita do papa ao Brasil já haviam repercutido, e o pastor Oswaldo Junior o criticou: “Sua declaração como líder foi ecumênica e repudiamos o ecumenismo. Elias disse ou um ou outro! Se tem medo de postar se cale!”.
Aparentemente irritado com a crítica, André Valadão atacou o pastor baseado em sua aparência: “Pr. Oswaldo Junior, pela sua foto amado, vejo que quem tem que fechar a boca é você. Vá jejuar…”, escreveu o cantor.

twitter-treta-av-pr-oswaldo-jr
Esse comentário levou diversos usuários a condenar a postura adotada por André Valadão, e tem gerado repercussão até hoje nas redes sociais: “Tanta coisa pra gente fazer, tantas almas morrendo e nós, como sempre brigando. Vamos fazer o que Jesus faria”, escreveu um internauta. “Pr. Andre Valadão, sou admirador do seu trabalho, mas não gostei das suas palavras ao Pr. Oswaldo Junior. Precisamos nos respeitar”, publicou outro usuário do Twitter.
Em tom irônico, o pastor Oswaldo Junior respondeu a André Valadão: “Jejum emagrece? É comprovado? Quantas vezes por semana precisa jejuar para emagrecer?”, questionou. Posteriormente, demonstrando chateação, o pastor complementou: “Mesmo sendo obeso ou gordo como fui discriminado por André Valadão, estou tirando um período de oração pela vida deste servo!”.
O pastor André Valadão não voltou ao assunto, embora Oswaldo Junior tenha demonstrado sentir-se ofendido com o tom do comentário. Anteriormente, a irmão de André, Ana Paula Valadão, líder do Ministério de Louvor Diante do Trono, havia causado polêmica ao criticar líderes obesos. Posteriormente, com a repercussão negativa do comentário, Ana Paula se desculpou publicamente pela frase infeliz.

“Gayzismo infeliciano”: ativistas insultam Marco Feliciano em voo e ainda cantam “Robocop Gay”



marco feliciano 2O tempo do debate sobre a homossexualidade parece estar chegando ao fim?
É impressão minha, ou estamos conhecendo a mais nova fase da selvageria intelectual em prol da igualdade, a fase da laicidade leviana, do ativismo fundamentalista? O que penso, e sem dúvida alguma muitos já visualizam comigo, é a ocorrência de um novo fenômeno, o histérico “gayzismo infeliciano”.
Pois é, hoje, sexta-feira (09-08-13), o pastor e deputado Marco Feliciano (PSC-SP) relatou em seu Twitter o desrespeito sofrido durante um voo de Brasília a São Paulo. Segundo ele, quando um grupo de ativistas vinculados à causa gay o identificaram na aeronave, passaram a hostilizá-lo com xingamentos e insinuações. Embalados na música “Robocop Gay”, dos Mamonas Assassinas, os indivíduos fizeram de tudo para tirar Feliciano do sério, tentando inclusive tocar em seu rosto. O deputado afirmou ainda que alguns passageiros intervieram na situação e o defenderam, contudo, com o tumulto instalado, o comandante da aeronave chegou a ameaçar retornar à capital federal, pois o voo partia de Brasília para São Paulo.
Na postagem do twitter consta o seguinte relato de Feliciano:

“Agradeço aos passageiros do voo AD5019 BSB x GRU bem como a equipe da Azul Linhas Aéreas e o apoio da Polícia Federal do aeroporto de Guarulhos. Ao decolarmos em Brasília cerca de 10 gays me constrangeram, dois vieram à minha poltrona gritando, cantando musica bizarra. Os passageiros me defenderam, o piloto ameaçou retornar pra Brasília. Sofri xingamentos o voo todo. Haviam crianças no voo, famílias. Como não reagi tocaram no meu rosto. Estes cidadãos colocaram em risco a segurança dos passageiros. Querem respeito, mas não respeitam. E assim fazem com qualquer pessoa que discorde de suas práticas. Que Deus nos guarde. Não sou contra gays, sou defensor da família natural!”, escreveu o pastor.

twitter-marco-feliciano

Então gente, vemos que a tal corja de gente insana e preconceituosa não é algo exclusivo dos héteros. Outrora, o intitulado pastor gay Marcio Retamero, chegou a até a dizer que seria capaz de “pegar em armas” para combater a ideologia dos “desgraçados” e ”fundamentalistas religiosos”, termos que usou para designar os políticos e defensores da fé cristã e da família. Portanto, gays, que se intitulam intelectuais e pacíficos, digam-me algo sobre isso! – Porque senão o “movimento” que luta por novos direitos para a classe homossexual se demonstrará cada vez mais como uma expressão de fragmentação inescrupulosa e incoerente, onde no lugar da relevância do debate da democracia, veremos emergir uma nova corrente, que culminará num outro tipo de terrorismo: o “gayzismo infeliciano”.

Desejando as Trevas


Por N. Vincent
A grande razão pela qual os homens morrem e morrem para sempre é porque eles querem. Eles querem ser os escravos do pecado, embora a morte seja o pagamento que certamente receberão pelo seu fatigante e laborioso trabalho. Os pecadores não querem ser purificados. "... ai de ti Jerusalém! Não te purificarás ? Até quando ainda ? " (Jer. 13:27). Não querem ser juntados debaixo das asas de Cristo, embora seja o único lugar de refúgio, tanto do furor de satanás quanto da ira de Deus. "Jerusalém, Jerusalém que mata os profetas, e apedreja os que te são enviados! quantas vezes quis cu juntar os teus filhos, como a galinha junta os seus pintos, debaixo das asas e tu não quisestes! " (Mat. 23:37). Não apenas isso, os desejos de muitos que freqüentemente já têm desprezado as admoestações e chamados de Moisés e dos profetas tendem tão desesperadamente para o pecado, que, embora pudessem ver as chamas e os tormentos que fazem outros sofrerem, mesmo assim não seriam persuadidos a desistir. "E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dos mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscitem ". (Luc. 16:30-31).
Meu trabalho ao expor esta doutrina será, primeiro, demonstrar a verdade contida nela, que os homens morrem porque querem; segun do, para evidenciar que a incapacidade do homem fazer o que é bom, tão freqüentemente mencionada nas Escrituras, não contradiz esta doutrina.
Os argumentos para demonstrar que os desejos dos homens são a grande causa de sua morte e perdição são estes:
1. Um argumento será deduzido da corrupção natural e depravação da vontade do homem. E essa corrupção se evidencia na vontade do homem afastar-se de Deus, a Fonte da vida e da paz, e inclinar-se para o que é mal, embora o pecador (ai dele!) chame de bem aquilo que é mal e imagina ser doce aquilo que provará ser amargo e venenoso como toda picada de áspide. Os pelagianos talvez assemelhem a vontade do homem a uma virgem pura, a qual escapou de ser deflorada na sua primeira apostasia, mas sabemos pelas Escrituras e pela experiência que o pecado original revela-se mormente na vontade. Aquele que não entende que seu coração é desesperadamente corrupto (Jer. 17:9), mostra um sinal de que seu coração o engana e ele nem sabe disso. Quanta incredulidade, quanto orgulho, quanta alienação da vida de Deus, quanta inimizade contra o mandamento, o qual é santo, justo e bom, existem na vontade do homem natural! Vejam Romanos, capítulo 7. A vontade, então, sendo tão completamente corrupta e exercendo tanta influência como exerce, impede a conversão a Deus e a santidade, o que a contraria muito. E conseqüentemente ela tem grande responsabilidade na perdição dos filhos dos homens.
2. Outro argumento será deduzido da reprovação e ira justas de Deus. Certamente Ele não os repreenderia tão duramente, Sua ira não fumegaria tanto contra eles por causa de suas teimosias e obstinações nos seus maus caminhos, se tivessem uma vontade sincera e faltasse apenas a força para fazer o que é bom. Quando o Senhor infligiu julgamentos sobre o Seu povo antigo, Ele falou da obstinação dele, da recusa em entender e ser regenerado, e isto Ele fez para vindicar a retidão de Suas mais severas maneiras de lidar com ele. Nós lemos que o Senhor testificou contra Israel pelos Seus profetas e videntes dizendo: "... convertei-vos de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos. Porém não deram ouvidos, antes endureceram a sua cerviz como a cerviz de seus pais, que não creram no Senhor seu Deus". (II Reis 17:13-14,18). Agora, após sua obstinação, seguiu-se, e muito justamente, a ira de Deus e a destruição deles. Portanto, o Senhor estava muito irado com os filhos de Israel e os afastou de Sua vista.
Em segundo lugar, vou provar que a habilidade dos homens em fazer o que é bom não frustra a doutrina de que os seus pecados e misérias permanecem à porta da vontade deles. O Espírito Santo, Aquele que torna humilde os filhos dos homens, põe por terra a opinião que eles têm de seu próprio poder e justiça e os faz usar a linguagem do profeta Isaías: "Certamente no Senhor tenho justiça e força... " -inferindo, portanto, que o homem em seu estado degenerado e peca minoso é incapaz de fazer o que é espiritualmente bom. Por conseguin te, somos considerados fracos - "Não que sejamos capazes por nós, de pensar alguma coisa como de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus ". (Rom. 5:6; II Cor. 3:5). Somos considerados cansados e sem vigor (Is 40:29), e nosso Senhor nos afirma claramente em João 15:5: "Sem mim nada podeis fazer. " Mas por tudo isso, embora nos falte a força para fazer o que é bom, nossa vontade é culpada do mal cometido por nós.
Não se pode imaginar que as Escrituras mencionem a incapacidade do pecador em fazer o bem como uma desculpa para ele fazer o mal, mas sim para dirigí-lo a Cristo quem pode fortalecê-lo a fazer todas as coisas (Fil. 4:13). É verdade que o homem é incapaz, porém ele também não está disposto a fazer o que Deus requer dele, apesar de ser para o seu próprio bem. A razão pela qual ele continua no pecado e é subjugado por ele não é somente porque o homem não pode converter-se a si mesmo, e sim também, e principalmente, porque ele não está disposto a ser convertido. Isso será particularmente ampliado a seguir.
a. O homem pecador pensa que é capaz de deixar seus maus caminhos. Ele adia seu arrependimento como se pudesse voltar-se para Deus quando quisesse. Já que ele não faz o que pensa que pode, sua própria vontade deve ser a causa do impedimento, e ela deve ser responsabilizada no caso dele perecer.
b. O homem pecador não faz o que realmente é capaz de fazer. Tem um talento, todavia não quer negociar com ele. Poderia se abster de muitos pecados que o expõe a ira e vingança se quisesse, porém infelizmente ele é um escravo voluntário deles, e está feliz com sua servidão. O adultério propositadamente vai a casa da prostituta, o ímpio mundano propositadamente procura o ganho desonesto. Portanto, segue-se que estes voluntariamente destroem a si mesmos.
O homem natural pode fazer o que é bom, embora ele falhe, na maneira de fazê-lo. Ele pode orar, ouvir, ler, contudo, intencionalmente omite estas obrigações, e assim voluntariamente se sujeita à maldição que o ameaça por causa de sua omissão. Ele não fará o que realmente pode, e, certamente, ainda que seu poder fosse ampliado jamais seria usado. Aquele que tem de sobra e recusa-se a dar um cruzeiro a um pobre, podemos concluir com certeza que não estaria disposto a fazer uma doação generosa - embora bem pudesse. Da mesma maneira, o homem natural que não fará o que pode para ser salvo, apesar de ser muito pouco, por certo não faria maior esforço, a fim de ser salvo, mesmo se seu poder fosse aumentado.
c. O homem pecador lamenta que seja capaz de fazer o quanto pode. Ele desejaria ser totalmente impotente para que isso pudesse servir-lhe de desculpa. Isto mostra a malignidade de sua vontade. Além disso, ele não quer usar os meios pelos quais a graça e a força são transmitidas. Ele não quer esperar em Deus, nem invocá-lO. Ele não quer buscar nEle o cumprimento das promessas feitas na aliança da graça. Não, ele resolutamente resiste o Espírito quando este vem operar nele. Ele preferiria ser deixado entregue ao seu pecado. Essa é a linguagem dos ímpios: "E todavia dizem a Deus: retira-te de nós, porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos." (Jó 21:14). O homem depravado pode argumentar que lhe falta o poder, ainda assim esta falta de vontade de arrepender-se e viver é principal mente o que o arruina. E todos aqueles pensamentos e argumentos contra Deus, como se Ele fosse um mestre severo, como se Seus caminhos não fossem justos - pergunto: não será o homem envergonhado diante dEle naquele Grande Dia, no qual sua consciência o acusará e em tristeza o reprovará por isso? Ele que fora constantemente avisado e admoestado, entretanto, não se arrependeu para que pudesse ter vida.
Fonte: Mayflower

Impostores expositivos

 
Por Mike Gilbart-Smith
Mark Dever corretamente descreve a Pregação Expositiva como “pregação que toma como o assunto do sermão o assunto de uma passagem particular da Escritura”. Entretanto, tenho ouvido muitos sermões que tentam ser expositivos, mas falham de alguma forma. Abaixo estão sete armadilhas que alguém pode  evitar. Cada uma dessas armadilhas ou não faz da mensagem da passagem a mensagem do sermão, ou, no final das contas, não a faz uma mensagem para a congregação.

1) O assunto da passagem é mal-entendido: o “Sermão sem Fundamento”.

Este é o caso em que o pregador diz coisas que podem ou não serem verdadeiras, mas que, de nenhuma forma, vieram da passagem, quando ela é entendida corretamente. Isso pode acontecer tanto por falta de cuidado com o conteúdo do texto (por exemplo, “produção, motivação e inspiração”, tirado de 1 Tessalonicenses 1.3, versão NIV; embora nenhuma palavra tenha paralelo no grego), quanto por falta de cuidado com o contexto (por exemplo, o sermão em Davi e Golias, que pergunta “quem é seu Golias, e quais são as cinco pedras que você precisa preparar para usar contra ele?”).

Se o pregador não está extraindo profundamente da Palavra de Deus para guiar a mensagem de seus sermões, eles estão possivelmente sendo dirigidos pelas próprias preferências do pregador. Pois, “quando alguém regularmente prega de uma forma que não é expositiva, os sermões tendem a ser somente sobre assuntos que interessam ao pregador” (Nove Marcas). Portanto, a congregação não recebe tudo o que Deus pretendia. A lição? Pregadores devem se entregar ao entendimento absoluto do texto antes de sentar para escrever seus sermões. Uma leitura casual não é o bastante. Os pregadores devem permitir que Deus determine a dieta do rebanho como prevenção contra uma alimentação insuficiente.

2) O assunto da passagem é ignorado: o “Sermão Trampolim”.

Bastante parecido é o sermão em que o pregador entendeu o centro do texto, concorda superficialmente com ele , e então fica intrigado com algo que é um ponto secundário ou terciário, fixando sua atenção nisso pelo resto do sermão. O que ele diz vem do texto, mas não é o assunto principal do texto (por exemplo, o sermão em João 3 que enfoca primeiramente a permissão de cristãos beberem álcool).

3) O assunto da passagem não é aplicado: o “Sermão Exegético”.

Algumas pregações que se dizem expositivas são rejeitadas como chatas e irrelevantes… e com justiça! O ouvinte poderia muito bem ler um comentário exegético. Tudo que é dito é fiel à passagem, mas não é realmente um sermão; é meramente uma leitura técnica da passagem. Pode-se aprender muito sobre o uso paulino do Genitivo Absoluto, mas pouco sobre a pessoa de Deus ou a natureza do coração humano. Não há aplicação pra nada a não ser às mentes da congregação. A verdadeira pregação expositiva certamente deve informar primeiro a mente, mas também aquecer o coração e constranger a vontade.

4) O assunto da passagem é aplicado a uma congregação diferente: o “Sermão Irrelevante”.

Muitas pregações promovem orgulho na congregação por jogarem pedras nos tetos de vidro de outras pessoas. Ou o ponto da passagem é aplicado apenas aos incrédulos, sugerindo que a Palavra não tem nada a dizer para a igreja, ou é aplicada aos problemas que raramente são vistos na congregação onde se prega. Assim, a congregação se torna orgulhosa, e como os fariseus na parábola de Jesus, acabam agradecidos por não serem como os outros. A resposta não é arrependimento e fé, mas “se a Sra. Brown ouvisse esse sermão!” ou “esse sermão realmente deveria ser pregado na Enésima Igreja Batista de Smorgsville, Pensilvânia!”.

5) O assunto da passagem é mal aplicado à congregação atual: o “Sermão Inadaptado”.

Algumas vezes, a distância hermenêutica entre a passagem original e a congregação atual pode ser mal compreendida, de forma que a aplicação do contexto original é transferida de maneira errada ao contexto atual. Assim, se o pregador não tem uma teologia bíblica correta do culto, passagens sobre o Templo no Antigo Testamento podem ser aplicadas erroneamente sobre o prédio da igreja no Novo Testamento, ao invés de estarem cumpridas em Cristo e em seu povo.

6) O assunto da passagem é separado de seu impacto geral: o “Sermão Doutrinário”.

Deus deliberadamente falou a nós “de muitas e diversas maneiras”. Muitos sermões ignoram o gênero de uma passagem, e pregam narrativa, poesia, epístola ou apocalíptica – todos como se fossem uma série de afirmações proposicionais. Embora toda pregação deva transmitir verdades proposicionais, elas não deveriam ser reduzidas a isto. O contexto literário das passagens deveriam significar que um sermão de Cântico dos Cânticos soa diferente de um a partir de Efésios 5. As passagens podem ter o mesmo ponto central, mas é transmitido de uma forma diferente. Esta diversidade não deve ser perdida na pregação.

7) O assunto da passagem é pregado sem referência à passagem: o “Sermão Atalho”.

Outro sermão pode ter até uma aplicação apropriada à mente, coração e vontade, ainda que a congregação fique sem saber como isso foi apropriadamente aplicado a partir do texto. Oposto do sermão exegético, esse tipo de pregação não mostra nenhum “trabalho” exegético, afinal. Embora o Senhor tenha apresentado seus objetivos em sua Palavra, apenas o pregador está totalmente ciente desse fato. A congregação pode muito bem acabar dizendo “que sermão maravilhoso” ao invés de “que passagem maravilhosa da Escritura”.

Pregação expositiva é tão importante para a saúde da igreja porque permite que o conselho inteiro de Deus seja aplicado à igreja inteira de Deus. Que o Senhor equipe os pregadores de Sua Palavra de forma que Sua voz possa ser ouvida e obedecida.

Fonte: Ipródigo