terça-feira, 5 de março de 2013

Mimi mimi mimi! Para os Indignados de Plantão!

 
Por Renato Vargens
 
Mimi mimi mimi!
Tem gente que por qualquer coisa "embica" não é verdade? Volta e meia encontramos alguém que ao ser contrariado faz "biquinho". 

Por acaso você já percebeu que nossas igrejas estão repletas de pessoas rabugentas? Pois é, em nossas comunidades cristãs encontramos uma multidão de indivíduos mal-humorados, que facilmente se ofendem por tudo.

Ora, ninguém gosta de se relacionar com um rabugento, nem tampouco daquele que vê defeito em todas as coisas. Como já escrevi anteriormente, os rabugentos atraem para si, sentimentos adversos daqueles que com ele se relaciona, levando-os a impressão de que estão sozinhos e isolados neste “mundo cruel”. Junta-se a isso o fato de que alguns destes, são assombrados por fantasmas inexistentes os quais os levam a uma vida esquizofrênica e adoecida.

Infelizmente pessoas que desenvolvem este tipo de comportamento não aceitam criticas, sentem-se ofendidas quando suas opiniões são contrariadas, além obviamente de nutrirem a alma de julgamentos descabidos e preconceituosos.

Creio que somente o poder de Cristo e do evangelho pode mudar tais pessoas transformando-as em indivíduos mais bonitos, plenos e felizes. Para tanto, torna-se indispensável que haja no coração daquele que sofre deste mal uma abertura ao Espírito Santo, reconhecendo prioritariamente sua patologia bem como a necessidade de mudança imediata de comportamento.

Pense nisso!

IGREJA, UM CASO DE AMOR

 
Por Isaltino Gomes Coelho Filho
A igreja é fascinante. É o tema sobre o qual mais leio e sobre o qual mais ajunto livros. Refletir sobre ela sempre me traz novos aspectos e me faz ver sua grandeza e beleza, e como sou abençoado em fazer parte dela. Que honra ser igreja de Jesus! Escrevi um livro com um título À igreja, com carinho, que foi uma declaração de amor ao corpo de Cristo. Amo igreja!

Para muitas pessoas, igreja é apenas um lugar aonde ir. Ou uma instituição ou uma organização. Alguém que dizia seguir a Jesus referiu-se assim a ela: “Não tenho mais nenhum interesse nesta instituição”. Como é uma pessoa de mal com a vida, não liguei. Recebi e-mail de um ignoto, falando mal da igreja e se despedindo, pois se afastava. Sua carta, além de inconsistente, cheirava a ódio. Respondi a quem me encaminhou o e-mail: “Já vai tarde. Não fará falta alguma”. Nunca entendeu o que seja igreja. Nunca refletiu seriamente sobre ela.

Mas também recebi bom e-mail de uma ex-ovelha de Brasília, advogada, afeiçoada à nossa família e nós à dela. Ela se lembrava de uma frase que eu disse num sermão: “Se você procura uma igreja perfeita, quando a encontrar, não entre nela para não estragá-la”.

Algumas pessoas cobram da igreja o que elas mesmas não são. É um paradoxo (ou hipocrisia?). Igreja não é instituição nem organização nem lugar. Segundo a Bíblia, igreja é gente. Gente da igreja que fala mal dela fala mal de si. E é arrogante, portando-se como se fosse superior aos outros. Não sou um oráculo de Yahweh, mas em 41 anos de ministério notei que os crentes que mais falam mal da igreja são exatamente os mais problemáticos. Nunca vi um crente piedoso, engajado, equilibrado, combater a igreja. Só os insubmissos, amargos e desagregadores. Inclusive, quando saem, a igreja melhora.

A igreja local não é mera expressão da Igreja Invisível ou da Igreja de Todos os Tempos. Tem origem divina. O corpo de Cristo não é apenas a Igreja Mística e Invisível. A local também é: “Pois bem, vocês são o corpo de Cristo, e cada um é parte deste corpo” (1Co 12.27). Paulo diz a uma igreja local que ela é o corpo de Cristo, e não uma parte dele. Disse o teólogo Ladd: “A igreja local não é parte da igreja, mas é a igreja em sua expressão local”. Os críticos da igreja são críticos do corpo de Cristo. Há pessoas que têm uma visão de cristianismo muito pessoal, para a qual querem adesão. Não a recebendo, se revoltam e acham que todos estão errados. São autoritários e não sabem ser voto vencido. Não aceitam ser conduzidos. Cobram de outros o que elas não têm nem dão: perfeição moral, amor e absoluta integridade espiritual. A postura dos críticos da igreja é estranha: a igreja são os outros. Eles se autoexcluem ao combatê-la. Para isto, ela já tem Satanás. Ela precisa de amantes, não de apedrejadores.

A igreja é um grupo de pessoas que provou a graça de Deus em Jesus, creu nele, comprometeu-se com ele e o segue. Não é perfeita. Deus não terminou sua obra em nós. Temos falhas e somos imperfeitos. E precisamos uns dos outros. Para nos apoiarmos, para orar uns pelos outros. Não existe cristianismo privado. O cristianismo exige compartilhamento e mutualidade: “Consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia” (Hb 10.25-26). A igreja é um grupo de pessoas com suas vidas interligadas em Cristo, procurando viver em solidariedade e apoio espiritual.

Quem quer mudar a igreja por ela não corresponder às suas expectativas (presumindo que esta seja a única pessoa certa e as demais estejam erradas), deve lembrar uma frase de Martin Luther King Jr.: “Se você deseja mudar alguém, deve amá-lo”. Ame a igreja. Cristo nos amou e nos mudou. Faça assim! Ame a sua igreja, ponha o ombro em baixo da carga e lute com ela. Sirva a ela, e não o Inimigo!

Deus limpará toda a lágrima [Pregação sobre Salmo 30:1-5]


Por Jorge Fernandes Isah

Primeiramente, queria dizer que este Salmo é um clamor e um agradecimento que, ao mesmo tempo, o Rei Davi faz a Deus.
Davi louva o Senhor pois, mais uma vez, ele o havia livrado dos seus inimigos. Davi era o rei de Israel; mas antes, foi alvo do ódio de Saul que o perseguiu e intentou a sua morte. Tenho para comigo que durante o reinado de Saul, ele não se preocupou nem mesmo com o seu povo, nem em servir a Deus, mas exclusivamente ele tinha o objetivo maligno de destruir Davi; como um ferroz inimigo daquele que o próprio Deus chamou de um homem segundo o seu coração [1Sm 13.14].
Deus se alegrava em Davi, o qual executou toda a sua vontade. E quem ouviu isso da boca do profeta Samuel? Saul. Naquele momento, ele soube que havia sido rejeitado por Deus, porque não guardou o que o Senhor havia lhe ordenado. Saul soube que Davi era amado do Senhor, e de que ele e o seu reino não subsistiriam. Daí em diante, Saul não mais seguia o Senhor, e não cumpriu as suas palavras, ao ponto em que Deus diz se arrepender de tê-lo posto como rei [1Sm 15.11]. Perseguir Davi não foi o pior pecado de Saul. O pior pecado de Saul foi a desobediência, o desprezar constantemente os mandamentos de Deus, entregando-se ao estado de permanente rebeldia a ele. Por isso ele perseguiu Davi enquanto teve vida; e não soube reinar conforme os mandamentos divinos.
Davi, portanto, era um homem acostumado ao perigo. Mesmo entre os do seu povo, e mesmo entre os da sua própria carne. Davi foi perseguido, traído e desejaram e maquinaram a sua morte. Era um homem de dores. Não como o Senhor Jesus, mas um tipo do Senhor Jesus nesse aspecto. Interessante que, como àquela época, ele hoje é desprezado por muitos irmãos! Temos uma tolerância absurda e desproporcional para com os ímpios, para conosco mesmo, com os nossos pecados, mas em se tratando de Davi e, também, de Pedro, por exemplo, somos intolerantes... O que vem à nossa mente é sempre o adultério do rei com Bate-seba, e a traição do apóstolo para com o Senhor, momentos antes da Crucificação.

Esperamos que eles fossem super-homens, quando nos assemelhamos a sub-homens em relação a eles. Nem Davi, nem Pedro, ou qualquer outro homem foi alguma coisa por seus próprios méritos. Como um instrumento inútil, eles foram feitos úteis pelo poder de Deus. Assim como nós, não fizeram nada além do que lhes era devido fazer, contudo, muito, mas muito mais do que fazemos. Esquecemo-nos de que ambos foram poderosos nas mãos de Deus; de como Deus os escolheu para obras grandiosas, para feitos que resultassem no louvor e glória do seu nome. Deus os usou como nenhum de nós jamais será usado. E por isso, Deus os exaltou em Cristo.

Por outro lado, eles também sofreram na carne o que jamais sofreremos; e souberam, mesmo nas tribulações, nas lutas, na injustiça, permanecerem firmes e confiantes no Senhor, em uma fé inabalável de que Deus não somente os sustentaria mas os ergueria caso caíssem; uma fé que muitos de nós, nos menores reveses da vida, colocamos em dúvida, perdemos a esperança, e nos entregamos à murmuração e ao desalento. Nos tornamos no pior tipo de ingrato, aquele que é incapaz de reconhecer todos os favores que lhe foi dado por Deus. Sem merecimento algum. Sem mover um dedo para alcançá-lo. Exclusivamente pela bondade e graça do nosso Senhor, quando a nossa recompensa, por aquilo que não fizemos e deixamos de fazer, seria a condenação e o inferno.

Cada um de nós deveria se espelhar no exemplo desse herói da fé, que a todo momento sabia que Deus era aquele que o livraria dos seus inimigos, e lhe daria a vitória sobre eles [v 1]. Quando Davi diz: "Exaltar-te-ei, ó Senhor, porque tu me exaltaste", podemos ter a ideia errada de que o louvor a Deus deve ser dado somente se recebemos algo de que queremos ou precisamos em troca. O fato é que Deus não é um negociador. Tudo o que recebemos é por sua graça, de tal forma que não há mérito algum no homem que obrigue a Deus dar uma resposta que atenda os desejos e anseios humanos. O que Davi está fazendo aqui é reconhecendo o favor de Deus, colocando-se na posição de favorecido, de alguém que recebeu uma graça, e que, por isso, como um agradecimento, uma forma de reconhecimento ao que Deus fez, ele o exalta.

Pedro nos alertou de que sem humilhação não seremos exaltados: "Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que ao seu tempo vos exalte" [1Pe 5.6]. Davi se humilhava diariamente diante do Senhor, reconhecendo a sua dependência, e por isso, Deus o exaltou diante dos seus inimigos, os quais eram também inimigos de Deus.

Por isso ele disse "clamei a ti, e tu me saraste" [v.2]; porque a cura da dor, da aflição, do temor, da angústia e de todos os males, somente pode vir do bom Deus. Hoje, esperamos por um alívio que venha de vários lugares. Esperamos na ciência, em terapias, nos prazeres, no poder, na diversão... de que sejamos capazes de curar a nós mesmos; mas esquecemos que apenas Deus pode curar nossas feridas. Novamente, Pedro nos diz: "Lançando sobre ele [Jesus] toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós" [1Pe 5.7]; e o profeta nos garantiu:"Verdadeiramente ele tomou sobre si [Jesus Cristo] as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si" [Is 53.4]. Como o próprio Davi pode confirmar, ao dizer: "Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará" [Sl 37.5]. Ele sabia, claramente, que no momento da angústia e da aflição, de uma enfermidade, de uma injustiça, apenas Deus poderia curá-lo; por isso, ele clamava pela misericórdia que somente podia vir do alto.

No verso seguinte, Davi nos revela o estado em que se encontrava, como que o de um morto. E não há como não nos lembrar do Senhor, que sofreu toda a sorte de injustiças e crueldades por amor de nós, sendo crucificado, morrendo, mas ressurgindo dos mortos, como o próprio Davi revelou, profeticamente, séculos antes, em outro Salmo: "Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção" [Sl 16.10].

O corpo de Davi, diferentemente do corpo do Senhor Jesus, viu a corrupção, mas a sua alma foi preservada para a vida por Deus, e assim como ele, também nós não veremos a morte, pois Cristo garantiu: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida" [Jo 5.24].

Ainda que Davi esteja falando aqui sobre as aflições da vida, nas quais ele se via como um morto, dado o grau de opressão sobre a sua alma, o fato é que somente Deus pode nos livrar delas.

Então, ele conclama todos os santos, todos os irmãos, a cantar e louvar o Senhor, não por ter lhe dado um escape momentâneo, por ter solucionado um problema circunstancial, mas como forma de gratidão pela maneira como Deus cuida e concede ao seu povo o seu favor gracioso em toda a vida. Como está escrito:"E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" [Rm 8.28]. Ou seja, a vida que o Senhor nos dá é suprida em todos os mínimos e mais imperceptíveis detalhes pela sua providência e graça.

Então, somos presenteados com versos da mais rara beleza: "Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida" [v. 5]. Que realidade fantástica o salmista nos revela aqui. Primeiro, de que somos merecedores da ira divina. Pela desobediência e transgressões, estávamos debaixo da ira de Deus. Estávamos mortos em ofensas e pecados, segundo o curso deste mundo, e éramos por natureza filhos da ira [Ef 2.1-3]. Mas graças a Deus que nos vivificou em Cristo, por sua misericórdia e o seu muito amor com que nos amou [Ef 2.4-5].
E o salmista continua: "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã". O que pode ser o choro? Pode ser momentâneo, uma dor passageira, algo mesmo que não traga cicatrizes, nem marcas em nossas vidas. Mas pode durar uma vida inteira, anos e anos e mais anos em dores. O choro pode durar até a nossa morte; pode percorrer toda a vida do crente. Pode ser tão duro de suportar que somente Deus para nos manter com vida, quando o desejo é a morte iminente e o alívio da dor. O choro pode nos fazer sofrer, mesmo que seja através de uma lembrança. Mas ainda que o alívio não venha nesta vida, temos a promessa de que ele virá, enfim, na eternidade. É o que João ouviu: "E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas" [Ap 21.3-4]. Estejamos certos, meus irmãos, de que Cristo faz novas todas as coisas, porque, como ele mesmo nos diz: "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo" [Jo 16.33].
O fato é que, todo este Salmo é um louvor a Deus; Davi nos revela como devemos ser gratos, como devemos nos entregar à adoração, bendizendo o nome do bom Deus, porque ele é bom, e sua misericórdia não tem fim. Como filhos, devemos honrar o nosso Pai. Como filhos, devemos obedecê-lo. Como filhos, devemos reverenciá-lo. Andando em temor e tremor, porque também a sua justiça é certa. Graças a Deus por ter-nos tirado do lamaçal do pecado, e ter feito de Cristo, seu Filho Amado, a nossa justiça. Por isso, cada um de nós, irmãos, louvemos e glorifiquemos a Deus, levantando mãos santas, corações contristados, e lábios puros em agradecimento por tudo quanto o Senhor tem feito, e tem nos dado.

Davi e o envelhecer: guerreiros não duram para sempre.



Por Alan Brizotti

As pessoas quando envelhecem tendem a ser desumanizadas pela sociedade. É o caso de artistas, celebridades, executivos, líderes eclesiásticos. Confunde-se a vocação com a pessoa. Muitos líderes eclesiásticos são descartados quando a idade chega. Ignorados e esquecidos, sofrem de uma solidão ministerial absurda que os leva a questionar até mesmo se valeu à pena ter lutado tanto.

O choque de gerações acirra ainda mais essa crise. Muitos “meninos” que ainda não andaram sequer a primeira milha se julgam superiores a tudo e a todos. Millôr Fernandes, no álbum do fotógrafo gaúcho Robinson Achutti, escreveu:

“Qualquer idiota pode ser jovem. Em poucos anos se consegue isso. Mas caras jovens são fotograficamente aflitivas. Não têm biografia. Chapas sem emulsão. Lisas. Pois é preciso muito tempo para envelhecer. E muito talento. O supremo talento da sobrevivência” .

Davi também passou por isso, e pode nos ensinar muito. Observemos dois textos de dois momentos diferentes da vida de Davi: Em I Samuel 18.7, o guerreiro – e jovem – Davi é celebrado nas canções: “As mulheres, dançando, cantavam umas para as outras, dizendo: Saul feriu os seus milhares, porém Davi os seus dez milhares”. Em II Samuel 21.16 e 17, o velho Davi está em mais uma das muitas guerras contra os filisteus e quase é assassinado:

“E Isbi-Benobe, que era dos filhos do gigante, cuja lança de bronze pesava trezentos siclos, e que cingia uma espada nova, intentou matar a Davi. Porém Abisai, filho de Zeruia, o socorreu, e feriu o filisteu e o matou. Então os homens de Davi lhe juraram, dizendo: Nunca mais sairás conosco à peleja, para que não apagues a lâmpada de Israel”.

Fico imaginando como deve ter sido difícil para Davi. A dor do velho guerreiro. Não mais o cabelo vermelho, os músculos; agora, a face enrugada, a pele flácida, o cabelo branco denunciam que o guerreiro se foi. Mas o que era para ser frustração, vira excelência (Sl. 92. 12-14). Surge um Davi melhor! Um cantor com muito mais experiência. Ele não era só mais um guerreiro – ele era a “lâmpada de Israel” . Os salmos mantinham a lâmpada acesa.

Nosso problema no século XXI é que ainda buscamos os guerreiros e não as lâmpadas. Deus procura por pessoas que não deixem sua luz se apagar. Pessoas que saibam, como dizia um pensador antigo, que “se a chama que está em ti se apagar, as pessoas ao teu lado morrerão de frio” . Minha oração é para que as gerações mais novas não se percam na escuridão pós-moderna, pois as lâmpadas ainda estão acesas!

Davi é isso! Simplesmente fascinante. Nenhum personagem bíblico causa tanto impacto em nós quanto ele. Davi não é descrito operando grandes milagres como Moisés e Elias não têm a fé de Abraão, muito menos a famosa paciência de Jó. Ele não tem a teologia elaborada de um Paulo, não conhece os mistérios como Daniel. Davi é exatamente como Deus queria que ele fosse. Por isso ele fascina tanto. Por isso sua história não envelhece. Davi é nosso. Nosso irmão de caminhada. Quando peco, e a crise me invade, Davi é meu confidente, companheiro e amigo. Quando preciso de conselhos, sei a quem escutar. Quando o coração se aflige, há sempre um salmo de Davi por perto .

Grimma língua de Cobra e a “salvação” do Cristianismo!



Por Josemar Bessa
Falsos mestres com uma língua comum – com heresias óbvias, não são os mais perigosos. O problema está no falso mestre que tem uma língua bifurcada. Ela é capaz de discursos díspares, já que mistura coisas que mostram “amor”, “interesse ao próximo”, “o social”... com os mais sutis e devastadores desvios. Em toda a história da igreja homens que propagaram heresias destruidoras eram amáveis... Os teólogos liberais sempre foram diligentes estudantes do espírito da época.

Um século atrás eles eram conhecidos como “modernistas” porque os valores pós-iluministas foram o PRETEXTO que eles usaram para fazer avançar a agenda liberal. Eles, como agora, insistiam que, se a igreja se recusasse a mudar com o tempo, o próprio cristianismo se tornaria irrelevante. Exatamente o argumento atual.

Naturalmente, “mudar com os tempos”, se tornar “relevante”... significava cercear o evangelho de seus objetivos centrais e essenciais, para moldá-lo a uma agenda palatável do homem natural e daquilo que a cultura acha relevante.

Isso me lembra um personagem de O Senhor dos Anéis de J R. R. Tolkien – As Duas Torres – chamado Grimma Língua de Cobra. É óbvio, que mesmo sendo um agende do Sauron, senhor do escuro... Grimma sob o pretexto de cuidar de Théoden – Rei de Rohan, terra dos cavaleiros – usurpa a autoridade moral de Théoden, dissipando o poder moral do rei com uma língua bifurcada que pode misturar “bons conselhos” com veneno mortal. A história da igreja está cheia de Grimmas língua de Cobra deste o início.

No fim da vida do grande apóstolo da circuncisão ele deve que disser aos cristãos daqueles dias: “...como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” - 2 Pedro 2:1

O mesmo aviso flui dos lábios do apóstolo dos gentios: “Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho; E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós.” - Atos 20:29-31 – O apóstolo da circuncisão e o apóstolo dos gentios falam a mesma coisa – ou seja, não devemos de forma alguma ficar surpresos ao descobrir que, em todos os tempos, a igreja de Deus foi tentada pelos enganos e erros de homens com línguas bifurcadas ( juntando amor e heresias, cuidado com o próximo e liberalismo...).

Isso deixa sem discurso também todos esses que dizem que como há enganos e falsos líderes (exatamente o que Deus sempre avisou que haveria) se tornam anti-igreja – (foi avisado que sempre seria assim). Devemos esperar essas coisas e ainda assim nos manter firmes e inabaláveis. Há e sempre haverá “falsos irmãos” e “falsos mestres”, como anteriormente houve “falsos apóstolos”, “falsos profetas”, e até mesmo “falsos cristos”.

O drama é que o erro sempre flui de línguas bifurcadas que dizem que o evangelho para atingir a geração atual precisa de mudanças e adaptações. O perigo maior está não em quem tem uma língua só, voltada para heresias óbvias... mas sim os Grimmas língua de cobra – pois sua língua bifurcada pode misturar discursos escondendo seus desvios heréticos. Tão modernos, tão prontos a denunciar as heresias óbvias, tão contemporâneos, tão “relevantes”... tão Grimmas!

No filme de Peter Jackson, As Duas Torres – podemos ver nitidamente como Théoden vai se tornando, sob a influência de Grimma língua de cobra, numa mera casca de um homem, sem brilho, olhos vidrados... pois seu conselheiro com seu discurso “bifurcado” age sobre ele como um parasita que aos poucos o deixa vazio de tudo o que construiu a integridade do Rohan.

O discurso sempre parece “relevante” pois propõe, como Grimma língua de cobra, a salvação do cristianismo – o brado é igual o dos liberais tantos anos atrás – “O Cristianismo deve mudar ou morrer” – Quando mais ouvimos mestres assim, mais óbvias ficam suas línguas bifurcadas que misturam sutilmente o abandono da verdade com a relevância e salvação do Cristianismo”

Falsos mestres são mais perigosos ao manifestar grande devoção e manter boa moral... A respeito de Pelágio, Agostinho testifica que ele “sempre manteve uma vida de moral justa e decente” – e que mesmo no tempo em que começou a ensinar seus erros fatais, “sua reputação de piedade séria era grande em toda a igreja”. A quantidade de zelo exibida por falsos mestres às vezes é prodigiosa. Sua devoção muitas vezes parece surpreendente.

A palavra mais comum nas boca de Grimma língua de Cobra é: “Será que realmente Deus quis dizer...?” – Em seguida a resposta virá: “Não!...” – Então começam a mostrar um evangelho que pode se aceito pelo mundo de um modo muito mais admirável e relevante... Releitura relativista da Bíblia começa sutilmente a substituir o que logo será chamado de dogmatismo... A proposta sempre é a de “salvar o cristianismo” – torná-lo “relevante” para a mente atual... a necessidade de que agora temos que respeitar valores diferentes... tudo tão moderno... tudo tão mais palatável para esta geração... línguas bifurcadas.

01) Falsos mestres exercem astúcia e engano ao difundir falsas doutrinas. Pedro claramente diz que ele “disfarçadamente introduziam heresias destruidoras”. E Paulo adverte aos Efésios que eles, “não deviam ser crianças, levadas pelas ondas do mar e soprados por todo vento de doutrina, pela astúcia humana que usa sempre de inteligentes técnicas de engano” – Efésios 4.14. Normalmente falsos mestres seguram ao máximo seus sentimentos ofensivos, ensinando-os aos iniciados, até chegar o momento de despejá-los ao ouvido de todos.

02) Falsos mestres prometem sempre muito mais do que realizam. Assim a pena de Pedro descreve o veneno das línguas bifurcadas: “Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.” - 2 Pedro 2:18-19 – A liberdade prometida logo se tornou libertinagem. O “esclarecimento” das dificuldades consistia em deixar de lado doutrinas do Evangelho que ofende o homem natural, e logo uma multidão se simpatiza com o novo e mais “livre” modo de pensar.

03) Falsos mestre acabam por ser sempre prepotente. Ele pode tanto se gloriar em sua riqueza como pode fazer o oposto, e se gloriar em sua humildade, vida dedicada aos pobres... Ele se orgulham do número e do sucesso, ou então se orgulham de sua pobreza e generosidade... Língua bifurcada é assim. Só não se gloriam em toda a Verdade bíblica.

04) Falsos mestres sempre focam em agradar o ouvido humano. “Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo.” - Gálatas 1:10 – “Mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações.” - 1 Tessalonicenses 2:4 – Pregam não para o lucro do coração humano, mas para o deleito do ouvido – “Que dizem aos videntes: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos.” - Isaías 30:10 – Falsos mestre não tem como relevância a santidade de Deus, mas sim a inteligência insignificante do homem – o foco de sua “relevância” nunca está no temor e reverência pela glória de Deus, mas é focada no homem, seu mundo, sua sociedade... “Dizem continuamente aos que me desprezam: O SENHOR disse: Paz tereis; e a qualquer que anda segundo a dureza do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós.” - Jeremias 23:17 – Grimmas línguas de cobra são muito mais devastadores que hereges óbvios. Eles são sutis em passar esperanças fúteis.

Eles consideraram pura loucura os pregadores ressaltarem características difíceis que soam primitivas e ofensivas aos ouvidos modernos como a ira de Deus, a expiação pelo derramamento do seu sangue e especialmente, a punição eterna... Uma agenda comum com o mundo e a mente natural sempre será mais relevante para eles.

Eles dizem que as igrejas que insistirem nessas verdades perderão as gerações futuras, então, devem se acomodar ao pensamento moderno. O mundo, em constante mutação, mudou perifericamente algumas coisas ( essencialmente é o mesmo mundo alienado de Deus ) mas mais uma vez, não usando o nome, os liberais ainda estão reclamando que a igreja está ficando para trás, fora do passo do mundo e cada vez mais irrelevante. Agora, mesmo não se auto-denominando liberais ( são seria uma boa estratégia – uma língua bifurcada nunca faz isso), a linha de argumentação que eles usam e sua agenda é a mesma.

Não podem suportar como antes, nem acham relevante... especialmente o ódio de Deus ao pecado, a razão pela qual Cristo de fato veio ao mundo... esvaziando o significado profundo da cruz e substituindo por um que o mundo ache “sensível” – o exemplo de amor para construir um mundo melhor...

Não é nenhum segredo que o mundo sempre desprezou os aspectos essenciais da verdade bíblica. De fato, se você desejar manter o igreja em sintonia com o mundo, terá que sempre reavaliar e reajustar sua mensagem de vez em quando. Mas a igreja está proibida de cortejar o espírito da época, e uma das principais razões porque o evangelho é uma pedra de tropeço é que ele não pode ser adaptado para atender as preferências culturais ou cosmovisões alternativas. Em vez disso, ele as confronta.

A língua bifurcada de Grimma sempre está mais preocupada em ser contemporânea do que ser doutrinariamente ortodoxa, mais preocupada com a “relevância” e metodologia do que com a mensagem ofensiva da cruz, mas cativada com o que é politicamente correto para a cultura do que pela Verdade.

"Será que Deus realmente quis dizer?" – Sempre é o início do discurso de Grimma língua de cobra – foi assim com Eva no Paraíso e não é diferente hoje. A atitude de Gandalf ( No livro As Duas Torres ) com Grimma língua de cobra é a única que podemos tomar ainda hoje:

“Cale-se cobra” – Disse Gandalf de repente com uma voz terrível. “Quanto tempo faz que Saruman o comprou? Qual foi o preço prometido?” – “Cale-se, mantenha a sua língua bifurcada entre os dentes!” – O não precisa ser “salvo” pela “relevância”, precisa ser proclamado com fidelidade!

Sal do mundo e luz da terra

Ichtus6 
Por Maurício Zágari
 
Sábado passado fui palestrar em um retiro de líderes de cerca de 40 igrejas batistas em São João de Meriti (RJ). Era ainda cedo e um irmão heroicamente se despencou de longe para me pegar em casa e me levar ao sítio onde aconteceria o evento. Estávamos no carro, a caminho do encontro, quando tivemos o susto: bem ao nosso lado ocorreu uma batida entre dois automóveis. Confesso que não entendo nada de marcas de carro, só sei que um era vermelho e o outro, verde. O verde dobrou mal uma esquina e acertou o vermelho na parte de trás. Com o susto do estrondo, olhei para o lado e vi que o carro atingido tinha diversos produtos cristãos colados na traseira: adesivos com versículos bíblicos e, bem no lugar da batida, um daqueles peixes de plástico prateado que reproduzem o símbolo primitivo de Jesus (o Ichtus). Paramos para ver se alguém tinha se machucado e vimos que os dois motoristas saíram ilesos da colisão. Foi quando o pior aconteceu.

O que ocorre quando alguém bate no carro de um cristão? Que reação você espera do dono do automóvel? Confesso que, na minha ingenuidade, suponho que um servo de Cristo vai manter o domínio próprio (que é virtude do fruto do Espírito), vai pacificar (o que fará dele um bem-aventurado), conversará com o proprietário do outro veículo de forma mansa (mansidão também faz parte do furto do Espírito), será cuidadoso na escolha das palavras (Mateus 12.36 – “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo”), tudo o que falar será no sentido de resolver de forma civilizada o incidente (Provérbios 15.1 – “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”) e resolverá tudo com amabilidade (Tiago 1.19 – “Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar”).

Ichtus3Bem, isso era o que eu imaginava. Mas o que vi foi algo completamente diferente. O dono do carro cheio de adesivos cristãos já saltou falando os palavrões mais interessantes que ouvi em toda minha vida. Pense nos piores que você conhece. Pois foram exatamente esses que o irmão falou. E mais: enquanto o motorista aparentemente não cristão que bateu em seu carro veio com tranquilidade conversar, o servo de Jesus saltou de seu banco com uma atitude que me fez pensar que daria um tiro no outro – ou pelo menos sairia no braço. Ou seja: o mano chegou pronto para a briga.

Não ficamos no local por muito mais. Mas ainda tive tempo suficiente de ver o amado irmão dizer montes de impropérios contra o pobre cidadão que teve o azar de bater nele, o que me fez lembrar um lutador de UFC “cristão”. Ou seja: mais agressividade impossível. Fui embora conversando com Wagner, meu anfitrião, sobre o testemunho público que nós, crentes em Jesus, temos dado para o mundo.

Ichtus1A colisão foi bem em cima do Ichtus de plástico, ou seja, não tinha como qualquer pessoa que estivesse por ali não ver que aquele homem transtornado era frequentador de uma igreja evangélica, os adesivos denunciavam. E todos viram a reação agressiva do mano. O não cristão até tentou apaziguar a fúria desbocada do irmão em Cristo, mas só recebeu de volta pedradas, acusações, ofensas e ameaças.

Belo testemunho. Se eu fosse aquele rapaz, pensaria que todos os evangélicos são desbocados, agressivos, descontrolados, belicosos. Em outras palavras: o que há de pior entre os homens. Isso me conduziu a uma profunda reflexão sobre como tem sido nosso exemplo ante a sociedade. Temos sido sal da terra e luz do mundo? Ou temos vivido um evangelho todo trocado, como sal do mundo e luz da terra – do tipo “parece mas não é”? Pois, se for o caso, se todos agirmos como aquele homem, para nada mais prestamos senão para ser lançados fora e pisados pelos homens. (Mt 5.13).

Comportamento é uma coisa interessante, pois ele revela muito sobre a pessoa que se esconde por trás da máscara de crente. Nunca me esqueço de uma vez em que estava andando quando vi uma irmã em um ponto de ônibus. Caminhei contente em direção a ela para saudá-la, quando vi que fez sinal para um ônibus – que a ignorou e passou direto. A irmã, que não tinha me visto, gritou um palavrão para o motorista, questionando a moralidade da pobre mãe daquele indivíduo. Constrangido, me desviei e segui meu caminho sem que ela percebesse que eu tinha testemunhado aquela cena, para não envergonhá-la.

Ichtus4Nossa pregação é inútil se nosso exemplo pessoal contraria o evangelho. Quando cometi meus piores pecados ocultos dei graças a Deus por ninguém ter visto, pois senão o Senhor teria sido vituperado pelo meu péssimo testemunho. Claro que o fato de muitos de meus pecados não terem se tornado notórios não os justificam em nada nem os tornam menos graves, mas, se há algum consolo, é que pelo menos Jesus e sua Igreja não foram envergonhados pelo meu comportamento horrível. Temos a responsabilidade, como cristãos, de dar exemplo em todo momento. Se vamos à igreja, damos glória a Deus e aleluia, mas nos comportamos como os mais mundanos dos mundanos, nos tornamos vergonha para o evangelho e não refletimos a luz de Cristo. Se defendemos valores bíblicos mas fazemos isso em rede nacional de TV aos berros, com agressividade e arrogância, em absolutamente nada estamos lutando pela causa do Senhor, o exaltando ou proclamando, mas sim traindo Jesus. Pregar o evangelho sempre deve ser feito com mansidão. Sempre. Pois nosso tom de voz e o amor em nosso olhar falam muito mais alto do que qualquer palavra que pronunciemos. Afirmar no Jornal Nacional que “só o Senhor é Deus” enquanto se dá um murro na cara de alguém glorifica Jesus?
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“Ah, pelo menos o evangelho foi pregado”, muitos justificam. E eu pergunto: foi mesmo?
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Nenhum de nós é perfeito. Eu e você pecamos e escorregamos muitas vezes por dia. Todo dia. Mas temos o dever de nos empenharmos ao máximo para viver aquilo em que cremos. Ainda mais diante do mundo. Costumo dizer que Deus não espera de nós perfeição, pois ele sabe que nunca seremos perfeitos. Mas ele espera, na verdade, o máximo possível de esforço para alcançar a perfeição. Porque isso sim é possível.

Ichtus5Se baterem no seu carro, meu irmão, minha irmã, trate quem bateu com amor. Ele não fez de propósito – creio eu. Se alguém te ofender, não devolva mal com mal (Rm 12). Se te passarem para trás, ande a segunda milha (Mt 5.39-41). Dar a outra face não é ser frouxo nem banana, é ser crente. Pois, se não formos diferentes do mundo, em que somos diferentes do mundo? Se agimos como mundanos somos apenas mundanos que frequentam uma igreja. Ser cristãos exige de nós caminharmos na direção oposta do que todos caminham, nadar correnteza acima, trafegar pela contramão do mundo. Temos de ser ETs – pois realmente somos alienígenas, peregrinos em terra estranha.
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É fundamental que demos o exemplo para o mundo. Em palavras, ações e reações. E isso exige de nós esforço, pois o velho homem tem uma capacidade impressionante de pôr a nova criatura para escanteio. Ser sal e luz exige que façamos as coisas ao contrário do que nossa natureza humana determina. Porque, se não o fizermos, a única coisa que dirá que somos cristãos – para o mundo e também para Deus - serão os adesivos evangélicos na traseira de nossos carros.

domingo, 3 de março de 2013

Estatuto da diversidade sexual da convenção Batista Brasileira (CBB)

 
Considerando que as liberdades de consciência e religiosa são princípios fundamentais garantidos pela Constituição (Art. 5º, IV, VI e VIII), nós, cristãos batistas, fundamentados no princípio de liberdade religiosa, somos compelidos por nossa fé cristã a nos pronunciar em defesa das citadas liberdades.

Consideramos ser nosso direito e dever apresentar este pronunciamento à luz da verdade que é baseada na Bíblia, na razão (a qual, cremos ser um dom de Deus) e na natureza da pessoa humana. Ressalte-se que a Bíblia Sagrada é nossa única regra de fé e prática, onde encontramos a verdade revelada de Deus para a conduta humana. Assim, conclamamos cristãos e não-cristãos a que ponderem e reflitam cuidadosa e criticamente nas questões aqui apresentadas.

À luz dos §§ III e V do Art. 226 da Constituição Federal combinado com o Art. 1514 do Código Civil Brasileiro, entendemos que o casamento se restringe à união de um homem e uma mulher por natureza de nascimento. A exemplo do Projeto de Lei Complementar 122/2006, o Estatuto da Diversidade Sexual, entre outras coisas, tem como objetivo criminalizar a homofobia (Art. 1º), assegurar casamento homoafetivo (Art. 15), proibir tratamento e até mesmo promessa de cura a não-heterossexuais (Art. 53), assegurar oportunidades de trabalho para os beneficentes do Estatuto (Art. 73 § único), adotar políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal visando a conscientizar a sociedade da igual dignidade dos heterossexuais, homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais (Art. 105).

Quanto à homofobia, somos contra qualquer tipo de discriminação, desrespeito, abuso ou violência, seja ela contra quem for. Todavia, nos reservamos o direito constitucional (liberdade religiosa) de discordar da prática homossexual, por entender que é biblicamente pecaminosa e viola o padrão original de Deus para os seres humanos. O Antigo e o Novo Testamento desaprovam severamente práticas homossexuais (Lv 18.22; 20.13; Is 3.9; Rm 1.24-27; 1 Co 6.9-10; 1 Tm 1.9-10). Consequentemente, não aprovamos tais práticas.

Em relação ao chamado casamento homoafetivo, entendemos que uniões legais amparam arranjos de pessoas do mesmo sexo que decidem estabelecer um relacionamento de união e que necessitem legar herança, visitar companheiros em hospitais etc. Por outro lado, o matrimônio biblicamente instituído por Deus é uma união integral de corpo e mente (Gn 2.18,23-24), baseado em um compromisso de permanência e exclusividade entre o sexo masculino e o sexo feminino, e selado pelo ato sexual. A Bíblia Sagrada apresenta a criação dos seres humanos em dois sexos: “...homem e mulher os criou” (Gn 1.27). Tal criação visava ao casamento, expresso em companheirismo, união sexual e procriação (Gn 2.23-25). Jesus Cristo reiterou esta norma ao afirmar “que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Mt 19.4-5). Esta união tem valor intrínseco, independente de procriação. Todavia, se houver filhos, a união se aprofunda e enriquece.

Entendemos que o casamento, nos parâmetros bíblicos, salvaguarda os interesses das crianças. Adicionalmente, cremos que é direito de toda criança ter pai e mãe. Portanto, o Estado deve reconhecer e apoiar o matrimônio. Não concordamos com a criação de um novo modelo de casamento contrariando a Bíblia, a própria Constituição (Art. 226) e o Código Civil (Art. 1521). Por sinal, quebrada a normatividade do casamento heterossexual, os mais diferentes modelos poderiam ser propostos, tais como: casamento aberto, casamento incestuoso, casamento temporário, casamento poligínico, casamento poliândrico etc. Ministros religiosos não podem ser forçados a realizar e reconhecer uniões homoafetivas e devem ser respeitados em seus direitos humanos.

No que se refere a proibir tratamento e até mesmo promessa de “cura” a não heterossexuais, tem-se presentemente ampla evidência de pessoas que foram homossexuais praticantes, e através de tratamento foram restauradas. Portanto, tal proibição é um contrassenso. A Bíblia registra a restauração em I Coríntios 6.9-11, “...Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, ... herdarão o reino de Deus. Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” Consequentemente, defendemos que ministros religiosos e profissionais liberais devem ter assegurado o direito de ministrar tratamento a homossexuais que assim o desejem.

No que diz respeito a assegurar oportunidades de trabalho para não-heterossexuais, entendemos que forçar empresas ou instituições a empregarem pessoas cujo comportamento ou crenças são contrários à visão das citadas organizações constitui violação constitucional.

Quanto a adotar políticas públicas em nível nacional, estadual e municipal visando a conscientizar a sociedade da igual dignidade dos heterossexuais, homossexuais, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis, transgêneros e intersexuais; vale ressaltar que o termo “dignidade” pode fazer referência a, pelo menos, duas coisas: (1) à dignidade intrínseca, fundamento dos direitos humanos, absoluta e que todo ser humano possui simplesmente por ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.27); ou (2) à dignidade moral, que não é absoluta, mas gradual, relativa ao comportamento moral de uma pessoa; ou seja, quanto mais os atos de um indivíduo estiverem de acordo com o que é correto, maior a dignidade moral dessa pessoa. De acordo com este último conceito, consideramos que todas as práticas sexuais que se desviem do padrão bíblico são moralmente deficientes. Promover políticas públicas que deixem subentendido que todas as práticas sexuais são igualmente corretas e desejáveis, representa absoluta contradição ao ensino bíblico relativo ao matrimônio, base da família, célula mater do Estado. Somos contrários, portanto, a tais ações e rejeitamos veementemente o art. 105, pois está sutilmente fazendo alusão a esse último conceito de “dignidade”.

Finalmente, rejeitamos qualquer instrumento de coerção que nos force a concordar com práticas inconstitucionais e antibíblicas. Por sinal, vale enfatizar que esse Estatuto é inconstitucional, ilegal, heterofóbico e cristofóbico. Sabemos que quando os poderes terreno e divino colidem, nossa obrigação é “obedecer a Deus, e não a seres humanos” (At 5.29). Portanto, nenhum poder na terra — seja cultural ou político — nos forçará ao silêncio ou à acomodação.

Comissão de Altos Estudos da Convenção Batista Brasileira,
Pr. Dr. David Bowman Riker, relator.
Aracajú (SE), 29 de Janeiro de 2013.

sábado, 2 de março de 2013

A borboleta azul e o apóstolo curandeiro




Por Oseias Marques Padilha
Toda manhã de domingo as ovelhinhas da fazenda do Seu Ataíde saíam para passear e comer algumas “verdinhas”. Uma delas, fascinada por uma linda borboletinha azul, afastou-se do rebanho a fim de brincar com ela. Algumas horas se passaram e a borboletinha fora embora deixando a ovelha só naquele lugar desconhecido.
A ovelha ficou atônita… Mas não por estar sozinha, muito pelo contrário, estava agora rodeada por lobos ferozes. A ovelhinha indefesa corria perigo, afinal o rebanho a qual pertencia já estava longe dali, no entanto, ela sabia que se movesse uma pata para tentar alcançá-lo, aquele bando de lobos não hesitariam em tê-la como cardápio do dia. O que fazer? Oh, pobre ovelhinha…
Vamos parar com essa choradeira de novela mexicana; se bem que esta história está parecendo mais com filme de terror; quem mandou a ovelha sair do rebanho e ficar brincando com a borboletinha azul no campo? Ninguém não é verdade? A borboletinha azul sem intenção, e sem que a ovelha percebesse, a levou para o meio de uma alcatéia de lobos em pleno horário de almoço, e como é possível que algumas crianças estejam lendo este texto eu não vou dizer o que aconteceu com a ovelha, mas deixo algo bem claro, ela não é nenhuma coitadinha. Era preciso que ela obedecesse às regras do passeio para que nenhum mal lhe sobreviesse, mas apenas alguns momentos de distração e a ovelha… Deixa para lá…
E tem pastores evangélicos; se é que posso me referir a eles assim, afinal, estão reivindicando para si até o apostolado; que estão virando refeição de lobos famintos por perder o tempo com a borboletinha azul dos aplausos, do crescimento em massa, e da fama etc. Um exemplo recente disso é o caso dos líderes da Igreja Mundial do Poder de Deus, que tem tempo para cura, oração, programa na televisão, mas não tiveram tempo, ou não se deram ao luxo de regularizar as documentações da Igreja. Não tenham dúvida a borboletinha azul andou voando por lá. Porém, a desculpa foi muito bem arquitetada, “estamos sendo perseguidos” disseram eles. Ah… tá bom… Quando eu fazia coisa errada eu também era “perseguido” pela minha mãe, com a cinta!
As vezes nos tornamos “tão espirituais” que acabamos negligenciando nossas responsabilidades sociais, aí então passamos por aquele famoso “carão”, ou como diz os adolescentes pagamos um baita “micão” por confundir espiritualidade com alienação. Jesus deixou claro que devemos dar a César o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus.
Vi ainda alguns pastores assembleianos defendendo o Apostolo Valdomiro usando o pretexto de que existem igrejas de outros credos na mesma situação, mas que não são punidas. Reivindicar justiça nunca foi algo errado, porém reconhecer o erro ao agir de forma displicente muito menos. A Lei deve ser igual para todos, no entanto, também deve ser cumprida por todos. Por isso,se quisermos exigir da lei temos que estar em dia com ela. Qualquer grupo religioso independente do credo deve agir de conformidade com a Lei.É óbvio, que nós sendo cristãos, devemos cumprir a lei desde que esta não agrida os princípios bíblicos. Portanto, lacrar uma igreja por não ter uma álvara de funcionamento e apresentar risco a segurança dos membros da mesma, até onde eu sei, não subverte a palavra de Deus.
Estamos neste mundo na qualidade de soldados do exército de Deus, e não como turistas, ou seja, estamos marchando e não passeando. Administrar uma igreja de forma incautelosa e depois dizer que os lobos são maus, e que a borboletinha azul se exibiu demais é muito fácil. Isto é um complexo de projeção como diria Freud, uma Alienação como diria Marx, uma atitude hipócrita segundo o Senhor Jesus Cristo, e falta de vergonha na cara como reza o ditado popular.
É lamentável que muitos pastores assembleianos também estejam se distraindo com a borboletinha azul… Uma coisa é ter visão de Reino, e outra bem diferente é ter visão de reino . Percebeu a diferença? Quando se tem visão de Reino não se negocia a integridade, a santidade e a sã doutrina das escrituras sagradas, porém, quando a intenção é poder, espaço na mídia e ibope,(daí o porque de reino ) vale tudo, até fazer vistas grossas nos “pecadinhos”. Tomem cuidado com a borboletinha azul, mas também com a bege, a verde, a vermelha,e assim por diante, para depois não virem falar de “perseguição”.

Ressurgimento da Espiritualidade?



Por Solano Portela
Vivemos em uma era de ressurgimento da espiritualidade. Durante décadas a ênfase foi na racionalidade e no raciocínio horizontal das pessoas, onde a religiosidade era considerada algo supérfluo e incômodo. Quem sabe, nos diziam, com mais alguns milhares de anos de evolução chegaremos à pura racionalidade e deixaremos todos essas manifestações religiosas como um resquício do passado animal da humanidade. No entanto, autores e psicólogos famosos, como Maslow (Abraham Harold Maslow: 1908-1970, que chegou a presidir a Associação Americana de Psicologia), passaram a tratar as experiências místicas, religiosas, transcendentais e espirituais, não somente como normais, mas como desejáveis na integração da personalidade. Espaço estava aberto, no campo secular e no ápice da pirâmide, para o abraçar, sem constrangimentos, da espiritualidade latente às pessoas.
Se há essa avidez por experiências espirituais em nossa sociedade como um todo, não é de espantar que as obras e autores no campo evangélico também viessem a se multiplicar, e não somente com autores do meio. Vários escritores católico-romanos foram agregados às publicações e catálogos de editoras evangélicas. Essa tendência segui-se a um interesse crescente pelos escritos de místicos medievais, tais como Tereza D’Ávila (1515-1582) e Thomas a Kempis (1379-1471). Surpreendentemente, vários autores liberais também embarcaram nessa apreciação, como Karen Armstrong (1944 -), que escreveu, “Visões de Deus: Quatro místicos medievais e seus escritos” (Visions of God: Four Medieval Mystics and their Writings, 1994). Em adição a isso, o cenário evangélico contemporâneo, dominado pelo subjetivismo e misticismo do neo-pentecostalismo, abunda em expressões que aparentam promover a espiritualidade, mas por vezes pouco têm a ver com os ensinamentos bíblicos.
A teologia reformada, que aceita a Escritura Sagrada como fonte de autoridade de conhecimento, especialmente na instrução religiosa que necessitamos, não tem qualquer problema com o reconhecimento de que o homem é um ser religioso (Romanos 2.15). Formado à imagem e semelhança de Deus, ele não se auto-completa em si mesmo, mas anseia pelo conhecimento e relacionamento com o transcendente. No entanto, a própria Escritura alerta que essa religiosidade se apresenta distorcida pelo pecado (Romanos 1.19-23). Espiritualidade, sem a diretriz da Palavra de Deus; sem o solo fértil de um coração transformado pelo Espírito Santo, baseado na obra redentora de Cristo Jesus; sem o poder do Evangelho para dar o entendimento e canalizar a devoção ao Deus verdadeiro; é algo mortal, enganador, que leva à destruição.
Por isso devemos procurar a verdadeira espiritualidade. Aquela que leva os nosso pensamentos ao Deus verdadeiro, em ação de graças por tudo quanto nos fez; aquela que procura estudar e aplicar os princípios normativos de Deus à nossas vidas; aquela que reconhece a centralidade de Jesus Cristo em todas as coisas (Romanos 11.36). Precisamos, portanto, fugir do subjetivismo que tem mirrado as mentes cristãs. Precisamos voltar à revelação proposicional e objetiva da Palavra de Deus. Não podemos nos deslumbrar ou nos enganar com a pretensa super-espiritualidade contemporânea, que pretendendo estar mais próxima de Deus em um enlevo místico-misterioso, no qual dialoga-se com Deus, recebe-se revelações; fala-se muito em amor, em vida, em ministério, em pregação, em poder, em maravilhas, em atividades, em louvor; enquanto que progressiva e paralelamente há demonstração de afastamento e desprezo para com a única fonte de revelação objetiva que Deus nos legou: As Sagradas Escrituras. Nessa jornada, não me empolgo com personalidades do passado, recicladas nesta onda mística, mas que compartilhavam a sua confiança de redenção em outros intermediários diversos, que não o Senhor Jesus Cristo.
Meditemos na pessoa e nos atos de Deus e em nossas responsabilidades para com Ele. Enraizemos o meditar nas Escrituras Sagradas. Ela serve de fio de prumo e de bússola ao nosso caminhar. Essa é a verdadeira espiritualidade, fundamentada na Palavra de Deus. Aquela que conduz à modificação de comportamentos estranhos às prescrições divinas, e que procura honrar a Deus na proclamação de Sua Palavra. Essa espiritualidade é reflexo da verdadeira teologia da reforma, que não é fria ou distanciada; que não é simplesmente acadêmica ou estéril; mas que é viva e produz frutos abundantes na disseminação do Reino de Deus, para a Sua glória.

Wolverine, Hércules e a Kryptonita rosa.




 
por Lya Alves
Não sei quanto a vocês, mas desde que li pela primeira vez a revista do Wolverine #1  me tornei fã, isso lá pelos anos 80, quando ainda não havia a política anti-tabagismo e ele ainda fumava charuto. De lá pra cá muita coisa mudou. Nos anos 90, com a  baixa vendagem das revistas, os roteiristas começaram a se preocupar com temas como drogas, pedofilia,  incesto, AIDS e homossexualidade. E ainda tem esses mundos paralelos que permitem que um herói seja cristão numa realidade e apaixonado por um semideus em outra. É muita informação…
É tudo Businness. A Marvel e a DC vem investindo no público gay faz tempo. James Robinson, quadrinista autor do Lanterna Verde Gay,  na Comic Con 2012 afirmou que recebeu orientação da DC Comics para introduzir mais diversidade sexual nas HQ’s. Basicamente, criar universos paralelos é uma excelente alternativa para os filões de público. Assim pode-se agradar a todos, mas sem ofender a ninguém. Por exemplo, numa das realidades X-men, Wolverine é cristão (veja o desenho animado do Wolverine Cristão) e na outra é gay, assim dá pra atender a todos os públicos. Só que na prática não funciona bem assim.  O público gay é altamente militante, e há uma campanha com mais de 16 mil assinaturas contra o roteirista Orson Scott Card,de Adventures of Superman, conhecido por suas opiniões conservadoras e militância contra o casamento homossexual. Uma petição no site de causas homossexuais All Out  colocou a DC debaixo de fogo com o seguinte enunciado:
“Ao contratar Orson Scott Card, apesar de seus esforços anti-gays que estão dando a ele uma nova plataforma e apoiando seu ódio. Certifique-se de sua marca significa igualdade e queda de Orson Scott Card agora”.
Já sabíamos que Estrela Polar tinha saído do armário, inclusive era super a fim do Wolverine. Colossus, no X-Men  Ultimate também tinha uma queda pelo velho Wolv, mas esqueceu esse amor impossível e partiu pra um relacionamento mais bem resolvido com o Estrela Polar. Na verdade, não tão bem resolvido porque o Estrela Polar casou-se com outro namorado, oque foi o primeiro casamento gay nos quadrinhos. Mas antes de se tornar um X-Men, Colossus foi pego na cama com outro garoto e fugiu de casa com medo do que o seu pai podia lhe fazer (Seria o pai de Colossus, um X-homofóbico? Que poderes teria o pai dele? Derreter o metal?) Ainda em X-Men, tem o caso da Mística(bissexual) com a Sina (Mais sobre o universo gay nos quadrinhos).
Na verdade a temática dos X-men sempre me pareceu gay, essa coisa de “preciso ser aceito” era ligada ao debate sobre racismo, mas pra mim essa desculpa nunca colou. O movimento black Power nunca teve essa postura, apesar de sabermos muito bem como é a discriminação. O discurso era de supremacia negra, “nós somos o poder”(discurso ao qual Marthin Luther King fez oposição devido ao radicalismo), muito diferente de ” a sociedade me persegue e tenta me matar”, visto em X-Men. Por exemplo, na primeira cena do filme, o “Anjo” tenta arrancar as penas, tentando esconder do pai que é um mutante. Se fosse uma metáfora para racismo, o personagem não poderia esconder que é negro. a ideologia de Magneto no filme :’ninguém vai nos curar-nós somos a cura”, também deixa claro o eixo temático de X-Men. Aliás, a escolha de Ian McKellen, assumidamente gay na vida real, pode nos dizer algo sobre as intenções do filme.
Kryptonita rosa:  Na verdade, Marvel e Dc estão juntas promovendo agenda  gay. Em Supergirl v2 #79, quando Linda Danvers tomou o lugar da Kara Zor-El original e chegou na Era Pré-Crise, ocorreu uma cena cômica quando o Superman aparentemente foi exposto à Kryptonita Rosa, o ocasionou nele uma mudança temporária num gay. É sempre assim, começa cômico para ser aceitável, depois possível, sério e por fim, o status ideal.
Só pra lembrar, a capa de Ultimate Spider Man #15 tem um casal gay na capa (mensagem subliminar?), então é uma questão de tempo até a Kryptonita rosa afetar o aracnídeo. Batman foi “arrancado do armário” pelo roteirista Grant Morrison no ano passado (Ah vá , todo mundo sempre soube). O Wolverine namorado do Hércules não é acaso, e certamente,  vem mais diversidade sexual por aí.
Cá pra nós, Marvel e DC  façam oque quiserem, liberdade de expressão é isso aí, e business is business. Devemos respeitar as escolhas que os outros fazem tanto quanto queremos ser respeitados, além disso, a Bíblia não manda perseguir pecadores, nem atirá-los na fogueira , nem fazer descer fogo dos céus sobre os que discordam de nós. Deus odeia o pecado, e estende a mão para todos, bem aventurados os que crêem.
Mas, todavia, entretanto, contudo, however…eu e minha casa serviremos ao Senhor. E se você estiver procurando quadrinhos para o público cristão, te apresento a história em quadrinhos Guerreiros de Deus.  Mas há outros quadrinhos evangélicos fantásticos por aí. Infelizmente, não dá pra competir com o Império que é Marvel e DC, mas certa vez um rapazinho derrubou um gigante com uma pedrada, e um rei morreu na cruz por falar de amor, então não desisitiremos facilmente.
Solo Christus