domingo, 19 de maio de 2013

Pecado: Desgraça ou crime? Pecador: Vítima ou criminoso?

Por Josemar Bessa

O homem sempre viu o pecado de forma completamente diferente de Deus. A uma síndrome de vitimização nascida desde o Éden que sempre prosperou na mente humana, e que infelizmente em nossos dias, faz parte da base de grande parte do que chamamos “evangelho” hoje.

O homem sempre tratou o pecado como uma desgraça, não como um crime, como uma doença, e não como culpo, como um caso para um médico cuidando de um inocente doente e não um caso para um juiz. Quando suas bases se tornam estas, o que chamamos evangelho se torna o que essencialmente forma todas as religiões e teologias humanas.

Não reconhecendo o aspecto essencial, que é judicial da questão, não reconhece que a verdadeira resposta depende completamente em se reconhecer a completa culpa e indignidade, não havendo nenhuma reivindicação a ser feita pelo homem, sendo, sabendo e sentindo sua completa culpa diante de um Deus santo e justo que em nada está obrigado a não ser exercer sua justiça, sendo Sua misericórdia, como a própria definição da Palavra exige, prerrogativa inteiramente de quem a exerce... só justiça pode ser reivindicada. Ao fugir disso, em nada o “evangelho” se difere de todas as religiões humanas – que não vê o homem na necessidade de sinceramente reconhecer a culpa ou criminalidade como malfeitor, e não vítima ou merecedor de algo.

O pecado é um grande mal, traz infinita culpa... E as tentativas do homem de removê-la apenas a aumenta. Os esforços dos homens em se aproximar de Deus baseado em sua vitimização, ou algo bom que ainda resida neles apenas agrava a culpa ao banalizá-la.

Só Deus pode lidar com o pecado, com o crime, como uma desonra a si mesmo e como empecilho da aproximação do homem a Ele. E jamais, sendo santo, Ele lida com a culpa do homem de forma arbitrária ou sumária por mero exercício da vontade ou poder, mas ao levá-lo para julgamento em Seu próprio tribunal justo, na cruz ou no inferno.

A ira de Deus será totalmente merecida, justa e certa. Mas quão grande é a dificuldade de um “evangelho” centrado no homem sequer mencioná-la. O apóstolo Paulo minuciosamente mostra isso na primeira parte da carta aos Romanos: “A ira de Deus se revela do céu contra toda a impiedade e injustiça dos homens...” ( Romanos 1.18).

É completamente merecida. A verdade de Deus é conhecida: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;” - Romanos 1:19-20. Mas essa verdade é completamente suprimida – isso desperta a ira divina, porque não é uma desgraça... é um crime. E seu fruto é a impiedade e injustiça. Muitos estão dispostos, mesmo nos púlpitos, pregar um outro “evangelho”, sem ira... mas a advertência é: “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.” - Efésios 5:6. “Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” - Colossenses 3:6

Paulo fala não só claramente, mas duramente em Romanos 2.5: “Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;” – Culpados, não vítimas! Somos responsáveis, estamos acumulando ira com cada ato de indiferença para com Deus – vivendo como definiu Agostinho – incurvatus in si – sendo deus de nós mesmos. Dando preferência para qualquer coisa acima de Deus. Esse não é um planeta de vítimas, mas de rebeldes. Cada batida de nossos corações, cada vez que o pecado é acariciado minuto a minuto neste mundo, cada vez que Deus, o doador de todas as coisas, é tratado como maçante... culpa, culpa, culpa: “...entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;”

Em Romanos 3.5-6, Paulo reintera: “Mas, se a nossa injustiça ressalta de maneira ainda mais clara a justiça de Deus, que diremos? Que Deus é injusto por aplicar a sua ira? ( Estou usando um argumento humano. ) Claro que não! Se fosse assim, como Deus iria julgar o mundo?”

O que poderia ser mais claro? Como um “evangelho” tão diferente pode ser pregado hoje? Porque é lógico que num mundo onde todos se veem como vítimas e o pecado como desgraça e não crime, o verdadeiro evangelho não seria visto como “relevante” para ele – e como a aceitação e parceria com o mundo é o grande objetivo em nossos dias – jogamos a verdade ofensiva no lixo. Paulo, inspirado pele Espírito, diz que esse Deus justo vai julgar o mundo com uma fúria terrível!

O problema é que o homem  acha que seus pecados não merecem esse tipo de ira – mas achar isso só mostra o quão culpado o homem é.

Um único pecado colocou o mundo inteiro sob o julgamento de Deus e trouxe a morte a todas as pessoas: “...mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá". - Gênesis 2:17“Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo.” - Romanos 5:17

Um único pecado trouxe tudo isso, e você tem cometido dezena de milhares de pecados contra este Deus. E cada pecado não é algo isolado, em cada pecado toda a lei de Deus é quebrada: “Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente.” - Tiago 2:10. Ou seja, cada pecado é na verdade milhares de pecados. Você não só pecou milhares de vezes, mas cada um deles tinha a quebra de toda a lei de Deus.

Considere que uma única ofensa seria eternamente séria quando desonra um Deus infinitamente digno, uma desonra infinita. Portanto, uma punição infinita é merecida.

Só Deus pode resolver tão grande crime sendo perfeitamente justo, na cruz ou no inferno... qualquer solução vista que não essa, aumenta a culpa do desprezo a Deus em quem a propõe, e engana mortalmente quem a ouve: “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.” - Efésios 5:6. “Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” - Colossenses 3:6

sábado, 18 de maio de 2013

Errar é Humano?


Por R. C. Sproul
A Depravação Humana
Um ponto comum de debate entre os teólogos concentra-se na pergunta: os seres humanos são basicamente bons ou basicamente maus? A base sobre a qual o argumento se move é a palavra basicamente. É um consenso praticamente universal que ninguém é perfeito. Aceitamos a máxima que diz que "errar é humano".
(Jeremias 17.9; Romanos 8.1-11; Efésios 2.1-3; Efésios 4.17-19; 1 João 1.8-10) A Bíblia diz que "todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm. 3.23). A despeito desse veredicto da falência humana, em nossa cultura dominada pelo humanismo ainda persiste a idéia de que o pecado é algo periférico ou tangencial à nossa natureza. De fato, somos maculados pelo pecado. Nosso registro moral é repreensível. Mesmo assim, de alguma maneira pensamos que nossas obras más residem na extremidade ou na periferia do nosso caráter e nunca penetram o âmago. Basicamente, conforme se supõe, as pessoas são inerentemente boas.
Depois de ser resgatado do cativeiro no Iraque e de ter experimentado em primeira mão os métodos corruptos de Sadam Husseim, um refém americano declarou: "A despeito de tudo que suportei, nunca perdi a confiança na bondade básica das pessoas", Talvez esta visão se apóie em parte sobre a tênue escala da bondade e da maldade relativa das pessoas. Obviamente, algumas pessoas são muito mais perversas do que outras. Perto de Sadam Hussein ou de Adolf I Hitler, o pecador comum fica parecendo santo. Entretanto, se olharmos para o padrão supremo de bondade — o caráter santo de Deus —, perceberemos que aquilo que parece ser bondade básica no padrão terreno, é extrema corrupção.
A Bíblia ensina a depravação total da raça humana. Depravação total significa corrupção radical. Temos de ter cuidado para ver a diferença entre depravação total e depravação absoluta. Ser completamente depravado significa ser o mais depravado possível. Hitler era extremamente depravado, mas ainda poderia ter sido pior do que era. Eu sou pecador. Mas poderia pecar com mais freqüência e com mais gravidade do que faço. Não sou absolutamente depravado, mas sou totalmente depravado. Depravação total significa que eu e todas as demais pessoas somos depravados ou corrompidos na totalidade do nosso ser. Não existe nenhuma parte de nós que não tenha sido tocada pelo pecado. Nossa mente, nossa vontade e nosso corpo estão afetados pelo mal. Proferimos palavras pecaminosas,praticamos atos pecaminosos e temos pensamentos impuros. Nosso próprio corpo sofre a destruição do pecado.
Talvez depravação radical seja um termo melhor do que “depravação total” para descrever nossa condição caída. Estou usando a palavra radical não tanto no sentido de extremo, mas com um sentido mais próximo do seu significado original. Radical vem da palavra latina para “raiz” ou âmago”. Nosso problema com o pecado é que ele está enraizado no âmago do nosso ser. Permeia todo nosso coração. O Pecado está no nosso âmago e não simplesmente no exterior da nossa vida, e por isso a Bíblia diz:
Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. Romanos 3. 10-12
É por causa dessa condição que a Bíblia dá o seu veredito: estamos “mortos em nossos delitos e pecados” (Ef 2.1); estamos “vendidos à escravidão do pecado” (Rm 7.14); somos “prisioneiros da lei do pecado” (Rm 7.23) e somos “por natureza filhos da ira” (Ef 2.3). Somente por meio do poder transformador do Espírito Santo podemos ser tirados desse estado de morte espiritual. É Deus quem nos vivifica, quando nos tornamos feitura dele(Ef 2.1-10)."Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, (Ef 2.1-4)

A Graça Restringe a Depravação Humana

Por João Calvino (1509-1564)

Ora, em todos os tempos, alguns têm existido que, guiados pela natureza, têm-se inclinado para a virtude por toda a vida. Nem levo em conta se nos costumes se possam notar neles muitos deslizes, uma vez que, pelo próprio empenho para com a honestidade, têm dado prova de que na natureza algo de pureza lhes subsistia.
De que valor se revestem diante de Deus virtudes desta espécie, embora tenhamos de discuti-lo mais plenamente onde se haverá de tratar dos méritos das obras; contudo, até onde se faz necessário à elucidação do presente argumento, também neste lugar se nos impõe falar do assunto. Portanto, estes exemplos nos parecem avisar, para que não pensemos ser de todo corrompida a natureza do homem, visto que, de sua inclinação, alguns não só excederam em sublimadas ações, mas até se conduziram com a máxima dignidade por todo o curso da vida. Contudo, aqui nos deve ocorrer que, por entre esta corrupção de nossa natureza, algum lugar há para a graça de Deus, não aquela que a expurgue, mas aquela que a coíba interiormente. Ora, se o Senhor permitisse à mente de cada um esbaldar-se de rédeas soltas em todos os desejos, sem dúvida ninguém haveria que, de fato, não propiciasse confirmação de que, mui verdadeiramente, em si concorreriam todas aquelas coisas más pelas quais Paulo condena toda a natureza [Rm 3.12].
E então? Porventura te eximes ao número desses cujos pés são velozes para derramar sangue [Rm 3.15], as mãos aviltadas em rapinas e assassinatos, a garganta semelhante a sepulcros abertos, a língua enganosa, os lábios pejados de veneno [Rm 3.13], as obras inúteis, iníquas, pútridas, letais, cuja mente é sem Deus, cujas entranhas são depravações, cujos olhos estão voltados para as insídias, o ânimo alçado para ultrajar; em suma, todas as partes engrenadas para infindas impiedades?
Se, como o declara o Apóstolo inqualificadamente, cada alma é sujeita a todas as abominações desta espécie, seguramente vemos o que haveria de ser, se o Senhor deixasse que a licenciosidade humana vagasse, conforme sua inclinação. Não há nenhuma fera raivosa que seja impelida tão desbragadamente; rio nenhum, por mais caudaloso e violento, que o desbordamento seja tão impetuoso. Em seus eleitos, o Senhor cura estes achaques na maneira que logo exporemos; nos outros, aplicado um freio, apenas os coíbe, só para que não se arrojem a extremos, até onde antevê ser conveniente para a preservação da totalidade das coisas.
Daqui, uns são contidos pelo senso de vergonha, outros, pelo temor das leis, para que não se lancem a muitas espécies de torpezas, se bem que, em larga medida, não dissimulam sua impureza; outros, porque julguem ser de vantagem uma forma honesta de viver, a ela, de certa maneira, aspiram; outros se alteiam acima da condição vulgar para que, mercê de sua própria importância, contenham os demais na linha da deferência apropriada.
E assim, mediante sua providência, Deus nos refreia a perversidade da natureza para que não irrompa em ação; entretanto, não a purifica interiormente.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Chamados para servir


A advertência de Cristo à igreja de Laodicéia continua servindo de alerta aos crentes de hoje.

Jesus, ao dirigir-se à igreja em Laodicéia, fez afirmações que são plenamente aplicáveis em nossos dias. Um dos momentos mais confrontadores na carta é encontrado quando Cristo revela àqueles crentes que eles viviam uma ilusão. O que pensavam a seu próprio respeito era incrivelmente distinto da visão que o Senhor tinha acerca daquela igreja: “Dizes, estou rico e abastado, e não preciso de coisa alguma; e nem sabes que tu és infeliz; sim, miserável, pobre, cego e nu”.

“Nem sabes” é uma expressão que denota clara ignorância. A igreja de Laodicéia não sabia. Ela fazia aquele papel típico de pessoas que se vêem sadias, mas estão doentes; acham-se bem vestidas, mas estão ridiculamente maltrapilhas; sentem-se sãs, mas encontram-se terrivelmente doentes; acham que são o máximo em inteligência, porém agem como estúpidos; e julgam que estão agradando a Deus, mas vivem para si próprias – querem atender apenas seus desejos, satisfazer seus anseios e seguir seus valores.

“Que és infeliz...” Que observação intrigante e triste. Talvez os de Laodicéia tenham chegado ao cúmulo da ignorância coletiva ao se julgarem abastados e felizes, estando na verdade perdidos, confusos e deprimidos. Mas há um aspecto psicológico a ser analisado aqui. Existem pessoas que vivem se enganando, constroem um ambiente de felicidade ao seu redor – “pois dizes, estou rico...” –, mas em seu íntimo ouvem constantemente uma voz de choro, melancolia e tristeza. É uma voz que não se cala.

Do ponto de vista da psicanálise, é assim que surgem as neuroses, pois com a tentativa de encobrir esta infelicidade, a repressão interna fecha a porta da consciência para o mal que está lá dentro e o indivíduo passa a sorrir de felicidade. Como o mal deseja se expor e é reprimido, ele consegue fabricar alguns pequenos “túneis” em outros lados da vida. E assim surgem manias, depressões, compulsões e tantas coisas que, nada mais e nada menos, expressam simplesmente a voz da infelicidade tentando ser ouvida.

Cristo vai ao fundo do inconsciente coletivo da igreja em Laodicéia e lhe revela o que ela mesma não desejava ouvir de ninguém, muito menos do Mestre. Talvez a mesma palavra do Filho de Deus se aplique hoje a tantas igrejas e a muitos de nós. Temos aparência de felicidade, mas há um grito inconsciente de tristeza e melancolia que eclode de nossa alma. Assim, há sorrisos que mascaram as dores; há celebrações de louvor que escondem pecados e imoralidade. Há uma aparência de vida e de saúde, mas um permanente estado de enfermidade crônica na mente e no coração.

Tenho encontrado líderes, pastores e missionários que vivem um caos em suas vidas, mas, pela motivação do ministério, tentam não permitir que a verdade que enfrentam se manifeste. Encorajam a outros enquanto sentem-se perdidos e em crise. Pregam a Palavra por obediência, mas sentem-se secos e sem fé. Falam sobre Jesus com entusiasmo, mas não se lembram mais do último momento de intimidade com Deus. A estes, gostaria de encorajar: Cristo está menos interessado em seu ministério e serviço do que em sua vida e saúde. O desejo do Mestre não é torná-lo uma máquina de produção no Reino de Deus, mas sim um filho autêntico, consciente da necessidade de cura e perdão, vivendo uma felicidade real, sem se esforçar para falar de Jesus.

Vejam o que acontece no serviço do ministro. Podemos usar de nossa liberdade de agenda como um trampolim para não servirmos de maneira fiel. Sempre gostei da característica livre que temos como obreiros. Precisamos, por certo, apresentar nossos relatórios e prestar contas, mas de forma geral fazemos nossas agendas. Estamos livres para vir e ir, marcar e desmarcar reuniões, atendimentos, visitas. No entanto, esta liberdade traz consigo um grande desafio – por um lado, o de não sermos ociosos, sem cumprir o desejo do Mestre; e por outro, não cairmos no ativismo em vez de fazermos um trabalho real. Para nós, as palavras de Cristo se apresentam de forma emblemática: “Conheço as tuas obras”.

Hudson Taylor nasceu em Yorkshire, na Inglaterra, em 1832, em um lar evangélico. Aos 13 anos, afastou-se do Evangelho por não ver mais razão de ser nos cultos, nos crentes e nas pregações. Não desejava mais orar ou ler a Palavra. Entretanto, havia em sua vida uma pregação que não se calava: era a vida e testemunho de sua mãe, que orava com devoção e perseverança por sua vida. Aos 17 anos, algo aconteceu que mudaria a vida de Hudson Taylor. Ele leu um folheto que falava sobre a obra consumada de Cristo. O Espírito Santo tocou seu coração, houve quebrantamento e entrega ao Senhor. Lemos no livro A história do grande missionário do interior da China, de Solange Lacerda Gomes da Silva (Editora Apec): “Quando sua mãe chegou de viagem, Hudson correu para encontrá-la: - Tenho boas notícias!, ele exclamou. - Eu sei, estou muito alegre com as notícias que você tem para me contar. - Como a senhora ficou sabendo? Amélia contou? - Não, há duas semanas senti um grande desejo de orar por sua salvação. Fui para o quarto e orei por você. De repente, soube que Deus respondeu e agradeci”.

Temos assistido a uma inversão de valores causada pela pobreza do conhecimento da doutrina, da visão e do caráter. Mas as vestes que Deus nos oferece são mais importantes que os trajes da riqueza humana, e o colírio do Senhor, mais importante que a visão humana. A convicção interna, os frutos no campo de trabalho e o reconhecimento da Igreja sobre nosso ministério são os três pilares que nos dão garantia da vocação. Mas Jeremias não teve frutos durante seus 40 anos de sofrimento ministerial; porém, sabia que era ungido de Deus. Os religiosos mataram Jesus e desaprovaram sua mensagem, mas Ele sabia que era o Ungido de seu Pai. Dentre estes três pilares, portanto, a convicção interna do chamado não pode faltar.

O elemento principal pelo qual Jesus nos julga é bem menos visível, menos contábil e certamente menos observado por aqueles que nos cercam. A Palavra fala sobre coração, alma, mente, espírito, sentimentos íntimos e desejos como elementos para nos fazer entender que uma vida íntegra define mais a nossa identidade perante Deus do que toda a roupagem que possamos vestir. Há algo que gostaria de pontuar nesta altura: Jesus conhece o secreto da sua vida. Ele certamente não se impressiona pelas grandes construções, realizações aplaudidas ou teses defendidas; nem se impressiona com comendas e troféus. O Carpinteiro olha direto para o seu coração e vasculha a sua alma. E é justamente neste campo que você será encontrado fiel ou não.

O Evangelho nos primeiros séculos reivindicava um modo transformado de vida. Era a santidade retirada do nível apenas teológico e trazida para a realidade mais simples, diária e prática de cada dia. Quando estas verdades atingiam as multidões, então o milagre começava a acontecer: homens ricos paravam de roubar para devolverem até quatro vezes mais aos que haviam defraudado; mulheres adúlteras largavam suas vidas de promiscuidade e transformavam-se instantaneamente em testemunhas; pescadores deixavam suas redes para seguir um carpinteiro de Nazaré; muitos vendiam tudo o que tinham para distribuírem entre os que nada possuíam; milhares morriam crucificados, queimados, degolados ou serrados ao meio por se recusarem a negar o seu Senhor, ao qual nunca haviam visto face a face – enfim, perseguidores se transformavam em perseguidos, lançando-se à morte para espalhar a verdade de salvação aos gentios. A santidade de vida fazia com que todos os crentes se dispusessem a abandonar tudo, se necessário fosse, e a repudiar a própria família, se exigido fosse. Esqueciam até da própria vida, se isso lhes fosse demandado, tão somente para encher a terra da glória do Senhor.

O objetivo existencial de Jesus, neste transitório ciclo de vida que temos no mundo, é levar-nos a orar como o salmista: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro em mim um espírito inabalável ”. A glória de Deus se manifestará de forma especial através do caráter do crente, e não de sua provisória reputação. William Hersey Davis, tentando fazer-nos diferenciar entre a ilusão do palco e a realidade da vida, compara caráter e reputação quando diz:

As circunstâncias nas quais você vive determinam sua reputação;
A verdade na qual você crê determina o seu caráter;
Reputação é o que pensam a seu respeito;Caráter é aquilo que você é;
Reputação é a fotografia;Caráter é a face.

Reputação fará de você rico ou pobre;
Caráter fará de você feliz ou infeliz;
Reputação é o que os homens dizem a seu respeito no dia do seu funeral;
Caráter é o que os anjos falam de você perante o trono de Deus.

Um pastor amigo, observando a sua própria trajetória através do livro Avalie a sua vida, de Wesley Duewel, desabafou anos atrás em uma carta: “Os aplausos levaram-me, durante anos, a pensar que tudo estava bem. Saía-me muito bem enquanto estava debaixo dos holofotes; comunicava-me com diversos grupos e era admirado por minha audácia na pregação. Muitos passaram a seguir o meu exemplo. Vários me diziam: ‘Desejo ser como você’. Não precisei orar muito para que o Espírito Santo me direcionasse para os pecados e falhas em meu caráter. Usava exemplos que não condiziam com a verdade; utilizava livremente o púlpito para atacar os grupos antagônicos ao meu ministério e escondia a depressão da minha mulher, provavelmente devido a meu comportamento arredio e soberbo em casa, para que não fosse passivo de crítica. Eu possuía todos os elementos para cair e permanecer prostrado. Louvado seja Deus por um dia que tirei para reavaliar a minha vida!”

Este pastor amigo percebia, entre outras coisas importantes, que nenhum homem vai além da sua integridade. E entendia o perigo de se construir um ministério ou mesmo uma reputação que não possua um caráter íntegro como fundamento. Nas palavras do próprio Duewel, “a única vida digna de ser vivida é aquela vivida para Deus” – e é neste íntimo relacionamento que perceberemos que somente uma boa semente trará bons frutos.

Quando Jesus confronta Laodicéia, Ele é enfático: “E nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”. O Senhor de fato confronta toda sua Igreja, a cada um de nós, pois apresenta-nos a possibilidade de vivermos uma fantasia e nos escondermos da realidade. A procura por uma existência autêntica é a procura da verdade; é a manifestação de pararmos um dia em nossas vidas, olharmos para nossa existência com os óculos da Palavra e clamarmos por quebrantamento, conversão, mudança de rumo e de atitude. Há esperança.

Estive, em 2002, visitando uma região próxima a Maraã, no coração do Amazonas, onde vivem os povos kambeba, kokama e miranha. Eles eram tidos, até pouco tempo atrás, como grupos indígenas ainda não alcançados pelo Evangelho. Qual não foi minha surpresa ao chegar entre eles e ver ali a presença de uma forte igreja evangélica, que louva a Deus com fervor e amor. Procurando os autores daquele trabalho missionário, encontrei alguns crentes ribeirinhos, especialmente o seu João, como é conhecido. Pessoas simples, alguns ainda iletrados, mas com tremenda paixão pelo Senhor Jesus. Viviam em um “flutuante” formado por um cômodo apenas e, além das redes, possuíam somente uma cadeira e uma panela. Contaram-me então como, através do escambo e comércio com os indígenas, conseguiram lhes transmitir a Palavra de Deus e plantar ali a igreja.

Perguntei-lhes como foram parar ali, naquela região tão distante. Responderam-me: “Viemos ganhar a vida”. “E como está a vida?”, insisti. “Vai muito bem. Já plantamos seis igrejas para a glória de Deus!” Aqueles eram missionários sem sustento, aplausos ou reconhecimento. Eram simplesmente servos de Jesus, que confundiam o ganhar a vida com o ganhar de almas. Homens que passavam privações profundas para que o Evangelho chegasse até os habitantes do final do Rio Maraã. Julgavam-se pobres e cegos, mas eram ricos. A vida autêntica mantém a visão de Deus.

O MANDAMENTO DE DEUS É SAÚDE!‏


Quando Jesus insiste em que não se ande ansioso de nada, quando ordena que se confie no cuidado do Pai, e ainda quando diz para enchermo-nos de esperança a fim de vivermos todos os dias — Ele certamente sabia o que dizia; e isto não por razões “devocionais”, mas sim de saúde e vida.

Aliás, Jesus não tem mandamentos “Devocionais”. Todos apenas têm a ver com saúde e vida.
Tudo o que Jesus manda fazer é para o bem do homem, não de Deus.

Nada há que o homem possa fazer que faça a mal ou bem a Deus. O homem pode fazer mal até aos anjos, mas o grande mal que ele faz, além de atingir as demais criaturas sob o alcance de seus “dominios de morte”, atinge apenas a ele mesmo.

Os mandamentos de Deus são vida; e são também os agentes de poder anti-suicida que a Graça implanta em nós como motor de vida.

Assim é com tudo o mais que seja pertinente a Jesus e ao Evangelho!

Paulo, seguindo a mesma toada, nos diz no que pensar e nos manda manter a mente esperançosa sempre...

E mais: ninguém insiste mais no poder da gratidão para o bem do todo da vida, da purificação da consciência à consagração de alimentos; do serviço a Deus e ao patrão ruim; de tudo a tudo Paulo manda que se ande em gratidão.

Hoje se sabe que o pensamento do homem pode viciar seu cérebro na negatividade, e, assim, adoecer o comportamento humano e suas relações sociais, e tudo porque, agora, mesmo lutando contra, o homem se vê viciado em pensar mal, o negativamente, e, quando vê, já está no processo...

Humildade, alegria e fé esperançosa são os melhores animadores de mente, alma e cérebro!
A humildade nos impede de surtar...

A alegria nos condiciona a pensar em problemas como oportunidades...

A fé esperançosa não reconhece impossibilidade nem diante da morte...

De outro lado o mandamento ensina o realismo total...

Não nascem figos de espinheiros e nem uvas de abrolhos!...

Assim é o realismo de Jesus...

O equilíbrio entre senso de realidade e os mandamentos da esperança pacificada em fé, combinados, geram o ser sadio e harmonizado em tudo; isto na relatividade do tempo presente...

Portanto, saiba: negatividade, mau humor, medo, desconfiança e ingratidão são para o cérebro drogas mais destruidoras do que heroína e cocaína...

As drogas químicas acabam com o corpo e atacam o sistema nervoso, mas têm menos poder de atingir o espírito do que a negatividade, o mau humor, o medo, a desconfiança e a ingratidão...

Overdose de negatividade mata a alma de qualquer homem; é apenas uma questão de tempo.

Hoje se sabe como as decisões de natureza psicológica afetam o corpo todo. Uma pessoa apaixonada recebe as mesmas cargas de estimulo químico-cerebral que uma pessoa que sofra de Transtorno Obsessivo Compulsivo. A paixão muda o cérebro enquanto dure a paixão, assim como o TOC altera o cérebro do homem — e nas mesmas áreas...

Veja: uma paixão muda o cérebro... Por isto, muitas vezes, a pessoa apaixonada não ama aquele por quem se apaixonou, mas apenas está sob o efeito da droga que o cérebro liberou em razão da magia psíquica que se instalou na alma do amante.

Um ano depois, quando o efeito da droga vai diminuindo no cérebro, a paixão começa a se esvair...

Ora, assim como a paixão, creia, a negatividade, a ansiedade, o pânico, o pessimismo, a descrença, e os pensamentos auto-destrutivos ou tomados de paranóia, sim, todos eles, separadamente ou somados, têm poder maior do que o da cocaína ou da paixão, que são drogas poderosas...

Assim, não adianta orar pedindo bênçãos de Deus se a sua mente é uma oficina de demônios de negatividade...

Conserte a sua mente, os seus pensamentos...; e seu novo pensar e seu novo sentir e atuar na vida tornar-se-ão as orações mais efetivas e saudáveis para você mesmo...
Os homens a quem Jesus comparou a meninos, eram seres que não se satisfaziam com nada: nem com a alegria e nem com a tristeza...

Jesus disse que gente como eles haviam se tornado... nem Deus poderia ajudar!...

Você já pensou em como suas dores podem apenas ser vícios mentais antigos e que hoje se apresentam mediante as desordens que em você aparecem sem que você saiba a razão.
Pense nisso e tome suas decisões enquanto é Dia...

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A Igreja e o Culto à Auto-estima


Por J. MacArthur

Nenhum conceito é mais importante para os gurus da psicologia moderna do que a auto-estima. De acordo com o credo da auto-estima, não existem pessoas ruins - somente as pessoas que têm uma visão ruim de si mesmas.
Durante anos, peritos da educação, psicólogos, e um número crescente de líderes cristãos têm coroado a auto-estima como uma panacéia para todos os tipos de males da humanidade. De acordo com os que abastecem essa doutrina, se as pessoas se sentem bem com relação a si mesmas, haverão de se comportar melhor, terão menos problemas emocionais, e realizarão mais. Pessoas com uma auto-estima elevada, dizem, são menos tendentes a cometer crimes, a agir com imoralidade, a fracassar academicamente, ou a ter problemas em seus relacionamentos com os outros.
A Fé Cega da Auto-Estima
Defensores da auto-estima têm sido extremamente bem-sucedidos em convencer as pessoas que a auto-estima é a solução para quaisquer males que incomodem alguém. Uma pesquisa revelou que a maioria das pessoas enxerga a auto-estima como o mais importante motivador para o trabalho árduo e para o sucesso. Na realidade, a auto-estima ficou vários pontos à frente do senso de responsabilidade ou do medo do fracasso.
Mas será que a auto-estima funciona realmente? Será que ela, por exemplo, promove maiores realizações? Há evidências plenas que sugerem que não. Em estudo recente, um teste de matemática padronizado foi dado a adolescentes de seis países diferentes. Além das questões de matemática, o teste pedia que os alunos respondessem "sim" ou "não" à seguinte pergunta: "Sou bom em matemática?" Os alunos americanos ficaram bem atrás, no teste de matemática, do que os coreanos, que tiveram as melhores notas. Ironicamente, mais que três quartos dos alunos coreanos responderam não à pergunta citada. Em um contraste completo, entretanto, 68% dos alunos americanos acreditavam que suas habilidades matemáticas eram boas. Nossos filhos podem não ir bem em matemática, mas eles certamente se sentem bem acerca dos resultados que estão obtendo.
Moralmente falando, nossa cultura está precisamente no mesmo barco. Evidências empíricas sugerem que a sociedade atingiu o nível mo ral mais baixo da história. Normalmente esperaríamos que a auto-estima das pessoas também estivesse sofrendo. Mas as estatísticas mostram que os norte-americanos sentem-se agora melhores do que nunca acerca de si mesmos. Em uma pesquisa feita em 1940, 11% das mulheres e 20% dos homens concordavam com a afirmação: "Sou uma pessoa importante". Na década de 90, esses números saltaram para 66% das mulheres e 62% dos homens. Noventa por cento das pessoas entrevistadas recentemente em uma Pesquisa Gallup disseram que seu próprio senso de auto-estima é robusto e saudável. Surpreendentemente, enquanto o tecido da moralidade da sociedade está se desmanchando, a auto-estima se mostra próspera. Todo pensamento positivo sobre nós mesmos parece não estar conseguindo elevar a cultura ou motivar as pessoas a terem uma vida melhor.
Será que o problema das pessoas de hoje é a baixa auto-estima? Será que existem pessoas que realmente crêem que fazer com que o ser humano se sinta melhor acerca de si mesmo tem, de fato, ajudado a diminuir os problemas ligados à criminalidade, decadência moral, divórcio, abuso infantil, delinqüência juvenil, dependência de drogas, e todos os outros males que vêm afundando.a sociedade? Será que tanto assim poderia ainda estar errado com a nossa cultura se as pressuposições da teoria da auto-estima fossem verdadeiras? Será que realmente cremos que uma auto-estima mais elevada resolverá de vez os problemas da sociedade? Será que existe um pingo sequer de evidência que corroboraria essa crença?
Certamente que não. Um artigo da revista Newsweek sugeriu que “a defesa da auto-estima... é uma questão mais ligada à fé do que a pedagogia científica - fé que pensamentos positivos são capazes de tornar manifesta a bondade inerente em qualquer um". Em outras palavras, a idéia de que a auto-estima torna as pessoas melhores é simplesmente uma questão de fé religiosa cega. E tem mais: trata-se de uma religião que é antiética em relação ao cristianismo, porque se baseia na pressuposição nada bíblica de que as pessoas são basicamente boas e precisam reconhecer sua própria bondade.
A Igreja e o Culto à Auto-estima
Contudo, os proponentes mais persuasivos da religião da auto-estima sempre incluíram os clérigos. A doutrina do "pensamento positivo" de Norman Vincent Peale, que foi popularizada na geração passada, constituiu-se em um modelo ainda pouco desenvolvido da auto-estima. Peale escreveu "O Poder do Pensamento Positivo", em 1952/ O livro começa com as seguintes palavras: "Acredite em si mesmo! Tenha fé em suas capacidades!" Na introdução, Peale chamou o livro de um "manual de melhora pessoal... escrito com o objetivo único de ajudar o leitor a alcançar uma vida feliz, satisfatória e digna de ser vivida". O livro foi promovido como terapia motivacional, e não como teologia. Mas na avaliação de Peale o sistema todo era simplesmente o "Cristianismo aplicado; um sistema simples embora científico de técnicas práticas de um viver bem-sucedido que funciona".
Os evangélicos, em sua maioria, demoraram a abraçar um sistema que desafiava as pessoas à fé em si mesmas em vez de em Jesus Cristo. A auto-estima, conforme resumiu Norman Vincent Peale, era o fruto do casamento entre o liberalismo teológico e a neo-ortodoxia.
O tema certamente extinguiu a resistência dos evangélicos a essa doutrina. Atualmente, os livros mais vendidos nas livrarias evangélicas promovem a auto-estima e o pensamento positivo. Até mesmo a revista Newsweek tem comentado acerca da tendência. Destacando que a auto-estima é considerada "religiosamente correta" nos dias atuais, a revista publicou:
A idéia [acerca da auto-estima] pode desanimar qualquer um que tiver idade suficiente para lembrar da época em que o adjetivo "cristão" era, via de regra, seguido de "humildade". Mas as igrejas norte-americanas, aquelas que no passado não abriram mão de chamar seus congregados de "miseráveis", têm caminhado na direção de uma visão mais agradável da natureza humana... disciplinar pecadores é considerado contraproducente: isso os faz sentir mal acerca de si mesmos.
A psicologia e a teologia da auto-estima têm se alimentado mutuamente. E à medida que os evangélicos se tornam cada vez mais receptivos ao aconselhamento psicológico, ficam mais vulneráveis aos perigos propostos pelo ensinamento da auto-estima. Assim como o próprio artigo da revista Newsweek sugere, os que estão primordialmente preocupados com a auto-estima dificilmente se encontram em posição para lidar com transgressões como o pecado contra Deus ou para informar as pessoas já aconchegadas no amor-próprio e na auto-retidão que são, na realidade, pecadores carentes de salvação espiritual.
E nesse ponto que a teologia de uma pessoa se torna intensamente prática. Há perguntas que precisam ser respondidas no coração antes que o conselheiro possa oferecer um conselho verdadeiramente bíblico: Será que Deus realmente deseja que todas as pessoas sintam-se bem acerca de si mesmas? Ou será que Ele primeiro convoca os pecadores a reconhecerem seu estado próprio de extrema incapacidade? A resposta, é claro, está óbvia para os que deixam as Escrituras falar por si mesmas.

Se João Batista fosse famoso

roqueiro
Por Rodolfo Gois
 
Luzes, câmeras, multidão. Esta é a marca do sucesso. Esta é a dica de que algo está funcionando. Pelo menos é isso que a gente vê hoje em dia. João Batista era um “produto exportação” do seu tempo. Tinha até estilo exclusivo (“usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinto de couro e comia gafanhotos e mel do mato”, v.6). Hoje em dia isso aumentaria o seu sucesso e alavancaria os multiprodutos com a sua marca: Grife JB, Snacks em forma de grilo com gostinho de mel, artigos de couro do João, além da família de bonecos. Pelo menos quatro linhas de produtos de sucesso, sem contar os milhões de acessos garantidos nos reprodutores de mídia online que lhe dariam bons retornos financeiros com os patrocínios no seu canal exclusivo.

Ele tinha uma mensagem forte, tinha uma imagem forte, tinha uma presença marcante; ele tinha um público fiel, tinha influência sobre as pessoas, era popular. Ele tinha tudo pra ser a estrela da sua geração. Ele tinha seus seguidores, seus discípulos. Ele até foi confundido com o Messias que haveria de libertar o povo. Talvez muitos a sua volta o serviam, davam presentes, ofereciam seus “préstimos”. Tudo estava dando certo. Tudo estava correndo bem. Dá até pra imaginar o “ar” de satisfação de seus “assessores e diretores de marketing”.

No “auge da sua carreira”, entretanto, João faz uma declaração que poderia deixar todos perplexos. Ele diz que havia alguém “mais importante do que ele”. Isso não é uma coisa que uma celebridade pode dizer a qualquer um e a qualquer momento. Ele vai além: “não mereço a honra de me abaixar e desamarrar…”. Como pode João falar isso?! Primeiro, abaixar-se para alguém é um sinal de submissão; segundo, desamarrar as correias de uma sandália era função de um escravo bem “rebinha”, talvez o de mais baixo valor da casa; terceiro, ele diz que isso seria uma honra; quarto, ele reconhece que não merece tal honra. Que que é isso, rapaz!

No auge do sucesso João se coloca na mais baixa condição. Mas ele não se importa, nem treme, nem sua a frio, nem titubeia. Declara de boca cheia e com imensa convicção. Este antimarketing poderia causar um grande prejuízo nos empreendimentos com a sua marca e sua imagem. Mas ele não se importava, porque sabia que maior que o seu discurso era aquele a quem ele estava preparando o caminho. João sabia que mais valiosa que a sua popularidade era a integridade da sua missão. Sabia que o melhor lugar era estar aos pés de Jesus, mas que isso não dependia dos seus méritos, e sim da graça divina.

Ao avaliar o decorrer da história, logo chego à conclusão de que mais alto que o topo do mundo é o lugar onde reconhecemos que desamarrar as sandálias do nosso Senhor é uma honra, e não a merecemos.

Popularidade hoje é fácil de conquistar. Integridade e fidelidade à missão é uma outra história. Façam as suas escolhas.

“Muitos moradores da região da Judeia e da cidade de Jerusalém iam ouvir João. Eles confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão… Ele dizia ao povo: – Depois de mim vem alguém que é mais importante do que eu, e eu não mereço a honra de me abaixar e desamarrar as correias das sandálias dele”. (Marcos 1.5-7)

Julgar ou Não Julgar?


Por Helder Nozima

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados” (Mateus 7.1).
“Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são capazes de julgar as causas de menor importância?” (1 Coríntios 6.2)

Afinal: crente pode ou não julgar? Para algumas pessoas, o verdadeiro cristão é alguém que não julga. Ele sabe o que é o pecado, consegue reconhecê-lo quando ele acontece, mas ele nunca chamará outra pessoa de pecadora. Na verdade, ele sempre se mostrará compreensivo com o pecador, chegando a abrir mão da disciplina eclesiástica, pois, “quem sou eu para julgar o meu irmão?” Outros adotam uma postura mais agressiva: medem a espiritualidade das pessoas por meio de suas obras, não raro chegando ao ponto de criar uma escala espiritual dos crentes, aonde uns são santos e consagrados, e outros são mundanos e depravados. Os mais exagerados chegam até mesmo ao ponto de declarar que algumas pessoas são salvas, e outras não.

Por trás deste debate, está uma questão que é mal interpretada e compreendida nos círculos evangélicos. Afinal, o crente pode julgar? Se sim, quando e como deve ser este julgamento?

1) SIM, O CRENTE PODE JULGAR

Como protestante conservador, entendo que não existe uma parte da Bíblia mais inspirada do que outra. Não acho que os Evangelhos sejam mais inspirados do que as epístolas, ou que a teologia paulina é superior à teologia de Marcos. Ler a Bíblia com este pressuposto significa entender que um ensino dos Evangelhos é tão autoritativo como um ensino contido em uma epístola. Os que dão preferência a uma porção da Bíblia em detrimento de outra acabam com uma teologia parcial e incompleta, além de quebrarem a unidade e harmonia das Escrituras.

Inicialmente, gostaria de dizer que, em algumas circunstâncias, o cristão pode fazer julgamentos. Embora Jesus Cristo tivesse dito que Ele não julgava as pessoas (João 8.15) ou que nós não deveríamos julgar (Mateus 7.1), podemos ver vários momentos em que o Senhor Jesus emitiu juízos:

“Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo”. (Mateus 23.13).

“Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo”. (Mateus 23.24).

“Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso! Mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas” (Mateus 12.39).

“Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; ...” (Marcos 7.6).

“Respondeu Jesus: Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino” (Marcos 9.19).

“Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão” (Mateus 7.6).

Estes versículos são apenas uma amostra de vários juízos proferidos por Jesus. Além destes, podemos achar outros, como os ais pronunciados contra Corazim, Betsaida e Cafarnaum (Lc 10.13-15), a declaração de Cristo a vários judeus que haviam crido nele, dizendo que eles eram filhos do Diabo (Jo 8.44) e várias passagens aonde Cristo diz que quem não crê nele, já está condenado (Jo 3.17-18, 36, etc).

À luz destas passagens, revela-se falso o argumento de que, baseado no ensino dos Evangelhos e no modelo de vida de Jesus, o cristão não pode julgar a ninguém. Cristo julgou a vários grupos de pessoas. Ao contrário de nossa visão suavizada acerca do Senhor, vemos que Ele, em sua ira e verdade, chamou os fariseus de “hipócritas”, disse que não deveríamos jogar pérolas a “porcos” ou dar o que é santo aos “cães”, além de considerar a sua geração como sendo “perversa”, “adúltera” e “incrédula”. Em todos estes momentos, Jesus mediu estas pessoas, achou-as em falta e emitiu um comentário ou juízo sobre eles.

No entanto, alguém pode argumentar dizendo que Jesus, devido a sua condição única de Deus-Homem, tinha o direito de julgar aos outros. Afinal, de acordo com João 5.22:

“Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho”.

Em outras palavras, Jesus pode julgar as pessoas porque Ele é Deus. Ele nunca faria um julgamento incorreto ou impreciso, além de ter todas as qualificações morais necessárias para ser um Juiz. Nós não teríamos esta capacidade.

Mas, apesar de nossas limitações e finitude humanas, o ensino dos apóstolos nos diz claramente que devemos emitir juízos em algumas situações:

“Apesar de eu não estar presente fisicamente, estou com vocês em espírito. E já condenei aquele que fez isso, como se estivesse presente (...) entreguem este homem a Satanás, para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor” (1 Coríntios 5.3-5).

“Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer” (1 Coríntios 5.11).

“Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo- se apóstolos de Cristo” (2 Coríntios 11.13).

“Mas eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção! Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês” (2 Pedro 2.12-13).

“De fato, muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em corpo. Tal é o enganador e o anticristo. Tenham cuidado, para que vocês não destruam o fruto do nosso trabalho, antes sejam recompensados plenamente. Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus, quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho. Se alguém chegar a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa nem o saúdem. Pois quem o saúda torna-se participante das suas obras malignas” (2 João 7-11).

Vemos portanto que três apóstolos, Paulo, Pedro e João julgaram a pessoas em seu tempo. Na verdade, é impossível cumprir alguns mandamentos sem que se avaliem as pessoas. Paulo disse que não devemos nos associar a quem diz que é cristão, mas é imoral, avarento, idólatra, entre outros. Para que eu obedeça a este mandamento, preciso olhar para a vida do cristão e ver se ele incorre em algum destes erros. João diz que não devemos nem saudar aqueles que negam a encarnação de Jesus e os hereges que vão além do ensino de Cristo. De igual modo, para que eu obedeça à instrução de João, devo julgar a meus semelhantes cristãos.

O bom senso também nos mostra que fazemos julgamentos o tempo todo. Na hora de escolher um pastor, presbítero ou diácono, nós devemos julgar o caráter do candidato à luz das exigências bíblicas (Tt 1 e 1 Tm 3) e ver se ele é aprovado para a liderança da Igreja. Quando convidamos alguém para pregar, também examinamos a vida e o ensino do pregador, pois, caso ele seja um herege, entregar-lhe o púlpito significa causar transtornos à Igreja de Cristo.

Vemos também, à luz destes versículos, que a disciplina eclesiástica também é uma ordenança divina. O próprio Senhor Jesus nos dá base para a exclusão de membros em Mateus 18.17:

“Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano”.

2) COMO JULGAR E COMO NÃO JULGAR AS PESSOAS

Esclarecido, pois, este primeiro ponto, precisamos analisar agora como as pessoas devem ser julgadas.

Olhando para o exemplo de Jesus, vemos que os religiosos que não vivem aquilo que pregam são dignos de julgamento. Os fariseus foram criticados por Jesus por serem hipócritas. Eles, por exemplo, davam o dízimo de temperos, mas negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fidelidade (Mt 23.23). Jesus também condenou os fariseus por sua doutrina distorcida (Mt 23). Olhando para os evangelhos, também vemos que os fariseus eram pessoas que impediam o acesso de outros pecadores ao caminho da salvação (Mt 23.13), orgulhosas acerca de sua fé (Lc 18.9-14) e resistentes ao ensino de Jesus, chegando até mesmo a atribuir as obras de Jesus ao próprio Satanás (Lc 11.14-15).

Jesus também julgou a sua geração por querer tentar a Deus, pedindo um sinal. Na verdade, a multidão não queria acreditar em Jesus, eles não tinham fé. Pela mesma razão, Jesus teve vários embates com a multidão ao longo do Evangelho de João. Jesus apontava o pecado da incredulidade para aqueles que se recusavam a admitir suas falhas. O Senhor também julgou os "cães" que rejeitam o seu Evangelho, chegando a dizer que não deveríamos lhes atirar as nossas pérolas (o Evangelho).

Os pecadores resistentes, aqueles que se recusam a admitir o seu pecado (como Ananias e Safira ou os fariseus), os hereges que não aceitam correção (como os falsos apóstolos descritos por Paulo), os que se fazem passar por irmãos, mas não o são (os fariseus e os homens com os quais não devemos nos associar), os imorais que não se arrependem de seu erro e continuam a praticá-lo (o caso de disciplina mostrado em 1 Coríntios 5), todos estes são exemplos de pessoas que são passíveis de julgamento.

Mas não devemos condenar os pecadores que reconhecem seu erro e se arrependem. A adúltera apresentada a Jesus (Jo 8.1-11), o publicano Zaqueu (Lc 19.1-9) e a pecadora que ungiu os pés de Jesus (Lc 7.36- 50) são exemplos de pessoas que foram julgadas pelas pessoas que os cercavam, mas que não foram julgadas por Jesus. Tratavam-se de pecadores que estavam buscando o arrependimento, corações que tinham sede de Jesus e que não foram resistentes ao Evangelho. O pecador que sabe a gravidade de seu pecado e que está lutando para abandoná- lo e se aproximar de Deus, deve ser acolhido.

Jesus também não julgou os pecadores que ainda não tiveram a oportunidade de aceitá-Lo ou rejeitá-Lo. Ele andava com os publicanos e pecadores (Mt 9.10), provavelmente evangelizando-os. O pecador que não participa da Igreja e que não rejeitou definitivamente o Evangelho deve ser evangelizado, e não condenado. Sobre isso, vale a pena ler 1 Coríntios 5.12, que dá a entender que não devemos julgar aqueles que estão fora da Igreja:

“Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro?”

Isso não quer dizer que não devemos falar para os incrédulos sobre os seus pecados. Ao contrário, toda evangelização séria mostrará, com clareza, que todos somos pecadores e merecedores de uma condenação eterna. Mas isso não nos dá o direito de condená-los, a nossa primeira preocupação deverá ser a de evangelizá-los, e, caso eles não aceitem o Evangelho, deixá-los e pregar o Evangelho a outros incrédulos (Mt 10.11-16).

Aquele que julga também deve ser uma pessoa de moral. Caso contrário, ela estará desqualificada para fazer qualquer julgamento:

“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: Deixe-me tirar o cisco de seu olho, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão” (Mt 7.3-5).

“Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas” (Rm 2.1).

Um adúltero não pode disciplinar outro, um ladrão não pode disciplinar outro ladrão, e por aí vai. Antes de alguém querer julgar a seu semelhante, convém recordar Mateus 7.2, que diz que:

“Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês”.

Uma última palavra deve ser dita. Condenar a alguém não significa tripudiar sobre a pessoa, nem caluniá-la ou ficar fofocando sobre o pecado alheio. Em Mateus 12.20, lemos que Jesus “não quebrará o caniço rachado e não apagará o pavio fumegante”. Jesus não foi enviado para condenar o mundo, mas sim para salvá-lo (Jo 3.17), e nem mesmo o arcanjo Miguel fez acusações injuriosas contra Satanás (Jd 9). A disciplina eclesiástica ou a condenação de alguém são eventos que devem despertar em nós tristeza e pesar, e não fofocas ou prazer. Se vemos que alguém está se desviando do Evangelho ou pregando heresias, o nosso objetivo principal deve ser conduzir o pecador ao arrependimento e a restauração. Caso a disciplina seja indispensável, ela deve ser feita com seriedade, amor e tristeza, sempre objetivando o arrependimento, e não a condenação eterna do pecador. E com muito temor também, afinal, não somos pessoas perfeitas e ninguém deve ser julgado ou condenado injustamente.

Espero que este estudo possa nos ajudar a entender melhor a questão da disciplina e possa nos dar uma visão bíblica e equilibrada sobre esta delicada questão que é a de julgar os outros.

Os jesus e suas 1001 utilidades


Por Maurício Zágari

É paradoxal. Mas existe um Jesus e muitos jesus. O Jesus é o da Biblia, o Verbo que se fez carne para redimir a humanidade dos pecados por meio da Cruz. E os jesus são os que o homem constrói à sua imagem e semelhança, que pratica coisas bizarras e ensina doutrinas antibíblicas. A verdade é que há um Jesus que é a Verdade e centenas de jesus que são de mentira. E é para mostrar as diferenças entre o Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo e a multidão de genéricos que foram criados para agradar os homens, por engano humano ou por puro interesse é que nasceu a reflexão de hoje. "Como assim, Zágari?". Vamos lá:
O Jesus da Bíblia não valorizava o dinheiro.
O jesus da Prosperidade não pensa em outra coisa.
O Jesus da Bíblia é manso e humilde de coração.
O jesus pit boy vibra assistindo aos massacres do UFC.
O Jesus da Bíblia tem o controle de tudo, mesmo as tragédias.
O jesus poeta abriu mão de sua soberania pois nunca tomaria uma vida.
O Jesus da Bíblia domina tudo, inclusive as forças da natureza.
O jesus da teologia relacional não controla a natureza, poia isso é papel dos deuses gregos.
O Jesus da Bíblia é quem é eternamente, nunca muda e é ortodoxo em seus fundamentos.
O jesus emergente vive se metamorfoseando naquilo que a cultura de cada época é.
O Jesus da Bíblia não fala palavras torpes e não ofende, mas entrega-se, mudo, à Cruz.
O jesus revoltadinho chama as pessoas de "trouxa", "idiota", "bundão" e vive agredindo.
O Jesus da Bíblia faz milagres, nasceu de uma virgem, existiu encarnado, pregou o inferno, é o que é.
O jesus liberal é amante dos mitos e das metáforas e para este nada é literal.
O Jesus da Bíblia respeitava hierarquias e liturgias (como fez na sinagoga e na Ceia).
O jesus desigrejado tem horror de autoridade e de organização na celebração.
O Jesus da Bíblia é o único caminho.
O jesus universalista manda quem o rejeita para o Céu.
O Jesus da Bíblia é Deus Criador.
O jesus espirita é uma alma evoluída e criada.
O Jesus da Bíblia entende que religião é o religare do Criador com a criatura.
O jesus moderninho é contra a religião porque a confunde com religiosidade e legalismo.
O Jesus da Bíblia tinha um sistema de crenças e dogmas (verdades fundamentais e e inegociáveis: como Céu, inferno, pecado, graça, vida eterna etc).
O jesus liberalistas acha que "dogma" é um palavrão.
O Jesus da Bíblia se revelou pela Bíblia.
O jesus preguiçoso de ler a Bíblia diz que seguir o que a Bíblia ensina é biblicismo.
O Jesus da Bíblia não era calvinista ou arminiano, era santo.
O jesus sectário se agarra a um sistema e despreza ou critica quem crê em algo diferente.
O Jesus da Bíblia nunca construiu um templo, mas habita nos corações dos que ali se reúnem.
O jesus dos cultos nos lares acha que prestar culto em templos é coisa do demônio.
O Jesus da Bíblia tem um código de certo e errado, mas também tem graça.
O jesus pós-moderno só tem graça.
O Jesus da Bíblia é tanto amor quanto justiça.
O jesus dos relacionais é só amor.
O Jesus da Bíblia sabe o que vai acontecer no futuro mas não diz.
O jesus escatologista diz o que vai acontecer no futuro mas não sabe, só acredita que sabe.
O Jesus da Bíblia lia as Escrituras e as conhecia.
O jesus internautista lê 140 caracteres de twitter e 4 ou 5 parágrafos de blogs e se considera conhecedor de toda a teologia cristã.
O Jesus da Bíblia apontava cristocentricamente para a vida eterna.
O jesus da autoajuda aponta antropologicamente para a vida terrena.
O Jesus da Bíblia combatia os hereges e os hipócritas.
O jesus de muitos programas evangélicos de TV é herege e hipócrita.
O Jesus da Bíblia não tinha onde repousar a cabeça.
O jesus de telepastores promove unções de R$ 900 e compra jatinhos.
O Jesus da Bíblia não devolvia mal com mal, mas devolvia mal com bem.
O jesus da maioria de nós quer mais é arrebentar os ímpios, pois afinal é filho do Rei.
O Jesus da Bíblia pregou o Evangelho e nunca meteu o pau na espiritualidade organizada.
O jesus desigrejado prega o Evangelho mas segue a moda de meter o pau na instituição.
O Jesus da Bíblia conhecia bem as Escrituras, como demonstrou na sinagoga.
O jesus preguiçoso não estuda teologia com a desculpa de que " a letra mata mas o Espírito vivifica.
O Jesus da Bíblia não põe as Escrituras no mesmo patamar que outros escritos.
O jesus dos modernosos põe a Bíblia no mesmo patamar que escritos filosóficos, poéticos e ficcionais.
O Jesus da Bíblia nunca estimulou o livre pensamento.
O jesus independente acha que cada um segue o cristianismo como quer.
O Jesus da Bíblia era seguido pelas multidões.
O jesus celebridade quer que as multidões o sigam.
O Jesus da Bíblia sempre viveu em comunhão, desde sempre: Pai, Filho e Espírito Santo.
O jesus do eu-em-casa pensa que pode viver sua vida de fé isolado dos irmãos.
O Jesus da Bíblia encarnou, morreu, ressuscitou, está vivo e segue conosco até a consumação dos séculos!
O jesus que é o maior psicólogo que já existiu veio ensinar a lidar com as frustrações da vida.
O Jesus da Bíblia veio salvar.
O jesus dos kardecistas veio ensinar.
O Jesus da Bíblia ora ao Pai suplicando.
O jesus da Confissão Positiva ora decretando, declarando e tomando posse.
O Jesus da Bíblia é Deus.
O jesus ateu foi só um homem ou nem mesmo existiu.
O Jesus da Bíblia se baseia na graça.
O jesus de qualquer outra religião se baseia no mérito.
O Jesus da Bíblia se deu por amor.
E contra isso não há lei.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.