quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Globo pode ter sua primeira mocinha evangélica em novela

Globo pode ter sua primeira mocinha evangélica em novela

A nova novela da Globo das 21 horas, que ainda não tem um título definido, deve estrear em junho deste ano, esta prometendo ter a primeira mocinha evangélica se tudo correr como a sinopse original. A personagem esta prometendo ser muito polemica, e vai ser um dos destaques da novela.
Segundo dados da autoria de Walcyr Carrasco, a personagem será chamada de Waldirene e será uma moça pobre, que é muito incentivada pela sua mãe a fazer qualquer coisa para se dar bem na vida, como engravidar de pagodeiros e de jogadores de futebol que tenham sucesso e dinheiro. Mas a sinopse conta que a personagem não tem sucesso em suas tentativas, ela só encontra seu caminho quando se converte na religião evangélica. Após se converter ela começa a transformar sua vida e provavelmente se transformará em uma cantora gospel.
Waldirene será uma personagem divertida, será interpretada por uma comediante que ainda não foi definida, mas entre as possíveis atrizes estão Ingrid Guimarães, Daniele Valente e Tatá Werneck, ex-MTV que pode ser uma decisão ousada por ser famosa por seu humor escrachado.
Segundo Carrasco, mesmo a personagem sendo interpretada por uma comediante, ele não quer tratar o assunto com deboche, e sim demonstrar que a descoberta de uma religião pode levar uma pessoa a ter mais felicidade na vida.

Se “esse cara” é o Malafaia, a minha cara vai ao chão!



Por Vera Siqueira

Abro o caderno Ilustrada da Folha de São Paulo de hoje, e olha a notícia com a qual me deparo, na coluna da Mônica Bergamo:

ESSE CARA SOU EU

O pastor Silas Malafaia tem almoço marcado com Amauri Soares, diretor de eventos da Globo, no dia 9. O evangélico diz que “nenhum pastor teve mais contato com a Globo do que eu” e chama a comitiva da Concepab (confederação nacional de pastores) que visitou os estúdios da emissora em novembro de “ilustríssimos desconhecidos”. “Falei isso com o Amauri [por telefone].”

Minha cara foi ao chão, de vergonha. De vergonha alheia e de vergonha pessoal, pois é vergonhoso ver alguém que se diz cristão fazer um papel desses, numa clara demonstração de orgulho besta, arrogância e vaidade.
“Nenhum pastor teve mais contato com a Globo do que eu”. E se isso for verdade, E DAÍ???? No que a quantidade de contato com a Vênus Platinada colabora para a edificação do caráter de um cristão? O Malafaia falando uma asneira dessas me lembra a birra de um moleque de 5 anos, que todo cheio de si diz para seu amiguinho: “minha casa é maior que a sua” ou “a professora fala mais comigo do que com você”. Só que uma criança de 5 anos não tem a carga de experiências que um senhor na idade do Malafaia tem. E isso torna sua demonstração de prepotência e arrogância ainda mais grave.
Sem falar que isso destoa totalmente dos ensinamentos de Jesus Cristo.
Ou alguém que já leu a Bíblia pode supor que Jesus algum dia agiu dessa forma? Ao contrário, não vejo onde Jesus se arrogava de ter conversado com Nicodemus ou com qualquer outro líder de sua época. Quando interpelado por Pôncio Pilatos, mesmo tendo sua vida em jogo, Jesus manteve sua posição. Já Malafaia, se estivesse em seu lugar, ficaria todo pimpão, afinal o representante de César tinha falado com ele!!!
Chamar os pastores da Concepab de “ilustres desconhecidos”, na tentativa de desmerecê-los (afinal, em tese, eles estão em pé de igualdade com o Malafaia no quesito amizade com a Globo) foi ainda mais feio. Lembrando da criança de 5 anos, é como se ela dissesse “eu sei que a professora também falou com você, mas ela gosta mais de mim do que de você porque eu sou o cara”. Aliás, não sei como alguém consegue dar tanto tiro no pé sendo protagonista de um texto de tão poucas linhas.
Que vergonha, Malafaia!!! E pior ainda, envergonhando o Evangelho perante os que estão no mundo, muitos dos quais nunca serão alcançados por conta dos escândalos que os líderes-cães-gulosos fazem, na busca de benefícios pessoais com a utilização do Sagrado nome de Deus…
E pensar que o verdadeiro cristão FOGE das honrarias pessoais, ainda mais quando relacionadas ao serviço que faz a Deus…
“E houve também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior. E ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve.” – Lucas 22:24-26
Mais do que nunca,
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!
P.S.: No próximo sábado o Malafaia já anunciou a presença de Mike Murdock em seu programa de tv. Prevejo mais um estelionato gospel. Segurem suas carteiras.
P.S.2: Vejam a notícia que está logo abaixo da vergonha do Malafaia na Folha de São Paulo de hoje:

TAMO JUNTO
Soares -responsável na Globo por dialogar com religiosos- também tem se encontrado com representantes da Igreja Católica e de crenças afro, por causa de um ato pela tolerância religiosa, no dia 21, no Rio. Promovido pela Globo, o evento reunirá umbandistas, hare krishnas, católicos, espíritas, budistas, wiccans, ciganos, seguidores do Santo Daime, judeus, muçulmanos, ateus e agnósticos. Padre Omar, que cuida do Cristo Redentor, fará show.

Pois é, líderes e cantores gospel, sua “evangelização” na Rede Globo está trazendo grandes resultados pro reino… das trevas.

Os 10 pastores que respeito e admiro




Por André Sanchez

Há alguns dias escrevi um artigo que provocou muitos debates por aqui, mostrando em meu ponto de vista, os 10 pastores que não respeito e não admiro. Na sequência dessa série, destacarei agora aqueles que merecem toda a admiração e respeito devido à forma como tratam o ministério pastoral. Abaixo segue a minha lista.
OS 10 PASTORES QUE RESPEITO E ADMIRO:
1- O que não é perfeito, mas que busca ser exemplo do rebanho = Esse pastor sabe de suas limitações, sabe que não é melhor do que ninguém, sabe que é um pecador resgatado pelo sangue de Cristo. Ele, porém, sabe também da missão que Deus lhe deu e busca conduzir suas ovelhas no caminho dado pelo Supremo Pastor, sendo, antes de todos, o primeiro a vivenciar a Palavra de Deus em sua vida para testemunhar a outros. Ele tem todo cuidado nessa questão e pode-se ver em sua vida um homem que busca viver o evangelho e não somente falar dele. É humano, tem seus erros, e não faz questão de passar uma imagem de todo poderoso.
2- O que faz cultos cristocêntricos = Esse pastor busca glorificar a Cristo nas ministrações que preside. Busca conduzir todas as coisas para que Cristo cresça e todo o resto diminua. Do primeiro ao último minuto de seus cultos busca apresentar a Cristo e conduzir as pessoas a Ele. É sensível ao observar e corrigir coisas que tentam competir com a centralidade de Cristo nos cultos.
3- O que não tem medo de pregar a Palavra de Deus = Esse pastor não faz média, antes, entrega a palavra de Deus conforme a Bíblia a revela. Ele não usa de técnicas melodramáticas para tocar o coração dos seus ouvintes. Ele busca antes de tudo, que o Espírito Santo revele a Palavra aos seus ouvintes, conduzindo-os à presença viva de Deus. Sabe que muitas vezes irá desagradar pessoas na sua pregação, mas é fiel às verdades que Deus lhe manda pregar.
4- O que não crê que os fins justificam os meios = Esse pastor é totalmente dependente de Deus em seu ministério. Ele conduz a igreja a andar nos caminhos corretos de obediência ao Senhor e não nos caminhos tortuosos que o coração humano propõe e que visam, antes de tudo, resultados que premiam o trabalho realizado. Para ele o mais importante é fazer a vontade de Deus usando os meios dados por Deus.
5- O que é obediente a Deus mesmo não vendo resultados palpáveis = Esse pastor gosta de ver os resultados de seu trabalho, porém, não é guiado por esses resultados. É guiado pela obediência e direção de Deus. Mesmo, às vezes, não vendo resultados pontuados pelas pessoas como o ‘sucesso’, continua sendo fiel e o pastor responsável por certo número de ovelhas dadas por Deus. Para ele, cumprir a missão de Deus não é encher a igreja de gente a qualquer custo, mas sim obedecer a Deus e confiar a Ele os resultados do trabalho, seja quais forem.
6- O que não faz a si mesmo o “bam-bam-bam” da igreja = Esse pastor sabe fazer suas ovelhas entenderem a diferença entre admiração e bajulação. Ele não aceita ser bajulado e até adorado como se fora mais do que os outros ou até mesmo um quase deus. Coloca-se na posição de servo, tem prazer de trabalhar em equipe e de ver suas ovelhas se desenvolvendo em seus ministérios, e sempre reitera que ele também é ovelha do rebanho de Deus. Não deixa o ego assumir o controle. Ele não é um ídolo dentro de sua igreja.
7- O que não explora financeiramente suas ovelhas = Esse pastor não é ignorante, não acredita que as dívidas da igreja são pagas como que por milagre. Ele sabe das possibilidades da sua igreja e não usa ameaças e nem promessas que a Bíblia não faz para que suas ovelhas contribuam com o trabalho. Ele sabe instruir corretamente sua igreja sobre o que a Bíblia diz a respeito das contribuições para o reino de Deus. Não faz dos momentos de ofertório o momento mais importante do culto e nem do dinheiro o deus e a confiança maior da igreja. Trabalha a parte financeira da igreja com dignidade, ética e transparência.
8- O que não tem medo de ensinar profundamente a Bíblia às suas ovelhas = Esse pastor não faz doutrinas em cima de textos isolados da Bíblia, por isso, não tem medo de ensinar suas ovelhas a serem questionadoras, estudantes profundas da Bíblia. Ele tem porta aberta ao diálogo e aos questionamentos. Por isso, os cultos que preside são banquetes de aprendizado e quebrantamento, onde a Palavra de Deus reina soberana como fonte de ensino e a regra de fé e prática. Por ser assim ele sabe que precisa sempre beber dessa fonte para também poder dar de beber cada vez mais aos seus discípulos.
9- O que ora sempre buscando em seus pedidos que seja feita a vontade de Deus em primeiro lugar = Esse pastor não ousa sequer pronunciar palavras de ordem a Deus. Ele sabe quem é Deus, sabe de Seus atributos grandiosos. E mais, sabe exatamente que ele é apenas um homem imperfeito, que está de pé pela graça de Deus. Por isso, em suas orações ele é dependente de Deus e não o chefe de Deus.
10- O que tem cheiro de ovelha = Esse pastor é pastor que pastoreia de verdade. A sua missão de vida é pastorear e não fazer fortuna com o rebanho vendendo suas peles e carnes! Chegue perto dele e sentirá o cheiro das ovelhas. Isso porque ele fica muito perto, ele acompanha, ele se preocupa com elas. Ele as ama de verdade, mesmo que elas não tenham nada para dar-lhe em troca. Ele as acolhe, ele cumpre seu trabalho cabalmente como bom trabalhador que não tem de que se envergonhar.

E VOCÊ, TEM ALGUM PASTOR QUE RESPEITA E ADMIRA?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O conhecimento de Deus na criação e o Evangelismo

conhecimentoevan
Por Alex Daher

Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis. (Romanos 1.20).

Todas as pessoas em todos os lugares do mundo sempre estiveram inundadas com o conhecimento de Deus através da criação. Para onde quer que alguém olhe, ali está uma manifestação visível do Deus invisível. A terra está cheia da glória de Deus (Is 6.3) e os céus proclamam essa glória o tempo todo (Sl 19.1).

Refletindo sobre esse fato – chamado geralmente de revelação geral (ou natural), Stephen Charnock (1628-1680) lista dez atributos de Deus que podem ser vistos através da natureza:

(1) o poder de Deus, ao criar um mundo a partir do nada; (2) a sabedoria de Deus, na ordem, variedade e beleza da criação; (3) a bondade de Deus, na provisão que Deus faz para Suas criaturas; (4) a imutabilidade de Deus, porque se Ele fosse mutável, Ele não possuiria a perfeição do sol e dos corpos celestes, “nos quais nenhuma mudança tem sido observada”; (5) Sua eternidade, porque Ele precisa existir antes daquilo que foi feito no tempo; (6) a onisciência de Deus, pois como Criador Ele precisa necessariamente conhecer tudo o que Ele fez; (7) a soberania de Deus, “na obediência que suas criaturas devem a ele, ao observar suas várias ordens e ao se moverem no espaço em que ele as coloca”; (8) a espiritualidade de Deus, pois Deus não é visível, “e quanto mais espiritual é uma criatura no mundo, mais pura ela é”; (9) a suficiência de Deus, pois Ele deu a todas as criaturas um início, então o ser delas não era necessário, o que significa que Deus não precisava delas; e finalmente (10) Sua majestade, vista na glória dos céus.¹
De um lado, então, temos as cosmovisões ateísta e agnóstica, que defendem a ideia de que Deus não existe (ateísmo) e de que não é possível realmente saber se Deus existe ou não (agnosticismo). Do outro lado temos a cosmovisão cristã, afirmando que “os atributos invisíveis de Deus [...] claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, por meio das coisas criadas” (Rm 1.20). Segundo o testemunho bíblico, portanto, o problema do homem não é falta de evidência, mas um coração insensato que obscuresse o entendimento (v.21) e deixa o homem em um estado de ignorância espiritual. John Piper explica nestes termos:

Nossos corações centrados em nós mesmos distorcem nossa razão ao ponto de que somos incapazes de concluir inferências verdadeiras sobre o que realmente está lá. Se nossa desaprovação à existência de Deus é suficientemente forte, nossas capacidades sensoriais e racionais não serão capazes de inferir que ele está lá. [...] A corrupção do nosso coração é a raiz mais profunda de nossa irracionalidade.²
Implicações para o Evangelismo

Diante da realidade de que o homem não dá a glória e gratidão que são devidas a Deus, podemos pensar em algumas implicações relacionadas ao evangelismo:

  • 1) Não há pessoas inocentes. Mesmo aqueles que nunca ouviram o Evangelho estão em rebelião contra Deus. “Devemos abandonar o mito do indígena inocente”.³ Não há nenhum justo, nem um sequer (Rm 3.10-18).

  • 2) O problema da humanidade é a dureza de coração, não simplesmente seu comportamento externo ou sua incapacidade intelectual. Somente um novo coração (Ez 36.26) através do novo nascimento (Jo 3.3) pode resolver nosso problema de cegueira espiritual. E somente o Espírito Santo tem poder para isso.

  • 3) O evangelho deve ser pregado. Como o cristianismo histórico tem afirmado: O conhecimento de Deus através da criação é suficiente para condenar, mas não para salvar. Somente a mensagem do evangelho pode levar o homem à reconciliação com o Criador e ao verdadeiro conhecimento que dá a vida eterna (Jo 17.3, 1 Jo 2.3). “E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10.14).

Isso deve nos impulsionar a pregar o Filho de Deus crucificado e ressurreto para a remissão de pecados. O conhecimento que salva está disponível somente em Cristo, “em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Cl 2.3). A natureza não pode salvar. Apenas Cristo é capaz de revelar o conhecimento de quem Deus é para a salvação (Jo 1.18).

Por causa disso, aqueles que desistem de sua rebelião com Deus, se arrependem e recebem a Cristo pela fé, o fazem somente por causa da ação da graça soberana de Deus em seus corações. Não foi algum tipo de resto de bom senso pós-queda, um raciocínio mais desenvolvido ou boa capacidade de reflexão. Não fosse pelo Evangelho de Cristo, toda a humanidade teria permanecido em um estado de incredulidade, mesmo diante de tantas manifestações dos atributos de Deus na criação. Não fosse a misericórdia do Rei, todos os súditos rebeldes seriam justa e eternamente condenados.

Que essa realidade nos mova a compaixão por aqueles que estão fora de Cristo, e tenhamos a mesma convicção de Spurgeon: “Evangelismo é um mendigo contando a outro mendigo onde encontrar pão”. E assim aqueles que antes estavam cegos possam olhar para a natureza com os olhos iluminados pela fé e dizer:

O que é a verdadeira conversão?

 
 
Por Josemar Bessa
 
Nenhuma geração anterior a nossa teve uma visão tão superficial sobre conversão como a atual. Esse tem sido o resultado de um afastamento de toda a verdade bíblica a respeito.

Certa vez Spurgeon pregando a respeito da conversão disse:
"Quando a Palavra de Deus converte um homem, tira dele seu desespero, mas não tira dele o seu arrependimento e contrição profundo na visão da malignidade do seu pecado. E isto o acompanha por toda a vida.

Verdadeira conversão dá ao homem perdão, mas jamais faz dele alguém presunçoso. Verdadeira conversão dá a um homem perfeito descanso, mas jamais para o progresso em sua vida. Verdadeira conversão da segurança ao homem, mas ela não permite ele deixar de ser vigilante. Verdadeira conversão dá força e pode ao homem para uma vida de santidade, mas nunca o deixa se vangloriar..."


Sentes a diferença da visão bíblica da conversão? Isto é assim por ela ser uma obra Soberana e miraculosa do Espírito no coração de homens mortos espiritualmente, e não fruto de estratégias de crescimento, estratégias missionais...

A convicção produzida pelo Espírito não anda pela superficialidade do simples – “você quer ir para o céu ou inferno” – nem os demônios querem ir para o inferno – Ou “Deus tem um plano maravilhoso para a sua vida...” – Coisa que o ímpio interpreta como as coisas que um coração caído e inimigo de Deus acha maravilhoso.

A Convicção espiritual atinge não alguns, mas todos os pecados, os pecados do coração, os pecados da vida, os pecados da nossa natureza, os pecados das intenções, os pecados da prática... Onde o Espírito trabalha eficazmente, Ele o faz transformando a Palavra num espelho que mostra ao pecador sua condição como Deus a vê. Abre seus olhos para ver toda a deformidade e imundice que está em seu coração por natureza.

Olhe como Paulo era cego para a sua pecaminosidade, como era justo aos seus próprios olhos, como se achava um homem bom... até que o Espírito lhe revelou a verdade sobre ele mesmo. Já não era questão de – “quer ir pro céu... Deus tem algo maravilhoso...” – Mas era uma visão: “Miserável homem que sou!”

O Espírito sozinho e nada mais, pode fazer o pecador ver toda a deformidade que está dentro. Só Ele tira todos os trapos do pecador e faz com que ele veja a sua nudez e condição miserável. O que Ele mostra é a profundidade de uma alma separada de Deus e apegada e cheia de amor ao pecado e escuridão. Só Ele mostra a cegueira da mente, a teimosia da vontade, quão corrompidas estão as afeições, o endurecimento da consciência, a praga de nossos corações, o pecado da nossa natureza e o total desespero de nosso estado.

A convicção natural, que não flui do Espírito e nem leva a verdadeira conversão, leva a alma se fixar no mal que vem como resultado do pecado e não no mal que o pecado é e como ele rouba a glória de Deus. Convicção natural pode levar ao temor do inferno – principalmente se a morte se aproxima – ou se alguém está vivendo algum drama... mas não a vileza e natureza hedionda do pecado!

A convicção espiritual que flui do Espírito trabalha no interior do homem uma visão de toda a insensatez e de todo mal que está no próprio pecado em si, do que a concentração do mal que vem como o resultado do pecado. A convicção espiritual mostra a desonra e horror que é andar contrário a Deus, as “feridas” feitas no coração de Cristo ( Seu amor nos constrange ) e como ele entristece o Espírito... tudo isso fere a alma sobre verdadeira convicção infinitamente mais do que mil infernos.

As convicções naturais não duram, morrer rapidamente... vem e vão, vem e vão... Elas são como pequenos cortes na pele que podem sangrar um pouco, doer um pouco, mas logo cura e em pouco tempo nem cicatriz resta mais.

Convicções espirituais, produzidas pelo Espírito tão somente pela Palavra, são duráveis, não descartáveis. Elas permanecem na alma até completarem o seu trabalho, atingirem o seu fim – “O que começa a boa obra a termina” – como diz Paulo aos filipenses. Elas não estão a mercê do pecador. As convicções produzidas pelo Espírito Santo são como uma ferida extremamente profunda que vão até os órgãos vitais e parece pôr em perigo a vida do paciente – é uma feria mortal para o homem natural – e apenas restaurada – homem espiritual – pela grande e soberana habilidade do Médico celeste.

As convicções verdadeira produzidas na conversão do homem, ainda estarão lá no momento de saúde, prazer... e no momento de sua morte... e estarão lá pela eternidade sem fim.
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. - 2 Coríntios 5:17

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O que eu achei da Entrevista do Silas Malafaia a Marilia Gabriela

Por Renato Vargens

Acabei de assistir no SBT a entrevista dada por Silas Malafaia a Marilia Gabriela.
Posso não concordar com o Silas em muita coisa, aliás, discordo dele veementemente quanto a sua teologia, principalmente quando prega sobre prosperidade e confissão positiva. Na verdade, considero herético o seu ensino sobre prosperidade, todavia, algumas de suas posturas considero bíblicas, ainda que discorde da forma com que fala.
Na minha opinião no primeiro bloco da entrevista Malafaia se enrolou e não conseguiu convencer aos telespectadores sobre a funesta teologia da prosperidade. Quando questionado sobre seu patrimônio Silas apresentou a jornalista documentos contestando a reportagem da Forbes, o que foi rebatido por Gabi. O que me chama a atenção é que a Forbes alega ter recebido essas informações do poder público brasileiro. Ora, vamos combinar uma coisa? Se isso de fato aconteceu um crime foi cometido, não por Malafaia e sim pelo Estado que sem um mandado judicial forneceu as informações publicadas pela imprensa. Acho que Silas está certo em exigir explicações.

Ao tratar de assuntos relacionados a sexualidade Silas demonstrou firmeza e coerência bíblica. Na minha perspectiva Marilia ao tratar da homossexualidade foi intransigente e grossa com o seu entrevistado demonstrando assim vivenciar a mesma intolerância que tanto combate. Na verdade, em um determinado momento da entrevista ela chegou a alterar o seu tom de voz tentando impor sobre Malafaia suas crenças e percepções.

A entrevistadora do SBT também foi tendenciosa ao insinuar que o ministério pastoral pode ser uma profissão lucrativa. Ora, a esmagadora maioria dos pastores ganha muito pouco. Ouso afirmar que mais do que 90% dos pastores ganham muito mal. Sei de muitos pastores que lutam com sacrifício e que para sustentar a família cortam um dobrado. Afirmar que todos os pastores roubam e são ricos é uma enorme maldade.

Silas também defendeu o casamento, combateu o divórcio e acentuou o valor da familia, todavia, na minha opinião ele perdeu uma grande aportunidade para anunciar Cristo de uma forma mais tangível aos milhares de telespectadores espalhados por esse Brasil.

Os Dois Construtores e as Duas Casas

Por Tiago Santos
Em Mateus 7.24-27 Jesus profere uma parábola. A parábola dos dois construtores.
Esse texto fala de dois construtores, duas casas e de uma forte chuva, que se lança contra as casas construídas.

Para nós que vivemos no Brasil e estamos agora no início do ano, não é preciso uma imaginação muito fértil para compreender os efeitos de uma chuva caudalosa em edifícios frágeis. São Paulo sofre todos os anos com as chuvas, que castigam as casas mal construídas e deixam muita gente desabrigada. Nos últimos anos, ouvimos falar sobre tragédias muito tristes que aconteceram em Angra dos Reis, em Teresópolis e na região montanhosa do Rio de Janeiro.

Essa parábola foi o encerramento do famoso sermão da montanha, que está registrado em Mateus, do capítulo 5 ao 7. Neste famoso sermão, encontramos os principais ensinos éticos de Jesus.

Esse sermão foi proferido por Jesus em um monte ao norte de Israel, durante o período de seu ministério na região da Galiléia.

Neste ponto de seu sermão, ele conta a história de dois homens que resolveram construir para si uma casa.

O que significa uma casa? O que ela representa?

Algumas ideias imediatas vêm à mente:

Abrigo: É o lugar onde nos protegemos do frio, do calor, da chuva, do vento, de intrusos. Nossa casa é nosso abrigo.

Segurança: Também é o lugar onde nos sentimos protegidos; onde guardamos nossos bens, onde colocamos as coisas que gostamos;

Lar: "Não há lugar como o lar" é uma frase famosa e que foi proferida pela jovem atriz Judy Garland no final do filme de 1939, "O Mágico de Oz", no qual ela interpretava a órfã Dorothy Gale. Essa frase era a chave para que ela voltasse ao lugar que representava seu reduto; sua segurança. A casa é um lar. É onde nossas histórias se desenvolvem e onde nossa memória mais remota se estabelece. Ao fim de um dia agitado ou de uma longa viagem, tudo o que queremos é voltar para casa. Quando sofremos uma enfermidade ou um acidente, o que queremos é voltar para casa. A casa exerce essa força sobre nós. Ela é o nosso reduto.

Nesse texto temos a história de dois homens que construíram uma casa para si e para suas famílias. Podemos inferir que ambos os homens tinham o mesmo propósito e que eram, inclusive, semelhantes. Não há muito, externamente, que possa distinguir esses dois homens.

A Construção:

Jesus também nos diz que ambos trabalharam para construir uma casa.

O processo de construção de uma casa é longo e, muitas vezes, difícil. Envolve planejamento, tempo, dedicação, diligência, dinheiro e muito, muito trabalho. O texto dá a entender que eles mesmos construíram a sua. Certamente tinham sonhos, aspirações e propósitos com sua casa.

A Casa:

O texto também nos sugere que as casas eram bem semelhantes e que foram construídas provavelmente vizinhas uma da outra. Afinal, ambas passaram pelo mesmo evento de enchente, o que indica sua proximidade. Isso sugere que, olhando de fora, elas eram muito parecidas e não se podia fazer distinção uma da outra.

Os Alicerces:

Aqui parece que chegamos no âmago do ensino de Jesus sobre as casas e os construtores.

Na Palestina do primeiro século, a região do mar da Galiléia era bem arenosa, mas, no verão, esse chão de areia era muito firme, muito sólido.
O texto nos diz que um dos construtores construiu sua casa neste solo duro, sem alicerces profundos.

O outro homem, porém, cavou uma profunda vala, até chegar a um terreno rochoso, e então ele construiu sua casa.

A Tempestade:

Veio uma tempestade de vento e chuva; os rios transbordaram; houve enchente e ela se arremeteu contra ambas as casas. Uma ficou de pé e a outra foi arruinada.

Tempestades assim não eram um assunto estranho para os ouvintes de Jesus. Era comum que chuvas fortes transformassem uades e córregos secos em correntes fortíssimas, que arrasavam o que estava pelo caminho. Esses eventos da criação tinham o poder de causar muita apreensão e medo - especialmente no homem pré- guerra nuclear. Vale lembrar que foi através da fúria de uma tempestade que Deus trouxe destruição ao mundo. Essa linguagem era muito vívida e forte no imaginário do ouvinte de Jesus - ele entendia o que isso significava.

Vamos agora entender o que Jesus quer mostrar com sua parábola:
  1. Jesus não estava fazendo distinção entre o pagão e o cristão. Sua palavra foi dirigida para pessoas religiosas - para seus discípulos e para os judeus, os filhos da aliança. Jesus falava com o homem que frequentava a sinagoga, que levava seu sacrifício ao templo, que migrava para Jerusalém durante as festas, enfim, para o homem religioso. Os construtores do texto são homens que expressam publicamente sua fé.
  2. Pensando em nossa própria realidade, podemos dizer que Jesus estava falando com o homem que frequenta a igreja. Que gosta da ética cristã, que gosta do ambiente cristão, de seus valores, de sua mensagem.

    Sua casa é sua vida, é sua trajetória, suas escolhas, seus caminhos, seus desejos e aspirações.

    Não dá para distinguir, num primeiro momento, a casa do construtor sábio da casa do construtor imprudente, insensato. Elas são muito semelhantes, estão perto uma da outra - no mesmo lugar e sujeitas aos mesmos problemas.

  3. Jesus ensina, todavia, que um homem é sábio e o outro é insensato. A Escritura tem muito a dizer sobre a sabedoria.

    Diz que o princípio da sabedoria é o temor do Senhor. O Salmo 111.10 diz que "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, revelam prudência todos os que o praticam." Provérbios 1.7 afirma a mesma coisa quando diz que "o temor do SENHOR é o princípio do saber", e, em 9.10, ele repete a mesma ideia, dizendo: O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência.

    O ponto é que, tanto nos inúmeros provérbios que falam da sabedoria, como neste ensino do Senhor Jesus, a sabedoria está relacionada com a obediência à vontade de Deus, com a prática da ética ensinada pelo Senhor Jesus, com a conduta de seus ouvintes.

    O termo sábio neste texto "phronimos" representa aqueles que praticam as palavras de Jesus; aqueles que constroem suas casas para que resistam a qualquer coisa - qualquer baque, qualquer impacto.
    O insensato não é assim.

    A Escritura também tem muito a falar sobre o insensato.

    Provérbios 12.15 diz que "O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto…", diz também o sábio que "no juízo, a boca do insensato não terá palavra" (Pv. 24.7).

    O insensato é precipitado. É ávido por resultados. Dá valor às aparências. Ele se preocupa mais com a forma do que com o conteúdo. Seus princípios são rasos e sua vontade é fraca. O insensato sabe, mas não conhece. Ouve, mas não entende. Quer, mas não se esforça. Vivemos tempos em que há muitos insensatos. Homens querem frutos, mas não querem arar, semear e plantar, regar, proteger e ceifar.

    Os que parecem ter fé em Jesus, mas exibem apenas aqueles sinais externos de religiosidade - aquilo os satisfaz ou satisfaz algum senso de culpa ou de relação de troca com Deus - esses não têm estrutura para suportar as tempestades da vida. A casa sem estrutura não pode enganar a Deus.

  4. A tempestade: Jesus fala das tempestades.
    Aqui podemos interpretar como dois tipos de tempestades possíveis.

    1. Pode ser as tempestades da vida: enfermidades, pobreza, fracassos, frustrações, problemas (no trabalho, na família, na própria vida), dramas pessoais, crises existenciais, depressões, tristezas, aflições, temores, tragédias, morte. Esses ventos, essas enchentes, podem chegar na vida do homem - e note, ela chega e se arremete contra as duas casas. A casa do homem insensato e a do homem sábio também. Ambos estão sujeitos às tempestades da vida; ambos estão sujeitos a problemas sérios.
      Devemos estar atentos ao fato de que Jesus dedica boa parte de seu ensino para demonstrar que muitos de seus discípulos passariam por aflições. Todavia o cristão é afligido, mas resiste - como bem disse o apóstolo Paulo: "Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos". (2 Co 4.8).

    2. Há também nas palavras de Jesus, no alerta que ele fez sobre a vinda de tempestades, a ideia escatológica da tempestade final, daquela que colocará à prova a qualidade de construções dos homens e o caráter do construtor. Aquela tempestade final, que será trazida pelo SENHOR e que revelará a força de nossas estruturas. O apóstolo Paulo lembra desse dia terrível, com as seguintes palavras: "O Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus… estais inteirados de que o Dia do Senhor vem como ladrão na noite. Quando andarem dizendo Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto para a que está para dar a luz; e de modo nenhum escaparão. Mas irmãos, não estais em trevas, para que esse dia como ladrão nos apanhe de surpresa."

    Qual casa ficará firme nesse dia final?

  5. Os alicerces: Jesus fala finalmente dos alicerces. A diferença da construção está nos alicerces. A diferença do construtor está em quão fundo ele cavou para fazer a base de sua vida - de sua casa. O apóstolo Paulo lembra à igreja em Corinto que Jesus deve ser o alicerce da vida do cristão. Ele diz: "Segundo a graça que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor (…), porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.
Conclusão:

O sermão do monte é um chamado para aplicarmos o espírito da lei de Deus em nossas vidas. O princípio que dá forma à lei, e sua aplicação, é o que o Senhor Jesus ensina neste sermão, com suas instruções e alertas. Ele foi dirigido aos discípulos de Jesus e ele demonstra, especialmente na parte final de seu sermão, que só quem é discípulo, quem é sal e luz, quem pode chamar a Deus de "Pai nosso" é que está apto para obedecer às exortações do sermão do monte.

É possível admirar a ética e a sabedoria do sermão da montanha, mas é preciso atender ao seu chamado de submissão e obediência.

Esse texto trata do senhorio de Cristo na vida do cristão. Se Cristo é o nosso Senhor, ouvimos à sua voz. "As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem". Trata também de obediência. A entrada no reino tem a ver com obediência - não a obediência que conquista méritos e favor diante de Deus, pois isso é impossível - mas aquela obediência que curva-se ao senhorio de Cristo e é resultado da regeneração promovida pelo Espírito de Deus no coração do homem.

Nesse texto, Jesus chama seus ouvintes a avaliar suas vidas - suas construções. A avaliar seus alicerces, se estão cravados em uma rocha sólida, capaz de fazê-los resistir às tempestades.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Thalles Roberto lançará CD/DVD em espanhol


Thalles Roberto lançará CD/DVD em espanhol

O cantor evangélico Thalles Roberto lançará mais um álbum, mas desta vez o projeto não será em língua portuguesa e sim em espanhol. O cantor anunciou a gravação deste CD/DVD que terá por título: “Una Historia Escrita por el Dedo de Dios”.
O CD/DVD será versão do projeto “Uma história escrita pelo dedo de Deus” lançado em 2011 e que rendeu as premiações de Melhor CD, Melhor DVD e Melhor Cantor no Troféu Promessas 2012.
“Dios de mi Vida”, “Arde otra vez” e “Hazme Vivir” são as versões mais aguardadas pelo público, O lançamento oficial acontecerá em toda América Latina no mês de Março de 2013.

31º Congresso Gideões Missionários da Última Hora já tem data marcada

31º Congresso Gideões Missionários da Última Hora já tem data marcada

O Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora realizado anualmente em Camboriú, Santa Catarina, já tem data marcada. A 31ª edição será de 20 de abril a 1º de maio no Ginásio Irineu Bornhausen e no Pavilhão dos Gideões.
O portal de apresentação da edição de 2013 já está no ar e trás orientações de localização, hospedagens e um vídeo do tema: “A colheita ainda não acabou, Avante!”. O Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora é um evento totalmente gratuito. São cultos diários que iniciam-se às 7h00 e vão até as 22h30min, sem intervalos.
31º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora
 
Data: 20 de abril a 1º de maio de 2013 Tema: Gideões: A colheita ainda não acabou, avante! Local: Ginásio Irineu Bornhausen e Pavilhão dos Gideões – Camboriú, SC

Evangélicos, as igrejas e a mídia


por Fernando Rizzolo

Chovia muito e a estrada de terra escorregadia fazia o carro deslizar como que se estivesse sobre uma fina manta de gelo. De longe avistei Reinaldo, um rapaz pobre, agricultor, alcoólatra, que com a camisa ensopada pela água da chuva, tentava esquivar-se dos pingos segurando com firmeza sua Bíblia. Ao me aproximar parei e lhe ofereci uma carona. Meio sem jeito, agradeceu com um olhar desarmado e me disse que voltava do culto evangélico. Tinha, enfim, tornado-se “crente” e afirmou isso com certo orgulho, patente no seu gesto determinado e temente a Deus.

Ao chegar em sua casa agradeceu-me e convidou-me para um dia conhecer sua igreja, mesmo sabendo que não sou cristão. Aquele simples trajeto em meio a uma chuva fina, me fez refletir sobre as transformações espirituais que toda religião induz nas pessoas, pois de forma nobre afloram da alma as melhores intenções do ser humano. Reinaldo é um dos 26 milhões de evangélicos do Brasil, segundo censo de 2000, número que com certeza, nos dias de hoje, deve ter-se elevado consideravelmente.

Não poderíamos deixar de reconhecer que as igrejas evangélicas, independentemente de seus segmentos, contribuem de forma decisiva para a formação da ética, da moral, dos bons costumes, preenchendo uma lacuna e um espaço fértil onde a desesperança, a miséria e a desventura prosperam face à fragilidade sócio-econômica e à falta de oportunidade que ainda persistem no nosso meio, conduzindo os jovens à criminalidade, ao vício e à desintegração familiar.

As várias denúncias elencadas nos últimos anos em relação aos líderes de igrejas evangélicas nos assustam e certamente, cabe ao Judiciário, como já o fez inúmeras vezes, apurar os fatos baseando-se no princípio de isenção religiosa, como é sua marca no Brasil. Contudo, nos parece pertinente uma reflexão sobre o papel da imprensa em relação a essa questão que envolve, de certa forma, essa grande parcela da sociedade brasileira, pois desta feita, quem está sendo julgado são seus líderes religiosos.

Com efeito – e me abstendo da questão criminal em si ajuizada – cabe ao provimento jurisdicional julgar. Mas o que se observa é que existe nos meios de comunicação uma insinuação velada de que ser evangélico no Brasil é sinônimo de estar sendo enganado, ao mesmo tempo que, pouco se demonstra ou valoriza, os atos dos fiéis, a mudança em suas vidas, a fé despertada, a vida reconstruída. Tudo mais é enaltecido: os maus atos dos líderes e a improbidade religiosa, o que por consequência, desqualifica o espírito evangélico renovador, coisa que não deveria acontecer. Nos EUA os evangélicos são responsáveis pelas maiores doações a Israel e no Brasil, observa-se que a simpatia dos evangélicos pelo povo judeu faz com que as diferenças religiosas sejam superadas através do entendimento pela paz e da busca quanto à harmonia das idéias.

Não seria justo que o lado bom de qualquer religião fosse ofuscado pela postura dos líderes, mas assim como é necessário denunciar as improbidades, também é dever da imprensa reconhecer e dar espaço às boas coisas, prestigiando aqueles que como Reinaldo, através da religião, tiveram o firme propósito de renascer com a sua fé, de superarem-se através do amor que nutrem por Deus e com orgulho, dirigem um olhar sereno segurando uma Bíblia, quando dizem: “ – Eu mudei, sou evangélico, estou renascendo. Deus te abençoe.”

Fernando Rizzolo é Advogado, Pós Graduado em Direito Processual, Professor do Curso de Pós- Graduação em Direito da Universidade Paulista (UNIP), Coordenador da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil da Secção São Paulo e membro efetivo da Comissão de Direito Humanos da OAB/SP. É também articulista colaborador da Agência Estado e editor do Blog www.blogdorizzolo.com.br

Uma maldade que te beneficia!




"Mas eu vos digo: amai os vossos inimigos." - Mateus 5:44

Por Josemar Bessa

Falando sobre este texto Agostinho (Tagaste, 13 de novembro de 354 - Hipona, 28 de agosto de 430) diz:

"Bem, você tem inimigos. Na verdade, quem poderia viver neste mundo sem Deus sem eles? Jesus teve inimigos aqui. Veja as razões porque você deve amá-lo".

"De nenhuma maneira um inimigo pode te ferir tanto você pode se ferir quando você não ama o seu inimigo. Ele pode danificar os seus bens, rebanho, tomar sua casa, seus servos, ferir seus filhos, esposa, ou, no máximo, ele pode ferir o seu corpo, se ele tiver poder para tanto. Mas você pode destruir tua alma".

"Quem nos deu a ordem é aquele a quem oramos: “Seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu!” – Então não é impossível, já que ele concede o que nos ordena e muitos cristãos mostraram isso com suas vidas: “E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado.” - Atos 7:59-60

"Você jamais sequer tentaria amar seu inimigo se você tiver um coração descrente na Palavra de Deus e achar impossível amar um inimigo, ou olhar para isso com cinismo. Portanto, comece acreditando que é possível, e então ore para que a vontade de Deus seja feita em você".

"Se o inimigo não tivesse maldade, ele não seria um inimigo. Mas, quão rentável sua maldade pode ser para você... como sua maldade pode te beneficiar! Isso não é maravilhoso? Você pode retrucar dizendo: “Quem pode fazê-lo, quem já fez isso?” – Deus pode! Ele concede o que ordena e ele concede o que Ele mesmo demonstrou quando andou neste mundo. Muito poucos fazem isso, eu sei. Aqueles que fazem, estão sendo conduzidos pelo Espírito e sendo conformados a imagem de Cristo. Para estes, a maldade de seus inimigos se torna um grande benefício. Não é maravilhoso quando até a maldade dos homens nos beneficia? "

Não é maravilhosa a lógica do céu? O herói humano nas histórias épicas tomam cidades em face a perigos extremos, desafiam a morte, caem em morte honrosa no campo de batalha... Nas o “herói” cristão é ordenado na presença do Rei eterno a pelo poder concedido a ele conquistar seu ego. Assim sabemos que passamos da morte para a vida, quando amamos os irmãos, diz o apóstolo João – mas aqui há um passo maior. “Amai vossos inimigos” – a natureza corrupta vira a face diante disso de maneira relutante. Aqui vemos a graça superabundante enchendo o coração. Pois é uma vergonha me ofender tanto, ou insistir tanto sobre o que outra criatura me faz sem refletir sobre minha ofensa infinita a Deus, que é eternamente exaltado acima de mim além de toda capacidade de imaginação: “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho...” – Romanos 5.10

Quando uma maldade é feita contra mim, se eu for ferido, a lei de Deus é quebrada, Deus é desonrado... Deus ser desonrado e não eu ser ferido deve ser a causa da minha tristeza e peso na minha alma. Uma criatura não pode ofender muito a mim, ainda que vomite a mais amarga malícia, pois não importa, cacos da terra lutando contra cacos da terra... mas eu ofendo infinitamente a Deus se torno o mal com mal já que ele expressamente proibiu.
 
Quanto tempo precioso foi perdido, girando e girando em nossa mente os agravos do tratamento prejudicial a nós, enquanto esquecemos que a cada ofendemos a Deus num grau infinitamente maior. Esquecendo também que temos diariamente recebido dEle misericórdias que deviam apagar – por ações de graças – todo o mal que criaturas como nós podem ter feito a nós.

"Segui a paz com todos os homens", os inimigos não são exceção. Embora alguns indivíduos quebrem essa mandamento em relação a mim, eu não estou menos obrigado a observá-lo. Por fim a paz não depende só de nós – mas devemos estar certos de que de nossa parte não há nada que obstrua seu reinado - Começamos por crer – como disse Agostinho – e então descobrimos que até a grande maldade dos inimigos são decretadas para nos beneficiar. Então o que pode nos destruir?
“Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.” - Romanos 12:18

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Bíblias em Smartphones vira estratégia para a Igreja Perseguida

distribuição de Escrituras e materiais cristãos acontece de maneira mais eficaz e frequente através de plataformas digitais. Especialmente em países onde a posse da Palavra de Deus representa um risco de morte para os cristãos, cartões de memória em telefones celulares são ideais para o armazenamento da Bíblia.
Conheça dois exemplos de cristãos de um país da Ásia Central, onde cartões de memória como esses estão sendo usados para fortalecer a fé e propiciar a distribuição da Palavra de Deus:
Algo especial para Hussein
Bashir *é cristão. Certa ocasião, ele presenteou o amigo Hussein* com um cartão de memória para o celular. E disse: “Você é meu melhor amigo, por isso quero te dar algo muito especial.”
Bashir sabia que o amigo ouvia programas de rádio cristãos. Entusiasmado com a ideia de ter sua própria Bíblia, Hussein teve medo de apagar qualquer arquivo do celular, por engano; mas Bashir o assegurou que é impossível excluir dados da memória do cartão.
Além da Bíblia, o chip de memória trouxe mais novidades. Hussein marcou de se encontrar com Bashir para, juntos, assistirem a um filme sobre Jesus. O vídeo faz parte dos recursos disponíveis no celular. Ele estava à procura de algo que o permitisse ouvir a Palavra de Deus. Agora isso é disponibilizado a ele e, por essa razão, Hussein é muito grato. “Eu agradeço à Portas Abertas por esses chips de memória. Agora eu posso ouvir a Palavra de Deus o tempo todo e em qualquer lugar.”
Adnan* pede por uma Bíblia
De um país restrito, Adnan recebe o telefonema de Z. Ele é responsável pelo trabalho de acompanhamento dos ouvintes de uma rádio cristã. Adnan pede a ele uma Bíblia em sua língua e recebe uma surpresa: Z o encoraja a utilizar seu cartão de memória do celular, que possui vários recursos, entre eles os Evangelhos em formato de áudio. “Consequentemente, a fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo.” Romanos 10.17

Descoberta de vida fora da Terra pode afetar religião e filosofia, diz relatório

Descoberta de vida fora da Terra pode afetar religião e filosofia, diz relatório

A descoberta de vida alienígena, o uso de medicamentos para aumentar a capacidade cognitiva e a mudança completa das condições climáticas na Terra podem implicar em dilemas éticos e provocar alterações na maneira como a sociedade se organiza e em como ela vê a si mesma, aponta a oitava edição do relatório Riscos Globais, do Fórum Econômico Mundial, divulgado esta semana. A organização listou cinco “fatores X” que gostaria de ver nos debates da comunidade internacional em 2013 por terem consequências incertas para o futuro da humanidade.
Descoberta de vida extraterrestre
Dado o ritmo de exploração do espaço, é cada vez mais provável se descubra a existência de vida alienígena no sistema solar. Mas quais seriam as consequências dessa descoberta para o fluxo de financiamento da ciência e para a imagem que a humanidade tem de si mesmo?
De acordo com o relatório, supondo que astrônomos descubram um planeta que possa servir como uma futura casa para a humanidade, ou detectem a existência de vida em nosso Sistema Solar, esses avanços trariam sérias implicações.
Os cientistas iriam deslocar um grande contingente de missões robóticas e humanas para estudar o local, apoiados por agências de financiamento entusiasmadas com as descobertas. No longo prazo, haveria profundas implicações psicológicas e filosóficas desencadeadas pela descoberta de vida extraterreste, desafiando a religião e a filosofia humana, diz o relatório. Para evitar que isso ocorra, o texto aponta a necessidade de campanhas de sensibilização do público, prevenindo a população contra as consequências sociais de descobertas tão profundas e contra a mudança de paradigma quanto à posição da humanidade no universo.
Habilidades super-humanas
Antes reservadas à ficção científica, as habilidades sobrehumanas estão se aproximando rapidamente do nosso horizonte de plausibilidade. Mas quais seriam as implicações éticas destes avanços?
O documento do Fórum Econômico Mundial aponta que os cientistas estão trabalhando duro para desenvolver medicamentos e terapias que livrem o cérebro humano de doenças neurológicas, como o Mal de Alzheimer e a esquizofrenia. Embora o progresso tenha sido lento, o relatório afirma que, num futuro próximo, pesquisadores irão identificar compostos que melhorem os atuais estimulantes cognitivos, por exemplo, a ritalina – medicamento indicado para pessoas diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.
Embora sejam prescritos para tratar doenças neurológicas, os novos compostos capazes de melhorar a inteligência ou a cognição poderão ser usados ilegalmente por pessoas saudáveis à procura de vantagens no trabalho ou estudo, destaca o relatório. O texto afirma ainda que os novos tratamentos irão trazer sérios conflitos éticos, estando disponíveis no mercado somente para quem puder pagar por eles.
 custo de viver mais
A expectativa de vida das população tem aumentado nos últimos anos, mas será que a humanidade não está traçando as bases para a criação de uma sociedade futura fadada a lidar com uma massa de idosos, doentes e debilitados?
São esperados, num futuro próximo, grandes avanços na medicina para evitar e tratar doenças como câncer, problemas no coração e acidente vascular cerebral, destaca o relatório. No entanto, o texto alerta para a necessidade de analisar o impacto de uma sociedade com um número crescente de idosos enfermos, protegidos das doenças que mais causam mortes, mas com uma qualidade de vida deteriorada por conta de outros males.
De acordo com o artigo, esse cenário exige que sejam difundidos hábitos que melhorem a qualidade de vida e afastem possíveis patologias, como a prática de exercícios físicos. Ao mesmo tempo, é preciso tomar medidas para mitigar os custos decorrentes do aumento da população de idosos, por exemplo, fixando uma idade mais avançada para a aposentadoria, defende o texto.
O impacto do envelhecimento da população será sentido por toda a sociedade e é preciso encontrar soluções para amenizar doenças crônicas e encontrar meios para tornar os idosos capazes de gerir males crônicos e gerar riqueza ao mesmo tempo, conclui o relatório.
Mudanças Climáticas Descontroladas
A ameaça da mudança climática é bem conhecida, mas será que já não desencadeamos uma reação em cadeia descontrolada que rapidamente está empurrando a atmosfera para um estado inóspito?
O texto sugere que o debate sobre o tema nas últimas décadas ficou centrado na questão se a humanidade poderia ou não ser responsável por alterar um sistema climático tão grande como o da Terra. No entanto, o artigo atesta que estamos caminhando forçadamente para uma discussão sobre a melhor forma de reforçar a resistência dos seres humanos e sua capacidade de adaptação para lidar com essa nova realidade. “Ligada no piloto automático, a mudança das condições climáticas nos empurra impiedosamente para um novo e desconhecido equilíbrio”, afirma o texto.
Riscos da geoengenharia
Em resposta às preocupações crescentes sobre as mudanças climáticas, os cientistas estão explorando maneiras de manipular o clima da Terra. A maioria das pesquisas tem se concentrado em injeção de enxofre através de aeronaves. Mas e se essa tecnologia for apropriada por um estado ou indivíduo mal intencionado?
A ideia básica na geoengenharia – também chamada de gestão da radiação solar – é a de que as pequenas partículas podem ser injetadas no alto da estratosfera para bloquear parte da energia solar recebida e refletir os raios para o espaço, tal qual as grandes erupções vulcânicas fizeram no passado.
De acordo com estudos recentes, esse método poderia compensar o aquecimento global e daria aos seres humanos o controle sobre a temperatura da Terra. No entanto, destaca o relatório, uma série de implicações éticas, legais e científicas rapidamente surgiriam, junto com incontáveis efeitos colaterais, ainda difíceis de prever. De acordo com o artigo, no momento ninguém prevê a implantação da gestão da radiação solar, dadas as dificuldades de um acordo internacional sobre o tema. Mas, ressalva o texto, alguns analistas de geoengenharia já estão pensando nas implicações no caso de um país ou um pequeno grupo de pessoas precipitarem uma crise internacional ao avançar com a pesquisa de implantação da geoengenharia

Murdock e Malafaia vendendo novamente bênçãos a R$ 1.000,00



Por Vera Siqueira
Conforme anunciado por semanas, Malafaia colocou no ar a pregação do “Dr.” Mike Murdock. Como sempre, mais do mesmo:
- uma pregação que enfatiza a auto-ajuda gospel;
- ameaças a quem vai contra a “autoridade”, no caso o Malafaia;
- promessas de 3 bênçãos (desta vez uma “visitação extraordinária do Espírito Santo nas próximas horas”, “cura de todas as doenças” e “dinheiro, dinheiro e mais dinheiro”) para quem tiver fé suficiente para ofertar R$ 1.000,00 para o Malafaia;
- uma bênção especial (dobrar o seu negócio) para os empresários de maior poder de fogo financeiro e que podem, por isso, ofertar R$ 12.000,00;
- possibilidade de parcelar a oferta;
- ameaças de “rebeldia” a quem não ofertar imediatamente;
- possibilidade do ofertante ganhar um livro inteiramente “grátis”.
O Murdock, tentando “espiritualizar” o negócio gospel fez algumas orações, inclusive repreendendo as doenças. Porém, o cerne da sua pregação foi o livro “O Desígnio”, usado como base de toda a sua pregação, e qualificado, pelo próprio pregador, como “poderoso”, “não há nada igual no mundo”, “inacreditável enciclopédia” (nem o tradutor teve coragem de traduzir literalmente, então traduziu só como enciclopédia), “não é possível viver sem ela (a ‘enciclopédia’)”, quem a tiver “nunca mais terá noites sem sono” e não deverá nunca mais ficar longe do tal livro, que deve ser ensinado aos filhos, à família e aos amigos, pois tem grandes poderes para mudar a vida de quem o lê e o segue.
Enfim, a dupla mercenareja Murdock e Malafaia descobriu um livro melhor do que a Bíblia, que durante toda a pregação ficou relegada à mesa de centro.
O mais triste de tudo é que tal pregação foi feita no programa de um pastor que se gaba de ter mais de 30 anos de ministério, e que possui uma editora que vende várias versões da Bíblia. Será que ele nunca leu e entendeu pelo menos uma das versões que ele mesmo vende?
Humanamente falando, parece muita burrice gospel. Mas não é tão simples assim.
“Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” – 2 Timóteo 4:1-5
Ninguém mais quer ouvir a Sã Doutrina, nem mesmo o Malafaia. Se ele a ouvisse, teria que abrir mão das suas riquezas e reparti-las entre os pobres. Não precisaria ficar pobre, mas não ficaria tão milionário como hoje. Mas quem, depois que sentiu o gostinho do dinheiro, deseja se desfazer (mesmo que de uma parte) para fazer a vontade de Deus?
Veja, no link “Série Desafio do Malafaia“, o relato das pregações de Murdock e Morris Cerullo desde 2009, quando começaram a ser convidados pelo Silas Malafaia. A fórmula é sempre igual: 3 bênçãos especiais para quem dá a grande oferta pedida. Das 3 bênçãos, 2 costumam ser diferentes em cada pregação, mas uma é sempre a mesma: promessa de grandes ganhos financeiros. Por favor, confira você mesmo e me diga: em qual passagem bíblica Jesus nos chama a ser ricos?
O contrário, porém, é fácil de achar. Vemos Jesus dizendo ao pobre rico para dar tudo aos pobres e segui-Lo; vemos Zaqueu, arrependido de seus feitos, dizendo a Jesus que daria metade de seus bens aos pobres e restituiria quatro vezes mais a quem roubou; vemos Jesus sendo descrito como Aquele que, de tão “rico” que era, não tinha nem uma pedra onde recostar a cabeça, fora que nasceu numa manjedoura de animais (não deveria, como exemplo da “riqueza” de Deus, ter nascido num palácio?); no monte, Jesus fez seu mais famoso sermão, onde chama de bem-aventurados, de felizes, os pobres, os aflitos, os injustiçados. Nesse sermão, onde Jesus chama de bem-aventurados os que buscam as riquezas materiais?
Essas coisas e muitas outras mais estão nas Bíblias que são editadas pela empresa do Silas Malafaia, mas como previsto pelo apóstolo (de verdade) Paulo, “virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.
Esse tempo previsto pelo Apóstolo Paulo chegou. Por isso, segundo suas próprias instruções: “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.”
E mais: “sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.”
Exortar figuras que se acham tão ricas e importantes, como é o caso do Malafaia, traz muitas aflições para o verdadeiro cristão. Mas esse ministério precisa ser cumprido, custe o que custar, pois Jesus está às portas

Uma Refutação ao artigo “Contingência, Sofrimento e Deus” de Ricardo Gondim



Por Jairo Rivaldo
Não posso ficar calado diante de tamanha distorção teológica. As declarações do senhor Ricardo Gondim são uma afronta ao cristianismo bíblico e histórico, uma ofensa ao Deus que se revelou através das escrituras (veja aqui o texto do Gondim em questão). O que segue abaixo é uma breve refutação de declarações infundadas proferidas por alguém que se autodenomina cristão e pastor.
“Afirmar que uma tragédia pode ser evitada implica em que ela não foi orquestrada por uma divindade. Na contingência fatos ocorrem sem alguma razão que os explique ou justifique, e que escaparam da engrenagem de causa e efeito. Se o teto de uma igreja cai, um avião despenca, uma boate pega fogo, é porque o mundo contém espaço para acidentes – causados por negligência, falha humana ou mecânica- e podem matar sem que se atrelem a fado, destino, punição ou plano de Deus”. Ricardo Gondim
Refutação:
Dizer que a morte de alguém ocorre à parte do plano de Deus é no mínimo ofender o Deus das escrituras, pois está escrito que Ele determina o nosso nascimento “Mas Deus me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça. Quando lhe agradou” (Gl 1:15); E morte “Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” (Mt 6:27).
“Sem atinar, muitos repetem a crença de que só se morre quando chega a hora. Para que tal afirmação seja verdadeira, destino precisaria vir escrito com “d” maiúsculo, pois necessitaria de inteligência e controle para reunir em uma casa de espetáculo, avião ou ônibus, todas as pessoas destinadas a morrer naquele dia específico. Acreditar assim concede à fatalidade um poder apavorante: imaginar que jovens, seduzidos por uma orquestração oculta, entraram como gado no matadouro.
“Da mesma forma, muitos tentam encadear os eventos acidentais da vida, supondo que Deus “permite” sinistros com algum propósito. Querem dizer que cada pessoa, com histórias, projetos, sonhos, viu-se arrancada da existência “porque Deus assim quis”. O objetivo de Deus seria um mistério que ninguém entende e será revelado a longo prazo?”. Ricardo Gondim
Refutação:
Não existe um destino com “D” maiúsculo, assim também como não existe um deus com “d” minúsculo. O Deus que se revelou nas escrituras controla cada aspecto da sua criação “O Senhor estabeleceu o seu trono nos céus, e como rei domina sobre tudo o que existe” (Sl 103:19). Nada pode acontecer fora do plano de Deus “Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade” (Ef 1:11). Nossa insubmissão rebelde tende a retrucar contra a vontade de Deus, mas nada pode frustrar os seus planos “Sei que podes fazer todas as coisas; nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42:2). Sim, todas as coisas acontecem porque em última instancia Ele quis.
“Como ter fé em um Deus que “deixa” rapazes e moças se pisotearem até a morte? Ele utiliza eventos macabros para ensinar as pessoas a terem medo dele? Esse é o seu jeito de produzir arrependimento? Tal entendimento faria com que a biografia de cada indivíduo que se perdeu fosse descartável. Deus precisaria, inclusive, manter-se frio, desprezando as lágrimas de mães e pais. Alguns chegam a ensinar que o Divino Oleiro faz o que quer e não podemos questioná-lo. Deus mata, afoga, asfixia e dá as costas em “vontade permissiva” porque deve conduzir a macro história para a sua glória final? Nas grandes tragédias, alguns se contentam em explicar os eventos através da doutrina do controle absoluto. Afirmam que Deus tem todo o poder e não seria difícil para ele reunir em um só lugar as pessoas que deveriam morrer. Um Deus com requintes desse maquiavelismo, não passaria de um demônio. Deus é bom. Satisfaz pensar que na divina economia Deus ainda vai compensar a morte absurdamente desnecessária de tantos jovens? Difícil explicar tal conceito aos pais, avós e parentes que sonharam em vê-los terminando a faculdade, casando e tendo filhos. Bastaria falar da vida depois da morte para consolar mais de duzentas mães acorrentadas à trágica realidade de que Alguém lhes roubou a razão de viver?”. Ricardo Gondim
Refutação:
Respondendo à sua pergunta, “Como ter fé em um Deus que “deixa” rapazes e moças se pisotearem até a morte? Ele utiliza eventos macabros para ensinar as pessoas a terem medo dele? Esse é o seu jeito de produzir arrependimento?
As pessoas (não regeneradas) tendem a fabricar um “deus” segundo a sua própria imaginação e vontade. O Deus revelado nas escrituras não precisa dar satisfações ao homem “Todos os povos da terra são como nada diante dele. Ele age como lhe agrada com os exércitos dos céus e com os habitantes da terra. Ninguém é capaz de resistir à sua mão nem de dizer-lhe: “O que fizeste? ” (Dnl 4:35). O próprio ato de fé do homem não acontece porque o homem só viu atos que ele interpretou como “amorosos” vindos desse Deus; muito pelo contrário, os homens que compõem a galeria dos “heróis da fé” em Heb 11 foram testemunhas dos atos nada “amorosos” desse Deus ao longo da história da redenção. Por exemplo, Noé viu o mundo antigo ser destruído pelo dilúvio (lembrando que ali existiam mulheres, velhos, jovens e crianças), Abraão viu as cidades de Sodoma e Gomorra serem subvertidas pelo fogo de Deus, Moises viu milhares de israelitas serem mortos pela mão de Deus no deserto, e poderíamos citar mais dezenas de exemplos do modo desse Deus agir. A fé e o arrependimento não são gerados no coração do pecador quando Deus age conforme os nossos gostos e preferências, mas sim, quando ouvimos a sua Palavra (Rm 10:17), a fé e o arrependimento são dons de Deus (Ef 2:8; At 11:18).
“A ideia de que Deus tem um plano para cada morte se esvazia diante dos números. Aviões caem, ônibus tombam, boates incendeiam. Todos os dias incontáveis acidentes acontecem. Como explicar as balas perdidas, os erros médicos e os atropelamentos provocados por bêbados? Todos cumprem alguma ordem ou são inevitáveis? Uma senhora de nossa comunidade caiu da laje de sua casa em construção, quebrou a coluna e ficou paraplégica. Ela fotografava a obra para que a filha lhe ajudasse nas despesas do acabamento. A mais tosca explicação que a teologia poderia dar ao seu infortúnio é que Deus tem um plano para deixá-la paralítica ou a puniu por algum pecado”. Ricardo Gondim
Refutação:
Definitivamente, não cremos no mesmo Deus. O seu é totalmente limitado “pelos números”, o meu controla:
O universo em geral (Sl 103.19; Dn 5.35; Ef 1.11).
O mundo físico (Jó 37.5; Sl 104.14; 135.6; Mt 5.45).
A criação inferior (Sl 104.21, 28; Mt 6.26; 10.29).
Os negócios das nações (Jó 12.23; Sl 22.28; 66.7; At 17.26).
O nascimento do homem e sua sorte na vida (1 Sm 16.1; Sl 139. 16; Is 45.5; Gl 1.15, 16).
As vitórias e fracassos que sobrevêm às vidas dos homens (Sl 75.6, 7; Lc 1.52).
As coisas aparentemente acidentais ou insignificantes (Pv 16.33; Mt 10.30).
Na proteção dos justos (Sl 4.8; 5.12; 63.8; 121.3; Rm 8.23).
No suprimento das necessidades do povo de Deus (Gn 22.8, 14; Dt 8.3; Fp 4.19).
Nas respostas à oração (1 Sm 1.19; Is 20.5, 6; 2 Cr 33.13; Sl 65.2; Mt 7.7; Lc 18.7, 8).
No desmascaramento e castigo dos ímpios (Sl 7.12, 13; 11.6).
“Jesus considerou em seus ensinos um mundo contingente. Contradizendo a religiosidade popular judaica, ele desconectou a queda de uma torre de qualquer desígnio divino. Não concordou com a insinuação dos discípulos de que a cegueira de um mendigo era consequência do pecado dele ou de seus antepassados. No Sermão do Monte, Cristo advertiu os seus seguidores de que mesmo alicerçando a casa sobre a rocha, eles não seriam poupados dos ventos contrários e da tempestade”. Ricardo Gondim
Refutação:
Na verdade não vejo como Jesus (segundo você) tenha desconectado o evento da queda da torre (Lc 13:1-5) do desígnio divino, o que claramente Ele desconecta, é a ideia errônea dos judeus de se acharem melhores do que os galileus. Por essa razão ele os chama ao arrependimento. Nós não somos melhores do que os que morreram naquela boate, deveríamos ficar surpresos pelo fato de que algo assim também não tenha ocorrido conosco. Por isso, devemos viver para a glória de Deus uma vida de constante arrependimento. Contudo, devemos estar conscientes que o modo ou o tempo da nossa morte não nos pertencem.
“O mundo das relações, devido ao amor, precisa de liberdade, e essa liberdade produz contingência. Portanto, acidentes, percalços, incidentes, fazem parte da condição humana. O contrário seria absoluta segurança. Sem a ameaça do sofrimento, sem a possibilidade da morte prematura, não enfrentaríamos ameaça de espécie alguma. Acontece que a ausência da contingência nos desumanizaria. A consciência do risco de adoecer e a imprevisibilidade da morte súbita, embora angustiantes, são o preço que pagamos por nossa humanidade. Jesus encarnou a compaixão de Deus, (compadecer significa sofrer junto), para nos mostrar que Deus sabe do risco de viver. Ele reconhece que mal e bem acontecerão no espaço da liberdade, por isso, oferece o ombro e as lágrimas. Deus não deseja que nossa vida se perca no inferno da dor.
Qualquer desastre revela a inutilidade de pensar que o exercício correto da religião ou a capacidade tecnológica bastam para anular a contingência. A vida será sempre imprecisa e efêmera. Diante da possibilidade do sofrimento, aprendamos a chorar com os que choram”. Ricardo Gondim
Refutação:
A alegação de que amor pressupõe liberdade, e que essa liberdade produz acidentes incontroláveis não condiz com o ensino bíblico de que Cristo (Deus) “sustenta todas as coisas pela Palavra do seu poder” (Hb 1:3). Nada que fazemos está livre do controle de Deus. Ao contrário do que você afirma, não somos desumanizados diante do controle absoluto de Deus, somos colocados no nosso devido lugar!
Em fim, ao ressaltar o aspecto da compaixão de Deus de forma exacerbada, e fazer dele uma caricatura, você claramente desvirtua a missão de Cristo, fazendo dele uma espécie de “sofredor com os sofredores”, e não aquele que veio morrer por pecadores indignos de viver e perfeitamente merecedores da condenação.
A ordem: “chorai com os que choram” foi dada à igreja de Roma (Rm 12:15), onde Paulo mostrou através de uma exposição singular, o caráter absoluto da soberania de Deus (Rm 9-11). Devemos chorar com os que choram pela morte dos seus, não por que foi mera contingência, mas porque devemos obedecer a Palavra daquele que faz todas as coisas segundo a sua sábia e perfeita vontade.
Agora sim, SOLI DEO GLÓRIA!!!