sábado, 25 de agosto de 2012

Nos embalos do céu

Por Johnny Bernardo
 Em uma das várias comunidades alternativas de Alto Paraíso (GO), um ritual um tanto quanto inusitado chama a atenção – um grupo de adeptos liderados pelo “pastor” Veet Prayas (32), e o “profeta” Gauthama (29), se reúnem semanalmente para adorar seres do espaço sideral (os famosos “ETs”) ao som de música eletrônica. Com encontros que variam entre 10 e 3 mil pessoas, a Igreja do Trance Divino foi fundada em 2005 e em apenas um ano afirma ter conquistado quase mil adeptos ao redor do Brasil – o número atual de seguidores não é revelado. Há uma filial em Campinas (SP), dirigida pelo “pastor” Gustavo Lima Caio, conhecido como DJ Guga. Inusitada, a Igreja do Trance Divino teve passagem pelo programa do Jô Soares e divulga seus encontros (“trances”) em redes sociais, como no Facebook. A Igreja do Trance Divino surgiu de uma brincadeira, explica o fundador. Na “Radioativa”, de Alto Paraíso, Goiás, o radialista Cacau Gonzaga decidiu falar de sua experiência espiritual com o trance. “Comecei com uma história que o trance é uma divindade, que todos deveriam se reverenciar quando ouvissem, meio que na zoeira, enquanto virava entre uma música e outra. Um dia ao ver o então Papa João Paulo II acenando na janela, percebi que ele dizia que Jujú iria voltar e que nós deveríamos nos unir à espera dele. Decidi neste momento fundar a Igreja do Trance Divino por entender que Jujú na verdade é Jah”, revela Gonzaga. Particularidades A ITD não é uma igreja no sentido literal da palavra, embora possua local de reunião, líderes espirituais, credo doutrinário mais ou menos formulado, coleta de ofertas etc. Seus rituais e crenças giram em torno de ufologia, esoterismo, religiões orientais etc. Esperam o retorno de Jujú – Jesus, segundo os adeptos -, e são orientados a buscarem a elevação espiritual por meio da dança de música trance (eletrônica). Apesar das particularidades, há quem suspeite de que tudo não passa de uma brincadeira, mesmo – e das boas. Não é o que pensam alguns adeptos, como a goiana Lane Paranhos. Nomeada bispa da ITD, Paranhos conta um pouco de sua experiência com o Trance. “Frequento a cena desde 2000 quando morei na Europa. Já experimentei todos os lados. De Dj anônima que luta pelo reconhecimento das pessoas, como a “frita” que pula durante dias seguidos nos festivais. Durante anos vi muitos jovens se drogando, fazendo de tudo para conseguir tocar em uma festa, chegando até a se humilhar para alguns organizadores. Já toquei em grandes festivais, já fui aplaudida, como também já fui passada pra trás. Na cena psy ou você é um bom político ou você é um bom artista”, afirma Lane. Ainda segundo a Dj – citada em uma matéria de Giselli Souza, e disponível no site da ITD -, “é sempre bom ser exemplo para as pessoas que buscam uma evolução espiritual. A galera que me conheceu em outras épocas fica bem surpresa com a minha nova maneira de viver. Com a Igreja, pretendo semear isso em toda cena.” Assim como Lane, outros adeptos acreditam fazerem parte (de fato) de uma organização com objetivos espirituais, como mostra um vídeo sobre a ITD. Similaridade O uso da música eletrônica nos encontros da ITD, apesar de estranho ao cristianismo tradicional, recentemente vem atraindo novas igrejas evangélicas e até mesmo grupos católicos, como mostra a quarta e última reportagem da série “Fé sob medida”, do SBT. Na reportagem, o repórter Sérgio Utsch apresenta a Cristoteca – um espaço criado em São Paulo por padres onde, ao invés de missa, jovens católicos dançam ao som de música eletrônica. Em Estocolmo, Suécia, uma igreja luterana também chamou a atenção da mídia ao promover seu primeiro culto techno. Segundo os organizadores, “esta foi apenas uma tentativa bem sucedida de fazer religião e tornar a igreja interessante para jovens”.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Igreja está cheia de hipócritas?

Por R.C. Sproul 
Há 30 anos, meu colega e amigo íntimo Archie Parrish, que naquela época liderava o programa de Evangelismo Explosivo (EE) em Fort Lauderdale, veio até mim com um pedido. Ele percebeu que, nas centenas de visitas evangelísticas feitas pelas equipes do EE, havia um registro das respostas que as pessoas davam nas discussões sobre o Evangelho. Eles coletaram as questões e objeções mais frequentes que as pessoas levantavam sobre a fé cristã, e agrupou essas perguntas ou questionamentos nas 10 mais frequentemente feitas. Dr. Parrish perguntou se eu poderia escrever um livro respondendo a essas objeções, para ser usado em sua missão. Esse esforço resultou no meu livro Objections Answered, agora entitulado Reason to Believe. Entre as 10 objeções mais levantadas estava a objeção de que a igreja está cheia de hipócritas. Naquela época, o Dr. D. James Kennedy a respondeu dizendo: “Bem, sempre há lugar pra mais um”. Ele alertou as pessoas que, caso encontrassem uma igreja perfeita, elas não deveriam congregá-la, pois isso a estragaria. O termo hipócrita vem do mundo do teatro grego. Era usado para descrever as máscaras que os atores usavam ao dramatizar certos papéis. Ainda hoje, o teatro é simbolizado pelas máscaras gêmeas da comédia e da tragédia. Na antiguidade, certos atores atuavam em mais de um papel, e eles identificavam seu personagem ao segurar uma máscara em frente ao rosto. Essa é a origem do conceito de hipocrisia. Mas a acusação de que a igreja está cheia de hipócritas é claramente falsa. Embora nenhum cristão alcance a medida perfeita da santificação nesta vida, e que nós todos lutemos com o pecado constantemente, isto não justifica o veredito de hipocrisia. Um hipócrita é alguém que faz coisas que ele afirma não fazer. Observadores externos da igreja cristã veem pessoas que professam ser cristãs e veem que elas pecam. Uma vez que veem o pecado na vida dos cristãos, se apressam em julgar que, portanto, esses cristãos são hipócritas. Se uma pessoa diz não ter pecado e então se mostra pecadora, certamente essa pessoa é hipócrita. Mas o simples fato de um cristão demonstrar que é pecador não o condena como hipócrita. Essa lógica invertida funciona mais ou menos assim: Todos os hipócritas são pecadores. João é um pecador; portanto, João é um hipócrita. Qualquer pessoa que conheça as leis da lógica sabe que esse silogismo não é válido. Mas se simplesmente mudarmos a acusação de “a igreja está cheia de hipócritas” para “a igreja está cheia de pecadores”, aí seríamos rápidos em nos declarar culpados. A igreja é a única instituição que eu conheço que exige o reconhecimento de ser pecador para alguém tornar-se membro. A igreja está cheia de pecadores porque a igreja é o lugar onde pecadores que confessam seus pecados encontram redenção de seus pecados. Então, neste sentido, simplesmente porque a igreja está cheia de pecadores não se justifica a conclusão de que ela está cheia de hipócritas. Novamente: toda hipocrisia é pecado, mas nem todo pecado é o pecado da hipocrisia. Quando observamos o problema da hipocrisia na época do Novo Testamento, vemos mais claramente expresso nas vidas daqueles que clamavam ser mais justos. Os fariseus eram um grupo de pessoas que, por definição, se enxergavam como separados da pecaminosidade normal das massas. Eles começaram bem, procurando uma vida de piedade e submissão devotadas à Lei do Senhor. Entretanto, quando seu comportamento falhou em alcançar seus ideais, eles começaram a abraçar o fingimento. Eles fingiam que eram mais justos do que eles eram. Usavam uma fachada externa de justiça, o que servia simplesmente para mascarar a corrupção radical de suas vidas. Embora a igreja não esteja cheia de hipócritas, não há dúvidas de que a hipocrisia é um pecado que não está limitado ou restrito aos fariseus do Novo Testamento. É um pecado que os cristãos devem combater. Um alto padrão de comportamento reto e espiritual foi proposto para a igreja. Nós frequentemente somos envergonhados por nossas falhas em alcançar esses objetivos altos, e somos inclinados a fingir que alcançamos um ponto mais alto de justiça do que realmente conseguimos. Quando fazemos isso, colocamos a máscara de hipócrita e estamos debaixo do julgamento de Deus sobre esse pecado em particular. Quando nos encontramos enrascados neste tipo de fingimento, um alarme deve tocar em nossas mentes, a fim de que corramos de volta para a cruz e para Cristo, e entendamos onde nossa verdadeira justiça reside. Devemos encontrar em Cristo não uma máscara que esconde nossa face, mas um verdadeiro guarda-roupas, que são a Sua justiça. De fato, é somente debaixo da veste que é a justiça de Cristo, recebida pela fé, que qualquer um de nós pode ter esperança de permanecer diante de um Deus santo. Vestir pela fé os trajes de Cristo não é um ato de hipocrisia. É um ato de redenção.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Orações descabidas

O que estamos fazendo quando oramos? Essa é uma pergunta que me assombra há anos. Escrevi o livro O Pai Nosso justamente para abordar essa questão, pois acredito que na oração que Cristo nos ensinou há chaves que abrem portas do nosso entendimento a respeito de Deus e dos seus propósitos para conosco. Mas este post não é sobre essa oração específica. É sobre as orações que já ouvi e fiz, tanto publicamente quanto na solitude do meu quarto. Embora não haja mal em se orar em público, muito pelo contrário, Jesus falou do perigo que há em determinadas orações públicas. A alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: “Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: ‘Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho’. Mas o publicano ficou à distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’.” Eu lhes digo que este homem, e não o outro, foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado. (Lc 18.9-14) A tônica dessa passagem é simples: há orações que Deus não atende. Ele ouve todas, em Sua onisciência, mas isso não significa que aquele que ora receberá o que pediu. Não é toda e qualquer prece feita “em o nome de Jesus” que Deus aceita ou responde. Algumas chegam a ser óbvias. Nas palavras do Senhor vemos claramente a arrogância do fariseu. É fácil crucificá-lo, o difícil é olhar para os nossos erros. E a nossa arrogância? E a minha? Aí pega. Pois nem sempre a vejo, tampouco meus erros. E que orações descabidas são essas? Peguemos alguns exemplos. Existe a oração dissimulada: “Senhor, Tu sabes que a única coisa que quero na vida é fazer a Tua vontade. Aliás, nem vontade própria tenho mais.” Deus não se impressiona com isso, pois é claro que essas palavras configuram uma mentira, mas que é bonito é. Pior é que há aqueles que de fato acreditam na própria mentira. Existe a oração pregação: “Senhor, como já falaste, por meio da Tua Palavra, em Mateus seis, versículos quatro a seis, na versão Almeida Corrigida e Revisada, mas não atualizada, sei que… primeiro… segundo… terceiro… e, portanto…”. São muitas as pessoas que usam o ensejo de uma oração pública para extravasar a sua ambição de serem pregadoras. Já vi isso inúmeras vezes. É maçante ouvir uma oração do tipo, pois fica óbvio que não é dirigida a Deus, mas aos homens. Melhor seria nem ter “orado”. Existe a oração anúncio: “Senhor, abençoa a reunião de milagres que vamos realizar quinta-feira que vem, com entrada franca e lanchonete aberta após o culto, que começará às sete e meia em ponto.” Dispensa comentários. Há ainda a oração feiticeira. São orações invocatórias que simplesmente informam Deus exatamente sobre como deve respondê-las: “Senhor, ajuda o Zé a descer do muro. Afinal, já namora a Maria faz sete anos. Tu sabes que os dois devem se casar. Tu sabes que o relógio biológico dela está correndo e que ele já poderia ter proposto o casamento. Mas, Deus e Pai, ele está protelando. Até quando, Senhor? Até quando? Mude o coração do Zé para assumir logo esse compromisso. Todos sabemos que os dois foram feitos um para o outro.” E por aí vai. Já ouviu orações assim? Eu já. Cansei de ouvir pessoas instruírem Deus e ainda tentarem manipular as circunstâncias por meio de uma oração “poderosa”. Existe a oração presunçosa. Ela se assemelha muito à oração feiticeira. Mas em vez de dizer ao Senhor o que fazer, carrega em si mais a presunção de saber qual é a vontade de Deus: “Senhor, sei que Tu só queres que eu seja feliz e tenha vida em abundância. Sei que este sofrimento é contra a Tua vontade e que o Diabo é quem está me fazendo mal. Sei que Tu não queres isto.” Sim, a oração presunçosa é encharcada de certezas e citações bíblicas fora de contexto. Existe a oração de poder pessoal, fruto da doutrina da Confissão Positiva: “Senhor, eu tomo posse agora. Eu declaro. Eu determino. Eu afirmo.” Essa você já entendeu, tenho certeza. Ainda existe a oração fofoca: “Senhor, toca no coração do marido da Hermínia. Tu sabes que ele anda longe dos teus caminhos. Sabemos, Senhor, que ele está em pecado. Já houve quem o visse na praça falando com a sirigaita da farmácia, cujo nome nem convém mencionar, Senhor. Ô, misericórdia! Ô, mistério! E sabemos como ele está levando a nossa querida irmã a exagerar no seu licor de fim de tarde. É uma irmã querida, mas que está caindo em pecado também. Ajuda, Pai. Sabemos que a Tua igreja não merece mais um escândalo desses – escândalo como o do pastor auxiliar de três anos atrás, mas que a maioria nem sabe bem o que aconteceu e que o levou a repentinamente pedir afastamento e a se mudar para o Acre.” Essa geralmente é reservada para reuniões especiais entre pessoas que estão mais “em comunhão”. Deus não responde essas orações. Abomina algumas delas. E há muitas outras formas erradas de orar, citei apenas essas para mostrar que, como intercessores, podemos ser absurdamente carnais e acabar pecando contra o Senhor. Para orar, temos que partir de um pressuposto fundamental: Deus sabe tudo. Ele sabe quantos fios de cabelo temos na cabeça. Ele sabe quantos grãos de areia há no mundo. Ele não precisa que nós o lembremos do que quer que seja. Por outro lado, Paulo disse: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.” (Fl 4.6). Então, podemos pedir. Podemos, de coração aberto, pedir. Por outro lado, Tiago nos avisou, quando disse: De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês? Vocês cobiçam coisas, e não as têm; matam e invejam, mas não conseguem obter o que desejam. Vocês vivem a lutar e a fazer guerras. Não têm, porque não pedem. Quando pedem, não recebem, pois pedem por motivos errados, para gastar em seus prazeres. Adúlteros, vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus. Ou vocês acham que é sem razão que a Escritura diz que o Espírito que ele fez habitar em nós tem fortes ciúmes? Mas ele nos concede graça maior. Por isso diz a Escritura: “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes”. Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao diabo, e ele fugirá de vocês. (Tg 4.1-8) O que as orações absurdas têm em comum? Voltemos à oração do fariseu para achar a resposta: orgulho. Tiago nos admoesta a orar com modéstia, com humildade. Quando chego perante Deus, tenho que fazê-lo com temor. Ele sabe tudo, até as palavras que vão sair da minha boca. Sou absolutamente transparente para o Senhor. Só esse fato já me desmonta, me quebranta. Não há como enganar Deus. Não há lugar para pretensão. Não há lugar para manipulação. Ao orar, estou falando com quem me criou, quem conhece o meu ser, por dentro e por fora. E isso… ah, isso muda tudo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Salvação completa ou salvação nenhuma!

Primeiro - Cristo apareceu uma vez por todas para aniquilar o pecado pelo seu sacrifício – “Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo.” - Hebreus 9:26 Fui Salvo! Cristo veio ao mundo para definitivamente aniquilar o pecado na vida daqueles que Ele chama por Sua graça. De maneira muito diferente dos sacrifícios que eram repetidamente oferecidos pelos sacerdotes levitas, ele ofereceu um sacrifício de uma vez por todas. O único altar do evangelho é o Calvário. Altar é o lugar onde é oferecido o sacrifício ( Eis a razão por ser absurdo chamar a plataforma na frente dos templos de altar – não existem altares na Nova Aliança senão o Calvário – A parte da frente do templo é simplesmente uma plataforma onde é pregado o evangelho – não é um lugar mais santo... um altar...). Por isso o texto diz: “Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos...”- Hebreus 9:26 – Sua obra perfeita aponta e prepara a expectativa de um fim. Sua vida, morte, ressurreição, ascensão e derramamento do Espírito, inaugurou os “últimos dias” – “mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo.” - Hebreus 1:2 A perspectiva e experiência espiritual do Antigo Testamente é descortinada para nós aqui – Lá os crentes viviam à luz das promessas de Deus e andaram pela fé, crescendo no conhecimento do significado interior dos inúmeros sacrifícios que eles presenciavam e ofereciam a Deus. Tudo aquilo para que suas mentes se fixassem no verdadeiro sacrifício que era tipificado dia após dia. Eles ainda não tinham a realidade: “Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido.” - Hebreus 11:39. Todos os redimidos, no Antigo e Novo Testamento, são salvos em Cristo, num único sacrifício. Eles entenderam que a longa fila de sacerdotes e sacrifícios não poderia ser o caminho para o perdão final e aceitação deles diante de Deus: “No entanto, somente o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, apenas uma vez por ano, e nunca sem apresentar o sangue do sacrifício, que ele oferecia por si mesmo e pelos pecados que o povo havia cometido por ignorância. Dessa forma, o Espírito Santo estava mostrando que ainda não havia sido manifestado o caminho para o Santo dos Santos enquanto ainda permanecia o primeiro tabernáculo. Isso é uma ilustração para os nossos dias, indicando que as ofertas e os sacrifícios oferecidos não podiam dar ao adorador uma consciência perfeitamente limpa.” - Hebreus 9:7-9 Ao ir a cruz Cristo libertou milhões e milhões de cativos, aniquilou o pecado, rasgou o título da dívida e deu aos verdadeiro adoradores uma consciência limpa. Segundo - Cristo aparece agora na presença de Deus em nosso favor– “Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou no próprio céu, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor” - Hebreus 9:24 Sendo Salvo! – O que Cristo está fazendo agora? Está intercedendo por seu povo. A ideia de que nós fomos perdoados na cruz e agora é conosco – nós que manteremos a nossa salvação... é completamente antibíblica. Cristo não é apenas o Autor de nossa fé, ele a mantém até o fim – essa é a base da perseverança dos santos. Ele começou algo que Ele terminará. Quem foi justificado em seu sangue, será salvo da corrupção do mundo por Seu poder infinito e sua intercessão, onde Ele está diante do Pai em nosso favor: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” – Filipenses 1.6 – Sua intercessão por aqueles que o Pai lhe deu, é invencível. Em Hebreus 9.24 o autor de Hebreus está pensando no que aconteceu após a morte de nosso Sumo Sacerdote. Na escuridão do Gólgota Ele foi “castigado e ferido por Deus” (Is 53.4). Quando o Sumo sacerdote entrava no Santo dos santos representando o povo de Deus, suas roupas tinham sinos nas orlas para que o som deles mostrasse aos adoradores que ele estava vivo (Ex 28.33-35). Nos três dias em que Cristo esteve morto, podemos dizer que não se ouvia os sinos... Mas então Cristo se levantou no poder de uma vida indestrutível e ascendeu à mão direita de Deus. Sua presença ali é a evidência de que toda a dívida de todos os eleitos foi riscada e que jamais sacrifício pelos pecados precisará ser repetido. Ele pessoalmente encarna a propiciação perfeita feita pelos nossos pecados: “E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.” - Apocalipse 5:6 – Eis a aparência daquele que faz toda a intercessão de que precisamos: “Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” - Romanos 8:34.

Moralismo não é o Evangelho

Um dos mais impressionantes enunciados feitos pelo apóstolo Paulo é a sua acusação de que os crentes da Galácia teriam abandonado o evangelho. “Estou admirado de que tão depressa estejais desertando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho” [Gálatas 1.6]. Com essa declaração tão enfática, percebemos que os gálatas tinham falhado no teste crucial de discernir o verdadeiro evangelho de suas falsificações.
Suas palavras não poderiam ser mais claras “ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja maldito. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja maldito!” [Gálatas 1.8-9].
Essa advertência do apóstolo Paulo, expressada pelas suas palavras de espanto e tristeza, não é direcionada apenas para aquela igreja na Galácia, mas para toda congregação em todas as eras. Nos nossos próprios dias – e em nossas próprias igrejas – necessitamos desesperadamente dar ouvidos a essa advertência. Atualmente temos encontrado falsos evangelhos não menos subversivos e sedutores do que aqueles encontrados e abraçados pelos gálatas.
No nosso contexto, um dos falsos evangelhos mais sedutores é o moralismo. Esse falso evangelho pode tomar diversas formas e pode surgir no meio de qualquer intenção política e cultural. Todavia, a estrutura básica do moralismo é essa: a crença de que o Evangelho pode ser reduzido a uma boa melhora no comportamento.
Infelizmente, esse falso evangelho é particularmente atrativo àqueles que acreditam ser evangélicos motivados por um impulso bíblico. Muitos crentes e suas igrejas sucumbem à lógica do moralismo e reduzem o seu entendimento do evangelho a um melhoramento moral. Em outras palavras, nós comunicamos aos perdidos a mensagem de que Deus deseja e demanda deles que eles vivam uma vida correta.
Em certo sentido, nós nascemos para sermos moralistas. Criados à imagem de Deus, recebemos a capacidade de consciência moral. Desde os primeiros anos, nossa consciência grita revelando o conhecimento de nossa culpa, defeitos e mau comportamento. Em outras palavras, nossa consciência revela nossa iniquidade.
Acrescente a isso o fato de que o processo de educação de filhos tende a inculcar-nos moralismo desde os primeiros anos de nossas vidas. Desde cedo aprendemos que nossos pais estão preocupados com nosso comportamento. Crianças bem comportadas são recompensadas com a aprovação dos pais, enquanto mal o comportamento atrai a punição. Essa mensagem é reforçada por outras autoridades na vida dos jovens e está impregnada na sociedade.
Escrevendo sobre sua infância na área rural da Georgia, o romancista Ferrol Sams descreveu a impregnada tradição de ser “bem criado”. Como ele explica, a criança que é “bem criada” alegra seus pais e outros adultos ao aderir às convenções morais e de etiqueta. Um jovem “bem criado” se torna um adulto que obedece as leis, respeita os vizinhos, concorda, mesmo que falsamente, com os padrões religiosos e fica longe de escândalos. O ponto aqui está claro – isso é o que os pais ensinam, o que a sociedade espera e o que a igreja celebra. Mas nossa sociedade está cheia de pessoas que foram “bem criadas”, mas estão indo direto para o inferno.
A sedução do moralismo é a essência do seu poder. Nós somos facilmente seduzidos a acreditar que somos capazes de receber a aprovação de que precisamos baseado no nosso comportamento. É claro que, para conseguirmos participar desse jogo de sedução, precisamos negociar o código moral que define o comportamento aceitável criando inúmeros furos. Muitos moralistas não vão dizer que não têm pecado, mas não estão em escândalo. E isso é considerado suficiente.
Moralistas podem ser classificados como liberais ou conservadores. Em cada caso, um número específico de preocupações morais determina a expectativa moral. Generalizando, é certo que liberais focam no conjunto de expectativas morais relacionadas com a ética social, enquanto conservadores tendem a focar na ética pessoal. Em ambos a essência do moralismo está patente- a crença de que conseguimos alcançar o padrão da justiça por meios do nosso próprio comportamento.
A tentação teológica do moralismo é tal que muitos cristãos e igrejas acham difícil resistir. O perigo é a igreja comunicar direta ou indiretamente que o que Deus espera da humanidade caída é um aperfeiçoamento moral. Fazendo assim, a igreja subverte o evangelho de Deus e passa a anunciar o falso evangelho ao mundo caído.
A Igreja de Cristo não tem outra opção, apenas pregar a Palavra de Deus e a Bíblia ensina fielmente a lei de Deus e um extenso código moral. Os cristãos entendem que Deus se revela por meio da criação de tal forma que Ele presenteou a humanidade com o poder refreador da lei. Além do mais, Ele nos presenteou com mandamentos específicos e com uma abrangente instrução moral. A fiel Igreja de Jesus Cristo deve afirmar a retidão de tais mandamentos e a graça dada a nós no conhecimento do que é bom e do que é mau. Devemos, inclusive, dar testemunho desse conhecimento do bem e do mal a nosso próximo. O poder refreador da lei é importantíssimo para a comunidade humana e para a civilização.
Assim como os pais ensinam corretamente seus filhos a obedecerem a instrução moral, a igreja também tem a responsabilidade de ensinar os seus os mandamentos morais de Deus e ser testemunha para toda a sociedade de o que Deus declarou bom e reto para suas criaturas humanas.
Esse impulso – correto e necessário – não é , todavia, o evangelho de Deus. Na verdade, um dos mais traiçoeiros falsos evangelhos é o moralismo que promete o favor de Deus e a satisfação da justiça de Deus aos pecadores se eles somente se comportarem e se comprometerem ao aperfeiçoamento moral.
O instinto moralista na igreja reduz a Bíblia a um manual para o comportamento e substitui a instrução moral pelo evangelho de Jesus Cristo. Muitos púlpitos evangélicos estão dados a mensagens moralistas e não à pregação do Evangelho.
O corretivo para o moralismo vem direto do apóstolo Paulo quando ele insiste que “o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Cristo Jesus”. Salvação vem àqueles que são “justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei; visto que pelas obras da lei ninguém será justificado.” [Gálatas 2.16]
Nós pecamos contra Cristo e adulteramos o evangelho quando sugerimos a pecadores que o que Deus requer deles é aperfeiçoamento moral de acordo com a Lei. Moralismo faz muito sentido aos pecadores pois não passa de uma explicação do que eles já vêm aprendendo desde os primeiros dias. Mas o moralismo não é o evangelho e ele não pode salvar. O único evangelho que salva é o Evangelho de Cristo. Como Paulo lembrou aos gálatas, “mas quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, para regatar os que estavam debaixo da Lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” [Gálatas 4.4-5]
Nós somos justificados pela fé somente, salvos pela graça somente e redimidos dos pecados por Cristo somente. Moralismo produz pecadores (potencialmente) melhor comportados. O Evangelho transforma pecadores em filhos e filhas adotados por Deus.
A Igreja deve nunca se esquivar, acomodar, revisar ou esconder a Lei de Deus. Na verdade, é a Lei que mostra nosso pecado e deixa clara nossa total inadequação e falta de retidão. A Lei não pode transmitir vida, mas como Paulo insiste, ela “se tornou nosso tutor para nos conduzir a Cristo, a fim de que fôssemos justificados pela fé.” [Gálatas 3.24]
O perigo mortal do moralismo tem se tornado uma constante tentação para a igreja e um sempre-conveniente substituto do Evangelho. Claramente percebemos que milhares dos nossos vizinhos pensam que o moralismo é a nossa mensagem e somente a mais ousada pregação do verdadeiro Evangelho será suficiente para corrigir essa impressão e levar pecadores à salvação em Jesus.
O inferno estará cheio de pessoas “bem criadas”. Os cidadãos do Céu serão aqueles que, pela completa graça e misericórdia de Deus, estarão lá pela justiça de Jesus Cristo creditada a eles.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Assembleia de Deus de Manaus faz campanha eleitoral para eleger candidata

Depois de assinar carta afirmando ser contra o aborto e que não votará artigos do Projeto de Lei 122 (projeto que criminaliza a homofobia no País) que “violem a liberdade da família, da crença e da fé pessoal”, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) recebeu, nessa quinta-feira (09), a adesão da igreja Assembleia de Deus à candidatura dela à Prefeitura de Manaus. Para oficializar o apoio, o líder da Assembleia de Deus no Amazonas, pastor Jonatas Câmara, reuniu, ontem à noite, 1,3 mil pastores da igreja em evento no Studio 5, zona Centro-Sul, para receber Vanessa e o governador Omar Aziz (PSD). E anunciou aos seguidores presentes: “Chegamos à conclusão de indicar a senadora Vanessa e tudo fazer para que ela seja a prefeita de Manaus”. De acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 29 de junho deste ano, a Assembleia de Deus tem em Manaus 208.774 membros (dados do Censo de 2010). O deputado federal Silas Câmara (PSD), irmão de Jonatas, ressaltou o peso dos mais de 208 mil membros da igreja no eleitorado de Manaus. E após o pedido de voto à Vanessa feito pelo irmão dele, o parlamentar avisou à platéia de pastores: “A palavra de Deus diz que a ovelha ouve a voz do pastor”. ‘Eu confio em vocês’, diz Omar. O governador Omar Aziz pediu que os membros da Assembleia de Deus destinem à Vanessa Grazziotin o mesmo apoio que deram a ele nas eleições de 2010. “Vamos tocar o coração das pessoas elegendo uma mulher prefeita de Manaus. Eu confio em vocês. Peço para vocês se envolverem na eleição de Vanessa”, pediu o governador. Assim como fez Silas Câmara, o governador pediu que os membros da igreja se mantenham obedientes a Jonatas Câmara. “Por que a Assembleia de Deus é forte? Porque ouve o pastor”, declarou Omar Aziz. Aos novos aliados, Vanessa agradeceu o apoio e garantiu que é o melhor nome para organizar Manaus. Sobre os pronunciamentos simpáticos a projetos em tramitação no Congresso Nacional, que desagradam os evangélicos, como apoio ao PL 122, a comunista declarou que mantém suas convicções. Mas disse que a matéria precisa ser corrigida. “Eu tenho muita tranquilidade. Sempre o que me pautou foi a necessidade de combatermos a intolerância. Tudo que fiz e disse foi em defesa das pessoas e contra a intolerância. O PL 122, o princípio do projeto é correto. Eu tenho convicção. Entretanto, a elaboração dele está errada. Abre espaços para que pessoas sejam discriminadas. Então não é um projeto correto”, disse Vanessa.

domingo, 12 de agosto de 2012

O Espetacular Homem Aranha: de quem é o trabalho, afinal?

Como a maioria dos críticos de cinema, eu também questionei a necessidade de outro reboot da franquia Homem-Aranha dez anos após o início da última saga com Tobey Maguire, em 2002. E, de fato, eu também não pensava que precisava assistir a história de como Peter Parker tornou-se Homem-Aranha uma vez mais. Dessa forma, se não fosse pela visita de vovô durante o feriado de 04 de julho, a nossa família provavelmente teria que esperar pelo DVD. Mas, como um devoto do Homem-Aranha ao longo da vida, posso dizer honestamente: fiquei muito contente de ver O Espetacular Homem Aranha no cinema. Valeu a pena! Antes de nos aprofundarmos em um dos temas principais, aqui vai algumas das minhas observações aleatórias: eu definitivamente gostei dessa história da “origem”, mais do que aquela do filme de 2002. Andrew Garfield foi um Peter Parker mais obscuro e menos choramingão do que Tobey Maguire – ainda que ele tenha me lembrado muito o positivamente terrível Hayden Christensen em Star Wars II. Eu também gostei de Emma Stone mais do que Kristen Dunst, bem como da relação entre Peter e Gwen. Denis Leary atua muito bem como policial o tempo todo. Rhys Ifans foi um vilão bem enfadonho. Comecei a chorar (e possivelmente até chorei) em quato momentos diferentes – não me lembro de ter feito isso em 2002. O Espetacular Homem Aranha foi definitivamente mais emocionalmente intenso do que seu antecessor. No geral, tenho que dizer que este foi um filme melhor. Como é o caso com a maioria dos filmes de super-heróis, há uma abundância de questões políticas e sociais sobre as quais poderíamos falar. A investigação científica é usada e abusada para tentar curar as pessoas de doenças. A evolução das espécies é apresentada como verdade, com o homem tendo a necessidade de realmente evoluir mais para se tornar tão forte e virulento como os animais. Os temas de vingança e justiça também estão presentes. E, há ainda a questão sobre se devemos manter as promessas ou se quebrá-las é melhor. Definitivamente, há uma abundância de boas discussões que você pode travar com os seus filhos, mesmo que considere apenas esses itens. Mas o melhor tema em O Espetacular Homem Aranha tem a ver com chamado e responsabilidade. No filme, somos re-introduzidos a um Peter Parker que é verdadeiramente uma alma perdida – um órfão, um estranho, um universitário apático, um perdedor. A morte de seus pais é mais tarde agravada pela morte do seu tio Ben. A morte do seu tio é a última gota, transformando a raiva internizada de Peter em fúria e vingança. Seus superpoderes recém-descobertos lhe dão agora a oportunidade de lutar com os valentões e caçar o homem que matou o seu tio. É somente quando salva um garoto (que é um retrato dele mesmo) que Peter abraça a sua vocação de salvar e proteger as pessoas do mal deste mundo. A cena fundamental no filme é quando Peter decide que precisa ir atrás do mutante Lizard, para essencialmente salvar todos os cidadãos da cidade de Nova Iorque. Enquanto nos braços da sua namorada Gwen, ela lhe diz: “Isso não é seu trabalho!” (derrotar Lizard). Peter apresenta-lhe uma pergunta retórica, como resposta: “E se for?”. Peter agora possui o forte senso de chamado e responsabilidade que seu tio Ben tentou ensinar-lhe antes de morrer. Num mundo onde a maioria das pessoas pensa “isso não é meu trabalho”, Peter sabia que era seu trabalho salvar outros da morte e destruição certa. [A propósito, mesmo o pai de Gwen, um capitão da polícia de Nova Iorque, tenta convencer Peter que isso não era trabalho do Homem Aranha. Felizmente, Peter não deu ouvidos a ele também!] Dessa forma, temos uma figura de Cristo em O Espetacular Homem Aranha. Jesus sabia qual era o seu trabalho, o seu chamado e a sua responsabilidade. Ele abraçou isso de maneira completa – reconhecendo e entendendo a violência, dor e vergonha. E, como Salvador do seu povo na cruz, ele completou o seu trabalho perfeitamente. Ninguém mais poderia ter feito o seu trabalho em favor da humanidade! Mas temos no filme O Espetacular Homem Aranha uma figura do cristão também. Todos os cristãos são chamados a serem usados por Deus para salvar aqueles que estão perdidos e sob o controle do Reino das Trevas. É tentador pensar que essa é a obra de cristãos “super heróis” – pastores, evangelistas, missionários, autores, etc. Mas esses ministros do evangelho em tempo integral não são os únicos que foram chamados para o trabalho de compartilhar o único evangelho que livra do mal. Todo crente deve abraçar o seu chamado de salvar o perdido pelo poder do Espírito Santo. Ora, não recebemos sentidos-aranha, super força-aranha, ou mãos-de-aranha para subir em paredes. Felizmente, recebemos muito mais, dons muito melhores – os dons do Espírito e a amardura de Deus! Essas ferramentas poderosas dadas pelo Espírito não devem ser usadas para ganho egoísta ou apenas empunhadas para evitar problemas. Como crentes, as palavras terríveis de Gwen (“Isso não é seu trabalho!”) não devem flutuar em nossa cabeça. É o nosso trabalho! Fomos todos chamados à ação! O mal está à solta o tempo todo, e devemos permanecer firmes contra ele. Louvado seja Deus, que nos equipa e é gracioso para nos usar para destruir as obras de Satanás e avançar o Reino de Deus!

Razões porque não voto em pastores.

Bastam as eleições se aproximarem, que se torna absolutamente comum aparecer nos arraiais evangélicos, pastores afirmando que receberam um chamado especial da parte de Deus para se candidatar a algum cargo publico. Na verdade, boa parte destes advogam o fato de terem sido comissionados por Deus para servirem a igreja nos palácios do governo. Entretanto, a história recente do Brasil nos mostra que a chegada de políticos evangélicos a cargos públicos não tem feito diferença na ética política do país. Basta ver que, nos últimos anos, o envolvimento da maioria dos evangélicos com a política produziu mais males do que benefícios. Lembro que certa feita enquanto oficializava uma cerimônia fúnebre, um destes “pseudos-politicos-cristãos”, solicitou-me uma pequena oportunidade para que publicamente pudesse demonstrar sua solidariedade à família enlutada, além obviamente de falar de sua candidatura à Câmara Municipal da Cidade. Fato que obviamente não permiti. Em época de eleição é comum receber a solicitação de inúmeros pastores, os quais em nome de “Deus”, advogam a crença de que o Todo-Poderoso os convocou a uma missão hercúlea, a qual somente eles conseguirão viabilizar. Tais cidadãos fazem uso de chavões e de frases prontas do tipo: "Somos cabeça e não cauda", “ A política brasileira precisa de homens de Deus”, chegou a nossa hora, vamos mudar o Brasil e etc. Ora, não acredito em messianismos utópicos, nem tampouco em pastores especiais, que trocaram o santo privilégio de ser pregador do evangelho eterno por um cargo público qualquer. Não estou com isso afirmando de que o crente em Jesus não pode jamais concorrer a um cargo público. Tenho convicção de que existem pessoas vocacionadas ao serviço público, as quais devem se dedicar com todo esmero a esta missão. No entanto, acredito que o fator preponderante a candidatura a um cargo qualquer, deve ser motivada pelo desejo de servir o povo e a nação, jamais fazendo do nome de Deus catapulta para sua projeção pessoal. Agora, se mesmo assim o pastor desejar candidatar-se, que deixe o pastorado, que não misture o santo ministério com o serviço público, que não barganhe a fé, nem tampouco confunda as ovelhas de Cristo com o gado marcado para o abate. Que não comercialize aqueles que o Senhor os confiou, nem tampouco se locuplete do nome de Deus a fim de atingir seus planos e objetivos. Encerro este artigo lembrando do pastor Billy Graham que ao receber o convite para concorrer à presidência da República dos Estados Unidos da América, recusou dizendo: “Por acaso eu trocaria o Santo Ministério da Palavra de Deus por um cargo tão insignificante?” Pois é cara pálida, ouso afirmar que infelizmente alguns dos nossos pastores ao contrário do Dr. Billy Grahan aceitariam o convite na hora.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Deus virou lexotan ?

A mediocridade da cultura atual é assustadora. A bobagem avulta em todos os segmentos da mídia! As pessoas se pautam pela mediocridade, até mesmo as que deveriam ter a mente iluminada por Cristo! Recordo-me de um jornal de Boa Vista, Roraima, que certa vez entrevistou com uma menina de 15 anos. Cada frivolidade! Seu sonho de consumo era uma Ferrari vermelha. Seus votos: “Simplicidade para todos!”. Dá para entender? As pessoas hoje são famosas não pelo brilho intelectual ou por acrescentarem à sociedade, mas pela estética e por aparecerem na tevê. Então, lemos na Internet: “Veja o que os famosos estão fazendo hoje!”. Bisbilhotar gente fútil é cultura! Nesta semana li uma entrevista com uma candidata a miss, num jornal de Macapá. Que raso! Espremendo não dá uma colher de café. Mas é querer muito que pessoas que saem em jornais porque foram maquiadas tenham o que dizer. Um português fraco, não corrigido pela redação (aliás, corrigir erros de português é preconceito linguístico!). Indagada sobre Deus, a jovem disse: “Tudo que preciso para me sentir bem”. Deus virou Lexotan. Não é mais um Ser, o Criador, o Sustentador, a Perfeição, o Absoluto que serve de padrão para nossas ações. É algo para nos sentirmos bem. E o que é “me sentir bem”? Para o drogado, uma pedra de crack. Para o sádico, infligir mal a alguém. A vida é se sentir bem? Ou é ser bom, fazer o bem, ser íntegro e honrado? A vida é só sensação, prazer, ou é dever e saber viver em grupo? E quando fazemos essas coisas nos sentimos bem de verdade! O individualismo contemporâneo tem produzido uma geração fútil, mesquinha e egoísta. As pessoas parecem querer que o mundo gire ao seu redor. São o centro do mundo, e geralmente seu mundo é pobre. São vazias. A vida lhes é roupa de grife, a traquitana eletrônica mais recente, e indigência existencial. Parece que quanto mais medíocre for a pessoa mais sucesso faz. Recordo de um decadente ator de televisão: “Machado de Assis? Pô, cumpadi, tu mi pegô, esse aí num sei não quem é!”. O ator deitava falação sobre a vida, ensinando aos jovens como viver. Deveria ir para uma escola. Bem, não sei se ajudaria. Queda-me a impressão que o Estado está mais preocupado em distribuir kit gay e a possibilidade de dar preservativos aos adolescentes que com a qualidade de ensino. Pelo menos discute mais aqueles que este. Dá-se o mesmo no evangelho. Cânticos pobres, mensagens pobres, cultos pobres, um blábláblá terrível. Espreme-se e não sai uma colher de café de conteúdo. Boa parte da teologia pregada é como a da mocinha: Deus é uma coisa para elas se sentirem bem. As pessoas não são chamadas à vida santa útil, correta e dedicada a Deus e aos outros. Deus é o açúcar e não o Senhor de suas vidas. Arrependimento, abandono do pecado e santidade saíram do temário. O tema agora é ser feliz e abençoado. E os outros são pretexto, objeto em discurso. Amamos os que nos amam, elogiamos os nossos queridos e nossos familiares, evitamos os irmãos de quem não gostamos, e dizemos que vivemos em amor e somos filhos de Deus. Boa parte dos crentes nunca leu a Bíblia toda, não conhece os fundamentos da sua fé, não tem base alguma. Mas se o culto lhes fez bem, foi tudo que elas precisavam. Deus existe para fazê-las felizes, não para lhes dizer como viver. Nessa hora, “ninguém tem nada com a minha vida!”. Quando tinha 20 anos de idade, numa aula de Teologia Sistemática, eu disse ao professor, o saudoso Dr. Soren, que a razão era uma maldição. Quatro décadas depois, valho-me da razão: ela é muito boa, uma bênção de Deus, mas às vezes é mesmo uma maldição. Deve ser maravilhoso não pensar. Quem não pensa não tem crise existencial nem frustração com a humanidade. Não raciocinar, não avaliar, satisfazer-se com o visual e com as sensações, sem avaliar nada, deve trazer algum bem. Caso contrário, as pessoas seriam mais analíticas. Definitivamente, assumi a rabugice. Mas não dá para aceitar frivolidades como filosofia de vida. Menos ainda como teologia.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A alegria do fim

Nas últimas vezes que fui ao cinema me dei conta de uma coisa interessante e atual: antigamente, ao começar subir os créditos ou ao verem o “the end” projetado na tela todos começavam a sair da sala, mas ultimamente a regra tem mudado. Todos esperam para ver qual a “deixa” de continuidade da história. A ficha só me caiu quando eu já estava na porta de saída e meu filho lá esperando, segundo ele, o que ia acontecer depois do fim. Talvez Hollywood tenha notado a nossa dificuldade com o “fim” das coisas. Não sei quantos homens aranha ainda vão existir ou ter suas histórias reescritas, remodeladas, e outros “re’s” pela frente, mas de uma coisa eu sei: nós temos sérios problemas com o “fim”. Acredito que em grande parte este receio em relação ao fim esteja intimamente ligado com o início e meio de algumas histórias de vida. A lei da semeadura é implacável e imutável, só se colhe aquilo que se planta. A esperança de mudar o meio da história na busca de um fim melhor, ou então, tentar reescrever ou refilmar um roteiro de vida marcado por decisões e escolhas erradas pode ser a raiz do problema de algumas pessoas com o “fim”. A história ainda não está no ponto de acabar ou então está tão boa que não precisava terminar. Então, quem não gostaria de ter este poder? Incluir uma “deixa” de continuidade no final de suas vidas? Estender sua película numa saga feita de capítulos longos e com isto adiar o fim? Quando todos se preparam para sair da sala, subitamente, um olho se abre, uma mão se levanta, uma carta chega pelo correio, é encontrada embaixo de um móvel, alguém sussurra um nome, alguém morre em seu lugar. Curiosamente, segundo a Bíblia, o fim das coisas é melhor que o início delas (Ec 7:8). Não tenho dúvidas de que todos os bons roteiros foram escritos de trás para frente. Toda vez que escrevo um conto o que primeiro me vem à mente é o seu fim. Todo o resto trabalha em função dele. Este é o momento épico, crucial e importante de toda boa história. Vivemos submissos ao tempo, ou a noção dele se você for mais filosófico. O ponto é que existe limite para quase tudo e o fim invariavelmente chega. Ele pode ser apoteótico e alegre ou catastrófico e infeliz, depende de como a história foi escrita. Estão tentando, mas não vão conseguir tirar a alegria do meu fim, ele foi escrito muito antes de eu existir. Tenho a plena convicção de que o final desta história será bem melhor que o começo, sem a necessidade de refilmagens ou de novos roteiros. Não será necessário nenhuma “deixa” de continuação nem terá aspectos de uma trilogia. É necessário que haja o fim para que venha o novo, do contrário viveremos um eterno déjà vu. Tudo passa, tudo acaba… … menos o amor (isso é o que virá depois do fim).

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Crianças precisam de pais presentes

A família é um projeto de Deus. É nela que crescemos como seres humanos, formamos conceitos e influenciamos à sociedade. Daí a sua importância. Mas num mundo moderno em que as mulheres estão exercendo o papel de “mulher maravilha”, o homem vai se distanciando dos padrões iniciais da família e perde a autoridade do seu lar. O Instituto de Pesquisa Datafolha mostra que o pai perdeu o status de único provedor da casa e, em comparação com a mãe é considerado menos importante e menos companheiro dos filhos. A necessidade da presença do pai na educação dos filhos é indiscutível. Ele exerce papel critico como mestre de seus filhos. É também fundamental na construção da auto-estima das crianças, além de desenvolver nelas limites internos e controle. Sendo assim, por que os pais estão tão omissos? E o que fazer para que o homem resgata seu papel na sociedade? O primeiro ponto que devemos ressaltar é a mudança que houve na sociedade. A mulher conquistou seu espaço e por conta disso o estilo educacional passou por transformações. Há 40 anos ainda vigorava o modelo hierárquico da autoridade dos pais. Havia muito autoritarismo, mas do que autoridade. Eram ditas frases como “criança não dá opinião. Elas não tinham vez nem voz. E isso foi mudando. Em reação a esse “proibir”, se passou para o extremo oposto: a Era “infantocracia”. A criança passou da condição da sem vez para o lugar central. Os adultos giram em torno dela. Para a psicóloga Elizabeth Bifano, especialista em família, isso acontece pela culpa que os pais sentem de ficarem ausentes o dia todo. Com medo de serem autoritários, abdicaram da autoridade. Os pais falam demais e agem de menos. Em conseqüência disso, os filhos percebem que eles não têm autoridade. Na opinião da psicóloga, o homem está omisso por trabalhar muito, põe o trabalho em primeiro lugar, e acaba não sobrando tempo para os filhos. “O pouco tempo que tem quer descansar ou fazer algo de que gosta. Por outro lado, a mulher acaba assumindo para ela todas as responsabilidades e, sem perceber, enfraquece o papel do homem. Com isso, além do cansaço permanente das mães, quem mais perde nessa relação exclusiva são as próprias crianças, que ficam sem outra referência forte em sua vida. Estudos comprovam a necessidade da figura paterna: o pai tende a ser mais efetivo na disciplina. Tanto nas famílias intactas quanto nas divorciadas, por exemplo, as crianças estão mais propensas a obedecer ao pai do que a mãe. Enquanto as mães são mais ativas que os pais em ajudar jovens com problemas pessoais, no que diz respeito ao uso de drogas por adolescentes, o envolvimento do pai é mais importante. O grande problema da questão é que falta de referência paterna gera conseqüências psicológicas desastrosas na criança, diz a Elizabeth. “Uma menina criada com pai omisso ou ausente fica com carências. E na adolescência, começa a namorar mais cedo, além de buscar em outros homens o suprimento dessa carência. Já no menino, como não existe a figura forte do pai, a mãe passa a ser o seu referencial. Falta a presença do papel masculino, que irá influenciar mais tarde na opção pelo homossexualismo. A família precisa rever seus papéis, afirma a psicóloga. Os pais, tanto a mãe como o pai, precisam gerenciar melhor suas vidas; ter mais tempo para cuidar dos filhos e perceber qual é o papel de cada um. Mãe é mãe, é só tem uma. E pai também! E nesse cenário a igreja tem um papel fundamental. “cabe a ela a função pedagógica de mudar tal situação pela atuação do Santo Espírito de Deus, comunicando aos fiéis e a quem mais interessar, as verdades reveladas da Palavra do Senhor, que foram, são e serão, boa e saudável.

CULTO ERÓTICO

O tema sexualidade está ganhando destaque nos púlpitos evangélicos de diversos países do mundo, prova disso é a reportagem do jornal alemão “Frankfurter Rundschau” relatando que o pastor Ralf Schmidt estará realizando o primeiro “culto erótico”. Schmidt é líder da igreja Mainz Kastel há dez anos e está certo de que os casais de sua congregação precisam aprender mais sobre o tema, por isso escolheu o próximo domingo (5) para falar abertamente sobre sexualidade. “A sexualidade é uma criação do Senhor. Vou usar termos negativos e depois buscarei expressões mais bonitas”, disse ele. Por causa das expressões e do próprio tema, a igreja não vai permitir a entrada de menores de 16 anos no culto. Mas o pastor adianta que mesmo dando ao evento o nome de “culto erótico” não significa que haverá sexo real dentro da igreja, mas que pela primeira vez ele vai falar sobre isso de forma direta e utilizando os termos usados nas ruas para falar sobre amor e sexo. O anúncio de um culto repleto de “palavras quentes” chamou atenção da mídia local e repercutiu em todo o mundo, já que geralmente as igrejas tratam o assunto de forma mais branda. Outra matéria que ganhou repercussão internacional foi sobre uma igreja dos Estados Unidos que a mando do pastor instalou uma cama e um pole dance no púlpito para encorajar os fiéis a praticarem mais sexo.

Uma Palavra aos Pais

Uma das mais infelizes e trágicas características de nossa civilização é a excessiva desobediência aos pais da parte dos filhos, quando menores, e a falta de reverência e respeito, quando grandes. Infelizmente, isto se evidencia de muitas maneiras, inclusive em famílias cristãs. Em nossas abundantes viagens nestes últimos trinta anos, fomos recebidos em muitos lares. A piedade e a beleza de alguns deles ainda permanecem em nossos corações como agradáveis e singelas recordações. Outros lares, porém, nos transmitiram as mais dolorosas impressões. Os filhos obstinados ou mimados não apenas trazem para si mesmos perpétua infelicidade, mas também causam desconforto para todos que se relacionam com eles e prenunciam coisas ruins para os dias vindouros. Na maioria dos casos, os filhos são menos culpados do que seus pais. A falta de honra aos pais, onde quer que a achemos, deve-se em grande medida aos pais afastarem-se do padrão das Escrituras. Atualmente, o pai imagina que cumpre suas obrigações ao fornecer alimento e vestuário para os filhos e, ocasionalmente, ao agir como um tipo de policial de moralidade. Com muita frequência, a mãe se contenta em desempenhar a função de uma criada doméstica, tornando-se escrava dos filhos, realizando várias tarefas que estes poderiam fazer, para deixá-los livres em atividades frívolas, ao invés de treiná-los a serem pessoas úteis. A consequência tem sido que o lar, o qual deveria ser, por causa de sua ordem, santidade e amor, uma miniatura do céu, degenerou-se em "um ponto de parada para o dia e um estacionamento para a noite", conforme alguém, sucintamente, afirmou. Antes de esboçarmos os deveres dos pais em relação aos filhos, devemos ressaltar que eles não podem disciplinar adequadamente seus filhos, a menos que primeiramente tenham aprendido a governar a si mesmos. Como podem eles esperar que a obstinação de suas crianças sejam dominadas e controladas as manifestações de ira, se eles mesmos dão livre curso à seus próprios sentimentos. O caráter dos pais é amplamente reproduzido em seus descendentes. "Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem" (Gn 5.3). Os pais devem, eles mesmos, viver em submissão a Deus, se desejam obediência da parte de seus filhos. Este princípio é enfatizado muitas e muitas vezes nas Escrituras. "Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo?" (Rm 2.21). A respeito do pastor ou presbítero da igreja está escrito que ele tem de ser alguém "que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)" (1 Tm 3.5). E, se um homem ou uma mulher não sabem como dominar seu próprio espírito (Pv 25.28), como poderão cuidar de seus filhos? Deus confiou aos pais um solene e valoroso privilégio. Não exageramos ao afirmar que em suas mãos estão depositadas a esperança e a bênção ou a maldição e a ruína da próxima geração. Suas famílias são os berçários da Igreja e do Estado, e, de acordo com o que agora cultivam, tais serão os frutos que colherão posteriormente. Eles deveriam cumprir seu privilégio com bastante diligência e oração. Com certeza, Deus lhes pedirá contas referentes à maneira de criarem seus filhos, que a Ele pertencem, sendo-lhes confiados para receberem cuidado e preservação. A tarefa que Deus confiou aos pais não é fácil, em especial nestes dias excessivamente maus. Entretanto, poderão obter a graça de Deus, se a buscarem com sinceridade e confiança. As Escrituras nos fornecem as regras pelas quais devemos viver, as promessas das quais temos de nos apropriar e, precisamos acrescentar, as terríveis advertências, para que não realizemos essa tarefa de maneira leviana. Instrua seu filho Queremos mencionar aqui quatro dos principais deveres confiados aos pais. Primeiro, instruir seus filhos. "Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te" (Dt 6.6-7). Este dever é sobremodo importante para ser transferido aos outros; Deus exige dos pais, e não dos professores da Escola Dominical, a responsabilidade de educarem seus filhos. Tampouco essa tarefa deve ser realizada de maneira esporádica ou ocasional, mas precisa receber constante atenção. O glorioso caráter de Deus, as exigências de sua lei, a excessiva malignidade do homem, o maravilhoso dom de seu Filho e a terrível condenação que será a recompensa de todos aqueles que O desprezam e rejeitam; estas coisas precisam ser apresentadas constantemente aos filhos. "Eles são pequenos demais para entendê-las" é o argumento de Satanás, visando impedir os pais de cumprirem seu dever. "E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor" (Ef 6.4). Temos de observar que os "pais" são especificamente mencionados neste versículo, por duas razões: eles são os cabeças das famílias e o governo desta lhes foi confiado; os pais são inclinados a transferir sua responsabilidade às esposas. Essa instrução deve ser ministrada através da leitura da Bíblia e de explicar aos filhos as coisas adequadas à sua idade. Isto deveria ser acompanhado de ensinar-lhes um catecismo. Um constante falar aos mais novos não se mostra tão eficiente quanto a diversificação com perguntas e respostas. Se nossos filhos sabem que serão questionados após ou durante a leitura bíblica, ouvirão mais atentamente: fazer perguntas os ensina a pensarem por si mesmos. Este método também leva a memória a reter mais os ensinos, pois o responder perguntas definidas fixa ideias específicas em nossas mentes. Observe quantas vezes Jesus fez perguntas aos seus discípulos. Seja um bom exemplo Segundo, boas instruções precisam ser acompanhadas de bons exemplos. O ensino proveniente apenas dos lábios provavelmente será ineficaz. Os filhos são espertíssimos em detectar inconsistências e rejeitar a hipocrisia. Neste aspecto, os pais precisam humilhar-se diante de Deus, buscando todos os dias a graça que, desesperadamente, necessitam e somente Ele pode dar. Que cuidado eles precisam ter, para que diante de suas crianças não digam e façam coisas que tendem a corromper suas mentes ou produzam más consequências, se elas as imitarem! Os pais necessitam estar constantemente alertas contra aquilo que pode torná-los desprezíveis aos olhos daqueles que deveriam respeitá-los e honrá-los. Não apenas devem instruir seus filhos no caminho da santidade, mas eles mesmos devem andar neste caminho, mostrando por sua prática e conduta quão agradável e proveitoso é ser orientado pela lei de Deus. No lar de pessoas crentes, o supremo alvo deve ser a piedade familiar, honrar a Deus em todas as ocasiões, e as outras coisas, subordinadas a este alvo. Quanto à vida familiar, nem o esposo nem a esposa deve transferir para o outro toda a responsabilidade pelo aspecto espiritual da vida da família. A mãe, com certeza, tem a incumbência de suplementar os esforços do pai, pois os filhos desfrutam mais de sua companhia. Se existe a tendência de os pais serem muito rígidos e severos, as mães são propensas a serem muito brandas e clementes; portanto, têm de vigiar mais contra qualquer coisa que enfraquecerá a autoridade do pai. Quando este proibir alguma coisa, ela não deve consenti-la às crianças. É admirável observar que a exortação dada em Efésios 6.4 é precedida por "Enchei-vos do Espírito" (Ef 5.18); enquanto a exortação correspondente em Colossenses 3.21 é precedida por "habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo" (v. 16), demonstrando que os pais não podem cumprir seus deveres, a menos que estejam cheios do Espírito Santo e da Palavra de Deus. Discipline seu filho Terceiro, a instrução e o exemplo precisam ser reforçados mediante a correção e a disciplina. Antes de tudo, isto implica no exercício de autoridade, a correta aplicação da lei divina. A respeito de Abraão, o pai dos fiéis, Deus afirmou: "Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito" (Gn 18.19). Pais crentes, meditem nestas palavras com cuidado. Abraão fez mais do que simplesmente dar conselhos: ele ensinou com vigor a lei de Deus e ordenou sua casa. As regras com que ele administrou seu lar tinham o objetivo de seus filhos guardarem "o caminho do SENHOR", aquilo que era correto aos olhos de Deus. Este dever foi cumprido pelo patriarca, a fim de que a bênção de Deus estivesse sobre sua família. Nenhuma família pode crescer adequadamente sem leis familiares, que incluem recompensas e castigos. Isto é especialmente importante na primeira infância, quando ainda o caráter moral não está formado e as crianças não apreciam ou entendem seus motivos morais. As regras devem ser simples, claras, lógicas e flexíveis, tais como os Dez Mandamentos, poucas, mas relevantes regras morais, ao invés de centenas de restrições insignificantes. Uma das maneiras de provocarmos desnecessariamente nossos filhos à ira é atrapalhá-los com muitas restrições insignificantes e regras detalhadas e arbitrárias, procedentes de pais perfeccionistas. É de vital importância para o bom futuro dos filhos que estes sejam trazidos em submissão desde cedo. Uma criança malcriada representa um adulto ímpio. Nossas prisões estão superlotadas com pessoas que tiveram a liberdade de seguirem seus próprios caminhos durante sua infância. A mais leve ofensa de uma criança quebrando as regras do lar não deve ficar sem a devida correção; pois, se ela achar clemência ao transgredir uma regra, esperará a mesma clemência em relação a outras ofensas, e sua desobediência se tornará mais frequente, até que os pais não tenham mais controle, exceto através do exercício de força brutal. O ensino das Escrituras é claro quanto a este assunto. "A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela" (Pv 22.15; ver também 23.13-14). Por isso, Deus afirmou: "O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina" (Pv 13.24). E, ainda: "Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo" (Pv 19.18). Não permita que uma afeição insensata o impeça de cumprir seu dever. Com certeza, Deus ama seus filhos com um sentimento paternal mais profundo do que você ama seus filhos, mas Ele nos diz: "Eu repreendo e disciplino a quantos amo" (Ap 3.19; cf. Hb 12.6). "A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe" (Pv 29.15). A severidade tem de ser utilizada nos primeiros anos de uma criança, antes que a idade e a obstinação endureçam-na contra o temor e a pungência da correção. Poupe a vara e você arruinará seu filho; não a utilize e terá de sofrer as consequências. É quase desnecessário salientar que as Escrituras citadas anteriormente não têm o propósito de incutirmos a ideia de que nosso lar deve ser caracterizado por um reino de terror. Os filhos podem ser governados e disciplinados de tal maneira, que não percam o respeito e as afeições por seus pais. Estejamos atentos para não estragarmos seus temperamentos, por fazermos exigências ilógicas, e provocá-los à ira, por castigá-los expressando nossa própria ira. O pai tem de punir um filho desobediente não porque ficou bravo, e sim porque é correto fazer isso, Deus o exige, bem como a rebeldia de seu filho. Nunca faça uma ameaça, se não tenciona cumpri-la. Lembre que estar bem informado é bom para seu filho, mas ser bem controlado é ainda melhor. Esteja atento às inconscientes influências que cercam seu filho. Estude meios para tornar seu lar atraente, não pela utilização de recursos carnais e mundanos, mas por servir- se de ideais nobres, por incutir-lhes um espírito de altruísmo e desenvolver uma comunhão agradável e feliz. Não permita que seus filhos se associem a más companhias. Verifique cautelosamente as revistas e livros que entram em seu lar, observe os amigos que ocasionalmente seus filhos convidam para vir ao lar e as amizades que eles estabelecem. Antes mesmo de o reconhecerem, muitos pais permitem seus filhos relacionarem-se com pessoas que arruínam a autoridade paternal, transtornam seus ideais e semeiam frivolidade e pecado. Ore por seus filhos Quarto, o último e mais importante dever, no que se refere ao bem-estar físico e espiritual de seus filhos, é a intensa súplica a Deus em favor deles. Sem isto, todos os outros deveres são ineficazes. Os meios são inúteis, exceto quando o Senhor os abençoa. O trono da graça tem de ser fervorosamente buscado, para que sejam coroados de sucesso os nossos esforços em educar os filhos para a glória de Deus. É verdade que precisa haver uma humilde submissão à soberana vontade de Deus, um prostrar-se ante a verdade da eleição. Por outro lado, o privilégio da fé consiste em apropriar-se das promessas divinas e em recordar que a ardente e eficaz oração de um justo produz muitos resultados. A Bíblia nos diz que o piedoso Jó "chamava...a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles" (Jó 1.5). Uma atmosfera de oração deve permear o lar e ser respirada por todos os que dele compartilham.

domingo, 5 de agosto de 2012

Jonas queria sair do peixe, e tem quem queira entrar!!!

Esta foto estava no blog da Marcia Gizella. Muito interessante, ou melhor, intrigante, a nova campanha da IURD: “Clamor no interio do peixe”! Acho que morrerei e não verei todas as campanhas inventadas por aí… Qualquer dia vão inventar a campanha do cuspe de Jesus. É sério, porque só está faltando isso. Imagine só: Uma reunião com 318 “pastores” célebres, que cuspirão em todos os enfermos, com a intenção de repetir o feito de Jesus (ou não). É claro que ia ser a coisa mais absurda. Confesso que quando tive a idéia, pensei: pôxa, nada mais infantil que uma campanha assim; ninguém vai cair nessa. Mas depois de assistir o êxito da campanha do profeta Jonas, acho que a minha idéia até que ia funcionar! Afinal, quem liga para hermenêutica, exegese, tipologias… Que se dane a exegese! O que manda mesmo é reviver literalmete experiências da bíblia.

Uma das maiores aberrações que já ouvi um pastor pregar

PERIGUETE “GOSPEL” [Elas estão por toda parte]

Há muito se sabe que os homens são atraídos pelo olhar. Não é segredo pra ninguém que um homem consegue se excitar em questão de segundos. Basta deslizar os olhos pelas curvas bem distribuídas de uma mulher, estando ela de roupa ou não. Existe uma comparação muito antiga e verdadeira que diz: “os homens são como forno elétrico, “acendem” num piscar de olhos, e as mulheres como forno a lenha, precisam de uma boa dose de carinho, atenção e afeto para que surja a primeira chama.” Não, os homens não agem desta forma porque são tarados e maníacos sexuais, mas sim por causa da sua formação neurológica e hormonal. Eles foram criados assim! “Quer dizer então que se o meu marido trabalha com uma periguete vai passar o dia excitado e ardendo em desejo?” Depende. Se vocês tiverem uma vida sexual satisfatória e seu marido for um homem temente a Deus, capaz de controlar seus olhos e pensamentos, um decote ou bumbum bonitinho não causará muito estrago. Mas infelizmente esta não é a realidade da grande maioria dos casamentos. E pra piorar, existe algo que agrava um pouco mais a situação: a maneira como nós, mulheres, nos vestimos. E é sobre este assunto que quero falar. Está em alta uma nova moda, uma moda que chegou para destruir vidas e relacionamentos. Estou falando do “estilo periguete”. Vamos juntos analisar alguns modelitos: - Saias abajur de perereca – criada para cobrir nádegas e pelos pubianos, apenas; – Blusinhas guardanapo – peça produzida para evitar que os mamilos apareçam; – Vestidinho saída de banho – união das duas peças acima, mas com uma vantagem: cobre o umbigo; – Peças segunda pele – deixa tudo em relevo, inclusive a cicatriz da cirurgia de apendicite. O interessante, é que as adeptas a esse estilo não sentem frio. Não sei qual o segredo. Talvez o fogo que vem de dentro. Mas notei que quando a temperatura está abaixo de 10°C, o problema é solucionado com um casaquinho e uma meia arrastão. “Meu Deus, mas essas moças estão por todos os lados! Será que consigo me refugiar dentro da igreja?” Sinto-lhe informar, mas o estilo periguete já adentrou o mundo gospel. Os modelitos não chegam a ser tão ousados, mas também causam estrago. A moda gospel conta com peças segunda pele, decotes ousados e blusinhas puxa-puxa: uma mão levantada pra louvar e a outra puxando a blusa para evitar que a barriga apareça. “Ai Dani, mas que exagero!” Não, não estou exagerando. Há uns 2 meses atrás, uma esposa compartilhou comigo que seu marido havia passado todo o período do culto desnorteado. Não conseguiu prestar atenção em uma palavra sequer, por conta de um bumbum bem modelado em uma calça jeans agarrada no banco da frente. Este bumbum pertencia a uma mulher casada e mãe de dois filhos. Escutei também o desabafo de um esposo: “Durante os cânticos da igreja, tenho que permanecer de olhos fechados, por conta dos decotes, calças agarradas e barriguinhas das meninas que cantam no louvor”. Não, não os culpo por isso. Lembre-se que um homem “acende” apenas com o toque de um botão, os olhos. E não demora muito para que o pensamento pegue fogo. E se este homem não for tremendamente comprometido com Deus e com sua esposa, um incêndio se inicia. Este incêndio se alastra lentamente, levando consigo a paz do seu casamento. Mulheres, estamos levando os homens ao adultério com nosso modo de vestir! “Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher e deseja-la, já cometeu adultério com ela no seu coração” Mateus 5:28. “Mas Dani, os homens deveriam controlar suas mentes e olhos!” Sim, eu creio nisto, mas nós podemos facilitar, e muito, este trabalho. Como? Sendo mais críticas ao analisarmos nossa imagem no espelho. Se você for casada, ao se vestir, pergunte ao seu marido se ele se excitaria ao ver uma mulher vestida desta forma. Preste atenção se a roupa salienta demais o seu bumbum. Se precisar abaixar, os seus seios ficarão a mostra? Se precisar levantar as mãos a barriga vai aparecer? A roupa é tão agarrada que mostra cada uma das suas curvas? Quando somos sensuais e ousadas no nosso modo de vestir, transmitimos a seguinte mensagem: “É isto que eu sou! Este é o melhor que tenho a oferecer”. É como se apertássemos com nossos próprios dedos os “botões de excitar” de todos os homens que passam por nós, casados ou não. Talvez, sem saber, já tenhamos sido motivo de discórdia entre um casal e quem sabe até de uma separação. Isso é realmente triste e trágico! Por outro lado, quando nos vestimos de forma decente e discreta, fazemos com que as pessoas enxerguem em nós qualidades que provavelmente ficariam ocultas atrás de um belo decote. O diabo trabalha duro para te fazer acreditar que terá toda a sua carência emocional suprida se exibir o seu corpo com uma boa dose de sensualidade. É bem provável que até consiga se sentir querida e desejada por um período de tempo, mas é certo que sairá ferida de qualquer relacionamento que se inicie com esta motivação. Um homem que mostra interesse em uma mulher que expõe seu corpo dessa forma, deseja usufruir de tudo aquilo que tem enchido os seus olhos, mesmo que para isso seja necessário dizer um “eu te amo” ou “você é a mulher da minha vida”. Sim, os crentes também fazem isto. E depois que ele estiver bem satisfeito, vai descartá-la como um simples objeto, afinal, não foi isso que você mostrou ser? Um belo pedaço de carne? Aos pais, eu digo: não permita que sua filha se exponha desta maneira. Ensine-a a se vestir e se portar como uma dama. Li um relato no livro Educando Meninas, de uma jovem de 16 anos que se vestira indecentemente para sair com seus amigos. Ela passou pelo seu pai, esperando que fosse barrada, mas ele apenas a abraçou e disse: “Juízo minha filha!” Ela deu um sorrido e saiu desapontada. Confessou ao autor do livro que o seu maior desejo naquele momento era que seu pai a tivesse impedido de sair vestida daquela maneira: “Eu provavelmente iria me chatear e retrucar, mas teria a certeza de que meu pai realmente se importa comigo.” Mulheres que se portam como vadias, atrairão cafasjestes. Quer se casar com um cavalheiro? Então porte-se como uma dama! Agora falo às meninas e mulheres: Guarde seu corpo, proteja-o. Ele é templo do Espírito Santo de Deus: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” 1 Coríntios 6: 19 e 20. Não permita que outros roubem com os olhos aquilo que pertence a outra pessoa. Seu corpo pertence ao seu marido (ou futuro marido). Agindo desta forma, você estará preservando a sua saúde emocional, espiritual, o seu casamento (ou futuro casamento) e também o relacionamento de muitas outras pessoas. De vez em quando, minha filha vê na televisão mulheres com roupas minúsculas, dançando e rebolando. Evitamos expô-la a esse tipo de programa, mas nem sempre é possível, por isso, já conversamos sobre o assunto. Explicamos a ela que o nosso corpo é muito especial, e só deve ser mostrado dessa forma ao nosso cônjuge. O próprio Deus habita em nós, e que Ele se entristece com esse tipo de comportamento. Como posso permitir que outros homens devorem com os olhos aquilo que pertence ao meu marido? Ela entendeu o recado e hoje, não se sente bem quando presencia essas cenas. Lembre-se: A sua carne deseja as coisas deste mundo, ela vai tentar seduzi-la e arrastá-la: “Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte.” Tiago 1:14-15. O vazio no seu peito e a necessidade de se sentir amada e desejada não pode ser suprida por um homem. Só Deus pode suprir sua carência emocional. Se você não teve um pai que foi amigo, companheiro, seu maior admirador e ao mesmo tempo um exemplo de autoridade, é muito provável que você busque inconscientemente suprir esta falta com os homens que passarem pela sua vida, seduzindo-os através do seu corpo e modo de vestir. Pesquisas comprovam isto. Mas saiba que a única coisa que vai colher é decepção e frustração, pois como diz o versículo, o pecado após ter sido consumado, gera a morte. Morte espiritual. Deus pode enchê-la de tal forma e fazê-la tão feliz, que a sua busca desesperada chegará ao fim, busque-o! “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo a quem o pedir!” Lucas 11:13”. “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês”, diz o Senhor”. Jeremias 29:13-14. Estando cheia do Espírito Santo, você se sentirá bastante incomodada ao utilizar uma peça de roupa indecente. O próprio Deus irá te conduzir a cuidar e preservar o seu corpo, fazendo com que as pessoas sejam atraídas não pelo seu modo de vestir, mas sim pelo(a) seu/sua: Cheiro: “Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento, porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo”. 2 Coríntios 2:14-15 . Luz: “Disse Jesus: Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”. João 8:12. “Vocês são a luz do mundo. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. Mateus 5:14 e 16 Vida: “Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” João 14:6. “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. João 11:25 Alimento: “Então Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome, aquele que crê em mim nunca terá sede”. João 6:35 Água: “Jesus respondeu: “Quem beber desta água (comum) terá sede outra vez, mas quem beber da Água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a Água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de Água a jorrar para a vida eterna”. João 4:13-14 Não quero com esse texto trazer condenação a ninguém, afinal: “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Romanos 8:1 Eu, assim como vocês, ainda estou aprendendo. Sou apenas uma aluna, talvez uma das piores… Meu desejo é o de aprender para poder ajudar e ensinar a outros. E para isso, conto com o melhor dos professores: “Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente. Delas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito, interpretando verdades espirituais para os que são espirituais”. 1 Coríntios 2:12-13 Te convido a fazer parte desta turma. Hoje!

Renato Vargens chama Abílio Santana de “herético” e critica mensagem sobre prosperidade

O blogueiro Renato Vargens, pastor presidente da Igreja Cristã da Aliança, publicou uma postagem criticando uma mensagem pregado pelo pastor Abílio Santana. Renato afirma que a mensagem é uma aberração e que o pastor Abílio fundamentou a mensagem em um relato apócrifo e que ficou assustado com as bobagens do pastor, que ele chama de herege. “O cara fundamentou sua pregação num relato apócrifo de que Jesus assumiu aos 12 anos a carpintaria de seu pai e enriqueceu fazendo mesas e cadeiras”, escreveu o pastor Renato. “Sinceramente a ignorância bíblica dos presentes a esse culto me fez ruborizar de vergonha. Onde já se viu tamanha besteira? Pois é, para defender essa funesta teologia os ‘pastores de Genésio’ estão dispostos a fazer qualquer coisa”, escreveu. Na mensagem o pastor ilustra uma revelação sobre a casa de Jesus e o exercício de sua profissão. A polêmica está na casa que Jesus teria comprado com o dinheiro que ele guardou durante o período que trabalhava como carpinteiro. Famoso por parafrasear histórias bíblicas e contar com humor suas histórias pessoais, Abílio Santana, que já foi um dos principais conferencista do Congresso dos Gideões Missionário da Última Hora, já foi criticado por acrescentar as histórias bíblicas situações que não são narradas no Livro Sagrado. “Caro leitor, diante do exposto, repito: Eu odeio a Teologia da Prosperidade. Repudio veementemente seus conceitos e doutrinas. Na pregação, só faltou o cara defender a tese de que Jesus possuía uma casa com 20 quartos, piscina, sala de jogos, sauna e campo de futebol”, critica o blogueiro Renato Vargens.

Esquimós, ovelhas, leões-marinhos e a contextualização!

A definição da palavra contextualização na igreja hoje tende a ser obscura e muito aberta. É um daqueles jargões populares que é definido de forma diferente a cada vez que alguém o explica ou tenta defender. Inicialmente, contextualização geralmente começa por um ponto óbvio, que para atravessar barreiras linguísticas e culturais de forma eficaz, precisamos traduzir e ilustrar nossa mensagem de forma que seja adequada para a compreensão das pessoas ou grupos que desejamos alcançar. Ou seja, que contextualização implica em nada mais do que a tradução e ilustração – se fosse apenas isso toda a discussão seria supérflua e a palavra contextualização não seria defendida com uma paixão que as palavras, regeneração, expiação, justificação... não são. Hoje ela significa muito mais do que a tradução e ilustração das verdades bíblicas. Num primeiro momento, a ideia de contextualização ganhou força entre os evangélicos no campo da tradução da Bíblia, e é fácil perceber o porque. Por exemplo, se você pregar a palavra de Deus a uma cultura esquimó, onde eles não tem ideia do que são ovelhas, você precisa ( pelo menos essa é a ideia ) encontrar uma maneira de explicar todas as referências em termos pastorais que os esquimós possam entender. Por exemplo o Salmo 100.3 – “Nós somos o seu povo e ovelhas do seu pasto” – Um esquimó teria dificuldade de visualizar, algo que outros povos não teriam. Então, em um caso real, um grupo de tradutores da Bíblia trabalhando na língua esquimó traduziram a palavra “ovelha” como “caribus”... em toda a Escritura. Apesar disso, como explicar exatamente o Salmo 23 dessa forma? Seria mais fácil ensinar aos esquimós o que são ovelhas. Eu por exemplo, nasci no Rio de Janeiro e não tinha contado nenhum com neve na minha vida. Meu pai para me ensinar que Deus tornaria o meu pecado mais alvo que a neve, simplesmente me ensinou o que era neve. E também nunca vivi num contexto de contato com ovelhas mas simplesmente me ensinaram o que era. Quando meu pai me ensinou que Cristo era o “leão da tribo de Judá” – era óbvio que eu não tinha contato com o animal africano – mas foi mais fácil me ensinar o que é um leão do que tentar "contextualizar" com os animais que eu tinha contato. Então veja, olhamos só um exemplo de contextualização verbal que por fim, obscurece mais do que esclarece. Mas o que temos hoje é algo muito pior. A estratégia pós-moderna missional de contextualização sempre parece envolver abraçar os valores da cultura alvo. Ouça aqueles que mais falam sobre “contextualizar”, como se fosse um mantra de tão repetitivo, e veja que com a ideia de tornar o evangelho “mais claro”, às vezes deliberadamente, às vezes inconscientemente, envolve fazer com que o cristianismo pareça mais familiar e mais confortável e muito menos contra-cultural. Então o que é dito é que a contextualização adequada envolve, pelo menos “temporariamente”, adotar qualquer visão de mundo das pessoas ou grupos que queremos alcançar, de modo que a partir desse ponto, possamos falar com eles como parte do grupo, e não como estranhos ou estrangeiros. Na verdade então, a contextualização vai muito além de traduzir e ilustrar as verdades. Também vai muito além de adotar a linguagem e as convenções sociais da cultura educada, evitando certos tabus culturais. A contextualização vai muito além, e os “contextualizadores” hoje estão tentando adaptar o conteúdo da mensagem do evangelho, tanto quanto possível, a visão de mundo de qualquer subcultura que eles vejam como público-alvo. Não só os leões marinhos ou caribus se tornam substituto para as ovelhas; tolerância pós-moderna se torna um substituto aceitável para “amor cristão”. Para resumir – a idéia não é deixar a mensagem da cruz e toda a ofensa da Verdade de Deus para o homem natural mais clara. Porque ficaria até mais claramente ofensiva ao homem natural. Ouça atentamente o missiólogo típico, ou “plantador” de igreja que defende a ideia da contextualização como a grande descoberta para “salvar” o evangelho da irrelevância, e o que normalmente você vai ouvir é alguém tentando desesperadamente tornar o evangelho mais palatável, agradável e que se encaixe no estilo de vida do público alvo. O entusiasmo desenfreado sobre esse tipo de "contextualização" mudou drasticamente a estratégia evangelística - tomando como missão o como a igreja pode assimilar o mundo, tanto quanto possível; e acima de tudo, como parecer legal para o mundo (com todas as suas sub-culturas – do esquimó ao apaixonado por touradas, Vale-tudo, filosofia da tolerância...), para que todos gostem de nós. Essa realmente é a ideia motriz que está por trás do “pregador sensível” e da abordagem da Igreja Emergente e outras. Essa ideia de “contextualização” - ajustando o cristianismo ao mundo e seus grupos específicos, crenças existentes, valores, tradições, entretenimento... foi a “contribuição” mais “significativa” das últimas décadas para a estratégia da igreja. O que foi péssimo. Conseguiu e está conseguindo tornar a igreja e o mundo indistinguível, indistinta na essência da visão de qual é o objetivo do evangelho centrado na glória do Deus que é santo, santo, santo. E, francamente, ineficaz como força transformadora, e sim se tornando algo moldado pelo mundo e seus valores. A mensagem tem de ser comprometida, pois o mundo jamais vai achá-la legal! O homem odeia a verdade por um motivo muito mais profundo do que nosso vocabulário. Jesus foi um homem perfeito. Perfeito em amor e em tudo o mais que se possa imaginar. Por que Ele foi odiado neste mundo? Contextualizou errado? Não usou a linguagem da cultura? Escute Cristo: “O mundo não vos pode odiar, mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más”. - João 7:7 O mundo, a não ser que o homem seja regenerado, não suporta ouvir isso: “dele testifico que as suas obras são más”. Nunca vai achar isso legal!