sábado, 17 de dezembro de 2011

Apóstolo Valdemiro Santiago paga mais e tira Silas Malafaia da madrugada da Band

O Apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, conseguiu “por de baixo dos panos” tirar um dos mais famosos televangelistas brasileiros do ar em um de seus principais meio de divulgação, às madrugadas de sábado na Band.
Com uma proposta irrecusável oferecida no começo de junho deste ano, Valdemiro ofereceu mais que o dobro do valor que Silas Malafaia paga à Band para ficar com o horário do Pastor nas famosas madrugadas na emissora. De acordo com informações, o valor oferecido foi 150% a mais do que já é pago pelo horário, os valores exatos não são divulgados, mas devem girar acima da casa dos 10 milhões de reais por mês.
O Apóstolo Valdemiro se tornou o dono da madrugada da Band, já que com a oferta também tirou o Missionário R. R. Soares do ar, que tinha seu teleculto exibido após o programa do Pastor Silas. A nova programação do horário das 2 horas às 6:45 da manhã com a Igreja Mundial do Poder de Deus no comando começará a ser exibida em outubro. Os contratos já foram assinados.

“Traira!”

O Pastor Silas Malafaia foi procurado pela reportagem para comentar a mudança. Por meio de assessoria de imprensa, Valdemiro Santiago foi classificado como “traira” pela atitude. Na mensagem enviada a assessoria do Pastor afirma que “o Ap. Valdemiro Santiago é um verdadeiro TRAÍRA! Tudo que ele falou do R.R. Soares e Igreja Universal ele fez agora muito pior. (…) Ap. Valdemiro Santiago, QUE VERGONHA! QUE ABSURDO! QUE TRAÍRA!”
Na nota ainda é lembrado que o Pastor Silas Malafaia defendeu o próprio Apóstolo Valdemiro Santiago quando este comprou os horários do Missionário R. R. Soares na CNT tirando-o do ar no canal. Também é dito que o líder da Vitória em Cristo foi quem solicitou junto a direção da TV Globo para que eventos da Igreja Mundial fossem noticiados pela emissora, como já aconteceu, além de afirmar que teria o ajudado “em outras ‘coisitas’ mais que não interessa falar aqui…”
A assessoria ainda ataca indiretamente a Igreja Universal do Reino de Deus ao afirmar “Entendemos que de onde ele veio o DNA não podia ser diferente, isso é ESPÍRITO DE ESCORPIÃO! Pede ajuda e depois mata quem o ajudou!”.

Disputas

O Apóstolo Valdemiro e o Pastor Silas estavam na disputa pela compra dos horários na madrugada no SBT. Após Malafaia se retirar da disputa, Santiago chegou a acertar valores, mas devido a burocracia gerada pela emissora de Silvio Santos decidiu mudar a estratégia e investir o dinheiro em outras formas de divulgação de sua igreja, uma delas seria a compra de um canal em São Paulo. A outra foi a compra do horário do Pastor Silas Malafaia.
Apesar de perder o horário da madrugada, constantemente usado nas divulgações de seu programa, Malafaia renovou com a Band o horário do meio dia nos sábados. O Pastor também possui horários nas emissoras Rede TV!, Boas Novas e CNT, não se sabe se voltará a disputa pelo espaço no SBT.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Jesus Vida Verão 2012 terá a participação de Michael W. Smith


Nos dias 11 a 14 de janeiro a Praia da Costa, em Vila Velha, Espírito Santo, será palco do Jesus Vida Verão. O evento que reúne grandes nomes da música gospel terá entre os artistas estarão nomes consagrados como Paulo César Baruk, a cantora Cassiane entre outros.
A programação já está fechada e terá até a participação especial do cantor americano Michael W. Smith. Além também de Marcelo Aguiar, André Valadão e Trazendo a Arca.
É a 21ª edição do evento que tem como objetivo levar a Palavra de Deus através da música. O evento começa às 19 horas e vai até as 22 horas.

Veja a programação:

11 de janeiro – Cassiane e Marcelo Aguiar
12 de janeiro – André Valadão e Liége
13 de janeiro - Trazendo a Arca e P.C. Baruk
14 de janeiro – Michael W. Smith

Os malignos profissionais da fé


Por Maurício Zágari
Eu sugiro que você não leia este post. É sério. Não continue lendo, pois ele vai machucar seu coração. Ele é muito mais um desabafo de mim para mim aqui dentro do meu mosteiro virtual do que uma comunicação com alguém. E vou usar palavras pesadas, muito pesadas, pois não há palavras leves que exprimam o que vou dizer. O assunto de que vou tratar não tem nada de agradável, nao traz edificação direta, não vai trazer alento a sua alma. Na verdade, vou falar de uma abominação. Esta reflexão tem a ver com ganância, com impureza de alma: o uso de dinheiro sagrado para fins que não sejam a obra de Deus. É um assunto sórdido. Um tema que eu gostaria muito, muito, muito que não existisse, mas que infelizmente existe. Se você já leu a seção Por que esse blog existe? do APENAS sabe que eu criei este blog como modo de pôr para fora da minha mente coisas que me incomodam, que o criei para ser um mosteiro onde me fecharia e poria para fora pensamentos que envenenam minha alma. Então por favor não continue lendo, pode ser que um pouco desse veneno respingue em você. Siga por sua conta e risco, pois o que você lerá adiante não é nada bonito.
A verdade é que estou farto de ver pessoas que usam o Evangelho Santo e Sagrado de Jesus Cristo como desculpa para obter ganho financeiro. Muitas e muitas vezes ilícito, falemos a verdade. A Bíblia nos relata que Judas roubava do dinheiro que viabilizava a subsistência dos apóstolos e de Jesus: os séculos se passaram e hoje parece que, em vez de aprender com o que aconteceu com Judas, que terminou sua vida em desgraça, muitos repetem seu exemplo e continuam metendo a mão na bolsa onde está o dinheiro sagrado da obra de Deus. Os Judas, na verdade, se multiplicaram.
Evidentemente que, do mesmo modo que dos doze apenas um era bandido, hoje a maioria dos que atuam e trabalham em igrejas, em ministérios ou instituições religiosas são pessoas sérias, tementes a Deus, verdadeiras servas do Senhor, para quem dinheiro não é um fim em si mesmo, mas apenas um meio de viabilizar uma vida digna enquanto não chega a hora de partir para a eternidade. Que isso fique claro. Mas não é essa maioria santa que me incomoda, quem mexe com minhas entranhas são a minoria, aqueles calhordas que buscam atuar na obra de Deus para faturar. Palavras pesadas? Ainda dá tempo de parar de ler este post, não foi falta de aviso, mas são palavras que definem exatamente o tipo de gente que estou descrevendo, não consigo achar outras que explicitem melhor aquilo que descrevem. Se lhe soar agressivo, por favor pare de ler agora, pois não quero ofender ninguém – é uma mera constatação. Mas essas pessoas são inimigas da Igreja que eu amo e, logo, são inimigas do Cristo que eu amo. E contra isso não há meias-palavras. Assim. serei incisivo e firme no que escreverei – ainda há tempo de ir ler um blog bonitinho que fala sobre coisas cor-de-rosa.
O que mais me enoja são aqueles que enxergam o sagrado ministério pastoral como um “emprego estável”. Esses dão-me ânsias de vômito. São indivíduos que veem no pastoreio um caminho fácil de ganhar a vida, que não estão verdadeiramente preocupados com as ovelhas machucadas do Senhor, que não buscam cuidar das feridas dos soldados da batalha: querem saber como lucrar com a guerra. Esses são abomináveis, pois transformam em emprego algo sacrossanto. Gente despreparada para cuidar até de um cachorro, mas que sobe a púlpitos dizendo estar cuidando do rebanho de Cristo. Hipócritas que fingem ter vocação e chamado pastoral para poder ter acesso livre a dizimos e ofertas e assim levar uma vida materialmente tranquila. É por causa de canalhas como esses que o nome da Igreja de Jesus Cristo foi tão enlameada nas últimas décadas.
E se você acha que estou falando apenas de igrejas neopentecostais que apregoam a satânica Teologia da Prosperidade, saiba que não são apenas os lideres dessas igrejas-empresas que fazem isso. Essa corja você encontra em todo tipo de igreja: tradicional, pentecostal, católica, emergente, igrejas nos lares, na internet… Os bandidos da fé estão em toda parte.
Mas não é só nos púlpitos, na TV e na internet que você os encontra. É aquele diácono que mete a mão na salva, o líder de jovens que surrupia dinheiro de campanhas feitas pela mocidade para arrecadar fundos com esse ou aquele propósito, o tesoureiro que manipula o balancete das igrejas para escorregar uma graninha pro bolso. Esses malignos profissionais da fé podem ser encontrados em qualquer departamento de qualquer modelo de igreja ou comunidade cristã. Judas está bem e vive entre nós.
Na área da música, então, nem se fala. Quantos não são os músicos, cantores, instrumentistas, letristas, produtores, gravadoras, marketeiros e bandos de outros profissionais envolvidos na teoricamente chamada área de “louvor e adoração” que louvam e adoram sim, mas Mamon. Que compõem, tocam e interpretam lindas canções mas de olho na bilheteria, no cachê, nos contratos das gravadoras, nas ofertas… Jesus? É só um tema de música. Um argumento. Uma mera desculpa. Alguém cujo nome rima com Cruz, a gente faz uma musiquinha e vamos faturar. Abominação.
A indústria fonógrafica fisgou de jeito os cristãos, que consomem avidamente CDs e DVDs de músicos que muitas vezes vivem vidas devassas. Mas que cantam tão lindo! São milhões de reais movimentados todos os anos, ao ponto de empresas seculares fecharem contrato com músicos ditos “evangélicos”, que, assim, começam a aparecer por força de cláusulas de contrato em programas como o do Faustão. E o povo de Deus acha que isso é um grande avanço do Evangelho! Escute isso: não é! São apenas artistas fazendo propaganda de seus CDs e DVDs num programa mundano, tendo ao fundo bailarinas dançando seminuas ao som de músicas que usam o nome do Cordeiro de Deus, do Santo dos Santos. Mas essa divulgação vai gerar milhões de reais em vendas, divididos avidamente entre todos os envolvidos como urubus disputam carniça. E nós, crentes, claro, achamos isso sinal da benção de Deus. Um enorme avanco do Evangelho! Não é. Senão Xitãozinho e Xororó cantando meia hora no Faustão seria avanço de quê?! Acorda, minha gente, é só business e nada mais! Claro, usando o Sagrado nome de Jesus. Abominável.
Sem falar dos políticos, que usam aquele ridículo slogan “irmão vota em irmão” para angariar votos. Seria leviano dizer que todo político é ladrão. Não serei leviano. Há homens sérios que ingressam na vida político-partidária com o real intento de ajudar a sociedade. Mas se você consegue acompanhar o desempenho da maioria dos nossos “irmãos” nas instâncias do poder verá que há muita imundície nas chamadas “bancadas evangélicas”. Irmão vota em irmão? Ok. Mas primeiro prove que você é meu irmão. Gere frutos dignos. Não aceite propina. Não faça negociatas. Não entre em esquemas de desvio de dinheiro. Aí sim quem sabe o cidadão Mauricio Zágari vai votar no cidadão probo e ilibado que você é e que por acaso frequenta uma igreja. E não porque você usa o discurso anticasamento gay como bandeira de campanha ou porque diz que é membro de uma igreja. Igrejas estão cheias de joio e a sua carteirinha de membro não me diz absolutamente nada. Seus atos dizem.
Cansei. Cansei de ver alpinistas sociais usando o nome de Cristo para ganhar uma grana. Isso é usar o nome de Deus em vão e vai contra os mandamentos. É pecado e é blasfêmia. O trabalhador é digno do seu salário e é justo que aqueles que labutam com seriedade na obra de Deus recebam uma remuneração digna por isso. A Igreja (como um todo, desde aqueles que se reúnem em lares até os que celebram em catedrais) vive num mundo material e precisa de dinheiro para manter-se. Jesus precisou, tanto que Judas carregava uma bolsa com o dinheiro que mantinha os doze apóstolos e o Mestre em seu ministério. Um pastor de tempo integral precisa de dinheiro para pagar a escola de seus filhos. Um editor de livros cristãos precisa de dinheiro para pagar o almoço. A faxineira que varre o chão da sala ao final de um culto num lar precisa pagar suas contas de gás e luz. Não há mal algum nisso e é bíblico que quem viva para a obra viva da obra. Leia o que Paulo escreveu. É para isso que servem os tão malfalados – porém totalmente bíblicos – dízimos e ofertas: manter uma estrutura material que tenha condições de propagar as Boas-Novas espirituais do Evangelho.
Deus deu aos homens a atribuição de proclamar Sua Palavra, embora a Biblia diga que era algo que os anjos anelavam fazer. Mas coube ao homem essa tarefa. E homens precisam comer, se vestir, ir ao médico, pagar o ônibus. Por isso necessitam do vil metal: mesmo os que dedicam suas vidas à obra de Deus. Em nenhum lugar da Biblia você vê quem quer que seja dizer que é preciso virar um mendigo para pregar Jesus. Ou viver comendo mel com gafanhotos. Então é licito e bíblico quem se devota 24 horas por dia à causa do Evangelho ser dignamente remunerado por isso.

Mas a grande diferença está em um coisa chamada MOTIVAÇAO.

E é daqueles que são motivados não por Cristo, mas pelas benesses proporcionadas pelo dinheiro que vem do Evangelho que estou com a paciência esgotada. Aquela trupe de sanguessugas que fazem contrabando de dinheiro dentro de bíblias e cuecas para comprar mansões em Miami. A corja que articula e manipula seus superiores para ser ordenada pastor e assim ter um “emprego estável”. A canalha que sobe em púlpitos para vender o máximo possível de seus livros, DVDs ou CDs. Os calhordas que só “louvam a Deus” mediante um cachê vergonhosamente elevado ou a obrigação de que o pastor local adquira tantos de seus CDs. O político apóstata, eleito com slogans biblicos, que faz conluios para levar propinas saídas do dinheiro público. O vendedor de CDs evangélicos piratas. O empresário travestido de pastor que engana os humildes inventando “unções financeiras”. E por aí vai.
Meu consolo é que o juízo virá. E a coisa vai ficar feia para o lado daqueles que amaram mais as riquezas que a Deus. Pior: aqueles que usaram o nome de Deus para adquirir riquezas.
Peço perdão. Peço perdão a você por minhas palavras duras. Você que acompanha o APENAS sabe que não costumo ser assim. Mas esse assunto me tira do sério e preciso pôr para fora aquilo que esmaga meu coração como uma bigorna. Não quis ofender ninguém. Mas uma consciência tranquila não se ofende com acusações que não lhe ferem. Se você se sentiu mal por eu ter chamado os supostos “cristãos” que usam o nome do Senhor como um meio de faturar de canalhas, calhordas, corja, abomináveis, sórdidos, gananciosos, bandidos e sanguessugas… conforme-se, lamento. Pois desgraçadamente é isso mesmo o que eles são. Não respeitam a santidade absoluta do Rei dos Reis e roubam ou armam para levar um a mais do dinheiro doado por pessoas sinceras para ser usado em prol do Reino. E isso entala na minha goela, pois é o que há de mais sujo. Pegam dinheiro abençoado e transformam em dinheiro imundo.
Ainda há tempo de mudar de atitude. Se você tem metido a mão na bolsa, arrependa-se agora. Não hoje: agora. Caia de joelhos e clame o perdão de Deus. É impossível servir a Deus e a Mamon. Impossível. Ou seu tesouro está no Céu ou no cofre do banco. Se você tem sido servo dos cifrões, ainda há tempo de dobrar seus joelhos ante o Nazareno e entender que nu você morrerá. E se você tem feito qualquer coisa em nome de Jesus – eu disse qual-quer coi-sa – tendo em vista não o Reino de Deus e sua justiça mas sim seu lucro pessoal… eu choro por você. Por saber que na frente só lhe resta uma interjeição: “ai”.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

PARABÉNS AURELINO LEAL: 50 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

Em 1755, após acordo firmado entre o então Governador, capitão-general Manuel da Cunha Menezes e João Gonçalves da Costa, proprietário da fazenda Ressaca, foi construída uma estrada que, partindo da fazenda, ligava o sertão ao litoral. Esta via de comunicação recebeu mais tarde o nome de Estrada da Nação, por ser de grande importância para a vida econômica da Província. Devido às ricas mercadorias que por ela desciam, a Coroa criou um posto para cobrança do "quinto", no lugar denominado Funis, onde a estrada se bifurcava, indo um ramal para Camamu e outro para a vila da Barra do Rio das Contas.
Nesta época, já predominavam no litoral as grandes fazendas, cujos proprietários impediam a toda força o desbravamento, povoamento e a cultura de suas terras. forçando assim os aventureiros a se dirigirem para o interior, em busca de terras devolutas.
Em conseqüência, subiram a estrada que partia da vila da Barra do Rio das Contas, povoando interior.
A exploração das terras prosseguia incessantemente, apesar das lutas existentes pela sua posse, condição peculiar à zona cacaueira.
Por outro lado a resistência hostil oferecida pelos índios "patachós" aldeados nas margens do rio Gongogi, principal afluente da margem direita do rio das Contas, não permitia aos fazendeiros estenderem seus domínios, dificultando o estabelecimento dos pequenos núcleos populacionais.
Mais tarde, com o nascimento e progresso da vila de Itapira e a maior expansão da lavoura, cuidou-se de estender os trilhos da Estrada de Ferro de Ilhéus até a margem direita do rio das Contas defronte à citada vila, hoje cidade de Ubaitaba.
Em 1930 existia nesse local somente uma fazenda de cacau pertencente a Ramiro Teixeira.


Com a chegada da ferrovia, formou-se em torno da estação, ainda em 1930, o povoado de São Miguel A passagem dos trilhos, pelo seu território, muito influiu para o rápido desenvolvimento da localidade que logo foi promovida à categoria de distrito.
Ganhou autonomia administrativa em 1961, passando a denominar-se Aurelino Leal, em homenagem ao Dr. Aurelino de Araújo Leal.
Formação Administrativa O Distrito foi criado sob a designação de São Miguel, no Município de Itacaré, assim figurando nas divisões territoriais de 31 de dezembro de 1936 e 1937, bem como no quadro anexo ao Decreto estadual n.° 10.724, de 30 de março de 1938.
Por efeito do Decreto estadual n.° 11.089, de 30 de novembro de 1938, passou a denominar-se Itaipava.


No quadro da divisão territorial para 1944-48 0 distrito aparece com nova denominação - Poiri.
Lei estadual n.° 1.579, de 15 de dezembro de 1961, criou o Município de Aurelino Leal, desmembrado do de Itacaré, levando os seus distritos de Poiri, Laje do Banco e Poço Central. O primeiro recebeu o nome do novo Município e ficou sendo a sede.
Instalado a 7 de abril de 1963, permaneceu constituído pelos mesmos distritos. (Fonte IBGE) . Segue fotos antigas.

A culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser


Por Leandro Márcio Teixeira
Deus por vezes é retratado (mesmo por alguns que se dizem cristãos) como injusto por tratar os pecados finitos que cometemos de uma forma infinita. É a doutrina bíblica do inferno que causa repulsa em muitas pessoas. Como poderia um Deus bom castigar eternamente uma pessoa que pecou, digamos, 70 anos de sua vida?
Este tipo de raciocínio é típico do ser humano decaído. Usar uma lógica que minimiza a gravidade do pecado ao mesmo tempo que acusa Deus de ser menos do que perfeito. Quem está minimamente familiarizado com a Bíblia sabe que lá no Jardim do Éden, quando Adão e Eva pecaram, o nosso representante foi rápido em culpar Deus por seu pecado, e Eva tentou esquivar-se da mesma forma, atribuindo a Satanás o seu próprio erro. Como diria o personagem de desenho animado, Homer Simpson, “a culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser”. E este padrão de comportamento tem se repetido, geração após geração, em todos os que nasceram nesta terra. Cada um tem um “Homer Simpson” dentro de si.

O que precisa ser compreendido é que o pecado é uma ofensa. E a ofensa se torna mais ou menos grave conforme o valor ou a dignidade do ser ofendido. Vamos tomar por exemplo o assassinato. Matar uma pessoa de 30 anos é grave. Assassinar uma mulher grávida é horrível. Mas vamos combinar que matar um bebê de 3 meses é muito mais hediondo. Assassinar um traficante de drogas é menos grave do assassinar um chefe de estado, embora ambas as ações sejam, basicamente, pecados. Sabendo que Deus é infinitamente mais puro e santo que um bebê, e infinitamente mais digno e honrado do que o melhor governante, um pecado contra Deus é infinitamente perverso. Um pecado contra um ser infinito, portanto, merece uma punição infinita.

Partindo dos exemplos citados, você perdoaria algum dos assassinos? Vou adivinhar: perdoaria o que matou o traficante. Afinal, é possível sentir certo gosto de justiça feita, e até nutrir um sentimento de gratidão por ele ao poupar futuras vítimas da ação daquele criminoso. Mas aos demais, seria bem difícil, não é mesmo? E se um dos falecidos fosse seu amigo ou parente? Aí sim, perdoar seria inadmissível para a maioria.
Porém Deus tem sido diariamente ofendido por cada uma das suas criaturas. Elas o fazem por ações, pensamentos e desejos. Uma a uma, nós adicionamos impiedade sobre impiedade, condenação sobre condenação. Acontece que nós mesmos somos responsáveis pelo assassinato de Jesus Cristo. A cada pecado nosso fornecemos um prego a mais para ser cravado no corpo do Filho de Deus, pois Ele morreu por causa dos nossos erros. Pense. Muitos acham o pecado divertido. Mas não parece coisa de sádico se divertir com a dor dos outros?
Deus seria totalmente justo em punir eternamente cada ser humano que já viveu. Entretanto, Ele enviou Seu próprio filho para morrer em nosso lugar e pagar por todos os pecados que cometemos. Ele convida cada pessoa a se arrepender, deixar seus caminhos tortos e confiar inteiramente em Jesus Cristo. Quem crer e ser batizado será salvo (Marcos 16.16a). Contudo, que não crer já está condenado (Marcos 16.16b).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Deus – versão 2.0

As pessoas têm procurado um Deus que atenda às suas demandas em vez de
buscar a razão de suas vidas em Deus.
Creio que o Deus morto por Nietszche foi agora ressuscitado, numa versão mais sofisticada ao sabor da terceira modernidade. Esta tentativa vem desde a primeira modernidade, no Éden, após a queda de Adão, quando ele quis ser como Deus declarando a sua independência em busca de sua autonomia.
Nova tentativa de um upgrade de Deus foi feita na segunda modernidade iniciada por volta da época cartesiana, lançando-se o homem como fonte da verdade científica. Período chamado simplesmente de Modernidade.
Em todas estas versões há uma transposição em que o homem busca ser o seu próprio Deus. Nesta última versão, o Homem-Deus já não usa mais a capacidade da independência de escolha (Éden – primeira modernidade) ou a razão como sua garantia de afirmar a verdade por si (a chamada modernidade), mas a sua natureza mais primitiva (cérebro reptiliano) como fonte de verdade ética e moral.
A sua vontade de potência (Nietszche, sua índole ou seus instintos (em termos ontológicos e não psicanalíticos) é que determinam as suas decisões.
É uma ética irresistível representada em frases como “porque quando você se dá conta já rolou” ou como na música popular intitulada “Deixa a vida me levar” que diz “fiz o que estava a fim de fazer … meu coração mandou … eu fiz”, ou ainda “o meu coração está em paz…”.
As pessoas têm procurado um Deus que atenda às suas demandas em vez de buscar a razão de suas vidas em Deus. Nesta versão, Deus deixa de ser Deus e passa a ser uma espécie de súdito ou gênio da garrafa que deve atender aos desejos infinitos das pessoas, que se tornaram o próprio Deus. Vemos isso também na Teologia da Prosperidade.
Parece-me que nem a adoração contemporânea escapa disso, com a ênfase na transcendentalidade como que numa espécie de “yoga gospel” em que as sensações místicas subjetivas são as únicas válidas.
É preciso considerar que o homem não foi criado para ser Deus, mas para ser simplesmente homem. Se continuarmos avaliando o que é ser homem à luz do paradigma da modernidade ou pós-modernidade (terceiro Éden), não compreenderemos o real sentido da vida. Neo, no filme Matrix, negou a sua suposta liberdade tomando a pílula vermelha e achou a realidade. Nós precisamos negar a nossa suposta liberdade, voltando ao estado edênico, aí encontraremos a verdadeira liberdade para qual fomos criados. É o paradoxo do Cristianismo – o negar-se a si mesmo e caminhar em direção à ressurreição a uma nova vida (Lc 9.23; Rm 6).
A nossa vida só tem sentido em Deus, versão única e completa, nós só precisaremos, então, sermos humanos, simplesmente isso. Humano, simplesmente humano!

A Vida Cristã Não é Feita de Eventos

Olhando para trás, compreendo que meu estágio [na igreja local] não foi apenas um treinamento para o ministério. Foi um treinamento no entendimento do que é a vida da igreja. Em muitas maneiras, foi uma experiência árdua. Aprendi que a vida em uma igreja local não era, de modo algum, como uma conferência.
Nas conferências, era relativamente fácil ir a uma cidade num fim de semana, parecer impressionante às pessoas que não me conheciam e parecer bom quando ensinava uma mensagem que havia apresentado centenas de vezes. Ser um pastor em uma igreja local era totalmente diferente. Não parecia impressionante, quando as pessoas me viam diariamente. Não bastava eu ter algumas poucas mensagens inspiradoras. Eu precisava estudar a Palavra de Deus e ajudar as pessoas a aplicarem-na às situações da vida real. Tinha de aprender como a morte e a ressurreição de Jesus faziam a diferença nos vales de sofrimento sombrios – coisas que eu não tinha encarado quando ia de uma cidade para outra realizando conferências.
A vida na igreja local é muito mais difícil e menos glamorosa. Entretanto, é mais prazerosa e mais recompensadora do que qualquer coisa de que tenho participado. Vi o evangelho mudando pessoas. Não somente lágrimas e promessas de mudança nas respostas aos apelos ao final de cultos, mas também mudança verdadeira e permanente em pessoas e famílias. Vi o corpo de Cristo vivendo, respirando e agindo. Vi o amor de Jesus tornado real à medida que os membros choraram uns com os outros devido à morte de uma criança, socorreram uns aos outros em tempos de necessidade, encorajaram uns aos outros em tempos de tentação e dúvida. Como diz um antigo ditado, a igreja não é um edifício ou uma reunião – é um povo. Mas você nunca consegue ver isso se o seu envolvimento limita-se às reuniões em um prédio. A verdadeira beleza de pessoas sendo uma igreja só é vista quando você permanece por tempo suficiente para vê-los amando e servindo uns aos outros.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Finalmente encontraram a verdadeira igreja da “graça”

Os erros da Bíblia


Vejam os erros que se encontram na Bíblia.
Muitos gostam de enfatizar discussões sobre hipotéticos erros da bíblia. Pois bem, a estas pessoas cujas vidas são uma constante indagação, fizemos o favor de relacionar quais os erros que elas tanto procuram.
Vejam os erros que se encontram na Bíblia.

A Bíblia está CHEIA de erros:

O primeiro erro foi quando Eva duvidou da Palavra de Deus; o segundo erro aconteceu quando seu esposo fez o mesmo; e assim erros e mais erros ainda estão sendo cometidos... porque as pessoas insistem em duvidar da Palavra de Deus.

A Bíblia está CHEIA de contradições

Ela contradiz o orgulho e o preconceito;
Ela contradiz a lascívia e a desobediência;
Ela contradiz o seu pecado e o meu.

A Bíblia está CHEIA de falhas

Porque Ela é o relato de pessoas que falharam muitas vezes; assim foi com a falha de Adão; com a falha de Caim; e a de Moisés; bem como a falha de Davi e a de muitos outros que também falharam.

Mas Ela é também o relato do amor infalível de Deus.

Deus não ESCREVEU a Bíblia

Para pessoas que querem jogar com as palavras; para aqueles que gostam de examinar o que é bom mas sem faze-lo para o homem que não acredita porque não quer.

O homem moderno DESCARTOU os ensinamentos da Bíblia

Pelas mesmas razões que outros homens tem descartado através da historia por grande ignorância a sua verdadeira mensagem e conteúdo; intransigente apatia em recusar considerar suas declarações; bem conhecidos pseudo-cientistas posando de críticos honestos; convicção secreta de que este Livro está certo e de que os homens estão errados.

Somente uma pessoa PRECONCEITUOSA acreditaria que:

Os ensinamentos bíblicos são passados e irracionais, sendo princípios arcaicos e sem propósito; a Ela só poderia ser trabalho irrelevante e não inspirado de meros homens.

A Bíblia é, afinal, somente mais um LIVRO RELIGIOSO

Para milhares que não se arriscam serem honestos consigo mesmos e com Deus; para os que tem medo de aceitar o desafio do próprio Deus a um exame honesto; para os que não querem examina-la a fundo porque Ela diz verdadeiramente como os homens são.

E você pode ENTENDER ou CONFIAR no que a Bíblia diz a menos que você esteja disposto a considerar as evidências e encarar face a face o AUTOR!

O diabo não dorme. Mas ele faz dormir

“E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai, para que não entreis em tentação”
Lucas 22:46


Por C. H. Spurgeon
Quando é que o crente mais quer dormir? Não é precisamente quando as circunstâncias não ajudam, quando tudo é difícil? Não é assim consigo também? Quando os problemas se acumulam e não nos permitem aproximar daquele trono de graça e perdão, quando menos queremos ser vigilantes e oportunos, quando mais precisamos de ser e estar assim oportunamente diante de Deus.
As estradas fáceis também trazem sonolência a quem cavalga. Também aqui encontramos poucas pessoas que querem permanecer acordadas. Os crentes não adormecem com muitos leões por perto. Ou quando atravessam um rio perigoso, ou quando lutam com Apolião, mas apenas quando já subiram até meio daquela montanha penosa e chegam a bom porto. Ali sim, até um leão pode estar escondido que ninguém supõe ser possível ser tragado vivo! Será ali quando um peregrino adormece para perdição sua. Os locais onde os peregrinos descansam, onde o perfume do descanso convida e se realça, onde a brisa suave sopra um som relaxante, onde tudo contribui para que pestaneje e isto enquanto o príncipe, o Filho do Homem, está para chegar a qualquer momento.
O diabo não dorme. Mas ele faz dormir. Recordemos aqui a discrição de João Bunyan: eles chegaram a um porto embelezado com verde, quente e comprometedor, muito refrescante para aos peregrinos exaustos; estava embelezado com folhas verdes e convidativas, fornecido com galhos e tentações; também havia por ali uma almofadada cadeira de descanso onde qualquer peregrino gostaria de se enroscar. O Porto chamava-se “Amigo do Preguiçoso” e foi propositadamente feito para iludir e enganar quem fosse passando por ali, quem estivesse cansado e tentado a descansar”. Se dependemos disto para viver, será em lugares como este onde podemos perder nossa vida infantilmente.
Ali esquecemos que corremos perigo de morte, que existe um Leão pronto a saltar e tragar e despedaçar. Erskine disse pela sabedoria: “melhor é ter um demônio barulhento por perto, a rugir, do que um calado”. Não existe maior tentação que a ausência dela. Um espírito atribulado não dorme, não adormece facilmente. É apenas quando entramos numa fase de confiança, falsa ou verdadeira, que o perigo tem a sua melhor oportunidade de nos tragar logo. Quando é que as noivas perderam o comboio para a boa aventurança? Não foi quando confiaram no azeite que tinham? Também os discípulos adormeceram quando sabiam que Jesus orava. Tenha cuidado, toda a precaução, crente alegre, pois pode estar confiante demais e adormecer infantilmente.
Esteja alegre, o mais alegre que pode e sabe, pois o seu Deus é realmente grandioso; mas acima de tudo, nunca deixe de estar e permanecer sempre vigilante. Seja alegre, sim, mas vigilante.

sábado, 10 de dezembro de 2011

A Loucura do Evangelho ou as Loucuras dos Evangélicos?

O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios que a palavra da cruz é loucura para a mente carnal e natural, para aqueles que estão perecendo (1Co 1:18, 21, 23; 2.14; 3.19). Ele mesmo foi chamado de louco por Festo quando lhe anunciava esta palavra (Atos 26.24). Pouco antes, ao passar por Atenas, havia sido motivo de escárnio dos filósofos epicureus e estóicos por lhes anunciar a cruz e a ressurreição (Atos 17:18-32). O Evangelho sempre parecerá loucura para o homem não regenerado. Todavia, não há de que nos envergonharmos se formos considerados loucos por anunciar a cruz e a ressurreição. Como Pedro escreveu, se formos sofrer, que seja por sermos cristãos e não como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outros (1Pedro 4.15-16).
Nesta mesma linha, na carta que escreveu aos coríntios, o apóstolo Paulo, a certa altura, pede que eles evitem parecer loucos: “Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?” (1Co 14:23). Ou seja, o apóstolo não queria que os cristãos dessem ao mundo motivos para que nos chamem de loucos a não ser a pregação da cruz.
Infelizmente os evangélicos – ou uma parte deles – não deu ouvidos às palavras de Paulo, de que é válido tentarmos não parecer loucos. Existe no meio evangélico tanta insensatez, falta de sabedoria, superstição, coisas ridículas, que acabamos dando aos inimigos de Cristo um pau para nos baterem. Somos ridicularizados, desprezados, nos tornamos motivo de escárnio, não por que pregamos a Cristo, e este, crucificado, mas pelas sandices, tolices, bobagens, todas feitas em nome de Jesus Cristo.
O que vocês acham que o mundo pensa de uma visão onde galinhas falam em línguas e um galo interpreta falando em nome de Deus, trazendo uma revelação profética a um pastor? Podemos dizer que o ridículo que isto provoca é resultado da pregação da cruz? Ou ainda, o pastor pião, que depois de falar línguas e profetizar rodopia como resultado da unção de Deus? Ou ainda, a “unção do leão” supostamente recebida da parte de Deus durante show gospel, que faz a pessoa andar de quatro como um animal no palco?
Eu sei que vão argumentar que Deus falou através da burra de Balaão, e que pode falar através de galináceos ungidos. Mas, a diferença é que a burra falou mesmo. Ninguém teve uma visão em que ela falava. E deve ter falado na língua de Balaão, e não em línguas estranhas. Naquela época faltavam profetas – Deus só tinha uma burra para repreender o mercenário Balaão. Eu não teria problemas se um galinheiro inteiro falasse português na falta de homens e mulheres de Deus nesta nação. Mas não me parece que este é o caso.
Sei que Deus mandou profetas andarem nus e profetizarem e fazerem coisas estranhas como esconder cintos de couro para apodrecerem. E ainda mandou outros comerem mel silvestre e gafanhotos e se vestirem de peles de animais. Tudo isto fazia sentido naquela época, onde a revelação escrita, a Bíblia, não estava pronta, e onde estes profetas eram os instrumentos de Deus para sua revelação especial e infalível. Não vejo qualquer semelhança entre o pastor pião, a pastora leoa e o profeta Isaías, que andou nu e descalço por três anos como símbolo do que Deus haveria de fazer ao Egito e à Etiópia (Is 20:2-4).
Eu sei que o mundo sempre vai zombar dos crentes, mas que esta zombaria, como queria Paulo, seja o resultado da pregação da cruz, da proclamação das verdades do Evangelho, e não o fruto de nossa própria insensatez.
Eu não me envergonho da loucura do Evangelho, mas das loucuras de alguns que se chamam de evangélicos.

O sincretismo religioso do pseudoevangelho


A tradição cultural de nosso país é, além de múltipla, mística em sua essência, sobretudo pelo fato de que a população brasileira é constituída por etnias diversas. Num mesmo “caldeirão” se encontram misturados europeus, africanos, aborígines, asiáticos, etc. Como sabemos, cada uma dessas etnias aqui presentes traz consigo, de maneira intrínseca, seus rituais, suas crenças, sua religiosidade, suas formas de se relacionar com o sobrenatural.

Dessa maneira facilmente percebemos dentre a vasta herança cultural do país, os seguintes elementos formando o pano de fundo da religião de nosso povo:

1) rudimentos da pajelança indígena;
2) superstições provenientes do catolicismo romano, trazido para a Ilha de Vera Cruz pelos colonizadores europeus;
3) uma forte corrente kardecista (também trazida pelos europeus);
4) o extremo misticismo dos cultos afro;
5) a busca da paz interior embutida nos ensinamentos das seitas orientais; e
6) o protestantismo e sua conclamação pelo retorno às Escrituras.

Meu objetivo aqui é focar os protestantes, “segmento” do qual faço parte. Aqueles que genuinamente professam tal fé, obrigatoriamente devem basear suas crenças unicamente na Bíblia Sagrada. É mister que seja assim com todas as igrejas que se dizem herdeiras da Reforma. Estas têm por obrigação prezar pela pureza doutrinária, pelos cinco “solas” (Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura, Solus Christus, Soli Deo Gloria).
No entanto, com imensa tristeza e pesar, chegamos à desoladora constatação de que não é isso que temos presenciado. Pelo contrário: em muitas igrejas ditas “evangélicas”, dá-nos a impressão que houve apenas a mudança da placa. Parece-nos que hoje há alguns centros destinados aos cultos afro que adotaram o rótulo de “igreja”, tamanho é o misticismo sob o qual o povo se encontra cativo. Fala-se (superficialmente) de Jesus, porém ainda se afirma ser necessário passar pelo sal grosso para fins de descarrego, é preciso adquirir uma série de patuás “gospel”, é preciso colocar copo d’água sobre o rádio ou televisão, é necessária a utilização de um pouquinho da terra trazida de Israel e alguns mililitros de água do Rio Jordão, os pedidos de oração devem ser queimados no Monte Sinai. Do contrário, apregoa-se nas entrelinhas, o fiel não será abençoado. Com isso, o sacrifício de Cristo é chutado para escanteio, relegado ao segundo plano. E o povo, apesar de supostamente estar numa igreja, continua preso a toda sorte de rituais místicos na busca da bênção.
Tanto critica-se a mariolatria nos arraiais evangélicos, mas paradoxalmente, muitos se revelam mais praticantes da idolatria que os próprios católicos. Em nosso meio, se observa um apego exacerbado a determinados objetos de culto, a pregadores, a cantores, a “hinos”, a congressos. Alguns há que julgam necessário viajar centenas de quilômetros para participar de determinado congresso de missões e receber uma suposta “carga de poder”. Ignoram que Deus, sendo Onipresente, abençoa-nos e capacita-nos onde quer que estejamos. Até mesmo e, porque não dizer, principalmente no silêncio de nosso quarto, durante nossa meditação diária. Não entremos ainda no mérito daqueles que, à semelhança de algumas seitas de origem oriental, afirmam que, em alguns casos, é necessária uma suposta “cura interior”, técnica híbrida proveniente de um amálgama de textos bíblicos mal-interpretados, psicologia e hipnose, resultando mais em ocultismo que em cristianismo, além de uma “confissão positiva” para a resolução dos problemas de quaisquer ordens.
Ou seja, a “igreja evangélica” brasileira conquanto se revele “evangélica”, se encontra atolada no sincretismo religioso. Numa perigosa mistura que distancia cada vez mais o homem dos preceitos bíblicos. Essa igreja precisa verdadeiramente ter um encontro com Cristo, Aquele que já pagou o preço de nossa redenção. Aquele que bradou há quase dois mil anos atrás na cruz do Calvário: “Está consumado!”, expressão cujo significado pleno é desconhecido por muitos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Feliz dia da morte

Por Davi Lago

O dia da morte é melhor que o dia do nascimento. Eclesiastes 7.1

Os habitantes da cidade de Londres ficaram chocados quando a peça teatral Feliz dia da morte entrou em cartaz. Como é possível se alegrar com a morte? A morte não é o dia mais triste da vida?
A morte realmente amedronta muitas pessoas. A morte fez balançar até o ateu mais ateu que conheci. Ele disse: “Quando minha esposa sofreu um acidente e ficou internada no hospital à beira da morte, confesso que quase negociei com a Divindade”.

O filósofo Voltaire chegou a afirmar: “Nunca pense na morte. Esse pensamento só envenena a vida”[1]. Nossa tendência é mudar de assunto, varrer a morte para debaixo do tapete e fingir que ela não existe. Quando fiquei frente a frente com um defunto pela primeira vez, senti a morte de forma palpável. Obviamente percebi que o defunto era um corpo vazio. Realmente vazio. Foi um sentimento estranho, doloroso, penoso. Creio que essa é a inclinação da maioria das pessoas.
No entanto, não adianta isolar a morte das nossas reflexões. Na verdade, a morte está muito próxima de cada um de nós: tanto de forma literal como de forma figurada. Podemos literalmente morrer a qualquer momento: seja por uma doença, um assalto, uma bala perdida, um acidente na estrada. Qual de nós sabe a hora? Isso sem falar das inúmeras notícias das mortes de outras pessoas que nos bombardeiam através dos meios de comunicação.
Por outro lado, percebemos imagens da morte o tempo todo. Por exemplo, cada despedida carrega em si uma imagem da morte. Quando você despede-se de alguém ali existe uma imagem da morte. Isso sem falar de quando dormimos. Cada dia pode ser encarado como uma microvida: nascemos pela manhã, crescemos durante o dia, cansamos à tarde e morremos à noite ao dormir.
Brad Pitt interpreta a morte no filme Encontro Marcado como um homem elegante. Já o imaginário popular a descreve como uma caveira horrorosa vestindo um sobretudo preto com uma foice na mão. Seja ela bonita ou feia, ela está ai. Como afirmou o pensador Heidegger: “Quando um homem começa a viver, ele começa a morrer”.
È engraçado notar uma das expressões que utilizamos para nos referirmos à morte de alguém. Costumamos dizer: “Ele se foi”. A pergunta é: Ele se foi para onde? Para onde vamos? Ou não vamos para lugar nenhum? Reencarnamos? Ressuscitamos? Ou simplemente somos aniquilados?
Há tribos de esquimós que enterram seus mortos junto com um cão, pois acreditam que o animal pode guiar seu dono no além. Nativos africanos de tempos passados matavam o maior número de pessoas porque acreditavam que esses mortos seriam seus escravos no além. Os índios xavantes comiam seus filhos que morriam crianças porque acreditavam que a alma dos infantes estaria segura dentro deles. A humanidade se preocupa com o além. O que vêm depois da morte?

Por nós mesmos não podemos saber isso jamais. Há um texto bíblico que diz o seguinte: “Visto que ninguém conhece o futuro. Quem lhe poderá dizer o que vai acontecer?” (Eclesiastes 8.7).

Realmente não há como saber, por nós mesmos, o que acontece após a morte. Tudo o que dissermos não passa de especulação. No entanto, os cristãos creem na Bíblia como revelação de Deus ao homem. Ou seja, se realmente a Bíblia é a Palavra de Deus, um livro onde Deus se comunica com o homem, é possível saber o que vem depois. A pergunta então é: o que a Bíblia afirma sobre a morte?
Em rápidas palavras: As Escrituras afirmam que depois da morte os seres humanos são julgados por Deus e há uma única maneira de não ser condenado à “segunda morte”, ou seja, a miséria eterna no inferno: crer em Jesus Cristo.
“Disse-lhes Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente. Você crê nisso?’” (João 11.25-26).
Depreende-se desses versos que aqueles que crerem em Jesus viverão eternamente ao lado de Deus. Isso é o que a Bíblia afirma. A pergunta de Jesus é clara: “Você crê nisso?”.
Como cristão eu acredito na Bíblia e no que ela diz sobre a morte e a pós-morte. Também creio que o último dia deve ser a nossa preocupação de todos os dias.
Refletindo sobre a morte reparei o seguinte: Conheço inúmeras histórias de ateus que clamaram a Deus na hora da morte, mas jamais tive notícia de um cristão fiel que desistiu de Deus no momento de sua partida. Pelo contrário, os relatos revelam que muitos cristãos cantaram os mais belos cânticos de louvor e disseram as frases mais apaixonadas por Deus de suas vidas justamente antes de morrer. Esses fatos são notórios. Como é possível alguém tratá-los com descaso?
Para o cristão a morte não é um beco sem saída, mas uma estrada que leva para o céu. Para os crentes em Jesus a morte não é o fim, mas o início de uma nova vida.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Crônicas do Shofarista: Com quantas pedras se faz uma macumba gospel?


Olá amigos!
Muito bacana a reação dos leitores no primeiro post… se tudo der certo, isso ainda vira livro, hein? Já pensou? Eu, um Best-Seller?
Falando sério, estas reflexões me lembram de como eu era místico, preso a símbolos, objetos mágicos, quinquilharia religiosa! Com a “insuficiência da cruz”, insistíamos em coisas palpáveis… o neopentecostalismo está mais próximo do Catolicismo Romano medieval que de qualquer outra coisa! E pior, as vezes se parece mais com esoterismo que com cristianismo. E eu explico e ilustro essa parada!
O Shofarista, acompanhado de seu irmão de sangue e do inquestionável e irrepreensível líder, que posteriormente viera a ser apóstolo, o pastor Claicão Manto de Fogo, foram para uma cidade serrana com intuito de pegar pedras para um ato profético. Mas a lambança foi tanta… Acontece que os experts aprendizes judaizantes resolveram descer um rio de bóia, opa, melhor dizendo, câmera de pneu de caminhão… e o que era para ser uma simples subtração de recursos naturais (nota: é terminantemente proibido remover as pedras do rio, e pode ser punido como crime ambiental), quase deu morte! O ato profético para liberação de territórios quase virou ato fúnebre, rá!
Recuperados do susto, voltamos a uma das 12 Tribos, ou melhor, voltamos para nossa sinagoga (caramba!), retornamos para igreja. Lá estavam conosco, lindas pedras polidas pela água… que seriam então utilizadas num ato profético. Para quem ainda não sabe, vai a explicação do mestre Shofarista: ato profético é uma ação feita no mundo natural para mover o sobrenatural! Bonito né?
Chegando a data lá foi o Shofarista, o proto-apóstolo e os zumbis gedozistas seguidores do culto estranho para o tal ato. O objetivo: fechar as entradas e saídas do bairro para a influência de espíritos malignos. A lógica era simples: Se os macumbeiros faziam despachos nas esquinas e encruzilhadas, nós deveríamos ir nesses locais e fazer uma ‘boacumba’, para cancelar a ‘macumba’, rá!
Ao toque do Shofar, fizemos o ato profético, enterrando as pedras nas esquinas e deitando óleo ungido nelas. Críamos piamente que assim o povo do bairro se converteria, pois com esse ato entregávamos o local para Gezuiz (nota: na época a gente cria que o Soberano do universo tinha perdido a escritura da cidade para o capiroto dos infernos…).
(Detalhe, o mais robusto mineral, a pedra mais maior de grande, ficou sobre o altar, como um marco de nosso ato profético (essa pedra mãe viria a ser utilizada futuramente, mas isso fica para outra crônica).

Depois de um tempo constatamos o resultado do ato: NADA! Nada mudou.

Mas é assim na atmosfera dos místicos, se o tarô não funciona, partapara as runas! Se enterrar pedra ungida não funfou, vamos tentar outra coisa, menos fazer xixi para demarcar o território.
E como nos domínios neopentecostais a coisa anda assim também, precisamos de outros atos proféticos! Quer a receita? Quer saber como? Quer pagar quanto?!

Volte semana que vem e veja que a invenção de Santos Dumont também serve para libertar os territórios.

De seu ungido amigo, Shofarista.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Marta Suplicy quer aprovar PLC 122 com termo que protege cultos religiosos


Para tentar ganhar o apoio de parlamentares católicos e evangélicos a senadora Marta Suplicy (PT-SP) está tentando aprovar o novo texto do Projeto de Lei 122/2006 colocando um termo que protege os cultos religiosos de se manifestarem contra o homossexualismo.
A proposta tira os artigos que condenam e criminalizam todo o pensamento contrário à prática homossexual e dá a liberdade para que o ato seja criticado apenas dentro do culto.
A proposta que deve ser analisada amanhã inclui nesta lei que a pena “não se aplica à manifestação pacífica de pensamento decorrente da fé e da moral fundada na liberdade de consciência, de crença e de religião”.
Marta Suplicy disse que a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) já aprovou esse termo e agora ela pretende convencer a Bancada Evangélica de votar a favor do PL 122. A lei foi bastante discutida ao longo de 2011, desde que foi desarquivada pela senadora petista que virou relatora do caso ela tem gerado muitas discussões e divido opiniões entre a sociedade.
Mas ao contrário da CNBB, os evangélicos não se mostraram satisfeitos com essa alteração. O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) chegou a dizer que a mudança não viabiliza um acordo e disse também que o ideal seria aprovar um projeto que proibisse o preconceito para proteger qualquer tipo de orientação sexual, mas as tentativas dele de fazer textos com esses termos não foram bem sucedidas.

Cerveja Deus e Lutero também póóóde!


Depois do sucesso da cerveja calvinista (aquela que é predestinada para você), eu tenho o (des)prazer de apresentar a vocês a cerveja “Lutero”. É isso aí: O nosso querido irmão Lutero, o cara que revolucionou o mundo e deu o grande pontapé inicial da reforma protestante também virou marca de cerveja.
Para quem pensava que a criatividade gospel era exclusividade dos irmãos pentecostais e neopentecostais, está aí a prova de que os nossos irmãos “históricos” também sacam tudo de marketing religioso!
E para não dizerem que eu só puxo a brasa para minha sardinha evangélica, vou apresentar para vocês a cerveja “Deus”: Essa sim tem o apelo perfeito, pois não fere a crença de ninguém, ela é interdenominacional.
Agora você que é católico, evangélico, ou ainda adepto das idéias emergentes, pode se deliciar com uma cerveja que comporta todas as crenças. Pode tomar o nome de
Deus, mas desde que não seja em vão! rs…
Se você se interessou pelo tema e quer ver mais fotos dessa incrível, desnecesária, mas surpreendentemente engraçada galeria de fotos, dá faz uma visitinha no blog da Nani, porque lá tem mais um montão dessas procêis (acho até que ela está está ganhando comissão, porque tem um monte mesmo, ehehe…).

Inri Cristo chama evangélicos de “evanjegue”


Durante uma entrevista dada para a Folha de São Paulo, Inri Cristo fez críticas aos evangélicos chamando-os de “evanjegue”, ele se refere as pessoas que não acreditam que ele é o enviado do pai por estarem “encabrestadas” como jegues que só obedecem os donos do cabresto que seria os pastores.
O que mais tem no Brasil, por exemplo, é ‘evanjegue’, que são esses que se dizem evangélicos, porque tem sobre o dorso montado o lobo na pele de ovelha, que lhes chantageia com o dízimo e lhes confisca 10% de seus miseráveis salários,” disse Inri.
Inri é brasileiro e montou a seita Soust (Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade), em Brasília, cidade que considera ser a “Nova Jerusalém”.
Além de criticar as igrejas evangélicas o falso messias também condenou a comemoração do Natal dizendo que é uma data pagã. “O Natal para mim é uma data comercial. Não existe. É uma coisa inventada pelos homens, aliás é uma data pagã [...] e foi sempre a data mais triste para mim, em toda a minha vida”.
Sobre o início de seu “chamado” Inri, que já virou figura cômica, participando de inúmeros programas de humor, disse que por anos ouvia uma voz até que percebeu que essa voz era a voz de Deus. Sobre a participação nesses programas ela diz que vai por considerar um clube. “Eu estou acostumado. Isso aí para mim é um clubezinho, vou participar de um clubezinho. Porque eu sou inatingível. Podem falar o que quiser”, disse ele.

1° Email do apóstolo Paulo à Timoteo (parte 2)


Considerando que o Apóstolo Paulo, em sua época, dispusesse da parafernália tecnológica a que temos acesso nos dias de hoje, imaginei como seria a comunicação entre ele e seu pupilo Timóteo. Desta vez seria uma continuação do email anterior. Veja como ficaria:

De: Apóstolo Paulo (apostolopaulo@igrejaprimitiva.com)
Para: Timóteo (timoteo_filhodepaulo@igrejaprimitiva.com)
Cco: Jesus Cristo (jesuscristo@heaven.com)
Assunto: Conselhos ao meu filho na fé (continuação)

Olá novamente, meu filho Timóteo!

Finalmente consegui encontrar um tempinho aqui nessa correria do dia a dia de evangelização para parar, pegar o notebook e escrever pra você. Algumas coisas na igreja me deixam tão revoltado quanto a minha conexão 3G, por isso estou te escrevendo para lhe alertar sobre o que você deve combater. E isso é ordem não minha, mas do Espírito Santo.
O que vou escrever a partir de agora é complicado e muito importante, meu filho. Preste bastante atenção para que você não deixe que esse tipo de coisa entre na igreja de Éfeso, e que, caso entre, você saiba como combater, como bom líder que você é.
Enfim, vamos logo com isso, antes que essa conexão 3G resolva cair de novo, já que aqui na Macedônia está complicado o negócio (andaram por aí dizendo que o meu mini modem é meu espinho na carne, mas acho que esse é o atendimento do suporte técnico). Enfim. Vamos ao que interessa.

Os conselhos são os seguintes:

Nos dias em que já existirem tablets e smartphones alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos falsos e doutrinas demoníacas. Esses ensinos vêm de homens falsos e mentirosos, que têm a consciência perturbada. Cuidado com essas pessoas, meu filho.Eles proíbem o casamento e também que as pessoas comam alimentos que Deus criou para serem recebidos como bençãos de Deus. Tudo o que Deus criou é bom, meu filho, e santificado é pelo ato de render graças.
O exercício físico de pouco adianta, mas isso não quer dizer, filho, que você tenha que proibir os cristão de praticar esportes. Porém não deixe de promover e incentivar a piedade, que para tudo é proveitosa, porque tem promessa da vida presente e da futura.
Corrija ao mais idoso de forma branda, como se ele fosse seu pai; as mulheres idosas, como a mães;
Trate adequadamente as viúvas que são realmente necessitadas. Se a viuva tiver netos, eles que cuidem dela (incentive essa responsabilidade – não alimente o clientelismo).
Trate os jovens como a irmãos; As adolescentes, como a irmãs, com toda a pureza.
(Se puder use o Facebook pra se comunicar com os jovens, já que eles passam boa parte do dia deles nas redes sociais).
Eu sei que, no futuro, alguns cristãos podem se escandalizar com esse conselho, mas não continue a beber somente água; tome também um pouco de vinho, por causa do seu estômago e das suas freqüentes enfermidades.
Os empregados devem considerar seus pratrões como dignos de todo respeito, para que o no de Deus seja glorificado. E se o seu patrão é cristão, não significa que por isso ele deva receber menor respeito.
Lembre-se, filho: Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão.
Os ricos no presente mundo não não devem ser arrogantes, nem colocar sua esperança na incerteza da riqueza, mas em Deus, que nos dá tudo para a nossa satisfação. Ordene a eles que pratiquem o bem, sejam ricos em boas obras, generosos e prontos para repartir.
Se você transmitir essas instruções aos irmãos, será um bom ministro de Cristo Jesus, nutrido com as verdades da fé e da boa doutrina que tem seguido.
Filho, no futuro um tal de Bill Gates inventará um negócio chamado Power Point, mas não se prenda tanto a ele nas suas pregações, faça uso também da pregação expositiva, ensine, permita que as pessoas se envolvam na mensagem e queiram conhecer mais. Leia os livros de John Sttot.
Ah, além do Twitter e do Facebook, também me enviaram convite para um tal de Google Plus, porém não sei se ele vai decolar, portanto por enquanto não criei ainda a minha conta.
Não sei se te terei mais tempo para te escrever, de qualquer forma, atente para todas as dicas e conselhos acima.

Em Cristo,

Apóstolo Paulo.

Bispo Edir Macedo declara sua fé nos espíritos dos mortos.


Por Renato Vargens
Como já escrevi anteriormente tenho absoluta certeza de que a Igreja Universal do Reino de Deus não é uma igreja evangélica ou Protestante. Lamentavelmente sua práticas de fé são absolutamente antibíblicas, o que se percebe nitidamente em seus ensinos e liturgia.
Para minha tristeza acabei de assistir um vídeo (abaixo) onde o Bispo Edir Macedo confessa possuir uma fé espírita. No vídeo ele afirma que uma pessoa pode receber o espírito de um morto.
Caro leitor, ser espírita é crer na manifestação dos mortos entre os vivos e é exatamente isso que Macedo acredita.
Diante do exposto, peço aos seguidores dele e da IURD que atentem atenciosamente para a gravidade dos ensinamentos do seu bispo primaz. É hora mais do que nunca de reverem à luz da Bíblia as práticas e os ensinos macedianos.
“Quando entrares na terra que o SENHOR teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o SENHOR teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o SENHOR teu Deus não permitiu tal coisa”. (ACF) (Deuteronômio 18:9-14).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Valdemiro Santiago larga a toalha "Sê tu uma benção" e opera o joelho no Hospital Albert Einstein


Nada de carnê da coluna. Quando se trata de sua própria saúde, Valdemiro Santiago prefere o carnê do plano de saúde de primeira linha.
O jornal O Globo de ontem (4/12/11) publicou uma grande matéria com o “rei do gado” gospel, sua santidade, Ap. Valdemiro Santiago, o homem que carrega sobre si os nossos carnês.
Na referida matéria, o destaque é o rápido crescimento da seita fundada há apenas 13 anos, como uma dissidência da Universal. Para quem não sabe, Valdemiro foi da Universal por décadas e atingiu o seu auge na organização como bem-sucedido bispo da seita na África. Valdemiro era conhecido na IURD como o “bispo negro” (sic) .
Na avaliação de O Globo, o fenômeno atual entre as seitas neopentecostais é uma acirrada disputa comercial entre duas concorrentes no mercado religioso e aponta como exemplo a questão simbólica da “guerra celestial imobiliária”- a disputa entre as suas seitas para a construção da maior e mais grandiosa das sedes. Como sabemos, a Mundial está construindo uma cidade em Guarulhos, próxima ao Aeroporto de Cumbica com capacidade para receber a lotação de alguns estádios, enquanto a IURD investe numa réplica do templo de Salomão.
A matéria segue apresentando o inicio humilde da Mundial e a grande reviravolta financeira que colocou Valdemiro e sua esposa aboletados em carrões e helicópteros e cercados de fausto sustentado pelo esforço agressivo de arrecadação da seita:
Ele e a mulher, a bispa Francileia, de 46 anos, vivem num condomínio de luxo em Alphaville, na Região Metropolitana de São Paulo. Usam helicóptero e avião para se deslocarem. Hoje, tenho o fogão que eu quiser. Como o que quiser, moro onde quiser. Não dependo dez centavos da igreja, nenhuma moeda da igreja, você que frequenta sabe disso conta o líder da Mundial no vídeo.
Valdemiro é dono, com a mulher e um terceiro sócio, de uma empresa de comunicação e uma gravadora de CDs. Francileia ainda é sócia da editora de livros e DVDs da igreja. Em 2010, o nome da igreja parou nas páginas policiais, quando dois pastores foram presos pela Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso do Sul. Levavam fuzis que abasteceriam traficantes, disse a polícia.
Fora a ênfase bem agressiva de O Globo em sua avaliação comercial do fenômeno, não há nenhum fato novo relativo aos bastidores deste negócio lucrativo que se tornaram as seitas neopentecostais, com a exceção da seguinte informação surpreendente:
No dia 21, foi operado no Hospital Albert Einstein, uma das melhores unidades privadas do país.

Então deixa eu entender este negócio:


Valdemiro cura de prisão de ventre até câncer com a sua tal toalhinha ungida. Com esta, também se paga dívida de banco e há até quem faça buchada da mesma para curar paralisia e até cegueira. E na hora de tratar do joelho, Valdemiro vai ao Einstein?

Então esta toalha de “...” não cura joelho não?

Mas o Valdemiro não é o ungidão que faz descer fogo do céu se pedir e outros balacubapos como disse ao Ratinho outro dia?

Era muito pecado... O joelho não aguentou!

Não é o mesmo camarda que come e bebe na teologia de que crente doente é crente sem fé?
Não é na Mundial que deus opera? Não é isto que o Valdemiro grita na TV sempre? O que houve? "deus" estava dando plantão no Albert Einstein naquele dia e o Valdemiro foi obrigado a operar seu joelho por lá? Se é assim, é bom saber e avisar aos fiéis para que nas terças-feiras não mais procurem a Mundial. Terça-feira deus faz residência em hospital particular do Morumbi. E faz todo o sentido, sendo um hospital israelita!

Esfrega esta toalha no joelho, ô bandidão!

Então o deus de Valdemiro só segura o joelho do malandro na hora de subir o morro carregando os carnês dos patrocinadores ou os galões de água benta?

Sei não... acho que até aqueles vídeos de subida do monte são FAIL, gente!

Pelo sim, pelo não, façam como o Valdemiro Santiago:

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

1º Email de Paulo a Timóteo (Parte 1)

Considerando que o Apóstolo Paulo em sua época dispusesse da parafernália tecnológica a que temos acesso nos dias de hoje, imaginei como seria a comunicação entre ele e seu pupilo Timóteo.


 
Veja como ficaria:

De: Apóstolo Paulo (apostolopaulo@igrejaprimitiva.com)
Para: Timóteo (timoteo_filhodepaulo@igrejaprimitiva.com)
Cco: Jesus Cristo (jesuscristo@heaven.com)
Assunto: Conselhos ao meu filho na fé

Olá, Timóteo, meu filho na fé!

Foi difícil escrever esse email pra você assim que cheguei aqui a Macedônia. Não havia conexão wi-fi disponível e eu tive que usar o meu 3G (que por sinal não pega muito bem por aqui), mas a minha preocupação com você e com a sã-doutrina foram maiores que tudo isso. Portanto, seguem alguns conselhos que lhe poderão ser úteis nessa árdua missão que te dei (apascentar a igreja de Éfeso), e que você aceitou com louvável coragem.
Os conselhos que se seguem, peço a você que guarde, de preferência numa PST do seu Outlook dedicada aos meus emails. Não seria de bom grado mantê-los armazenados na mesma caixa de entrada onde você recebe todos os dias aqueles malditos spams e correntes. Isto posto, meu amado filho na fé, vamos aos conselhos e dicas (*):
Ordene a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé.
Lembre-se de que o objetivo desta instrução é o amor que procede de um coração puro, de uma boa consciência e de uma fé sincera. Mantenha a fé e a boa consciência que alguns rejeitaram e, por isso, naufragaram na fé. Entre eles estão @Himeneu e @Alexandre, os quais entreguei a Satanás, para que aprendam a não tuitar coisas impróprias.
Recomendo a você que façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda dignidade. #FICADICA
É importante que você chame atenção das mulheres para se vistam modestamente, com decência e discrição, não se adornando com tranças, nem ouro, nem pérolas, nem roupas caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que professam adorar a Deus.
O bispo deve ser irrepreensível, marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, respeitável, hospitaleiro e apto para ensinar; não deve ser apegado ao vinho, nem violento, mas sim amável, pacífico e não apegado ao dinheiro.
Os diáconos igualmente devem ser dignos, homens de palavra, não amigos de muito vinho nem de lucros desonestos. Devem apegar-se ao mistério da fé com a consciência limpa. Faça um teste com ele primeiro; depois, se não houver nada contra eles, que atuem como diáconos.
Filho, estou escrevendo estas dicas pra você, mas espero ir vê-lo em breve. Porém se eu demorar, fique sabendo que é dessa forma que as pessoas devem se comportar em uma igreja.
Assim que eu tiver um tempinho aqui, escrevo mais pra você.
Qualquer coisa, me acompanhe pelo Twitter (@apostolopaulo) e não se esqueça de me adicionar no Facebook.

Em Cristo,

Apóstolo Paulo

(*) Os conselhos usados aqui para criar a conjectura do email foram retirados da Primeira Epístola de Paulo a Timóteo. Os trechos utilizados são dos capítulos 1, 2 e 3. Obviamente, e por motivos de força maior, não houve a permissão do autor da carta a Timóteo para exposição de seu conteúdo, bem como a manutenção da confidencialidade do email.

A morte do ‘EU’

Por Leonardo Golçalves
Quem é o homem? Essa é certamente uma pergunta intrigante, e ao longo da história, muitos filósofos, sociólogos e religiosos tentaram responde-la. No entanto, nós que somos cristãos, devemos buscar na bíblia a resposta para essa pergunta. E diferente do que possa opinar a maioria dos evangélicos, o ser humano não é essa criatura maravilhosa, cheia de valor intrínseco, um ser virtuoso de invejável caráter. Infelizmente, muitos dos nossos pastores estão dominados pela autolatria e apresentam o homem como uma criatura que, de tão maravilhosa, fez com que Deus se apaixonasse por ela, sendo ele mesmo (o homem) merecedor de toda honra e glória. Porém não é assim que a Bíblia diz. Ela, a Palavra de Deus, descreve o homem como um ser maligno, recheado de perversas intenções, obstinado e rebelde, totalmente incapaz de praticar a virtude com motivações puras e santas, totalmente perdido; enfim, perversamente pecador.
Essa criatura foi tão terrivelmente “enfeiurada” pelo pecado, que mesmo tendo ainda um resquício do reflexo do seu criador, ainda é mais parecida com o diabo, a quem desde a queda é atribuída a sua paternidade. Suas ações são ações imundas, seu coração é enganoso e perverso e nele, o pecado foi escrito com ponta de diamante. Ele é totalmente incapaz de, por si, converter-se em alguém melhor. Tal como o etíope não pode mudar a cor da sua pele, ou como o leopardo não pode mudar as suas manchas, assim também o ser humano, sendo continuamente ensinado no caminho da maldade, não pode converter a si mesmo. É por isso que ele precisa da graça de Deus.
E o que é graça? Graça é justamente a expressão da gratuidade de Deus. Não é a recompensa das nossas obras (já que isso seria mérito), mas um galardão sem obras. Ela existe justamente porque não merecemos coisa alguma de Deus, somos mais maus do que bons, erramos mais do que acertamos, pecamos mais do que oramos, somos injustos com as pessoas que nos amam, defraudamos amigos, somos infiéis nos contratos e compromissos e as vezes, quando nos vemos em momentos de extrema pressão e dificuldade, nos rebelamos contra a única pessoa que sempre esteve do nosso lado, isto é, Deus. Ao menor sinal de tribulação, ventilamos com Ele a nossa indignação, muitas vezes culpando-o injustamente pelos nossos desmantelos e fracassos.
Não se iluda, caro amigo, pois o homem é isso aí: Egoísta, não enxerga outra pessoa senão a si próprio. Egocêntrico, deseja que o mundo gire ao redor do seu próprio umbigo. Ególatra, idolatra a si mesmo e pensa que Deus e o universo tem o dever de trabalhar em seu favor. Inclinado ao pecado, seguirá para sempre interessando-se por aquelas coisas que, por vergonhosas que são, destroem a alma e fatalmente nos afastam de Deus. Em poucas palavras, somente um milagre para colocar esse homem no céu. Ou ainda, usando as palavras do próprio Jesus, só nascendo de novo!
Mas o que isso tem a ver com “a morte do eu”? Simplesmente tudo. Em nossa cultura de autovalorização, tendemos a exagerar no amor próprio e a fazer um alto juízo acerca de nós mesmos. Julgamos-nos melhores do que somos, e, portanto, mais dignos das afeições das demais pessoas. E por conta disso, muitos de nós vivemos com a impressão de que fomos defraudados, humilhados, ou mesmo deixados de lado (o que para o orgulhoso, é a pior forma de humilhação). “Quem ela pensa que é para agir assim comigo?”, reclamamos. “Quem é ele para desligar o telefone na minha cara?”, murmuramos. “Quem essa pessoa pensa que é para me deixar esperando assim?”, nos queixamos. Não é assim que acontece? E por que atuamos assim? Por orgulho. Simplesmente orgulho.
É claro que as pessoas precisam tratar-se da melhor maneira possível, especialmente os cristãos. A regra de ouro, “O que quereis que os homens vos façam, assim façais vós também” continua valendo. Não dá para achar que é normal a atitude de quem facilmente destrata as pessoas. Não obstante a pergunta mais importante é: “Como devemos reagir a situações como estas?” Devemos reclamar, queixar-nos, botar a boca no trombone, exigir nossos pretensos direitos, ou suportar calados, sofrer a afronta, encarar com humildade a humilhação sabendo que o sofrimento tem um caráter pedagógico e através dele Deus aperfeiçoa nossa vida e molda nossa personalidade?
Eu sei que você, amigo leitor, é plenamente capaz de “exigir seus direitos” e se impor em uma situação constrangedora como as que mencionamos aqui. Mas quantos de nós somos também capazes de suportar a humilhação, para a glória de Deus?
Eu imagino o quanto você deve estar confuso ao ler isso. E não culpo você. Infelizmente, a versão de cristianismo que foi ensinada a nós estava impregnada de jargões triunfalistas e estivemos expostos a mensagens assim por tempo demais. Frases como “Deus te chamou para ser cabeça, e não cauda”, “Você deve estar sempre por cima e nunca por baixo”, “Você está destinado a vencer!” fizeram a nossa cabeça por muito tempo e uma mudança de paradigmas é sempre dolorosa. É triste, mas o evangelho triunfalista dos telepastores, em lugar de nos unir a Deus e a Cristo, acabou separando-nos das verdades importantes do cristianismo. Por isso, mensagens como “levar a Cruz”, “morrer para nós mesmos”, “suportar a afronta” e “não pagar mal com mal” se tornaram enormemente impopulares.
E a raiz do problema, onde está? Na supervalorização que fazemos de nós mesmos. Temos um autoconceito superior aquele que deveríamos ter, pois no fim das contas, nós não somos absolutamente nada. Não somos os bons, nem os maiorais, nem merecedores de coisa alguma. Nossos pecados encheram a taça da ira de Deus, e a única coisa que poderíamos conquistar com nossos méritos é a sentença de condenação eterna no inferno! Por isso, toda atenção, carinho e apreciação que recebemos das pessoas, não podem ser atribuídas a alguma espécie de dívida delas conosco, mas à pura e preciosa graça de Deus. Entendeu?
Não merecemos palavras gentis, não merecemos tapa nas costas nem estrelas douradas na testa. Se a bíblia é verdadeira como afirmamos ser, então nós somos uns grandíssimos nadas, sustentados pela graça de Deus, da qual todos dependemos para viver, nos mover e existir.
Por isso, da próxima vez que alguém pisar na bola com você, ou te der um tratamento aquém daquele que você julga ser merecido, em lugar de irritar-se com a situação, experimente abaixar a cabeça. Use essa situação a seu favor, pois tais circunstancias costumam ser excelentes oportunidades para aniquilar o nosso ego, que é este ídolo que carregamos dentro do peito e que sempre se acha mais do que realmente é.