segunda-feira, 15 de julho de 2013

Ouvindo o Mundo

Por  Gene Edward Veith

Os cristãos devem ouvir a Palavra de Deus, claro, no sentido de dar atenção a ela, segui-la e absorvê-la. Ouvir desta maneira as vozes do mundo que competem contra a Palavra pode nos causar problemas. Mas, em outro sentido, precisamos ouvir o que o mundo está dizendo. Prestar atenção pode nos ajudar a evitar os erros do mundo e nos tornar testemunhas e evangelistas mais eficazes.

A Bíblia elogia os aliados do Rei Davi da tribo de Issacar, como sendo "homens que tinham a inteligência dos tempos, para saberem o que Israel devia fazer" (1 Crônicas 12:32). Estes homens não defendiam a atitude de acompanhar os tempos, como fizeram mais tarde os falsos profetas da apostasia de Israel. Antes, os homens de Issacar entendiam os tempos-incluindo, sem dúvidas, o fascínio da idolatria cananéia naqueles dias-um entendimento que ajudou Israel a se manter fiel.

Um motivo importante para ouvir o mundo é reconhecer as falsas filosofias e visões de mundo, a fim de que a nossa fé cristã não se contamine. Por exemplo, um dos pressupostos que regem o mundo hoje é o progressismo. Essa visão pressupõe que o que é "novo" é sempre melhor do que o que é "velho". Portanto, os educadores progressistas tendem a cortar ou atacar nossa herança de livros antigos e ideias antigas em favor de "novas ideias", "últimos desenvolvimentos" e "pensamento de última geração".

Tal linguagem apela para muitos de nós, visto que somos, quer queira ou não, habitantes de nossa cultura. Mas entre as ideias antigas, o progressismo não tem utilidade para o cristianismo, e a crença no progresso - que as coisas estão melhorando cada vez mais em comparação à "escuridão" do passado - é um dos principais veículos para extirpar o cristianismo da sociedade.

Se ouvirmos cuidadosamente aos progressistas, observaremos a síndrome que o apóstolo Paulo enfrentou no centro intelectual de Atenas: "Todos os atenienses e estrangeiros que ali viviam não cuidavam de outra coisa senão falar ou ouvir as últimas novidades". (Atos 17:21). Veremos também as marcas do darwinismo, a noção de que estamos sempre evoluindo para a um nível maior.

Crentes, tendo considerado a fonte, em seguida, observem as falácias. O progresso na ciência e na tecnologia é real, mas é algo construído sobre as verdades do passado e não pela rejeição delas. Os computadores não precisam ser reinventados para continuarem melhorando; as inovações expandem aquilo que já têm feito. O conhecimento se acumula, portanto pode ser aumentado. Os cientistas e engenheiros sabem disso, mas os artistas, autores e filósofos continuam tentando começar tudo do zero nas áreas humanas. Assim sendo, eles não progridem verdadeiramente - eles se tornam primitivos.

O ponto é : Os cristãos - que não têm paciência alguma com o materialismo darwinista - geralmente parecem mais progressivos do que o evolucionista mais fervoroso. Eles buscam por "novas" teologias, "novas" formas de adoração e "novas" músicas, bem dispostos a jogar fora toda uma herança cristã "antiquada". Tal forma de pensar é o resultado de deixarmos de "entender os tempos" nos quais vivemos.

O pragmatismo é outra filosofia não cristã que encontrou espaço na igreja. Do ponto de vista que não conseguimos saber o que é verdadeiro e bom, segundo os filósofos pragmatistas, devemos simplesmente fazer "o que funciona" em termos materiais. Essa é uma vertente importante da filosofia americana, desde o modernista John Dewey, com seu ateísmo e socialismo, ao pós-modernista Richard Rorty, com seu relativismo e política esquerdista. Poucos cristãos concordariam com esses filósofos se os escutassem, no entanto, o pragmatismo simplificado pode ser ouvido constantemente em assembleias da igreja, seminários sobre crescimento da igreja e livros para pastores. "O que funciona" - para aumentar a frequência na igreja, atrair não cristãos, arrecadar mais dinheiro ou alcançar uma nova meta-pode passar por cima de todas as considerações teológicas, históricas e bíblicas.

A Escritura nos dá mais um motivo para ouvir o mundo com atenção: "Quem responde antes de ouvir", diz Salomão, "comete insensatez e passa vergonha" (Provérbios 18:13). Ao evangelizarmos não crentes, precisamos "ouvi-los" para que as respostas que damos como cristãos resolvam suas questões e respondam as indagações com as quais estão lutando.

Em muitas conversas, os cristãos e não cristãos seguem em um diálogo de surdos. O cristão pode estar de conversa fiada evangelística memorizada, enquanto a pessoa que ouve o testemunho está tentando entender porque Deus permitiu que sua mãe morresse de câncer. O não cristão talvez comece uma discussão política, enquanto o cristão está levantando questões de cunho espiritual. Na apologética, geralmente damos um argumento racional sobre o cristianismo para os pós-modernistas que rejeitam a razão. Geralmente, a igreja aborda questões apenas depois que a cultura já seguiu em frente. As igrejas que tentam alcançar os jovens se voltam para a música folk e pop quando os seus jovens menosprezam esses estilos em favor do rock e do rap.

Se em primeiro lugar ouvíssemos aqueles que estamos tentando alcançar, evitaríamos as respostas superficiais, pré-prontas e impessoais. Ao invés disso, podemos abordá-los de forma pessoal, autêntica e de alma para alma. Se eles sentirem que estão sendo verdadeiramente ouvidos, talvez eles nos deem ouvidos. Sentirão que nós ganhamos o direito de sermos ouvidos.

Podemos ouvir superficialmente-ouvir sua música vil e violenta só para condená-la e julgá-los-ou podemos escutar profundamente e perceber porque essa música é tão agressiva. Conforme Mary Eberstadt elucidou, muitas delas têm a ver com ser abandonado, especialmente por um pai. Pela mesma razão, a pessoa que sofre pela morte de sua mãe não está pedindo apenas uma dissertação abstrata em teodiceia (uma defesa sobre a bondade e poder de Deus em vista da existência do mal); antes, essa pode ser a ocasião de familiarizá-lo com o próprio Jesus que morre, levando sobre si toda a morte-inclusive a de sua mãe-e derrotando-a por meio de Sua ressurreição. Os pragmatistas que são impacientes com a abstração podem ser indicados ao Deus que encarnou. Podemos concordar com os relativistas de que só o mundo não nos dá base para a verdade universal, porém, em seguida, apresentá-los o Caminho, a Verdade e a Vida.

Se ouvirmos com atenção o mundo e aqueles que estão presos no mundo, com sua futilidade e pecado, podemos ouvir o clamor dos perdidos por trás da cacofonia de falsas ideias e visões de mundo distorcidas. Isso é capaz de despertar nossa empatia e compaixão de tal forma que poderemos fazer, de forma eficaz, aquilo que o apóstolo nos chama a fazer: "Antes, santifiquem Cristo como Senhor no coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês". (1 Pedro 3:15).

Mundo: lugar de lazer ou campo de batalha?



Que diferente é hoje. A realidade permanece a mesma, mas a interpretação mudou completamente. As pessoas não mais pensam no mundo como sendo um campo de batalha, mas como um lugar de lazer. Não estaríamos aqui para lutar; estaríamos aqui para brincar. Não estaríamos num país estrangeiro; estaríamos em casa. Não estaríamos preparando-nos para a vida, mas já estaríamos vivendo a nossa vida, e o melhor que poderíamos fazer é livrarmo-nos de nossas inibições e de nossas frustrações para viver esta vida o máximo que pudéssemos. Isto, cremos, é um correto resumo da filosofia religiosa do homem moderno, abertamente professada por milhões e tacitamente aceita por muito mais pessoas ainda, que vivem de acordo com essa filosofia, mesmo que não a admitam por meio de palavras.

Esta mudança de atitude em relação ao mundo tem tido e está tendo uma influência sobre os cristãos, até mesmo sobre os cristãos evangélicos que professam a fé na Bíblia. Por um curioso malabarismo de figuras, fazem uma soma de forma errada e ainda assim dizem obter a resposta correta. Isso parece fantástico, mas é verdade.

A ideia quanto a este mundo ser um lugar de lazer em vez de um campo de batalha tem sido acatada praticamente pela grande maioria dos cristãos fundamentalistas. Eles podem respondei" com evasivas quando diretamente questionados quanto à sua posição, mas a conduta deles os denuncia. Eles estão querendo percorrer dois caminhos, desfrutar Cristo e o mundo, e com muita alegria dizem a todos que receber Jesus não requer que renunciem ao seu divertimento - o Cristianismo seria apenas a coisa mais divertida que se possa imaginar. O "culto" decorrente de tal visão da vida acha-se tão deslocado de seu centro como a própria visão em si mesma um tipo de casa de diversões noturna santificada, sem a champanhe e sem os bêbados de colarinho.

Tudo isso chegou a um ponto que se tornou algo muito sério, de forma que agora todos os cristãos têm a obrigação de reexaminar a sua filosofia de vida à luz da Bíblia. Com a descoberta do caminho que é bíblico, devem ir por ele, mesmo que, para isso, tenham de se desligar de muitas coisas que tinham aceitado como verdadeiras, mas que agora, à luz da verdade, tenham se mostrado serem falsas.

Uma visão correta de Deus e do mundo futuro requer que tenhamos uma visão certa do mundo em que vivemos e do nosso relacionamento em relação a ele. São tantas coisas que dependem disso que não podemos nos descuidar a esse respeito.

Teologia self-service



Por Oswaldo Luiz Gomes Jacob
A expressão inglesa self-service significa ‘servir-se a si mesmo’, geralmente num contexto de restaurante. Você tem o poder de escolher o cardápio que quiser. O que mais lhe apetece é isto que você escolhe. A teologia do servir-se a si mesmo é extremamente egocêntrica. Aliás, ela é antropocêntrica, isto é, o seu fundamento é o homem e seus interesses pessoais. Nesta teologia eu pago para me servir e também ser servido. O mais importante é fazer a minha vontade, é o que penso. Não tenho interesse no que o outro precisa, mas no que eu necessito. Esta é a pratica de muitos membros de nossas igrejas. Vivemos um tempo de egoísmo galopante. As pessoas não aceitam determinadas mensagens. Desejam se servir de mensagens que falam de  ‘positivas’ e ‘prósperas’. A teologia self-service tem um viés pragmático. As pessoas são seletivas e artificiais.
O princípio desta teologia é que eu tenho o poder de decidir o que é melhor para mim. Não tenho interesse em mensagens que condenam o pecado e suas diversas formas. Esta teologia é volúvel. A sua sustentação é comprometedora. Ela também é eclética. Tem toda a chance de ser mística. Ela desenvolve membros de Igreja descomprometidos com a mensagem da cruz, com o evangelho de Jesus. Afasta as pessoas e trabalha fortemente o individualismo. Ela não está interessada na pregação do genuíno evangelho, mas naquilo que mais funciona para o prazer dos seus adeptos. Na teologia self-service, o que me dá mais prazer em degustar é aí que tenho todo meu interesse. Os seguidores desta teologia mudam de igreja com muita facilidade. Há muitas igrejas que têm um cardápio variado para todos os gostos. O que importa mesmo é agradar a todos. O negócio é exercer a “política da boa convivência”.

Os que seguem a teologia self-service não têm fundamentos sólidos. Escolhem não aquilo que mais edifica, a semelhança com Cristo, mas o que dá mais prazer. Vivem mais pelo pensar e sentir do que pela fé. Há uma tendência muito forte de liberalismo como modo de vida. Os fins justificam os meios. Os judaizantes que infernizaram os irmãos da Galácia e deram muito trabalho a Paulo, eram da teologia do servir-se a si mesmo. Eles rejeitaram a suficiência da obra de Cristo na cruz para optarem pelo cardápio mais “sofisticado”. Era o cardápio da justiça própria, do mérito pessoal para a salvação. O conteúdo da suficiência de Cristo não era relevante e, por isso, agregaram ao prato outro ingrediente para complementar e trazer prazer ao paladar teológico deles. O modelo desta teologia é o “eu mesmo”. O que importa é quem sou e o que quero. Valorizo o meu desempenho pessoal. Eu sou o centro e Cristo é periférico.

Esta teologia pode ser substituída pelo serviço a Deus e ao próximo. Só podemos vencer a teologia do ‘servir- -se a si mesmo’ (egocêntrica) pela teologia da cruz (cristocêntrica). A nossa felicidade não está em fazer a nossa vontade, mas a vontade de Deus em Cristo Jesus. Fomos libertos do Maligno e de nós mesmos para fazermos toda a vontade de Deus (Gal. 5.1). O cristianismo autêntico tem prazer em servir com alegria e singeleza de coração. O nosso modelo é Jesus (Mt 20.28; João 13). Jesus não serviu a Si mesmo, mas a nós se entregando em sacrifício vicário na cruz (Fil. 2.5-8). Fomos chamados para exercermos o diaconato, servindo às pessoas. Pertencemos ao Reino dos servos, cujo Senhor é Jesus. Ele é o nosso modelo de alguém que não pensou em Si mesmo, mas em nós. A Sua teologia era servir ao Pai dando a Sua vida por nós na cruz. É por esta razão que o apóstolo Paulo ensinou magistralmente aos crentes em Roma ao dizer: “Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum de nós morre para si. Pois, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De modo que, quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor” (Rom. 14.7,8).

Abaixo à Teologia




Por Lourenço Stelio Rega
Nas décadas de 70 e 80, líderes exigiam que os seminários formassem pastores e não teólogos. Já ouvi muitos sermões e palestras em que o preletor faz descaso contra o estudo, como se a dedicação ao conhecimento bíblico e teológico fosse algo demoníaco ou perda de tempo. Hoje tenho ouvido até líderes de elevada magnitude afirmarem que o que forma um pastor não é um curso de Teologia e, muito menos, reconhecido pelo MEC.
De fato o que faz uma pessoa ser pastor é ser portadora do dom e vocação pastoral, é o chamado de Deus, mas isto não é tudo. Nessa linha de raciocínio tenho a impressão que podemos estar defendendo a ideia de que se é vocacionado vai dar certo! Os fracassos com algumas de nossas instituições denominacionais demonstraram o inverso. Creio que essa argumentação contra o estudo e o preparo de um líder não passa de sofisma.
Você iria num médico apenas considerando que ele é vocacionado como médico, contudo, sem ter ele se preparado para o exercício da Medicina? Um pastor é como um “médico” de vidas, se não for preparado para o exercício de seu dom e vocação fará muito estrago na vida de suas ovelhas e da igreja, como tem ocorrido em muitas ocasiões.
Nosso vício pragmático é uma das causas deste maléfico sofisma, pois reduzimos Cristianismo a trabalho na igreja, então um jovem vocacionado deve apenas aprender a pregar, dirigir assembleias, fazer visitas, redigir atas e pronto. Deve aprender a fazer coisas. Para que investir mais tempo? Assim, os seminários precisam formar pastores e não teólogos! Pergunto: é possível formar médicos, sem Medicina? É possível formar engenheiros, sem Matemática? Precisamos ter coragem de colocar estes argumentos no cadinho da prova.
Quanto à oficialização dos cursos teológicos pelo MEC, já procurei demonstrar em diversas ocasiões que a demonização que é feita sobre o assunto deixa de considerar a legislação vigente e experiências bem sucedidas em nosso meio. A legislação dá liberdade curricular e se um seminário quer ser liberal, conservador ou fundamentalista, é opção de sua mantenedora. A escolha de professores, modelagem de currículo, etc, vai depender de qual cor se deseja dar ao curso.
Agora pergunto: como manter cursos de graduação à margem da Lei? Se um curso é de graduação ou pós-graduação em Teologia deve ser legalizado em vez de funcionar de forma clandestina. Pergunto mais: se podemos dar aos nossos alunos condições de ter um diploma reconhecido que lhe proporcione reconhecimento público, oportunidade de prosseguir em seus estudos em outros níveis para melhor servir ao reino de Deus, por que não o fazemos? O pior de tudo é que, por desconsiderarmos este assunto há seminários (inclusive batistas), “esquentando” diplomas de cursos livres, oferecem cursos clandestinamente à margem da lei. Por que não se reclama contra isso?
Outro dia vi numa lista de internet argumento de que devemos aceitar legalizar nossos cursos de Teologia, pois isso seria ir contra nosso princípio de separação entre igreja e Estado. Seguindo este argumento então as igrejas devem pedir baixa em seu CNPJ e deixar de entregar a declaração anual de Pessoa Jurídica à Receita Federal?
 
Tenho a impressão de que neste assunto existem causas “ocultas” ou “místicas” não declaradas, que não conseguem dar conta em responder estas questões.
 
Não defendo o MEC, o que defendo é a legalidade. Se para oferecer cursos de graduação a lei exige a oficialização, não há outro caminho, como não há outro caminho de manter uma igreja sem a devida legalização. É uma questão de respeito à lei. Mas também é uma questão de conhecer a legislação educacional e saber se valer dela para a manutenção de nossa liberdade religiosa. E isso nossos seminários oficializados estão sabendo fazer em geral. Pena que, em geral, quem discute o problema o faz sem conhecer a legislação e, muitas vezes, sem avaliar os projetos pedagógicos destes seminários. Precisamos ter coragem de colocar esse assunto sobre a mesa e discuti-lo com fatos, em vez de passionalmente.
Mas isto (MEC) é apenas um detalhe. O importante aqui é a valorização do bom preparo de nossos futuros líderes. Não basta saber fazer coisas, é preciso ter fundamentação bíblica e teológica para não ser seduzido pelas ideologias do mundo, para saber como conduzir com segurança o povo de Deus neste mundo sem Deus. Como pregar profunda e seriamente a Palavra, como cuidar de vidas, aconselhar, etc, sem o devido preparo (com MEC ou sem MEC)?
Precisamos parar de tratar a dedicação ao estudo e à pesquisa como um pecado e tarefa de desocupados. Temos duras advertências contra a preguiça na Bíblia. Vamos colocar a mão na consciência e rever nosso posicionamento sobre o assunto. Vamos valorizar o estudo da Bíblia, da Teologia, para aprofundar mais ainda nossos sermões, palestras, aconselhamento ao povo, etc.

O Que é Propiciação?



Por Pr. Silas Figueira
Às vezes encontramos na Bíblia algumas palavras não tão comuns, e a intenção de Deus obviamente não é de que somente conheçamos estas palavras, mas que tomemos consciência de que elas se referem a realidades espirituais, e que estas realidades existem para serem desfrutadas real e plenamente pela Igreja. A Igreja é a depositária do Evangelho, não só das palavras, mas também das realidades espirituais nomeadas ou denominadas por estas palavras. Falamos recentemente sobre o que é Expiação. Hoje queremos abordar o termo Propiciação. Qual o seu significado e qual a importância dela para nós.

DEFINIÇÃO

 “Propiciação”, o que é isto exatamente? O termo é enigmático e muitos nunca ouviram falar dele, a não ser em algum versículo bíblico em que a palavra aparece. E talvez não tenham se apercebido dele. A melhor explicação para o termo é que nos diz que “propiciação significa a remoção da ira mediante a oferta de algum presente”. Era um ato presente na política internacional no Oriente Antigo, quando um rei de alguma nação, para se manter seguro, enviava presente a outro rei, de uma nação mais forte. Era um gesto destinado a cultivar boas relações.

NO SENTIDO BÍBLICO

O verbo hebraico que traz a ideia de propiciação é kipper, com a ideia de fazer amizade, de juntar partes opostas e até mesmo em conflito. No Novo Testamento, a ideia mais próxima é “reconciliação”. A ideia do Novo Testamento se entende bem em 2Coríntios 5.21. O sentido do texto é que Deus ofereceu Cristo como presente ao mundo para fazer as pazes com o mundo. É um conceito que nos parece estranho, mas mostra que, no Novo Testamento, Deus toma a iniciativa, em Jesus, de propor as pazes ao homem.1

Podemos dizer que propiciar é colocar-se a favor de alguém. O homem estava contra Deus, havia pecado, e por tanto o juízo de Deus estava contra ele, de maneira que algo deveria ser feito para que Deus pudesse estar a favor do homem e não contra ele. Propiciar é fazer todo necessário para que o homem se volte para Deus, e Deus para o homem; mas faltava uma base para que isto ocorresse por isso Deus enviou Jesus Cristo Jesus para ser a nossa propiciação.

Podemos ver isto na primeira epístola do apóstolo João. Nela vemos o primeiro aspecto da obra da cruz de Cristo como nossa propiciação,

1 João 2:1, 2 :

“Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo;e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”.

A palavra grega (hilasmos) traduzida "propiciação" em 1 João 2.2 e 4.10 aparece somente estas duas vezes no Novo Testamento. Esta palavra descreve um aspecto importantíssimo da salvação. Esta palavra significa satisfação e dá a ideia de aplacar a ira de Deus em relação ao pecado do homem. Nesta passagem João mostra que Jesus propicia a Deus com relação a nossos pecados.

Hernandes Dias Lopes citando Augustos Nicodemos diz que a propiciação está ligada aos sacrifícios do Antigo Testamento. Animais eram sacrificados e o seu sangue derramado como “pagamento” pelo pecado (Lv 16.14,15; 17.11). Os sacrifícios eram oferecidos para cobrir os pecados e afastar a ira de Deus sobre os pecadores. Cristo é o sacrifício, providenciado pelo próprio Deus, que satifaz a justa ira de Deus pelos nossos pecados, e desvia essa ira de Deus sobre nós, apaziguando a Deus e nos reconciliando com Ele (1Jo 4.10; Rm 3.25,26; 1Pe 2.24; 3.18).2

Se Deus é santo e não suporta o pecado como então remover a ira de Deus? No Antigo Testamento nós podemos observar que a ira de Deus não se removia, ela se desviava. Observe o que o salmista nos fala:

“Ele, porém, que é misericordioso, perdoa a iniquidade e não destrói; antes, muitas vezes desvia a sua ira e não dá largas a toda a sua indignação”. Salmo 78.38.

O pecado tem um preço e o preço é a morte (Ez 18.20 e Rm 6.23). O pecado é tão sério aos olhos de Deus que exige a morte do pecador. A única maneira de se aniquilar o peso do pecado é com a morte. Por isso Deus instituiu o sacrifício no culto do Antigo Testamento para ensinar este aspecto. É a morte, através do derramamento do sangue, que faz a propiciação ou expiação dos nossos pecados.

Jesus não é apenas o propiciador, ele é a propiciação. Como ele fez isso? Para defender-nos diante do tribunal de Deus era necessário que a lei violada por nós fosse cumprida e que a justiça de Deus ultrajada por nós fosse satisfeita. Jesus veio como nosso fiador e substituto. Ele tomou sobre si os nossos pecados. Ele sofreu o duro golpe da lei em nosso lugar. Ele levou sobre si a nossa culpa. Ele bebeu sozinho o cálice da ira de Deus contra o pecado. ele se fez pecado por nós. Ele foi humilhado, cuspido, espancado, moído. Ele morreu a nossa morte. A cruz é a cruz é a justificação de Deus. Pelo seu sacrifício, nossos pecados foram cancelados. Agora estamos quites com a lei de Deus e com a justiça de Deus. Agora estamos justificados. Jesus é a nossa propiciação pelos nossos pecados.3  

Os sacrifícios de animais, como vimos, aplacavam a ira de Deus momentaneamente. Por isso foi necessário a vinda de Jesus como nosso Cordeiro Pascal para morrer por nós e ser a nossa propiciação diante de Deus. Como está escrito:

“Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no Espírito” (1 Pe 3.18).

Nada ocorreu de mais nobre na história da humanidade, do que a obra do calvário. O Justo morrendo pelos injustos, para que os injustos fossem feitos justiça de Deus. “Aquele que não conheceu pecado, Ele o fez pecado por nós, para que, n’Ele, fôssemos feitos justiça de Deus”. ( 2 Co 5.21).

domingo, 14 de julho de 2013

A Crocodilagem da Fé


Por Pr. Silas Figueira

Muitos líderes não tem nenhuma vergonha na cara de fazer chacota com as crises que as pessoas estão passando. Muitos se aproveitam desse momento de fragilidade, seja na área emocional, profissional, familiar, na saúde para brincar com a fé dessas pessoas e arrancar delas tudo o que elas tem. Primeiro lhes arranca o dinheiro, depois lhes arrancam a fé e por fim leva essas pessoas a total bancarrota espiritual.

Temos visto isso ocorrer em todos os seguimentos da igreja que se diz evangélica, mas que a muito tempo se tornou uma servidora fiel de Satanás. Líderes que sem nenhum pudor, sem nenhum temor manipulam a Palavra de Deus para se beneficiarem. São os Caifás modernos, são pessoas que se utilizam da religião para enriquecerem, são monstros cruéis, leviatãs camuflados de sacerdotes enganando o povo que anda cego em busca de um milagre. E é exatamente na crise, na fragilidade e da fragilidade humana que esses crocodilos se alimentam. Se alimentam da dor de uma mãe que está vendo seu filho indo para as drogas, que está vendo sua filha na prostituição, um pai de família desempregado e vendo dia após dia as contas de acumularem e o alimento se acabar no armário. Se aproveitam daquela esposa que está vendo seu casamento se acabar e lutando com todas as suas forças não vendo resultado o do seu esforço.

Esses crocodilos fantasiados de sacerdotes do Deus Vivo são instrumentos de Satanás vendendo os seus martelos poderosos, as suas meias milagrosas, as suas águas bentas que tudo purifica, o sal grosso, a arruda, a rosa, a toalha encharcada de suor e meleca do apóstolo. Como se diz por aí, crente não acredita em cartomante, mas adora uma revelagem, e o que mais vemos por aí são crentes buscando revelação. Esses Caifás modernos não poupam nem crianças ...

Mas tudo isso ocorre porque o brasileiro é um povo místico e imediatista, querem o milagre não importa de onde venha nem quanto custa. Vivem de campanha em campanha. Quem alimenta essa máfia de crocodilos são as próprias pessoas que as buscam ávidas por ver o milagre. Muitos, é bom lembrar, são levados como ovelhas para esses matadouros, são inocentes, mas outros já são crias antigas desse sistema viciante e não sabem ou não querem sair dessa roda viva em busca das migalhas alcançadas. Eu creio que muitos ali alcançam alguns benefícios, pois Satanás é ardiloso e nós conhecemos os seus desígnios e ardis. Alguns milagres são fabricados, outros ocorrem na mente de gente que desesperadamente quer ver alguma coisa acontecer, nem que seja na vida dos outros. É uma porta de emprego que se abre, é um namorado que se arranja, é uma bênção nessa ou naquela outra área que se alcança. Mas tudo isso não procede de Deus, pois Deus não tem compromisso com os que falam em seu nome aquilo que Ele não disse e nem prometeu.

O evangelho Puro e Simples, o Evangelho transformador que trás ao coração do homem esperança, alento, renova a fé e opera o maior milagre que pode ocorrer na vida de uma pessoa que é a salvação, esse tem sido esquecido ou muito pouco procurado e por causa disso alguns tem se vendido a esse mercado das campanhas, dos atos proféticos, das unções e jejuns de Daniel.

Estou escrevendo isso com um peso e uma grande tristeza no coração por ver pessoas inocentes sendo roubadas daquilo que é mais bonito na vida de uma pessoa o prazer de servir a Deus pelo o que Ele é e não pelo o que Ele dá e faz. Que o Senhor nos ajude a livrar das garras de Satanás essas pobres almas encarceradas do engodo da mentira.

Quando a regra de fé é a própria Prática...


Por Rev. Ageu Magalhães
 
“A Bíblia é nossa única regra de fé e prática” – qualquer crente com certo tempo de igreja já ouviu esta frase, pelo menos uma vez. Mas, é triste observar que a frase não tem passado de um mero aforismo. Para a maioria dos evangélicos a Prática (e não a Palavra) é a verdadeira regra de fé. Explico:
Quando um líder de igreja está prestes a formular uma lei ou a responder a uma consulta de concílio inferior e, ao invés de perguntar “O que diz a Bíblia?”, pergunta “Qual tem sido a prática da igreja?” ele acaba de mostrar onde está a base de sua fé.
Da mesma forma, quando o membro de igreja elogia um pastor chamando-o de “equilibrado”, ou refere-se a uma igreja como sendo “equilibrada” ele revela, sem saber, o quanto a Prática tem prevalecido sobre a Palavra em sua mente.
Esta forma de pensar tem mais a ver com a dialética de Hegel do que com a Palavra de Deus. Para Hegel a história é um movimento de confronto entre tese (afirmação) e antítese (oposição da tese) gerando assim a síntese.
Desta forma, o que é um pastor “equilibrado”? É um pastor que não fica nos denominados “extremos”. Mas, e se a verdade estiver exatamente no extremo? Por exemplo, um pastor crê que dinheiro é prova de fé e ensina que crente tem de ser rico. O outro pastor, no outro extremo, crê que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males e que cobiça é pecado e não virtude. Onde fica o equilíbrio? No meio do caminho entre o certo e o errado? O meio certo é o alvo a ser alcançado?
E quando o assunto é culto? Onde estará a vontade de Deus: na síntese entre um culto certo e um culto errado ou no que a Palavra aponta como sendo o culto certo?
Portanto, de volta ao início, a Bíblia é a nossa única regra de fé e de prática. A sociedade é dialética. Faz sínteses entre o certo e o errado, gerando mais conceitos errados. Nós, crentes, temos nas mãos a Palavra de Deus, poderosa para “destruir fortalezas, anulando sofismas” (2Co 10.4) Cabe a nós não sermos seguidores de Hegel, mas de Cristo. Levando a ele, cativo, todo pensamento à sua obediência.

Ordenando aos Hereges


Por Vincent Cheung

Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé. (1 Timóteo 1:3-4)
Um dos principais deveres de um ministro cristão é combater falsas doutrinas. Paulo provavelmente tinha algo definido em mente quando escreveu a Timóteo. É possível que a igreja estivesse sendo ameaçada com um precursor do gnosticismo, ou de alguma forma de misticismo judaico, ou uma mistura dos dois. O contexto histórico exato não é essencial para o entendimento e aplicação dessa passagem, visto que Paulo primeiro declara um princípio amplo, que Timóteo deve por um fim a homens que ensinam “falsas doutrinas”. Ele não pretende dizer que essas falsas doutrinas particulares deveriam ser detidas, mas todas as outras são permitidas. Todas as falsas doutrinas devem ser detidas.
Um ministro cristão que esteja indisposto ou que seja incapaz de fazer isso é um devedor, e introduz uma vulnerabilidade à sua igreja. Ele poderia estar indisposto de se opor a falsas doutrinas por não considerar que doutrinas sejam algo essencial. Mas elas são essenciais, visto que fornecem definição e orientação com respeito a cada aspecto da fé cristã. Não existe nenhuma fé cristã, e dessa forma nenhum conhecimento de Deus e de Cristo, nenhuma salvação, nenhuma justificação e santificação, nenhuma adoração a Deus, nenhuma comunhão com os santos, e nenhuma esperança de vida eterna, sem as doutrinas cristãs. Sem doutrinas, não há nada. Então, um ministro poderia ser incapaz de se opor às falsas doutrinas porque teme confrontar os heréticos, ou porque careça de conhecimento e inteligência para refutá-los. Seja qual for a razão, essa é uma séria deficiência num ministro, e desse ser tratada com extrema urgência.
Não devemos permitir que o mundo nos ensine como lidar com os falsos mestres. Alguns ministros têm maior respeito pelos padrões não cristãos de cortesia acadêmica do que pelo Senhor Jesus Cristo. E se eles querem parecer intelectuais e respeitáveis diante do mundo, e polidos de acordo com o padrão do mundo, então não prestam para serem pregadores do evangelho. Paulo não diz a Timóteo que dialogue com os falsos mestres, ou aprenda a perspectiva deles, mas que ordene-os a parar.
Algumas pessoas pensam que a melhor forma de lidar com falsas doutrinas é debatê-las num fórum público, de forma que os cristãos possam ouvir os dois lados e decidirem por si próprios. Novamente, essa visão procede do mundo, e impõe democracia e liberdade de expressão na política da igreja. A Igreja do Deus Vivo não é uma democracia. Jesus Cristo é Rei – sua opinião é verdade, e seu mandamento é lei. Ninguém tem o direito de se opor a ele ou expressar visões alternativas. Sem dúvida, seus ministros podem debater falsas doutrinas, mostrando de que formas esses ensinos são errôneos, mas eles não podem fazer isso interminavelmente, e eles devem falar com autoridade, ordenando que os falsos mestres cessem com as suas heresias.

A banalização do sagrado


Por Rev. Hernandes Dias Lopes
O espírito pós-moderno tem levado muitos crentes à banalização do sagrado. Milhares de pessoas entram pelos umbrais da igreja evangélica, mas continuam prisioneiras de suas crendices e de seus pecados. Têm nome de crente, cacuete de crente, mas não vida de santidade. Em vez de ser instruídas na verdade, são alimentadas por toda sorte de misticismo forâneo às Escrituras. Em vez crescerem no conhecimento e na graça de Cristo, aprofundam-se ainda mais no antropocentrismo idolátrico, ainda que maquiado de espiritualidade efusiva. Dentro desta cosmovisão, os céus estão a serviço da terra. Deus está a serviço do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra, mas a vontade do homem no céu. Tudo tem de girar ao redor das escolhas, gostos e preferências do homem. O bem-estar do homem e não a glória de Deus tornou-se o foco central da vida. Assim, o culto também tornou-se antropocêntrico. Cantamos para o nosso próprio deleite. Louvamo-nos a nós mesmos. Influenciados pela síndrome de Babel, celebramos o nosso próprio nome.
Nesse contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ela é resultado de uma pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno evangelho.
A banalização da teologia desemboca na vulgarização da ética. Onde não tem doutrina bíblica sólida não pode haver vida irrepreensível. A teologia é mãe da ética. A ética procede da teologia. Onde a verdade é substituída pela experiência, a igreja pode até crescer numericamente, mas torna-se confusa, doente e corrompida. O povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Onde falta a Palavra de Deus, o povo se corrompe. Outrossim, onde não há santidade, ainda que haja ortodoxia, o nome de Deus é blasfemado.
A banalização do sagrado é visto claramente nas Escrituras. O profeta Malaquias denunciou com palavras candentes o desrespeito dos sacerdotes em relação à santidade do nome de Deus, do culto, do casamento e dos dízimos. A religiosidade do povo era divorciada da Palavra de Deus. As coisas aconteciam, o povo vinha ao templo, o culto era celebrado, mas Deus era não honrado.

Jesus condenou, também, a banalização do sagrado quando expulsou os vendilhões do templo. Eles queriam fazer do templo, um covil de salteadores; do púlpito, um balcão de negócios; do evangelho, um produto de mercado e dos adoradores, consumidores de seus produtos. O livro de Samuel, outrossim, denuncia esse mesmo pecado. O povo de Israel estava em guerra contra os filisteus, pensando que Deus estava do lado deles, mesmo quando seus sacerdotes estavam em pecado. Porém, quatro mil israelitas caíram mortos na batalha, porque o ativismo não substitui santidade. O povo, em vez de arrepender-se, mandou buscar a arca da aliança, símbolo da presença de Deus. Quando a arca chegou, houve grande júbilo e o povo de Israel celebrou vigorosamente ao ponto de fazer estremecer o arraial do inimigo, mas uma derrota ainda mais fatídica foi imposta a Israel e trinta mil soldados pereceram, os sacerdotes morreram e a arca foi tomada pelos filisteus. Alegria e entusiasmo sem verdade e sem santidade não nos livram dos desastres. Rituais pomposos sem vida de obediência não agradam a Deus. Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que fazemos. Deus não aceita nosso culto nem nossas ofertas quando ele rejeita a nossa vida. Antes de Deus aceitar o nosso culto, ele precisa agradar-se da nossa vida. É tempo de examinarmo-nos a nós mesmos e voltarmo-nos para o Senhor de todo o nosso coração.