Por Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
“Querido ou fiel?” é o título de um capítulo do livro Arrisque, de Kenny Luck. Nele, o autor aborda um dilema sério da vida cristã contemporânea. “Ser querido” é ser o centro da vida e receber. “Ser fiel” é tornar Cristo o centro da vida, e dar-se, gastar-se no reino. Os cristãos estão mais preocupados em serem queridos que em serem fiéis. Não pensam em compromisso com Jesus, mas no seu bem estar pessoal. Seu ideal é a bênção e não a fidelidade.
Luck fala dos mártires cristãos que morreram por sua fidelidade a Jesus, em tempo de perseguição. Seguir a Cristo dispor-se a morrer por ele. A igreja se compunha de compromissados. Hoje, em seu meio há muita gente sem noção do que seja o evangelho, de quem seja Jesus, e que foge de compromisso. Para muitos, ela é apenas uma maneira agradável de passar um tempo, ouvindo coisas boas e recebendo promessas. Um centro de autoajuda. “Ponha a mão no ombro da pessoa ao seu lado e diga que ela nasceu para vencer! Que ela vai triunfar!”. Busco uma base mínima para esse exercício histriônico e não lembro uma só frase em toda a Bíblia. Nascemos para servir e honrar a Deus, e não para que ele nos sirva. Para muitos, seguir a Jesus é uma maneira de ter carros maiores, casas mais imponentes e passar as férias em Miami.
Há gente que está na igreja e não tem noção alguma do evangelho. Pensa que é só ser abençoado. É a visão do “ser querido”. Por isso que temos um evangelho aguado, displicência espiritual e escândalos. “Ser querido” é salvar a sua pele, buscar o melhor para si, ter tudo de bom. Nesta ótica, seguir a Jesus é ter um bilhete de primeira classe por este mundo.
“Ser fiel” é mais duro. É saber que o mais importante não somos nós, mas Deus. É saber que a essência da vida cristã é “Seja feita a tua vontade”, e não o “Eu quero” ou “Eu declaro”. “Ser fiel” é ser um cristão maduro que não busca sua glória ou seu bem estar pessoal, mas quer ver a glória do Senhor Jesus. Crentes como o Pr. Youcef são do tipo “fiel”.
Que bênção se a igreja voltasse à Bíblia, e deixasse as palavras de ordem e frases de efeito de gurus e semideuses evangélicos! Se voltasse à cruz. Se diante dela dobrasse os joelhos. Se chorasse seus pecados e pedisse perdão! Se cada um de nós fosse apaixonado por Cristo crucificado, e parasse de pensar em uma vidinha fácil e pensasse em ser útil! Se houvesse menos ambição, menos melindre e mais serviço! O mundo seria transformado!
Você sofreria por sua fé? Morreria por Jesus? Ou acha que é dever de Deus lhe dar bagulhos materiais? Você busca “ser querido” ou busca “ser fiel?”. Quem busca ser querido ainda não entendeu a vida cristã. Quem busca ser fiel está no caminho. Arrisque! Seja fiel!
segunda-feira, 23 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
O que você pensa acerca da cruz de Cristo?
Por J. C. Ryle
Talvez você considere esta questão como algo de somenos importância; não obstante, dela depende intensamente o bem-estar eterno de sua alma.
Há mil e oitocentos anos atrás, houve um homem que disse gloriar-se na cruz de Cristo. Foi alguém que revirou o mundo de cabeça para baixo pelas doutrinas que pregava. De todos os homens que já viveram neste mundo, foi ele quem mais contribuiu para o estabelecimento do Cristianismo. E mesmo assim, foi este homem quem disse aos Gálatas:
“Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”, Epístola de Paulo Aos Gálatas 6.14
Leitor, a “cruz de Cristo” deve ser um assunto verdadeiramente importante para que um apóstolo inspirado fale de tal forma sobre ela. Deixe-me tentar demonstrá-lo o verdadeiro significado desta expressão. Uma vez reconhecendo o que significa a cruz de Cristo, com a ajuda de Deus você se tornará capaz de perceber a importância dela para a sua alma.
A palavra cruz, na Bíblia, algumas vezes faz referência à cruz de madeira na qual o Senhor Jesus foi cravado e posto para morrer, no Calvário. Isto é precisamente o que São Paulo tinha em sua mente quando falou aos Filipenses que Cristo “foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2.8). Contudo, esta não era a cruz na qual São Paulo se gloriava. Ele esquivar-se-ia com horror da idéia de gloriar-se em um mero pedaço de madeira. Eu não tenho quaisquer dúvidas de que ele denunciaria a adoração católica romana do crucifixo como profana, blasfema e idolátrica.
A cruz, em outras vezes, é atinente às aflições e provações que os crentes atravessam pela causa da religião que professam, quando seguem a Cristo fielmente. Este é o sentido no qual nosso Senhor usa a palavra, quando diz: “Aquele que não toma a sua cruz, e segue-me, não é digno de mim” (Mt 10.38). Este também é o sentido no qual Paulo usa a palavra quando escreve aos Gálatas. Ele conhecia bem esta cruz. Deveras, ele a carregava pacientemente; no entanto, também não é sobre isto que ele está falando aqui.
Família Feliz - Como Conquistá-la?
Família Feliz
- Como Conquistá-la?
- Conquistamos uma família quando aprendemos a sonhar corretamente de acordo com a vontade de Deus para nossa vida e família.
- Tudo na vida de um líder começa a existir a partir de um sonho, de uma visão que lhe impulsione a atingir todas as suas metas, que precisam estar bem traçadas.
"Bem-aventurado todo aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Do trabalho das tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos como plantas de oliveira, ao redor da tua mesa. Eis como será abençoado o homem que teme ao Senhor. De Sião o Senhor te abençoará; verás a prosperidade de Jerusalém por todos os dias da tua vida, e verás os filhos de teus filhos. A paz seja sobre Israel". (Salmo 128)
- Esse salmo tão bem escrito por Davi, nos dá um perfil de uma família feliz. Desde o princípio o desejo do coração de Deus é que seus filhos tenham famílias estruturadas e felizes.
- Toda família que teme ao Senhor colhe os frutos de sua obediência: um bom casamento e uma família ajustada. Essas são as maiores bênçãos da vida, muito mais que bens materiais.
- Quando um casal entra em aliança, na maioria das vezes ele espera ser feliz, como um interesse próprio. Porém, a Bíblia nos ensina como um princípio que é dando que se recebe. Então, a mentalidade precisa ser mudada e ao entrar em aliança o maior desejo do coração do cônjuge deve ser fazer o outro feliz, quando isso acontece a recíproca torna-se algo natural. Quando fazemos o outro feliz a conseqüência e sermos felizes.
Leia Mais
Uma questão de limites
Por Sérgio Lyra
Há algumas semanas atrás li a postagem de um jovem cristão na rede social Facebook, na qual ele se dizia incapacitado para identificar e estabelecer os limites adequados para a sua intimidade. Ele se apresentava como alguém machucado, frustrados com as experiências que havia construído. A sua conclusão foi a seguinte: “Por não haver um manual”, optou por se entregar ao relativismo dizendo que “cada um estabeleça o seu limite!”. Li aquele pequeno texto e fiquei muito preocupado com o jovem. Além disso, ninguém deu uma resposta que viesse a ajudá-lo, de fato. Por isso, resolvi escrever este texto, como uma proposta sincera a postagem do jovem, apresentando um manual especial e eficiente, a Palavra de Deus, que ensina e orienta eficazmente sobre o assunto.
Bem, em primeiro lugar devemos saber que a existência de limites é fator indispensável para qualquer vida social ordeira, e eles são expressos por leis e costumes de um povo. Todavia, não basta existir limites coletivamente estabelecidos e conhecidos para que tudo corra bem. Os limites de uma sociedade podem estar errados e os limitados podem não querer respeitar os limites, mesmo se estes estiverem certos. Como cristão, acredito que a Bíblia supre plenamente a questão dos limites inadequados, pois ela é a revelação perfeita de Deus para todos, um verdadeiro “manual do fabricante” para a humanidade. O Deus perfeito estabeleceu limites perfeitos e funcionais. Agir dentro dos limites funcionais significa funcionar para o que foi projetado e produzir resultados adequados e satisfatórios para si mesmo e para o contexto social. Se alguém quer conhecer e experimentar o bom de Deus (e adianto que não há nada melhor) precisa dedicar-se a conhecer e praticar os ensinos bíblicos. Leia, por exemplo, o Sermão da Montanha (Mateus 5 a 7). Ele é um excelente resumo dos princípios que regem o comportamento cristão.
Limites e intimidade
Sabendo que o assunto é muito amplo. Volto-me mais especificamente para a questão da intimidade. Esta é uma palavra muito especial, pois torna substantivo o que é íntimo, caracterizando algo do nosso interior. Nas Escrituras Sagradas, a intimidade é apresentada como um profundo compartilhar de vida interior (Sl 25.14). Assim, prioritariamente, quando se fala de intimidade deve-se pensar em comunhão intensa com o interior de alguém, acessos especiais e conhecimentos privilegiados. Fica claríssimo que o atual conceito de intimidade que a maioria das pessoas utiliza difere em muito do significado bíblico, pois basicamente o define como liberdade para carícias mais eróticas e excitantes. Acredito que o questionamento daquele rapaz reside exatamente nessa área.
No que diz respeito aos limites do relacionamento sexual, qualquer pessoa pode constatar que estes sofreram verdadeiros tsunamis nos últimos 30 anos. Se jovens de hoje ouvissem quais foram os limites que a maioria dos jovens cristãos utilizavam enquanto namoravam e noivavam nos anos 70, certamente diriam que esses jovens eram de “outro planeta”. Atualmente, se alguém me disser que está namorando, afirmo com toda a sinceridade, eu não sou mais capaz de dizer o que eles fazem quando estão juntos. A geração dos cristãos que nasceram após a segunda guerra mundial até 1965, foi educada em um ambiente com limites claros, que exigia respeito pelos outros e não apenas a satisfação ilimitada de seus prazeres.
Deixe-me exemplificar o que quero destacar no que se refere a quase exclusão de limites que o nosso contexto social urbano hoje vivencia. Certo domingo pela manhã, quando ia para a igreja, dei carona a uma mãe com a sua filhinha de apenas oito anos. A pequenina me perguntou: “pastor, BV é errado?”. Totalmente alheio ao significado da sigla e achando que se tratava da praia da Boa Viagem em Recife (PE), respondi: “Não filha, Boa Viagem é apenas um local como qualquer outro”. Mãe e filha começaram a rir e logo me tiraram da ignorância: “Pastor… BV significa Boca Virgem, ou seja, que nunca foi beijada”. Meu Deus, aquela garotinha de oito anos estava sendo pressionada na escola porque era BV! Agora, imagine a pressão sexual nos adolescentes que começam a lidar com a sua ebulição hormonal e são extremamente desejosos em experimentar algo novo e muito excitante. Os meios de comunicação digital, com apenas um ou dois cliques, expõem em segundos milhares de fotos e vídeos pornográficos a custo zero. Como ajudar o jovem a modelar seu caráter e controlar seus desejos lícitos se não houver limites que os ajude a visualizar e experimentar o que é realmente bom? No Salmo 119 versículo 9, o salmista fez a seguinte pergunta: “Como pode um jovem conservar pura a sua vida?” A resposta veio de imediato: “É só obedecer aos teus mandamentos.”, e isto, trocando em miúdos, é respeitar os limites estabelecidos por Deus (Sl 119.11).
Quem estabelece limites?
Surge então, a pergunta: quem deve estabelecer os limites: a igreja, a escola, o estado ou a família? A resposta é a seguinte: nenhum deles! Acredito que os limites já foram estabelecidos por Deus através da sua Palavra revelada. Assim a pergunta correta deve ser: quem é o responsável por ensinar e zelar pelos limites? Por ordem de prioridade: a família, a igreja e o estado. Estou plenamente consciente que muitos jovens que hoje são cristãos não vieram de lares evangélicos; nesses casos, a igreja deve se apresentar com uma prioridade especial.
No caso do jovem do Facebook, trata-se de um cristão e de família cristã. Mesmo conhecendo os bons limites de Deus para desfrutar de intimidade sadia com outra pessoa, ele resolveu experimentar o outro lado da moeda. Resolveu ouvir e ceder às tentações de suas paixões e questionou se ceder a elas não era melhor do que a proposta divina. Foi exatamente isto que Satanás fez com Eva. Instrumentos externos despertaram o desejo do coração (tentação) e quando esse mau desejo é atendido, os limites são desrespeitados e o pecado instala a sua desgraça (Tg 1.13-15). Na sua postagem digital, aquele jovem chegou à triste conclusão de que se tornara escravo de seus próprios sentimentos e desejos e, portanto, colhia grande desapontamento, embora sentisse prazer por alguns instantes ao “liberar” os limites de sua intimidade.
O Deus eterno, único e criador de todas as coisas, estabeleceu limites físicos como a gravidade, a nossa capacidade de produzir esforços, suportar calor, obter oxigênio, alimentação, etc. Ninguém ousa desconsiderar estes limites, pois se o fizer, logo sofrerá os danos. O mesmo Deus soberano também estabeleceu limites relacionais para todos. Note com atenção que quando alguém desconhece a Deus e a sua Palavra, os limites divinos são desrespeitados por ignorância, mas quando se conhece as Sagradas Escrituras trata-se de desobediência e rejeição. Quanto mais o ser humano se afasta de Deus, mais ele desrespeita os limites da sua intimidade (Rm 1.18-33). Todavia, como ele foi criado para viver bem, apenas sob limites divinamente preestabelecidos, a única postura humanamente razoável que lhe resta é deixar a questão dos limites no campo das relatividades: “Cada um faça o que acha que é bom e certo para si mesmo.”
Sempre me lembro do texto bíblico da carta aos Romanos 12.1-2, escrita pelo apóstolo Paulo. Ele nos alerta que os limites do cristão não são os mesmos do mundo que vive alheio a Deus. Sinto-me encorajado e disposto a encorajar os jovens crentes a estabelecerem e preservarem os limites santos e revelados na Bíblia para os seus desejos sexuais (1 Ts 4.3-4; Rm 6.11-22; 1 Co 7.1-2). Acredito, e eu mesmo experimentei na minha vida, que a vontade de Deus é “boa, perfeita e agradável”. Afirmo sem medo de errar: Nunca haverá limites melhores do que os bons limites de Deus.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Apóstolo Valdemiro Santiago é entrevistado pela folha.com durante o intervalo de um culto
De mãos dadas com Francileia, sua esposa, ao longo de toda a entrevista, Valdemiro Santiago recebeu a reportagem da Folha no intervalo de um culto. Leia os principais trechos:
A doença é um problema de espírito?
Valdemiro Santiago: Às vezes. Mas se fosse um problema exclusivamente de ordem espiritual, então as pessoas que estão afinadas com Deus não correriam o risco de ficar doentes. O próprio Isaac morreu cego. Então algumas doenças são de ordem espiritual e precisam ser tratadas espiritualmente - ou seja, através da oração, avivando e fortalecendo a fé das pessoas. E há doenças que a ciência consegue tratar. Eu e minha família precisamos dos médicos, também. Há enfermidades que são para a ciência e outras que são para serem tratadas espiritualmente. Embora Deus possa curar todas elas.
Quais são as doenças que estão nas mãos de Deus e quais na da ciência?
No ano passado você passou por um tratamento do joelho no hospital Albert Einstein...
Na verdade todas as doenças estão nas mãos de Deus.
O sacerdote é um instrumento nas mãos de Deus.
Você é um instrumento nas mãos de Deus?
Tenho plena certeza disso. Só que os médicos também são. Deus é quem dá o conhecimento, Deus instituiu os médicos. Deus nos colocou essa autoridade para que pudéssemos suprir as pessoas, honrando cada um.
Você já curou doenças incuráveis?
Na verdade eu nunca curei ninguém, nem a mim mesmo. Tenho alguns momentos de tristeza que eu queria me livrar, mas não consigo. Aí chego à conclusão de que não sou eu que curo. Porque se curasse, evitaria meu próprio sofrimento. Então não sou eu que faço, é Deus que faz através da vontade dele. Deus através de minha oração já curou muitas doenças incuráveis pelo recurso da ciência. Eu já vi Deus fazendo coisas que a ciência não pode fazer.
Apóstolo Valdemiro Santiago é entrevistado pela folha.com durante o intervalo de um culto
Como foi sua infância?
Depois que minha mãe morreu, eu e meu pai nos desentendemos, ele até atentou contra minha vida, e eu contra a vida dele. Mas não por falta de amor... Então saí de casa. Tinha um quartinho, mas como não conseguia pagar fui colocado pra fora e fiquei meio desamparado. Passei a viver na rua por causa da liberdade que a rua dava e dá.
Você estudou?
Não concluí o segundo grau. Sou autodidata, estudei sozinho. Mas não li muitos livros, Não consigo pegar um livro... há livros que me ensinam mas sempre parcialmente. Só a Bíblia que tem sua totalidade, só a palavra de Deus.
Em que medida a Mundial se diferencia das outras igrejas?
Se eu analisar de fora, eu acho que pela simplicidade, pela forma como é pregada a palavra. O povo não busca a sofisticação, o luxo, o glamour, a igreja de mármore ou de ouro. Jesus pregava de maneira simples. Às vezes o pregador dificulta muito, não fala a língua do povo. Tem pregador que tem vergonha de falar que trabalhou nisso ou naquilo. Eu não, eu sou um lavrador da roça mesmo, minha profissão verdadeira é essa, pegar enxada e lavrar terra.
Se eu analisar de fora, eu acho que pela simplicidade, pela forma como é pregada a palavra. O povo não busca a sofisticação, o luxo, o glamour, a igreja de mármore ou de ouro. Jesus pregava de maneira simples. Às vezes o pregador dificulta muito, não fala a língua do povo. Tem pregador que tem vergonha de falar que trabalhou nisso ou naquilo. Eu não, eu sou um lavrador da roça mesmo, minha profissão verdadeira é essa, pegar enxada e lavrar terra.
Como interpreta a ascensão da classe c?
Não atribuo a ascensão da classe c a esse ou aquele governo. E sim a Jesus. Porque a classe c não tem recurso intelectual para buscar bons empregos ou fazer bons negócios. Quando você se apoia na fé, Deus abre portas.
A Mundial já tem dois deputados.
Quais são suas ambições políticas?
A política é necessária. Não é nociva. Deus criou a política. Sou do altar, mas pretendo um dia ver pessoas da igreja trabalhando na política. Se alguma aliança puder trazer benefício, coloco-me a disposição. Tenho amigos no PT, PMDB, PSDB, PSC, PTB.
Por que a ênfase no dízimo em seus cultos?
O dízimo é bíblico. É dez por cento. É o que sustenta a igreja. A oferta é voluntária. Não é uma coisa controlada, fiscalizada. Não é como a Receita, que cobra 27,5%. Devolver o dízimo faz parte da aliança entre você e Deus.
O dízimo é bíblico. É dez por cento. É o que sustenta a igreja. A oferta é voluntária. Não é uma coisa controlada, fiscalizada. Não é como a Receita, que cobra 27,5%. Devolver o dízimo faz parte da aliança entre você e Deus.
E as fazendas que apareceram na Record?
São fatos ainda não constatados. Eu desconheço aquelas propriedades, à exceção de uma - que eu tenho escritura e está no nome da igreja mundial do poder de deus. As outras eles criaram. Mas esta pertence a todo mundo, pertence à obra de Deus.
A fazenda é da igreja ou sua?
Olha, as coisas se misturam. Já vendi gado para pagar horário na TV. Mesmo com o gado não sendo propriedade da igreja, nesse caso. Eu tenho recurso, não sei se você já percebeu. O último CD vendeu um milhão de cópias a 20 reais. Dá pra comprar um bezerrinho, não dá?
BOX
Denúncias contra a Mundial são várias. Santiago já foi condenado a pagar cestas básicas por porte ilegal de armas. Em 2010, três pastores foram presos no Mato Grosso do Sul transportando sete fuzis M 15. Presume-se que em conluio com o tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Construções irregulares de alguns templos e o mau uso do dinheiro arrecadado nos templos também fazem parte da lista.
Ativistas gays querem impedir venda dos livros de Silas Malafaia nas revistas da Avon
De acordo com o site Verdade Gospel ativistas gays estariam enviando e-mails para a Avon pedindo para que a empresa retire a venda dos livros do pastor Silas Malafaia de seus catálogos.
A Avon é uma das maiores empresas do ramo de revenda por catálogos no Brasil e no folheto “Moda Casa Avon” vende livros e até CDs de diversos temas, incluindo títulos evangélicos.
Ao que parece os ativistas estariam se unindo para impedir que os produtos do pastor assembleiano sejam revendidos nesses catálogos. Comentando o assunto, Malafaia diz que os evangélicos representam cerca de 30% das vendas da Avon, um número bastante expressivo.
“Eles são tão abusados que pensam que com ameaças vão nos calar. Querem cercear através do império do medo. É importantíssimo você enviar seu protesto para a Avon e conclamar outros a fazerem o mesmo”, diz Malafaia que volta a dizer que esse grupo são os mais intolerantes da pós-modernidade.
Não é a primeira vez que ativistas homossexuais tentam barrar as palavras do pastor, processos pedindo a cassação de seu registro como psicólogo já foram abertos e até mesmo um processo para classificar o programa Vitória em Cristo como impróprio, obrigando as emissoras a mudar o horário da programação de Malafaia.
“[os ativistas gays] Estão me dando elementos como nunca para que o PLC 122 seja definitivamente enterrado, pois se antes de ter leis que dão a eles privilégios, eles já se acham no direito de perseguir e intimidar aqueles que são contra seus ideais, imaginem se a lei for aprovada”.
Fonte Gospel Prime
TERMÔMETRO OU TERMOSTATO: QUE TIPO DE CRENTE VOCÊ É?
O termômetro é um instrumento inventado por Galileu no século 16. Trata-se de um aparelho que registra a temperatura, mas não pode alterá-la. O termômetro não tem poder de mudar o ambiente, muito pelo contrário, é afetado por ele. Está sempre subindo ou descendo de acordo com a temperatura. Mas o termostato, usado em aparelhos de ar condicionado e aquecedores, é um instrumento que tem a extraordinária capacidade de regular a temperatura ambiente impedindo-a de sofrer variação.
No que tange a vida cristã, somos termômetro ou termostato. Se você é termômetro, viverá sempre em altos e baixos espirituais, de acordo com as situações, ao sabor das circunstâncias. Mas o crente do tipo termostato, não vive de acordo com a inconstância das circunstâncias, mas, apesar delas, e acima delas.
Termostato é um dispositivo destinado a manter constante a temperatura de um determinado sistema.
O apóstolo Paulo era um crente do tipo termostato. Isso fica evidente quando ele mesmo diz: “aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”. Filipenses 4.11 Ao fazer essa extraordinária declaração Paulo não está assumindo a postura dos estóicos que aspiravam a auto-suficiência. Para o estóico a eliminação de todo desejo e emoção era uma conquista humana que lhe permitia viver acima das circunstâncias. Todavia, não é isso que Paulo pretende. Ao tomar emprestada a palavra contente (autarkes), ele a transformou em algo totalmente diferente do homem auto-suficiente dos estóicos. O contentamento de Paulo mesmo em meio a circunstâncias terrivelmente desfavoráveis era um dom de Deus e não uma conquista humana. A capacidade de ser termostato é uma graça de Deus para todos quantos desfrutam da suficiência que há em Cristo.
Paulo era tão humano quanto nós. Homem de carne e osso que viveu situações difíceis, entretanto não se comportou como um termômetro. Seu contentamento incondicional era uma evidência de que em Jesus Cristo há força “termostática”, razão pela qual ele podia dizer: “tudo posso naquele que me fortalece”. Que tipo de crente você é, termômetro ou termostato?
Negar-se a si mesmo? Fala sério…
Por Maurício Zágari
Vamos fazer uma coisa chata para muitos cristãos que estão na Internet: ler a Bíblia. Não, claro que não estou falando de você, querido leitor, que sem sombra de dúvida tem momentos devocionais diários e que investe muito mais tempo na leitura da Palavra de Deus do que em outros prazeres, como Twitter, Facebook, televisão, shows gospel e entretenimentos do gênero. Ler a Bíblia não diverte, é apenas um privilégio que o Criador do universo concedeu àqueles que querem de fato conhecê-lo em intimidade, negar-se a si mesmo, tomar a sua cruz e segui-lo. E, veja só, é exatamente sobre isso que tratam as três passagens das Escrituras que te convido a ler agora. As três contam o mesmo episódio, mas tirado de evangelhos diferentes:
Em Lucas 9.22-24, Jesus diz: “É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas; seja morto e, no terceiro dia, ressuscite. Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará“.
Já em Marcos 8.34-36, conta o evangelista: “Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Quem quiser, pois, salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?“.
Por fim, Mateus 16.24-27 afirma: “Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma? Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras“.
Todos nós conhecemos essas palavras de Jesus. Mas o que elas querem de fato dizer? O que significa “negar-se a si mesmo”? E… “tomar a cruz”? Coisa estranha, hoje em dia crucificação nem existe mais em nossa sociedade. O que então Jesus quis dizer com isso? Quais são suas implicações práticas? Bem, vamos devagar.
Em primeiro lugar é importante vermos a quem Jesus estava se dirigindo. Os textos deixam claro que havia uma multidão dos que o seguiam e… os discípulos. Ou seja, Jesus estava falando para crentes. Para mim e para você. E não foram palavras fáceis de se ouvir. Não foi um exposição sobre prosperidade material, “Vida Vitoriosa para Você”, sobre declarar a bênção ou “tomar posse” do carro do ano. Não, nenhuma dessas heresias foi o assunto de Jesus. Ele falou sobre algo duro. Algo que ninguém quer ouvir: abnegação.
“Abnegação”, como a análise da palavra mostra, tem a ver com ab-negação, ou seja, com negação do interior. Segundo o dicionário, é “renúncia espontânea do interesse, da vontade, da conveniência própria”. É sobre isso que Jesus está tratando aqui: negar-se a si mesmo significa não lutar em favor do que lhe interessa, de dinheiro, de um bom marido, de facilidades, de benefícios. Significa, isso sim, abrir mão do que me interessa, do que me é conveniente, daquilo que tenho vontade de fazer”. Ok, mas e depois? Bem… depois a coisa piora.
Passo a passo: Jesus está dizendo para aqueles por quem tinha vindo à terra sofrer e morrer que teriam de abrir mão de seus desejos, interesses e vontades. Só que não para aí. O Mestre prossegue: “Dia a dia tome a sua cruz”. Coisa pesada, literalmente. Estima-se que uma cruz pesasse cerca de 80 a 90 quilos. Olha, não sei se você tem noção, mas isso é MUITO peso. Minha filha pesa cerca de 9 quilos e se a carrego no colo por pouco mais de dez minutos sinto dores nos braços, nas costas, em tudo o que é parte do corpo. Multiplique isso por dez. Me imagino carregando dez filhas e a imagem que vem a minha mente é uma dor de coluna incomensurável.
Mas não é só a um difícil, cansativo e doloroso ato físico que Jesus está se referindo. Repare o contexto no evangelho segundo Lucas. Antes de dizer o que era necessário para segui-lo, o Cristo profetiza a sua própria paixão e morte: “É necessário que o Filho do Homem sofra muitas coisas, seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas; seja morto e, no terceiro dia, ressuscite”. Ou seja: Jesus antevia sua própria cruz. Que viria depois de “sofrer muitas coisas”, “ser rejeitado” e, enfim, causaria sua morte.
Eis o que Jesus propõe aos que desejam segui-lo: abrir mão de seus desejos, interesses e vontades, sofrer muitas coisas, ser rejeitado e até dispor-se a perder a vida por sua decisão. E isso “dia a dia”, ou seja: sempre. Nada fácil, hein?! Dá vontade de dizer “fala sério, Jesus, pega leve”.
“Mas então esse negócio de ser cristão é um péssimo negócio, Zágari”, muitos poderiam dizer. Bem, aparentemente só temos a perder ao ir após Jesus, ou seja, ao segui-lo. Mas calma. O texto ainda não terminou, ele não para por aí. “Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará”. Aqui já entra um elemento novo: Jesus empenha sua palavra numa promessa: que quem se submeter a tudo isso e abrir mão de sua vida por Cristo a terá salva. Uau, aqui o jogo vira. As nuvens negras começam a deixar passar um raio de sol. “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”, é a pergunta crucial do Mestre. Por quê?
Porque até agora parecia uma péssima ideia seguir Jesus. Abnegação, carregar uma cruz di-a-ri-a-men-te, perder a vida, sofrer… meu Deus, quem quer isso? Pra viver esse negócio é melhor esquecer essa ideia de igreja e ir à praia. Só que aí chega o Mestre com essa pergunta, que cria uma oposição reveladora: revela o preço da alma humana. Não sejamos hipócritas: quem não gostaria de ganhar o mundo inteiro? Espere. Acho que você não conseguiu visualizar ainda o significado dessa expressão: “mundo inteiro”.
Querido, querida, nós ficamos exultantes se encontramos uma nota de 100 reais no meio da rua. Por quê? Porque é algo de valor material que pode nos proporcionar benefícios, comprar uma roupa, um lanche, 6 exemplares do livro “A Verdadeira Vitória do Cristão”, 5 ingressos de cinema e por aí vai (sim, uma entrada no cinema custa mais caro do que meu mais recente livro rs). Agora, se 100 reais nos causam essa alegria, imagine o que não nos proporcionaria ganhar “o mundo inteiro”? Pense na riqueza dos sheiks do petróleo árabes, na cobertura de Donald Trump, nas mansões dos astros de Beverly Hills, nas jóias das lojas de Rodeo Drive, no montante de dinheiro movimentado todo dia na Bolsa de Valores de Nova Iorque, nas limusines que desfilam por Los Angeles, nas fortunas dos novos-ricos de Miami, nas joias da Coroa britânica que estão na Torre de Londres, em todos os bens acumulados por falsos pastores que compram fazendas de gado e jatos particulares com o dinheiro dos fieis… pense em tudo isso e em muito, muito, muito mais. Tesouros, fortunas, prédios, impérios… meu Deus, é muita, mas MUITA coisa. Segundo a revista “Galileu”, há no mundo atualmente US$ 170 trilhões em dinheiro circulando por todos os países (ou R$ 309 trilhões). Tentei calcular quantos exemplares de “A Verdadeira Vitória do Cristão” seria possível adquirir com esse valor mas minha calculadora não teve dígitos suficientes para fazer a conta, tão grande é esse montante.
E aí vem Jesus e diz que toda essa riqueza não vale uma única alma humana. Uau. Dá pra imaginar então quanto vale uma alma? No mínimo, no mínimo, 170 trilhões de dólares, para Jesus dizer isso. Hoje eu passei numa praça e havia uma mendiga, provavelmente esquizofrênica, falando sozinha sem parar coisas sobre Brigitte Bardot. Pois a alma daquele ser esquecido pelo mundo custa muito mais que 309 trilhões de reais. Assim, eu me atreveria a dizer que NADA paga uma alma humana.
Retornando à linha de raciocínio, abrir mão de seus desejos, interesses e vontades, sofrer muitas coisas, ser rejeitado e até dispor-se a perder a vida por sua decisão todos os dias entra em um prato da balança e a sua alma, que vale mais do que 309 trilhões de reais entra no outro. Para que lado pende a balança? Jesus responde: o peso de sua alma faz com que ela abaixe o prato da balança, enquanto o mundo inteiro vai lá para cima. É um peso bem desigual.
E, ao final, Jesus encerra, dizendo “Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras”. Esse e o gran finale, o desfecho, o fechar das cortinas após o último ato. Nós sofremos, fomos abnegados, abrimos mão de nós mesmos, carregamos a cruz, passamos os maiores perrengues do mundo para seguir Cristo. E agora Ele diz de que serviu isso tudo: na volta de Jesus Ele virá em sua glória e majestade, ladeado pelos anjos, na companhia do Pai, e trará recompensa. Sim, meu irmão, minha irmã, compensará. Todo o sufoco, o sacrifício, a abnegação, o abrir mão de seus desejos, interesses e vontades, o sofrer muitas coisas, ser rejeitado e até dispor-se a perder a vida dia a dia por causa de Cristo compensará. Pois o Senhor preservará viva por toda a eternidade a sua alma de valor incalculável e, além disso, ainda lhe dará aquilo descrito em 1 Coríntios 2.9: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam”.
É isso, meu irmão, minha irmã. Aparentemente, a si mesmo se negar, tomar a sua cruz e seguir Jesus pode parecer um mau negócio, pois trará muita tribulação. Abrir mão do que se quer não é fácil. Mas, no fim, a recompensa é vida eterna para nossa alma e ainda por cima maravilhas que permanecem um segredo, já que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetraram em coração humano. Não sei o que você pensa, mas no final das contas para mim me parece um ótimo negócio. O preço para manter minha alma viva pela eternidade é carregar minha cruz? É abrir mão de mim? É despir-me dos meus quereres humanos por amor a Jesus de Nazaré? Então, por favor, apenas me ajude a apoiar esses 90 quilos no ombro e comecemos a caminhada.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Jesus era divertido?
Será que Jesus era mesmo aquele carrancudo e mal humorado que a maioria dos crentes costuma imaginar? Será que deixar transparecer boas emoções pode comprometer o teor da mensagem? Se por um lado igreja não é circo, por outro ela também não é velório. A igreja é a nossa comunidade, é um ambiente familiar, e nada mais natural que a espontaneidade (reverente) e a alegria natural naqueles que trocaram uma vida de dissabores pela alegria do evangelho.
William Lane Craig – Argumentos em favor da existência de Deus: Argumento Ontológico
Nesta postagem, Craig apresenta uma versão do argumento ontológico em favor da existência de Deus. Trata-se de um exemplo de argumento a priori, pois parte do raciocínio lógico-dedutivo, sem recorrer à experiência, para demonstrar que a existência de Deus é necessária.
O livro “Em Guarda” apresenta de forma simples e didática este argumento e muitos outros. Recomendamos para quem deseja se iniciar no assunto.
Dr. William Lane Craig possui doutorados pela Universidade de Birmingham, na Inglaterra, e pela Universidade de Munique, na Alemanha.
O Argumento Ontológico
1. É possível que um Ser maximamente grande (que chamamos Deus) exista;
2. Se é possível que um Ser maximamente grande exista, então um Ser maximamente grande existe em algum mundo possível;
3. Se um Ser maximamente grande existe em algum mundo possível, então Ele existe em todos os mundos possíveis;
4. Se um Ser maximamente grande existe em todos os mundos possíveis, então Ele existe no mundo atual;
5. Portanto, um Ser maximamente grande existe no mundo atual.
6. Portanto, um Ser maximamente grande existe.
7. Portanto, Deus existe.
Creiiiiaaaaa!
No meio de um desses “cultos de poder” um pastor começa a profetizar e, no meio do falatório, vira para um irmão e diz: — Seu útero será curaaaadooooo! O irmão, assustado com aquele crasso erro de conhecimento orgânico, humildemente refuta: — Mas… pastor? Eu não tenho útero! O pastor, num arroubo de superpoderes e revelação, conclui: — Creeeeiaaaa… e teráááás!!! Fonte: O Absurdário Gospel do Teóphilo Noturno, Via: Genizah
Precisamos de Homens de Deus
Por A. W. Tozer Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos. (I Cor 16.13)
A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo. A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto. Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.
Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos. Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová. A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado. Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.
O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.
Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens. E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo...
Essas fotos são de homens que tem um verdadeiro compromisso com Deus. Nós temos a Primeira foto o meus Pastor Nilson e minha filha a Missionária Aryeska, na segunda foto temos o Pastor Luiz, na terceira foto o futuro Pastor waldson Antonio e na quarta foto temos o Pastor Elmo Eron. Deus abençoe a vida deles.
amém.
Como Morreremos?
Por John Blanchard
Woody Allen, o famoso diretor de filmes, roteirista e ator, disse certa vez: "Não tenho medo de morrer. Só não quero estar lá quando isso acontecer". Esta citação incomum é famosa, mas fatalmente defeituosa. Deus tem, em seu calendário, a data da morte de cada pessoa. E não há nada que alguém possa fazer para cancelar ou adiar este compromisso designado por Deus. "Não há nenhum homem que tenha domínio sobre o vento para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte" (Ec 8.8).
Para milhões de pessoas ao redor do mundo, a inevitabilidade da morte traz um sentimento de tristeza à vida. Damien Hirst, o artista britânico conhecido internacionalmente (cuja fortuna é estimada em mais de 300 milhões de dólares), disse ao Dayly Telegraph Review: "A morte é definitivamente uma tema em que eu penso todos os dias... Você tenta evitar isso, mas é uma coisa tão grande que você não pode evitar".
A Bíblia fala sobre muitos que, "pelo pavor da morte", estão sujeitos à escravidão por toda a vida" (Hb 2.15). Em casos inumeráveis, as algemas de tais pessoas foram forjadas pelo temor do desconhecido. Como o professor Edgar Andrews disse: "A incerteza gera o temor. E o temor produz escravidão mental, traz infelicidade inescapável à vida e rouba dos homens a paz e a alegria duradouras". No entanto, este cenário preocupante não deve incluir os cristãos, especialmente porque eles têm a segurança de estarem "em Cristo" (2 co 5.17), aquele que realizou o que John Owen chamou de "a morte da morte". Quando temos um entendimento claro do que isso significa, uma expressão resume o modo como devemos nos aproximar da morte inevitável, e essa expressão é com gratidão.
Primeiramente, devemos ser gratos pelo fato de que, na providência e Deus, fomos poupados da morte até que fomos salvos. Uma vez em minha infância e duas vezes em minha adolescência, fui resgatado da morte. Como adolescente, quando eu estava em minha ilha nativa de Guernsey, caí em um enorme barril de água no vinhedo onde meu pai trabalhava e fui salvo somente porque aconteceu que um trabalhador passava por lá no momento da queda. Anos mais tarde, eu nadava à meia-noite nos mares agitados em frente aos rochedos da costa sul da ilha e estava em perigo de afogar-me, quando fui resgatado por um nadador mais forte. Pouco tempo depois, escorreguei enquanto tentava passar por um despenhadeiro; em desespero, minha mão agarrou uma planta bastante forte para segurar-me. Se eu não tivesse sobrevivido nesses três incidentes, não poderia ter escrito este artigo, e meu espírito estaria agora em "abismos de trevas" (2 Pe 2.4), aguardando a sua união com meu corpo ressurreto, para que eu seja lançado, em corpo e alma, no inferno.
Quando os discípulos de Jesus retornaram de uma missão de pregação, regozijando-se com os resultados admiráveis que tinham visto, Jesus lhes disse: "Alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus" (Lc 10.20). À medida que nossa vida terrena prossegue em direção ao seu fim inevitável, devemos ser constantemente gratos pelo fato de "ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8) e de que Deus nos poupou até que nos trouxe à apropriação da morte e ressurreição de Cristo realizadas em nosso favor.
Segundo, devemos ser gratos porque temos sido preservados. O apóstolo João escreveu com o coração entristecido a respeito daqueles que "saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos" (1 Jo 2.19). Embora fossem membros da igreja organizada e visível, a sua deserção mostrou que eles não tinham parte na promessa de que "aquele que perseverar até o fim será salvo" (Mt 24.13). Quando pensamos em nossa própria vida, levando em conta não somente os muitos "perigos, labutas e armadilhas", do hino de John Newton, mas também dúvidas, temores, provações, tentações, defeitos, fracassos, comprometimento e covardia, bem como as ocasiões em que caímos em algum pecado que nos assediava "tenazmente" (Hb 12.1), quão gratos devemos ser pela bondade e misericórdia de Deus. Quando acrescentamos a solene verdade de que cada um de nós compartilha do testemunho de Paulo no sentido de que "em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum" (Rm 7.18), não importando há quanto tempo somos crentes, temos de considerar como mais do que um pequeno milagre o fato de que temos sido preservados.
Quando visitei a Biblioteca Billy Graham, perto de Charlotte (Carolina do Norte), o item que mais me impressionou foi a lápide de pedra rústica que marca o sepulcro de Ruth Bell Graham, a esposa do evangelista. Ela morreu aos 88 anos, em 14 de junho de 2007. A lápide contém uma aprazível inscrição: "Fim da Construção – Obrigado por Tua Paciência". À medida que nos aproximamos da morte, devemos ser constantemente gratos a Deus por sua paciência e graça sustentadora.
Em terceiro, devemos ser gratos pela promessa do que está adiante. Em abril de 2010, no funeral de Malcom McLaren, empresário da banda de rock Sex Pistols, o seu carro fúnebre estava envolvido com um dos versos de uma das canções da banda: "Muito rápido para viver, muito rápido para morrer". McLaren havia levado uma vida deslumbrante, caótica, glamorosa, agitada e dispendiosa. Atrás do carro fúnebre, uma carruagem que levava os enlutados tinha um sinal que indicava o suposto destino de McLaren: "Lugar Nenhum". Sim, a aniquilação não é mais do que pensamento anelante e não elimina, de modo algum, a terrível verdade de que os ímpios encaram "o castigo eterno" (Mt 25.46). Para os cristãos, a perspectiva é maravilhosamente diferente:
Pense no que estará ausente. "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram" (Ap 21.4). Não haverá mais tentações a enfrentarmos, cargas a levarmos, culpas a lamentarmos, doenças a combatermos, perguntas sem resposta a desconcertar-nos, ignorância a humilhar-nos, desejos insatisfeitos a frustrar-nos. Nada que contaminou e maculou nossa vida na terra estará lá para nos envergonhar. Não haverá arrependimentos, remorsos, pensamentos de coisas passadas, desapontamentos e causas perdidas. E o melhor de tudo é que não haverá o pecado em nós para nos infestar. Como disse J. I. Packer: "Não haverá nenhum pecado no céu, pois aqueles que estão no céu não o terão mais em si para pecarem de alguma maneira". Não é surpreendente que Davi tenha clamado a Deus: "Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente" (Sl 16.11).
Pense nos que estarão presentes. O céu é o lar de "incontáveis hostes de anjos" (Hb 12.22), incluindo querubins, serafins e arcanjos, seres que nunca pecaram e têm louvado e servido a Deus em unidade gloriosa e harmoniosa desde o momento de sua criação. Todo o povo redimido de Deus – uma "grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7.9) – estará no céu.
E o melhor de tudo é que o nosso Salvador estará lá. Desde que minha querida esposa, Joyce, foi chamada para o lar, no ano passado, tenho permanecido na certeza de que, como a sua lápide afirma, ela está agora "com Cristo, o que é incomparavelmente melhor" (Fp 1.23), compartilhando da inconcebível bem-aventurança desfrutada pelos "espíritos dos justos aperfeiçoados" (Hb 12.23). Um amigo meu, cego desde os 18 anos de idade, gosta de dizer: "A próxima pessoa que verei será Jesus". É impossível imaginar a maravilha do que significará ver a Jesus "como ele é" (1 Jo 3.2). No entanto, no cumprimento do plano de Deus de que seu povo seja conformado "à imagem de seu Filho" (Rm 8.29), a Bíblia mantém uma promessa ainda mais admirável: "Seremos semelhantes a ele" (1 Jo 3.2). Que perspectiva impressionante! Considerando as indicações de João, em 1 João 3, seremos santos como Jesus é santo, seremos justo como ele é justo, seremos puros como ele é puro. Até os crentes mais fracos na terra serão membros gloriosos do que D. L. Moody chamou de "a aristocracia de santidade". Admiravelmente, não nos sentiremos inconvenientes na presença de Cristo.
Ora, como morreremos? Talvez não tenhamos uma jornada fácil pelo "vale da sombra da morte" (Sl 23.4); talvez seja prolongada e dolorosa. Não importando o quanto a nossa paciência (e a nossa fé) seja provada, devemos fazer essa jornada inevitável com gratidão pelo fato de que por meio da insondável graça de Deus fomos salvos da penalidade do pecado, conhecemos a bondade e a misericórdia de Deus em preservar-nos na fé. E podemos estar seguros de que, como escreveu John Bunyan, "a morte é apenas uma passagem de uma prisão para um palácio". Com uma mão trêmula, apenas três dias antes de sua morte, D. Martyn Lloyd-Jones escreveu, em um pedaço de papel, para sua esposa, Bethan, e para sua família: "Não orem por cura. Não me impeçam de ir para a glória". Não há honra para nosso Pai celestial quando relutamos em ir para o lar. Ironicamente, à luz de sua opinião sobre a segurança eterna, John Wesley pôde dizer sobre os seus primeiros metodistas: "Nosso povo morre bem". Se morrermos com um coração grato, faremos o mesmo.
Nota: A esposa de John Blanchard partiu para estar com o Senhor em 17 de fevereiro de 2010.
terça-feira, 17 de abril de 2012
“Já vendi gado para pagar horário na TV”, diz Valdemiro Santiago sobre as fazendas no MT
Em entrevista à Folha de São Paulo o apóstolo Valdemiro Santiago falou sobre as acusações feitas pela Rede Record, sobre seu problema no joelho e também sobre um pouco do seu passado. A entrevista foi publicada no domingo (15) tanto no jornal impresso como também na internet.
Santiago atendeu o repórter da Folha no intervalo de um culto e estava acompanhado de sua esposa Francileia. O fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus disse que tem certeza de ser um instrumento nas mãos de Deus para curar as pessoas, mas que não é ele quem cura.
“Na verdade eu nunca curei ninguém, nem a mim mesmo. Tenho alguns momentos de tristeza que eu queria me livrar, mas não consigo. Aí chego à conclusão de que não sou eu que curo. Porque se curasse, evitaria meu próprio sofrimento”, disse.
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De origem humilde o líder religioso confessa que não chegou a terminar o ensino médio e que aprendeu muito sozinho. Santiago também lembra que sua profissão é lavrador de roça. “Tem pregador que tem vergonha de falar que trabalhou nisso ou naquilo. Eu não, eu sou um lavrador da roça mesmo, minha profissão verdadeira é essa, pegar enxada e lavrar terra.”
Ele acredita que é essa simplicidade que difere a Igreja Mundial das outras denominações, pois isso cria uma identificação com as pessoas mais humildes. “O povo não busca a sofisticação, o luxo, o glamour, a igreja de mármore ou de ouro. Jesus pregava de maneira simples. Às vezes o pregador dificulta muito, não fala a língua do povo”.
Denúncia: Fazendas e gados de alta linhagem
‘Grupos de louvores viraram entretenimento; louvor é na igreja’, defende DJ Alpiste
DJ Alpiste, presente no evento do Salão Internacional Gospel, fala do seu trabalho para ganhar vidas para Jesus em entrevista ao The Christian Post e aponta que bandas de louvor agora existem para ganhar dinheiro.
Convertido no início de 1992, DJ Alpiste contou que começou na época em que se converteu na Renascer, sendo alcançado através da música, quando grupos faziam evangelismo pela música, num evento onde a banda Kadoshi tocava.
Na época, em que ele foi um dos fundadores do rap no Brasil, e já era do movimento hip hop, ele conheceu pessoas que queriam fazer o rap cristão. A oportunidade de introduzir o então rap cristão veio através da banda Kadoshi quando foi convidado a tocar com a banda.
Louvor, mercado, evangelismo
DJ Alpiste, que diz ter seu foco no evangelismo, colocou em questão a profundidade das letras das músicas gospel e como é utilizada para o Reino de Deus, afirmando que hoje há é uma inversão de valores.
“O público que consome música se acostumou a consumir a música que se ouve no culto de domingo.”
“Hoje você tem grupos de louvor fazendo shows. Grupos de louvor que faziam parte de ministérios de louvor da igreja que cantavam no culto de domingo. Hoje eles gravam CDs e fazem shows.”
Ele alega que a música que era para ser cultivada e congregada no culto de domingo, “virou atração, virou entretenimento”, ficando de lado as músicas alternativas utilizadas para o evangelismo.
“Agora as bandas que usavam a música para evangelismo, como as de rock, de rap e de samba, que são os estilos de música alternativos, essas bandas ficaram em segundo planos. Eles não tem espaços em eventos”.
O DJ sustenta que as músicas de louvor são hoje “uma redundância”, comparando com bandas como a Kadoshi de 20 anos atrás.
“Há uma diferença muito grande de criatividade e unção”. E completa, “Hoje em dia, as pessoas fazem música para ganhar dinheiro”.
Tratando-se de mercado, as bandas alternativas para ele não tem chance. Ele dá exemplos de pessoas que conseguem contrato em gravadoras, a partir de brincadeiras que viram sucessos.
“Ninguém está preocupado com unção com talento”, reclama, defendendo que a música de adoração deve ser feita dentro da igreja.
Ele analisa o que se gasta em shows de bandas de louvor e diz que “Se pegássemos essa estrutura de divulgação, de grana, de evento, de iluminação, de som, de espaço, e fizer isso para ganhar vidas para Jesus, teria um propósito muito legal”.
“Estamos perdendo o foco, e perdendo a essência”, diz ele, ressaltando novamente que a música feita para adorar a Deus deve ser dentro da igreja.
“Vamos pegar a música que prega o evangelho na rua, nos eventos, dentro dos ginásios, para que você possa ter um fruto. A vamos deixar a música para adorar a Deus dentro da igreja”.
DJ Alpiste confirma que faz música porque tem um chamado e que independemente de ganhar dinheiro ou não, o seu foco é: evangelismo de rua, tirar as pessoas das drogas, entre outros.
“A gente vai e canta na rua, em cima do caminhão, na porta das favelas. A gente vai para esses lugares e as vidas são salvas. Meu foco é evangelismo de rua, pregar nas praças, tirar as pessoas das drogas, através do rap através do meu testemunho, independente se eu ganho dinheiro ou não”.
“Não é o dinheiro que me move. (…) O que me move hoje é ser instrumento para resgatar a vida de alguém”.
Crer é também agir
Por Marcelo Berti
Em 1972 em Londres, John Stott lançava um pequeno livro que foi referência para o cristianismo de sua época: “Your Mind Matters” que ficou conhecido em português como “Crer é também pensar”, publicado seis anos mais tarde no Brasil. Nesse livreto Stott escreveu sobre a expressa dicotomia existente entre a Fé e a Razão visando demonstrar que não são mutuamente-excludentes, mas mutuamente necessárias no exercício da fé cristã. Provavelmente o que moveu Stott a escrever esse livro foi o avanço da ideologia de que a fé cristã é uma expressão de uma crendice infundada e que não se pode explicar, e não uma Fé que Pensa e Conhece.
Essa foi a marca fundamental desse livreto, mas muitos dos seus leitores provavelmente se esqueceram do modo como o autor encerra seu livro: Ele nos convida a evitar o intelectualismo estéril da fé. Uma das grandes decepções do intelectualismo da fé é sua capacidade de conduzir cristãos à reflexão inerte, que nada faz. Esse modo de viver a fé de nada adianta: A Fé ensinada pelas Escrituras implica em ação.
Em Romanos 1.5, Paulo demonstra isso ao usar uma expressão muito interessante: “por quem [Jesus Cristo] recebemos a graça e a missão de pregar para louvor do seu nome, a obediência da fé entre todas as nações” (BJ). Essa pequena expressão é de altíssima significância:
Em primeiro lugar ela nos demonstra que a obediência da fé era o conteúdo da missão dos apóstolos. Observe que a expressão “missão de pregar” foi traduzida em outras versões (ARA, NVI) por “apostolado” em referência ao ministério de Paulo. Ou seja, por intermédio de Jesus Cristo Paulo pregava a obediência da fé entre os gentios: “Porque não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência” (Rm.15.18; cf. Rm.10.3, 16).
Em segundo lugar ela nos ensina que para Paulo a aceitação da mensagem de Cristo é entendida como um ato de obediência à Vontade de Deus (cf. Jo.6.40). Ou seja, exercer fé (crer) para Paulo estava relacionado a uma postura prática de submissão a Deus, o que implica no abandono das vontades pessoais, a submissão às vontades do pecado e a completa sujeição ao Senhorio de Deus: “uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm.6.18); “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (Rm.6.22).
Em terceiro lugar ela nos ensina a pensar na fé como um ato essencialmente prático. É bem verdade que a fé é fundamentada não na sabedoria humana, mas no poder de Deus (1Co.2.5) que é oferecida graciosamente por Deus como um presente imerecido (Ef.2.8), mas é recebida por aqueles que “glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo” (2Co.9.13).
Portanto, temos que nos lembrar constantemente da funcionalidade da nossa fé em submissão ao nosso Deus, na realização de Sua vontade em uma vida em conformidade com Seu caráter. Não podemos ter a fé somente como um conjunto de informações sobre nossa religiosidade (credo): A Fé que recebemos nos conduz a uma vida de boas obras, que o Próprio Deus preparou para realizarmos (Ef.2.10).
Que sejamos assim: homens e mulheres cheios de fé que conduzem muitas pessoas à obediência da fé em Cristo Jesus (At.11.24).
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Dar-vos-ei coração novo
Por J. C. Ryle
O coração é o teste real tanto do caráter de um homem quanto de sua religião. É dentro do coração que o verdadeiro cristianismo deve existir. As pessoas olham para as coisas que um homem diz e faz, mas um homem pode dizê-las e fazê-las por motivos errados. Por isso, Deus examina o coração. É ali que deve começar o cristianismo verdadeiro e redentor. Deus afirma: "Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo" (Ez 36.26). Fé salvadora é assunto do coração — "Porque com o coração se crê" (Rm 10.10). Santidade procede de um coração renovado. Os verdadeiros cristãos fazem, de coração, a vontade de Deus.
Talvez algum leitor imagine que uma religião exteriormente correta seja suficiente. Se você pensa assim, está completamente errado. O apóstolo Paulo diz: "Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura" (Gl 6.15). Com isto, ele não estava apenas ensinando que a circuncisão não era mais necessária sob a Nova Aliança. Estava afirmando que o verdadeiro cristianismo não é algo externo, e, sim, interno à pessoa. Ele não consiste em qualquer tipo de cerimônias externas, e, sim, na graça de Deus operando em nossos corações.
Quando os nossos corações estão errados, aos olhos de Deus tudo está errado. Práticas externas são inúteis se os nossos corações estão errados. Na época da Antiga Aliança, a Arca era a coisa mais sagrada no tabernáculo. Porém, quando os israelitas confiaram nela e não em Deus, foram vencidos pelos seus inimigos. Estavam crendo em um objeto, ao invés de crerem em Deus. Os seus corações estavam errados. Nossa adoração pode parecer correta em sua aparência, mas será rejeitada por Deus se nossos corações estiverem errados.
Quando os nossos corações estão corretos, Deus será tolerante a muito do que é imperfeito em nós. Josafá e Asa foram reis de Judá que estiveram longe de serem perfeitos. Foram homens fracos em muitos aspectos, mas, apesar de todas as suas falhas, seus corações estavam corretos. A páscoa celebrada por Ezequias teve muitas irregularidades. Mas lemos que Ezequias orou, dizendo: "O SENHOR, que é bom, perdoe a todo aquele que dispôs o coração para buscar o SENHOR Deus" (2 Cr 30.18-19). Deus respondeu esta oração. Ele está muito mais preocupado com o estado dos nossos corações do que com observâncias externas.
Deixe-me exortá-lo: decida ser um cristão de coração. Você não deve negligenciar os aspectos externos da adoração, mas assegure-se de que, acima de tudo, está atento ao estado de seu coração.
domingo, 15 de abril de 2012
A CRISTOFOBIA CHEGOU AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL!
Antes do texto do Reinaldo Azevedo, eu gostaria de deixar as palavras do Sr. Ricardo Gondim a respeito da decisão do STF e o que ele pensa sobre um feto. Veja o que este senhor falou em seu twitter:
Células se multiplicando não significa humanidade - as amebas e diversos tipos de câncer fazem o mesmo.
Portanto, sem cérebro não há vida, apenas células em funcionamento.
Acho uma tremenda estupidez querer manter um corpo em funcionamento apenas por que funciona... Apoio o STF.
Quem acha pessoa (ou feto) sem cérebro alguém com humanidade, têm que ser contra doação de órgãos.
O Reinaldo Azevedo é jornalista o outro Ricardo se diz pastor...
Por Reinaldo Azevedo
Em vários países da África e do Oriente Médio, a cristofobia é uma realidade dramática, que faz — atenção! — milhares de vítimas. Hoje, com absoluta certeza, muitas pessoas foram assassinadas apenas porque são… cristãs. E, no entanto, isso se dá sob o silêncio cúmplice da Organização das Nações Unidas e das democracias ocidentais.
Curiosamente, ou nem tanto, boa parte dos intelectuais do Ocidente, especialmente os da esquerda europeia, discutem a “islamofobia”. Onde mesmo o Islã é perseguido hoje em dia??? As restrições impostas, por exemplo, na França a símbolos religiosos — a famosa questão do véu — valem também para os cristãos, proibidos de ostentar crucifixos em escolas.
O mais espantoso é constatar que a cristofobia está hoje entranhada no Ocidente. No Brasil também! Ontem, todos os votos dos ministros do Supremo — a exceção foi Ricardo Lewandowski! — procuraram descaracterizar o cristianismo como um conjunto de valores que concentra valores fundamentais do humanismo.
Encantados com a retórica antirreligiosa e no afã de declarar a laicidade do estado (como se alguém a estivesse contestando), aqueles que ontem formaram a maioria acabaram votando, na prática, pela descriminação do aborto, livre de qualquer restrição. Havia ali uma mais do que clara tentação de declarar “quando começa a vida”. E, NO ENTANTO, ISSO NÃO ESTAVA EM DEBATE.
Tenho notado um crescente movimento nesta direção: para desqualificar um adversário e não responder a suas eventuais ponderações, basta acusá-lo de “religioso”. Até agora, não vi uma resposta eficiente a uma questão que me parece central no debate: qual é o mínimo de vida fora do útero materno que se considera razoável para não matar o feto? “Ah, não me venha com sua crença!” O que há de religioso na minha pergunta?
Não, senhores! A questão não é “apenas” religiosa, não! Estamos escolhendo em que sociedade queremos viver e decidindo o que é e o que não é moralmente legítimo fazer com o humano. Desprezar como “coisa da religião” os valores cristãos num debate como esse corresponde, aí sim, ao triunfo de um fundamentalismo. Sim, eu estou empenhado em algumas causas que considero justas e humanas. Uma delas é combater, por exemplo, a crescente popularização de teses eugênicas sob o pretexto de que não se pode impor sofrimento às famílias e às crianças por nascer.
Infelizmente, a cristofobia chegou também ao Supremo. A separação — que ninguém questiona — entre Igreja e Estado e a laicidade desse estado estão sendo usadas como pretexto para desqualificar qualquer óbice moral — por mais legítimo que seja — aprensetado pelos cristãos, como se as religiões concentrassem apenas valores ligados à fé e ao mundo transcendental e não trouxessem consigo um razoável estoque de valores humanistas.
PS - Neste momento, Celso de Mello faz uma defesa enfática justamente da laicidade do estado. Contra quem? Espero que não comece a defender, daqui a pouco, a República, o heliocentrismo e a validade da Lei da Gravidade. O estado laico nunca esteve sob risco ou ameaça. O que está é a pluralidade, uma vez que há espécie de movimento para considerar a religiosidade não mais do que um conjunto de superstições. E isso é nada menos do que vigarice intelectual disfarçada de ilumismo.
Ricardo Gondim apoia decisão do STF em liberar o aborto de anencéfalos
O pastor Ricardo Gondim usou seu Twitter para mostrar sua posição sobre o projeto que libera o aborto em casos de gravidez de fetos anencéfalos. Em suas declarações ele assume ser favorável ao aborto não só quando for diagnosticado que o bebê não tem cérebro como também em caso de embriões.
Enquanto muitos cristãos, tanto católicos como evangélicos, se uniram em vigília em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal e fizeram um tuitaço na internet para que a proposta da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde não fosse aprovada, o líder da Igreja Betesda discursava afirmando que sem cérebro não havia vida.
“Células se multiplicando não significa humanidade – as amebas e diversos tipos de câncer fazem o mesmo. #ApoioSTF”, escreveu Gondim que citou os casos de morte cerebral defendendo que se desligue os aparelhos nesse caso para que os órgãos sejam doados.
“Morte cerebral significa morte, mesmo que os órgãos sejam mantidos vivos. Se desligar não mata, apenas evita que outras pessoas se beneficiem”, disse o pastor que completou sua opinião dizendo: “Portanto, sem cérebro não há vida, apenas células em funcionamento”.
Quando a decisão dos ministros foi anunciada o pastor retransmitiu a opinião da jornalista Eliane Brum que foi enfática ao defender o projeto. “Sim, vamos dormir em um Brasil melhor. Nenhuma mulher será mais obrigada a gerar um feto para a morte. Não é pouca coisa, nem foi pouca luta”.
Silas Malafaia analisa decisão do STF e afirma que dar e tirar a vida pertence a Deus
Diante da autorização do aborto em caso de fetos anencéfalos, aprovado pelo Supremo Tribunal Federal, o pastor Silas Malafaia resolveu dar sua opinião analisando o caso não apenas como pastor, mas usando o ponto de vista científico e jurídico.
Malafaia crê que a vida começa na concepção e cita tanto o texto de Lucas 1:31 como também do Salmo 139 para comprovar que Deus participa de todo o desenvolvimento da vida fetal e que somente Ele pode dar e tirar a vida.
“Deus participou de todo o desenvolvimento da vida fetal. Dar a vida e tirá-la pertence a soberania de Deus. E como já falamos, todo indivíduo nasce para morrer, seja a um segundo após o parto ou com noventa anos de idade”.
No ponto de física científico, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo explica que a mãeé o agente passivo na gravidez e que o bebê é o ativo. “Na gestação o agente passivo é a mãe, o ativo é o bebê que está dentro dela. É ele que faz cessar os ciclos da mãe, que regula o líquido amniótico, em ultima instância determina a hora de vir ao mundo e está protegido por uma capsula para não ser expulso como corpo estranho.”
Malafaia, que é formado em psicologia, diz também que o sofrimento que a mulher carrega por ter abortado é bem maior que o de carregar um feto anencéfalo por noves meses. Por isso, ele afirma que as marcas de um aborto podem durar por toda a vida.
Já no ponto jurídico ele é enfático em afirmar que o aborto é crime no Brasil e que o STF não poderia ter aprovado o processo, pois não cabe a eles, mas ao Congresso Nacional legislar. E não é apenas isso, Malafaia acredita que o ser humano está sendo tratado como uma “coisa”. “O ser humano está sendo coisificado. É uma “coisa” como qualquer outra coisa que possa ser descartada”, disse ele.
O pastor assembleiano não é o primeiro a se pronunciar sobre o caso, Ricardo Gondim usou o Twitter para falar a respeito, mas foi favorável alegando que a não há vida sem cérebro.
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