quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

"O que importa é que Cristo está sendo pregado". Mesmo?



Por Augustus Nicodemus Lopes 

Um amigo no Twitter me perguntou se Filipenses 1:18 não justificaria o show gospel. Acho que ele tinha em mente o festival gospel na Globo e a hipotética novela da Globo com uma heroína evangélica e as apresentações de cantores gospel em programas seculares.

Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1:15-18:

“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1:15-18).

A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” – é que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas – não importando a motivação delas – para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.

Então, tá. Mas, peraí... em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Se não me engano, Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.

Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”

Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo, “proclamavam a Cristo por inveja e porfia... por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).

Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.

Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com isto, pois ele mesmo disse:

“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).

“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).

“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).

Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar que qualquer estratégia serve para anunciar o Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto

Os 5 fofoqueiros que você encontrará EM 2014



Por Tim Charllies 

A fofoca é um problema sério. É um problema em casa, no trabalho, na igreja local e no evangelicalismo em geral. É um problema na blogosfera, nas mídias sociais e em muitos outros lugares. Em seu livro Resisting Gossip [Resistindo à fofoca], Matthew Mitchell define fofoca como “espalhar más notícias pelas costas de outra pessoa como fruto de um coração mau” e mostra que quando o livro de Provérbios usa a palavra “fofoca”, ele o faz na forma substantiva, não na verbal. Em outras palavras, a Bíblia se preocupa menos com as palavras que são ditas e mais com o coração e a boca que geraram tal destruição. Palavras importam, mas elas são simplesmente o que transborda do coração. Como sempre, o coração é o coração da questão.

Matthew Mitchell define fofoca como “espalhar más notícias pelas costas de outra pessoa como fruto de um coração mau”.

A seguir, há uma galeria de fofoqueiros retirada do livro de Mitchell, cinco diferentes fofoqueiros que você encontrará em sua vida.

FOFOQUEIRO #1: O ESPIÃO

O primeiro tipo de fofoqueiro, e eu sei que você já deu de cara com essa pessoa antes, é O Espião. Salomão o descreve em Provérbios 11.13: “Quem muito fala trai a confidência, mas quem merece confiança guarda o segredo.” O Espião é um informante, uma pessoa que acumula segredos para que ele possa usá-los para sua vantagem pessoal. É aquela pessoa que está sempre escutando os rumores e que parece sempre saber sobre a vida de todo mundo. Seus ouvidos estão sempre atentos. A principal motivação do Espião é o poder. Pode ser a emoção de saber algo antes de todo mundo, ou pode ser o poder que ele conquista quando ameaça outros de revelar seus segredos. Ele usa a informação para se elevar e para destruir outros.

FOFOQUEIRO #2: O RESMUNGÃO

O segundo fofoqueiro é O Resmungão e nós podemos encontrá-lo em Provérbios 16.28: “O homem perverso provoca dissensão, e o que espalha boatos afasta bons amigos.” O Resmungão reclama e critica. Ele critica outras pessoas e reclama delas pelas costas. Ele espalha todos os seus segredos, descreve exatamente como ele se sente sobre eles e, então, se justifica ao dizer: “Eu apenas precisava desabafar um pouquinho.” Porque ele é infeliz, e porque a infelicidade ama companhia, ele atrai outras pessoas às suas reclamações. Sua motivação é, geralmente, ciúme ou inveja. Ele quer o que a outra pessoa tem e resmunga porque não tem aquilo.

FOFOQUEIRO #3: O FALSO

Todos conhecemos O Falso, não é mesmo? O Falso é um reclamão, mas ele é mais do que isso. Ele também é bravo e malicioso e procura destruir os outros. Ele pode falar completas mentiras para deixar alguém para baixo, ou ele pode se envolver em uma campanha de difamação. Ele procura por alguma coisa, qualquer coisa, tudo que há de errado nos seus inimigos e faz questão de que todos saibam sobre essas coisas; se ele não consegue descobri-las, ele as inventa. O Falso é, muitas vezes, motivado pela vingança de alguma ofensa grave, uma oportunidade perdida ou alguma dificuldade adquirida. Essa ofensa, ou o que ele pensa ser ofensa, o levou à amargura, a qual se enraizou e motivou este desejo de vingança. Hoje, muitas dessas pessoas abrem web sites e fazem seu trabalho da forma mais barulhenta e pública possível.

O Falso é, muitas vezes, motivado pela vingança de alguma ofensa grave, uma oportunidade perdida ou alguma dificuldade adquirida.

FOFOQUEIRO #4: O CAMALEÃO

O Camaleão é a pessoa que usa a fofoca para se encaixar no grupo do trabalho, da escola, da igreja ou, até mesmo, da família. Ele é desesperado para se misturar e ser aceito. Já que todos fofocam, ele fofoca também, assim ele pode entrar na conversa. Já que o respeito vem através do compartilhamento de fatos quentes sobre os outros, ele os descobre e, então, compartilha tal informação. Sua motivação é o temor – o temor do homem. Ele teme o que os outros pensarão dele, e, especialmente, tem medo de ser excluído do grupo. Provérbios 29.25 o descreve bem: “Quem teme o homem cai em armadilhas, mas quem confia no Senhor está seguro.”

FOFOQUEIRO #5: O INTROMETIDO

O último tipo de fofoqueiro é O Intrometido. O Intrometido é a pessoa que é ociosa, e sua ociosidade leva à intromissão e à fofoca. Provérbios 26.17 lhe diz: “Como alguém que pega pelas orelhas um cão qualquer, assim é quem se mete em discussão alheia.” Nós vemos O Intrometido nas duas cartas de Paulo aos Tessalonicenses e nós vemos A Intrometida na primeira carta a Timóteo.

O Intrometido ama a excitação que vem da fofoca e adora viver vicariamente através das histórias de outras pessoas. O Intrometido adora estar online, onde ele pode vasculhar sites de fofocas de celebridades em nome da diversão e sites de fofocas de celebridades cristãs em nome do discernimento.

Muitos de nós já conhecemos essas pessoas. Muitos de nós já fomos essas pessoas.Cada um de nós precisa desesperadamente do perdão de Deus e de Sua graça santificadora.

O ESCANDALOSO AMOR DE DEUS



Por Fabio Campos

Henry Nouwen conta a história de um velho que costumava a meditar cedinho a cada manhã sob uma enorme árvore na margem do Ganges. Certa manhã, depois de ter terminado sua meditação, o velho abriu os olhos e viu um escorpião flutuando sem defesa sobre a água. Enquanto o escorpião se aproximava da árvore pela água, o homem depressa estirou-se sobre uma das longas raízes que se espraiavam rio adentro e estendeu a mão para resgatar o animal que se afogava. Logo que o tocou o escorpião picou-o. Instintivamente o homem recolheu a mão. Um instante mais tarde, depois de recuperar o equilíbrio, ele estirou-se novamente sobre as raízes para salvar o escorpião. Desta vez o escorpião o picou tão gravemente com sua cauda venenosa que a mão do homem ficou inchada e ensanguentada e seu rosto contorcido de dor.

Naquele momento um passante viu o velho estirado no chão lutando com o escorpião e gritou:

- Ei, velho, o que há de errado com você? Só um idiota arriscaria a vida por uma criatura tão feia e maligna. Você não sabe que pode se matar tentando salvar esse escorpião ingrato?

O velho virou a cabeça. Olhando nos olhos do estranho, disse calmamente:

- Meu amigo, só porque é da natureza do escorpião picar, isso não muda a minha natureza de salvar.

O amor de Deus é um escândalo ao mundo, por isso que não o aceitou. Cristo crucificado é loucura para os que se perdem, mas poder de Deus aperfeiçoado na fraqueza do homem que foi salvo. A graça do Senhor Jesus escandaliza. Ela desestrutura toda dogmática convencional meritória. Os religiosos pedem sinais. Os ascéticos asseguram sua salvação com as próprias mãos e temem em perdê-la. Se nada fiz para merecer a graça de Deus, por que, então, temo em perdê-la?

Aos sábios deste mundo este amor é loucura. Contudo, a loucura de Deus é mais sábia do que a dos os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. A mensagem da morte escandalizou a Pedro, e Jesus o repreendeu severamente dizendo estar ele [Pedro] preocupado com o reino dos homens. A graça de Deus é uma ofensa aos legalistas. Não basta o favor de Deus, é preciso merecê-lo. Não! Somos escorpiões picando constantemente a mão Daquele que nos salvou. Nascido e gerado debaixo da ira de Deus. Contudo, a misericórdia triunfou sobre o juízo, e por Ele, por amor ao Seu Nome, decidiu assim renovar as misericórdias todas as manhãs.

O mundo tropeça nas suas obras de caridade. A igreja busca a lei da justiça e sem um pingo de discernimento, pensam que alcançam - exigem o que nunca lhe foi de direito. São confundidos porque se escandalizam da Rocha que é imutável no seu amor. Anunciar a circuncisão resolve todos os problemas de diálogo com o mundo, porém, anula o escândalo da cruz. Precisamos e assim também preciso eu voltar à pureza do evangelho e simplicidade devida a Cristo por meio do escândalo da cruz. O maior desafio da igreja é ser parecida com Jesus. Precisamos entender que Deus é o ser mais livre que há no universo e por isso faz todas as coisas conforme a sua vontade - muitas das vezes suas dádivas serão dispensadas em lugares inesperados.

O amor de Deus é ilimitado, e não há nada que você faça ou deixe de fazer para Deus te amar mais ou menos. No seu caráter não há sombra de mudanças. Segui-lo pelo discipulado é a resposta deste amor. Não é a coisa mais importante, trata-se da única. “Falta-te uma coisas! dê tudo o que você tem e siga-me”. Crer em um Deus pessoal que chama e conduz é o resultado da fé verdadeira. Certa vez, uma senhora orando, escutou de Deus que disse ao seu coração: “Mais agradável para mim do que todas as suas orações, sacrifícios e boas palavras é que você creia que eu a amo”.

De fato, quem teme ainda não está aperfeiçoado no amor, pois o verdadeiro amor lança fora todo medo. Não há como ser indiferente a tudo isto. Não trata de moralismo ou regras de conduta. Trata-se de um novo nascimento - da água e do Espírito-, pois o desejo de todo nascido de Deus é fazer a vontade do seu Senhor sem medir esforços. Agora a lei é escrita nos corações e gravada no mais profundo de nosso ser. Este amor nos abre para novas prioridades e refaz a importância dos eventos de nossa agenda. Nas palavras de Brennan Manning “a cruz é ao mesmo tempo símbolo de nossa salvação e Pedrão da nossa vida”.

O Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos amados. O seu amor nos constrange e sua bondade nos conduz ao arrependimento. Só o nascido de Deus pode ama-lo de todo o entendimento, de todo o intelecto e com todas as suas forças. Este amor cobre uma multidão de pecados. O contrário disto é a lei retributiva – “faça e será feito”. O escandaloso amor de Deus ofende os primeiros trabalhadores quando o denário é dado na mesma proporção dos últimos. Não há nada que possa atrair verdadeiramente um homem a Deus além do Seu eterno amor. Não há! – e assim segue o escândalo da cruz por meio do favor imerecido de Deus. O Senhor continua a chamar homens e mulheres para esta comunhão de paz através de Jesus Cristo, confundido assim, o sábio na sua sabedoria – o forte na sua força – e, o rico na sua riqueza. Se o arrependimento e a mudança de vida não vierem por meio do amor, muito menos uma conversão genuína se dará através do temor. Pois Ele mesmo disse...,

“Com laços de amor e de carinho, eu os trouxe para perto de mim” - Oseias. 11:4a NTLH

Soli Deo Gloria!

O conhecimento de Deus na criação e o Evangelismo

conhecimentoevan

Por Alex Daher

Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis. (Romanos 1.20).
Todas as pessoas em todos os lugares do mundo sempre estiveram inundadas com o conhecimento de Deus através da criação. Para onde quer que alguém olhe, ali está uma manifestação visível do Deus invisível. A terra está cheia da glória de Deus (Is 6.3) e os céus proclamam essa glória o tempo todo (Sl 19.1).
Refletindo sobre esse fato – chamado geralmente de revelação geral (ou natural), Stephen Charnock (1628-1680) lista dez atributos de Deus que podem ser vistos através da natureza:
(1) o poder de Deus, ao criar um mundo a partir do nada; (2) a sabedoria de Deus, na ordem, variedade e beleza da criação; (3) a bondade de Deus, na provisão que Deus faz para Suas criaturas; (4) a imutabilidade de Deus, porque se Ele fosse mutável, Ele não possuiria a perfeição do sol e dos corpos celestes, “nos quais nenhuma mudança tem sido observada”; (5) Sua eternidade, porque Ele precisa existir antes daquilo que foi feito no tempo; (6) a onisciência de Deus, pois como Criador Ele precisa necessariamente conhecer tudo o que Ele fez; (7) a soberania de Deus, “na obediência que suas criaturas devem a ele, ao observar suas várias ordens e ao se moverem no espaço em que ele as coloca”; (8) a espiritualidade de Deus, pois Deus não é visível, “e quanto mais espiritual é uma criatura no mundo, mais pura ela é”; (9) a suficiência de Deus, pois Ele deu a todas as criaturas um início, então o ser delas não era necessário, o que significa que Deus não precisava delas; e finalmente (10) Sua majestade, vista na glória dos céus.¹
De um lado, então, temos as cosmovisões ateísta e agnóstica, que defendem a ideia de que Deus não existe (ateísmo) e de que não é possível realmente saber se Deus existe ou não (agnosticismo). Do outro lado temos a cosmovisão cristã, afirmando que “os atributos invisíveis de Deus [...] claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, por meio das coisas criadas” (Rm 1.20). Segundo o testemunho bíblico, portanto, o problema do homem não é falta de evidência, mas um coração insensato que obscuresse o entendimento (v.21) e deixa o homem em um estado de ignorância espiritual. John Piper explica nestes termos:
Nossos corações centrados em nós mesmos distorcem nossa razão ao ponto de que somos incapazes de concluir inferências verdadeiras sobre o que realmente está lá. Se nossa desaprovação à existência de Deus é suficientemente forte, nossas capacidades sensoriais e racionais não serão capazes de inferir que ele está lá. [...] A corrupção do nosso coração é a raiz mais profunda de nossa irracionalidade.²
Implicações para o Evangelismo
Diante da realidade de que o homem não dá a glória e gratidão que são devidas a Deus, podemos pensar em algumas implicações relacionadas ao evangelismo:
  • 1) Não há pessoas inocentes. Mesmo aqueles que nunca ouviram o Evangelho estão em rebelião contra Deus. “Devemos abandonar o mito do indígena inocente”.³ Não há nenhum justo, nem um sequer (Rm 3.10-18).
  • 2) O problema da humanidade é a dureza de coração, não simplesmente seu comportamento externo ou sua incapacidade intelectual. Somente um novo coração (Ez 36.26) através do novo nascimento (Jo 3.3) pode resolver nosso problema de cegueira espiritual. E somente o Espírito Santo tem poder para isso.
  • 3) O evangelho deve ser pregado. Como o cristianismo histórico tem afirmado: O conhecimento de Deus através da criação é suficiente para condenar, mas não para salvar. Somente a mensagem do evangelho pode levar o homem à reconciliação com o Criador e ao verdadeiro conhecimento que dá a vida eterna (Jo 17.3, 1 Jo 2.3). “E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10.14).
Isso deve nos impulsionar a pregar o Filho de Deus crucificado e ressurreto para a remissão de pecados. O conhecimento que salva está disponível somente em Cristo, “em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Cl 2.3). A natureza não pode salvar. Apenas Cristo é capaz de revelar o conhecimento de quem Deus é para a salvação (Jo 1.18).
Por causa disso, aqueles que desistem de sua rebelião com Deus, se arrependem e recebem a Cristo pela fé, o fazem somente por causa da ação da graça soberana de Deus em seus corações. Não foi algum tipo de resto de bom senso pós-queda, um raciocínio mais desenvolvido ou boa capacidade de reflexão. Não fosse pelo Evangelho de Cristo, toda a humanidade teria permanecido em um estado de incredulidade, mesmo diante de tantas manifestações dos atributos de Deus na criação. Não fosse a misericórdia do Rei, todos os súditos rebeldes seriam justa e eternamente condenados.
Que essa realidade nos mova a compaixão por aqueles que estão fora de Cristo, e tenhamos a mesma convicção de Spurgeon: “Evangelismo é um mendigo contando a outro mendigo onde encontrar pão”. E assim aqueles que antes estavam cegos possam olhar para a natureza com os olhos iluminados pela fé e dizer:
“Quanto contemplo os teus céus, obra dos teus dedos,
e a lua e as estrelas que estabeleceste,
que é o homem, que dele te lembres?
E o filho do homem, que o visites?” (Salmos 8.3-4)
Para o louvor da glória da graça de Deus por meio de Jesus Cristo (Ef 1.6).

¹ BEEKE, Joel R.; JONES, Mark. A Puritan Theology: Doctrine for life, Grand Rapids, MI: Reformations Heritage Books, 2013. Kindle Edition, locations 738-745, tradução nossa.
² PIPER, J. Think: The life of the mind and the love of God, Wheaton, IL: Crossway, 2013. p. 63, tradução nossa.
³ Ponto defendido na exposição Por que devemos pregar aos gentios? de Augustus Nicodemos na 27ª Conferência Fiel, realizada em Outubro de 2011. Disponível em: http://vimeo.com/30519014.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

NECESSIDADE OU PRIVAÇÃO?


 


Por Fábio Campos

Pedimos a Deus por diversas vezes o que não precisamos. De fato, pedimos mal, pedimos para nosso próprio deleite. A cobiça fomentada pelo “marketing e a propaganda” gera em nós o murmúrio que nos torna insatisfeitos com aquilo que possuímos. As privações viram necessidades. Quando digo “necessidade”, trato do essencial, daquilo que fisiologicamente não há como viver com a falta. Ninguém consegue viver sem comida, bebida e roupa. Já “privação” é o ato de privar-se de algo que não necessita meramente ser essencial. A comida é essencial, mas aquilo que quero comer não é o essencial - seja pelo valor ou por uma questão de saúde – logo me privo de algo em busca de outro. Em tempos de recesso financeiro posso trocar restaurantes por lanchonetes. Essa é a diferença. O marketing não cria a necessidade! A necessidade é inerente à natureza do homem. Porém, nesta falta, o marketing trabalha para “despertar o desejo”. “Você precisa se vestir, então compre na Louis Vuitton e sinta-se mais importante do que os que compram na Renner” -, este é o papel do marketing diante de uma necessidade.

Quando entendemos esta diferença, entre “necessidade x privação”-, pela mente renovada, o Espírito Santo nos torna grato por aquilo que já possuímos. Passamos a viver contente em qualquer circunstância. Israel quem o digo no deserto. Quanta murmuração contra Moisés e Arão. A loucura chegou ao nível de eles desejarem morrer na podridão e servidão do Egito por lá haver carne e pão com fartura. O Senhor providenciou-lhes o Maná - o pão que desceu dos céus. A necessidade era suprida pelo pão, mas agora o povo queria carne. Este é o espírito desconte que peca contra Deus. Fazer do pão que perece a necessidade, enquanto nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.

O Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos. Nosso Pai que está nos céus sabe de nossas necessidades antes mesmo de as pedirmos. Muitos acumulam coisas para sua própria destruição. Quanto mais se tem, mas difícil fica em desprender-se quando necessário. Creio ser este o motivo porque muitos irmãos [talvez a maioria] passam por “privações”. Não que não existam cristãos ricos ou que todo rico não é salvo em Cristo; de forma nenhuma! Porém, muitos têm o livramento de desejar encher o seu celeiro para que possa descansar sua alma na incerteza das riquezas. Nossas necessidades são supridas por Deus; seja ela física ou espiritual; tudo vem pela mão do Senhor. O cristão entende e se alegra na multiplicação; mas para que haja multiplicação se faz necessário multiplicar também as necessidades. Os cinco mil pães não veio pela providencia divina somente por causa dos doze discípulos, mas pela multidão faminta de homens e mulheres que tiveram a demanda do essencial [a fome].

A providência de Deus é diária. A paz em meio às aflições é para quando há aflições. Afligimo-nos tanto pela ansiedade, e nos falta à paz por muitos momentos, simplesmente, porque colocamos nosso coração na possibilidade do amanhã - em algo que não aconteceu, e por muitas vezes não irá acontecer [ex. ser manado dispensado pela empresa que se é colaborador]. Se acontecer, naquele momento, não vai faltar à paz. Mas em nosso imediatismo queremos a paz especificamente para isso quando ainda não aconteceu? O que precisamos fazer é lançar a ansiedade sobre Ele, pois tem cuidado de nós. O Maná era para ser colhido diariamente e comido no mesmo dia, não podendo juntar para o dia seguinte. Basta a cada dia seu próprio mal.

Israel na sua cobiça juntou a porção do maná não somente a do dia, mas pensou no amanhã [não por prudência, mas pela falta de fé na providencia diária de Deus]. Aquele que precisava colher um pouco mais, não lhe sobrava e nem faltava; o que colhia pouco, da mesma forma ocorria - não faltava e nem sobrava. A ordem era... “Ninguém deixe dele [maná] para manhã”. Eles, porém, não deram ouvidos. Deixaram do maná para comer no dia seguinte. O que aconteceu? Estragou, deu bichos e cheirava mal. Muitas vezes retemos o que Deus disse para gastar e gastamos o que Deus disse para reter. Em ambos os casos vamos colher consequências prejudiciais - ou vai estragar ou vai faltar.

Quando Deus nos pede algo ele respalda. O descanso ao povo foi estabelecido para ser cumprido no sábado. Neste dia nem o maná podia-se colher. Contudo, na sexta, a porção enviada pelo Senhor era dobrada, o que mostra que o Senhor tem o controle até mesmo das necessidades mais básicas da vida do cotidiano. Deus cuida de nós nos mínimos detalhes, fato é que todos os fios de nossa cabeça estão na contabilidade divina. Não é errado orar pelas necessidades básicas da vida ou algo que possa trazer um bem-estar e conforto à família. Contudo, usar Jesus como chave do sucesso para suas conquistas terrenas é muita mediocridade.

Não vivemos contentes em toda e qualquer situação porque fazemos da privação a necessidade. Se você está alimentado e vestido, isto é um sinal que Deus cumpriu com sua a Palavra. Ter paz com Deus é viver contente tanto na abundancia como na escassez. É fazer da motivação do realizar a glória de Deus; é saber que os tesouros verdadeiros são juntados nos céus; é vender tudo e segui-lo; é deixar de viver para que Ele viva em mim; é ser achado nEle, ciência e sabedoria de Deus.

Que Deus derrame da sua paz para que possamos dar “glórias” em toda e qualquer situação, sabendo que Ele nos proporciona ricamente aquilo que precisamos [necessidade] para o nosso aprazimento. O resto é lucro!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Festa Gospel 2013 de Várzea da Roça é realizado com Irmão Lázaro e Chris Duran que cantou apenas 2 músicas.






Aconteceu na noite da sexta-feira 20 de dezembro de 2013 a Festa Gospel de Várzea da Roça.
O Grupo de Teatro Gibão de couro deu abertura a Festa 2013. Uma bela apresentação mostrando a vida do Filho de Deus (Jesus de Cristo) de maneira diferente, contando a história do Salvador de maneira decrescente, iniciando por sua ressurreição até o nascimento.
Como Tradição, no final de ano acontece em Várzea da Roça o Carnatal, (Carnaval no Natal) a primeira noite é reservada a Festa Gospel (que tinha em outros anos Celebrando ao Rei Jesus), o palco é reservada as denominações evangélica da cidade, este ano contou com a participação do: Irmão Lázaro, Chris Duran, 
Ministério de Emanuel, Kleber Nascimento, Ministério de Marcus, Laiane Rios e grupos das Igrejas local, "Natal para sempre" do grupo Gibão de Couro.
Apesar das chuvas, milhares de pessoas aguardaram na praça e junto louvando a Deus com as bandas que subiam no palco. Como todos os anos várias caravanas da região esteve presente. Cidades como: Mairi, Várzea do Poço, Serrolândia, São José do Jacuípe, Capim Grosso, entre outras.
O Cantor Irmão Lázaro cantou e animou o público presente com seus louvores impactantes e reconhecido no Brasil e no Mundo. O Cantor que recentemente gravou a mais nova música Crazy que estará no CD "O mundo é Crazy mas, há esperança pra você", que será lançado em 2014, foi um dos principais louvores da noite. Outros também foram conte a Deus, um sentimento novo, de quem é, eu sou de Jesus, entre outros.
O 'piti' da vez foi do cantor francês, Chris Duran. Chris que abandonou o evento depois de cantar apenas duas músicas.

Ainda conforme a produção, em entrevista  blogs locais, o músico foi convidado para compor a lista de atrações da primeira noite da festa gospel, que é realizado na cidade tradicionalmente nos finais de ano. 
Após subir ao palco com cerca de três horas de atraso graças a um problema na ordem das apresentações, o religioso se irritou ao perceber que o sistema de som apresentava defeitos, passou o microfone para o apresentador da festa e abandonou o local visivelmente transtornado. De acordo com informações divulgadas pela produção do evento, Duran continuou na cidade por algumas horas na pousada Terra Nobre, onde, segundo informações extraoficiais, teria quebrado um chuveiro.
Foi uma noite abençoada, onde Deus tocou no coração de várias pessoas que não sairão da forma que chegou. Com palavras ou louvores durante a noite.

Pastor diz ter fotografado anjo no palco durante louvor: “Milagres acontecem”

O surgimento ou aparições de anjos são descritos na Bíblia como eventos raros, mas possíveis. Seres espirituais, em tese eles não poderiam ser capturados por câmeras fotográficas ou filmadoras. Mas há quem discorde. Uma foto feita por um fiel durante o momento de louvor e adoração na Conferência Promise Keepers, em Cedar Falls, Iowa, mostra o que parece ser um anjo. A figura branca brilhante de pé no palco foi fotografada enquanto a banda tocava um dos louvores.
O evento, que era voltado apenas para homens, tornou-se alvo da curiosidade de inúmeras pessoas. “Algo sobrenatural aconteceu em Cedar Falls”, diz a igreja organizadora do evento. A foto em questão foi feita a partir de um iPad, por um pastor que participava do evento: “[Havia] um anjo junto aos músicos”, disse o homem que é líder de uma “igreja batista do sul”, e se descrevia como um “conservador não-profético”, segundo os organizadores.
“Ele olhou para a tela para ver um brilho estranho no palco e sentiu calafrios na espinha. Ele então mostrou a foto para o homem de pé ao lado dele, e tirou outra foto do palco. Quando ele olhou para a segunda imagem e viu a mesma figura, ele foi dominado pela emoção, já que ele estava convencido de que o que ele viu nestas fotos era um anjo. Ele imediatamente me veio à direita do palco e mostrou as fotos para o nosso diretor do programa”, relatou David Jesse, porta-voz do evento, de acordo com informações do WND.
A esposa do pastor que fez as imagens divulgou um comunicado: “Meu marido fez essas fotos. Não é nenhum truque de fotografia. Use seu tempo debatendo anjos e luzes do palco, mas não perca o milagre de alguns milhares de homens reunidos para louvar a Deus e de ser desafiado a ser homens de honra que mantêm suas promessas! Pelo menos 17 deles eram nossos. Isso é um milagre. Eles estavam em nossa igreja na reunião de domingo na frente orando com suas famílias e amigos. Milagres acontecem

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O Evangelho: Simples e Belo!


Por Wilson Porte Jr.

Meu coração sempre se aquece quando leio ou ouço alguém falando sobre o verdadeiro Evangelho. Digo "o verdadeiro" pelo fato de muitos falsos evangelhos estarem sendo pregados em nossos dias. O verdadeiro Evangelho traz paz ao coração e enche a pessoa de alegria. Agora, por quê será que a maioria dos crentes não são felizes?
Vivemos dias tristes, dias sombrios, quando as pessoas que buscam a Deus testemunham de terem encontrado suas bênçãos, seus milagres, suas curas, mas não o seu perdão. São abençoados material e fisicamente, mas seus corações continuam os mesmos: infelizes. De onde vem tanta infelicidade, tanta insatisfação?
Os crentes pregam de uma vida feliz, mas o que mais encontramos são crentes infelizes, angustiados, depressivos e frustrados. O que lhes falta?
O Evangelho! Falta-lhes o verdadeiro Evangelho! Vivemos dias quando grande parte dos pregadores falam muito sobre o poder de Deus, atraindo para si pessoas carentes, desejosas de prosperidade, de alivio de suas enfermidades, mas não desejosas apenas do perdão de Deus. O perdão deixou de ser uma benção a ser testemunhada. Quando foi a ultima vez que você viu na televisão alguém testemunhando da benção do perdão de seus pecados?
Falsos evangelhos falam de um falso caminho para a paz com Deus. Alguns ensinam que a paz se alcança com a prosperidade. Outros ensinam que a paz chega quando a cura ou a libertação chegam. Ou seja, são evangelhos que ensinam que o maior de todos os testemunhos que um homem pode dar está relacionado com as bênçãos que de Deus recebem.
Mas não! O verdadeiro Evangelho, simples como é, nos ensina que o maior de todos os milagres é o do nosso perdão e salvação. Mas isso ninguém testemunha… Por quê será?
O Evangelho fala sobre nós e Deus. Quanto a nós, mostra nossa miséria, nossa carência, nossa completa incapacidade de nos achegarmos a Deus. O homem nasce morto espiritualmente (Salmo 51.5), com um coraçãozinho corrupto, e tristemente já condenado ao inferno. Desde seus primeiros dias, a criança já provará os sabores da vingança, da mentira, da ira, etc. Todos os homens estão mortos para Deus, e suas melhores obras, para Deus, são com um "pano imundo" (Is 64.6).
Nossa morte espiritual é consequência de nossos pecados. Uma vez mortos, não há salvação para nós, a menos que um milagre aconteça para que tais mortos ressuscitem. Não há nada que possamos fazer. Estamos perdidos, como pessoas dentro de um avião caindo de quilômetros de altitude, sem nenhuma chance de salvação. Esta é a nossa real condição! E essa é a primeira "notícia" que o Evangelho nos dá.
Se o Evangelho parasse por aqui, estaríamos perdidos, sem nenhuma salvação! Aliás, se parasse por aqui, o Evangelho não seria Boas Novas, mas Péssimas Novas!
Todavia, o Evangelho também nos fala sobre como Deus reage diante da nossa miséria: Ele se faz miséria em nosso lugar.
A notícia extraordinariamente boa que o Evangelho nos dá é que Deus desejou resolver nosso problema! Ele amou o mundo de tal maneira que decidiu entregar seu próprio filho para pagar pelos nossos erros. Por Deus ser justo, era necessário que pagássemos pelos nossos delitos, que fôssemos condenados, que sofrêssemos a justa pena pelos nossos atos pecaminosos. Mas Deus veio ao mundo na pessoa de Jesus Cristo, e pagou, foi condenado, sofreu para que nós fôssemos redimidos, justificados, e perdoados perante Deus! Ele foi condenado para que nós fôssemos libertos, Ele morreu a nossa morte para que pudéssemos viver a Sua vida. Isso é amor; isso é belo!
Mas não para por aí. Para que possamos desfrutar desse perdão, dessa libertação, dessa justificação, e dessa vida, é necessário que nos arrependamos de nossos pecados e nos convertamos deles para Cristo! A nova vida passa pela porta do arrependimento e da fé de que Ele pagou o preço para a nossa salvação.
De modo que, esse é o maior de todos os milagres: O NOSSO PERDÃO E SALVAÇÃO!
Se hoje conhecemos tantos crentes infelizes, isso, talvez, se deva ao fato deles terem se encontrado com as bênçãos de Deus e não com o Deus das bênçãos, e com o perdão desse Deus. Talvez tenham sido curados fisicamente, mas não espiritualmente. Talvez tenham prosperado materialmente, mas não em sua intimidade com Deus. Talvez, falte-lhes apenas uma coisa: Deus! Deus e o Evangelho.
Se você já teve um encontro com essa mensagem extraordinariamente maravilhosa, o Evangelho, conte isso aos seus amigos e parentes. Testemunhe ao mundo que você foi perdoado. Divulgue a todos que milagre maior não há.
Fonte: Blog Fiel

sábado, 21 de dezembro de 2013

Natal: Qual o motivo da música e alegria?


Por Sillas Campos

O mês de Dezembro e esta época do natal é meu período do ano favorito! Gosto das músicas, enfeites, confraternizações, troca de presentes, abraços, demonstrações de gratidão e generosidade, declarações de amor, amizade, e clima festivo! Gosto das musicas de Natal! Tudo é paz! Tudo amor! … Cantai que o Salvador Chegou!… Tu deixaste Jesus, o teu reino de luz... mas minha favorita: Oh Noite Santa, de Adolphe Adam.

Interessante, o ateísmo não produz música alguma! Como cantar e se alegrar quando não acreditamos no Criador, em Sua graça, misericórdia, propósitos e providência? Como cantar quando acreditamos ser andarilhos existenciais, vítimas da sorte e do acaso?

Mas o cristão tem motivos de sobra para se alegrar, cantar e celebrar a vinda de Cristo ao mundo! Tanto é que o evangelho de Lucas, nos dois primeiros capítulos, ao tratar do nascimento de Cristo registrou cinco lindas músicas! Por isso, seu evangelho é o terceiro livro da Bíblia com maior numero de músicas. O primeiro é o livro de Salmos e o segundo é o livro de Apocalipse.

Eis os cânticos que registrados por Lucas:
O cântico de Isabel (1:41-45)
A cântico de Maria (1:46-55)
O cântico de Zacarias (1:68-79)
O cântico de Simeão (2:29-32)
O cântico dos anjos (2:14)

Por que há tanta musica, alegria e celebração no natal de Cristo? O próprio conteúdo destes cânticos responde satisfatoriamente a esta pergunta! Eis algumas respostas:

I. PORQUE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO SE CUMPRIRAM!

Por isto Simeão disse: “Ó Soberano… podes despedir em paz o teu servo. Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos:…” (Lucas 2:29-32)

Veja bem, o pecado de Adão e Eva estragou tudo! Roubou nossa inocência, pureza, altruísmo, paz e segurança! E nos transformou em pessoas culpadas, impuras, egoístas, insatisfeitas, inseguras, e insubmissas ao governo de Deus! Nos colocou para fora do jardim! Quebrou nossa comunhão com Deus. Porém, em Genesis 3:15 Deus fez uma grande promessa e profecia! Que um dia “a semente da mulher” esmagaria a cabeça da serpente! E o Antigo Testamento identifica esta “semente” como o Messias, o Ungido de Deus, Emanuel! Deus conosco!

Depois desta profecia Deus deu mais de 100 outras profecias complementares! Elas estão espalhadas através do Antigo Testamento. Por meio de Seus profetas Ele revelou vários detalhes sobre a vinda e ministério do Seu Ungido. Apenas alguns exemplos:
Que ele nasceria de uma virgem (Isaias 7:14). 
Que ele viria da tribo de Judá (Gen. 49:10).
Que ele seria da linhagem de Davi (II Samuel 7:12-16).
Que por ocasião de seu nascimento haveria um infanticídio (Jer.31:15).
Que seus pais teriam que fugir para o Egito (Oséias 11:1)
Que ele nasceria em Belém-Efrata! (Miqueias 5:2)

Apenas considere a precisão desta ultima profecia. Setecentos anos antes de Cristo, Miqueias olha para o Mapa Mundi e profetiza: O Messias não nascera no Egito, nem na Arabia e nem em Roma, mas em Israel! Israel está dividido em 12 tribos, mas ele nascerá no território da tribo de Judá! Judá tem várias cidades, e apesar de seus pais morarem em Nazaré, ele nascerá na pequena vila de Belém!

Pense bem! Qual a possibilidade de um vidente, há 700 anos atrás, advinhar que um dos nossos presidentes nasceria em Pernambuco, Caetés, antigo distrito de Garanhuns!?? Só por Deus mesmo! Por isso Ele mesmo diz: “eu sou Deus e não há outro semelhante a mim. Eu anúncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam. O meu conselho permanecerá de pé e farei toda a minha vontade.” (Isaías 46:9-10)

Por que há tanta musica, alegria, e celebração no natal? Porque em Cristo centenas de profecias se cumpriram! Isto demonstra, mais uma vez, a fidelidade da Palavra de Deus!

II. POR QUE REALIZOU-SE O MILAGRE DA ENCARNAÇÃO!

Logo no início do seu cântico Zacarias faz alusão ao milagre da encarnação. Ele diz: “Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo (Lucas 1:68). João deixa isto mais claro quando afirma: “No principio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus e era Deus. … Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:1 e 14)

A Palavra tornou-se carne! Através deste milagre Deus revela seu grande interesse, bondade, amor, compaixão, misericórdia, e graça por nós pecadores! Um sitiante tinha dificuldade com essa verdade. Durante o culto de Natal, quando se falava sobre a encarnação, ele se retirou e voltou para casa. Como fazia muito frio, chegando em casa ascendeu o forno a lenha. A luz e o calor atraiu alguns passarinhos que se aproximaram da janela. O sitiante sentiu pena deles! Por isso abriu a porta e tentou incentivá-los a entrar. Mas eles fugiam com medo da sua presença! Frustrado ele pensou: Ah, se eu pudesse me transformar num passarinho e falar a sua língua… e dizer a eles que eu não sou um inimigo, mas que eu os amo, apenas quero salvá-los. Naquele exato momento o sitiante entendeu o milagre da encarnação! E seu coração encheu-se de alegria!

Por que há tanta musica, alegria, e louvor no natal? Primeiro, porque em Cristo centenas de profecias se cumpriram! Segundo, porque realizou-se o milagre da encarnação!

“Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.”

“Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo.

III. POR QUE O PROBLEMA DO PECADO FOI RESOLVIDO!

Veja esta verdade em duas partes do cantico de Zacarias.

Primeira: “Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo. Ele promoveu poderosa salvação para nós, na linhagem do seu servo Davi, (como falara pelos seus santos profetas, na antiguidade)…” (Lucas 1:68-70) 

Segunda: “para dar ao seu povo o conhecimento da salvação, mediante o perdão dos seus pecados, por causa das ternas misericórdias de nosso Deus, pelas quais do alto nos visitará o sol nascente para brilhar sobre aqueles que estão vivendo nas trevas e na sombra da morte, e guiar nossos pés no caminho da paz”. (Lucas 1:77-79)

No Natal o Cristão não celebra o nascimento do bebe Jesus… mero símbolo de humildade, pureza e amor. Na verdade ele é tudo isto e muito mais! Zacarias louva a Deus porque no menino Jesus ele vê: 1) O Redentor. 2) Que veio até nós, que vivemos nas trevas e na sombra da morte! 3) Veio para promover poderosa salvação. 4) Veio trazer uma mensagem de perdão dos pecados por meio das ternas misericórdias de Deus!

Como bom Judeu, Zacarias era conhecedor do Antigo Testamento, sabia que o mesmo testificava e apontava para Jesus Cristo! Sabia que, de forma progressiva, o mesmo revelava o caráter e a missão do Messias. Sabia que:
Em Genesis ele é apresentado como o Descendente da mulher (que esmagaria a cabeça da serpente).
Em Êxodo, como o Cordeiro pascal (cujo sangue inocente nos liberta do anjo da morte).
Em Levítico, como nosso Sumo Sacerdote! (que intercede por nós)
Em Deuteronômio, como nosso Profeta! (que nos traz a Palavra de Deus)
Em Josué, como o Capitão da Nossa Salvação!
Em Juízes, como o nosso Legislador e Juiz.
Em Rute, como o nosso Redentor (que nos resgata do pecado).
Em I e II Samuel, como nosso Profeta Fiel e Verdadeiro!
Em Reis e Crônicas, como nosso Soberano Rei.
Em Salmos, como nosso Bom Pastor!
Em Provérbios, como nossa Sabedoria!
Em Isaias, como o Maravilhoso Conselheiro! Deus forte! Pai da Eternidade! Príncipe da paz!
Em Jeremias, como o Profeta que chora!
Em Ezequiel, como Aquele que nos chama do pecado!
Em Daniel, como o quarto homem na fornalha de fogo.
Em Oséias, como o marido q resgata e perdoa sua esposa infiel.
Em Jonas, como o Grande Missionário! (que nos chama ao arrependimento para com Deus)
Em Miquéias – o Mensageiro da Paz!

Por isso quando o Cristão pensa no Natal, ele pensa no grande amor de Deus que enviou “Seu único Filho” para resolver nosso pior problema — o pecado! D.A.Carson disse:
Se nossa maior necessidade fosse econômica, Deus nos teria enviado um economista!
Se nossa maior necessidade fosse entretenimento, Ele nos teria enviado um comediante ou um artista.
Se nossa maior necessidade fosse estabilidade política, Ele nos teria enviado um político.
Se nossa maior necessidade fosse a saúde, Ele nos enviaria um medico.
Mas Deus sabia que a nossa maior necessidade envolvia nosso pecado, nossa alienação Dele, nossa profunda rebelião, cuja consequência é a morte, e Ele nos enviou um Salvador.

Concluindo, no Natal, o cristão, olha para manjedoura e vê: As profecias se cumprindo! O milagre da encarnação sendo realizado. Jesus vivendo uma vida perfeita (sem nenhum pecado). Jesus pregando o arrependimento para com Deus. Jesus morrendo por nossos pecados. Jesus ressuscitando com poder e grande glória! Vemos Jesus dizendo:

“Todo aquele que pratica o pecado é escravo do pecado. Mas se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres!” 

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai senão por mim.”

“Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.

Porque a vontade de meu Pai é que todo o que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:38-40

Tendo crido, recebemos o perdão dos pecados, e vendo o Espírito Santo transformando nossos valores, atitudes, palavras e ações crescemos na certeza da nossa salvação! Por isso cantamos e nos alegramos no Natal de Cristo!

Se você ainda vive nas trevas do pecado, na sombra da morte, agora mesmo ore a Deus, e peça que, pelas suas ternas misericórdias, Ele lhe dê arrependimento, fé em Jesus Cristo, perdão dos pecados e salvação eterna

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Uma geração de fãs de Jesus!


Por Jesemar Bessa 

Seguir a Cristo devia ser o negócio de todos os que se dizem cristãos, o convite único para estar com Cristo é: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” Lucas 9:23

Pode parecer que há muitos seguidores de Jesus, mas se fôssemos definir honestamente a relação que esses “seguidores” tem com Cristo, não poderíamos, de maneira correta, descrevê-los como seguidores. Existe uma outra palavra mais adequada para descrevê-los. Eles não são seguidores de Jesus, eles são fãs. A definição básica de fã é um “admirador entusiasmado” (Hoje temos fãs das Doutrinas da Graça, Reforma...) – Mas Cristo nunca esteve interessado em ter fãs.

Quando Cristo define que tipo de relacionamento Ele deseja, “admirador entusiasmado” não é uma opção. Ser seguidor é completamente diferente. Um fã pode ter um blog ou site para falar de sua admiração, divulgar fatos da vida de quem ele admira... criar redes de admiradores...”

O seguidor é algo completamente diferente. O seguidor tem como primeiro passo negar a si mesmo. Ele já está firmado na base que nem sua razão nem sua vontade governa seus atos e conselhos. Ele diz: Não sou mais meu, por isso procurar o que pode ser agradável ao meu ego não faz mais parte do meu dia. Na medida do possível me esquecerei de mim mesmo e das minhas coisas. Por outro lado, sou de Cristo – vou portanto, viver e morrer com ele: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” - Romanos 14:8

Sou de Cristo, então Ele é o único fim legítimo a que cada parte da minha vida deve ser dirigida: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” - 1 Coríntios 6:19. Agora, como seguidor de Cristo, ele sabe que a fonte de destruição mais certa em sua vida é obedecer a si mesmo, de modo que só encontra refúgio e segurança em não ter outra vontade, nem outra sabedoria, do que negar a si mesmo e seguir a Cristo em direção a cruz.

Minha preocupação é que muitas dos blogs, sites, conversas em redes sociais... como grande parte dos cultos de hoje, reflitam apenas a mentalidade de um estádio ( não de uma vida que é um vivo sacrifício: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” - Romanos 12:1-2), e o que as pessoas fazem nos estádios ou casas de shows? A cada semana os fãs vão ao estádio para torcer por Jesus, mas não tem interesse verdadeiro em segui-lo verdadeiramente, consolando suas consciências com o fato de que são fãs de Cristo e das doutrinas corretas.

A maior ameaça para a igreja de hoje são os fãs que se dizem cristãos, mas não estão realmente interessados ​​em seguir a Cristo. Eles querem estar perto o suficiente para Jesus para obter todos os benefícios, sensação de estar correto, de ter uma compreensão correta de certas doutrinas...  mas não tão perto que a ponto de que isso exija algo deles na vida real – Sem preceber que é inútil ter Cristo nos lábios, no Facebook, no Twitter, no blog..., e o mundo no coração: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” – 1 Jo 2.15. O seguidor “negou a si mesmo”, o que leva a profunda humildade, mas o fã de Cristo está na realidade cheio do velho orgulho. O pecador orgulhoso quer Cristo e seu prazer. O pecador orgulhoso quer Cristo e sua liberalidade sexual. O pecador orgulhoso quer Cristo e o mundanismo...  mas o pecador quebrado e que viu sua miséria, desiste de tudo para ter Cristo: ““Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” – Ele lhe basta! Isso é salvação! Não seja um fã, torne-se um seguidor completamente comprometido com Cristo: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” -  Filipenses 1:21