terça-feira, 16 de abril de 2013

As jumentinhas de Balaão

Por Hélio

Houve um tempo (não tão antigo assim) em que os jornais raramente davam notícias sobre os evangélicos (então chamados de "protestantes") e, quando o faziam, geralmente eram apenas informações neutras ou positivas sobre algum trabalho evangelístico ou social que eles desenvolviam. Hoje, infelizmente, parece que as notícias sobre "evangélicos" correspondem a uma subseção das páginas policiais. Frequentam-nas autoproclamados "apóstolos", "bispos" e "pastores" dos mais variados matizes. A Folha de S. Paulo informa na edição de hoje (disponível na Folha Online), que a Justiça aceitou denúncia do Ministério Público, e abriu ação penal contra Edir Macedo e mais nove integrantes da cúpula da Igreja Universal, por movimentação financeira suspeita de R$ 4 bilhões no período de 2003 a 2008. Parece que todas as suspeitas que envolvem a organização em questão serão investigadas pelo Poder Judiciário, com amplo direito de defesa obviamente.

Este novo escândalo se soma a outros tantos perpetrados por igrejas que se dizem evangélicas, como o caso do apóstolo e da bispa da Igreja Renascer. Em casos como esses, os líderes investigados rapidamente tentam levantar uma nuvem de poeira para desviar a atenção, dizendo-se perseguidos porque estão pregando o evangelho. Ainda que outras tantas igrejas evangélicas se sintam animadas a levantar os seus membros em defesa de uma suposta fraternidade cristã, o fato é que muitos crentes viram apenas massa de manobra nas mãos de seus líderes, que assim agem - não raras vezes - na base da troca de favores e esconderijos com os outros que estão na berlinda. Tudo isso estimula uma verdadeira briga de torcidas organizadas na saída do estádio, como parece que muitas igrejas se tornaram, associações de fãs (com alguns fanáticos incluídos no pacote). É tudo na base do "eles contra nós", "nós contra eles", sendo que não fica muito claro quem é que são "eles" nem quem somos "nós". Afinal, o diabo tem as costas largas, e é fácil jogar a culpa nele por todas as mazelas e escândalos que caem repetidamente sobre as costas dos iluminados de plantão. Assim, a igreja evangélica brasileira, genericamente considerada, se movimenta num ridículo comportamento de manada, em que a grande vítima pisoteada é o evangelho puro e simples de Jesus Cristo.

Confesso que, quando essas igrejas neopentecostais surgiram e se consolidaram no decorrer das décadas de 70, 80 e 90, embora já houvesse muitas denúncias sobre suas práticas - no mínimo - esdrúxulas, eu mantinha um pé atrás antes de criticá-las, movido pela advertência de Jesus aos seus discípulos quando estes se preocupavam com um homem que expulsava demônios em nome do Mestre, que lhes respondeu: "Quem não é contra nós, é por nós" (Marcos 9:40). Eu imaginava que eles não eram contra nós. Não queria generalizar este "eles" e "nós", tão comum nas torcidas organizadas atuais. Hoje, passadas as décadas, eu chego a conclusão de que eles são sim contra nós, não porque nós temos qualidades maravilhosas, mas eles são contra o evangelho simples da mensagem da cruz e da salvação que há em Cristo, que é o que existe de mais precioso em nossas vidas. Como o volume financeiro acima descrito fala por si só, essas igrejas estão muito mais preocupadas com algo também precioso: ELE, o dinheiro que amealham dos incautos que caem em suas redes. Tanto que uma observação rápida de suas pregações televisivas mostra que eles raramente falam do nome de Jesus, como se tivessem vergonha de citá-lo. Falam genericamente de um "deus" que não sabemos se tem "D" maiúsculo, que cobre de bens todos aqueles que entregam seu dinheiro a eles. Por essas e outras razões, não vejo mais como enquadrá-los no versículo acima, já que desprezam a graça de Deus e são manifestamente contra o verdadeiro evangelho de Cristo e contra nós, que compomos o Corpo de Cristo universalmente reunido, independentemente da denominação cristã em que estão.

Talvez alguém possa objetar que pessoas se convertem nessas igrejas. Eu também não tenho dúvidas disso, porque já vi pessoas se convertendo nos lugares mais improváveis, inclusive estudando com seguidores de religiões que nada tinham de cristãs, mas que nelas despertaram o interesse pelo Deus verdadeiro. Afinal, "buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração" (Jeremias 29:13). Outra objeção que pode ser levantada contra a minha percepção da situação, é a de que, ainda que maneira meio capenga, fragmentos do evangelho são pregados nessas igrejas. Refuto esta opinião recorrendo à jumentinha de Balaão (Números 22), grande pregadora daqueles tempos. Muitos séculos depois, ao entrar triunfalmente em Jerusalém, também montado num jumentinho, sendo criticado pelos fariseus quanto ao barulho que o povo fazia, Jesus lhes disse que se eles se calassem, até as pedras clamariam (Lucas 19:40). Ora, Se Deus falou através de uma jumenta, Ele pode falar através de quem (ou do que) Ele quiser, logo a crítica não procede. Portanto, não tenho dúvidas de que pessoas honestas e corretas podem se converter nessas igrejas. Só tenho uma dúvida cruel quanto a isso: depois de realmente convertidas, elas continuam lá?

O homem, esse desconhecido



Por Rev. Hernandes Dias Lopes
Alex Carrell escreveu um livro com este título, “o homem, esse desconhecido”. O homem conhece o mundo ao seu redor, mas não conhece a si mesmo. Explora o espaço sideral, mas não viaja pelos labirintos da sua alma. Investiga os segredos da ciência, mas não ausculta seu próprio coração. A pergunta do salmista ainda ecoa nos nossos ouvidos: “Que é o homem?” (Sl 8.4). As respostas foram muitas: “O homem é um bípede depenado”; “o homem é a medida de todas as coisas”; “o homem é um caniço agitado pelo vento”. O rei Davi, respondeu a essa pergunta de forma magistral: “Fizeste-o [...] por um pouco menor do que Deus, e de glória e de honra o coroaste. Deste-lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe puseste” (Sl 8.5,6). O homem foi criado por Deus e criado para ser o gestor da criação. A origem do homem está ancorada em Deus e seu propósito é ser co-regente de Deus, como mordomo da criação. Destacamos, aqui três verdades sublimes acerca do homem.
1. O homem é a imagem de Deus criada. O homem não veio à existência por geração espontânea nem por um processo evolutivo de milhões e milhões de anos. Nossa origem não está ligada aos símios; nossa gênese está ligada a Deus. Fomos criados por ele e somos à semelhança dele. O homem é a coroa da criação de Deus. Foi criado um pouco menor do que Deus e coroado de glória e honra. Somos um ser físico e espiritual. Temos um corpo e uma alma. Podemos amar a Deus e adorá-lo. Podemos conhecê-lo e responder ao seu amor. Nenhum outro ser tem essa característica. Os anjos são espíritos, mas não tem corpos. Os animais têm corpos, mas não têm espírito. Temos corpo e espírito. Somos a imagem de Deus criada.
2. O homem é a imagem de Deus deformada. O pecado entrou na história humana com a queda dos nossos primeiros pais. O pecado atingiu todo o nosso ser, corpo e alma; razão, emoção e vontade. O pecado não destruiu à imagem de Deus em nós, mas a deformou. Agora, não podemos ver, com diáfana clareza, a imagem de Deus no homem, pois o pecado a desfigurou. Somos como uma poça de água turva. A lua com toda a sua beleza ainda está refletindo, mas não conseguimos ver essa imagem refletida; não porque a lua não esteja brilhando, mas porque a água está suja. A corrupção do pecado atingiu todos os homens e o homem todo. Todos os homens pecaram e o homem é todo pecado. Não há parte sã em sua carne. Tudo foi contaminado pela mancha do pecado.
3. O homem é a imagem de Deus restaurada. O homem criado e caído, é agora restaurado. Essa restauração, porém, não é autoproduzida. Ela não vem do próprio homem, vem de Deus. É Deus mesmo quem tomou a iniciativa de restaurar sua imagem em nós. E como Deus fez isso? Enviando seu Filho ao mundo! Ele é a imagem expressa e exata de Deus. Nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade. Jesus veio ao mundo para nos trasladar do império das trevas para o reino da luz. Ele veio para nos tirar do calabouço da escravidão para a liberdade. Ele veio para nos arrancar das entranhas da morte para a vida. Em Cristo temos perdão, redenção e restauração. Por meio de Cristo somos feitos filhos de Deus e herdeiros de Deus. A imagem de Deus criada e, deformada pelo pecado, é restaurada por Cristo. Pela operação da graça, nascemos de novo, nascemos de cima, nascemos do Espírito e somos co-participantes da natureza divina. A glória e a honra perdidas na queda são agora restauradas na redenção!

Adoradores, sim, mas incrédulos!


 
Por Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
“Assim diz o SENHOR: Apresenta-te no pátio da casa do SENHOR e diz aos habitantes das cidades que vêm adorar na casa do SENHOR, todas as palavras que te mando que lhes fales; não omitas uma só palavra. Pode ser que ouçam e se convertam do seu mau caminho, para que desista do mal que planejo fazer-lhes por causa da maldade de suas ações” – Jeremias 26.2-3 (Almeida Século 21).
 
Palavra dura, mas bem clara: eram adoradores, mas incrédulos. Quem vê a dimensão que o termo “adorador” tomou no cenário evangélico, pensa que io que de mais importante podemos fazer é cantar corinhos ingênuos, com cara de quem sofre crise de cálculo renal, isto é, fazendo ar de quem sente dor, franzindo testa, levantando mãos, revirando olhos. Isto é o cúmulo do status da espiritualidade evangélica: cantar letras fraquinhas em músicas capengas, com instrumentos banais, fazendo ar compungido.
 
Os contemporâneos de Jeremias iam ao templo para adorar, mas eram incrédulos. Jogo de cena, voz tremelicada, gestual, nada disso é relevante, mas sim se a pessoa é convertida. Os adoradores do tempo de Jeremias não eram.
 
Alguns me dirão que não devo duvidar da conversão de ninguém nem julgar ninguém. Devo e posso. Jesus autoriza: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16). Tanta gente dá bordoada em pastores, por que não posso duvidar de adoradores que não mostram na vida o que cantam? Por que sou obrigado a concordar com a idéia, falsa por sinal, de que cantar é sinal de espiritualidade? Desde quando ser adorador (cantar no culto) é sinal de conversão? O sinal de conversão são os frutos de uma vida regenerada. Estou cansado de pregar em igrejas onde os menestréis adoradores não levam Bíblia e saem do templo na hora da pregação. Estou cansado de ver tanta adoração na igreja evangélica brasileira e não ver vida séria.
 
Estou chocado com a falta de espiritualidade dos evangélicos, apesar do excesso de adoradores. Eis um trecho do livro que estou preparando sobre o fruto do Espírito e onde cito o jornal inglês The Guardian:
 
Veja-se esta notícia, profundamente chocante, que veio na coluna do jornalista Cláudio Humberto, que é publicada em vários jornais brasileiros e na Internet, e que extrai do “Jornal de Brasília”: “CONTAGEM MACABRA - Criticando a crescente violência no Rio, o jornal inglês The Guardian acredita que ‘milhares vão morrer antes dos Jogos Olímpicos de 2016’. E fala de um novo tipo de bandidos: os traficantes evangélicos”. Aonde chegamos! Traficantes evangélicos? Como pode acontecer isto? Onde está aquele povo que tinha tanta preocupação com a conduta que excluía das igrejas quem fumasse um simples cigarro ou bebesse um copo de cerveja? Como chegamos a ter traficantes em nossas igrejas? Que evangelho está sendo pregado e que atraiu estas pessoas? Como alguém pode ter fé em Cristo (um evangélico, antigamente, era quem cria e seguia a Jesus) e ser traficante, arruinando vidas, vendendo morte, destruindo lares? Onde está o fruto do Espírito na vida desses evangélicos?

Adorar faz bem a quem adora. A pessoa se libera, solta energias, faz gestos, faz cara de sofredor, manifesta status (generalizou-se a idéia de que ser adorador é ser espiritual), mas o importante é retidão. Não é concebível haver evangélicos que sejam traficantes! Há tempos que pipocam notícias, esparsas e logo abafadas, de conivência de igrejas evangélicas com traficantes. Estes traficantes evangélicos devem adorar, mas não são convertidos.

Precisamos de crentes convertidos. De servos rendidos a Cristo. De gente regenerada pelo Espírito. Pode se ser adorador sem ser convertido. Mas não se pode ser convertido sem ter frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8). Que tal menos alarido e mais frutos de convertidos?

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Graça suficiente para enfrentar o sofrimento

Por Rev. Hernandes Dias Lopes
A escola da vida é diferente da escola convencional. Dá primeiro a prova, depois a lição. Primeiro a dor, depois o aprendizado. Primeiro, o sofrimento depois o consolo. Como foi que o apóstolo Paulo enfrentou o sofrimento? Ele experimentou alegria no sofrimento. Alegria apesar dos problemas; alegria apesar dos difamadores; alegria apesar da morte. Paulo enfatizou que as coisas espirituais estão acima das materiais; o futuro é melhor do que o presente; e o eterno é mais importante do que o temporal. Paulo aprendeu não apenas a sobreviver às circunstâncias adversas, mas ainda a gloriar-se nelas e sair delas vitorioso.

Paulo fala das revelações extraordinárias quando foi arrebatado até o terceiro céu e do espinho na carne (2Co 12.1-9). Há um grande contraste entre essas duas experiências: Ele foi do paraíso à dor, da glória ao sofrimento. Experimentou a bênção de Deus no céu e a bofetada de Satanás na terra. Paulo tinha ido ao céu, mas agora, aprendeu que o céu pode vir até ele.

Charles Stanley, em seu livro Como lidar com o sofrimento?, comentando o texto supra, ensina-nos algumas lições preciosas:

Em primeiro lugar, há um propósito em cada sofrimento. No preâmbulo de sua segunda carta aos Coríntios, Paulo diz que o nosso sofrimento e a nossa consolação são instrumentos usados por Deus para abençoar outras vidas (2Co 1.3). Na escola da vida, Deus está nos preparando para sermos consoladores. Paulo rogou ao Senhor três vezes para remover o espinho de sua carne. Aprendeu, porém, que quando Deus não remove “o espinho”, é porque tem uma razão. Deus não desperdiça sofrimento na vida de seus filhos. Sempre há um propósito. O propósito é não nos ensoberbecermos.

Em segundo lugar, é possível que Deus resolva revelar-nos o propósito de nosso sofrimento. No caso de Paulo, Deus decidiu revelar-lhe a razão do “espinho” em sua carne: evitar que o apóstolo ficasse orgulhoso. Quando Paulo orou, não perguntou porque estava sofrendo, apenas pediu a remoção do sofrimento. Não é raro Deus revelar as razões do sofrimento. Revelou a Moisés a razão porque não lhe seria permitido entrar na Terra Prometida. Disse a Josué porque ele e seu exército haviam sido derrotados em Ai. O nosso sofrimento tem por finalidade nos humilhar, nos aperfeiçoar, nos burilar e nos usar.

Em terceiro lugar, o sofrimento pode ser um dom de Deus. Temos a tendência de pensar que o sofrimento é algo que Deus faz contra nós e não por nós. Jacó disse num momento difícil da vida: “Tendes-me privado de filhos; José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas coisas em sobrevêm” (Gn 42.36). Jacó pensou que Deus estava trabalhando contra ele, quando Deus estava trabalhando por ele. Assim também, o espinho de Paulo era uma dádiva, porque através desse incômodo, Deus o protegeu daquilo que ele mais temia – ser desqualificado espiritualmente. Paulo viu o sofrimento como algo que Deus fez a seu favor e não contra ele.

Em quarto lugar, a graça de Deus nos é suficiente no sofrimento. A resposta que Deus deu a Paulo não era a que ele esperava nem a que ele queria, mas era a que ele precisava. Deus não deu a Paulo o que ele pediu, deu-lhe algo melhor, melhor que a própria vida, a sua graça. A graça de Deus é melhor do que a vida. Por ela enfrentamos o sofrimento vitoriosamente. O que é graça? É a provisão de Deus para cada uma das nossas necessidades. Se a graça de Deus foi suficiente para um homem que deixou todas as glórias de seu passado para pregar o evangelho e plantar igrejas em ambientes hostis, como as províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Se a graça de Deus foi suficiente para um homem que sofreu naufrágios, prisões, açoites, apedrejamento e o próprio martírio, tenho plena certeza de que essa mesma graça divina é mais do que suficiente para qualquer sofrimento que você e eu venhamos a enfrentar!

domingo, 14 de abril de 2013

Cristo e o Sofrimento Humano


Por Mauricio Andrade
O sofrimento humano deve atingir o cristão na mesma intensidade com que atingiu Jesus Cristo. É impossível imaginar sensibilidade maior do que a demonstrada por nosso Senhor diante da complexidade da angústia, dor e confusão humanas. Observe-se, por exemplo, o choro do Senhor diante do túmulo de Lázaro, em Betânia (João 11.35). Devemos nos perguntar a razão de Jesus ter chorado ali – mas dentro do contexto da narrativa e das informações que ela nos dá. Assim, lembremo-nos de que foi o próprio Jesus que, intencionalmente, demorou-se ainda dois dias onde estava, após receber a notícia da doença de Lázaro. E deixou claro que era melhor que ele não estivesse em Betânia – e não pudesse intervir na doença – a fim de que seus discípulos tivessem nova oportunidade de crer nele. Ou seja, ele sabia o que estava para fazer; tinha o controle da situação e a conduzia para um fim específico e bom. Então, por que ele chora diante daquele quadro de desespero e dor? Por que ele se comove e se agita, tendo Maria a seus pés a dizer-lhe “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido!”? Seria fingimento? Parte de uma atuação diante das pessoas, já que, todo o tempo, ele sabia o que tinha ido fazer ali?
O texto diz, mais de uma vez, que Jesus amava! Ele amava Lázaro e amava suas irmãs. Ele amava pecadores e, no processo de se identificar com eles, amava-os em sua fragilidade, angústia e perplexidade diante da morte. Fragilidade por causa da impossibilidade deles de lidar com a morte de forma cabal; angústia porque a percebem inevitável; perplexidade porque não compreendem completamente que eles mesmos são responsáveis, em seu pecado, pela presença da morte a rondar-lhes a vida.
Finalmente, Jesus chora porque vê a confusão daquelas pessoas que, mesmo confiando nele e conhecendo-o intimamente, estão fracas demais, sob o peso das emoções e da dor, para perceber que podem confiar nele em qualquer momento da vida – ou da morte. Por exemplo, ao ordenar que tirem a pedra que tampava a entrada do sepulcro, Jesus encontra a oposição confusa da própria irmã do morto. Eu e você sabemos que o que Marta mais queria naquele momento era ter seu irmão de volta. E, no entanto – não em falta de fé, mas em confusão de espírito – ela se opõe à retirada da pedra apresentando um motivo menor, banal mesmo, quando se leva em conta tudo o que está acontecendo. Jesus não lhe diz que o milagre não será realizado por causa de sua “falta de fé”. Ao contrário, gentilmente lhe conforta e anima a alma, e prossegue realizando aquilo que já tinha determinado fazer antes mesmo de chegar a Betânia.
Nestes dias quando a notícia da morte repentina de centenas de pessoas atinge nosso país, é preciso manter Cristo no foco de nossa atenção, a fim de que nossa sensibilidade não se torne, apenas, um emaranhado de sentimentos que nos tirarão as forças e a confiança nele. Jesus é o foco da atenção na narrativa de João 11 – não Lázaro, não suas irmãs, nem mesmo o sofrimento delas. Cristo – que tem o controle de todas as coisas e ao, mesmo tempo, chora com os que choram – é o nosso referencial. Isso não só nos manterá confiantes em sua Palavra, mas nos tornará realmente úteis àqueles cuja fragilidade, angústia e perplexidade diante da morte, precisam de nossa presença e apoio, inclusive porque muitos deles ainda carecem de Vida – Vida em Jesus.

Bancada evangélica sai em defesa de Feliciano


Bancada evangélica sai em defesa de Feliciano

Nesta segunda-feira (08), Hidekazu Takayama, um dos líderes da bancada evangélica da Câmara dos Deputados, afirmou que está havendo incoerência na análise da situação envolvendo o pastor e deputado federal Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
“O que não está correto é querer fazer baderna na Câmara, colocar ativistas para denegrir a imagem de um cristão. Nunca nos opomos a que simpatizantes dos homossexuais ocupassem a presidência de uma comissão. Agora, quando temos a oportunidade de colocar alguém em uma comissão, não podemos”, afirmou o deputado.
O deputado Takayama enviou um recado à direção da Câmara dos Deputados e aos líderes de partidos: “Se deixar prevalecer meia dúzia de ativistas porque não têm visão igual a nossa, podemos colocar dois, três quatro milhões de cristãos na porta dessa Casa”, disse.
“Isso também pode ocorrer amanhã em setor que não seja cristão e vocês terão dificuldade de colocar seus representantes”, alertou, de acordo com a Folha de S. Paulo.
O discurso foi seguido pelo deputado Nilton Capixaba (PTB-RO), que parabenizou Feliciano por defender o povo evangélico e resistir às tentativas de tirá-lo da CDHM, pois o direito à liberdade de expressão estaria sendo ferido.
Segundo o portal de notícias da Câmara, Capixaba disse ainda acreditar que o pastor exercerá um bom mandato na condução dos trabalhos da CDHM: “Ele fará chegar o direito humano às pessoas que precisam”.
Uma reunião entre os líderes de partido e o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) acontecerá amanhã, às 11h00, para analisar a situação e decidir que postura tomar a respeito. O pastor Marco Feliciano poderá comparecer à reunião, mas adiantou, através de seus assessores, que não renunciará.

Marco Feliciano conta com apoio de líderes evangélicos em Brasília

Marco Feliciano conta com apoio de líderes evangélicos em Brasília

O pastor e deputado federal Marco Feliciano está contando com um o apoio de 24 mil pastores que estarão se reunindo em Brasília nesta semana pela Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB), o deputado também está contando com uma moção a seu favor que pode ser aprovada nesta terça-feira (09).
A Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, denominação de Marco Feliciano, é uma das várias que estarão presentes no encontro. O apoio dos pastores que estarão reunidos será de grande ajuda para a permanência de Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados.
Marco Feliciano terá apoio de muitos outros pastores, porém nem todos estão a favor do parlamentar continuar presidindo a CDHM, um exemplo disso é o atual presidente da CGADB, José Wellington Bezerra, ele diz que Feliciano não tem condições de presidir a Comissão de Direitos Humanos. “Não existe moção de solidariedade, isso não vai surgir da diretoria. Ele é um moço muito inteligente, bem preparado na área religiosa, mas alguém para presidir aquela comissão tem de ser neutro, sem qualquer paixão. As declarações que ele fez o tornaram incompatível para o cargo. Feliciano está tirando proveito da situação”, disse José Wellington ao Globo.
O pastor José Wellington vai disputar a presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus pela décima vez. A votação que determinará o próximo presidente da Convenção será na quinta-feira (11) e o principal oponente do atual presidente será o pastor Samuel Câmara.
A moção de apoio a Marco Feliciano não precisa partir do presidente da CGADB, mas pode ser sugerida por qualquer um dos pastores presentes no encontro na tarde desta terça-feira, na qual Feliciano afirmou que estará presente. O parlamentar falou que estará presente na sessão de quarta-feira também, para receber o apoio dos pastores presentes.
O deputado Marco Feliciano também está contando com o apoio de uma mobilização evangélica, que deve acontecer em Brasília e será liderada pelo pastor presidente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia. Um protesto deve ser convocado para o fim de maio, em frente ao Congresso Nacional. Segundo Malafaia, o ato vai além da defesa de Feliciano: “A ideia é fazer uma manifestação pacífica pelas liberdades de expressão e religiosa, pela vida e pela família tradicional”, disse Malafaia.

sábado, 13 de abril de 2013

IGREJA SEM PROPÓSITO

 
Por Ricardo L. Ferreira
 
Qual é o propósito da Igreja? Qual o sentido da sua existência? Bem, a Bíblia nos dá alguns dos objetivos pelos quais a Igreja existe.

"... Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas." (Marcos 16.15/NVI)

"Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações..." (Mateus 28.19/NVI)

"... e serão minha testemunhas ... até os confins da terra." (Atos 1.8/NVI)

Esses versículos nos mostram quais são os principais motivos da existência da Igreja: pregar o Evangelho à todos; fazer discípulos, ou seja, discipular, ensinar; e ser, na terra, as testemunhas de Cristo. Com certeza, na Bíblia, temos outros versículos que falam do propósito da Igreja mas, creio que esses resumem bem qual é tal propósito. Agora, em uma breve observação, analisaremos se estamos cumprindo com estes propósitos e é lógico que não será preciso estender-se muito para constatar que, de modo geral, a negativa é verdadeira. Sobre pregar, pelo menos aqui no Brasil, a pregação está em quase todos os lugares como rádio, televisão, internet, etc. Mas, não a pregação do Evangelho genuíno e sim um "pseudoevangelho", focado no materialismo e no egocentrismo. Em relação a discipular, embora o número de evangélicos esteja aumentando segundo dados do IBGE, poucos (muito poucos mesmo) passam por um discipulado pautado nos preceitos bíblicos. Em vez disso a maioria aprende "os 5 passos para não sei o que", ou "tomar posse das bençãos de não sei quem" ou "o segredo para o milagre de sei lá quem" ou "as chaves das portas para alguma coisa" e por aí vai... Finalmente, "ser testemunhas", esse é o mais lastimável de todos. Surgem aos montes toda espécie de escândalos envolvendo evangélicos. Ser evangélico virou sinônimo de "má reputação", se for pastor então... Isso é consequência da falta de uma pregação verdadeiramente bíblica e um discipulado realmente cristão. Os crentes da atualidade conhecem muito bem as palavras: vitória, conquista, prosperidade, benção; entretanto, não estão nem um pouco familiarizados com as palavras: moral, ética e caráter.

Chegamos a conclusão de que hoje existe uma igreja sem propósito; igreja com "i" minúsculo, pois a Igreja, que é o corpo espiritual de Cristo, é predestinada a salvação, segundo o decreto de Deus. Porém, o número de adeptos da igreja sem propósito aumenta vertiginosamente. E se é sem propósito, é ineficaz; e se é ineficaz, então não passa de uma ilusão, e é sim uma ilusão, pois toda ilusão causa uma "satisfação temporária". E o que acontece depois que uma ilusão acaba? Causa frustração ou dependência de uma nova ilusão, e é o que estão gerando, frustrados e dependentes. Milhares de irmãos e até denominações inteiras, precisam rever qual é o seu real propósito como Igreja. Para isso é necessário "pensar", refletir sobre seu sentido de existência, sua responsabilidade perante o Evangelho; o problema é que hoje se tem a impressão de que é proibido pensar.

Se Deus está em toda parte, por que construir templos?

Pergunta: Se Deus está em toda parte, por que construir templos?Nós não vamos aos templos para encontrar a Deus, mas para louvá-lo e adorá-lo em comunhão com nossos irmãos. Além disto, vamos compartilhar nossas experiências e aprender mais da Palavra e da vontade de Deus com aqueles que vivem há mais tempo na fé. Ao congregarmos em um templo, temos grande possibilidade de formarmos grupos de amigos, ou conhecermos, de repente, até a pessoa com quem vamos nos casar. Nestes locais também realizamos um ato de extrema importância que o próprio Senhor Jesus nos ensinou, que é a Ceia, na qual relembramos o sacrifício dele na cruz por nós.
 
Por meio de um templo, nós podemos inclusive colocar em prática muitos dos dons que Deus nos concede, como a do ministério pastoral, ou o ministério de ensino, ou qualquer outro tipo de atividade que nos integre com nossos irmãos e se enquadre como um serviço cristão; afinal, o ser humano não foi feito para viver só, e depois de convertido, esta convicção fica cada vez mais firme. Podemos inclusive servir uns aos outros, e nós mesmos como congregação nos organizar para servir aos de fora, que tem necessidades tanto físicas quanto espirituais.Quero aproveitar para desfazer uma confusão que ronda muitas mentes por aí. Igreja, como definida pela Bíblia, é o conjunto de todos os crentes em Jesus Cristo, de todas as épocas. Não é uma instituição humana, nem física: foi Deus quem criou a Igreja, e ela não é a mesma coisa que templo. Um templo pode conter uma congregação de pessoas que faça parte da Igreja de Cristo, mas a Igreja não é o templo.
 
Portanto, estas diversas denominações que hoje existem não era o plano original de Deus. Infelizmente, mesmo na época do apóstolo Paulo, já existiam dissensões na igreja, tentando criar grupos com interesses distintos (1Co 1.11-17). Assim, por um detalhe ou outro diferem na interpretação de alguma passagem bíblica, surgiram diversas denominações, embora pregando o verdadeiro Evangelho Salvador; existem também denominações que já se desviaram dele em partes (e outras, totalmente), e ensinam ‘outro evangelho’, também já combatido nos tempos de Paulo (Gálatas 1.6-10).Os templos são, primordialmente, casas de oração. E são casas de oração para todos os povos. É isto que diz a Palavra em Isaías 56.7 e Marcos 11.17. Deve ser um local onde a reverência à Deus concentra esforços coletivos . Nada que há lá deve tirar o foco disto. E ele é para ‘todos os povos’. Não é um lugar onde só entram os ‘perfeitos moralmente’, e sim para qualquer um que queira achegar-se ao Senhor de toda a criação, o nosso Salvador.

É importante ressaltar que o tamanho de um templo, ou a quantidade de pessoas que lá congregam, não significa que este templo é mais (ou menos) abençoado por Deus, ou ainda, que este povo seja mais (ou menos) santo. A pedra fundamental da Igreja é Jesus, e cada um de nós que faz parte dela está firmado nesta rocha eterna. Os ’tilojos’ desta igreja são cada um que ‘ouve os seus mandamentos e os pratica’. Nós somos o ‘material de construção’; portanto, prosperidade material não está ligada, necessariamente, à boa espiritualidade ou à santidade.

Deixo algumas passagens bíblicas a seguir para meditação. Todas falam em nos congregar; algumas são ordens do nosso próprio Deus.
Ajunta o povo, os homens e as mulheres, os meninos e os estrangeiros que estão dentro das tuas portas, para que ouçam e aprendam e temam ao SENHOR vosso Deus, e tenham cuidado de fazer todas as palavras desta lei (Dt 31:12 )
Lembramo-nos, ó Deus, da tua benignidade, no meio do teu templo (Sl 48:9)
Salva-nos, SENHOR nosso Deus, e congrega-nos dentre os gentios, para que louvemos o teu nome santo, e nos gloriemos no teu louvor (Sl 106:47)
Ouvi a palavra do SENHOR, ó nações, e anunciai-a nas ilhas longínquas, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho (Jr 31:10)
E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e ás boas obras, Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia (Hb 10:24,25)

Onde está Deus em nossa Dor?


Por Dustin Shramek

Não precisamos sentir vergonha por existir dor em nosso sofrimento. Como já disse antes, se não há dor, não pode ser chamado de sofrimento.

O clamor de Jesus: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" não era apenas uma explosão espontânea de emoção. Era também uma citação do Salmo 22, que tem muito a dizer sobre Cristo e seu sofrimento, assim como sobre sua esperança.

Davi escreveu o Salmo 22 sobre si mesmo e como uma profecia messiânica. "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido? Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho sossego" (vs. 1,2). Sua experiência era muito semelhante ao que vemos no Salmo 88, mas ele vai um passo adiante. Ele se sente desamparado, não recebeu uma resposta, e não encontra sossego, mas então diz: "Contudo, tu és santo, entronizado entre os louvores de Israel" (v. 3).

Ele foi abandonado, mas não se esqueceu em nenhum momento de uma coisa muito importante - o fato de que Deus é santo. Como considerar Deus como santo nos ajuda no meio do sofrimento? Que tipo de ajuda é essa quando estamos presos no poço e a escuridão ameaça nos sufocar?

Isso nos ajuda de duas maneiras. Primeiro, no meio de nossa dor, a santidade de Deus é um salva-vidas ao qual podemos nos agarrar para que não caiamos no abismo. Segundo, é porque Deus é santo que ele mesmo nos guardará de cair no abismo.
Isaías teve notável percepção da santidade de Deus quando ouviu os serafins clamando uns para os outros: "Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória!" (Is 6.3). O que será que eles viram a respeito de Deus que os levou a fazer essa declaração?

Os serafins foram compelidos a fazer a declaração da santidade de Deus baseados no todo do seu caráter e de todos os seus atributos. É a sua divina perfeição que faz com que eles se humilhem cobrindo seus olhos e pés. Eles vêem a absoluta singularidade de Deus, o fato de ele ser diferente de qualquer outra coisa; mas, além disso, eles vêem que ele é glorioso em sua singularidade. Como Moisés declarou em Êxodo 15.11: "O SENHOR, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?" John Piper expressa isso com muita propriedade:

Deus é santo em sua absoluta singularidade. Tudo o mais pertence a uma classe diferente. Nós somos humanos; Rover é um cão; o carvalho é uma árvore; a Terra é um planeta; a Via Láctea é uma entre um bilhão de galáxias; Gabriel é um anjo; Satanás é um demônio. Mas só Deus é Deus. E, portanto, ele é santo, totalmente diferente, distinto, singular. Tudo o mais é criação. Só ele cria. Tudo o mais tem começo. Antes somente ele existia. Tudo o mais depende. Ele é auto-suficiente. E, portanto, a santidade de Deus é sinônima de seu valor infinito. Sua glória está brilhando a partir de sua santidade. Sua santidade é o seu valor intrínseco - uma excelência única.

Assim, não é apenas que Deus seja absolutamente ímpar, mas é que por ser absolutamente ímpar ele é valioso na sua supremacia. E tudo isso compõe o significado da palavra "santo". A santidade de Deus não é apenas um entre muitos atributos; é a beleza de tudo o que ele é. Assim, quando dizemos que Deus é santo, o que queremos dizer é que Deus é Deus, o único Deus.

Essa é nossa esperança no meio do sofrimento. Não há nenhum outro mais poderoso. Não há nenhum outro mais amoroso. Não há nenhum outro mais misericordioso. Não há nenhum outro mais compassivo. Não há nenhum outro Deus senão Deus. Só ele é salvador, e só ele é Senhor. E porque Deus é santo que podemos ter confiança de que ele cumprirá suas promessas para conosco e que sua misericórdia será derramada sobre nós e, ainda, que sua sabedoria irá modelar nosso sofrimento e tudo o mais em nossa vida para contribuir para nosso bem.

Depois da morte do nosso filho Owen, minha esposa e eu frequentemente fizemos profundas e arrebatadoras perguntas a respeito de Deus e seus propósitos. Mas sempre que éramos tentados a deixá-lo, éramos também confrontados com a pergunta: "Se não for Deus, então, quem será? Se não for Deus, então, o que será?"

Poderíamos abandonar a verdade e voltar-nos para alguma outra religião? Não há esperança para nós lá fora, pois aí teríamos de nos salvar a nós próprios. Poderíamos tornar-nos ateus? Não há esperança para nós aí, pois, então, a vida se tornaria fútil. Poderíamos voltar-nos para o materialismo? Não há esperança para nós aí, pois as coisas materiais não podem trazer de volta nosso filho, nem podem evitar que soframos no futuro. Não há esperança em lugar algum, porque somente Deus é Deus e só ele é santo.

Assim, em nosso sofrimento podemos apegar-nos a Deus em sua santidade. E, para ser totalmente honesto, há vezes em que nos apegamos a ele de modo simples, porque vemos que não há nada mais em que nos segurarmos. Porém, penso que é assim mesmo. Deus quer que vejamos que não há nada mais em que nos apegarmos.

ONDE ESTÁ DEUS EM NOSSA DOR?

Porém, existe mais esperança para nós, porque é pela sua santidade que Deus se apega a nós. Isaías escreve:

Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando, pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti. Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador (Is 43.1-3).

Deus nos diz que não precisamos ter medo. Por quê? Porque ele mesmo é aquele que nos ajuda. Ele é aquele que segura nossa mão e não solta. Nosso Redentor simplesmente não é qualquer um. Nosso Redentor é o Santo de Israel. Porque Deus é santo nós podemos ter confiança de que ele cumprirá suas promessas a nosso respeito. Se ele não é santo, ele pode fazer todas as promessas do mundo e, contudo, não ter nenhuma intenção ou mesmo a capacidade de cumpri-las. Mas ele é santo e, portanto, suas promessas são seguras. Quando ele diz que nunca nos deixará nem nos abandonará, ele quer dizer exatamente isso. Quando ele afirma que opera todas as coisas para o bem dos que o amam, ele o faz.

O PAPEL PEDAGÓGICO DA DOR

Por Pr. Geremias Couto
Ninguém gosta de sentir dores. Elas incomodam, trazem imenso desconforto e chegam até a restringir o nosso ir e vir. Muitas vezes somos obrigados a parar e esperar que passem os seus efeitos. Nossa primeira iniciativa é logo tomar alguma medicação para eliminá-las. Isso vale não só para a dor física, mas também para a dor emocional. É doloroso sentir dor. 
Mas não podemos olvidar o seu lado pedagógico até porque a dor é fruto de alguma causa, ou seja, não existe por si mesma, mas em razão de algum problema que precisa ser identificado. Nesse sentido, trata-se de um sistema de defesa, um sistema de alarme, que, acionado, nos põe em alerta para descobrir o que lhe deu causa. Imagine se não sentíssemos dor. Já estaríamos mortos! No mínimo, estaríamos vivendo no mundo dos mutilados!
Essa é a pedagogia da dor. Ela nos ensina que algo não vai bem conosco e precisamos, com urgência, buscar corrigir o problema. Ora trata-se de um processo inflamatório ou infeccioso, ora trata-se de alguma disfunção em algum dos sistemas que fazem funcionar o nosso corpo, ora trata-se de alguma ação externa que nos fere, enfim, a dor não é um mal. É um bem. Prudentes são aqueles que não negligenciam os seus sinais.
Pode ser que a nossa dor seja emocional. É a alma que dói. Ficamos dias e dias curtindo esse sofrimento e não buscamos descobrir as razões para erradicá-las de vez a ponto de somatizarmos todos os seus efeitos e nos tornarmos enfermos no corpo. É a compulsão pela ira, a frustração por alguma coisa mal-sucedida, o elevado nível de estresse que leva à prostração, a tristeza por achar que chegamos ao fundo do poço, a sensação de que nada mais há para ser feito, enfim, são dores que sinalizam como estamos em nossa psique.
A saída? Com a ajuda do Espírito Santo, que penetra as profundezas do nosso coração, arrancar todas as raízes originárias dessas dores e deixar que apenas o fruto do Espírito seja a força reguladora das nossas emoções. Mas não nos esqueçamos: a dor é pedagógica. Estejamos atentos quando der às caras. Ela estará dizendo que há algo mais profundo que precisa ser encarado e tratado para que haja restauração e não se transforme em doença crônica.

Marco Feliciano diz que a CDHM estava sendo dominada por Satanás

Marco Feliciano diz que a CDHM estava sendo dominada por Satanás

Mais uma vez o pastor e deputado federal Marco Feliciano foi alvo de um protesto na qual participavam aproximadamente 50 pessoas empunhando cartazes. Desta vez o presidente da Comissão de Direito Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados teve dificuldade para participar de um culto em um ginásio promovido pela Assembleia de Deus, em Passos (MG), que foi realizado na última sexta-feira (29).
Durante sua pregação o pastor fez uma observação referente ao protesto que estava acontecendo na frente do ginásio: “Essa manifestação toda se dá porque, pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio de Espírito Santo conquistou o espaço que até ontem era dominado por Satanás”.
Logo em seguida, criticou o fato de um seminário sobre “diversidade sexual na primeira infância” ter sido promovido pela Comissão em 2012. “Eu morro, mas não abandono minha fé”, gritou ao fim, sob os aplausos dos presentes e declarações de apoio.
Para sair do local após o término do evento, mais uma vez o pastor teve que ser escoltado pela Polícia Militar.
A afirmação do deputado do PSC não foi bem recebida por ex-presidentes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Iriny Lopes (PT-ES), deputada que dirigiu a comissão em 2010, repudiou a afirmação. Insiste que: “Esse pastor é um ridículo. É um vexame e deveria se mancar e não expor à Câmara ao ridículo”, emendando que ele “empobrece o parlamento”.
“Mais uma vez, ele mostra desequilíbrio, inclusive emocional, para presidir uma comissão. É um cargo que exige parcimônia, respeito”, asseverou a deputada federal Manuela D´Ávila (PC do B-RS), presidente da CDH em 2011.
Presidente em 2012, Domingos Dutra (PT-MA) que apoiou a eleição de Feliciano, mas depois se voltou contra o pastor, também se mostrou insatisfeito. “Cada vez que fala, ele se encrenca. Ele ofende os demais colegas”.

Senador Magno Malta diz que a eleição de Marco Feliciano foi legítima

Senador Magno Malta diz que a eleição de Marco Feliciano foi legítima

O senador Magno Malta explicou como é feita a divisão das comissões entre os partidos, alegando que o pastor e deputado federal Marco Feliciano que vem sendo alvo de vários protestos desde que entrou na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, teve uma eleição legítima.
Malta comentou sobre a frase de Feliciano postada no Twitter referentes aos ancestrais africanos, e alegou que não concorda com esta visão de Feliciano, porém isso não é motivo para usar a frase do parlamentar evangélico para impedir de presidir a CDHM.
O senador que faz parte e também já presidiu a Comissão de Direitos Humanos do Senado se diz ser contrário ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Na visão de Malta assuntos como esse precisam de pessoas com pensamentos diferentes, pois é importante para a pluralidade da democracia.
Como senador, Magno Malta já teve problemas com outros senadores e cita até mesmo as diferenças que tem a senadora Marta Suplicy (PT-SP) dizendo que mesmo assim eles se respeitam e possuem um bom relacionamento no que diz respeito às propostas da comissão do Senado.
“Ora, o deputado Marco Feliciano pode pensar diferente do deputado Jean Wyllys e até deve, porque fica bem para a democracia”, disse. “Mas eles são obrigados e devedores de respeito um ao outro”.
“Quem preside uma comissão não quer dizer que é ele que vai aprovar projetos sem o colegiado. O presidente coordena os debates e esgotando os debates vai-se para a votação e na votação quem ganha é a maioria”, explica Magno Malta.
Outro assunto levantado por ele foi a falta de protestos contra a Comissão de Constituição e Justiça onde temos os deputados José Genoino e João Paulo Cunha que foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal pela participação no escândalo do mensalão.

Aliança Cristã publica texto para repudiar as declarações de Feliciano sobre africanos

Aliança Cristã publica texto para repudiar as declarações de Feliciano sobre africanos

O grupo Aliança Cristã Evangélica que reúne vários representantes de diversas denominações se posicionou contrário à indicação do pastor e deputado federal Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados.
Embora seja contra o casamento gay, a Aliança Cristã emitiu uma nota dizendo que “discerne e refuta posicionamentos que não façam jus à postura recomendada por nossa fé, pela integridade ética e por uma prática política democrática. Refutamos, outrossim, manifestações intolerantes e violentas produzidas por grupos que aviltam o debate democrático e o diálogo respeitoso, na tentativa de impor à força sobre toda a sociedade uma perspectiva particular”.
Recentemente o grupo voltou a se manifestar sobre algumas declarações de Feliciano que foram usadas pela mídia como se fosse um entendimento de todos os evangélicos.
O documento intitulado “Esclarecimento e repúdio quanto a suposta maldição sobre negros e africanos” fui publicado no site da entidade domingo (7). Seus membros fazem a abordagem de 10 pontos teológicos sobre o texto de Gênesis capítulo 9, versos 20 a 27.
Uma parte do texto divulgado pela Aliança Cristã diz: “Vem a público para repudiar o uso inadequado das Escrituras Sagradas, a Bíblia, juntamente com as interpretações e afirmações daí decorrentes, especificamente as feitas quanto a supostas maldições existentes sobre africanos e negros. Afirmações desta natureza são fruto de leitura mal feita de parágrafos bíblicos, tomados fora do seu contexto literário e teológico, que acabam por colaborar com os interesses de justificar pensamentos e práticas abusivas, contrárias ao espírito da Palavra de Deus, cujo foco está na Justiça, na Libertação e na promoção da Vida e Dignidade Humana”.
O texto se encerra lamentando “o equívoco provocado por tal vulgarização do texto bíblico, bem como a banalização quanto ao conteúdo de nossa fé”.
Curiosamente, o próprio pastor Feliciano já declarou que foi mal interpretado quando escreveu sobre o assunto em seu perfil do Twitter dois anos atrás. A manifestação da Aliança Evangélica ocorre na mesma semana que outra instituição do tipo, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs voltou a pedir a saída de Feliciano.

Pastor Caio Fábio afirma que Marco Feliciano “transformou Deus num diabo”

Pastor Caio Fábio afirma que Marco Feliciano “transformou Deus num diabo”
O pastor Caio Fábio, comentou durante o programa “Papo de Graça” sobre as polêmicas envolvendo o pastor e deputado federal Marco Feliciano, falou também da declaração de Feliciano sobre a morte de John Lennon, onde afirmou que o pastor transformou Deus num diabo.
Caio Fábio comentou brevemente sobre um encontro que teve com Marco Feliciano, no qual teria dito ao pastor para abdicar da fama e se tornar um verdadeiro crente; e disse ainda que Feliciano não tem perfil para presidir a Comissão de Direitos Humanos.
“Tinha que ser um cara com o perfil do Chico Alencar, que passou a vida inteira honestamente lutando por direitos humanos (…) mas ele não é partido cristão que controla essa comissão no acordo que fizeram”, afirmou Caio Fábio, que disse ainda que “é tudo uma loucura” e que a presença de Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos é como colocar um lobo para tomar conta das galinhas.
Ele comentou também o vídeo no qual Feliciano afirma que morte do cantor John Lennon foi consequência de um deboche feito por ele contra Deus e que seu assassinato ocorreu “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, classificando a fala de Feliciano como nojenta e diabólica.
“Eu achei a coisa mais nojenta que um cara podia fazer em nome de Deus. Transformar Deus em um diabo. O Pai o Filho e o Espírito Santo associados a um ódio, ao preconceito, à raiva, ao demônio. (…) Isso é fala de demônio, porque o Senhor é amor, Ele não quer que ninguém se perca”, afirmou Caio Fábio

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Pecado: Desgraça ou crime? Pecador: Vítima ou criminoso?

Por Josemar Bessa

O homem sempre viu o pecado de forma completamente diferente de Deus. A uma síndrome de vitimização nascida desde o Éden que sempre prosperou na mente humana, e que infelizmente em nossos dias, faz parte da base de grande parte do que chamamos “evangelho” hoje.

O homem sempre tratou o pecado como uma desgraça, não como um crime, como uma doença, e não como culpo, como um caso para um médico cuidando de um inocente doente e não um caso para um juiz. Quando suas bases se tornam estas, o que chamamos evangelho se torna o que essencialmente forma todas as religiões e teologias humanas.

Não reconhecendo o aspecto essencial, que é judicial da questão, não reconhece que a verdadeira resposta depende completamente em se reconhecer a completa culpa e indignidade, não havendo nenhuma reivindicação a ser feita pelo homem, sendo, sabendo e sentindo sua completa culpa diante de um Deus santo e justo que em nada está obrigado a não ser exercer sua justiça, sendo Sua misericórdia, como a própria definição da Palavra exige, prerrogativa inteiramente de quem a exerce... só justiça pode ser reivindicada. Ao fugir disso, em nada o “evangelho” se difere de todas as religiões humanas – que não vê o homem na necessidade de sinceramente reconhecer a culpa ou criminalidade como malfeitor, e não vítima ou merecedor de algo.

O pecado é um grande mal, traz infinita culpa... E as tentativas do homem de removê-la apenas a aumenta. Os esforços dos homens em se aproximar de Deus baseado em sua vitimização, ou algo bom que ainda resida neles apenas agrava a culpa ao banalizá-la.

Só Deus pode lidar com o pecado, com o crime, como uma desonra a si mesmo e como empecilho da aproximação do homem a Ele. E jamais, sendo santo, Ele lida com a culpa do homem de forma arbitrária ou sumária por mero exercício da vontade ou poder, mas ao levá-lo para julgamento em Seu próprio tribunal justo, na cruz ou no inferno.

A ira de Deus será totalmente merecida, justa e certa. Mas quão grande é a dificuldade de um “evangelho” centrado no homem sequer mencioná-la. O apóstolo Paulo minuciosamente mostra isso na primeira parte da carta aos Romanos: “A ira de Deus se revela do céu contra toda a impiedade e injustiça dos homens...” ( Romanos 1.18).

É completamente merecida. A verdade de Deus é conhecida: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;” - Romanos 1:19-20. Mas essa verdade é completamente suprimida – isso desperta a ira divina, porque não é uma desgraça... é um crime. E seu fruto é a impiedade e injustiça. Muitos estão dispostos, mesmo nos púlpitos, pregar um outro “evangelho”, sem ira... mas a advertência é: “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.” - Efésios 5:6. “Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” - Colossenses 3:6

Paulo fala não só claramente, mas duramente em Romanos 2.5: “Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;” – Culpados, não vítimas! Somos responsáveis, estamos acumulando ira com cada ato de indiferença para com Deus – vivendo como definiu Agostinho – incurvatus in si – sendo deus de nós mesmos. Dando preferência para qualquer coisa acima de Deus. Esse não é um planeta de vítimas, mas de rebeldes. Cada batida de nossos corações, cada vez que o pecado é acariciado minuto a minuto neste mundo, cada vez que Deus, o doador de todas as coisas, é tratado como maçante... culpa, culpa, culpa: “...entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus;”

Em Romanos 3.5-6, Paulo reintera: “Mas, se a nossa injustiça ressalta de maneira ainda mais clara a justiça de Deus, que diremos? Que Deus é injusto por aplicar a sua ira? ( Estou usando um argumento humano. ) Claro que não! Se fosse assim, como Deus iria julgar o mundo?”

O que poderia ser mais claro? Como um “evangelho” tão diferente pode ser pregado hoje? Porque é lógico que num mundo onde todos se veem como vítimas e o pecado como desgraça e não crime, o verdadeiro evangelho não seria visto como “relevante” para ele – e como a aceitação e parceria com o mundo é o grande objetivo em nossos dias – jogamos a verdade ofensiva no lixo. Paulo, inspirado pele Espírito, diz que esse Deus justo vai julgar o mundo com uma fúria terrível!

O problema é que o homem  acha que seus pecados não merecem esse tipo de ira – mas achar isso só mostra o quão culpado o homem é.

Um único pecado colocou o mundo inteiro sob o julgamento de Deus e trouxe a morte a todas as pessoas: “...mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá". - Gênesis 2:17“Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão da graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo.” - Romanos 5:17

Um único pecado trouxe tudo isso, e você tem cometido dezena de milhares de pecados contra este Deus. E cada pecado não é algo isolado, em cada pecado toda a lei de Deus é quebrada: “Pois quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente.” - Tiago 2:10. Ou seja, cada pecado é na verdade milhares de pecados. Você não só pecou milhares de vezes, mas cada um deles tinha a quebra de toda a lei de Deus.

Considere que uma única ofensa seria eternamente séria quando desonra um Deus infinitamente digno, uma desonra infinita. Portanto, uma punição infinita é merecida.

Só Deus pode resolver tão grande crime sendo perfeitamente justo, na cruz ou no inferno... qualquer solução vista que não essa, aumenta a culpa do desprezo a Deus em quem a propõe, e engana mortalmente quem a ouve: “Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência.” - Efésios 5:6. “Pelas quais coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” - Colossenses 3:6