terça-feira, 2 de abril de 2013

Cessaram os dons espirituais?


Por Pr Marcello Oliveira

Os dons espirituais têm sido temas de acalorados debates na academia, na internet e principalmente nos blogs. Os dons espirituais não foram dados à igreja para projeção humana nem como aferidor da verdadeira espiritualidade. Os dons espirituais foram dados para a edificação do corpo de Cristo. Pelo exercício correto dos dons a igreja cresce de forma saudável. Os dons são recursos que o próprio Espírito de Deus concedeu à igreja para que ela pudesse ter um crescimento saudável e também suprir as necessidades dos seus membros.
Há pelo menos três posições em relação aos dons espirituais dentro da igreja:
  1. Os cessacionistas. São aqueles que crêem que os dons espirituais registrados em 1Coríntios 12 foram restritos aos tempos dos apóstolos. Para estes os dons não são contemporâneos e nem estão mais disponíveis na igreja contemporânea.
  2. Os ignorantes. São aqueles que não conhecem nada sobre os dons. Paulo orienta os coríntios para não serem ignorantes com respeito aos dons espirituais. Havia pessoas na igreja que ignorava esse assunto, e por isso, não podia utilizar a riqueza dessa provisão divina para a igreja.
  3. Os que crêem na atualidade dos dons espirituais. São aqueles que crêem que os mesmos dons espirituais concedidos pelo Espírito Santo no passado estão disponíveis para a igreja atualmente.
Amados, quem tem a última palavra? Nossos pressupostos, ou a infalível e inerrante Palavra de Deus? Partindo do princípio que a Palavra de Deus é a nossa regra de fé e prática, abordaremos a questão, afirmando que os dons espirituais não cessaram. Eles são contemporâneos e estão disponíveis para a edificação do corpo de Cristo.
Veja o que Paulo disse em 1 Coríntios 12.4-6:
Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
Note que aqui, a Trindade está presente. No versículo 4, Paulo se refere ao Espírito Santo; no versículo 5, a palavra Kyrios refere-se ao Senhor Jesus Cristo e no versículo 6, Paulo refere-se ao Deus Pai. Pelo contexto, Paulo ensina a igreja que eles haviam abandonado aos ídolos mudos e agora estava seguindo uma nova direção: A direção do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Depois de ensinar a mudança de direção que a igreja deveria seguir, o apóstolo falará sobre a natureza dos dons espirituais. No mesmo texto de 1Co 12.4-6, Paulo fala de “dons”, de “serviços” e de “realizações”. Isso nos fala da natureza dos dons espirituais. Ou seja, os dons têm uma tríplice natureza.
1) Quanto à origem dos dons eles são chamados charismata. Paulo diz: “Ora os dons são diversos” (12.4). A palavra charismata vem de charis, graça. Assim, Paulo está falando da origem dos dons. O dom espiritual procede da graça de Deus. Ora se procede da graça de Deus, eles acabaram? Não! Se cessaram os dons, cessou-se a graça de Deus. Isto é impossível! Os dons são originados na graça de Deus e são ministrados, doados e distribuídos pelo Espírito Santo. A origem dos dons nunca está no homem, mas sempre na graça de Deus.
2) Quanto ao modo de atuar, o dom é diaconia. Paulo diz: “E também há diversidade nos serviços” (12.5). A palavra “serviços” no grego é diaconia. Isso se refere ao modo de atuação do dom que é prontidão para servir. Os dons são dados não para projeção pessoal, mas para o serviço. Deus nos dá dons para servirmos uns aos outros e não para nos exaltarmos nossas virtudes ou habilidades. A finalidade do dom espiritual não é autopromoção, mas a edificação do próximo.
3) Quanto à finalidade os dons são energémata. Paulo conclui: “E há diversidade nas realizações” (12.6). A palavra energémata vem de energia, de obras exteriores. É a energia (poder) de Deus operando nos cristãos e transbordando para a vida da comunidade. O dom espiritual é para ajudar alguém, fazer algo para alguém, trabalhar por alguém e realizar alguma coisa para alguém. Não é uma espiritualidade intimista e subjetiva. Ela é transbordante, edificante, relevante.
Eis uma preciosidade: Por que Jesus não transformou pedras em pães? Ele não poderia fazê-lo? Sim. Então, porque não o fez? Simples, milagres devem ser feitos e realizados em favor do próximo e nunca para benefício próprio!
Conclusão.
Os propósitos divinos para os dons são:
a) Os dons são dados a cada membro do corpo. Todos os cristãos, salvos por Jesus, têm pelo menos um dom. Isto não é uma palavra minha, são as Escrituras que afirmam esta verdade (cf 1Co 12.7). Cada membro do corpo de Cristo tem pelo menos um dom.
b) Os dons têm um propósito. Eles são dados visando a um fim proveitoso, ou seja, a edificação da igreja.
c) É o Espírito Santo que distribui soberanamente os dons. “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas as coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente” (12.11). Paulo está falando que é o Espírito Santo quem distribui os dons e também quem age eficazmente na vida daquele que exerce o dom. O homem é apenas um instrumento, mas o poder é do Espírito.
O apóstolo Paulo usou quatro verbos que ilustram a soberania de Deus na distribuição dos dons espirituais. O Espírito Santo distribui (12.11), Deus dispõe (12.18), Deus coordena (12.24) e Deus estabelece (12.28). Do começo ao fim Deus está no controle. Não há espaço para vaidades e autopromoção. Portanto, busquemos com excelência os melhores dons. Eles estão disponíveis nos celeiros celestiais.
Nele, que concede os dons para a sua igreja nos dias atuais
Pr. Marcello Oliveira

Glorificando a Deus com o Dinheiro

Por John Piper
 
Lucas 12:32–34
 
Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em vos dar o reino. Vendei vossos bens e dai esmola; fazei para vós bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, aonde não chega o ladrão, nem a traça o consome, porque onde está o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.
 
A essência interior da adoração é apreciar a Deus como infinitamente valioso acima de tudo. As formas exteriores de adoração são atos que mostram o quanto apreciamos a Deus. Portanto, tudo na vida tem o sentido de adorar porque Deus disse: Se comerdes ou beberdes ou fizerdes outra coisa qualquer, façam isto para mostrar quão valiosa é a glória de Deus para você (1 Coríntios 10:31). Dinheiro e coisas são grande parte da vida e, por conseguinte, Deus deseja que eles sejam grande parte da adoração, visto que tudo na vida precisa ser uma expressão de adoração. Assim, a forma que você adora com seu dinheiro e suas posses é para tê-los, usá-los e perdê-los de um modo que mostre o quanto você aprecia a Deus, não o dinheiro. Este texto trata exatamente disso. Ele realmente é um texto sobre adoração.
 
Então, há um lugar para a adoração comunitária — que fazemos aqui, juntos, no domingo de manhã. E as mesmas definições são válidas aqui como em qualquer outro lugar: a essência da adoração é o tesouro interior, que é o Deus infinitamente valioso. E as formas de adoração são os atos que expressam esse tesouro interior, que é Deus. Esses atos são: pregação e ouvir a palavra de Deus, oração, cantar, doar, participar da Ceia do Senhor, e assim por diante. Um desses atos de adoração comunitária aqui em Bethlehem é o que chamamos "a oferta". Um conceito próximo do meio termo de nossa adoração comunitária quando adoramos com nosso dinheiro, ao retirá-lo de nosso poder e de nossos bancos para aplicá-lo na missão e ministério de Cristo.
 
Desse modo, esse ato particular de adoração no culto de adoração comunitária é uma pequena parte do padrão mais abrangente de adoração com o nosso dinheiro que fazemos todo o dia, pela forma como ganhamos, gastamos, poupamos e doamos nosso dinheiro. O texto de hoje, Lucas 12:32-34, trata do padrão maior com respeito a como adoramos com nosso dinheiro e, assim, por implicação, ele se relaciona ao que fazemos com nosso dinheiro na adoração comunitária também. Portanto, vamos examinar alguns dos principais conceitos neste texto e aplicá-los às nossas vidas, em geral, e à nossa doação comunitária, em particular.
 
Não tema
 
O primeiro conceito do texto no versículo 32 é que Deus nos ordena a não temer quando algo acontecer relacionado ao dinheiro e às coisas. Não se preocupe. Não tema. "Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em vos dar o reino". Entretanto, há outra forma de dizer o conceito que é mais profunda. A razão pela qual Deus deseja que não temamos, no que concerne ao dinheiro e às coisas, é porque a falta de temor adoraria cinco grandes verdades sobre ele. Não temer ecoaria o quanto apreciamos essas cinco verdades a respeito de Deus. Em outras palavras, não temer se tornaria um belo ato interior de adoração.
 
Primeiro, não temer demonstra que apreciamos a Deus como nosso pastor. "Não temais, ó pequenino rebanho". Somos seu rebanho e ele é nosso pastor. E se ele é nosso pastor, então o Salmo 23 se aplica: "O Senhor é meu pastor, nada me faltará". Isto é, nada irá nos faltar do que necessitamos. Não temer, amplia a preciosidade de nosso pastor.
 
Segundo, não temer demonstra que apreciamos a Deus como nosso Pai. "Não temais, ó pequenino rebanho, porque vosso Pai se agradou em vos dar o reino". Não somos apenas seu pequenino rebanho; somos também seus filhos e ele é nosso Pai. O significado é claro no versículo 30: "Porque os gentios de todo o mundo procuram essas coisas; mas vosso Pai sabe que necessitais delas". Em outras palavras, seu Pai realmente se preocupa e realmente sabe do que você precisa, e trabalhará para você ter certeza de que terá o que necessita. Apenas tome cuidado para não ditar a Deus o que você pensa ser sua necessidade em vez de saber o que ele pensa ser sua necessidade.
 
Terceiro, não temer mostra que apreciamos a Deus como rei. "Não temais, ó pequenino rebanho, porque vosso Pai se agradou em vos dar o reino". Ele pode nos dar o "reino" porque ele é o rei. Isso acrescenta um elemento formidável do poder daquele que provê para nós. "Pastor" denota proteção e provisão. "Pai" denota amor, ternura, autoridade, provisão e orientação. "Rei" implica poder, soberania e riqueza. Desse modo, se ainda confiamos em Deus como Pastor, Pai e Rei e não tememos as coisas e a falta de dinheiro, então vamos lhe mostrar como o Deus real e precioso é para nós em todas essas circunstâncias. Deus será adorado.
 
Quarto, não temer revela como Deus é liberal e generoso. "Não temais, ó pequenino rebanho, porque vosso Pai se agradou em vos dar o reino". Observe, ele dá o reino. Ele não o vende ou o aluga ou o arrenda. Ele dá o reino. Ele é infinitamente rico e não necessita de nossos pagamentos. Qualquer coisa que tentemos dar a ele já seria dele de qualquer forma. "O que tens tu que não tenhas recebido?" (1 Coríntios 4,7). Por conseguinte, Deus é generoso e livre com sua riqueza. É por isso que o louvamos quando não tememos, mas confiamos nele em nossas necessidades.
 
Finalmente, não temer demonstra que apreciamos a Deus como o Deus feliz. "Não temais, ó pequenino rebanho, porque vosso Pai se agradou em vos dar o reino". Deus "se agradou". Dar o reino o "agrada". Ele deseja fazer isso. E fazê-lo, "agrada-o". Nem todos nós temos pais como este — que ama nos dar coisas, fica alegre por nos dar em vez de receber. Mas isto não importa, porque agora você pode ter um Pai como este, Pastor e Rei. Confie nele como seu Pai por meio da obra reconciliadora de Jesus e o verá como seu Pai.
 
Desse modo, o primeiro conceito deste texto é que deveríamos apreciar a Deus como nosso Pastor, Pai e Rei, que é generoso e feliz para nos dar o reino de Deus — para nos dar o céu, a vida eterna e alegria e tudo de que precisamos para estar ali. Se apreciarmos a Deus dessa maneira — se confiarmos nele — não teremos medo e Deus será adorado. Esse é o fundamento de todo o restante deste texto e deste sermão. O que está para acontecer é possível em virtude de sua promessa.
 
Um impulso em direção à simplicidade em vez da acumulação
 
O segundo conceito é este: confiar em Deus dessa maneira acarreta um forte impulso em direção à simplicidade em vez da acumulação. O versículo 33: "Vendei vossos bens e dai esmola; fazei para vós bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, aonde não chega o ladrão, nem a traça o consome". Foque por um momento nas palavras: "Vendei vossos bens". Com quem ele estava conversando? O versículo 22 nos fornece a resposta: "A seguir, dirigiu-se Jesus a seus discípulos, dizendo". De modo geral, essas pessoas não eram ricas. Não tinham muitos bens. No entanto, ela ainda diz: "Vendei vossos bens". Ele não diz quantos bens vender. Para o jovem rico, ele diz: "Vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois, vem e segue-me". Vende tudo o que tens. Quando Zaqueu encontrou Jesus, ele disse: "Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais" (Lucas 19,8). Assim, Zaqueu deu 50% de seus bens. Em Atos 4:37, afirma-se: "Barnabé, como tivesse um campo, vendendo-o, trouxe o preço e o depositou aos pés dos apóstolos". Portanto, ele vendeu pelo menos um campo.
 
Assim, a Bíblia não nos diz quantos bens devemos vender. Mas por que ela diz para vender os bens? Por quê? Dar donativos — usar seu dinheiro para mostrar amor por aqueles sem as provisões e sem o Evangelho (a necessidade de vida eterna) — é tão importante que, se você não tem ativos líquidos para doar, deve vender alguma coisa para que possa doar. Entretanto, agora, pense o que isso significa no contexto. Esses discípulos não são pessoas ricas e cujo dinheiro é todo convertido em hipotecas e bens imóveis. A maioria das pessoas como essas, de fato, tem quantias razoáveis de dinheiro economizadas. Mas Jesus não disse: "Pegue alguma de suas economias e dê esmolas". Ele disse: "Vendei vossos bens e dai esmola". Por quê? A simples pressuposição é de que essas pessoas viviam bem próximas da realidade na qual não tinham dinheiro em espécie para dar e tinham que vender algo para que pudessem viver. E Jesus queria que seu povo se movesse em direção à simplicidade e não em direção ao acúmulo de bens.
 
Assim sendo, qual é o conceito? O conceito é que há um impulso na vida cristã em direção à simplicidade em vez da acumulação. O impulso procede de apreciar a Deus como o Pastor, Pai e Rei mais que apreciamos todos os nossos bens. E o impulso é um forte impulso por duas razões. Uma é que Jesus afirmou: "Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!" (literalmente: aqueles que têm bens) (Lucas 18:24). Em Lucas 8:14, Jesus disse que as riquezas "sufocam" a palavra de Deus. Mas queremos entrar no reino muito mais que desejamos as coisas. E não queremos a palavra de Deus sufocada em nossas vidas. Desse modo, há um forte impulso para simplificar em vez de acumular. A outra razão é querermos que a preciosidade de Deus seja manifesta ao mundo. E Jesus nos diz que vender os bens e dar esmolas é uma forma de mostrar que Deus é real e precioso como Pastor, Pai e Rei.
 
Assim, o segundo conceito é que, confiar em Deus como Pastor, Pai e Rei, transmite um forte impulso em direção à simplicidade em vez da acumulação. E isso revela a adoração do interior, do recôndito do coração em ações mais visíveis para a glória de Deus.
 
O aumento do nosso tesouro nos céus, não na terra
 
O terceiro conceito desse texto é que o propósito do dinheiro é aumentar nosso tesouro nos céus, não na terra. O versículo 33 novamente: "Vendei vossos bens e dai esmola; fazei para vós bolsas que não desgastem, tesouro inextinguível nos céus, aonde não chega o ladrão, nem a traça o consome". Qual é a conexão entre vender os bens aqui para que possa satisfazer as necessidades dos outros (a primeira parte do versículo) e a acumulação do tesouro nos céus para você mesmo (no fim do versículo)?
 
A conexão parece ser: o modo como faz suas bolsas que não se desgastam e a forma como você acumula seus tesouros no céu que jamais acabam é mediante a venda de seus bens para suprir as necessidades dos outros. Em outras palavras, simplificar pelo amor na terra aumenta sua alegria nos céus.
 
Não deixe de compreender esse conceito totalmente radical. Essa é a forma como Jesus pensa e fala em todo o tempo. Ter a mente fixada no céu faz uma diferença radicalmente amável neste mundo. As pessoas mais poderosamente persuadidas, para as quais o que importa é o tesouro nos céus, não grandes acúmulos de dinheiro aqui, são as pessoas que constantemente sonham com formas de simplificar e servir; simplificar e servir; simplificar e servir. Eles darão e darão. E, é claro, trabalharão, trabalharão e trabalharão, como diz Paulo em Efésios 4:28, "para que tenha com que acudir ao necessitado".
 
A conexão com adoração é esta: Jesus nos ordena a acumular tesouro nos céus, isto é, ampliar nossa alegria em Deus. Ele declara que a forma como fazemos isso é vender e simplificar em virtude dos outros. Desse modo, ele motiva a simplicidade e o serviço por nosso desejo de ampliar nossa alegria em Deus. Fato que significa que todo o uso do dinheiro se torna uma manifestação de quanto nos deleitamos em Deus acima do dinheiro e das coisas. E isso é adoração.
 
Seu coração se move em direção àquilo que você ama
 
Então, o último conceito esta manhã do texto é: seu coração se move em direção àquilo que você ama e Deus quer que você se mova em direção a ele. O versículo 34: "Porque onde está o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração". Essa declaração é dada como a razão por que devemos buscar o tesouro nos céus, que jamais acaba: "Porque onde está o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração". Se o teu tesouro estiver nos céus, onde Deus está, então é ali onde seu coração estará também.
 
Agora, o que este versículo, aparentemente simples, realmente diz? Considero que a palavra "tesouro" significa "o objeto amado". E penso que a palavra "coração" significa "o órgão que ama". Portanto, leia o versículo assim: "Onde o objeto que você ama estiver, ali estará o órgão que ama". Se o objeto que você ama é Deus nos céus, seu coração estará com ele nos céus. Você estará com Deus. Mas se o objeto que você ama é o dinheiro e coisas na terra, então seu coração estará na terra. Você estará na terra, separado de Deus.
 
É o que Jesus quis dizer em Lucas 16:13, quando afirmou: "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de se aborrecer de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas". Servir ao dinheiro é amar ao dinheiro e buscar todos os benefícios que ele pode oferecer. O coração vai em busca do dinheiro. Mas servir a Deus significa amá-lo e buscar os benefícios que ele pode nos conceder. O coração busca a Deus.
 
E isso é adoração: o amor do coração a Deus e a busca por ele como o tesouro acima de todos os tesouros.
 
A oferta: um ato de adoração
 
Concluo simplesmente por relacionar esses quatro conceitos ao ato de adoração comunitária que chamamos "a oferta". Esse momento e esse ato em nosso culto serão adoração para você, não importa a quantia — desde a moeda da viúva pobre ou os milhares do milionário — se, por doar, você diz do coração: 1) por meio desta oferta confio no Senhor, Deus, como meu feliz, generoso Pastor, Pai e Rei, de modo que não temerei quando tiver pouco dinheiro para suprir as necessidades dos outros; 2) por meio desta oferta, a pressão incrível de nossa cultura para acumular mais e mais, lanço meu destino com o impulso para a simplicidade por causa dos outros; 3) eu, por meio desta oferta, guardo o tesouro nos céus e não na terra para que minha alegria em Deus seja ampliada para sempre; e 4) com esta oferta, declaro que, desde que meu tesouro está no céu, meu coração busca a Deus.

C. S. Lewis, Pilatos e um “evangelho” de tolos!



Por Josemar Bessa

Pilatos era um homem pragmático. Ele se tornou peça importante no desenrolar do drama da redenção exatamente por se parecer com nossa sociedade, nossa cultura, com as perguntas que nossa geração tem feito, com seus objetivos... e infelizmente, com a motivação da pregação de nossos dias e com a motivação dos ouvintes de nossos dias.

Pilatos estava diante da Verdade encarnada... mas tudo que ele queria saber era... “como essa situação poderá ser vantajosa para mim? Que tipo de benefício pessoal eu posso tirar disso tudo?” A Verdade será útil para mim?

Num ensaio famoso, C. S. Lewis diz que foi convidado a escrever sobre um tema a ele proposto. O tema era: “Você não pode ter uma vida boa sem crer no cristianismo?”

Esse tipo de tema desnuda toda a mentalidade de nossa geração, seu interesse, seu propósito, seu objetivo na vida. C. S. Lewis diz que antes de começar a escrever a respeito tinha um comentário mais importante e imediato a fazer sobre a pergunta. Ele diz que esse tipo de pergunta, que é tão comum em nossa geração, e feito por pessoas que antes de perguntar disseram a si mesmas: “Eu não me importo se o cristianismo é de fato verdade ou não. Eu não estou interessado em saber se o Deus revelado na Bíblia é como ela diz que é... tudo que me interessa é levar uma boa vida. Eu quero escolher uma crença, não porque ela seja a verdade ou não, mas se ela vai ser útil para minha vida...”

Que tipo de simpatia, diz C. S. Lewis, podemos ter com este estado de espírito... uma das coisas que difere o homem dos animais é que ele pode saber coisas... descobrir o que é a realidade, simplesmente – se não tiver motivo mais nobre – por uma questão de saber. Quando este desejo é completamente extinguido, o homem se tornou menos humano.

C. S. Lewis faz o link dessa abordagem do tipo: “Isso será útil para mim?” – com a pregação do evangelho que na verdade é mera pregação do pragmatismo. Ele diz que essa pergunta é feita constantemente a cristãos por causa de pregadores tolos que sempre pregam a verdade bíblica nos termos de como o cristianismo vai ajudar você e como ele é bom para a sociedade, as desigualdades... o que levou todos esquecerem que o cristianismo não é um mero medicamento patenteado. O cristianismo afirma fatos relacionados a vida agora e a vida para sempre. Então, se o cristianismo não é verdadeiro, crer nele será perda total de tempo, ainda que você achasse alguma utilidade em tal crença. Agora, se ele é a Verdade, então não crer nele será fatal, ainda que neste instante você não encontre utilidade... A questão da utilidade surge na mente que vê as coisas apenas como uma ferramenta para deixar a vida mais confortável ou não. Essa é a tolice da mente pragmática ao olhar a Verdade, e essa é a tolice ainda maior dos pregadores que nisso baseiam sua pregação. Ela é, no ponto de partida, uma falsificação total do que é a verdadeira pregação.

Voltemos a Pilatos... Ele era um homem de sabedoria mundana pragmática – toda questão era de como as coisas lhe seriam úteis. Não é a abordagem da maioria das pregações e essa não é a busca da maioria das pessoas que chegam ao evangelho? Pilatos, como a maioria das pessoas, se veem como realistas... mas a ironia disso tudo é que quando você está completamente errado, você está completamente fora da realidade.

Pilatos via Jesus como um peão no jogo da vida. Um peão que podia ser usado em seu benefício, algo útil... Não é essa a motivação da pregação contemporânea. “Olhe o que o evangelho pode fazer por você!” Não se trata mais de : “Olhem, isso é a verdade!” Pilatos era pragmático e só podia ver assim, ele estava num jogo de xadrez político. Ele usaria Jesus da maneira mais útil possível. Esse é o grande erro da maioria das pessoas que se dizem cristãs em nossa geração... como isso é útil para mim? Como é útil para a sociedade? Que tipos de benefícios sociais isso trará?... e por aí vai no caminho do pragmatismo que vê o Cristo, o cristianismo..., como dissemos, como mero remédio patenteado e não como a Verdade absoluta sobre Deus e o homem. Uns abraçados a “teologia da prosperidade”, outros ao evangelho social... mas todos com a pergunta: “A Verdade será útil para mim? Será útil para a sociedade?...”

O que Pilatos não percebia era que Jesus não era um peão no “jogo de utilidade” que ele estava jogando... Pilatos sim, era um peão descartável, Jesus não era um peão, era o Rei. Quando Jesus disse: “...Meu reino não é deste mundo... para isto vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz”João 18.38 – Numa mente pragmática como a de Pilatos, um reino que não é deste mundo não pode ser útil... e a verdade não lhe interessa, porque o interesse de Pilatos é o interesse de nossa cultura e de muitos que estão na igreja pregando e ouvindo: “Como isso pode ser útil a mim? Como pode ser útil a sociedade?...”

A pergunta de Pilatos revela o desinteresse pela verdade num coração pragmático. Ele pergunta: “Que é a verdade? E, dizendo isto, tornou a ir com os judeus...” – Bem pós-moderno! “O que é a verdade?” – E como um bom pós-moderno, ele nem esperou a resposta, não conseguia ver nada de útil para sua carreira na resposta que Jesus poderia dar.

A abordagem do tipo: “como essa situação poderá ser vantajosa para mim? Que tipo de benefício pessoal eu posso tirar disso tudo?” “A Verdade será útil para mim? Útil para os problemas sociais? Útil...” – Mostra que a abordagem do mundo, de nossa geração e cultura, dos pregadores e da maioria dos que se dizem cristãos é exatamente a de Pilatos, a questão não é de forma alguma a verdade... mas o evangelho não é um remédio patenteado e útil tendo como centro o que o homem acha ser necessário, útil e relevante para a sua vida... é a Verdade de Deus.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Globo Repórter mostra pontos positivos da Igreja Evangélica

Globo Repórter mostra pontos positivos da Igreja Evangélica

Nesta sexta-feira (29), o programa Globo Repórter foi direcionado ao tema “Os novos caminhos do cristianismo”, onde basicamente mostrou a história de líderes religiosos que fazem a diferença na vida das pessoas.
O destaque para o trabalho das igrejas evangélicas foi focado na Cristolândia, Missão Batista que trabalha na recuperação dos viciados em crack no centro de São Paulo.
Mostrou como o trabalho já recuperou cerca de mil e quinhentas pessoas e as dezenas de recuperados que hoje formam um coral gospel. Deu destaque ainda para o pastor cantor Fernandinho, que incluiu o coral da Cristolândia na gravação de seu DVD mais recente.
É digno de nota que a rede Globo mostrou algo positivo sobre os pastores depois de semanas dando destaque à rejeição do pastor Marco Feliciano, que preside a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, e vem sendo alvo de muitos protestos.
Outro assunto abordado no programa de reportagens da TV Globo, foi sobre um padre que já tirou 200 famílias do lixão e vive numa casa de barro, e também um sacerdote católico que ajuda ex-presidiários.
Abordou ainda sobre como alguns religiosos atraem multidões para as igrejas, quem é Nhá Chica, a filha de uma escrava considerada “santa” em Minas Gerais e a produção das chamadas “pílulas sagradas” de Frei Galvão

A Tatuagem e a Igreja de Cristo


Por Sillas Campos
Nos últimos três anos, a prática de tatuar o corpo tem se tornado cada vez mais popular. Tudo indica que esta moda veio para ficar. É fato que, mais e mais, receberemos visitantes e novos membros com tatuagens, e algumas bem místicas e mundanas! Além do mais, pressinto que já temos alguns membros sendo atraídos por essa ideia, pensando em tatuar um verso bíblico, uma palavra hebraica ou uma imagem do Cavaleiro no Cavalo Branco de Apocalipse 19 (que tinha escrito em sua coxa: Rei dos Reis e Senhor dos Senhores). Sei que esta não é uma questão crucial para o evangelho e a igreja de Cristo.  Porém, é algo que incomoda alguns e pode se tornar motivo de discórdia entre os irmãos. Como lidar com esses dilemas? Como preparar a igreja para lidar sabiamente com esta questão? Após orar, pesquisar e pensar sobre este assunto, cheguei às seguintes conclusões, que nas próximas linhas compartilho com o leitor.

Primeiro: Precisamos Ensinar o que a Bíblia diz!
Em Levítico 19:28, a Palavra diz: "Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR".  À primeira vista, esta palavra parece resolver a questão, parece dizer: o cristão não deve fazer nenhuma marca no corpo; tatuagem é pecado. Porém, o contexto revela que o motivo desta proibição era evitar que os hebreus se identificassem com a idolatria dos caldeus. Como parte de seus rituais aos falsos deuses, os caldeus usavam lâminas afiadas para marcar o corpo. Essas marcas, ou cicatrizes, estavam diretamente relacionadas com a idolatria e culto pagão. Essa orientação era tão específica que, nos versos anteriores, Deus também proíbe outras práticas, tais como: adivinhação e feitiçaria (26). O cortar o cabelo dos lados da cabeça (deixando um tufo de cabelo no meio da cabeça) e o aparar as pontas da barba de uma maneira específica (27) - tudo estava relacionado com os rituais pagãos. (Andrew A. Bonar, A Commentary on Leviticus, The Banner of Truth Trust, Carlisle. Pensylvania, USA. Pg. 352)
Sim, acredito que este texto fala contra o uso de tatuagens ou qualquer outra prática que nos identifique com algum tipo de paganismo, idolatria, imoralidade ou tribo anticristã. Porém, não podemos aplicar este texto contra a pratica da tatuagem de nossos dias, pois os tempos passaram e a conotação mudou. Hoje, a grande maioria daqueles que se tatuam não o fazem por motivos espirituais ou religiosos, mas meramente estético/ decorativo (assim como a maioria das mulheres furam suas orelhas e usam brincos). Sendo assim, esta prática acaba enquadrando-se dentro daquelas questões relacionadas à liberdade cristã (Rm 14 e I Co 6:12).
Segundo: Precisamos Aplicar os princípios de Romanos 14 e I Coríntios 6:12
Usando os princípios destes dois textos, devemos orientar o cristão que considera fazer uma tatuagem, a fazer a seguinte autoavaliação:
  1. Será que esta tatuagem irá glorificar o Senhor Jesus? Será que ela irá promover a minha pessoa ou a pessoa Dele? (6-8)
  2. Será que esta tatuagem irá edificar os meus irmãos? Será que ela não irá entristecer ou escandalizar meus pais ou irmãos mais fracos? (15-21 e 15:1-2)
  3. Tenho plena convicção em minha consciência de que isto agrada a Deus? (leia versos 22-23)
  4. Será que isto não irá me dominar? (I Co 6:12) Esta é uma pergunta muito pertinente, porque vemos que muitos não conseguem se contentar com uma ou duas tatuagens, porém, como que numa obsessão, vão cobrindo o corpo com desenhos e mensagens.
Terceiro: Precisamos Ajudar as pessoas a considerar a questão

Os meios de comunicação não ensinam nossos membros a pensar. Nossa cultura promove o princípio da ética inconsequente, que diz: Siga o seu coração! Faça o que der na sua cabeça!  Por isso, cabe aos pastores seguir o exemplo do Mestre que desafiava as pessoas a parar, observar, considerar e decidir (Mateus 6:25-32). A Bíblia diz que devemos viver com sabedoria (Pv 24:3). Por isso, precisamos ajudar aqueles que estão considerando fazer uma tatuagem a parar e pensar no seguinte: O que será que o bom senso e os fatos dizem a respeito desta prática? Abaixo, seguem dois fatos muito importantes.

  1. Muitos se arrependem de terem feito uma tatuagem. Um estudo realizado pela Associação dos Dermatologistas Britânicos revelou que um terço dos ingleses que se tatuam se arrependem de terem feito isto. Nos Estados Unidos, na cidade de Pittsburgh, uma clínica especializada em tratamento dermatológico a laser diz que, nos últimos anos, a procura pela remoção de tatuagens cresceu em 50 por cento! E que este processo é longo, doloroso e caro. (www.hersutah.com, artigo escrito por Peter Sullivan, publicado no Pittsburgh Post-Gazette em 1 de Agosto de 2012)
  2. A tatuagem cria uma barreira social desnecessária. Muitas pessoas veem com desconfiança alguém com uma tatuagem. Por isso, uma tatuagem pode custar uma boa amizade, namoro, emprego, oportunidade comercial ou, pior, a oportunidade evangelística ou ministerial. Dr. Michael R. Mantell disse: "O mundo está dividido em dois tipos de pessoas: aqueles que têm tatuagem e aqueles que têm medo das pessoas tatuadas. Honestamente, eu fui criado entre este segundo grupo. Afinal de contas, quem eram as pessoas que usavam tatuagem em Newark, New Jersey, onde cresci? Marinheiros, criminosos, membros de seitas estranhas, roqueiros e gente ruim." (San Diego Magazine, Agosto de 2009, A Psicologia da Tatuagem – www.sandiegomagazine.com)
Quarto: Precisamos Preparar a igreja para amar os tatuados!

Como já disse no início deste artigo: nos últimos anos a prática de tatuar o corpo tem se tornado cada vez mais popular. Tudo indica que esta moda veio para ficar. Mais e mais receberemos visitantes e novos membros com tatuagens bem místicas e mundanas. A igreja precisa ser preparada para receber os visitantes tatuados. Assim como Jesus recebia e até comia e bebia com os publicanos e pecadores, nós devemos receber os tatuados no amor de Cristo. E, caso Deus os alcance com Sua graça é obvio que devem ser integrados ao corpo de Cristo sem nenhuma reserva. Para isto, precisamos ajudar os membros da igreja, especialmente os mais preconceituosos, a buscarem em Deus sabedoria e amor para superar suas fraquezas, e aprender a ver as pessoas como Deus vê (I Samuel 16:7); aprender a ver, por trás das tatuagens, uma pessoa criada à imagem e semelhança de Deus, ver uma alma que vale mais do que o mundo inteiro. Que Deus nos ajude a fazer tudo isto pela Sua graça, para Sua glória

sexta-feira, 29 de março de 2013

Marco Feliciano, direitos humanos e a desordem pública



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Por Ruy Marinho
Eu sei que o assunto está extremamente saturado no momento. Mas eu não posso deixar de expor a minha opinião pessoal.
Como cristão reformado e calvinista, sou declaradamente discordante da teologia que o Pr. Marco Feliciano segue por entender que é distorcida, mística, destrutiva e compromete a integridade das Escrituras.
Discordo do fato dele utilizar o título de “pastor” para se promover a cargos políticos, pois creio que o chamado pastoral é inegociável. Concordo com Spurgeon, quando disse certa vez ao seu filho: “Meu filho, se Deus te chamou para ser missionário, eu ficaria triste ao ver-te ser reduzido a um rei”. Neste sentido, compartilho a mesma opinião que o Rev. Augustus Nicodemus: “Quando o pastor ganha certa popularidade, e depois se elege, ele tem que renunciar o ofício de pastor, pois se ele falar qualquer bobagem, essa lama respinga em toda a igreja evangélica. Fazendo isso, ele preserva a Igreja de vexames, e evita toda essa bagunça que estamos vendo”.
Por fim, não votei e jamais votaria em Marco Feliciano como político por entender que ele não possui preparo suficiente para representar os princípios cristãos na esfera política, além de ter feito alianças com expoentes marxistas, como por exemplo, o seu apoio à candidatura da Dilma para presidente, dentre outros problemas políticos e pessoais.
Porém, não posso deixar de julgar com reta justiça a questão do referido deputado perante o contexto atual em que vivemos na política de nosso país. O momento é muito grave e requer de nós, cristãos, um posicionamento contundente e atuante em defesa da família e dos bons costumes.
Infelizmente carecemos de políticos cristãos sérios e bem preparados, comprometidos com um testemunho íntegro fiel às Escrituras. Oro para que no Brasil tenhamos políticos segundo Romanos 13, acima de tudo tementes a Deus, que representem os princípios cristãos da família, bem como que a igreja tenha uma participação mais efetiva na esfera política, não com candidatos “pastores”, mas com políticos cristãos muito bem preparados para esta área de atuação tão delicada e corrompida.
Mas, contentando-se com o que temos atualmente – tendo em vista à urgência do momento, sejam pastores ou padres políticos, creio que obviamente eles irão defender os princípios e valores morais tradicionais “básicos”, independente de suas linhas teológicas, das quais eu possa discordar. São eles que atualmente estão na “linha de frente” dessa verdadeira guerra intelectual instalada no ambiente político brasileiro. Querendo ou não, são os que combatem diretamente o marxismo cultural instalado na esfera política, ideologia que tem como um dos principais objetivos destruir os princípios cristãos na sociedade.
Diante do exposto, a realidade é que o deputado Marco Feliciano, além de ter sido democraticamente eleito com mais de duzentos mil votos, ele foi legalmente constituído presidente da referida Comissão dos Direitos Humanos e Minorias pelos próprios deputados membros desta comissão. Se ele vai desenvolver o seu papel de forma íntegra e correta, só o tempo vai nos dizer. Neste caso, temos que “pagar para ver” e cobrá-lo se não cumprir com o esperado.
Mas, a grande questão que devemos contrabalancear é a violenta intolerância religiosa e a baderna promovida pelos ativistas “gaysistas” e outros esquerdistas aliados, ideologicamente contrários não somente ao Marco Feliciano, mas também aos princípios cristãos. Perseguir, humilhar, achincalhar, escarnecer e ridicularizar alguém por ter feito “declarações filosóficas” (obviamente desastrosas e algumas teologicamente questionáveis) é no mínimo contraditório – para não dizer criminoso, pois o caminho para denunciar qualquer suspeita de ato criminal é a Justiça. Se alguém acha que o Marco Feliciano cometeu algum crime, que acione a Justiça e formalize a sua denúncia. Porém, os ativistas “gaysistas” parecem ignorar as leis. Afinal, eles chegam no extremo da desordem pública ao promover um violento terrorismo emocional, inconstitucional e repulsivo, ao ponto de desrespeitar as leis vigentes em nosso país e até mesmo à nossa Carta Magna, haja vista o protesto ilegal feito na porta da Igreja de Marco Feliciano pelos militantes gays, que aos gritos de palavras de desordem, palavrões e ameaças de agressão, violaram o ambiente de culto religioso protegido pela Constituição Federal (veja aqui). Até mesmo assuntos urgentes, onde a preservação de vidas humanas dependem das atividades da CDHM, foram completamente desrespeitadas pelos ativistas intolerantes (veja aqui).
Chegando ao cúmulo da contradição, notamos que por algum motivo que precisa ser apurado, os mesmos ativistas esquerdistas que aprontam a maior baderna na “casa do povo”, não fazem a mesma “algazarra democrática” para protestar por algo muito mais grave do que qualquer declaração filosófica, ou seja, pelo fato de políticos condenados pela justiça (José Jenuíno, João Paulo Cunha e Paulo Cesar Maluf) ocuparem a Comissão de Constituição e Justiça – de todas as comissões a mais importante do Congresso Nacional, além da nomeação como presidente do Senado Federal o Senador Renan Calheiros, também condenado pela justiça. Quanta incoerência!
Portanto, quero registrar a minha nota de repúdio a perseguição que o deputado Marco Feliciano está sofrendo por parte dos ativistas “gaysistas”, dos demais aliados marxistas e até mesmo da mídia. Desejo que ele “não renuncie” e continue firme na resistência à toda essa perseguição religiosa. Mesmo discordando dele no que concerne aos campos teológico e ético, espero que ele desempenhe com coerência e honestidade a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, onde há muito tempo tem sido colocado como ênfase principal a parte das “minorias” em detrimento dos direitos humanos de fato.
Soli Deo Gloria!

o lobo: Inimigo ou desculpa?




Por Josemar Bessa
Como lidar com o engano e falso ensino? A desculpa de muitos para sua postura anti-igreja se concentra nos falsos mestres... Essa desculpa só pode vir ou da incredulidade para com a Bíblia ou da hipocrisia. Deus sempre disse que essa seria uma realidade na vida da igreja: “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” - 2 Pedro 2:1
Pedro não poderia ser mais claro – Não há “talvez”, “mas”, “quem sabe...” – Há uma declaração enfática: “entre vós haverá!” – Portanto, onde está a surpresa? Havia falsos profetas em Israel durante toda a história do Velho Testamento, mas a solução jamais foi deixar de ser o povo da Aliança e se tornar pagão, ou ser do time do “eu sozinho...”. Pedro diz: “Entre vós haverá!”.
Falsos profetas eram problema constante no Velho Testamento, apesar de haver clara ordem deles serem identificados e extirpados do meio do povo, raramente Israel tratou com este problema. O que fez eles se multiplicarem trazendo muitas vezes ruína espiritual a todo povo da Aliança. Mas a solução jamais passou em não ser o povo da Aliança...
Pedro aplica isso a igreja. Pedro está escrevendo para a igreja: “Entre vós haverá também falsos mestres...” – Ele está falando da igreja local. Está falando a membros da igreja local, da congregação para onde sua carta está sendo enviada. Ou seja, não existe tal coisa como uma igreja pura e perfeita deste lado do céu. Amamos a verdade lutando por ela no contexto da igreja. É isto que Pedro está fazendo, e não sendo anti-igreja. Desculpas por não amar a igreja escondem o individualismo de nossa geração... cada um por si. Cada um sendo mestre de si mesmo...
Muitas pessoas esperando amar uma igreja ideal não amam a igreja de forma alguma, e jamais amarão. Os Reformadores ao morrerem, estavam longe de viverem numa igreja ideal, mas amaram e serviram a igreja com todas as suas forças.
Paulo diz duramente: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho” - Gálatas 1:6 – Uau! Isso é duro. Mas de forma alguma Paulo se tornou um anti-igreja. Paulo amou, apesar disso, a igreja dos Gálatas, Coríntios... Vejam suas palavras: “Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós” – Gálatas 4.19
Satanás é falsificador... Paulo diz aos Coríntios: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo.” -  2 Coríntios 11:3
Sendo um falsificador, satanás tem um
falso evangelho: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema” - Gálatas 1:6-9

Pregado por falsos ministros: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.” - 2 Coríntios 11:13-15

Produzindo falsos irmãos: “...em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos...” - 2 Coríntios 11:26

O chamado é para identificar e combater, e não usar isso como desculpa para esconder nosso individualismo que reflete nossa geração e cultura e não a Verdade e a ordem de Deus para nós. Identificar e combater foi o que fizeram dia a dia os apóstolos vivendo em meio ao rebanho... igreja locais... dos Gálatas, Efésios, Coríntios... pois é o mercenário, e não quem ama a verdade, que abandona o rebanho por causa do lobo: “Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas”. - João 10:12 – Apesar de não sermos todos pastores, todos temos a responsabilidade pelo rebanho de Deus, por isso Pedro fala a todos da igreja local: ““E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” - 2 Pedro 2:1

Jamais use o lobo como desculpa para o teu individualismo que abandona o rebanho e que reflete uma cultura sem Deus e não o amor de Deus pela igreja.

quarta-feira, 27 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA



Como Deus Faz História

Como Deus Faz História

Quando Jesus nasceu, cumpriram-se literalmente inúmeras profecias feitas séculos antes. O Antigo Testamento está repleto de indicações da primeira vinda de Cristo. Com o Seu nascimento, as promessas da Palavra de Deus se fizeram História. O mais admirável, entretanto, é a maneira como Deus faz Sua Palavra tornar-se real e Suas profecias transformarem-se eventos históricos: muitas vezes Ele usa as atitudes profanas das pessoas e as circunstâncias políticas da época para concretizar Seus planos. A Bíblia nos traz muitos exemplos nesse sentido. Destacaremos três, salientando lugares relacionados com o nascimento e a infância de Jesus.


Belém.

1. Jesus deveria nascer em Belém

Por volta de 700 anos antes de Cristo viveu o profeta judeu Miquéias, que predisse acerca do aparecimento do Messias de Israel: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).
Aquele que tem origens eternas, e que age desde sempre, viria a nascer em um lugar pré-definido e específico, que era Belém, pequeno e insignificante lugarejo na Judéia. Caso a anunciação do nascimento do Rei de Israel se referisse a Jerusalém nada haveria de extraordinário, uma vez que os reis normalmente nascem na capital do reino. Porém, com muitos séculos de antecipação, um lugar sem representatividade foi destacado entre os milhares de Judá para ser o local do nascimento do Rei que viria, o que era algo muito especial. Praticamente todo cidadão de Israel conhecia essa passagem das Escrituras que afirmava que um dia o Messias viria de Belém. Por isso, quando Herodes perguntou onde nasceria o rei dos judeus, os entendidos na Lei puderam lhe fornecer imediatamente o nome do lugar onde deveria nascer o Prometido segundo as profecias: “Então, convocando [Herodes] todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: [em Miquéias 5.2] E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mt 2.4-6).
Entretanto, em relação a essa profecia havia um problema, e este não era pequeno: Maria e José não viviam em Belém, mas em Nazaré (Lc 1.26), e aparentemente não planejavam se mudar para Belém. Deus não enviou um anjo para lhes dizer: “Querido José, querida Maria, vocês não sabem que o Messias deve nascer em Belém? Vocês não sabem que a Palavra de Deus precisa se cumprir e Seu Filho não pode nascer em Nazaré? Levantem! Ponham-se a caminho para que se cumpra a palavra do Senhor falada através do profeta Miquéias!”
Não foi o que aconteceu. O imperador César Augusto tomou uma decisão política em Roma, bem longe de Israel e sem ter a mínima noção das profecias bíblicas – decretando um recenseamento do povo. Essa decisão política obrigou José, juntamente com Maria, que estava no final da gravidez, a irem até Belém para se registrarem no censo populacional. Em Lucas 2.4 lemos que José era “da casa e família de Davi”. Portanto, era em Belém (a “cidade de Davi”) que ele tinha de se registrar. Chegando lá, Maria logo deu à luz ao Filho de Deus. É o que podemos chamar de “tempo de Deus”! O Senhor, em Sua onisciência e onipotência, usou a política secular e um de seus líderes para fazer cumprir Suas profecias e para concretizar as previsões de Sua Palavra.
A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito.

2. Jesus viria do Egito

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito. No oitavo século antes de Cristo, outro profeta anunciava em Israel a respeito do vindouro Messias: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho” (Os 11.1). Os comentaristas judeus aplicavam essa profecia a Israel e ao Messias, o que se torna bem evidente conhecendo o contexto do Novo Testamento. Mas como ela se cumpriu, como foi que Jesus, ainda menino, veio do Egito? A maioria de nós conhece a história da matança dos meninos judeus em Belém ordenada pelo infanticida rei Herodes, que via seu trono ameaçado pelo nascimento de Jesus. A Bíblia diz a esse respeito: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta [em Os 11.1]: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15).
Os planos cruéis, egoístas e assassinos de um político mundano acabaram contribuindo para que a Palavra se cumprisse. Herodes pensava que aniquilaria os planos divinos, mas sua maldade apenas contribuiu para que as profecias se cumprissem literalmente.
O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12).

3. Jesus, o Nazareno

Segundo minha contagem, Jesus é chamado de “Nazareno” pelo menos 18 vezes no Novo Testamento. Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré”, pois tinha vivido ali por muitos anos. Quando morreu na cruz, sobre Sua cabeça estava afixada uma placa que dizia: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus”. O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12). “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo” (Zc 3.8). Jeremias proclamou o mesmo 80 anos antes de Zacarias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, a agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).
Quando Jesus veio, Ele foi o “Nazareno”, o “Renovo” do qual falavam as profecias. Mas como Jesus não apenas nasceu em Belém sem que seus pais residissem ali, veio do Egito por razões inacreditáveis e ainda pode ser chamado de Nazareno? Porque mais tarde Ele morou em Nazaré, confirmando uma vez mais as profecias, mostrando que elas se cumprem por razões às vezes bastante profanas. Herodes havia morrido, e José ainda vivia com Maria e o menino no Egito quando, através de um anjo, recebeu ordens de retornar à terra de Israel. Era óbvio que José desejava retornar à sua terra com sua família, mas quando ficou sabendo que Arquelau reinava no lugar de seu pai, ficou com medo. Arquelau era um dominador de triste fama e muito cruel, que os romanos suportaram por apenas dois anos e depois o depuseram. Na realidade, quem deveria assumir o trono de Herodes na Judéia era outro de seus filhos, mas por um capricho pessoal, Herodes mudou seu testamento pouco antes de morrer e colocou Arquelau no poder. Para não se submeter ao seu domínio, José foi viver na Galiléia, na cidade de Nazaré, que estava subordinada a outro governante: “Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt 2.19-23).
Vista de Nazaré.
Esses três exemplos mostram muito claramente que nada nem ninguém pode impedir ou barrar os planos de Deus. Não há falha humana, manobra política, crueldade, capricho ou força da natureza que impossibilitem Deus de concretizar Seus propósitos. Nada impedirá que Jesus volte cumprindo Suas promessas a Israel. Os acontecimentos proféticos, cujo desenrolar vemos em nossos dias, culminarão na volta de Cristo e mostram que ela está se aproximando. Todos os fatos que acontecem no mundo são dirigidos por Deus de tal forma que acabarão servindo para que os Seus desígnios se realizem e para que Jesus venha a este mundo como o Rei e Messias. Jesus voltará cumprindo muitas profecias que ainda não se realizaram, pois muitas delas dizem respeito diretamente a Sua volta em poder e glória e à restauração de Israel, predita tantas vezes e por tanto tempo! Israel já retornou à sua própria terra depois de um longo tempo de dispersão (Diáspora), quando havia judeus espalhados pelo mundo todo. Até o terrível Holocausto acabou servindo à causa judaica, pois acelerou a fundação do Estado de Israel e permitiu que mais judeus voltassem à sua pátria. Quase todas as nações votaram em favor de Israel nessa ocasião, pois estavam chocadas com o que havia acontecido aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial nas mãos dos nazistas. Apenas três anos depois do final da guerra, os judeus já possuíam seu próprio Estado. No entanto, a luta, atual e futura, dos inimigos contra Israel e contra Jerusalém é predita nas profecias, e precisa acontecer. A Bíblia fala de uma unidade mundial política, religiosa e econômica que acabará se opondo a Israel. Hoje vemos que todos os esforços políticos acontecem em função desse desejo de globalização. A Palavra de Deus se cumpre sempre. Alegremo-nos por isso!