quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Uma geração de fãs de Jesus!


Por Jesemar Bessa
 Seguir a Cristo devia ser o negócio de todos os que se dizem cristãos, o convite único para estar com Cristo é: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” Lucas 9:23 Pode parecer que há muitos seguidores de Jesus, mas se fôssemos definir honestamente a relação que esses “seguidores” tem com Cristo, não poderíamos, de maneira correta, descrevê-los como seguidores. Existe uma outra palavra mais adequada para descrevê-los. Eles não são seguidores de Jesus, eles são fãs. A definição básica de fã é um “admirador entusiasmado” (Hoje temos fãs das Doutrinas da Graça, Reforma...) – Mas Cristo nunca esteve interessado em ter fãs. Quando Cristo define que tipo de relacionamento Ele deseja, “admirador entusiasmado” não é uma opção. Ser seguidor é completamente diferente. Um fã pode ter um blog ou site para falar de sua admiração, divulgar fatos da vida de quem ele admira... criar redes de admiradores...” O seguidor é algo completamente diferente. O seguidor tem como primeiro passo negar a si mesmo. Ele já está firmado na base que nem sua razão nem sua vontade governa seus atos e conselhos. Ele diz: Não sou mais meu, por isso procurar o que pode ser agradável ao meu ego não faz mais parte do meu dia. Na medida do possível me esquecerei de mim mesmo e das minhas coisas. Por outro lado, sou de Cristo – vou portanto, viver e morrer com ele: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” - Romanos 14:8 Sou de Cristo, então Ele é o único fim legítimo a que cada parte da minha vida deve ser dirigida: “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” - 1 Coríntios 6:19. Agora, como seguidor de Cristo, ele sabe que a fonte de destruição mais certa em sua vida é obedecer a si mesmo, de modo que só encontra refúgio e segurança em não ter outra vontade, nem outra sabedoria, do que negar a si mesmo e seguir a Cristo em direção a cruz. Minha preocupação é que muitas dos blogs, sites, conversas em redes sociais... como grande parte dos cultos de hoje, reflitam apenas a mentalidade de um estádio ( não de uma vida que é um vivo sacrifício: Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” - Romanos 12:1-2), e o que as pessoas fazem nos estádios ou casas de shows? A cada semana os fãs vão ao estádio para torcer por Jesus, mas não tem interesse verdadeiro em segui-lo verdadeiramente, consolando suas consciências com o fato de que são fãs de Cristo e das doutrinas corretas. A maior ameaça para a igreja de hoje são os fãs que se dizem cristãos, mas não estão realmente interessados ​​em seguir a Cristo. Eles querem estar perto o suficiente para Jesus para obter todos os benefícios, sensação de estar correto, de ter uma compreensão correta de certas doutrinas... mas não tão perto que a ponto de que isso exija algo deles na vida real – Sem preceber que é inútil ter Cristo nos lábios, no Facebook, no Twitter, no blog..., e o mundo no coração: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” – 1 Jo 2.15. O seguidor “negou a si mesmo”, o que leva a profunda humildade, mas o fã de Cristo está na realidade cheio do velho orgulho. O pecador orgulhoso quer Cristo e seu prazer. O pecador orgulhoso quer Cristo e sua liberalidade sexual. O pecador orgulhoso quer Cristo e o mundanismo... mas o pecador quebrado e que viu sua miséria, desiste de tudo para ter Cristo: ““Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” – Ele lhe basta! Isso é salvação! Não seja um fã, torne-se um seguidor completamente comprometido com Cristo: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho.” - Filipenses 1:21

Repreensão de Jesus a igreja de Éfeso: um alerta para nós hoje

Por Silas A. Figueira

 “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor” (Ap 2.4). “Tenho, porém, contra ti…” 



Observe que a repreensão vem logo após o elogio. Isso faz parte de uma avaliação honesta. Essas duas coisas são extremamente importantes em nossas vidas, pois, se criticarmos aos outros de forma construtiva e também elogiarmos o que há de bom neles, as nossas críticas se mostrarão carregadas de um poder que irá transformar as pessoas para melhor. Porém, se tão somente criticarmos as pessoas, ignorando qualquer coisa de bom que há neles, poderemos apenas feri-los, piorando o estado deles. Por outro lado, se não fizermos outra coisa senão elogiá-los, então eles ficarão extremamente mimados, tendo uma ideia falsa sobre aquilo que realmente são, nada vendo que deva ser modificado, ao passo que, na vida de qualquer pessoa, sempre haverá coisas que precisam de modificação e aprimoramento. Assim como Deus trabalhou com a igreja de Éfeso, do mesmo modo o Senhor trabalha conosco também. “… abandonaste o teu primeiro amor”. Abandonas-te no grego é “aphekas”, o aoristo de “aphiemi”, que significa “partir”, “ir embora”, dispensar”. Essa mesma palavra era usada para indicar o “repúdio” ou “divórcio”. [1] Esta igreja tinha mais de quarenta anos quando Jesus ditou esta carta. Outra geração havia surgido. Os filhos não experimentavam aquele entusiasmo intenso, aquela espontaneidade e o ardor que havia revelado os pais quando tiveram o primeiro contato com o evangelho. Não apenas isso, mas faltava à geração seguinte a devoção a Cristo. A igreja de Éfeso tornou-se farisaica, pois ela deixou de herança o zelo pela Palavra, mas como se fosse uma lei, mas não deixou de herança o amor que é o vínculo da perfeição. A igreja havia abandonado o seu primeiro amor. O problema da igreja de Éfeso é, com certeza, o problema da maioria das igrejas de hoje: fazer as coisas sem solidariedade amorosa. Quando abandonamos o primeiro amor, significa que abrimos mão de algo e elegemos outras coisas em seu lugar. Quando fazemos as coisas por fazer, por causa da instituição ou da denominação, pela sedução do crescimento numérico da igreja, pela fama e pelo status que se obterão na cidade ou coisas do tipo, essas são provas evidentes de que nossas motivações são impuras e estão prostituídas [2]. Aqui é necessário parar e realizar uma urgente avaliação: fazemos as coisas por amor a Deus ou por amor a nós mesmos? Se for por amor a Deus, então a glória será dEle e para Ele; se for por amor a nós e à nossa própria igreja, então a glória será nossa. É necessário decidir, e rápido, antes que o próprio Senhor venha a dizer para nós: “Tenho, porém contra ti!” Este era um fracasso que atacara sua vida cristã pelas bases. O Senhor tinha ensinado que o amor mútuo devia ser a marca que identificasse a comunhão dos cristãos (Jo 13.35). Os convertidos de Éfeso tinham experimentado este amor nos primeiros anos de sua nova existência; mas a sua luta com os falsos mestres e seu ódio por ensinos heréticos parece que trouxeram endurecimento aos sentimentos e atitudes rudes a tal ponto que levaram ao esquecimento da virtude cristã suprema que é o amor. Pureza de doutrina e lealdade não podem nunca ser substitutos para o amor [3]. A exortação para recuperar o primeiro amor não implica em relaxamento doutrinário. Doutrina sem amor corre o risco de assumir uma rigidez dogmática, na qual as pessoas passam a ser menos importantes. O contrário também é possível: desprezar princípios e valores do evangelho para acalmar ou acomodar certas situações de quem está em pecado. Uma coisa é certa: doutrina sem amor é legalismo. Amor sem doutrina é frouxidão e relaxo. Há necessidade de haver harmonia entre estas duas questões. Deus muita vezes comparou Israel à Sua noiva e Ele mesmo ao seu noivo ou esposo. Ele fixou nela o Seu amor. No entanto ela começou a flertar com outros amantes, os deuses cananeus. Ela procedeu como uma prostituta com eles. Ela se tornou infiel e abandonou se verdadeiro marido [4]. No Novo Testamento, o novo Israel de Deus, a Igreja, é semelhantemente representado como desposado com Cristo, exatamente como o velho Israel era desposado com o Senhor [5]. Mas, assim como o amor de Israel muitas vezes havia esfriado em relação ao Senhor, esta mesma tendência estava evidente em Éfeso. Aquela primeira sensação de enlevo e êxtase havia passado. Sua antiga devoção a Cristo tinha passado. Por esse mesmo motivo o Noivo, Jesus, procura cortejar Sua noiva, a Igreja, para voltar ao seu primeiro amor. Com a mesma ternura que Jeová mostrou à volúvel e adúltera Israel, o Senhor Jesus apela à sua Igreja para que volte para Ele. “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Ap 2.5). “Lembra-te, pois, de onde caíste…” A lembrança é um dom precioso. Olhar para trás pode ser pecaminoso; mas também pode ser sensato. Olhar para trás com os olhos lascivos, como fez a mulher de Ló, para os pecados de Sodoma dos quais temos sido libertos, é atrair desastre. Olhar para trás ansiosamente para os confortos despreocupados do mundo, uma vez que já pusemos a mão no arado, é não ser apto para o reino de Deus. Mas olhar para trás ao longo do caminho em que Deus nos conduziu é o mínimo que a gratidão pode fazer, e olhar para trás para as alturas espirituais que pela graça de Deus já ocupamos é dar o primeiro passo na estrada do arrependimento. Não devemos viver no passado. Mas lembrá-lo e comparar o que somos com o que fomos, é uma experiência salutar e frequentemente perturbadora [6]. Observe que a igreja de Éfeso não está sendo chamada a lembrar o seu pecado. Não está sendo dito para ela lembra-se em que situação ela caiu, mas de onde caiu. Por isso o Senhor desperta a igreja a se lembrar do amor que ela havia abandonado. O amor por Jesus havia sido substituído pelo zelo religioso. Éfeso defendia sua teologia, sua fé, suas convicções e estava até pronta a sofrer e morrer por essas convicções, mas não se deleitava mais em Deus. Não estava mais afeiçoada a Jesus. Estava como os fariseus, zelosos pelas coisas de Deus. Observando com rigor os ritos sagrados. Mas com o coração seco como um deserto. “… arrepende-te e volta à prática das primeiras obras…” Arrependimento não é emoção é decisão. É atitude. Não precisa haver choro, basta decisão [7]. Tanto que o termo grego é “metanoeo”, significa “mudança de mente”, que leva a uma mudança de conduta diária, mudar de direção. Isto quer dizer voltar às costas, resoluta e completamente, a todo pecado conhecido. Esse arrependimento proposto por Jesus é para que a igreja pratique as obras que realizava no princípio. É assim que acontece. A igreja nasce, cresce, vai se desenvolvendo e corre o risco de ir fazendo as coisas por fazer, um dia após outro, um domingo após o outro; o culto passa a ser apenas mais um culto, a ceia não passa de outra ceia e logo haverá outra, a pregação é apenas mais uma pregação para que as pessoas gostem ou desgostem. A rotina vai se estabelecendo, assim como os mariscos do mar se fixam nas pedras. Erwin Lutzer diz que quando ele era adolescente, ele se perguntava por que o pastor não mimeografado o sermão e o enviava aos membros pelo correio. Com isso, eles poderiam aprender as verdades bíblicas sem ter o trabalho de ir à igreja. Agora reconheço, diz ele, que pensava assim porque o pastor pregava tão sem entusiasmo, que seu desempenho quase nada acrescentava ao teor da mensagem [8]. Os pastores e líderes de igrejas precisam ser os primeiros a encabeçar a fila de arrependimento. Nossa preocupação e mentalidade institucionais podem nos conduzir a um ministério de manutenção das coisas. Corremos o risco de incorrer em esterilidade ministerial, e as pessoas de nossa comunidade notarão que o nosso ministério não faz mais sentido para elas [9]. “Volta” literalmente traduzido seria “faz”, que dá a ideia de uma atitude definitiva, a fim de que tais obras sejam constantemente praticadas. As “primeiras obras” não são novas e diferentes modalidades de ação; antes, são as mesmas obras, mas motivadas pelo amor original, de tal maneira que até pareçam novas. Seria o amor rejuvenescido [10]. “… se não, venho a ti…” O “vir contra” do Senhor Jesus será uma consequência da escolha da igreja de Éfeso em continuar na prática do farisaísmo. A opção pertence a igreja. A graça de Deus pode ser acolhida ou reprimida. Não podemos subestimar o caos que a vontade pervertida poderá efetuar nas nossas vidas [11]. Temos um bom exemplo de uma má escolha em Gn 13.1-13 onde nos diz que Abrão e Ló separam-se por causa da briga que estava entre os pastores de Abrão e os pastores de Ló, pois eles estavam comparando as riquezas dos seus patrões. Abrão para evitar que a coisa se agravasse pediu a Ló que se apartasse dele, e lhe disse: “Acaso não está diante de ti toda a terra? Peço-te que te apartes de mim; se fores para a esquerda, irei para a direita; se fores para a direita, irei para a esquerda” (Gn 13.9). “Se” é uma condicional, que pode tornar-se uma condição de benção ou de maldição. Ló por ser ganancioso escolheu “para si toda a campina do Jordão” armando as suas tendas até Sodoma. A escolha de Ló fez com que ele perdesse todos os seus bens, como também destruiu a sua família, pois Deus destruiu Sodoma e Gomorra. Da mesma forma, estava diante da igreja de Éfeso a escolha de voltar ao primeiro amor ou não, de ter o Senhor Jesus como referencial de benção ou como referencial de castigo. Assim acontece com cada um de nós. As nossas escolhas irão definir benção ou maldição para a nossa vida. “… e moverei do teu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas”. A partir de 431 d.C., a cidade entrou em período de declínio, parcialmente a surtos descontrolados de malária. Suas excelentes esculturas foram removidas para outros lugares, principalmente para Constantinopla [12]. Entre 630 e 640 d.C. Éfeso caiu nas mãos dos turcos que retiraram dali os habitantes que ali restaram. A cidade mesmo foi destruída em 1403 d.C. por Timur-Lenk. Hoje seu porto marítimo é um pantanal coberto de juncos e está em ruínas. As ruínas restantes chamam-se hoje “Adscha Soluk” surgido de “Hagios Theologos”, que quer dizer “santo teólogo”, lembrando o apóstolo João, “o teólogo”, que teria sido sepultado lá [13]. No entanto, hoje, a região é escassamente habitada e inteiramente da fé islâmica. Nenhuma igreja tem um lugar seguro e permanente neste mundo. Ela está continuamente em julgamento. Se podemos julgar pela carta que o bispo Inácio de Antioquia escreveu à igreja de Éfeso no princípio do segundo século, ela se reanimou após o apelo de Cristo. Inácio faz um retrato em termos candentes. Mais tarde, porém, ela voltou a decair, e durante a Idade Média seu testemunho cristão desapareceu [14]. Devido a isso o candeeiro foi removido. O inigualável privilégio de testemunhar por Cristo perante o mundo perdeu-se para sempre. Tanto a igreja como a cidade foram destruídas; a única coisa que restou foi um lugar chamado Agasalute, e isso, ironicamente, honra a memória de João e não de Éfeso. “… caso não te arrependas”. Se igreja de Éfeso foi chamada ao arrependimento, fica entendido que ela era capaz de fazê-lo. Deus não impede homem algum de arrepender-se. O intuito inteiro da mensagem do evangelho é contrario a esse conceito. Mas como vimos a igreja de Éfeso não foi perseverante e perdeu a oportunidade de ter sua vida restaurada. O candeeiro é feito para brilhar. Se ele não brilha, ele é inútil, desnecessário. A Igreja não tem luz própria. Ela só reflete a luz de Cristo. Mas, se não tem intimidade com Cristo, ela não brilha; se ela não ama, não brilha, porque quem não ama está em trevas. Pedro na sua primeira carta diz que o juízo começa pela Casa de Deus (1Pe 4.17). Antes de julgar o mundo, Jesus julga a Igreja. A igreja de Éfeso deixou de existir porque ela não soube aproveitar do tempo da visitação de Deus e não se arrependeu do seu pecado. Que isso seja um alerta para nós também nos dias de hoje.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Entrevista com Rosania Rocha, a esposa ou esposo, de Lanna Holder

A unica coisa que ainda me impressiona é o esforço que essas pessoas fazem para que tudo pareça tão normal. É como se existissem dois "deuses" e dois "cristos". Um desaprova com veemência a conduta homossexual, o outro tolera, aceita, acolhe. É como se em um mesmo universo coisas tão antagônicas pudessem coexistir no mesmo espaço.
 O "jesus paz e amor", ele não fala em justiça, para ele não existe pecado, o céu é um lugar lindo, maravilhoso e certamente todos irão para lá. O que importa é o amor?! francamente... ...Agora ela também se apresenta como pastora 


Pr Anselmo Melo 
Blog Ex Hetero: Muito obrigado por aceitar nosso convite e nos dar o privilégio de conversar com você. Onde você está morando atualmente? Já voltou pro Brasil e agora pra ficar? Você está solteira ou casada? Rosania Rocha: Eu que agradeço.. :) Moro no Brasil agora, divido minha vida aqui e nos Estados Unidos, meu filho esta lá estudando... entao, meu coração também continua lá. :) 
 Blog Ex Hetero: Seus dois últimos trabalhos foram pentecostais, mas parece que agora você está trabalhando em um CD Pop Rock. Decidiu mudar de estilo? Será um CD gospel? Rosania Rocha: Sim é verdade, meus trabalhos sempre foram pentencostais, mas porque eu sou petencostal mesmo! O que eu não sou é de acreditar que pentecoste se baseia em simplesmente um jeito de cantar ou um tipo de levada musical em relação a cantar mesmo... acredito de verdade , que o pentecoste vem ate mesmo em uma brisa , em uma palavra, em uma musica a capela... eu sempre tive uma levada mais pop/rock, soul... misturadinho srsrs na verdade eu me vejo muito evoluída em tudo na área do meu jeito de adorar, mas ainda não tive oportunidade de mostrar , nem antes também , mas com certeza meu louvor sempre será do SENHOR, para ELE E POR ELE, talvez eu trilhe caminhos diversificados, dos de antes, mas a minha direção será sempre meu MESTRE! Acredito, também que o artista canta o que vive quando é genuíno... eu vivo Cristo! E fui chamada para uma grande obra e não poderei descer daqui!!! 
 Blog Ex Hetero: Como foi que sua família e amigos reagiram quando souberam de sua sexualidade? Como eles te tratam hoje? Você precisou de apoio psicológico nesse processo? Rosania Rocha: Os que eram meus amigos mesmo ficaram do meu lado (risos), quanto a minha família, sempre respeitamos uns aos outros, nunca fomos de muito grude (risos) sempre fomos diretos no que pensamos e ninguém entra na vida do outro... cada um reagiu como lhe devia. Me tratam normalmente, e estamos juntos sempre que podemos. Quanto a apoio psicológico, eu sempre tive pé no chão , eu sempre me achei muito pronta para ser verdadeira não só neste assunto mas em tudo que me rodeia... tipo assim, fui lidando com tudo naturalmente sem culpar ninguém, nem a mim mesma... sabia que não era por ai. 
Blog Ex Hetero: Como foi enfrentar a comunidade evangélica após o escândalo que envolveu você e uma grande pregadora do meio gospel. Houve ajuda ou rejeição? Alguém te estendeu apoio? Quem? Rosania Rocha: Isto sim foi difícil, porque eu amava aquele ministério do qual eu era membra a dez anos... construi junto aquela história e amava aquelas pessoas todas... fui rejeitada sim , claro é de praxe né? O ser humano se acha no direito de julgar e achar que sabe tudo! Mas recebi de pessoas que nunca imaginava , nem conhecia, apoio e isto foi o suficiente naquela época! Mas apoio mesmo, tive do meu irmão mais velho, ele foi naquele momento o único que lutou por mim, no sentindo de que eu me encontrava totalmente sem chão, ele foi meu amigo meu pai, meu irmão. E comprou minha briga que na época não foi pequena , mas isto é outra história! :) 
Blog Ex Hetero: Você chegou a se submeter a algum tratamento de reversão sexual? Em algum desses movimentos de “libertação para gays” como aExodus Internacional, que é bastante popular nos EUA, ou algum similar? Se sim, como foi essa experiência e como passou por ela? Rosania Rocha: Sim, (risos) eu tentei de tudo para sentir aceitação e paz novamente e por isso busquei os tratamentos que me “curassem” ou me “libertassem” seja qual fosse a suposta solução! Queria que me olhassem como antes, pois na minha mente eu era a Rosania de sempre, lutadora, verdadeira, amiga, falha, todavia eu mesma! Tentei a cura interior, regressão, quebra de maldição, desligamento de alma, quebra de vínculo e o que podia me ser oferecido como solução, afinal eu fiquei a mercê de tudo, uma vez que me vi sozinha e não entedia nada sobre isto mas queria ser o que esperavam de mim. O que fez a diferença naquele momento foi eu sempre ter muita intimidade com Deus, o que me era indispensável desde pequena. E foi na lembrança do que havia vivido que naquele momento em meio a tudo aquilo eu me permitir ser conduzida por Ele, por entender que somente Deus tem o poder de efetuar em minha sua vontade. Assim fui aprendendo, crendo que se Ele quisesse o faria, principalmente ao enxergar em mim o anseio de agradá-Lo. 
Blog Ex Hetero: Como e quando você ampliou sua visão espiritual para a teologia inclusiva? Foi difícil esse processo? Precisou quebrar seus próprios tabus e preconceitos? Rosania Rocha: Foi um processo diário que gradativamente ampliou-se através de cada experiência diária e continua. Não vejo diferença no cristão, o CRENTE EM JESUS é crente e pronto! E no mais a mais, no que eu acredito não mudou nada ,continua sendo o mesmo JESUS que salva , liberta e leva para o céu sem fazer acepção de pessoas, acolhe a todos que vem ate Ele e eu tenho sua GRACA que é abundante sobre mim! Sem dúvidas o processo foi dia a dia, mesmo porque nunca fui preconceituosa, mas quanto a tabus, sim aqueles que vc nem entende direito, mas esta lá só porque todo mundo vê, sabe como? Porém no momento de reagir, eu soube em Deus encontrar o caminho sem desesperar e isso eu sei é uma jornada constante!Somos todos inacabados e sempre no processo de aprendizado e crescimento. 
Blog Ex Hetero: Você já fez teologia ou algum curso ministerial? Nosso blog teve acesso a uma informação que você assumirá um posto ministerial em breve, é verdade? Você se sente preparada para assumir uma função de tamanha responsabilidade? Rosania Rocha: Fui consagrada a pastora há muitos anos atrás e sempre desenvolvi o meu chamado na igreja trabalhando para o Senhor em tempo integral então aprendia muito, estudava muito, investindo no meu ministério como cantora também, dando meu talento e minha vida em prol da obra do Senhor naquele país (USA). Não me vejo longe do trabalho do Senhor, e sempre coloquei tudo a disposição Dele, não será diferente agora; o que tenho a dizer? Bom, fico com a certeza de que Aquele que chama, também capacita e com certeza envia, respaldando em todo o tempo, suprindo em glória. Por isso tenho crido que Aquele que começou a boa obra em minha vida a aperfeiçoará! Estou nas mãos Dele! :) 
Blog Ex Hetero: O preconceito, principalmente por parte das igrejas evangélicas é muito grande. Como você tem se preparado para enfrentar a fúria de pastores como o Silas Malafaia e Marco Feliciano? Rosania Rocha: Eu sou uma cristã queiram eles ou não, a opinião deles é direito deles. Por outro lado eu nunca simpatizei com o jeito colérico do pastor Silas, desde a quando nos visitava por lá, porque acho que vai contra o que deveríamos realmente salientar: O AMOR, a mansidão, afinal isso é tão bonito, uma pessoa mansa, tranquila... Agora o pastor Feliciano, é um antigo colega, foi meu amigo quando precisei. Eu o admirei sempre, porque sempre o vi na postura de ficar na dele neste sentindo, como eu nao tenho acompanhado as coisas aqui no brasil diretamente , nao tenho nada a pensar a este respeito se nao a impressao que sempre tive dele antes! Vamos ver, espero que ele continue a mesma benção de sempre se importando diretamente com as almas! 
 Blog Ex Hetero: Como citei, acima o preconceito por parte das igrejas evangélicas à comunidade homossexual é muito grande. Falando do Pr. Ouriel de Jesus e sua família, que tiveram uma participação tão fraterna no início da sua vida ministerial, como você pretende lidar com a possível repressão que possa vir de um “amigo” e pastor de tamanha visibilidade no meio gospel? Rosania Rocha: Ele foi sim junto com sua família participantes da minha vida durante os meus dez primeiros anos nos Estados Unidos, anos estes seguidos de muita busca e conquistas para todos nós naquele lugar! Eles eram como pais e irmãos para mim, afinal tudo era tão novo e ao mesmo tempo assustador naquele país. Nesse ínterim eles me ajudaram, e também me deixaram colaborar e participar com o talento que Deus tinha me dado, e essa era minha maior alegria: servir ao Senhor. Eu sei que foi Deus foi quem quis me honrar naquele lugar... por isso a repreensão daqueles que se ausentaram nos momentos mais decisivos e difíceis, não valeria agora... muito menos alguém que não participou dos momentos mais agonizantes e terríveis quando mais precisei... não é ser cruel, é ser realista... eu só ouviria a repressão de quem esteve perto de mim e estes são os que mais importam para mim, realmente! Agora ao fato de visibilidade, afff, não me intimida nem um pouco esta posição de quem quer que seja! Respeito a todos,mas não temo ao homem! 
Blog Ex Hetero: O nosso blog começou uma campanha chamada#CristoesPelaPLC122. Qual sua opinião sobre o projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia no Brasil e que alguns grupos religiosos tem chamado de mordaça gay? Rosania Rocha: Eu estou angustiada com o tratamento humano aqui no Brasil , não só homofóbicos mas de tudo! Os cristãos ao invés de pregar a paz, incitam a guerra, a dor! É bíblico! Quer saber de uma coisa? A esperança é Cristo e se nós sendo cristãos agimos assim, hostilizando, jogando fora os que o Senhor quer trazer, menosprezando misturando aos que não sabem amar, quem nós somos? Para mim não conhecem a Cristo aqueles que tal coisa fazem, e eu não apoiaria tal ato! Sob nenhuma situação nem agora nem nunca! Então esta acontecendo aquilo que Deus quer, caminhos abertos, igrejas que acolhem, leis que protegem, isto e Deus purinho! Só não vê quem não quer! Deus não vai perder para o inimigo! Ele trará sim as almas, almas estas que ELE conhece e acompanha nas caladas da noite quando ninguém os vê gritando por socorro, por misericórdia e amor! Deus não vai deixar eles morrerem! Se o povo “cristão” não quer, não quis, e não sabem lidar, então Deus está levantando , preparando, quem quer e sabe entender a situação através da ótica do Pai amoroso que é o nosso Deus, e acolher a certeza de que SOMENTE O PAI PODE JULGAR OU DEFINIR O SENTIMENTO DE UM SER HUMANO! Prestem atenção, DEUS NUNCA PERDE!
 Blog Ex Hetero: Temos visto um grande assédio por parte da mídia com relação a Igreja Cristã Contemporânea dos pastores Fábio Inácio e Márcio Gladstone, que frequentemente aparecem em programas de TV, radio, jornais, revistas e sites. E com relação a essa curiosidade da mídia? Como pretende lidar com esse assédio? Rosania Rocha: Eu vivi muito tempo fora do país e acabei de chegar, então, não estou por dentro de tudo, mas a gente sempre ouve algumas coisas aqui e ali... A mídia é sempre curiosa e sempre fazem o seu trabalho e um pouco mais não importa como! Quanto a eu lidar não sei ainda... Eu vivo muito seriamente tudo que eu abraço e isto torna as coisas mais simplificadas para mim em todos os ângulos... Sei que terei muito chão para andar, mas sempre fui destemida, agora não será diferente! 
 Blog Ex Hetero: O que você diria aos jovens cristãos que estão desiludidos por não conseguirem se libertar e encontrar uma cura para homossexualidade? Rosania Rocha: Eu digo: “Queridos, não se precipitem nas suas vidas, não se desesperem , busquem a Deus o dia todo! Todo tempo! Não se iludam em viver a vida que outros querem para você, porque se funcionasse não estaríamos tao afligidos agora! Não interfira na vida de um terceiro, colocando uma pessoa na sua vida para se esconder do que você não pode fugir! Não faça isto! O único direito que é seu é o de se encontrar em Deus e esperar nEle! Pelo amor do Pai, não entre em desespero seguindo caminhos errados por se sentirem só! Você não está só! Deus tem um projeto para sua vida, do jeito que você é , se aceite e deixe o resto nas mãos do Todo Poderoso! Ele não te abandonará nem te jogará fora, Ele te mostrará o caminho, e te ensinara seu papel neste mundo! Não se entregue, CONTUDO A UMA ESPERANCA! JESUS CRISTO é SUA BANDEIRA, ELE TE AMA! Ele não te fez para depois refazer... CONFIA NELE!

domingo, 18 de novembro de 2012

Suponha que um Ímpio Vá para o Céu

Por um momento, suponha que você, destituído de santidade, tivesse a permissão de entrar no céu. O que você faria ali? Que possíveis alegrias sentiria no céu? A qual de todos os santos você se achegaria e ao lado de quem se assentaria? O prazer deles não é o seu prazer; os gostos deles não são os seus; o caráter deles não é o seu caráter. Como você poderia sentir-se feliz ali, se não havia sido santo na terra? Talvez agora você aprecie muito a companhia dos levianos e descuidados, dos homens de mentalidade mundana, dos avarentos, dos devassos, dos que buscam prazeres, dos ímpios e dos profanos. Nenhum deles estará no céu


Provavelmente, você ache que os santos de Deus são muito restritos, sérios e individualistas; e prefere evitá-los. Você não encontra nenhum prazer na companhia deles. Mas não haverá no céu qualquer outra companhia. Talvez você ache que orar, ler a Bíblia e cantar hinos são realizações monótonas e estúpidas, coisas que devem ser toleradas aqui e agora, mas não desfrutadas. Você reputa o dia de descanso como um fardo, uma fadiga; provavelmente, você não gasta mais do que um pequeníssima parte deste dia na adoração a Deus. Lembre-se, porém, de que o céu é um dia de descanso interminável. Os habitantes do céu não descansam, noite e dia, clamando: “Santo, santo, santo é o Senhor, Deus todo- poderoso” e cantam todo o tempo louvores ao Cordeiro. Como poderia um ímpio encontrar prazer em uma ocupação como esta? Você acha que um ímpio sentiria deleite em encontrar-se com Davi, Paulo e João, depois de ter gasto a sua vida na prática daquelas coisas que eles condenaram? O ímpio pediria bons conselhos a estes homens e acharia que tem muitas coisas em comum com eles? Acima de tudo, você acha que um ímpio se regozijaria em ver Jesus, o Crucificado, face a face, depois de viver preso nos pecados pelos quais Ele morreu, depois de amar os inimigos de Jesus e desprezar os seus amigos? Um ímpio permaneceria confiantemente diante de Jesus e se uniria ao clamor: “Este é o nosso Deus, em quem esperávamos… na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is 25.9)? Ao invés disso, você não acha que a língua de um ímpio se prenderia ao céu de sua boca, sentindo vergonha, e que seu único desejo seria o ser expulso dali? Ele haveria de sentir-se estranho em um lugar que ele não conhecia, seria uma ovelha negra entre o rebanho santo de Jesus. A voz dos querubins e dos serafins, o canto dos anjos e dos arcanjos e a voz de todos os habitantes do céu seria uma linguagem que o ímpio não entenderia. O próprio ar do céu seria um ar que o ímpio não poderia respirar.
Eu não sei o que os outros pensam, mas parece claro, para mim, que o céu seria um lugar miserável para um homem destituído de santidade. Não pode ser de outra maneira. As pessoas podem dizer, de maneira incerta, que “esperam ir para o céu”, mas elas não meditam no que realmente estão dizendo. Temos de ser pessoas que possuem uma mentalidade celestial e têm gostos celestiais, na vida presente; pois, do contrário, jamais nos encontraremos no céu, na vida por vir. Agora, antes de prosseguir, permita-me falar-lhe algumas palavras de aplicação. Pergunto a cada pessoa que está lendo este artigo: você já é uma pessoa santa? Eu lhe suplico que preste atenção a esta pergunta. Você sabe alguma coisa a respeito da santidade sobre a qual lhe estou falando? Não estou perguntando se você costuma ir regularmente a uma igreja, ou se você já foi batizado, ou se você recebe a Ceia do Senhor, ou se tem o nome de cristão. Estou perguntando algo muito mais significativo do que tudo isso: “Você é santo ou não?” Não estou perguntando se você aprova a santidade nos outros, se você gosta de ler sobre a vida de pessoas santas, de conversar sobre coisas santas, de ter livros santos em sua mesa, se você sabe o que significa ser santo ou se espera ser santo algum dia. Estou perguntando algo mais elevado: “Você mesmo é um santo ou não?” E por que eu lhe pergunto com tanta seriedade, insistindo com tanto vigor? Faço isto porque a Bíblia diz: “Segui… a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Está escrito, não é minha imaginação; está escrito, não é minha opinião pessoal; é a Palavra de Deus, e não a do homem: “Segui… a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Que palavras perscrutadoras e separadoras são estas! Que pensamentos surgem em meu coração, enquanto as escrevo! Olho para o mundo e vejo a maior parte das pessoas vivendo na impiedade. Olho para os cristãos professos e percebo que a maioria deles não têm nada do cristianismo, exceto o nome. Volto-me para a Bíblia e ouço o Espírito Santo: “Segui… a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Com certeza, este é um versículo que tem de fazer-nos considerar nossos próprios caminhos e sondar nossos corações; tem de suscitar em nosso íntimo pensamentos solenes e levar-nos à oração. Você pode menosprezar estas minhas palavras, dizendo que tem muitos sentimentos e pensamentos sobre estas coisas, mais do que muitos podem imaginar. Entretanto, eu lhe respondo: “Isto não é mais importante. As pobres almas no inferno fazem muito mais do que isto. O mais importante não é o que você sente e pensa, e sim o que você faz”. Você pode argumentar: “Deus nunca tencionou que todos os cristãos fossem santos e que a santidade, conforme a descrevemos, é apenas para os grandes santos e para pessoas de dons incomuns”. Eu respondo: “Não posso encontrar este argumento nas Escrituras; e leio que ‘a si mesmo se purifica todo o que nele [em Cristo] tem esta esperança’” (1 Jo 3.3). “Segui… a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). Você pode argumentar que é impossível ser santo e, ao mesmo tempo, cumprir todos os nossos deveres nesta vida: “Isto não pode ser feito”. Eu respondo: “Você está enganado”. Isto pode ser feito. Tendo Cristo ao nosso lado, nada é impossível. Outros já fizeram isto. Davi, Obadias, Daniel e os servos da casa de Nero, todos estes são exemplos que comprovam isto. Você pode argumentar: “Se nos tornássemos santos, seríamos diferentes das outras pessoas”. Eu respondo: “Sei muito bem disso. Mas é exatamente isso que você deve ser. Os verdadeiros servos de Cristo sempre foram diferentes do mundo que os cercava — uma nação santa, um povo peculiar. E você tem de ser assim, se deseja ser salvo!” Você pode argumentar que a este custo poucos serão salvos. Eu respondo: “Eu sei disso. É exatamente sobre isso que nos fala o Sermão do Monte. O Senhor Jesus disse, há muitos séculos atrás: “Estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7.14). Poucos serão salvos, porque poucos se dedicarão ao trabalho de buscar a salvação. Os homens não renunciarão aos prazeres do pecado, nem aos seus próprios caminhos, por um momento sequer. Você pode argumentar que estas são palavras severas demais; o caminho é muito estreito. Eu respondo: “Eu sei disso; o Sermão do Monte o disse”. O Senhor Jesus o afirmou há muitos séculos atrás. Ele sempre disse que os homens tinham de tomar a sua cruz diariamente e mostrarem-se dispostos a cortarem suas mãos e seus pés, se quisessem ser discípulos dEle. No cristianismo acontece o mesmo que ocorre em outros aspectos da vida: sem perdas, não há ganhos. Aquilo que não nos custa nada também não vale nada.

Está Consumado!

Por Horatius Bonar
 "Está consumado"! 

Aquele que faz esse anúncio sobre a cruz é o Filho de Deus; foi Ele quem disse havia apenas um dia antes, em vista dessa consumação:

"Eu te glorifiquei na terra, consuman­do a obra que me confiaste para fazer". Ele sabe o que está dizendo ao proferir isso; Ele é a "testemunha fiel e verdadeira". 

Suas pala­vras são verdadeiras e plenas de significado.


Ele faz esse anúncio diante do Pai, como se clamasse a Ele para confirmá-lo. Ele o faz diante do céu e da terra, diante dos homens e dos anjos, diante de judeus e gentios. Ele faz isso por nós. Ouçam, ó filhos dos homens! A obra que salva está concluída. A obra que justifica está feita. A perfeição anunciada dessa forma é grandiosa e significa­tiva. É aquela pela qual todos os confins da terra se interessam. Tivesse ela sido deixada inacabada, que esperança haveria para o homem ou para a Terra do homem? Mas ela foi começada; levada a cabo e consumada; nenhuma falha se encontra nela; não lhe falta parte alguma; nem um "i" ou um "til" falhou. Ela é completamente perfeita. Essa perfeição ou consumação nos proclama coisas como estas: a conclusão do propósito do Pai, a conclusão da expiação, a conclusão da obra justificadora, a perfeição do ato de levar o pecado e cumprir a lei, a perfeição da justiça, a perfeição da aliança e do selo da aliança. Tudo foi consumado, e consumado por Aquele que é o Filho do Homem e o Filho de Deus; consuma­do de modo perfeito e eterno; nada precisa ser acrescentado ou tirado dessa obra, seja pelo homem, por Satanás ou por Deus. O sepultamento do Substituto nada acrescenta a essa perfeição; a ressurreição não faz parte dessa obra justificadora. Tudo foi concluído na cruz. Tudo está tão consumado que o pecador pode imediatamen­te utilizá-lo para ter perdão, descanso, aceitação e justificação. Permanecendo ao lado desse altar, onde o grandioso holocaus­to foi colocado e consumido a cinzas, o pecador sente que lhe foram dadas todas as bênçãos. E que aquilo que foi garantido pelo altar ignora o pecador simplesmente em virtude de ele ter tomado a sua posição diante do altar, identificando-se dessa maneira, com a vítima. Ali, o descontentamento divino contra o pecado exauriu a si mesmo; ali, a justiça foi obtida para o injusto; ali, o aroma suave do descanso está continuamente su­bindo de Deus; ali, a completa inundação do amor divino está sempre fluindo; ali, Deus encontra o pecador em Sua mais ple­na graça, sem reservas ou impedimento; ali, a paz que foi feita por meio do derramamento de sangue é encontrada pelo peca­dor; ali, a reconciliação é proclamada, e a voz que a proclama do altar chega até os confins da terra; ali, os embaixadores da paz tomam sua posição para cumprir sua missão diplomática, rogando aos filhos dos homens que estão perto e distante, di­zendo: Agora "somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus". A ressurreição foi o selo grandioso e visível posto sobre essa perfeição. Ela foi a resposta do Pai ao clamor vindo da cruz: "Está consumado". Assim como no batismo Ele falou lá de Sua glória excelsa, dizendo: "Este é o meu Filho amado, em quem me com­prazo"; Ele também falou na ressurreição, não através de uma voz audível, mas dando, por meio dela, testemunho não apenas da ex­celência da Pessoa, mas também da perfeição da obra de Seu Filho Unigênito. A ressurreição nada acrescentou à propiciação feita na cruz; ela proclamou que ela já está consumada e é incapaz de ter um acréscimo ou uma perfeição maior. A ascensão contribuiu para esse testemunho, principal­mente o fato de Ele se assentar à destra de Deus. "Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos peca­dos, ASSENTOU-SE à destra de Deus" (Hb 10.12). "Depois de ter feito a purificação dos pecados, ASSENTOU-SE à direita da Majestade, nas alturas" (Hb 1.3). A postura em pé dos antigos sacerdotes demonstrava que a obra deles era uma obra incom­pleta. O fato de o nosso Sumo sacerdote se assentar notifica a todo o céu que a obra está consumada, e que a "eterna redenção foi obtida". E aquilo que foi anunciado no céu foi proclamado na Terra por aqueles a quem Deus enviou, no poder do Espírito Santo, para contar aos homens as coisas que nem olhos viram e nem ouvidos ouviram. Esse "assentar-se" continha o evangelho em si mesmo. A primeira nota desse evangelho ressoou em Belém, vinda da manjedoura onde o bebê foi posto; a última, veio do trono do céu, quando o Filho de Deus retornou, em triunfo, de Sua mis­são de graça na Terra e tomou o Seu lugar à destra da Majestade no céu. Entre esses dois extremos, a manjedoura e o trono, quanta coisa está contida para nós! Todo o amor de Deus está ali. A su­prema riqueza da graça divina está ali. A plenitude do poder, da sabedoria e da justiça, que surgiu não para destruir, mas para salvar, está ali. Esses extremos são as duas paredes divisórias dessa maravilhosa despensa da qual devemos nos alimentar durante os tempos eternos. Conhecemos um pouco do que está contido nessa casa do te­souro em alguma medida, mas o seu vasto conteúdo é imensurável e está além de toda a compreensão. A revelação eterna desse con­teúdo para nós será uma alegria perpétua. Além da excelência da herança, da beleza da cidade e da glória do reino, que nos levará a dizer: "Caem-me as divisas em lugares amenos", haverá em nos­so conhecimento sempre crescente das "insondáveis riquezas de Cristo", iluminação, renovação e satisfação, as quais, mesmo que todo o brilho exterior se desvanecesse, seriam suficientes para a nossa alma por todas as eras vindouras. A presente glória de Cristo é a recompensa por Sua humi­lhação aqui. Porque Ele a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz, Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome. Ele usa a coroa de glória porque usou a coroa de espi­nhos. De caminho, bebe na torrente e passa de cabeça erguida (Sl 110.7). Mas isso não é tudo. Essa glória à qual Ele é agora exaltado é o testemunho permanente, diante de todo o céu, de que Sua obra foi consumada na cruz. Ele disse: "Eu te glorifiquei na ter­ra, consumando a obra que me confiaste para fazer"; e depois ele acrescentou: "Agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo" (Jo 17.4,5).

sábado, 17 de novembro de 2012

O Desejo do Diabo

Pr Manoel de Jesus

 “O rei de Sodoma disse a Abraão: Dê-me as pessoas e pode ficar com os bens” (Gênesis 14.21).

No site do Dr. Jorge Pinheiro dos Santos, li uma frase de Guimarães Rosa, que o Dr. Jorge escolheu para colocar no site. Ei-la: “Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa existir para haver”. É notável como encontramos verdadeiras pérolas nas palavras dos homens, que se dirá quando lemos a Palavra de Deus.

O texto que citamos acima é pouco conhecido. Ao longo de minha vida cristã, nesses sessenta e cinco anos, jamais ouvi um sermão, ou li algum artigo sobre o mesmo. Nos grandes comentários, como Lange, Mattew Henry, e outros, há mensagens sobre ele, mas, já doei para um Seminário essas preciosas coleções. Se lermos o capitulo 19 de Gênesis, saberemos qual era o caráter do rei de Sodoma, e porque ele queria ficar com as pessoas. Neste mundo há muitas pessoas que negam a existência do Diabo, mas não podem negar sua influência, suas obras, e seu domínio sobre a humanidade. Seu poder é tanto, que Cristo o chamou de príncipe deste mundo. Por que príncipe e não rei? Porque acima dele está o Rei Jesus. Todo aquele que desejar servir ao demônio ele o aceita como servo. E pelas ações dos homens, ao longo da história, e, principalmente nos dias de hoje, vemos como ele é servido pelos homens. O Diabo é como o rei de Sodoma. Ele não quer coisas, ele quer pessoas. Tendo as pessoas em suas mãos, ele as transforma em seres horrendos. Horrendos em todos os sentidos. Ações, caráter, fisionomia (como me admiro quando vejo o que a droga faz nas pessoas nas vezes que colaboro com a comunidade batista Cristolândia, na Cracolândia!). Por mais que conviva com eles, não me acostumo. Dormem ao relento, na sujeira, no meio de fezes, perambulam sem destino, sem objetivo, sem ideal, sem propósito, diria, sem tudo. É preciso o Diabo existir para ele haver? Que frase feliz de Guimarães Rosa! A resposta de Abraão ao pedido do rei de Sodoma é profundamente sábia. Ele afirma que nada deseja, para que o rei de Sodoma venha, no futuro, a dizer que o enriqueceu. A primeira coisa que o Diabo oferece àqueles que lhe servem, é um prêmio, mas, como ele é o pai da mentira, logo depois os que lhe servem descobrem que o prêmio se chama morte. É esse o quadro que nos rodeia. O prêmio do pecado é sempre a morte. O desejo do Diabo é ter os homens em suas mãos para dominá-los, e dominá-los até o fim de suas vidas. O Diabo, servido pelos homens, levou Jesus a morte, e essa mesma morte, por estar nos planos do Pai e do Filho, foi o fim do domínio de Satanás. A morte de Cristo, resgatou-nos do poder do pecado, pois Cristo morrendo em nosso lugar, pagou o nosso pecado. Quem já pagou, não pode ser cobrado novamente. Satanás, o acusador, não tem de que nos acusar, pois através da morte de Cristo, fomos justificados perante Deus e sua Lei. Mesmo que o homem não creia em Deus, a sua obra realizada pela morte de Cristo, aí está. Ao longo da história temos provas de que ela aí está. Mesmo que muitos não creiam, milhões de vidas resgatadas do poder do Diabo, dão provas de que ele existe. Deus não deixa de existir porque os homens não creem. Ele não precisa da fé dos homens para existir. Suas obras aí estão. Elas são suas testemunhas. E, no futuro, serão elas que condenarão os que preferiram servir ao Diabo, mentor da morte, ao invés de crerem em Deus, o provedor da vida.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Perfeito amor

Por Maurício Zágari
Tenho lido e ouvido muitas coisas sobre o amor cristão. Vozes de todos os lados levantam as mais variadas teorias sobre como deve ser o amor entre nós, que pertencemos à família de Cristo. Já ouvi de tudo. E já vi de tudo. Adeptos de diferentes linhas são bem-sucedidos e malsucedidos em suas vidas amorosas ou afetuosas. Parece não haver a fórmula infalível da felicidade afetiva, que comprove na prática o que muitos defendem na teoria. Por isso fui às Escrituras tentar encontrar uma resposta. Não tenho a petulância de dizer "é assim" ou "é assado", mas podemos seguir pistas bíblicas que dão uma boa base para responder: afinal, como nós, cristãos, devemos amar? O amor é algo divino. Quando João diz em sua primeira epístola que "Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele", vemos que amor não é invenção de filmes de Hollywood ou de livros água com açúcar para adolescentes, é uma verdade bíblica e celestial absoluta. O amor existe. E é algo que identifica-se diretamente com a essência do Criador. Tanto é assim que 1 Coríntios 13 nos dá o retrato falado do amor ágape, o amor celestial. Não, não podemos usar esse texto para escrever cartas apaixonadas para nosso namorado ou nossa esposa, o amor a que Paulo se refere aqui é o de Deus e não o dos homens: jamais a humanidade pecadora e imperfeita conseguirá amar desse modo. Na prática é simplesmente um ideal inatingível. Apesar disso, podemos e devemos ver no amor de Deus um exemplo a ser seguido no amor entre os homens. Quando Jesus diz na famosa passagem de João 3.16, "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna", uma coisa fica clara: o amor que agrada Deus é aquele em que quem ama abre mão de si pelo outro. É o famoso "amor sacrificial". É o mesmo princípio proposto por Paulo em Efésios 5, onde lemos "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós". Logo em seguida, nesse mesmo capítulo, vemos a mulher sendo conclamada a submeter-se ao marido e o marido a amar a esposa como Cristo amou a Igreja. Em tudo aqui o que fica claro é o interesse da pessoa amada sendo posto acima do próprio interesse. Isso traz implicações de proporções inimagináveis. Se você ama alguém vai fazer o que for preciso para que o outro seja feliz. Vai abrir mão do próprio bem-estar pelo do outro. Nem que para isso tenha de destruir sua própria imagem e abrir mão, literalmente, do amor-próprio para que quem se ama trilhe um caminho que será melhor para ele. Se o melhor para quem você ama exige que desconstrua o que ele/ela admira em você, meu irmão, minha irmã, faça. Desglorifique aos olhos do outro o que ele mais admira na sua pessoa. É preciso que quem você ama esteja por cima e você, por baixo, se preciso for. Não foi o que João Batista fez por amor ao seu primo - que ele sabia que era o Verbo? "Convém que ele cresça e que eu diminua" é uma regra sólida do amor bíblico. Por amor à humanidade Filipenses 2.7 mostra que Jesus esvaziou-se de sua glória. Dispa-se da sua também, se é necessário para que quem você ama fique bem. O amor verdadeiro exigirá grande sacrifício e abnegação. Deus manda Abraão sacrificar o próprio filho, "a quem ama" (Gn 22.2), para provar seu amor ainda maior pelo Senhor. Se Pedro ama Cristo precisa deixar tudo de si para cuidar das ovelhas do Mestre. Enquanto todos fugiram para cuidar da própria segurança, João, o discípulo amado, correu o risco de ser morto mas não abriu mão de ficar junto ao seu amigo durante toda a crucificação. Abrir mão de si pelo outro. Sacrificar-se. Desglorificar-se. Humilhar-se. Perdoar. Diminuir-se, se preciso for. Caso contrário não é amor bíblico. O amor cristão necessariamente existe para a glória de Deus. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo é uma regra elementar dentro dessa visão. Dizer que se ama Deus é fácil, difícil é fazer com que o amor ao próximo como a si mesmo seja fato perceptível. É impossível glorificar o Senhor se você não exerce o amor pelo próximo em atitudes práticas. Aquele que diz que glorifica Deus e ama o próximo, mas põe os próprios interesses acima dos das outras pessoas, não glorifica Deus nem ama o próximo. Quem desampara o próximo não glorifica Deus nem ama o próximo. É por isso que o egocêntrico não glorifica Deus nem ama o próximo: ama o próprio ventre. Crê que o outro existe em função de si. Esquece que Romanos 12.10 afirma: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros". E é muito fácil identificar quem não põe o outro acima de si e, portanto, não ama o próximo nem a Deus - e assim não o glorifica: o tal agirá sempre em seu próprio favor. O amor bíblico também é belo. Cantares de Salomão nos mostra com clareza que Deus não nos propõe um amor de casamentos arranjados pelos pais ou desprovidos de um sentimento de profundo encantamento pela pessoa amada. Salomão era completamente embevecido pela amada e vice-versa. Amo a Deus não só porque racionalmente há razões para isso: eu o amo também porque Ele me deslumbra. Porque não há um dia sequer em que Ele deixe de atravessar meu coração. Nos períodos de minha vida em que razões variadas me fizeram cego a Cristo em meu coração e o mantiveram apenas na minha razão foi quando cometi os pecados mais torpes e vergonhosos de minha existência. Não é porque o amor da ficção é romântico que isso desmereça o romantismo do amor verdadeiro. Amor não é uma decisão. Isso soa bacana e espiritual para os ouvidos, mas é um descompasso com a vida real e mesmo com o amor bíblico. Não fosse assim, como explicar declarações de amor como "Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho" (Ct 1.2); "Eis que és formosa, ó querida minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas. Como és formoso, amado meu, como és amável!" (Ct 1.15,16); e "Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor. A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a direita me abrace" (Ct 2.5,6)?

Hereges são pessoas legais que ganham o ouvido e enganam o coração!

Por Josemar Bessa
Por que foi tão difícil para Paulo e os outros apóstolos combaterem os falsos mestres em seus dias? Muitas pessoas esperam que aqueles que deturpam e torcem as verdades bíblicas sejam pessoas não amáveis, sem simpatia, sem carisma... Paulo disse aos coríntios: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.” - 2 Coríntios 11:14 - “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo”. 2 Coríntios 11:3

Em toda a história da igreja homens que propagaram heresias destruidoras eram amáveis, simpáticos, falavam em amor ao próximo, se empenhavam em caridade... hoje é assim como sempre foi. Podemos ensinar doutrinas antibíblicas enquanto falamos em ajuda aos pobres, missão integral, igreja relevante... Na verdade, todas as religiões podem falar sobre temas simpáticos, agradáveis, caridosos... sendo mesmo assim o oposto da revelação bíblica. Podemos passar horas lendo Confúcio, Budismo... Mas nossa questão aqui são heresias que saem da igreja, de líderes na igreja, simpáticos, caridosos... Paulo quando fala sobre líderes que ensinam doutrinas heréticas e desviam homens da verdade, diz: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18 Falsos mestres são simpáticos, amáveis e adoram falar sobre amor. Mas o amor que é proposto é um tipo de amor completamente diferente do que a Bíblia ensina. É um sentimentalismo que põe a verdade de lado em nome do que chamam amor. Qualquer amor que é destrutivo para a verdade total do evangelho ( com todo seu lado ofensivo ao homem natural), qualquer amor que ignora a verdade e a vê como um obstáculo, chamando-a de dogmatismo... qualquer amor que é tolerante com o erro ou propaga o erro... tem que ser completamente evitado e combatido... porque isso não está nem próximo da essência daquilo que a Bíblia chama de amor. Toda conversa sobre amor, caridade, missão, união... que põe a verdade de lado é exatamente o trabalho dos falsos mestres, falsos profetas... Como é doce ouvir “paz, paz...” – “E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.” - Jeremias 6:14 – É isso que Paulo enfatiza: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18 Na história da igreja homens que ensinaram doutrinas terríveis eram homens simpáticos e amáveis. Ário (Arius 256-336) negava a divindade de Cristo. Ele defendia que o Logos e o Pai não eram da mesma essência, que o Filho era uma criação do Pai, que houve um tempo em que o Filho ainda não existia... Era um líder cristão em Alexandria. Mas é dito sobre ele que era um homem simpático, amável... Era descrito como - brilhante, companheiro, atraente... um tipo de cidadão que todos gostariam de ter ao seu lado em causas nobres. Um tipo de homem que todos gostavam de ver ensinando a Bíblia... ele foi imensamente popular nos seus dias... Exatamente o que Paulo disse: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18 Outro homem que ensinou as mesmas heresias foi Socino (Fausto Socinus 1539-1604) – Seu ensino rejeitou os pontos de vista ortodoxos teologia cristã no conhecimento de Deus, sobre a doutrina da Trindade, divindade de Cristo , e na soteriologia... Mas ele em si era um cara legal e simpático, amável... Ele é descrito como um verdadeiro cavaleiro. Sua moral estava acima de qualquer suspeita e era conhecido por sua cortesia infalível. É descrito como muito mais cortês do que os Reformadores que viveram na mesma época, Calvino, Lutero... Enfim, Socino é descrito como homem exemplar. Eis o motivo porque raramente é ou será popular combater e resistir os falsos mestres. Eis o motivo porque Paulo teve grandes problemas para combatê-los em Corinto, na igreja dos Gálatas, e em todas as outras igrejas. Falsos mestres, hereges... são amáveis, falam muito sobre o amor, em ajuda aos necessitados... são simpáticos, falam sobre “paz paz..” – então eles quase sempre são vistos como uma benção para a igreja. Eles sempre tem palavras cativantes. Eles são atenciosos. Eles falam o que muitos querem ouvir. Eles estão prontos a adaptar a verdade. Eles são cavaleiros... Então Paulo diz: ““e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Libertinagem no Espírito

Por Ruy Cavalcante
 Esta semana conversava com meu amigo cabo-verdense Leonid Fortes e percebi que tanto lá, quanto aqui, a realidade é a mesma. Quem dera só no Brasil as pessoas interpretassem e ensinassem a bíblia como bem entendem, seria apenas um país fadado ao fracasso espiritual no meio de tantos outros que iriam bem. O assunto em pauta era a tal liberdade que temos em Cristo, e como as pessoas têm administrado isso em nossas igrejas. Vejamos o texto chave:

 “Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade”. (2 Co 3:17) 


Não é novidade que grande parte de nossos irmãos, especialmente os jovens, se aproveitam desta liberdade para dar vazão a seus impulsos e a sua energia. Dessa maneira nos acostumamos a ver pessoas correndo desenfreadamente dentro da igreja, durante cultos mais “fervorosos”, pessoas gritando, pulando, girando de ponta à cabeça, adorando extravagantemente, fazendo do culto um verdadeiro circo dos horrores. Ora, fazer isso no culto (por exemplo), não é exercer liberdade, e sim libertinagem, é praticar uma liberdade sem bom senso, sem ordem, por impulso, tudo o que a bíblia disse para não fazer (1 Co 14:40). Mas então, de que liberdade o texto bíblico fala? No verso 14 do mesmo texto, temos a resposta quando Paulo diz: “mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido”. Ora, o capítulo 3 inteiro da segunda epístola de Paulo aos coríntios trata a respeito da antiga e da nova Aliança. A antiga sendo retratada como a “letra que mata” (assunto para outro post), e a nova refletida na “liberdade do Espírito”. Assim, a tal liberdade, tão importante para a vida de todo o Cristão, refere-se à liberdade do jugo da Lei mosaica e da escravidão do pecado, justamente o que Cristo conquistou na cruz por cada um de nós. Antes éramos escravos, agora somos livres e com livre acesso à presença de Deus. Esta é a liberdade do cristão, não se trata de alvedrio, nem de pular, nem de gritar ou de agir livremente sem controle. Vejamos outro texto: “Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo da escravidão”. (Gl 5:1) Novamente o assunto é jugo, escravidão. No verso 2 do mesmo texto Paulo fala sobre a circuncisão, uma vez que o povo continuava se submetendo às ordenanças da lei (jugo), circuncidando-se, quando na verdade fomos chamados à liberdade, ao jugo leve de Jesus (Mt 11:30). Impossível entender outra coisa. Falam-se muito nos exemplos de Davi quando tentamos dar credibilidade a essa libertinagem que toma conta de muitos cultos. Usasse exemplos de como ele pulou, gritou, e fez coisas semelhantes a essa. Mas se formos atentos e cuidadosos, perceberemos que em nenhuma das oportunidades que Davi agiu dessa forma, ele estava num culto, numa ministração no Tabernáculo, antes ele estava em comemorações, festejando vitórias em guerras, no meio da rua, ou junto do povo. Nunca ministrando a Deus diante do povo. Meus irmãos, pular, gritar e rodopiar não é necessariamente pecado, mas existem lugares corretos para se fazer isso, e esse lugar não é o culto a Deus. Lembre que o culto é a Deus, não a nós mesmos. Vamos ao culto não para receber, mas para entregar, entregar nossa adoração a Deus. Certa vez dois rapazes resolveram acrescentar algo que acharam interessante em suas ministrações de adoração, algo que não foi ensinado, que Deus não ordenou. O resultado disso vocês podem verificar no capítulo 10 de Levíticos. Se liga irmão, vamos viver um cristianismo bíblico, não torne aquilo que você gosta numa verdade bíblica! E que Deus nos abençoe sempre, perdoando nossa dificuldade em entendê-lo. .... Em tempo: Não vejo problema algum em você dançar, bater palmas e até pular durante o culto, desde que com isso você esteja festejando a Deus. O problema são nossos exageros e nossa falta de bom senso, pois tornamos essas coisas um elemento do culto, transformando-o apenas num show, sem ordem alguma, e sem a mínima decência. Um culto sem isso, continua sendo um culto, por outro lado, um culto com esses exageros se torna um circo.

QUANDO A DOR NOS SUFOCA

Por Pr. Silas Figueira

 “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.” (Mt 26.38,39) 

 As horas que antecederam a crucificação foram horas de grande angústia para Jesus. Na noite em que Ele foi traído, após a ceia, Jesus se retirou com os discípulos para o jardim chamado Gêtsemani. Ali, Jesus disse para os seus discípulos que Sua alma estava triste até a morte e que eles velassem com Ele naquele momento. Era tamanha a Sua tristeza que Ele pede ao Pai que se fosse possível o livrasse daquele cálice que estava por beber. Por três vezes Jesus fez essa oração para que o Senhor o livrasse da morte, mas ao mesmo tempo em que o Senhor pede para que o Pai o livrasse da morte, o Senhor Jesus diz que não era para ser feita a Sua vontade, mas a do Pai. O cálice que Jesus estava por tomar não era o sofrimento físico, mas o sofrimento espiritual, pois, na cruz Ele iria sofrer o abandono do Pai e vivenciar o inferno. O inferno é a morte eterna, lugar de angústia eterna, onde há “choro e ranger de dentes” (Mt 13.50). É onde Deus não está, pois o Pai não compactua com o pecado e Jesus tomou sobre si os nossos pecados se fazendo pecado em nosso lugar. Vemos com isso a enormidade do pecado e o caráter de seu salário (Rm 6.23). Por isso que na cruz o Senhor clamou: “Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). Essas palavras de Cristo na Cruz do Calvário eram o cumprimento profético do Salmo 22.1 que diz assim: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido?” Não temos ideia do que Davi passou para proferir tais palavras, mas sabemos o que isso significou na vida do Filho de Deus naquelas horas de abandono. Durante aquelas seis horas em que Cristo esteve preso naquela cruz, foram as horas de maior angústia que o Nosso Senhor passou para que a nossa dívida diante do Pai fosse paga. Por isso que o apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos disse: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 8.32). Jesus foi entregue pelo Pai para morrer a nossa morte para vivermos Sua vida. Hoje, através da morte de Jesus em nosso lugar, temos livre acesso a presença do Pai sem precisarmos oferecer sacrifícios como era necessário no AT ou como muitos líderes andam ensinando por aí. Por isso, que por maior que seja a dor que estejamos passando, não se compara ao sofrimento que Jesus passou naquelas horas pendurado na cruz. Por isso que o apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios disse: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4.17,18). Em outras palavras, por maior que seja o nosso sofrimento nesta vida não se compara ao gozo eterno que teremos junto ao Pai na eternidade. Aliás, é sempre bom lembrar o que a Palavra de Deus nos fala em relação ao sofrimento dos cristãos. Vejamos alguns textos que nos mostram o quanto o Senhor tem cuidado de nós: “Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades. Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Sl 103.10-14). “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13). “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos” (Rm 8.26,27). O Espírito Santo nos assiste nos momentos mais difíceis de nossa vida. É ele quem nos conforta e nos consola nas horas de sofrimento. Sem a ação confortadora e consoladora do Espírito Santo nós, certamente, seríamos consumidos pela dor que muitas vezes nos atinge. Por isso que apóstolo Paulo nos diz: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos” (2Co 4.8,9). Por pior que seja a dor e o nosso sofrimento em todas as coisas nós somos mais que vencedores. Jesus nunca nos prometeu uma vida fácil ao seu lado, mas Ele disse que estaria conosco todos os dias até a consumação do século (Mt 28.20). Muitas vezes a presença do Senhor conosco não soluciona o problema, mas nos trás um grande conforto, uma paz que não há explicação, pois é uma paz que excede todo entendimento, e que guarda o nosso coração e a nossa mente (Fl 4.7). Mas só desfrutam dessa paz aqueles que têm Cristo como Senhor de suas vidas. Aqueles que confiam nEle, não só para esta vida, mas para a vida eterna na presença do nosso Deus para todo o sempre (Ap 21.1-7). Por isso que quando o apóstolo Paulo estava preso e próximo da morte iminente, escreveu a Timóteo dizendo: “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2Tm 4.6-8). Quando a angústia vier saiba que o Senhor está ao seu lado todos os dias para lhe consolar. Não quero com isso dizer que não teremos sequelas em nossa vida, seria muita presunção e ingenuidade de minha parte falar tal coisa, mas que essas sequelas não sejam maiores que a nossa superação com a ajuda do nosso Deus. Somos humanos e não robôs. Até Jesus chorou no túmulo de Lázaro, quem somos nós para não chorarmos diante das adversidades da vida também? Uma coisa é sofremos diante das perdas e lutas que a vida nos proporciona, outra coisa é afundarmos num poço de angústia e depressão podendo sair dele com a ajuda do nosso Deus.

domingo, 11 de novembro de 2012

AURELINO LEAL


UM NOVO TEMPO, UMA NOVA HISTÓRIA. O POVO ESTÁ ANSIOSO PARA QUE O DIA 1 DE JANEIRO CHEGUE LOGO.

CONFIRMADO


DIA 01 DE JANEIRO DE 2013, NA POSSE DA PREFEITA ELEITA LIU ANDRADE.

Pierre Onassis na Marcha pra Jesus da Bahia



A 2ª Marcha Para Jesus de Conceição do Jacuípe, na Bahia, acontecerá neste domingo (11/11). O evento contará com a participação de Pierre Onassis, que ministrará para o público as canções animadas do seu primeiro álbumDeus é bom demais, lançado pela Central Gospel Music. O evento terá início às 15h, com saída de trio elétrico da Associação Atlética Berimbau até a Praça Benjamim Costa. Em 2011, o evento reuniu cerca de 10 mil pessoas e contou com vários artistas gospel, além de inúmeras igrejas locais e de outras cidades, como Coração de Maria, Amélia Rodrigues, Catu, Teodoro Sampaio e Feira de Santana.

Ana Paula Valadão pede perdão por comentário polêmico

Após polêmica envolvendo a cantora Ana Paula Valadão, ela escreveu em seu blog um pedido de desculpa para todas as pessoas que se sentiram ofendidas com suas palavras durante o culto de mulheres que aconteceu na última quarta-feira de outubro. Na ocasião ela ministrava sobre os benefícios do jejum,dizendo que não consegue entender como pode ter pastores barrigudos. “Gente, não combina com uma liderança”, disse ela diante de milhares de mulheres que lotavam a sede da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. No blog Ana Paula Valadão diz que se expressou mal e que a obesidade não é nenhum impedimento para que a pessoa exerça um cargo de liderança nas igrejas. “Quero pedir desculpas às pessoas que se ofenderam com algumas colocações que fiz em um dos cultos de mulheres. Eu me expressei mal. Obesidade não é um impedimento para o exercício da liderança e da espiritualidade”. Mesmo se desculpando, a líder do Diante do Trono aproveita o momento para reafirmar suas posições a respeito do jejum dizendo que é uma ferramenta essencial para os cristãos, sendo líderes ou não. “De qualquer forma, continuo acreditando que a prática do jejum, da oração, da leitura da Bíblia e das disciplinas espirituais são fundamentais, não apenas para os líderes, mas, para todos os cristãos”.

As sinagogas de satanás e o evangelho pós-moderno

Pão e circo! Como na Roma Antiga, são os vetores em torno dos quais gira a sociedade hodierna, diz o Bispo Walter McAlister, em seu livro O fim de uma era. “Não há nada a que se atribua mais relevância senão necessidades e prazer: primeiro o que vai encher a minha barriga e depois o que vai me divertir”. E onde entra a igreja nisto? “Está ela sendo fortemente sugada por um redemoinho de forças culturais e não tem mais uma âncora para segurá-la. O que vemos na igreja é uma desorientação profunda. Ela se segura em qualquer coisa para tentar encontrar sua missão”, prossegue o Bispo. A igreja de nossos dias, de forma majoritária, propugna por uma verdadeira emancipação da reforma protestante, iniciada em 1517 por Martinho Lutero. O objetivo parece ser a aquisição de total independência por parte dos que assim fazem, a fim de que possam dar os rumos que bem quiserem às atividades eclesiásticas. Vemos a inovação interpretativa, a insuficiência das Escrituras, o abandono da sã teologia, o uso de recursos de marketing, a luta por poder e legitimidade, tudo isso em total detrimento dos princípios e postulados, essencialmente bíblicos, deixados como legado pelos reformadores. A passos largos caminha a igreja pós-moderna rumo à promoção do espetáculo mais inovador que faça os templos se encherem cada vez mais, da estratégia que mais desperte a atenção do público — sobretudo da juventude — e das mais variadas soluções de marketing empresarial. Jesus é a logomarca! “Importa antes ver a igreja cheia! As pessoas estão ‘se convertendo’”, é o que ouvimos e lemos. Nos EUA, por exemplo, as igrejas chegam até mesmo a promover enquetes com não-crentes, com o intuito de saber o que gostariam eles de ver na igreja para que passassem a participar de suas atividades — quase chegamos a esse ponto! Falta pouco. Penso ser a culturalização do evangelho, a mundanização da igreja. É picadeiro e não púlpito. “A igreja hoje tem ânsia por poder e legitimidade. Logo, quando um conjunto toca uma música, dizem ‘vocês são tão bons que parecem Os Paralamas do Sucesso’. Ou seja, nossos parâmetros de comparação estão no mundo. Nossos parâmetros de importância também são mundanos. Por exemplo: o pastor que realmente tem uma boa palavra tem de estar na televisão, porque, se não estiver, não deve ter muita importância. E, de fato, a igreja está se perdendo nessa sociedade de aparências e correndo atrás daquilo que não é essencial. A igreja hoje é vítima de si mesma, mas, fundamentalmente, é vítima de sua ignorância da Palavra, da ignorância de quem ela é e a quê veio, do porque da sua existência”, arremata McAlister. Afirmo que essas congregações são verdadeiras sinagogas de satanás. Estão a seu serviço. “Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado”(NVI)! É a sentença proferida pelo apóstolo Paulo em Gálatas 1:8. No verso 6 do mesmo capítulo, o apóstolo, estupefato, diz: “Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho”. As igrejas da Galácia estavam sendo seduzidas e enredadas pelos falsos mestres que traziam ensinos judaizantes. Asseveram que Paulo não era um apóstolo autorizado e que o homem não poderia ser justificado somente mediante a fé em Cristo Jesus, mas que ainda devia fiel observância aos ritos cerimoniais da lei de Moisés (At 15:1,5). Ora, assim quiseram eles tornar a obra de Cristo na cruz insuficiente e, por essa razão ultrajante, de negação do próprio Deus da graça, de forma severa e intrépida, Paulo brande a espada do Espírito contra esses hereges. Paulo encontra-se perplexo com a atitude das igrejas cristãs da Galácia. Outrora haviam eles acatado com tanto entusiasmo o evangelho de Cristo para logo depois abandoná-lo, e passar a uma outra doutrina, a um outro evangelho, o qual, em verdade, não é outro. Tão rapidamente apostataram eles da fé, abandonaram o Deus da graça. O reformador João Calvino, citado pelo Rev. Hernandes Dias Lopes, denuncia esse mesmo desvio em seus dias, ao escrever: “Os papistas decidiram conservar um Cristo pelas metades e um Cristo mutilado, e nada mais, e estão, portanto, separados de Cristo. Estão saturados de superstições, as quais são frontalmente opostas à natureza de Cristo”. A carta aos Gálatas é absurdamente pertinente à realidade que vivemos nos dias de hoje. Encaixa-se como uma luva no contexto situacional moderno. Traz um tom apologético com profunda necessidade de ser resgatado, a fim de quebrar o mórbido silêncio que impera nos templos de nossas congregações. Silêncio esse oriundo de ministros que zelam mais por sua própria reputação do que pelo anúncio do verdadeiro evangelho e pelo frontal e declarado combate à enxurrada de doutrinas heréticas e humanistas, que assolam a igreja contemporânea. Tais ministros jamais poderão afirmar, como Paulo, que se buscassem agradar a homens não seriam servos de Cristo (Gl 1:10). “São pastores que apascentam a si mesmos. Líderes que se servem das pessoas para erguer um monumento à própria vaidade”, diz o Rev. Hernandes Lopes. Arvoremos a bandeira do evangelho de Cristo, dos apóstolos, dos reformadores, dos puritanos. Resgatemos nossas origens, nossas raízes, pelo Senhor estabelecidas, e nos lembremos do firme fundamento de nossa fé, o qual é Jesus Cristo (1 Co 3:11). *** Sobre o autor: Protestante reformado. Membro da Igreja Presbiteriana Iawe Nissi. Um vaso de barro a serviço do Reino de Deus e em defesa do Evangelho de Jesus Cristo. Inimigo declarado do movimento evangélico emergente e das doutrinas humanistas e diabólicas. Alguém em defesa da sã doutrina.

RESPOSTAS PARA UMA ORAÇÃO

A família que foi escolhida para receber João Batista era uma família temente a Deus. O próprio Lucas declara que Zacarias e Isabel viviam “irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (v. 6). O anjo se aproxima de Zacarias e afirma que a oração dele foi respondida. Como deve ter sido difícil por alguns instantes para Zacarias compreender o que estava acontecendo. Durante anos ele pediu por um filho e agora, em sua velhice, Deus fala que atendera a sua oração. Lucas 1:13-25 13 Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. 14 E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, 15 porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. 16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, 17 e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto. 18 Disse, então, Zacarias ao anjo: Como saberei isso? Pois eu já sou velho, e minha mulher, avançada em idade. 19 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas. 20 Todavia ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam, porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir. 21 E o povo estava esperando a Zacarias e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo. 22 E, saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam que tivera alguma visão no templo. E falava por acenos e ficou mudo. 23 E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa. 24 E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu e, por cinco meses, se ocultou, dizendo: 25 Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens. Isto deve nos servir de exemplo para que possamos persistir em oração e saber que Deus sempre tem o melhor para nós mesmo quando não ocorre do nosso jeito. Com isto aprendemos algumas lições sobre uma oração respondida. Duas perguntas podem ser feitas nesta situação para que possamos meditar: a) Quando uma oração é respondida? b) Quais os resultados de uma oração respondida? Quando uma oração é respondida? A primeira coisa que precisamos entender é saber identificar quando nossa oração é respondida. Não é muito fácil, pois nosso coração costuma ser imediatista e ansioso. Mas temos que ter em mente que toda oração de um filho de Deus é atendida. Nenhuma súplica dos verdadeiros filhos de Deus é deixada sem respostas. Mas precisamos compreender algumas coisas. 1. A oração é respondida no tempo de Deus (v. 13) Zacarias orava por um filho havia algum tempo. Como disse no sermão anterior, fico imaginando quantos escárnios e deboches que esse casal sofrera ao longo dos anos. Uma mulher que não conseguia engravidar era uma vergonha para a ela e para seu esposo. Muitos homens davam cartas de divórcio para suas companheiras porque não suportavam a humilhação. Zacarias e Isabel eram pessoas que estavam sempre aos pés do Senhor e por isso não se deixavam abalar. Mas com certeza não perderam as esperanças de que um dia Deus iria honrá-los, nem que fosse na eternidade. Um fato interessante é que o anjo o cumprimenta de uma forma que mostra que ele nunca cessou de orar. Talvez em seu coração ele já nem mais esperava nada, mas ainda assim não deixava de orar para tirar a vergonha que passava. Muitas vezes ficamos ansiosos e tristes quando não somos respondidos em nossas preces. Mas esta é de fato a primeira grande lição que devemos aprender: nossas orações são atendidas no tempo de Deus. A Bíblia é cheia de exemplos deste tipo direta e indiretamente. Imagine quantos anos Abraão orou até ter sua oração respondida. Pense em quantas noites tristes José passou no cativeiro orando e pedindo a Deus que o livrasse. Pense no desespero que assolava o coração de Ana ao suplicar durante anos que Deus a concedesse o privilégio de ter um filho. Meu amado e minha amada, Deus é dono de tudo, inclusive o tempo. Ele é que determina o tempo para todas as coisas debaixo do sol (Ec 3). Mas Ele sempre ouve a oração de seus filhos e atende conforme o tempo dEle, que nem sempre é o nosso tempo. Não desanime e nem pense que Deus o abandonou, ou que Ele não olha para você. Zacarias e Isabel tinham tudo para pensar isto, mas ainda assim oravam diante de Deus e não ficaram tristes com o tempo que Deus estabelecera. 2. A oração é respondida quando está dentro da vontade de Deus (v. 14, 15) Uma das coisas que mais fico triste é quando ouço a frase de efeito “A oração muda o coração de Deus”. Creio que quem criou esta frase não conhece o mesmo Deus que a Bíblia apresenta. Nada muda aquilo que Deus já determinou pela sua soberania. Nada muda o que Deus decretou em sua eterna e infinita sabedoria. Deus é dono de tudo e de todos. Toda e qualquer oração para ser atendida precisa e deve estar no centro da vontade de Deus. Quando oramos por algo que está fora da vontade de Deus com certeza não seremos atendidos. Pode até ocorrer, como foi o caso do reino de Saul, que Deus permita que ocorra para nos dar uma lição, mas não quer dizer que ele respondeu, antes quer dizer que nos disciplinou. Zacarias e Isabel foram escolhidos para trazerem ao mundo aquele que viria antes do Messias. Eles queriam um filho, Deus lhes deu um arauto Seu. Isto significa que era da vontade de Deus que aquele casal tivesse um filho, mas não um filho simplesmente, mas o maior daqueles que nascem de mulher. Talvez você esteja orando por coisas que estão nitidamente fora da vontade de Deus. Muitos oram por namoros com pessoas que não têm um compromisso com Cristo, Deus não pode responder a este tipo de oração. Também existem aqueles que oram somente para ter e não para ser alguma coisa. Com certeza é uma oração que não será respondida. Mas vale lembrar aqui que este casal estava aos pés do Senhor, e somente aos pés do Senhor podemos saber de sua vontade. Não é possível saber a vontade de Deus quando não se busca sua presença, nem se coloca diante de sua Palavra. Hoje meu amado e minha amada, comece um novo propósito em sua vida, mantenha-se aos pés do Senhor. Tome Zacarias e Isabel como exemplos para sua vida e deixe Deus fazer tudo conforme Sua vontade soberana. Quais os resultados de uma oração respondida?Eis uma pergunta que poderíamos fazer uma lista que corre pelas páginas das Escrituras Sagradas, mas vou me contentar em listar aquilo que o texto lido nos mostra com muita clareza e propriedade. 1. A oração respondida traz alegria real (v. 14) A primeira coisa que ocorre no coração quando temos uma oração respondida é a alegria. Não uma alegria qualquer, mas a alegria que vem por saber que Deus está no controle de todas as coisas. A alegria de saber que Deus não nos deixa desamparados e que nunca irá nos abandonar. Gabriel não está se referindo da alegria do nascimento de uma criança, ele já refere ao ministério frutífero que o filho de Zacarias e Isabel teria. O anjo do Senhor já está mostrando que João não traria apenas alegria ao coração dos pais, mas seria instrumento da alegria maior, a do arrependimento e do retorno a Deus. Veremos em sermões posteriores que o ministério de João seria o ministério do arrependimento. Este é o primeiro passo de alguém que quer realmente se aproximar de Deus. É o primeiro passo para que possamos alcançar a verdadeira alegria. Meu amado talvez você não esteja sentido alegria porque suas orações de fato não estão sendo respondidas, pois estão fora da vontade de Deus e não são feitas para glória dEle. Zacarias e Isabel oravam, mas queriam que tudo fosse para glória de Deus. A glória de Deus deve ser o alvo e a fonte de nossa alegria. 2. A oração respondida opera para a glória de Deus (v. 15, 16) Se olharmos o ministério de João Batista pela ótica de seus pais talvez não vejamos alegria alguma. João morreu muito novo. Provavelmente seus pais ainda viviam, apesar da idade deles quando João nasceu. Com trinta anos aproximadamente ele foi decapitado. Tudo isto fruto do ministério que o anjo disse que traria alegria. Todavia vale ressaltar mais uma vez que alegria aqui tem haver com o arrependimento que seria a base do ministério de João. No verso 16 vemos que muitos de Israel ser converterão ao Senhor através deste ministério de arrependimento. Tudo é fruto de uma obra que é feita para a glória de Deus. Uma das coisas que devemos pensar antes de pedir alguma coisa em oração é o seguinte: o que estou pedindo será para glorificar a Deus? Creio que muitas orações não são atendidas porque não visam à glória de Deus. Paulo afirma que qualquer coisa que fizermos deve ser para a glória de Deus (I Co 10:31). Se comer e beber deve ser para glória de Deus, quanto mais nossa oração. Talvez sua oração esteja cheia de egoísmo ou você está pedindo coisas somente para sua glória ou satisfação pessoal. Talvez em seus pedidos haja somente interesses pessoais e os interesses do reino ficam em segundo plano. Nossa oração deve ser para glória de Deus e o fortalecimento de sua obra. 3. A oração respondida fortalece a obra do Senhor (v. 17) Infelizmente estamos vendo uma banalização da oração. A oração quando feita dentro dos moldes aqui descritos além de levar alegria e glorificar a Deus, fortalece a obra do reino do Senhor. Uma oração respondida é um testemunho e um alento para a obra de Deus. Orações que visam apenas interesses humanos não podem ser consideradas orações que fortalecem a obra. O que mais tenho ouvido no mundo são críticas contra grupos que usam oração como meio de fortalecer apenas a igreja e atender os anseios pessoais. O que vemos nas Escrituras é que tudo deve convergir para que a obra de Deus se concretize. No evangelho de João o escritor sacro afirma que todos os sinais que foram feitos visavam alcançar o coração das pessoas para que estas cressem (Jo 20:31). Sua oração não pode ter como alvo fortalecer o seu bolso ou seu ego. Antes a verdadeira oração deve visar engrandecimento do evangelho de Cristo. Devemos orar cada vez mais para que Deus possa operar neste mundo através de nossas vidas. Devemos orar para que Deus possa nos fazer instrumentos da paz e do amor que emanam da cruz.