sábado, 17 de novembro de 2012

O Desejo do Diabo

Pr Manoel de Jesus

 “O rei de Sodoma disse a Abraão: Dê-me as pessoas e pode ficar com os bens” (Gênesis 14.21).

No site do Dr. Jorge Pinheiro dos Santos, li uma frase de Guimarães Rosa, que o Dr. Jorge escolheu para colocar no site. Ei-la: “Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa existir para haver”. É notável como encontramos verdadeiras pérolas nas palavras dos homens, que se dirá quando lemos a Palavra de Deus.

O texto que citamos acima é pouco conhecido. Ao longo de minha vida cristã, nesses sessenta e cinco anos, jamais ouvi um sermão, ou li algum artigo sobre o mesmo. Nos grandes comentários, como Lange, Mattew Henry, e outros, há mensagens sobre ele, mas, já doei para um Seminário essas preciosas coleções. Se lermos o capitulo 19 de Gênesis, saberemos qual era o caráter do rei de Sodoma, e porque ele queria ficar com as pessoas. Neste mundo há muitas pessoas que negam a existência do Diabo, mas não podem negar sua influência, suas obras, e seu domínio sobre a humanidade. Seu poder é tanto, que Cristo o chamou de príncipe deste mundo. Por que príncipe e não rei? Porque acima dele está o Rei Jesus. Todo aquele que desejar servir ao demônio ele o aceita como servo. E pelas ações dos homens, ao longo da história, e, principalmente nos dias de hoje, vemos como ele é servido pelos homens. O Diabo é como o rei de Sodoma. Ele não quer coisas, ele quer pessoas. Tendo as pessoas em suas mãos, ele as transforma em seres horrendos. Horrendos em todos os sentidos. Ações, caráter, fisionomia (como me admiro quando vejo o que a droga faz nas pessoas nas vezes que colaboro com a comunidade batista Cristolândia, na Cracolândia!). Por mais que conviva com eles, não me acostumo. Dormem ao relento, na sujeira, no meio de fezes, perambulam sem destino, sem objetivo, sem ideal, sem propósito, diria, sem tudo. É preciso o Diabo existir para ele haver? Que frase feliz de Guimarães Rosa! A resposta de Abraão ao pedido do rei de Sodoma é profundamente sábia. Ele afirma que nada deseja, para que o rei de Sodoma venha, no futuro, a dizer que o enriqueceu. A primeira coisa que o Diabo oferece àqueles que lhe servem, é um prêmio, mas, como ele é o pai da mentira, logo depois os que lhe servem descobrem que o prêmio se chama morte. É esse o quadro que nos rodeia. O prêmio do pecado é sempre a morte. O desejo do Diabo é ter os homens em suas mãos para dominá-los, e dominá-los até o fim de suas vidas. O Diabo, servido pelos homens, levou Jesus a morte, e essa mesma morte, por estar nos planos do Pai e do Filho, foi o fim do domínio de Satanás. A morte de Cristo, resgatou-nos do poder do pecado, pois Cristo morrendo em nosso lugar, pagou o nosso pecado. Quem já pagou, não pode ser cobrado novamente. Satanás, o acusador, não tem de que nos acusar, pois através da morte de Cristo, fomos justificados perante Deus e sua Lei. Mesmo que o homem não creia em Deus, a sua obra realizada pela morte de Cristo, aí está. Ao longo da história temos provas de que ela aí está. Mesmo que muitos não creiam, milhões de vidas resgatadas do poder do Diabo, dão provas de que ele existe. Deus não deixa de existir porque os homens não creem. Ele não precisa da fé dos homens para existir. Suas obras aí estão. Elas são suas testemunhas. E, no futuro, serão elas que condenarão os que preferiram servir ao Diabo, mentor da morte, ao invés de crerem em Deus, o provedor da vida.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Perfeito amor

Por Maurício Zágari
Tenho lido e ouvido muitas coisas sobre o amor cristão. Vozes de todos os lados levantam as mais variadas teorias sobre como deve ser o amor entre nós, que pertencemos à família de Cristo. Já ouvi de tudo. E já vi de tudo. Adeptos de diferentes linhas são bem-sucedidos e malsucedidos em suas vidas amorosas ou afetuosas. Parece não haver a fórmula infalível da felicidade afetiva, que comprove na prática o que muitos defendem na teoria. Por isso fui às Escrituras tentar encontrar uma resposta. Não tenho a petulância de dizer "é assim" ou "é assado", mas podemos seguir pistas bíblicas que dão uma boa base para responder: afinal, como nós, cristãos, devemos amar? O amor é algo divino. Quando João diz em sua primeira epístola que "Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele", vemos que amor não é invenção de filmes de Hollywood ou de livros água com açúcar para adolescentes, é uma verdade bíblica e celestial absoluta. O amor existe. E é algo que identifica-se diretamente com a essência do Criador. Tanto é assim que 1 Coríntios 13 nos dá o retrato falado do amor ágape, o amor celestial. Não, não podemos usar esse texto para escrever cartas apaixonadas para nosso namorado ou nossa esposa, o amor a que Paulo se refere aqui é o de Deus e não o dos homens: jamais a humanidade pecadora e imperfeita conseguirá amar desse modo. Na prática é simplesmente um ideal inatingível. Apesar disso, podemos e devemos ver no amor de Deus um exemplo a ser seguido no amor entre os homens. Quando Jesus diz na famosa passagem de João 3.16, "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna", uma coisa fica clara: o amor que agrada Deus é aquele em que quem ama abre mão de si pelo outro. É o famoso "amor sacrificial". É o mesmo princípio proposto por Paulo em Efésios 5, onde lemos "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós". Logo em seguida, nesse mesmo capítulo, vemos a mulher sendo conclamada a submeter-se ao marido e o marido a amar a esposa como Cristo amou a Igreja. Em tudo aqui o que fica claro é o interesse da pessoa amada sendo posto acima do próprio interesse. Isso traz implicações de proporções inimagináveis. Se você ama alguém vai fazer o que for preciso para que o outro seja feliz. Vai abrir mão do próprio bem-estar pelo do outro. Nem que para isso tenha de destruir sua própria imagem e abrir mão, literalmente, do amor-próprio para que quem se ama trilhe um caminho que será melhor para ele. Se o melhor para quem você ama exige que desconstrua o que ele/ela admira em você, meu irmão, minha irmã, faça. Desglorifique aos olhos do outro o que ele mais admira na sua pessoa. É preciso que quem você ama esteja por cima e você, por baixo, se preciso for. Não foi o que João Batista fez por amor ao seu primo - que ele sabia que era o Verbo? "Convém que ele cresça e que eu diminua" é uma regra sólida do amor bíblico. Por amor à humanidade Filipenses 2.7 mostra que Jesus esvaziou-se de sua glória. Dispa-se da sua também, se é necessário para que quem você ama fique bem. O amor verdadeiro exigirá grande sacrifício e abnegação. Deus manda Abraão sacrificar o próprio filho, "a quem ama" (Gn 22.2), para provar seu amor ainda maior pelo Senhor. Se Pedro ama Cristo precisa deixar tudo de si para cuidar das ovelhas do Mestre. Enquanto todos fugiram para cuidar da própria segurança, João, o discípulo amado, correu o risco de ser morto mas não abriu mão de ficar junto ao seu amigo durante toda a crucificação. Abrir mão de si pelo outro. Sacrificar-se. Desglorificar-se. Humilhar-se. Perdoar. Diminuir-se, se preciso for. Caso contrário não é amor bíblico. O amor cristão necessariamente existe para a glória de Deus. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo é uma regra elementar dentro dessa visão. Dizer que se ama Deus é fácil, difícil é fazer com que o amor ao próximo como a si mesmo seja fato perceptível. É impossível glorificar o Senhor se você não exerce o amor pelo próximo em atitudes práticas. Aquele que diz que glorifica Deus e ama o próximo, mas põe os próprios interesses acima dos das outras pessoas, não glorifica Deus nem ama o próximo. Quem desampara o próximo não glorifica Deus nem ama o próximo. É por isso que o egocêntrico não glorifica Deus nem ama o próximo: ama o próprio ventre. Crê que o outro existe em função de si. Esquece que Romanos 12.10 afirma: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros". E é muito fácil identificar quem não põe o outro acima de si e, portanto, não ama o próximo nem a Deus - e assim não o glorifica: o tal agirá sempre em seu próprio favor. O amor bíblico também é belo. Cantares de Salomão nos mostra com clareza que Deus não nos propõe um amor de casamentos arranjados pelos pais ou desprovidos de um sentimento de profundo encantamento pela pessoa amada. Salomão era completamente embevecido pela amada e vice-versa. Amo a Deus não só porque racionalmente há razões para isso: eu o amo também porque Ele me deslumbra. Porque não há um dia sequer em que Ele deixe de atravessar meu coração. Nos períodos de minha vida em que razões variadas me fizeram cego a Cristo em meu coração e o mantiveram apenas na minha razão foi quando cometi os pecados mais torpes e vergonhosos de minha existência. Não é porque o amor da ficção é romântico que isso desmereça o romantismo do amor verdadeiro. Amor não é uma decisão. Isso soa bacana e espiritual para os ouvidos, mas é um descompasso com a vida real e mesmo com o amor bíblico. Não fosse assim, como explicar declarações de amor como "Beija-me com os beijos de tua boca; porque melhor é o teu amor do que o vinho" (Ct 1.2); "Eis que és formosa, ó querida minha, eis que és formosa; os teus olhos são como os das pombas. Como és formoso, amado meu, como és amável!" (Ct 1.15,16); e "Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, pois desfaleço de amor. A sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a direita me abrace" (Ct 2.5,6)?

Hereges são pessoas legais que ganham o ouvido e enganam o coração!

Por Josemar Bessa
Por que foi tão difícil para Paulo e os outros apóstolos combaterem os falsos mestres em seus dias? Muitas pessoas esperam que aqueles que deturpam e torcem as verdades bíblicas sejam pessoas não amáveis, sem simpatia, sem carisma... Paulo disse aos coríntios: “E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.” - 2 Coríntios 11:14 - “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo”. 2 Coríntios 11:3

Em toda a história da igreja homens que propagaram heresias destruidoras eram amáveis, simpáticos, falavam em amor ao próximo, se empenhavam em caridade... hoje é assim como sempre foi. Podemos ensinar doutrinas antibíblicas enquanto falamos em ajuda aos pobres, missão integral, igreja relevante... Na verdade, todas as religiões podem falar sobre temas simpáticos, agradáveis, caridosos... sendo mesmo assim o oposto da revelação bíblica. Podemos passar horas lendo Confúcio, Budismo... Mas nossa questão aqui são heresias que saem da igreja, de líderes na igreja, simpáticos, caridosos... Paulo quando fala sobre líderes que ensinam doutrinas heréticas e desviam homens da verdade, diz: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18 Falsos mestres são simpáticos, amáveis e adoram falar sobre amor. Mas o amor que é proposto é um tipo de amor completamente diferente do que a Bíblia ensina. É um sentimentalismo que põe a verdade de lado em nome do que chamam amor. Qualquer amor que é destrutivo para a verdade total do evangelho ( com todo seu lado ofensivo ao homem natural), qualquer amor que ignora a verdade e a vê como um obstáculo, chamando-a de dogmatismo... qualquer amor que é tolerante com o erro ou propaga o erro... tem que ser completamente evitado e combatido... porque isso não está nem próximo da essência daquilo que a Bíblia chama de amor. Toda conversa sobre amor, caridade, missão, união... que põe a verdade de lado é exatamente o trabalho dos falsos mestres, falsos profetas... Como é doce ouvir “paz, paz...” – “E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.” - Jeremias 6:14 – É isso que Paulo enfatiza: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18 Na história da igreja homens que ensinaram doutrinas terríveis eram homens simpáticos e amáveis. Ário (Arius 256-336) negava a divindade de Cristo. Ele defendia que o Logos e o Pai não eram da mesma essência, que o Filho era uma criação do Pai, que houve um tempo em que o Filho ainda não existia... Era um líder cristão em Alexandria. Mas é dito sobre ele que era um homem simpático, amável... Era descrito como - brilhante, companheiro, atraente... um tipo de cidadão que todos gostariam de ter ao seu lado em causas nobres. Um tipo de homem que todos gostavam de ver ensinando a Bíblia... ele foi imensamente popular nos seus dias... Exatamente o que Paulo disse: “e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18 Outro homem que ensinou as mesmas heresias foi Socino (Fausto Socinus 1539-1604) – Seu ensino rejeitou os pontos de vista ortodoxos teologia cristã no conhecimento de Deus, sobre a doutrina da Trindade, divindade de Cristo , e na soteriologia... Mas ele em si era um cara legal e simpático, amável... Ele é descrito como um verdadeiro cavaleiro. Sua moral estava acima de qualquer suspeita e era conhecido por sua cortesia infalível. É descrito como muito mais cortês do que os Reformadores que viveram na mesma época, Calvino, Lutero... Enfim, Socino é descrito como homem exemplar. Eis o motivo porque raramente é ou será popular combater e resistir os falsos mestres. Eis o motivo porque Paulo teve grandes problemas para combatê-los em Corinto, na igreja dos Gálatas, e em todas as outras igrejas. Falsos mestres, hereges... são amáveis, falam muito sobre o amor, em ajuda aos necessitados... são simpáticos, falam sobre “paz paz..” – então eles quase sempre são vistos como uma benção para a igreja. Eles sempre tem palavras cativantes. Eles são atenciosos. Eles falam o que muitos querem ouvir. Eles estão prontos a adaptar a verdade. Eles são cavaleiros... Então Paulo diz: ““e com suaves palavras e lisonjas (bajulações) enganam os corações dos simples.” - Romanos 16:18

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Libertinagem no Espírito

Por Ruy Cavalcante
 Esta semana conversava com meu amigo cabo-verdense Leonid Fortes e percebi que tanto lá, quanto aqui, a realidade é a mesma. Quem dera só no Brasil as pessoas interpretassem e ensinassem a bíblia como bem entendem, seria apenas um país fadado ao fracasso espiritual no meio de tantos outros que iriam bem. O assunto em pauta era a tal liberdade que temos em Cristo, e como as pessoas têm administrado isso em nossas igrejas. Vejamos o texto chave:

 “Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade”. (2 Co 3:17) 


Não é novidade que grande parte de nossos irmãos, especialmente os jovens, se aproveitam desta liberdade para dar vazão a seus impulsos e a sua energia. Dessa maneira nos acostumamos a ver pessoas correndo desenfreadamente dentro da igreja, durante cultos mais “fervorosos”, pessoas gritando, pulando, girando de ponta à cabeça, adorando extravagantemente, fazendo do culto um verdadeiro circo dos horrores. Ora, fazer isso no culto (por exemplo), não é exercer liberdade, e sim libertinagem, é praticar uma liberdade sem bom senso, sem ordem, por impulso, tudo o que a bíblia disse para não fazer (1 Co 14:40). Mas então, de que liberdade o texto bíblico fala? No verso 14 do mesmo texto, temos a resposta quando Paulo diz: “mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido”. Ora, o capítulo 3 inteiro da segunda epístola de Paulo aos coríntios trata a respeito da antiga e da nova Aliança. A antiga sendo retratada como a “letra que mata” (assunto para outro post), e a nova refletida na “liberdade do Espírito”. Assim, a tal liberdade, tão importante para a vida de todo o Cristão, refere-se à liberdade do jugo da Lei mosaica e da escravidão do pecado, justamente o que Cristo conquistou na cruz por cada um de nós. Antes éramos escravos, agora somos livres e com livre acesso à presença de Deus. Esta é a liberdade do cristão, não se trata de alvedrio, nem de pular, nem de gritar ou de agir livremente sem controle. Vejamos outro texto: “Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jugo da escravidão”. (Gl 5:1) Novamente o assunto é jugo, escravidão. No verso 2 do mesmo texto Paulo fala sobre a circuncisão, uma vez que o povo continuava se submetendo às ordenanças da lei (jugo), circuncidando-se, quando na verdade fomos chamados à liberdade, ao jugo leve de Jesus (Mt 11:30). Impossível entender outra coisa. Falam-se muito nos exemplos de Davi quando tentamos dar credibilidade a essa libertinagem que toma conta de muitos cultos. Usasse exemplos de como ele pulou, gritou, e fez coisas semelhantes a essa. Mas se formos atentos e cuidadosos, perceberemos que em nenhuma das oportunidades que Davi agiu dessa forma, ele estava num culto, numa ministração no Tabernáculo, antes ele estava em comemorações, festejando vitórias em guerras, no meio da rua, ou junto do povo. Nunca ministrando a Deus diante do povo. Meus irmãos, pular, gritar e rodopiar não é necessariamente pecado, mas existem lugares corretos para se fazer isso, e esse lugar não é o culto a Deus. Lembre que o culto é a Deus, não a nós mesmos. Vamos ao culto não para receber, mas para entregar, entregar nossa adoração a Deus. Certa vez dois rapazes resolveram acrescentar algo que acharam interessante em suas ministrações de adoração, algo que não foi ensinado, que Deus não ordenou. O resultado disso vocês podem verificar no capítulo 10 de Levíticos. Se liga irmão, vamos viver um cristianismo bíblico, não torne aquilo que você gosta numa verdade bíblica! E que Deus nos abençoe sempre, perdoando nossa dificuldade em entendê-lo. .... Em tempo: Não vejo problema algum em você dançar, bater palmas e até pular durante o culto, desde que com isso você esteja festejando a Deus. O problema são nossos exageros e nossa falta de bom senso, pois tornamos essas coisas um elemento do culto, transformando-o apenas num show, sem ordem alguma, e sem a mínima decência. Um culto sem isso, continua sendo um culto, por outro lado, um culto com esses exageros se torna um circo.

QUANDO A DOR NOS SUFOCA

Por Pr. Silas Figueira

 “Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.” (Mt 26.38,39) 

 As horas que antecederam a crucificação foram horas de grande angústia para Jesus. Na noite em que Ele foi traído, após a ceia, Jesus se retirou com os discípulos para o jardim chamado Gêtsemani. Ali, Jesus disse para os seus discípulos que Sua alma estava triste até a morte e que eles velassem com Ele naquele momento. Era tamanha a Sua tristeza que Ele pede ao Pai que se fosse possível o livrasse daquele cálice que estava por beber. Por três vezes Jesus fez essa oração para que o Senhor o livrasse da morte, mas ao mesmo tempo em que o Senhor pede para que o Pai o livrasse da morte, o Senhor Jesus diz que não era para ser feita a Sua vontade, mas a do Pai. O cálice que Jesus estava por tomar não era o sofrimento físico, mas o sofrimento espiritual, pois, na cruz Ele iria sofrer o abandono do Pai e vivenciar o inferno. O inferno é a morte eterna, lugar de angústia eterna, onde há “choro e ranger de dentes” (Mt 13.50). É onde Deus não está, pois o Pai não compactua com o pecado e Jesus tomou sobre si os nossos pecados se fazendo pecado em nosso lugar. Vemos com isso a enormidade do pecado e o caráter de seu salário (Rm 6.23). Por isso que na cruz o Senhor clamou: “Eli, Eli, lamá sabactâni? O que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). Essas palavras de Cristo na Cruz do Calvário eram o cumprimento profético do Salmo 22.1 que diz assim: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido?” Não temos ideia do que Davi passou para proferir tais palavras, mas sabemos o que isso significou na vida do Filho de Deus naquelas horas de abandono. Durante aquelas seis horas em que Cristo esteve preso naquela cruz, foram as horas de maior angústia que o Nosso Senhor passou para que a nossa dívida diante do Pai fosse paga. Por isso que o apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos disse: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Rm 8.32). Jesus foi entregue pelo Pai para morrer a nossa morte para vivermos Sua vida. Hoje, através da morte de Jesus em nosso lugar, temos livre acesso a presença do Pai sem precisarmos oferecer sacrifícios como era necessário no AT ou como muitos líderes andam ensinando por aí. Por isso, que por maior que seja a dor que estejamos passando, não se compara ao sofrimento que Jesus passou naquelas horas pendurado na cruz. Por isso que o apóstolo Paulo escrevendo aos Coríntios disse: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4.17,18). Em outras palavras, por maior que seja o nosso sofrimento nesta vida não se compara ao gozo eterno que teremos junto ao Pai na eternidade. Aliás, é sempre bom lembrar o que a Palavra de Deus nos fala em relação ao sofrimento dos cristãos. Vejamos alguns textos que nos mostram o quanto o Senhor tem cuidado de nós: “Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniquidades. Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões. Como um pai se compadece de seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem. Pois ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Sl 103.10-14). “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13). “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos” (Rm 8.26,27). O Espírito Santo nos assiste nos momentos mais difíceis de nossa vida. É ele quem nos conforta e nos consola nas horas de sofrimento. Sem a ação confortadora e consoladora do Espírito Santo nós, certamente, seríamos consumidos pela dor que muitas vezes nos atinge. Por isso que apóstolo Paulo nos diz: “Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos” (2Co 4.8,9). Por pior que seja a dor e o nosso sofrimento em todas as coisas nós somos mais que vencedores. Jesus nunca nos prometeu uma vida fácil ao seu lado, mas Ele disse que estaria conosco todos os dias até a consumação do século (Mt 28.20). Muitas vezes a presença do Senhor conosco não soluciona o problema, mas nos trás um grande conforto, uma paz que não há explicação, pois é uma paz que excede todo entendimento, e que guarda o nosso coração e a nossa mente (Fl 4.7). Mas só desfrutam dessa paz aqueles que têm Cristo como Senhor de suas vidas. Aqueles que confiam nEle, não só para esta vida, mas para a vida eterna na presença do nosso Deus para todo o sempre (Ap 21.1-7). Por isso que quando o apóstolo Paulo estava preso e próximo da morte iminente, escreveu a Timóteo dizendo: “Quanto a mim, estou sendo já oferecido por libação, e o tempo da minha partida é chegado. Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé. Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2Tm 4.6-8). Quando a angústia vier saiba que o Senhor está ao seu lado todos os dias para lhe consolar. Não quero com isso dizer que não teremos sequelas em nossa vida, seria muita presunção e ingenuidade de minha parte falar tal coisa, mas que essas sequelas não sejam maiores que a nossa superação com a ajuda do nosso Deus. Somos humanos e não robôs. Até Jesus chorou no túmulo de Lázaro, quem somos nós para não chorarmos diante das adversidades da vida também? Uma coisa é sofremos diante das perdas e lutas que a vida nos proporciona, outra coisa é afundarmos num poço de angústia e depressão podendo sair dele com a ajuda do nosso Deus.

domingo, 11 de novembro de 2012

AURELINO LEAL


UM NOVO TEMPO, UMA NOVA HISTÓRIA. O POVO ESTÁ ANSIOSO PARA QUE O DIA 1 DE JANEIRO CHEGUE LOGO.

CONFIRMADO


DIA 01 DE JANEIRO DE 2013, NA POSSE DA PREFEITA ELEITA LIU ANDRADE.

Pierre Onassis na Marcha pra Jesus da Bahia



A 2ª Marcha Para Jesus de Conceição do Jacuípe, na Bahia, acontecerá neste domingo (11/11). O evento contará com a participação de Pierre Onassis, que ministrará para o público as canções animadas do seu primeiro álbumDeus é bom demais, lançado pela Central Gospel Music. O evento terá início às 15h, com saída de trio elétrico da Associação Atlética Berimbau até a Praça Benjamim Costa. Em 2011, o evento reuniu cerca de 10 mil pessoas e contou com vários artistas gospel, além de inúmeras igrejas locais e de outras cidades, como Coração de Maria, Amélia Rodrigues, Catu, Teodoro Sampaio e Feira de Santana.

Ana Paula Valadão pede perdão por comentário polêmico

Após polêmica envolvendo a cantora Ana Paula Valadão, ela escreveu em seu blog um pedido de desculpa para todas as pessoas que se sentiram ofendidas com suas palavras durante o culto de mulheres que aconteceu na última quarta-feira de outubro. Na ocasião ela ministrava sobre os benefícios do jejum,dizendo que não consegue entender como pode ter pastores barrigudos. “Gente, não combina com uma liderança”, disse ela diante de milhares de mulheres que lotavam a sede da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte. No blog Ana Paula Valadão diz que se expressou mal e que a obesidade não é nenhum impedimento para que a pessoa exerça um cargo de liderança nas igrejas. “Quero pedir desculpas às pessoas que se ofenderam com algumas colocações que fiz em um dos cultos de mulheres. Eu me expressei mal. Obesidade não é um impedimento para o exercício da liderança e da espiritualidade”. Mesmo se desculpando, a líder do Diante do Trono aproveita o momento para reafirmar suas posições a respeito do jejum dizendo que é uma ferramenta essencial para os cristãos, sendo líderes ou não. “De qualquer forma, continuo acreditando que a prática do jejum, da oração, da leitura da Bíblia e das disciplinas espirituais são fundamentais, não apenas para os líderes, mas, para todos os cristãos”.

As sinagogas de satanás e o evangelho pós-moderno

Pão e circo! Como na Roma Antiga, são os vetores em torno dos quais gira a sociedade hodierna, diz o Bispo Walter McAlister, em seu livro O fim de uma era. “Não há nada a que se atribua mais relevância senão necessidades e prazer: primeiro o que vai encher a minha barriga e depois o que vai me divertir”. E onde entra a igreja nisto? “Está ela sendo fortemente sugada por um redemoinho de forças culturais e não tem mais uma âncora para segurá-la. O que vemos na igreja é uma desorientação profunda. Ela se segura em qualquer coisa para tentar encontrar sua missão”, prossegue o Bispo. A igreja de nossos dias, de forma majoritária, propugna por uma verdadeira emancipação da reforma protestante, iniciada em 1517 por Martinho Lutero. O objetivo parece ser a aquisição de total independência por parte dos que assim fazem, a fim de que possam dar os rumos que bem quiserem às atividades eclesiásticas. Vemos a inovação interpretativa, a insuficiência das Escrituras, o abandono da sã teologia, o uso de recursos de marketing, a luta por poder e legitimidade, tudo isso em total detrimento dos princípios e postulados, essencialmente bíblicos, deixados como legado pelos reformadores. A passos largos caminha a igreja pós-moderna rumo à promoção do espetáculo mais inovador que faça os templos se encherem cada vez mais, da estratégia que mais desperte a atenção do público — sobretudo da juventude — e das mais variadas soluções de marketing empresarial. Jesus é a logomarca! “Importa antes ver a igreja cheia! As pessoas estão ‘se convertendo’”, é o que ouvimos e lemos. Nos EUA, por exemplo, as igrejas chegam até mesmo a promover enquetes com não-crentes, com o intuito de saber o que gostariam eles de ver na igreja para que passassem a participar de suas atividades — quase chegamos a esse ponto! Falta pouco. Penso ser a culturalização do evangelho, a mundanização da igreja. É picadeiro e não púlpito. “A igreja hoje tem ânsia por poder e legitimidade. Logo, quando um conjunto toca uma música, dizem ‘vocês são tão bons que parecem Os Paralamas do Sucesso’. Ou seja, nossos parâmetros de comparação estão no mundo. Nossos parâmetros de importância também são mundanos. Por exemplo: o pastor que realmente tem uma boa palavra tem de estar na televisão, porque, se não estiver, não deve ter muita importância. E, de fato, a igreja está se perdendo nessa sociedade de aparências e correndo atrás daquilo que não é essencial. A igreja hoje é vítima de si mesma, mas, fundamentalmente, é vítima de sua ignorância da Palavra, da ignorância de quem ela é e a quê veio, do porque da sua existência”, arremata McAlister. Afirmo que essas congregações são verdadeiras sinagogas de satanás. Estão a seu serviço. “Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado”(NVI)! É a sentença proferida pelo apóstolo Paulo em Gálatas 1:8. No verso 6 do mesmo capítulo, o apóstolo, estupefato, diz: “Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho”. As igrejas da Galácia estavam sendo seduzidas e enredadas pelos falsos mestres que traziam ensinos judaizantes. Asseveram que Paulo não era um apóstolo autorizado e que o homem não poderia ser justificado somente mediante a fé em Cristo Jesus, mas que ainda devia fiel observância aos ritos cerimoniais da lei de Moisés (At 15:1,5). Ora, assim quiseram eles tornar a obra de Cristo na cruz insuficiente e, por essa razão ultrajante, de negação do próprio Deus da graça, de forma severa e intrépida, Paulo brande a espada do Espírito contra esses hereges. Paulo encontra-se perplexo com a atitude das igrejas cristãs da Galácia. Outrora haviam eles acatado com tanto entusiasmo o evangelho de Cristo para logo depois abandoná-lo, e passar a uma outra doutrina, a um outro evangelho, o qual, em verdade, não é outro. Tão rapidamente apostataram eles da fé, abandonaram o Deus da graça. O reformador João Calvino, citado pelo Rev. Hernandes Dias Lopes, denuncia esse mesmo desvio em seus dias, ao escrever: “Os papistas decidiram conservar um Cristo pelas metades e um Cristo mutilado, e nada mais, e estão, portanto, separados de Cristo. Estão saturados de superstições, as quais são frontalmente opostas à natureza de Cristo”. A carta aos Gálatas é absurdamente pertinente à realidade que vivemos nos dias de hoje. Encaixa-se como uma luva no contexto situacional moderno. Traz um tom apologético com profunda necessidade de ser resgatado, a fim de quebrar o mórbido silêncio que impera nos templos de nossas congregações. Silêncio esse oriundo de ministros que zelam mais por sua própria reputação do que pelo anúncio do verdadeiro evangelho e pelo frontal e declarado combate à enxurrada de doutrinas heréticas e humanistas, que assolam a igreja contemporânea. Tais ministros jamais poderão afirmar, como Paulo, que se buscassem agradar a homens não seriam servos de Cristo (Gl 1:10). “São pastores que apascentam a si mesmos. Líderes que se servem das pessoas para erguer um monumento à própria vaidade”, diz o Rev. Hernandes Lopes. Arvoremos a bandeira do evangelho de Cristo, dos apóstolos, dos reformadores, dos puritanos. Resgatemos nossas origens, nossas raízes, pelo Senhor estabelecidas, e nos lembremos do firme fundamento de nossa fé, o qual é Jesus Cristo (1 Co 3:11). *** Sobre o autor: Protestante reformado. Membro da Igreja Presbiteriana Iawe Nissi. Um vaso de barro a serviço do Reino de Deus e em defesa do Evangelho de Jesus Cristo. Inimigo declarado do movimento evangélico emergente e das doutrinas humanistas e diabólicas. Alguém em defesa da sã doutrina.

RESPOSTAS PARA UMA ORAÇÃO

A família que foi escolhida para receber João Batista era uma família temente a Deus. O próprio Lucas declara que Zacarias e Isabel viviam “irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor” (v. 6). O anjo se aproxima de Zacarias e afirma que a oração dele foi respondida. Como deve ter sido difícil por alguns instantes para Zacarias compreender o que estava acontecendo. Durante anos ele pediu por um filho e agora, em sua velhice, Deus fala que atendera a sua oração. Lucas 1:13-25 13 Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. 14 E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento, 15 porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. 16 E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, 17 e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto. 18 Disse, então, Zacarias ao anjo: Como saberei isso? Pois eu já sou velho, e minha mulher, avançada em idade. 19 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas. 20 Todavia ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam, porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir. 21 E o povo estava esperando a Zacarias e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo. 22 E, saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam que tivera alguma visão no templo. E falava por acenos e ficou mudo. 23 E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa. 24 E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu e, por cinco meses, se ocultou, dizendo: 25 Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens. Isto deve nos servir de exemplo para que possamos persistir em oração e saber que Deus sempre tem o melhor para nós mesmo quando não ocorre do nosso jeito. Com isto aprendemos algumas lições sobre uma oração respondida. Duas perguntas podem ser feitas nesta situação para que possamos meditar: a) Quando uma oração é respondida? b) Quais os resultados de uma oração respondida? Quando uma oração é respondida? A primeira coisa que precisamos entender é saber identificar quando nossa oração é respondida. Não é muito fácil, pois nosso coração costuma ser imediatista e ansioso. Mas temos que ter em mente que toda oração de um filho de Deus é atendida. Nenhuma súplica dos verdadeiros filhos de Deus é deixada sem respostas. Mas precisamos compreender algumas coisas. 1. A oração é respondida no tempo de Deus (v. 13) Zacarias orava por um filho havia algum tempo. Como disse no sermão anterior, fico imaginando quantos escárnios e deboches que esse casal sofrera ao longo dos anos. Uma mulher que não conseguia engravidar era uma vergonha para a ela e para seu esposo. Muitos homens davam cartas de divórcio para suas companheiras porque não suportavam a humilhação. Zacarias e Isabel eram pessoas que estavam sempre aos pés do Senhor e por isso não se deixavam abalar. Mas com certeza não perderam as esperanças de que um dia Deus iria honrá-los, nem que fosse na eternidade. Um fato interessante é que o anjo o cumprimenta de uma forma que mostra que ele nunca cessou de orar. Talvez em seu coração ele já nem mais esperava nada, mas ainda assim não deixava de orar para tirar a vergonha que passava. Muitas vezes ficamos ansiosos e tristes quando não somos respondidos em nossas preces. Mas esta é de fato a primeira grande lição que devemos aprender: nossas orações são atendidas no tempo de Deus. A Bíblia é cheia de exemplos deste tipo direta e indiretamente. Imagine quantos anos Abraão orou até ter sua oração respondida. Pense em quantas noites tristes José passou no cativeiro orando e pedindo a Deus que o livrasse. Pense no desespero que assolava o coração de Ana ao suplicar durante anos que Deus a concedesse o privilégio de ter um filho. Meu amado e minha amada, Deus é dono de tudo, inclusive o tempo. Ele é que determina o tempo para todas as coisas debaixo do sol (Ec 3). Mas Ele sempre ouve a oração de seus filhos e atende conforme o tempo dEle, que nem sempre é o nosso tempo. Não desanime e nem pense que Deus o abandonou, ou que Ele não olha para você. Zacarias e Isabel tinham tudo para pensar isto, mas ainda assim oravam diante de Deus e não ficaram tristes com o tempo que Deus estabelecera. 2. A oração é respondida quando está dentro da vontade de Deus (v. 14, 15) Uma das coisas que mais fico triste é quando ouço a frase de efeito “A oração muda o coração de Deus”. Creio que quem criou esta frase não conhece o mesmo Deus que a Bíblia apresenta. Nada muda aquilo que Deus já determinou pela sua soberania. Nada muda o que Deus decretou em sua eterna e infinita sabedoria. Deus é dono de tudo e de todos. Toda e qualquer oração para ser atendida precisa e deve estar no centro da vontade de Deus. Quando oramos por algo que está fora da vontade de Deus com certeza não seremos atendidos. Pode até ocorrer, como foi o caso do reino de Saul, que Deus permita que ocorra para nos dar uma lição, mas não quer dizer que ele respondeu, antes quer dizer que nos disciplinou. Zacarias e Isabel foram escolhidos para trazerem ao mundo aquele que viria antes do Messias. Eles queriam um filho, Deus lhes deu um arauto Seu. Isto significa que era da vontade de Deus que aquele casal tivesse um filho, mas não um filho simplesmente, mas o maior daqueles que nascem de mulher. Talvez você esteja orando por coisas que estão nitidamente fora da vontade de Deus. Muitos oram por namoros com pessoas que não têm um compromisso com Cristo, Deus não pode responder a este tipo de oração. Também existem aqueles que oram somente para ter e não para ser alguma coisa. Com certeza é uma oração que não será respondida. Mas vale lembrar aqui que este casal estava aos pés do Senhor, e somente aos pés do Senhor podemos saber de sua vontade. Não é possível saber a vontade de Deus quando não se busca sua presença, nem se coloca diante de sua Palavra. Hoje meu amado e minha amada, comece um novo propósito em sua vida, mantenha-se aos pés do Senhor. Tome Zacarias e Isabel como exemplos para sua vida e deixe Deus fazer tudo conforme Sua vontade soberana. Quais os resultados de uma oração respondida?Eis uma pergunta que poderíamos fazer uma lista que corre pelas páginas das Escrituras Sagradas, mas vou me contentar em listar aquilo que o texto lido nos mostra com muita clareza e propriedade. 1. A oração respondida traz alegria real (v. 14) A primeira coisa que ocorre no coração quando temos uma oração respondida é a alegria. Não uma alegria qualquer, mas a alegria que vem por saber que Deus está no controle de todas as coisas. A alegria de saber que Deus não nos deixa desamparados e que nunca irá nos abandonar. Gabriel não está se referindo da alegria do nascimento de uma criança, ele já refere ao ministério frutífero que o filho de Zacarias e Isabel teria. O anjo do Senhor já está mostrando que João não traria apenas alegria ao coração dos pais, mas seria instrumento da alegria maior, a do arrependimento e do retorno a Deus. Veremos em sermões posteriores que o ministério de João seria o ministério do arrependimento. Este é o primeiro passo de alguém que quer realmente se aproximar de Deus. É o primeiro passo para que possamos alcançar a verdadeira alegria. Meu amado talvez você não esteja sentido alegria porque suas orações de fato não estão sendo respondidas, pois estão fora da vontade de Deus e não são feitas para glória dEle. Zacarias e Isabel oravam, mas queriam que tudo fosse para glória de Deus. A glória de Deus deve ser o alvo e a fonte de nossa alegria. 2. A oração respondida opera para a glória de Deus (v. 15, 16) Se olharmos o ministério de João Batista pela ótica de seus pais talvez não vejamos alegria alguma. João morreu muito novo. Provavelmente seus pais ainda viviam, apesar da idade deles quando João nasceu. Com trinta anos aproximadamente ele foi decapitado. Tudo isto fruto do ministério que o anjo disse que traria alegria. Todavia vale ressaltar mais uma vez que alegria aqui tem haver com o arrependimento que seria a base do ministério de João. No verso 16 vemos que muitos de Israel ser converterão ao Senhor através deste ministério de arrependimento. Tudo é fruto de uma obra que é feita para a glória de Deus. Uma das coisas que devemos pensar antes de pedir alguma coisa em oração é o seguinte: o que estou pedindo será para glorificar a Deus? Creio que muitas orações não são atendidas porque não visam à glória de Deus. Paulo afirma que qualquer coisa que fizermos deve ser para a glória de Deus (I Co 10:31). Se comer e beber deve ser para glória de Deus, quanto mais nossa oração. Talvez sua oração esteja cheia de egoísmo ou você está pedindo coisas somente para sua glória ou satisfação pessoal. Talvez em seus pedidos haja somente interesses pessoais e os interesses do reino ficam em segundo plano. Nossa oração deve ser para glória de Deus e o fortalecimento de sua obra. 3. A oração respondida fortalece a obra do Senhor (v. 17) Infelizmente estamos vendo uma banalização da oração. A oração quando feita dentro dos moldes aqui descritos além de levar alegria e glorificar a Deus, fortalece a obra do reino do Senhor. Uma oração respondida é um testemunho e um alento para a obra de Deus. Orações que visam apenas interesses humanos não podem ser consideradas orações que fortalecem a obra. O que mais tenho ouvido no mundo são críticas contra grupos que usam oração como meio de fortalecer apenas a igreja e atender os anseios pessoais. O que vemos nas Escrituras é que tudo deve convergir para que a obra de Deus se concretize. No evangelho de João o escritor sacro afirma que todos os sinais que foram feitos visavam alcançar o coração das pessoas para que estas cressem (Jo 20:31). Sua oração não pode ter como alvo fortalecer o seu bolso ou seu ego. Antes a verdadeira oração deve visar engrandecimento do evangelho de Cristo. Devemos orar cada vez mais para que Deus possa operar neste mundo através de nossas vidas. Devemos orar para que Deus possa nos fazer instrumentos da paz e do amor que emanam da cruz.

Renascer usa indevidamente o nome “Som do Céu” para promover shows em 3 capitais

“A igreja Renascer em Cristo é conhecida por promover os maiores festivais de música gospel no país. Para o mês de novembro, realizará a primeira edição do Som do Céu na cidade de São Paulo. Uma das principais marcas deste mega show é a diversidade de estilos. Estratégia adotada com o intuito de atingir todos os públicos e gerações. A primeira edição do evento será realizada no próximo dia 15 de novembro no Ginásio da Portuguesa , localizado na zona norte da capital paulista e contará com a participação da Banda DOPA, Inesquecível, Renascer Praise e Thalles Roberto. O evento acontece também em outros estados como Rio de Janeiro e Salvador Saiba mais aqui“ *** Well, nem vamos comentar o texto e vamos direto ao que interessa. A igreja apostólica está usando a marca “Som do Céu” sem autorização e Marcelo Gualberto, diretor nacional da MPC, se manifestou nesta tarde no Facebook sobre o episódio. Mais 1 vexame para a interminável lista de pisadas na bola apostólicas. =/ Confiram a mensagem do Marcelo Gualberto: Quero me posicionar, como diretor nacional da MPC, sobre o Som do Céu, promovido pela Igreja Renascer em Cristo, em São Paulo, Salvador e Rio de Janeiro. Fui surpreendido com um telefonema na semana passada, de uma pessoa de Salvador querendo informação sobre o Som do Céu naquela cidade. Respondi que não havia e ela insistiu comigo até que, perplexo, constatei na internet, a realização de três eventos com o nome: Som do Céu nas cidades acima citadas. Entrei em contato com a organização dos eventos em São Paulo e afirmei que este é um evento realizado pela Mocidade para Cristo há 29 anos e que a marca e o nome Som do Céu são de propriedade da MPC do Brasil. No outro dia recebi uma ligação de um bispo da Renascer em Cristo, em nome do Apóstolo Estevam Hernandes, pedindo autorização para o uso da marca, afirmando que era um evento evangelístico. Respondi que não seria possível permitir tal uso, por dois motivos: o evento tem uma história, um estilo, um propósito e uma imagem, não nos interessando vincular a nossa imagem à este outro evento proposto e segundo porque trata-se de um evento com venda de ingressos com valores até 100,00, e não há cunho evangelístico. Desta forma, saliento que a Mocidade para Cristo do Brasil não apoia, não autoriza e não está de acordo com o uso do nome Som do Céu, neste evento criado recentemente e sem considerar a história do Som do Céu verdadeiro e que no próximo ano completará 29 anos. Por favor, usem todos os meios de comunicação para nos ajudar a divulgar esta nota, peço ainda que acessem a página do evento no facebook (chama-se Som do Céu) e postem esta nota ou uma palavra pessoal em protesto.

Por que buscar o Espírito? A Ênfase errada na “busca” do Espírito!

Por Josemar Bessa 
 Muitas pessoas dizem precisar do Espírito, buscar o Espírito... mas por motivos completamente errados. Por que precisamos tanto do Espírito? Porque sabemos muito pouco de Cristo ainda. Precisamos do Consolador abençoado para nos revelar mais da glória de sua pessoa, a beleza de seu caráter, a adequação de seu trabalho, o amor de seu coração, o mérito de seu sangue, a liberdade da sua graça, a profundidade de sua compaixão, a ternura de sua simpatia, a dignidade de sua obediência, a perfeição de seus sofrimentos, e a natureza inesgotável de Sua divina plenitude. Essa é a razão da necessidade do "Enchei-vos do Espírito!", a saber, Cristo, Cristo, Cristo!!! Não se trata de nós, de experiências, de misticismo, de uma busca ególatra... Isso é fundamental ser recuperado, Jesus se apresenta a nós como o Esposo de nossas almas. Ele diz: "Eu me casarei com você para sempre...” Ele nos promete levar para a união mais próxima possível. Ele torna-se um conosco. Ele diz: "Eu vou ser a sua porção, e você será minha posse" Essa é a razão do Espírito ser enviado, Ele envia o Seu Espírito - para nos preparar, O Espírito manifesta as Suas belezas - para nos atrair, Ele faz o Seu evangelho doce - para nós fascinar, O Espírito usa o Seu poder e nos atrai - e então opera em nós uma aliança eterna. Ele nos faz ver quão doce Cristo é para nós como nossa herança eterna, nos faz sentir o poder das palavras: "Minha querida, minha pomba, minha irmã... minha alegria, minha esposa!" (Cântico dos Cânticos 5:2) O Espírito nos faz ver como Ele nos dá. . . Sua pessoa, Suas riquezas insondáveis, e uma parte de Suas glórias e honrarias eternas! O Espírito opera em nós e mostra em nossos corações de forma que somos constrangidos pelo amor de Jesus... Ele nos garante. . . que Ele nunca vai nos deixar, que Ele virá e comungará conosco, e que Ele não negará bem algum que coopere para nosso bem eterno! Ele diz: "Ainda que os montes se abalem e os outeiros sejam removidos - ainda assim Meu amor infalível por você não será abalado, nem a minha aliança de paz não mudará - diz o Senhor, que tem compaixão de você!" "Nenhuma arma forjada contra ti prosperará, pois seu Criador é o seu marido! O Senhor Todo-Poderoso é o seu nome" "Como um noivo se alegra sua noiva -! Também o seu Deus se alegra em ti! " O amor está aqui! Não o busque em outro lugar! Essa é a obra do Espírito, esse é o poder do amor que nos leva a santificação. Essa é a verdade que nos faz amar seus mandamentos e não achá-los pesados: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados.” 1 João 5:3 A santidade é um peso para muitos que dizem crer, porque nunca foram levados a se deliciar em Cristo, Sua pessoa, Sua obra... Eis a razão e necessidade de sermos cheios do Espírito. Na verdade, quando a ênfase na busca do Espírito não é centralizado em Cristo, não se está buscando de fato o Espírito, mas uma "energia" para usá-la para os fins humanos ególatras.

Pastor ou Executivo de Deus?

Pr. Araúna dos Santos
 Ao declarar, categoricamente, “O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” e exemplificar, objetivamente, “Eu sou o bom pastor”, Jesus Cristo estabeleceu critério de avaliação do exercício pastoral na igreja. À semelhança de Cristo, o pastor eclesiástico não deve servir a si mesmo, mas ao rebanho – congregação – e esse serviço tem como característica o sacrifício pessoal. Dar-se por inteiro – corpo e alma – imitando, ou melhor, reproduzindo a vida e o ministério do Supremo Pastor, é a chamada, o propósito, o foco, o desafio que distingue o verdadeiro Pastor do “Executivo de Deus” – o que cuida do rebanho de Deus e o que administra seu próprio negócio. Em outra ocasião (Mc 10.32-45; Mt 20.20-28), quando dois de seus discípulos lhe pediram a honra de sentarem-se à sua direita e à sua esquerda, na sua Glória, o Mestre, em resposta, lhes ensinou que aquela honra desejada não era de sua competência conceder. Mateus esclarece que Jesus teria afirmado ser da competência de Deus Pai – evidenciando, assim, sua humildade, naquele tempo de encarnação do Verbo – Deus Filho (Fl 2.6-11). Na sequência de seu diálogo com os discípulos, nosso Senhor esclareceu a questão, sintetizando: “Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim, entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois, nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos”. E não se pode esquecer o belo exemplo de Paulo – pastor e apóstolo – ao escrever à igreja que estava em Corinto (II Co 4.5) e lembrar-lhes o escopo de seu ministério pastoral naquela igreja: “porque não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, e a nós como escravos de vocês, por causa de Cristo” – O amor real de Cristo. Digna de destaque também é a advertência de Pedro – igualmente pastor e apóstolo – ao dirigir-se diretamente aos presbíteros (pastores) em sua carta “aos peregrinos dispersos no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na província da Ásia e na Bitinia” (I Pe 5.1). Ao final de carta exorta, com todas as letras: “pastoreiem o rebanho de Deus que está a seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho. Quando se manifestar o Supremo Pastor, vocês receberão a imperecível coroa da glória”. Na observação cuidadosa do texto, saltam aos olhos as palavras: não por obrigação, não por ganância, não como dominadores. E, por outro lado, os aspectos positivos são também ressaltados: livre vontade, desejo de servir, como exemplos. Aqui estão características de personalidade, modelos de atuação, traços de caráter, objetivos de vida, compreensão de ministério, construção de relacionamentos e saúde de alma ou enfermidades que modelam o pastor ou, simplesmente, o executivo de Deus. A consciência ministerial do pastor é que ele está cuidando do rebanho de Deus, a quem prestará contas. O.S.Hawkins, em seu valiosíssimo livro - “The Pastor’s Prime” – deixa claro que nenhum pastor tem seu próprio ministério e seu próprio rebanho. O ministério é recebido de Deus e pertence a Deus, e o rebanho também. A igreja é de Cristo não do pastor e de ninguém mais. O pastor e outros líderes na igreja, como a congregação, são apenas servos de Cristo e uns dos outros, chamados para fazer o que Ele quer para a sua igreja. O pastor não tem o domínio, mas precisa ter o cuidado.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

40 razões para ser parte de uma igreja local


No mínimo, existem quarenta mandamentos diferentes no Novo Testamento para viver a vida, de certo modo, com outros crentes. Ainda que certamente é possível cumprir algumas dessas ordens com os cristãos em geral, o peso dessa lista deve convencer-lhe da necessidade de possuirmos relações continuas com outros crentes. E essas relações são somente reforçadas pela comunhão da igreja local. De fato, considero que parte desta lista é simplesmente impossível de ser cumprida se você não tem a classe de comunhão continua e cada vez maior com outros crentes que só vem através do ministério em uma igreja local: 

1. Estimular-nos uns aos outros ao amor e às boas obras (Hebreus 10:24) 
2. Confessai vossas ofensas uns aos outros (Tiago 5:16) 
3. Edificar-nos uns aos outros (1 Tessalonicenses 5:11) 
4. Ser de uma mesma mente que os outros (Romanos 12:13, 15:5) 
5. Animar uns aos outros à luz da morte (1 Tessalonicenses 4:18) 
6. Empregar seus dons espirituais no serviço aos outros (1 Pedro 4:10) 
7. Orar uns pelos outros (Tiago 5:16) 
8. Amar uns aos outros (Romanos 12:10) 
9. Estar em paz uns com os outros (Marcos 9:50) 
10. Animarem-se uns aos outros (1 Tessalonicenses 5:11)
 11. Saudar-vos uns aos outros (2 Coríntios 13:12)
 12. Não sejamos cobiçosos de vanglórias, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros. (Gálatas 5:26) 
13. Ser benignos com os outros (Efésios 4:32)
 14. Abundar em amor uns pelos outros (1 Pedro 1:22) 
15. Viver em paz uns com os outros (1 Tessalonicenses 5:13) 
16. Que nos amemos uns aos outros (2 João 5) 
17. Amai-vos ardentemente uns aos outros (1 Pedro 1:22) 
18. Ter comunhão uns com os outros (1 João 1:7) 
19. No julgar-nos uns aos outros (Romanos 14:13) 
20. Tomar a comunhão (a Ceia do Senhor) com os outros (1 Coríntios 11:33) 
21. Aceitar-nos uns aos outros (Romanos 15:7)
 22. Considerar aos demais como superiores a si mesmos (Filipenses 2:3)
 23. Carregar as cargas uns aos outros (Gálatas 6:2) 
24. Exortando-os uns aos outros (Romanos 15:14)
 25. Servir uns aos outros (Gálatas 5:13)
 26. Não mintais uns aos outros (Colossenses 3:9) 
27. Suportando-os uns aos outros (Colossenses 3:13) 
28. Perdoar uns aos outros (Colossenses 3:13) 
29. Ensinar e exortar uns aos outros (Romanos 15:14) 
30. Cuidando dos outros (1 Coríntios12:25)
 31. Vestir-se com humildade para os demais (1 Pedro 5:5) 
32. Ser hospitaleiros uns para com os outros (1 Pedro 4:9) 
33. No se queixar uns aos outros (Tiago 5:9)
 34. Mostrar paciência uns aos outros (Efésios 4:2) 
35. Falando entre nós com salmos, hinos e cânticos espirituais (Efésios 5:19) 
36. Dar preferência uns aos outros (Romanos 12:10) 
37. No morder e comer uns aos outros (Gálatas 5:15)
 38. Submetei-vos uns aos outros (Efésios 5:21 
39. Buscar o bem dos outros (1 Tessalonicenses 5:15) 
40. No deixar de reunir-nos com os outros (Hebreus 10:25) 

Esse último motivo leva toda a lista a um círculo. Se ser cristão não significa nada mais que tomar una decisão sobre Jesus Cristo, nada disso importa. Porem, se ser cristão significa entrar em um mundo que altere a vida, onde Deus deseja sua santificação e lhe concede os meios para crescer e os mandamentos a seguir, então é simplesmente impossível fazê-lo fora do contexto de uma igreja local.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Se Jesus foi rico, eu também quero ser!

Escutar de algum pregador que Jesus era rico e quem segui-lo será próspero financeiramente, soa como uma garantia de ganhar na loteria! Infelizmente, muita gente tem este conceito como premissa para frequentar uma igreja. Afinal: se Jesus foi rico, eu também quero ser – dizem os seguidores da teologia da prosperidade e confissão positiva! Vejam as declarações feitas por alguns famosos precursores deste movimento, desde os EUA até aqui no Brasil: “João 19 nos diz que Jesus usava roupas de griffe… A túnica era sem costura, tecida de cima até embaixo. Era o tipo de vestimenta que os reis e os mercadores ricos usavam” (John Avanzini, gravado em 20.1.1991, no programa de Kenneth Copeland). “Jesus tinha uma roupa tão bonita, tão cara, que os soldados disputaram para ver quem ficaria com ela. Outra coisa, Jesus era acompanhado por mulheres ricas que o serviam. Ele tinha seus doze discípulos e mais um grupo de 20 a 30 pessoas para alimentar diariamente. Quanto custa isso? A casa de Lázaro e outras residências onde ele se hospedava eram de classe média na época, ou até mesmo média-alta. Portanto, eu não consigo enxergar na Bíblia Jesus como uma pessoa paupérrima. Ele viveu como um rabi, que era um mestre. Eu não vejo Jesus pobre, mas vejo que ele demonstrava no seu estilo de vida excelência, tinha uma vida abençoada – multiplicou pães, proveu boa pescaria aos seus discípulos. Como Senhor e Deus, ele tinha acesso às riquezas.” (Bispo Robson Rodovalho, Revista Eclésia, edição 109) “Sabe, Jesus e os discípulos nunca andaram num Cadilac. Não havia Cadilac naquela época. Mas Jesus andou num jumento. Era o “Cadilac” da época — o melhor meio de transporte existente.” (Kenneth Hagin, A Autoridade do Crente, p. 48.) Declarações como estas são muito comuns nos dias de hoje, por conta da propagação da teologia da prosperidade no Brasil. Trata-se de um conceito que foi importado dos EUA, fixado atualmente como um forte pilar das igrejas neopentecostais brasileiras. Porém, como cristãos não deveríamos absorver ensinamentos sem antes analisar biblicamente para ver se, de fato, procedem ou não das Escrituras, o que no caso apresentado leva-nos ao seguinte questionamento: Será que realmente Jesus foi rico? Será que ser rico financeiramente é promessa de Jesus para nós? De fato, Jesus ensinou princípios “riquíssimos” sobre prosperidade material, vivenciados inclusive em sua própria vida terrena. Porém, biblicamente veremos que em nada confere com as afirmações dos propagadores da teologia da prosperidade. Antes de continuar, esclareço que eu não defendo de forma alguma a “teologia da miséria”, creio plenamente que Deus nos sustenta e supre as nossas necessidades, bem como prospera alguns conforme a sua soberana vontade. Porém, entendo que o grande problema é deixar de buscar a Deus pelo que Ele é em troca daquilo que Ele pode nos dar. Portanto, o que vou analisar exclusivamente neste artigo é a afirmação de que supostamente Jesus era rico e que Ele promete riquezas para os seguidores. Vejamos: Em primeiro lugar, Jesus era e sempre será rico eternamente em sua posição gloriosa no céu, porém abdicou-se de sua glória celestial e veio à terra viver como um homem de maneira humilde, a fim de sofrer e morrer por nós: “pois conhecereis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos.” (2Co 8:9)[1]. Ao contrário do que afirmam os defensores da teologia da prosperidade, nesta passagem está claríssimo que Jesus não era rico, o propósito d’Ele era exatamente o contrário. Cristo tornou-se pobre no mundo não para trazer riquezas materiais a humanidade, mas sim a salvação que é a verdadeira riqueza, por consequência a transformação de vida em amor para com o próximo. No contexto de 2Co 8, Paulo utiliza o exemplo da posição de glória que Cristo desfrutava com o Pai e que foi sacrificada por Ele a fim de nos auxiliar (Fp 2:5-8) para mostrar que, da mesma forma, os crentes de Corinto deveriam sacrificar algo para ajudar os irmãos da igreja de Jerusalém. Paulo incentiva-os a ofertar aos irmãos necessitados como um ato cristão de amor e cuidado. Desde o início da vida terrena de Jesus, o propósito d’Ele de fazer-se humildemente pobre foi manifestado, a começar pelo seu nascimento: “E ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.” (Lc 2:7) Em tese, seguindo a lógica da teologia da prosperidade, seria bem mais apropriado que Jesus Cristo tivesse nascido em um palácio, num berço de ouro forrado com tecido fino e vários criados para servi-lo. Porém, Jesus nasceu num estábulo e colocado numa humilde manjedoura para demonstrar desde o início o propósito de ir contra a ganância e as riquezas deste mundo[2]. A Bíblia indica que Maria e José eram pobres, pois quando Maria foi apresentar Jesus no templo, a oferta de sacrifício oferecida (segundo a lei mosaica – Lv 12:8) era oferta de pobre: “e para oferecer um sacrifício, segundo o que está escrito na referida lei: Um par de rolas ou dois pombinhos.” (Lc 2:24) Isto prova, pelo menos na época do nascimento de Jesus, que José não era financeiramente estável por conta de sua profissão de carpinteiro. Quando Jesus começou seu ministério terreno, Ele largou tudo o que tinha (família, lar, conforto etc.) para dedicar-se integralmente ao propósito do evangelho. Tudo o que era necessário para o suprimento natural de Jesus foi providenciado pelos próprios discípulos, prova disso é o fato de que algumas mulheres serviram Jesus com seus bens (Lc 8:1-3). Jesus, conhecendo o coração das pessoas, ao responder alguém que queria segui-lo provavelmente para buscar benefício próprio, disse que “As raposas têm seus covis, e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. (Lc 9:58) Note que Cristo aborda exatamente a questão “moradia”, uma resposta clara que refuta a afirmação de alguns pregadores da prosperidade de que Jesus possuía uma enorme mansão em Jerusalém. Na primeira multiplicação de pães e peixes, os discípulos poderiam muito bem sair para comprar os alimentos para o povo, porém os mesmos questionaram Jesus justamente pelo fato de não terem condições para tal feito. Foi necessária a operação de um milagre para alimentá-los (Mc 6:34-44). Certa ocasião, quando Jesus chegou em Cafarnaum (Mt 17:24-27), ele não tinha dinheiro para efetuar o pagamento do imposto da cidade, sendo necessário operar um milagre através de Pedro para efetuar o pagamento. Ao perguntarem para Jesus se era lícito pagar tributo a César, Jesus respondeu: “Por que me experimentais? Trazei-me um denário, para que eu o veja” (Mc 12:14-16). Se Jesus fosse rico, com certeza teria uma moeda no bolso para usar, porém foi necessário alguém trazer uma para que Jesus pudesse vê-la. A afirmação dos pregadores da prosperidade de que o Jumento que Jesus utilizou para entrar em Jerusalém, era como se fosse um Cadilac ou uma BMW da época, chega a ser ridícula e mostra o despreparo bíblico dos defensores da teologia da prosperidade. Ora, basta uma análise no contexto cultural para perceber que a “BMW” da época na verdade eram as carruagens e os cavalos, e não um jumento! Na Bíblia vemos claramente um exemplo disso: “Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu tesouro, que no seu carro, viera adorar em Jerusalém, estava de volta e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías.” (At 8:27:28) Além disso, o Jumento não era de Jesus, mas emprestado! Ao contrário do que Rodovalho e John Avanzini afirmam, as roupas de Jesus no geral não eram de rico, pois os soldados tomaram as vestes e “rasgaram-nas em quatro partes” (Jo 19:23-24), somente a túnica (peça íntima que ficava debaixo das vestes) que era algo realmente nobre naquela época, pois não tinha costura e era tecida de cima abaixo. Por isso que os guardas lançaram sortes para ver quem ficaria com a mesma. Provavelmente tal peça pode ter sido doada por algum discípulo. Afinal, tudo ou quase tudo o que Jesus possuía durante o seu ministério era doado pelos discípulos que o acompanhavam, entre os quais alguns financeiramente prósperos, que era o caso das mulheres descritas em Lucas 8:1-3. O próprio túmulo de Jesus foi emprestado (Lc 23:50-53)! Os pregadores da teologia da prosperidade, tentando contra-argumentar, ainda colocam que os apóstolos eram prósperos financeiramente. Porém, a Bíblia claramente refuta esta idéia. Dentre vários exemplos bíblicos, podemos listar alguns: Quando Pedro e João chegaram à porta do templo, onde um coxo de nascença pediu-lhes uma esmola. Se os apóstolos fossem ricos, com certeza eles teriam dado dinheiro ao pedinte, porém eles afirmaram: “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!” (Atos 3:1-8), e o homem foi curado. O apóstolo Paulo passou por muitas necessidades financeiras ( Fp 4.10-20, 2Co 11.27), inclusive tendo que trabalhar fabricando tendas para se sustentar (At 18:3). O mesmo também ensinou a respeito da expectativa de buscar riquezas materiais: “Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (I Tm 6.8-10) Como podemos ver, não existe base bíblica para afirmar que Jesus e os apóstolos eram ricos. Na verdade, Cristo nunca defendeu a busca por riquezas materiais, pelo contrário, condenou-a mostrando o verdadeiro padrão a ser almejado: “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão! Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” (Mt 6.19-24). Ele exortou-nos a buscar primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, sendo que o suprimento necessário virá naturalmente de Deus (Mt 6:25-34). Não devemos ter preocupações exageradas pela nossa sobrevivência, nem pelos cuidados materiais gananciosos, pois Jesus afirmou que este conceito é, de fato, o mais claro sinal de avareza na vida de alguém: “Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lc 12.15) Todavia, é importante salientar que devemos também seguir o exemplo dos cristãos da Macedônia, onde mesmo em meio de muita pobreza, manifestaram abundância de generosidade ao preparar ofertas para ajudar os irmãos da igreja de Jerusalém em dificuldades financeiras. (2Co 8:1-4) Quanto aos cristãos financeiramente prósperos, a Bíblia diz: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida.” (1Tm 6:17-19) João Calvino interpretou este fundamento com clareza: “aqueles a quem houvermos de ver premidos pelas dificuldades das coisas, compartilhemos-lhes das necessidades e com nossa abundância supramos-lhes a falta de recursos.”[3] (Veja também 2Co 9:1-15). Enfim, há muito mais passagens bíblicas que tratam sobre o assunto, mas creio que as citadas neste artigo sejam suficientes para esclarecer a questão. Soli Deo Gloria!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O fenômeno dos padres-popstars: uma breve análise

Por Johnny Bernardo 


Voltemos à década de 60. Enquanto católicos de Pittsburgh experimentavam o que chamavam de “renovação espiritual”, quatro meninos de Liverpool (Inglaterra) sacudiam o mundo com os reis do iê-iê-iê. Ordenado padre aos 25 anos de idade, em 1966, nos EUA, José Fernandes de Oliveira – mais conhecido como Padre Zezinho -, dava seus primeiros passos na arte da música, da literatura, do teatro e, mais tarde, em 1969, dos meios de comunicação. Foi com a música, no entanto, que o recém – ordenado padre seria conhecido como um dos “maiores” fenômenos da música cristã. De volta ao Brasil, o Padre Zezinho causou polêmica e, ao mesmo tempo, admiração, ao adicionar às missas do Santuário São Judas Tadeu, na Zona Sul de São Paulo, instrumentos sacramentados pelos Beatles, como guitarras e baterias. Fã secreto de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, o Padre Zezinho foi chamado desde “estrela” até “achincalhador da fé” por introduzir ritmos até então demonizados pelo Vaticano. Sua opção por uma liturgia mais aberta, no entanto, ganharia fôlego com a chegada do Movimento Carismático ao Brasil, ainda na década de 60. O crescimento das igrejas pentecostais autônomas – com forte presença nas camadas menos abastadas da sociedade – e das cruzadas promovidas por pastores e missionários americanos – caracterizadas por campanhas de cura e libertação -, foi um dos motivadores do surgimento de movimentos como o liderado pelo Padre Zezinho e da vinda da Renovação Católica Carismática ao Brasil. Começando por Campinas, a RCC foi levada para diversas cidades e regiões do Brasil. Organizados por padres jesuítas, encontros como “Experiências no Espírito Santo” e “Experiência de Oração” conduziram centenas de católicos de volta a vida devocional. Apesar de praticamente na penumbra entre as décadas de 70 e 80 (André Ricardo de Souza, Religião & Sociedade, julho de 2007), a realização – primeiro em 1973 e depois em 74 – de dois grandes congressos e a adesão de leigos e figuras conhecidas do clérigo brasileiro, como o Monsenhor Jonas Abib, serviram de combustão ao crescimento experimentado nas décadas seguintes. O lançamento do livro “Sereis Batizados no Espírito Santo”, em 1972, do padre Haroldo Rahn que, juntamente com Bernard Shuster e o Dom Cipriano Chagas, foram os pioneiros e compunham a liderança nacional da RCC, deu, também, grande impulso aos carismáticos. Fundada pelo padre salesiano Jonas Abib, em 1978, a Comunidade Canção Nova – com sede na cidade de Cachoeira Paulista, interior de São Paulo e que é composta por emissora de rádio, televisão, um centro de evangelização com capacidade para 70 mil pessoas, além de capelas, restaurantes, alojamentos etc. – serviu de base para o surgimento de outras comunidades e associações como a Associação do Senhor Jesus (ASJ), dirigida e fundada pelo padre Eduardo Dougherty na década de 80. É a partir daí que a RCC começa a chamar da mídia com o surgimento de comunidades de vida, rádios, TVs e revistas. Zé Pretinho, Irmã Floriza e Tia Laura de Piquete (São Paulo) surgem nessa época e arrebanham mais adeptos (Portal Carismático – consulta feita em 20/10/2012, às 16hs). Os padres cantores É a partir da década de 90 que a RCC ganha, de fato, visibilidade com o desenvolvimento de técnicas de marketing e a projeção de padres cantores na mídia. “A figura do padre de meia idade na sacristia e atrás do altar é substituída no imaginário social por homens jovens e sorridentes, com grande poder de comunicação e utilizadores da música e da mídia como os próprios veículos de transmissão da mensagem religiosa. Os programas televisivos de domingo passam a abrir espaço para mais um artista: o padre Marcelo Rossi, jovem, de boa aparência e atlético, figura que contrasta radicalmente da imagem de sacerdote presente no imaginário dos brasileiros”, lembra a pesquisadora Sílvia Regina Alves Fernandez, do Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais, órgão consultivo ligado à CNBB. Além de Marcelo Rossi, nos anos seguintes outros padres – popstars como o surfista e mais novo diocesano até então ordenado no Brasil, Padre Zeca que, em 2007 deixou o sacerdócio e quatro anos depois casou com uma americana, Marcelo Manzotti – conhecido como padre samba-rock e que realiza o Evangeliza Show -, Fábio de Melo, Juarez de Castro, Adriano Zandoná e um dos mais exóticos, o padre Alexandro Campos – que combina em seus shows missa mesclada com sons de viola e berrante -, conduzem centenas de fieis a estádios, ginásios, pistas de corridas e santuários por todo o país. Também estão presentes na mídia, dividindo programas televisivos com personalidades da sociedade, cantores (as) e bandas seculares. “Outro fator importante para o sucesso desses padres é a aproximação com as pessoas nos ritos religiosos e fora deles”, acrescenta a pesquisadora Sílvia Regina. É com o ex-professor de educação física e membro de uma família de classe média de São Paulo, no entanto, que o Catolicismo Romano reconquistaria dezenas de adeptos. Ordenado sacerdote em 1/12/1994, aos 17 anos, Marcelo Mendonça Rossi ficou conhecido no final da década de 90 por suas adaptações e empréstimos de liturgias e canções evangélicas, como “Anjos de Deus”. Participações em filmes, indicação ao Grammy 2002 e colaborações com diversos meios de comunicação descrevem sua trajetória como sacerdote e pop star. A inauguração de um mega – santuário em Santo Amaro, nesta sexta-feira (2),com capacidade para abrigar 25 mil pessoas, mostra a força do movimento carismático e, ao mesmo tempo, a tentativa de superação das concorrentes neopentecostais, como a Universal do Reino de Deus e a Igreja Mundial do Poder de Deus que também possuem mega – templos na região.

Pragmatismo evangélico, o que é isto?

Por Antônio Pereira Jr.

“E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o SENHOR, o que não lhes ordenara‖.– Lv 10.1 

Talvez você esteja se perguntando: “Pragma…, o quê?” Não, não é uma nova praga de lavouras! O Pragmatismo é uma doutrina filosófica surgida no século 14, nos Estados Unidos, que propõe um método para determinar o significado dos termos fundamentais da linguagem a partir de sua contextualização prática. Não entendeu? Vou explicar. Constituído a partir da palavra grega “pragma”, ação, atividade, coisas de uso, o pragmatismo estendeu-se para a Inglaterra e outros países, como a Itália, perdurando, sob variadas formas, até nossos dias. A concepção do que constitui o pragmatismo varia para cada pensador, de modo a não ser possível torná-la precisa inteiramente de maneira unitária. Todavia, para a maior parte de seus adeptos, o pragmatismo se apresenta a um só tempo como um método científico e como uma teoria acerca da verdade. Esta é concebida em sentido dinâmico. A verdade não diz respeito aos objetos, mas antes às idéias, ou às formas de relação concretas que os homens têm com os objetos. Deste modo, ela deve ser determinada mediante a consideração destas relações. O pragmatismo desvia o olhar das substâncias primeiras, presentes no pensamento dogmático, para considerar as consequências, os fatos produzidos por determinadas inter-relações. Ta difícil? Também acho. Vou tentar ser mais claro. Convencionou-se chamar de pragmatismo a concepção moderna de que devemos fazer de tudo, ou seja, sejamos práticos, para conseguirmos os fins desejados. O que pode ser resumido na seguinte frase: “Não importa os meios, o importante é o fim”. Com isso, as igrejas que adotam a filosofia pragmática atropelam os meios bíblicos e se enveredam pelo caminho de Nadabe e Abiú – Levítico 10:1. Eles foram, a princípio, abençoados por Deus – No monte Sinai eles haviam visto a santidade de Deus bem de perto (Êxodo 24:1). Foi depois daquela visão que eles se tornaram sacerdotes (Êxodo 28:1). Trouxeram fogo de qualquer lugar (meios), apenas para manter o povo entretido (fins). Eles chegam com toda esta coreografia nova, com cerimonial não estabelecido, com movimentos que Deus não conhecia e com fogo que não havia sido consagrado. Tudo isso o evangelicalismo tem feito nos dias hodiernos. Não devemos ser contra o fogo genuíno de Deus, devemos ser contra o fogo estranho que as pessoas estão introduzindo nas Igrejas dizendo que é fogo de Deus, quando na verdade, não passa de cinzas humanas. Nadabe e Abiú tinham fins, no entanto, os meios não foram apropriados. Fazendo isso eles abandonaram os meios preestabelecidos e se transformam em objeto do juízo divino. Não será isso que acontece hoje? O verdadeiro “fogo” tem origem, se manifesta dentro de certos meios e sempre tem um fim predeterminado por Deus. O objetivo é sempre a Glória de Deus. Dizer que alguma coisa aconteceu na reunião, nos encontros de avivamento, nas vigílias e não se preocupar se é de Deus ou não, é um erro. Spurgeon já nos advertia cerca de 120 anos atrás: ―O fato é que muitos gostariam de unir igreja e palco, baralho e oração, danças e ordenanças. Se nos encontramos incapazes de frear essa enxurrada, podemos, ao menos, prevenir os homens quanto à sua existência e suplicar que fujam dela. Quando a antiga fé desaparece e o entusiasmo pelo evangelho é extinto, não é surpresa que as pessoas busquem outras coisas que lhes tragam satisfação. Na falta de pão, se alimentam com cinzas; rejeitando o caminho do Senhor, seguem avidamente pelo caminho da tolice‖. As Igrejas, ávidas por novidades, estão introduzindo determinados elementos no culto que não glorificam a Deus. Estava andando pelas ruas do Recife, quando ouvi um carro de som anunciar sem nenhum receio: “Gostaríamos de convidar todo o povo de Deus para o „forró de Jesus‟, estarão conosco vários cantores…” Quase caio pra trás. Não, não ia caindo pela unção do locutor, era justamente pela falta dela. E olhe que pouca coisa me espanta em termos de novidades. O que virá depois? A lambada de Jesus? A caipirinha de Jesus? Os puritanos tinham algo que eles chamavam de “Princípio Regulador do Culto”. Em outras palavras, a Bíblia determina o quê, como e quando. O fogo de Deus não é encontrado no fundo de quintal, ele tem que vir do céu. No entanto, imitá-lo é fácil. Nessa confusão vale uma dica: Não devemos pergunta se dá certo, mas se está certo. Pouca gente quer espiritualidade com compromisso, com submissão à vontade de Deus; o que interessa são os resultados, os sinais, as profecias de sucesso. Você pode enganar as pessoas em nome de Deus, mas não a Ele. Temo e tremo ao ver pessoas falarem todo tipo de absurdos aos outros em nome do Divino, alguns acham até que tem a agenda do Criador e já dizem com antecedência o que Ele vai fazer daqui a dias, meses ou anos. Infelizmente – ou felizmente – eu não tenho essa capacidade. Eu sei que o Senhor pode fazer, mas não sei o tempo exato nem O manipulo de acordo com a minha vontade. Se eu não posso manipular o vento, imagine o Espírito de Deus – O vento assopra onde quer (João 3.8 a). Lembremo-nos das palavras de Jeremias: ―Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra: os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam de mãos dadas com eles; e é o que deseja o meu povo. Porém, que fareis quando estas coisas chegarem ao seu fim?‖ c. 5, v. 30-31. (grifo nosso). Leia ainda Jeremias 23:9-33; 28:1-4; Ezequiel 13 e 14.

sábado, 3 de novembro de 2012

Um “evangelho” que se encaixa em sua vida é falso!

Cristo vem primeiro para me matar e então me fazer de novo. 

“Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á” – Mateus 10:39 “Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” – Colossenses 3:3 


 Jesus deixa claro aos seus discípulos que eles também suportarão a cruz, que Ele vai à frente, mas que eles o seguirão no caminho do Calvário. Suportarão a cruz, não por seus pecados ( Isso era o que Jesus faria por todos nós ) mas pelo testemunho da Verdade num mundo consagrado a mentira. “Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; E sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios.” – Mateus 10:16-18 A perseguição virá, diz Ele, até mesmo de pessoas próximas como familiares e irão entregá-los as autoridades… “E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. E odiados de todos sereis por causa do meu nome…” – Mateus 10:21-22 – Tudo aquilo que Cristo tinha dito a eles em secreto, Sua identidade, a verdade do evangelho… Eles deveriam proclamar ousadamente num mundo hostil: “Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se. O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados. E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” – Mateus 10:26-28 Cristo diz aos discípulos que o temor a Deus deve prevalecer sobre o medo de qualquer adversário humano… “Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra; E assim os inimigos do homem serão os seus familiares.” – Mateus 10:35-36 – A verdade é que chegará a hora de cada um de vocês tomarem sua própria cruz: “E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim.” – Mateus 10:38 Essa é uma ênfase essencial que tem sido esquecida no “evangelho” proclamado estridentemente em nossa geração. Diante de sua própria crucificação Jesus repete: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.” – Mateus 16:25 Pouco tempo depois de sua morte e ressurreição a realidade de todas essas declarações de Cristo aos discípulos invadiram a vida deles. Como dominós,um por um vai caindo em meio a perseguição implacável. Um homem como Pedro, que havia negado a Jesus, morreu crucificado… e essa é apenas uma variação da história de cada um deles. Então, o que significa para todos nós essa afirmação: “Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á” – Mateus 10:39? O contexto imediato era a perseguição iminente dos discípulos, e na verdade, de toda a Igreja de Cristo. Aqueles que se apegam a vida como ela é, como o mundo a vê, a persegue e abraça, jamais desfrutou da vida eterna. Todas as realizações e títulos dessa vida passageira e breve se empalidecem em comparação com as riquezas da herança que os santos tem em Cristo – “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada… Porque em esperança fomos salvos. Ora a esperança que se vê não é esperança; porque o que alguém vê como o esperará? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o esperamos.” – Romanos 8:18-25. Nós podemos imaginar como essas passagens falam claramente ao sofrimento de cristãos verdadeiros em países muçulmanos… mas como isso fala as nossas vidas no mundo ocidental? No Brasil? Gostamos de pensar que sofremos de um modo diferente dos mártires… mas que também compartilhamos do sofrimento de Cristo. Mas os sofrimentos que Jesus tinha em mente não são os problemas gerais da vida que os crentes enfrentam juntamente com todas as pessoas que não tem nenhum relacionamento com Cristo – dificuldades, doenças físicas, crises financeiras… Os discípulos estavam sofrendo por causa do testemunho de Cristo – esse é o contexto do que Cristo estava dizendo a eles e a nós. Como isso se aplica a nós se nós não nos encontramos ameaçados de morte por causa do evangelho? Temos mais dificuldade de ouvir e aceitar a clara exortação de Cristo num mundo como o nosso. Onde a cruz é apenas um símbolo que não está mais associado ao que a cruz realmente significa, é um acessório que ostentamos, vazio de significado verdadeiro. Ao invés de termos um Império Romano nos acossando e nos levando a morte, somos todos os dias levados pelo demônio para o deserto de nossa cultura, tentando encontrar nossa identidade nos mesmos lugares, nas mesmas coisas que o mundo ao nosso redor, simplesmente com a tola tentativa de cristianizar essas coisas a medida que a cultura a nossa volta nos encanta. Não somos perseguidos, no deserto no qual somos tentados, a tentação é que os reinos deste mundo serão nossos se nós simplesmente nos afastarmos do Calvário ( o mesmo proposto a Cristo no deserto por Satanás ) – Então a verdadeira cruz sumiu, porque o “evangelho” de nossa geração cobiça ardentemente os reinos deste mundo. Em nosso deserto, não somos tentados a nos tornar não cristãos, “renunciar” a Jesus Cristo. Na verdade o nome Jesus Cristo pode até ser “onipresente” para nós – em shows, canecas, camisetas, canetas, redes sociais… mas na direção de tudo o que é necessário para o caminho oposto ao do Calvário, na insistência de querer ganhar a vida e não perdê-la e nos apegarmos aos valores, aspirações, necessidades sentidas e todas as relações que nos definem agora e que escolhemos para nós mesmos, ao invés de nos apegar a identidade que Deus em Cristo escolheu para nós. Nossa geração está tentando ganhar a vida e não perdê-la: “Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á” – Mateus 10:39 A clara advertência de Cristo sobre encontrar a nossa vida perdendo-a, entra no foco de nossa visão real quando fazemos a nós mesmos a pergunta: Eu defino a história de Jesus ou Jesus define a minha história? Os objetivos de Cristo dão significado universal a minha existência, ou eu defino o significado de minha vida e o significado de Cristo na minha vida? A palavra de Paulo a todos nós é: “Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.” – Colossenses 3:3 Nada pode ser mais radical que isso. De acordo com a verdade do Evangelho, “eu” realmente está morto, não existe mais. Nossa identidade não é mais definida pela história que construímos. Nada poderia mudar minha identidade senão a radicalidade da cruz. Minha natureza “em Adão” é corrupta, escrava do pecado e da morte. Minha identidade já não tem nenhuma relação com aquilo que define a identidade de todas as pessoas não regenerados ao meu redor neste mundo. Mesmo na mais “sublime moralidade” do homem natural, sua ânsia por espiritualidade… ele não passa de um idólatra – e eu, em “Adão”, estava preso a esta mesma coisa que aprisiona todos os homens. Outra e outra reforma não alteraria em nada a essência da minha existência, a formação da minha identidade. Eu devo ser crucificado e sepultado com Cristo, e com Cristo devo ressuscitar para novidade de vida. A tentativa de manter nossa autonomia, nosso “auto-governo” simplesmente adicionando Jesus a nossa vida, encaixando ele em nossa vida com todas as coisas em comum com o mundo que formaram nossa identidade, o transforma em mero acessório. Nos tornamos como os romanos nos dias de Cristo, sempre havia um lugar no seu panteão para mais um deus… foi a completa negação da ideia de que Cristo pode ser acrescentado assim que levou os primeiros cristãos para o Coliseu. Tornar-se cristão (quando regenerados pelo Espírito) significava ( e jamais significará outra coisa não importanto as mudanças da cultura humana que vai se metamorfosiando…) renunciar a todos os senhores que definem a vida e a identidade de todos os homens naturais, a fim de estar unidos a Cristo. A salvação prometida por Deus em Cristo requer a morte. Não posso “alegremente” simplesmente dar um papel a Jesus na minha vida ( junto com os papéis que dei a tantas outras coisas que definem a minha identidade ) como algo útil na construção e na busca de alcançar meus objetivos traçados por mim mesmo baseados na identidade formada pelo mesmo mundo que forjou a identidade de todos os homens em “Adão”. O evangelho diz que o personagem escrito por mim mesmo está condenado a morte. Que eu devo renunciar todo o roteiro que já tinha sido construído nas bases que governavam minha vida em “Adão”. Eu devo abraçar incondicionalmente o roteiro que Deus estabeleceu para minha vida. A Boa Nova do evangelho é que eu não sou mais um filho de Adão, morto em delitos e pecados ( Ef 2.1) – agora sou filho de Deus em Cristo, e se de fato fui transformado pelo evangelho e sou uma nova criatura, eu já não vejo de modo algum Deus como existente para me fazer feliz, satisfazer minhas necessidades sentidas, nem mesmo para me dar simplesmente um sensação de bem-estar adicionando alguma sugestões e melhoramentos a minha velha vida. Ele vem primeiro para me matar e então me fazer de novo. Eu paro definitivamente de fingir que posso escrever a história da minha vida. Cristo não vem me ajudar a continuar a escrever a história da minha vida de forma melhor, com sugestões e acréscimos… Através da obra perfeita de Cristo, da Regeneração, Justificação… pela ação de Deus, pela fé me dada soberanamente, pela manifestação da Graça de Deus em minha vida, me torno um personagem da história de Deus, apenas parte da nova criação. “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” 2 Coríntios 5:17