Nas últimas vezes que fui ao cinema me dei conta de uma coisa interessante e atual: antigamente, ao começar subir os créditos ou ao verem o “the end” projetado na tela todos começavam a sair da sala, mas ultimamente a regra tem mudado. Todos esperam para ver qual a “deixa” de continuidade da história. A ficha só me caiu quando eu já estava na porta de saída e meu filho lá esperando, segundo ele, o que ia acontecer depois do fim.
Talvez Hollywood tenha notado a nossa dificuldade com o “fim” das coisas. Não sei quantos homens aranha ainda vão existir ou ter suas histórias reescritas, remodeladas, e outros “re’s” pela frente, mas de uma coisa eu sei: nós temos sérios problemas com o “fim”.
Acredito que em grande parte este receio em relação ao fim esteja intimamente ligado com o início e meio de algumas histórias de vida. A lei da semeadura é implacável e imutável, só se colhe aquilo que se planta. A esperança de mudar o meio da história na busca de um fim melhor, ou então, tentar reescrever ou refilmar um roteiro de vida marcado por decisões e escolhas erradas pode ser a raiz do problema de algumas pessoas com o “fim”. A história ainda não está no ponto de acabar ou então está tão boa que não precisava terminar.
Então, quem não gostaria de ter este poder? Incluir uma “deixa” de continuidade no final de suas vidas? Estender sua película numa saga feita de capítulos longos e com isto adiar o fim? Quando todos se preparam para sair da sala, subitamente, um olho se abre, uma mão se levanta, uma carta chega pelo correio, é encontrada embaixo de um móvel, alguém sussurra um nome, alguém morre em seu lugar.
Curiosamente, segundo a Bíblia, o fim das coisas é melhor que o início delas (Ec 7:8). Não tenho dúvidas de que todos os bons roteiros foram escritos de trás para frente. Toda vez que escrevo um conto o que primeiro me vem à mente é o seu fim. Todo o resto trabalha em função dele. Este é o momento épico, crucial e importante de toda boa história.
Vivemos submissos ao tempo, ou a noção dele se você for mais filosófico. O ponto é que existe limite para quase tudo e o fim invariavelmente chega. Ele pode ser apoteótico e alegre ou catastrófico e infeliz, depende de como a história foi escrita.
Estão tentando, mas não vão conseguir tirar a alegria do meu fim, ele foi escrito muito antes de eu existir. Tenho a plena convicção de que o final desta história será bem melhor que o começo, sem a necessidade de refilmagens ou de novos roteiros. Não será necessário nenhuma “deixa” de continuação nem terá aspectos de uma trilogia. É necessário que haja o fim para que venha o novo, do contrário viveremos um eterno déjà vu.
Tudo passa, tudo acaba…
… menos o amor (isso é o que virá depois do fim).
terça-feira, 7 de agosto de 2012
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Crianças precisam de pais presentes
A família é um projeto de Deus. É nela que crescemos como seres humanos, formamos conceitos e influenciamos à sociedade. Daí a sua importância. Mas num mundo moderno em que as mulheres estão exercendo o papel de “mulher maravilha”, o homem vai se distanciando dos padrões iniciais da família e perde a autoridade do seu lar.
O Instituto de Pesquisa Datafolha mostra que o pai perdeu o status de único provedor da casa e, em comparação com a mãe é considerado menos importante e menos companheiro dos filhos. A necessidade da presença do pai na educação dos filhos é indiscutível. Ele exerce papel critico como mestre de seus filhos. É também fundamental na construção da auto-estima das crianças, além de desenvolver nelas limites internos e controle. Sendo assim, por que os pais estão tão omissos? E o que fazer para que o homem resgata seu papel na sociedade?
O primeiro ponto que devemos ressaltar é a mudança que houve na sociedade. A mulher conquistou seu espaço e por conta disso o estilo educacional passou por transformações. Há 40 anos ainda vigorava o modelo hierárquico da autoridade dos pais. Havia muito autoritarismo, mas do que autoridade. Eram ditas frases como “criança não dá opinião. Elas não tinham vez nem voz. E isso foi mudando. Em reação a esse “proibir”, se passou para o extremo oposto: a Era “infantocracia”. A criança passou da condição da sem vez para o lugar central. Os adultos giram em torno dela. Para a psicóloga Elizabeth Bifano, especialista em família, isso acontece pela culpa que os pais sentem de ficarem ausentes o dia todo. Com medo de serem autoritários, abdicaram da autoridade. Os pais falam demais e agem de menos. Em conseqüência disso, os filhos percebem que eles não têm autoridade.
Na opinião da psicóloga, o homem está omisso por trabalhar muito, põe o trabalho em primeiro lugar, e acaba não sobrando tempo para os filhos. “O pouco tempo que tem quer descansar ou fazer algo de que gosta. Por outro lado, a mulher acaba assumindo para ela todas as responsabilidades e, sem perceber, enfraquece o papel do homem. Com isso, além do cansaço permanente das mães, quem mais perde nessa relação exclusiva são as próprias crianças, que ficam sem outra referência forte em sua vida.
Estudos comprovam a necessidade da figura paterna: o pai tende a ser mais efetivo na disciplina. Tanto nas famílias intactas quanto nas divorciadas, por exemplo, as crianças estão mais propensas a obedecer ao pai do que a mãe. Enquanto as mães são mais ativas que os pais em ajudar jovens com problemas pessoais, no que diz respeito ao uso de drogas por adolescentes, o envolvimento do pai é mais importante.
O grande problema da questão é que falta de referência paterna gera conseqüências psicológicas desastrosas na criança, diz a Elizabeth. “Uma menina criada com pai omisso ou ausente fica com carências. E na adolescência, começa a namorar mais cedo, além de buscar em outros homens o suprimento dessa carência. Já no menino, como não existe a figura forte do pai, a mãe passa a ser o seu referencial. Falta a presença do papel masculino, que irá influenciar mais tarde na opção pelo homossexualismo.
A família precisa rever seus papéis, afirma a psicóloga. Os pais, tanto a mãe como o pai, precisam gerenciar melhor suas vidas; ter mais tempo para cuidar dos filhos e perceber qual é o papel de cada um. Mãe é mãe, é só tem uma. E pai também!
E nesse cenário a igreja tem um papel fundamental. “cabe a ela a função pedagógica de mudar tal situação pela atuação do Santo Espírito de Deus, comunicando aos fiéis e a quem mais interessar, as verdades reveladas da Palavra do Senhor, que foram, são e serão, boa e saudável.
CULTO ERÓTICO
O tema sexualidade está ganhando destaque nos púlpitos evangélicos de diversos países do mundo, prova disso é a reportagem do jornal alemão “Frankfurter Rundschau” relatando que o pastor Ralf Schmidt estará realizando o primeiro “culto erótico”.
Schmidt é líder da igreja Mainz Kastel há dez anos e está certo de que os casais de sua congregação precisam aprender mais sobre o tema, por isso escolheu o próximo domingo (5) para falar abertamente sobre sexualidade.
“A sexualidade é uma criação do Senhor. Vou usar termos negativos e depois buscarei expressões mais bonitas”, disse ele.
Por causa das expressões e do próprio tema, a igreja não vai permitir a entrada de menores de 16 anos no culto.
Mas o pastor adianta que mesmo dando ao evento o nome de “culto erótico” não significa que haverá sexo real dentro da igreja, mas que pela primeira vez ele vai falar sobre isso de forma direta e utilizando os termos usados nas ruas para falar sobre amor e sexo.
O anúncio de um culto repleto de “palavras quentes” chamou atenção da mídia local e repercutiu em todo o mundo, já que geralmente as igrejas tratam o assunto de forma mais branda.
Outra matéria que ganhou repercussão internacional foi sobre uma igreja dos Estados Unidos que a mando do pastor instalou uma cama e um pole dance no púlpito para encorajar os fiéis a praticarem mais sexo.
Uma Palavra aos Pais
Uma das mais infelizes e trágicas características de nossa civilização é a excessiva desobediência aos pais da parte dos filhos, quando menores, e a falta de reverência e respeito, quando grandes. Infelizmente, isto se evidencia de muitas maneiras, inclusive em famílias cristãs. Em nossas abundantes viagens nestes últimos trinta anos, fomos recebidos em muitos lares. A piedade e a beleza de alguns deles ainda permanecem em nossos corações como agradáveis e singelas recordações. Outros lares, porém, nos transmitiram as mais dolorosas impressões. Os filhos obstinados ou mimados não apenas trazem para si mesmos perpétua infelicidade, mas também causam desconforto para todos que se relacionam com eles e prenunciam coisas ruins para os dias vindouros.
Na maioria dos casos, os filhos são menos culpados do que seus pais. A falta de honra aos pais, onde quer que a achemos, deve-se em grande medida aos pais afastarem-se do padrão das Escrituras. Atualmente, o pai imagina que cumpre suas obrigações ao fornecer alimento e vestuário para os filhos e, ocasionalmente, ao agir como um tipo de policial de moralidade. Com muita frequência, a mãe se contenta em desempenhar a função de uma criada doméstica, tornando-se escrava dos filhos, realizando várias tarefas que estes poderiam fazer, para deixá-los livres em atividades frívolas, ao invés de treiná-los a serem pessoas úteis. A consequência tem sido que o lar, o qual deveria ser, por causa de sua ordem, santidade e amor, uma miniatura do céu, degenerou-se em "um ponto de parada para o dia e um estacionamento para a noite", conforme alguém, sucintamente, afirmou.
Antes de esboçarmos os deveres dos pais em relação aos filhos, devemos ressaltar que eles não podem disciplinar adequadamente seus filhos, a menos que primeiramente tenham aprendido a governar a si mesmos. Como podem eles esperar que a obstinação de suas crianças sejam dominadas e controladas as manifestações de ira, se eles mesmos dão livre curso à seus próprios sentimentos. O caráter dos pais é amplamente reproduzido em seus descendentes. "Viveu Adão cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua imagem" (Gn 5.3). Os pais devem, eles mesmos, viver em submissão a Deus, se desejam obediência da parte de seus filhos. Este princípio é enfatizado muitas e muitas vezes nas Escrituras. "Tu, pois, que ensinas a outrem, não te ensinas a ti mesmo?" (Rm 2.21). A respeito do pastor ou presbítero da igreja está escrito que ele tem de ser alguém "que governe bem a própria casa, criando os filhos sob disciplina, com todo o respeito (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)" (1 Tm 3.5). E, se um homem ou uma mulher não sabem como dominar seu próprio espírito (Pv 25.28), como poderão cuidar de seus filhos?
Deus confiou aos pais um solene e valoroso privilégio. Não exageramos ao afirmar que em suas mãos estão depositadas a esperança e a bênção ou a maldição e a ruína da próxima geração. Suas famílias são os berçários da Igreja e do Estado, e, de acordo com o que agora cultivam, tais serão os frutos que colherão posteriormente. Eles deveriam cumprir seu privilégio com bastante diligência e oração. Com certeza, Deus lhes pedirá contas referentes à maneira de criarem seus filhos, que a Ele pertencem, sendo-lhes confiados para receberem cuidado e preservação. A tarefa que Deus confiou aos pais não é fácil, em especial nestes dias excessivamente maus. Entretanto, poderão obter a graça de Deus, se a buscarem com sinceridade e confiança. As Escrituras nos fornecem as regras pelas quais devemos viver, as promessas das quais temos de nos apropriar e, precisamos acrescentar, as terríveis advertências, para que não realizemos essa tarefa de maneira leviana.
Instrua seu filho
Queremos mencionar aqui quatro dos principais deveres confiados aos pais. Primeiro, instruir seus filhos. "Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te" (Dt 6.6-7). Este dever é sobremodo importante para ser transferido aos outros; Deus exige dos pais, e não dos professores da Escola Dominical, a responsabilidade de educarem seus filhos. Tampouco essa tarefa deve ser realizada de maneira esporádica ou ocasional, mas precisa receber constante atenção. O glorioso caráter de Deus, as exigências de sua lei, a excessiva malignidade do homem, o maravilhoso dom de seu Filho e a terrível condenação que será a recompensa de todos aqueles que O desprezam e rejeitam; estas coisas precisam ser apresentadas constantemente aos filhos. "Eles são pequenos demais para entendê-las" é o argumento de Satanás, visando impedir os pais de cumprirem seu dever.
"E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor" (Ef 6.4). Temos de observar que os "pais" são especificamente mencionados neste versículo, por duas razões: eles são os cabeças das famílias e o governo desta lhes foi confiado; os pais são inclinados a transferir sua responsabilidade às esposas. Essa instrução deve ser ministrada através da leitura da Bíblia e de explicar aos filhos as coisas adequadas à sua idade. Isto deveria ser acompanhado de ensinar-lhes um catecismo. Um constante falar aos mais novos não se mostra tão eficiente quanto a diversificação com perguntas e respostas. Se nossos filhos sabem que serão questionados após ou durante a leitura bíblica, ouvirão mais atentamente: fazer perguntas os ensina a pensarem por si mesmos. Este método também leva a memória a reter mais os ensinos, pois o responder perguntas definidas fixa ideias específicas em nossas mentes. Observe quantas vezes Jesus fez perguntas aos seus discípulos.
Seja um bom exemplo
Segundo, boas instruções precisam ser acompanhadas de bons exemplos. O ensino proveniente apenas dos lábios provavelmente será ineficaz. Os filhos são espertíssimos em detectar inconsistências e rejeitar a hipocrisia. Neste aspecto, os pais precisam humilhar-se diante de Deus, buscando todos os dias a graça que, desesperadamente, necessitam e somente Ele pode dar. Que cuidado eles precisam ter, para que diante de suas crianças não digam e façam coisas que tendem a corromper suas mentes ou produzam más consequências, se elas as imitarem! Os pais necessitam estar constantemente alertas contra aquilo que pode torná-los desprezíveis aos olhos daqueles que deveriam respeitá-los e honrá-los. Não apenas devem instruir seus filhos no caminho da santidade, mas eles mesmos devem andar neste caminho, mostrando por sua prática e conduta quão agradável e proveitoso é ser orientado pela lei de Deus.
No lar de pessoas crentes, o supremo alvo deve ser a piedade familiar, honrar a Deus em todas as ocasiões, e as outras coisas, subordinadas a este alvo. Quanto à vida familiar, nem o esposo nem a esposa deve transferir para o outro toda a responsabilidade pelo aspecto espiritual da vida da família. A mãe, com certeza, tem a incumbência de suplementar os esforços do pai, pois os filhos desfrutam mais de sua companhia. Se existe a tendência de os pais serem muito rígidos e severos, as mães são propensas a serem muito brandas e clementes; portanto, têm de vigiar mais contra qualquer coisa que enfraquecerá a autoridade do pai. Quando este proibir alguma coisa, ela não deve consenti-la às crianças. É admirável observar que a exortação dada em Efésios 6.4 é precedida por "Enchei-vos do Espírito" (Ef 5.18); enquanto a exortação correspondente em Colossenses 3.21 é precedida por "habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo" (v. 16), demonstrando que os pais não podem cumprir seus deveres, a menos que estejam cheios do Espírito Santo e da Palavra de Deus.
Discipline seu filho
Terceiro, a instrução e o exemplo precisam ser reforçados mediante a correção e a disciplina. Antes de tudo, isto implica no exercício de autoridade, a correta aplicação da lei divina. A respeito de Abraão, o pai dos fiéis, Deus afirmou: "Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do SENHOR e pratiquem a justiça e o juízo; para que o SENHOR faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito" (Gn 18.19). Pais crentes, meditem nestas palavras com cuidado. Abraão fez mais do que simplesmente dar conselhos: ele ensinou com vigor a lei de Deus e ordenou sua casa. As regras com que ele administrou seu lar tinham o objetivo de seus filhos guardarem "o caminho do SENHOR", aquilo que era correto aos olhos de Deus. Este dever foi cumprido pelo patriarca, a fim de que a bênção de Deus estivesse sobre sua família. Nenhuma família pode crescer adequadamente sem leis familiares, que incluem recompensas e castigos. Isto é especialmente importante na primeira infância, quando ainda o caráter moral não está formado e as crianças não apreciam ou entendem seus motivos morais.
As regras devem ser simples, claras, lógicas e flexíveis, tais como os Dez Mandamentos, poucas, mas relevantes regras morais, ao invés de centenas de restrições insignificantes. Uma das maneiras de provocarmos desnecessariamente nossos filhos à ira é atrapalhá-los com muitas restrições insignificantes e regras detalhadas e arbitrárias, procedentes de pais perfeccionistas. É de vital importância para o bom futuro dos filhos que estes sejam trazidos em submissão desde cedo. Uma criança malcriada representa um adulto ímpio. Nossas prisões estão superlotadas com pessoas que tiveram a liberdade de seguirem seus próprios caminhos durante sua infância. A mais leve ofensa de uma criança quebrando as regras do lar não deve ficar sem a devida correção; pois, se ela achar clemência ao transgredir uma regra, esperará a mesma clemência em relação a outras ofensas, e sua desobediência se tornará mais frequente, até que os pais não tenham mais controle, exceto através do exercício de força brutal.
O ensino das Escrituras é claro quanto a este assunto. "A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela" (Pv 22.15; ver também 23.13-14). Por isso, Deus afirmou: "O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina" (Pv 13.24). E, ainda: "Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo" (Pv 19.18). Não permita que uma afeição insensata o impeça de cumprir seu dever. Com certeza, Deus ama seus filhos com um sentimento paternal mais profundo do que você ama seus filhos, mas Ele nos diz: "Eu repreendo e disciplino a quantos amo" (Ap 3.19; cf. Hb 12.6). "A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe" (Pv 29.15). A severidade tem de ser utilizada nos primeiros anos de uma criança, antes que a idade e a obstinação endureçam-na contra o temor e a pungência da correção. Poupe a vara e você arruinará seu filho; não a utilize e terá de sofrer as consequências.
É quase desnecessário salientar que as Escrituras citadas anteriormente não têm o propósito de incutirmos a ideia de que nosso lar deve ser caracterizado por um reino de terror. Os filhos podem ser governados e disciplinados de tal maneira, que não percam o respeito e as afeições por seus pais. Estejamos atentos para não estragarmos seus temperamentos, por fazermos exigências ilógicas, e provocá-los à ira, por castigá-los expressando nossa própria ira. O pai tem de punir um filho desobediente não porque ficou bravo, e sim porque é correto fazer isso, Deus o exige, bem como a rebeldia de seu filho. Nunca faça uma ameaça, se não tenciona cumpri-la. Lembre que estar bem informado é bom para seu filho, mas ser bem controlado é ainda melhor.
Esteja atento às inconscientes influências que cercam seu filho. Estude meios para tornar seu lar atraente, não pela utilização de recursos carnais e mundanos, mas por servir- se de ideais nobres, por incutir-lhes um espírito de altruísmo e desenvolver uma comunhão agradável e feliz. Não permita que seus filhos se associem a más companhias. Verifique cautelosamente as revistas e livros que entram em seu lar, observe os amigos que ocasionalmente seus filhos convidam para vir ao lar e as amizades que eles estabelecem. Antes mesmo de o reconhecerem, muitos pais permitem seus filhos relacionarem-se com pessoas que arruínam a autoridade paternal, transtornam seus ideais e semeiam frivolidade e pecado.
Ore por seus filhos
Quarto, o último e mais importante dever, no que se refere ao bem-estar físico e espiritual de seus filhos, é a intensa súplica a Deus em favor deles. Sem isto, todos os outros deveres são ineficazes. Os meios são inúteis, exceto quando o Senhor os abençoa. O trono da graça tem de ser fervorosamente buscado, para que sejam coroados de sucesso os nossos esforços em educar os filhos para a glória de Deus. É verdade que precisa haver uma humilde submissão à soberana vontade de Deus, um prostrar-se ante a verdade da eleição. Por outro lado, o privilégio da fé consiste em apropriar-se das promessas divinas e em recordar que a ardente e eficaz oração de um justo produz muitos resultados. A Bíblia nos diz que o piedoso Jó "chamava...a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles" (Jó 1.5). Uma atmosfera de oração deve permear o lar e ser respirada por todos os que dele compartilham.
domingo, 5 de agosto de 2012
Jonas queria sair do peixe, e tem quem queira entrar!!!
Esta foto estava no blog da Marcia Gizella. Muito interessante, ou melhor, intrigante, a nova campanha da IURD: “Clamor no interio do peixe”!
Acho que morrerei e não verei todas as campanhas inventadas por aí… Qualquer dia vão inventar a campanha do cuspe de Jesus. É sério, porque só está faltando isso. Imagine só: Uma reunião com 318 “pastores” célebres, que cuspirão em todos os enfermos, com a intenção de repetir o feito de Jesus (ou não).
É claro que ia ser a coisa mais absurda. Confesso que quando tive a idéia, pensei: pôxa, nada mais infantil que uma campanha assim; ninguém vai cair nessa. Mas depois de assistir o êxito da campanha do profeta Jonas, acho que a minha idéia até que ia funcionar! Afinal, quem liga para hermenêutica, exegese, tipologias… Que se dane a exegese! O que manda mesmo é reviver literalmete experiências da bíblia.
PERIGUETE “GOSPEL” [Elas estão por toda parte]
Há muito se sabe que os homens são atraídos pelo olhar. Não é segredo pra ninguém que um homem consegue se excitar em questão de segundos. Basta deslizar os olhos pelas curvas bem distribuídas de uma mulher, estando ela de roupa ou não. Existe uma comparação muito antiga e verdadeira que diz: “os homens são como forno elétrico, “acendem” num piscar de olhos, e as mulheres como forno a lenha, precisam de uma boa dose de carinho, atenção e afeto para que surja a primeira chama.” Não, os homens não agem desta forma porque são tarados e maníacos sexuais, mas sim por causa da sua formação neurológica e hormonal. Eles foram criados assim! “Quer dizer então que se o meu marido trabalha com uma periguete vai passar o dia excitado e ardendo em desejo?” Depende. Se vocês tiverem uma vida sexual satisfatória e seu marido for um homem temente a Deus, capaz de controlar seus olhos e pensamentos, um decote ou bumbum bonitinho não causará muito estrago. Mas infelizmente esta não é a realidade da grande maioria dos casamentos. E pra piorar, existe algo que agrava um pouco mais a situação: a maneira como nós, mulheres, nos vestimos. E é sobre este assunto que quero falar.
Está em alta uma nova moda, uma moda que chegou para destruir vidas e relacionamentos. Estou falando do “estilo periguete”. Vamos juntos analisar alguns modelitos:
- Saias abajur de perereca – criada para cobrir nádegas e pelos pubianos, apenas;
– Blusinhas guardanapo – peça produzida para evitar que os mamilos apareçam;
– Vestidinho saída de banho – união das duas peças acima, mas com uma vantagem: cobre o umbigo;
– Peças segunda pele – deixa tudo em relevo, inclusive a cicatriz da cirurgia de apendicite.
O interessante, é que as adeptas a esse estilo não sentem frio. Não sei qual o segredo. Talvez o fogo que vem de dentro. Mas notei que quando a temperatura está abaixo de 10°C, o problema é solucionado com um casaquinho e uma meia arrastão.
“Meu Deus, mas essas moças estão por todos os lados! Será que consigo me refugiar dentro da igreja?” Sinto-lhe informar, mas o estilo periguete já adentrou o mundo gospel. Os modelitos não chegam a ser tão ousados, mas também causam estrago. A moda gospel conta com peças segunda pele, decotes ousados e blusinhas puxa-puxa: uma mão levantada pra louvar e a outra puxando a blusa para evitar que a barriga apareça.
“Ai Dani, mas que exagero!” Não, não estou exagerando. Há uns 2 meses atrás, uma esposa compartilhou comigo que seu marido havia passado todo o período do culto desnorteado. Não conseguiu prestar atenção em uma palavra sequer, por conta de um bumbum bem modelado em uma calça jeans agarrada no banco da frente. Este bumbum pertencia a uma mulher casada e mãe de dois filhos. Escutei também o desabafo de um esposo: “Durante os cânticos da igreja, tenho que permanecer de olhos fechados, por conta dos decotes, calças agarradas e barriguinhas das meninas que cantam no louvor”. Não, não os culpo por isso. Lembre-se que um homem “acende” apenas com o toque de um botão, os olhos. E não demora muito para que o pensamento pegue fogo. E se este homem não for tremendamente comprometido com Deus e com sua esposa, um incêndio se inicia. Este incêndio se alastra lentamente, levando consigo a paz do seu casamento.
Mulheres, estamos levando os homens ao adultério com nosso modo de vestir! “Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher e deseja-la, já cometeu adultério com ela no seu coração” Mateus 5:28. “Mas Dani, os homens deveriam controlar suas mentes e olhos!” Sim, eu creio nisto, mas nós podemos facilitar, e muito, este trabalho. Como? Sendo mais críticas ao analisarmos nossa imagem no espelho. Se você for casada, ao se vestir, pergunte ao seu marido se ele se excitaria ao ver uma mulher vestida desta forma. Preste atenção se a roupa salienta demais o seu bumbum. Se precisar abaixar, os seus seios ficarão a mostra? Se precisar levantar as mãos a barriga vai aparecer? A roupa é tão agarrada que mostra cada uma das suas curvas?
Quando somos sensuais e ousadas no nosso modo de vestir, transmitimos a seguinte mensagem: “É isto que eu sou! Este é o melhor que tenho a oferecer”. É como se apertássemos com nossos próprios dedos os “botões de excitar” de todos os homens que passam por nós, casados ou não. Talvez, sem saber, já tenhamos sido motivo de discórdia entre um casal e quem sabe até de uma separação. Isso é realmente triste e trágico! Por outro lado, quando nos vestimos de forma decente e discreta, fazemos com que as pessoas enxerguem em nós qualidades que provavelmente ficariam ocultas atrás de um belo decote.
O diabo trabalha duro para te fazer acreditar que terá toda a sua carência emocional suprida se exibir o seu corpo com uma boa dose de sensualidade. É bem provável que até consiga se sentir querida e desejada por um período de tempo, mas é certo que sairá ferida de qualquer relacionamento que se inicie com esta motivação. Um homem que mostra interesse em uma mulher que expõe seu corpo dessa forma, deseja usufruir de tudo aquilo que tem enchido os seus olhos, mesmo que para isso seja necessário dizer um “eu te amo” ou “você é a mulher da minha vida”. Sim, os crentes também fazem isto. E depois que ele estiver bem satisfeito, vai descartá-la como um simples objeto, afinal, não foi isso que você mostrou ser? Um belo pedaço de carne?
Aos pais, eu digo: não permita que sua filha se exponha desta maneira. Ensine-a a se vestir e se portar como uma dama. Li um relato no livro Educando Meninas, de uma jovem de 16 anos que se vestira indecentemente para sair com seus amigos. Ela passou pelo seu pai, esperando que fosse barrada, mas ele apenas a abraçou e disse: “Juízo minha filha!” Ela deu um sorrido e saiu desapontada. Confessou ao autor do livro que o seu maior desejo naquele momento era que seu pai a tivesse impedido de sair vestida daquela maneira: “Eu provavelmente iria me chatear e retrucar, mas teria a certeza de que meu pai realmente se importa comigo.” Mulheres que se portam como vadias, atrairão cafasjestes. Quer se casar com um cavalheiro? Então porte-se como uma dama!
Agora falo às meninas e mulheres: Guarde seu corpo, proteja-o. Ele é templo do Espírito Santo de Deus: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” 1 Coríntios 6: 19 e 20. Não permita que outros roubem com os olhos aquilo que pertence a outra pessoa. Seu corpo pertence ao seu marido (ou futuro marido). Agindo desta forma, você estará preservando a sua saúde emocional, espiritual, o seu casamento (ou futuro casamento) e também o relacionamento de muitas outras pessoas.
De vez em quando, minha filha vê na televisão mulheres com roupas minúsculas, dançando e rebolando. Evitamos expô-la a esse tipo de programa, mas nem sempre é possível, por isso, já conversamos sobre o assunto. Explicamos a ela que o nosso corpo é muito especial, e só deve ser mostrado dessa forma ao nosso cônjuge. O próprio Deus habita em nós, e que Ele se entristece com esse tipo de comportamento. Como posso permitir que outros homens devorem com os olhos aquilo que pertence ao meu marido? Ela entendeu o recado e hoje, não se sente bem quando presencia essas cenas.
Lembre-se: A sua carne deseja as coisas deste mundo, ela vai tentar seduzi-la e arrastá-la: “Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte.” Tiago 1:14-15. O vazio no seu peito e a necessidade de se sentir amada e desejada não pode ser suprida por um homem. Só Deus pode suprir sua carência emocional. Se você não teve um pai que foi amigo, companheiro, seu maior admirador e ao mesmo tempo um exemplo de autoridade, é muito provável que você busque inconscientemente suprir esta falta com os homens que passarem pela sua vida, seduzindo-os através do seu corpo e modo de vestir. Pesquisas comprovam isto. Mas saiba que a única coisa que vai colher é decepção e frustração, pois como diz o versículo, o pecado após ter sido consumado, gera a morte. Morte espiritual.
Deus pode enchê-la de tal forma e fazê-la tão feliz, que a sua busca desesperada chegará ao fim, busque-o! “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo a quem o pedir!” Lucas 11:13”. “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês”, diz o Senhor”. Jeremias 29:13-14.
Estando cheia do Espírito Santo, você se sentirá bastante incomodada ao utilizar uma peça de roupa indecente. O próprio Deus irá te conduzir a cuidar e preservar o seu corpo, fazendo com que as pessoas sejam atraídas não pelo seu modo de vestir, mas sim pelo(a) seu/sua:
Cheiro: “Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento, porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo”. 2 Coríntios 2:14-15 .
Luz: “Disse Jesus: Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”. João 8:12. “Vocês são a luz do mundo. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. Mateus 5:14 e 16
Vida: “Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” João 14:6. “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. João 11:25
Alimento: “Então Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome, aquele que crê em mim nunca terá sede”. João 6:35
Água: “Jesus respondeu: “Quem beber desta água (comum) terá sede outra vez, mas quem beber da Água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a Água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de Água a jorrar para a vida eterna”. João 4:13-14
Não quero com esse texto trazer condenação a ninguém, afinal: “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Romanos 8:1
Eu, assim como vocês, ainda estou aprendendo. Sou apenas uma aluna, talvez uma das piores… Meu desejo é o de aprender para poder ajudar e ensinar a outros. E para isso, conto com o melhor dos professores: “Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente. Delas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito, interpretando verdades espirituais para os que são espirituais”. 1 Coríntios 2:12-13
Te convido a fazer parte desta turma. Hoje!
Renato Vargens chama Abílio Santana de “herético” e critica mensagem sobre prosperidade
O blogueiro Renato Vargens, pastor presidente da Igreja Cristã da Aliança, publicou uma postagem criticando uma mensagem pregado pelo pastor Abílio Santana. Renato afirma que a mensagem é uma aberração e que o pastor Abílio fundamentou a mensagem em um relato apócrifo e que ficou assustado com as bobagens do pastor, que ele chama de herege.
“O cara fundamentou sua pregação num relato apócrifo de que Jesus assumiu aos 12 anos a carpintaria de seu pai e enriqueceu fazendo mesas e cadeiras”, escreveu o pastor Renato.
“Sinceramente a ignorância bíblica dos presentes a esse culto me fez ruborizar de vergonha. Onde já se viu tamanha besteira? Pois é, para defender essa funesta teologia os ‘pastores de Genésio’ estão dispostos a fazer qualquer coisa”, escreveu.
Na mensagem o pastor ilustra uma revelação sobre a casa de Jesus e o exercício de sua profissão. A polêmica está na casa que Jesus teria comprado com o dinheiro que ele guardou durante o período que trabalhava como carpinteiro. Famoso por parafrasear histórias bíblicas e contar com humor suas histórias pessoais, Abílio Santana, que já foi um dos principais conferencista do Congresso dos Gideões Missionário da Última Hora, já foi criticado por acrescentar as histórias bíblicas situações que não são narradas no Livro Sagrado.
“Caro leitor, diante do exposto, repito: Eu odeio a Teologia da Prosperidade. Repudio veementemente seus conceitos e doutrinas. Na pregação, só faltou o cara defender a tese de que Jesus possuía uma casa com 20 quartos, piscina, sala de jogos, sauna e campo de futebol”, critica o blogueiro Renato Vargens.
Esquimós, ovelhas, leões-marinhos e a contextualização!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
O fim do calendário maia
Há alguns anos que estudiosos religiosos e sensacionalistas em todo o mundo se voltam para a contagem do tempo por meio do calendário maia. As notícias acerca do fim do mundo que já estavam em evidência nos meios de comunicação, agora possuem data “certa” para a conclusão “profética’” acerca da destruição do planeta: 21 de dezembro de 2012.
Mas afinal o que é esse calendário maia? O que realmente se prevê por meio de sua descrição considerada de cunho profético? O que a Bíblia diz acerca do fim dos tempos, realmente está ligado á profecia maia como crêem alguns esotéricos? É o que pretendo abordar com coerência e conhecimento no assunto proposto.
Primeiro devo lembrar que encontro nos estudos do calendário maia muitas divergências entre os chamados especialistas do assunto, além de conclusões complexas e abstratas quanto a todo esse emaranhado de informações. Também sabemos da impossibilidade de esgotamento da questão por esse artigo, por ser amplo e longo a sua abordagem, mas oferecemos essa contribuição com a intenção de que se torne possivelmente a raiz para análises dos cristãos e demais leitores.
O Calendário e a História Maia - O calendário maia na verdade é um sistema de calendários distintos, que foram usados pela civilização maia da mesoamérica, ou América média e pré-colombiana. A região fica entre o México e a América do Sul e era também o lar de outras culturas, entre elas a dos astecas. Os maias viveram onde hoje está a Guatemala, Belize, Honduras, El Salvador e o sul do México. Alguns historiadores afirmam que a história maia é dividida em três períodos: A formativa ou Pré-clássica: de 2.000 a.C. até 300 d.C; O período clássico: de 300 d.C. até 900 d.C e; o pós-clássico: de 900 d.C. até a Inquisição espanhola em meados de 1.400. Mas outros, é claro, situam a história maia bem num período anterior.
É obvio que os maias não foram os primeiros a usarem um calendário. Existiram calendários antigos usados por civilizações do mundo todo – mas eles realmente inventaram quatro calendários diferentes. Dependendo de suas necessidades, usavam diferentes calendários para registrar cada evento, sejam sozinhos ou numa combinação de dois calendários. O calendário mais expressivo é justamente esse que relataremos.
O Calendário e o Tempo - O Calendário maia é organizado em unidades temporais crescentes. Cada vinte dias completam o que corresponderia a um mês, ou seja, entre os nativos, é conhecido por uinal. Dezoito uinals constituem um tun ou o “ano” ocidental. Por sua vez, vinte tuns formam um katun, enquanto quatrocentos tuns configuram o baktun. Esses são os nomes usados para identificar meses e períodos.
O processo de enumeração ocidental dos séculos é infinito, mas o calendário maia foi criado com uma duração limitada prescrita, 5.200 anos. Assim, ele teria seu fim em 13.0.0.0.0, transcrita por maioria dos pesquisadores como a data exata de nossa era: 21 de dezembro de 2012.
Junto a essa contagem de tempo os maias deixaram também um total de sete profecias relacionadas ao planeta e a evolução espiritual da humanidade. Esse é ponto central de toda a agitação em torno do calendário: sua ligação com eventos previstos para o decorrer da história. As profecias de fato existem, mas algumas delas, pelo visto, não se cumprirão de forma literal como pregam alguns e principalmente a mídia especulativa, mas trata-se de algo na ordem espiritual e interior, que nós aqui chamamos de movimento astrológico da Nova Era ou ciclo Aquariano.
Dessa forma consideramos que o final do calendário maia, possivelmente em 2012, seja uma ideia do início de um novo ciclo, assim como o último dia do ano ocidental dá lugar ao começo de um novo ano. O imaginário é mais forte do que qualquer técnica adotada pelas sociedades mesoamericanas. E assim, ouviremos, após esse dia 21 de dezembro de 2012, diversas autoridades das religiões de mistérios dizerem que, esse calendário acaba, mas com o reinício de uma nova fase de consciência global por parte da humanidade.
As profecias Maia e as Profecias Bíblicas - Os principais estudiosos desse assunto tentam com seu alto bulício interligar as profecias maia com a Bíblia Sagrada, o que é totalmente inútil, visto que a Bíblia não possui erros e falhas em sua Inspiração, como encontramos nos relatos maia - é certo que erros de Tradução são comuns na Bíblia.
O que a Bíblia diz acerca do fim dos tempos, ou como alguns que querem impor usando o termo “mudança de ciclo”, se resumem em três eventos: 1º. Um Governo terreno de uma Nova Ordem Espiritual que se caracteriza por doutrinas contrárias a própria Bíblia (2ª Ts. 2; 2ª Pe. 2; Ap.13). Trata-se de um mundo distante do Deus Verdadeiro, pela criação de uma divindade genérica com a força do sincretismo religioso atuante em nossos dias; 2º. A busca incansável do homem por sua própria divinização e auto-salvação. Isso resulta na anulação do sacrifício de Jesus na cruz, ou seja, se o ser humano consegue a salvação por si próprio, por que razão Jesus morreu no calvário? (Rm. 6.23; 1ª Tm. 2.5; At. 4.12) e; 3º. A volta de Cristo para buscar seu povo, sua Igreja (1ª Ts. 4.16; 1ª Co. 15.52). Sendo assim, não existe na Bíblia nada que aprove ou se iguale ás profecias maia, ou de seus intérpretes, pelo contrário, a Palavra de Deus condena as práticas desses povos antigos, entre essas a de adivinhações que têm como objetivo tentar desvendar o futuro, usando como ferramenta, a consulta aos astros:
“Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus”. Deuteronômio 4.19. “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” Romanos 1.25
O calendário maia foi criado numa cultura extremamente mística e espiritualista. Os maias foram influenciados religiosamente pelos povos olmecas, povo considerado civilização-mãe de todas as civilizações mesoamericanas, cuja difusão principal foi uma concepção de mundo onde a contagem cíclica do tempo era interligada a espiritualidade do homem. A observância do movimento dos astros e dos fenômenos climáticos trazia ao pensamento religioso maia uma noção de que os fenômenos eram marcados por uma repetição. Nessa esfera religiosa os rituais também eram de suma importância, pois fortaleciam as ações dos deuses na preservação da existência do mundo espiritual. Nesses rituais religiosos os maias ofereciam sacrifícios humanos e animal. E Deus também condenou tal prática, de sacrifício humano, quando disse:
“E edificaram os altos de Baal, que estão no Vale do Filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem veio ao meu coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá.”
Enfim, as descrições do calendário maia, junto com a interpretação de seus simpatizantes, nada mais são que a volta ás tradições antigas de povos primitivos adoradores da natureza, supersticiosos, consultores dos astros e espiritualistas dos costumes astrológicos, com o fim de encarapitar e promover as doutrinas já condenadas por Deus e rejeitadas pelos princípios cristãos. O fim de um calendário para a suposta comprovação de um novo ciclo revela sua fragilidade, restando assim apenas o poder da comunicação favorável àqueles que possuem olhos vendados para a libertação de um julgo carregado há séculos.
Relativismo, absolutismo e a burrificação da teologia brasileira
Durante dois anos dediquei parte do meu tempo para discutir com relativistas ateus acerca da existência de uma verdade universal e absoluta. Sabe o que eu descobri? Que algumas pessoas têm uma vontade enorme de discordar, mesmo em face das maiores evidências. A segunda grande lição que tirei foi que o relativista é um debatedor desleal; como debater a verdade com alguém que crê que todas as proposições são igualmente verdadeiras (não havendo, conseqüentemente, nenhuma verdade?).
Mas se há (e eu tenho absoluta certeza que há!) uma verdade acerca da verdade, é que ela independe da nossa opinião sobre ela. Antigamente a humanidade achava que a terra era plana, mas a crença daquele homem primitivo e medieval não pode mudar a verdade de que a terra é redonda. Eles estavam bem intencionados, mas fracassaram. A verdade sempre existirá, independente do modo como nos relacionamos com ela.
Neste mundo pós-moderno com sua porteira aberta para o absurdo, não faltam cidadãos politicamente corretos para tratar de convencer-nos que a moralidade, por exemplo, nada mais é do que uma convenção social. Não existe um comportamento certo ou errado; não há regras exteriores a nós para se cumprir, tudo começa e termina em nós mesmos. Contudo, mesmo o maior dos relativistas abominará a idéia de ter uma esposa “relativamente fiel”. Neste caso, ele está absolutamente seguro que a fidelidade é um padrão moral legítimo, verdadeiro. Para muitos, todo comportamento é correto, até o dia que um tarado pervertido estupre a sua filhinha indefesa. Isso acontece porque a verdade nem sempre é evidente em nossas ações, mas pode ser percebida em nossas reações.
A exegese e a hermenêutica também tem sofrido influencia do relativismo. Há uma multidão de crentes relativizados, tratando de convencer-nos que o balão é azul, roxo e verde ao mesmo tempo. Para estes pseudo-pensadores, as palavras de Jesus tem um milhão de interpretações possíveis (e igualmente válidas). Quanta frescura! É claro que a Bíblia às vezes usa metáforas, analogias e parábolas, mas nestes casos o sentido do texto é claro. Do mesmo modo, há inúmeras passagens que são literais, e o sentido destas palavras é igualmente claro.
Às vezes penso que esta idéia burrificada de que cada um deve interpretar a Bíblia a sua maneira, e que verdades contradizentes podem ser igualmente verdadeiras é produto do péssimo sistema educativo brasileiro. A grande maioria dos alunos do ensino médio é incapaz de interpretar textos simples! Entende a gravidade do problema? Os nossos queridos relativistas morais e religiosos são, em grande parte, vítimas deste processo.
Por tudo isso que eu afirmo sem medo de errar: “não é o excesso de intelectualidade que está sufocando a igreja brasileira, mas a ausência dela”. E nestes dias confusos, quando os homens “chamam o mal de bem e o bem de mal”, nada pode ser mais normal do que uma multidão de ignorantes sendo aclamados como pensadores e filósofos, enquanto os verdadeiros pensadores são relegados ao anonimato. A burrice virou sinônimo de intelectualidade, e aqueles que usam o cérebro e contrariam as convenções pós-modernistas são chamados de intolerantes e irracionais.
Lamentável, desconcertante, triste, mas… não menos verdadeiro.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
O que faço com esta dor no meu peito?
Faz pouco tempo que descobri que o grande autor, pensador e apologista G. K. Chesterton viveu acometido por uma dor tão profunda que chegou perto de tirar a sua própria vida. Mais do que quase qualquer outro pensador cristão ortodoxo, ele levou a sério o impacto das obras de Friedrich Nietzsche. Nietzsche previu o fim da ética e da própria vida pública em virtude do fato de o mundo chegar à conclusão de que Deus não existe. Na ausência de uma convicção da existência do Senhor, todo e qualquer tipo de noção de certo e errado seria absurdo e fatalmente abolida. A única coisa que sobraria seria o direito pela força. Ou seja, toda a existência humana seria uma longa série de disputas por poder: poder pessoal, poder social, poder de certos grupos sobre outros grupos, poder de ideias sobre outras ideias. Poder viria a ser o fio condutor de toda uma nova sociedade. Literalmente os fortes sobrepujariam os fracos. Os fracos, mesmo no seu direito, perderiam. Hoje vemos isso na nossa sociedade. Os fortes se impõem. Os fortes se tornam mais fortes. Os ricos se tornam cada dia mais ricos. Os desprovidos de meios, seja por riquezas ou por violência, são cada vez menos capazes de se defender contra a onda de injustiça e de exploração. O cenário é angustiante. Pelo menos os que conseguem enxergar um pouco além das suas paredes certamente não vivem tranquilos. Tranquilidade, felicidade e paz neste mundo são reservados para os alienados, os loucos, as crianças e os que abraçam uma fé de outro mundo. Eu tenho fé. Mas eu vivo aqui. Essa dicotomia entre onde eu estou e para onde eu vou um dia é o vórtice da minha angústia. Assim como Paulo falou em Romanos, eu gemo. A natureza geme. O próprio Espírito Santo intercede por nós, com gemidos inexprimíveis. Há dias, sim, nos quais não vejo tão claramente a profunda tragédia da existência humana. Há dias em que me perco num pôr do sol. Há dias em que me deleito numa leitura ou num filme arrebatador. Mas há dias em que, após desligar o filme, lembro-me das minhas tristezas, dos meus desapontamentos, das decepções, dos amigos que se mostraram menos que amigos, dos conselheiros em quem depositei confiança e que me fizeram bem. Só que hoje não é mais assim. Meu mundo encolheu mais um pouco. Minha história ficou mais um pouco complicada. Meu mundo ficou um pouco mais pobre. Então choro. O peito aperta. Tomo mais um comprimido para minha pressão não subir. E o silêncio da minha sala grita. Fere a minha alma. Então olho para Deus e pergunto: “Até quando, Senhor? Será que a vida toda vai ter que ser isso? Altos e baixos? Alívio e estresse, seguido de mais alívio e mais um baque?”. A jornada segue. Ladeira acima, vou tentando galgar com fidelidade. Tento falar algo aqui no blog que vai contribuir para a sua vida. Busco nas Escrituras a luz. Acho-a. Sim, eu a acho. Uma luz. Um passo a mais. E muitos me agradecem. Só que não sabem que de mim não há nada de bom para dar. Tudo de bom que temos recebemos do Pai do Céu. Pessoas me lembram que há outros que sofrem. O que fazer com a dor de ver uma criança que morre de fome? De um bairro que não tem saneamento básico quando os que têm a mão nos cofres financiam projetos faraônicos que avançam a sua carreira de vaidade e poder? Vamos nos manifestar? Vamos empunhar placas nas ruas. Já sei, pintemos a cara. Isso. Quem sabe ajudaremos os jornais a preencher mais uma coluna na primeira página. Eles agradecem, certamente. Pois é pelo espetáculo que conseguem vender. Enchemos os bolsos dos donos do picadeiro. Sim, porque pelo espetáculo ajudamos a dar mais um brilho à tragicomédia pública que desfila nas telinhas. Vamos votar em alguém. Certamente alguém vai dar um jeito nisso tudo. Só que já vi candidatos nobres mergulharem no caldo do Estado e, anos depois, com um olhar envidraçado, parecem peões parados num tabuleiro sobre o qual eles não têm controle nenhum. Paladinos cujo cavalo foi para o brejo. Suas espadas enferrujadas e penduradas lembram que um dia criam em algo. Seus nomes chegaram a significar algo nobre, um dia. Mas faz tempo que não ouvimos mais deles. Este mundo tem jeito? A Bíblia diz que o mundo jaz no poder do maligno. É um verbo incomum. Muitos acham que “jazer” é apenas um modo antigo de dizer “deitar”. Mas não é. “Jazer” é o verbo que descreve a postura de um defunto. Um morto jaz. Não creio que o mundo vá mudar. Mas meu coração ainda dói. Vejo alguém com necessidade e quero ajudar. Jesus nos ensinou a fazer isso. Mais ainda, o Espírito nos move. Compaixão é uma palavra que literalmente descreve um movimento das entranhas. Algo que nos impulsiona do fundo do nosso ser. Só que o mundo nos deixa brutalizados e calejados. De tanto assistir às barbaridades pela televisão, de tanto ser bombardeados por um tsunami de tragédias, absurdos, injustiças e violências, ficamos como quem não consegue mais se mover. Afinal, começar onde? Vamos acabar com a escravatura mais antiga do mundo? Sim, porque há 600 milhões de indianos, conhecidos como “intocáveis”. Eles são escravos das classes mais avantajados. Têm que viver sua vida inteira em absoluta e inquestionável subserviência. Suas mulheres são estupradas sem que esse ato bestial redunde nas menores consequências para os seus agressores. Se o mundo inteiro se mobilizasse, conseguiríamos fazer uma diferença? Mas e o meio ambiente, o tráfico de escravos, as experiências das empresas farmacêuticas em vilarejos africanos e os genocídios movidos pelo mercado de petróleo? Qual dos males deste mundo vamos resolver de vez?
Uma das maiores aberrações que já ouvi um pastor pregar
or Renato Vargens
Vi no isso no facebook no "mar-dito" e não acreditei. Confesso que ouvi uma das mais aberrativas pregações de toda a minha vida. Na mensagem o pregador afirmou que Jesus possuía uma casa de praia. O cara fundamentou sua pregação num relato apócrifo de que Jesus assumiu aos 12 anos a carpintaria de seu pai e enriqueceu fazendo mesas e cadeiras. No entanto o que mais me assustou no vídeo não foi as bobagens do herético pastor, mas sim a empolgação do povo com o ensino do falso profeta. Sinceramente a ignorância bíblica dos presentes a esse culto me fez ruborizar de vergonha. Onde já se viu tamanha besteira? Pois é, para defender essa funesta teologia os "pastores de Genésio"estão dispostos a fazer qualquer coisa. Caro leitor, diante do exposto, repito: Eu odeio a Teologia da Prosperidade. Repudio veementemente seus conceitos e doutrinas. Na pregação, só faltou o cara defender a tese de que Jesus possuía uma casa com 20 quartos, piscina, sala de jogos, sauna e campo de futebol. Diante dessa loucura manipulativa resta-nos clamar a Deus por misericórdia, pedindo ao Senhor que abra os olhos do seu povo livrando-os do engodo proferido por lobos inescrupulosos.
O Deus em quem não creio
Por Davi Lago
Muitas vezes quando me perguntam se eu acredito em Deus, eu respondo: “Depende de que Deus você está falando”. Eu não creio, por exemplo, num “Deus banqueiro” que serve apenas para resolver nossos problemas financeiros. Não creio também num “Deus” que criou o mundo e o abandonou, como crêem os deístas; nem num “Deus tapa-buraco” de nossas ignorâncias; nem num “Deus de indulgências” que barganha favores para os homens. Se for um desses deuses que você tem em mente, então eu sou o maior ateu do universo.
Há vários deuses no supermercado religioso contemporâneo. Mas são todos tão mesquinhos, que não vale a pena desperdiçar tempo falando sobre eles. Dá agonia ter que aturar tanta frivolidade. Como é possível crer num “Deus” que não zela por sua própria glória? Como crer num “Deus” que não seja onipotente, perfeito e digno de louvor?
Não creio num “Deus” que possa ser colocado numa caixa e estudado num laboratório. Não creio num “Deus” que seja só amor sem justiça, ou que seja somente justiça sem amor. Não creio num “Deus” inseguro, instável e mutável como o temperamento humano ou a bolsa de valores. Não tenho fé para crer num “Deus” ilógico, irracional e absurdo. Não creio num “Deus” que seja um mero passatempo e entretenimento para uma vida alienada.
Não creio num “Deus” que não tenha o controle do cosmo e fique amedrontado diante de demônios e outros deuses. Não creio num “Deus” antiquado que precisa ser readaptado de tempos em tempos. Não creio num “Deus” insensível ao sofrimento, ao racismo e à escravidão. Não creio num “Deus” que serve apenas como um conforto ilusório para minhas tristezas.
Não creio num “Deus” limitado, impotente diante da natureza, que nada sabe sobre o futuro, como afirmam os teístas abertos. Um “Deus” assim é digno de dó e piedade. Também não posso crer num “Deus” antropocêntrico, que adora o homem e coloca a vontade humana acima da sua. Não creio ainda num Deus impessoal como acreditam os hindus. Esse “Deus” não passa de uma “energia superior”, que não se relaciona com a humanidade e nem é consciente de si.
Perceba: não posso crer num “Deus” que não passa de uma projeção humana, um “Deus” à imagem e semelhança do homem, assim como afirmou Feuerbach. Nesse “Deus” eu não creio. Nem no “Deus pai super-protetor” que Freud negou. Um “Deus” assim teria apenas um monte de filhos mimados e insuportáveis.
Se foi um desses deuses que Nietzsche afirmou que está morto, graças a Deus que ele está morto e não existe mais. Aliás, ele nunca existiu. E que ninguém tenha a ideia insana de reinventá-lo. No funeral desse “Deus”, não choraremos.
Creio que rejeitar esses falsos deuses é o primeiro passo da verdadeira fé.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Moldando nos Fariseus o seu mundanismo!
Por Josemar Bessa
Muitas vezes o homem vai até as Escrituras não para ser transformado por ele, mas para tentar encontrar uma justificação para o seu estilo de vida, estilo de vida que não flui da prioridade de ver Deus glorificado na sua vida, mas centrado em si e em seus deleites. Esse tipo de motivação fecha os olhos do entendimento das Escrituras. Muitos justificam seu estilo de vida (muitas vezes até dizem estarem sendo apenas missionais) baseado num texto de Mateus 11.19 que diz: “...e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores” -
Mateus 11:19 É assim que Cristo se descreveu? É assim que Mateus descreveu Jesus? É assim que o Pai descreveu o Filho. Jesus foi referido por seus inimigos como “glutão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores” – Esses mesmos inimigos disseram: “Mas alguns deles diziam: Ele expulsa os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios” Lucas 11:15 – Esses mesmos homens disseram que João Batista tinha demônio: “Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio” - Mateus 11:18 Jesus não era nenhuma das coisas que a expressão quer mostrar, nem ele procurou tal reputação. Essa era a maneira de os Fariseus... difamarem o Filho de Deus, João Batista... Ele era um “amigo de publicanos e pecadores”, apenas no sentido de que os levantou e salvou ( como Zaqueu, por exemplo, ou o próprio Mateus ) – os tirou para fora do lamaçal e colocou seus pés sobre a rocha. Tentar usar a difamação dos Fariseus como desculpa para o mundanismo, mostra a mesma hostilidade, por fim, a quem Cristo de fato era – O Deus santo, o santo Filho de Deus: “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus” - Hebreus 7:26 – Separado dos pecadores. Essa não é uma definição que flui dos fariseus – mas de Deus. Ele era um “amigo de publicanos e pecadores”, apenas no sentido de que os levantou e salvou, mas não em adotar ou incentiva a sua vida e seu estilo de vida de amor ao pecado, usando seu linguajar chulo, obsceno... por abraçar seus valores moldados pelo pecado, por abraçar o pecado como entretenimento... abraçando essas coisas a fim de ganhar sua admiração ou ganhar a adesão deles como discípulos... Isso é simplesmente cometer a mesma blasfêmia dos fariseus – Ele era “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores...” – Ele confrontou a maldade e repreendeu seus pecados tão corajosamente como ele pregou contra os erros dos fariseus: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno”. - Mateus 18:7-8 Cristo também comeu e bebeu com fariseus - “E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa” - Lucas 7:36 – tão facilmente como Ele comeu com publicamos. Nenhum dos dois – publicanos ou fariseus – moldaram a vida dEle. A vida dos dois grupos era uma vida que desonrava a Deus, digna de Seu desprazer e juízo – e os dois grupos de homens foram chamados ao arrependimento e a mudança radical operada pelo Espírito Santo que leva o homem a viver como Paulo descreveu: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus -. Romanos 12:1-2 A diferença significativa entre o cobrador de imposto típico, não é que sua vida não mudou e ele continuou com o mesma visão e estilo de vida mas achou Jesus legal. A diferença é exatamente que eles estiveram mais dispostos a confessar seu pecado, seu estilo de vida ofensivo a Deus e confessar sua própria necessidade desesperada de perdão e transformação de sua vida que os fariseus. A diferença foi exatamente não continuarem sendo os mesmos. É o que aconteceu com Mateus. Ele foi chamado ao arrependimento e foi completamente transformado: “E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na recebedoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu”. Mateus 9:9 – Ou seja, ninguém pode usar o cobrador, publicano Mateus, para justificar sua falta de transformação que afeta toda a sua vida, valores... do mundo para Deus, do pecado para a santidade... A Bíblia não faz a menor sugestão que Jesus assumiu a aparência e o estilo de vida de um publicano, seus prazeres pecaminosos... tenha se tornado um glutão... (par dizer pouco)... a fim de ganhar a aceitação de uma subcultura sem Deus. Ele não o fez. Ele mesmo era e é o Deus santo, “separado dos pecadores!”. Enaltecer símbolos de indulgência carnal, como se fossem válidos como emblemas da identidade espiritual, não passa de desculpa de um coração mundano. Nenhuma indulgência carnal pode promover a glória e a causa do reino de Deus. Quando disfarçamos o estilo de vida do homem sem Deus e em seus pecados como estratégias... isto não altera a sua verdadeira natureza. O homem que faz isso na verdade se assemelha a Ló, que armou sua tenda na direção de Sodoma, e não com Cristo, que é “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores...” A descrição e visão que os fariseus tinham de Filho de Deus: “...e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores” - Mateus 11:19 - “Mas alguns deles diziam: Ele expulsa os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios” Lucas 11:15. A descrição de Deus: “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus...” - Hebreus 7:26 Que descrição encontra a alegria do teu coração e molda sua vida?
A Maldição do Homem Moderno
Existe uma maldição antiga que permanece conosco até hoje — a disposição da sociedade humana de ser completamente absorvida por um mundo sem Deus. Embora Jesus Cristo tenha vindo a este mundo, este é o pecado supremo dos incrédulos, o qual levou o homem a não sentir — nem sentirá — a presença dEle que permeia todas as coisas. O homem não pode ver a verdadeira Luz, tampouco pode ouvir a voz do Deus de amor e verdade. Temos nos tornado uma sociedade “profana” — completamente envolvida em nada mais do que os aspectos físico e material desta vida terrena. Homens e mulheres se gloriam do fato de que são capazes de viver em casas luxuosas, vestir roupas de estilistas famosos e dirigir os melhores carros que o dinheiro pode comprar — coisas que as gerações anteriores nunca puderam ter. Esta é a maldição que jaz sobre o homem moderno — ele é insensível, cego e surdo em sua prontidão de esquecer que existe um Deus. Aceitou a grande mentira e crença estranha de que o materialismo constitui a boa vida. Mas, querido amigo, você sabe que o seu grande pecado é este: a presença eterna de Deus, que alcança todas as coisas, está aqui, e você não pode senti-Lo de maneira alguma, nem O reconhece no menor grau? Você não está ciente de que existe uma grande e verdadeira Luz que resplandece intensamente e que você não pode vê-la? Você não tem ouvido, em sua consciência e mente, uma Voz amável sussurrando a respeito do valor e importância eterna de sua alma, mas, apesar disso, tem dito: “Não ouço nada?” Muitos homens imprudentes e inclinados ao secularismo respondem: “Bem, estou disposto a agarrar minhas chances”. Que conversa tola de uma criatura frágil e mortal! Isto é tolice porque os homens não podem se dar ao luxo de agarrar as suas chances — quer sejam salvos e perdoados, quer sejam perdidos. Com certeza, esta é a grande maldição que jaz sobre a humanidade de nossos dias — os homens estão envolvidos de tal modo em seu mundo sem Deus, que recusam a Luz que agora brilha, a Voz que fala e a Presença que permeia e muda os corações. Eu mesmo fui ignorante até aos 17 anos, quando ouvi, pela primeira vez, a pregação na rua e entrei numa igreja onde ouvi um homem citando uma passagem das Escrituras: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim... e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11. 28,29). Por isso, os homens buscam dinheiro, fama, lucro, fortuna, entretenimento permanente ou apego aos prazeres. Buscam qualquer coisa que lhes removam a seriedade do viver e que os impeça de sentir que há uma Presença, que é o caminho, a verdade e a vida. Eu era realmente pouco melhor do que um pagão, mas, de repente, fiquei muito perturbado, pois comecei a sentir e reconhecer a graciosa presença de Deus. Ouvi a voz dEle em meu coração falando indistintamente. Discerni que havia uma Luz resplandecendo em minhas trevas. Novamente, andando pela rua, parei para ouvir um homem que pregava, em um cantinho, e dizia aos ouvintes: “Se vocês não sabem orar, vão para casa, ajoelhem-se e digam: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador”. Isso foi exatamente o que eu fiz. E Deus prometeu perdoar e satisfazer qualquer pessoa que estiver com bastante fome espiritual e muito interessado, a ponto de clamar: “Senhor, salva-me!” Bem, Ele está aqui agora. A Palavra, o Senhor Jesus Cristo, se tornou carne e habitou entre nós; e ainda está entre nós, disposto e capaz de salvar. A única coisa que alguém precisa fazer é clamar com um coração humilde e necessitado: “ó Cordeiro de Deus, eu venho a Ti; eu venho a Ti!”
Entenda porque agosto é o “Mês do Cachorro Louco”
Com certeza você já ouviu falar que o mês de agosto é chamado de “Mês do Cachorro Louco”, não é mesmo? Mas você sabe o motivo para esse apelido tão carinhoso para o mês que acabou de começar? Existem diversas crenças e também variados acontecimentos históricos que podem nos levar a diferentes explicações. Por exemplo, a Primeira Guerra Mundial começou no dia 1º de agosto de 1914 e as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram atacadas pelos norte-americanos com bombas atômicas nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, o que resultou na morte de mais de 200 mil pessoas no fim da 2ª Guerra Mundial. Sem falar que em 2 de agosto de 1934 Adolf Hitler se torna o führer (Líder ou Chefe de Estado) da Alemanha. Agora, outra interpretação que faz muito sentido é que no mês de agosto a concentração de cadelas no cio aumenta bastante devido às condições climáticas. E quando as cadelas estão no período fértil, os cachorros ficam loucos (mesmo!) e brigam para conquistar a fêmea. Essa luta feroz entre os machos em busca da fêmea faz com que a raiva, doença transmitida pela saliva bicho, se espalhe mais. Os animais que estão infectados pela raiva babam muito e ficam com aparência de “loucos”, daí a expressão “Cachorro Louco”. Há quem diga ainda que o mês de agosto é dotado de muita energia negativa, e por isso é o mês do desgosto e do azar. Um mês carregado de superstição e magia. Podemos lembrar mais alguns fatos históricos que podem comprovar essa crendice, como o suicídio cometido por Getúlio Vargas no dia 24 de agosto de 1954, a construção do Muro de Berlim, que dividiu a Alemanha em duas partes, começou no dia 13 de agosto de 1961, no dia 12 de agosto de 1968 os católicos e protestantes da Irlanda do Norte começaram a se matar, mas “tudo em nome de Deus” e também a morte de Juscelino Kubitscheck em um acidente de carro no dia 22 de agosto de 1976. Além dessas curiosidades negativas, existem outras interessantes e bem bacanas de se saber.
O nome do mês, agosto (do latim, Augustus), foi uma homenagem que o imperador César Augusto fez a si mesmo, modesto ele, não? Enquanto no mês de agosto as mulheres portuguesas evitavam se casar porque essa era a época em que os navios de expedição saíam para explorar novas terras, e junto com eles os maridos das moças, na Alemanha ele é considerado o mês das noivas! Para finalizar, uma superstição meio nojenta dos nossos “hermanos” argentinos. Na Argentina existe uma crendice popular que diz que lavar a cabeça no mês de agosto não é aconselhável, e a pessoa que lava os cabelos durante mês está atraindo a morte! Fonte: Vírgula O que a Bíblia nos fala Como vimos acima o mês de agosto tem muitas histórias e curiosidades, mas uma coisa nós nunca podemos nos esquecer, é que tanto esse mês quanto qualquer outro foi o Senhor quem fez. O Salmo 118.24 nos diz que “Este é o dia que o SENHOR fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Os meses são feitos de dias após outros dias, então não importa qual o dia do mês que estamos, pois de Janeiro a Dezembro todos os dias foi que o Senhor quem fez. E se foi o Senhor quem o fez será um de dia vitória ou talvez até um dia de muitas lutas, agora, compete a cada um de nós vivermos o dia de hoje com suas alegrias e tristezas confiados no Senhor, pois, como disse Jesus: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.34).
A nossa única preocupação diária dever ser “buscar, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça” (Mt 6.33). Agosto é um mês de muitas oportunidades para as nossas vidas e um mês para mostrar para as pessoas supersticiosas que o nosso Deus governa em todas as épocas. Como disse Nabucodonosor depois que recobrou o juízo: “Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn 4. 34,35). É o Senhor quem controla, domina e reina em todas as épocas, por isso que o mês de agosto é o mês do Senhor e não do cachorro louco, é o mês de alegria e grandes bênçãos para a nossa vida e não o mês da desgraça. Este é o mês Agosto de Deus. Pense nisso e Fique na Paz!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Discernindo o mundanismo
Qual é a diferença entre essas duas afirmações?
Não cometa adultério.
Não seja mundano.
A primeira afirmação é objetiva e pode ser definida de forma objetiva. A segunda não pode. Porém, as duas são requerimentos das Escrituras para nós. Como seremos submissos à vontade de Deus quando temos problemas para discernir Seus vários requerimentos? Devemos pensar cuidadosamente sobre o que Ele nos falou para fazermos.
Quando alguém cobiça internamente outra pessoa que não seja seu cônjuge, ela comete adultério. Dadas algumas circunstâncias, essa cobiça se manifestará no adultério em si. A Palavra de Deus é muito clara quanto à proibição do adultério, tanto interno, quanto externo.
Consequentemente, saber se o adultério ocorreu não requer discernimento. Requer apenas os fatos. A Palavra de Deus proíbe dormir com a mulher de outro homem. Se um indivíduo dormir com a mulher do outro, então ocorreu adultério. Quando a concupiscência chega a adultério, se torna nítido que a vontade de Deus foi violada.
Mas quando alguém tem um coração mundano, que tipo de comportamento resultará disso? A resposta é: qualquer forma de comportamento imaginável. Consequentemente, mundanismo não pode ser definido, mas deve ser discernido. Essa é uma estrada com valas dos dois lados, e os cristãos erraram em ambas direções.
Alguns cristãos perceberam que o mundanismo não pode ser definido. Mas a reação deles quanto a essa verdade é assumir que nada pode ser feito em relação ao mundanismo e que qualquer tentativa de fazer algo é “legalismo”. Isso é negligência com o que Deus disse explicitamente para fazermos: “Não amar o mundo…”
Outros cristãos, zelosos pelo bem, tentaram fazer algo acerca do mundanismo, definindo-o e depois banindo qualquer manifestação dele, colocando-o sob proibição. As definições, entretanto, são necessariamente inadequadas, e logo o mundanismo aparece novamente e todas as regras bem intencionadas levam cativos consigo.
O primeiro grupo de cristãos é levado por qualquer moda que o mundo inventa. O lema desse grupo parece ser um desafio lançado para o mundo: “Tudo o que vocês fazem, nós podemos fazer pior”. Pense em qualquer coisa e os cristãos a fazem colocando um versículo bíblico aonde for possível. Quer uma lista? Rock, atividade aeróbica, dieta, estilos de corte de cabelo, maquiagem, psicologia de autoajuda, e assim por diante, ad nauseam. Essas são áreas nas quais o mundanismo pode ser discernido; eles não são representantes de nenhuma tentativa da minha parte de formular uma nova lista. Você pode fazer dieta sem ser mundano, e eu estou ouvindo rock enquanto escrevo isso aqui. Mas não se pode negar que tais atividades (e muitas outras) estão saturadas de mundanismo.
Os cristãos que estão na outra vala veem o problema e criam novas leis. Mas essas leis são, na melhor das hipóteses, ineficazes e, na pior, legalistas. É mundano ir ao cinema? Sim. Então ir ao cinema vai para a lista, e falam para os membros da igreja que eles não podem ir. O resultado? Eles assistem filmes no videocassete. O legalismo ocorre quando as pessoas pensam que a santificação delas consiste em não fazer algumas coisas. Um legalista pode tentar ser consistente em seu comportamento exterior (usando um vídeo cassete), mas ele continua sem saber qual é a essência da piedade.
Qual é a solução para esse dilema? O mundanismo não pode ser permitido na igreja, e não pode ser tratado eficazmente por meio de regras. O mundanismo só pode ser erradicado por meio do discernimento de homens e mulheres de Deus. Quando eles enxergarem o mundanismo, eles devem falar. Mas, certamente, essa sinceridade os colocará em uma posição estranha.
Que tipo de pessoa é confiável para lidar com mundanismo? O autor de Hebreus menciona características de maturidade durante uma discussão sobre diferentes níveis de discipulado. Ele diz: “Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5.14).
Note que o adulto tem o discernimento entre bem e mal que somente pode ser adquirido “pela prática”. Em outras palavras, um novo cristão seria incapaz de fazer esse julgamento. Mas esse não é o caso em relação ao comportamento que é claramente proibido nas Escrituras. A Bíblia proíbe assassinato, adultério, roubo, etc. Todos os cristãos entendem que essas coisas são erradas, e esse entendimento não requer discernimento.
Porém, existem áreas que, claramente, os cristãos imaturos precisam do discernimento de seus irmãos e irmãs mais maduros. Os problemas surgem, no entanto, quando os cristãos foram ensinados a olhar para qualquer aplicação extrabíblica de princípios bíblicos como legalismo. “O que você quer dizer com ‘eu não deveria estar vestindo isso’?”, “Aonde está isso na Bíblia?”. Esse equívoco é ainda mais provável porque realmente existe muito legalismo.
domingo, 29 de julho de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Pastor não é Palhaço! – A necessidade da Reforma dos Púlpitos brasileiros
Sem sombra de dúvida, a Reforma Protestante do século XVI foi o maior reavivamento produzido pelo Espírito Santo em toda a história da Igreja de Cristo. Tudo começou pelo resgate da genuína pregação. Naqueles dias, poucos pregavam com fidelidade as Escrituras. Os sacerdotes, a maioria ignorantes, mal sabiam ler e escrever. No máximo decoravam a missa em latim. O povo, mergulhado em profundas trevas espirituais cegamente seguia o entretenimento supersticioso e idólatra do clero.
Quando Martinho Lutero, Ulrich Zwingli, João Calvino, John Knox e outros pastores começaram a pregar novamente a Palavra de Cristo, o povo que andava em trevas contemplou mais uma vez o brilho da luz. O Senhor promoveu um grande despertamento espiritual na Europa, levando países inteiros a abraçarem o Evangelho do Senhor Jesus Cristo.
A máxima protestante “Igreja Reformada, Sempre Reformando”, ainda hoje nos ensina que a verdadeira reforma consiste em sempre reavaliarmos a nossa fé e prática segundo os padrões estabelecidos pelas Escrituras. A nossa consciência, como disse Lutero, deve estar cativa à Palavra de Deus. A nossa pregação precisa ser clara e objetiva. Seu conteúdo: Jesus Cristo, e este crucificado (1 Co 2). Não há lugar para brincadeiras quando proclamamos o Reino de Deus.
Hermisten Maia falando sobre isso usou a seguinte ilustração: “Imagine um jovem entre muitos outros, ansiosamente procurando seu nome na lista afixada na parede da universidade. Ele busca saber se foi aprovado ou não no vestibular. De repente, surge um amigo com um sorriso largo no rosto e com braços abertos dizendo: – Você conseguiu! Você foi aprovado! O jovem começa a gritar e pular de alegria, dá um abraço apertado naquele amigo, ri, chora, comemora… Contudo, em meio a toda aquela euforia, seu ‘amigo’ diz: – É tudo brincadeira, não passou de uma piada; seu nome não consta entre os aprovados”. Como você reagiria a essa situação se fosse o vestibulando? Se você corretamente não admite brincadeiras com coisas sérias, será que o Evangelho, que envolve vida e morte eternas seria passível de brincadeiras, de gracinhas ou palhaçadas?
Da mesma forma, hoje muitos pregadores estão apresentando uma mensagem incompreensível à Igreja. Os crentes se acostumaram a ouvir o seu pastor brincar tanto com assuntos sérios, que não conseguem descobrir o temor e tremor do Senhor em suas brincadeiras. Eles sobem ao púlpito e pensam que estão no picadeiro, alguns até mesmo vestidos de palhaço!
Os palhaços “pregadores” afirmam que nós é que confundimos “expor a Bíblia com seriedade” com “expor a Bíblia sério”. Argumentam que Jesus usava muito humor para pregar e que a chave hermenêutica para compreendermos as parábolas de Jesus é o humor. Sinceramente, eu não consigo enxergar nenhum pingo de humor quando Jesus fala sobre o Dia do Juízo, onde separará ovelhas de bodes, lançando estes no inferno. Não dá para rir!
O resultado trágico dessa esdrúxula metamorfose é que o povo de Deus, por não perceber a diferença entre o palhaço e profeta, aprova este comportamento absurdo e pecaminoso por meio de aplausos e boas gargalhadas.
O desaparecimento da verdadeira pregação é sempre um grave sintoma de que púlpitos estão vazios.
Percebemos mais uma vez o entretenimento substituindo o verdadeiro papel do profeta.
Não é de se estranhar a resistência por parte de muitos em ouvir e atender a mensagem da cruz. Como falar do pecado, ira de Deus, morte, inferno, arrependimento, cruz, salvação e sacrifício de modo divertido? Tem muitos pastores vestidos de palhaço afirmando: “Sim, isso é possível”. Eles têm envolvido as nossas crianças e a nossa juventude com essa maneira engraçada de pregar. Onde isso vai parar? Precisamos urgentemente de uma reforma em nossos púlpitos!
Kierkegaard conta que certa vez um circo se instalou próximo de uma cidadezinha dinamarquesa. Este circo pegou fogo. O dono do circo vendo o perigo do fogo se alastrar e atingir a cidade mandou o palhaço, que já estava vestido a caráter, pedir ajuda naquela cidade para apagar o fogo. Inútil foi todo o esforço do palhaço para convencer os seus ouvintes. Quanto mais ele gritava “O circo está pegando fogo!”, o povo ria e aplaudia o palhaço entendendo ser esta uma brilhante estratégia para fazê-los participar do espetáculo… Quanto mais o palhaço falava, gritava e chorava, insistindo em seu apelo, mais o povo ria e aplaudia… O fogo se propagou pelo campo seco, atingiu a cidade e esta foi destruída.
Pastor não é palhaço, é profeta. Seu púlpito não é picadeiro, mas o lugar de onde ele proclama com autoridade a Palavra de Deus. Sua missão é pregar em alto e bom som, de forma pura e simples as Boas Novas do Evangelho e todas as suas implicações. O pastor não é um animador de auditório, nem um contador de piadas. Lugar de palhaço é no circo. Que Deus tenha misericórdia de nós, levantando novos reformadores!
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