quinta-feira, 17 de maio de 2012
Cristãos Casados – Frequentar motel pode?
Bem, se não pode, também não pode dormir em hotel. O “leito sem mácula” caros amigos não diz respeito a cama física, ou ao espaço onde o casal se deita, mas a relação do casal enquanto gente fiel aos votos matrimoniais. É um exagero sem tamanho proibir motel. É descabido e uma invasão da privacidade do outro. Conheço casais que não tem privacidade dentro de sua casa por ter muitos filhos, ou pelo apartamento ser pequeno, e recorrem ao motel como alternativa para ter um momento a dois. Negar esse momento ao casal é no mínimo um abuso de poder.
Ninguém tem direito de legislar a vida alheia. Aquele que come carne não condene quem come e vice versa, já dizia Paulo. Meu irmão e irmã, acredite, você não é menos santo porque vai a motel, nem mais santo porque não vai. Quanto ao fator higiene, tudo depende da escolha do estabelecimento. Para isso existe motel de tudo quanto é jeito. Desde o “pulgueiro” até o motel de luxo. Você como bom marido/esposa não vai passar uma noite especial num pulgueiro não é. É uma simples questão de bom senso.
A questão espiritual é até desperdício falar, mas vamos lá mesmo assim. Somos termômetro ou termostato? Somos influenciados pelo ambiente ou influenciamos o ambiente? A bíblia diz que onde pusermos a planta dos nossos pés, aquele lugar é santo e nosso. No motel não é diferente. Quando você está alí no bem bom com sua esposa, aquele lugar alí é santificado pela sua presença. Quem vive paranóico com essa ideia da geopolítica infernal, deveria se preocupar mais em conhecer Deus e não o diabo.
Não tem essa de motel ser lugar de adultério, de fornicação e de influência maligna, isso é coisa de gente dicotômica que despreza o poder de Deus e quase louva o diabo. Não há nenhum milímetro do universo onde Jesus não reivindique dizendo: “É MEU”. Não se preocupem com essa questão, o diabo não pode tocar nos servos do Senhor, muito menos reivindicar para si espaços determinados. O diabo está com a bola toda para algumas pessoas, virou até dono de motel.
Não existe lugar promíscuo, existe gente promíscua em qualquer lugar, pensem nisso antes de falar. Lugar não tem alma, nem sentimentos, só pessoas. Qualquer lugar com Deus é um paraíso gente boa, até um motel!
E no mais, tudo na mais santa paz!
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Não há salvação pelas obras, porque não há bem naquilo que o homem obra.
O que a mente alienada de Deus, mancomunada com as trevas, de mãos dadas com o maligno jamais entenderá, é que a salvação em e por Jesus Cristo, se dá única, exclusiva e efetivamente pela graça e por ela somente. A graça de Deus não age na mesa da barganha nem na peita do “uma mão lava a outra”. Não espera ser correspondida pelo seu objeto de alcance, pois se assim o fosse tal graça reduzir-se-ia banalmente a uma mera recompensa, porém, uma recompensa inalcançável, inacessível, pois o objeto que por ela obrasse, a saber, o homem, jamais a alcançaria, posto que tal homem sem Deus, jamais moverá sequer um passo em sua direção, isso porque o veredicto dado pela Escritura Sagrada o desfavorece, neste julgamento do qual Deus é o supremo Juiz e aferidor da sentença:
“Deus olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se todos, e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não, nem sequer um.” (Sl 53.2,3)
Somos salvos pela graça, porque pelo mérito seríamos condenados. Somos salvos pela graça, porque falta-nos a justiça necessária para entrarmos nos “santo dos santos” sem sermos fulminados. O homem sem Deus é ímpio, pois anseia tenazmente vaguear na senda incerta que o mundo o enclausurou com seus pés mancos, ouvidos moucos, visão turva e coração irremediavelmente entenebrecido pelo pecado que guerreia contra a paz de Deus, aprisionando-o no neste pecado, à mercê de suas insólitas consequencias. A ordem do Senhor para os que desejam agradá-lo é “Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre” (Sl 37.3). Porém, se tratando dos que querem agradá-lo sem responsabilizá-lo pela força e vida, tal como a seiva da raiz é responsável pelo fruto dos ramos de uma árvore, fracassarão, pois “Na verdade que não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque.” (Ec 7.20)
O ímpio não pode laborar a favor da verdade porque “Com as suas línguas tratam enganosamente” (Rm 3.13). Não podem com seu fôlego louvar ao Senhor porque sua “boca está cheia de maldição e amargura” (Rm 3.14). Não conseguem trilhar sua lida em busca do caminho que os leva á vida Eterna porque “Os seus pés são ligeiros para derramar sangue, em seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o caminho da paz..” (Rm 3.15). Não hesitam em praticar a maldade porque “Não há temor de Deus diante de seus olhos.” (Rm 3.18)
Por essa razão, a salvação não pode estar sob ombros humanos, a depender de seu engajamento para satisfazer as exigências salvíficas, porque não há, e jamais haverá sequer uma partícula de luz no recôndito do seu ser a brilhar, deste para Deus, para que por essa suposta e utópica boa ação, seja por Deus conquistado e recebido para salvação porque "Quem do imundo tirará o puro? Ninguém." (Jó 14.4). Analisemos a verdade da Escritura e o que por meio dela Deus nos revela. Se “do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt 15.19) e “uma vez que tampouco pode uma fonte dar água salgada e doce.” (Tg 3.12), como então seria possível a essa vontade, submetida a uma força maior e antecessora que a controla, trilhar autonomamente, os retos caminhos de Deus? Se o coração do homem é fonte de toda sorte de pecados e se de uma fonte apenas, não seja possível jorrar simultaneamente uma torrente de água doce e outra amarga, então não há nada que esse homem faça para que por meio de méritos próprios se faça merecedor de Deus, praticando um suposto bem o qual se acha enganosamente capaz de fazer, isso porque o homem sem Deus é homem perdido, irreconciliável, destinado a condenação.
Certamente, ante a essa exposição radical e radicalmente bíblica, alguns que são simpatizantes a salvação que segundo acreditam, se dá sinergicamente entre Deus e homem, me dirão que há um justiça no homem sim, embora inerte, porém a espreita, a fim de que ladeada da força de Deus, motivando este Deus a agir pela a ação primeira daquele, ajam juntos para benefício da salvação do homem, mas “ Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?" (Jó 25.4) Ou ainda, que homem, que por sua própria capacidade “poderá dizer: Purifiquei o meu coração, limpo estou de meu pecado?” (Pv 20.9). Nenhum homem pode ir contra sua própria natureza dantes boa, agora caída em sua própria estultícia porque “Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias.” (Ec 7.29) A Escritura Sagrada é a luz que vai adiante de nós, alumiando o caminho pela qual peregrinamos, e por meio dela, Deus desnuda-nos e mostra-nos quem de fato somos, e o que somos sem Deus, não agrada aos ouvidos do homem sem Deus.
Enquanto da Escritura a voz de Deus estrondeia a composição de nossa débil natureza, o homem sem Deus busca iludir-se ostentando uma força que não tem isso porque “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (jr 17.9). Ao Olhar Deus dos céus a vida dos homens na terra, ele sentencia: “Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos: não há quem faça o bem, não há sequer um” (Sl 14.3). Se Deus, ao observar nossa frenética vida existencial, que gira em torno dos desejos que circundam o nosso umbigo, diz que ao homem lhe é impossível fazer o bem por si só, como se encorajam alguns a dizer que nos passos pelos quais se consuma a salvação, cabe o homem dar o primeiro passo a fim de que Deus, por meio de uma ação correspondente de honra ao mérito humano, responda-o dando o segundo passo? Que graça é essa, que espera o passo inicial de alguém e ainda se intitula de graça? Se alguém receber alguma coisa por merecer a isso não devemos chamar de graça, mas sim de soldo ou ainda salário e “o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6.23). Se a morte é seu soldo merecido e a graça é dom gratuito ternamente concedido, então a morte é o que o homem merece, embora não receba (digo dos salvos) e graça é o que ele recebe embora não a mereça.
A pergunta é: Se o homem é pecador e se sua nascente é má, sendo os desejos que dela elevam-se de igual modo corruptos, donde virá o suposto bem que alguns dizem o homem ter? A Escritura diz: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão se não há quem pregue? (Rm 10.14). Ou seja, como crerão naquele (porque por si mesmos não podem crer) que pode salvá-los, e como o conhecerão, senão por meio da palavra que apresenta Jesus aos seus corações, bem como acrescenta-lhes a fé necessária para crer nele, ou não “foi o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia?”(At 16.14). Sim de fato foi Ele, isso porque a “a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Rm 10.17). A Fé vem, não nasce do coração do homem, vem de quem a tem para concedê-la, ela vem “descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.” (Tg 1.17)
O homem sem Deus é tão imundo que se “tu, SENHOR, observares as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá?” (Sl 130.3). Se Deus levasse em conta quem o homem é, nem ao menos sería estendido a nós a possibilidade de salvação. A Salvação iniciou-se não por um desejo de Deus em dar ao homem a oportunidade que lhe é de direito, mas sim “Para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou,” (Rm 9.23). Os que resistem em se renderem à doutrina bíblica de que Deus é plenamente soberano e soberanamente responsável por tudo que aos homens é acometido, devem compreender que a Salvação é um ato arbitrário de Deus (Resultante de arbítrio pessoal; de ninguém mais além dele), no sentido de que ele não sofreu coerção, nem imposição para levá-la a efeito; Deus não é forçado a salvar para corresponder a alguma coisa que alguém possa ter feito a ele, pois “quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado?” (Rm 11.35) ou como para cumprir um roteiro de final feliz que alguém possa ter escrito para que assim o fosse. Pois então se Deus quisesse julgar-nos por aquilo que somos, nós aqui não estaríamos por isso o rogamos a que “não entres em juízo com o teu servo, porque à tua vista não se achará justo nenhum vivente” (Sl 143.2). E se assim não quisesse agir, alguns inconsequentes entre os poupados, jamais estariam agora o indagando dizendo “Que fazes? ou a tua obra: Não tens mãos?” (Is 45.9)
Isso não me assombra, pois não é outra coisa, senão a medida dos homens no cabal cumprimento das profecias de Deus. Não há sequer uma ínfima possibilidade de o homem ser bom levando sua salvação a seu termo e não há justificativas plausíveis para dizer que ele o seja ou possa vir a ser autonomamente, face ao mal do qual ele, o homem, está dolosamente envolvido jurídica e soberanamente responsabilizado por Deus. Desde a mais tenra idade, ou ainda, desde o início do seu “vir a ser” ele é mal, pois “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, falando mentiras”. (SL 58.3).
Muitos são os que dizem que Deus, motivado por sua livre escolha de nos amar nos poupou do furor de sua ira, que justamente nos lançaria no inferno, onde a total separação com Deus imperaria eternamente. Somos alvos de sua infinita graça, de seu amor unilateral que jamais dependeu ou dependerá de seu objeto, de igual modo afirmam. Bom, então analisemos isso às últimas consequências. Se somos alvos de sua graça, o que de fato nós somos, então caso Deus optasse por agir de forma justa e não graciosa conosco, (o que ele fará com alguns), não poderíamos reprová-lo, nem argui-lo, pois estaria punindo-nos pelos erros que segundo nos constam, somos culpados. O que é culpa, senão o que Deus imputa em nos por sermos pecadores, e o que é graça senão a ação voluntária de Deus, em que, ao invés de permitir que sejamos ovelhas obstinadamente desgarradas, esse Deus, por si só e para si só, restitui-nos ao seu aprisco, buscando-nos quando não queríamos voltar, amando-nos quando o aborrecíamos, se entregando por nós, quando sequer beleza víamos nele para que o desejássemos? (Is 53.5) Sem Deus a nossa escolha seria o pecado, nada além de nos sujarmos no lamaçal do pecado “Porque o ímpio gloria-se do desejo da sua alma; bendiz ao avarento, e renuncia ao SENHOR." (Sl 10.3)
Se o homem nasce mal, isso significa que impossivelmente ele se tornará em algo além daquilo que ele inerentemente o é. Se caso houvesse no homem a capacidade de pelos seus próprios logros ser bom ou mau, tal ênfase que lhe é dada pela Bíblia, ao dizer que o homem é pecador seria incoerente, se caso lhe fosse possível ser um ou outro, bastando-lhe apenas correr atrás do prejuízo; mas isso, Israel bem que tentou. Com mãos sujas de sangue e templo profanado pela idolatria, Israel, pôs-se a tentar cumprir os mandamentos de Deus sem Deus. Mas o Eterno chamou o profeta e a seu povo por meio dele o exortou:
“Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal.” (Jr 13.23)
Portanto, salvação não pode acontecer pelas obras porque não há obras que lhe sejam boas, quando produzidas estritamente pela alçada humana.
Ainda alguém poderá perguntar: Mas por qual motivo faz-se necessário dizer tão enfaticamente que o homem é pecador? Além do fato de julgar tal proclamação relevante, pela razão de constarem tais declarações como minas na Escritura Sagrada, somente assim nós compreenderemos o quanto Deus se proclama como Soberano em nossa salvação.
Somente assim entenderemos o Senhor Jesus a nos dizer que “sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15.5). Entenderemos Paulo quando diz que “Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus,” (2 Co 3.5), e assim daremos toda honra à Deus e sua justiça por estarmos onde estamos, nos lugares celestiais em Cristo Jesus, restaurados ao reino do filho do seu amor, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo.
Finalmente, assim, somente assim subiremos humildemente “ao templo”, não a esbanjarmos uma louca auto-justiça diante do Eterno, mas sim batendo a mão sobre ao peito, ao menear de nossa cabeça, certificaremos o quão indignos somos de seus favores, e assim declararemos, no grito de um suplicante pecador: “O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” (Lc 18.13)
Seu Diabo é Grande Demais -
Essa é uma realidade na "igreja" dos nossos dias. O diabo é muito grande, se ficamos fascinados por ele; o diabo é muito grande, se achamos que temos de cumprir um compromisso com ele; o diabo é muito grande se somos vítimas de uma maldição, colocada sobre nós. O diabo é grande demais se vivemos com medo de que nosso futuro esteja em suas mãos...
O pecado aciona a lei das conseqüências não planejadas. Isso é verdade para nós, como para todas as criaturas de Deus.
Por que Satanás estava fadado ao fracasso? Ele era limitado para alcançar o que desejava.
O que Lúcifer esperava alcançar quando se rebelou contra Deus? Ele queria ser semelhante ao Altíssimo. Mas isso seria possível realmente?
Quando teólogos falam sobre Deus, usam três palavras que começam com o prefixo “oni” – que significa simplesmente “todo”. Deus é Onipresente, pois está presente em todos os lugares; Ele é Onipotente, pois é o Todo-poderoso; Ele é Onisciente, pois tem todo o conhecimento. Esses atributos são a própria essência da natureza de Deus.
Quantos desses atributos Lúcifer receberia, se conseguisse ser “semelhante a Deus”? A resposta é fácil e clara: Nenhum.
Ele jamais seria onisciente, ou seja, nunca poderia saber tudo. Ele sabia que um homem planejava assassinar o presidente dos Estados Unidos, quando chegasse a Dallas, Texas, no dia 22 de novembro de 1963. Ele não sabia, contudo, se isso realmente aconteceria. O assassino podia mudar de idéia, a arma podia falhar, ou talvez o motorista do carro, no último instante, resolvesse fazer um itinerário diferente. Deus sabe exatamente o que acontecerá, mas Satanás é capaz apenas de fazer uma previsão acurada. Embora conheça os planos, ele não sabe qual será o resultado final. Ele pode influenciar nas decisões humanas, mas nunca dirigi-las. ( O homem é escravo do pecado em seu próprio coração ) – Suas previsões mais insignificantes sempre envolvem o grande risco de jamais se concretizarem.
Isso explica por que, no Antigo Testamento, o reconhecimento de um falso profeta era feito às vezes pelo erro de suas previsões. Apesar de acertar algumas vezes, somente Deus pode prever o futuro de forma infalível. Portanto, um verdadeiro profeta de Deus sempre acerta 100% das vezes.
E quanto à onipresença? Lúcifer seria capaz de encher todo o universo com sua presença? Poderia estar em todos os lugares simultaneamente? Não, ele jamais conseguiria. Pode viajar rápido, mas quando se encontra na Índia, não consegue estar em Brasília. Quando trava uma batalha no Rio de Janeiro, não pode estar numa reunião de oração na Coréia. Portanto, nunca será onipresente.
É verdade que multidões de demônios estão espalhadas pelo mundo, realizando as obras do diabo, mas cada um desses anjos caídos também não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.
E quanto a onipotência? Lúcifer nunca seria todo-poderoso. Ele não tem poder para criar nem uma molécula, muitos menos estrelas... Nem pode sustentar o Universo pela “palavra do seu poder”. Quando procura imitar a habilidade criadora de Deus, ele sempre apela para as fraudes e falsificações. Não, ele jamais será onipotente.
Em que sentido então ele poderia ser “semelhante ao Altíssimo”? Apenas nisso: ele achou que se tornaria INDEPENDENTE. Ele sabia que suas realizações sempre seriam apenas uma sombra daquilo que Deus pode fazer. A alegria, contudo, de saber que agiria sem a aprovação de Deus, fazia o risco valer a pena. Então poderia dar ordens e não mais recebê-las. Pelo menos esse era o seu plano.
A IRONIA é que na independência alardeada por Satanás, na realidade, tornar-se-ia outra forma de dependência à vontade e aos propósitos de Deus. Realmente, ele não dependeria da orientação do Todo-Poderoso nas decisões que tomasse, mas cada um dos seus atos de rebelião estaria debaixo do controle cuidadoso e da direção de Deus.
Ele, com certeza, podia desafiar o Criador, mas todas as suas atividades sempre seriam restritas àquilo que Deus permitisse. Sua independência só a muito custo poderia ser digna desse nome. Ele se rebelou para não ser mais um servo de Deus e, apesar disso, jamais conseguiu ou conseguirá sua independência.
Se Milton pensou estar certo ao dizer que Lúcifer preferiu ser rei no inferno do que servo no céu, ele (Lúcifer) estava completamente enganado. Lúcifer descobriu, para seu desgosto, que no final continuaria eternamente SERVO DE DEUS. E, como a Bíblia ensina claramente, NÃO EXISTEM REIS NO INFERNO!!!!
Aquele que odiava a idéia de servir, tornar-se-ia um outro tipo de servo. Ao invés do serviço voluntário, abraçaria uma servidão relutante, um serviço com uma motivação diferente em direção a um final diferente; mas, de qualquer maneira, SEMPRE UM SERVO. Finalmente como fazia quando ambos estavam em harmonia.
Satanás estava condenado a uma existência vazia, interminável, sem descanso, e miserável. Ele sempre seria impelido a desprezar a Deus e tentar agir contra Ele. Ainda assim, no final, seria compelido a promover os propósitos divinos. Ao invés da alegria na presença de Deus, teria eterna humilhação; no lugar do amor de Deus, receberia a ira e o juízo eternos.
O orgulho fez com que Lúcifer perdesse todos os seus privilégios. Ele assumiu um grande risco, ao achar que, se não pudesse destronar a Deus, pelo menos conseguiria estabelecer seu próprio trono, em algum lugar do Universo.
Ele subestimou a Deus e superestimou a si mesmo
ELE ERA LIMITADO NAQUILO QUE PODIA PREVER
Lúcifer sabia que surgiriam algumas conseqüências devido à sua decisão, mas não tinha idéia de como seriam. Lembre-se, até esse momento não havia nenhum tipo de rebelião no Universo. Ele não podia aprender com os erros dos outros; e uma vez que cruzou a linha, era muito tarde pra recuar de seu grande propósito. Mais importante, ele não podia prever o advento de Cristo para redimir o homem, nem podia contemplar sua própria condenação eterna no lago de fogo.
Ele não sabia que apenas um terço dos anjos escolheria se unir a sua causa rebelde (Ap 12.4 diz que a cauda do dragão “levou após si a terça parte das estrelas do céu” ). Se ele pensou que todos os que estavam sob sua autoridade ficariam ao seu lado em sua oferta de independência, teve de engolir essa decepção.
Pense nisso. Para cada anjo que o respeitava, dois continuaram fiéis a Deus! Talvez Satanás tenha ficado surpreso por ver como o Céu funcionava bem sem sua supervisão e autoridade. Não importa quão confiantemente ele exercia seu pode adquirido, pois seu sucesso era apenas parcial.
Durante um determinado tempo, ele só pôde remoer o seu erro. Só lhe restava aguardar que Deus desse o próximo passo.
ELE ERA LIMITADO NO CONTROLE DOS DANOS
Apesar de não termos dito explicitamente, existe pouca dúvida em minha mente de que Lúcifer lamentou profundamente sua decisão, no momento em que a mesma foi tomada. Ele havia atravessado um portal desconhecido, na esperança de que o abriria para um brilhante futuro, contudo, não sabia que havia um abismo do outro lado.
Então, tendo experimentado o pecado em primeira mão, ele sabia que perdera a maior aposta de sua carreira. Ele fez a “roda da fortuna” girar e não percebeu que Deus tinha o controle de cada uma das suas rotações. Em qualquer lugar que ela parasse, ele sempre seria o PERDEDOR – um perdedor por TODA ETERNIDADE.
Rapidamente, ele aprendeu que não é gratificante estabelecer um reino rival, só para descobrir que fatalmente falhar. Por mais agradável que seja a independência, não ajuda muito se você é independentemente DERROTADO, independentemente ATORMENTADO e independentemente ENVERGONHADO.
Se ele soubesse disso!! Ele pegou o trem errado, mas, depois de corrompido, seguiria adiante até o final. O arrependimento era impossível por várias razões:
PRIMEIRO, Satanás era e continua incapaz de se arrepender; O ARREPENDIMENTO É UM DOM DE DEUS, dado às pessoas em cujos corações o Todo-Poderoso já opera.
Para Satanás, arrepender-se significaria que existe algo de bom nele; mas nenhuma virtude pode ser encontrada no mesmo. Então, ele se tornou totalmente mau, irremediavelmente perverso. E Deus resolveu abandoná-lo, para o seu fim bem merecido.
Como já aprendemos, um Lúcifer perfeito deixou o mal brotar dentro de si, mas desde que a corrupção estava completa, o bem nunca mais existiria dentro dele. Quando era uma criatura perfeita, era capaz de cometer o mal, mas, uma vez que foi contaminado, ele jamais seria capaz de fazer o bem. A corrupção seria completa, irreversível e total. O pecado então se tornaria uma necessidade moral.
SEGUNDO e mais importante: mesmo que Lúcifer se arrependesse, ele não seria redimido, pois nenhum sacrifício foi feito pelos seus pecados. Cristo carregou apenas os pecados dos homens (eleitos ) e não os dos anjos. “Pois na verdade ele não socorre a anjos, mas sim à descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse semelhantemente aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote naquilo que é de Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo” (Hb 2.16,17).
Sem uma propiciação disponível, o comportamento rebelde de Lúcifer tornou-se então irrevogável e permanente. Daquele momento em diante, sua passagem pelo Universo seria em uma linha reta, direto para uma eternidade de vergonha e humilhação. Para ele, não haveria uma segunda chance.
Lúcifer aprendeu uma importante lição: uma criatura pode estabelecer uma confusão, mais jamais pode endireitar as coisas” A lei das conseqüências não planejadas seria sempre aplicada por toda a eternidade. Somente Deus pode, se assim desejar, conter ou reverter as conseqüências da desobediência.
ELE ERA LIMITADA NO CONHECIMENTO DE DEUS
Os atributos primários de Deus é sua santidade. Lúcifer, que desejou ser semelhante a Deus, na verdade permaneceria tão longe desse atributo, quanto seria possível estar.
Não sabemos o quanto Deus se revelava às criaturas angelicais, mas Lúcifer, acredito, devia conhecer suficientemente a Deus pra saber que Ele jamais dividiria sua glória com alguém. Quanto mais algo Lúcifer aspirasse subir, maior seria seu fracasso.
Será que ele julgou mal a Deus, ao achar que o amor do Todo-Poderoso suplantaria qualquer possibilidade de julgamento severo? Não sabemos, é claro, mas tenha em mente que Lúcifer conhecia apenas o perfeito amor de Deus. O conceito de justiça simplesmente não existia. Desde que não existia desobediência no Universo, não havia necessidade da demonstração da ira divina. Lúcifer não previu até onde Deus poderia ir pra preservar sua honra.
Lúcifer achava que conhecia a Deus, mas ainda tinha muito o que aprender. Se ele simplesmente tivesse confiado no que não conseguia entender e crido no que não podia saber por si mesmo, seu futuro teria sido diferente.Agora que ele sabia mais sobre Deus, ERA TARDE DEMAIS.
ELE ERA LIMITADO PARA ENTENDER A DIFERENÇA ENTRE O TEMPO E A ETERNIDADE.
Lúcifer deveria saber que nenhuma exaltação momentânea pode compensar uma eternidade de HUMILHAÇÃO; ser adorado por um momento não pode compensar uma eternidade de desprezo; nenhum momento de excitação pode compensar uma eternidade de tormento. Uma hora no inferno fará com que a excitação de se opor a Deus se desvaneça no eterno esquecimento.
Eis aqui uma lição para nós. Nenhuma decisão pode ser considerada boa, se a eternidade prova que ela é ruim. Explicando melhor, nenhuma decisão nessa vida pode ser boa a não ser que se torne excelente na eternidade. Somente um ser que conhece o futuro e o passado pode prescrever o que é melhor para nós. Nós julgamos baseados no tempo, mas somente Deus pode revelar os julgamentos baseados na eternidade.
Daquele momento em diante, Lúcifer venceria apenas pequenas batalhas, mas seria forçado a perder a guerra. Se ele apenas tivesse levado Deus mais a sério, não teria subestimado a capacidade infalível do Todo-Poderoso de puni-lo. Se a grandiosidade do pecado é determinada de acordo com a grandiosidade do ser contra quem é cometido, Lúcifer então cometeu um ERRO GIGANTESCO.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Tiririca e Barrabás
O candidato Tiririca ganhou a eleição para Deputado Federal em primeiro lugar com 1.353.820 votos. Bem, você deve estar se perguntando porque estamos falando desta eleição e especificamente deste candidato.
A verdade é que a história de Tiririca se cruza com a nossa história como povo, mas não como povo que junto forma uma nação, mas sim como povo pecador e necessitado da graça de Deus.
A verdade é que muitas pessoas votaram em Tiririca esperando que seu voto fosse contado como um tipo de protesto. Não se reflete e nem se pesquisa sobre o futuro. Nossos antecessores, de maneira semelhante, cometeram o mesmo erro. Em Mt 27.11-26 é contado o episódio em que Jesus é entregue a Pilatos e por ocasião da festa foi dada a escolha (por analogia – o voto) entre Cristo e Barrabás.
A comparação é inevitável, como o povo tem um histórico de escolha tão ruim? Vê-se logo que não é um evento novo, mas temos um histórico de sermos ludibriados (Mt 27.20 – Cf. Gn 3). A verdade é que a nossa ilusão de protesto e escolhas é influenciada muito além de uma questão persuasiva dos políticos/sacerdotes.
Escolhemos mal, mas não porque somos apenas estúpidos. Escolhemos mal porque somos maus. Nossas escolhas são primeiramente influenciadas por uma urgência interna chamada pecado. Escolhemos Barrabás, porque não acreditamos em Jesus, escolhemos Tiririca, porque não acreditamos em nossa política.
Não estou comparando Jesus aos nossos políticos de “reputação ilibada”, mas escolhemos mal porque nos deixamos levar por vontades e protestos inúteis e como é de se esperar, condenamos uma nação a uma gestão de palhaço –literalmente ou a uma condenação literal – um inferno porvir.
A verdade é que somos o povo que escolhe mal por conta do pecado, somos o palhaço e somos Barrabás. Aquele que é solto por conta da condenação de Cristo. Somos Barrabás porque somos os criminosos e Jesus é sem crime nenhum. Cristo foi condenado para que tenhamos nova vida, se fossemos Barrabás a condenação de Cristo nos daria uma vida nova. E uma vida nova inclui novas e boas escolhas.
Brasil, Jesus te ama e nós do ipródigo, especialmente eu, Rafael Bello amo meu país e espero que possamos por conta de nossa nova vida, escolhermos melhor e não com egoísmo e protestos inúteis, sendo levados de um lado para o outro.
É estranho ser pastor
Ser pastor é uma coisa estranha.
Proclamamos uma mensagem com o poder de Deus para transformar as pessoas, mas não podemos sequer transformar a nós mesmos. Chamamos os outros à perfeição, como o fez Jesus, mas nossas vidas são cheias de imperfeição. Devemos pastorear como o Pastor, embora sejamos simplesmente uma das ovelhas.
Buscamos fazer com que Cristo cresça (embora ele seja invisível aos olhos humanos) enquanto buscamos diminuir (embora permaneçamos estagnados semana após semana). Dizemos que números não importam, mas desejamos que muitos sejam salvos. Labutamos para que a igreja cresça, embora percebamos que cada alma aumenta a nossa responsabilidade diante de Deus.
Tentamos expressar o Infinito e Eterno em 45 minutos ou menos; obviamente falhamos, de forma que tentamos de novo na semana seguinte.
Gastamos nossas vidas estudando um livro que jamais compreenderemos completamente e lutamos para explicá-lo a um povo que não pode entender à parte da obra de uma terceira parte. Quanto mais estudamos, mais certos ficamos da sabedoria de Deus e da nossa tolice; e, todavia, ainda devemos pregar.
É-nos dito que não muitos deveriam ser mestres e que haverá um julgamento mais severo para aqueles que o são, e, todavia, não conseguimos resistir à compulsão de pregar. Chamamos as pessoas a fazer algo que elas não podem, com uma autoridade que não é nossa, e então no final das nossas vidas prestamos contas a Deus pelas almas que pastoreamos.
Somos chamados a nos afadigar na palavra de Deus e em oração; todavia, não há nada a que o nosso inimigo se oponha mais ativamente. Trabalhamos para edificar uma comunidade onde pessoas sejam unidas, enquanto ocupamos um ofício cheio de tentações ao isolamento.
Pregamos um evangelho de alegria, mas os pregadores são pressionados com tentações à depressão.
Devemos pregar com paixão, mas pastorear com paciência. Devemos ser gentis com as ovelhas e ferozes com os lobos. E devemos de alguma forma discernir a diferença.
Devemos instar para que as pessoas se arrependam e creiam, embora sabendo o tempo todo que é Deus quem deve salvar. Rogamos a Deus em oração até que nossa vontade seja alinhada à dele. Devemos buscar fervorosamente a presença do Espírito, sabendo muito bem que ele sopra onde quer.
Devemos lutar com toda a nossa força, mas nunca, jamais confiar nela. Somos pagos para fazer satisfatoriamente um trabalho que nunca termina: Quando estudei o suficiente? Quando orei o suficiente? Quando aconselhei ou fiz mentoria o suficiente? Nós, que nunca terminamos, somos chamados a levar outros a descansarem na obra consumada/terminada de Jesus.
Por fim, trabalhamos e anelamos por resultados que jamais podemos alcançar. Ser um pastor é uma jornada permanente a um lugar de absoluta dependência.
Esse é um trabalho estranho: ser um pastor. Mas eu não o trocaria por nada neste mundo!
Bíblia Digital x Impressa: a tecnologia sendo usada para expandir a mensagem de Deus
A tecnologia tem mudado todos os tipos de relacionamentos, até mesmo em assuntos religiosos. Hoje é possível assistir cultos pela internet, ouvir rádios e canções gospel pelo celular e até mesmo ler a Bíblia sem precisar levar O Livro Sagrado com você. A Bíblia é um dos poucos objetos que tiveram seu significado relacionado ao seu conteúdo e exatamente por esse motivo é que a forma digital das Sagradas Escrituras ainda gera controvérsia entre cristãos. Foi para explicar esse dilema que a Sociedade Bíblica do Brasil realizou durante a Flic 2012 (Feira Literária Internacional Cristã) uma palestra sobre “A Bíblia no Mundo Digital”, ministrada por Elismar Vilvock, editor-assistente de Publicações Eletrônicas. Brevemente, Vilvock falou de como o computador se tornou um aliado na fabricação e impressão de Bíblias até que a tecnologia passou a usar os textos Sagrados digitalizados através da Bíblia Online que era um CD que precisava ser instalado nos computadores. A cada novo passo do mundo da informática novos modelos digitais foram surgindo até que hoje a SBB possui dois projetos que são a Biblioteca Digital da Bíblia (Libronix) e a Bíblia Digital Glow que são produtos para leitura e estudo das Escrituras. Mas esses não são os únicos programas disponíveis, encontramos diversos programas digitais onde é possível acessar os livros bíblicos de qualquer lugar com acesso a internet ou até mesmo em arquivos off-line. Usuários de tablets e smartphones já podem encontrar aplicativos gratuitos contendo a Bíblia Digital, de forma prática e rápida você poderá meditar na Palavra de Deus de qualquer lugar. Muitos pastores já estão usando essa nova tecnologia nos cultos, deixando em casa o livro impresso e levando consigo o modelo digital para usar nas pregações. Enquanto muitos aderem a essa novidade, outros relutam dizendo que a Bíblia (objeto) é insubstituível. No que diz respeito ao conteúdo não há diferenças, o que muda é apenas a praticidade de locomoção e a modernidade usada para produzir esses arquivos digitais. Mas o leitor poderá escolher se deseja ou não usar o modelo digital, pois no que depender da SBB as Bíblias impressas continuarão a ser fabricas.
Ele se comunica com o Arcanjo Miguel desde os 2 anos de idade… #FALASÉRIO!
Walter Sandro Pereira da Silva recorda o dia em que o Arcanjo Miguel veio em seu auxílio pela primeira vez. Ele tinha 2 anos e meio e procurava desesperado a chupeta perdida. “Foi quando apareceu este ser dizendo que ela estava debaixo da cama e que eu devia procurar o Salmo 91.” Quando os pais encontraram o pequeno, ele tinha a chupeta na boca e a Bíblia na mão: milagre. “Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos”, dizia o premonitório texto bíblico. Hoje, sentado à cabeceira da mesa da sala de reuniões de sua Igreja Templária de Cristo na Terra, em São Paulo, a cargo de um crescente séquito de 10 mil “templários”, ele agradece a providência angelical, enquanto explica, entre ligações recebidas pelo smartphone, sua missão divina na Terra.
Por que abrir uma nova igreja, quando tantas outras disputam fiéis e denúncias Brasil afora é resposta que o apóstolo tem pronta. “Foi o Arcanjo Miguel que orientou.” Assim a igreja saiu do papel, mas não sem um percurso repleto de sacadas empresariais e, por que não, verdadeiros milagres (“pois não existe coincidência”) que fizeram desse pernambucano pobre de Gravatá o líder de uma seita-símbolo do sincretismo religioso nacional: compósito da lógica de bufê livre, da tolerância e da espiritualidade sem limites do brasileiro.
Mais velho de três filhos de um mestre de obras, Silva veio para São Paulo bebê e cresceu num ambiente católico sem arroubos religiosos. Isso até visitar sua cidade natal aos 13 anos, entrar em uma igreja evangélica e ouvir do arcanjo que deveria pregar. Virou evangélico. Anos depois, quando começou a vender seguros, descobriu o dom da retórica e passou a dar palestras motivacionais: deixe de fumar, emagreça, conquiste o amor. Com a mesma ênfase convencia qualquer um de qualquer coisa, tudo transmitido em um programa na Rádio Mundial. As pessoas saíam a suspirar, crentes, felizes da vida. Estudante de Psicologia, deixou os estudos e bolou sua versão de autoajuda, munido das dicas do arcanjo e de uma fórmula infalível: a pessoa pagava pela entrada na palestra, emocionava-se e na saí-da comprava o livro, o CD e o DVD.
Por dez anos viveu assim. Mas faltava algo, insistia o arcanjo. Até o pregador conhecer gente que “sentia”, como ele, vir de algo maior – nada menos que a reencarnação dos Cavaleiros Templários, braço militar da Igreja Católica formado por monges com voto de pobreza que aceitaram a tarefa de proteger os cristãos dos muçulmanos, enquanto aqueles tomavam desses a Cidade Sagrada nas Cruzadas. Quando Jerusalém ficou para trás, templários foram queimados vivos pela Inquisição. “Somos a reencarnação deles.” As reuniões começaram como uma espécie de maçonaria, que aos poucos incorporou doses de Reiki (prática esotérica), ioga e passe espírita. Em 11 de novembro de 2011, quando Silva estava prestes a entrar no ar pelo canal UHF 58, novo milagre se deu. “O Arcanjo Miguel materializou-se e disse para eu abrir a igreja. Foi tão forte que tive uma crise de cálculo renal. Fui ao banheiro e ele veio e disse pra botar a mão na urina. Eu pus. E saiu uma pedra do tamanho de meio grão de feijão.” À meia-noite o programa foi ao ar já com o nome de Igreja Templária.
A hierarquia nasceu naturalmente. Há um apóstolo (ele), cujo cargo é vitalício e só pode ser transmitido após um conclave. Há também um primeiro-ministro, quatro bispos, 20 ministros e 560 mestres, cada qual encarregado de cuidar de 70 -fiéis. O apóstolo vive “uma vida simples”, em uma casa em São Bernardo do Campo (o “solo sagrado”), com nove dos ministros, sua mãe e cerca de 80 cães e gatos – a igreja tem como tarefa tirar animais da rua. Apóstolos não se casam. O anel de ouro na mão esquerda, com três luas entrecruzadas (as três religiões), ganhou-o de um ourives que foi a uma de suas palestras e seguira o desenho sugerido pelo arcanjo.
Igreja Templária de Cristo na Terra, em São Paulo.
Além do prédio no número 643 da Rua Leais Paulistanos, a igreja tem sedes no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Estrutura crescente, que começou a ser erguida com auxílio de doações. Com 1,5 mil reais em moedas, o apóstolo comprou uma Kombi velha, com a qual os mestres vendiam batatas de porta em porta para arrecadar dinheiro.
Outros tempos. Hoje a igreja é mantida pelo “Carnê da Gratidão”, um boleto com depósito de 33 reais em uma conta do Banco do Brasil. “A pessoa não paga. Ela doa.” E ganha, de quebra, o número do celular de um dos mestres para ligar quando quiser, todo dia até as 2 da manhã. “Qual seu problema? Bem, às vezes Deus não cura agora para testar sua fé”, diz o mestre em uma das baias da sala onde cerca de 20 pessoas se revezam em três turnos para atender 3 mil ligações por dia no telemarketing. “A senhora gostaria de receber um CD do Arcanjo Miguel? Não, não é obrigada a pagar. Mas seu lado material vai render mais.” Ao lado, uma senhora corta boletos com uma guilhotina.
A casa do tesouro tem crescido. Um tour revela as 44 salas da igreja, nas quais a mesma cruz pátea impera, entre desenhos de Buda, faraós e santos católicos. Há dois auditórios e salas. Uma das salas de reunião é repleta de cristais a dividir espaço com uma armadura medieval, um sarcófago, São Jorge e a Virgem Maria. Ao lado fica o hospital de cura, onde macas se enfileiram à espera dos pacientes. “Teve uma mulher que chegou com a bexiga podre. Em um mês aqui, a bexiga dela se refez inteirinha.” Mas milagres mesmo se dão durante o “Vale de Sal”, evento que atrai 5 mil pessoas uma vez por mês. Toneladas de sal desenham uma trilha por onde as pessoas que têm problema espiritual caminham e passam mal. “Uivam, gritam, vomitam.”
Tanta peculiaridade trouxe inimigos. “Já cansei de sofrer ameaça de morte, pelo telefone, pela internet.” Mas o apóstolo segue sua vida exemplar. “Templário não ingere café, carne ou açúcar (só mascavo). Ioga e tai chi chuan são obrigatórios. Se bem que a minha ioga é na tevê”, diz, à mesa onde grava os programas. Se tudo der certo, e o arcanjo há de ajudar, em breve a igreja terá seu canal UHF (que custou 120 mil reais) para levar, “em cadeia nacional”, a mensagem do fim do preconceito. “Nós não temos nenhum.”
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Pastores feridos
Porta de saída
Pesquisa realizada nos Estados Unidos traçou um panorama dos problemas da atividade pastoral…
70% dos pastores admitem sofrer de depressão e estresse
80% deles sentem-se despreparados para o ministério
70% afirmam só ler a Bíblia quando precisam preparar seus sermões
40% já tiveram casos extraconjugais
30% reconhecem ter reduzido as próprias contribuições às igrejas após a crise financeira … e avaliou as consequências disso: 1,5 mil pastores deixam o púlpito todos os meses 5 mil religiosos buscavam emprego secular no ano de 2009, mais do que o dobro do que ocorria em 2005 2 a 3 anos de ministério é o tempo médio em que os pastores deixam suas igrejas, sendo em direção a outras denominações ou não Desânimo, solidão, insegurança, medo e dúvida. Uma estranha combinação de sensações passou a atormentar José Nilton Lima Fernandes, hoje com 41 anos, a certa altura da vida. Pastor evangélico, ele chegou ao púlpito depois de uma longa vivência religiosa, que se confunde com a de sua trajetória. Criado numa igreja pentecostal, Nilton exerceu a liderança da mocidade já aos 16 anos, e logo sentiria o chamado – expressão que, no jargão evangélico, designa aquele momento em que o indivíduo percebe-se vocacionado por Deus para o ministério da Palavra. Mas foi numa denominação do ramo protestante histórico, a Igreja Presbiteriana Independente (IPI), na cidade de São Paulo, que ele se estabeleceu como pastor. Graduado em Direito, Teologia e Filosofia, tinha tudo para ser um excelente ministro do Evangelho, aliando a erudição ao conhecimento das Sagradas Escrituras. Contudo, ele chegou diante de uma encruzilhada. Passou a duvidar se valeria mesmo a pena ser um pastor evangélico. Afinal, a vida não seria melhor sem o tal “chamado pastoral”? As razões para sua inquietação eram enormes. Ordenado pastor desde 1995, foi justamente na igreja que experimentou seus piores dissabores. Conheceu a intriga, lutou contra conchavos, desgastou-se para desmantelar o que chama de “estrutura de corrupção” dentro de uma das igrejas que pastoreou. Mas, no fim de tudo isso, percebeu que a luta fora inglória. José Nilton se enfraqueceu emocionalmente e viu o casamento ir por água abaixo. Mesmo vencendo o braço-de-ferro para sanar a administração de sua igreja, perdeu o controle da vida. A mulher não foi capaz de suportar o que o ministério pastoral fez com ele. “Eu entrei num processo de morte. Adoeci e tive que procurar ajuda médica para me restabelecer”, conta. Com o fim do casamento, perdeu também a companhia permanente da filha pequena, uma das maiores dores de sua vida.
Erótico Versus Espiritual
Por A. W. Tozer
O período em que vivemos bem pode passar à história como a Era Erótica. O amor sexual foi elevado à posição de culto. Eros tem mais cultuadores entre os homens civilizados de hoje do que qualquer outro deus. Para milhões o erótico suplantou completamente o espiritual. Não é difícil verificar como o mundo chegou a este estado. Entre os favores que contribuíram para isso estão o fonógrafo e o rádio, que podem difundir canções de amor de costa a costa sem problema de dias ou de ocasiões; o cinema e a televisão, que possibilitam a toda a população focalizar mulheres sensuais e jovens amorosos ferrados em apaixonado abraço (e isto nas salas de estar de lares "cristãos" e diante dos olhos de crianças inocentes!); jornada de trabalho mais curta e uma multiplicidade de artefatos mecânicos com o resultante aumento do lazer para toda gente. Acrescentem-se a isso tudo as dezenas de campanhas publicitárias astutamente idealizadas, que fazem do sexo a isca não muito secretamente escondida para atrair compradores de quase todos os produtos imagináveis; os corruptos colunistas que consagraram a vida à tarefa de publicar fofas e sorrateiras nulidades com rostos de anjos e com moral de gatas da rua; romancistas sem consciência, que conquistam fama duvidosa e se enriquecem graças ao trabalho inglório de dragar podridões literárias das imundas fossas das suas almas para dar entretenimento às massas. Estas coisas nos dizem algo sobre a maneira pela qual Eros conseguiu seu triunfo sobre o mundo civilizado. Pois bem, se esse deus nos deixasse a nós, cristãos, em paz, eu por mim deixaria em paz o seu culto. Toda a sua esponjosa e fétida sujeira afundará um dia sob o seu próprio peso e será excelente combustível para as chamas do inferno, justa recompensa recebida, e que nos enche de compaixão por aqueles que são arrastados em sua ruinosa voragem. Lágrimas e silêncio talvez fossem melhores do que palavras, se as coisas fossem ligeiramente diversas do que são. Mas o culto de Eros está afetando gravemente a igreja. A religião pura de Cristo que flui como rio cristalino do coração de Deus está sendo poluída pelas águas impuras que escorrem de trás dos altares da abominação que aparecem sobre todo monte alto e sob toda árvore verde, de Nova Iorque a Los Angeles. Sente-se a influência do espírito erótico em toda parte quase, nos arraiais evangélicos. Grande parte dos cânticos de certos tipos de reuniões têm em si maior porção de romance do que do Espírito Santo.. Tanto as palavras como a música se destinam a provocar o libidinoso. Cristo é cortejado com uma familiaridade que revela total ignorância de quem Ele é. Não é a reverente intimidade do santo em adoração, mas a impudente familiaridade do amante carnal. A ficção religiosa também faz uso do sexo para dar interesse à leitura pública, a fina desculpa sendo que, se o romance e a religião forem entretecidos compondo uma história, a pessoa comum que não leria um livro puramente religioso lerá a história, e assim se defrontará com o Evangelho. Deixando de lado o fato de que, na maioria, os romancistas religiosos modernos são amadores de talento caseiro, sendo raros os capazes de escrever uma única linha de boa literatura, todo o conceito subjacente ao romance religioso é errôneo. Os impulsos libidinosos e os suaves e profundos movimentos do Espírito são diametralmente opostos uns aos outros. A noção de que Eros pode ser induzido a servir de assistente do Senhor da glória é ultrajante. A película "cristã" que procura atrair espectadores retratando cenas de amor carnal em sua propaganda é completamente infiel à religião de Cristo. Só quem for espiritualmente cego se deixará levar por isso. A moda atual de usar beleza física e personalidades brilhantes na promoção religiosa é outra manifestação da influência do espírito romântico na igreja. O balanceio rítmico, o sorriso plástico, e a voz muito, mas muito alegre mesmo, denunciam a frivolidade religiosa mundana. O executante aprendeu a sua técnica da tela da TV, mas não a apreendeu suficientemente bem para ter sucesso no campo profissional. Daí, ele traz a sua produção inepta para o lugar santo e a mascateia, oferecendo-a aos cristãos doentios e inferiores que andam à procura de alguma coisa que os divirta enquanto ficarem dentro dos limites dos costumes sócio-religiosos vigentes. Se meu linguajar parece severo, é bom lembrar que não o dirijo a nenhuma pessoa individualmente. Para com o mundo perdido dos homens, só tenho uma grande compaixão e o desejo de que todos venham a arrepender-se. Pelos cristãos cuja liderança vigorosa mas equivocada tem procurado atrair a igreja moderna do altar de |eová para os altares do erro, sinto genuíno amor e simpatia. Quero ser o último a ofendê-los e o primeiro a perdoá-los, lembrando-me dos meus pecados passados e da minha necessidade de misericórdia, bem como da minha fraqueza pessoal e da minha tendência natural para o pecado e o erro. A jumenta de Balaão foi usada por Deus para repreender um profeta. Daí parece que Deus não exige perfeição no instrumento que Ele emprega para advertir e exortar o Seu povo. Quando as ovelhas de Deus estão em perigo, o pastor não deve contemplar as estrelas e meditar sobre temas "inspiradores". É obrigado a agarrar sua arma e a correr em defesa delas. Quando as circunstâncias o exigirem, o amor poderá usar a espada, embora por sua natureza deva, em vez disso, ligar o coração quebrantado e atender os feridos. É tempo de o profeta e o vidente se fazerem ouvir e sentir outra vez. Nas últimas três décadas a timidez disfarçada de humildade tem ficado encolhida no seu canto enquanto a qualidade do cristianismo evangélico vem piorando ano após ano. Até quando. Senhor, até quando?
domingo, 13 de maio de 2012
Marcha para Jesus no Rio de Janeiro promete marcar o Brasil
No sábado, 19 de maio, o Rio de Janeiro receberá a edição 2012 da Marcha para Jesus. O evento que se consagrou como uma das maiores mobilizações da cidade, promete nesse ano superar o público de 200 mil pessoas alcançadas em sua última edição.
Dirigida peloCOMERJ, a Marcha para Jesus do Rio em 2012 será presidida pelo Pastor Silas Malafaia e coordenada no segundo ano consecutivo pelo Pastor Alexandre Isquierdo. A Marcha para Jesus promete fazer história e levar neste ato de fé, uma mensagem em favor da família e da vida, numa proposta de mudança para o Brasil, que somente em Jesus se pode encontrar.
O evento
A Marcha para Jesus Rio 2012, iniciará às 14 horas do dia 19 de maio, com saída da Central do Brasil. No decorrer do caminho, vários Trios Elétricos embalarão o percurso com muita música até o final do trajeto na Praça da Cinelândia, em frente à Câmara dos Vereadores, onde um grande palco estará montado e pronto para receber o público e uma palavra de fé ministrada pelo Pr. Silas Malafaia aos moradores do Rio de Janeiro, ao lado dos pastores Abner Ferreira, Marco Antônio e Marcus Gregório.
Além do público, vários convidados e participações musicais farão da Marcha para Jesus uma grande festa. Vários nomes foram confirmados, como o cantor Thalles Roberto, conhecido nacionalmente por sua musicalidade, outra participação confirmada é a revelação da música gospel, o cantor Jota A; ministro de louvor e dono de uma das vozes mais respeitadas no seguimento gospel, Davi Sacer estará presente, três dos principais grupos de louvor do Brasil farão parte do evento, Renascer Praise diretamente de São Paulo, Ministério Apascentar e Comunidade Evangélica da Zona Sul, o roqueiro PG confirmou sua presença, assim como o grupo Quatro por Um, com repertório formado por músicas conhecidas em todo Brasil, Regis Danese fará sua primeira participação na Marcha do Rio, outro estreante é o cantor e compositor Nani Azevedo, as mulheres serão muito bem representadas por Jozyanne, Eyshila e Lea Mendonça, o grupo Kainón traz para o palco um ritmo bem regional e outra presença marcante será a linda voz deGabriela Rocha, que ao lado de Thalles Roberto fará uma participação especial, além do Gospel Night com DJ Marcelo Araújo, que será o responsável por manter o ritmo nos intervalos dessa, que promete ser a maior Marcha para Jesus de toda a história do Rio de Janeiro. Como começou A primeira Marcha para Jesus aconteceu em 1987 na cidade de Londres (Inglaterra) e foi fundada pelo pastor Roger Forster, pelo cantor e compositor Graham Kendrick, Gerald Coates e Lynn Green. No início, a intenção era tirar a igreja das quatros paredes e mostrar que ael estava viva e presente na sociedade. O resultado desse evento foi bastante produtivo. Em 1989, mais de 45 localidades marcharam juntas em todo o Reino Unido, inclusive em Belfast (capital da Irlanda), onde 6 mil católicos e protestantes se reuniram, num visível sinal de união. Neste dia, 200 mil cristãos estiveram unidos em toda a nação, fato que voltou a repetir em 1990 e 1991. No Início da década de 90, a Marcha se tornara um evento de proporções continentais, ocorrendo em toda Europa. Em 1992 a Marcha para Jesus já se tornava em um movimento mundial de louvor e adoração a Deus, chegando a outros países da América, África e Asia. No ano de 1993 chega a vez do Brasil realizar a sua primeira edição do evento. Em 1998, mais de 10 milhões de pessoas em mais de 170 nações, reunindo cristãos de todas as religiões, idade e raças, marcharam para celebrar Jesus. Países como Andorra, Argentina, Austrália, Áustria, Barbados, Bolívia, Botswana, Bulgária, Canadá, Colômbia, Croácia, Cuba, Chipre, Dinamarca, Estados Unidos, Equador, Filipinas, Finlândia, França, Gana, Guiné Bissau, Hong Kong, Itália, Japão, Moçambique, Nepal, Nigéria, Nova Zelândia, Paraguai, Polônia, Porto Rico, Romênia, Rússia, Singapura, e muitos outros, saem todos os anos às ruas para Marchar para Jesus. Serviços: Marcha Para Jesus – Rio 2012 Participações: Thalles Roberto, Jota A, Davi Sacer, Renascer Praise, Ministério Apascentar, Comunidade Evangélica da Zona Sul, Regis Danese, Nani Azevedo, PG, Quatro por Um, Jozyane, Eyshila, Lea Mendonça, Kainón, Gabriela Rocha, Ministério Gospel Night e DJ Marcelo Araújo. Preletor: Pastor Silas Malafaia, Pastor Abner Ferreira, Pastor Marco Antônio e Pastor Marcus Gregório. Data: 19 de Maio de 2012 Local: Saída às 14h na Central Evento Gratuito E-mail: assessoria@gnproducoes.com.br Informações: www.marchaparajesusrio.com.br Telefone Informações: (21) 3738-1310 – (21) 3738-0310
Além do público, vários convidados e participações musicais farão da Marcha para Jesus uma grande festa. Vários nomes foram confirmados, como o cantor Thalles Roberto, conhecido nacionalmente por sua musicalidade, outra participação confirmada é a revelação da música gospel, o cantor Jota A; ministro de louvor e dono de uma das vozes mais respeitadas no seguimento gospel, Davi Sacer estará presente, três dos principais grupos de louvor do Brasil farão parte do evento, Renascer Praise diretamente de São Paulo, Ministério Apascentar e Comunidade Evangélica da Zona Sul, o roqueiro PG confirmou sua presença, assim como o grupo Quatro por Um, com repertório formado por músicas conhecidas em todo Brasil, Regis Danese fará sua primeira participação na Marcha do Rio, outro estreante é o cantor e compositor Nani Azevedo, as mulheres serão muito bem representadas por Jozyanne, Eyshila e Lea Mendonça, o grupo Kainón traz para o palco um ritmo bem regional e outra presença marcante será a linda voz deGabriela Rocha, que ao lado de Thalles Roberto fará uma participação especial, além do Gospel Night com DJ Marcelo Araújo, que será o responsável por manter o ritmo nos intervalos dessa, que promete ser a maior Marcha para Jesus de toda a história do Rio de Janeiro. Como começou A primeira Marcha para Jesus aconteceu em 1987 na cidade de Londres (Inglaterra) e foi fundada pelo pastor Roger Forster, pelo cantor e compositor Graham Kendrick, Gerald Coates e Lynn Green. No início, a intenção era tirar a igreja das quatros paredes e mostrar que ael estava viva e presente na sociedade. O resultado desse evento foi bastante produtivo. Em 1989, mais de 45 localidades marcharam juntas em todo o Reino Unido, inclusive em Belfast (capital da Irlanda), onde 6 mil católicos e protestantes se reuniram, num visível sinal de união. Neste dia, 200 mil cristãos estiveram unidos em toda a nação, fato que voltou a repetir em 1990 e 1991. No Início da década de 90, a Marcha se tornara um evento de proporções continentais, ocorrendo em toda Europa. Em 1992 a Marcha para Jesus já se tornava em um movimento mundial de louvor e adoração a Deus, chegando a outros países da América, África e Asia. No ano de 1993 chega a vez do Brasil realizar a sua primeira edição do evento. Em 1998, mais de 10 milhões de pessoas em mais de 170 nações, reunindo cristãos de todas as religiões, idade e raças, marcharam para celebrar Jesus. Países como Andorra, Argentina, Austrália, Áustria, Barbados, Bolívia, Botswana, Bulgária, Canadá, Colômbia, Croácia, Cuba, Chipre, Dinamarca, Estados Unidos, Equador, Filipinas, Finlândia, França, Gana, Guiné Bissau, Hong Kong, Itália, Japão, Moçambique, Nepal, Nigéria, Nova Zelândia, Paraguai, Polônia, Porto Rico, Romênia, Rússia, Singapura, e muitos outros, saem todos os anos às ruas para Marchar para Jesus. Serviços: Marcha Para Jesus – Rio 2012 Participações: Thalles Roberto, Jota A, Davi Sacer, Renascer Praise, Ministério Apascentar, Comunidade Evangélica da Zona Sul, Regis Danese, Nani Azevedo, PG, Quatro por Um, Jozyane, Eyshila, Lea Mendonça, Kainón, Gabriela Rocha, Ministério Gospel Night e DJ Marcelo Araújo. Preletor: Pastor Silas Malafaia, Pastor Abner Ferreira, Pastor Marco Antônio e Pastor Marcus Gregório. Data: 19 de Maio de 2012 Local: Saída às 14h na Central Evento Gratuito E-mail: assessoria@gnproducoes.com.br Informações: www.marchaparajesusrio.com.br Telefone Informações: (21) 3738-1310 – (21) 3738-0310
Carta de uma mãe para uma filha
“Minha querida, o dia que você perceber que eu estou ficando velha, peço por favor, seja paciente e mas acima de tudo, tente entender o que estou passando.
Se quando conversamos eu repito a mesma coisa mil vezes, não interrompa para dizer: “você já disse a mesma coisa um minuto atrás” … Basta ouvir, por favor, tente se lembrar dos momentos em que você era pequena e eu lia para você a mesma historia noite após noite, para você cair no sono.
Quando você perceber como eu sou ignorante a respeito de uma nova tecnologia, dê-me o tempo para aprender e não olhe para mim desse jeito … lembre-se, querida, eu pacientemente ensinei-te a como para fazer muitas coisas, como comer adequadamente, como vestir, pentear seu cabelo, como se sentar e lidar com questões da vida todos os dias … quando você notar que eu estou ficando velha, peço que por favor, seja paciente, mas acima de tudo, tente entender o que eu estou passando.
Se eu ocasionalmente me esquecer do estavamos falando, me dê tempo para me lembrar, e se eu não puder, não fique nervosa, impaciente ou seja arrogante. Só sei que em meu coração a coisa mais importante para mim é estar com você. E agora quando velha, as pernas cansadas não me deixam agir tão rapidamente quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu ofereci a minha para você quando aprendia a andar.
Quando esses dias vierem não se sinta triste por estar comigo, e entenda que quando eu chegar ao fim da minha vida com amor eu irei valorizar e agradecer o tempo e a alegria que compartilhamos juntas.
Com um grande sorriso e grande amor que sempre tive por você, eu quero dizer, eu te amo … minha filha querida.”
***
A Humildade Cristã e a definição mundana de humildade
Por Michael J. Kruger
Uma das objeções mais comuns feitas às reivindicações absolutas do cristianismo é de que os cristãos são arrogantes. Os cristãos são arrogantes ao afirmar que estão certos, arrogantes ao afirmar que os outros estão errados; arrogantes ao afirmar que a verdade pode ser conhecida. Infelizmente, no meio de tais acusações, ninguém se preocupa em perguntar que definição de humildade está sendo usada. Ao longo dos anos, a definição de humildade sofreu uma gradual, mas ainda assim profunda, mudança. Especialmente na comunidade intelectual. Atualmente, humildade se tornou, basicamente, sinônimo de outra palavra: incerteza. Estar incerto é ser humilde. Estar certo é ser arrogante. Assim, o pecado capital no mundo intelectual é afirmar saber alguma coisa com certeza.
Claro, essa mudança representa um problema real para o cristianismo. Os cristãos acreditam que Deus revelou-se claramente em sua Palavra. Assim, quando se trata de questões históricas importantes (Quem foi Jesus? O que ele disse? O que ele fez?) ou questões teológicas importantes (Quem é Deus? O que é o céu? Como se chega lá?), os cristãos acreditam que têm uma base sobre a qual podem afirmar com certeza: a revelação de Deus. Na verdade se afirmarmos não saber a verdade sobre tais assuntos, isso seria negar a Deus e negar sua Palavra. (Isso não significa, é claro, que os cristãos estão certos sobre tudo, mas podem estar seguros sobre essas verdades básicas do cristianismo).
Assim, para os cristãos, humildade e incerteza não são sinônimos. Uma pessoa pode estar certa e ser humilde ao mesmo tempo. Como? Por esta simples razão: os cristãos acreditam compreender a verdade apenas porque Deus revelou a eles (1 Coríntios 1.26-30). Em outras palavras, os cristãos são humildes porque sua compreensão da verdade não se baseia em sua própria inteligência, em sua própria investigação, em sua própria perspicácia. Pelo contrário, é 100% dependente da graça de Deus. Conhecimento cristão é um conhecimento dependente. E isso leva à humildade (1 Coríntios 1.31). Isto obviamente não significa que todos os cristãos são pessoalmente humildes. Mas significa que eles devem ser, e que têm motivos suficientes para ser.
Embora cristãos tenham uma base sobre a qual podem ser humildes e estar certos ao mesmo tempo, não é necessariamente o caso com as outras cosmovisões. Considere o ateu, por exemplo. Ele é bastante seguro de muitas coisas (ao contrário da sua afirmação de que não se pode ter certeza de nada). Ele está certo de que ou Deus não existe (ateísmo pesado), ou de que não se pode saber se Deus existe (ateísmo leve). E, em sua crítica ao cristianismo, estão absolutamente certos de que os cristãos estão errados ao afirmar que estão certos. Em essência, o ateu está afirmando: “Eu sei o suficiente sobre o mundo para saber que uma pessoa não pode ter uma base para a certeza.” Isso em si é uma afirmação bastante dogmática.
Mas, sobre o que o estão baseadas essas afirmações de amplo alcance dos ateus sobre o universo? Em sua própria mente finita, caída e humana. Ele tem acesso apenas ao seu próprio e limitado conhecimento. Então, agora devemos fazer a pergunta novamente: Quem está sendo arrogante? O cristão ou o ateu? Ambos reivindicam estar certos sobre um grande número de questões transcendentais. Mas um faz isso enquanto afirma ser dependente da pessoa que sabe essas coisas (Deus), e o outro faz dependente apenas de si mesmo. Se uma das posições é uma postura de arrogância, não seria a cristã.
Sem dúvida, o ateu se oporia a essa linha de raciocínio pelo fato de ele rejeitar a Bíblia como revelação divina. Mas, isto sai completamente da questão. O ponto não é se ele está convencido da verdade da Bíblia, mas a questão é qual visão de mundo, do cristão ou do ateu, tem uma base racional para reclamar certezas sobre questões transcendentais. Somente o cristão tem essa base. E já que seu conhecimento de tais coisas é dependente da graça divina, ele pode ser humilde e seguro, ao mesmo tempo.
PORQUE OS BATISTAS NÃO SÃO PROTESTANTES
Por Daniel Chamberlin
A reforma protestante do século 16 foi uma benção mista, metade doce, e metade salgada. Os Batistas comemoram muitas das verdades associadas à reforma, tais como, a soberania de Deus em todas as coisas, a justificação somente pela fé, e das exaltadas opiniões à respeito do louvor à Deus. Nós fomos beneficiados por muitos livros feitos pelos escritores Protestantes. Por outro lado, alguns aspectos da Reforma tem sido, sempre, um espinho no caminho dos Batistas. Alguns destes temas se destacam tanto, que não podemos sacrificá-los no altar da unidade, com o único objetivo de cooperar com os Protestantes hoje.
É claro que estes inegociáveis temas merecem um tratamento mais extensivo do que podemos dar aqui. Simplesmente tentaremos considerar, brevemente, seis diferentes áreas, as quais distinguem os Batistas dos Protestantes. Não desejamos menosprezar quaisquer Protestantes, fazendo-lhes uma infeliz caricatura, em geral. Nem nos atreveremos a implicar que todos os Protestantes estão perdidos ! tampouco poderíamos nos atrever em dizer, que todos os Batistas estão salvos!
1. Nossa opinião sobre as Escrituras. Enquanto muitos reivindicam em crer na Bíblia como o único manual de fé e ordem, a ênfase Protestante em credos tendem, acima de tudo, em fazer com que esta posição seja enfraquecida. B.B. Warfield chamou a Confissão da Fé de Westminster (daqui em diante CFW)... de: "a cristalização final dos elementos da religião evangélica". Batistas crêem que tal linguagem, deveria apenas ser usada para descrever a Bíblia isoladamente. Uma vez que os Batistas usam confissões de fé como um sumário da verdade bíblica, nós nunca consideramos nada além das Escrituras para ser nosso padrão. Quando em debate, nós preferiríamos dizer: A palavra de Deus diz, do que dizer: Minha confissão diz... Nós não temos um credo senão as Escrituras.
A CWF contém, por si só, abastadas palavras em seu primeiro capítulo, que vão muito além que podemos aceitar, bem como:
"O pleno conselho de Deus, em relação às coisas necessárias para Sua própria glória, salvação do homem, fé e vida, são tão expressamente ditas nas Escrituras, ou até mesmo, por boa e necessária conseqüência, deveriam ser deduzidas à partir das Escrituras."
Esta dedução à partir das Escrituras, abriu as portas à superposição do sistema aliancista sobre as Escrituras. Então são as Escrituras interpretadas pela aliança, ao invés da aliança ser interpretada pelas Escrituras.
2. Nossa opinião sobre as alianças. O Protestantismo admite uma aliança, com várias administrações. Os Batistas vêem alianças distintas. Como em Gálatas. 4:24-26 diz, "porque estas são as duas alianças" Nós vemos algo de novo na nova aliança (ou Novo Testamento). "O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento; não da letra, mas do espírito: porque a letra mata e o espírito vivifica" (II Cor 3:6). "E, por esta causa, Ele é o mediador do Novo Testamento que, por meio da morte para a redenção das transgressões que estavam sob o Primeiro Testamento, os chamados deveriam receber a promessa da herança eterna" (Hebreus 9:15).
Embora acreditemos que os santos do Velho Testamento foram salvos pela pura graça de Deus, sem obra alguma, nós não equacionamos a velha economia (uma economia nacional, étnica e sócio-política-religiosa) com a nova (uma economia espiritual, sem distinções sociais ou nacionalistas, e sem propósitos políticos). Enquanto nós vemos uma continuidade entre a velha e a nova aliança, nós não vemos uma identidade. Há diferenças significantes entre o Velho e o Novo Testamento, embora os propósitos da graça de Deus operem em cada uma deles.
Portanto, nós vemos o Novo Testamento como a palavra final do Velho Testamento, e não vice versa. Ao contrário dos dispensacionalistas e aliancistas, nós nos sustentamos no Novo Testamento, e interpretamos o velho na luz do novo.
3. Nossa opinião sobre a igreja. O Protestantismo trouxe, através de suas raízes no Catolicismo Romano, a mentalidade da sacralização. Se alguém for membro de uma sociedade, ele deve, portanto, ser também um membro da "igreja". À medida que uma linha de distinção entre a igreja e o estado perdeu a nitidez, surgiu o batismo infantil. Estas "igrejas" chegaram a ser intencionalmente compostas de tanto regeneradas quanto não regeneradas. Esforços foram feitos para justificar este erro, com base no ritual da circuncisão do Velho Testamento.
Os Batistas tomam a posição Neo Testamentária de terem somente membros regenerados. Não há um simples caso sequer, dentre os demais no Novo Testamento, de batismo infantil, nem de um batismo de alguém conhecido por ser um ateu. Nós somos gratos por alguns Protestantes admitirem isto. Aqueles que reclamam o contrário, deveriam o fazer em silêncio.
Nós vemos a missão da igreja como primariamente espiritual, não social ou política. Nós estamos mais interessados em proclamar a graça da salvação, do que em promover a graça comum. Nós somos meramente estrangeiros passageiros, cidadãos de um reino celestial. Nossa mensagem nunca foi: Salve esta geração, e sim: Salvai-vos desta geração perversa? (veja Atos 2:40).
Ademais, crendo que cada igreja seja autônoma, rejeitamos todas as formas de hierarquia na igreja. Nas coisas espirituais, não há suprema corte nesta Terra que seja maior que a assembléia local. Os principais temas das igrejas do Novo Testamento, foram decididos pelos votos dos membros, não por um concilio ou reunião de anciões, presbiterianos, diocesanos, bispos ou arcebispos.
Nós rejeitamos o conceito Protestante de uma igreja universal invisível, e o ecumenismo que naturalmente jorra de tal conceito. Deus certamente conhece todos que a Ele pertencem, e eternamente os vê como um só por Cristo, mas em nossa experiência, nós não seremos uma assembléia ou igreja alguma, até que todos os eleitos de Deus se ajuntem no glorioso céu. Embora cada Cristão esteja na família de Deus e em Seu Reino, a igreja do Novo Testamento é uma assembléia local, e visível.
4. Nossa opinião sobre as ordenações. O batismo e a Ceia do Senhor são ordenanças cristãs e simbólicas dadas às Suas igrejas, não à indivíduos, famílias, nem à sociedade em geral. O batismo é apenas para os que crêem; A Ceia do Senhor é apenas para os Cristãos já batizados. Uma vez que nós não reconheçamos o batismo infantil pela aspersão de água, como um batismo de acordo com as Escrituras, nós obviamente "recusamos da mesa" aqueles que não foram imergidos como crentes. Desde que sejamos responsáveis pelo batismo de um membro nosso, e desde que nós não possamos convidar à mesa aqueles, sobre os quais, não temos a autoridade de disciplinar, também restringimos a mesa apenas aos membros da nossa assembléia local.
Estas ordenanças são simbólicas e não têm eficácia para salvar, nem para trazer graça. Entretanto, A CFW estabelece que, "Há em todos os sacramentos uma relação espiritual, ou uma união sacra, entre o sinal e a coisa significada; pela qual vem a ser verdadeira, que os nomes e os efeitos de um são atribuídos aos outros". Em seu comentário na CWF, A. A. Hodge estabelece: "através do uso correto do símbolo, a graça significada é realmente demonstrada" (p. 329). Novamente, Hodge estabelece: "os sacramentos foram designados para !aplicar?, ou seja ! comunicar ! aos crentes os benefícios da nova aliança" (p. 331). Comentando sobre o batismo, o CWF diz, "pelo correto uso desta ordenança, a graça prometida não é apenas oferecida, mas realmente exibida e conferida pelo Espírito Santo" Para os Batistas, esta linguagem soa alarmante parecida à regeneração batismal.
5. Nossa opinião sobre a conversão. Na luz do que foi dito acima, nós podemos inequivocamente estabelecer que, nós acreditamos que a salvação é uma operação direta do Espírito Santo de Deus. Nenhuma graça de salvação é conferida pelos laços da família, ou através de privilégios nacionais. Os filhos dos Cristãos são tão depravados e perdidos, quanto aos filhos dos que não crêem. A promessa em Atos 2:39 que diz, "Por que a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos" e o versículo não termina ai! O versículo continua e diz: "e a todos que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar."
Deus salva pecadores individualmente, e não famílias coletivamente. O "batismo" infantil e a conceito da aliança com a criança, obscurecem a verdade sobre a regeneração e conversão.
6. Nossa opinião sobre a história da Igreja. Pode se tornar uma surpresa aos Protestantes e Católicos Romanos contemporâneos saberem que, os Batistas não originaram na reforma. Os historiadores mais antigos, até mesmo aqueles opostos aos princípios Batistas, admitem isto; os escritores modernos tendem a ignorar, desconsiderar ou negar isto. Há abundantes evidências para afirmar que as igrejas evangélicas, firmes nas essências da fé, conhecidas por vários nomes, existiram na Europa desde os dias dos Apóstolos até a idade média. A Confissão de Valdenses de 1120, é um exemplo de crença fundamental e evangélica durante aquela época.
Estes Anabatistas, como eles foram ironicamente chamados pelos seus inimigos, foram duramente perseguidos pelo pseudo Cristianismo oficial, qual apostatou com Constantino. Estas pessoas valentes foram nossos antecessores na fé. (É claro que não nos identificamos com algumas seitas realmente hereges que foram erroneamente classificadas junto com estes Anabatistas). Muitos se esqueceram que parte da teologia de Calvino foi moldada por um primo Anabatista. Calvino reconheceu que ele [Calvino] também "em um tempo foi um Valdense" (Leonard Verduin, A Anatomia de um Híbrido, p. 199.)
Quando a reforma chegou, estes Anabatistas, em primeira instancia, deram um suspiro de alivio, mas logo descobriram que os Protestantes podiam perseguí-los tão severamente, recorrendo ao mesmo modelo da igreja/estado, que Roma brutalmente impôs durante séculos. É um fato esquecido da história norte-americana que a primeira emenda da sua Constituição, garantindo a completa liberdade religiosa, chegou a ir contra aos desejos de muitos colonos Protestantes. Os batistas da Virgínia, especialmente John Leland, foram responsáveis por esta emenda constitucional.
C.H. Spurgeon resumiu bem nossa posição:
"Acreditamos que os Batistas são os Cristãos originais. Nossa existência não iniciou-se com a reforma, nós fomos reformistas antes de Luther ou Calvin nascerem; nós nunca viemos da Igreja de Roma, pois nela nunca estivemos, mas nós temos uma ligação ininterrupta aos próprios apóstolos. Nós sempre existimos desde os dias de Cristo, e nossos princípios, algumas vezes são ignorados ou esquecidos, como um rio que tem que percorrer sob o chão por uma curto período, têm tido sempre seguidores honestos e piedosos" (Metropolitan Tabernacle Pulpit, 1861, p.225.)
"[N]ós, conhecidos entre os homens, por todas as idades, por vários nomes, como Donatistas, Novacianos, Paulicianos, Petrobrussianos, Cátaros, Arnoldistas, Hussites, Valdenses, Lollardos e Anabatistas, temos lutado para a pureza da Igreja e sua distinção, e pela sua separação do governo humano. Nossos pais foram homens acostumados com as dificuldades, e não eram preguiçosos. Eles apresentam a nós, seus filhos, uma linha ininterrupta proveniente legitimamente dos apóstolos, não através da sujeira de Roma" (ibid., p. 613.)
Vinte anos depois, Spurgeon reiterou,
"Muito antes seus Protestantes serem conhecidos como tal, os horríveis Anabatistas, como foram injustamente chamados, eles estiveram protestando para "um só Senhor, uma só fé, e um só batismo." Na mesma hora que a igreja visível começou a afastar-se do verdadeiro Evangelho, estes homens surgiram para permanecerem fieis à verdade dos séculos. ...Às vezes, uma historiador mal intencionado procura nos dar a idéia de que eles tivessem morrido, bem como o lobo tivesse feito seu trabalho na ovelha. Mas, eis somos nós, abençoados e multiplicados" (Metropolitan Tabernacle Pulpit, 1881, p. 249.)
Como conclusão, deixai que seja dito que nós somos gratos a Deus, o qual tem nos mostrando estas coisas. Nós retrucamos qualquer irmão Batista que possa ser muito orgulhoso de si, devido ao seu conhecimento destas verdades. Se Deus nos deu estas verdades, nós devemos recebê-las com humildade.
Nós admitimos que não podemos falar em nome de todos que se dizem Batistas nos dias de hoje. Alguns não concordem conosco. Nós podemos apenas dizer que estes são temas aos quais nossas consciências estão ligadas e sobre quais, não podemos nos comprometer.
Fonte: Palavra Prudente
sábado, 12 de maio de 2012
Espiritismo gospel: dando lugar a qualquer espírito
“Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.” – 1 Jo 4.1-3
Durante seis anos fui espírita kardecista, sendo médium por cinco. Exercia as faculdades mediúnicas de psicografia, psicofonia (ouvir os espíritos), incorporação, até a prática de cirurgias espirituais. No centro que eu frequentava, seu presidente (seu Cândido, talvez a melhor pessoa que já conheci até hoje) havia vindo da umbanda, e em homenagem aos espíritos dessa linha o centro fazia uma vez por mês uma reunião fechada aos médiuns, onde os espíritos de caboclos, pretos e pretas-velhas, pombas-giras, exus e erês vinham e traziam seus ensinamentos. Numa dessas reuniões, tive a visão de um orixá, com saia rodada e aquele véu de penduricalhos cobrindo-lhe o rosto, e incorporada pela entidade comecei a rodar, rodar, rodar. A entidade não falava, o que achei estranho (já que todas as demais falavam – aqui uma observação: um médium experimentado jamais perde a consciência durante uma incorporação: fica totalmente consciente controlando seu corpo, o que é muito importante principalmente em sessões de desobsessão, onde vêm espíritos muito revoltados, capazes de dizer os piores palavrões e até de agredir as pessoas). Depois descobri que orixá não fala mesmo, só espíritos de umbanda e kardecismo. Fui exortada a não permitir mais a manifestação de orixás nas reuniões de umbanda e tudo ficou bem.
Por que estou contando isso? Porque, logo que me converti, uma das minhas maiores dúvidas era sobre como discernir a atuação do Espírito Santo e a de espíritos enganadores na igreja.
Converti-me numa igreja pentecostal, achava lindo o falar em línguas, mas via umas coisas que já me intrigava, embora não pudesse sequer duvidar, pois duvidar da atuação do Espírito Santo seria cometer o tal “pecado imperdoável”, segundo me disseram na época. Então passei a achar tudo normal (lutando contra minha mente que insistia na dúvida), afinal estávamos na igreja e lá os demônios não podiam entrar, pois a luz não se mistura com as trevas. Ledo engano.
No início desse ano tive acesso aos vídeos que posto a seguir (são uma corajosa palestra realizada em junho de 2008 pelo pastor Wagner Antonio de Araujo – a versão escrita está aqui, mas vale a pena ver os vídeos para presenciar as cenas nas igrejas):
http://www.youtube.com/watch?v=7tzPTv0QSgA
http://www.youtube.com/watch?v=k_ZwYQtS8U0
http://www.youtube.com/watch?v=3f2eCHv6jro
http://www.youtube.com/watch?v=fitJ52cIDYg
http://www.youtube.com/watch?v=8Oo2Mz2UAeo
http://www.youtube.com/watch?v=V7KUer6N3Kc
http://www.youtube.com/watch?v=SyVxvvmbeWM
http://www.youtube.com/watch?v=4EId0z0ZDTA
http://www.youtube.com/watch?v=Wqw1rYCvuzQ
http://www.youtube.com/watch?v=2jvoqsjTrF8
Esses vídeos me desobrigam de dizer muita coisa. Dá para ver a atuação do Espírito Santo em cenas como essas, mesmo dentro das igrejas?
http://www.youtube.com/watch?v=D1rSrApukfQhttp://
www.youtube.com/watch?v=7B5oC7VAyxY&feature=related (esse é especial, é uma “campanha contra a macumba”, acredite se quiser)http://www.youtube.com/watch?v=8IsAlEa5n24&feature=fvw
O que vemos é a infiltração e a plena aceitação de fogo estranho nas igrejas. Ninguém prova se os espíritos são de Deus, e por experiência própria, a fórmula de 1 Jo 4.1 serve perfeitamente, pois os espíritos dirão que Jesus é o maior espírito que já encarnou por essas bandas (como diziam no espiritismo), mas nunca, NUNCA, que Ele é quem Ele é. Sem prova-los, aceitamos qualquer manifestação como sendo de Deus pois, afinal, estamos na igreja, estamos com o pensamento em Deus, estamos clamando por Sua manifestação, e Deus não nos deixa enganados. Porém nos esquecemos que, para isso, Ele nos pede que estejamos sempre vigilantes, meditando dia e noite na Sua Palavra, buscando discernimento e tendo senso crítico, para que o lobo em pele de cordeiro não nos devore. Pena que muitas igrejas estão negligenciando esses ensinamentos, e assim tornando muitos crentes como “cavalos”, “aparelhos”, “médiuns” de espíritos que se fazem passar como o Santo, mas que visam apenas perpetuar sua dominação sobre os imprudentes.
Quem pensa que demônio só se manifesta na igreja para dar testemunho de maldade nas entrevistas feitas por alguns pastores está muito enganado. Os demônios assistem aos cultos da platéia, e alguns até os dirigem no púlpito. Sempre que a palavra pregada está em desacordo com o Evangelho de Jesus é possível perceber uma mãozinha do inferno colaborando para o engano coletivo.
De que adianta deixarmos o espiritismo, a umbanda, o candomblé, o vudu, se continuamos a manifestar os mesmos espíritos nas igrejas, com a conivência e até o incentivo de muitos pastores, esses também manipulados pelos demônios? Onde está a conversão a Cristo, ao poderio do Espírito Santo?
Sou pentecostal e continuo crendo que o Espírito Santo pode agir através dos crentes, dando-lhes dons, guiando-os, ensinando-os muitas coisas. Porém, não posso manter meus olhos fechados ao engano, e muito menos me manter calada enquanto muitos continuam joguetes do diabo mesmo frequentando uma igreja. As lideranças precisam atentar para essa triste realidade. A Igreja é o Corpo de Cristo, não o terreiro dos demônios.
Que a Igreja deixe de ser objeto de sarcasmo dos demônios para assumir sua verdadeira posição em Cristo. O espiritismo gospel é apenas mais um sintoma dessa igreja doente, cheia de dogmas, sofismas e metodologias que nada têm a ver com o Cristo ressurreto, servindo apenas para a glória de homens e do diabo, que se compraz com tudo isso.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
O homem natural odeia a Graça
Por C. H. Spurgeon
O teor do evangelho gira em torno do fato de que o homem está morto em seus pecados, e que a vida eterna é um dom de Deus, e se colocaria contra a totalidade deste teor básico do evangelho quem defendesse que o homem pode conhecer e amar a Cristo sem a atuação do Espírito Santo. O Espírito Santo encontra os homens tão desprovidos de vida espiritual, como aqueles ossos secos na visão de Ezequiel; o Espírito tem de juntar cada osso com seu osso, até reconstituir o esqueleto, e depois, vindo dos quatro cantos, precisa soprar sobre esses ossos mortos a fim de que recebam vida. A não ser pelo Espírito de Deus, as almas dos homens teriam de permanecer no vale de ossos secos, mortas, e mortas para sempre.
Mas as Escrituras não dizem apenas que o homem está morto em pecado; afirmam algo pior que isso: que ele, por natureza, é absoluta e totalmente contrário a tudo que seja bom e reto. "Portanto a intenção da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser" Rom. 8:7. Folheemos as páginas da Bíblia e continuamente é repetido que a vontade do homem é contrária às coisas de Deus. Que disse Cristo naquele texto tão freqüentemente citado pelos arminianos para negar a doutrina que tão claramente afirma? Que disse Ele aos que imaginavam ser possível ao homem vir a Ele sem a influência divina? Primeiramente afirmou: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer". Entretanto, disse algo ainda mais enfático: "E não quereis vir a mim para terdes vida".
O homem não quer vir. Aqui se encontra a coisa fatal; não é apenas que o homem se encontra sem forças para fazer o bem, e sim que é suficientemente poderoso para fazer o mal, de modo que a sua vontade está perversamente disposta a ir contra tudo que é reto. Vá, arminiano, e diga a seus ouvintes que eles podem vir a Cristo, se assim o desejam, mas saiba que o seu Redentor o observa face a face e lhe diz que você está proferindo uma mentira! Os homens não querem vir. Nunca virão por si mesmos. Ninguém pode induzi-los a vir, nem mesmo forçá-los a vir com todas as suas ameaças, nem seduzi-los com todos os seus convites. Eles não querem vir a Cristo para terem vida. Até que o Espírito os traga, não quererão vir, nem poderão vir.
E é pelo fato de que a natureza humana é hostil ao Espírito de Deus, que o homem odeia a graça, despreza a maneira pela qual se oferece esta graça, e é contrário à sua natureza orgulhosa o humilhar-se para receber a salvação pelos méritos de outro. Daí, pois, surge a necessidade de que o Espírito opere diretamente no homem para mudar a sua vontade, corrigir as inclinações do seu coração, e depois de colocá-lo no caminho certo, dar-lhe forças para andar nele. Oh, se todos estudassem o homem e chegassem a compreendê-lo, não poderiam deixar de ser zelosos nesta doutrina da necessidade da obra do Espírito Santo! Com razão um grande escritor observou que jamais conheceu um homem que sustentasse algum erro teológico, que ao mesmo tempo não mantivesse alguma doutrina que atenuasse a depravação humana.
O arminiano diz que é verdade que o ser humano está espiritualmente caído, todavia acrescenta que ele ainda possui o poder da vontade e essa vontade é livre; ele pode levantar-se. Atenua-se dessa forma o caráter desesperador da queda do homem. Por outro lado, o antinomiano afirma que o homem não é responsável, pois nada pode fazer; por conseguinte não está obrigado a fazer nada. Não é sua obrigação crer, nem é sua obrigação arrepender-se. Vemos aqui que ele também atenua a condição pecaminosa do homem e lhe faltam idéias corretas a respeito da Queda. Entretanto, uma vez mantida a posição verdadeira, ou seja, a de que o ser humano não só está completamente caído, perdido e condenado, e sim também de que é culpado e por si mesmo impotente, então necessariamente você adotará a posição doutrinária correta em todos os demais pontos do grande evangelho do Senhor Jesus. Desde que se creia o que as Escrituras ensinam sobre o homem -posto que se aceite que o seu coração é depravado, seus afetos corrompidos, seu entendimento obscurecido e sua vontade pervertida, então você terá de sustentar que, se uma pessoa assim tão miserável há de ser salva, essa salvação deverá ser efetuada pelo Espírito de Deus, e por Ele somente.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Pastores coisa nenhuma! Eles querem ser chamados de bispos e apóstolos
Por esses dias fiquei sabendo que um jovem pastor de uma igreja neopentecostal daqui de Niterói, ministerialmente inexperiente e despreparado teologicamente, tomou pra si o título de bispo. Isso mesmo: Ele agora é bispo! Pois é, o rapaz além de adepto das inúmeras heresias, dentre estas a “judaização do Cristianismo” resolveu acreditar que possui uma unção especial de bispo. Caro leitor, estou impressionado como esse povo procura títulos. Certa feita, ouvi um relato de uma irmã que ao dirigir-se a um senhor chamou-lhe de irmão. Para surpresa dela, o homem de modo sisudo respondeu firmemente dizendo: Irmão não. Pastor. Por favor me chame de pastor. Um outro, ficou extremamente ofendido porque um irmão lhe chamou de pastor, quando na verdade ele era apóstolo. Pois é, lamentavelmente alguns dos líderes evangélicos tupiniquins tem demonstrado ao longo dos anos uma enorme fome por titulos. Se não bastasse os oficios e titulos convencionais, esta corja aproveitadora, inventou outros tantos mais. Nesta perspectiva multiplicaram-se os apóstolos, apareceram os profetas da restauração que a reboque fabricaram os mais variados titulos. Caro leitor, essa busca desenfreada por títulos e oficios me enoja. A questão é que essa galera descompromissada com as Escrituras prefere a ostentação de uma função eclesiástica a ser um simples servo. Aliais, o termo servo, definitivamente caiu em desuso. Todavia, ao contrário do que deveria ser, parte da igreja evangélica brasileira esqueceu das Palavras de Jesus que nos ensina que todo aquele que deseja ser grande deve aprender a servir. Jesus os chamou e disse: “Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo; e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”. Marcos 10:42-45 Lamentavelmente os homens querem ostentação, sem contudo entenderem que somos e fomos chamados para servir àqueles que conosco se relacionam. Como bem afirmou Thomas Brooks, “os cristãos que permanecem no serviço do Senhor precisam considerar mais a cruz do que a coroa.” Prezado amigo, quem somos nós? Que possuímos nós? Ora, não somos nada! Como bem disse o reformador Martinho Lutero, nós não passamos de sacos de esterco, servos inúteis carentes da graça e da misericórdia de Deus
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