sábado, 24 de dezembro de 2011

Como Perdoar Setenta vezes Sete


Por John Piper
A parábola conta a história de um rei cujo servo lhe devia a quantia espantosa de 10 mil talentos (18.24). "Para compreender a exorbitância dessa quantia, basta dizer que o rei Herodes tinha uma renda anual de cerca de 900 talentos, e que a Galileia e a Peréia [a 'terra além do Jordão'], no ano 4 a.C, pagaram 200 talentos em impostos." Aparentemente, a quantia foi exagerada de propósito (assim como dizemos "zilhões" de dólares) ou o servo era um oficial de alta patente que conseguiu apropriar-se de quantias enormes do tesouro do rei ao longo dos anos. Seja como for, Jesus descreve essa dívida como praticamente incalculável.
O rei ameaçou vender o servo e sua família. Mas "o servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: 'Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo' [uma promessa aparentemente impossível de ser cumprida, em vista da quantia]. O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir" (v. 26,27). Esse perdão é tão grandioso quanto o tamanho da dívida, e esse é o ponto principal. Jesus quer incutir em nossa mente que o pecado é uma dívida incalculável para com Deus. Jamais poderemos saldá-la. Jamais teremos condições de acertar as contas com Deus. Não há penitência, boas obras ou justificativas capazes de pagar a dívida da desonra que lançamos sobre Deus com nossos pecados.
O servo, porém, não recebeu aquele perdão pelo que este representava: magnífico, imerecido, destinado aos humildes de coração ou a quem suscita misericórdia. Jesus não relata nenhuma palavra de gratidão ou de admiração daquele servo. Incrível! Simplesmente relata acontecimentos incompreensíveis logo após o perdão.
Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: "Pague-me o que me deve!" Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei". Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida, (v. 28-30)
O "perdão" recebido por aquele homem não lhe abrandou a ira. Ele agarrou o conservo e começou a sufocá-lo.
O rei tomou conhecimento do caso e ficou (legitimamente) ira¬do (v. 34). Disse ao servo: " 'Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?' Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia" (v. 32-34). A conclusão da parábola atinge em cheio a questão da ira e do perdão. Jesus diz: "Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão" (v. 35).
A mensagem principal da parábola é que Deus não tem obrigação de salvar quem diz ser seu discípulo, se esse pretenso discípulo não tiver recebido a dádiva do perdão pelo que ele realmente representa — infinitamente precioso, estupendo, imerecido, destinado aos humildes de coração e a quem suscita misericórdia. Se dissermos que fomos perdoados por Jesus, mas não houver em nosso coração nenhuma brandura para perdoar os outros, não receberemos o perdão de Deus (v. Mateus 6.14,15; Marcos 11.25).
Lembre-se, a parábola foi contada para ajudar Pedro a entender o mandamento de Jesus de perdoar setenta vezes sete (Mateus 18.22). Isto é, foi contada para ajudar-nos a lidar com a ira que surge naturalmente em nosso coração quando alguém nos ofende centenas de vezes. A solução, diz Jesus, é viver com plena consciência desta maravilhosa dádiva: fomos perdoados de uma dívida muito maior que todos os erros cometidos contra nós. Explicando melhor: devemos viver com plena consciência de que a ira de Deus contra nós foi eliminada, apesar de termos pecado contra ele muito mais que setenta vezes sete. Esse modo de viver produzirá um coração quebrantado, contrito, alegre e terno, que governará nossa ira. A única ira benéfica é a ira moldada por um coração humilde.
Fonte: O Cristão Hedonista

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CONSAGRAÇÃO DO PASTOR ELMO ERON - IGREJA BATISTA DO SÃO CAETANO/SALVADOR







A

Festival Promessas alavanca ibope da Globo

Com 13 pontos de audiência, o Festival Promessas apresentado neste domingo (18) na Rede Globo, não só alavancou o ibope da emissora, registrando o dobro do último domingo (11), como também marcou o coração de cada evangélico que assistiu a transmissão do Festival.
Apresentado por Serginho Groisman a transmissão do Festival teve momentos marcantes, em especial o momento que a vocalista Ana Paula Valadão, juntamente com o grupo Diante do Trono, convidou o público a citar o versículo, texto áureo dos cristãos, João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna”. O momento foi comentado por internautas.
Cada ponto na ibope representa 58 mil televisores ligados na emissora e o programa não teve censura, conforme já havia comentado o cantor Regis Danese, cada artista pode fazer ministrações e citações de versículos ou passagens bíblicas.
Ana Paula Valadão escreveu uma curta frase expressando seu sentimento sobre o sucesso da programação: “O Brasil é de Jesus!”.
Além de Regis Danese e do Diante do Trono, da vocalista Ana Paula Valadão, participaram do programa apresentado pela Globo: Pregador Luo, Eyshila, Damares, Ludmila Ferber, Regis Danese, Fernandinho, Fernanda Brum, Davi Sacer e Diante do Trono.

Esta pastora vai mais a inferninho do que gringo em Copacabana

O internauta pergunta: crescimento no setor evangélico; bom ou ruim?


Leonardo:
“Gostaria de ler um comentário seu acerca da matéria publicada na revista Época, na qual apresentam a estimativa de que em 2020, metade da população brasileira será evangélica”.
J. Júnior, Três Corações – Brasil
Prezado irmão,
A matéria de Nelito Fernandes na revista Época, baseada em informações obtidas por meio da SEPAL, está baseada na premissa de que as igrejas evangélicas continuarão crescerão nos próximos vinte anos na mesma proporção que há 40 anos atrás. Da década de 60 até os dias atuais, o número de evangélicos no Brasil cresceu de 4 para 24 por cento, e a tendência é continuar crescendo. Se este crescimento se dará na mesma proporção que nas últimas 5 décadas, não sabemos, mas tudo indica que a igreja evangélica ganhará muitos novos adeptos. No entanto, o mais preocupante é o modo como essa igreja está crescendo: Se uma criança que cresce em tamanho, mas não amadurece mentalmente, dizemos que ela é doente. Do mesmo modo uma igreja que cresce em número, mas que não cresce em conhecimento, amor, zelo missionário, mordomia dos dons e ortopraxia, só pode estar enferma.

Particularmente, não fiquei comovido ou sobremodo contente com o prognóstico da revista Época, pelos seguintes motivos:

1. Apesar do crescimento notório, a igreja evangélica tem crescido às custas da importação de práticas pagãs: através do sal grosso e arruda do espiritismo, da água benta e do comércio de ícones do catolicismo, dos talismãs do xamanismo, da incorporação de práticas liturgicas oriundas da macumba africana (popularmente conhecidas como reteté), da teologia simonista importada dos E.U.A., da judaização da igreja que traz elementos “alienígenas” para o culto cristão, tais como Menoráh, réplicas da Arca, Cajado de Moisés, enfim, um crescimento doente, nocivo, perigoso, letal.
2. Outra razão porque não consigo me alegrar com a matéria da Época, são os crescentes escândalos e a frouxidão moral que impera em nosso meio. Podemos ver isso no comentário da antropóloga Christina Vital, na própria revista. Ela afirma que “os evangélicos não vão apenas mudar a sociedade brasileira, eles mudarão com ela”. Infelizmente isso já está acontecendo. O que a gente mais vê hoje é esta simbiose entre igreja e paganismo, uma adaptação dos valores do Reino às demandas do mercado de consumo religioso.
Ainda acerca do atual momento evangélico, Christina diz: “O movimento adapta-se aos costumes, o que deverá continuar nos próximos anos. Hoje temos igrejas evangélicas que aceitam gays”. Esta vergonhosa realidade também é percebida por Ari Pedro Oro, ao lembrar que “a religião evangélica foi abrasileirada e já não tem um foco tão grande de moralismo”.
3. Também não me iludo com o prognóstico da revista, porque sei que apesar do vultuoso crescimento dos evangélicos, esse crescimento se dá justamente naqueles setores mais doentes do protestantismo. Hoje em dia, as igrejas que mais crescem são aquelas que conhecemos como neopentecostais, igrejas que, salvo raríssimas exceções, são um foco de proliferação de heresias como maldição hereditária e demonização das ações humanas (não é o homem que decide ser homossexual, é o espírito do homossexualismo; não é o ladrão que rouba, e sim o espírito do latrocínio; não é o marido que bate na mulher, ele é vítima do espírito de violência). Fenômenos como Waldemiro Santiago e as toalhas ungidas devem aumentar nos próximos anos. Enquanto isso, as denominações históricas vão perder espaço na mesma proporção, pelo fato de não atenderem às demandas do mercado.
Eu estou absolutamente convicto de que, no ritmo que vamos, se Jesus tardar em buscar a igreja, teremos uma igreja evangélica muito grande em 2020. No entanto, me pergunto qual será a cara dessa igreja evangélica?
Será uma igreja que prega o evangelho em sua essência, ou deixará o evangelho de lado, substituindo-o pela famosa barganha com Deus, onde a misericordia divina é medida pela minha capacidade de dizimar e ofertar? Será o sal da terra e a luz do mundo, que se destaca e diferencia daqueles que a cercam, ou absorverá toda essa cultura mundana, tornando-se iguais àqueles a quem pregamos? Será conhecida por causa daqueles poucos, mas fiéis servos que não se deixam corromper, ou pelas figuras midiáticas como Malafaias, Felicianos, Waldemiros, Macedos, Hernandes e Soares da vida?
Não desejo com isso minar a fé e nem roubar a alegria de ninguém. Sei que muitos receberam essa estimativa como boa nova dos céus. Porém, não podemos deixar de ser realistas e reconhecer aquilo que realmente está em jogo. Todo crescimento é bom, desde que seja acompanhado de maturidade, inteligência, saúde. Desejo muito o crescimento da igreja, tanto que, tendo igreja para pastorear no Brasil, optei pelo campo missionário. Contudo, não posso ser hipócrita e fingir que está tudo bem. O que temos visto na igreja contemporânea de modo geral é inchaço, e não crescimento; é adesão, e não conversão. Crentes são substituidos por clientes, o púlpito cedeu lugar ao balcão de comércio, os dízimos foram transformados em dividendos e a bíblia passou a ser um mero adorno, um talismã mais na coleção de amuletos cristãos. Creio que tal crescimento jamais será bem visto aos olhos do Senhor.

Um abraço, do seu irmão que ora por um crescimento não apenas denominacional e numérico, mas também moral e espiritual;

Leonardo.

Silas Malafaia: De herege a herói em 15 minutos


Quinze minutos. Foi mais ou menos isso que durou o debate sobre o PL 122, projeto que pretende instituir o crime de homofobia. Sim, quinze minutos; novecentos segundos que transformaram o antes herege, moderno vendedor de indulgências, em herói evangélico. Foram quinze intensos minutos, que conseguiram apagar da mente dos críticos que nada constroem, a farra dos 900 reais e a promessa de vitória financeira até 1 de Janeiro de 2010. Quinze minutos que deletaram de muitas mentes o conteúdo espúrio das últimas preleções, nas quais Silas Malafaia ensina a fazer barganha com Deus e chama de “trouxas” àqueles que fazem ofertas por generosidade e gratidão, não interessados no feedback que ele, Edir Macedo, Estevam Hernandes, Renê Terra Nova e RR Soares prometem aos que forem “liberais”.
Durante a semana passada, blogs, sites e twitters se focaram no importante debate, que seria realizado no palco de um dos piores programas da TV brasileira, perdendo apenas para o BBB. Todos apreensivos para saber como Silas Malafaia se sairia no debate com a ex-deputada Iara Bernardes, autora do projeto que, se aprovado, reduzirá em parte a liberdade de se pregar abertamente temas relacionados a homoafetividade, restringindo tais interpretações ao ambiente do templo. O pastor havia se preparado bem para o debate, e sua performance, pedantismo e gritarias costumeiras, acabaram por suprimir toda crítica, produzindo um colapso mental na deputada. Mesmo assim, Silas foi convincente e conseguiu provar que o projeto tem intenções espúrias, ou pelo menos, que carece de modificações.
Não estou me posicionando ao lado do PLC 122. Como já disse em outras oportunidades, entendo que o projeto carece de acurada revisão, de modo que não interfira na liberdade de expressão, opinião e credo. Porém, não podemos permitir que milhares de homossexuais sejam espancados e assassinados por causa da sua orientação sexual. Devemos ter para com eles o mesmo amor que temos com as demais minorias. Algo deve ser feio para prevenir e punir tais eventos, seja reforçando o teor de nossas leis, seja fazendo cumprir aquelas já existentes.
Mas este texto não se remete aos homossexuais. Ele também não está endereçado ao pastor Silas Malafaia. Na verdade, estas linhas são um apelo à consciência individual, e um protesto conta aquela mentalidade brasileira que em geral predomina na política e na religião, onde a parte lesada conclui: “É um picareta, mas faz!”. Não podemos nos deixar persuadir por uma retórica inflamada, nem pela vitória em um debate em programa de auditório. Silas ganhou um debate, mas isso não o converte em santo, nem apaga sua militância passada e presente em favor da Teologia da Prosperidade. Também não anula o fato dele ter empregado exatos 12 milhões de dólares, dinheiro arrecadado com a farra do Morris Cerullo e sua bíblia superfaturada, e investido em um luxo besta como a compra de um avião particular.
Tão insensato quanto criticar só pelo prazer da crítica, é justificar de forma acrítica uma pessoa cuja trajetória tem sido tropeço para todo povo evangélico, tudo em função de quinze minutos.

Que troço é esse???


Visão de raio-X?????????????????????
Depois dizem que eu exagero quando falo que tem crentes “power ranger”, “super-homem” e “Dragon Ball Z”. Dá uma olhadinha nesse cartaz e dorme com um barulho desse!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O Natal e o Nome do Menino - PASTOR NILSON

"Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1:21).

De acordo com o relato acima do Evangelho de Mateus, o nome de Jesus Cristo foi dado pelo anjo Gabriel quando anunciou seu nascimento a José, desposado com a virgem Maria. Gabriel não somente disse que Maria estava grávida pelo Espírito Santo de Deus como orientou José a chamar o filho de "Jesus".
A razão para este nome, cuja raiz em hebraico significa "salvar," é que aquele menino, filho de Maria e Filho de Deus, haveria de salvar o seu povo dos seus pecados, conforme anunciou o anjo.
Não precisamos ir mais longe do que isso para entender o significado do Natal. Está tudo no nome do Menino. No nome dele, Jesus, temos a razão para seu nascimento, a sua identidade e a missão de sua vida. Em outras palavras, aquilo que o Natal realmente representa.
A razão do seu nascimento é simplesmente esta, que somos pecadores, estamos perdidos, não podemos resolver este problema por nós mesmos e precisamos desesperadamente de um Salvador, alguém que nos livre das consequências passadas, presentes e futuras dos nossos erros. Deus atendeu nossa necessidade escolhendo um homem como nós para ser nosso representante e Salvador, alguém que partilhasse da nossa humanidade e fosse um de nós. Esse homem nasceu há dois mil anos naquela manjedoura da cidade de Belém, num pais remoto, lá no Antigo Oriente. E ganhou o nome de Jesus por este motivo.
Sua missão era assumir nosso lugar como nosso representante diante de Deus e sofrer todas as consequências de nossos pecados, erros, iniqüidade, desvios e desobediências. Em vez de castigar-nos com a morte eterna, como merecemos, Deus faria com que ele a experimentasse em nosso lugar, que ele experimentasse toda dor e sofrimento conseqüentes dos nossos pecados. Essa missão foi revelada logo ao nascer pelo anjo Gabriel ao recitar seu nome a José: Jesus.
Para nos salvar de nossos pecados, ele teria de sofrer e morrer, ser sepultado, ficar sob o domínio da morte e desta forma pagar inteiramente nossa dívida para com Deus. Somente assim poderíamos ser salvos das consequências eternas de nossa desobediência. Mas, para que os benefícios de seu sofrimento e de sua morte pudessem ser transferidos a outros seres humanos, ele não poderia ter pecado ou culpa pois, senão, ao morrer, estaria simplesmente recebendo o salário do seu próprio pecado. Mas, se ele fosse inocente, sem pecado e perfeito, sua morte teria valor para os pecadores. Por este motivo, ele foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, ainda virgem, Filho de Deus, sem pecado. O Salvador tinha que ser Deus e homem ao mesmo tempo.
Quando um colunista, que objeta ao nascimento sobrenatural de Jesus, escreveu recentemente em um jornal de grande circulação de São Paulo que virgens não dão à luz todos os dias, ele estava mais certo do que pensava. Esse é o único caso. Jesus é único. Deus e homem numa só pessoa. Nem antes e nem depois dele virgens engravidam sobrenaturalmente. Da mesma forma que Deus não cria mundos todos os dias, também não gera salvadores de virgens cotidianamente. Pois nos basta este.
O famoso teólogo suíço Emil Brunner disse que todo homem tem um problema no passado, no presente e no futuro. No passado, culpa. No presente, medo. E no futuro, a morte. Jesus nos salva de todas estas consequências do pecado: nos perdoa da culpa de nossos erros passados, nos livra no presente do medo ao andar conosco e nos livrará da morte pois ressurgiu dos mortos e vive à direita de Deus. Um dia haverá de nos ressuscitar.
É isto que o Natal representa. É por isto que os cristãos o celebram com tanta gratidão e alegria. Nasceu o Salvador. Nasceu Jesus! Como este anúncio alegra o coração daqueles que têm culpa, sentem medo e sabem que vão morrer!

Fogo estranho: bizarrices na igreja evangélica brasileira é tema da revista Cristianismo Hoje

Em tempos de aberrações teológicas, apologistas e líderes evangélicos demonstram perplexidade diante de desvios doutrinários
O crente brasileiro sabe: vez por outra, a Igreja Evangélica é agitada por uma novidade. Pode ser a chegada de um novo movimento teológico, de uma doutrina inusitada ou mesmo de uma prática heterodoxa, daquelas que causam entusiasmo em uns e estranheza em outros. Quem frequentava igrejas nos anos 1980 há de se lembrar do suposto milagre dos dentes de ouro, por exemplo. Na época, milhares de crentes começaram a testemunhar que, durante as orações, obturações douradas apareciam sobrenaturalmente em suas bocas, numa espécie de odontologia divina. Muito se disse e se fez em nome dessa alegada ação sobrenatural de Deus, que atraiu muita gente aos cultos. Embora contestados por dentistas e nunca satisfatoriamente explicados – segundo especialistas, o amarelecimento natural de obturações ao longo do tempo poderia explicar o fenômeno, e houve quem dissesse que a bênção nada mais era que o efeito de sugestão –, os dentes de ouro marcaram época e ainda aparecem em bocas por aí, numa ou noutra congregação.
Outras manifestações nada convencionais sacudiram o segmento pentecostal de tempos em tempos. Uma delas era a denominada queda no Espírito, quando o fiel, durante a oração, sofria uma espécie de arrebatamento, caindo ao solo e permanecendo como que em transe. Disseminada a partir do trabalho de pregadores americanos como Benny Hinn e Kathryn Kuhlman, a queda no poder passou a ser largamente praticada como sinal de plenitude espiritual e chegou com força ao Brasil. A coqueluche também passou, mas ainda hoje diversos ministérios e pregadores fazem do chamado cair no poder elemento importante de sua liturgia. A moda logo foi substituída por outras, ainda mais bizarras, como a “unção do riso” e a “unção dos animais”. Disseminadas pela Comunhão Cristã do Aeroporto de Toronto, no Canadá, a partir de 1993, tais práticas beiravam a histeria coletiva – a certa altura do culto, diversas pessoas caíam ao chão, rindo descontroladamente ou emitindo sons de animais como leões e águias. Tudo era atribuído ao poder do Espírito Santo.
A chamada “bênção de Toronto” logo ganhou mundo, à semelhança das mais variadas novidades. Parece que, quanto mais espetacular a manifestação, mais ela tende a se popularizar, atropelando até mesmo o bom senso. Mas o que para muita gente é ato profético ou manifestação do poder do Senhor também é visto por teólogos moderados como simples modismos ou – mais sério ainda – desvios doutrinários. Pior é quando a nova teologia é usada com fins fraudulentos, para arrancar uma oferta a mais ou exercer poder eclesiástico autoritário. “A Bíblia diz claramente que haverá a disseminação de heresias nos últimos dias, e não um grande reavivamento, como alguns estão anunciando”, alerta Araripe Gurgel, pesquisador da Agência de Informações Religiosas (Agir). Pastor da Igreja Cristã da Trindade, ele é especialista em seitas e aberrações cristãs e observa que cada vez mais a Palavra de Deus tem sido contaminada e pervertida pelo apelo místico. “Esse tipo de abordagem introduz no cristianismo heresias disfarçadas em meias-verdades, levando a uma religião de aparência, sensorial, sem a real percepção de Deus”, destaca.
“Não dá para ficar quieto diante de tanta bizarrice”, protesta o pastor e escritor Renato Vargens, da Igreja Cristã da Aliança, em Niterói (RJ). Apologista, ele tem feito de seu blog uma trincheira na luta contra aberrações teológicas como as que vê florescer, sobretudo, no neopentecostalismo. “Acredito, que, mais do que nunca, a Igreja de Cristo precisa preservar a sã doutrina, defendendo os valores inegociáveis da fé cristã. A apologética cristã é um ministério indispensável à saúde do Corpo de Cristo”. Na internet, ele disponibiliza farto material, como vídeos que mostram um pouco de tudo. Um dos mais comentados foi um em que um dos líderes do Ministério de Madureira das Assembleias de Deus, Samuel Ferreira, aparece numa espécie de arrebatamento sobre uma pilha de dinheiro, arrecadado durante um culto. “Acabo de ver no YouTube o vídeo de um falso profeta chamado reverendo João Batista, que comercializa pó sagrado, perfume da prosperidade e até um tal martelão do poder”. acrescenta Vargens. Autor do recém-lançado livro Cristianismo ao gosto do freguês, em que denuncia a redução da fé evangélica a mero instrumento de manipulação, o pastor tem sido um crítico obstinado de líderes pentecostais que fazem em seus programas de TV verdadeiras barganhas em nome de Jesus. “O denominado apóstolo Valdomiro Santiago faz apologia de sua denominação, a Igreja Mundial do Poder de Deus, desqualificando todas as outras. E tem ensinado doutrinas absolutamente antibíblicas, onde o ‘tomá-lá-dá-cá’ é a regra”. Uma delas é o trízimo, em que desafia o fiel a ofertar à instituição 30% de seus rendimentos, e não os tradicionais dez por cento. A “doutrina das sementes”, defendida por pregadores americanos como Mike Murdock e Morris Cerullo nos programas do pastor Silas Malafaia, também rendeu diversos posts. Segundo eles, o crente deve ofertar valores específicos – no caso, donativos na faixa dos mil reais – em troca de uma unção financeira capaz de levá-lo à prosperidade. “Trata-se de um evangelho espúrio, para tirar dinheiro dos irmãos”, reclama Vargens. “Deus não é bolsa de valores, nem se submete às nossas barganhas ou àqueles que pensam que podem manipular o sagrado estabelecendo regras de sucesso pessoal.”

Crise teológica

Numa confissão religiosa tão multifacetada em suas expressões e diversa em termos de organização e liderança, é natural que o segmento evangélico sofra com a perda de identidade. O próprio conceito do que é ser crente no país – tema de capa da edição nº 15 de CRISTIANISMO HOJE – é extremamente difuso. E muitas denominações, envolvidas em práticas heterodoxas, vez por outra adotam ritos estranhos à tradição protestante. Joaquim de Andrade, pastor da Igreja Missionária Evangélica Maranata, do Rio, é um pesquisador de seitas e heresias que já enfrentou até conflitos com integrantes de outras crenças, como testemunhas de Jeová e umbandistas. Destes tempos, guarda o pensamento crítico com que enxerga também a situação atual da fé evangélica: “Vivemos uma verdadeira crise teológica, de identidade e integridade. Os crentes estão dando mais valor às manifestações espirituais do que à Palavra de Deus”.
Neste caldo, qualquer liderança mais carismática logo conquista seguidores, independentemente da fidelidade de sua mensagem à Bíblia. “Manifestações atraem pessoas. O próprio Nicodemos concluiu que os sinais que Cristo operou foram além do alcance do povo, mas não temos evidência de que ele tenha mesmo se convertido”, explica o pastor Russel Shedd, doutor em teologia e um dos mais acreditados líderes evangélicos em atuação no Brasil. Ele refere-se a um personagem bíblico que teve importante discussão com Jesus, que ao final admoestou-lhe da necessidade de o homem nascer de novo pela fé. “Líderes que procuram vencer a competição entre igrejas precisam alegar que têm poder”, observa, lembrando que a oferta do sobrenatural precisa atender à imensa demanda dos dias de hoje. “Mas poder não salva nem transmite amor”, conclui.
“A busca pela expansão evangélica traz consigo essa necessidade de aculturação e, na cultura religiosa brasileira, nada mais puro do que a mistura”, acrescenta o pastor Fabrício Cunha, da Igreja Batista da Água

Branca, em São Paulo. “O candomblé já fez isso, usando os símbolos do catolicismo; o espiritismo, usando a temática cristã; e agora, vêm os evangélicos neopentecostais, usando toda uma simbologia afro e um misticismo pagão”, explica. Como um dos coordenadores do Fórum Jovem de Missão Integral e membro da Fraternidade Teológica Latinoamericana, ele observa que mesmo os protestantes são fruto de uma miscigenação generalizada, o que, no campo da religião, tem em sua gênese um alto nível de sincretismo.
Acontece que, em determinadas comunidades cristãs, alguns destes elementos precisam ser compreendidos como estratégias de comunicação e atração de novos fiéis. Aí, vale tanto a distribuição de objetos com apelo mágico, como rosas ungidas ou frascos de óleo, como a oferta de manifestações tidas como milagrosas, como o já citado dente de ouro ou as estrelinhas de fogo – se o leitor ainda não conhece, saiba que trata-se de pontos luminosos que, segundo muitos crentes, costumam aparecer brilhando em reuniões de busca de poder, sobretudo vigílias durante a noite ou cultos realizados nos montes, prática comum nas periferias de grandes cidades como o Rio de Janeiro. O objetivo das tais estrelinhas? Ninguém sabe, mas costuma-se dizer que é fogo puro, assim como tantas outras manifestações do gênero.
“Alguns desses elementos são resultado de um processo de sectarização religiosa”, opina o teólogo e mestre em ciências da religião Valtair Miranda. “Ou seja, quanto mais exótica for a manifestação, mais fácil será para esse líder carismático atrair seguidores para seu grupo”. Miranda explica que, como as igrejas evangélicas, sobretudo as avivadas, são, em linhas gerais, muito parecidas, o que os grupos sectários querem é se destacar. “Eles preconizam um determinado tópico teológico ou passagem bíblica, e crescem em torno disso. Objetos como lenços ungidos, medalhas, sal ou sabonete santificados são exemplos. Quanto mais diferente, maior a probabilidade de atrair algum curioso”. A estratégia tende a dar resultado quando gira em torno de uma figura religiosa carismática. “Sem carisma, estes elementos logo provocam sarcasmo e evasão”, ressalva. O estudioso lembra o que caracteriza fundamentalmente um grupo sectário – o isolamento. “Uma seita precisa marcar bem sua diferença para segurar seu adepto. Quanto mais ele levantar seus muros, mais forte será a identidade e a adesão do fiel.”

“Propósito de Deus”

Mas quem faz das manifestações do poder do Espírito Santo parte fundamental de seu ministério defende que apenas milagres não bastam. “É necessário um propósito e uma mudança de vida”, declara o bispo Salomão dos Santos, dirigente da Associação Evangélica Missionária Ministério Vida. Como ele mesmo diz, trata-se de uma igreja movida pelo poder da Palavra de Deus, “que crê que Jesus salva, cura, liberta e transforma vidas”. O próprio líder se diz um fruto desse poder. Salomão conta que já esteve gravemente doente, sofrendo de hepatite, câncer e outras complicações que a medicina não podia curar. “Cheguei a morrer, mas miraculosamente voltei à vida”, garante o bispo, dizendo que chegou a jazer oito horas no necrotério de um hospital. “Voltei pela vontade de Deus”, comemora, cheio de fé.
Consciente, Salomão diz que milagres e manifestações naturais realmente acontecem, mas “somente para a exaltação e a glória do Senhor, e não de homens ou denominações”. O bispo também observa que alguns têm feito do poder extraordinário de Jesus uma grande indústria de milagres: “O Senhor não dá sua glória para ninguém. Ele opera maravilhas através da instrumentalidade de nossas vidas”. E faz questão de reiterar a simplicidade com que Jesus viveu sua vida terrena e que, muitas vezes, realizou grandes milagres sem nenhum alarde. “O agir de Deus não é um espetáculo.”

Sangue fajuto

A novidade chama a atenção pelo seu aspecto bizarro. Num templo da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), fiéis caminham através de pórticos representando diversos aspectos da vida (“Saúde”, “Família”, “Finanças”). Até aí, nada demais – os chamados atos proféticos como este são comuns na denominação. O mais estranho acontece depois. Caracterizados como sacerdotes do Antigo Testamento, pastores da Universal recebem as pessoas e, sobre um pequeno altar estilizado, fazem um “sacrifício de sangue”. A nova prática vem ganhando espaço nos cultos da Iurd, igreja que já introduziu no neopentecostalismo uma série de elementos simbólicos. Tudo bem que o sangue não é real (trata-se de simples tinta), mas a imolação simulada vai contra tudo o que ensina o Novo Testamento, segundo o qual Jesus, o Cordeiro de Deus, entregou-se a si

MENSAGEM DO PASTOR NILSON - IGREJA BATISTA PENIEL

Certa ocasião em alto mar, no meio da tripulação de um navio existia um marujo que pelo fato de ser crente, novo convertido, era motivo de insultos e zombarias por parte dos seus colegas.
Num belo dia, o capitão do navio, reunindo os marinheiros no convés, pegou uma luneta e, de um lado para outro, começou a olhar no horizonte. Olhava, olhava até que os marinheiros, curiosos, quiseram saber do que se tratava. Aí o capitão, tirando os olhos da luneta, dirigiu-se ao marujo crente e lhe disse:

_Olhei por todos os lados. Olhei e cansei de olhar, mas não consegui ver a Deus.

Então o marujo, levantando-se, tomou a Bíblia, e abrindo-a no livro de Mateus, capítulo 5, versículo 8, leu esta jóia rara do Amado Mestre:

"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus".

Jamais aquele capitão poderia ver a Deus. Os males do seu pecado o deixaram em trevas, a ponto de não poder enxergar a Deus e adorá-lo em espírito e em verdade.
Tais pecados não só impedem que Deus nos ouça as orações e estenda-nos as mãos para nos abençoar, como também impedem nossa própria visão das coisas espirituais.
Não é de admirar que exista muita gente que, apalpando espiritualmente, vive totalmente cega.

Pastor é o ungido do Senhor?


Quando o assunto é pastor há uma unanimidade quase insana da parte da massa evangélica ignara, de que o pastor é “o ungido do Senhor” e que sob nenhuma circunstância deve-se questionar a sua autoridade .Mas o que é unção?
No Velho Testamento a unção era um ato específico dado por Deus a uma pessoa escolhida para a execução de uma determinada missão, e podia ser retirada a qualquer momento, assim como foi com Saul, quando o Espírito de Deus afastou-se dele, e sobre ele veio um espírito maligno. 1 Sm. 16:14 “Tendo-se retirado de Saul o Espírito do SENHOR, da parte deste um espírito maligno o atormentava.” Em Is. 45:1 está escrito: “Assim diz o SENHOR ao seu Ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis, e para abrir diante dele as portas, que não se fecharão”.A unção era dada a quem era e a quem não era servo de Deus, conforme vimos no texto de Isaias. Deus ungia quem bem queria para que sua vontade fosse realizada e a história da salvação seguisse seu curso normal. Ciro era um rei pagão e nunca adorou ao Senhor. Entretanto foi ungido por Deus para libertar o povo de Israel para voltarem para sua terra.
Ungir, segundo o Dicionário da Bíblia de Almeida, é: “Pôr azeite na cabeça de uma pessoa. Profetas foram ungidos{#1Rs 19.16},”Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá, ungirás profeta em teu lugar.” Sacerdotes também o foram {#Êx 30.30}”Também ungirás a Arão e seus filhos, e os santificarás para me administrarem o sacerdócio.” E reis também tiveram o óleo derramado sobre suas cabeças para serem ungidos {#1Sm 16.1-13}”ENTÃO disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado, para que não reine sobre Israel? Enche um chifre de azeite, e vem, enviar-te-ei a Jessé o belemita; porque dentre os seus filhos me tenho provido de um rei.(1)… (13)Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá.”
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Eram ungidos portanto quem Deus bem queria e entendia.
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Tanto “o Cristo” (grego) como “o Messias” (hebraico) querem dizer “o Ungido”, um dos títulos de Jesus, a quem Deus escolheu para ser o Salvador da humanidade {#Jo 1.41;}” Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). {At 4.26-27}.”Levantaram-se os reis da terra, E os príncipes se ajuntaram à uma, Contra o Senhor e contra o seu Ungido. Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste, se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os povos de Israel;” O Ungido do Senhor não é outro, senão Jesus Cristo o filho de Deus.
O Dicionário da Bíblia de Jonh Davis reafirma que as palavras Messias e Cristo significam “o ungido”.No texto de Lucas 4:18 assim está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos.”
O texto em epígrafe não se aplica ao pastor e sim exclusivamente a Jesus Cristo conforme citação do Novo Dicionário de teologia do Novo Testamento, vol. IV, pg. 677 onde se lê: “Em passagens como Is 61:1″ O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; ” e Ez 16:9, “Então te lavei com água, e te enxuguei do teu sangue, e te ungi com óleo,” a unção deve ser entendida metaforicamente, sendo que, em Israel, a unção ritual era apenas disponível para reis e sacerdotes. Is 61:1 deve ser entendido como autoridade. No NovoTestamento (Lc 4:18) este texto é aplicado a Jesus: Ele foi o ungido por Deus para ser o profeta prometido.”
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Atos 4:26 “Levantaram-se os reis da terra, e as autoridades ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido;”Comentando este versículo, I. Howard Marshall em seu comentário ao livro de Atos p104, afirma que,”O emprego do termo ungido (i.é Messias) tornou inescapável à aplicação a Jesus”.
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Então como fica o pastor nesta história?
A unção de Deus é universal, ou seja, recai sobre todos. Em I João 2:20 lemos:” E vós possuís unção que vem do Santo e todos tendes conhecimento.” No versículo 27 assim escreve o apóstolo:” Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou.” O texto é mais do que explícito. Todos somos ungidos e todos nós somos sacerdotes do Senhor conforme está escrito na 1 de Pedro 2:5 “também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.” No verso :9: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”
Portanto, Pastor, Bispo, Presbítero e etc, não é unção com a conotação dada pelos reverendíssimos e, sim, dom do Espírito Santo de Deus. É comissionamento, é chamado. Diante do exposto, não vejo onde está esta unção especial defendida e requerida pela maioria dos pastores, principalmente os da linha pentecostal e neopentecostal.
Na carta escrita aos Efésios 4:11 o apóstolo Paulo diz que “ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro.”Notaram no início do versículo o “ele mesmo concedeu”? Em Mateus 22:29, Jesus diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” e ainda em Marcos 12:24 “Respondeu-lhes Jesus: Não provém o vosso erro de não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus?”
Defender portanto esta doutrina esdrúxula de que o pastor é o ungido do Senhor, e que é um ser inatacável, e intocável é induzir o irmão ao erro. Não defendo aqui a desobediência ou rebeldia contra o pastor. Não é esse o objetivo deste artigo, mas sim o de demonstrar que nós os cristãos devemos seguir o exemplo dos crentes de Beréia que conferiam se tudo que lhes estava sendo ensinado, se coadunava com os ensinos bíblicos.
A palavra de Deus nos ensina que qualquer um que comete erro é digno de repreensão. Paulo em sua carta aos Gálatas no capítulo 2:11-14 repreendeu a Pedro publicamente por estar se portando de maneira errada.”E, chegando Pedro à Antioquia, lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram, se foi retirando, e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão. E os outros judeus também dissimulavam com ele, de maneira que até Barnabé se deixou levar pela sua dissimulação. Mas, quando vi que não andavam bem e direitamente conforme a verdade do evangelho, disse a Pedro na presença de todos: Se tu, sendo judeu, vives como os gentios, e não como judeu, por que obrigas os gentios a viverem como judeus?” O ensino bíblico coloca a todos em pé de igualdade. Ninguém é superior a ninguém. Jesus ensinou que aquele que quisesse ser o maior, fosse o menor.Não permitamos que teologias canhestras venham minar o nosso relacionamento com Deus, a igreja e nossos irmãos.
Todo pastor que anda consoante os ensinos neotestamentário é digno de honra bem como qualquer membro comum da igreja. Todos são dignos de honra. O membro não pode nem deve se colocar contra o pastor por discordar de algum pensamento seu, pois o pensar é livre e direito de todos. De igual modo o pastor não pode e nem deve perseguir o membro de sua congregação, chegando às vezes a expulsa-lo por discordar de um pensamento seu. Somos livres para tomar nossas decisões e libertos por Jesus para sermos realmente livres com o conhecimento da verdade.”E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”(Jo 8:32)
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Há que se ter bom senso, tolerância e acima de tudo amor uns com os outros.
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Em sua primeira carta aos Coríntios o apóstolo Paulo afirma:”AINDA que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.” O amor é a solução para toda sorte de problemas que enfrentamos nas nossas igrejas. O apóstolo Paulo em sua I carta aos Coríntios 13:13 diz:” Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.” Recomendo a leitura de todo o capítulo 13 desta carta com o firme desejo de que essa leitura surta efeito na vida de , todos nós.Certamente que este assunto não se esgota nestas poucas linhas, mas com certeza servirá para trazer um pouco de luz sobre o assunto. Assim espero!
E Deus me ajude que eu não seja excomungado pelo que escrevi!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Palavrão é correto?

Ai dos que chamam ao mal de bem, e ao bem, mal. Is. 5.20

Quando pequeno, era muito raro ouvir os chamados “palavrões”. Não que eu seja muito velho em idade, mas as pessoas nos últimos trinta anos parecem ter mudado em muito seus hábitos. Tratando-se de pessoas ditas “cristãs-evangélicas”, não era necessário dizer que ouvir um palavrão deste tipo de pessoa, era algo impossível. Porém os bons tempos se foram.
Hoje[1] é raro passar um dia de trabalho que não escutar um palavrão das pessoas com que convivo, mas o que realmente me deixa transtornado é que muitos palavrões surgem da boca dos chamados “santos” (Ef 1.4).
Em uma página da internet, foi solicitada a opinião dos internautas sobre a questão – Se falar palavrão é pecado, por que todo mundo fala?[2] Dentre as inúmeras respostas destacamos três: 1- “Pelo mesmo motivo que as pessoas roubam, matam, cometem adultério e etc. por que ninguém esta nem ai para isso e acredita que apenas indo a igreja ira resolver tudo”. 2-“O pecado está em ofender a sensibilidade alheia, é extremamente desagradável ouvir, por exemplo, que o cliente precisa de….. Pessoas que usam e mais que abusam deste tipo de palavreado, podem não perceber mais desagradam e desequilibram as outras pessoas.” 3-“Bem vindo ao mundo hipócrita dos cristãos!!! Onde você estava durante todo esse tempo??
Observando alguns sites na internet verifica-se que embora o palavrão esteja na “moda”, esta atitude parece ainda trazer muitos efeitos negativos. Na primeira argumentação, o autor que não sabemos se tratar de um religioso declara que os vários pecados cometidos pelas pessoas deste século, são atos normais e quase todas as pessoas que praticam, por irem à igreja, acreditam que se resolverão estes “probleminhas”. O comentarista declara uma verdade, e qual é? Que pessoas religiosas participando de seus rituais, cerimônias e doutrinas, acreditam que no fim – Deus dará um jeitinho para que todos consigam sua entrada no céu. Muitos evangélicos que não são transformados pelo Espírito Santo (logicamente) cometem adultérios, outros roubam (quem sabe uma caneta), e acreditam que pedindo perdão a Deus e “arrependendo-se” de seus atos, e praticando alguns rituais religiosos, Deus os aceitará, afinal, Deus é amor!
Na segunda argumentação, o comentarista declara que o “palavrão” ofende a sensibilidade alheia, é desagradável, e desequilibra as outras pessoas. Concordo plenamente, pois analise a seguinte cena: Você vai em uma pizzaria e sentasse com sua família para degustar uma maravilhosa redonda. Alguns jovens estão em uma mesa próxima a sua, e de repente, aquelas pessoas começam a proferir variados palavrões. Como você se sentiria, bem ou mal? Se você já passou por esta situação – como eu – certamente verificou que os palavrões, embora estejam na moda, ofende a sensibilidade alheia, e você tomaria pelo menos uma entre três atitudes: 1- Iria embora; 2- Mudaria de lugar; 3- Tentaria convencer aquelas pessoas para parar com tal atitude, o que seria bem perigoso em nossos dias.
Os palavrões de fato – ofendem, desequilibram e desagradam muitas pessoas. Mas na terceira argumentação do autor, observasse o maior estrago que os palavrões produzem: A hipocrisia latente de incontáveis cristãos. Jesus por algumas vezes chamou os religiosos de sua época de – Hipócritas – que segundo o Dicionário Aurélio seria: Adj. e s.m. e s.f. Que tem hipocrisia. / Que denota hipocrisia; falso; fingido: um ar hipócrita. (Antôn.: franco, leal.). Jesus chamou algumas pessoas de falsos ou fingidos e será que Jesus pecou ou errou, proferindo estas palavras aos judeus de sua época? Ou seria falta de amor de Jesus chamar algumas pessoas religiosas de seu tempo de raças de víboras e filhos do Diabo? (Mt 12.34; Jo 8.44). Não! Jesus nunca pecou (Jo 8.46), não errou e não praticou falta de amor, quando exortou seus compatriotas religiosos de que suas palavras e suas atitudes entravam diretamente em confronto com uma vida santa e agradável diante de Deus (1Pe 1.15,16).
Nestas passagens e outras do Novo Testamento não vemos Jesus ou mesmo seus discípulos xingando alguém ou falando algum “palavrão” de sua época. Ao contrário as Escrituras relatam de que em Jesus nunca foi encontrado algum pecado (Jo 8.46), e esta é a mesma atitude que deve transparecer daqueles que o seguem: “…Foram comprados dentre os homens e ofertados como primicias a Deus e ao Cordeiro. Mentira nenhuma foi encontrada em suas bocas, são imaculados” (Ap 14.4,5).
O fato de Jesus ter que exortar duramente aqueles religiosos de sua época, confirma seu amor por eles, tentando de todas as formas, mesmo que não agradasse a muitos, levar alguns ao arrependimento (Mc 1.15). Em nome da tolerância e de um “falso amor”, aceitamos passivamente os pecados de muitos cristãos-evangélicos de nossos dias como algo normal, entretanto, ao fazermos isto, estamos permitindo que permaneçam no erro e apresentando uma grande falta de amor verdadeiro por eles, pois pensam estar no caminho e se desviam dele (Hb 3.13). Enquanto isto a sociedade observa e diz: “Bem vindo ao mundo hipócrita dos cristãos!!!. Aqueles que não conhecem o Deus Bíblico e a verdade do evangelho nos observam e estão percebendo que uma boa parte dos ditos cristãos estão praticando o que eles praticam, e sendo assim chamam os cristãos, de hipócritas. Estariam blasfemando, falando demais ou estariam sendo usados pelo capeta? Por mais que andemos na verdade da Palavra de Deus, sempre o homem sem Deus fará seus comentários pejorativos, entretanto, não estão equivocados quando tecem comentários das atitudes de milhares de cristãos-evangélicos de nossos dias. Certa vez trabalhando na rua e estando acompanhado de dois colegas de trabalho que também são crentes, um deles dirigiu a palavra a minha pessoa da seguinte forma: “Não vamos falar palavrão pois o Marcos não gosta”. Eu respondi dizendo que não era eu que não gostava e sim a Palavra de Deus é que reprova tal atitude pecaminosa (Pv 12.18; Pv 21.23; Lc 6.45; Rm 3.14; Ef. 4.29; Col. 3.8; Tg 1.26; 3.5,6,8,9; I Pedro 3.10; AP 14.4,5).
Muitos dos crentes estariam vivendo uma fé conformada com os rudimentos do mundo? A Bíblia nos alerta que não devemos nos conformar com o estilo de vida do mundo (Rm 12.2), mas que devemos prestar nosso culto diante dos homens, pois este é nosso culto racional, e não somente em nossos templos. Parece que aquelas palavras de Jesus não tem mais validade para muitos crentes de nossos dias: “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo… Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as usas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que esta nos céus”(Mt 5.13-16). As palavras do saudoso Dr Martyn Lloyd-Jones são bem atuais:
Os homens reconheceriam que o cristianismo é uma realidade viva; e não ficariam mais a procurar por alguma outra coisa. Diriam: “Achei!” Além disso, se você lesse a Historia da Igreja verificaria que sempre foi nos períodos em que os crentes – homens e mulheres – tomaram a sério o Sermão do Monte, deixando-se amoldar por ele, que surgiu verdadeiro reavivamento. E quando o mundo vê um individuo que é crente autêntico, não somente se sente condenado, mas também impelido e atraído. [4]
Quando um crente se preocupa com seu testemunho diante dos homens e procura agradar a Deus com seu culto diário, diante dos homens, não somente adorando a Deus dentro de um templo, mas se conscientizando que é o Templo do Espírito Santo e deve constantemente adorá-lo, as coisas mudam radicalmente (1Cor. 6.18-20). As pessoas que nos observam não poderão nos acusar de que falamos palavrões, de que compartilhamos suas piadas sujas, de seus olhares cheios de lascívias e de toda sorte de pecados. E somente assim serão atraídos ao evangelho e se sentiram verdadeiramente, perdidos (Mt 5.13-16).

Devemos ser honestos e fazermos algumas perguntas a nós mesmos: 1- Tenho glorificado a Deus com meus lábios? 2- Quando estou na faculdade, ou no meu trabalho e falo palavrões, consigo pregar e ministrar a Palavra de Deus com a consciência tranqüila diante da Igreja? 3- Quando estou reunido com os irmãos em Cristo em reuniões de minha igreja, eu não falo palavrões, entretanto, quando estou na vida secular meu linguajar muda, e falo palavrões constantemente?

Se uma das vozes de Deus em sua vida o acusa e você percebe que em muito se parece com aqueles que não conhecem a Deus, principalmente com a maneira de você falar, o convido a mudar de vida, abandonando os palavrões e procurando em tudo agradar o Deus Santo e verdadeiro (Ap 22.11).

Notas

[1] Ano 2011

[2] http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20111028142535AAXpfau – acesso 6/12/11

[3] Hipócritas: Mt 6.2,5,16 – 7.15;15.7;16.3;22.18;23.13;Lc 13.15

[4] Jones- D. Martyn Lloyd. Estudos no Sermão do Monte, Fiel, 1984, pg 18. (Grifo meu)
Fonte: NAPEC - Apologética Cristã

Sensacionalismo puro: Mulher testifica que Deus restaurou seu hímen


No tempo de minha meninice, era um leitor cativo do “Mensageiro da Paz” – jornal editado pela Casa Publicadora das Assembleias de Deus. Dentre os tópicos deste periódico, um me chamava mais atenção: era o da página de testemunhos de curas e milagres, que ainda hoje é ventilada, nesse mesmo jornal, de uma forma não extravagante.
Talvez aquele antigo desejo de ver maravilhas ainda esteja latente em meu inconsciente, pois hoje, ao assistir o Jornal Nacional ─ edição das 20 horas, sempre que posso, dou minhas passadas pelo canal da Band, que no seu horário nobre exibe o programa “show da fé”. A parte do programa que divulga curas e milagres por este canal de TV tem causado constrangimentos em toda blogosfera, e nem de longe se parece com os testemunhos simples e eletrizantes, que eu lia no jornal evangélico que circulava e ainda circula por todos os recantos do país, a cada quinzena.
Há pouco mais de três semanas, uma chamada desse programa na Band, me fez ficar de cabelo em pé. Poderia ter gravado o inusitado caso, mas na hora, a estupefação fez com que eu esquecesse esse importante detalhe.
Em suma, foi mais ou menos assim o grotesco acontecimento:
─ Meus amigos telespectadores! Daqui a pouco vocês vão ouvir um relato de um grandioso milagre. Deus recuperou instantaneamente a virgindade de uma nossa irmã. Ela está aqui presente, e vai contar tudo ─ diz o eufórico Pastor, esfregando uma mão na outra.
Pulei da cadeira do papai em que estava bem acomodado, e fiquei com os olhos arregalados, sem querer acreditar no que estava ouvindo.
O show da fé, nessa noite, foi muito longe no seu somatório de aberrações. Como médico, sei perfeitamente que a virgindade não é só representada pela higidez dessa frágil membrana do órgão sexual feminino. A perda da virgindade é muito mais do que a ruptura dessa simples estrutura anatômica. Se houve o ato sexual, ele se passou numa esfera psico-afetiva mais profunda, envolvendo, é claro, a consciência e a química cerebral do casal. É impossível negar, desfazer ou esquecer aquilo que foi realmente sentido ou vivenciado sexualmente. Recuperar a estrutura himenal não significa, de modo algum, dizer que a virgindade foi restabelecida. Uma analogia, para melhor entender o que me parece óbvio: o fato de se zerar o indicador da quilometragem do carro usado, não significa que o mesmo se tornou zero km.
Esperei curioso o emblemático caso da recuperação da virgindade, tão bisonhamente alardeado. Tive asco quando ouvi o maior personagem do show falar:

─ Irmã, conte-me como foi essa tremenda cura, que lhe fez ficar virgem de novo! ─ disse ele dando os seus pulinhos e risadinhas características.

Quando vi a mulher, aparentando seus trinta anos, mais encabulada que alegre, com um jeito de quem estava ali sendo explorada de forma hedionda, a adrenalina me subiu, e fiquei altamente indignado.
A pobre irmã tinha se envolvido sexualmente antes de ser crente, mas agora estava a li a apregoar, diante de aplausos, que agora Deus tinha restabelecido a sua virgindade.
A que ponto a exploração da fé chegou! No tempo das minhas leituras dos milagres e curas do jornal Mensageiro da Paz, pelo menos, os grandes feitos da fé eram comprovados com fotos de atestados e radiografias fornecidos por entidades médicas. Tudo bem documentado.
Agora não, tudo se tornou tão banal, que de uma cura ou milagre não se exige mais comprovação científica. Os “predadores” do evangelho não se importam com isso, desde que as falsas curas encham os seus baús com o tesouro que a traça e a ferrugem comem. O Deus deles se mede pelo número de concentrações realizadas. Dizem: “hoje tem espetáculo às 9.00, 11.00, 15.00 e 20 horas”. Com promessas falsas e jargões de caráter apelativo, ludibriam muitas pessoas, as quais são levadas aos locais dos eventos (praças e avenidas), como bois que são conduzidos ao matadouro. Multidões, cada vez maiores, à procura de consolo, se deixam levar pelo ABSURDO das mensagens estapafúrdias e curas de mentira, sempre acompanhadas das costumeiras salvas de palmas para Jesus (digo, Zé Jus).
Acredito que esses vendedores de supostos milagres, caso não se arrependam, um dia, ouvirão Cristo dizer categoricamente: “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim vós que praticais a iniqüidade”. (Mateus 7:23)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Rede Globo e Silas Malafaia: Dois tubarões de olho no mercado gospel


A TV Globo dedicou no domingo (18), 75 minutos de sua programação à transmissão do evento Festival Promessas, apresentação de nomes consagrados do mundo gospel que aconteceu no Aterro do Flamengo, atraindo cerca de 20 mil pessoas, número bem abaixo do esperado. Apesar disso, ícones da música gospel elogiaram o evento. Regis Danese, empolgado, diz que “a música evangélica atingiu um público sem precedentes” e a cantora Fernanda Brum disse que o Festival “abre um novo tempo para os evangélicos”.
Os números do Ibope confirmaram a expectativa da emissora, de que o segmento gospel é um grande filão do mercado publicitário e musical. Segundo a Folha Online, o festival teve tratamento VIP na Globo e consumiu R$ 2,9 milhões da Prefeitura do Rio.
Surpreendente mesmo foi a propaganda dos produtos do pastor Silas Malafaia no intervalo do festival. Bastou a propaganda ir ao ar para o nome do pastor ocupar rapidamente um dos primeiros lugar nos TTs do Brasil. As reações foram negativas, na sua maioria. Muitos viram com estranheza a propaganda da central gospel na Rede Globo. Outros ainda julgavam que esta era possivelmente a grande razão porque o pastor passou dias seguidos pedindo audiência para a Rede Globo.
O twitter do blog Púlpito Cristão postou: “Silas Malafaia ocupa o terceiro lugar nos TTs e o primeiro lugar no quesito “vergonha alheia”.” A frase foi por um grande numero de internautas, e incomodou muita gente.
Por meio de sua conta no Twitter, Malafaia também postou comentários sobre o festival Promessas:
“estou querendo entender alguns no meio evangélico. Tem gente criticando o evento da globo dizendo que tem interesse comercial!!”. E acrescenta: “pergunto novamente: Por algum acaso as editoras, e gravadoras evangélicas não tem interesse comercial?!!”
“Oramos por este momento, e os críticos de plantão falando asneira!! Isso é dor de cotovelo!! Deus estará sendo louvado em rede nacional!” . E finalizou: “assim que Deus faz. Quando os que deveriam abrir as portas fecham, Deus usa os ímpios para glorificá-lo”.
Segundo fontes do setor, no mercado gospel circulam R$ 2 bilhões anuais. Ao que tudo indica emissora fez do festival promessas seu cartão de visitas para este segmento em ascensão.
Estima-se que os evangélicos já sejam aproximadamente 20% da população brasileira, segundo o Novo Mapa das Religiões publicados pela Fundação Getúlio Vargas neste ano.

Batalha espiritual ou bandalha espiritual?


Por Mauricio Zágari
Como editor de livros cristãos fiquei impressionado ao descobrir em uma pesquisa junto a livrarias evangélicas que um dos três assuntos que mais vendem livros entre a nossa gente é batalha espiritual. Prova de que nós, cristãos, somos absolutamente fascinados por esse assunto. Queremos ver nosso Deus guerreiro arrebentar com o capeta, mandá-lo pro quinto dos infernos a pontapés, sob nossos brados de glória e aleluia. Entendo muito bem do assunto. Fui convertido numa igreja que dava muito valor a isso, onde o diabo era uma figura onipresente nas orações, nos cultos, nas conversas, no dia a dia dos irmãos. Parecia até que ele tinha cadeira cativa na primeira fila. Hoje, tendo lido, vivido e praticado minha fé de forma mais sólida, me atrevo a enxergar aquilo que considero um grande erro no discurso cristão com relação ao Diabo. E é sobre isso que quero conversar com você.
Antes de mais nada, preciso avisar aos adeptos do liberalismo teológico que os respeito mas não concordo com vocês. Acredito sim que Satanás e os demônios são seres pessoais, que atuam sim nas esferas terrena e celestial, militando contra a Igreja de Cristo. Creio em possessão demoníaca e já participei de exorcismos (não televisionados e sem plateia, ressalte-se) em que presenciei situações que ninguém nunca me convencerá terem sido crises de epilepsia. Então sou bem ortodoxo, fundamentalista e bem pouco iluminista quando o assunto é demonologia. Creio que, ao contrário do que defende a Teologia Liberal, Satanás é de fato uma entidade pessoal. Só para você ter uma ideia, há nas escrituras 177 menções ao Diabo em seus vários nomes. Além disso, a Bíblia deixa claro que ele tem intelecto (2 Co 11.3); emoções (Ap 12.17) e também vontade (2 Tm 2.26). Em Mt 25.41 fica claro ainda que ele é moralmente penalizável por seus atos, o que jamais ocorreria se ele fosse apenas uma metáfora ou um símbolo da maldade humana, como advogam alguns. E mais: Satanás é descrito por pronomes pessoais e é fortemente adjetivado no relato bíblico.

Tendo dito isso, vamos ao que interessa: O grande equívoco que nós, cristãos, cometemos, é achar que Deus e o Diabo estão numa batalha espiritual em pé de igualdade. Que a força que Deus tem cá o Diabo tem lá e que as chances de vitória em qualquer batalha espiritual são de 50% a 50%. É essa imagem da queda de braço aí ao lado, onde o Supremo Criador do Universo se vê numa disputa de igual pra igual, em que tudo pode acontecer, em que há isonomia de forças. Nada mais longe da verdade.

DEMÔNIOS APENAS OBEDECEM E IMPLORAM A DEUS

Para começar: Deus é o criador do ser que se tornou Satanás. Ou seja: do mesmo modo que eu e você, como criaturas, dependemos do Senhor para tudo, precisamos de sua autorização para realizar qualquer intento, o líder dos demônios tem de enfrentar a mesma burocracia. Sim, Satanás é obrigado em tudo a dizer a Jeová: “Seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus”. Ele não tem escolha. Pois o Diabo não pode mover uma palha sobre a terra ou nas regiões celestiais sem a autorização expressa de Deus. É como um cachorrinho, esperando que seu dono afrouxe a coleira e ele, assim, consiga avançar contra um dos eleitos do Senhor.
Isso fica claríssimo no livro de Jó. Para tomar qualquer iniciativa Satanás precisa que Deus conceda-lhe o direito. Veja que em Jó 1.12 o Senhor diz a Satanás: “Pois bem, tudo o que ele possui está nas suas mãos; apenas não toque nele”. Ele usa o verbo no imperativo, isto é, trata-se de uma ordem, algo que vem de cima para baixo: “não toque”. Em nenhum momento há uma barganha: há uma concessão.

Depois, na tentação de Jesus no deserto, as palavras de Cristo em Mt 4.10a são absolutamente reveladoras: “Jesus lhe disse: Retire-se, Satanás!”. Perceba o que está acontecendo aqui. Jesus de Nazaré, o Deus encarnado, vira-se para aquele que tantos de nós temem e simplesmente dá-lhe uma ordem. Se Satanás vivesse em pé de igualdade na batalha espiritual, se ele lutasse de igual para igual com Deus, no mínimo ele responderia um “qualé, Jesus, vai encarar? Tá se achando, é?”. Mas não. Sabe o que o Diabo faz quando Jesus diz “retire-se”? Vamos para o versículo seguinte: “Então o Diabo o deixou”. Uau. Que moral. Não houve luta, não houve batalha, não houve barulho. Jesus disse e o Diabo simplesmente e subordinadamente obedeceu. Prova de que o nível de autoridade do Mestre é infinitamente, extraordinariamente, magnificamente, inquestionavelmente superior ao do adversário. Que é adversário nosso, não dEle, como já veremos.
Há ainda outra passagem fantástica que revela essa realidade. Marcos 5 nos conta que ao chegar a Gadara Jesus se depara com um endemoninhado. A história se repete. Quando aquela legião de demônios se vê diante do Rei dos Reis o que ela faz? Guerreia? Peleja? Luta? Enfrenta? Encara? Sai gritando “vamos lá, essa é a chance de derrotar Jesus!”. Nada disso. Ouça bem: “E implorava a Jesus, com insistência, que não os mandasse sair daquela região. Uma grande manada de porcos estava pastando numa colina próxima. Os demônios imploraram a Jesus: ‘Manda-nos para os porcos, para que entremos neles’.” (Mc 5.10-12). O demônios imploraram. Segundo o dicionário, isso significa que eles suplicaram, pediram encarecidamente e humildemente. Isso parece atitude de quem entra numa batalha de igual para igual? E assim é em todas as manifestações demoníacas que a Biblia relata: manda quem pode, obedece quem tem juízo. Ou melhor: quem já é réu de juízo.

SATANÁS NÃO É INIMIGO DE DEUS, MAS DOS HOMENS

Deus é onipotente, isto é, pode tudo. O Diabo é teopotente (com o perdão do neologismo), isto é, só pode o que Deus lhe permite poder. Então, a imagem medieval de Deus guerreando com o Diabo em condições de igualdade é tão esdrúxula como imaginar que um rinoceronte e uma formiga são capazes de competir em igualdade de força, poder e domínio. Apocalipse fala da batalha final de Armagedom. Mas imaginar que essa batalha é como um Fla X Flu, em que tudo pode acontecer, em que há chances de qualquer um ganhar, é uma ideia extremamente infantil. Toda e qualquer luta entre Deus e o Diabo é como um jogo entre a seleção brasileira titular de futebol e o timinho mirim sub-10 do Cáceres Matogrossense (que para quem não sabe é considerado o pior time do Brasil). Chega a ser risível imaginar uma derrota da seleção.
Deus sempre ganha. Sempre. Sempre. Simplesmente porque a grandeza, o poder e a majestade do Ser infinito, eterno, onipotente, inefável, magnífico que é o Senhor do Universo é absolutamente, impensavelmente, descomunalmente superior a toda e qualquer capacidade que esse mísero ser criado, chamado Satanás, possa ter.
Satanás não é inimigo direto de Deus: é uma pedra incômoda no sapato. Uma farpa no dedo. Satanás é sim inimigo dos homens, adversário nosso, pois ele tem a capacidade de nos sugerir que pequemos. Nem nos obrigar ele pode (salvo em caso de possessão). Veja o que ele fez com Adão e Eva: não enfiou o fruto proibido goela abaixo deles, apenas sugeriu, deu ideias. Satanas é um grande sedutor. Nós fazemos e cedemos se quisermos. Repare que o anjo de Apocalipse 22.9 diz a João: “Sou teu conservo”. Analogamente, os anjos caídos estão no mesmo nível hierárquico: co. Ou seja, “correspondente”, “correlato”. Eles estão em pé de igualdade enquanto inimigos dos seres humanos, jamais de Deus. Assim, devemos temer somente e tão somente aquele que pode lançar nossa alma no inferno (Mt 10.28), ou seja: Deus. Acredite: o Diabo não tem nenhuma autoridade para te condenar ao inferno. Isso é entre você e o Todo-Poderoso.

IGREJAS DIABOCÊNTRICAS

Pois bem, uma vez que pomos o Diabo no lugar que lhe é devido, começamos a perceber que ele vem sendo tratado pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo de maneira completamente equivocada: com honras e glórias.

“Ahn? Como assim, Zágari, tá maluco?”

Não mesmo. Repare que temos dado tanto destaque ao Diabo em nossas vidas que muitas vezes falamos mais dele do que de Deus em nossas orações e em nossos cultos. É um tal de repreender pra cá, expulsar pra lá, manietar, acorrentar, aprisionar… passamos tanto tempo usando os minutos que deveríamos estar dedicando ao Criador dos Céus e da Terra mencionando o Diabo que acabamos tornando nossos momentos na igreja diabocêntricos. E você consegue perceber o que há de mais grave nisso? Repare que quando pegamos o espaço que deveria ser totalmente devotado a Deus (como nossos cultos, nossos devocionais, nossas orações etc) e o usamos para dar espaço ao Diabo estamos fazendo exatamente o que ele queria e que resultou em sua queda: o pomos no lugar de Deus. Ou seja: quando fazemos de Satanás o centro de nossas atenções ele exulta, pois é exatamente o que queria desde o início: usurpar o lugar do Senhor. Nem que seja nas nossas atenções e em nossos pensamentos.
Cultos são momentos que, como diz o nome, servem para cultuar a Deus. Orações servem para relacionarmo-nos com Deus. Se O removemos desses momentos e pomos o Diabo no Seu lugar, pronto: sem percebermos entronizamos Satanás em nossas atividades, deixando o Senhor em segundo plano. Ah, e isso é tudo o que Maligno sempre quis! Veja: “Você, que dizia no seu coração: ‘Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembléia, no ponto mais elevado do monte santo. Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo’.” (Is 14.13,14).
As nossas orações, então, em vez de representarem momentos de íntimo contato com o Abba, de aproximação com o nosso amado, com aquele que é maravilhoso, em vez de serem oportunidades de nos derramarmos ao Pai nosso que está no Céu, cujo nome é santificado e cujo Reino esperamos ansiosamente… vira um bate-boca com o Diabo e com os demônios. Que desperdício! E isso porque temos a ilusão de que temos de ficar guerreando eternamente contra esse ser que é tão inferior ao nosso amigo Jesus Cristo. Quando na verdade onde a luz brilha as trevas se dissipam.

BATALHA ESPIRITUAL SE GANHA ACENDENDO A LUZ

Quer fazer batalha espiritual? Acenda a luz de Cristo na tua existência. Traga Jesus para o centro de tudo. E ali ele iluminará todos os cantos de sua vida, eliminando todo e qualquer vestígio de trevas. Pronto, a batalha estará vencida. Simples assim. Sem mágicas, sem estratégias, sem abracadabra. Ponha Jesus no centro da tua vida e Ele iluminará teu corpo, alma e espírito. E, com isso, não sobrará espaço absolutamente nenhum para o Diabo agir.
Fico impressionado com grupos que criam “ministérios” onde ensinam sobre mapeamento espiritual, estratégias de guerra e um monte de outras coisas ligadas ao Diabo. Eu mesmo na minha infância de fé participei de alguns, fui a cursos e seminários. Passamos manhãs inteiras discutindo e aprendendo sobre demônios, principados, hierarquias e tantas outras invenções humanas que a Bíblia ignora totalmente. Joguei no lixo manhãs inteiras glorificando o Diabo, tornando-o o centro das atenções, quando poderia estar me devotando ao Cristo que veio à terra para desfazer as obras do maligno (1 Jo 3.8) e que o venceu na Cruz. Aprendi tantas coisas inúteis nesses seminários de batalha espiritual que uma simples leitura bíblica me teria ensinado com muito mais clareza lições infinitamente mais preciosas e eficazes.
Quer saber qual é a forma bíblica de Jesus de lidar com Satanás e os demônios? Pois bem, repare antes de qualquer coisa que é a forma como alguém muito superior trataria alguém infinitamente inferior. Como um leão trataria um rato. Mateus 8.16 diz a respeito de Jesus: “Ao anoitecer foram trazidos a ele muitos endemoninhados, e ele expulsou os espíritos com uma palavra”. Repare, uma única palavra!
Jesus não se rebaixava a ficar conversando com demônios. Com uma única palavra os mandava embora. E isso era corriqueiro. Em Marcos 1, Jesus está numa sinagoga quando “justo naquele momento, na sinagoga, um homem possesso de um espírito imundo gritou: O que queres conosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Sei quem tu és: o Santo de Deus”. Repare que o demônio que possuia aquele homem puxou o maior papo com Jesus. Mas sabe o que o Mestre fez? Não deu a menor trela. Tudo o que ele falou, segundo o versiculo 25, foi: “Cale-se e saia dele!”. Que coisa extraordinária! Repare bem: Jesus não permitiu que o demônio abrisse a boca! Mandou-o se calar. E sair. Só. Sem conversa, sem dar importância nem oportunidade de ele falar ou mesmo “ensinar” doutrinas de demônios. O resultado? O texto diz: “O espírito imundo sacudiu o homem violentamente e saiu dele gritando”. “Cale-se e saia dele”…e ele saiu. Uau.

Esse deve ser o nosso procedimento: cala e sai. Só. E sempre. Luz acesa, trevas dissipadas.
É como se Jesus quisesse dizer: “Tá, já tirei o cabelo da sopa, vamos nos banquetear agora?”. Mas tem gente que prefere ficar aos berros: “Tem um cabelo na minha sopa! Tem um cabelo na minha sopa! Tem um cabelo na minha sopa!”. E assim perde o principal. Que é Deus. A Cruz. A vida eterna. A Igreja. A comunhão dos santos. O amor.

VALORIZAR O DIABO EM NOSSAS CELEBRAÇÕES É DESTRONAR DEUS

A Bíblia é sobre Cristo. O Evangelho é sobre Cristo. Nossa vida cristã é sobre Cristo. Batalha espiritual é um assunto secundário. Se houver demônios os expulsamos e acabou. Se você reparar que está gastando muito do seu tempo lendo sobre eles, falando sobre eles e se preocupando com as sujeiras ligadas a eles é sinal que suas prioridades na vida de fé precisam ser reavaliadas. Cristianismo é sobre viver com Cristo e amar o próximo e não sobre ficar gastando horas e horas com demônios.
Deus não está no mesmo nível que o Diabo. Deus está no apartamento de cobertura e o Diabo, no capacho que dá entrada ao saguão do primeiro piso – pela porta dos fundos Temos que tirar da cabeça essa ideia infantil de que eles estão no mesmo nível. Deus é criador. O Diabo é criatura. Deus pode tudo. O Diabo só pode o que lhe é permitido. Deus manda. O Diabo obedece. Deus é vitorioso. O Diabo já perdeu. Deus viverá a eternidade em seu Reino de glória, honra e majestade. O Diabo viverá a eternidade na morte eterna do lago de fogo e enxofre. Deus ama seus filhos. O Diabo perdeu o amor de Deus. Deus merece toda a nossa atenção. O Diabo não merece nem mesmo um post num blog desconhecido como o meu. Logo, como já gastei tempo demais escrevendo sobre essa criatura incômoda que conseguiu fazer com que eu usasse um post do meu blog pra falar dele, nada melhor do que encerrar um artigo sobre o Diabo falando sobre Aquele que de fato merece que falemos dEle: Glória a Deus nas maiores alturas! Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; a terra toda está cheia da sua glória. Santo, santo, santo é o Senhor, o Deus todo-poderoso, que era, que é e que há de vir. (Lc 2.14a; Mt 21.9; Is 6.3; Ap 4.8)

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Cantora gospel diz que 'Deus tocou o coração da Globo'

Festival Promessas reuniu público abaixo do esperado no Rio, mas artistas e fiéis o classificam como 'evento histórico'
Rede carioca, que exibe show hoje, montou estrutura com um helicóptero, câmeras de alta definição e gruas
MARCO AURÉLIO CANÔNICO
DO RIO

"Este é um evento histórico", dizia o animador de palco, tentando inspirar o pequeno público que aguardava o início do festival Promessas, no sábado passado. "Você vai poder dizer que esteve no primeiro evento evangélico que a Globo organizou!"
No palco como na plateia, a visão de que se tratava de um "evento histórico" estava disseminada entre os fiéis -boa parte vinda de municípios da Baixada Fluminense e de subúrbios distantes do Aterro do Flamengo (onde o festival aconteceu).
O baixo quórum não preocupava: todos apostavam na capacidade da emissora líder de disseminar "a palavra de Deus" para uma audiência abrangente.
"É a concretização de um clamor de muitos anos. Vai marcar a história", disse a pastora e cantora Ludmila Ferber. "É maravilhoso que a Globo tenha abraçado a causa e entendido quão poderosa é a mensagem de Deus."
Fé à parte, o aspecto comercial da empreitada -para a qual a Globo montou uma grande estrutura de divulgação e de transmissão (14 câmeras de alta definição, gruas, helicóptero)- não escapou aos religiosos.
"A Globo era a única emissora que não abria para os evangélicos. Notou que estava ficando para trás", disse Erisvaldo Oliveira, 26, fiel da primeira Igreja Batista da Ponte Preta, de Magé (RJ).
"Ela sabe que vai passar a ter muito mais audiência."
A disputa pelos telespectadores (e pelos ouvintes, já que parte dos artistas tem discos lançados pela Som Livre, gravadora ligada à Globo) era, no entanto, relativizada pelos participantes.
"Eu sei que, a princípio, todo mundo pensa em grana, em 'business'. É claro que isso existe, nós somos de carne e osso, mas acima disso tudo está o propósito de Deus para esta nação", disse o cantor Fernandinho, um dos mais aguardados do festival.
Os evangélicos também celebravam o evento como um ponto de inflexão no tratamento dispensado a eles pela emissora carioca.
"A Bíblia diz que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Deus é o Senhor", afirmou a enfermeira Janaína Silva, 28, citando um trecho da Carta aos Romanos.
"A Globo fez isso agora porque Deus tocou o coração deles. Era o momento certo, Deus não chega atrasado", disse a cantora Damares.