segunda-feira, 9 de maio de 2011
Silvio Santos cede e aceita alugar horários na programação para Igrejas
Depois de muito não, Silvio Santos muda de opinião e aceita alugar horários da programação do SBT para igrejas nas madrugas.
A decisão foi tomada por questões financeiras já que no ano passado a emissora teve sérios problemas financeiros por causa da crise no banco PanAmericano que faz parte do Grupo Silvio Santos.
De acordo com a Tela Viva, o SBT já começou a negociar com igrejas. Ainda não há previsão para o início da comercialização, mas fontes internas garantem que será o mais breve possível.
Muitas denominações como a Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD) e a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) já haviam feito propostas ao Dono do Baú, mostrando interesse pelos horários da madrugada no SBT, mas naquele momento não foi fechado nenhuma negociação. Agora veremos quem vai conseguir comprar o espaço, O SBT não confirma oficialmente a negociação.
Confira como foi a gravação do DVD “Glória in Rio” de Fernanda Brum
Depois do novo DVD de Fernanda Brum, a comunidade de Vigário Geral, zona norte do Rio de Janeiro (RJ), não será mais a mesma. Glória in Rio, quarto DVD da cantora pela MK Music, foi gravado no sábado (07), no local, numa noite de muita adoração, salvação, desagravo e glória de Deus. Para que o projeto se tornasse possível, a praça Tropicalismo, no Centro Cultural Waly Salomão, foi transformada: ganhou um colorido especial com o cenário produzido pela MK Music especificamente para a ocasião.
Com entrada gratuita, milhares de pessoas foram até Vigário Geral para conferir de perto essa superprodução, dirigida por Marina de Oliveira, que orientou o público antes do início do evento: “Nós fizemos o nosso melhor, e temos certeza de que tudo será para a glà ³ria do pai”. Ela acrescentou que o projeto desfiador foi uma das mais prazerosas. Arolde de Oliveira, Deputado Federal a, deu as boas vindas a todos em nome da MK e da 93 FM. “A grande audiência da 93 FM está nas comunidades, que precisam ser prestigiadas. Foi uma experiência muito interessante, e nós somos muito gratos a Deus e a todos que abriram as portas para que tudo acontecesse”, afirmou.
Emerson Pinheiro orou, intercedendo a Deus em oração pela gravação. Fernanda cantou as faixas de seu CD, Glória, além de ‘Tempo de Crescer, com a participação de Kleber Lucas, e ‘Palácios’, gravada há alguns anos, pelo Rebanhão. Participações especiais não faltaram. Além de Kleber, Jairo Bonfim (Glória do Pai), coral RenovaSoul (‘Glória do Pai’, ‘No Sangue e no Fogo’), pregador Luo(‘Pavão Pavãozinho’) e o grupo Afrolata (‘Pavão Pavãozinho’). Emerson Pinheiro, produtor musical do DVD Glória in Rio, cantou ‘Rio de Janeiro’, que é um clam or a Deus pela cidade Maravilhosa. Tudo a ver com o contexto.
Fernanda e a MK ousaram no projeto, ao gravar o primeiro DVD gospel em uma comunidade não pacificada. A cantora e pastora da Igreja Batista Central da Barra da Tijuca, ministrou sobre a vida de todos. “Não importa o quão distante você já andou longe de Deus. Se você recebeu o caminho do evangelho, o caminho de volta é mais curto por causa da cruz”. A cantora ainda foi homenageada pela presidente da MK Music, Yvelise de Oliveira, com buquê de flores. “Tenho certeza que muitas pessoas serão abençoadas através desse DVD”.
Sempre abraçando causas defendendo ideais e levantando bandeiras sociais, Fernanda inseriu esse contexto como uma das vertentes do projeto. Afinal, a faixa ‘Pavão pavãozinho’ faz parte do CD Glória. “ (fala Fernanda antes de Pavão pavãozinho). O clipe inédito da música foi projetado nos telões de LED, dando início a apresentação. Para o Afro raggae, que cedeu o espaço para realização do evento, o show foi lindo. “A Fernanda Brum teve a delicadeza de entender Vigário Geral, o trabalho do Afroraggae. Essa conexão é muito importante pra gente ”, declarou Johayne Hildefonso, um dos coordenadores do Afroreggae. “Nós cremos que depois de uma noite dessa de adoração ao nosso Deus coisas boas com certeza irão acontecer aqui”, completou Washington Rimas, o Feijão, outro coordenador da instituição.
No encerramento, a canção de Claudio Claro, ‘Videira’, empolgou a todos. Fernanda se despediu, mas todos pediram ‘mais um’, e ainda chamaram por Eyshila. Resultado: um dueto das amigas cantando ‘Espírito Santo’, composição de Eyshila. Mais um momento de emoção. Com certeza, o que aconteceu nesta noite em Vigário Geral, impactou quem assistiu, quem participou, ou até mesmo quem apenas ouviu as canções e ministrações de dentro de suas casas. Em breve, Glória in Rio em DVD.
Com entrada gratuita, milhares de pessoas foram até Vigário Geral para conferir de perto essa superprodução, dirigida por Marina de Oliveira, que orientou o público antes do início do evento: “Nós fizemos o nosso melhor, e temos certeza de que tudo será para a glà ³ria do pai”. Ela acrescentou que o projeto desfiador foi uma das mais prazerosas. Arolde de Oliveira, Deputado Federal a, deu as boas vindas a todos em nome da MK e da 93 FM. “A grande audiência da 93 FM está nas comunidades, que precisam ser prestigiadas. Foi uma experiência muito interessante, e nós somos muito gratos a Deus e a todos que abriram as portas para que tudo acontecesse”, afirmou.
Emerson Pinheiro orou, intercedendo a Deus em oração pela gravação. Fernanda cantou as faixas de seu CD, Glória, além de ‘Tempo de Crescer, com a participação de Kleber Lucas, e ‘Palácios’, gravada há alguns anos, pelo Rebanhão. Participações especiais não faltaram. Além de Kleber, Jairo Bonfim (Glória do Pai), coral RenovaSoul (‘Glória do Pai’, ‘No Sangue e no Fogo’), pregador Luo(‘Pavão Pavãozinho’) e o grupo Afrolata (‘Pavão Pavãozinho’). Emerson Pinheiro, produtor musical do DVD Glória in Rio, cantou ‘Rio de Janeiro’, que é um clam or a Deus pela cidade Maravilhosa. Tudo a ver com o contexto.
Fernanda e a MK ousaram no projeto, ao gravar o primeiro DVD gospel em uma comunidade não pacificada. A cantora e pastora da Igreja Batista Central da Barra da Tijuca, ministrou sobre a vida de todos. “Não importa o quão distante você já andou longe de Deus. Se você recebeu o caminho do evangelho, o caminho de volta é mais curto por causa da cruz”. A cantora ainda foi homenageada pela presidente da MK Music, Yvelise de Oliveira, com buquê de flores. “Tenho certeza que muitas pessoas serão abençoadas através desse DVD”.
Sempre abraçando causas defendendo ideais e levantando bandeiras sociais, Fernanda inseriu esse contexto como uma das vertentes do projeto. Afinal, a faixa ‘Pavão pavãozinho’ faz parte do CD Glória. “ (fala Fernanda antes de Pavão pavãozinho). O clipe inédito da música foi projetado nos telões de LED, dando início a apresentação. Para o Afro raggae, que cedeu o espaço para realização do evento, o show foi lindo. “A Fernanda Brum teve a delicadeza de entender Vigário Geral, o trabalho do Afroraggae. Essa conexão é muito importante pra gente ”, declarou Johayne Hildefonso, um dos coordenadores do Afroreggae. “Nós cremos que depois de uma noite dessa de adoração ao nosso Deus coisas boas com certeza irão acontecer aqui”, completou Washington Rimas, o Feijão, outro coordenador da instituição.
No encerramento, a canção de Claudio Claro, ‘Videira’, empolgou a todos. Fernanda se despediu, mas todos pediram ‘mais um’, e ainda chamaram por Eyshila. Resultado: um dueto das amigas cantando ‘Espírito Santo’, composição de Eyshila. Mais um momento de emoção. Com certeza, o que aconteceu nesta noite em Vigário Geral, impactou quem assistiu, quem participou, ou até mesmo quem apenas ouviu as canções e ministrações de dentro de suas casas. Em breve, Glória in Rio em DVD.
Igrejas se tornaram supermercados
“Há diferença em pregar a palavra e sobre a palavra. O pregador não tem autoridade para criar a palavra. Ela é mensagem de Deus. Precisamos de uma nova reforma, voltar às escrituras.” Estas foram às primeiras palavras do reverendo Hernandes Dias Lopes durante sua palestra sobre Pregação Expositiva no 38º Congresso da Sepal, em Águas de Lindóia (SP).
Em uma platéia formada por pastores e líderes de todas as regiões do Brasil, o pastor presbiteriano citou que a Pregação Expositiva é a melhor forma para uma Igreja em crise. Segundo este modelo evita dois extemos: Corrige a Numerolatria e Numerofobia. “O pastor prágmatico não pergunte se é certo. Ele pergunta se dá certo. Muda-se a verdade em busca de resultados.”
Para ele a Igreja está se transformando em um supermercado. “Os bancos determinam o que o púlpito vai pregar. O evangelho não é um produto de marketing. Deus não quer fã, quer discipulos. O papel do pregador não é agradar o auditório. A verdade nem sempre é popular.”
Ele enumerou ainda as vantagens da Pregação Expositiva. “ Ela evita quatro perigos:Liberalismo Teológico, Sincretismo Religioso, Ortodoxia morta, Superfialidade“A maioria dos seminários estão recheados de professores com liberalismo teológico. As igrejas históricas se casaram com liberalismo teológico.” Ele encerrou com uma orientação: O sermão precsa criar uma ponte entre Deus e o Povo.Se quiser alimentar sua igreja estude.”
Em uma platéia formada por pastores e líderes de todas as regiões do Brasil, o pastor presbiteriano citou que a Pregação Expositiva é a melhor forma para uma Igreja em crise. Segundo este modelo evita dois extemos: Corrige a Numerolatria e Numerofobia. “O pastor prágmatico não pergunte se é certo. Ele pergunta se dá certo. Muda-se a verdade em busca de resultados.”
Para ele a Igreja está se transformando em um supermercado. “Os bancos determinam o que o púlpito vai pregar. O evangelho não é um produto de marketing. Deus não quer fã, quer discipulos. O papel do pregador não é agradar o auditório. A verdade nem sempre é popular.”
Ele enumerou ainda as vantagens da Pregação Expositiva. “ Ela evita quatro perigos:Liberalismo Teológico, Sincretismo Religioso, Ortodoxia morta, Superfialidade“A maioria dos seminários estão recheados de professores com liberalismo teológico. As igrejas históricas se casaram com liberalismo teológico.” Ele encerrou com uma orientação: O sermão precsa criar uma ponte entre Deus e o Povo.Se quiser alimentar sua igreja estude.”
Com saias mais curtas, moda evangélica se moderniza
Saias usadas por evangélicas seguem tendências da moda e fazem sucesso nas igrejas de São Paulo.
Elas já foram mais compridas e sóbrias. Hoje, as saias usadas por evangélicas seguem tendências da moda -podem ser justas ou soltinhas, de cintura alta, com rendas ou laços- e fazem sucesso nas igrejas de São Paulo.
A advogada Mari Scarparo, 33, da Congregação Cristã de Caieiras (Grande SP), aprova o novo “look”. “Há uns dez anos, usávamos vestuário de “senhora”. Hoje, uso as mesmas roupas da igreja em audiências e me sinto melhor com esse estilo moderno.”
A loja Monia é um exemplo dessa transformação. Inaugurada em 1978, passou a atender só evangélicos há cerca de dez anos. “Hoje, nossos produtos seguem tendências”, diz Alexandre Iones, um dos responsáveis.
Na esteira desse mercado, a estilista Mara Jager, 33, montou há dois anos uma marca para evangélicas. “As saias estão menos compridas. A evangélica quer se sentir bem, mas sem excessos.”
MARKETING
Instaladas em bairros famosos pelo comércio de roupas, como o Brás e o Bom Retiro (centro de SP), a “moda evangélica” já adota estratégia agressiva de marketing.
Uma das pioneiras, a Joyaly, está na quarta edição do concurso “Garota Joyaly” e vende para todo o Brasil.
No Bom Retiro, o marketing começa na calçada -onde um panfleteiro tenta atrair evangélicas para sua loja. A estratégia acaba chamando a atenção de outras clientes. “Compro em loja evangélica, mas sou católica. Roupa bonita independe de religião”, diz Flavia Schmidt.
Elas já foram mais compridas e sóbrias. Hoje, as saias usadas por evangélicas seguem tendências da moda -podem ser justas ou soltinhas, de cintura alta, com rendas ou laços- e fazem sucesso nas igrejas de São Paulo.
A advogada Mari Scarparo, 33, da Congregação Cristã de Caieiras (Grande SP), aprova o novo “look”. “Há uns dez anos, usávamos vestuário de “senhora”. Hoje, uso as mesmas roupas da igreja em audiências e me sinto melhor com esse estilo moderno.”
A loja Monia é um exemplo dessa transformação. Inaugurada em 1978, passou a atender só evangélicos há cerca de dez anos. “Hoje, nossos produtos seguem tendências”, diz Alexandre Iones, um dos responsáveis.
Na esteira desse mercado, a estilista Mara Jager, 33, montou há dois anos uma marca para evangélicas. “As saias estão menos compridas. A evangélica quer se sentir bem, mas sem excessos.”
MARKETING
Instaladas em bairros famosos pelo comércio de roupas, como o Brás e o Bom Retiro (centro de SP), a “moda evangélica” já adota estratégia agressiva de marketing.
Uma das pioneiras, a Joyaly, está na quarta edição do concurso “Garota Joyaly” e vende para todo o Brasil.
No Bom Retiro, o marketing começa na calçada -onde um panfleteiro tenta atrair evangélicas para sua loja. A estratégia acaba chamando a atenção de outras clientes. “Compro em loja evangélica, mas sou católica. Roupa bonita independe de religião”, diz Flavia Schmidt.
domingo, 8 de maio de 2011
Heloísa Rosa
Como foi a sua conversão? Eu nasci num lar cristão, mas minha primeira experiência com Deus foi aos dez anos. Lendo a Bíblia comecei a entender o sacrifício de Jesus... chorei muito e passei a amá-lo. Foi um dia lindo.
Você cresceu ouvindo o que?
Petra e David Quinlan.
Quando você descobriu que tinha o dom para cantar?
Realmente não sei precisar a data em que descobri isso, pois acredito que o descobrimento de nosso potencial é gradativo.
E qual foi o primeiro CD que você gravou, e como surgiu o convite?
Foi com o Clamor pelas Nações, em seu primeiro CD “Adorando ao Senhor e Profetizando as Nações...”. O Pr. Ricardo me viu cantando na minha igreja. Nesta época eles estavam gravando e orando por uma pessoa que deveria gravar uma canção, então decidiram me fazer o convite. Para mim foi uma surpresa, porque no meu espírito sabia que Deus iria me usar nesta área, mas não sabia que iria começar tão cedo.
Este trabalho (Adorando ao Senhor e...) abriu portas para outros projetos?
Sim, todo trabalho tem a sua recompensa, mas ela não foi definida pelos outros projetos, mas pelos relacionamentos que se tornaram muito importantes para minha vida.
Quais os ministérios que você mais gosta de ouvir na atualidade?
Darlene Zschech (Austrália) e Delirious (Inglaterra).
Você fez back-vocal para muitos ministros, como David Quinlan e Pr. Cirilo. Você continua fazendo esse trabalho, mesmo com a carreira solo?
Hoje não. Porque agora fica difícil por causa das agendas individuais de cada Ministério (mas guardo em meu coração uma admiração e amor especial por eles)
“Liberta-me” é o nome do seu primeiro CD solo, certo? Quando e como surgiu a idéia de gravá-lo?
Surgiu no ano passado, e já era esperado, na época surgiu uma mensagem queimando em meu espírito a qual era levar a igreja a entender que precisamos de libertação a cada dia de nossas vidas. E não me refiro a demônios ou coisa assim, mas o abandono de nosso orgulho e egoísmo e outras coisas que nos afasta da presença de nosso Amado Deus. E este trabalho com todas as suas características tem a finalidade de trazer uma reflexão a respeito deste assunto.
Dentre as músicas que você já gravou, existe uma em especial e que mais te tocou? Por quê?
Fica difícil dizer qual canção que mais me tocou, porque cada uma delas tem sua história e mensagem para cada situação que estava vivendo. Exemplo: Jesus (faixa cinco) foi uma canção que o Senhor me deu, quando estava evangelizando uma amiga. Estávamos terminando o segundo grau. Foi extraordinária esta experiência! De cada canção eu poderia dizer o porquê dela existir, mas nosso tempo aqui é curto então te desafio a ouvir o nosso Cd, e a nos contar o que Deus ministrou em tua vida.
Em seu CD a faixa “Fall on me”, é cantada em inglês. Por que a decisão de deixar a faixa título do CD original em inglês?
Fizemos a nossa própria versão traduzindo esta canção, sem tirar seu sentido literal, porém esta tradução não foi aceita e daí decidimos cantá-la em inglês. Sabendo que o espírito independe do idioma para ministrar ao nosso coração.
Como foi este CD em parceria com o Atmosfera da Adoração?
Este cd “Unção que une” na realidade foi um simples reflexo da amizade que desenvolvemos com este ministério. Foi um tempo de comunhão, alegria onde desempenhamos um dos nossos objetivos, relacionamento.
Você tem pretende lançar um segundo CD? Seria ao vivo ou em estúdio?
Sim, estamos programando para gravar nosso segundo cd no próximo semestre deste ano e será em estúdio.
O que nós podemos esperar da Heloísa, quais são seu planos agora?
Isso é uma coisa muito difícil de responder, pois Deus é quem traça nossos caminhos.
Heloísa obrigado pela entrevista e deixe um recado para os internautas do Supergospel.
Quero desejar a todos que lerem esta entrevista que sejam desafiados a viverem uma vida digna do evangelho. Agradeço a Deus por poder compartilhar um pouco da minha vida com vocês e que o Senhor abençoe a todos.
Capa do Novo CD de Cassiane e Jairinho
Enfim foi divulgada a capa do CD romântico mais aguardado do ano, que depois de alguns longos anos de espera Cassiane & Jairinho lançarão no final de maio "O Amor Está No Ar", quase foi intitulado de "Apaixonados" (diga-se de passagem eu preferia), e poderemos conferir os diferentes ritmos que embalam as letras românticas das músicas desse CD que promete ser surpreendente. O grande diferencial que este será 100% romântico.
A arte gráfica conseguiu cumprir o papel de fazer uma capa bem romântica e que combinasse perfeitamente com o título do CD, mas os parabéns mesmo vai para o fotógrafo e para quem escolheu a foto principal. Excelente escolha, já que além da foto não há nenhum detalhe extra que chamasse atenção a não ser umas poucas pétalas de rosas.
Agora é aguardar, e eu que tenho os quatro anteriores já estou ansiosissimo! (rs)
Caminhar Pela Fé, Nova Música da Banda & Voz - CD Família (2011)
Já Foi para fábrica há algumas semanas o novo CD da Banda & Voz, intitulado "Família" em homenagem à mãe deles que antes de falecer tinha aprovado e ficado muito feliz com o projeto e o título. Depois de quase três anos o grupo irá lançar um novo CD nas próximas semanas.
O repertório consta de composições dos próprios integrantes da banda e a produção do disco está com o próprio Natan, que cuidou pessoalmente de cada detalhe do novo CD. O disco tem a pegada da Banda, bem pop, com uma pitada soul, mas com uma levada congregacional também.
Está Quase Chegando... DVD Jozyanne Herança
Sempre admirei o trabalho da Jozyanne, desde o primeiro lançamento, sua voz ímpar contagia todos que a ouve cantar, e sempre cantando músicas de adoração e louvor ao Rei dos reis.
A MK Music divulgou hoje a capa do seu primeiro DVD, último lançamento pela gravadora, por ora, visto que o contrato não foi renovado.
Mesmo sendo um excelente título, bem expressivo para o momento, seria mais coerente este DVD se chamar Recordações ao invés do da Léa Mendonça, porque tem todos os sucessos da cantora ao longo de sua carreira solo. Seria espetacular se incluissem a música "Santidade", do disco "Eu Quero Ir Pra Lá" com participação da Cassiane, mesmo ela não fazendo mais parte do cast da MK. Mas, enfim, contentemo-nos mesmo assim o DVD parece estar muitissimo bom! Inclusive a capa, simples, singela, porém bonita. Ponto para direção artística dessa vez!
Confiram as 18 faixas que entraram para o DVD "Herança".
01. Introdução / 02. A Glória do Pai / 03. Eu Quero Ir Pra Lá / 04. História de Fé / 05. Pedra Sobre Pedra / 06. Eu Quero a Minha Bênção / 07. Se Abrirá o Céu / 08. Deus dos Impossíveis / 09. Levanta e Vai / 10. Chame Por Ele / 11. Meu Refúgio / 12. Sinto o Teu Poder / 13. Via Dolorosa - Rude Cruz - Mais Grato a Ti / 14. Coração do Pai / Eu Verei o Rei / 15. Herança / 16. Santo / 17. Abra Os Olhos / 18. Alegria.
A MK Music divulgou hoje a capa do seu primeiro DVD, último lançamento pela gravadora, por ora, visto que o contrato não foi renovado.
Mesmo sendo um excelente título, bem expressivo para o momento, seria mais coerente este DVD se chamar Recordações ao invés do da Léa Mendonça, porque tem todos os sucessos da cantora ao longo de sua carreira solo. Seria espetacular se incluissem a música "Santidade", do disco "Eu Quero Ir Pra Lá" com participação da Cassiane, mesmo ela não fazendo mais parte do cast da MK. Mas, enfim, contentemo-nos mesmo assim o DVD parece estar muitissimo bom! Inclusive a capa, simples, singela, porém bonita. Ponto para direção artística dessa vez!
Confiram as 18 faixas que entraram para o DVD "Herança".
01. Introdução / 02. A Glória do Pai / 03. Eu Quero Ir Pra Lá / 04. História de Fé / 05. Pedra Sobre Pedra / 06. Eu Quero a Minha Bênção / 07. Se Abrirá o Céu / 08. Deus dos Impossíveis / 09. Levanta e Vai / 10. Chame Por Ele / 11. Meu Refúgio / 12. Sinto o Teu Poder / 13. Via Dolorosa - Rude Cruz - Mais Grato a Ti / 14. Coração do Pai / Eu Verei o Rei / 15. Herança / 16. Santo / 17. Abra Os Olhos / 18. Alegria.
sábado, 7 de maio de 2011
Por essas e outras manifestações públicas contrarias a união entre pessoas do mesmo sexo e também contrários aos exageros do Projeto de Lei 122/2006 os pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano aparecem na lista dos “10 inimigos públicos dos gays no Brasil” publicada pela Revista Lado A.
Por essas e outras manifestações públicas contrarias a união entre pessoas do mesmo sexo e também contrários aos exageros do Projeto de Lei 122/2006 os pastores Silas Malafaia e Marco Feliciano aparecem na lista dos “10 inimigos públicos dos gays no Brasil” publicada pela Revista Lado A.
A lista é elaborada por 10 militantes gays que indicam, por ordem de importância, as 10 pessoas que mais se destacaram na mídia por contrariar projetos que beneficiem a comunidade gay . Além dos dois pastores outros evangélicos aparecem na lista como o Senador Magno Malta, o deputado federal Eduardo Cunha, vereador Carlos Apolinário, deputado estadual Édino Fonseca e o blogueiro Júlio Severo.
Confira a lista de inimigos da Revista Lado A:
1 – Deputado Jair Bolsonaro
2 – Pastor Silas Malafaia
3 – Jonathan Laudo Rodrigues
4 – Ministro Nelson Jobim
5 – Senador Magno Malta
6 – Deputado Federal Eduardo Cunha
7 – Vereador Carlos Apolinário
8 – Governador Beto Richa
9 – Deputado Edino Fonseca
10 – Blogueiro Júlio Severo
A lista é elaborada por 10 militantes gays que indicam, por ordem de importância, as 10 pessoas que mais se destacaram na mídia por contrariar projetos que beneficiem a comunidade gay . Além dos dois pastores outros evangélicos aparecem na lista como o Senador Magno Malta, o deputado federal Eduardo Cunha, vereador Carlos Apolinário, deputado estadual Édino Fonseca e o blogueiro Júlio Severo.
Confira a lista de inimigos da Revista Lado A:
1 – Deputado Jair Bolsonaro
2 – Pastor Silas Malafaia
3 – Jonathan Laudo Rodrigues
4 – Ministro Nelson Jobim
5 – Senador Magno Malta
6 – Deputado Federal Eduardo Cunha
7 – Vereador Carlos Apolinário
8 – Governador Beto Richa
9 – Deputado Edino Fonseca
10 – Blogueiro Júlio Severo
quinta-feira, 5 de maio de 2011
MENSAGEM DE LIU ANDRADE PARA TODAS AS MÂES
Ser Mãe é...
É ver o que é melhor para o seu filho;
É estar ao lado do seu filhote ou filhota
em todos os momentos de sua vida;
É ver o que acontece na vida de seu filho e tentar ajudá-lo;
É esperar o seu filho chegar tarde da noite,
Com seu jantar ainda quente;
É se preocupar se o filho levou um agasalho numa noite fria,
para não pegar nenhum resfriado.
Ser mãe é uma bênção que Deus proporcionou às mulheres
Feliz Dia das Mães!
Liu Andrade e Faisqueira
A ESPERANÇA VENCERÁ O DESMANDO!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
O RABO DO AVESTRUZ E A IGREJA XIITA...
Por Leonardo Gonçalves
Igreja xiita! Sim, xiita e preconceituosa, que ensina os crentes que a santidade está em abandonar a calça jeans e usar uma saia comprida até na canela; que mente aos homens dizendo que jogar futebol é coisa do diabo, e onde o pecado é definido e redefinido segundo o achômetro do pastor.
Tenho muita pena dos membros dessas igrejas, pois sei que no final de tudo eles são vítimas. São vítimas de uma liderança farisaica que se encerra dentro de um caixote, e de líderes avestruzes que enfiam a cabeça na terra para não enxergar o que acontece no mundo. Avestruzes que não assistem televisão, mas vivem pendurados na internet. Avestruzes desinformados que enfiam a cabeça na terra e não vêem a real necessidade do mundo! Avestruzes que falam de missões, mas a missão que eles conhecem não vai mais longe do que o famigerado congresso do Balneário Camboriú. Avestruzes que enfiam a cabeça na terra e depois reclamam quando alguém mete bala no seu rabo (*).“Ai!!! Quem foi que atirou no meu rabo?”. Como é que o avestruz vai saber? Ele estava com a cabeça dentro do buraco e não viu quando, por causa desses extremismos, o mundo começou a zombar de nós. E quando, por causa da sem vergonhice gospel, a globo começa a falar mal dos crentes, o avestruz reclama, diz que é perseguição da mídia... Pobre avestruz.
As vezes me pergunto o que aconteceria se Jesus viesse hoje à terra, da mesma forma que há 2 mil anos atrás. O que aconteceria se os crentes evangélicos vissem Jesus comendo na casa de político corrupto, ou conversando com a “Bruna surfistinha” sozinho no banco da praça? O fariam os nossos tradicionais irmãos, aqueles dos “bons costumes”, se vissem uma mulher de calça jeans e brinco de argola, acariciando os pés de Jesus, beijando e enxugando-os com seu cabelo. O que faria essa gente quando Jesus proferisse seu famoso discurso de Mateus 23, e bradasse em alto e bom som:
“Ai de vós, hipócritas, que limpais o exterior do copo e do prato, mas no interior estão cheio de rapina e de iniquidade”“
Ai de vós, hipócritas! Que parecem com sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas por dentro estão cheios de podridão!”
“Guias cegos! Vocês coam os mosquitos e comem camelos”. Preocupam-se tanto com vestimentas, mas pregam heresias!
“Ai de vós, tradicionalistas hipócritas! Porque cruzam o céu em avião para fazer novos convertidos (missionários?); mas depois que ganham essa alma, fazem dele um filho do inferno, duas vezes mais preconceituoso e xiita que vocês!”
E na minha imaginação, vejo-os fazendo exatamente o que fizeram à 2 mil anos atrás: julgando, condenado e crucificando novamente o Filho de Deus!
***
(*) – Apenas à guisa de esclarecimento: o uso da palavra rabo no referido contexto, não é uma expressão desrespeitosa, ou um palavrão. Lembre-se que esta palavra foi usada no contexto do mundo animal, e animais não têm nádegas, têm rabo mesmo.
Igreja xiita! Sim, xiita e preconceituosa, que ensina os crentes que a santidade está em abandonar a calça jeans e usar uma saia comprida até na canela; que mente aos homens dizendo que jogar futebol é coisa do diabo, e onde o pecado é definido e redefinido segundo o achômetro do pastor.
Tenho muita pena dos membros dessas igrejas, pois sei que no final de tudo eles são vítimas. São vítimas de uma liderança farisaica que se encerra dentro de um caixote, e de líderes avestruzes que enfiam a cabeça na terra para não enxergar o que acontece no mundo. Avestruzes que não assistem televisão, mas vivem pendurados na internet. Avestruzes desinformados que enfiam a cabeça na terra e não vêem a real necessidade do mundo! Avestruzes que falam de missões, mas a missão que eles conhecem não vai mais longe do que o famigerado congresso do Balneário Camboriú. Avestruzes que enfiam a cabeça na terra e depois reclamam quando alguém mete bala no seu rabo (*).“Ai!!! Quem foi que atirou no meu rabo?”. Como é que o avestruz vai saber? Ele estava com a cabeça dentro do buraco e não viu quando, por causa desses extremismos, o mundo começou a zombar de nós. E quando, por causa da sem vergonhice gospel, a globo começa a falar mal dos crentes, o avestruz reclama, diz que é perseguição da mídia... Pobre avestruz.
As vezes me pergunto o que aconteceria se Jesus viesse hoje à terra, da mesma forma que há 2 mil anos atrás. O que aconteceria se os crentes evangélicos vissem Jesus comendo na casa de político corrupto, ou conversando com a “Bruna surfistinha” sozinho no banco da praça? O fariam os nossos tradicionais irmãos, aqueles dos “bons costumes”, se vissem uma mulher de calça jeans e brinco de argola, acariciando os pés de Jesus, beijando e enxugando-os com seu cabelo. O que faria essa gente quando Jesus proferisse seu famoso discurso de Mateus 23, e bradasse em alto e bom som:
“Ai de vós, hipócritas, que limpais o exterior do copo e do prato, mas no interior estão cheio de rapina e de iniquidade”“
Ai de vós, hipócritas! Que parecem com sepulcros caiados, que por fora se mostram belos, mas por dentro estão cheios de podridão!”
“Guias cegos! Vocês coam os mosquitos e comem camelos”. Preocupam-se tanto com vestimentas, mas pregam heresias!
“Ai de vós, tradicionalistas hipócritas! Porque cruzam o céu em avião para fazer novos convertidos (missionários?); mas depois que ganham essa alma, fazem dele um filho do inferno, duas vezes mais preconceituoso e xiita que vocês!”
E na minha imaginação, vejo-os fazendo exatamente o que fizeram à 2 mil anos atrás: julgando, condenado e crucificando novamente o Filho de Deus!
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(*) – Apenas à guisa de esclarecimento: o uso da palavra rabo no referido contexto, não é uma expressão desrespeitosa, ou um palavrão. Lembre-se que esta palavra foi usada no contexto do mundo animal, e animais não têm nádegas, têm rabo mesmo.
Presidente dos Gideões Missionários da Última Hora, pastor Cesino Bernardino é indicado ao prêmio Nobel
O pastor Cesino Bernardino foi indicado ao prêmio Novel da Paz por sua luta “pela causa da família cristã” conforme revelou os pastores participantes do 29º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora onde foi anunciado a indicação.
Durante a solenidade para a entrega da placa representativa “Diploma de indicação ao Prêmio Nobel da Paz 2010/2011 como apóstolo social”. Entre os feitos que fizeram jus a indicação do Pastor, é citado a reconstrução do Haiti.
Pastor Cesino é o primeiro catarinense a ser indicado ao famoso galardão que já premiou Barack Obama, Nelson Mandela, Tenzin Gyatso (Dalai Lama), Madre Teresa de Calcutá, entre outros. Outro famoso líder evangélico brasileiro que já foi indicado ao Prêmio foi o Pastor Manuel Ferreira, da Igreja Assembléia de Deus de Madureira
É SILAS MALAFAIA, as coisas realmente MUDAM e como mudam!!!
Revirando algumas revistas velhas, deparei-me com uma em particular que chamou a minha atenção, mais precisamente a Eclésia nº 73 ano VII, cujo matéria de capa é a entrevista com o Pr. Silas Malafaia. Comecei a ler, e percebi como as coisas podem mudar com o passar dos tempos, como tudo pode ser “relativo”, dependendo das circunstancias em que vivemos; resolvi então postar alguns trechos da entrevista feita na época pelo repórter Carlos Fernandes. METRALHADORA GIRATORIA. Silas Malafaia chega aos 20 anos de um ministério marcado pela polemica. Ele é polemico por convicção. Na televisão e no radio esbraveja, gesticula, compra briga. Tudo para defender a verdade – a do Evangelho, ele garante; a sua própria esbravejam os adversários. O fato é que a 20 anos desde que foi ordenado pastor, Silas Lima Malafaia é uma das pessoas mais conhecidas e comentadas da Igreja Evangélica Brasileira.Noa ar desde 1982 com o programa Renascer, veiculado em rede nacional, é um dos pioneiros da modernização do uso da TV pelos evangélicos. Percorre o pais pregando a palavra e fazendo palestras. Boa parte deste material, reunido em fitas de vídeo, chega aos quatro cantos do pais e até do exterior através da Central Gospel. Nesta conversa com ele ECLESIA revela um pouco mais do pensamento de um dos mais controvertidos pastores brasileiros.
ECLESIA – Seu ministério é conhecido devido às posturas polemicas que o senhor adota. Por que o senhor age assim comprando brigas?
SILAS MALAFAIA – Eu me lembro do meu pai, que foi um líder evangélico que teve uma postura muito firme. E ele sempre me ensinou que eu não deveria ter medo da oposição, nem de cara feia. Ele me falava: “Meu filho, não abra mão se você estiver do lado da verdade, não tenha medo da pressão”. Há um texto bíblico que eu gosto muito de repetir na televisão, sempre que eu vou falar de algum assunto polemico, que é II Co. 13.8 : “Nada podemos contra a verdade, senão pela verdade.”
ECLESIA – Há quem diga que tudo não passa de encenação e que o senhor, na verdade, interpreta um personagem... Pura bobagem.
Eu não faço isso por marketing. Primeiro, que eu não pprecfiso viver disso, nem inventar nada – há 20 anos que estou ai, diante de todo mundo, defendendo o que acredito ser certo. Além disso, eu pertenço a uma igreja muito boa, muito sólida e equilibrada, que é a Assembléia de Deus...
Na sua opinião, o que é mais importante para o obreiro: a unção espiritual ou o preparo teológico? Eu penso que as duas coisas precisam estar alinhadas. Deus acredita no potencial humano. Aprendi que Deus não move uma palha naquilo que o homem pode fazer. A unção vem de Deus, mas a preparação, o desenvolvimento, cabe a mim. Eu posso ser um obreiro ungido, mas medíocre, e posso ser um obreiro ungido e atualizado.
Qual a sua avaliação sobre a formação dos pastores no Brasil? Temos muita gente ai sem nenhum tipo de preparo, nem espiritual, nem intelectual, falando em nome de Jesus. Eu não estou dizendo que tem que ser doutor, PHD, para dizer que esta preparado. Mas é preciso buscar conhecimento, ler muito, fazer um curso teológico, enfim, aprimorar o chamado que recebeu de Deus.
As associações de pastores que hoje existem, não deveriam atuar nesse sentido? Essas organizações são entidades associativas sem nenhum poder sobre as igrejas. Cada denominação é que estabelece suas próprias regras. E isso tem um lado muito ruim – um monte de trambiqueiro e pilantra têm ai o titulo de pastor, sai abrindo verdadeiras biroscas, dizendo que é igreja.
O senhor tem repetido insistentemente que o Brasil atravessa um grande avivamento espiritual. Não parece paradoxal, já que sabemos de tantos problemas e crises? Eu não compartilho da opinião desses críticos que apregoam o catastrofismo da igreja evangélica brasileira.
Enquanto existir ser humano vai haver pecado, vai haver deficiência. Olha só Jesus escolheu 12 discípulos. Grupo pequenininho não é? Mesmo assim, havia Judas, que era um traidor. E Judas era amigo intimo de Jesus. Quer dizer mesmo naquele grupinho, tinha um trem doido que não prestava. E não era só isso, não. Jesus teve que resolver muita parada com aquela turma. Tinha filho do trovão, tinha zelote, gente da pesada. Então, meu irmão, onde tem homem, tem crise. Isso não quer dizer que a Igreja esteja indo mal.
Então, como ainda há espaço para os escândalos e divisões que periodicamente, abalam o meio evangélico?
Porque isso é profético. São sinais dos últimos tempos. Rapaz, eu não quero citar nomes de denominações aqui por uma questão ética. Mas já apareceram, na historia do movimento evangélico no Brasil, aqueles que disseram que eram a verdadeira Igreja. Alias – eu vou dizer – foi a Igreja da Restauração do Brasil. Eles saíram da Assembléia de Deus, dizendo que tinham que ser mais santos, ter mais costumes ainda... Certo.
Mas por que tem aparecido tantas novidades em termos de eclesiologia? Porque o movimento neopentecostal, buscando identidade e afirmação, começou a buscar uma serie de medidas de experimentação. O problema é que veio junto uma serie de modismos de pataquada.
No apogeu do movimento G12, em meados de 2000, ECLÈSIA fez uma reportagem na qual o senhor disse que a chamada visão dos 12 era uma “palhaçada de quem não conhece a bíblia.” Previu também que o movimento teria vida curta. O que diz hoje? O mesmo que disse naquela ocasião. Só faço uma pergunta: cadê o G12? Cadê a revolução que iriam fazer? Disseram que eu era profeta do diabo, me amaldiçoaram, rogaram praga, pintaram o caneco, cadê? Acabou o modismo. Só serviu para dividir e derrubar igrejas. Olha, eu recebi mais de 50 mil faxes e e-mails falando dos estragos do G12. O que mais teve foi crente perturbado, crente decepcionado porque descobriu que o Evangelho não é mágica. Talvez tenha sido uma das maiores perturbações que a Igreja Brasileira enfrentou na sua historia.
O senhor não acha que o moderno movimento apostólico é legitimo? Que unção de apostolo? Ta, vamos lá. Primeiro, teria que ter visto Jesus. Mas vamos quebrar o galho, vamos deixar este aspecto de lado. Apostolo é aquele que vem para a base, é o desbravador, o que estabelece a base da Igreja. E esses apóstolos que temos ai? Qual é a deles? É tudo pescador de aquário dos outros. Estão com a Igreja cheia de membros das Igrejas dos outros e ficam pregando em grandes centros.E tem outra coisa: se são apóstolos tem que entregar a direção de suas igrejas. O verdadeiro apóstolo é o que rompe, estabelece a igreja e vai embora. Ah, para com essa brincadeira. É uma insensatez, um modismo barato. Apóstolo no Brasil, e uma função hierárquica. O camarada era pastor, se intitulou bispo, depois tem que ter um titulo maior. Só falta querer ser vice-Deus, do jeito que vai.
Qual a sua avaliação sobre a tão falada teologia da prosperidade? A teologia da prosperidade, copiada do modelo americano é outro besteirol puro. Aquele modelo de super-homens espirituais que conquistam tudo, que oram e Deus abre as portas, que não podem ficar doentes, que não podem ser pobres. Esse modelo não é bíblico. Quero ver implantarem esse troço na Somália. Prosperidade a luz da Bíblia, é um conjunto de elementos. É repartir, é viver feliz e alegre com o que se tem. Não é apenas a questão financeira, como andam dizendo por ai. Hoje, temas considerados tabus na igreja há pouco tempo, como o divorcio, já fazem parte do cotidiano dos crentes.
O que mudou? Lamentavelmente o que esta acontecendo é que estamos tomando a forma do mundo, contrariando o que o apostolo Paulo disse em Romanos 12 – ou seja, que nós não deveríamos nos conformar com o mundo. A grande ilusão do divorcio é que um segundo casamento não vai repetir os defeitos e problemas do anterior. As pessoas estão se divorciando, na maioria dos casos, por egoísmo. Ninguém abre mão, ninguém quer ceder. Estamos vivendo a cultura das facilidades. É mais fácil separar do que buscar a solução para os problemas conjugais.
E o que o senhor pensa de igrejas que admitem pastores divorciados? Eu não quero ser inflexível. Cada caso,é um caso. Mas dentro disso, temos princípios. O camarada se separou porque cansou da mulher e resolveu trocar uma de 40 por outra de 20? Tenha paciência. Eu não sei como é que tem povo para seguir um cara desses. O pastor, o ministro, de acordo com o principio da Bíblia, tem que ser irrepreensível, marido de uma só mulher. Não é uma de cada vez, não. Tem que ser exemplo dos fieis. Acima da normalidade. Que autoridade espiritual um pastor divorciado tem para chegar ao púlpito e exortar o membro da igreja a salvar seu casamento? Onde é que nós vamos parar com essa licenciosidade de gente que quer justificar o seu pecado? O senhor disse que cada caso, é um caso. Então quando se justifica um pastor largar sua mulher? Meu irmão, eu sou duro nesse negocio. Com pastor, então, mais ainda. Certa vez, um pastor chegou para mim e disse: “Malafaia, minha mulher adulterou, eu tentei salvar o casamento, ela adulterou de novo, eu tentei salvar novamente e aconteceu de novo.” Eu disse: “Então chega”. Ai é outra historia. E a igreja toda sabia da situação. Ele tentou. Admiti-se que um pastor se divorcie, mais em casos muito raros. Agora, tem pastor se separando porque ele é que é o adultero. Como é que a gente pode aceitar um camarada desses e dizer que é normal? Estamos em um ano eleitoral.
Qual a sua opinião sobre evangélicos na política?
É preciso fazer o seguinte diferenciação. Púlpito não é palanque. Mas a política não é do diabo. As pessoas que estão dentro das igrejas são seres humanos, dentro de um contexto social. E a própria Bíblia diz que, quando os ímpios governam o povo sofre. Então nós não podemos nos omitir. O pastor não deve fazer do púlpito uma negociata política. Pelo contrario, ele deve ter muita ética, sem impor ao povo coisa nenhuma. Estas foram algumas das respostas dadas pelo Pr. Silas, em um passado não muito distante...vale a pena parar pensar e refletir, como o tempo passa, e com o tempo as idéias...
terça-feira, 3 de maio de 2011
ENTREVISTA COM CAIO FÁBIO SOBRE SEXO:
1) Esta edição do Fanzine fala sobre sexo, então é inevitável fazer algumas perguntas. Qual a função do sexo? E qual o lugar que ele deve ocupar em nossas vidas, e que importância ele tem pra nós?
R: Sexo é a expressão da vida como prazer e sabor. É o ápice da capacidade de sentir, trocar e experimentar todos os sentidos em plenitude. Sexo é bem mais que as pessoas imaginam. É mais que a penetração e as trocas físicas. Pouca gente sabe o que é a experiência sexual em plenitude. A objetização do ato quase sempre impede a viagem ao êxtase e à plenitude do prazer. O mergulho nas águas profundas dessa experiência demanda mais do que corpo. Demanda alma e espírito desinibidos e livres.
Sem profunda intimidade e espiritualidade, nunca haverá êxtase no sexo., mas apenas, no máximo, orgasmo.
O sexo mexe com a essência humana, por isso sua objetização nos dissolve e sua supressão nos achata.
Sexo é parte essencial da vida e do crescimento humano de qualquer pessoa saudável. As exceções existem. São os seres celibatários. Tais exceções, não tendo sido estabelecidas pela repressão, devem ser tratadas como vocações a serem respeitadas, desde que haja voluntariedade e espontaneidade.
2) O senhor foi um dos primeiros evangélicos a falar sobre sexo em seus livros, e com uma linguagem acessível e próxima dos jovens cristãos, e sem ser doutrinária. A igreja evangélica tem se mantido como uma instituição extremamente repressora e vem colhendo muitos frutos contrários aos esperados. Por que os líderes evangélicos (você também se encaixa nisso), não contam suas experiências, percalços e frustrações na adolescência e juventude, e contextualizam a função do sexo para os nossos dias, ao invés de recorrerem a correlações diretas com passagens bíblicas que diziam respeito a sociedade judaica de no mínimo 20 séculos atrás?
R: Meu primeiro livro sobre o tema foi infantil. Foi escrito aos 22 anos de idade e após o "trauma da conversão". Como “antes” eu poderia ser incluído na categoria dos "dissolutos"—minha atividade sexual começou muito precocemente—, com a conversão fiz um movimento inconscientemente pendular. Fui para o pólo oposto. Então saiu um livro meu que eu não
recomendo para ninguém, chamado "Abrindo o Jogo Sobre o Namoro". Aquele é um livro que deve ser lido ao contrário: quase tudo o que digo que não pode é justamente aquilo que a "conversão" fizera supressão em mim. Assim, minhas "proibições pessoais" viraram cartilha. Em três anos no máximo eu estava querendo tirar o livro do "mercado". Ele não condizia nem com a Bíblia e nem a condição humana. Depois disso, entretanto, fiz palestras que viraram livros, e que são infinitamente mais próximos do mundo real. Mas tudo foi um processo. Sexo é tema de neurose no ocidente, e na comunidade evangélica ele atinge o clímax de sua expressão como enfermidade.
Eu perdi a virgindade com cinco anos de idade. Minha babá de 13 anos fez o serviço. Daí eu ter crescido sem nunca dissociar a mim mesmo da experiência sexual. O que acontece aos meninos aí pelos 15 ou 16 anos já estava instalado em mim desde sempre. O mais está contado em meu livro "Confissões de um Pastor". Não posso ser acusado de "falta de contextualização" na minha abordagem sobre sexo e sexualidade desde os 25 anos de idade. E, no meu site, o www.caiofabio.net, tais expressões de "contextualização" atingiram sua plenitude até aqui. Quanto aos "frutos" que a igreja evangélica está colhendo, só posso dizer que são coerentes com a lógica da doença que nela se instalou: quanto mais reprimido for o consciente, mais tarado e adoecido será o inconsciente. A igreja evangélica é o “ente social” sexualmente mais enfermo que eu conheço no Brasil.
3) Promiscuidade sexual, relações homossexuais, com animais, objetos, masturbação, enfim; até onde o uso do corpo é normal e sadio, e segundo o padrão de quem?
R: Sobre esses temas eu recomendo uma visita ao meu site, especialmente à seção de Cartas. Lá trato de tudo, e do mais aberto possível, respeitando os limites da mídia em questão, a Internet. Lá só não publico minhas respostas às questões mais cruentas, como é o caso, por exemplo, de pessoas com a fixação em relacionamento com animais. E também poupo as pessoas das respostas sobre os “fetiches” sexuais.
Os limites para o corpo estão estabelecidos não nele mesmo, mas na alma. O corpo aceita quase tudo. A alma não.
Desde o Éden que a mente humana cogita a possibilidade de encontro com animais. Foi Adão quem percebeu a "impossibilidade" de que isso gerasse algo sadio, e também à sua própria altura—conforme o Gênesis, e antes mesmo da Queda.
É interessante que na narrativa bíblica da criação,a mulher vem como resultado do homem não ter encontrado um par que lhe servisse. E não encontrou, sobretudo, porque no sexo há mais que possibilidade de acoplagem de pedaços do corpo. Tem que haver encontro de seres, de almas, de imaterialidades. Violar esse valor trás dês-construção para qualquer alma humana. Pecado é escolher, conscientemente, a doença como modo de viver.
Mas quando mecanismos de "bestialidade", por exemplo, se instalam numa pessoa, nada ajudará tal individuo a sair desse buraco se não for justamente o oposto dele; ou seja: a total dês-tensão, que é o que desmobiliza a compulsão, a tara. Tenho casos de pessoas que buscavam animais para ter relações sexuais—gente de igreja e líderes—, e que só ficaram livres da compulsão depois que foram ajudadas a ver que aquilo não era moral, era psicológico. E que o "pecado" não é contra Deus, é contra elas mesmas.
A noção de pecado só ajuda um ser humano em duas perspectivas: quando ele consegue enxergar aquilo contra ele mesmo e como doença; e, sobretudo, quando ele fica sabendo que pode ter paz para caminhar até entrar na Paz em relação à questão. Ou seja: quando você tira a Lei e apresenta a Graça à pessoa, e ela descansa. Ora, tal descanso não dilui o ser, mas ao contrario, o fortalece para tratar a si mesmo sem os rigores da condenação do inferno, que quando presentes drenam toda sua energia para a construção do que seja bom.
Só então o indivíduo caminha para a pacificação e para a saúde. Nunca a repressão fará uma alma melhor. Somente a consciência descansada promove essa elevação.
4) As campanhas falam para usarmos camisinha , para evitarmos as dst´s. Até onde essas campanhas seriam verdadeiras, e o que deveria ser feito sobre o assunto?
R: As campanhas são importantes. A "igreja" não fala do assunto porque parte de uma lógica farisaica. Ele entende que falar significa estimular. Então, a fim de manter o "moralismo" não ajuda a impedir males bem maiores, e que atentam contra a vida. É o tal do "coem o mosquito e engolem o camelo", acerca do qual Jesus falou. Nosso mundo não é ideal. É apenas real. E enquanto a "igreja" não parar de falar de um mundo que não existe na terra, ela vai estar apenas sendo a mais terrível e desumana participante dos processos que trabalham contra a realidade e a vida. A omissão da "igreja", sempre presa à sua própria imagem, é o pior ídolo que é cultuado dentro dela mesma. A "igreja" cultua a si mesma: sua imagem e sua própria arrogância como "representante" de Deus. Jesus é apenas o pretexto para o culto de si mesma e para o rigor ascético da "igreja". Ele diz glorificar a Jesus, mas não se dá conta de Ele é um estranho para ela, e que se entrasse porta à dentro sem dizer que era Ele mesmo, seria expulso logo a seguir.
5) Muitos cristãos defendem a teoria de que todo casal deve gerar pelo menos um filho para multiplicação da descendência. Essa interpretação das Escrituras já não estaria ultrapassada para os nossos dias, principalmente pela superpovoação do planeta e pela condição sócio-econômica de muitos casais; sem falar na miséria? Não seria muito mais justo a adoção, já que a descendência hoje não implica ter o mesmo sangue?
R: Ora, essa é uma idiotice "católica". Nesse sentido os "evangélicos" são menos neuróticos. Pessoalmente esta sempre foi a minha tese. Gênesis 2: 24-25 nos diz que homem e mulher deixam pai e mãe, se unem, e tornam-se uma só carne. Isto é casamento. O "crescei e multiplicai" foi falado numa terra onde não havia humanos. Nos dias de hoje seria: "Gerai responsavelmente, e adotai generosamente". Eu tenho uma filha adotada. E sei que não existe diferença. O sangue é menos que um detalhe.
6) O senhor teve um caso extraconjugal que lhe rendeu a exclusão do rol dos grandes líderes evangélicos. Eles não mereciam você e escolheram você como um bode expiatório, ou você se entregou para o sacrifício?
R: Eu não tive um caso extraconjugal. Tive um relacionamento conjugal. Meu "casamento formal", aos 19 anos, foi muito mais um caso "extra-conjugal" que o "acontecido", e que "escandalizou" a tantos. Veja como uma coisa é a “aparência” e outra é a “verdade do coração”. Quanto ao "bode" ou ao "cordeiro"—qualquer deles vão para o "sacrifício". Creio que fui um pouco de ambos.
De um lado o "bode" carregou a projeção das doenças e sombras de uma comunidade que fala de luz, mas prefere as trevas; fala de verdade, mas prefere a mentira; fala, mas vive de "imagem".
De outro lado, houve a opção de não deixar a minha vida presa ao circo das imagens, ao presépio das falsidades e das farsas. Ninguém me flagrou fazendo nada. Eu contei. E, pela misericórdia de Deus, sobrevivi até aqui às conseqüências. Mas não há nenhuma "messianidade" no meu ato. O fiz por mim mesmo. Não pedia a Deus que aquele fosse um ato "vicário", e nem tampouco o fiz num acesso de altruísmo, visando abrir caminho para milhões que vivem no jugo da mentira. O que vem acontecendo depois, com milhares e milhares de pessoas me procurando para "abrirem" o coração, é pura continuidade da Graça de Deus. Mas não foi premeditado por mim. Quanto ao "rol dos grandes lideres", nunca estive lá por conta própria. Fui e sou um caso de tirania da Graça de Deus. Passei a vida falando as coisas que aqui digo, e quanto mais as digo, as faço e as falo, mas sou ouvido. Até os meus "inimigos" sabem que o que estou dizendo corresponde à realidade. Eles não gostam apenas porque fazem parte dessa "coisa", não porque possam contestá-la, ou dizer que estou exagerando.
7) Depois de ter seu nome envolvido num escândalo político que denegriu sua imagem, qual a lição que você tirou de tudo isso? E o que você diria pra quem está começando um trabalho social hoje e se vê obrigado a lidar com burocracia e política?
R: Nunca confie em nenhum político. Nem nos melhores. E, especialmente, nos mais ideológicos. Esses são os que mais cultuam as suas próprias imagens, e o deus deles pode se camuflar com as roupagens da "ética"; mas, ainda assim, não passa de culto à imagem. Nesse caso sim, mesmo reconhecendo que um homem com minha consciência não poderia ter si permitido ir até onde me foi insistentemente solicitado, sei que a responsabilidade pelo "desfecho" foi de "alguns amigos", políticos, e que me atormentaram durante meses insistindo em que eu "apurasse" para eles a história. No final fiquei sozinho, e tenho poupado o nome deles até hoje. E por que? Porque aprendi que antes de ser cristão o sujeito tem que aprender a ser homem, e também que cada um faça na vida as suas próprias retratações. As minhas estão feitas. As deles, Deus sabe, ainda estão todas por serem feitas.
8) Valeu pela entrevista e que Deus continue te abençoando. Fale o que quiser.
R: Gostaria que quem quer que deseje aprofundar esses temas e muitos outros, visitasse o meu site www.caiofabio.net. Temos tido um quantidade assombrosa e espontânea de visitações, e há um processo novo sendo deflagrado à partir dele.
O PROBLEMA DO CRENTE É O OUTRO!
O grande problema do crente são os outros…
Sim! São os que desobedecem, os que se batizam e não vivem como batizados, os que tomam a ceia e comem carniça na sobremesa, os que confessam com os lábios e negam com o coração, os que oprimem os outros, os mandões, os cínicos, os hipócritas, enfim, todo mundo que não seja eu... — se eu fosse como um “crente”.
Isto para gente apenas ficar “dentro” desse aquário de coisa alguma que as pessoas chamam de “meio cristão”.
Afinal, para quem pensa assim, o mundo, o efeito estufa, a morte/agora, a fome, as tramas globais, as ações da Besta, o fogo do Grande Dragão, as seduções da Grande Babilônia, os Principados, e todos os poderes, não importam; visto que o que importe é controlar os diferentes de nós [dentro da “igreja”]; os que sofrem de pinto desgovernado, os que bebem além da conta, os que fumam, os que transam, os que dizem ser e parecem nada ser...
Sim, para o crente, o mundo inteiro tem a grandeza dos conflitos dos micuins da grama do fundo do quintal da “igreja”; e olhe lá.
Ora, depois, com a largueza desta visão de Toupeira, o homem de luzes espirituais [luzes de viseira] ainda ora a Deus com fervor, pedindo que os céus tirem o véu do entendimento dos incrédulos, para que eles venham a dar credito à verdade...
A imagem é aquela mesma...
Nenhuma poderia ser melhor...
Não há nada a ser feito para melhorar a exatidão do retrato que Jesus fez de tais almas...
Coam o mosquito, mas engolem todos os camelos...
Carregam um travessão do olho, mas vestem jaleco e se candidatam a Oftalmologistas dos irmãos...
Brigam contra a veste velha, mas não a largam; e sempre arranjam um pano novo ungido para tentar tapar o buraco...
Na realidade, acerca desses, ainda há quem pergunte se na vida Deus é o Tapeceiro ou se é apenas nosso Parceiro...
Ou seja: Se Deus faz tudo ou se associa ao homem!...
Eu vejo não as perguntas deles, mas os temas existenciais de suas vidas; e digo a mim mesmo:
Eles nem sabem que o problema não está entre o Tapeceiro e o Parceiro; mas sim entre o Parceiro e o Toupeira.
Entretanto, tal espírito é operoso e insistente...
É capaz de fazer de sua causa uma missão na terra...
Este é o tamanho da loucura...
Eu, todavia, insisto...
Aqui e ali alguém diz:
Ué? De fato meu umbigo não é o centro do universo!
É pela chance de tal grande conversão que trabalho ainda respondendo aos crentes...
e não visse que de vez em quando um dos zumbis acorda, não perderia tempo.
O mais cético dos filósofos se converte fácil, quando se converte. O duro é a conversão dos “convertidos”.
Converter “crente” é, de fato, o grande milagre.
Afinal, ele é o são que não precisa de médico...
Por isto ele se oferece a Deus para trabalhar como “instrumentador”...
Nele, que por vezes se escondeu de quem existe assim,
Sim! São os que desobedecem, os que se batizam e não vivem como batizados, os que tomam a ceia e comem carniça na sobremesa, os que confessam com os lábios e negam com o coração, os que oprimem os outros, os mandões, os cínicos, os hipócritas, enfim, todo mundo que não seja eu... — se eu fosse como um “crente”.
Isto para gente apenas ficar “dentro” desse aquário de coisa alguma que as pessoas chamam de “meio cristão”.
Afinal, para quem pensa assim, o mundo, o efeito estufa, a morte/agora, a fome, as tramas globais, as ações da Besta, o fogo do Grande Dragão, as seduções da Grande Babilônia, os Principados, e todos os poderes, não importam; visto que o que importe é controlar os diferentes de nós [dentro da “igreja”]; os que sofrem de pinto desgovernado, os que bebem além da conta, os que fumam, os que transam, os que dizem ser e parecem nada ser...
Sim, para o crente, o mundo inteiro tem a grandeza dos conflitos dos micuins da grama do fundo do quintal da “igreja”; e olhe lá.
Ora, depois, com a largueza desta visão de Toupeira, o homem de luzes espirituais [luzes de viseira] ainda ora a Deus com fervor, pedindo que os céus tirem o véu do entendimento dos incrédulos, para que eles venham a dar credito à verdade...
A imagem é aquela mesma...
Nenhuma poderia ser melhor...
Não há nada a ser feito para melhorar a exatidão do retrato que Jesus fez de tais almas...
Coam o mosquito, mas engolem todos os camelos...
Carregam um travessão do olho, mas vestem jaleco e se candidatam a Oftalmologistas dos irmãos...
Brigam contra a veste velha, mas não a largam; e sempre arranjam um pano novo ungido para tentar tapar o buraco...
Na realidade, acerca desses, ainda há quem pergunte se na vida Deus é o Tapeceiro ou se é apenas nosso Parceiro...
Ou seja: Se Deus faz tudo ou se associa ao homem!...
Eu vejo não as perguntas deles, mas os temas existenciais de suas vidas; e digo a mim mesmo:
Eles nem sabem que o problema não está entre o Tapeceiro e o Parceiro; mas sim entre o Parceiro e o Toupeira.
Entretanto, tal espírito é operoso e insistente...
É capaz de fazer de sua causa uma missão na terra...
Este é o tamanho da loucura...
Eu, todavia, insisto...
Aqui e ali alguém diz:
Ué? De fato meu umbigo não é o centro do universo!
É pela chance de tal grande conversão que trabalho ainda respondendo aos crentes...
e não visse que de vez em quando um dos zumbis acorda, não perderia tempo.
O mais cético dos filósofos se converte fácil, quando se converte. O duro é a conversão dos “convertidos”.
Converter “crente” é, de fato, o grande milagre.
Afinal, ele é o são que não precisa de médico...
Por isto ele se oferece a Deus para trabalhar como “instrumentador”...
Nele, que por vezes se escondeu de quem existe assim,
Cassiane se submete a cirurgia de emergência
A cantora gospel Cassiane divulgou através de seu Twitter oficial que está de recuperação de uma cirurgia que submeteu-se de urgência.
O procedimento visava retirar uma hérnia de seu abdômen, mas ficou mais sério após seu início.
Segundo informações da cantora, seu médico descobriu uma hérnia em seu abdômem e marcou com urgência uma cirurgia para realizar a retirada. Durante o procedimento, foi revelado que na verdade Cassiane tinha 3 diferentes hérnias.
A recuperação exige da cantora repouso absoluto - isso significa que terá de desmarcar seus compromissos. Cassiane, contudo, pôde ver o quadro "Tem um Cantor Gospel Lá em Casa", do Programa da Eliana, em que fez participação especial. O programa foi ao ar no último domingo e você pode conferir o vídeo completo do Gvídeos.
Apesar do susto, Cassiane também está curtindo a finalização de seu mais novo CD em parceria com seu esposo, o músico Jairinho. O CD da dupla se chamará "O Amor Está No Ar" e promete ser o mais romântico dos dois. O álbum será lançado pela gravadora Sony Music Gospel, que já revelou que a sua capa foi aprovada.
O procedimento visava retirar uma hérnia de seu abdômen, mas ficou mais sério após seu início.
Segundo informações da cantora, seu médico descobriu uma hérnia em seu abdômem e marcou com urgência uma cirurgia para realizar a retirada. Durante o procedimento, foi revelado que na verdade Cassiane tinha 3 diferentes hérnias.
A recuperação exige da cantora repouso absoluto - isso significa que terá de desmarcar seus compromissos. Cassiane, contudo, pôde ver o quadro "Tem um Cantor Gospel Lá em Casa", do Programa da Eliana, em que fez participação especial. O programa foi ao ar no último domingo e você pode conferir o vídeo completo do Gvídeos.
Apesar do susto, Cassiane também está curtindo a finalização de seu mais novo CD em parceria com seu esposo, o músico Jairinho. O CD da dupla se chamará "O Amor Está No Ar" e promete ser o mais romântico dos dois. O álbum será lançado pela gravadora Sony Music Gospel, que já revelou que a sua capa foi aprovada.
A ideia é fazer com que as pessoas que passem por cima de sua plantação confessem o senhorio de Cristo
Um fazendeiro alemão resolveu escrever Jesus em um de seus campos agrícolas tentando contribuir para que a palavra de Deus se cumpra quando diz que “em homenagem ao nome de Jesus, todas as criaturas no céu, na terra e no mundo dos mortos, caiam de joelhos e declarem abertamente que Jesus Cristo é o Senhor, para a Glória de Deus, o Pai (Fp 2.10-11, NTLH).
Volker Greve mora próximo ao aeroporto em Schmilan, entre Hamburgo e Lübeck, por esse motivo os aviões sobrevoam suas terras várias vezes por dia e daí nasceu a ideia de escrever Jesus usando gramíneas de cores diferentes para os passageiros e tripulantes vejam o nome de Jesus.
Igreja no seu Bolso? Igreja Multimídia Facebook para Lançamento
Amarás o teu próximo – todos os 600 milhões deles?
Realizando o primeiro culto interativo no Facebook, a São Pixels, uma Igreja online 3D, está redefinindo a maneira com que a maioria das pessoas adoram.
“Ame ou odeie, o Facebook é onde as pessoas estão em 2011,” disse pioneiro Mark Howe da St. Pixels em um comunicado. “Se o Evangelho é para a cultura de hoje em dia, tem que encontrar um lugar distinto, mas culturalmente apropriado dentro da rede social.”
Desenhado por Howe, com programação adicional por Barry Wickett da Dark Green Media e arte de Michael Evans e Anthony Ramm de Carousel Digital, a Igreja Multimídia está esperando para anunciar Cristo através das novas mídias.
Atrás das telas de computadores e iPhones, adoradores terão a oportunidade de escutar as leituras da Bíblia e um sermão, cantar os hinos e
Eles vão até ser dados a oportunidade de responder com um “amém” ou “zzzz” através de um medidor de feedback em tempo real que eles podem clicar.
Esclarecendo que o projeto não era um meio para tentar “parecer da moda e pós-moderno,” explica Howe, “se trata da aplicação dos princípios básicos da missão transcultural para nossa própria cultura.”
“é fácil construir guetos irrelevantes no ciberespaço ou abandonar distintivos na pressa de abraçar a última moda online. Nossa aplicação de Facebook é uma tentativa de se envolver com um fenômeno cultural em seus próprios termos, enquanto mantém o Evangelho que tem transformado tantas culturas ao longo dos séculos.”
Inicialmente, um projeto-piloto da webzine Ship of Fools, a São Pixels foi formada em 2006 e começou como uma comunidade em 2D, com um mural e chat como pontos de encontro principais.
“Para alguns de nós, o período 2D sentiram um pouco como um exílio,” escreveu a Igreja. “Mas foi durante esse tempo que refletimos sobre a nossa experiência e tornou-se muito mais uma comunidade estável e acolhedora.
“Nós aprendemos a aprender uns com os outros e com nossas diferentes experiências no estudo da Bíblia e discussão geral … começamos a cuidar e orar uns pelos outros. Encontramos maneiras de adorar em nossas salas de chat regulares de cultos de oração. Alguns de nós até começaram a se reunir ocasionalmente e descobrir quão insignificante nossas aparências podem ser.”
Mudando para um novo sistema de software e desenvolvimento de um ambiente 3D, a São Pixels Ltd entrou em operação em 2009 e foi registrada no Reino Unido, com a adesão em todo o mundo.
Grupos Offering Peer to Peer Discipleship, chat em tempo real abrem 24 / 7, fóruns de diálogo e encontros ocasionais em vida real, a São Pixels deseja “criar um espaço sagrado e uma comunidade acolhedora e de testemunho na Internet.”
Realizando o primeiro culto interativo no Facebook, a São Pixels, uma Igreja online 3D, está redefinindo a maneira com que a maioria das pessoas adoram.
“Ame ou odeie, o Facebook é onde as pessoas estão em 2011,” disse pioneiro Mark Howe da St. Pixels em um comunicado. “Se o Evangelho é para a cultura de hoje em dia, tem que encontrar um lugar distinto, mas culturalmente apropriado dentro da rede social.”
Desenhado por Howe, com programação adicional por Barry Wickett da Dark Green Media e arte de Michael Evans e Anthony Ramm de Carousel Digital, a Igreja Multimídia está esperando para anunciar Cristo através das novas mídias.
Atrás das telas de computadores e iPhones, adoradores terão a oportunidade de escutar as leituras da Bíblia e um sermão, cantar os hinos e
Eles vão até ser dados a oportunidade de responder com um “amém” ou “zzzz” através de um medidor de feedback em tempo real que eles podem clicar.
Esclarecendo que o projeto não era um meio para tentar “parecer da moda e pós-moderno,” explica Howe, “se trata da aplicação dos princípios básicos da missão transcultural para nossa própria cultura.”
“é fácil construir guetos irrelevantes no ciberespaço ou abandonar distintivos na pressa de abraçar a última moda online. Nossa aplicação de Facebook é uma tentativa de se envolver com um fenômeno cultural em seus próprios termos, enquanto mantém o Evangelho que tem transformado tantas culturas ao longo dos séculos.”
Inicialmente, um projeto-piloto da webzine Ship of Fools, a São Pixels foi formada em 2006 e começou como uma comunidade em 2D, com um mural e chat como pontos de encontro principais.
“Para alguns de nós, o período 2D sentiram um pouco como um exílio,” escreveu a Igreja. “Mas foi durante esse tempo que refletimos sobre a nossa experiência e tornou-se muito mais uma comunidade estável e acolhedora.
“Nós aprendemos a aprender uns com os outros e com nossas diferentes experiências no estudo da Bíblia e discussão geral … começamos a cuidar e orar uns pelos outros. Encontramos maneiras de adorar em nossas salas de chat regulares de cultos de oração. Alguns de nós até começaram a se reunir ocasionalmente e descobrir quão insignificante nossas aparências podem ser.”
Mudando para um novo sistema de software e desenvolvimento de um ambiente 3D, a São Pixels Ltd entrou em operação em 2009 e foi registrada no Reino Unido, com a adesão em todo o mundo.
Grupos Offering Peer to Peer Discipleship, chat em tempo real abrem 24 / 7, fóruns de diálogo e encontros ocasionais em vida real, a São Pixels deseja “criar um espaço sagrado e uma comunidade acolhedora e de testemunho na Internet.”
Ainda desconhecido pela maioria da população, o óxi ou oxidado, uma droga parecida com o crack, só que mais devastadora, já se espalhou por dez Estados do país, entre eles o Piauí, e recentemente chegou a São Paulo.
Assim como o crack, o princípio ativo do óxi é a pasta base da folha de coca. Enquanto o crack é obtido a partir da mistura e queima da pasta base com bicarbonato de sódio e amoníaco, no óxi são utilizados cal virgem e algum combustível, como querosene, gasolina e até água de bateria - substâncias que barateiam o custo do entorpecente.
O óxi é inalado ou fumado, assim como o crack, na lata ou no cachimbo. A droga é produzida na Bolívia e no Peru e começou a entrar no Brasil em 2005 pelo interior do Acre. Em pouco tempo, chegou a Rio Branco, onde atualmente há um número elevado de usuários, e se espalhou para outras capitais da região Norte, como Manaus (Amazonas), Belém (Pará), Macapá (Amapá) e Porto Velho (Rondônia).
Mapa da pedra
Nos últimos meses, houve apreensões e registros de usuários em Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Piauí - onde foram confirmadas 18 mortes só neste ano por conta do uso do óxi. Há rumores da circulação da droga no Mato Grosso, Maranhão e Paraná, embora não haja registros oficiais.
A maior diferença na aparência entre as duas drogas é a cor mais amarelada do óxi, enquanto a pedra do crack é mais clara.
O delegado Reinaldo Corrêa, da Divisão de Prevenção e Educação (Dipe) do Denarc, cita um episódio ocorrido em março deste ano, em que foram apreendidos 200 kg de crack em um laboratório no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Na ocasião, a polícia prendeu oito mulheres contratadas em Alagoas para empacotar a droga, além de seis homens que compravam a droga no atacado na Bolívia. Na época, o Denarc anunciou que a apreensão era de crack, mas segundo Corrêa, tudo indica que, na verdade, tratava-se de óxi.
Efeitos e danos ao organismo
A pasta base é feita a partir da trituração da folha de coca, encontrada nos países andinos (Bolívia, Peru, Colômbia e Equador). Para obter a pasta base, utiliza-se ácido sulfúrico e outros componentes tóxicos. No óxi, a pasta base é misturada com combustível e cal virgem, componentes corrosivos e extremamente danosos ao organismo.
A droga inalada chega ao cérebro entre 7 e 9 segundos, apenas, e acelera o metabolismo do usuário, causando sensações de euforia, depressão, medo e paranoia. Diferente da cocaína, os efeitos duram pouco tempo, no máximo 10 minutos. Essas circunstâncias obrigam o drogado a inalar o óxi repetidamente para manter o “barato”, o que aumenta as agressões ao organismo.
De acordo com o psiquiatra Pablo Roig, diretor de uma clínica particular de recuperação de drogados, o que torna o óxi mais letal que o crack é, em primeiro lugar, os componentes adicionais - cal e combustível - e, em segundo, a quantidade do princípio ativo da cocaína, que no óxi é de 60% do composto, um pouco superior ao encontrado no crack.
“São substâncias com alta toxicidade, que causam dificuldades na respiração, fibroses e endurecimento do pulmão. Afetam o sistema cardiorrespiratório e promovem uma vasoconstrição muito intensa. Muitos usuários têm perda de consciência, o que leva a uma parada cardíaca e ao coma”, afirma o médico.
A maioria dos usuários intercala as inaladas com doses de álcool para controlar a sensação de abstinência causada pela droga, o que ataca o fígado e o sistema digestivo, fazendo com que os usuários tenham diarreia e vômito. Muitos usuários de óxi apresentam aparência amarela por conta dos efeitos da droga no fígado.
“O álcool com a substância da cocaína forma o cocaetileno, que pode provocar esteatose hepática (gordura no fígado) e cirrose”, diz Roig. O cocaetileno também é uma substância tóxica para o miocárdio, o que pode também provocar morte súbita.
Ainda não há um estudo sobre a letalidade do óxi. Nos próximos dias, a Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Justiça, divulgará um amplo estudo sobre o crack que também deve abordar o óxi. No entanto, segundo o delegado do Denarc, em média 30% dos usuários da droga não sobrevivem após um ano de uso.
O óxi é inalado ou fumado, assim como o crack, na lata ou no cachimbo. A droga é produzida na Bolívia e no Peru e começou a entrar no Brasil em 2005 pelo interior do Acre. Em pouco tempo, chegou a Rio Branco, onde atualmente há um número elevado de usuários, e se espalhou para outras capitais da região Norte, como Manaus (Amazonas), Belém (Pará), Macapá (Amapá) e Porto Velho (Rondônia).
Mapa da pedra
Nos últimos meses, houve apreensões e registros de usuários em Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Piauí - onde foram confirmadas 18 mortes só neste ano por conta do uso do óxi. Há rumores da circulação da droga no Mato Grosso, Maranhão e Paraná, embora não haja registros oficiais.
A maior diferença na aparência entre as duas drogas é a cor mais amarelada do óxi, enquanto a pedra do crack é mais clara.
O delegado Reinaldo Corrêa, da Divisão de Prevenção e Educação (Dipe) do Denarc, cita um episódio ocorrido em março deste ano, em que foram apreendidos 200 kg de crack em um laboratório no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Na ocasião, a polícia prendeu oito mulheres contratadas em Alagoas para empacotar a droga, além de seis homens que compravam a droga no atacado na Bolívia. Na época, o Denarc anunciou que a apreensão era de crack, mas segundo Corrêa, tudo indica que, na verdade, tratava-se de óxi.
Efeitos e danos ao organismo
A pasta base é feita a partir da trituração da folha de coca, encontrada nos países andinos (Bolívia, Peru, Colômbia e Equador). Para obter a pasta base, utiliza-se ácido sulfúrico e outros componentes tóxicos. No óxi, a pasta base é misturada com combustível e cal virgem, componentes corrosivos e extremamente danosos ao organismo.
A droga inalada chega ao cérebro entre 7 e 9 segundos, apenas, e acelera o metabolismo do usuário, causando sensações de euforia, depressão, medo e paranoia. Diferente da cocaína, os efeitos duram pouco tempo, no máximo 10 minutos. Essas circunstâncias obrigam o drogado a inalar o óxi repetidamente para manter o “barato”, o que aumenta as agressões ao organismo.
De acordo com o psiquiatra Pablo Roig, diretor de uma clínica particular de recuperação de drogados, o que torna o óxi mais letal que o crack é, em primeiro lugar, os componentes adicionais - cal e combustível - e, em segundo, a quantidade do princípio ativo da cocaína, que no óxi é de 60% do composto, um pouco superior ao encontrado no crack.
“São substâncias com alta toxicidade, que causam dificuldades na respiração, fibroses e endurecimento do pulmão. Afetam o sistema cardiorrespiratório e promovem uma vasoconstrição muito intensa. Muitos usuários têm perda de consciência, o que leva a uma parada cardíaca e ao coma”, afirma o médico.
A maioria dos usuários intercala as inaladas com doses de álcool para controlar a sensação de abstinência causada pela droga, o que ataca o fígado e o sistema digestivo, fazendo com que os usuários tenham diarreia e vômito. Muitos usuários de óxi apresentam aparência amarela por conta dos efeitos da droga no fígado.
“O álcool com a substância da cocaína forma o cocaetileno, que pode provocar esteatose hepática (gordura no fígado) e cirrose”, diz Roig. O cocaetileno também é uma substância tóxica para o miocárdio, o que pode também provocar morte súbita.
Ainda não há um estudo sobre a letalidade do óxi. Nos próximos dias, a Fundação Oswaldo Cruz, em parceria com o Ministério da Justiça, divulgará um amplo estudo sobre o crack que também deve abordar o óxi. No entanto, segundo o delegado do Denarc, em média 30% dos usuários da droga não sobrevivem após um ano de uso.
Poetisa cristã inspira solteiras a esperar no Senhor
Janetter McGhee, 31 anos, poetisa, está fazendo sucesso nos Estados Unidos com a sua mais nova poesia intitulada de I Will Wait for You (Eu esperarei por você) que fala sobre suas próprias ansiedades com relação a encontrar alguém perfeito ou não tão perfeito.
A reflexão da jovem se espalhou rapidamente e já foi vista mais de 500 mil vezes no YouTube. Os questionamentos sobre sua “solteirice” têm impactado muitas mulheres e as encorajam a esperar.
McGhee, uma crente fiel, recitou sua poesia no último P2CM (Passion for Christ Movement) Lyricist Lounge, questionando perguntas frequentes entre os jovens solteiros como: Nunca vai acontecer? Será que é mesmo possível? O que eu preciso procurar?
Ela ilustra um assunto muito sensível e estabelece os seus desejos por um marido que honre a Deus, dizendo que ela vai esperar por ele, enquanto ao mesmo tempo, reconhece que se Deus tiver planos de para que ela viva solteira, seu coração iria se contentar com Jesus, “a maior história de amor jamais contada”.
Em entrevista ao Christian Post a poetisa conta que sua avó e sua mãe sempre foram cristãs e a ensinaram a orar e estudar a Bíblia, mas aos 8 anos ela passou a ser molestada por seu pai e guardou esse segredo até que ele faleceu, nessa época ela estava com 16 anos.
A poesia “I Will Wait for You (Eu Esperarei por Você)” nasceu da pressão que sentia de estar em um relacionamento. “Começou como um diário. Eu estava apenas conversando com o Senhor sobre como eu confio Nele”.
Desejando permanecer virgem até se casar, McGhee também percebeu que o seu coração, não apenas o corpo dela tinha que ser puro também. Ela comprometeu-se a espera por um homem cujo coração fosse marcado com a Palavra de Deus, ao mesmo tempo se preparando para ser uma mulher de Provérbios 31.
“Eu não escrevi essa poesia com a intenção de inspirar. Eu só queria ser honesta com o local onde eu estava. As pessoas sabem a verdade quando a ouvem, quando isso é real”.
A reflexão da jovem se espalhou rapidamente e já foi vista mais de 500 mil vezes no YouTube. Os questionamentos sobre sua “solteirice” têm impactado muitas mulheres e as encorajam a esperar.
McGhee, uma crente fiel, recitou sua poesia no último P2CM (Passion for Christ Movement) Lyricist Lounge, questionando perguntas frequentes entre os jovens solteiros como: Nunca vai acontecer? Será que é mesmo possível? O que eu preciso procurar?
Ela ilustra um assunto muito sensível e estabelece os seus desejos por um marido que honre a Deus, dizendo que ela vai esperar por ele, enquanto ao mesmo tempo, reconhece que se Deus tiver planos de para que ela viva solteira, seu coração iria se contentar com Jesus, “a maior história de amor jamais contada”.
Em entrevista ao Christian Post a poetisa conta que sua avó e sua mãe sempre foram cristãs e a ensinaram a orar e estudar a Bíblia, mas aos 8 anos ela passou a ser molestada por seu pai e guardou esse segredo até que ele faleceu, nessa época ela estava com 16 anos.
A poesia “I Will Wait for You (Eu Esperarei por Você)” nasceu da pressão que sentia de estar em um relacionamento. “Começou como um diário. Eu estava apenas conversando com o Senhor sobre como eu confio Nele”.
Desejando permanecer virgem até se casar, McGhee também percebeu que o seu coração, não apenas o corpo dela tinha que ser puro também. Ela comprometeu-se a espera por um homem cujo coração fosse marcado com a Palavra de Deus, ao mesmo tempo se preparando para ser uma mulher de Provérbios 31.
“Eu não escrevi essa poesia com a intenção de inspirar. Eu só queria ser honesta com o local onde eu estava. As pessoas sabem a verdade quando a ouvem, quando isso é real”.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Contra festa do Centenário da Assembléia de Deus, Pastor Silas Malafaia ataca CGADB: “CGADB é cachaça de Pastor”
Durante o programa exibido no dia de hoje, 30, o pastor Silas Malafaia convidou a todos os cidadãos brasileiros a entenderem melhor o que está escrito no texto do Projeto de Lei 122/2006 que foi desarquivado pela Senadora Marta Suplicy.
O texto redigido com a intenção de acabar com crimes homofóbicos acaba condenando todo tipo de crítica voltada ao grupo de homossexuais, bissexuais e transgênicos.O pastor comparou então o texto da PL 122 com Constituição Federal em principal o artigo 5º que garante a manifestação de expressão, concluindo que o texto da PL afeta diretamente o que a CF garante ao cidadão, sendo então uma lei anticonstitucional.
Malafaia deixou claro que tem o direito de criticar a homoafetividade, mas que é completamente contra ao crime de homofobia e que vai continuar alertando a população sobre os exageros da referida lei.
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo também deixou claro que não ficou satisfeito com a emenda que a senadora do PT fez ao projeto permitindo que os pastores e demais líderes religiosos apenas fale sobre o homossexualismo dentro de seus templos.
Para protestar e impedir que esse projeto seja aprovado o pastor Silas Malafaia está organizando uma passeata em Brasília no dia 29 de junho e convida todos os que defendem os direitos da família a estarem com ele neste dia.
Centenário e disputas políticas nas Assembleias de Deus
A segunda parte de seu programa foi voltada a denuncia contra a diretoria da Convenção Geral das Assembléias de Deus que por questões de rixas políticas não mencionam a Igreja Mãe das ADs, a Assembleia de Deus de Belém, nos folhetos de comemoração do Centenário.
“A única igreja que está completando 100 anos é a Assembleia de Deus de Belém”, lembra Silas Malafaia que diz não estar defendendo o pastor Samuel Câmara que é quem está sendo “desprezado” pela CGADB por ter disputado as eleições para presidência da convenção juntamente com o pastor José Wellington.
Malafaia diz que a igreja tem que ser prioridade, acima da convenção que é só uma organização política. “Vocês dizem que amam a Assembleia de Deus, mas na verdade vocês só amam os seus cargos”.
O pastor denuncia também que a CGADB fará comemorações da cidade de Belém uma semana antes do que planeja a igreja local para que os líderes presentes não voltem na semana do dia 16 para participar das festividades coordenadas por Samuel Câmara.
Ele também faz coro com as declarações já dadas pelo pastor Câmara que diz que toda convenção regional que não apoia a CG acaba rachando, sem o apoio da diretoria.
“A nossa denominação está cheia de gerentes”, diz Malafaia que traça perfis diferentes entre líderes e gerentes, citandos inclusive, os nomes de antigos presidentes da convenção geral que agiram como líderes, prezando o bem comum das igrejas e não o lado pessoal.
O texto redigido com a intenção de acabar com crimes homofóbicos acaba condenando todo tipo de crítica voltada ao grupo de homossexuais, bissexuais e transgênicos.O pastor comparou então o texto da PL 122 com Constituição Federal em principal o artigo 5º que garante a manifestação de expressão, concluindo que o texto da PL afeta diretamente o que a CF garante ao cidadão, sendo então uma lei anticonstitucional.
Malafaia deixou claro que tem o direito de criticar a homoafetividade, mas que é completamente contra ao crime de homofobia e que vai continuar alertando a população sobre os exageros da referida lei.
O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo também deixou claro que não ficou satisfeito com a emenda que a senadora do PT fez ao projeto permitindo que os pastores e demais líderes religiosos apenas fale sobre o homossexualismo dentro de seus templos.
Para protestar e impedir que esse projeto seja aprovado o pastor Silas Malafaia está organizando uma passeata em Brasília no dia 29 de junho e convida todos os que defendem os direitos da família a estarem com ele neste dia.
Centenário e disputas políticas nas Assembleias de Deus
A segunda parte de seu programa foi voltada a denuncia contra a diretoria da Convenção Geral das Assembléias de Deus que por questões de rixas políticas não mencionam a Igreja Mãe das ADs, a Assembleia de Deus de Belém, nos folhetos de comemoração do Centenário.
“A única igreja que está completando 100 anos é a Assembleia de Deus de Belém”, lembra Silas Malafaia que diz não estar defendendo o pastor Samuel Câmara que é quem está sendo “desprezado” pela CGADB por ter disputado as eleições para presidência da convenção juntamente com o pastor José Wellington.
Malafaia diz que a igreja tem que ser prioridade, acima da convenção que é só uma organização política. “Vocês dizem que amam a Assembleia de Deus, mas na verdade vocês só amam os seus cargos”.
O pastor denuncia também que a CGADB fará comemorações da cidade de Belém uma semana antes do que planeja a igreja local para que os líderes presentes não voltem na semana do dia 16 para participar das festividades coordenadas por Samuel Câmara.
Ele também faz coro com as declarações já dadas pelo pastor Câmara que diz que toda convenção regional que não apoia a CG acaba rachando, sem o apoio da diretoria.
“A nossa denominação está cheia de gerentes”, diz Malafaia que traça perfis diferentes entre líderes e gerentes, citandos inclusive, os nomes de antigos presidentes da convenção geral que agiram como líderes, prezando o bem comum das igrejas e não o lado pessoal.
Durante o programa exibido dia 30/04, o pastor Silas Malafaia convidou a todos os cidadãos brasileiros a entenderem melhor o que está escrito no texto do Projeto de Lei 122/2006 que foi desarquivado pela Senadora Marta Suplicy.
Segundo o pastor, o texto redigido com a intenção de acabar com crimes homofóbicos acaba condenando todo tipo de crítica voltada ao grupo de homossexuais, bissexuais e transgênicos.
O pastor comparou então o texto da PLC 122 com Constituição Federal em principal o artigo 5º que garante a manifestação de expressão, concluindo que o texto da PLC afeta diretamente o que a CF garante ao cidadão, sendo então uma lei anticonstitucional.
Malafaia deixou claro que tem o direito de criticar a homoafetividade, mas que é completamente contra ao crime de homofobia e que vai continuar alertando a população sobre os exageros da referida lei.
Para protestar e impedir que esse projeto seja aprovado o pastor Silas Malafaia está organizando uma passeata em Brasília no dia 29 de junho e convida todos os que defendem os direitos da família a estarem com ele neste dia
O pastor comparou então o texto da PLC 122 com Constituição Federal em principal o artigo 5º que garante a manifestação de expressão, concluindo que o texto da PLC afeta diretamente o que a CF garante ao cidadão, sendo então uma lei anticonstitucional.
Malafaia deixou claro que tem o direito de criticar a homoafetividade, mas que é completamente contra ao crime de homofobia e que vai continuar alertando a população sobre os exageros da referida lei.
Para protestar e impedir que esse projeto seja aprovado o pastor Silas Malafaia está organizando uma passeata em Brasília no dia 29 de junho e convida todos os que defendem os direitos da família a estarem com ele neste dia
morgan freeman
Apresentador da série “Grandes mistérios do universo”, o ator diz que as verdades da ciência são questionadas e reescritas o tempo todo
Publicado originalmente por Marcelo Bernardes, na Época
Em 2005, a clickstar tornou-se a primeira companhia a oferecer a distribuição legal de filmes pela Internet. Apesar do modelo de sucesso atual das empresas Netflix e Apple, a Clickstar viria a falir três anos mais tarde. Um de seus sócios, o ator Morgan Freeman, havia desenvolvido também vários documentários sobre o cosmos, a serem distribuídos em sua nova empreitada. O canal a cabo Discovery Channel resgatou uma das ideias e lança, no dia 2 de maio, às 21h, a série Grandes mistérios do universo com Morgan Freeman. Nela, o ator explica as novas teorias de acadêmicos nos campos da astrobiologia e da física quântica, além de narrar a perene discussão de como o universo foi criado – e se existiu um criador. Na suíte de um hotel com vista para o Central Park, em Nova York, Freeman disse a ÉPOCA que “ainda não estamos perto de um pleno entendimento” dos mistérios do universo.
.
ÉPOCA – Quando o senhor começou a gostar de física e astronomia?
Morgan Freeman – Em meados da década de 50. Na escola, eu não era bom aluno de ciência. Mas, ao cursar o ginasial em Nashville, física era uma das disciplinas que mais me intrigavam, porque sempre gostei de questionar teorias. Até hoje gosto de entrar em discussões científicas. Não existem respostas para várias das perguntas. Só possibilidades.
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ÉPOCA – O senhor já tentou obter respostas sobre a criação do universo via religião?
Freeman – Não. Comecei a formar opinião sobre religião aos 13 anos. Nos dez anos que se seguiram, li a Bíblia e os livros de grandes filósofos. E cheguei a uma conclusão.
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ÉPOCA – Que conclusão?
Freeman – Que teria de olhar mais para o lado científico das coisas. A única filosofia que achei que podia ser adaptada à minha vida foi o budismo, pois estamos falando sobre a vida como parte e extensão da morte e, vice-versa, e não sobre criadores. Não aceito religiões que prometem o paraíso após a morte.
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ÉPOCA – A religião tem gerado mais debates acalorados que a ciência.
Freeman – Marx disse: “A religião é o ópio do povo”. A população do planeta está crescendo e, para controlá-la, você precisa da mensagem assustadora das religiões para que os seres humanos creiam nelas. Ah, a fúria de Deus! (risos)
.
ÉPOCA – Qual foi a descoberta científica que mais o impressionou?
Freeman – Não foi uma descoberta, mas sim o fato de que a gente não sabe do que está falando. Três décadas atrás, mapeamos o universo, sabíamos até o peso dele. Isso até o telescópio Hubble, que nos levou a dizer: “Ainda não estamos perto de um pleno entendimento”. Por anos acreditamos na teoria de Einstein sobre a velocidade da luz. Hoje, desconfiamos que a luz trafega com mais rapidez. As verdades da ciência são questionadas e reescritas o tempo todo.
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ÉPOCA –Qual é sua opinião sobre outras formas de vida no universo?
Freeman – Se você olhar o sistema solar, verá que somos um pequeno, microscópico pontinho dentro do universo. Aceito o fato de que existem seres alienígenas, embora eles não nos visitem nem sejam verdes.
O evangelho segundo um ex-crente
E lá pelo seu 6200º dia, Fábio Marton viu que Deus não era bom. “Faça-se o f***-se”, pensou, e o f**** foi tacado. Ele chamou isso de Ímpio, seu livro debute e “o primeiro pró-ateu brasileiro”, lançado na última terça-feira pela editora LeYa. Trata-se de um antitestemunho de 221 páginas sobre os mais ou menos dez anos que passou frequentando algumas igrejas e nenhuma orgia, como pregador-mirim e prego-master, enxergando todo um nexo e sem nada de. Exato.
C omo todo fidelíssimo crente, enfim, hoje porém um ex. O porquê ele revelou em um questionamento. Único mandamento foi não spoilar [do anglo-saxão spoiler, "não estragar a surpresa"], então sobre o exorcismo da mãe, tragédia, incesto e uma ressurreição nas proximidades do viaduto dos Autonomistas, em Osasco — tudo no livro –, falou pouco ou nada. O escrito é a profecia.
Vice: Você virou as costas pra Deus, então.
Fábio Marton: Sim.
Por quê?
Basicamente, é o seguinte: eu sou neto de um pastor da Assembleia de Deus, então a família inteira era crente pentecostal do tipo “sai capeta!”, milagres e tal. Daí já queria entrar porque, sei lá, eu admirava ele quando criança. Virei ateu com 17 anos de idade. Foi por conta própria, não teve nenhum mentor pra me guiar nisso. Eu simplesmente falei: “Ah, não acredito”. Mas também não vou dar um spoiler do que exatamente aconteceu, porque é uma coisa gradual que vai acontecendo ao longo do livro. Enfim, tive muitas experiências bizarras por ser evangélico: falei em línguas estranhas, o que na época achei ser um milagre. Também achei que tinha ganhado um dente de ouro de Jesus, subi no telhado pra ver o mundo acabar… Mas tem uma história por si, pra quem não tá interessado em religião. Eu era nerd pra caramba, vivia sozinho, de repente tudo ficou uma desgraceira… Então acho que tem mais coisas que simplesmente religião, uma coisa de desenvolvimento mesmo.
Como foi essa libertação?
No começo foi maravilhoso. As coisas começaram a dar certo, porque antes eu achava que tudo ia cair do céu. Foi muito alívio. Na verdade, eu tive umas recaídas, de ficar p da vida, xingar Deus… Mas agora não faz parte da minha vida, ficou esquecido já tem quase 16 anos. Mas ainda falo coisas tipo “pelo amor de Deus”, “Ai, Jesus!”. Tô nem aí. Ah, teve um negócio com uma prima também, mas isso foi depois, quando me livrei de Jesus.
Você entrou com dez anos, né?
Dez anos não na prima, na igreja. [risos] Na verdade acho que foi mais ou menos com oito, porque minha mãe era católica e meu pai estava afastado, aí quando eu tinha uns oito anos ele resolveu voltar. Só que achou um pastor muito louco, que fabricava munição pra revólver e tinha um stand de tiro. Isso foi em Osasco. Como falei na capa, eu nasci em Osasco, mas não tenho culpa disso. [risos] Metade da história se passa em Osasco e metade em Curitiba.
Mas teve alguma mágoa envolvida nesse abandono.
Não foi só isso, entende? É todo um processo de contradições, de pensar as coisas… Passei a adolescência super sozinho, tive tempo pra caramba pra pensar, então é toda uma sequência de coisas que levou a isso. Tem uma carga emocional sim, mas não foi simplesmente uma coisa impulsiva. Foram várias coisas que via que não estavam certas, que não estavam legais… Coisas que deram pra caber no livro, afinal. Mas foi um processo lento. Por que não virei ateu quando aconteceu a tragédia que está no livro? Porque não tava pronto pra isso. Foi um baita baque, uma grande desgraça, mas eu não tinha a concepção filosófica pra isso. É uma coisa filosófica virar ateu, não tem como virar ateu sem filosofia. No máximo você vira herege, sabe, enchendo o saco dos outros e ouvindo Marilyn Manson. É uma formação complexa, leva tempo.
E sobre a língua dos anjos, que é como chamam essas tais línguas estranhas…
Tem duas coisas. Primeiro, a Bíblia não menciona língua dos anjos porcaria nenhuma. Quando aparece Pentecostes, e é por isso que as igrejas são pentecostais, eles falavam línguas das pessoas, e as pessoas que eram estrangeiras reconheciam essas línguas. Isso é uma coisa. Outra coisa é que um estudioso americano, não lembro o nome dele agora, mas tá no livro, pesquisou línguas estranhas e descobriu que cada país do mundo, em cada região, fala uma língua estranha diferente. E ela sempre parece com a língua que as pessoas falam localmente, com os mesmos fonemas. Por exemplo: no japonês não existem várias letras, como o “V”, então você nunca vai ver um crente lá do Japão falando a letra “V”. A língua sempre se parece com a língua local, então existem várias línguas estranhas no mundo, cada país fala de um jeito. Ele conseguiu provar isso. A língua que eu falava, por exemplo, era uma que se falava nos anos 80 em São Paulo.
Pelo que eu vejo os pastores falando hoje, é diferente. Então eles já começaram a falar outra língua estranha. É um bláblábá de outras pessoas que você fala igual. E se você for reconhecido como um crente dentre eles e começar a falar, eles vão achar isso lindo — vão achar que você foi batizado pelo Espírito Santo, entendeu? Você também vai achar. Mas não tem nenhum mistério nisso.
Liberdade religiosa está ameaçada no Brasil
Antropóloga Débora Diniz afirma que o Estado está sendo questionado na Justiça por tentar privilegiar o ensino católico nas escolas públicas e que livros didáticos associam os ateus aos nazistas
O trabalho da antropóloga e documentarista carioca Debora Diniz tem sido amplamente reconhecido mundo afora. Aos 41 anos, ela já recebeu 78 prêmios por sua atuação como pesquisadora e cineasta. Professora da Universidade de Brasília, Debora é autora de oito livros. O último deles – “Laicidade e Ensino Religioso no Brasil” – trata de uma discussão que está emergindo no País e deverá ser motivo de debates acalorados no Supremo Tribunal Federal. “Além de a lei do Rio de Janeiro sobre o ensino religioso nas escolas públicas estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008”, lembra Debora. “Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso no País seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional.”
ISTOÉ -
O ensino religioso nas escolas públicas, num Estado laico como o Brasil, é legítimo?
DEBORA DINIZ -
Sim e não. Sim porque está previsto pela Constituição. E não quando se trata da coerência com o pacto político. Chamo de coerência a harmonia com os outros princípios constitucionais: da liberdade e do pluralismo religiosos e da separação entre o Estado e as igrejas. Falsamente, se pressupõe que religião seria um conteúdo necessário para a formação da cidadania.
ISTOÉ -
O pluralismo religioso é respeitado nas escolas públicas?
DEBORA DINIZ -
Não. A Lei de Diretrizes e Bases delega aos Estados o poder sobre a definição dos conteúdos e quem são os professores habilitados. Isso não acontece com nenhuma outra matriz disciplinar no País. A LDB diz que o ensino religioso não pode ser proselitista. Apesar disso, legislações de vários Estados – como a do Rio de Janeiro – afirmam que tem de ser confessional. Determinam que seja católico, evangélico.
ISTOÉ -
As escolas viraram igrejas?
DEBORA DINIZ -
As aulas de ensino religioso, obrigatórias nas escolas públicas, se transformaram num espaço permeável ao proselitismo. Não é possível a oferta do ensino religioso confessional sem ser proselitista. Se formos para o sentido dicionarizado da palavra proselitismo, é professar um ato de fé. É a catequização. O proselitismo é um direito das religiões. Mas isso pode ocorrer na escola pública? A LDB diz que não.
ISTOÉ -
É possível haver ensino religioso sem ser proselitista?
DEBORA DINIZ -
É. A resposta de São Paulo foi defini-lo como a história, a filosofia e a sociologia das religiões.
ISTOÉ -
São Paulo seria o melhor exemplo de ensino religioso no País?
DEBORA DINIZ -
No que diz respeito ao decreto estadual, segundo o qual o ensino não deve ser confessional, sim. Mas se é o melhor exemplo na sala de aula, não temos pesquisas no Brasil para afirmar isso. A LDB diz que a matrícula é facultativa. Então, também devemos perguntar: o que a criança faz quando não está na aula de religião?
ISTOÉ -
O ensino religioso, da forma como está configurado, é uma ameaça à liberdade religiosa?
DEBORA DINIZ -
É. Quanto mais confessional for a regulamentação dos Estados, quanto mais os concursos públicos forem como o do Rio – em que o indivíduo tem de apresentar um atestado da comunidade religiosa a que pertence e, caso mude de religião, perde o concurso –, maior é a ameaça. A liberdade religiosa está ameaçada no País e a justiça religiosa também.
ISTOÉ -
Há uma tentativa de privilegiar uma ou outra religião?
DEBORA DINIZ -
Quase todos os Estados se apropriam do que aconteceu no Rio, nominando as religiões dos professores. No Ceará, por exemplo, o professor tem de ter formação em escolas teológicas. Mas religiões afro-brasileiras não têm a composição de uma teologia formal. Essa exigência privilegia os católicos e os protestantes.
ISTOÉ -
Por que o MEC não define o conteúdo do ensino religioso?
DEBORA DINIZ -
Há uma falsa compreensão de que o fenômeno religioso é um saber para iniciados, e não para especialistas laicos. Também há um equívoco sobre o que define o pacto político num Estado laico. O fenômeno religioso não é anterior ao fato político. Religião não pode ter um status que não se subordine ao acordo constitucional e legislativo. Isso é verdade em algumas coisas, tanto que o discurso do ódio não é autorizado. O debate sobre a criminalização da homofobia causa tanto incômodo às comunidades religiosas porque resultará em restrição de liberdade de expressão. Não se poderá dizer que ser gay é grave perversão, como algumas fazem atualmente.
ISTOÉ -
Os livros didáticos dizem…
DEBORA DINIZ -
Dizem porque há essa lacuna de regulação e de fiscalização. Há uma subordinação do nosso pacto político ao fato religioso. O que é um equívoco. Também há uma falsa presunção de que o saber religioso não possa ser revisado. O MEC tem um painel em que todas as controvérsias científicas são avaliadas por uma equipe que diz o que pode e o que não pode entrar nos livros didáticos. A despeito de pequenas comunidades no campo da biologia dizerem que criacionismo é uma teoria legítima sobre a origem do mundo, o filtro do MEC diz que criacionismo não é ciência. Por que, então, o MEC não define o que pode entrar nos livros de ensino religioso e os parâmetros curriculares?
ISTOÉ -
O que os livros didáticos de religião pregam?
DEBORA DINIZ -
Avaliamos 25 livros didáticos de editoras religiosas e das que têm os maiores números de obras aprovadas pelo MEC para outras disciplinas. Expressões e valores cristãos estão presentes em 65% deles. Expressões da diversidade cultural e religiosa brasileira, como religiões indígenas ou afro-brasileiras, não alcançam 5%. Muitas tratam questões como a homofobia e a discriminação contra crianças deficientes de uma maneira que, se fossem submetidas ao crivo do MEC, seriam reprovadas. A retórica sobre os deficientes é a pior possível. A representação simbólica é de quem é curado, alguém que é objeto da piedade, que deixa de ser leproso e de ser cego. É a do cadeirante dizendo obrigado, num lugar de subalternidade.
ISTOÉ -
A submissão ao sagrado é estimulada?
DEBORA DINIZ -
É uma submissão ao sagrado, à confessionalidade. Mas a confessionalidade não se confunde com o sagrado. O sentido do sagrado pode ser explicado. No caso do “Alcorão”, é possível explicar que a escrita tem relação com a história do islamismo. Não precisamos de livros que violem o sagrado, que digam que Maria não era virgem. Mas eles não precisam se submeter à confessionalidade, dizer que há só uma verdade.
ISTOÉ -
Há um estímulo ao preconceito e à intolerância nos livros?
DEBORA DINIZ -
Sem dúvida. Há a expressão da intolerância à diversidade – das pessoas com deficiência, da diversidade sexual e religiosa, das minorias étnicas. Há, também, uma certa ironia com as religiões neopentecostais.
ISTOÉ -
A ideia da supremacia moral dos que têm religião é defendida?
DEBORA DINIZ -
É. Há equívocos históricos e filosóficos, como a associação de Nietzsche ao nazismo. As pessoas sem Deus são representadas como uma ameaça à própria ideia do humanismo. É muito grave a representação dos ateus. Isso pode gerar desconforto entre as crianças cujas famílias não professem nenhuma religião. Já que, nos livros, elas estão representadas como aquelas que mataram Deus e associadas simbolicamente a coisas terríveis, como o nazismo.
ISTOÉ -
As aulas facultativas podem se tornar uma armadilha?
DEBORA DINIZ -
Sem dúvida. A criança terá de explicar suas crenças, o que deveria ser matéria de ética privada. Pior: ao sair da aula com um livro como esse, as crianças talvez tenham de explicar por que não têm Deus.
ISTOÉ -
Não há reflexões históricas sobre o significado das religiões?
DEBORA DINIZ -
Nenhuma. Há uma enorme dificuldade de nominar as comunidades indígenas como possível religião. Elas possuem tradições e práticas religiosas ou magia. No caso das afro-brasileiras, também se fala em tradição.
ISTOÉ -
O que levou o Estado a proteger o ensino religioso na Constituição?
DEBORA DINIZ -
Foi uma concessão a comunidades religiosas numa disputa sobre o lugar de Deus e da religiosidade na Constituição. A religião foi mantida no que caracterizaria a vida boa e a formação da cidadania. Isso é um equívoco. A religião pode ser protegida pelo Estado, mas não no espaço de promoção da cidadania que é a escola.
ISTOÉ -
O ensino religioso está ganhando ou perdendo espaço no mundo?
DEBORA DINIZ -
Essa é uma controvérsia permanente. Nos Estados Unidos, um país bastante religioso, não está na escola pública. Na França, o país mais laico do mundo, também não. Exceto na região da Alsácia-Mosele. Na Bélgica e no Reino Unido está. Esses países hoje enfrentam com muita delicadeza a islamização de suas sociedades. Na Alemanha, grupos islâmicos já começaram a exigir o ensino de sua religião nas escolas públicas.
ISTOÉ -
Mas na França também há o outro lado, de proibirem vestimentas…
DEBORA DINIZ -
Esse é o paradoxo que a França enfrenta neste momento, sobre como respeitar o modelo da neutralidade. A lei do país proíbe símbolos religiosos ostensivos nas escolas públicas – cruz grande, solidéu, véu. O que o outro lado vai dizer? Que isso viola um princípio fundamental, que é a expressão das crenças individuais estar no próprio corpo.
ISTOÉ -
Quais são os desafios do ensino religioso no Brasil?
DEBORA DINIZ -
São gigantescos e podem ser divididos em três esferas. Uma é a esfera legal. O ensino religioso está sob contestação nos foros formais do Estado: no Supremo, no MEC e no Ministério Público Federal. Além de a lei do Rio de Janeiro estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008.
ISTOÉ -
E do que trata esta ação?
DEBORA DINIZ -
Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso na escola pública seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional. Estamos falando da estrutura da democracia. Segundo o ministro Celso de Mello, em toda a história do Supremo, só tínhamos tido uma ação que tocava na questão da laicidade do Estado. Isso foi nos anos 40. Agora, temos pelo menos duas. A segunda esfera é como o ensino religioso pode ou não pode ser implementado. O MEC precisa definir quem serão os professores, como serão habilitados e quais conteúdos serão ensinados. A terceira esfera é a sala de aula, a garantia de que vai ser um ensino facultativo e de que o proselitismo religioso será proibido.
O trabalho da antropóloga e documentarista carioca Debora Diniz tem sido amplamente reconhecido mundo afora. Aos 41 anos, ela já recebeu 78 prêmios por sua atuação como pesquisadora e cineasta. Professora da Universidade de Brasília, Debora é autora de oito livros. O último deles – “Laicidade e Ensino Religioso no Brasil” – trata de uma discussão que está emergindo no País e deverá ser motivo de debates acalorados no Supremo Tribunal Federal. “Além de a lei do Rio de Janeiro sobre o ensino religioso nas escolas públicas estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008”, lembra Debora. “Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso no País seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional.”
ISTOÉ -
O ensino religioso nas escolas públicas, num Estado laico como o Brasil, é legítimo?
DEBORA DINIZ -
Sim e não. Sim porque está previsto pela Constituição. E não quando se trata da coerência com o pacto político. Chamo de coerência a harmonia com os outros princípios constitucionais: da liberdade e do pluralismo religiosos e da separação entre o Estado e as igrejas. Falsamente, se pressupõe que religião seria um conteúdo necessário para a formação da cidadania.
ISTOÉ -
O pluralismo religioso é respeitado nas escolas públicas?
DEBORA DINIZ -
Não. A Lei de Diretrizes e Bases delega aos Estados o poder sobre a definição dos conteúdos e quem são os professores habilitados. Isso não acontece com nenhuma outra matriz disciplinar no País. A LDB diz que o ensino religioso não pode ser proselitista. Apesar disso, legislações de vários Estados – como a do Rio de Janeiro – afirmam que tem de ser confessional. Determinam que seja católico, evangélico.
ISTOÉ -
As escolas viraram igrejas?
DEBORA DINIZ -
As aulas de ensino religioso, obrigatórias nas escolas públicas, se transformaram num espaço permeável ao proselitismo. Não é possível a oferta do ensino religioso confessional sem ser proselitista. Se formos para o sentido dicionarizado da palavra proselitismo, é professar um ato de fé. É a catequização. O proselitismo é um direito das religiões. Mas isso pode ocorrer na escola pública? A LDB diz que não.
ISTOÉ -
É possível haver ensino religioso sem ser proselitista?
DEBORA DINIZ -
É. A resposta de São Paulo foi defini-lo como a história, a filosofia e a sociologia das religiões.
ISTOÉ -
São Paulo seria o melhor exemplo de ensino religioso no País?
DEBORA DINIZ -
No que diz respeito ao decreto estadual, segundo o qual o ensino não deve ser confessional, sim. Mas se é o melhor exemplo na sala de aula, não temos pesquisas no Brasil para afirmar isso. A LDB diz que a matrícula é facultativa. Então, também devemos perguntar: o que a criança faz quando não está na aula de religião?
ISTOÉ -
O ensino religioso, da forma como está configurado, é uma ameaça à liberdade religiosa?
DEBORA DINIZ -
É. Quanto mais confessional for a regulamentação dos Estados, quanto mais os concursos públicos forem como o do Rio – em que o indivíduo tem de apresentar um atestado da comunidade religiosa a que pertence e, caso mude de religião, perde o concurso –, maior é a ameaça. A liberdade religiosa está ameaçada no País e a justiça religiosa também.
ISTOÉ -
Há uma tentativa de privilegiar uma ou outra religião?
DEBORA DINIZ -
Quase todos os Estados se apropriam do que aconteceu no Rio, nominando as religiões dos professores. No Ceará, por exemplo, o professor tem de ter formação em escolas teológicas. Mas religiões afro-brasileiras não têm a composição de uma teologia formal. Essa exigência privilegia os católicos e os protestantes.
ISTOÉ -
Por que o MEC não define o conteúdo do ensino religioso?
DEBORA DINIZ -
Há uma falsa compreensão de que o fenômeno religioso é um saber para iniciados, e não para especialistas laicos. Também há um equívoco sobre o que define o pacto político num Estado laico. O fenômeno religioso não é anterior ao fato político. Religião não pode ter um status que não se subordine ao acordo constitucional e legislativo. Isso é verdade em algumas coisas, tanto que o discurso do ódio não é autorizado. O debate sobre a criminalização da homofobia causa tanto incômodo às comunidades religiosas porque resultará em restrição de liberdade de expressão. Não se poderá dizer que ser gay é grave perversão, como algumas fazem atualmente.
ISTOÉ -
Os livros didáticos dizem…
DEBORA DINIZ -
Dizem porque há essa lacuna de regulação e de fiscalização. Há uma subordinação do nosso pacto político ao fato religioso. O que é um equívoco. Também há uma falsa presunção de que o saber religioso não possa ser revisado. O MEC tem um painel em que todas as controvérsias científicas são avaliadas por uma equipe que diz o que pode e o que não pode entrar nos livros didáticos. A despeito de pequenas comunidades no campo da biologia dizerem que criacionismo é uma teoria legítima sobre a origem do mundo, o filtro do MEC diz que criacionismo não é ciência. Por que, então, o MEC não define o que pode entrar nos livros de ensino religioso e os parâmetros curriculares?
ISTOÉ -
O que os livros didáticos de religião pregam?
DEBORA DINIZ -
Avaliamos 25 livros didáticos de editoras religiosas e das que têm os maiores números de obras aprovadas pelo MEC para outras disciplinas. Expressões e valores cristãos estão presentes em 65% deles. Expressões da diversidade cultural e religiosa brasileira, como religiões indígenas ou afro-brasileiras, não alcançam 5%. Muitas tratam questões como a homofobia e a discriminação contra crianças deficientes de uma maneira que, se fossem submetidas ao crivo do MEC, seriam reprovadas. A retórica sobre os deficientes é a pior possível. A representação simbólica é de quem é curado, alguém que é objeto da piedade, que deixa de ser leproso e de ser cego. É a do cadeirante dizendo obrigado, num lugar de subalternidade.
ISTOÉ -
A submissão ao sagrado é estimulada?
DEBORA DINIZ -
É uma submissão ao sagrado, à confessionalidade. Mas a confessionalidade não se confunde com o sagrado. O sentido do sagrado pode ser explicado. No caso do “Alcorão”, é possível explicar que a escrita tem relação com a história do islamismo. Não precisamos de livros que violem o sagrado, que digam que Maria não era virgem. Mas eles não precisam se submeter à confessionalidade, dizer que há só uma verdade.
ISTOÉ -
Há um estímulo ao preconceito e à intolerância nos livros?
DEBORA DINIZ -
Sem dúvida. Há a expressão da intolerância à diversidade – das pessoas com deficiência, da diversidade sexual e religiosa, das minorias étnicas. Há, também, uma certa ironia com as religiões neopentecostais.
ISTOÉ -
A ideia da supremacia moral dos que têm religião é defendida?
DEBORA DINIZ -
É. Há equívocos históricos e filosóficos, como a associação de Nietzsche ao nazismo. As pessoas sem Deus são representadas como uma ameaça à própria ideia do humanismo. É muito grave a representação dos ateus. Isso pode gerar desconforto entre as crianças cujas famílias não professem nenhuma religião. Já que, nos livros, elas estão representadas como aquelas que mataram Deus e associadas simbolicamente a coisas terríveis, como o nazismo.
ISTOÉ -
As aulas facultativas podem se tornar uma armadilha?
DEBORA DINIZ -
Sem dúvida. A criança terá de explicar suas crenças, o que deveria ser matéria de ética privada. Pior: ao sair da aula com um livro como esse, as crianças talvez tenham de explicar por que não têm Deus.
ISTOÉ -
Não há reflexões históricas sobre o significado das religiões?
DEBORA DINIZ -
Nenhuma. Há uma enorme dificuldade de nominar as comunidades indígenas como possível religião. Elas possuem tradições e práticas religiosas ou magia. No caso das afro-brasileiras, também se fala em tradição.
ISTOÉ -
O que levou o Estado a proteger o ensino religioso na Constituição?
DEBORA DINIZ -
Foi uma concessão a comunidades religiosas numa disputa sobre o lugar de Deus e da religiosidade na Constituição. A religião foi mantida no que caracterizaria a vida boa e a formação da cidadania. Isso é um equívoco. A religião pode ser protegida pelo Estado, mas não no espaço de promoção da cidadania que é a escola.
ISTOÉ -
O ensino religioso está ganhando ou perdendo espaço no mundo?
DEBORA DINIZ -
Essa é uma controvérsia permanente. Nos Estados Unidos, um país bastante religioso, não está na escola pública. Na França, o país mais laico do mundo, também não. Exceto na região da Alsácia-Mosele. Na Bélgica e no Reino Unido está. Esses países hoje enfrentam com muita delicadeza a islamização de suas sociedades. Na Alemanha, grupos islâmicos já começaram a exigir o ensino de sua religião nas escolas públicas.
ISTOÉ -
Mas na França também há o outro lado, de proibirem vestimentas…
DEBORA DINIZ -
Esse é o paradoxo que a França enfrenta neste momento, sobre como respeitar o modelo da neutralidade. A lei do país proíbe símbolos religiosos ostensivos nas escolas públicas – cruz grande, solidéu, véu. O que o outro lado vai dizer? Que isso viola um princípio fundamental, que é a expressão das crenças individuais estar no próprio corpo.
ISTOÉ -
Quais são os desafios do ensino religioso no Brasil?
DEBORA DINIZ -
São gigantescos e podem ser divididos em três esferas. Uma é a esfera legal. O ensino religioso está sob contestação nos foros formais do Estado: no Supremo, no MEC e no Ministério Público Federal. Além de a lei do Rio de Janeiro estar sendo contestada no Supremo, há uma ação da Procuradoria-Geral da República contra a concordata Brasil-Vaticano, assinada pelo presidente Lula em 2008.
ISTOÉ -
E do que trata esta ação?
DEBORA DINIZ -
Um artigo da concordata prevê que o ensino religioso na escola pública seja, necessariamente, católico e confessional. Isso é inconstitucional. Estamos falando da estrutura da democracia. Segundo o ministro Celso de Mello, em toda a história do Supremo, só tínhamos tido uma ação que tocava na questão da laicidade do Estado. Isso foi nos anos 40. Agora, temos pelo menos duas. A segunda esfera é como o ensino religioso pode ou não pode ser implementado. O MEC precisa definir quem serão os professores, como serão habilitados e quais conteúdos serão ensinados. A terceira esfera é a sala de aula, a garantia de que vai ser um ensino facultativo e de que o proselitismo religioso será proibido.
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