domingo, 14 de julho de 2013

Quando a regra de fé é a própria Prática...


Por Rev. Ageu Magalhães
 
“A Bíblia é nossa única regra de fé e prática” – qualquer crente com certo tempo de igreja já ouviu esta frase, pelo menos uma vez. Mas, é triste observar que a frase não tem passado de um mero aforismo. Para a maioria dos evangélicos a Prática (e não a Palavra) é a verdadeira regra de fé. Explico:
Quando um líder de igreja está prestes a formular uma lei ou a responder a uma consulta de concílio inferior e, ao invés de perguntar “O que diz a Bíblia?”, pergunta “Qual tem sido a prática da igreja?” ele acaba de mostrar onde está a base de sua fé.
Da mesma forma, quando o membro de igreja elogia um pastor chamando-o de “equilibrado”, ou refere-se a uma igreja como sendo “equilibrada” ele revela, sem saber, o quanto a Prática tem prevalecido sobre a Palavra em sua mente.
Esta forma de pensar tem mais a ver com a dialética de Hegel do que com a Palavra de Deus. Para Hegel a história é um movimento de confronto entre tese (afirmação) e antítese (oposição da tese) gerando assim a síntese.
Desta forma, o que é um pastor “equilibrado”? É um pastor que não fica nos denominados “extremos”. Mas, e se a verdade estiver exatamente no extremo? Por exemplo, um pastor crê que dinheiro é prova de fé e ensina que crente tem de ser rico. O outro pastor, no outro extremo, crê que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males e que cobiça é pecado e não virtude. Onde fica o equilíbrio? No meio do caminho entre o certo e o errado? O meio certo é o alvo a ser alcançado?
E quando o assunto é culto? Onde estará a vontade de Deus: na síntese entre um culto certo e um culto errado ou no que a Palavra aponta como sendo o culto certo?
Portanto, de volta ao início, a Bíblia é a nossa única regra de fé e de prática. A sociedade é dialética. Faz sínteses entre o certo e o errado, gerando mais conceitos errados. Nós, crentes, temos nas mãos a Palavra de Deus, poderosa para “destruir fortalezas, anulando sofismas” (2Co 10.4) Cabe a nós não sermos seguidores de Hegel, mas de Cristo. Levando a ele, cativo, todo pensamento à sua obediência.

Ordenando aos Hereges


Por Vincent Cheung

Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé. (1 Timóteo 1:3-4)
Um dos principais deveres de um ministro cristão é combater falsas doutrinas. Paulo provavelmente tinha algo definido em mente quando escreveu a Timóteo. É possível que a igreja estivesse sendo ameaçada com um precursor do gnosticismo, ou de alguma forma de misticismo judaico, ou uma mistura dos dois. O contexto histórico exato não é essencial para o entendimento e aplicação dessa passagem, visto que Paulo primeiro declara um princípio amplo, que Timóteo deve por um fim a homens que ensinam “falsas doutrinas”. Ele não pretende dizer que essas falsas doutrinas particulares deveriam ser detidas, mas todas as outras são permitidas. Todas as falsas doutrinas devem ser detidas.
Um ministro cristão que esteja indisposto ou que seja incapaz de fazer isso é um devedor, e introduz uma vulnerabilidade à sua igreja. Ele poderia estar indisposto de se opor a falsas doutrinas por não considerar que doutrinas sejam algo essencial. Mas elas são essenciais, visto que fornecem definição e orientação com respeito a cada aspecto da fé cristã. Não existe nenhuma fé cristã, e dessa forma nenhum conhecimento de Deus e de Cristo, nenhuma salvação, nenhuma justificação e santificação, nenhuma adoração a Deus, nenhuma comunhão com os santos, e nenhuma esperança de vida eterna, sem as doutrinas cristãs. Sem doutrinas, não há nada. Então, um ministro poderia ser incapaz de se opor às falsas doutrinas porque teme confrontar os heréticos, ou porque careça de conhecimento e inteligência para refutá-los. Seja qual for a razão, essa é uma séria deficiência num ministro, e desse ser tratada com extrema urgência.
Não devemos permitir que o mundo nos ensine como lidar com os falsos mestres. Alguns ministros têm maior respeito pelos padrões não cristãos de cortesia acadêmica do que pelo Senhor Jesus Cristo. E se eles querem parecer intelectuais e respeitáveis diante do mundo, e polidos de acordo com o padrão do mundo, então não prestam para serem pregadores do evangelho. Paulo não diz a Timóteo que dialogue com os falsos mestres, ou aprenda a perspectiva deles, mas que ordene-os a parar.
Algumas pessoas pensam que a melhor forma de lidar com falsas doutrinas é debatê-las num fórum público, de forma que os cristãos possam ouvir os dois lados e decidirem por si próprios. Novamente, essa visão procede do mundo, e impõe democracia e liberdade de expressão na política da igreja. A Igreja do Deus Vivo não é uma democracia. Jesus Cristo é Rei – sua opinião é verdade, e seu mandamento é lei. Ninguém tem o direito de se opor a ele ou expressar visões alternativas. Sem dúvida, seus ministros podem debater falsas doutrinas, mostrando de que formas esses ensinos são errôneos, mas eles não podem fazer isso interminavelmente, e eles devem falar com autoridade, ordenando que os falsos mestres cessem com as suas heresias.

A banalização do sagrado


Por Rev. Hernandes Dias Lopes
O espírito pós-moderno tem levado muitos crentes à banalização do sagrado. Milhares de pessoas entram pelos umbrais da igreja evangélica, mas continuam prisioneiras de suas crendices e de seus pecados. Têm nome de crente, cacuete de crente, mas não vida de santidade. Em vez de ser instruídas na verdade, são alimentadas por toda sorte de misticismo forâneo às Escrituras. Em vez crescerem no conhecimento e na graça de Cristo, aprofundam-se ainda mais no antropocentrismo idolátrico, ainda que maquiado de espiritualidade efusiva. Dentro desta cosmovisão, os céus estão a serviço da terra. Deus está a serviço do homem. Não é mais a vontade de Deus que deve ser feita na terra, mas a vontade do homem no céu. Tudo tem de girar ao redor das escolhas, gostos e preferências do homem. O bem-estar do homem e não a glória de Deus tornou-se o foco central da vida. Assim, o culto também tornou-se antropocêntrico. Cantamos para o nosso próprio deleite. Louvamo-nos a nós mesmos. Influenciados pela síndrome de Babel, celebramos o nosso próprio nome.
Nesse contexto, a mensagem também precisa agradar o auditório. Ela é resultado de uma pesquisa de mercado para saber o que atrai o povo. O ouvinte é quem decide o que quer ouvir. O sermão deixou de ser voz de Deus para ser preferência do homem. Os pregadores pregam não o que o povo precisa ouvir, mas o que o povo quer ouvir. O misticismo está tomando o lugar da verdade. A auto-ajuda está ocupando o lugar da mensagem da salvação. Assim, o homem não precisa de arrependimento, mas apenas de libertação, visto que ele não é culpado, mas apenas uma vítima. O pragmatismo pós-moderno está substituindo o genuíno evangelho.
A banalização da teologia desemboca na vulgarização da ética. Onde não tem doutrina bíblica sólida não pode haver vida irrepreensível. A teologia é mãe da ética. A ética procede da teologia. Onde a verdade é substituída pela experiência, a igreja pode até crescer numericamente, mas torna-se confusa, doente e corrompida. O povo de Deus perece quando lhe falta o conhecimento. Onde falta a Palavra de Deus, o povo se corrompe. Outrossim, onde não há santidade, ainda que haja ortodoxia, o nome de Deus é blasfemado.
A banalização do sagrado é visto claramente nas Escrituras. O profeta Malaquias denunciou com palavras candentes o desrespeito dos sacerdotes em relação à santidade do nome de Deus, do culto, do casamento e dos dízimos. A religiosidade do povo era divorciada da Palavra de Deus. As coisas aconteciam, o povo vinha ao templo, o culto era celebrado, mas Deus era não honrado.

Jesus condenou, também, a banalização do sagrado quando expulsou os vendilhões do templo. Eles queriam fazer do templo, um covil de salteadores; do púlpito, um balcão de negócios; do evangelho, um produto de mercado e dos adoradores, consumidores de seus produtos. O livro de Samuel, outrossim, denuncia esse mesmo pecado. O povo de Israel estava em guerra contra os filisteus, pensando que Deus estava do lado deles, mesmo quando seus sacerdotes estavam em pecado. Porém, quatro mil israelitas caíram mortos na batalha, porque o ativismo não substitui santidade. O povo, em vez de arrepender-se, mandou buscar a arca da aliança, símbolo da presença de Deus. Quando a arca chegou, houve grande júbilo e o povo de Israel celebrou vigorosamente ao ponto de fazer estremecer o arraial do inimigo, mas uma derrota ainda mais fatídica foi imposta a Israel e trinta mil soldados pereceram, os sacerdotes morreram e a arca foi tomada pelos filisteus. Alegria e entusiasmo sem verdade e sem santidade não nos livram dos desastres. Rituais pomposos sem vida de obediência não agradam a Deus. Deus está mais interessado em quem nós somos do que no que fazemos. Deus não aceita nosso culto nem nossas ofertas quando ele rejeita a nossa vida. Antes de Deus aceitar o nosso culto, ele precisa agradar-se da nossa vida. É tempo de examinarmo-nos a nós mesmos e voltarmo-nos para o Senhor de todo o nosso coração.

sábado, 13 de julho de 2013

Otimismo não é fé!



Por Josemar Bessa

Vivemos numa época em que a igreja confunde pensamento positivo com fé. Mas é sutil, ao olharmos para os problemas da vida, da sociedade, da igreja... acharmos que o otimismo simplesmente é a chave...

Quem tem menos chance de sobreviver a um campo de prisioneiros de guerra? Provavelmente nenhum de nós experimentou tal situação... Quem tem menos chance de sobreviver?

Um otimista!

Espere antes de discordar. Segundo o general Stockdale, que foi mantido em cativeiro por oito anos durante a Guerra do Vietnã e foi torturado inúmeras vezes antes de finalmente ser liberto e voltar para casa, foi principalmente – quase em sua totalidade – os otimistas que não saíram de lá vivos.

Que explicação ele dá para isso? Ele diz: “Eles foram os únicos que disseram – ‘Nós vamos estar em casa até o Natal'. E o natal chegava e nada tinha acontecido. Então eles diziam, ‘Nós vamos estar em casa até a Páscoa’. E a Páscoa chagava e nada. ‘Estaremos em casa até o dia de Ações de Graças...’ Nada! E então seria no Natal novamente... E eles morreram de um coração partido e desiludido”

Mero otimismo é completamente diferente do que podemos chamar de fé realista: - “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” - Romanos 14:8

Em completo contraste com o que podemos chamar de falso otimismo, Stockdale atribui a sua sobrevivência a fé realista. Ele diz: “Você nunca deve confundir a fé que você por fim pode prevalecer sobre aquela situação, com o “otimismo” que faz esvair toda a disciplina para enfrentar os fatos mais brutais de sua realidade atual, seja o que ela possa ser no momento”. 

Isso que é que podemos chamar de O Paradoxo Stockdale – A fé supera o otimismo! Ou seja, abandonar a ideia que é apenas uma miragem no deserto. Que temos balas de prata para matar o monstro... que tudo simplesmente vai se ajustar... mas que somos chamados a perseverar em meio as aflições – “Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência” - Tiago 1:3 – “...e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, E a paciência a experiência, e a experiência a esperança.” - Romanos 5:2-4

Devemos aplicar esse princípio as nossas vidas, nossos ministérios... Muitas vezes tudo que os cristãos fazem é entreter otimismo sem fim na “próxima grande coisa” – na próxima “grande estratégia” – no próximo “grande método” – no próximo “grande avanço”... em suas vidas, igrejas... A consequência é o aumento do número de cristãos, pastores, igrejas... desiludidos. Como disse Stockdale, “morrendo de corações partidos”.

Só podemos evitar isso abandonando todo otimismo centrado na próxima grande coisa, ministério, personalidade... no próximo grande sermão, técnica, estratégia, contextualização, filme, música... achando que isso será o ponto de virada para corrigir nossa vida, igreja... Tudo isso nos tira da realidade e por fim explode em nossa cara.

Devemos enfrentar a realidade brutal em nossas vidas, em nossas famílias, em nossas igrejas, em nossa sociedade... Tendo uma fé inabalável na Palavra de Deus. Na Sua promessa que não pode falhar de que ela nos fará perseverar: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória” - Judas 1:24 – Irá edificar a Sua igreja: “...edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” - Mateus 16:18 – Fará tudo cooperar para o bem daqueles que Ele chamou soberanamente: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” - Romanos 8:28 – Quer vivamos, quer morramos:“Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.” - Romanos 14:8

Otimismo não é fé. Mas a fé é otimista

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Reflexões Oportunas para um Gigante que Acabou de Acordar



ogiganteacordouPor Guilherme Barros

“Quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá (1 Coríntios 13.10)

Em meio a tantas manifestações no nosso País, surgem vários sociólogos para problematizar o que está acontecendo, filósofos para defender o livre pensamento, economistas para analisar a relação das manifestações com a crise econômica, e várias bandeiras são defendidas no meio destes movimentos. Devido a uma enorme diversidade de questões levantadas, há uma grande dificuldade para definir qual a proposta do movimento. Sabemos como começou. A primeira bandeira levantada foi a indignação com o aumento de 0,20 centavos na passagem dos ônibus. Porem hoje este movimento ganhou projeções muito maiores, e a passagem de ônibus já virou uma gota dentro de um oceano de reivindicações feitas por um povo incontrolável e indignado.
Ao analisar todo esse movimento, vejo que o clamor desses manifestantes, em minha opinião, é pela restauração e reestruturação da classe política, que segundo eles é o âmago do problema. Mas sendo sinceros com nós mesmos, vemos que os problemas éticos e morais em nossa sociedade não começam lá em Brasília, mas em nosso coração que na Bíblia é chamado de “Desesperadamente corrupto” (Jr 17.9). O gigante acordou, mas ainda precisa abrir os olhos e ver que a raiz do problema não está no governo, ou no próximo, mas em nós mesmos!
E para chegarmos a soluções práticas, precisamos identificar a raiz do problema. Se o problema está no governo atual, uma simples troca de poderes, e cassação de alguns políticos irá resolvê-lo. Mas nem eu, nem o povo acreditamos nesta utopia. Se o problema está no processo eleitoral viciado, que não apresenta como opções elegíveis os governantes que realmente governariam bem nosso País, podemos tentar forçar uma candidatura de um desses líderes de movimento nas próximas eleições e elegê-lo com nossos votos. Mas provavelmente isso é o que uma grande parte das pessoas que estão à frente das manifestações deseja, e ao assumirem o poder irão aderir ao sistema enganando todo o povo que o elegeu. (É válido lembrar-nos do Ex-presidente da República, e tudo o que ele defendia antes de assumir o poder). Se o problema está no sistema Democrático, podemos tentar um golpe de estado e eleger um governante do nosso povo. Mas isso já aconteceu, e não deu muito certo. (Digamos que a probabilidade deste representante se tornar um ditador tirano é de 99%).
Porém o problema está ao mesmo tempo em todas estas coisas. Como assim? O problema está intrínseco em todas as nossas ações, sistemas, pensamentos, decisões e etc. O nome desse problema é: PECADO! E identificar este problema nos traz uma nova visão de como resolvê-lo. Simplesmente não temos a condição em nós mesmos de solucionar esta questão. Não há sociólogos, filósofos, economistas, administradores, por mais eficientes que sejam, que possam solucionar o problema do pecado. Mas há alguém que pode, ou melhor, já o fez! O gigante acordou, mas antes de se levantar ele precisa se humilhar, cair de boca no pó, reconhecer que sua natureza é corrupta, e que não há chance de mudança partindo de sua própria força!
Jesus Cristo é a solução para todos os nossos problemas sociais, existenciais, morais, éticos etc. Ele é o único que conhece e esquadrinha o nosso coração, quando nem nós mesmos conseguimos desvendá-lo. Quando nós nos despimos das nossas próprias forças e nos lançamos aos seus pés, Ele pela sua maravilhosa graça substitui nosso coração de pedra, corrupto, enganador e etc. e nos dá um novo coração, de carne, sensível aos seus mandamentos e ordenanças e capacitado para exercer os frutos do espírito (Ez 11). A sociedade perfeita é a que reconhece Cristo como Senhor, e o povo como escravos dEle. Nesta sociedade sem pecado não há sofrimento, nem morte, nem dor. A alegria é plena e eterna (Ap 21.4).
Este reino existe, mas ainda não podemos desfrutar dele integralmente, mas podemos e devemos propagar seus valores em nossa sociedade, pois mesmo agora, podemos experimentar do que é uma nação abençoada por Deus, mesmo que não por completo. Quanto mais a nação se afasta do Senhorio de Cristo, mais miserável e insuportável ela se torna, pois o salário do pecado é a morte (Rm 6.23). No entanto quanto mais próxima à nação estiver da Palavra de Deus, mais prospera ela será, e melhor de se viver (Sm 33.12). Entretanto nada será comparado aos “novos céus e nova terra”, onde tudo será perfeito.
Que vivamos nesta esperança da volta do nosso Rei, que reinará com toda autoridade e justiça. Onde a alegria de Seu povo será plena e eterna. O gigante acordou, mas que ele saiba que antes de gritar: “FORA DILMA!” Ele deveria estar clamando: “MARANATA! VOLTA LOGO SENHOR JESUS!”.

Duas visões da Expiação: Dois “Cristos”


Por John W. Robbins

Nesses dias de assistência médica para todos, educação para todos, direitos para todos, e oportunidade para todos, parece quase inevitável que o Evangelho de Jesus Cristo seja obscurecido pelo ensino religioso popular da salvação para todos. Os ideais democráticos de igualdade e oportunidades iguais têm invadido tanto a teologia como a política.

A maioria das igrejas nos Estados Unidos que se chamam de cristãs rejeitam o Evangelho. Elas ensinam, se são liberais, que Jesus foi um bom homem, até mesmo um mártir, mas que ele não morreu no lugar de ninguém; ou, se são conversadoras, que Jesus morreu no lugar de todos, deseja que todos os homens sejam salvos, e oferece salvação a todos. Mas realmente faz pouca diferença se uma igreja é grande, respeitável e liberal e ensina que Jesus não morreu por ninguém; ou se ela é entusiástica, crescente e conservadora e ensina que Jesus morreu por todo mundo: O resultado é o mesmo: Jesus Cristo não salva realmente ninguém — absolutamente ninguém. Tanto os liberais como os conservadores concordam que as pessoas se salvam pelo exercício de suas vontades. O “Cristo” conservador torna a salvação possível, se as pessoas apenas permitirem que ele entre em seus corações; o “Cristo” liberal aponta o caminho para salvação, se as pessoas simplesmente seguirem seu exemplo. Nenhum dos “Cristos” salva.

Os liberais são talvez mais francos em negar o Evangelho; eles dizem que Jesus foi apenas um bom exemplo ou um bom professor: Eles não pretendem apresentá-lo como um Salvador. Os conservadores disfarçam o fato de que eles não têm nenhum Evangelho — nenhuma boas novas — dizendo que Deus ama todo homem e oferece a salvação a todos. Mas o significado tanto da mensagem liberal como da mensagem conversadora é a mesma: Nem um bom professor moral, nem uma mera oferta de salvação realmente salva. Nem os liberais ou os conversadores, nem os humanistas ou arminianos têm um Salvador. O “Cristo” liberal é, na melhor das hipóteses, uma alma corajosa que suportou a injustiça ao invés de renunciar sua crença na humanidade; o “Cristo” conservador é um ser covarde e impotente que implora para que as pessoas permitam que ele entre em seus corações.

O que nem liberais ou conservadores, protestantes ou católicos romanos, carismáticos ou fundamentalistas ensinarão é a doutrina bíblica da expiação: Deus o Pai, possuindo todo poder e todo conhecimento, desde a eternidade escolheu os indivíduos específicos que ele salvaria; Deus o Filho, possuindo todo poder e todo conhecimento, se tornou carne para propiciar a ira do Pai, morrendo no lugar daqueles a quem o Pai escolheu; e Deus o Espírito Santo, possuindo todo poder e todo conhecimento, irresistivelmente e no tempo devido, dá aos eleitos pelo Pai e resgatados pelo Filho a fé e salvação que Cristo adquiriu para eles. Essa doutrina bíblica da Expiação é o Evangelho, as boas novas, sobre o que Deus fez para o seu povo. é as boas novas sobre Jesus Cristo, o autor e consumador da nossa fé. A salvação é um dom de Deus para o seu povo do princípio ao fim.

A teologia bíblica, particularmente a doutrina da expiação, não é democrática; ela confronta os ideais modernos de igualdade e oportunidades iguais. Mas Deus não é um Salvador que se apresenta como uma oportunidade igual para todos. Cristo morreu e ora somente por aqueles a quem o Pai lhe enviou para salvar. É somente eles a quem Cristo realmente salva. A salvação deles ilustra a misericórdia de Deus, pois eles não têm o que reivindicar do seu Criador, e são tão pecadores como aqueles que são condenados. A condenação dos réprobos ilustra a justiça de Deus. Tanto os eleitos como os condenados ilustram sua soberania.

Muitos daqueles a quem Deus predestinou ao inferno têm sido muito religiosos. Há dois mil anos atrás, eles eram os líderes religiosos de Israel, os escribas e fariseus. Parece não tem havido uma grande mudança nesses últimos dois mil anos, pois hoje muitos incrédulos são membros, suportam financeiramente e lideram grandes igrejas e organizações religiosas nos Estados Unidos; eles são descritos em Mateus 7:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

Muitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E, em teu nome, não expulsamos demônios? E, em teu nome, não fizemos muitas maravilhas? E, então, lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

A doutrina da expiação é o coração da mensagem bíblica. Ela é a doutrina cristã, juntamente com a doutrina da inerrância da Escritura, sobre a qual o mundo em sua sabedoria diabólica tem concentrado os seus ataques. Nesse livro o Dr. Clark traz uma clareza inigualável de pensamento e expressão para uma doutrina cristã crítica, e sua explanação sistemática da expiação enriquecerá os leitores crentes. Mas para aqueles que estão perecendo, como Paulo diz, a mensagem desse livro terá o cheiro de morte. Oramos para que o Deus eterno e todo-poderoso, que opera todas as coisas segundo a sua vontade entre os exércitos do céu e da terra, faça com que aqueles que leiam A Expiação creiam na verdade sobre o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Sobre batalha espiritual: discernindo nossa luta

Em nome de uma batalha espiritual contra satanás, os proponentes da “Teologia da Batalha Espiritual”, guerreiam espiritualmente contra principados e potestades com alguns conceitos estranhos à palavra de Deus.
Mas, o que é, então, Batalha Espiritual? É a luta diária do cristão contra satanás e seus demônios, travada nas regiões celestiais. É um conflito entre os filhos da Luz e as forças das trevas. É um combate real contra o diabo.
Se, de fato, existe essa batalha espiritual, não podemos enfrentá-la com conceitos avessos ao Evangelho. São muitos os ensinos do movimento de batalha espiritual que contraditam a palavra de Deus. Veremos neste post, apenas alguns, tais como:
Deus e satanás batalham em igualdade. O Senhor Deus e o senhor diabo duelam, como iguais, pelo controle da terra e doo universo e tudo que neles há. O bem e o mal estão em um conflito dualístico pela soberania do universo. No entanto, isso não é verdade, Deus é o Senhor do universo, da terra, da história e de tudo que existe. Sl 89.11. Nesta batalha, Deus é o Senhor e o diabo é o servo. O diabo está sob o controle soberano de Deus.
Possessão demoníaca de crentes. Os crentes que dão “brecha” para satanás podem ficar endemoninhados, ou aqueles que, em não estando preparados espiritualmente, enfrentam as forças da maldade. Se for apenas crente, com toda certeza ficará possuído, mas, se for discípulo de Jesus Cristo, claro que não, pois a vida do discípulo está oculta com Cristo em Deus, e o maligno não toca. Cl3.3. O discípulo é templo do Espírito Santo e, nesse templo, o diabo não entra. I Co 6.19
Quebra de maldições. Pessoas que ainda não foram totalmente libertas precisam passar por uma “sessão” de quebra de maldições, para que as maldições familiares que as atinge por hereditariedade espiritual, passada por espíritos que agem na família, sejam quebradas. Entretanto, quem é de Cristo não precisa de “sessões” de quebra de maldições, porque já passou pela “sessão” da Cruz e, nesta, Ele se fez maldição, para que todas as nossas maldições fossem quebradas e nos tirou do império das trevas e maldições, e nos transportou para o Reino do Filho do Seu amor. Gl 3.3; Cl 1.13
Unção de lugares e pessoas. Os guerreiros espirituais derramam “óleo ungido” para que os demônios que agem em determinado lugar sejam expulsos. Ungem-se, também, pessoas, para sejam libertas da opressão e possessão demoníaca. No entanto, o Evangelho nos ensina que é Deus por meio da oração e do jejum é que libertam territórios e pessoas do diabo. Mt 17.21
Isto posto, vamos à palavra para saber o que fazer e como vencer esta batalha espiritual que se apresenta todos os dias à nossa frente querendo nos destruir. Ef 6.10-20
Paulo escrevendo aos Efésios disse que nós travamos esta batalha, não contra seres humanos, mas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Ele diz que precisamos estar firmes contra as ciladas diabo, resistir no dia mau e permanecer inabaláveis.
Nesta batalha espiritual, a força para enfrentá-la vem do Senhor. Na resistência contra as ciladas do nosso inimigo é preciso buscar forças na fonte de todo o poder que é o mesmo que ressuscitou Jesus de entre os mortos.
Além da força do poder de Deus temos uma armadura, na luta contra os poderes das trevas. O cinturão da verdade de Deus; a couraça da justiça de Cristo imputada a nós pela fé somente; o calçado do evangelho da paz, que é o meio pelo qual fomos pacificados com Deus; o escudo da Fé que nos protege dos dardos inflamados do maligno; o capacete da Salvação que Jesus conquistou para nós na cruz do calvário;  a espada do Espírito que é a palavra de Deus.
E orar em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos.
O Senhor é Soberano, o seu poder e a sua armadura, e a nossa oração exercem proteção contra o diabo e as suas ciladas contra as nossas almas.
Discirna isso, é simples assim!

O Que é Expiação?


Por Pr. Silas Figueira

EXPIAÇÃO – O dicionário define o termo expiação como: reparar um erro, uma falta; pagar um crime; remir ou remir-se: expiou arduamente por seu erro; vive expiando-se por seus erros. (Não confunda com espiar).

Sua natureza típico-profética. Os sacrifícios do AT não tinham apenas significação cerimonial e simbólica, mas também espiritual e típica. Eram de caráter profético, e representavam o Evangelho na Lei. Foram destinados a prefigurar os sofrimentos vicários de Jesus Cristo e sua morte expiatória. A conexão entre eles e Cristo já vem indicada no Velho Testamento. No Salmo 40.6-8 o Messias é apresentado como a dizer: “Sacrifícios e ofertas não quiseste; abriste os meus ouvidos; holocaustos e ofertas pelo pecado, não os requeres. Então eu disse: Eis aqui estou eu, no rolo do livro está escrito a meu respeito; agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro em meu coração está a tua lei”. Nestas palavras, o Messias substitui os sacrifícios do Velho Testamento pelo Seu grande sacrifício. Vão-se as sombras quando chega a realidade que elas fracamente projetam, Hb 10.5-9. No Novo Testamento há numerosas indicações de que os sacrifícios mosaicos eram típicos do superior sacrifício de Jesus Cristo. Há claras indicações, e até afirmações expressas, no sentido de que os sacrifícios do Velho Testamento prefiguravam Cristo e Sua obra, Cl 2.17, onde é evidente que o apóstolo tem em mente todo o sistema mosaico; Hb 9.23, 24; 10.1; 13.11, 12. Varias passagens ensinam que Cristo realizou pelos pecadores, num sentido mais elevado, o que se dizia que os sacrifícios do Velho Testamento efetuavam por aqueles que os ofereciam, e que Ele o fez de maneira semelhante, 2 Co 5.21; Gl 3.13; 1 Jo 1.7. Ele é chamado “o Cordeiro de Deus”, Jo 1.29, evidentemente em vista de Is 53 e do cordeiro pascal, “Cordeiro sem defeito e sem macula”, 1 Pe 1.19, e mesmo “nossa Pascual”, ou “nossos Cordeiro pascal”, que foi imolado por nós, 1 Co 5.7. E por que os sacrifícios mosaicos eram típicos, naturalmente lançam alguma luz sobre a natureza do grande sacrifício expiatório de Jesus Cristo.1

O pecado requer punição, e a justa penalidade da provocação contra Deus é o tormento sem fim no inferno. Visto que o castigo é interminável, não há escape ou restauração para aqueles que estiverem sob a ira divina. Um outro teria que morrer no lugar do pecador para que esse ficasse livre e para que a justiça de Deus fosse satisfeita ao mesmo tempo. Contudo, “todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23) e, assim, nenhum ser humano está qualificado para morrer pelos pecados de outro, visto que cada um mesmo é culpado disso, e receberia o justo castigo somente por seus próprios pecados, se tivesse de sofrer sob a ira divina.

A única solução é um ser humano inocente morrer por outro, e assim sofrer verdadeiramente a penalidade do pecado que ele mesmo não merecia. Isso foi o que Jesus fez pelos eleitos: “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2 Co 5.21). Embora Jesus não tivesse pecado (Hb 4.15), ele sofreu como um pecador, visto que Deus soberanamente imputou a culpa dos eleitos sobre ele. Assim, aqueles por quem ele agiu como um cabeça federal — a saber, os eleitos — receberiam sua justiça perfeita também por imputação.2

Podemos concluir que Expiação significa que Deus dá o perdão dos pecados àqueles que se arrependem deles e se reconcilia com o pecador. Mas não para por aí: Essa reconciliação requer o sacrifício de alguém em substituição ao pecador arrependido. Lembre-se de que a pena estabelecida por Deus ao pecador lá no jardim do Éden foi a morte. (Gn 2. 17) Essa morte é muito mais do que a morte física, é a total separação da presença de Deus.

O pecador merece o justo castigo por ter ofendido a Deus com o pecado, mas o amor de Deus é tão grande que abençoou o ser humano com uma forma de ter o seu pecado perdoado sem ter de morrer.

No Antigo Testamento, os substitutos que davam a vida no lugar dos pecadores arrependidos eram os animais. Eles eram sacrificados no lugar do pecador arrependido. Morriam em seu lugar. Dessa forma Deus se satisfazia e perdoava o pecador. O sacrifício era aceito por Deus

quarta-feira, 10 de julho de 2013

QUANTO VOCÊ COBRA PARA PREGAR?

Por Pr. Silas Figueira

Alguns anos atrás eu estava no gabinete da igreja quando o telefone tocou. Quando atendi ao telefone, a pessoa do outro lado da linha disse que queria falar com o pastor Silas e se ele estava. Eu lhe disse que era o pastor Silas quem falava. Então ele se apresentou e me disse que era de uma igreja batista de uma outra cidade e se haveria a possibilidade de pregar em sua igreja em um congresso de jovens, me explicando que já havia ligado para o Pr. Silmar Coelho, mas nessa data ele estaria nos Estados Unidos, e que havia ligado para a cantora Eyshila, mas ela também não poderia estar no congresso naquela data. Então eles se lembraram de mim e resolveram ligar para ver se haveria a possibilidade de estar pregando no congresso. Eu olhei a minha agenda e verifiquei que na data que queriam, apesar de ser um feriado prolongado, eu estaria livre. Então veio a famosa pergunta:

- Quanto o senhor cobra para estar pregando em nosso congresso?

Então lhe falei que não cobrava nada. Ele surpreso me disse:
- Nada?!
- Nada. Respondi.

Então o rapaz me disse com muita empolgação:

- Pois eu quero lhe dizer que o senhor receberá uma boa oferta da igreja.

Confesso para vocês que eu fiquei surpreso, pois alguns anos antes eu havia pregado nessa igreja e ela não tinha paredes e eu nada cobrei e nem nada recebi. Voltei para pregar lá novamente, dessa vez já havia paredes e me deram uma oferta para cobrir as despesas da gasolina. Queridos, confesso para vocês uma coisa, não cobria a metade da gasolina que eu havia gasto, mas tudo bem.

Enquanto ele me falava pensei comigo: “Vou levar um grupo da igreja para esse congresso”. Mas aí ele completou:

- Não só uma boa oferta, mas o senhor terá todas as despesas pagas e dormirá num hotel fazenda excelente que temos aqui na cidade.

Meus irmãos, na mesma hora eu desisti de levar comigo a igreja; só vou com a minha esposa e não vou nem levar as crianças, meus filhos nessa época ainda eram bem novos. Hotel fazenda, boa oferta e ainda todas as despesas pagas. Que mudança. Que benção. Como estava mudada a igreja. Tão liberal e tão próspera.

Enquanto eu pensava nisso, o abençoado no outro lado da linha me disse assim:
- Pastor o senhor é muito famoso aqui em nossa cidade.
Aí eu pensei: “Famoso?” Ta certo que eu havia pregado lá duas vezes, e confesso que foi uma benção, mas famoso? Foi quando perguntei:
- Eu? Famoso?
- É. O senhor é muito famoso aqui, afinal de contas o senhor não é o pastor Silas Malafaia?
Então eu falei:
- Não meu irmão, eu sou o pastor Silas Alves Figueira.
- Ué! Ai não é a Assembléia de Deus da Penha?
- Não querido, aqui é a uma igreja batista e fica em Teresópolis.
- Ah pastor me desculpe pelo King Kong que eu paguei! Eu queria falar era com o pastor Silas Malafaia, o senhor não tem o telefone dele aí não?
- Não meu irmão, eu não tenho.

Queridos, tudo bem que eu não sou o Malafaia, mas também não sou nenhuma “Mala Sem Alça”. Por qual motivo o Malafaia tem boa oferta, despesa paga e hotel fazenda e para o Malafeia não têm nada? Só porque ele é famoso? Por que será que para o Pastor Silmar Coelho e para a cantora Eyshila podia ter honras financeiras e para o Malavazia não podia ter nada? Será que só eles merecem não ter gastos financeiros?

Fico imaginando eu e a minha querida esposa chegando à cidade e dando de cara com os cartazes, “Hoje estará conosco o famoso pregador Silas Malafaia.” E chega ao congresso o não famoso Malavazia com a sua digníssima esposa, que não se chama Elizete, mas Cláudia. Graças a Deus que o abençoado falou que o outro era famoso e eu achando que era eu. Já parou para pensar que situação eu iria enfrentar e eles?

Meus irmãos esse ocorrido me fez ver que quanto mais famoso você for, mais honras você recebe, como se a honra estivesse na fama e não na pessoa. Eu não tenho nada contra o pregador ou cantor receber uma oferta por ir a uma igreja para ministrar, o que eu não aceito é essa cobrança que se anda fazendo por aí. Pregadores e cantores cobrando para ministrar e cobrando alto, exigindo coisas que não tem lógica. Eu soube de um pregador que após pregar foi convidado a ir à casa de uma família da igreja para jantar. Quando ele viu que o jantar era sopa (pois estava muito frio naquela noite), ele disse para o dono da casa que por “aquilo” ele não dava graças, e foi jantar em outro lugar. Quanta arrogância entre os “famosos”, muitos vieram de lugares pobres, e muitos deles nem tinham o que comer direito, mas basta um pouquinho de fama e já começa o chilique, não como isso, não como aquilo. Onde isso vai parar meu Deus? Se alguém souber a resposta me diga por favor.

Pr Silas Alves Figueira, que não sabe o telefone do Malafaia.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Vilão? Quem é o vilão?


Por Josemar Bessa
Theodore Dalrymple é um grande escritor. Ele é um médico britânico aposentado.
Anthony Daniels (nascido em 11 de outubro de 1949), que geralmente usa o pseudônimo de Theodore Dalrymple. Ele é um escritor Inglês e médico psiquiatra aposentado. Ele trabalhou em uma série de países africanos subsaarianos, bem como no East End de Londres. Antes de sua aposentadoria, em 2005, ele trabalhou na City Hospital, Birmingham e Winson Prison Green no centro da cidade de Birmingham , Inglaterra.
Dadas estas definições, ele viu e ouviu um monte de coisas desagradáveis ​​ao longo dos anos em hospitais, prisões... Em um de seus ensaios ele fala sobre como ele costumava acreditar que as pessoas eram basicamente boas(Dalrymple não é um cristão). Ele viveu e cuidou de pessoas em países onde ditadores governaram e pessoas foram massacradas, mas ele pensava durante muito tempo, que a menos que você tivesse esses tiranos no poder, a maldade generalizada, o mal generalizado não era possível.
Ele gradualmente mudou de ideia depois de ouvir inúmeras histórias e coisas horríveis que seus pacientes tinham experimentado e feito. “Talvez a característica mais alarmante desse mal por baixo e enraizado no íntimo do homem, é ele ser endêmico. O que o faz estar tão próximo da concepção do pecado original é que ele é espontâneo e não forçado. Ninguém obriga as pessoas a cometê-lo.”
Dalrymple diz que em uma ditadura você pode “entender” as pessoas fazendo coisas ruins para se protegerem. Mas em um país livre, como a Grã-Bretanha, ninguém o obriga a ser mau. Na verdade, muitas vezes você vai ser punido se você fizer o mal. E ainda assim as pessoas escolhem livremente o que é mau. Fazem isso o tempo todo e de todas as maneiras possíveis. Quantas vezes não fazem, mas confessam, como muitas vezes ouvi, pensar coisas terríveis e não são feitas por motivos muitas vezes egoístas – medo das consequências - mais desejadas. "Nunca mais", escreve ele, "vou ser tentados a acreditar na bondade fundamental do homem, ou que o mal é algo excepcional ou alheio à própria natureza humana" ( Our Culture, What's Left of It ).
O pecado está em cada coração humano. Ele é o vilão com mil faces em mil faces de vilões. É o homem que abandona uma mulher grávida e deixa a cidade. É deixar a família e filhos por causa de um “novo amor” – sob a desculpa de querer ser feliz a custa da família, palavra empenhada e felicidade de outros. É a evidência da feiura do egocentrismo disfarçado com a palavra “amor”. Como se chamássemos veneno de essência de hortelã mudasse o que o veneno é. É o homem dizer que seus desejos sexuais é que define o que é família e casamento. É também o homem de família respeitável que despreza sua esposa e ignora seus filhos. É a mulher mesquinha que fala mal de todo mundo, mas é também a doce senhora que nunca diz uma palavra indelicada mas abriga todos os tipos de ressentimentos e rancores no peito. É o garoto que mente a seus pais... É também a criança que fica em linha reta, cara emburrada e faz pirraça quando seus desejos são contrariados... é o coração que admite não ser perfeito como forma de auto-justificação se refugiando no orgulho da comparação com o que os outros estão fazendo...
O pecado é a luxúria que leva a sociedade ver o sexo como mero entretenimento, usando outros seres humanos como se fossem coisas... é cobiça e assassinato... Mas o pecado também é impaciência, egocentrismo mesquinho e a necessidade de controlar tudo e todos... Pecado é ter crises e “odiar” a si mesmo, não por seu pecado, mas porque em seu orgulho você quer ser o mais bonito, o mais inteligente, mais magro, mais atlético... O pecado está no desgosto com todas as pessoas que não são o que nosso ego desejava que elas fossem para nós. O pecado não está no fato de que o homem não se ama, mas na auto-importância que sentimos, achando que mesmo Deus devia se curvar a nossa vontade... na auto-importância que sentimos em nosso esnobismo intelectual para com aqueles que achamos que não são tão iluminados como nós somos, o esnobismo estético, o esnobismo financeiro, e esnobismo do nosso gosto “refinado”...
O pecado está ajudando e fazendo caridade porque os outros irão pensar bem de nós, que somos pessoas boas, de bom caráter ( e jamais fazendo isso somente para a glória de Deus)... O pecado está ajudando e fazendo caridade para que nós mesmos achemos que somos bons... O pecado está sempre falando mais da falha dos outros, da igreja... do que orando por eles... o pecado está recusando um milímetro de misericórdia para os que nos ferem, quando misericórdia infinita foi dada a nós em Cristo. O pecado ama ser apreciado pelas pessoas no que fazemos por elas e nos leva a fazer tudo para receber os aplausos dos nossos feitos. O pecado é atribuirmos um monte de nomes novos a velha corrupção do nosso ser. É esconder a preguiça chamando de déficit de atenção, chamamos o medo do homem e a falta de confiança em Deus de crise de ansiedade, é ignorar a Deus e chamar isso de vida muito ocupada...
Precisamos desesperadamente recuperar a palavra “pecado” em nosso vocabulário. Quando um político famoso, atleta famoso, uma celebridade, ou um pastor, padre, pessoa comum... faz um “mea culpa” - é quase sempre na linguagem do "Lamento ter decepcionado tantas pessoas." Ou: "Lamento o meu erro de julgamento." Ou, "Eu admito que isto tem sido uma luta por mim e eu estou buscando ajuda.”
Raramente, alguém diz "Eu pequei. É indesculpável. Não posso responsabilizar ninguém... Por favor, me perdoem. Se não perdoarem, eu seu que seria merecido...” – Como Davi disse, por exemplo: “Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista...” - Salmos 51:3-4
Mesmo como cristãos encontramos maneiras de evitar a palavra pecado. Ou quando pedimos perdão, temos tantas justificativas e ressaltamos tanto o erro dos outros que o pedido de perdão é na verdade uma distribuição de culpas para amenizar a nossa.
Falamos mais facilmente de nossas imperfeições, nossas falhas, nossas dificuldades, nossas disfunções, nossas fraquezas, nossas inseguranças, problemas psicológicos, que estamos em processo de crescimento... Mas quantas vezes nós chamamos o pecado de "pecado"?
A Bíblia diz que o pecado é o problema do mundo. Somos traidores, rebeldes e desleais ao nosso Rei. Somos criaturas ingratas empinando os nossos narizes para o Criador. Somos amantes loucos fazendo de desejos, pessoas e coisas ídolos que não podem nos satisfazer. Temos corações poluídos que gostam do que é ruim e não gosta do que é bom, corações corrompidos que buscam a glória própria e não somente a glória de Deus. “E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más” -. João 3:19 - O pecado é o pecado que assedia a todo homem nascido em Adão.
Com exceção de Jesus, é claro. Deus tomou “aquele que não conheceu pecado, e o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” - 2 Coríntios 5:21 – Ou seja, o pecado pode ter mil faces se expressando em todo homem nascido em Adão, mas a salvação tem apenas uma.
“Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.”- Romanos 3:10-12
Bondade essencial? Não! Depravação total! – Até mesmo um não cristão comoTheodore Dalrymple pôde ver isso – em todos, do ditador cruel ao mais simples, comum e pobre homem da sociedade humana.

COMO IDENTIFICAR UMA SEITA


Por Pr. Joaquim de Andrade
As Seitas estão em todos os lugares. Algumas são populares e amplamente aceitas. Outras são isolacionistas e procuram se esconder, para evitar um exame de suas ações. Elas estão crescendo e florescendo a cada dia. Algumas seitas causam grande sofrimento aos seus seguidores, enquanto outras até parecem muito úteis e benéficas.

Com a chegada do novo milênio, estão surgindo novas seitas religiosas e filosóficas responsáveis pelos mais absurdos ensinamentos com relação ao final dos tempos. Essa confusão de idéias estão sendo despejadas em cabeças incautas, acabando muitas vezes em tragédias de grandes proporções.

Em 1978, o então missionário norte-americano Jim Jones, foi responsável pela morte de 900 seguidores, na Guiana Francesa, todos envenenados após Ter anunciado a eles o fim do mundo. Um fato interessante desse trágico acontecimento foi o depoimento de um dos militares americanos responsáveis pela remoção dos corpos. Ele disse que, após vasculhar todo o acampamento, não foi encontrado um só exemplar da Bíblia. Jim Jones substituiu a Bíblia por suas próprias palavras.

Em 1993, o líder religioso David Koresh, que se intitulava a reencarnação do Senhor Jesus, promoveu um verdadeiro inferno no rancho de madeira, onde ficava a seita Branch Davidian. Seduzindo os seguidores com a filosofia de que deveria morrer para depois ressuscitar das cinzas, derramou combustível no rancho e ateou fogo, matando 80 pessoas, incluindo 18 crianças.

Em 1997, outra seita denominada Heaven’s Gate (Portão do Céu), que misturava ocultismo com fanatismo religioso, levou 40 seguidores ao suicídio. Na ocasião, essas pessoas acreditavam que seriam conduzidas para outra dimensão em uma nave que surgiria na cauda do cometa Halley Bop.

No Brasil também existem muitas seitas e denominações que se reforçam em profecias do Apocalipse. Uma das mais conhecidas, devido ao destaque dado pela mídia, são as Borboletas Azuis, da Paraíba, que em 1980 anunciou um dilúvio para aquele ano.

Em Brasília, encontra-se o Vale do Amanhecer, que conta com aproximadamente 36.000 adeptos. No Paraná, um homem de nome Iuri Thais, se auto-intitula como o próprio Senhor Jesus reencarnado. Fundador da seita Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, ele parece ter decorado a Bíblia de capa a capa e, com isso, tem enganado a muitos.

Muitas das seitas são conhecidas dos cristãos brasileiros, a saber: Mormonismo, Testemunhas de Jeová, etc. Mas muitas novas seitas pseudo-cristãs estão chegando ao Brasil e são pouco conhecidas: Igreja Internacional de Cristo/Boston (Igreja de Cristo, no Brasil), Ciência Cristã, Escola Unida do Cristianismo, Meninos de Deus etc.

Quase todas essas seitas refutam a Trindade (com a conseqüente diminuição do Senhor Jesus Cristo), a ressurreição, a salvação pela Graça e contrariam outros princípios bíblicos.

ASPECTOS COMUNS

Existem muitos aspectos comuns entre as seitas que têm se disseminado pelo mundo. É importante que nós saibamos reconhecer suas características, a fim de que não sejamos enganados ou até mesmo desviados da verdadeira fé cristã.

1. As seitas subestimam o valor do Senhor Jesus ou colocam-no numa posição secundária, tirando-lhe a divindade e os atributos divinos como conseqüência.

2. Creem apenas em determinadas partes da Bíblia e admitem como "inspirados" escritos de seus fundadores ou de pessoas que repartem com eles boa parte daquilo que creem;

3. Dizem ser os únicos certos;

4. Usam de falsa interpretação das escrituras;

5. Ensinam o homem a desenvolver sua própria salvação, muitas vezes, sob um conceito totalmente naturalista;

6. Costumam buscar suas presas em outras religiões, conseguindo desencaminhar para o seu meio, inclusive, muitos bons cristãos.

domingo, 7 de julho de 2013

A importância de um pastor


Por Maurício Zágari

De uns tempos para cá, muito tem se falado sobre como pastores são desnecessários. Que com o sacerdócio universal dos santos o ministério pastoral tornou-se um desvio, um anacronismo descartável. Pastor de tempo integral? Não precisa, dizem. Basta ter um “irmão mais experiente na fé” que nos ajude na caminhada e está tudo certo. Entendo as causas desse fenômeno, típico do século 21, mas sou obrigado a discordar dele. A verdade é que escândalos públicos envolvendo pastores fizeram essa “categoria” cair em descrédito. Quem antes era reverendo hoje é suspeito até que se prove o contrário. E, para muitos, é melhor matar o corpo todo do que amputar um dedo gangrenado. Então, na dúvida, cortem a cabeça do ministério pastoral institucional. Só que isso é pecar pela generalização e descartar o que Deus não descartou.

Tomo como parâmetro meus três pastores. São homens tementes a Deus, comedidos com dinheiro, que tratam as ovelhas de modo extremamente amoroso – seja disciplinando, seja restaurando. São pessoas verdadeiramente vocacionadas, homens de Deus visivelmente preparados para desempenhar suas funções eclesiásticas. Sacerdotes que, mais do que julgar o erro alheio e punir pecadores, como verdadeiros cristãos que são se preocupam com o que Jesus de fato se preocupou: não condenar pessoas,  mas conduzi-las ao Céu.
Recentemente, enfrentei um processo pessoal muito difícil. E meu pastor foi essencial para que eu me mantivesse de pé. Testemunhei da primeira fila a diferença que alguém que exerce o ministério por um real chamado divino é capaz de fazer na vida de uma pessoa. Devido a esse processo tinha perdido o ânimo de escrever no APENAS, como já relatei aqui. Abandonei o blog, por crer ter pouco a oferecer e muito a aprender. Mas foi meu pastor quem me incentivou a prosseguir. Sei que vou escrever menos, pois, hoje, minhas atenções estão bem mais distantes da Internet. Mas voltar a escrever aqui  é a cereja do bolo daquilo que devo a meu pastor.

Nesse período da minha vida, vi amor em quem poderia adotar aquela postura carrasca que vemos em muitos pastores com mais notoriedade. Sim, meus pastores são anônimos, você possivelmente nunca ouviu falar deles. Mas, de dentro de seu anonimato, fizeram mais pela minha alma do que todos os pastores famosos juntos. Vi compaixão e um interesse legítimo de cuidar das ovelhas. Vi meu pastor ligar de outro país para saber como eu estava. Vi esperança para o tão criticado ministério pastoral. E que ninguém fale mal de meus pastores ou de sua atividade tão claramente estabelecida por Deus quando eu estiver por perto, pois serei sempre um defensor ferrenho. Por pura gratidão e por reconhecimento daquilo que é feito por tão visível chamado divino.

Esse processo pelo qual passei me fez repensar muitas, muitas coisas. Entre elas, notei, para minha surpresa, que me sinto mais tolerante. Percebi que não me chateio mais com quem critica a figura do “pastor institucional”. Depois de tudo o que enfrentei e de ter visto a diferença que um pastor de verdade faz em nossa vida espiritual, o que sinto por quem abdica do privilégio de ser pastoreado é, confesso, um pouco de pena – e espero que ninguém se ofenda com isso. Possivelmente o crítico é alguém que teve experiências ruins com maus pastores, que foi magoado por sacerdotes mal preparados, foi ferido ou ignorado por ministros do Evangelho sem entendimento do amor de Deus. Se é o seu caso, meu irmão, minha irmã, minha oração é que encontre bons pastores. Aqueles que deixam as 99 ovelhas no aprisco em busca da única perdida. Que cumprem com modéstia seu chamado. Que amam a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.  Efésios 4.11 menciona que “Deus deu uns para pastores”, logo, existem os verdadeiramente chamados para isso. E menosprezá-los seria culpar quem Deus não culpa.  Meus pastores, afirmo, não são “irmãos mais experientes na fé”. São PASTORES, no sentido mais estrito e bíblico da palavra.

Vivi na pele a importância de ter um bom pastor. Que, mais do que um juiz ou um déspota, é um pai. E, como tal, disciplina quem ama, se for o caso. Oferece o abraço, se for o caso. Dá orientações bíblicas e aponta caminhos, se for o caso. E – em todos os casos – tem sempre uma única preocupação em mente: conduzir cada ovelha que lhe foi confiada por desígnio divino no caminho do Céu.

Saiba que seu pastor é seu aliado. Se ele não é perfeito… e daí? Você é? Pastores têm o direito de errar, dê um desconto. São humanos. E não super-humanos. Pastores pecam tanto quanto você e são perdoados por Deus tanto quanto você. O que não faz deles menos pastores. Portanto, não menospreze um bom sacerdote. Se o seu não é “bom” e você não reconhece nele autoridade, busque outra igreja e outro pastor, isso não é pecado. O importante é você ter um homem vocacionado por Deus para zelar por sua alma.

Hoje, mais do que nunca, sei o quanto um pastor é importante em nossa vida. Se deixarmos de lado a puerilidade ou o senso de rebeldia característico da era pós-moderna e reconhecermos nos homens verdadeiramente chamados pelo Senhor para o sacerdócio pessoas confiáveis, teremos à disposição instrumentos maravilhosos de Deus para nos auxiliar em nossa pedregosa caminhada nesta terra.

Sou grato a Cristo pelos pastores que tenho. Homens que me abençoaram e me abençoam enormemente. E oro a Deus todos os dias por eles, em gratidão. Pois só o Senhor sabe como foram importantes nas minhas crises passadas, na minha vida hoje e no futuro da minha jornada. Muitas vezes sem que eles nem ao menos soubessem: por uma palavra, uma orientação em gabinete, uma visita ao hospital (no meu caso, mais de uma), uma pregação, longas conversas, um abraço dado no momento certo.
Ame o seu pastor. Pois o fato de você ter um pastor é uma das provas de que Deus te ama.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

04 coisas que um pastor não foi chamado para fazer.



Por Renato Vargens

A missão do pastor é glorificar a Cristo através da pregação do Evangelho de Deus. Os pastores foram chamados e vocacionados pelo Eterno para anunciar a única coisa capaz de transformar o coração dos homens que é a Boa Nova da Salvação Eterna. Todavia, os dias são dificeis e lamentavelmente muitos daqueles que deveriam ocupar o seu tempo pregando Cristo, envolveram-se em missões alternativas jogando na lata do lixo aquilo que nos é mais precioso.

Diante disto, de forma prática e objetiva gostaria de enumerar 04 coisas que o pastor não foi chamado para fazer:

1- O pastor não foi chamado por Deus para promover uma agenda politica.

Caro leitor, não acredito em messianismos utópicos, nem tampouco em pastores especiais, que trocaram o santo privilégio de ser pregador do evangelho eterno por um cargo público qualquer. Por favor, preste atenção: Não estou com isso afirmando de que o crente em Jesus não pode jamais concorrer a um cargo público. Tenho convicção de que existem pessoas vocacionadas ao serviço público, as quais devem se dedicar com todo esmero a esta missão. No entanto, acredito que o fator preponderante a candidatura a um cargo qualquer, deve ser motivada pelo desejo de servir o povo e a nação, jamais fazendo do nome de Deus catapulta para sua projeção pessoal. Agora, se mesmo assim o pastor desejar candidatar-se, (o que acho uma grande loucura) que deixe o pastorado, que não misture o santo ministério com o serviço público, que não barganhe a fé, nem tampouco confunda as ovelhas de Cristo com o gado marcado para o abate. Que não comercialize aqueles que o Senhor os confiou, nem tampouco se locuplete do nome de Deus a fim de atingir seus planos e objetivos.
2- O pastor não foi chamado pra criar um movimento religioso cujo objetivo é eleger o presidente da república.

Lamentavelmente não são poucos os movimentos eclesiásticos que surgem a cada dia neste país com objetivo principal de eleger um presidente da república "cristão". A missão do pastor não é organizar eventos em prol de um candidato a presidência da nação, e sim proclamar intrépidamente o Evangelho de Cristo, mesmo porque, o que muda e transforma o homem e seu país não é a pactuação politica partidária com candidato a ou b, o que muda uma nação é a compreensão do maior tesouro de todos os tempos, a maravilhosa mensagem da cruz.
3- O Pastor não foi chamado a envolver-se exclusivamente com movimentos sociais que combatem a fome, a violência e outras coisas mais.

Prezado amigo, por mais que seja lícito e louvável envolver-se com os problemas da cidade o pastor não foi chamado para envolver-se exclusivamente com ONGS, OSCS e instituições afins. O pastor não foi chamado por Deus para fazer protestos politicos e públicos em prol da paz ou da sociedade civil. O ministro do Evangelho foi vocacionado por Cristo, para pregar Cristo, anunciar Cristo e a Salvação em Cristo.

4- O pastor não foi chamado para dedicar seu tempo pregando o Evangelho da libertação e exclusão social.

Infelizmente não são poucos os pastores que gastam seu tempo pregando um evangelho cuja única premissa é saciar a fome do pobre. Ora, o Evangelho é mais do que isso, é anunciar Cristo, é pregar Cristo, é chamar o pecador ao arrependimento dos seus pecados. O problema é que em nome de uma claudicante espiritualidade, oferta-se ao pobre o pão que sacia a fome do corpo negando-lhe entretanto, o pão que desceu do céu. A pregação do Evangelho não nega o pão ao faminto, mas também não abre mão de pregar Cristo como único e suficiente Salvador.

Isto posto, faço minhas as palavras de Paulo que pouco antes de morrer disse ao seu jovem discipulo Timóteo: "Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." 2 Timóteo 4:1-5

Pense nisso!