domingo, 23 de junho de 2013

Carta aberta a presidente Dilma Rouseff



pronunciamento-dilma
Prezada presidente Dilma Rousseff,
Ontem eu assisti com grande expectativa o seu pronunciamento a população brasileira. Confesso que torci para que a senhora obtivesse êxito em seu posicionamento, todavia, para minha tristeza, a senhora não conseguiu convencer o povo brasileiro de sua capacidade de controlar, bem como reverter a crise política que tomou conta de nossa nação.
Presidente, (recuso-me chama-la de presidenta) o seu discurso foi no mínimo infeliz. Ora, a senhora até começou bem, no entanto, com o desenrolar da sua fala confesso que fui tomado por uma profunda inquietação, mesmo porque, suas colocações e percepções foram no mínimo descabidas. Por favor, pare, pense e reflita, a senhora verdadeiramente acredita que o problema encontra-se no fato de termos poucos médicos no Brasil? Cara Dilma, a quantidade de médicos não é o nosso maior problema e sim a forma com que o seu governo tem tratado a saúde. Médicos nós temos e os temos aos borbotões, o que não temos são equipamentos públicos de qualidade. E quanto a educação? Sinceramente a senhora foi simplista demais em afirmar que resolverá o problema da educação brasileira com os royalties do petróleo. Ora, todos sabemos da complexidade do tema e vamos combinar uma coisa? A senhora tirou a responsabilidade de si mesma e jogou para o Congresso Nacional.
Prezada Dilma, senti falta em seu discurso de posturas mais firmes. Por que a senhora não falou da PEC 37? Por que não se posicionou contra essa aberração que o congresso nacional deseja impor ao povo brasileiro? E a corrupção? Senti falta no seu pronunciamento de um combate mais efetivo a essa corja engravatada que insiste em roubar a nação. Por que a senhora não falou contra os mensaleiros e os crimes cometidos? E mais, por que a senhora não falou toda a verdade sobre os gastos com a construção de estádios para a Copa do Mundo?
Cara presidente, lamento profundamente os rumos tomados pelo seu governo. Infelizmente o Brasil possui uma das taxas tributárias mais altas do mundo; nossos serviços públicos são da pior qualidade; nossa educação é pífia; nossos hospitais falidos; nosso Congresso nacional ou caso prefira “casa de tolerância” é um dos mais inoperantes de todo planeta, onde dia após dia se multiplicam o número de escândalos fazendo-nos ruborizar diante de tanta desonestidade.
Presidente, termino essa missiva afirmando que tenho orado pela senhora e rogado ao Eterno para que lhe conceda sabedoria diante do momento nevrálgico que vivemos, no entanto, suas atitudes, bem como os rumos defendidos pelo seu governo apontam para o fato inequívoco de que o seu governo caminha para um nostálgico fim.

Waldson & Dênis

Vítima retira denúncia contra Marcos Pereira


Vítima retira denúncia contra Marcos Pereira


 O Pastor Marcos Pereira permanece preso no presídio Bangu II depois de ter quatro pedidos de liberdade rejeitados pela justiça, o pastor segue sendo investigado pelas acusações da qual é alvo.
Ao negar um dos pedidos, o desembargador afirmou que a prisão dele será mantida pela “necessidade de garantia da ordem”, segundo uma nota divulgada pelo tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Na última segunda-feira, dia (17), o pastor Marcos Pereira esteve presente na sua primeira audiência no Fórum de São João de Meriti, na ocasião estiveram presentes seis testemunhas de acusação e oito de defesa, além de 20 fiéis que estiveram presentes para apoiar o religioso.
No entanto, uma das mulheres retirou a queixa durante audiência. São cinco inquéritos policiais e três processos distintos e muitas testemunhas. Mas o Ministério Público decide manter denúncia, pois acredita que se trata de coação da vítima por parte de Pereira.
O líder da ADUD é acusado por dois estupros e coação. O depoimento contundente desta mulher que teria retirado sua acusação indica que possivelmente ela tenha sida coagida a inocentar o pastor. A Esposa de Marcos Pereira foi indiciada por desmentir acusação de estupro, ela teria feito uma acusação contra o pastor e depois voltado atrás na sua decisão

sábado, 22 de junho de 2013

Magno Malta e Marco Feliciano falam sobre manifestações e protestos

Magno Malta e Marco Feliciano falam sobre manifestações e protestos


 O senador Magno Malta, através de seu site pessoal falou sobre manifestações e na diversidade da democracia, a manifestação pacifica que aconteceu em muitos cidades do país foi uma demonstração de que a nação não está dormindo.
“No Espírito Santo os capixabas estão indignados com a violência crescente e ao mesmo tempo a impunidade de políticos que foram denunciados em várias operações como a Ferrus e também na farra dos incentivos fiscais para empresas suspeitas”, Publicou Magno Malta. E o senador ainda apoio o movimento que deve se repetir nesta quinta-feira.
Já o deputado Marco Feliciano que vem sendo alvo de inúmeras críticas após a repercussão da comissão ter aprovado o projeto de “cura gay”, encontrou tempo para falar sobre outro assunto que vem sendo muito debatido e discutido nos últimos dias, a diversas manifestações e protestos no Brasil inteiro.
O pastor usou rede social para falar e apontar as principais causas dos acontecimentos das últimas semanas. “Falta de segurança, transporte precário, pobreza extrema, corrupção, injustiça social, economia maquiada, tudo isso leva o povo à protestar”. Afirmou Marco Feliciano. O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, ainda parabenizou a presença do povo nas ruas e apoio as manifestações pacíficas. “Manifestações pacificas são legitimas, democráticas e bem vindas! A taça da paciência dos brasileiros transbordou! Abaixo aos vândalos!”.

UNÇÃO DE ÓRGÃOS SEXUAIS A MAIS NOVA HERESIA NO PEDAÇO



Por Renato Vargens
Antes de discorrer sobre o tema gostaria de indicar aos queridos amigos a leitura de dois textos, um escrito por mim e outro pelo Rev. Augustus Nicodemus.
1- Posso ungir meu carro, trabalho ou apartamento? (aqui)
2- Carta ao Reverendo Van Diesel (aqui)
Isto posto, vamos ao texto:
Outro dia fiquei sabendo de uma igreja em Niterói que promoveu uma campanha de abstinência sexual. Baseada na passagem em que Paulo ensina que devemos “consagrar nossos corpos” a Deus, a liderança da dita igreja, entendeu que deveria ungir os órgãos sexuais de todos aqueles que estavam frequentando seus cultos. Pois é , sabe o que é pior? O povo se submeteu a ser ungido.
Soube também de uma outra comunidade cujo pastor resolver orar pelos órgãos sexuais dos membros de sua igreja e para tanto, convidou a todos a imporem as mãos sobre seus aparelhos reprodutores.
Prezado amigo, vamos combinar uma coisa? A capacidade que alguns tem de fabricar doutrinas e práticas esquisitas é de assustar qualquer um. Ora, se não bastasse a sandice de ungir carros, objetos e imóveis, eis que surge nesse tupiniquim país a prática da unção com óleo nas genitálias dos fiéis.
Por favor, responda sinceramente em que lugar nas Escrituras encontramos Jesus orientando os discípulos ungirem o sexo dos homens? Ou em que momento vemos os apóstolos Pedro, Paulo e Tiago instruindo os cristãos a ungirem os órgãos sexuais dos santos? Em nenhum lugar não é verdade?
Queridos irmãos sabe qual é o problema da igreja brasileira? Ela abandonou as Escrituras. Por que se tivesse fazendo da Bíblia sua única e exclusiva regra de fé teria há muito tempo rechaçado as heresias apregoadas pelos falsos profetas.
Outro dia enquanto participava de um programa de televisão no Rio de Janeiro, um dos debatedores, pastor evangélico teve a cara de pau de dizer que a Bíblia não valia de nada e que tudo aquilo que nela está escrito não passam de boas histórias. Claro que eu o refutei na hora, mesmo porque, não dá pra ouvir tamanha sandice e ficar calado não é verdade?
Isto posto, termino esse artigo trazendo alguns conselhos práticos a irmãos em Cristo que se encontram fazendo parte de igrejas com forte “apelo sexual”:
1-) Saiam imediatamente de igrejas cujos pastores em suas mensagens pregam a abstinência sexual no casamento. “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada e proíbem o casamento e o consumo de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ação de graças pelos que creem e conhecem a verdade.” 1 Timóteo 4:1-3
2-) Saiam imediatamente de igrejas cujos pastores ensinam que os seus órgãos sexuais precisam ser consagrados e ungidos e que para isso, precisam ser tocados. “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus. E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo. Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder.Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo, e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo. Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne. Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito. Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus.” 1 Coríntios 6:10-20
3-) Saiam imediatamente de Igrejas cujo discurso, pregação e ensino esteja unicamente fundamentadas em mensagens de teor sexual.
Lembre-se as Escrituras nos ensinam que nos últimos dias surgiriam falsos mestres e falsas doutrinas:
“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! Mateus 7:15-20
Naquele que é a verdade,

O QUE PENSO SOBRE OS PROTESTOS FEITOS NO BRASIL




Por Renato Vargens
Primeiramente é bom informar que sou absolutamente contra a baderna, depredação do patrimônio público e civil, bem como também qualquer tipo de violência que porventura possa ser cometida pelo Estado ou pela sociedade civil. Todavia,  excluindo isso, manifesto meu total apoio aos protestos feitos no Brasil.
Sinceramente isso demorou para acontecer, governo após governo, o povo brasileiro vem sofrendo os mandos e desmandos de líderes que só pensam em encher a “burra” de dinheiro. Não, não dá pra conviver com uma carga tributária altíssima como a nossa, não é possível continuarmos brincando de Poliana fazendo o jogo do contente, enquanto a educação e saúde são renegadas em detrimento a construções de estádios de futebol. O que falar então da corrupção? Quanto dinheiro desviado, não é verdade? Basta! Isso precisa terminar! Nossa povo não suporta mais ouvir relatos de pais que perderam seus filhos por culpa da ineficiência da segurança pública. Chega de tanto de descaso, de tanta miséria, de tanta dor, de tanta violência. Ora, somente neste ano milhares de indivíduos tiveram suas vidas ceifadas em virtude da violência.  Para piorar a nossa taxa tributária é uma das mais altas do mundo; nossos serviços públicos são da pior qualidade; nossa educação é pífia; nossos hospitais falidos; nosso Congresso nacional ou caso prefiram “casa de tolerância” é um dos mais inoperantes de todo planeta, onde dia após dia se multiplicam o número de escândalos fazendo-nos ruborizar diante de tanta desonestidade.
Caro leitor, diante do exposto eu afirmo que apoio as manifestações pacíficas e apartidárias sim. Basta! Definitivamente o Brasil precisa mudar!
Digo mais, não tenho a menor dúvida de que não nos é possível continuarmos inertes diante do caos, da  violência e do descaso que tem tomado conta das grandes cidades brasileiras. A corrupção e a ladroagem em hipótese alguma devem fazer parte de uma sociedade desenvolvida, e que devido a isso não devemos e nem podemos nos acostumar ao que temos visto e ouvido em nossas cidades, antes pelo contrário, nós cidadãos de bem devemos protestar veementemente quanto estado caótico que se encontra nossa nação, cobrando dos nossos legisladores, leis justas e equânimes a fim de que o cidadão brasileiro tenha uma vida digna e segura.
É o que penso!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Três fatos a respeito do Problema do Mal


Por Samuel Falcão

Embora todos não possam concordar em tudo quanto se refere a este problema intrincado, há pelo menos três fatos que todos os teístas admitirão neste particular: 1. A existência do mal, 2. O fato de Deus não poder ser o autor do mal, e 3. O fato de Deus permitir que o mal exista.
a) O primeiro fato que todos temos de reconhecer é a existência do mal ou pecado no mundo. Os sofrimentos a que todos estamos sujeitos; o egoísmo que caracteriza todos os ho­mens; os inúmeros atos maus que têm sido cometidos por todos os membros da raça humana através das eras; a existência de pecados como o orgulho, o ódio, a cobiça, os ciúmes, as menti­ras, a lascívia e um sem número de pecados semelhantes a es­tes, pecados que nós mesmos experimentamos, e pecados que vemos ao nosso redor, em nosso próximo. Todos estes fatos conspiram em provar o triste, mas incontestável fato de que o mal existe no mundo. Quereis uma prova do numa só palavra? A guerra. Já se disse que a história da humanidade tem sido escrita com sangue, porque é a história de suas guer­ras. E a guerra, a maior loucura e a maior crueldade que o homem é capaz, revela a dolorosa condição do gênero humano sob o domínio do pecado.
A realidade do mal é tão evidente que os pagãos foram levados a pensar que existem no mundo duas forças eternas e opostas entre si, as quais têm estado e estarão em luta constan­te para todo o sempre. Nós, que cremos num Deus eterno e onipotente, não podemos concordar com essa teoria. Não cre­mos nesse dualismo. Mas não podemos negar a realidade do mal, não só porque sabemos de sua existência por nossa pró­pria experiência, mas especialmente porque a revelação de Deus afirma essa existência e anuncia sua final derrocada, no fim desta luta terrível. Sabemos que o bem é eterno, porque tem sua fonte em Deus, que não teve princípio nem terá ja­mais fim; mas o mal é transitório, porque começou no tempo, com os seres criados, e acabará (no sentido de ser vencido) no tempo marcado por Deus, depois de ter realizado seu propósito. E assim, na eternidade, para onde marchamos, o bem reinará supremo, sem oposição, (ver Rom. 16:20).
b) O segundo fato que todos temos de admitir é que Deus não é o autor do mal. O Deus em quem cremos é infinita­mente bom e perfeito. Não podia ser o originador do mal. Todas as Escrituras ensinam que Deus é infinitamente santo e por isso, não podia ser o autor de algo que é exatamente o oposto de sua natureza. O verdadeiro conceito do mal por si mesmo nega a possibilidade de se atribuir sua origem a Deus. O mal em sua essência opõe-se, é contrário a Deus e suas perfeições, em su­ma, viola suas leis. A Bíblia ensina que até certas coisas que em si mesmas não são pecaminosas, podem tornar-se tais, se as praticarmos contra nossa consciência, isto é, contra aquilo que supomos ser a vontade de Deus (cf. Rom. 14:14, 23; 1Cor.8:8-13).
Que o mal se opõe a Deus vem sugerido pela figura da luz e das trevas, empregada pela Bíblia para designar a Deus e a Satanás, respectivamente. “Deus é luz, e não há nele treva ne­nhuma” (1Jo.1:5). Mas o reino de Satanás é o reino das tre­vas (Ef.6:12; At.26:18; Col. 1:12,13). Que são as trevas? São a ausência da luz. Assim, pois, que é o mal? E a ausência de Deus, de quem procede todo o bem. Portanto, Ele não pode ser o originador do mal, visto como não pode contradizer-se a si mesmo. Não pode ser ao mesmo tempo luz e trevas. Esta é a razão pela qual Tiago declara em sua epístola: “Deus não pode ser tentado pelo mal” (Tg.1:13).
Estas considerações sugerem uma pergunta muito impor­tante: qual é a natureza e qual é a origem do mal? É o mal uma tendência impessoal, ou se originou numa pessoa?
O mal não pode ser uma tendência impessoal, porque neste caso teríamos de admitir uma das duas: ou Deus e o autor do pecado, ou existem duas forças opostas entre si no mundo. Nou­tros termos, se o mal fosse uma tendência, ou seria ele criado por Deus (o que importaria em negar a santidade divina), ou o dualismo seria uma verdade. E então, como começou o mal?
A única explicação possível da origem do mal é a existên­cia de um ser superior ou ser moral que, tendo sido feito livre, podia opor-se a Deus. No momento em que Deus criou um ser moral, inteligente, livre e responsável, dotado de vontade que podia opor-se à sua, ele criou a possibilidade de se desobede­cer a essa sua vontade e, portanto, criou a possibilidade do pe­cado que, como já vimos, é algo contrário a Deus ou é afasta­mento de Deus. Ser moral é o que é livre e responsável e, portanto, tem o direito de obedecer ou de desobedecer a Deus. Além do que, não há valor algum na obediência que não se acompanha da possibilidade de desobedecer. Visto como Deus não se pode contradizer a si mesmo, não podia negar a um livre agente o direito de desobedecer-lhe; ou, noutras palavras, não podia tirar-lhe o que ele próprio lhe houvera dado — a liberdade.
A Bíblia dá a entender que toda vez que Deus criou um ser moral, submeteu-o a uma prova para ver se lhe obedecia ou não, dando-lhe uma oportunidade de decidir ser a favor ou contra Deus. Foi este o caso dos anjos, e foi igualmente o caso do homem, no princípio. O mesmo aconteceu até com o homem Jesus Cristo, quando o Espírito o impeliu ao deserto para ser tentado pelo diabo. Apesar de ser Filho, precisou aprender a obediência através de seus sofrimentos (Heb.5:8).
A Bíblia não diz exatamente quando e como o mal come­çou, mas revela que por causa do orgulho, Satanás deu-lhe ori­gem. Quando Deus criou o homem, o mal já existia, visto como, antes da queda, proibiu-lhe comer do fruto da árvore da ciên­cia do bem e do mal. Penso que esta é a razão por que Deus proveu redenção para o homem, porém não para Satanás e seus anjos. Não foi o homem que originou o espírito de revolta contra Deus, e de certo modo foi vítima do grande adversário de Deus. Note-se nesta conexão que o inferno não foi feito para o homem, mas foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mat. 25:4l).
Concluímos, pois, que o mal começou com a desobediência de um ser moral, que se rebelou contra Deus e levou o homem a seguir-lhe as pegadas. Depois de começar com um ato de desobediência e revolta, o mal tornou-se uma tendência nos seres desobedientes. Temos aí por que todos os descendentes de Adão nascem com uma natureza pecaminosa, como o decla­rou Davi: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51:5). Deus é o único que pode modificar e extinguir essa tendência mediante uma completa transforma­ção chamada nas Escrituras novo nascimento.
c) O terceiro fato que precisamos admitir, com referên­cia a este assunto, é que Deus decidiu permitir o mal, permitir que o pecado entrasse no mundo. Admitir a santidade de Deus é reconhecer que Ele não podia ser o originador do mal, como já vimos. Mas, por outro lado, crer em sua onipotência é reco­nhecer que o mal não podia vir a existir sem que Ele o permi­tisse. É claro que Ele decidiu, por algumas razões não revela­das de todo, permitir que o mal penetrasse no mundo. Contudo não precisamos inquietar-nos com as razões de Deus, por­que Ele mesmo nos tem dito em sua Palavra que “as coisas en­cobertas pertencem ao Senhor nosso Deus; porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre” (Deut. 29:29). Todavia não devemos esquecer que, permitindo a existência do mal, Deus é capaz de controlá-lo e também de extingui-lo no devido tempo, como é certo que vai fazer.
Que Deus domina o mal e os seres malignos vemo-lo no fato de Satanás não poder fazer qualquer mal a Jó, enquanto Deus não lho permitiu, e ainda assim somente até onde Deus permitiu. Mesmo para entrar nos porcos, os demônios precisa­ram pedir que Cristo lho permitisse (Mat.8:31,32). O desejo de Satanás, durante muito tempo, fora naturalmente destruir Jó, mas nada pôde fazer sem a permissão divina. Porém, pelo fato de permitir que Satanás fizesse o que desejava, Deus me­rece censura pelos atos do maligno? Certo que não. O mesmo se diga dos homens. Todos nascemos em pecado, e nossa ten­dência é cada vez mais para o pecado. Deus entretanto domina em nós essa tendência, interferindo ou deixando de interferir permitindo ou não permitindo que nos afastemos dele até onde queiramos. Algumas vezes Deus coíbe as ações dos ho­mens, como no caso de Abimeleque, a quem Ele disse: “Daí o ter impedido eu de pecares contra mim, e não te permiti que a tocasses” (Gen.20:6). Que Deus é capaz de dominar até os desejos dos homens vem declarado em Ex. 34:24, onde lemos: “Ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para compare­cer na presença do Senhor teu Deus três vezes no ano”. Ou­tras vezes, no entanto, Deus permite que os homens procedam como querem, abandonando-os às suas próprias tendências e de­sejos. Lemos, por exemplo, que “nas gerações passadas, Deus permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios cami­nhos” (At.14:16). Lemos também que “lhes fez o que deseja­vam” (Sl.78:29). Ainda lemos em Rom.1:24,28 que, por cau­sa do orgulho, da ingratidão e da vaidade dos homens, Deus “os entregou à imundícia, pelas concupiscências de seus pró­prios corações, para desonrarem os seus corpos entre si; e por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para pratica­rem coisas inconvenientes”. (Leia-se também Deut. 8:2; 2Cron. 32:31; Os.4:7).

O Problema do Mal

Por Carlos Osvaldo Pinto
A existência do mal, em suas variadas formas, mas particularmente naquelas que são aparentemente injustificadas, levanta dificuldades lógicas e psicológicas quanto à existência e/ou ao caráter de Deus. Embora raramente isso seja levantado pelos que argumentam contra a existência de Deus por causa da presença do mal no universo, o problema não é uma questão de grau, mas de simples existência.

 “Mal” é um termo de difícil definição, em particular devido à natureza limitada de nosso conhecimento e à falta de um acordo quanto à perspectiva a partir da qual tentar uma definição.

Via de regra, mesmo teístas ardorosos acabam adotando uma definição antropocêntrica do mal, e isso lhes dificulta um tratamento exegético adequado da evidência bíblica.

Por outro lado, uma definição mais teocêntrica fecha a possibilidade de um diálogo significativo com os “ateólogos”.

Em geral, um evento é entendido como “mal” (ou, se quisermos adjetivar, “mau”) se:
  • Causar algum dano (de qualquer dimensão) ao bem estar físico e/ou emocional de uma criatura capaz de sensação;
  • Ocorrer algum tratamento desumano ou injusto de uma criatura capaz de sensação;
  • Causar perda de oportunidade ou desenvolvimento por causa de doença e/ou morte, particularmente “prematura”;
  • Impedir que um indivíduo leve uma vida significativa e/ou virtuosa;
  • Violar algum código moral ou roubar direitos essenciais a alguém;
  • Constituir a “privação” ou a deterioração de algum “bem”.

Taxonomia do Mal

Mal Moral. Esta categoria engloba males que resultam do mau uso da capacidade de escolha de algum agente moral. Inclui atos específicos de “maldade” (mentira, desonestidade, violência, destruição) em maior ou menor grau.

Mal Natural. Em contraste com o mal moral, o mal natural resulta da operação de processos naturais, nos quais nenhum agente moral pode ser responsabilizado pelo dano resultante. Exemplos clássicos são desastres naturais como furacões e tornados, terremotos e maremotos, deslizamentos de terra e enchentes, e também doenças devastadoras como a leucemia e o mal de Alzheimer.

Uma qualificação importante
Boa parte do que é considerado males naturais consiste, na verdade, de males morais precipitados por negligência, ganância ou pura e simples estupidez humana.
  • Câncer no pulmão pode ser causado por fumo inveterado.
  • Destruição em massa num terremoto pode ser causada pela ganância de empreendedores ou neligência de governantes (ou ambos).
  • Enchentes têm como causa frequente a irresponsabilidade de cidadãos e/ou  governantes.
Quando causados pelo exercício da vontade de agentes morais, tais males são melhor qualificados como morais, ou pelo menos híbridos, i.e., males naturais exacerbados por erros de natureza moral.

Uma maneira alternativa de dizer isso seria classifcar como  males naturais apenas aqueles cuja ocorrência não pode ser atribuída a agentes morais meramente humanos.

Uma categoria à parte é a do chamado mal hediondo, no qual agentes morais exacerbam a violência, a crueldade, a desumanidade em nome de preferências ou ojerizas pessoais.

Holocausto
  • Linchamentos tipo Ku-Klux-Klan (e garotões de Brasília)
  • Cárceres privados e incestos
  • É geralmente essa categoria de males que provoca o desafio dos ateólogos à existência de Deus.

Maneiras Excludentes de Lidar Com o Problema

Ilusionismo – Negar a realidade do mal

Monismos orientais e ocidentais advogam que há uma única realidade e que o mal é uma ilusão.
  • O hinduísmo tradicional diz que todo o mundo material é maya (ilusão).
  • Baruc Spinoza argumentou que nada pode ser taxado de mau pois faz parte da infinita bondade do quadro total.
  • Ciência Cristã afirma que “o mal . . . Não tem base real. É um erro do homem mortal.”
Respostas ao Ilusionismo
A impressão da existência do mal é uma persistência universal. Como explicar essa impressão?

Será que é prova de bom senso negar totalmente a percepção sensorial de todas as pessoas? Isso tornaria a própria percepção do panteísta altamente suspeita.

Se o mal é apenas ilusão, por que a dor que ele causa é real no nível mais íntimo do ser humano?

O Ateísmo – Afirmar a realidade do mal e negar a realidade de Deus

Um silogismo famoso (Epicuro, Hume, etc.)
  • Se Deus é Todo-Poderoso, Ele pode eliminar o mal.
  • Se Deus é Todo-Benevolente, Ele eliminará o mal.
  • Mas, o mal continua a existir.
  • Logo, Deus como entendido pelos teístas, não existe.
  • I.e., se existir, não será onipotente.
  • I.e., se existir, não será onibenevolente.
O Ateísmo – Negar a bondade de Deus ou negá-lO como a Realidade Última.

Um outro silogismo
  • Ou (1) nosso senso moral existe porque Deus quis assim ou (2) Deus quis assim porque o senso moral sempre existiu.
  • Se (1) é fato, Deus é arbitrário quanto ao que é certo, e não é essencialmente bom.
  • Se (2) é fato, Deus não é a Realidade Última, pois ao menos uma vez esteve sujeito a algum padrão externo.
  • Em qualquer um dos casos acima, ou em ambos, Deus não é o que os teístas reivindicam.
  • Logo, Deus como entendido pelos teístas, não existe.
O Ateísmo – Há outras abordagens usadas por ateólogos para propor a inexistência de Deus ou a improbabilidade de Sua existência.

Deus e o mal são logicamente incompatíveis.
Deus e o mal são praticamente incompatíveis.
Deus poderia ter criado um mundo sem a presença do mal.
  • Esta é a forma mais comum de crítica ao teísmo cristão em nossos dias.
  • Ela não precisa recorrer às pressuposições embutidas nos silogismos anteriores.
Respostas Cristãs ao Ateísmo

Jay Adams ilustra uma abordagem calcada na soberania de Deus, baseando-se em Rm 9.17 (no livro The Grand Demonstration: A Biblical Study of the So-Called Problem of Evil, 1991), e argumentando que o propósito do mal (e da misericórdia) é revelar a natureza de Deus.

Vários outros autores seguem em parte o argumento de Leibnitz (este é o melhor dos mundos possíveis), sugerindo que embora este não seja o melhor dos mundos, é o melhor (e necessário) caminho para o melhor dos mundos (onde sequer a possibilidade do mal venha a surgir eternamente).

Para que o mal inexistisse, Deus poderia
(a)    não ter criado mundo algum;
(b)   ter criado um mundo sem criaturas livres;
(c)    ter criado um mundo onde criaturas livres não pecassem;
(d)   ter criado um mundo onde criaturas livres pecassem.

A resposta teísta à alegação dos ateólogos que os cenários (a), (b) e (c) são melhores que o cenário (d) é que o cenário (d) é o caminho para que tais criaturas livres eventualmente fossem definitiva e eternamente livres da presença e da ameaça do pecado e do mal por uma redenção em que o próprio Deus experimentasse o maior dos males em favor de Suas criaturas.

Maneiras Abrangentes de Lidar Com o Problema

Aqui afirma-se a realidade de Deus e do Mal.
Dentre várias formas abrangentes, destacam-se:
O Dualismo
O Panenteísmo (ou teologia do processo)
O Finitismo em várias formas
  • Deus não é onipotente
  • Deus não é onisciente
  • Deus não era livre (ou soberano) para não criar
O Dualismo – O Bem e o Mal em eterna oposição
Primeiro argumento dualista
  • Bem e mal são antitéticos.
  • Nada pode originar o seu oposto.
  • Logo, Bem e Mal são eternos.
Resposta teísta
  • A segunda premissa só é verdade em termos essenciais, não em termos incidentais.
  • Além disso, a existência de opostos não garante a eternalidade de seus primeiros princípios.
Segundo argumento dualista
  • Deus é o criador de tudo que existe.
  • O mal é algo que existe.
  • Logo, Deus é o autor do mal.
Resposta teísta
  • A primeira premissa é verdade em termos essenciais, não em termos incidentais. Deus criou os elementos necessários à combustão, mas não os incêndios. Deus concedeu a liberdade, mas não é responsável pelo seu mau uso.
  • Além disso, o mal não é uma entidade criada independente, mas a deterioração ou privação de algum bem numa entidade no que tange à sua natureza. Isso não equivale a negar a realidade do mal, mas sua realidade independente.
O Panenteísmo – Deus é coextensivo com a Criação

No panenteísmo o mal é inerente à matéria, que é vista como eterna ou pré-existente
  • Deus não é o criador mas o modelador.
  • O mal é algo que existe continuamente e será derrotado incrementalmente pela ação conjunta de Deus e dos que O Seguem.
  • Deus quer, busca, tenciona, tenta e trabalha para eliminar o mal, mas ainda não tem poder agregado suficiente para fazê-lo.
Resposta teísta

O Neo-Teísmo – Há limitações autoimpostas por Deus ao criar seres moralmente livres.
  • O neo-teísmo alega interpretar as Escrituras mais corretamente ao reconhecer limitações em Deus.
  • Alega ainda atribuir uma atividade mais direta de Satanás nos chamados males naturais.
  • Alega que a liberdade humana seja absoluta (ou libertária) para que Deus seja isento do Mal.
  • Define mal (e bem) em termos essencialmente humanos (aquilo que nos causa medo, dor e tensão).
Respostas Teístas ao Neo-Teísmo
  • O neo-teísmo lê seletivamente e deixa de lado aspectos contextuais e literários que justificam supostas limitações divinas.
  • Concede a Satanás muito mais campo de ação do que as Escrituras sugerem, mesmo à luz de “ele foi homicida desde o princípio” (Jo 8.44).
  • Acaba por isentar Deus da responsabilidade pelo bem, já que a criatura é plenamente responsável e livre.
  • Desconsidera a glória de Deus como o propósito último e maior do universo (que inclui o desfrute de Deus pela criatura que a Ele responda em fé).

Algumas Sugestões

Precisamos abordar a questão do mal a partir de uma plataforma de fé, e não apenas de reação aos argumentos dos ateólogos. Mais precisa ser dito e escrito a partir das Escrituras.

Não basta apontar para os argumentos dos ateólogos como fruto apenas de uma reação emocional à existência do mal (embora esse fator me pareça preponderante).

Precisamos cuidar para não sermos insensíveis à dor genuína, enquanto tentamos não ser coniventes com a mera especulação diletante.

Precisamos lidar exegeticamente com as alegações do neo-teísmo e com a atitude laissez-faire que ele tende a produzir. 

O que fazer quando tudo vai mal?

Sad1 
Por Mauricio Zágari
Quando alguém se casa, é comum que diga que seus votos valem "...na alegria e na tristeza, na saúde e na pobreza...".  Em outras palavras, os votos devem valer nas horas boas, alegres, quando tudo vai bem; ou na barra pesada, na tristeza, no desemprego, na doença, quando está tudo ruim. Interessante é que em nossa aliança com Deus isso parece que não vale. Para muitos de nós, quando tudo vai bem é festa na igreja, louvores de mãos erguidas, glória e aleluia. Mas quando as circunstâncias da vida desandam, passamos a culpar Deus e nos afastamos dele. Ou murmuramos. Ou agimos como quem não tem fé no Senhor. Qual é, afinal, a postura que o cristão deve ter quando tudo vai mal?

A resposta é: fazer tudo ao contrário do que dá vontade.

Como assim? A proposta do Evangelho é contracultural. É nadar contra a correnteza. É seguir na contramão. Portanto, quando dá vontade de reclamar, a proposta da Cruz é "em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1 Ts 5.18). Devemos sempre ler a Bíblia com um olho no microscópio, ou seja, atentando para os menores detalhes. No caso, importa reparar na palavra "tudo". Se é para em "tudo" darmos graças, ou seja, em "tudo" agradecermos, o que Paulo nos ensina é que devemos ser gratos a Deus também quando tudo vai mal.

Sad2Estranho, não é? Mas... se pararmos para pensar, o Evangelho é estranho. Deus se fazendo homem? Deus querendo sofrer por quem não merece? Deus perdoando a escória da humanidade? Quem entende? Só que, quando compreendemos que "todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8.28), entendemos que, mesmo quando tudo vai mal, esse mesmo tudo está cooperando para o nosso bem. E isso nos desperta gratidão a Deus.

As tribulações também proporcionam benefícios. "Também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança" (Rm 5.3,4). Isto é, quando tudo vai mal Deus está fazendo crescer em nós perseverança (fundamental para "perseverar até o fim e ser salvo" - Mt 24.13), experiência (úteis em muitas circunstâncias e para podermos ajudar o próximo) e esperança (essencial para nos manter de pé nas piores horas).

Mas quando tudo vai mal o que é preciso fazer? O segredo Paulo nos diz em sua epístola aos Romanos: "Regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes" (Rm 12.12). Ter paciência. E "paciência" é a "capacidade de tolerar contrariedades, dissabores, infelicidades; é o sossego com que se espera uma coisa desejada". Tolerância. Sossego. Persistência. Paz. Assim, o cristão que tem fé demonstra tolerância com os problemas, permanece sossegado na adversidade, espera com paciência Deus decretar o fim do período de duras provas, sabendo que depois tudo irá bem.

Sad3Fazer tudo ao contrário do que dá vontade. Logo, na pobreza devemos doar. Na tristeza, glorificar. No choro, agradecer. No sofrimento, esperar. Na decepção com o próximo, amar. E, em tudo isso, ter uma certeza: "Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas" (2 Co 4.15-18).

Se Deus permite que tudo vá mal hoje é para que tudo vá bem na eternidade. Por quê? Não faço ideia. O que meu desemprego e as dificuldades financeiras vão gerar de benefícios? Não sei. O que as dores que inundam meu corpo farão de bem por mim? Ignoro. O que ser vilipendiado por quem me chamava de "amigo" traz de vantagens? Só o Senhor sabe. O que amargar desamor de quem você menos esperava somará na sua vida? Difícil entender.

Sad4Fazemos festas surpresas para quem amamos, damos presentes fora de uma data especial para entes queridos, deixamos inesperados recados em batom no espelho do banheiro para nossos cônjuges. Eles não sabem que serão surpreendidos. Mas nós sabemos. Deus também gosta de nos fazer surpresas. E elas virão na eternidade. Hoje, tudo vai mal. Na vida eterna, a surpresa nos espera: "Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam" (1 Co 2.9).

Prepare-se para encarar momentos nada surpreendentes de angústia nesta vida. E prepare-se para ser surpreendido com maravilhas na eternidade.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

Amigo, é tudo ou nada!



Por Josemar Bessa
“Eu devo ter o Salvador de fato, pois Ele é o meu tudo. Tudo o que os outros têm do mundo, em si mesmos, eu tenho somente nEle – prazeres, riquezas, segurança, honra, vida, justiça, santidade, sabedoria, felicidade, alegria, prazer e felicidade...
Se uma criança anseia por seu pai, um viajante por fim da sua jornada, um operário terminar o seu trabalho, um prisioneiro a sua liberdade, um herdeiro a plena posse de sua herança, assim, em todos estes aspectos, não deixo de desejar somente Ele e ir logo para casa!” – Howell Harris ( 1714 – 1773 ).
Primeiro, - Cristo apareceu uma vez por todas para aniquilar o pecado pelo seu sacrifício – “Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo.” - Hebreus 9:26

Fui Salvo!

Cristo veio ao mundo para definitivamente aniquilar o pecado na vida daqueles que Ele chama por Sua graça. De maneira muito diferente dos sacrifícios que eram repetidamente oferecidos pelos sacerdotes levitas, ele ofereceu um sacrifício de uma vez por todas. O único altar do evangelho é o Calvário. Altar é o lugar onde é oferecido o sacrifício ( Eis a razão por ser absurdo chamar a plataforma na frente dos templos de altar – não existem altares na Nova Aliança senão o Calvário – A parte da frente do templo é simplesmente uma plataforma onde é pregado o evangelho – não é um lugar mais santo... um altar...).

Por isso o texto diz: “Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos...”- Hebreus 9:26 – Sua obra perfeita aponta e prepara a expectativa de um fim. Sua vida, morte, ressurreição, ascensão e derramamento do Espírito, inaugurou os “últimos dias” – “mas nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo.” - Hebreus 1:2

A perspectiva e experiência espiritual do Antigo Testamente é descortinada para nós aqui – Lá os crentes viviam à luz das promessas de Deus e andaram pela fé, crescendo no conhecimento do significado interior dos inúmeros sacrifícios que eles presenciavam e ofereciam a Deus. Tudo aquilo para que suas mentes se fixassem no verdadeiro sacrifício que era tipificado dia após dia. Eles ainda não tinham a realidade: “Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido.” - Hebreus 11:39.

Todos os redimidos, no Antigo e Novo Testamento, são salvos em Cristo, num único sacrifício. Eles entenderam que a longa fila de sacerdotes e sacrifícios não poderia ser o caminho para o perdão final e aceitação deles diante de Deus: “No entanto, somente o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, apenas uma vez por ano, e nunca sem apresentar o sangue do sacrifício, que ele oferecia por si mesmo e pelos pecados que o povo havia cometido por ignorância. Dessa forma, o Espírito Santo estava mostrando que ainda não havia sido manifestado o caminho para o Santo dos Santos enquanto ainda permanecia o primeiro tabernáculo. Isso é uma ilustração para os nossos dias, indicando que as ofertas e os sacrifícios oferecidos não podiam dar ao adorador uma consciência perfeitamente limpa.” - Hebreus 9:7-9

Ao ir a cruz Cristo libertou milhões e milhões de cativos, aniquilou o pecado, rasgou o título da dívida e deu aos verdadeiro adoradores uma consciência limpa.

Segundo, - Cristo aparece agora na presença de Deus em nosso favor– “Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou no próprio céu, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor” - Hebreus 9:24

Sendo Salvo! – O que Cristo está fazendo agora? Está intercedendo por seu povo. A ideia de que nós fomos perdoados na cruz e agora é conosco – nós que manteremos a nossa salvação... é completamente antibíblica. Cristo não é apenas o Autor de nossa fé, ele a mantém até o fim – essa é a base da perseverança dos santos. Ele começou algo que Ele terminará. Quem foi justificado em seu sangue, será salvo da corrupção do mundo por Seu poder infinito e sua intercessão, onde Ele está diante do Pai em nosso favor: “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” – Filipenses 1.6 – Sua intercessão por aqueles que o Pai lhe deu, é invencível.

Em Hebreus 9.24 o autor de Hebreus está pensando no que aconteceu após a morte de nosso Sumo Sacerdote. Na escuridão do Gólgota Ele foi “castigado e ferido por Deus” (Is 53.4). Quando o Sumo sacerdote entrava no Santo dos santos representando o povo de Deus, suas roupas tinham sinos nas orlas para que o som deles mostrasse aos adoradores que ele estava vivo (Ex 28.33-35). Nos três dias em que Cristo esteve morto, podemos dizer que não se ouvia os sinos... Mas então Cristo se levantou  no poder de uma vida indestrutível e ascendeu à mão direita de Deus.  Sua presença ali é a evidência de que toda a dívida de todos os eleitos foi riscada e que jamais sacrifício pelos pecados precisará ser repetido. Ele pessoalmente encarna a propiciação perfeita feita pelos nossos pecados: “E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra.” - Apocalipse 5:6 – Eis a aparência daquele que faz toda a intercessão de que precisamos: “Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós.” - Romanos 8:34. 

Aí está toda a base da santificação presente e da perseverança de todos os santos – Somos por Ele salvos no presente da corrupção do mundo e mantidos na Fé – “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” - 2 Coríntios 4:4 – Mas nos filhos de Deus, por Cristo, o maligno não toca (1 Jo 5.19,20). Sua intercessão vencedora que começou na terra: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” – João 17.15 – Ele intercede não pelo mundo, mas pelos eleitos: “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus.” -João 17:9 - e  continua à direita do Pai.

Sua intercessão vencedora traz no presente infalivelmente santificação e perseverança – “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou. Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade.” - João 17:15-17 – Pela obra e intercessão de Cristo, todos os eleitos serão, estão sendo, completamente salvos da corrupção do mundo e guardados para a redenção ( Santificação e perseverança) – Nele, por Ele e para Ele.

Terceiro -  Cristo aparecerá para salvar aqueles que estão esperando ansiosamente por Ele: “...assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam.” - Hebreus 9:28

Serei salvo! - Enquanto Jesus estiver a Direita de Deus nos céus, a nossa salvação será vitoriosa e permanecerá – e como Ele está ali eternamente, nada pode destruir o que Ele fez em e por nós: “Portanto ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles.” - Hebreus 7:25 – Portanto, infalivelmente algo está no nosso futuro. Cristo aparecerá em glória para salvar os que ansiosamente esperam por Ele: “...e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam.” - Hebreus 9:28 

Todos esses que O aguardam vivem no poder da santidade que sua intercessão lhes garante: “Todo aquele que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, assim como ele é puro.” - 1 João 3:3. Estamos certamente saboreando o “Já” da salvação, mas completamente conscientes de que há um futuro, há um “ainda não” – o qual esperamos ansiosamente.

Ainda não estamos em casa com Cristo, somos peregrinos, queremos ir para casa. Você está ansioso? “desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor” -  Filipenses 1:23