sábado, 16 de março de 2013

10 motivos bíblicos para não ser Católico Apostólico Romano

O Catolicismo Romano afirma ser o único representante na terra da fé Cristã. Ensinam que fora da igreja Católica Romana não há salvação. Quando o papa Bento 16 veio ao Brasil em 2007, disse em seu discurso que os Católicos devem ser mais práticos em sua fé, com o objetivo de deter o avanço das seitas (ele considera como seita, todo seguimento cristão que não tem vínculo com a igreja Católica) na América do Sul.

Será a seita Romana a verdadeira representante de Cristo na terra? Será que salvação em Cristo só no Catolicismo Romano? Estará certo o papa Bento 16, ao chamar de seita qualquer outro seguimento Cristão que não esteja ligado ao Catolicismo. Iremos responder a estas e outras indagações neste estudo.

DEZ RAZÕES BÍBLICAS PORQUE NÃO SOU CATÓLICO APÓSTOLICO ROMANO.
I – A igreja de Cristo não nasceu em Roma, mas em Jerusalém.

a. O catolicismo romano nasceu somente em 325 d.C. com o concílio de Nicéia, promovido por Constantino, imperador de Roma. Ela recebeu esse nome em 381 com o imperador Teodósio.
b. A bíblia revela que o início da igreja cristã foi trezentos anos antes em Jerusalém, e não em Roma. Lc. 24: 47-49; At.1:4, 8, 12-14; 2: 1-5, 37-47.
II – A autoridade da bíblia está acima da autoridade de qualquer igreja.

a. A igreja católica em 1546 colocou a tradição da igreja em pé de igualdade com as escrituras. Isto significa que só a igreja romana determina o que é verdade e o que não é na bíblia.
Exemplo: No século IV a igreja romana estabeleceu as orações pelos mortos e sinal –da- cruz feito no ar. No ano de 1100 d.C. introduz na igreja o culto dos anjos.

b. Mt.15:3; Mc.7:13; II Tm.3:16. A bíblia tem autoridade suprema e não a igreja. Devemos aceitar a verdade da palavra de Deus e não uma interpretação particular de uma entidade. I Co.4:6; Ap.22:18

III - A história da igreja e acima de tudo a bíblia nos ensina que só devemos aceitar 66 livros da escritura como inspirado por Deus e não 73.

a. Os 7 livros a mais na bíblia católica foram acrescentados em 8 de Abril de 1546 no Concilio de trento (1545-1563). São estes os livros: Tobias, Judite, Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, A epístola de Jeremias, 1 e 2 Macabeus e acréscimos feitos a Ester e a Daniel.
b. Wayne Grudem alista 4 fatos que comprovam que você não deve recebê-los com Palavra de Deus.

b.1. Eles não atribuem a si a inspiração divina; b.2. Não foram considerados como palavra de Deus pelo povo judeu; b.3. Não foram considerados como escritura por Jesus nem pelos escritores do novo testamento; b.4. Contêm ensinos incoerentes com o restante da bíblia.

Exemplos: Baruc diz que Deus ouve as orações dos mortos (3.4); II Macabeus pede desculpas por seus erros, 15:36-39.

IV – Seguir o Catolicismo é praticar espiritismo, que é condenado por Deus.

a. A partir do momento que os sacerdotes católicos ensinam os seus seguidores a intercederem a Maria, João, José, Pedro ou a qualquer outro que está morto. Ensinam praticas espíritas que é consultar os mortos.
b. Deus condena veementemente consultar os mortos, Dt.18:9-14; Is.8:19-22.

V – A idolatria é um grande pecado diante de Deus.

a. O 3° catecismo-p. 75 da igreja católica ensinam que se deve prestar honra e veneração às imagens de escultura.
b. A imagem de escultura que é o mesmo que ídolo é condenado expressamente por Deus, Ex.20:4; Dt.7:25-26; Hc.2:18-19; Os.4:12; Mt. 4:10.

VI – O batismo é uma confirmação de fé e não um meio de Salvação.

a. A igreja católica ensina que o batismo infantil deve ser realizado como meio de salvação. Acredita-se que se a criança morrer sem se batizar, irá para o limbo e ficará numa sombra eterna sendo considerada pagã.
b. Segundo a bíblia o batismo trata de um ato de obediência que expressa fé do batizando em Cristo. Uma criança não tem entendimento suficiente para obedecer e expressar sua fé em cristo. Aliás, o próprio salvador foi batizado aos 30 anos de idade, Lc.3:21-23; Mc.16:15,16.

VII – A palavra de Deus me ensina que só Jesus não cometeu pecado algum.

a.Hb.9:28.1. O ensino católico diz que Maria a mãe de Jesus foi uma mulher que não cometeu pecado algum.
b. Em Lc. 6:46-47 A própria Maria declarou-se pecadora como qualquer outra pessoa. Em Lc.2:22-24, ela mesma se incluiu no sacrifício de um par de rolas pelo seu pecado.

VIII – Jesus é o único intercessor entre Deus e os homens.

a.I Tm.2:51. A igreja católica coloca Maria e muitos outros como intercessores entre Deus e os homens.2. O próprio Jesus nos ensinou que Devemos pedir ao Pai em Seu Nome, Jo. 15:16; 16:23, 34.
IX – Cristo é o único e grande fundamento da igreja.

a. A história revela que o papado foi instituído com fins políticos. O primeiro papa foi Leão I (440-461d.C.) e não Pedro. O título de papa não existe na bíblia, Ef. 4:11.2. Usa-se Mt. 16:16-19 para afirmar-se que Pedro foi o primeiro papa. O termo usado por Jesus para Pedro é pedra. Contudo a palavra no grego é “petrós”. Jesus empregou-a com o sentido de “pedrinha”. Já para a palavra pedra, da frase “sobre esta pedra edificarei a minha igreja”. Jesus usou o termo grego “petras” para designar rocha (grande pedra). A bíblia ensina que Pedro não passa de uma pequena parte da edificação. Ele mesmo escreveu que Jesus é a pedra de esquina, I Pe.2:4-10.
X – Salvação Eterna só em Cristo Jesus.

a. Para o catolicismo, as boas obras ajudam na salvação.
b. Tal crença despreza o grande amor de Deus. Somos salvos pela graça e não por méritos pessoais. A bíblia nos dá grandes respostas sobre a doutrina da salvação:

b.1. A salvação só vem de Deus, Is.12:2; 25:19; I Tm.4:10; b.2. Salvação só por meio de Cristo. Jo.10:9; At.4:12; Rm.5:1,9; I Ts.5:9; b.3. A salvação é um dom imerecido de Deus, Jo.3:16; Ef.2:8, 9.

“Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade”. II Cor. 13:8

A contribuição cristã é a graça a nós concedida

Por Rev. Hernandes Dias Lopes
A contribuição cristã é bíblica. Não precisamos ter constrangimento em tratar do assunto. Infelizmente, muitos líderes religiosos, movidos pela ganância e regidos por uma falsa teologia, exploram o povo em nome de Deus, usando mecanismos nada ortodoxos, para vender seus produtos, criados na fábrica do misticismo, para auferirem lucro em nome da fé. Esses desvios da sã doutrina e da ética cristã, que trazem enriquecimento para uns e vergonha para todos, têm levado muitos crentes a serem refratários com respeito à mordomia dos bens. O extremo de uns, entretanto, não pode nos levar para outro polo. Devemos cingir nossa fé e nossa conduta apenas pela Palavra de Deus.

Com respeito à contribuição cristã, precisamos observar duas coisas:

Em primeiro lugar, os dízimos. A entrega fiel de dez por cento de tudo quanto ganhamos para o sustento da obra de Deus é um ensino presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Não temos o direito de subestimar os dízimos nem de subtraí-los. Não compete a nós administrá-los. Devemos entregá-los com integralidade, alegria e gratidão para a manutenção da Casa e Deus e a expansão do seu reino.

Em segundo lugar, as ofertas. O apóstolo Paulo, na segunda epístola aos coríntios, trata dessa matéria de forma esplêndida. Ali nos oferece alguns princípios que vamos, aqui, destacar:

Primeiro, a oferta é graça mais do que obrigação (2Co 8.1). Graça é um favor imerecido. É Deus quem nos dá o privilégio de assistirmos os santos, socorrermos os necessitados e sermos seus cooperadores no avanço de sua obra.

Segundo, a oferta não é resultado da abundância do que temos no bolso, mas da generosidade do nosso coração (2Co 8.2). As igrejas da Macedônia, mesmo passando por muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e mesmo suportando profunda pobreza, superabundaram em grande riqueza de generosidade, ao contribuírem para os pobres da Judeia. A contribuição cristã é um privilégio e não um peso. Deve ser feita com alegria e não com pesar.

Terceiro, a oferta deve ser voluntária e proporcional (2Co 8.3,4). Contribuir por coação ou constrangimento não tem valor aos olhos de Deus. A contribuição deve ser espontânea, e também, proporcional. Os crentes da Macedônia ofertaram na medida de suas posses e mesmo acima delas. A contribuição não é para trazer sobrecarga para uns e alívio para outros, mas para que haja igualdade. Para usar uma linguagem bíblica, “o que muito colheu não teve demais; e o que pouco, não teve falta”.

Quarto, a oferta é uma dádiva da vida, mais do que de valores financeiros (2Co 8.5). É fácil entregar uma oferta financeira a uma pessoa necessitada, sem entregar com ela o coração. Os macedônios deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois fizeram a oferta aos pobres da Judeia. Antes de trazer nossa oferta, precisamos trazer nossa vida. Primeiro Deus aceita o ofertante, depois recebe a oferta.

Quinto, a oferta é uma semeadura recompensada por Deus com farturosa colheita (2Co 9.6). Quando ofertamos para atender à necessidade dos santos, estamos fazendo uma semeadura. Quem semeia pouco, colhe pouco; quem semeia com fartura, com abundância ceifará. O bem que fazemos aos outros vem sobre nós mesmos e isso da parte do Senhor. Quem dá ao pobre, a Deus empresta. A alma generosa prosperará. A semente que se multiplica não é a que comemos, mas a que semeamos. É Deus quem nos dá semente para semear. É Deus quem supre e aumenta a nossa sementeira. É Deus quem multiplica os frutos da nossa justiça. É Deus quem nos enriquece em tudo, para agirmos com toda generosidade, a fim de que sejam tributadas a ele, as ações de graças. Quando socorremos os santos, isso não apenas supre as necessidades deles, mas também, redunda em ações de graças a Deus. Que Deus nos mova à generosidade e nos faça mordomos fiéis na administração dos bens a nós confiados!

quinta-feira, 14 de março de 2013

A tua história na de Abraham Lincoln!



Por Josemar Bessa
 
Ao ver o filme Lincoln eu lembrei deste texto do apóstolo Paulo: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” - Efésios 4:29

Há algo na história de Abraham Lincoln que está intimamente ligada a todos nós. Há poucos dias Daniel Day-Lewis ganhou o Oscar de melhor ator pela sua atuação no filme de Steven Spielberg,  Lincoln. O filme abrange os 4 últimos meses da vida de Lincoln. A Guerra civil Americana, a guerra que mais matou americanos – 970 mil pessoas entre 1861 e 1865, estava chegando ao fim, e Lincoln foi o grande condutor da nação naquele período sombrio de sua história.

Preocupado que a guerra acabasse sem a garantia de que a escravidão não pudesse voltar, pois sua proclamação de Emancipação de 1863 poderia ser descartada com o fim da guerra pelos tribunais, Lincoln quer aprovar a Décima Terceira Emenda à constituição dos Estados Unidos, que definitivamente aboliria a escravidão no país. A Guerra foi vencida, a abolição garantida e Lincoln já reeleito foi assassinado na noite de 14 de Abril de 1865 durante a apresentação de uma pela no teatro Ford, Washington, pelo ator John Wilkers Booth (1838-1865).

Depois de morto há uma história inusitada com Abraham Lincoln que nos diz respeito. Seu túmulo foi aberto duas vezes depois de sua morte. E que relação isso tem conosco?

Em 1887 o túmulo de Lincoln foi aberto pela primeira vez, ele já estava morto há 22 anos. Por que abririam duas vezes o túmulo de Lincoln e exporiam seus restos mortais? Lincoln é o presidente mais famoso e mais importante que os Estados Unidos já teve. Todos já sabiam como ele tinha morrido – assassinado. Todos sabiam quem foi que deu o tiro – John Wilkers – Qual necessidade havia de se abrir seu túmulo?

Boatos! Como o ser humano gosta de boatos. Teorias de conspiração... Havia um boato de que o corpo dele não estava em seu túmulo. Quando abriram o túmulo testemunhas puderam ver que era apenas boatos, seus restos mortais estavam lá.

Por incrível que pareça, 14 anos mais tarde, o presidente que fora assassinado foi novamente desenterrado, e novamente seu corpo decomposto foi visto por um grupo de pessoas. Novamente o que motivou algo terrível assim foram boatos espalhados... Sua família protestou contra expor mais uma vez seus restos mortais... mas as autoridades acharam que essa era a única maneira de encerrar de novo esta onde de boatos.

 
É absurdo, não é? Agora pensemos – o que pode levar a atos insanos como esses? Pense em alguém que você ama exposto assim – é cruel. O filho do presidente morto, Robert, protestou várias vezes, mais foi em vão. Boatos não precisam de fatos, só precisam de homens que passam adiante o que ouvem mesmo que isso machuque e destrua pessoas... um passando para o outro “inocentemente” – Ele se alimenta do apetite doentio de seres caídos como um parasita. Quantas vezes não ouvimos e pior, repetimos, a frase: “Já ouviu a última?” – Neste caso, o homem nunca é um canal inocente de informação. O homem se protege da maldade evidente dizendo: “Eu ouvi falar... estão dizendo...”. Não há nada de inocente aí. Com as redes sociais fazer isso se tonou ainda mais fácil, cruel e covarde.

Tiago diz: “Com a mesma língua bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens” - Tiago 3:9 – Shakespeare em Henrique IV – Ele diz: “O rumor é flauta de conjecturas, ciúmes e suspeitas. Instrumento tão simples e tão fácil. Que monstro de cem mil cabeças é, a andante multidão, sempre pronta a tocá-la”

Tiago diz que um filho de Deus jamais poderia tocar esta “flauta” – isso é o oposto do caráter regenerado do homem em Cristo. A língua do homem, ou o teclado do seu PC, Smartphone, Tablet... é a ferramenta que mais causa dano ao homem... “A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.” - Tiago 3:6

Não se engane, você é responsável por tuas palavras. Jesus disse: “Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem, hão de dar conta no dia do Juízo”Mateus 12.36

Nossas palavras acabam por entregar o jogo. Elas mostram o verdadeiro estado do coração. Não se incomodar com tuas palavras agora é suicídio. As palavras matam: “Crucifica-o. Solte-nos Barrabás” – Palavras pejorativas, palavras irritadas, palavras impacientes, palavras sem amor, palavras duras, palavras cruéis, boatos... As palavras são o barômetro de nossos corações. Nossos lábios nos condenarão.

Palavras tem enorme influência.

“Ora, nós pomos freio nas bocas dos cavalos, para que nos obedeçam; e conseguimos dirigir todo o seu corpo.” - Tiago 3:3

Pense num grande cavalo puro sangue com sua força descomunal. No entanto ele é guiado por um pequeno freio em sua boca. O freio não controla apenas sua boca, cabeça... mas todo o seu corpo e força. Ou pense num grande navio. Toneladas de peso. Tudo isso direcionado por um pequeno leme: “Vede também as naus que, sendo tão grandes, e levadas de impetuosos ventos, se viram com um bem pequeno leme para onde quer a vontade daquele que as governa.” - Tiago 3:4 – Esse pequeno leme pode direcioná-lo para o Japão ou para o Brasil. Ou então pense num pequeno pedaço de caco de vidro concentrando o calor do sol numa vegetação seca. Uma pequena chama é acesa, logo se tem um grande incêndio fora de controle: “Assim também a língua é um pequeno membro, e gloria-se de grandes coisas. Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia.” - Tiago 3:5 – O Escritor de Eclesiastes diz: “No início as suas palavras são loucura; no final são loucura perversa – e o tolo multiplica palavras” – Eclesiastes 10.13

Tiago nos dá a análise mais humilhante em toda a Bíblia sobre a maldade expressa na língua. É muito difícil encontrar uma indicação maior da depravação do homem do que esta: “A língua também é um fogo; como mundo de iniqüidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.” - Tiago 3:6

Quando o apóstolo Paulo está provando que não há um justo sequer na terra, ele também se aproveita das palavras, da língua do homem, ele cita o salmo 5.9“Porque não há retidão na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto; lisonjeiam com a sua língua.”  - e o Salmo 140.3: “Aguçaram as línguas como a serpente; o veneno das víboras está debaixo dos seus lábios.”  - em Romanos 3.13. É sobre isso que Tiago está falando – O mal do cosmos está concentrado em nossas próprias línguas. Em que pecado as palavras dos homens não estão envolvidas? – “Imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria, ódio, discórdia, ciúmes, intrigas, ira, egoísmo, dissensões, facções, inveja... orgias e afins” – Gálatas 5.19-21

Sem dúvida em todos esses pecados a língua está envolvida e em muitos outros males. Se estes pecados estão debaixo do céu, você não precisa ir até o inferno para procurá-los, pois eles podem ser encontrados na ponta de nossas línguas. Pense nas palavras que Deus ouvirá e verá escrita no Facebook... em tua cidade nas próximas duas horas – toda maledicência, mentira, blasfêmia, imundície, ódio, palavras assassinas, planos para prejudicar os outros... um mundo de maldade.

Tiago diz que “Ela corrompe a pessoa como um todo” – Um punho pode intimidar. Um olho piscando pode seduzir. Mas uma língua pode manchar todo o homem. Pense em como na tragédia de Shakespeare, “Otelo”, Iago corrompe seu mestre Otelo e semeia as sementes da desconfiança em sua esposa Desdêmona... tudo acabando em morte, assassinato... Todos os envolvidos corrompidos. Nossas línguas corrompem a pessoa como um todo. A língua é "um mal inquieto cheio de veneno mortífero" (v.8).

"É incendiada pelo inferno" (v.6). A língua é volátil e incandescente, apenas uma faísca é necessário e um fogo de raiva, maldade... queimando irá resplandecer. As más línguas dos homens podem destruir um mundo.
 
Agora, pense na influência que uma língua consagrada pode ter: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, para que dê graça aos que a ouvem.” - Efésios 4:29 – Não abra a boca, ou escreva nas redes sociais... sem ter a certeza de que as palavras irão promover edificação e dar graça aos que a ouvem ou leem: ““Mas eu vos digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem, hão de dar conta no dia do Juízo”Mateus 12.36

Deus é Gay?


Por Walter McAlister
Recentemente vi uma foto, em um aplicativo chamado Pinterest, de um rapaz de cabeça raspada e sem camisa que bradava em direção ao céu. O que me chamou a atenção é que em seu peito trazia escrito God is gay, ou Deus é gay. A imagem me causou espécie, claro. Mas, desde então, me pus a refletir sobre ela.
Muitos procuram no Estado uma espécie de reconhecimento. Seja pela obtenção de direitos políticos ou pela sanção dos poderes constituídos, desejam autenticar a sua existência. Essa ânsia de reconhecimento existe, claramente, nos grupos mais diversos, inclusive na própria igreja dos nossos tempos. Queremos bíblias expostas em praças e na entrada de prédios públicos, sabe-se lá por que — como se isso tivesse algum valor. Não tem. Mas muitos percebem a exposição de objetos de cunho religioso em lugares públicos como um tipo de avanço do Evangelho. Só que não é.

Aquele rapaz obviamente não se contenta com um movimento político. Ele quer se afirmar pela declaração do que crê ser a natureza de Deus. Mas Deus não é gay. Nem tampouco é homem, mulher, alto, baixo, branco, negro, de esquerda ou de direita, revolucionário ou conservador. Deus é além. Está acima de tudo. E Ele se revelou. Só que, ao afirmar que Deus é qualquer uma dessas coisas, o que fazemos? Tentamos atribuir legitimidade à nossa identidade, às nossas convicções ou às nossas vindicações. Ao atribuir o que seja a Deus, o que de fato estamos tentando é afirmar da forma mais inquestionável possível o que somos. Pois, afinal, o que há acima de Deus?

O problema é que, ao atribuir ao Senhor a nossa imagem, fazemos violência à sua imagem. Pois sua imagem não se limita à nossa. É certo que as Escrituras dizem que fomos criados à sua imagem e semelhança. Trazemos no cerne da humanidade a imagem de Deus, embora gravemente chamuscada pelo pecado. A violência que praticamos contra essa imagem reside no fato de tentarmos definir Deus pelo que fizemos com essa semelhança. Assim como o filho que trai o pai e depois quer que ele seja culpado pelos seus atos, nós traímos a nossa origem, rejeitando a sua imagem, para, em seguida, atribuirmos o que fizemos ao Criador. É uma falácia repetida ad nausium, geração após geração. E essa falácia é o fundamento de toda idolatria. Pois, ao fazermos Deus à nossa imagem e semelhança, rejeitamos a sua verdadeira imagem. Veja o que Paulo escreveu no primeiro capítulo de sua carta aos romanos:

18 Portanto, a ira de Deus é revelada dos céus contra toda impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade pela injustiça, 19 pois o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. 20 Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis; 21 porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e o coração insensato deles obscureceu-se. 22 Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos 23 e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis. 24 Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos do seu coração, para a degradação do seu corpo entre si. 25 Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém. 26 Por causa disso Deus os entregou a paixões vergonhosas. Até suas mulheres trocaram suas relações sexuais naturais por outras, contrárias à natureza. 27 Da mesma forma, os homens também abandonaram as relações naturais com as mulheres e se inflamaram de paixão uns pelos outros. Começaram a cometer atos indecentes, homens com homens, e receberam em si mesmos o castigo merecido pela sua perversão. 28 Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam. 29 Tornaram-se cheios de toda sorte de injustiça, maldade, ganância e depravação. Estão cheios de inveja, homicídio, rivalidades, engano e malícia. São bisbilhoteiros, 30 caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes e presunçosos; inventam maneiras de praticar o mal; desobedecem a seus pais; 31 são insensatos, desleais, sem amor pela família, implacáveis. 32 Embora conheçam o justo decreto de Deus, de que as pessoas que praticam tais coisas merecem a morte, não somente continuam a praticá-las, mas também aprovam aqueles que as praticam.

O texto não poderia ser mais claro. Só não entende quem não quer. Rejeitamos a verdadeira imagem de Deus, que vemos claramente no seu Filho, Jesus Cristo. Não somente lhe devemos honra e glória, mas devoção e reverência. Reverência à sua imagem. Reverência ao seu nome. Reverência à sua Palavra, que é a revelação de quem Ele realmente é. A questão aqui não é se Deus é ou não gay. A questão é que Deus não se parece conosco. Tragicamente, nos parecemos cada dia menos com Ele.

quarta-feira, 13 de março de 2013

A Fé que Salva

 


Por Solano Portela

O movimento histórico conhecido como a Reforma do Século 16 ocorreu há quase 500 anos, iniciado quando Martinho Lutero, em 31 de outubro de 1517, pregou 95 teses, ou declarações, na porta da catedral de Wittenberg, que pastoreava. Lutero foi um homem que atravessou uma profunda experiência de conversão, pela qual teve os olhos abertos à simplicidade dos ensinamentos contidos na Bíblia. Comparando esses ensinamentos com o que era pregado e praticado na igreja dos seus dias, Lutero encontrou diferenças marcantes. Ele verificou como, ao longo do tempo, distorções haviam sido introduzidas, de tal forma que o povo era conservado em ignorância espiritual, privado das verdades reveladas na Palavra de Deus que podem levar à salvação. Os reformadores (Lutero e os que se seguiram a ele) procuraram resgatar a mensagem que salva e que pode levar os homens de volta ao seu destino original, reconciliando pecadores com o Deus santo que rege os céus e a terra.
Os historiadores têm, normalmente, identificado quatro pilares da Reforma do Século 16. Quatro temas principais que dominaram os escritos e ensinamentos dos reformadores, por serem essenciais à propagação da sã doutrina. Esses “pilares” são normalmente identificados por palavras latinas, não tão difíceis de compreender: Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide e Solus Christus. Vamos identificar esses significados e ver a relação deles, um para com os outros, bem como a razão da Reforma ter se concentrado nesses temas.

Sola Scriptura, significando que somente as Escrituras providenciam a fonte do nosso conhecimento religioso, das coisas espirituais cujo conhecimento é essencial à compreensão da vida. Essa era uma ênfase necessária, pois a igreja havia incorporado muitas doutrinas que não procediam da Bíblia, mas meramente de tradições humanas. Questões tais como culto às imagens, a existência do purgatório, etc., faziam parte das doutrinas ensinadas ao povo. Os reformadores, investigaram e deram um sonoro “não” a esse ensino e à consideração da “tradição” como fonte de autoridade igual ou superior à Palavra de Deus. Eles consideraram, corretamente, que isso era mortal para a saúde espiritual de qualquer um e da própria igreja.
Sola Gratia, significando que somente a Graça de Deus é a origem da nossa salvação. Na época da reforma, e mesmo nos nossos dias a tendência humana é a de exaltar a habilidade humana de salvar-se a si mesmo. Os reformadores apontaram que a Bíblia indica sem sombra de dúvidas que somente a graça de Deus, o favor não merecido da parte dele, origina um meio de salvação. Estamos todos mortos em delitos e pecados e, conseqüentemente, nada podemos fazer para nossa própria salvação. A iniciativa, de providenciar um plano de salvação, é de Deus e dele procedem todas as providências, nesse sentido.
Sola Fide, significando que somente a Fé é o meio pelo qual nos apropriamos da salvação efetivada por Cristo Jesus para o seu povo. Se a iniciativa da salvação é a graça de Deus, a Fé representa a resposta a essa iniciativa. Essa ênfase, extraída da Bíblia, era muito necessária, pois enfatizava-se as ações humanas como forma de se adquirir a salvação. Vendiam-se indulgências – pedaços de papel que, segundo os vendedores, representavam uma espécie de passaporte para o céu. Quanto mais se contribuía, mais certeza se obtinha, diziam eles, do perdão de pecados – do próprio comprador ou de parentes ou amigos que desejava beneficiar. Lutero e os demais reformadores, não encontraram qualquer base para esses ensinamentos nas Escrituras. Eles identificaram a Fé como sendo a resposta humana, provocada pelo toque regenerador do Espírito Santo de Deus, no processo de salvação.
Solus Christus, significando que somente Cristo é a base da nossa salvação. Somos salvos somente pelos méritos e pelo sacrifício de Cristo e não com base em qualquer outra situação ou ação humana. Cristo é o nosso único intermediário – assim a Bíblia especifica – e isso contrasta com tudo o que se ensinava, e ainda se ensina, relacionado com a intermediação de Maria e de outros “santos”.

Além dos “quatro pilares”, acima explicados, adiciona-se normalmente mais um: Soli Deo Gloria– Glória a Deus somente, significando o propósito da existência de nossas pessoas e de tudo o que temos ao nosso redor. Essa ênfase, igualmente bíblica, foi surgindo com o trabalho dos reformadores que se seguiram a Lutero, especialmente com o de João Calvino, que ensinou a doutrina da vocação – o chamado de Deus para que nos envolvamos em todos os aspectos da vida, sempre centralizando nossas ações na glória que é devida a Deus. Deus fez todas as coisas para sua própria glória e nos enquadramos em nossa finalidade e encontramos a felicidade quando abraçamos esse ensino em nossas vidas.

No meio desses pontos cardeais, dessas ênfases centrais nas doutrinas bíblicas, é interessante notarmos que Martinho Lutero considerava a questão da fé: Sola Fide – Somente a Fé, como sendo aquela ênfase crucial, que devia ser propagada e defendida a qualquer custo. Obviamente que, para ele, todas as demais eram importantes, mas com a questão da fé – como único e exclusivo meio pelo qual nos apropriamos da salvação – ele tinha um cuidado todo especial. Possivelmente isso ocorreu porque foi estudando a doutrina da fé que ele foi atingido pela contundência da mensagem divina de salvação. Lutero, atribulado porque estava acostumado a ouvir a pregação das indulgências, ou a validade de relíquias e amuletos, como meios de se tornar agradável a Deus, identificou-se como “um pecador perante Deus com a consciência atribulada”. Ele estudava a carta de Paulo aos Romanos, mais especificamente o capítulo 3, quando se deparou com a declaração: “o justo viverá pela fé”, no verso 28. Lutero escreveu o seguinte: “...então eu compreendi que a justiça de Deus é o fundamento de direito pelo qual, pela graça e pela misericórdia, ele nos justifica através da fé. Imediatamente eu me senti como se tivesse atravessado uma porta aberta e penetrado no paraíso”.

Assim, a justificação pela fé passou a ser uma das doutrinas centrais dos que abraçaram a fé reformada, que ficaram historicamente conhecidos como “protestantes”. Lutero escreveu, ainda: “esta doutrina é a principal e a angular. Somente ela gera, nutre, constrói, preserva e defende a igreja de Deus; sem ela a igreja de Deus não sobreviverá por uma hora”. O ensinamento bíblico, principalmente contido no terceiro capítulo de Romanos, sobre a justificação pela fé, não significa que nós somos considerados justos com base na fé. A base de nossa justificação é Cristo e o seu sacrifício na cruz, com a subseqüente vitória da morte, obtida em sua ressurreição. Somos salvos, portanto, pela Graça de Deus, por meio da fé, com base no trabalho de Cristo. Explicando o que é justificação, João Calvino nos ensina que ela “consiste no perdão dos pecados e na imputação da justiça de Cristo”. Uma das expressões que ele utiliza, é a de que os cristãos são “inseridos na justiça de Cristo”. Ou seja, não temos justiça própria, mas recebemos a justiça de Cristo sobre nós.

Na carta de Paulo aos Efésios (capítulo 2, versos 8 a 10), lemos: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”. A fé, aqui mencionada, é essa fé que salva. Aprendemos, nestes versos, que somos salvos somente pela graça proveniente de um Deus soberano. A fé, é o meio – “mediante a fé”. Mas note que não temos qualquer razão ou motivo de nos orgulharmos de termos exercitados fé. Nem temos qualquer prerrogativa ou direitos perante Deus. Somente exercemos a fé, porque ela é dom de Deus. Ele é que nos concede esse meio de resposta ao seu toque salvador. Aprendemos, também, que a salvação não vem das obras – não podemos nos orgulhar, ou nos gloriar, das nossas ações, pois elas não levam à salvação. No entanto, somos instruídos sobre o verdadeiro relacionamento entre graça, fé e obras (ações). Não existe graça verdadeira, sem a respectiva fé que salva. Não existe fé salvadora, sem as evidências dessa salvação, dessa transformação de vida – as obras, as ações de mérito, representadas pelo cumprimento dos mandamentos e das diretrizes divinas contidas nas Escrituras e que existem “para que andemos nelas”.

Essa é a fé que salva. A fé que não é simplesmente uma manifestação mística em algumas coisas. Muitos têm fé sincera em objetos que não podem salvar – em ídolos, em ritos de umbanda, em espíritos desencarnados. Mesmo em sinceridade, essa fé leva à perdição. Somente a fé em Cristo Jesus é fé salvadora (Atos 4.12: “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”). A fé que salva é conseqüência natural da graça. A fé que salva não é incompatível com as obras, mas as obras são uma conseqüência necessária a essa fé. Há quase 500 anos os reformadores entenderam isso e resgataram essa doutrina que não estava sendo ensinada e se encontrava velada debaixo do entulho de tradição humana que a havia soterrado. Você entende que essa fé é o único meio para a sua salvação?

Pela Fé Somente

Por

Um assunto que geralmente passa batido em meio às nossas discussões teológicas é a questão da salvação individual. Parece que assumimos tacitamente que todos os que se declaram cristãos concordam sobre o que é a salvação eterna e como ela é obtida - ou dada. Ao meu ver, este ponto é da mais alta importância para todos. Foi ele o ponto central da Reforma protestante do séc. XVI. A Reforma obviamente teve aspectos políticos, econômicos e culturais, mas, ao final, foi um movimento essencialmente religioso deflagrado por esta questão no coração de Lutero, "o que faço para ser salvo?"

A resposta de Lutero, seguida por Calvino, Zuínglio e todos os reformados até o dia de hoje, foi que o pecador é salvo pela graça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo somente, e não por seus méritos pessoais ou pela mediação da Igreja. A reação da Igreja Católica veio no Concílio de Trento, que consolidou a contra-Reforma católica, realizado sob a liderança do papa Paulo III em 13 de janeiro de 1547. Nos cânones aprovados neste Concílio, que salvo melhor juízo nunca foram revogados pela Igreja Católica de hoje, temos um que trata do assunto:
Cânone 9 - Se alguém disser que o pecador é justificado pela fé somente, significando que nada mais é requerido para cooperar com o objetivo de se obter a graça da justificação, e que não é necessário de forma alguma que ele seja preparado e disposto pela ação de sua própria vontade, que seja anátema. (meu destaque)
LUTERO
Este cânone foi intencionalmente elaborado contra a doutrina protestante. Se ele continua mantido hoje, significa que a Igreja Católica defende que aqueles que acreditam na salvação pela graça mediante a fé somente são "anátema," que na terminologia católica significa exclusão definitiva da Igreja e, portanto, condenação eterna. Isto inclui todos os protestantes evangélicos que pensam, como Lutero, que a salvação é pela fé somente.

Eu sou um deles. O que segue abaixo é o que entendo ser o pensamento padrão reformado sobre o assunto. Lembro ainda que não estou querendo ser exaustivo (e nem poderia!) e que só destaquei aqueles pontos que acredito são mais relevantes para nosso cenário.

1. Todas as pessoas são carentes de salvação, pois todas elas, sem qualquer exceção, são pecadoras. Isto significa que elas, em maior ou menor grau, quebraram a lei de Deus e se tornaram culpadas diante dele. Esta lei está gravada na consciência de todos, disposta nas coisas criadas e reveladas claramente nas Escrituras - a Bíblia. Ninguém consegue viver consistentemente nem com seu próprio conceito de moralidade, quanto mais diante dos padrões de Deus. Como Criador, Deus tem o direito de legislar e determinar o que é certo e errado e de julgar a cada um de acordo com isto.

2. Ninguém é bom o suficiente diante de Deus para obter sua própria salvação ou de fazer boas obras que o qualifiquem para tal. O pecado de tal maneira afetou a natureza do ser humano que sua vontade é inclinada ao mal, seu entendimento é obscurecido quanto às coisas de Deus e sua fé não consegue se firmar em Deus somente. Sem ajuda externa - a qual só pode vir do próprio Deus - pessoa alguma pode obter ou receber a salvação da condenação e do castigo que seus próprios pecados merecem.

3. Deus enviou Seu Filho Jesus Cristo ao mundo para morrer por pecadores, de forma que eles pudessem obter esta salvação a qual, de outra forma, seria inalcançável. Jesus Cristo, por determinação e desígnio de Deus, morreu na cruz como sacrifício completo, perfeito, único, suficiente e eficaz pelos pecados. Ele ressuscitou física e literalmente de entre os mortos ao terceiro dia, vencendo a morte e o inferno, e subiu aos céus. Assim, somente em Jesus Cristo as pessoas podem encontrar a salvação da culpa e condenação de seus pecados. E fora dele, não há qualquer possibilidade de salvação, diante dos pontos 1 e 2 expostos acima.

4. As pessoas tomam conhecimento da pessoa e da obra de Cristo mediante o Evangelho, o qual é pregado ao mundo todo. Sem o conhecimento do Evangelho, é impossível para as pessoas se salvarem. Cristo é a luz do mundo, o caminho, a verdade e a vida, e ninguém pode ir ao Pai senão por ele. Este Evangelho está claramente exposto na Bíblia, e é por ouvir a Palavra que vem a fé em Jesus Cristo. Com respeito àqueles que nunca ouviram falar de Cristo, o Deus justo haverá de tratá-los sem cometer injustiça e em conformidade com a luz que receberam, quer da sua própria consciência, quer da natureza. Todavia, não poderão alegar desconhecer a lei de Deus.

5. Mediante a fé em Jesus Cristo, como seu único e suficiente Salvador, as pessoas, quem quer que sejam, de qualquer país ou cultura, sem distinção alguma de raça, sexo, posição social ou educação, são perdoadas completamente de seus pecados, aceitas por Deus como filhos e recebem o Espírito de Deus como selo e penhor desta salvação, iniciando assim uma nova vida neste mundo. Nesta nova vida, elas demonstram arrependimento pelas obras más cometidas, humildade e constante penitência diante de Deus, aliadas a uma grande alegria e gratidão a Ele por tão grande e completa salvação. A certeza que eles têm aqui nesta vida de terem sido salvos da condenação eterna não decorre de seus méritos ou obras - os quais eles não possuem - mas da graça e do favor de Deus. Por isto falam desta salvação não em termos arrogantes, mas humildemente, como pessoas que foram misericordiosamente salvas do justo castigo que mereciam.

6. A fé salvadora não é uma força emocional mística. Antes, é a confiança que parte de um coração regenerado por Deus em todas as suas promessas, principalmente aquela de vida eterna na pessoa de Jesus Cristo, Seu Filho. Esta confiança envolve uma compreensão básica do que o Evangelho nos diz sobre Cristo e sua morte e ressurreição e um assentimento intelectual a estes fatos. Como nem esta compreensão e nem mesmo a fé têm origem na capacidade humana, afetada como está pelo pecado, segue-se que a salvação, tendo custado um alto preço que foi a morte de Cristo, é dada gratuitamente por Deus. Ela não depende de obras, mérito, esforço ou qualquer outra coisa que tenha origem no ser humano. É puramente pela graça, mediante a fé.

É claro que estou falando somente da salvação da culpa e da condenação merecidas por nossos pecados. A obra de Cristo inclui muito mais, desde a santificação até a ressurreição dos mortos e a glorificação - que poderão ser assuntos de outros posts. Na verdade, o que Cristo fez e o que Ele é impactam todas as áreas da vida. Mas isto é assunto para mais adiante.

A igreja deve dar às pessoas o que elas querem ou o que elas necessitam?

 


 
Qual é afinal de contas a finalidade da Igreja? Para que estamos aqui? Qual a mensagem que o Senhor quer que preguemos? Devemos dar as pessoas o que elas querem ou lhes dar o que elas na verdade necessitam? Mas do que elas necessitam?
Muitas vezes por falta de discernimento a Igreja inverte os valores do Reino e passa a agir segundo os ditames do mundo e não segundo a vontade de Deus. Para exemplificar o que quero abordar aqui, eu gostaria de analisar o texto de Atos 3.1-8:
”Quando Pedro e João sobem ao templo para o momento de oração. Diz assim o texto: “Pedro e João subiam ao templo para a oração da hora nona. Era levado um homem, coxo de nascença, o qual punham diariamente à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmola aos que entravam. Vendo ele a Pedro e João, que iam entrar no templo, implorava que lhe dessem uma esmola. Pedro, fitando-o, juntamente com João, disse: Olha para nós. Ele os olhava atentamente, esperando receber alguma coisa. Pedro, porém, lhe disse: Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda! E, tomando-o pela mão direita, o levantou; imediatamente, os seus pés e tornozelos se firmaram; de um salto se pôs em pé, passou a andar e entrou com eles no templo, saltando e louvando a Deus”.
Ao analisarmos esse texto nós encontramos as respostas para esses questionamentos. Vejamos o que podemos aprender aqui.
 
Em primeiro lugar o texto nos diz que Pedro e João estavam indo ao templo para orar. Mesmos depois da decida do Espírito Santo a igreja e principalmente os apóstolos mantiveram esse hábito de estarem no templo orando, pois isso já fazia parte da tradição religiosa deles como também eles aprenderam muito com Jesus a esse respeito.
 
Segunda coisa que nós observamos é que diariamente era posto ali um coxo de nascença em uma das entradas do templo. Se esse coxo era colocado ali diariamente na entrada do templo, certamente Jesus e seus discípulos já haviam passado por ele várias vezes, no entanto ele nunca alcançou a cura. Eu entendo aqui a soberania de Deus, se aquele coxo durante todo o ministério de Jesus nunca fora confrontado para ser curado era porque não era o tempo de Deus manifestar em sua vida esse milagre. Eu aprendo aqui que nem sempre por onde Jesus passa tem que haver necessariamente algum milagre extraordinário. O tempo de Deus não é o nosso tempo, e nem Jesus cura todo mundo a torto que é direito. Ele faz o que Ele quer, quando quer e do jeito que Ele quer e quando há um propósito para isso.
 
Terceira coisa que eu observo aqui é que quando aquele mendigo olha para os apóstolos ele esperava receber alguma coisa deles. O texto nos diz que ele implorava que lhe desse uma esmola. Não sabemos se esse homem havia alguma vez recebido alguma esmola deles ou de algum outro discípulo, mas uma coisa é certa, naquele dia ele desejava receber alguma ajuda deles. No entanto Pedro e João dizem para ele: “Olha para nós”. Quando o mundo olha para nós o que ele precisa receber? O que eles querem ou o que temos para dar? Será que temos alguma coisa para dar?
Aqui entra o meu questionamento. Esses apóstolos representavam a Igreja do Senhor Jesus. Como Igreja o que eles deveriam fazer? Amados, por falta de discernimento a igreja muitas vezes tem metido os pés pelas mãos. O que os apóstolos deveriam fazer? Dar a esmola que aquele homem tanto desejava ou lhe dar o que ele realmente precisava?
Eu tenho visto a igreja hoje dando as pessoas que as frequenta não o que o eles necessitam, mas o que o povo quer. Observe as campanhas de muitas igrejas por aí. Geralmente essas campanhas vão de cura e libertação a tomar posse das riquezas dos ímpios. As pessoas não vão a igreja adorar ao Senhor, mas vão buscar uma bênção, e o pior é que muitos vão buscar um milagre não importando de onde proceda se de Deus ou do diabo, o negócio é ver o milagre. As pessoas querem ver, sentir, serem reveladas, ouvir profetadas e vai por aí a fora. Isso sem contar a macumba gospel onde “deus” passa para os objetos “ungidos” o seu poder milagroso.
Se Pedro e João tivessem dado aquele coxo o que ele queria ele certamente chegaria ao fim de seus dias aleijado. Mas os apóstolos não tinham o que ele queria, mas tinha algo muito melhor. A igreja tem a mensagem certa para a ocasião certa e para as pessoas certas, mas está faltando em muitas igrejas o que havia naqueles dois homens discernimento de espírito (detectar o problema e não aplicar um paliativo). Eu não tenho nada contra igrejas que fazem campanhas de arrecadação de alimentos, distribuem cestas básicas e outras coisas nessa área, mas eu não creio que a igreja foi levantada com esse propósito. Quando modificamos a mensagem do evangelho nós deixamos de ver o extraordinário de Deus acontecer na vida de muitas pessoas. É o caso daquela viúva pobre que procurou o profeta Eliseu para tentar resolver o seu problema, pois credor queria levar os seus dois filhos como escravos para ser quitada a dívida que seu marida havia deixado para ela. Se Eliseu metesse a mão no bolso e pagasse a dívida dela ela certamente não vivenciaria o milagre que vivenciou. Discernimento é o que a igreja precisa.
Voltando a questão dos apóstolos. Eles olham para aquele homem e lhe dizem que não possuíam nem ouro e nem prata, mas o que possuíam isso eles lhe dariam, em nome de Jesus anda. Aqui entra o meu questionamento, quantas vezes a igreja tem dado ao povo o que o povo quer (pão e circo), mas não lhes tem lhe dado o que o Senhor quer fazer na vida das pessoas. Aquele mendigo não precisava de esmola, ele precisava era de um milagre. E digo mais, ele recebeu o que o seu coração tanto deseja alcançar que nenhuma esmola poderia comprar. Eu imagino aquele homem desde a infância sendo colocado ali na entrada dom templo e nunca poder entrar naquele lugar, estar a porta, mas não adentrar os seus lugares de culto. Vivendo à custa da misericórdia do povo. No entanto, o Senhor se voltou para ele e ele agora está vivendo o milagre de Deus em sua vida. Essa é a mensagem da Igreja ao homem perdido, Jesus quer operar o verdadeiro milagre. O milagre é a Palavra dele em nossas vidas nos levantado e tirando de uma vida de mendicância podendo adentrar os seus átrios o adorando em Espírito e em Verdade.
 
A Igreja precisa de discernimento e poder através da Palavra para que não venhamos satisfazer a vontade das pessoas e não lhes dando o que o Senhor tem para elas. Espero vivenciar em minha vida o que está escrito em Mc 16. 20: “E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam”.

terça-feira, 12 de março de 2013

Você acredita mesmo na existência do céu?

 


"A nossa cidade está nos céus, de onde também
esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo".

Por Pr. Geremias do Couto

Tenho um
privilégio do qual procuro desfrutar o máximo possível. São as belezas naturais da cidade onde moro com a família. Elas encantam turistas e atraem forasteiros que aqui chegam e não mais querem retornar.
Das janelas de minha casa, no alto da colina, avisto ao longe as montanhas, entre as quais se destaca o dedo de Deus pelo qual Teresópolis é conhecida em todo o mundo. A magnífica visão enternece a minha alma de poeta e libera o espírito para voar nas asas líricas das palavras que constroem poemas e revestem de concretude a realidade materialmente intangível das coisas eternas.

Foi assim dia desses já há alguns anos. Após ficar horas a fio contemplando este quadro, meus olhos se elevaram um pouco mais e alcançaram a dimensão etérea descrita nos dois últimos capítulos do Apocalipse. O cenário das ruas de ouro, dos muros adornados de pedras preciosas, da glória de Deus que ilumina as mais distantes extremidades, povoou a minha mente. Ao mesmo tempo, fui tomado pelas questões existenciais que, vez ou outra, escapam dos precipícios do subconsciente e vêm digladiar-se na explosão dos raciocínios que percorrem o cérebro. “E se não existir céu?”, gritou lá do fundo um intruso existencialista.

Nessas horas, todavia, quando se mantém um relacionamento constante e proveitoso com a Palavra de Deus, um dos papéis do Espírito Santo é pôr ordem na casa e trazer à memória os argumentos que destroem a mais arguta dúvida existencial. Não foi diferente comigo. Ele usou a própria visão panorâmica que se espraiava diante de meus olhos para reafirmar a certeza da fé: “Tem de existir céu!”

Foi aí que pensei: “Não é possível que a criatividade de Deus se restrinja apenas a esses vales e montanhas, rios e mares, cachoeiras e maciços que vicejam na Terra”. Fui um pouco mais além: “É inadmissível acreditar que a imensidão criativa do Altíssimo se restrinja ao nosso sistema solar e aos astros que compõem a nossa Via Láctea, bem como às demais galáxias que preenchem o Universo. Deus seria pequeno”. O espaço em que vivemos e a dimensão sideral, onde se voa a anos-luz, testemunham à nossa consciência que em algum lugar acima das estrelas há lugares preparados para os que foram alcançados pela graça.

Veio também ao meu coração outra realidade. Somos acostumados a olhar o céu como escapismo para o duro dia a dia dos sofrimentos terrenos. É óbvio que a expectativa de deixar para trás as angústias que cercam a existência se inclui entre os fatores que constituem o ideal de todo o cristão. É bíblico que as lágrimas não mais existirão na cidade santa. Mas a esperança no amanhã com Deus deve ser, também, analisada sob outro ângulo. O da qualidade de vida desfrutada no planeta Terra e a que será vivida em toda a sua dimensão no céu.

Em que pesem as agruras provocadas pelo pecado, ainda assim não há como negar que é bom demais desfrutar das riquezas que a natureza oferece. Pelo menos, eu gosto. Quem não aprecia, por exemplo, passar horas e horas ao sol, sentindo escorrer pelo corpo as águas frias e cristalinas de uma cachoeira? Ou subir as montanhas e aguçar o olfato para sentir o aroma silvestre das matas? Quem não se sente bem em caminhar pelas praias e ouvir o bulício das ondas que batem nos pés? Mesmo Jesus, 100% humano, experimentou com certeza esta sensação nas areias do mar Mediterrâneo e do mar da Galiléia. E acredito que, por não ser apenas semelhante, mas como um de nós, tenha gostado muito. Eu gostei, quando ali estive com minha esposa, conduzindo grupos de peregrinos brasileiros algumas vezes. Quem não se contagia ao contemplar a infinidade de peixes de variados matizes colorindo o fundo dos oceanos, como no Observatório Submarino de Eilat, no mar Vermelho, no extremo sul de Israel? Ou acompanhar ao longe a alegre sinfonia dos pássaros nas florestas? E o que mais poderia eu acrescentar? A lista é infindável.

Pois bem. Tais possibilidades reais que, hoje, dão sentido a expectativa de cada um são apenas vislumbres esmaecidos da qualidade de vida que os redimidos desfrutarão na presença de Deus. Com uma vantagem: sem os sofrimentos que marcam a trajetória terrena, os quais podem ser vencidos por causa d'Aquele que os venceu na própria carne. Portanto, ao invés de ser olhado como escapismo, o céu é a plena realização dos propósitos divinos para o homem em seu estado original, no jardim do Éden. É a concretização última da esperança do cristão, que, enquanto na Terra, desfruta em escala ínfima das boas coisas que Deus preparou para o ser humano. Apesar do pecado.
Enquanto continuava a contemplar as montanhas que cercam a cidade, e as flores que adornam o jardim em frente à casa, o Espírito Santo trouxe à tona outros argumentos. Entre eles o da tendência inata ao ser humano de desejar a todo custo a imortalidade. A morte contraria, sob todos os aspectos, a lógica da vida. Aquela implica na cessação desta, segundo a visão equivocada existencialista. Todavia, esta tendência inata atua de tal modo que tudo se faz para adiar a morte. Que o digam os modernos equipamentos de diagnose, capazes de rastrear uma doença grave em seu início e criar todas as condições médicas para erradicá-la.

Passei por esta experiência em 2009, quando fui diagnosticado com câncer de próstata em fase inicial. Ao informar-me dos resultados, o médico disse que alguns pacientes preferiam "rezar" e simplesmente fazer o acompanhamento, enquanto outros preferiam a solução radical: cirurgia imediata. Respondi-lhe então que faria as duas coisas: "rezaria", e se houvesse a intervenção sobrenatural, esta teria vindo "de lá"; se fosse através de cirurgia, também, de igual modo, a recuperação viria "de lá". E se o resultado fosse diferente do desejado, sob o nosso ponto de vista, eu iria "para lá". Qualquer que fosse o desfecho, para mim não faria diferença. porque, vivendo ou morrendo, seria em razão daquele que "está lá". A verdade é que aqui estou, mais de um ano e três meses depois da cirurgia, plenamente recuperado, mas com a consciência ainda mais vívida e convicta de que algum dia o Senhor me chamará para, em definitivo, morar "com ele lá".
No entanto, esta característica inata de não "desejar" a morte, peculiar a cada mortal, é a confirmação, do lado humano, não só do que a Bíblia diz acerca da existência da vida após a morte, mas também da realidade do céu. E do inferno. Pois justos e injustos terão destinos diferentes. Assim sendo, mesmo como cristãos, quando lutamos para preservar a vida, empregando todos os recursos da medicina ao nosso dispor, há um testemunho implícito de que o homem foi criado para viver eternamente e desfrutar do plano original de Deus agora restaurado no céu. Para chegar lá, todavia, dependerá de sua atitude ante à obra redentora de Cristo - 100% humano - realizada no Calvário. É aqui onde se realiza a travessia entre a Terra e a cidade celestial.


Meu coração, naquele dia, não suportou o peso da convicção espiritual. Bastou para que as dúvidas existenciais evaporassem da minha mente. Elas desejarão dar o ar de sua graça outras vezes, mas, como agora, encontrarão o chão da minha confiança no Altíssimo irrigado pela Palavra. “Tem de existir céu!”, bradei no silêncio da tarde. Lágrimas começaram a rolar pela face. Enquanto contemplava ao longe o dedo de Deus apontando para cima, e apreciava o sol esconder-se atrás das montanhas, concluí, glorificando a Deus: “Se aqui já podemos experimentar por antecipação as glórias do céu, que diremos daquele dia, quando tomaremos posse de toda a sua concretude?” E listei os seguintes pontos:
1. Não pretendo ir para o céu como fuga da realidade presente, mas por ser o ápice do propósito de Deus para a realização do homem.
2. Enquanto vida física tiver, pretendo desfrutar ao máximo as coisas boas que Deus criou, pois elas revelam em menor instância o que me aguarda no porvir.
3. A esperança do céu não me torna alienado na Terra. Pelo contrário, exige pleno comprometimento com o evangelho, que garante as bênçãos futuras, mas tudo faz para minorar o sofrimento presente e antecipar, aqui e agora, uma excelente qualidade de vida em Cristo.
4. Enquanto este dia não chega, seja através da morte, seja através do encontro pessoal com Cristo em sua vinda, é meu dever preservar a vida, cuidando exemplarmente de minha saúde, pois este desejo inato que me proporciona viver aponta para a realidade futura do céu.
5. Devo viver todos os dias na expectativa de que minha entrada no céu pode estar tão perto quanto eu estou de minhas atividades diárias. Em razão disso, vivendo ou morrendo, procuro, agora, mais do que nunca, fazê-lo pelo Senhor.
PS. Artigo publicado originalmente na revista Seara e atualizado para o blog.