quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O culto deve ser divertido?

Por Bob Kauflin
Hebreus 10.24,25 – “E consideremos uns aos outros para nos incentivarmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.”

Mais de uma vez ouvi cristãos afirmando que o culto deve ser divertido, ou agirem como se eles tivessem uma responsabilidade de provar que os cristãos sabiam como “curtir” na igreja. Sempre me senti desconfortável com essa conexão, então comecei a pensar sobre o lugar da “diversão” no culto, e se isso realmente existe. Gostaria de tratar a questão respondendo como eu a fiz, e então considerando duas maneiras pelas quais ela pode ser reescrita.

O culto deve ser divertido? Se tomarmos o testemunho exaustivo da Escritura, a resposta poderia ser um ressoante NÃO. “Diversão” não parece caracterizar muitas das cenas onde o povo encontra Deus na Bíblia. Somos ensinados a adorar a Deus com reverência e respeito, pois ele é fogo consumidor (Hb 12.28-29). Ter “diversão” nunca deveria ser nosso motivo principal quando nos reunimos. Nosso alvo é lembrar a grandeza de Deus, apresentar nossas petições diante dele, e agradecê-lo por suas misericórdias abundantes em Jesus Cristo. Celebração certamente deve ser incluída nisso, mas existem também momentos em que adorar a Deus produz temor, lágrimas de arrependimento, e um profundo silêncio.

Mas, deixe-me refazer a questão. O culto pode ser divertido? Depende de como definimos “diversão”. Eu sei que alguns de vocês não acreditam que eu esteja realmente levando em consideração essa ideia. E é possível que ganhe alguns comentários a esse respeito. Mas acredite: não estou tentando ser leviano. De fato, estou, no momento, na conferência de pastores de John Piper e, na última noite, ouvi uma mensagem de R.C. Sproul sobre a santidade de Deus em Isaías 6. Foi poderosa, convincente e sóbria. Adoramos a um Deus santo.

Se “diversão” for definida como uma atividade leve, sem propósito ou significado, estritamente a fim de entreter, então a resposta a “o culto pode ser divertido” deve certamente ser não. Quando adoramos a Deus juntos, não estamos procurando ser meramente entretidos ou momentaneamente distraídos dos cuidados deste mundo. Recreação não é o mesmo que adoração. Nossa alegria e prazer devem estar sempre fundamentados e formados pelos atos, natureza e atributos de Deus.

Entretanto, quando procuro por “diversão” em meu dicionário, o primeiro significado é “agradável”. Se estamos perguntando “adorar a Deus pode ser agradável?” então certamente a resposta deve ser sim. Isaías 6 não é o único capítulo da Escritura que descreve como nos relacionamos com Deus. Houve inúmeras vezes em que estive liderando o culto ou cantando como parte da congregação e pensei “eu amo fazer isso!”. O prazer inundou minha alma, e eu pude legitimamente dizer que eu estava tendo “diversão”!

Talvez isso seja semelhante ao que os israelitas experimentaram em 2 Crônicas 30. Eles estavam gostando tanto de celebrar a Festa dos Pães Asmos por sete dias que Ezequias e o povo espontaneamente decidiram manter a festa por mais sete dias (2 Cr 30.22,23)! Deve ter sido uma bela celebração! Em outra ocasião, Esdras e os sacerdotes disseram ao povo para que não se entristecessem ou chorassem porque aquele dia era “consagrado ao Senhor”, e que a alegria do Senhor era a força deles (Ne 8.9,10). Santidade e alegria não são necessariamente exclusivas.

Quando meus filhos estavam crescendo, eu queria que eles desejassem cantar músicas de louvor, e não vissem o relacionamento com Deus como algo que era apenas sério, sóbrio e solene. Afinal de contas, cantar ao Senhor deveria ser prazeroso (Sl 135.3; Sl 147.1). Davi dançou na presença do Senhor com toda sua força enquanto trazia a arca de volta a Jerusalém (2 Sm 6.12-15). O Salmista alegrou-se quando lhe disseram: “Vamos à casa do Senhor!” (Sl 122.1). Então, sim, quando definido como prazer, e não visto como o único aspecto do culto, adorar a Deus pode ser muito “divertido”. As pessoas não deveriam achar nossas reuniões sombrias ou sem vida. Sorrisos e mesmo risadas deveriam fluir enquanto consideramos quão bom, misericordioso e gracioso Deus tem sido a nós (Sl 126.2)!

Mas, deixe-me reescrever a questão mais uma vez, para expandir a aplicação. “Nossa diversão deveria ser um culto”? Bem, agora a resposta deve ser certamente “sim”. Somos ensinados em 1 Co 10.31 que quer comamos ou bebamos ou façamos qualquer coisa, façamos tudo para a glória de Deus. Ao invés de enfocar ou fazer a nossa adoração corporativa divertida, deveríamos dedicar mais tempo tendo certeza de que nossa “diversão” é adoração.
Aqui estão algumas questões que podem nos levar nessa direção:

Eu escolho uma atividade divertida porque não há nada mais para fazer ou porque eu creio que de alguma forma ela levará ao crescimento do meu amor pelo Senhor?

Quando eu jogo algo, participo de esportes ou me dedico a um hobby, minha atitude demonstra o fruto do Espírito?

Quando eu saio com um grupo de amigos, estou apenas procurando divertir-me, ou glorificar a Deus através de encorajamento, luta contra o pecado e serviço a eles?

As atividades que eu considero “divertidas” aumentam minhas afeições pelo Senhor ou a diluem?

Eu enxergo meu tempo livre como pertencente a mim ou ao Senhor?
A diversão que o mundo oferece é insatisfatória, enganosa e temporária. Não vamos idolatrá-la ou cair por causa dela. Como cristãos, podemos desfrutar de atividades divertidas sem acreditar que elas são as raízes de nossa alegria. A diversão, alegria, prazer e celebração que experimentamos quando adoramos a Deus é maior que o mundo poderá conhecer, porque a raiz dela é saber que somos completamente perdoados através do sacrifício substitutivo de Jesus Cristo. Nossa alegria está no próprio Deus. Seríamos tolos de procurá-la em outro lugar.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Comunhão e União com Deus - Há diferença?




Por Josemar Bessa

Quando eu ainda era um adolescente aprendi uma lição fundamental para minha vida espiritual com John Owen (1616-1683 – um dos maiores, senão o maior teólogo Puritano).

John Owen nos mostra uma distinção essencial entre união e comunhão com Deus. Como isso foi importante em minha vida. Como é fundamental entendermos isto. Nós, homens regenerados, somos unidos a Cristo no Pai pelo Espírito Santo. Esta união, é fundamental entendermos, é uma ação unilateral de Deus, na qual aqueles que estavam mortos em delitos e pecados, são feitos vivos, os que era trevas se tornam luz, os que eram escravos do pecado são libertos para amar a santidade, se deleitar nela...

Quando a Bíblia fala em “união”, deve ficar claro para nós, que o homem é meramente receptivo, sendo tão somente o objeto da ação graciosa e soberana de Deus. Este é o estado e condição de todos os homens que de fato foram regenerados, de todos os que foram feitos santos em Cristo por seus méritos infinitos.

Comunhão, é diferente – comunhão com Deus é distinta da união. Todos aqueles que estão assim em Cristo – unidos desta forma – são chamados a responder ao abraço amoroso de Deus. Enquanto a união com Cristo é algo definido e definitivo, a experiência da comunhão com Cristo pode flutuar, variar em intensidade.

Por que é essencial perceber isso? Essa é uma distinção teológica e experiencial nevrálgica, pois protege – e em nossa época de conhecimento bíblico tão raso, como temos perdido essa distinção – ela protege a verdade bíblica de que somos salvos pela soberana, radical e livre graça divina.
 
Essa distinção mostrada por John Owen é fundamental também porque ela protege a verdade bíblica de que os verdadeiros filhos de Deus tem uma relação com o seu Senhor, e como um relacionamento, há coisas que podem ajudar ou atrapalhar o mesmo.

Não dá espaço como se conviver com o pecado baseado na união, pois esta difere da comunhão. Quando um crente se sente confortável com o pecado ( por comissão – fazendo o que não deve fazer, ou por omissão – deixando de fazer o que é ordenado ), este inexoravelmente afeta o nível de intimidade dessa pessoa com Deus. A comunhão está sendo quebrada.

Não é que o amor do Pai cresce ou diminui para com seus filhos (adotados em Cristo) de acordo com suas ações, pois seu amor é inabalável e cumprirá o seu propósito – que não é simplesmente levar ao céu – mas depois de justificar, santificar até a glorificação, operando novos desejos, dando novas capacitações... transformando de “glória em glória” na mesma imagem de Cristo – mas o pecado tende a isolar o crente, fazendo-o sentir-se distante de Deus – o que será uma flecha cravada num coração se este for regenerado. Então junto com isso virá as acusações, tanto de Satanás quando da consciência, o que pode levá-lo a se preocupar de estar de novo sob a ira de Deus. Na verdade, porém, a comunhão foi quebrada – e precisa ser restaurada – mas a união está lá – os santos não estão sob a ira, mas na sombra segura da cruz.

Mas devemos lembrar que o propósito da união e levar a comunhão cada vez mais profunda – esse é o objetivo – Embora a consistência e vida comprometida de um santo em oração, adoração, meditação bíblica... não sejam as coisas que fazem Deus o amar mais ou menos, essas atividades – que manifestam o pulsar da nova vida – promovem a bela experiência de comunhão crescente com Deus, o que todo coração regenerado deseja ardentemente.

A negligência dessas coisas ameaçam a comunhão, mas não a união. E é exatamente isso, essa união eterna, que estimula o verdadeiro filho de Deus a abandonar o pecado contra Deus, que sempre é rápido em perdoar por amor a Cristo, e sempre abundante em compaixão misericordiosa, e fiel em seu amor sem fim por aqueles que estão em Cristo.

Obediência é fundamental – que possamos entender quão fundamental é o ponto no qual John Owen quer que nos fixemos. Obediência cristã é fundamental, mas sempre como o resultado desta união da qual o homem é, como dissemos, meramente receptivo, e não o terreno para que ela seja possível. A união, na qual somos apenas receptivos e o único caminho – e é inexorável em seu resultado – para a comunhão. Deve ficar claro para nós, homens regenerados, que desta realidade pessoal da união com Cristo e do Espírito Santo, flui naturalmente ativa comunhão – pois esse é o propósito da união, levar inexoravelmente a uma vida de santidade na qual somos dia a dia transformados na imagem de Cristo nos deleitando em tudo que Deus é para nós em Cristo. Novos corações que amam tudo que Deus é, são novos corações que amam a santidade sem limites, pois ela nada mais é que a expressão do caráter do Deus que é santo, santo, santo. Em comunhão nós adoramos a Deus na única maneira possível: na “beleza da Sua santidade” – Salmos 96.9

Veja aqui a Declaração de renúncia do Papa Bento XVI

 
"Pope Benedict XVI to resign: His announcement"

Tradução de João Cruzué

"Caros Irmãos,
Eu os convoquei para este Consistório, não apenas para as três canonizações, mas também para comunica-los uma decisão de grande importância para a vida  da Igreja. Depois de ter repetidamente examinado minha consciência diante de Deus, eu cheguei à certeza de que minhas forças, devido a uma idade avançada, não são mais adequadas para o exercício do ministério pedrino.
Eu estou bem consciente que este ministério, devido  sua natureza ser  essencialmente espiritual,  deve ser levado avante  não apenas com palavras e feitos, senão com orações e sofrimento.  Entretanto, no mundo atual, sujeito a tantas e rápidas mudanças e  sacudido por questões de profunda relevância para  a vida e fé, para governar a  barca de São Pedro e proclamar o Evangelho,  tanto as forças da  mente e do corpo  são necessárias, mas nestes últimos  meses elas têm se deteriorado em mim  ao ponto de  reconhecer minha incapacidade para cumprir adequadamente  o ministério a mim confiado.
Por esta razão, e bem ciente da seriedade deste ato, com  toda liberdade eu declaro que  renuncio ao ministério do Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, outorgado a mim em 19 de abril de 2005 pelos Cardeais, e  deixo a Santa Sé em Roma, a Sé de São Pedro, em 28 de fevereiro de 2013 que ficará vacante, e um conclave terá que ser convocado por aqueles que são competentes para isto,  para eleger o novo Supremo Pontífice.
Caros Irmãos, eu os agradeço sinceramente por todo amor e trabalho com os quais suportaram  a mim e ao meu ministério e eu peço perdão por todos os meus defeitos. E agora,  vamos deixar à Santa Igreja aos cuidados do  nosso Supremo Pastor, Nosso Senhor Jesus Cristo, e imploro a sua Mãe Maria, para que possa assistir ao Conselho de Cardeais com sua maternal solicitude, em eleger o novo Supremo Pontífice.  Com relação a mim, eu desejo ainda devotadamente servir à Santa Igreja de Deus no futuro através de uma vida dedicada à oração.
Do Vaticano, em 10 de fevereiro de 2013. BENEDICTUS PP XVI

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A Mentira de que tudo é Verdade


Por Jorge Fernandes

“Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade” [Jo 17.17]

Este versículo derruba qualquer expectativa dos pós-modernistas de santificação. Também lança por terra as esperanças dos relativistas. Dos liberais. Dos mentirosos, e, sobretudo, daqueles que amam a mentira. Não há possibilidade de santificação fora da verdade; e sendo a palavra de Deus a verdade, fora dela o homem permanece morto em seus delitos.
A Escritura desmente as afirmações e tendências teológicas modernas de que é possível a salvação sem Cristo, sem a Palavra. Baseados no sentimentalismo suicida da alma natural eles crêem não ser necessário nem um nem outro para se alcançar a intimidade com Deus. Na verdade, esse homem está depositando todas as suas fichas num prêmio que acredita ser capaz de obter por seus próprios meios, mas que o deixará exatamente no mesmo estado em que se encontra: condenado.
É interessante que as religiões, mesmo o “cristianismo” humanista, proclama que qualquer caminho pode levar a Deus. De que a importância está naquilo que o homem tem no seu íntimo, no seu desejo de encontrá-lo. Mais surpreendente ainda é que a cosmovisão desse mesmo homem o levará à destruição, pois o que há nele além do mal? “Porque não há retidão na boca deles; as suas entranhas são verdadeiras maldades, a sua garganta é um sepulcro aberto” [Sl 5.9].
A falácia de que se o homem for sincero Deus se apiedará dele, não passa de uma desculpa esfarrapada para a autopreservação do pecado. Não há garantia de que a sinceridade na mentira produzirá a santidade. Pelo contrário, a santidade é possível apenas na verdade. E se não houver santificação, não há salvação. Por toda a Escritura este conceito está delineado, podendo ser resumido da seguinte forma: “Como está escrito: Sede santo, porque eu sou santo” [1Pe 1.16]; e, “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” [Hb 12.14]. Cristãos professos, mas que acreditam possível manter uma vida impiedosa, sem arrependimento, sem frutos para a glória de Deus, estão esquentando os bancos das igrejas, enganam-se a si mesmos, pois sobre eles permanece a ira do Senhor [Jo 3.36].
Igualmente, os que não crêem na Bíblia como a fidedigna palavra de Deus, considerando-a um livro moral como outro qualquer; ou aqueles que a interpretam equivocadamente [guiados por suas mentes carnais e não pelo Espírito]; ou os que a negligenciam, relativizam, duvidando de sua historicidade; em suma, os que não a têm por fiel, inerrante, infalível e, portanto, verdadeira, jamais verão a Deus. Podem ser sinceros o quanto for. Podem ser eruditos o quanto for. Podem apresentar as mais plausíveis e convincentes argumentações para desacreditá-la. Podem mesmo tê-la à cabeceira da cama como um adorno, como um amuleto, ou como um livro de “máximas humanas”; podem admirá-la, e considerá-la com respeito; porém, se não for a verdade absoluta, o próprio Deus falando com o Seu povo, de nada servirá todo o seu esforço; porque está direcionado à mentira, à insensatez, de tal forma que manterá o pecado intocado, intacto, em seu efeito de produzir o homem morto para Deus.
Então, o ponto é: qualquer que seja o padrão da mentira, sua eficácia anula o conhecimento de Deus; e seus frutos permanecem latentes, à espera de se abrir as portas do Inferno.
Por isso, na oração, o Senhor não está a falar de todos os homens. O contexto de João 17 é delineado pelas palavras de Cristo: “para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste” [v.2]; “Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste” [v.6]; “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” [v.9]; “Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu” [v.12]; e outras citações mais no texto sagrado. O que se evidencia e se torna patente na intercessão de Jesus é que não está a pedir por todos os homens, mas o Seu alvo é definido, claramente delimitado: os que foram predestinados eternamente para serem conforme a Sua imagem. O fato da oração acontecer imediatamente após falar com os discípulos [v.1], não deixa dúvidas de por quem pedia: os eleitos, os salvos.
Como os réprobos não podem e jamais poderão ser santificados [não depende deles, mas de Deus], ainda que ouvindo a palavra, o resultado será o oposto ao produzido nos eleitos: a rejeição à verdade. O Evangelho gera salvação no eleito, e condenação no réprobo porque a palavra “há de julgar no último dia” [Jo 12.48]. O fato é que, como verdade, ele condena a mentira; e todo aquele que não pratica a verdade, “não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas” [Jo 3.21], já está condenado.
Dizer que tudo é verdade, é mentira. Acreditar nela, levará a uma verdade: a morte eterna.
Não se pode esquecer que Cristo é a verdade [Jo 14.6], e também a palavra [1Jo 5.7]. Logo a santificação somente é possível por Ele. E qualquer que diga o contrário é mentiroso, ainda que sincero; porque a mentira sincera é a mais extrema manifestação de estupidez e ignorância.
Sem entrar em todos os pormenores envolvidos na santificação, o que o verso introdutório está a dizer é muito claro: ninguém pode ser santificado no engano, no erro, na falácia. Apenas a palavra de Deus é a verdade; e nela, o novo-homem, o eleito, será santificado, em obediência a ela.
Sem nos esquecer de que a salvação e a santidade foram determinadas na eternidade, e ambas acontecerão infalivelmente, aos eleitos, pelo poder de Deus.
E isto é a mais pura verdade.

Qual é o mínimo necessário?


Por Josemar Bessa
Essa é uma pergunta comum. Muitos acordam pela manhã e o mote que os conduz é - “Qual é o mínimo que eu posso fazer e ainda estar agradando a Deus? Qual é o requisito mínimo?”
A ideia é - Quando estou livre para fazer o que eu quero? O que devo cumprir para depois estar livre? É a pergunta, por exemplo, que Pedro fez no que diz respeito ao perdão – Qual é o número de vezes que eu tenho que perdoar para depois ficar livre para não perdoar mais? – Mateus 18.21-35.
Assim, com este espírito, pessoas tem tratado da santidade, mundanismo... Isto expressa um coração que não entendeu o evangelho e como a Verdade é a expressão do caráter de um Deus imutável. Foi essa pergunta que os fariseus fizeram em relação ao casamento – “Qual é o mínimo necessário para que eu possa ter uma desculpa para me divorciar da minha esposa?” – Mateus 19.1-12. É a mesma pergunta do jovem rico sobre moralidade – "Qual é o mínimo que posso fazer para ter a vida eterna?" - Mateus 19.16-22. É de se espantar que ele tenha ido embora triste?

Sobre esta questão C. S. Lewis escreve sabiamente:

"Nossa tentação é sempre olhar ansiosamente para o mínimo que será aceito. Somos, de fato, muito parecidos com homens que tem que pagar seus impostos, com os contribuintes honestos, mas relutantes. Aprovamos o imposto de renda, mas só em princípio. (Muitos de nós tem tratado as coisas de Deus assim). Pagamos, mas sempre temendo o aumento do imposto. Somos sempre cuidadosos para não pagar jamais mais do que o mínimo necessário. E esperamos, com avidez, que depois de ter pago, ainda sobre o suficiente para vivermos".

É impossível viver para a glória de Deus com a mentalidade de contribuintes. É impossível viver para a glória de Deus com a obediência de contribuintes – essa é uma obediência miserável. Você deve abandonar a ideia de dividir sua vida, seu tempo, seus prazeres... entre você e Deus. Você deve ir para a cruz. Mate seu instinto de auto-preservação mundano. Mate! – “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” – Gálatas 2.20. Rendição total e absoluta é o nosso único descanso, nossa única alegria verdadeira e sólida no Reino de Deus. Fora disso o que o homem tem é apenas a tentativa de barganha de uma alma insatisfeita com tudo que Deus é em Cristo para ela.
Em 2 Coríntios 8.5, Paulo diz: “deram primeiramente a si mesmos ao Senhor” – Este é o passo que deve ser dado a cada manhã. Isto significa que eles deram seus corações a Deus, sendo conquistados por Sua beleza infinita que os satisfez completamente. (Sem barganhas – Sem coisas do tipo – “o que vai sobrar para mim?” – sem mentalidade de contribuinte).

“Deram primeiramente a si mesmos” – Entregaram suas vontades a ele para serem governados por Ele. Dedicaram suas vidas a Ele, em busca total de Sua honra e glória – “Também no caminho dos teus juízos, SENHOR, te esperamos; no teu nome e na tua memória está o desejo da nossa alma. Com minha alma te desejei de noite, e com o meu espírito, que está dentro de mim, madrugarei a buscar-te; porque, havendo os teus juízos na terra, os moradores do mundo aprendem justiça.” - Isaías 26:8-9


O desejo está firmado no próprio Deus, seu favor, graça, misericórdia, justiça, santidade... sua presença graciosa, a influência santificadora de sua graça sobre nós... Nossas vontades cativas, como o servo é rendido ao prazer de seu mestre. Seus desejos e interesses se tornando nossos prazeres e força de propulsão da vida.
Esqueça a mentalidade de contribuinte! “Qual o mínimo necessário” – é uma pergunta diabólica. Deleite-se em tudo que Deus é.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Globo pode ter sua primeira mocinha evangélica em novela

Globo pode ter sua primeira mocinha evangélica em novela

A nova novela da Globo das 21 horas, que ainda não tem um título definido, deve estrear em junho deste ano, esta prometendo ter a primeira mocinha evangélica se tudo correr como a sinopse original. A personagem esta prometendo ser muito polemica, e vai ser um dos destaques da novela.
Segundo dados da autoria de Walcyr Carrasco, a personagem será chamada de Waldirene e será uma moça pobre, que é muito incentivada pela sua mãe a fazer qualquer coisa para se dar bem na vida, como engravidar de pagodeiros e de jogadores de futebol que tenham sucesso e dinheiro. Mas a sinopse conta que a personagem não tem sucesso em suas tentativas, ela só encontra seu caminho quando se converte na religião evangélica. Após se converter ela começa a transformar sua vida e provavelmente se transformará em uma cantora gospel.
Waldirene será uma personagem divertida, será interpretada por uma comediante que ainda não foi definida, mas entre as possíveis atrizes estão Ingrid Guimarães, Daniele Valente e Tatá Werneck, ex-MTV que pode ser uma decisão ousada por ser famosa por seu humor escrachado.
Segundo Carrasco, mesmo a personagem sendo interpretada por uma comediante, ele não quer tratar o assunto com deboche, e sim demonstrar que a descoberta de uma religião pode levar uma pessoa a ter mais felicidade na vida.

Se “esse cara” é o Malafaia, a minha cara vai ao chão!



Por Vera Siqueira

Abro o caderno Ilustrada da Folha de São Paulo de hoje, e olha a notícia com a qual me deparo, na coluna da Mônica Bergamo:

ESSE CARA SOU EU

O pastor Silas Malafaia tem almoço marcado com Amauri Soares, diretor de eventos da Globo, no dia 9. O evangélico diz que “nenhum pastor teve mais contato com a Globo do que eu” e chama a comitiva da Concepab (confederação nacional de pastores) que visitou os estúdios da emissora em novembro de “ilustríssimos desconhecidos”. “Falei isso com o Amauri [por telefone].”

Minha cara foi ao chão, de vergonha. De vergonha alheia e de vergonha pessoal, pois é vergonhoso ver alguém que se diz cristão fazer um papel desses, numa clara demonstração de orgulho besta, arrogância e vaidade.
“Nenhum pastor teve mais contato com a Globo do que eu”. E se isso for verdade, E DAÍ???? No que a quantidade de contato com a Vênus Platinada colabora para a edificação do caráter de um cristão? O Malafaia falando uma asneira dessas me lembra a birra de um moleque de 5 anos, que todo cheio de si diz para seu amiguinho: “minha casa é maior que a sua” ou “a professora fala mais comigo do que com você”. Só que uma criança de 5 anos não tem a carga de experiências que um senhor na idade do Malafaia tem. E isso torna sua demonstração de prepotência e arrogância ainda mais grave.
Sem falar que isso destoa totalmente dos ensinamentos de Jesus Cristo.
Ou alguém que já leu a Bíblia pode supor que Jesus algum dia agiu dessa forma? Ao contrário, não vejo onde Jesus se arrogava de ter conversado com Nicodemus ou com qualquer outro líder de sua época. Quando interpelado por Pôncio Pilatos, mesmo tendo sua vida em jogo, Jesus manteve sua posição. Já Malafaia, se estivesse em seu lugar, ficaria todo pimpão, afinal o representante de César tinha falado com ele!!!
Chamar os pastores da Concepab de “ilustres desconhecidos”, na tentativa de desmerecê-los (afinal, em tese, eles estão em pé de igualdade com o Malafaia no quesito amizade com a Globo) foi ainda mais feio. Lembrando da criança de 5 anos, é como se ela dissesse “eu sei que a professora também falou com você, mas ela gosta mais de mim do que de você porque eu sou o cara”. Aliás, não sei como alguém consegue dar tanto tiro no pé sendo protagonista de um texto de tão poucas linhas.
Que vergonha, Malafaia!!! E pior ainda, envergonhando o Evangelho perante os que estão no mundo, muitos dos quais nunca serão alcançados por conta dos escândalos que os líderes-cães-gulosos fazem, na busca de benefícios pessoais com a utilização do Sagrado nome de Deus…
E pensar que o verdadeiro cristão FOGE das honrarias pessoais, ainda mais quando relacionadas ao serviço que faz a Deus…
“E houve também entre eles contenda, sobre qual deles parecia ser o maior. E ele lhes disse: Os reis dos gentios dominam sobre eles, e os que têm autoridade sobre eles são chamados benfeitores. Mas não sereis vós assim; antes o maior entre vós seja como o menor; e quem governa como quem serve.” – Lucas 22:24-26
Mais do que nunca,
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!
P.S.: No próximo sábado o Malafaia já anunciou a presença de Mike Murdock em seu programa de tv. Prevejo mais um estelionato gospel. Segurem suas carteiras.
P.S.2: Vejam a notícia que está logo abaixo da vergonha do Malafaia na Folha de São Paulo de hoje:

TAMO JUNTO
Soares -responsável na Globo por dialogar com religiosos- também tem se encontrado com representantes da Igreja Católica e de crenças afro, por causa de um ato pela tolerância religiosa, no dia 21, no Rio. Promovido pela Globo, o evento reunirá umbandistas, hare krishnas, católicos, espíritas, budistas, wiccans, ciganos, seguidores do Santo Daime, judeus, muçulmanos, ateus e agnósticos. Padre Omar, que cuida do Cristo Redentor, fará show.

Pois é, líderes e cantores gospel, sua “evangelização” na Rede Globo está trazendo grandes resultados pro reino… das trevas.

Os 10 pastores que respeito e admiro




Por André Sanchez

Há alguns dias escrevi um artigo que provocou muitos debates por aqui, mostrando em meu ponto de vista, os 10 pastores que não respeito e não admiro. Na sequência dessa série, destacarei agora aqueles que merecem toda a admiração e respeito devido à forma como tratam o ministério pastoral. Abaixo segue a minha lista.
OS 10 PASTORES QUE RESPEITO E ADMIRO:
1- O que não é perfeito, mas que busca ser exemplo do rebanho = Esse pastor sabe de suas limitações, sabe que não é melhor do que ninguém, sabe que é um pecador resgatado pelo sangue de Cristo. Ele, porém, sabe também da missão que Deus lhe deu e busca conduzir suas ovelhas no caminho dado pelo Supremo Pastor, sendo, antes de todos, o primeiro a vivenciar a Palavra de Deus em sua vida para testemunhar a outros. Ele tem todo cuidado nessa questão e pode-se ver em sua vida um homem que busca viver o evangelho e não somente falar dele. É humano, tem seus erros, e não faz questão de passar uma imagem de todo poderoso.
2- O que faz cultos cristocêntricos = Esse pastor busca glorificar a Cristo nas ministrações que preside. Busca conduzir todas as coisas para que Cristo cresça e todo o resto diminua. Do primeiro ao último minuto de seus cultos busca apresentar a Cristo e conduzir as pessoas a Ele. É sensível ao observar e corrigir coisas que tentam competir com a centralidade de Cristo nos cultos.
3- O que não tem medo de pregar a Palavra de Deus = Esse pastor não faz média, antes, entrega a palavra de Deus conforme a Bíblia a revela. Ele não usa de técnicas melodramáticas para tocar o coração dos seus ouvintes. Ele busca antes de tudo, que o Espírito Santo revele a Palavra aos seus ouvintes, conduzindo-os à presença viva de Deus. Sabe que muitas vezes irá desagradar pessoas na sua pregação, mas é fiel às verdades que Deus lhe manda pregar.
4- O que não crê que os fins justificam os meios = Esse pastor é totalmente dependente de Deus em seu ministério. Ele conduz a igreja a andar nos caminhos corretos de obediência ao Senhor e não nos caminhos tortuosos que o coração humano propõe e que visam, antes de tudo, resultados que premiam o trabalho realizado. Para ele o mais importante é fazer a vontade de Deus usando os meios dados por Deus.
5- O que é obediente a Deus mesmo não vendo resultados palpáveis = Esse pastor gosta de ver os resultados de seu trabalho, porém, não é guiado por esses resultados. É guiado pela obediência e direção de Deus. Mesmo, às vezes, não vendo resultados pontuados pelas pessoas como o ‘sucesso’, continua sendo fiel e o pastor responsável por certo número de ovelhas dadas por Deus. Para ele, cumprir a missão de Deus não é encher a igreja de gente a qualquer custo, mas sim obedecer a Deus e confiar a Ele os resultados do trabalho, seja quais forem.
6- O que não faz a si mesmo o “bam-bam-bam” da igreja = Esse pastor sabe fazer suas ovelhas entenderem a diferença entre admiração e bajulação. Ele não aceita ser bajulado e até adorado como se fora mais do que os outros ou até mesmo um quase deus. Coloca-se na posição de servo, tem prazer de trabalhar em equipe e de ver suas ovelhas se desenvolvendo em seus ministérios, e sempre reitera que ele também é ovelha do rebanho de Deus. Não deixa o ego assumir o controle. Ele não é um ídolo dentro de sua igreja.
7- O que não explora financeiramente suas ovelhas = Esse pastor não é ignorante, não acredita que as dívidas da igreja são pagas como que por milagre. Ele sabe das possibilidades da sua igreja e não usa ameaças e nem promessas que a Bíblia não faz para que suas ovelhas contribuam com o trabalho. Ele sabe instruir corretamente sua igreja sobre o que a Bíblia diz a respeito das contribuições para o reino de Deus. Não faz dos momentos de ofertório o momento mais importante do culto e nem do dinheiro o deus e a confiança maior da igreja. Trabalha a parte financeira da igreja com dignidade, ética e transparência.
8- O que não tem medo de ensinar profundamente a Bíblia às suas ovelhas = Esse pastor não faz doutrinas em cima de textos isolados da Bíblia, por isso, não tem medo de ensinar suas ovelhas a serem questionadoras, estudantes profundas da Bíblia. Ele tem porta aberta ao diálogo e aos questionamentos. Por isso, os cultos que preside são banquetes de aprendizado e quebrantamento, onde a Palavra de Deus reina soberana como fonte de ensino e a regra de fé e prática. Por ser assim ele sabe que precisa sempre beber dessa fonte para também poder dar de beber cada vez mais aos seus discípulos.
9- O que ora sempre buscando em seus pedidos que seja feita a vontade de Deus em primeiro lugar = Esse pastor não ousa sequer pronunciar palavras de ordem a Deus. Ele sabe quem é Deus, sabe de Seus atributos grandiosos. E mais, sabe exatamente que ele é apenas um homem imperfeito, que está de pé pela graça de Deus. Por isso, em suas orações ele é dependente de Deus e não o chefe de Deus.
10- O que tem cheiro de ovelha = Esse pastor é pastor que pastoreia de verdade. A sua missão de vida é pastorear e não fazer fortuna com o rebanho vendendo suas peles e carnes! Chegue perto dele e sentirá o cheiro das ovelhas. Isso porque ele fica muito perto, ele acompanha, ele se preocupa com elas. Ele as ama de verdade, mesmo que elas não tenham nada para dar-lhe em troca. Ele as acolhe, ele cumpre seu trabalho cabalmente como bom trabalhador que não tem de que se envergonhar.

E VOCÊ, TEM ALGUM PASTOR QUE RESPEITA E ADMIRA?

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O conhecimento de Deus na criação e o Evangelismo

conhecimentoevan
Por Alex Daher

Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis. (Romanos 1.20).

Todas as pessoas em todos os lugares do mundo sempre estiveram inundadas com o conhecimento de Deus através da criação. Para onde quer que alguém olhe, ali está uma manifestação visível do Deus invisível. A terra está cheia da glória de Deus (Is 6.3) e os céus proclamam essa glória o tempo todo (Sl 19.1).

Refletindo sobre esse fato – chamado geralmente de revelação geral (ou natural), Stephen Charnock (1628-1680) lista dez atributos de Deus que podem ser vistos através da natureza:

(1) o poder de Deus, ao criar um mundo a partir do nada; (2) a sabedoria de Deus, na ordem, variedade e beleza da criação; (3) a bondade de Deus, na provisão que Deus faz para Suas criaturas; (4) a imutabilidade de Deus, porque se Ele fosse mutável, Ele não possuiria a perfeição do sol e dos corpos celestes, “nos quais nenhuma mudança tem sido observada”; (5) Sua eternidade, porque Ele precisa existir antes daquilo que foi feito no tempo; (6) a onisciência de Deus, pois como Criador Ele precisa necessariamente conhecer tudo o que Ele fez; (7) a soberania de Deus, “na obediência que suas criaturas devem a ele, ao observar suas várias ordens e ao se moverem no espaço em que ele as coloca”; (8) a espiritualidade de Deus, pois Deus não é visível, “e quanto mais espiritual é uma criatura no mundo, mais pura ela é”; (9) a suficiência de Deus, pois Ele deu a todas as criaturas um início, então o ser delas não era necessário, o que significa que Deus não precisava delas; e finalmente (10) Sua majestade, vista na glória dos céus.¹
De um lado, então, temos as cosmovisões ateísta e agnóstica, que defendem a ideia de que Deus não existe (ateísmo) e de que não é possível realmente saber se Deus existe ou não (agnosticismo). Do outro lado temos a cosmovisão cristã, afirmando que “os atributos invisíveis de Deus [...] claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, por meio das coisas criadas” (Rm 1.20). Segundo o testemunho bíblico, portanto, o problema do homem não é falta de evidência, mas um coração insensato que obscuresse o entendimento (v.21) e deixa o homem em um estado de ignorância espiritual. John Piper explica nestes termos:

Nossos corações centrados em nós mesmos distorcem nossa razão ao ponto de que somos incapazes de concluir inferências verdadeiras sobre o que realmente está lá. Se nossa desaprovação à existência de Deus é suficientemente forte, nossas capacidades sensoriais e racionais não serão capazes de inferir que ele está lá. [...] A corrupção do nosso coração é a raiz mais profunda de nossa irracionalidade.²
Implicações para o Evangelismo

Diante da realidade de que o homem não dá a glória e gratidão que são devidas a Deus, podemos pensar em algumas implicações relacionadas ao evangelismo:

  • 1) Não há pessoas inocentes. Mesmo aqueles que nunca ouviram o Evangelho estão em rebelião contra Deus. “Devemos abandonar o mito do indígena inocente”.³ Não há nenhum justo, nem um sequer (Rm 3.10-18).

  • 2) O problema da humanidade é a dureza de coração, não simplesmente seu comportamento externo ou sua incapacidade intelectual. Somente um novo coração (Ez 36.26) através do novo nascimento (Jo 3.3) pode resolver nosso problema de cegueira espiritual. E somente o Espírito Santo tem poder para isso.

  • 3) O evangelho deve ser pregado. Como o cristianismo histórico tem afirmado: O conhecimento de Deus através da criação é suficiente para condenar, mas não para salvar. Somente a mensagem do evangelho pode levar o homem à reconciliação com o Criador e ao verdadeiro conhecimento que dá a vida eterna (Jo 17.3, 1 Jo 2.3). “E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10.14).

Isso deve nos impulsionar a pregar o Filho de Deus crucificado e ressurreto para a remissão de pecados. O conhecimento que salva está disponível somente em Cristo, “em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos” (Cl 2.3). A natureza não pode salvar. Apenas Cristo é capaz de revelar o conhecimento de quem Deus é para a salvação (Jo 1.18).

Por causa disso, aqueles que desistem de sua rebelião com Deus, se arrependem e recebem a Cristo pela fé, o fazem somente por causa da ação da graça soberana de Deus em seus corações. Não foi algum tipo de resto de bom senso pós-queda, um raciocínio mais desenvolvido ou boa capacidade de reflexão. Não fosse pelo Evangelho de Cristo, toda a humanidade teria permanecido em um estado de incredulidade, mesmo diante de tantas manifestações dos atributos de Deus na criação. Não fosse a misericórdia do Rei, todos os súditos rebeldes seriam justa e eternamente condenados.

Que essa realidade nos mova a compaixão por aqueles que estão fora de Cristo, e tenhamos a mesma convicção de Spurgeon: “Evangelismo é um mendigo contando a outro mendigo onde encontrar pão”. E assim aqueles que antes estavam cegos possam olhar para a natureza com os olhos iluminados pela fé e dizer:

O que é a verdadeira conversão?

 
 
Por Josemar Bessa
 
Nenhuma geração anterior a nossa teve uma visão tão superficial sobre conversão como a atual. Esse tem sido o resultado de um afastamento de toda a verdade bíblica a respeito.

Certa vez Spurgeon pregando a respeito da conversão disse:
"Quando a Palavra de Deus converte um homem, tira dele seu desespero, mas não tira dele o seu arrependimento e contrição profundo na visão da malignidade do seu pecado. E isto o acompanha por toda a vida.

Verdadeira conversão dá ao homem perdão, mas jamais faz dele alguém presunçoso. Verdadeira conversão dá a um homem perfeito descanso, mas jamais para o progresso em sua vida. Verdadeira conversão da segurança ao homem, mas ela não permite ele deixar de ser vigilante. Verdadeira conversão dá força e pode ao homem para uma vida de santidade, mas nunca o deixa se vangloriar..."


Sentes a diferença da visão bíblica da conversão? Isto é assim por ela ser uma obra Soberana e miraculosa do Espírito no coração de homens mortos espiritualmente, e não fruto de estratégias de crescimento, estratégias missionais...

A convicção produzida pelo Espírito não anda pela superficialidade do simples – “você quer ir para o céu ou inferno” – nem os demônios querem ir para o inferno – Ou “Deus tem um plano maravilhoso para a sua vida...” – Coisa que o ímpio interpreta como as coisas que um coração caído e inimigo de Deus acha maravilhoso.

A Convicção espiritual atinge não alguns, mas todos os pecados, os pecados do coração, os pecados da vida, os pecados da nossa natureza, os pecados das intenções, os pecados da prática... Onde o Espírito trabalha eficazmente, Ele o faz transformando a Palavra num espelho que mostra ao pecador sua condição como Deus a vê. Abre seus olhos para ver toda a deformidade e imundice que está em seu coração por natureza.

Olhe como Paulo era cego para a sua pecaminosidade, como era justo aos seus próprios olhos, como se achava um homem bom... até que o Espírito lhe revelou a verdade sobre ele mesmo. Já não era questão de – “quer ir pro céu... Deus tem algo maravilhoso...” – Mas era uma visão: “Miserável homem que sou!”

O Espírito sozinho e nada mais, pode fazer o pecador ver toda a deformidade que está dentro. Só Ele tira todos os trapos do pecador e faz com que ele veja a sua nudez e condição miserável. O que Ele mostra é a profundidade de uma alma separada de Deus e apegada e cheia de amor ao pecado e escuridão. Só Ele mostra a cegueira da mente, a teimosia da vontade, quão corrompidas estão as afeições, o endurecimento da consciência, a praga de nossos corações, o pecado da nossa natureza e o total desespero de nosso estado.

A convicção natural, que não flui do Espírito e nem leva a verdadeira conversão, leva a alma se fixar no mal que vem como resultado do pecado e não no mal que o pecado é e como ele rouba a glória de Deus. Convicção natural pode levar ao temor do inferno – principalmente se a morte se aproxima – ou se alguém está vivendo algum drama... mas não a vileza e natureza hedionda do pecado!

A convicção espiritual que flui do Espírito trabalha no interior do homem uma visão de toda a insensatez e de todo mal que está no próprio pecado em si, do que a concentração do mal que vem como o resultado do pecado. A convicção espiritual mostra a desonra e horror que é andar contrário a Deus, as “feridas” feitas no coração de Cristo ( Seu amor nos constrange ) e como ele entristece o Espírito... tudo isso fere a alma sobre verdadeira convicção infinitamente mais do que mil infernos.

As convicções naturais não duram, morrer rapidamente... vem e vão, vem e vão... Elas são como pequenos cortes na pele que podem sangrar um pouco, doer um pouco, mas logo cura e em pouco tempo nem cicatriz resta mais.

Convicções espirituais, produzidas pelo Espírito tão somente pela Palavra, são duráveis, não descartáveis. Elas permanecem na alma até completarem o seu trabalho, atingirem o seu fim – “O que começa a boa obra a termina” – como diz Paulo aos filipenses. Elas não estão a mercê do pecador. As convicções produzidas pelo Espírito Santo são como uma ferida extremamente profunda que vão até os órgãos vitais e parece pôr em perigo a vida do paciente – é uma feria mortal para o homem natural – e apenas restaurada – homem espiritual – pela grande e soberana habilidade do Médico celeste.

As convicções verdadeira produzidas na conversão do homem, ainda estarão lá no momento de saúde, prazer... e no momento de sua morte... e estarão lá pela eternidade sem fim.
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. - 2 Coríntios 5:17

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O que eu achei da Entrevista do Silas Malafaia a Marilia Gabriela

Por Renato Vargens

Acabei de assistir no SBT a entrevista dada por Silas Malafaia a Marilia Gabriela.
Posso não concordar com o Silas em muita coisa, aliás, discordo dele veementemente quanto a sua teologia, principalmente quando prega sobre prosperidade e confissão positiva. Na verdade, considero herético o seu ensino sobre prosperidade, todavia, algumas de suas posturas considero bíblicas, ainda que discorde da forma com que fala.
Na minha opinião no primeiro bloco da entrevista Malafaia se enrolou e não conseguiu convencer aos telespectadores sobre a funesta teologia da prosperidade. Quando questionado sobre seu patrimônio Silas apresentou a jornalista documentos contestando a reportagem da Forbes, o que foi rebatido por Gabi. O que me chama a atenção é que a Forbes alega ter recebido essas informações do poder público brasileiro. Ora, vamos combinar uma coisa? Se isso de fato aconteceu um crime foi cometido, não por Malafaia e sim pelo Estado que sem um mandado judicial forneceu as informações publicadas pela imprensa. Acho que Silas está certo em exigir explicações.

Ao tratar de assuntos relacionados a sexualidade Silas demonstrou firmeza e coerência bíblica. Na minha perspectiva Marilia ao tratar da homossexualidade foi intransigente e grossa com o seu entrevistado demonstrando assim vivenciar a mesma intolerância que tanto combate. Na verdade, em um determinado momento da entrevista ela chegou a alterar o seu tom de voz tentando impor sobre Malafaia suas crenças e percepções.

A entrevistadora do SBT também foi tendenciosa ao insinuar que o ministério pastoral pode ser uma profissão lucrativa. Ora, a esmagadora maioria dos pastores ganha muito pouco. Ouso afirmar que mais do que 90% dos pastores ganham muito mal. Sei de muitos pastores que lutam com sacrifício e que para sustentar a família cortam um dobrado. Afirmar que todos os pastores roubam e são ricos é uma enorme maldade.

Silas também defendeu o casamento, combateu o divórcio e acentuou o valor da familia, todavia, na minha opinião ele perdeu uma grande aportunidade para anunciar Cristo de uma forma mais tangível aos milhares de telespectadores espalhados por esse Brasil.

Os Dois Construtores e as Duas Casas

Por Tiago Santos
Em Mateus 7.24-27 Jesus profere uma parábola. A parábola dos dois construtores.
Esse texto fala de dois construtores, duas casas e de uma forte chuva, que se lança contra as casas construídas.

Para nós que vivemos no Brasil e estamos agora no início do ano, não é preciso uma imaginação muito fértil para compreender os efeitos de uma chuva caudalosa em edifícios frágeis. São Paulo sofre todos os anos com as chuvas, que castigam as casas mal construídas e deixam muita gente desabrigada. Nos últimos anos, ouvimos falar sobre tragédias muito tristes que aconteceram em Angra dos Reis, em Teresópolis e na região montanhosa do Rio de Janeiro.

Essa parábola foi o encerramento do famoso sermão da montanha, que está registrado em Mateus, do capítulo 5 ao 7. Neste famoso sermão, encontramos os principais ensinos éticos de Jesus.

Esse sermão foi proferido por Jesus em um monte ao norte de Israel, durante o período de seu ministério na região da Galiléia.

Neste ponto de seu sermão, ele conta a história de dois homens que resolveram construir para si uma casa.

O que significa uma casa? O que ela representa?

Algumas ideias imediatas vêm à mente:

Abrigo: É o lugar onde nos protegemos do frio, do calor, da chuva, do vento, de intrusos. Nossa casa é nosso abrigo.

Segurança: Também é o lugar onde nos sentimos protegidos; onde guardamos nossos bens, onde colocamos as coisas que gostamos;

Lar: "Não há lugar como o lar" é uma frase famosa e que foi proferida pela jovem atriz Judy Garland no final do filme de 1939, "O Mágico de Oz", no qual ela interpretava a órfã Dorothy Gale. Essa frase era a chave para que ela voltasse ao lugar que representava seu reduto; sua segurança. A casa é um lar. É onde nossas histórias se desenvolvem e onde nossa memória mais remota se estabelece. Ao fim de um dia agitado ou de uma longa viagem, tudo o que queremos é voltar para casa. Quando sofremos uma enfermidade ou um acidente, o que queremos é voltar para casa. A casa exerce essa força sobre nós. Ela é o nosso reduto.

Nesse texto temos a história de dois homens que construíram uma casa para si e para suas famílias. Podemos inferir que ambos os homens tinham o mesmo propósito e que eram, inclusive, semelhantes. Não há muito, externamente, que possa distinguir esses dois homens.

A Construção:

Jesus também nos diz que ambos trabalharam para construir uma casa.

O processo de construção de uma casa é longo e, muitas vezes, difícil. Envolve planejamento, tempo, dedicação, diligência, dinheiro e muito, muito trabalho. O texto dá a entender que eles mesmos construíram a sua. Certamente tinham sonhos, aspirações e propósitos com sua casa.

A Casa:

O texto também nos sugere que as casas eram bem semelhantes e que foram construídas provavelmente vizinhas uma da outra. Afinal, ambas passaram pelo mesmo evento de enchente, o que indica sua proximidade. Isso sugere que, olhando de fora, elas eram muito parecidas e não se podia fazer distinção uma da outra.

Os Alicerces:

Aqui parece que chegamos no âmago do ensino de Jesus sobre as casas e os construtores.

Na Palestina do primeiro século, a região do mar da Galiléia era bem arenosa, mas, no verão, esse chão de areia era muito firme, muito sólido.
O texto nos diz que um dos construtores construiu sua casa neste solo duro, sem alicerces profundos.

O outro homem, porém, cavou uma profunda vala, até chegar a um terreno rochoso, e então ele construiu sua casa.

A Tempestade:

Veio uma tempestade de vento e chuva; os rios transbordaram; houve enchente e ela se arremeteu contra ambas as casas. Uma ficou de pé e a outra foi arruinada.

Tempestades assim não eram um assunto estranho para os ouvintes de Jesus. Era comum que chuvas fortes transformassem uades e córregos secos em correntes fortíssimas, que arrasavam o que estava pelo caminho. Esses eventos da criação tinham o poder de causar muita apreensão e medo - especialmente no homem pré- guerra nuclear. Vale lembrar que foi através da fúria de uma tempestade que Deus trouxe destruição ao mundo. Essa linguagem era muito vívida e forte no imaginário do ouvinte de Jesus - ele entendia o que isso significava.

Vamos agora entender o que Jesus quer mostrar com sua parábola:
  1. Jesus não estava fazendo distinção entre o pagão e o cristão. Sua palavra foi dirigida para pessoas religiosas - para seus discípulos e para os judeus, os filhos da aliança. Jesus falava com o homem que frequentava a sinagoga, que levava seu sacrifício ao templo, que migrava para Jerusalém durante as festas, enfim, para o homem religioso. Os construtores do texto são homens que expressam publicamente sua fé.
  2. Pensando em nossa própria realidade, podemos dizer que Jesus estava falando com o homem que frequenta a igreja. Que gosta da ética cristã, que gosta do ambiente cristão, de seus valores, de sua mensagem.

    Sua casa é sua vida, é sua trajetória, suas escolhas, seus caminhos, seus desejos e aspirações.

    Não dá para distinguir, num primeiro momento, a casa do construtor sábio da casa do construtor imprudente, insensato. Elas são muito semelhantes, estão perto uma da outra - no mesmo lugar e sujeitas aos mesmos problemas.

  3. Jesus ensina, todavia, que um homem é sábio e o outro é insensato. A Escritura tem muito a dizer sobre a sabedoria.

    Diz que o princípio da sabedoria é o temor do Senhor. O Salmo 111.10 diz que "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, revelam prudência todos os que o praticam." Provérbios 1.7 afirma a mesma coisa quando diz que "o temor do SENHOR é o princípio do saber", e, em 9.10, ele repete a mesma ideia, dizendo: O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo é prudência.

    O ponto é que, tanto nos inúmeros provérbios que falam da sabedoria, como neste ensino do Senhor Jesus, a sabedoria está relacionada com a obediência à vontade de Deus, com a prática da ética ensinada pelo Senhor Jesus, com a conduta de seus ouvintes.

    O termo sábio neste texto "phronimos" representa aqueles que praticam as palavras de Jesus; aqueles que constroem suas casas para que resistam a qualquer coisa - qualquer baque, qualquer impacto.
    O insensato não é assim.

    A Escritura também tem muito a falar sobre o insensato.

    Provérbios 12.15 diz que "O caminho do insensato aos seus próprios olhos parece reto…", diz também o sábio que "no juízo, a boca do insensato não terá palavra" (Pv. 24.7).

    O insensato é precipitado. É ávido por resultados. Dá valor às aparências. Ele se preocupa mais com a forma do que com o conteúdo. Seus princípios são rasos e sua vontade é fraca. O insensato sabe, mas não conhece. Ouve, mas não entende. Quer, mas não se esforça. Vivemos tempos em que há muitos insensatos. Homens querem frutos, mas não querem arar, semear e plantar, regar, proteger e ceifar.

    Os que parecem ter fé em Jesus, mas exibem apenas aqueles sinais externos de religiosidade - aquilo os satisfaz ou satisfaz algum senso de culpa ou de relação de troca com Deus - esses não têm estrutura para suportar as tempestades da vida. A casa sem estrutura não pode enganar a Deus.

  4. A tempestade: Jesus fala das tempestades.
    Aqui podemos interpretar como dois tipos de tempestades possíveis.

    1. Pode ser as tempestades da vida: enfermidades, pobreza, fracassos, frustrações, problemas (no trabalho, na família, na própria vida), dramas pessoais, crises existenciais, depressões, tristezas, aflições, temores, tragédias, morte. Esses ventos, essas enchentes, podem chegar na vida do homem - e note, ela chega e se arremete contra as duas casas. A casa do homem insensato e a do homem sábio também. Ambos estão sujeitos às tempestades da vida; ambos estão sujeitos a problemas sérios.
      Devemos estar atentos ao fato de que Jesus dedica boa parte de seu ensino para demonstrar que muitos de seus discípulos passariam por aflições. Todavia o cristão é afligido, mas resiste - como bem disse o apóstolo Paulo: "Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados; perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos". (2 Co 4.8).

    2. Há também nas palavras de Jesus, no alerta que ele fez sobre a vinda de tempestades, a ideia escatológica da tempestade final, daquela que colocará à prova a qualidade de construções dos homens e o caráter do construtor. Aquela tempestade final, que será trazida pelo SENHOR e que revelará a força de nossas estruturas. O apóstolo Paulo lembra desse dia terrível, com as seguintes palavras: "O Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus… estais inteirados de que o Dia do Senhor vem como ladrão na noite. Quando andarem dizendo Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto para a que está para dar a luz; e de modo nenhum escaparão. Mas irmãos, não estais em trevas, para que esse dia como ladrão nos apanhe de surpresa."

    Qual casa ficará firme nesse dia final?

  5. Os alicerces: Jesus fala finalmente dos alicerces. A diferença da construção está nos alicerces. A diferença do construtor está em quão fundo ele cavou para fazer a base de sua vida - de sua casa. O apóstolo Paulo lembra à igreja em Corinto que Jesus deve ser o alicerce da vida do cristão. Ele diz: "Segundo a graça que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor (…), porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo.
Conclusão:

O sermão do monte é um chamado para aplicarmos o espírito da lei de Deus em nossas vidas. O princípio que dá forma à lei, e sua aplicação, é o que o Senhor Jesus ensina neste sermão, com suas instruções e alertas. Ele foi dirigido aos discípulos de Jesus e ele demonstra, especialmente na parte final de seu sermão, que só quem é discípulo, quem é sal e luz, quem pode chamar a Deus de "Pai nosso" é que está apto para obedecer às exortações do sermão do monte.

É possível admirar a ética e a sabedoria do sermão da montanha, mas é preciso atender ao seu chamado de submissão e obediência.

Esse texto trata do senhorio de Cristo na vida do cristão. Se Cristo é o nosso Senhor, ouvimos à sua voz. "As minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem". Trata também de obediência. A entrada no reino tem a ver com obediência - não a obediência que conquista méritos e favor diante de Deus, pois isso é impossível - mas aquela obediência que curva-se ao senhorio de Cristo e é resultado da regeneração promovida pelo Espírito de Deus no coração do homem.

Nesse texto, Jesus chama seus ouvintes a avaliar suas vidas - suas construções. A avaliar seus alicerces, se estão cravados em uma rocha sólida, capaz de fazê-los resistir às tempestades.