sábado, 26 de janeiro de 2013

A síndrome do estrelismo gospel



Por Samuel Torralbo

Segue abaixo alguns dos sintomas que caracteriza alguém que possivelmente tenha sido contaminado pelo vírus da síndrome do estrelismo gospel:
1 – Necessidade de aparecer na mídia, inclusive a secular.
2 – Sensação de que, o culto não acontece sem a sua presença.
3 – Tristeza quando um crente não pede autografo.
4 – Não participa do culto, porque chega sempre na hora de se apresentar (pregar ou cantar).
5 – Fica ressentido quando é chamado de irmão, ao invés de reverendo, cantor, bispo ou pastor.
6 – No culto o seu assento precisa ter um lugar de destaque.
7 – Participa do evento somente quando o hotel é cinco estrelas, e a viagem é de primeira classe.
8 – Sucesso ministerial é sinônimo de vendas de Cds, Dvds, ou livros, como também, uma agenda cheia de compromissos.
9 – Para que um mero mortal consiga falar com ele (a), precisa passar pela secretaria.
10 – Comparece ao culto somente quando o cachê (que normalmente é exorbitante), já está pago ou previamente combinado.
O antídoto contra este veneno que tem se alastrado no tempo presente em muitos corações ávidos pelo “sucesso ministerial”, continua sendo aquele proposto por Paulo (o apóstolo): “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo.” (Gálatas 6.14)
***
Samuel Torralbo é colunista do Púlpito Cristão, e contribui com a subversividade ao mundo Gospel.
Ainda sugiro, para complemento, o texto Dossiê do Astro Gospel.

Se ele é todo poderoso, como ofendê-lo, como resistir a ele?

 

Se ele é todo poderoso, como ofendê-lo, como resistir a ele?

A pergunta correta é: Se Deus é todo-poderoso, como podemos agir com livre-arbítrio?

Nos dias da criação, Deus construiu um universo perfeito. Todos os seres vivos, sistemas ecológicos, leis físicas… tudo estava sob seu perfeito controle. Até o homem foi feito na maior perfeição e teve as demais coisas criadas sujeitas à sua vontade, pois assim Deus determinou. E Deus fez mais: presenteou o homem com um atributo que nenhuma das suas outras criaturas teve: livre-arbítrio, o direito de escolher segundo seu desejo. E Ele fez desta forma porque queria que o homem estivesse em comunhão plena com seu Criador, por vontade própria; que o servisse e fosse seu amigo, não por obrigação, mas por amor. Amor livre, pois amor forçado não é amor, é estupro. E assim Adão e Eva foram criados.

É obvio que a liberdade de escolha é uma faca de dois gumes: pode-se tanto escolher o bem quanto o mal. E Deus estava ciente disto. Uma de suas características que O eleva ao status de Todo-Poderoso é a onisciência: o poder de saber todas as coisas, até mesmo antes delas acontecerem – chamado presciência. Desta forma, é impossível que alguém surpreenda a Deus. A queda do homem em Adão não pegou Deus de surpresa.

Mas Deus tratou todas as consequências do pecado humano antes do primeiro homem ser aparecido na face da terra: (…) do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Ap. 13:8). E ninguém pode criticá-lo pela forma que Ele fez (e faz) isto: acaso o oleiro há de ser reputado como barro, de modo que a obra diga do seu artífice: Ele não me fez; e o vaso formado diga de quem o formou: Ele não tem entendimento? (Is 29:16). Deus age no momento mais oportuno sempre e a Sua vontade por fim ficará evidente a todos: (…) e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai (Flp 2:11).

Como ofendê-lo? Como resistir a Ele? Todo pecado é uma ofensa direta contra Deus. Pecar é resistir à sua Vontade soberana. É usar a boa estrutura de tudo que Deus criou contra o objetivo que Deus desejou para esta estrutura. Mas Deus não fica sem ação diante destes atos de rebeldia. Ele pode agir com justiça em todas as situações. Ele deixaria de ser todo-poderoso se assim não fosse. O grande poder de Deus está no fato de Ele poder agir em qualquer ocasião; nada sai do seu controle. Como seres finitos que somos, parece-nos às vezes que o mal está ganhando. Mas o final já está escrito, com o grande Vencedor, Jesus Cristo, reinando triunfante (1Co 15.24-28; Ap 20-22).

15 Minutos! ( Uma geração destruída!)



Por Josemar Bessa

O que você mais deseja? Você dispõe de 15 minutos para isso? O tempo que dispomos para as coisas revelam mais nosso desejo sobre elas do que meras palavras. A  verdade é que a maioria das coisas que você deseja você dedica muitos mais tempo que isso. Mas vamos ver o que 15 minutos representam...

Antes de falarmos dos 15 minutos, pense na excelência transcendente deste objeto aqui descrito: "Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela.” – Prata, ouro, dinheiro... – Você dedica bem mais que 15 minutos por dia a tudo isso. Mas o texto aqui fala da Sabedoria Divina! O quê 15 minutos tem haver com isso?

Os homens desejam saúde -, mas a saúde do corpo é apenas por um tempo. Sabedoria divina dá perpétua saúde, tanto do corpo como da alma.

Os homens desejam riqueza - mas as riquezas não são para sempre. Sabedoria divina dá insondáveis ​​riquezas - riquezas duráveis ​​e justiça.

Os homens desejam a vida - mas a vida humana é breve. Sabedoria divina dá a vida eterna, e vida em perfeição e bem-aventurança interminável.

Os homens desejam a honra - mas a honra terrena está desaparecendo. Sabedoria divina confere as mais altas honras, associando-nos a íntima comunhão do Deus Trino, que é a fonte de toda verdadeira honra.

Os homens desejam o prazer - mas o que faz a quantidade prazer terreno? Sabedoria divina nos leva a rios de prazer, a oceanos de alegria, a fontes do mais puro prazer!

Os homens desejam fama - mas a fama entre os pecadores não passa de um sopro de respiração como a própria vida deles. Sabedoria divina nos faz conhecidos, se não na terra - no céu, se não no tempo - na eternidade.

“Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela. Vida longa de dias está na sua mão direita; e na esquerda, riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas de paz. É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm.” - Provérbios 3:13-18

Mas e os 15 minutos, você pergunta, onde entram? Não há qualquer desculpa para a ignorância a respeito de Deus, das doutrinas essenciais do Evangelho que marcam nossa geração!
Olhe,

Numa leitura normal, somos capazes de ler cerca de 250 palavras por minuto.  Imagine que você resolva dedicar apenas 15 minutos por dia para leitura teológica séria para aprofundar sua compreensão da verdade bíblica. Em um ano (365 dias), você leria cerca de 5.475 minutos. Multiplique isso por 250 palavras por minuto e você terá 1.368.750 palavras por ano.

Agora a maioria dos livros têm entre 300 e 400 palavras por página. Então, se tomarmos 350 palavras por página e dividir isso em 1.368.750 de palavras por ano, temos 3.910 páginas por ano. Isto significa que em 250 palavras por minuto, 15 minutos por dia, você pode ler cerca de 20 livros de tamanho médio por  ano!

15 minutos! Você não tem isso para Deus? Ele te dá 24 horas por dia - Você tem muito mais que 15 minutos - olhe tudo o que você faz no dia, olhe o tempo do entretenimento, conversas, redes sociais, estudo, trabalho... somos indesculpáveis. Falamos de líderes ensinando falsas doutrinas, corrompendo a verdade, mas todo o povo é indesculpável.

Aplique estas mesmas proporções (250 palavras por minuto) a Bíblia (ACF) e teremos o seguinte:

Toda a Bíblia -  levaria cerca de 52,5 horas.


Gênesis (38.262 palavras): 2 horas e 33 minutos.

Êxodo (32.685 palavras): 2 horas e 11 minutos.

Levítico (25.541): 1 hora e 42 minutos.

Números (32.896): 2 horas e 12 minutos.

Deuteronômio (28352): 1 hora e 44 minutos.

Josué (18854): 1 hora e 15 minutos.

Juízes (18966): 1 hora e 16 minutos.

Ruth (2574): 10 minutos.

1 Samuel (25048): 1 hora e 40 minutos.

2 Samuel (20600): 1 hora e 22 minutos.

1 Reis (24.513): 1 hora e 38 minutos.

2 Reis (23.517): 1 hora e 34 minutos.

1 Crônicas (20365): 1 hora e 22 minutos.

2 Crônicas (26069): 1 hora e 44 minutos.

Esdras (7440): 30 minutos.

Neemias (10480): 42 minutos.

Ester (5633): 23 minutos.

Jó (18098): 1 hora e 12 minutos.

Salmos (42704): 2 horas e 52 minutos.

Provérbios (15038): 1 hora.

Eclesiastes (5579): 22 minutos.

Cantares (2658): 11 minutos.

Isaías (37036): 2 horas e 28 minutos.

Jeremias (42654): 2 horas e 51 minutos.

Lamentações (3411): 14 minutos.

Ezequiel (39401): 2 horas e 38 minutos.

Daniel (11602): 46 minutos.

Oséias (5174): 21 minutos.

Joel (2033): 8 minutos.

Amos (4216): 17 minutos.

Obadias (669): 3 minutos.

Jonas (1320): 5 minutos.

Miquéias (3152): 13 minutos.

Naum (1284): 5 minutos.

Habacuque (1475): 6 minutos.

Sofonias (1616): 6 minutos.

Ageu (1130): 5 minutos.

Zacarias (6443): 26 minutos.

Malaquias (1781): 7 minutos.



Mateus (23343): 1 hora e 34 minutos.

Marcos (14949): 1 hora.

Lucas (25640): 1 hora e 43 minutos.

João (18658): 1 hora e 15 minutos.

Atos (24.229): 1 hora e 37 minutos.

Romanos (9422): 38 minutos.

1 Corinthians (9462): 38 minutos.

2 Coríntios (6046): 24 minutos.

Gálatas (3084): 12 minutos.

Efésios (3022): 12 minutos.

Filipenses (2183): 9 minutos.

Colossenses (1979): 8 minutos.

1 Tessalonicenses (1837): 7 minutos.

2 Tessalonicenses (1.022): 4 minutos.

1 Timóteo (2.244): 9 minutos.

2 Timóteo (1.666): 7 minutos.

Tito (896): 4 minutos.

Filemon (430): 2 minutos.

Hebreus (6897): 28 minutos.

Tiago (2304): 9 minutos.

1 Pedro (2476): 10 minutos

2 Pedro (1553): 6 minutos.

1 João (2517): 10 minutos.

2 João (298): 1 minutos.

3 João (294): 1 minuto.

Judas (608): 2 minutos.

Apocalipse  (11.952): 48 minutos.


Diga a verdade, esta geração é vítima de uns poucos de distorcem a Palavra? É claro que não! Seu estado mostra que toda essa geração de cristãos valorizam, e não apenas líderes.

Vamos, portanto, valorizar , ou preferir a verdadeira sabedoria para tudo, para todas as coisas desejáveis, que são tão valiosas, segundo a Palavra de Deus,  que não existe preço que pudesse pagar.

Vamos diligentemente buscar sabedoria. Deus lhe dá, e dá livremente e generosamente, sem repreensão. Vamos nos certificar de que possuímos essa sabedoria. Há falsificações. Alguns estão enganados. Podemos estar enganados. Vamos, portanto, examinar cuidadosamente a nós mesmos, pois é um assunto da maior importância.

Vamos também procurar mostrar sabedoria.

Ao evitar o pecado.
Ao escolher sábios companheiros.
Ao trabalhar na causa de Deus.
Mantendo sempre a vida eterna em vista.

Vamos tentar induzir os outros a abraçar a sabedoria. Ela “convida” os filhos dos homens. Ela deu um banquete suntuoso. Ela está disposta a receber a todo o que vir. Ouça o convite: ““Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento; Porque é melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino. Mais preciosa é do que os rubis, e tudo o que mais possas desejar não se pode comparar a ela. Vida longa de dias está na sua mão direita; e na esquerda, riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas de paz. É árvore de vida para os que dela tomam, e são bem-aventurados todos os que a retêm.” - Provérbios 3:13-18

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MARIA - Modelo de Igreja

Por Julio Zamparetti
No episódio das bodas de Caná, onde Jesus transformou água em vinho, temos no exemplo da Bem aventurada Virgem Maria um modelo perfeito do que é ser Igreja.

Em primeiro lugar, Maria se inquietou diante do fato de ter acabado o vinho, que é símbolo de alegria. Uma igreja, de igual modo, não pode se conformar diante de tantas circunstâncias que tolhem a alegria de nosso povo; não pode aceitar tantas injustiças, preconceitos, discriminações, desigualdades, bem como o descaso ambiental.
Em seguida, a mãe de Jesus vai até ele e intercede, não por ela, mas por aqueles que já não tinham mais vinho. O problema da igreja de hoje é que ela vive o conceito de que cada um deve buscar a sua bênção. Só que isso não é ser igreja. Ser igreja é fazer parte do corpo de Cristo que se entregou à morte, tão somente porque amou e lutou pelos injustiçados, explorados, excluídos, fracos, pobres e malditos.
Mesmo tendo uma intenção tão nobre, Maria se sujeitou à resposta de Jesus que lhe disse: “ainda não”. Igreja que é Igreja não se faz como criança mimada que tudo exige “agora”, porque Igreja que é Igreja confia que Deus tem sempre a melhor hora para tudo, e ainda que a resposta de Deus seja um ’sim’ ou um ‘não’, sabe essa é a melhor resposta.

“Façam tudo o que ele vos disser”, disse a Santa Virgem. Estou convicto de que a grande fé não é aquele que conquista o que desejamos, mas aquele que nos motiva a permanecer obedientes, mesmo quando Deus nos diz “ainda não”.

Por fim, Jesus transformou água em vinho, um vinho melhor que o primeiro, e, certamente, Maria se alegrou na alegria de sua gente. Ser Igreja não é se inflar de poder-sem-ter-pra-quê, nem buscar realizações pessoais. Ser Igreja é se alegrar na alegria de todos, é ser beneficiado no bem comum.

Carecemos de Marias. Temos visto tanta gente querendo ser senhor! Precisamos de uma igreja que, como nossa Mãe do Céu, seja serva, sujeita a Cristo e cheia de amor ao próximo.

Quem se dispõe?

A morte lhe cai bem



O título é de um filme da década de 90, “Death Becomes Her” que assumiu “A morte lhe cai bem” no lançamento no Brasil. Mas o que me interessa não é o filme, mas sim a frase e o efeito nela contido. Será possível a morte cair bem para alguém?

Tenho a nítida impressão que a maioria das respostas à pergunta acima foi sim. Para algumas pessoas, definitivamente, a morte cai bem. Não tenho como adivinhar em quem você pensou para responder a pergunta afirmativamente, mas posso tentar alguns “chutes”: Adolf Hitler, o maníaco do parque, os assassinos que arrastam meninos presos ao carro que acabaram de roubar, os pedófilos, os assassinos de policiais, políticos corruptos que desviam verbas de merenda escolar ou ambulâncias, e por aí vai.
 
Não se trata apenas de suposições, mas de um espírito de justiça e de vingança que nasce no coração das pessoas ditas de bem. É como se a morte se traduzisse no mais justo pagamento pela maldade e crueldade de alguns indivíduos. A quem defenda veementemente a pena de morte, a pena capital e certa pelos abusos cometidos. Olho por olho, dente por dente.
 
Pensando assim você pode até encontrar sentido na frase “A morte lhe cai bem”. Dá até para imaginar o justiceiro olhando nos olhos do réu e a dizendo com o aroma do prato que se come frio.
 
Contudo, a morte não foi criada para nenhum ser humano. Por mais vil e cruel que seja o homem a morte não era parte do plano para sua vida. Para nenhum de nós. Não fomos criados para ela e, com certeza, tenha a plena convicção que a morte não cai bem para nenhuma alma debaixo do céu.

Embora não planejada na essência dos seres humanos, a morte na maioria das vezes é escolhida. Isso mesmo, alguns escolhem a morte, assim como outros tantos, escolhem matar. Parecem os dois lados de uma mesma moeda de pecado e iniquidade. Abdicar da vida ou tirá-la de alguém é uma escolha do ser humano.

Vivemos manchados e carregamos conosco o resultado de nossas escolhas. Somos todos árbitros detentores de livre-arbítrio e no exercício de nossas liberdades podemos escolher rumos, tomar decisões e maquinar no caminho da morte. Morte espiritual, morte da alma, morte do corpo.

Se a morte é como um vírus que não pertence ao sistema original. Se ela não cai bem aos seres humanos. Fico, na minha pequenez, tentando alcançar o pensamento do criador. Para Ele a morte de qualquer homem tem sabor de perda, de distanciamento. Nenhuma obra de Suas mãos veio a existir para que fosse consumida. Por outro lado, era necessário sermos criados com poder de escolha, só assim o amor seria completo, do contrário seríamos obra inacabada, objetos inanimados sem a verdadeira vida. Afinal de contas, vida também é uma decisão, sempre foi.

Neste caminho o criador novamente nos chama ao sentido original da vida. Lá onde a morte não tem vez e onde as escolhas são influenciadas por um Santo Espírito. Nós, surdos em virtude de nossas decisões erradas há séculos, não escutamos mais o chamado da vida. Era preciso um megafone, uma tela grande e clara para nos mostrar que a morte nunca nos cairá bem.

Então Deus se esvazia e morre para mostrar que só há uma morte que nos cai bem. A Dele.
Toda a justiça e toda a vingança condensada num único ponto da história.
“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?” 1 Co 15:55