Há muito se sabe que os homens são atraídos pelo olhar. Não é segredo pra ninguém que um homem consegue se excitar em questão de segundos. Basta deslizar os olhos pelas curvas bem distribuídas de uma mulher, estando ela de roupa ou não. Existe uma comparação muito antiga e verdadeira que diz: “os homens são como forno elétrico, “acendem” num piscar de olhos, e as mulheres como forno a lenha, precisam de uma boa dose de carinho, atenção e afeto para que surja a primeira chama.” Não, os homens não agem desta forma porque são tarados e maníacos sexuais, mas sim por causa da sua formação neurológica e hormonal. Eles foram criados assim! “Quer dizer então que se o meu marido trabalha com uma periguete vai passar o dia excitado e ardendo em desejo?” Depende. Se vocês tiverem uma vida sexual satisfatória e seu marido for um homem temente a Deus, capaz de controlar seus olhos e pensamentos, um decote ou bumbum bonitinho não causará muito estrago. Mas infelizmente esta não é a realidade da grande maioria dos casamentos. E pra piorar, existe algo que agrava um pouco mais a situação: a maneira como nós, mulheres, nos vestimos. E é sobre este assunto que quero falar.
Está em alta uma nova moda, uma moda que chegou para destruir vidas e relacionamentos. Estou falando do “estilo periguete”. Vamos juntos analisar alguns modelitos:
- Saias abajur de perereca – criada para cobrir nádegas e pelos pubianos, apenas;
– Blusinhas guardanapo – peça produzida para evitar que os mamilos apareçam;
– Vestidinho saída de banho – união das duas peças acima, mas com uma vantagem: cobre o umbigo;
– Peças segunda pele – deixa tudo em relevo, inclusive a cicatriz da cirurgia de apendicite.
O interessante, é que as adeptas a esse estilo não sentem frio. Não sei qual o segredo. Talvez o fogo que vem de dentro. Mas notei que quando a temperatura está abaixo de 10°C, o problema é solucionado com um casaquinho e uma meia arrastão.
“Meu Deus, mas essas moças estão por todos os lados! Será que consigo me refugiar dentro da igreja?” Sinto-lhe informar, mas o estilo periguete já adentrou o mundo gospel. Os modelitos não chegam a ser tão ousados, mas também causam estrago. A moda gospel conta com peças segunda pele, decotes ousados e blusinhas puxa-puxa: uma mão levantada pra louvar e a outra puxando a blusa para evitar que a barriga apareça.
“Ai Dani, mas que exagero!” Não, não estou exagerando. Há uns 2 meses atrás, uma esposa compartilhou comigo que seu marido havia passado todo o período do culto desnorteado. Não conseguiu prestar atenção em uma palavra sequer, por conta de um bumbum bem modelado em uma calça jeans agarrada no banco da frente. Este bumbum pertencia a uma mulher casada e mãe de dois filhos. Escutei também o desabafo de um esposo: “Durante os cânticos da igreja, tenho que permanecer de olhos fechados, por conta dos decotes, calças agarradas e barriguinhas das meninas que cantam no louvor”. Não, não os culpo por isso. Lembre-se que um homem “acende” apenas com o toque de um botão, os olhos. E não demora muito para que o pensamento pegue fogo. E se este homem não for tremendamente comprometido com Deus e com sua esposa, um incêndio se inicia. Este incêndio se alastra lentamente, levando consigo a paz do seu casamento.
Mulheres, estamos levando os homens ao adultério com nosso modo de vestir! “Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher e deseja-la, já cometeu adultério com ela no seu coração” Mateus 5:28. “Mas Dani, os homens deveriam controlar suas mentes e olhos!” Sim, eu creio nisto, mas nós podemos facilitar, e muito, este trabalho. Como? Sendo mais críticas ao analisarmos nossa imagem no espelho. Se você for casada, ao se vestir, pergunte ao seu marido se ele se excitaria ao ver uma mulher vestida desta forma. Preste atenção se a roupa salienta demais o seu bumbum. Se precisar abaixar, os seus seios ficarão a mostra? Se precisar levantar as mãos a barriga vai aparecer? A roupa é tão agarrada que mostra cada uma das suas curvas?
Quando somos sensuais e ousadas no nosso modo de vestir, transmitimos a seguinte mensagem: “É isto que eu sou! Este é o melhor que tenho a oferecer”. É como se apertássemos com nossos próprios dedos os “botões de excitar” de todos os homens que passam por nós, casados ou não. Talvez, sem saber, já tenhamos sido motivo de discórdia entre um casal e quem sabe até de uma separação. Isso é realmente triste e trágico! Por outro lado, quando nos vestimos de forma decente e discreta, fazemos com que as pessoas enxerguem em nós qualidades que provavelmente ficariam ocultas atrás de um belo decote.
O diabo trabalha duro para te fazer acreditar que terá toda a sua carência emocional suprida se exibir o seu corpo com uma boa dose de sensualidade. É bem provável que até consiga se sentir querida e desejada por um período de tempo, mas é certo que sairá ferida de qualquer relacionamento que se inicie com esta motivação. Um homem que mostra interesse em uma mulher que expõe seu corpo dessa forma, deseja usufruir de tudo aquilo que tem enchido os seus olhos, mesmo que para isso seja necessário dizer um “eu te amo” ou “você é a mulher da minha vida”. Sim, os crentes também fazem isto. E depois que ele estiver bem satisfeito, vai descartá-la como um simples objeto, afinal, não foi isso que você mostrou ser? Um belo pedaço de carne?
Aos pais, eu digo: não permita que sua filha se exponha desta maneira. Ensine-a a se vestir e se portar como uma dama. Li um relato no livro Educando Meninas, de uma jovem de 16 anos que se vestira indecentemente para sair com seus amigos. Ela passou pelo seu pai, esperando que fosse barrada, mas ele apenas a abraçou e disse: “Juízo minha filha!” Ela deu um sorrido e saiu desapontada. Confessou ao autor do livro que o seu maior desejo naquele momento era que seu pai a tivesse impedido de sair vestida daquela maneira: “Eu provavelmente iria me chatear e retrucar, mas teria a certeza de que meu pai realmente se importa comigo.” Mulheres que se portam como vadias, atrairão cafasjestes. Quer se casar com um cavalheiro? Então porte-se como uma dama!
Agora falo às meninas e mulheres: Guarde seu corpo, proteja-o. Ele é templo do Espírito Santo de Deus: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” 1 Coríntios 6: 19 e 20. Não permita que outros roubem com os olhos aquilo que pertence a outra pessoa. Seu corpo pertence ao seu marido (ou futuro marido). Agindo desta forma, você estará preservando a sua saúde emocional, espiritual, o seu casamento (ou futuro casamento) e também o relacionamento de muitas outras pessoas.
De vez em quando, minha filha vê na televisão mulheres com roupas minúsculas, dançando e rebolando. Evitamos expô-la a esse tipo de programa, mas nem sempre é possível, por isso, já conversamos sobre o assunto. Explicamos a ela que o nosso corpo é muito especial, e só deve ser mostrado dessa forma ao nosso cônjuge. O próprio Deus habita em nós, e que Ele se entristece com esse tipo de comportamento. Como posso permitir que outros homens devorem com os olhos aquilo que pertence ao meu marido? Ela entendeu o recado e hoje, não se sente bem quando presencia essas cenas.
Lembre-se: A sua carne deseja as coisas deste mundo, ela vai tentar seduzi-la e arrastá-la: “Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido. Então a cobiça, tendo engravidado, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter-se consumado, gera a morte.” Tiago 1:14-15. O vazio no seu peito e a necessidade de se sentir amada e desejada não pode ser suprida por um homem. Só Deus pode suprir sua carência emocional. Se você não teve um pai que foi amigo, companheiro, seu maior admirador e ao mesmo tempo um exemplo de autoridade, é muito provável que você busque inconscientemente suprir esta falta com os homens que passarem pela sua vida, seduzindo-os através do seu corpo e modo de vestir. Pesquisas comprovam isto. Mas saiba que a única coisa que vai colher é decepção e frustração, pois como diz o versículo, o pecado após ter sido consumado, gera a morte. Morte espiritual.
Deus pode enchê-la de tal forma e fazê-la tão feliz, que a sua busca desesperada chegará ao fim, busque-o! “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está no céu dará o Espírito Santo a quem o pedir!” Lucas 11:13”. “Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. Eu me deixarei ser encontrado por vocês”, diz o Senhor”. Jeremias 29:13-14.
Estando cheia do Espírito Santo, você se sentirá bastante incomodada ao utilizar uma peça de roupa indecente. O próprio Deus irá te conduzir a cuidar e preservar o seu corpo, fazendo com que as pessoas sejam atraídas não pelo seu modo de vestir, mas sim pelo(a) seu/sua:
Cheiro: “Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento, porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo”. 2 Coríntios 2:14-15 .
Luz: “Disse Jesus: Eu sou a luz do mundo. Quem me segue, nunca andará em trevas, mas terá a luz da vida”. João 8:12. “Vocês são a luz do mundo. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. Mateus 5:14 e 16
Vida: “Respondeu Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” João 14:6. “Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”. João 11:25
Alimento: “Então Jesus declarou: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome, aquele que crê em mim nunca terá sede”. João 6:35
Água: “Jesus respondeu: “Quem beber desta água (comum) terá sede outra vez, mas quem beber da Água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a Água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de Água a jorrar para a vida eterna”. João 4:13-14
Não quero com esse texto trazer condenação a ninguém, afinal: “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”. Romanos 8:1
Eu, assim como vocês, ainda estou aprendendo. Sou apenas uma aluna, talvez uma das piores… Meu desejo é o de aprender para poder ajudar e ensinar a outros. E para isso, conto com o melhor dos professores: “Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito procedente de Deus, para que entendamos as coisas que Deus nos tem dado gratuitamente. Delas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito, interpretando verdades espirituais para os que são espirituais”. 1 Coríntios 2:12-13
Te convido a fazer parte desta turma. Hoje!
domingo, 5 de agosto de 2012
Renato Vargens chama Abílio Santana de “herético” e critica mensagem sobre prosperidade
O blogueiro Renato Vargens, pastor presidente da Igreja Cristã da Aliança, publicou uma postagem criticando uma mensagem pregado pelo pastor Abílio Santana. Renato afirma que a mensagem é uma aberração e que o pastor Abílio fundamentou a mensagem em um relato apócrifo e que ficou assustado com as bobagens do pastor, que ele chama de herege.
“O cara fundamentou sua pregação num relato apócrifo de que Jesus assumiu aos 12 anos a carpintaria de seu pai e enriqueceu fazendo mesas e cadeiras”, escreveu o pastor Renato.
“Sinceramente a ignorância bíblica dos presentes a esse culto me fez ruborizar de vergonha. Onde já se viu tamanha besteira? Pois é, para defender essa funesta teologia os ‘pastores de Genésio’ estão dispostos a fazer qualquer coisa”, escreveu.
Na mensagem o pastor ilustra uma revelação sobre a casa de Jesus e o exercício de sua profissão. A polêmica está na casa que Jesus teria comprado com o dinheiro que ele guardou durante o período que trabalhava como carpinteiro. Famoso por parafrasear histórias bíblicas e contar com humor suas histórias pessoais, Abílio Santana, que já foi um dos principais conferencista do Congresso dos Gideões Missionário da Última Hora, já foi criticado por acrescentar as histórias bíblicas situações que não são narradas no Livro Sagrado.
“Caro leitor, diante do exposto, repito: Eu odeio a Teologia da Prosperidade. Repudio veementemente seus conceitos e doutrinas. Na pregação, só faltou o cara defender a tese de que Jesus possuía uma casa com 20 quartos, piscina, sala de jogos, sauna e campo de futebol”, critica o blogueiro Renato Vargens.
Esquimós, ovelhas, leões-marinhos e a contextualização!
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
O fim do calendário maia
Há alguns anos que estudiosos religiosos e sensacionalistas em todo o mundo se voltam para a contagem do tempo por meio do calendário maia. As notícias acerca do fim do mundo que já estavam em evidência nos meios de comunicação, agora possuem data “certa” para a conclusão “profética’” acerca da destruição do planeta: 21 de dezembro de 2012.
Mas afinal o que é esse calendário maia? O que realmente se prevê por meio de sua descrição considerada de cunho profético? O que a Bíblia diz acerca do fim dos tempos, realmente está ligado á profecia maia como crêem alguns esotéricos? É o que pretendo abordar com coerência e conhecimento no assunto proposto.
Primeiro devo lembrar que encontro nos estudos do calendário maia muitas divergências entre os chamados especialistas do assunto, além de conclusões complexas e abstratas quanto a todo esse emaranhado de informações. Também sabemos da impossibilidade de esgotamento da questão por esse artigo, por ser amplo e longo a sua abordagem, mas oferecemos essa contribuição com a intenção de que se torne possivelmente a raiz para análises dos cristãos e demais leitores.
O Calendário e a História Maia - O calendário maia na verdade é um sistema de calendários distintos, que foram usados pela civilização maia da mesoamérica, ou América média e pré-colombiana. A região fica entre o México e a América do Sul e era também o lar de outras culturas, entre elas a dos astecas. Os maias viveram onde hoje está a Guatemala, Belize, Honduras, El Salvador e o sul do México. Alguns historiadores afirmam que a história maia é dividida em três períodos: A formativa ou Pré-clássica: de 2.000 a.C. até 300 d.C; O período clássico: de 300 d.C. até 900 d.C e; o pós-clássico: de 900 d.C. até a Inquisição espanhola em meados de 1.400. Mas outros, é claro, situam a história maia bem num período anterior.
É obvio que os maias não foram os primeiros a usarem um calendário. Existiram calendários antigos usados por civilizações do mundo todo – mas eles realmente inventaram quatro calendários diferentes. Dependendo de suas necessidades, usavam diferentes calendários para registrar cada evento, sejam sozinhos ou numa combinação de dois calendários. O calendário mais expressivo é justamente esse que relataremos.
O Calendário e o Tempo - O Calendário maia é organizado em unidades temporais crescentes. Cada vinte dias completam o que corresponderia a um mês, ou seja, entre os nativos, é conhecido por uinal. Dezoito uinals constituem um tun ou o “ano” ocidental. Por sua vez, vinte tuns formam um katun, enquanto quatrocentos tuns configuram o baktun. Esses são os nomes usados para identificar meses e períodos.
O processo de enumeração ocidental dos séculos é infinito, mas o calendário maia foi criado com uma duração limitada prescrita, 5.200 anos. Assim, ele teria seu fim em 13.0.0.0.0, transcrita por maioria dos pesquisadores como a data exata de nossa era: 21 de dezembro de 2012.
Junto a essa contagem de tempo os maias deixaram também um total de sete profecias relacionadas ao planeta e a evolução espiritual da humanidade. Esse é ponto central de toda a agitação em torno do calendário: sua ligação com eventos previstos para o decorrer da história. As profecias de fato existem, mas algumas delas, pelo visto, não se cumprirão de forma literal como pregam alguns e principalmente a mídia especulativa, mas trata-se de algo na ordem espiritual e interior, que nós aqui chamamos de movimento astrológico da Nova Era ou ciclo Aquariano.
Dessa forma consideramos que o final do calendário maia, possivelmente em 2012, seja uma ideia do início de um novo ciclo, assim como o último dia do ano ocidental dá lugar ao começo de um novo ano. O imaginário é mais forte do que qualquer técnica adotada pelas sociedades mesoamericanas. E assim, ouviremos, após esse dia 21 de dezembro de 2012, diversas autoridades das religiões de mistérios dizerem que, esse calendário acaba, mas com o reinício de uma nova fase de consciência global por parte da humanidade.
As profecias Maia e as Profecias Bíblicas - Os principais estudiosos desse assunto tentam com seu alto bulício interligar as profecias maia com a Bíblia Sagrada, o que é totalmente inútil, visto que a Bíblia não possui erros e falhas em sua Inspiração, como encontramos nos relatos maia - é certo que erros de Tradução são comuns na Bíblia.
O que a Bíblia diz acerca do fim dos tempos, ou como alguns que querem impor usando o termo “mudança de ciclo”, se resumem em três eventos: 1º. Um Governo terreno de uma Nova Ordem Espiritual que se caracteriza por doutrinas contrárias a própria Bíblia (2ª Ts. 2; 2ª Pe. 2; Ap.13). Trata-se de um mundo distante do Deus Verdadeiro, pela criação de uma divindade genérica com a força do sincretismo religioso atuante em nossos dias; 2º. A busca incansável do homem por sua própria divinização e auto-salvação. Isso resulta na anulação do sacrifício de Jesus na cruz, ou seja, se o ser humano consegue a salvação por si próprio, por que razão Jesus morreu no calvário? (Rm. 6.23; 1ª Tm. 2.5; At. 4.12) e; 3º. A volta de Cristo para buscar seu povo, sua Igreja (1ª Ts. 4.16; 1ª Co. 15.52). Sendo assim, não existe na Bíblia nada que aprove ou se iguale ás profecias maia, ou de seus intérpretes, pelo contrário, a Palavra de Deus condena as práticas desses povos antigos, entre essas a de adivinhações que têm como objetivo tentar desvendar o futuro, usando como ferramenta, a consulta aos astros:
“Que não levantes os teus olhos aos céus e vejas o sol, e a lua, e as estrelas, todo o exército dos céus; e sejas impelido a que te inclines perante eles, e sirvas àqueles que o SENHOR teu Deus repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus”. Deuteronômio 4.19. “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” Romanos 1.25
O calendário maia foi criado numa cultura extremamente mística e espiritualista. Os maias foram influenciados religiosamente pelos povos olmecas, povo considerado civilização-mãe de todas as civilizações mesoamericanas, cuja difusão principal foi uma concepção de mundo onde a contagem cíclica do tempo era interligada a espiritualidade do homem. A observância do movimento dos astros e dos fenômenos climáticos trazia ao pensamento religioso maia uma noção de que os fenômenos eram marcados por uma repetição. Nessa esfera religiosa os rituais também eram de suma importância, pois fortaleciam as ações dos deuses na preservação da existência do mundo espiritual. Nesses rituais religiosos os maias ofereciam sacrifícios humanos e animal. E Deus também condenou tal prática, de sacrifício humano, quando disse:
“E edificaram os altos de Baal, que estão no Vale do Filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem veio ao meu coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá.”
Enfim, as descrições do calendário maia, junto com a interpretação de seus simpatizantes, nada mais são que a volta ás tradições antigas de povos primitivos adoradores da natureza, supersticiosos, consultores dos astros e espiritualistas dos costumes astrológicos, com o fim de encarapitar e promover as doutrinas já condenadas por Deus e rejeitadas pelos princípios cristãos. O fim de um calendário para a suposta comprovação de um novo ciclo revela sua fragilidade, restando assim apenas o poder da comunicação favorável àqueles que possuem olhos vendados para a libertação de um julgo carregado há séculos.
Relativismo, absolutismo e a burrificação da teologia brasileira
Durante dois anos dediquei parte do meu tempo para discutir com relativistas ateus acerca da existência de uma verdade universal e absoluta. Sabe o que eu descobri? Que algumas pessoas têm uma vontade enorme de discordar, mesmo em face das maiores evidências. A segunda grande lição que tirei foi que o relativista é um debatedor desleal; como debater a verdade com alguém que crê que todas as proposições são igualmente verdadeiras (não havendo, conseqüentemente, nenhuma verdade?).
Mas se há (e eu tenho absoluta certeza que há!) uma verdade acerca da verdade, é que ela independe da nossa opinião sobre ela. Antigamente a humanidade achava que a terra era plana, mas a crença daquele homem primitivo e medieval não pode mudar a verdade de que a terra é redonda. Eles estavam bem intencionados, mas fracassaram. A verdade sempre existirá, independente do modo como nos relacionamos com ela.
Neste mundo pós-moderno com sua porteira aberta para o absurdo, não faltam cidadãos politicamente corretos para tratar de convencer-nos que a moralidade, por exemplo, nada mais é do que uma convenção social. Não existe um comportamento certo ou errado; não há regras exteriores a nós para se cumprir, tudo começa e termina em nós mesmos. Contudo, mesmo o maior dos relativistas abominará a idéia de ter uma esposa “relativamente fiel”. Neste caso, ele está absolutamente seguro que a fidelidade é um padrão moral legítimo, verdadeiro. Para muitos, todo comportamento é correto, até o dia que um tarado pervertido estupre a sua filhinha indefesa. Isso acontece porque a verdade nem sempre é evidente em nossas ações, mas pode ser percebida em nossas reações.
A exegese e a hermenêutica também tem sofrido influencia do relativismo. Há uma multidão de crentes relativizados, tratando de convencer-nos que o balão é azul, roxo e verde ao mesmo tempo. Para estes pseudo-pensadores, as palavras de Jesus tem um milhão de interpretações possíveis (e igualmente válidas). Quanta frescura! É claro que a Bíblia às vezes usa metáforas, analogias e parábolas, mas nestes casos o sentido do texto é claro. Do mesmo modo, há inúmeras passagens que são literais, e o sentido destas palavras é igualmente claro.
Às vezes penso que esta idéia burrificada de que cada um deve interpretar a Bíblia a sua maneira, e que verdades contradizentes podem ser igualmente verdadeiras é produto do péssimo sistema educativo brasileiro. A grande maioria dos alunos do ensino médio é incapaz de interpretar textos simples! Entende a gravidade do problema? Os nossos queridos relativistas morais e religiosos são, em grande parte, vítimas deste processo.
Por tudo isso que eu afirmo sem medo de errar: “não é o excesso de intelectualidade que está sufocando a igreja brasileira, mas a ausência dela”. E nestes dias confusos, quando os homens “chamam o mal de bem e o bem de mal”, nada pode ser mais normal do que uma multidão de ignorantes sendo aclamados como pensadores e filósofos, enquanto os verdadeiros pensadores são relegados ao anonimato. A burrice virou sinônimo de intelectualidade, e aqueles que usam o cérebro e contrariam as convenções pós-modernistas são chamados de intolerantes e irracionais.
Lamentável, desconcertante, triste, mas… não menos verdadeiro.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
O que faço com esta dor no meu peito?
Faz pouco tempo que descobri que o grande autor, pensador e apologista G. K. Chesterton viveu acometido por uma dor tão profunda que chegou perto de tirar a sua própria vida. Mais do que quase qualquer outro pensador cristão ortodoxo, ele levou a sério o impacto das obras de Friedrich Nietzsche. Nietzsche previu o fim da ética e da própria vida pública em virtude do fato de o mundo chegar à conclusão de que Deus não existe. Na ausência de uma convicção da existência do Senhor, todo e qualquer tipo de noção de certo e errado seria absurdo e fatalmente abolida. A única coisa que sobraria seria o direito pela força. Ou seja, toda a existência humana seria uma longa série de disputas por poder: poder pessoal, poder social, poder de certos grupos sobre outros grupos, poder de ideias sobre outras ideias. Poder viria a ser o fio condutor de toda uma nova sociedade. Literalmente os fortes sobrepujariam os fracos. Os fracos, mesmo no seu direito, perderiam. Hoje vemos isso na nossa sociedade. Os fortes se impõem. Os fortes se tornam mais fortes. Os ricos se tornam cada dia mais ricos. Os desprovidos de meios, seja por riquezas ou por violência, são cada vez menos capazes de se defender contra a onda de injustiça e de exploração. O cenário é angustiante. Pelo menos os que conseguem enxergar um pouco além das suas paredes certamente não vivem tranquilos. Tranquilidade, felicidade e paz neste mundo são reservados para os alienados, os loucos, as crianças e os que abraçam uma fé de outro mundo. Eu tenho fé. Mas eu vivo aqui. Essa dicotomia entre onde eu estou e para onde eu vou um dia é o vórtice da minha angústia. Assim como Paulo falou em Romanos, eu gemo. A natureza geme. O próprio Espírito Santo intercede por nós, com gemidos inexprimíveis. Há dias, sim, nos quais não vejo tão claramente a profunda tragédia da existência humana. Há dias em que me perco num pôr do sol. Há dias em que me deleito numa leitura ou num filme arrebatador. Mas há dias em que, após desligar o filme, lembro-me das minhas tristezas, dos meus desapontamentos, das decepções, dos amigos que se mostraram menos que amigos, dos conselheiros em quem depositei confiança e que me fizeram bem. Só que hoje não é mais assim. Meu mundo encolheu mais um pouco. Minha história ficou mais um pouco complicada. Meu mundo ficou um pouco mais pobre. Então choro. O peito aperta. Tomo mais um comprimido para minha pressão não subir. E o silêncio da minha sala grita. Fere a minha alma. Então olho para Deus e pergunto: “Até quando, Senhor? Será que a vida toda vai ter que ser isso? Altos e baixos? Alívio e estresse, seguido de mais alívio e mais um baque?”. A jornada segue. Ladeira acima, vou tentando galgar com fidelidade. Tento falar algo aqui no blog que vai contribuir para a sua vida. Busco nas Escrituras a luz. Acho-a. Sim, eu a acho. Uma luz. Um passo a mais. E muitos me agradecem. Só que não sabem que de mim não há nada de bom para dar. Tudo de bom que temos recebemos do Pai do Céu. Pessoas me lembram que há outros que sofrem. O que fazer com a dor de ver uma criança que morre de fome? De um bairro que não tem saneamento básico quando os que têm a mão nos cofres financiam projetos faraônicos que avançam a sua carreira de vaidade e poder? Vamos nos manifestar? Vamos empunhar placas nas ruas. Já sei, pintemos a cara. Isso. Quem sabe ajudaremos os jornais a preencher mais uma coluna na primeira página. Eles agradecem, certamente. Pois é pelo espetáculo que conseguem vender. Enchemos os bolsos dos donos do picadeiro. Sim, porque pelo espetáculo ajudamos a dar mais um brilho à tragicomédia pública que desfila nas telinhas. Vamos votar em alguém. Certamente alguém vai dar um jeito nisso tudo. Só que já vi candidatos nobres mergulharem no caldo do Estado e, anos depois, com um olhar envidraçado, parecem peões parados num tabuleiro sobre o qual eles não têm controle nenhum. Paladinos cujo cavalo foi para o brejo. Suas espadas enferrujadas e penduradas lembram que um dia criam em algo. Seus nomes chegaram a significar algo nobre, um dia. Mas faz tempo que não ouvimos mais deles. Este mundo tem jeito? A Bíblia diz que o mundo jaz no poder do maligno. É um verbo incomum. Muitos acham que “jazer” é apenas um modo antigo de dizer “deitar”. Mas não é. “Jazer” é o verbo que descreve a postura de um defunto. Um morto jaz. Não creio que o mundo vá mudar. Mas meu coração ainda dói. Vejo alguém com necessidade e quero ajudar. Jesus nos ensinou a fazer isso. Mais ainda, o Espírito nos move. Compaixão é uma palavra que literalmente descreve um movimento das entranhas. Algo que nos impulsiona do fundo do nosso ser. Só que o mundo nos deixa brutalizados e calejados. De tanto assistir às barbaridades pela televisão, de tanto ser bombardeados por um tsunami de tragédias, absurdos, injustiças e violências, ficamos como quem não consegue mais se mover. Afinal, começar onde? Vamos acabar com a escravatura mais antiga do mundo? Sim, porque há 600 milhões de indianos, conhecidos como “intocáveis”. Eles são escravos das classes mais avantajados. Têm que viver sua vida inteira em absoluta e inquestionável subserviência. Suas mulheres são estupradas sem que esse ato bestial redunde nas menores consequências para os seus agressores. Se o mundo inteiro se mobilizasse, conseguiríamos fazer uma diferença? Mas e o meio ambiente, o tráfico de escravos, as experiências das empresas farmacêuticas em vilarejos africanos e os genocídios movidos pelo mercado de petróleo? Qual dos males deste mundo vamos resolver de vez?
Uma das maiores aberrações que já ouvi um pastor pregar
or Renato Vargens
Vi no isso no facebook no "mar-dito" e não acreditei. Confesso que ouvi uma das mais aberrativas pregações de toda a minha vida. Na mensagem o pregador afirmou que Jesus possuía uma casa de praia. O cara fundamentou sua pregação num relato apócrifo de que Jesus assumiu aos 12 anos a carpintaria de seu pai e enriqueceu fazendo mesas e cadeiras. No entanto o que mais me assustou no vídeo não foi as bobagens do herético pastor, mas sim a empolgação do povo com o ensino do falso profeta. Sinceramente a ignorância bíblica dos presentes a esse culto me fez ruborizar de vergonha. Onde já se viu tamanha besteira? Pois é, para defender essa funesta teologia os "pastores de Genésio"estão dispostos a fazer qualquer coisa. Caro leitor, diante do exposto, repito: Eu odeio a Teologia da Prosperidade. Repudio veementemente seus conceitos e doutrinas. Na pregação, só faltou o cara defender a tese de que Jesus possuía uma casa com 20 quartos, piscina, sala de jogos, sauna e campo de futebol. Diante dessa loucura manipulativa resta-nos clamar a Deus por misericórdia, pedindo ao Senhor que abra os olhos do seu povo livrando-os do engodo proferido por lobos inescrupulosos.
O Deus em quem não creio
Por Davi Lago
Muitas vezes quando me perguntam se eu acredito em Deus, eu respondo: “Depende de que Deus você está falando”. Eu não creio, por exemplo, num “Deus banqueiro” que serve apenas para resolver nossos problemas financeiros. Não creio também num “Deus” que criou o mundo e o abandonou, como crêem os deístas; nem num “Deus tapa-buraco” de nossas ignorâncias; nem num “Deus de indulgências” que barganha favores para os homens. Se for um desses deuses que você tem em mente, então eu sou o maior ateu do universo.
Há vários deuses no supermercado religioso contemporâneo. Mas são todos tão mesquinhos, que não vale a pena desperdiçar tempo falando sobre eles. Dá agonia ter que aturar tanta frivolidade. Como é possível crer num “Deus” que não zela por sua própria glória? Como crer num “Deus” que não seja onipotente, perfeito e digno de louvor?
Não creio num “Deus” que possa ser colocado numa caixa e estudado num laboratório. Não creio num “Deus” que seja só amor sem justiça, ou que seja somente justiça sem amor. Não creio num “Deus” inseguro, instável e mutável como o temperamento humano ou a bolsa de valores. Não tenho fé para crer num “Deus” ilógico, irracional e absurdo. Não creio num “Deus” que seja um mero passatempo e entretenimento para uma vida alienada.
Não creio num “Deus” que não tenha o controle do cosmo e fique amedrontado diante de demônios e outros deuses. Não creio num “Deus” antiquado que precisa ser readaptado de tempos em tempos. Não creio num “Deus” insensível ao sofrimento, ao racismo e à escravidão. Não creio num “Deus” que serve apenas como um conforto ilusório para minhas tristezas.
Não creio num “Deus” limitado, impotente diante da natureza, que nada sabe sobre o futuro, como afirmam os teístas abertos. Um “Deus” assim é digno de dó e piedade. Também não posso crer num “Deus” antropocêntrico, que adora o homem e coloca a vontade humana acima da sua. Não creio ainda num Deus impessoal como acreditam os hindus. Esse “Deus” não passa de uma “energia superior”, que não se relaciona com a humanidade e nem é consciente de si.
Perceba: não posso crer num “Deus” que não passa de uma projeção humana, um “Deus” à imagem e semelhança do homem, assim como afirmou Feuerbach. Nesse “Deus” eu não creio. Nem no “Deus pai super-protetor” que Freud negou. Um “Deus” assim teria apenas um monte de filhos mimados e insuportáveis.
Se foi um desses deuses que Nietzsche afirmou que está morto, graças a Deus que ele está morto e não existe mais. Aliás, ele nunca existiu. E que ninguém tenha a ideia insana de reinventá-lo. No funeral desse “Deus”, não choraremos.
Creio que rejeitar esses falsos deuses é o primeiro passo da verdadeira fé.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Moldando nos Fariseus o seu mundanismo!
Por Josemar Bessa
Muitas vezes o homem vai até as Escrituras não para ser transformado por ele, mas para tentar encontrar uma justificação para o seu estilo de vida, estilo de vida que não flui da prioridade de ver Deus glorificado na sua vida, mas centrado em si e em seus deleites. Esse tipo de motivação fecha os olhos do entendimento das Escrituras. Muitos justificam seu estilo de vida (muitas vezes até dizem estarem sendo apenas missionais) baseado num texto de Mateus 11.19 que diz: “...e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores” -
Mateus 11:19 É assim que Cristo se descreveu? É assim que Mateus descreveu Jesus? É assim que o Pai descreveu o Filho. Jesus foi referido por seus inimigos como “glutão e beberrão, amigo de publicanos e pecadores” – Esses mesmos inimigos disseram: “Mas alguns deles diziam: Ele expulsa os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios” Lucas 11:15 – Esses mesmos homens disseram que João Batista tinha demônio: “Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio” - Mateus 11:18 Jesus não era nenhuma das coisas que a expressão quer mostrar, nem ele procurou tal reputação. Essa era a maneira de os Fariseus... difamarem o Filho de Deus, João Batista... Ele era um “amigo de publicanos e pecadores”, apenas no sentido de que os levantou e salvou ( como Zaqueu, por exemplo, ou o próprio Mateus ) – os tirou para fora do lamaçal e colocou seus pés sobre a rocha. Tentar usar a difamação dos Fariseus como desculpa para o mundanismo, mostra a mesma hostilidade, por fim, a quem Cristo de fato era – O Deus santo, o santo Filho de Deus: “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus” - Hebreus 7:26 – Separado dos pecadores. Essa não é uma definição que flui dos fariseus – mas de Deus. Ele era um “amigo de publicanos e pecadores”, apenas no sentido de que os levantou e salvou, mas não em adotar ou incentiva a sua vida e seu estilo de vida de amor ao pecado, usando seu linguajar chulo, obsceno... por abraçar seus valores moldados pelo pecado, por abraçar o pecado como entretenimento... abraçando essas coisas a fim de ganhar sua admiração ou ganhar a adesão deles como discípulos... Isso é simplesmente cometer a mesma blasfêmia dos fariseus – Ele era “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores...” – Ele confrontou a maldade e repreendeu seus pecados tão corajosamente como ele pregou contra os erros dos fariseus: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem! Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno”. - Mateus 18:7-8 Cristo também comeu e bebeu com fariseus - “E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa” - Lucas 7:36 – tão facilmente como Ele comeu com publicamos. Nenhum dos dois – publicanos ou fariseus – moldaram a vida dEle. A vida dos dois grupos era uma vida que desonrava a Deus, digna de Seu desprazer e juízo – e os dois grupos de homens foram chamados ao arrependimento e a mudança radical operada pelo Espírito Santo que leva o homem a viver como Paulo descreveu: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus -. Romanos 12:1-2 A diferença significativa entre o cobrador de imposto típico, não é que sua vida não mudou e ele continuou com o mesma visão e estilo de vida mas achou Jesus legal. A diferença é exatamente que eles estiveram mais dispostos a confessar seu pecado, seu estilo de vida ofensivo a Deus e confessar sua própria necessidade desesperada de perdão e transformação de sua vida que os fariseus. A diferença foi exatamente não continuarem sendo os mesmos. É o que aconteceu com Mateus. Ele foi chamado ao arrependimento e foi completamente transformado: “E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na recebedoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu”. Mateus 9:9 – Ou seja, ninguém pode usar o cobrador, publicano Mateus, para justificar sua falta de transformação que afeta toda a sua vida, valores... do mundo para Deus, do pecado para a santidade... A Bíblia não faz a menor sugestão que Jesus assumiu a aparência e o estilo de vida de um publicano, seus prazeres pecaminosos... tenha se tornado um glutão... (par dizer pouco)... a fim de ganhar a aceitação de uma subcultura sem Deus. Ele não o fez. Ele mesmo era e é o Deus santo, “separado dos pecadores!”. Enaltecer símbolos de indulgência carnal, como se fossem válidos como emblemas da identidade espiritual, não passa de desculpa de um coração mundano. Nenhuma indulgência carnal pode promover a glória e a causa do reino de Deus. Quando disfarçamos o estilo de vida do homem sem Deus e em seus pecados como estratégias... isto não altera a sua verdadeira natureza. O homem que faz isso na verdade se assemelha a Ló, que armou sua tenda na direção de Sodoma, e não com Cristo, que é “santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores...” A descrição e visão que os fariseus tinham de Filho de Deus: “...e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores” - Mateus 11:19 - “Mas alguns deles diziam: Ele expulsa os demônios por Belzebu, príncipe dos demônios” Lucas 11:15. A descrição de Deus: “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime do que os céus...” - Hebreus 7:26 Que descrição encontra a alegria do teu coração e molda sua vida?
A Maldição do Homem Moderno
Existe uma maldição antiga que permanece conosco até hoje — a disposição da sociedade humana de ser completamente absorvida por um mundo sem Deus. Embora Jesus Cristo tenha vindo a este mundo, este é o pecado supremo dos incrédulos, o qual levou o homem a não sentir — nem sentirá — a presença dEle que permeia todas as coisas. O homem não pode ver a verdadeira Luz, tampouco pode ouvir a voz do Deus de amor e verdade. Temos nos tornado uma sociedade “profana” — completamente envolvida em nada mais do que os aspectos físico e material desta vida terrena. Homens e mulheres se gloriam do fato de que são capazes de viver em casas luxuosas, vestir roupas de estilistas famosos e dirigir os melhores carros que o dinheiro pode comprar — coisas que as gerações anteriores nunca puderam ter. Esta é a maldição que jaz sobre o homem moderno — ele é insensível, cego e surdo em sua prontidão de esquecer que existe um Deus. Aceitou a grande mentira e crença estranha de que o materialismo constitui a boa vida. Mas, querido amigo, você sabe que o seu grande pecado é este: a presença eterna de Deus, que alcança todas as coisas, está aqui, e você não pode senti-Lo de maneira alguma, nem O reconhece no menor grau? Você não está ciente de que existe uma grande e verdadeira Luz que resplandece intensamente e que você não pode vê-la? Você não tem ouvido, em sua consciência e mente, uma Voz amável sussurrando a respeito do valor e importância eterna de sua alma, mas, apesar disso, tem dito: “Não ouço nada?” Muitos homens imprudentes e inclinados ao secularismo respondem: “Bem, estou disposto a agarrar minhas chances”. Que conversa tola de uma criatura frágil e mortal! Isto é tolice porque os homens não podem se dar ao luxo de agarrar as suas chances — quer sejam salvos e perdoados, quer sejam perdidos. Com certeza, esta é a grande maldição que jaz sobre a humanidade de nossos dias — os homens estão envolvidos de tal modo em seu mundo sem Deus, que recusam a Luz que agora brilha, a Voz que fala e a Presença que permeia e muda os corações. Eu mesmo fui ignorante até aos 17 anos, quando ouvi, pela primeira vez, a pregação na rua e entrei numa igreja onde ouvi um homem citando uma passagem das Escrituras: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim... e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11. 28,29). Por isso, os homens buscam dinheiro, fama, lucro, fortuna, entretenimento permanente ou apego aos prazeres. Buscam qualquer coisa que lhes removam a seriedade do viver e que os impeça de sentir que há uma Presença, que é o caminho, a verdade e a vida. Eu era realmente pouco melhor do que um pagão, mas, de repente, fiquei muito perturbado, pois comecei a sentir e reconhecer a graciosa presença de Deus. Ouvi a voz dEle em meu coração falando indistintamente. Discerni que havia uma Luz resplandecendo em minhas trevas. Novamente, andando pela rua, parei para ouvir um homem que pregava, em um cantinho, e dizia aos ouvintes: “Se vocês não sabem orar, vão para casa, ajoelhem-se e digam: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador”. Isso foi exatamente o que eu fiz. E Deus prometeu perdoar e satisfazer qualquer pessoa que estiver com bastante fome espiritual e muito interessado, a ponto de clamar: “Senhor, salva-me!” Bem, Ele está aqui agora. A Palavra, o Senhor Jesus Cristo, se tornou carne e habitou entre nós; e ainda está entre nós, disposto e capaz de salvar. A única coisa que alguém precisa fazer é clamar com um coração humilde e necessitado: “ó Cordeiro de Deus, eu venho a Ti; eu venho a Ti!”
Entenda porque agosto é o “Mês do Cachorro Louco”
Com certeza você já ouviu falar que o mês de agosto é chamado de “Mês do Cachorro Louco”, não é mesmo? Mas você sabe o motivo para esse apelido tão carinhoso para o mês que acabou de começar? Existem diversas crenças e também variados acontecimentos históricos que podem nos levar a diferentes explicações. Por exemplo, a Primeira Guerra Mundial começou no dia 1º de agosto de 1914 e as cidades de Hiroshima e Nagasaki foram atacadas pelos norte-americanos com bombas atômicas nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, o que resultou na morte de mais de 200 mil pessoas no fim da 2ª Guerra Mundial. Sem falar que em 2 de agosto de 1934 Adolf Hitler se torna o führer (Líder ou Chefe de Estado) da Alemanha. Agora, outra interpretação que faz muito sentido é que no mês de agosto a concentração de cadelas no cio aumenta bastante devido às condições climáticas. E quando as cadelas estão no período fértil, os cachorros ficam loucos (mesmo!) e brigam para conquistar a fêmea. Essa luta feroz entre os machos em busca da fêmea faz com que a raiva, doença transmitida pela saliva bicho, se espalhe mais. Os animais que estão infectados pela raiva babam muito e ficam com aparência de “loucos”, daí a expressão “Cachorro Louco”. Há quem diga ainda que o mês de agosto é dotado de muita energia negativa, e por isso é o mês do desgosto e do azar. Um mês carregado de superstição e magia. Podemos lembrar mais alguns fatos históricos que podem comprovar essa crendice, como o suicídio cometido por Getúlio Vargas no dia 24 de agosto de 1954, a construção do Muro de Berlim, que dividiu a Alemanha em duas partes, começou no dia 13 de agosto de 1961, no dia 12 de agosto de 1968 os católicos e protestantes da Irlanda do Norte começaram a se matar, mas “tudo em nome de Deus” e também a morte de Juscelino Kubitscheck em um acidente de carro no dia 22 de agosto de 1976. Além dessas curiosidades negativas, existem outras interessantes e bem bacanas de se saber.
O nome do mês, agosto (do latim, Augustus), foi uma homenagem que o imperador César Augusto fez a si mesmo, modesto ele, não? Enquanto no mês de agosto as mulheres portuguesas evitavam se casar porque essa era a época em que os navios de expedição saíam para explorar novas terras, e junto com eles os maridos das moças, na Alemanha ele é considerado o mês das noivas! Para finalizar, uma superstição meio nojenta dos nossos “hermanos” argentinos. Na Argentina existe uma crendice popular que diz que lavar a cabeça no mês de agosto não é aconselhável, e a pessoa que lava os cabelos durante mês está atraindo a morte! Fonte: Vírgula O que a Bíblia nos fala Como vimos acima o mês de agosto tem muitas histórias e curiosidades, mas uma coisa nós nunca podemos nos esquecer, é que tanto esse mês quanto qualquer outro foi o Senhor quem fez. O Salmo 118.24 nos diz que “Este é o dia que o SENHOR fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele”. Os meses são feitos de dias após outros dias, então não importa qual o dia do mês que estamos, pois de Janeiro a Dezembro todos os dias foi que o Senhor quem fez. E se foi o Senhor quem o fez será um de dia vitória ou talvez até um dia de muitas lutas, agora, compete a cada um de nós vivermos o dia de hoje com suas alegrias e tristezas confiados no Senhor, pois, como disse Jesus: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6.34).
A nossa única preocupação diária dever ser “buscar, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça” (Mt 6.33). Agosto é um mês de muitas oportunidades para as nossas vidas e um mês para mostrar para as pessoas supersticiosas que o nosso Deus governa em todas as épocas. Como disse Nabucodonosor depois que recobrou o juízo: “Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?” (Dn 4. 34,35). É o Senhor quem controla, domina e reina em todas as épocas, por isso que o mês de agosto é o mês do Senhor e não do cachorro louco, é o mês de alegria e grandes bênçãos para a nossa vida e não o mês da desgraça. Este é o mês Agosto de Deus. Pense nisso e Fique na Paz!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Discernindo o mundanismo
Qual é a diferença entre essas duas afirmações?
Não cometa adultério.
Não seja mundano.
A primeira afirmação é objetiva e pode ser definida de forma objetiva. A segunda não pode. Porém, as duas são requerimentos das Escrituras para nós. Como seremos submissos à vontade de Deus quando temos problemas para discernir Seus vários requerimentos? Devemos pensar cuidadosamente sobre o que Ele nos falou para fazermos.
Quando alguém cobiça internamente outra pessoa que não seja seu cônjuge, ela comete adultério. Dadas algumas circunstâncias, essa cobiça se manifestará no adultério em si. A Palavra de Deus é muito clara quanto à proibição do adultério, tanto interno, quanto externo.
Consequentemente, saber se o adultério ocorreu não requer discernimento. Requer apenas os fatos. A Palavra de Deus proíbe dormir com a mulher de outro homem. Se um indivíduo dormir com a mulher do outro, então ocorreu adultério. Quando a concupiscência chega a adultério, se torna nítido que a vontade de Deus foi violada.
Mas quando alguém tem um coração mundano, que tipo de comportamento resultará disso? A resposta é: qualquer forma de comportamento imaginável. Consequentemente, mundanismo não pode ser definido, mas deve ser discernido. Essa é uma estrada com valas dos dois lados, e os cristãos erraram em ambas direções.
Alguns cristãos perceberam que o mundanismo não pode ser definido. Mas a reação deles quanto a essa verdade é assumir que nada pode ser feito em relação ao mundanismo e que qualquer tentativa de fazer algo é “legalismo”. Isso é negligência com o que Deus disse explicitamente para fazermos: “Não amar o mundo…”
Outros cristãos, zelosos pelo bem, tentaram fazer algo acerca do mundanismo, definindo-o e depois banindo qualquer manifestação dele, colocando-o sob proibição. As definições, entretanto, são necessariamente inadequadas, e logo o mundanismo aparece novamente e todas as regras bem intencionadas levam cativos consigo.
O primeiro grupo de cristãos é levado por qualquer moda que o mundo inventa. O lema desse grupo parece ser um desafio lançado para o mundo: “Tudo o que vocês fazem, nós podemos fazer pior”. Pense em qualquer coisa e os cristãos a fazem colocando um versículo bíblico aonde for possível. Quer uma lista? Rock, atividade aeróbica, dieta, estilos de corte de cabelo, maquiagem, psicologia de autoajuda, e assim por diante, ad nauseam. Essas são áreas nas quais o mundanismo pode ser discernido; eles não são representantes de nenhuma tentativa da minha parte de formular uma nova lista. Você pode fazer dieta sem ser mundano, e eu estou ouvindo rock enquanto escrevo isso aqui. Mas não se pode negar que tais atividades (e muitas outras) estão saturadas de mundanismo.
Os cristãos que estão na outra vala veem o problema e criam novas leis. Mas essas leis são, na melhor das hipóteses, ineficazes e, na pior, legalistas. É mundano ir ao cinema? Sim. Então ir ao cinema vai para a lista, e falam para os membros da igreja que eles não podem ir. O resultado? Eles assistem filmes no videocassete. O legalismo ocorre quando as pessoas pensam que a santificação delas consiste em não fazer algumas coisas. Um legalista pode tentar ser consistente em seu comportamento exterior (usando um vídeo cassete), mas ele continua sem saber qual é a essência da piedade.
Qual é a solução para esse dilema? O mundanismo não pode ser permitido na igreja, e não pode ser tratado eficazmente por meio de regras. O mundanismo só pode ser erradicado por meio do discernimento de homens e mulheres de Deus. Quando eles enxergarem o mundanismo, eles devem falar. Mas, certamente, essa sinceridade os colocará em uma posição estranha.
Que tipo de pessoa é confiável para lidar com mundanismo? O autor de Hebreus menciona características de maturidade durante uma discussão sobre diferentes níveis de discipulado. Ele diz: “Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5.14).
Note que o adulto tem o discernimento entre bem e mal que somente pode ser adquirido “pela prática”. Em outras palavras, um novo cristão seria incapaz de fazer esse julgamento. Mas esse não é o caso em relação ao comportamento que é claramente proibido nas Escrituras. A Bíblia proíbe assassinato, adultério, roubo, etc. Todos os cristãos entendem que essas coisas são erradas, e esse entendimento não requer discernimento.
Porém, existem áreas que, claramente, os cristãos imaturos precisam do discernimento de seus irmãos e irmãs mais maduros. Os problemas surgem, no entanto, quando os cristãos foram ensinados a olhar para qualquer aplicação extrabíblica de princípios bíblicos como legalismo. “O que você quer dizer com ‘eu não deveria estar vestindo isso’?”, “Aonde está isso na Bíblia?”. Esse equívoco é ainda mais provável porque realmente existe muito legalismo.
domingo, 29 de julho de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Pastor não é Palhaço! – A necessidade da Reforma dos Púlpitos brasileiros
Sem sombra de dúvida, a Reforma Protestante do século XVI foi o maior reavivamento produzido pelo Espírito Santo em toda a história da Igreja de Cristo. Tudo começou pelo resgate da genuína pregação. Naqueles dias, poucos pregavam com fidelidade as Escrituras. Os sacerdotes, a maioria ignorantes, mal sabiam ler e escrever. No máximo decoravam a missa em latim. O povo, mergulhado em profundas trevas espirituais cegamente seguia o entretenimento supersticioso e idólatra do clero.
Quando Martinho Lutero, Ulrich Zwingli, João Calvino, John Knox e outros pastores começaram a pregar novamente a Palavra de Cristo, o povo que andava em trevas contemplou mais uma vez o brilho da luz. O Senhor promoveu um grande despertamento espiritual na Europa, levando países inteiros a abraçarem o Evangelho do Senhor Jesus Cristo.
A máxima protestante “Igreja Reformada, Sempre Reformando”, ainda hoje nos ensina que a verdadeira reforma consiste em sempre reavaliarmos a nossa fé e prática segundo os padrões estabelecidos pelas Escrituras. A nossa consciência, como disse Lutero, deve estar cativa à Palavra de Deus. A nossa pregação precisa ser clara e objetiva. Seu conteúdo: Jesus Cristo, e este crucificado (1 Co 2). Não há lugar para brincadeiras quando proclamamos o Reino de Deus.
Hermisten Maia falando sobre isso usou a seguinte ilustração: “Imagine um jovem entre muitos outros, ansiosamente procurando seu nome na lista afixada na parede da universidade. Ele busca saber se foi aprovado ou não no vestibular. De repente, surge um amigo com um sorriso largo no rosto e com braços abertos dizendo: – Você conseguiu! Você foi aprovado! O jovem começa a gritar e pular de alegria, dá um abraço apertado naquele amigo, ri, chora, comemora… Contudo, em meio a toda aquela euforia, seu ‘amigo’ diz: – É tudo brincadeira, não passou de uma piada; seu nome não consta entre os aprovados”. Como você reagiria a essa situação se fosse o vestibulando? Se você corretamente não admite brincadeiras com coisas sérias, será que o Evangelho, que envolve vida e morte eternas seria passível de brincadeiras, de gracinhas ou palhaçadas?
Da mesma forma, hoje muitos pregadores estão apresentando uma mensagem incompreensível à Igreja. Os crentes se acostumaram a ouvir o seu pastor brincar tanto com assuntos sérios, que não conseguem descobrir o temor e tremor do Senhor em suas brincadeiras. Eles sobem ao púlpito e pensam que estão no picadeiro, alguns até mesmo vestidos de palhaço!
Os palhaços “pregadores” afirmam que nós é que confundimos “expor a Bíblia com seriedade” com “expor a Bíblia sério”. Argumentam que Jesus usava muito humor para pregar e que a chave hermenêutica para compreendermos as parábolas de Jesus é o humor. Sinceramente, eu não consigo enxergar nenhum pingo de humor quando Jesus fala sobre o Dia do Juízo, onde separará ovelhas de bodes, lançando estes no inferno. Não dá para rir!
O resultado trágico dessa esdrúxula metamorfose é que o povo de Deus, por não perceber a diferença entre o palhaço e profeta, aprova este comportamento absurdo e pecaminoso por meio de aplausos e boas gargalhadas.
O desaparecimento da verdadeira pregação é sempre um grave sintoma de que púlpitos estão vazios.
Percebemos mais uma vez o entretenimento substituindo o verdadeiro papel do profeta.
Não é de se estranhar a resistência por parte de muitos em ouvir e atender a mensagem da cruz. Como falar do pecado, ira de Deus, morte, inferno, arrependimento, cruz, salvação e sacrifício de modo divertido? Tem muitos pastores vestidos de palhaço afirmando: “Sim, isso é possível”. Eles têm envolvido as nossas crianças e a nossa juventude com essa maneira engraçada de pregar. Onde isso vai parar? Precisamos urgentemente de uma reforma em nossos púlpitos!
Kierkegaard conta que certa vez um circo se instalou próximo de uma cidadezinha dinamarquesa. Este circo pegou fogo. O dono do circo vendo o perigo do fogo se alastrar e atingir a cidade mandou o palhaço, que já estava vestido a caráter, pedir ajuda naquela cidade para apagar o fogo. Inútil foi todo o esforço do palhaço para convencer os seus ouvintes. Quanto mais ele gritava “O circo está pegando fogo!”, o povo ria e aplaudia o palhaço entendendo ser esta uma brilhante estratégia para fazê-los participar do espetáculo… Quanto mais o palhaço falava, gritava e chorava, insistindo em seu apelo, mais o povo ria e aplaudia… O fogo se propagou pelo campo seco, atingiu a cidade e esta foi destruída.
Pastor não é palhaço, é profeta. Seu púlpito não é picadeiro, mas o lugar de onde ele proclama com autoridade a Palavra de Deus. Sua missão é pregar em alto e bom som, de forma pura e simples as Boas Novas do Evangelho e todas as suas implicações. O pastor não é um animador de auditório, nem um contador de piadas. Lugar de palhaço é no circo. Que Deus tenha misericórdia de nós, levantando novos reformadores!
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
6 Marcas de um Pastor Atemorizado Diante de Deus
Quais os sinais que se produzem no coração de um pastor atemorizado diante de Deus, que são vitais para um ministério eficaz, produtivo e que honra a Deus?
1. Humildade Não há nada que se compare ao estar indefeso diante da maravilhosa glória de Deus, para colocar-lhe em seu devido lugar, para corrigir a maneira com que você se vê pessoalmente, para arrancar-lhe da sua arrogância funcional, e para tirar-lhe o vento das velas da sua justiça própria. Diante de Sua glória, eu me sinto despido, sem qualquer glória que ainda possa restar-me a fim de que eu possa exibir-me diante de outros. Enquanto eu me compare com outros, poderei sempre encontrar outra pessoa cuja existência parece fazer-me, por comparação, mais justo. Mas se eu comparar meus panos imundos ao puro linho, eternamente sem manchas, da justiça de Deus, eu correria a esconder-me com um coração dilacerado e envergonhado. E isto foi o que aconteceu com Isaías no capítulo seis. Ele está diante do majestoso trono da glória de Deus e diz: "Ai de mim! Estou perdido! Porque sou um homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos." (Isaías 6:5). Isaías não está falando aqui em termos de uma formal hipérbole religiosa. Ele não está buscando tornar-se agradável diante de Deus por mostrar-se "ó, tão humilde". Não; Isaías aprendeu que só à luz da colossal glória e santidade de Deus, é que você poderá ter uma visão exata e correta de si mesmo e entender a profunda necessidade de ser resgatado com o resgate que só a graça gloriosa de Deus poderá prover-lhe. Com o correr do tempo durante sua vida ministerial, muitos pastores chegam a se esquecerem de quem são eles. Têm uma visão inchada, destorcida, grandiosa de si mesmos, que os mantêm altamente inacessíveis, e que lhes permitem justificar seus pensamentos, seus desejos, as coisas que dizem, e a fazerem aquilo que, biblicamente, não é justificável fazer. Eu já "estive lá" e, de quando em quando, caio outra vez no mesmo erro. Em ocasiões como essas, eu tenho que ser resgatado de mim mesmo. Quando você está sobremodo maravilhado de si mesmo, você se posiciona para ser hipócrita, controlador, super confiante, e um autocrata eclesiástico extremamente crítico. Você, inadvertidamente, constrói um reino em cujo trono você mesmo se assenta, não importa o quanto afirme que tudo o que você faz, o faz para a glória de Deus.
2. Sensibilidade A humildade, que só este sentir atemorizante de Deus pode produzir no meu coração, cria em mim, sensibilidade pastoral para com as pessoas que carecem da mesma graça. Ninguém pode compartilhar graça melhor do que aquele que está profundamente convencido de que ele mesmo necessita esta graça, e a recebe de Cristo. Esta sensibilidade me faz afável, gentil, paciente, compreensivo e esperançoso diante do pecado alheio, sem nunca comprometer o chamamento santo de Deus. Protege-me de estimativas como "... não acredito que você pudesse fazer uma coisa dessas!," o que, diga-se, me faz essencialmente diferente de todos os demais. É difícil apresentar o Evangelho a alguém, quando você está contemplando esse alguém, com superioridade. Confrontar os pecados dos outros com uma sensibilidade inspirada em meu assombro diante Deus, me livra de ser um agente de condenação, ou de esperar que a lei cumpra aquilo que somente a graça pode cumprir, e me motiva a ser um instrumento dessa graça.
3. Paixão Não importa o que está funcionando, ou o que não está funcionando bem em meu ministério, não importa quais as dificuldades que eu esteja vivendo, ou tampouco importa as lutas pelas quais eu esteja passando, a influente glória de Deus me anima a levantar-me pela manhã e fazer aquilo para o qual fui dotado e chamado para fazer, e faze-lo com entusiasmo, coragem e confiança. Minha alegria não se deixa maniatar pelas circunstâncias ou pelos relacionamentos, e meu coração não é tomado por qualquer direção em que ditas circunstâncias e relacionamentos o queiram levar. Tenho toda razão para alegrar-me porque sou um filho escolhido, e um servo recrutado pelo Rei dos reis, e Senhor dos senhores, o grande Criador, o Salvador, e meu Chefe. Ele está sempre perto e é sempre fiel. Minha paixão pelo ministério não depende de como eu esteja sendo recebido. Minha paixão flui da realidade de que eu fui recebido por Ele. Não me entusiasmo porque as pessoas possam gostar de mim, mas porque Ele me tem aceitado e me tem enviado. Não estou apaixonado por meu ministério, por ser, o ministério, algo glorioso, mas sim porque Deus é eternamente e imutavelmente glorioso. Assim eu prego, ensino, aconselho, lidero e sirvo com uma paixão evangélica que inspire e acenda o mesmo sentir naqueles ao meu redor.
4. Confiança Confiança - aquele sentimento de bem-estar e de capacitação, me vem de conhecer Aquele a quem sirvo. Ele é minha confiança e minha habilidade. Ele nunca irá chamar-me para uma tarefa para a qual não me tenha capacitado. Ele tem mais zelo pela saúde de sua igreja do que eu jamais poderia ter. Ninguém tem maior interesse no uso dos meus dons do que Aquele que me outorgou ditos dons. Ele está sempre presente e sempre de boa vontade. Ele é todo-poderoso e todo omnisciente. Ele é ilimitado em amor e glorioso em sua graça. Ele não muda; para sempre é fiel. Sua Palavra nunca cessará de ser a verdade. Seu poder para salvar nunca será exaurido. Seu governo nunca deixará de existir. Nunca será conquistado por algo maior do que Ele mesmo. Assim, eu posso fazer com confiança tudo o que Ele me chamou para fazer, não em virtude de quem eu seja, mas porque Ele é o meu Pai, e é glorioso em todos os aspectos, em todos o sentidos.
5. Disciplina O ministério pastoral, nem sempre é glorioso. Muitas vezes as suas expectações ingénuas, são apenas isso – ingenuidade. E algumas vezes se levará mais do que um ministério de sucesso e a apreciação do povo para arrancar-lhe da cama e cumprir o seu chamado. Outras vezes você não verá muitos frutos como o resultado de seus esforços e tampouco terá muitas esperanças de uma colheita breve e abundante. Algumas vezes você se verá traído e se sentirá sozinho. Então, a sua disciplina precisa estar arraigada em alguma coisa mais profunda do que sua avaliação horizontal de como as coisas pareçam estar caminhando. Eu estou cada vez mais convencido, em minha própria vida, de que uma auto-disciplina robusta e firme, do tipo essencial para um ministério pastoral, está solidificada na adoração. A gloriosa existência de Deus, Seu caráter, Seu plano, Sua presença, Suas promessas e Sua graça, me fornecem a motivação para trabalhar com ardor e nunca desistir, sem importar-me se estamos vivendo sob um tempo de amenidade, ou se estamos sob uma época tempestuosa.
6. Repouso Finalmente, enquanto contemplo minha própria fraqueza e os distúrbios da igreja local, o que poderá trazer verdadeiro repouso ao meu coração? A Glória! Esta lhe dará repouso. É o conhecimento de que nada é tão difícil para o Deus a quem você serve. É a segurança de que todas as coisas são possíveis para Ele. É saber, como Abraão, que Aquele que fez todas aquelas promessas, é fiel para cumpri-las. Ainda que pareça haver múltiplas razões no nível horizontal para fazer-nos ansiosos, eu não permitirei que meu coração seja raptado por preocupação ou medo, porque o Deus de inestimável glória, que me tem enviado, Ele mesmo prometeu: "Eu serei contigo." Eu não tenho que fazer joguinhos mentais comigo mesmo. Eu não tenho que negar, nem minimizar a realidade a fim de que me sinta bem, porque Ele já tem invadido minha existência com Sua glória, e eu posso descansar até mesmo, e de certa forma, no conceito truncado do "já" e do "não ainda" cumprido e realizado. Recuperando nossa perplexidade diante de Deus Em conclusão, eu não tenho uma fórmula de estratégias para lhe oferecer. Mas lhe aconselho a correr agora, e correr rapidamente ao seu Pai de aterrorizante glória. Confesse a ofensa do seu tédio ministerial. Ore e peça por olhos abertos aos 360 graus, 24 horas por dia,
7 dias por semana, para que você veja a exibição da glória à qual você tem estado cego. Determine-se dedicar uma porção de cada dia para meditar na glória de Deus. Clame, busque com vigor a ajuda de outros e lembre-se de estar agradecido por Jesus quem lhe oferece Sua graça, mesmo ainda naqueles momentos quando essa graça não é, nem no mínimo, gloriosamente valiosa para você como deveria ser.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
É Claro que Há Mitos na Bíblia!
Os liberais sempre estiveram certos. Há mitos na Bíblia. Mitos eram abundantes no mundo religioso do Antigo Oriente ao redor de Israel, bem como nas religiões à época da igreja apostólica do século I. Por conseguinte, os escritores bíblicos registraram vários deles em suas obras.
No Antigo Testamento encontramos vários desses mitos. Há a crença dos cananeus de que existiam deuses chamados Astarote, Renfã, Dagom, Adrameleque, Nibaz, Asima, Nergal, Tartaque, Milcom, Astarote, Renfã e Baal. Sobre esse último, há o mito de que podia responder com fogo ao ser invocado por seus sacerdotes. Há também o mito egípcio de que o Nilo, o sol, e o próprio Faraó, eram divinos, o mito filisteu do deus-peixe Dagom e que o Deus de Israel precisava de uma oferta de hemorróidas e ratos de ouro para ser apaziguado. Para não falar do mito cananeu da Rainha dos Céus que exigia incenso e libações (bolos) dos adoradores (Jeremias 44.17-25). Um outro mito na Bíblia é que o sol, a lua e as estrelas eram deuses, mito esse que sempre foi popular entre os judeus e radicalmente combatido pelos profetas (2Reis 23.5,11; Ezequiel 8.16). O mito pagão de monstros e serpentes marinhas é mencionado por Jó, Salmos e Isaías, em contextos de luta contra o Deus de Israel, em que eles representam os poderes do mal, os povos inimigos de Israel (Jó 26.10-13; Sl 74.13-17; Is 27.1). A lista é enorme. Há muitos mitos desse tipo espalhados pelos livros do Antigo Testamento.
Os profetas, apóstolos e autores bíblicos se esforçaram por mostrar ao povo de Deus que os mitos eram conceitos humanos. Esforçaram-se por chamá-lo a se submeter à revelação do Deus que se manifestou poderosa e sobrenaturalmente na história. Eles sempre souberam a diferença entre os mitos e os atos salvadores de Deus na história. Por conseguinte, sempre estiveram empenhados em separar mitologia de história real e invenções humanas da revelação de divina. Foram os prioneiros da desmitologização. Elias desmitologizou Baal no alto do Carmelo. Moisés também desmitologizou o Nilo, o sol, e o próprio Faraó, provando pelas pragas que caíram sobre eles que a divindade deles era só mito mesmo. E quando ele queimou o bezerro de ouro e o reduziu a cinzas, desmitologizou a idéia de que foi o bovino dourado quem tirou o povo de Israel do Egito. O próprio Deus se encarregou de desmitologizar Dagom, deus-peixe dos filisteus, quando a imagem de Dagom caiu de bruços diante da Arca do Senhor e teve a cabeça cortada (1Sm 5.2-7).
No Novo Testamento, o apóstolo Paulo se refere por quatro vezes aos mythoi (grego). De acordo com o apóstolo, mitos são estórias profanas inventadas por velhas caducas (1Tim 4.7), que promovem controvérsias em vez da edificação do povo de Deus na fé (1Tm 1.4). Entre os próprios judeus havia muitas dessas fábulas, histórias fantasiosas (Tito 1.14). E já que as pessoas preferem os mitos à verdade (2Tm 4.4), Timóteo e Tito, a quem Paulo escreveu essas passagens, deveriam adverti-las contra os mitos. A advertência era necessária, pois os cristãos das igrejas sob a responsabilidade deles vinham de uma cultura permeada por mitos.
O próprio Paulo se deparou várias vezes com esses mitos. Uma delas foi em Listra, quando a multidão o confundiu, juntamente com Silas, com os deuses do Olimpo e queria sacrificar-lhes (At 14.11). Outra vez foi em Éfeso, quando teve de enfrentar o mito local de que uma estátua da deusa Diana havia caído do céu, da parte de Júpiter, o chefe dos deuses (At 19.35). Em todas essas ocasiões, Paulo procurou afastar as pessoas dos mitos e trazê-las para a fé na ressurreição de Jesus Cristo. Quando Paulo escreveu aos romanos, um povo imerso em mitos religiosos, descreveu no capítulo primeiro de sua carta a origem das religiões humanas. Elas são criações humanas, oriundas da recusa do homem em aceitar a verdade de Deus. Ao rejeitar a revelação de Deus, os homens inventaram para si deuses e histórias sobre esses deuses, que são os mitos das religiões pagãs (Romanos 1.17—32).
O apóstolo Pedro também estava perfeitamente consciente do que era um mito. Quando ele escreve aos seus leitores acerca da transfiguração e da ressurreição de Jesus Cristo, faz a cuidadosa distinção entre esses fatos que ele testificou pessoalmente e mythoi, “fábulas engenhosamente inventadas” (2Pe 1.16). Ele sabia que a história da ressurreição poderia ser confundida com um mito, algo inventado por ele mesmo ou pelos demais discípulos de Jesus [esse argumento permanece de pé, ainda que alguns neguem que Pedro seja o autor dessa carta]. Ao que parece, Paulo e Pedro, juntamente com os profetas e autores do Antigo Testamento, estavam perfeitamente conscientes da diferença entre uma história real e outra inventada.
Dizer que os próprios autores bíblicos criaram mitos significa dizer que eles sabiam que estavam mentindo e enganando o povo com estórias espertamente inventadas por eles. Seus escritos mostram claramente que eles estavam conscientes da diferença entre uma história inventada e fatos reais. Através da história, os cristãos têm considerado o mito como algo a ser suplantado pela fé na revelação bíblica, que registra os poderosos atos de Deus na história. Equiparar as narrativas bíblicas aos mitos pagãos é validar a mentira e a falsidade em nome de Deus. É adotar uma mentalidade pagã e não cristã.
Existe, naturalmente, uma diferença entre o mito e os contos que aparecem na Bíblia. Há várias histórias na Bíblia, criadas pelos autores bíblicos, que claramente nunca aconteceram. Contudo, elas nunca são apresentadas como história real, como fatos reais sobre os quais o povo de Deus deveria colocar sua fé, mas como comparações visando ilustrar determinados pontos de fé, ou linguagem figurada. São as parábolas, os contos, como aquela história do espinheiro falante contada por Jotão (Jz 9.7). Há também a poesia, onde se diz que as estrelas cantam de júbilo, que Deus cavalga querubins e viaja nas asas do vento. Os Salmos contém muito disso. Quando os neoliberais deixam de reconhecer a diferença entre mitos e gêneros literários que usam licença poética e linguagem figurada, fazem uma grande confusão.
Eu disse que a atitude dos profetas, apóstolos e autores bíblicos em relação ao mito foi de desmitologização. Eu sei que dizer isso é anacrônico, pois foi somente no século passado que Rudolph Bultmann, autor do clássico Jesus Cristo e Mitologia, propôs seu famoso programa de desmitologização da Bíblia. Ele achava que havia mitos na Bíblia e que era preciso separá-los da verdade. Mas, antes dele, os próprios profetas, apóstolos e autores bíblicos já haviam manifestado essa preocupação. É claro que eles e Bultmann tinham conceitos diferentes. Mas, se ao final o mito é uma história de caráter religioso que não tem fundamentos na realidade, e que se destina a transmitir um conceito religioso, ele não é, de forma alguma, uma preocupação exclusiva de teólogos modernos. Ou seja, o programa de desmitologização começou muito antes de Bultmann, desde quando a Bíblia faz a separação entre mito e os atos salvadores de Deus na história e nos convida a crer nesses últimos de todo coração.
terça-feira, 24 de julho de 2012
O “direito” do cristão à consciência política
As eleições municipais de 2012 se aproximam e, com elas, afloram em boa parte da população alguma forma de participação política, mesmo que seja apenas para dizer “todos são corruptos” e “não tem mais jeito”.
Nesse sentido, devemos ter cuidado com as promessas de campanha, já que muitos prometem o que não podem realizar, até mesmo por não serem os competentes pela Constituição. É preciso, também, cuidado com a compra de votos: sacos de cimento, leito em hospital ou qualquer outra coisa pessoal. O verdadeiro político não cuida dos interesses particulares, mas de toda a população (res publicae). Ao invés de lhe dar cimento ou conseguir leito para seu parente que enfermou, será que o candidato tem propostas para a melhoria dos programas de moradia e saúde para todos?!
Especificamente quanto aos evangélicos, engana-se aquele que ainda acredita no “voto de cabresto” dentro das igrejas, ou pelo menos da maioria delas. Imaginemos: se juntarmos as cinco principais igrejas/denominações das cidades de médio porte, que, sozinhas, possuem “voto” suficiente para eleger um candidato cada, teríamos pelo menos cinco evangélicos em todas as Câmaras Municipais, o que não acontece. Os membros, hoje, olham para o pastor como uma “autoridade espiritual”, e não como aquele capaz de determinar todas as atitudes do fiel.
E, para uma consciência política efetiva, aconselho a todos os cristãos que leiam o Decálogo do Voto Ético da AEVB (Associação Evangélica Brasileira), produzido durante as eleições presidenciais de 1998. Sobre essa consciência, Paul Freston já disse: “os evangélicos devem se envolver politicamente, não em nome de suas igrejas ou instituições, mas em grupos de pessoas que pensam politicamente de uma mesma forma, inspiradas pela sua compreensão da fé cristã. Trata-se de um projeto que inclui a abertura para o diálogo e para censuras proféticas”, que denunciem o Estado naquilo que contraria os princípios divinos.
Assim, o cristão na política não pode se restringir a ser um mero “despachante” das igrejas. Se comportando como cristão verdadeiro, acabará por fazer transparecer seus valores éticos e morais, na imensa maioria das vezes resultantes de sua fé. Mesmo porque, ainda que o Evangelho se funde, essencialmente, em uma dimensão espiritual, é certo que as “boas obras” (e aqui incluo a implantação de “boas propostas políticas”) são um reflexo da salvação que temos, exclusivamente, por meio de Jesus Cristo.
O político cristão, por isso, deve expor sua “plataforma” sem “apelar” para o “sou seu irmão”, mas, efetivamente, demonstrando suas intenções e projetos de forma clara e transparente. Mas o problema é que, infelizmente, a maioria dos candidatos, cristãos ou não, sequer possuem propostas para a melhoria da cidade e da vida dos cidadãos!
Valorize sua liberdade de voto e não o negocie… sob pena de ficar mais quatro anos lamentando a situação de sua cidade.
GERAÇÃO DE DAVI? ORA, NÃO ME FAÇA RIR…
Geração de Davi? Geração de adoradores? Que nada! Estamos na geração Fast Food Gospel…. Pedro, não querem mais o puro leite! Paulo, não querem mais o alimento sólido! Querem só um McLanche Feliz e um brinquedo!
O que quero dizer é que a geração de Davi existe. A geração de adoradores existe. Entretanto, como bem disse o nosso Mestre, pelos frutos se conhece a árvore. E os frutos que vemos na Igreja nos dias de hoje não são os encontrados em Davi, ou nos adoradores que Jesus disse à samaritana que Deus buscava. Confundimos “resultados” com “frutos”, damos glória a Deus porque o IBGE aponta para o crescimento da “igreja evangélica”, e confundimos inchaço com crescimento. Esquecemos que esta multidão nem sempre é aceita por Cristo. Foi Ele mesmo quem proferiu um discurso tão duro que a multidão foi embora. Ficou só a minoria. Só doze, e um deles era diabo!!
Temos uma geração que quer pôr Deus no canto da parede, vociferando arrogantemente: “- Restitui, eu quero de volta o que é meu!”, como se tivesse direito a alguma coisa, senão condenação. Deus não é Senhor nesta geração, e sim servo. É a geração que não se contenta com a pura graça de Deus. Quer mais, e mais, e mais! Quer reinar!! Quer ser cabeça a todo custo!
Temos uma geração que afirma categoricamente que “o melhor de Deus ainda está por vir”, esquecendo-se (ou desprezando o fato) de que Jesus Cristo, o Filho, o melhor que havia no céu ao lado do Pai, já veio. Queremos mais, pois Jesus não é suficiente!
Temos uma geração que fomenta no povo um terrível sentimento íntimo, que prefere estar no alto do palco, olhando arrogantemente para os seus inimigos boquiabertos na platéia e sentindo o sabor de mel da vingança na boca, do que observando o que Jesus disse a respeito dos nossos inimigos: “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; Para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos. Pois, se amardes os que vos amam, que galardão havereis? não fazem os publicanos também o mesmo? E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os publicanos também assim? Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5:43-48). Geração esquizofrênica, que se sente rodeada de inimigos, incapaz de orar por eles. Geração rancorosa, que não perdoa, que quer se sobressair e até ser adorada pelos supostos inimigos.
Temos uma geração aonde o caráter cristão é espezinhado, e se vive um “evangelho” de aparências, e não de conduta e princípios. A geração que ora pedindo um milagre: que apareça misteriosamente em sua conta bancária alguns milhares de reais, e que agradece a Deus quando isso acontece. Geração que não compreende o Deus justo, mas se alegra com a injustiça, achando que Deus foi o Autor deste “depósito” milagroso e salvador…
Temos uma geração que está sendo guiada por “pastores” e outros “títulos eclesiásticos”, por homens e mulheres que preferem os títulos e as prebendas, que para satisfazerem-se primeiramente a si mesmos já rebaixaram a Bíblia e seus preceitos imutáveis à quarta ou quinta posição em suas vidas e em suas doutrinas e profissões de fé. Pastores que não se dão conta que prestarão contas um dia ao Sumo Pastor…
Geração de Davi uma ova!! Esta é, na verdade, a Geração Laodicéia, a geração da igreja rica, poderosa e diferenciada, mas cega, pobre, miserável e nua! É a Igreja que ocupa a grade da programação das principais emissoras de tevê, mas não usa esta programação para pregar o VERDADEIRO EVANGELHO. É a Igreja que avança triunfante no mercado fonográfico, mas que não canta para o louvor de Deus, e sim para enriquecer, usando MÚSICAS DE TRABALHO, e não músicas de evangelismo! É a Igreja que abraça o Ecumenismo… É a Igreja que é noiva do Cordeiro, mas amante do mundo. Quem quiser ter a DIMENSÃO EXATA desta frase, leia o capítulo 16 do livro do profeta Ezequiel. Não há melhor exemplo que este!
Sabem qual seria a geração de Davi? E qual é a geração de adoradores que Deus espera? Uma geração que O adore pelo que Ele é, e não pelo que ele pode nos proporcionar. A geração que abraça a cruz para a morte, e não a que senta no trono para reinar! A geração de uma igreja pobre financeiramente, mas riquíssima em poder, em comunhão, em observação das Escrituras e em defesa da sã doutrina, contrária aos lobos vorazes que estão invadindo o aprisco e degolando o rebanho! Uma geração que olharia mais para Jesus, e menos para os homens, que aceitaria mais as palavras da Escritura do que as supostas “revelações” humanas, sem base bíblica. Que teria mais prazer nas Escrituras do que nas novidades!
Sinto-me enojado com a geração de hoje. Geração morna, que provoca ânsia de vômito no Senhor Jesus e em todo aquele que ama a Verdade do Evangelho puro e simples, que Ele e seus apóstolos pregaram e revolucionaram o mundo no 1º Século! É claro que não estou generalizando! Sete mil joelhos são sempre estrategicamente deixados por Deus para não se dobrarem a Baal, a Laodiceia e a Mamom! E estou lutando para fazer parte desta MINORIA, pois já observei que a maioria sempre prefere voltar ao Egito, e sempre escolhe Barrabás.
Se Jesus chamava a geração em que viveu de “geração má e perversa”, de que estará chamando esta nossa??
Perdoem-me o desabafo. Mas se eu, pó e cinza, estou me sentindo assim, o que não sente o Senhor que deu Sua vida por esta Igreja?
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