sexta-feira, 9 de março de 2012

Amo a multidão, mas detesto o indivíduo


Atualmente, meu discurso na igreja tem girado em torno de uma palavra que verdadeiramente mexe com a minha cabeça: AMOR. Mas como pode, uma palavra tão pequena mudar tantos conceitos e valores na vida de uma pessoa? É simples, é só relacionar essa palavra à outra palavrinha curta, mas muito poderosa: AÇÃO.
Conhecemos várias formas de amar, e quase todas elas são “platônicas”, por exemplo, quando vemos um candidato a missões declarar seu amor por um determinado país ou povo sem ao menos ter conhecido alguém dessa localidade, conhecido seus costumes ou experimentado açoites de facções ultra-radicais locais, devemos concordar que cabe um pouco de prudência ao se ouvir tal declaração; Ao ouvirmos alguns líderes exclamarem dos púlpitos “Eu amo a todos vocês” devemos ponderar e levar em conta, quantas vezes essa pessoa amou a multidão e desprezou o indivíduo; Enfim se eu parar para enumerar tantas declarações e notas a respeito desse tipo de amor, não termino esse artigo hoje! Prefiro confiar nas palavras dos apóstolos sobre o amor, nas declarações de João, nos testemunhos e na doutrina de Paulo, nos atos dos apóstolos que de tão importantes e contagiantes ganharam amplo espaço no Novo testamento.
Não devemos nos deixar enganar por aqueles que declaram muito e vivem pouco esse amor sacrificial da bíblia, porque alguns até se flagelariam para se promover. Paulo diz que “ainda que eu falasse todas as línguas… e que eu desse meu próprio corpo para ser queimado” se isso tudo não fosse feito “em amor” de nada serviria.

E no mais… tudo na mais santa paz!

Coca-Cola irá mudar fórmula de corante por causa de substância cancerígena


Uma pesquisa americana conduzida por um grupo independente, de defesa ao consumidor, apontou que os principais refrigerantes de cola do mercado possuem uma substância cancerígena em sua composição.
A fabricante de refrigerantes Coca-Cola informou que pode reduzir a quantidade de um químico encontrado no corante caramelo após ele ter sido considerado cancerígeno pela lei do estado americano da California e por um estudo feito por um grupo de defesa do consumidor nos Estados Unidos.
“O corante caramelo utilizado em nossos produtos é absolutamente seguro. Coca-Cola não alterará sua fórmula mundialmente conhecida. Mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não têm potencial para modificar a cor ou o sabor da Coca-Cola. Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes sem, entretanto, ter alterado nossa fórmula secreta. Continuamos a nos orientar por evidências científicas sólidas para garantir que nossos produtos sejam seguros. O elevado padrão de qualidade e segurança dos nossos produtos permanece sendo nossa mais alta prioridade”, disse a Coca-cola, em nota.
Segundo o Centro de Ciência de Interesse Público (CSPI, na sigla em inglês), o 4-metil imidazol (4-MI) estaria ligado ao câncer em animais. A substância é usada no processo de obtenção do corante caramelo.

Círculo de Oração da Assembleia de Deus completa 70 anos de fundação


No dia 6 de março o Círculo de Oração das Assembleias de Deus comemorou 70 anos de fundação, sendo uma das maiores marcas das Assembleias de Deus no Brasil. A data comemora a criação do grupo em 1942 quando a irmã Albertina Bezerra Barreto, membro da AD em Recife (PE) convidou algumas crentes para se juntarem em oração por sua filha, Zuleide que estava enferma.
Naquele dia sete mulheres se prontificaram a ir até a Casa Amarela, onde ficava a igreja local, e clamaram pela menina que não andava, não falava e que havia recebido dos médicos a sentença de que viveria apenas oito anos. Foi nesse círculo de oração que Albertina recebeu a palavra de cura e Zuleide cresceu, andou e viveu até os 49 anos.
O nome “Círculo de Oração”, segundo a fundadora Albertina Bezerra Barreto, foi inspirado num folheto que havia lido cujo texto explicava que a oração era como um círculo nos céus: “Quando estávamos orando, lembrei-me da mensagem e disse: – Vamos circular os céus com as nossas orações”.
Desde então as reuniões de oração não cessaram e ainda hoje acontecem uma vez por semana, sempre recebendo o apoio dos pastores e da igreja de Recife que na época era o pastor José Bezerra da Silva e sua esposa Malfara Bezerra. Assim o Círculo de Oração passou a ser implantado em todas as igrejas e hoje é uma dos ministérios mais conhecidos das Assembleias de Deus.
Fonte Gospel Prime

quinta-feira, 8 de março de 2012

Soberania divina e a responsabilidade humana, de novo

Por Felipe Sabino
Certas discussões reaparecem continuamente no meio cristão. A suposta tensão entre a soberania divina e a responsabilidade humana é uma delas. Ouve-se com frequência que a soberania divina, conforme entendida pela teologia reformada — particularmente na questão da salvação, mas não limitada a ela — retira a responsabilidade humana. “Se Deus é soberano e decretou tudo o que há de acontecer, nos mínimos detalhes, então o homem não é responsável pelos seus atos”, é a conclusão quase sempre proferida.
O embaraçoso é que tal palavreado não é encontrado apenas nos lábios do arminianos, mas inclusive em lábios calvinistas. A diferença é que, enquanto o arminiano apresenta o argumento como uma refutação ao entendimento calvinista da soberania divina, certos calvinistas afirmam que o dilema é um mistério.

“Já que o homem é responsável, então Deus não é soberano da forma como vocês entendem”, argumenta o arminiano. Por sua vez, o nosso calvinista diz que “Deus de fato é soberano, mas o homem é responsável pelos seus atos”. Até aqui tudo bem. Nada mais bíblico.
Mas o nosso calvinista completaria a sua explicação com algo mais ou menos assim: “Contudo, não sabemos como Deus pode ser soberano e ao mesmo tempo o homem ser responsável pelos seus atos. Isso é um mistério. Mas temos que aceitar essas duas verdades, pois estão claramente ensinadas na Escritura”.
Com certeza não negamos que a Bíblia ensina Deus ser soberano de maneira exaustiva e o homem responsável pelos seus atos. Essas são verdades bíblicas, ensinadas de Gênesis a Apocalipse. O que não entendemos é como essas verdades não podem ser harmonizadas. Em que sentido Deus ser soberano nega o homem ser responsável? Para que isso faça sentido, como muitos teólogos já observaram, é preciso assumir (sem justificativa, muito menos bíblica) a premissa que responsabilidade implica liberdade. Ou seja, a pessoa só pode ser responsável pelos seus atos se for livre.
Assim, a queixa do arminiano seria algo assim: “Mas se Deus é soberano de maneira exaustiva, então o homem não é livre. Como então ele pode ser responsável pelos seus atos, se é necessário ser livre para ser responsável?” Mas como já dissemos, a premissa responsabilidade implica liberdade é alheia às Escrituras. Em nenhum lugar a Bíblia afirma tal coisa. Logo, não existe tensão na questão da soberania divina e a responsabilidade humana.

Visto que muitos livros já foram escritos sobre o assunto, provando que não existe contradição, mistério ou paradoxo entre a doutrina bíblica da soberania divina e responsabilidade humana, contento-me em reafirmar o que já disse: a Bíblia não afirma que o homem precisa ser livre para ser responsável pelos seus atos. O homem é responsável porque Deus o considera responsável. Ele é o Criador e Governador de todo o universo. A Ele todos devem prestar contas de suas ações. Ponto.
O que pretendo provar aqui então? Nada! Apenas chamar a atenção do leitor para uma grande ironia, quase sempre presente nessas discussões sobre “mistérios” na Escritura. Vejamos então:
Dada a verdade da soberania divina, o homem não é livre. Ou seja, ele não é livre em relação a Deus. A mão soberana e poderosa de Deus é quem determina todos os seus passos, pensamentos e situações. É considerando essa falta de liberdade que inúmeros teólogos fazem malabarismos para tentar explicar (ou não explicar) o “mistério”. Nenhuma ironia aqui.
Contudo, há outro sentido no qual o homem não é livre. A Bíblia ensina que após a Queda todo homem nasce em pecado. Ele não somente nasce em pecado, mas nasce escravo do pecado. Ele não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador. Tamanha é a escravidão do homem que ele não pode fazer outra coisa senão pecar. Resumindo: o homem não é livre para não pecar. Ele não possui a posse non peccare, que somente o homem Adão possuiu.
Essa é uma verdade que todo crente reformado aceita. É possível encontrar inúmeras explicações dessa doutrina (bem mais elaboradas, é claro) em teólogos reformados de todas as épocas e nações.
Dito isso, eis a minha pergunta: onde está o mistério? Ou melhor, por que ninguém nunca viu um mistério aqui? Eu já li (talvez) milhares de livros e comentários, e NUNCA vi sequer uma menção do paradoxo entre o homem ser escravo do pecado e ao mesmo tempo responsável pelos seus atos. Nenhuma!
Ora, mesmo o homem convertido, regenerado pelo Espírito Santo e salvo por Cristo ainda peca e em certo sentido é “escravo” do pecado. Com certeza ele não é escravo como o incrédulo, mas o é no sentido de que nunca vai deixar de pecar enquanto peregrinar nesta terra. Só Cristo viveu uma vida sem pecado! Seria então o homem convertido alguém não responsável pelos seus atos?
Mas voltemos ao incrédulo. Por que a omissão do mistério entre os teólogos que são tão ávidos em achar mistério na questão da soberania divina e a responsabilidade humana? Seria por medo dos resultados práticos? Imagine a seguinte conversa evangelística:

“Caro amigo, a Bíblia diz que você é um pecador. Não somente isso, mas ela diz que você é escravo do pecado. Você não é livre para não pecar. Se não se arrepender e crer no Evangelho, você será condenado ao inferno. Contudo, eu não sei como Deus vai te considerar responsável pelos seus atos se você não é livre. É um mistério. Não posso explicar, mas cabe a você aceitar as duas verdades.”

Todavia, não creio que a omissão seja por esse motivo. Ela não parece ser deliberada. A minha suposição é a seguinte: não estamos tratando de predestinação, soberania ou decreto. Esses são temas que sofrem preconceitos, mesmo por aqueles que deveriam defendê-los. São resquícios de arminianismo que insistem em permanecer. Esse arminianismo residente faz com que tais pessoas façam uso de dois pesos e duas medidas ao lidar com as diversas doutrinas bíblicas.
Se a resolução de um problema envolver algo sobre predestinação, soberania e decreto, recorramos ao mistério sem hesitação. Caso contrário, não percamos tempo tentando encontrar mistério onde não existe. Sim, sequer mencionemos a tensão.
De um lado, soberania divina e responsabilidade humana. Do outro, escravidão do pecado e responsabilidade humana. Por que lidar de maneira tão diferente com questões que envolvem a relação entre liberdade e responsabilidade humana?

Uma ironia!

quarta-feira, 7 de março de 2012

VISITAS DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2009 ATÉ HOJE.


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O Problema é a Bíblia que atrapalha

A caminhada cristã é feita na estrada dos absolutos.
Por esta razão os profetas bradaram sua voz contra poderosos reis, sistemas religiosos corruptos e a própria cultura adoecida de suas gerações. O elemento solidificador de sua mensagem era a inspiração divina, que com severidade ecoava: “Assim diz o Senhor”.
Reformas como a do tempo de Josias (2ª Crônicas 34.1-35.19), e os reformadores como Esdras e Neemias, tiveram como coluna mestra e rocha de construção a comunicação divina através da Palavra de Deus. Em nenhum desses momentos de tensa dramaticidade para o povo de Judá foram-lhes oferecidas “revelações” atípicas, rituais estranhos, subterfúgios místicos ou transes embriagantes, mas, o modificador da vida e das diárias do povo era a Palavra Absoluta de Deus.
A vida e obra do Messias foram respaldadas por cerca 300 profecias a seu respeito e todas se cumpriram cabalmente. O Mestre co-relatava suas ações com o que estava estabelecido nas Escrituras. Algumas de suas afirmações acerca delas foram: que não podem falhar (João 10.35); erravam por não a conhecerem, nem o poder de Deus (Mateus 22.29); que os acontecimentos em torno do seu ser e sua história era para o seu cumprimento (Mateus 26.54,56); que ela dava testemunho sobre Ele, Jesus (João 5.39); que elas eram suficientes para o conhecimento da salvação (Lucas 16.29-31) e que era a verdade (João 17.17).
O caminhar dos apóstolos e discípulos na implantação da Igreja de Cristo teve sempre como patamar a proclamação da Palavra de Deus. O Senhor comissionou-os a ensiná-la (Mateus 28.20). Felipe anunciava Jesus através dela (Atos 8.35). Paulo testificou sua inspiração e fidelidade (2ª Timóteo 3.16). Para Pedro – concordando com Salmos 119.105 – era como uma candeia a iluminar em lugar escuro, e jamais podia ser particularizada por indivíduos para os seus próprios desejos (2ª Pedro 1.19-21). Pedro, também tinha plena consciência de sua eternidade (1ª Pedro 1.24,25). O escritor de Hebreus a identifica como viva, eficaz e espada de dois gumes com uma ação imanentemente transcendente em toda criação (Hebreus 4.12).
A Reforma Protestante foi um movimento de retorno ao estudo, ensino da Bíblia na prática de vida da Igreja. Nada foi tão poderoso para abalar as estruturas de poder de uma religião perdida e corrompida do que a argumentação de que a Bíblia, somente a Bíblia é a única regra de fé e prática (Sola Escriptura).
Como podemos perceber os avivamentos na história da Igreja é uma seqüência de retornos a obediência ás Escritura Sagradas.
Para os protestantes, os “crentes”, a Bíblia está acima qualquer outra revelação, tradição ou concílio. Aliás, qualquer sonho, qualquer profecia, qualquer movimento, qualquer avivamento, qualquer prática, qualquer ensino tem que se coadunar com a Palavra, de outra forma seja anátema, ainda que seja um anjo a bradar. (Gálatas 1.8)
Eu pensava que era assim!
Visite uma “igreja” em qualquer dia, qualquer “culto”. Principalmente aquelas dos novos movimentos, dos “moveres”, dos “mistérios”, as neo-pentencostais e você testemunhará o absoluto da Palavra de Deus, a Bíblia, ser descaradamente colocada em segundo plano, esquecida, relegada, ou ainda pior, distorcida e aviltada.
Adivinhações, “visões”, profecias antropocêntricas, mensagens de auto-ajuda, metralhadoras para matar o capeta, gente rodando como carrapetas sem razão, disparate de falação em línguas e promessas de vitórias subjetivas e sofismadas que não se concretizam. Some-se a isso a música sendo usada como um mantra hipnotizante que induz os participantes a gestualidades assustadoras e paranóicas.
Meu Deus! Meu Deus!
Que “igreja” é essa?
Em que parte não entenderam: “ ordem e decência”?
Em que lugar foi perdido a cristocentricidade do Culto?
Em que lugar aprenderam que o Pai, o Filho e o Espírito vivem a nos servir como garçons celestiais a nos fornecer como marmitas as “bençãos”, que nada são a não ser desejos mesquinhos de vil metal e de pisar, humilhar e derrotar quem por alguma razão nos ofendeu?
Cansei de ver pregadores que nem sequer a Bíblia consultava para suas prédicas. Ficava deveras confuso com essa anti-prática cristã, até que compreendi o problema da Bíblia, é que ela, nesses casos, só atrapalha.
Em Cristo, a Palavra da Verdade.

FÉ: UMA CRENÇA ILÓGICA NO QUE NÃO SE PODE PROVAR?

Por John Stott

Quisera saber se há outra virtude cristã mais mal compreendida do que a fé. Comecemos com dois aspectos negativos.


Primeiro, fé não é credulidade. O americano H.L. , Menvhekn, crítico anti-sobrenaturalista do cristianismo, certa vez afirmou que “a fé pode ser definida concisamente como sendo uma crença ilógica na ocorrência do improvável”. Mas Mecken errou: Fé não é credulidade. Ser crédulo é ser ingênuo, completamente desprovido de qualquer crítica, sem discernimento, até mesmo irracional, no que crê. Porém é um grande erro supor que a fé e a razão são incompatíveis. A fé e a visão são postas em oposição, uma à outra, nas Escrituras, mas nunca a fé e a razão. Pelo contrário, a fé verdadeira é essencialmente racional, porque se baseia no caráter e nas promessas de Deus. O crente em Cristo é alguém cuja mente medita e se firma nessas certezas.

Em segundo lugar, fé não é otimismo. Nisso é que parece que Normam Vicent Peale se confundiu. Muito do que ele escreveu é certo.

Sua convicção básica refere-se ao poder da mente humana. Ele cita William James, que disse que “a maior descoberta desta geração é saber que os homens podem mudar suas vidas alterando suas atitudes mentais” e Ralph Waldo Emerson, “o homem é o que pensa durante todo o dia”. Assim, o Dr. Peale desenvolve sua tese sobre o pensamento positivo, o qual ele acaba por igualar (erradamente) com a fé. O que é precisamente essa “fé pela qual advoga?” Seu primeiro capítulo do livro O Poder do Pensamento Positivo tem o significativo título de “Tenha Confiança em Si Mesmo”.
No capítulo 7 (“Espere sempre o Melhor e Consiga-o”) ele faz uma sugestão que garante que dará certo. Leia o Novo Testamento, diz ele, destaque “uma dúzia de conceitos sobre a fé, os que mais gostar”, e procure memorizá-los. Que esses conceitos de fé permeiem sua mente consciente. “Repita-os muitas vezes”. Eles se impregnarão em seu subconsciente e esse processo o transformará num crente”. Até que isto parece ser algo promissor. Mas, espere um pouco. Quando a Bíblia se refere ao “escudo da fé”, prossegue ele, ela está ensinando uma “técnica de força espiritual”, a saber, “fé, crença, pensamento positivo, fé na vida. Esta é a essência da técnica que ela ensina”. O Dr. Peale prossegue citando alguns versículos maravilhosos, tais como “se podes! Tudo é possível ao que crê”; “se tiverdes fé ... nada vos será impossível”, e “faça-se-vos conforme a vossa fé”. Mas, então ele estraga tudo, ao explicar este último texto da seguinte maneira: “de acordo com a fé que você tiver em si mesmo, em seu emprego, em Deus, é o que terá e não mais do que isso”.
Estas citações bastam para mostrar que o Dr. Peale aparentemente não faz nenhuma distinção entre a fé em Deus e a fé em si mesmo. De fato, o que ele demonstra é não se preocupar absolutamente com o objeto da fé. Ele recomenda, como parte de seu sistema de acabar com as preocupações, que a primeira coisa a fazer todas as manhãs, ao acordarmos e antes de nos levantarmos, é dizer em voz alta “eu creio!” três vezes; mas ele não nos diz em que devemos estar afirmando que cremos com tanta confiança e insistência. As últimas palavras de seu livro são simplesmente “tenha, pois, fé, e viverá feliz”. Mas fé em que? Crer em quem? Para o Dr. Peale a fé não passa de mais uma palavra para exprimir autoconfiança, ou um exagerado e não fundamentado otimismo. Ouvi dizer que o Dr. Peale mudou seu ponto-de-vista depois de Ter escrito este livro, mas o livro acha-se ainda em circulação, e sendo lido. E nesse livro parece estar bem claro que o seu pensamento positivo é, no fim das contas, meramente um sinônimo para “fé naquilo que a gente quer que seja verdade”.
O mesmo se pode dizer com relação ao Sr. W. Clement Stone, o filantropista e fundador de “Atitudes Mentais Positivas”. “De simples homens comuns fazemos super-homens”, diz ele, pois desenvolveu “a técnica de vendas para acabar com todas as técnicas de vendas”. Porque “você pode até mesmo vender-se a si próprio, recitando da mesma maneira como fazem os vendedores da AMP todas as manhãs: “estou contente, tenho saúde, sou o máximo!

“Mas a fé cristã é bem diferente do “pensamento positivo” de Peale e das “atitudes mentais positivas” de Stone. Fé não é otimismo.

Fé é uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza, conta o fato de que Deus é digno de todo crédito.

Por exemplo, quando Davi e seus homens voltaram a Zicagle, antes dos filisteus terem matado Saul na batalha , um terrível espetáculo os aguardava. Na sua ausência os amalequitas tinham saqueado a sua aldeia, incendiando as suas casas e levado cativas as suas mulheres e crianças.
Davi e seus homens choraram “até não terem mais forças para chorar” e então, na sua amargura, o povo cogitou de apedrejar a Davi. Era uma crise séria e Davi facilmente poderia Ter-se deixado cair no desespero.

Mas, em vez disso, lemos que “Davi se reanimou no Senhor seu Deus”.

Esta era uma fé verdadeira. Ele não fechou seus olhos aos fatos. Nem tentou criar sua própria autoconfiança, ou dizer a si mesmo que se sentia realmente muito bem. Não. Ele se lembrou do Senhor seu Deus, o Deus da criação, o Deus da aliança, o Deus que prometeu ser o seu Deus e colocá-lo no trono de Israel. E à medida em que Davi se recordava das promessas e da fidelidade de Deus, sua fé crescia e se fortificava. Ele “se reanimou no Senhor seu Deus”.
Assim, pois, a fé e o pensamento caminham juntos, e é impossível crer sem pensar. CRER É TAMBÉM PENSAR!

terça-feira, 6 de março de 2012

Sofrimento — Bem ou Mal?


Por William Fitch
Pedro lembra aos crentes que o próprio Cristo sofreu; e lhes diz que eles são "participantes das aflições de Cristo" naquilo que agora suportam. "Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento." (I Ped. 4:1). "Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo." (I Ped. 4:13). A lembrança dos sofrimentos do seu Mestre santificará e temperará o seu sofrimento e dor.
A resposta cristã ao problema do sofrimento deve pôr-se face a face ante este fato supremo. Fora daí, realmente não há resposta. Mas as Escrituras são muito enfáticas sobre isto. Os profetas 0 viram assim: "homem de dores, e experimentado nos trabalhos" (Is. 53:3). Os evangelhos 0 apresentam como Alguém que "tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças" (Mat. 8:17). Os apóstolos declaram que Ele "aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Fil. 2 :7-8). E mais: "para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas" (I Ped. 2:21). Ainda mais do que isto nos é revelado. A razão do sofrimento é dada pormenorizadamente. "Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem." (Heb. 5:8-9). É digno de nota o fato de que, sempre que o exemplo de Cristo nos é apresentado nas Escrituras para nossa imitação, é Seu exemplo no sofrimento que é citado.
Isso é altamente significativo. Indubitavelmente, o nosso Senhor tinha disposição para a obediência desde o princípio dos Seus dias na terra. Todavia, foi na escola do sofrimento que Ele aprendeu a prática da obediência. Através de um longo curso de provação e sofrimento Ele aprendeu a obediência. A dispensa do sofrimento teria significado dispensa da liderança. "Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles." (Heb. 2:10). O sofrimento ficou gravado em cada passo que Jesus deu. Por esta razão, "naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode so¬correr aos que são tentados" (Heb. 2:18).
Se havemos de responder à pergunta, "Sofrimento — Bem ou Mal?", devemos partir daqui. No coração da história está Jesus Cristo. Ele foi aperfeiçoado mediante o sofrimento. Submeteu-Se livremente à agonia e à ignomínia da cruz, e ali sofreu por todos os homens. Ao fazê-lo, esgotou o cálice do sofrimento até o fim. O sofrimento Lhe era necessário. Deus usou o sofrimento para prepará-lo para o sacrifício supremo. Ele Se encarnou para poder aprender a obediência. Suportou a vontade divina como um jugo, em vez de brandi-lo como um cetro. Este é o credo do cristão. Cristo mesmo provou o sofrimento até às maiores profundezas. Portanto, Ele entende. Portanto, Ele pode socorrer os que passam por sofrimentos e provações.

Cristo e o Sofrimento Humano


Por Mauricio Andrade
O sofrimento humano deve atingir o cristão na mesma intensidade com que atingiu Jesus Cristo. É impossível imaginar sensibilidade maior do que a demonstrada por nosso Senhor diante da complexidade da angústia, dor e confusão humanas. Observe-se, por exemplo, o choro do Senhor diante do túmulo de Lázaro, em Betânia (João 11.35). Devemos nos perguntar a razão de Jesus ter chorado ali – mas dentro do contexto da narrativa e das informações que ela nos dá. Assim, lembremo-nos de que foi o próprio Jesus que, intencionalmente, demorou-se ainda dois dias onde estava, após receber a notícia da doença de Lázaro. E deixou claro que era melhor que ele não estivesse em Betânia – e não pudesse intervir na doença – a fim de que seus discípulos tivessem nova oportunidade de crer nele. Ou seja, ele sabia o que estava para fazer; tinha o controle da situação e a conduzia para um fim específico e bom. Então, por que ele chora diante daquele quadro de desespero e dor? Por que ele se comove e se agita, tendo Maria a seus pés a dizer-lhe “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido!”? Seria fingimento? Parte de uma atuação diante das pessoas, já que, todo o tempo, ele sabia o que tinha ido fazer ali?

O texto diz, mais de uma vez, que Jesus amava! Ele amava Lázaro e amava suas irmãs. Ele amava pecadores e, no processo de se identificar com eles, amava-os em sua fragilidade, angústia e perplexidade diante da morte. Fragilidade por causa da impossibilidade deles de lidar com a morte de forma cabal; angústia porque a percebem inevitável; perplexidade porque não compreendem completamente que eles mesmos são responsáveis, em seu pecado, pela presença da morte a rondar-lhes a vida.
Finalmente, Jesus chora porque vê a confusão daquelas pessoas que, mesmo confiando nele e conhecendo-o intimamente, estão fracas demais, sob o peso das emoções e da dor, para perceber que podem confiar nele em qualquer momento da vida – ou da morte. Por exemplo, ao ordenar que tirem a pedra que tampava a entrada do sepulcro, Jesus encontra a oposição confusa da própria irmã do morto. Eu e você sabemos que o que Marta mais queria naquele momento era ter seu irmão de volta. E, no entanto – não em falta de fé, mas em confusão de espírito – ela se opõe à retirada da pedra apresentando um motivo menor, banal mesmo, quando se leva em conta tudo o que está acontecendo. Jesus não lhe diz que o milagre não será realizado por causa de sua “falta de fé”. Ao contrário, gentilmente lhe conforta e anima a alma, e prossegue realizando aquilo que já tinha determinado fazer antes mesmo de chegar a Betânia.
Nestes dias quando a notícia da morte repentina de centenas de pessoas atinge nosso país, é preciso manter Cristo no foco de nossa atenção, a fim de que nossa sensibilidade não se torne, apenas, um emaranhado de sentimentos que nos tirarão as forças e a confiança nele. Jesus é o foco da atenção na narrativa de João 11 – não Lázaro, não suas irmãs, nem mesmo o sofrimento delas. Cristo – que tem o controle de todas as coisas e ao, mesmo tempo, chora com os que choram – é o nosso referencial. Isso não só nos manterá confiantes em sua Palavra, mas nos tornará realmente úteis àqueles cuja fragilidade, angústia e perplexidade diante da morte, precisam de nossa presença e apoio, inclusive porque muitos deles ainda carecem de Vida – Vida em Jesus.
Fonte: Blog Fiel

O que não dizer para aqueles que estão sofrendo


Por Ed Welch
“Poderia ser pior. Você poderia ter quebrado as duas pernas.”
Nós temos algumas maneiras interessantes de animarmos uns aos outros.
A maioria dos nossos comentários genéricos para pessoas que estão sofrendo são oferecidos com boas intenções, e a maioria deles é tratada pelos receptores como equivocados, não como maliciosos, mas, com certeza, seria bom melhorarmos nosso histórico de encorajamento.
Todos nós poderíamos fazer uma lista das 10 palavras que falamos (ou ouvimos) que mais nos fazem sentir vergonha, quando nos lembramos delas. Aqui vai uma que, eu suspeito, estaria em muitas dessas listas:

“O que Deus está te ensinando por meio disso?”

Hmmm. Isso é verdade. Deus, de fato, nos ensina em nosso sofrimento, e ele trabalha todas as coisas para o bem. Concordamos com C. S. Lewis quando ele diz que a dor é o megafone de Deus para acordar um mundo ensurdecido. Mas a história de Jezebel e suas entranhas servindo de comida para os cães também é verdade. Estamos aqui para procurar verdades que sejam relevantes, pastorais e edificantes.

Considere alguns dos problemas dessa pergunta:

Ela tende a ser condescendente. Se você já ouviu essa pergunta de alguém, você provavelmente não ouviu compaixão acompanhando.
Ela sugere que o sofrimento é uma charada decifrável. Deus tem algo específico em mente, e nós temos que adivinhar o que é. Bem vindo a um jogo cósmico de 20 perguntas, e é melhor descobrir a resposta logo; de outra forma, o sofrimento continua.
Ela sugere que nós fizemos algo que desencadeou o sofrimento.
Ela passa por cima do chamado de Deus a todos que sofrem: “Confiem em mim”.

Respondendo brevemente a esses quatro problemas,

Sofrimento nos leva à humildade. As Escrituras nos fornecem vários comentários sobre o sofrimento humano, mas nenhum deles é exaustivo. O mistério do sofrimento nos lembra que somos ainda como crianças que não entendem como bons pais poderiam colocar dificuldades em seu caminho. À luz do mistério, a humildade é natural e necessária. Para aqueles que conversam com pessoas que sofrem, a humildade perante o Senhor é expressa em humildade perante aquele que sofre.
Nós interpretamos o sofrimento além da conta. Eu estou conversando com uma pessoa que passou por sofrimentos horríveis em sua vida, e “O que Deus está tentando te dizer?” tem sido a questão que todo mundo pergunta. Ela já se perguntou por anos o porquê de não ter achado a resposta ainda. Só o que ela pode imaginar é que ela é pecadora demais para entender, ou que Deus não está respondendo seus questionamentos – então ela alterna momentos de culpa e de frustração. Jó, no Antigo Testamento, e o cego de nascença, no Novo Testamento (João 9), deveriam nos manter afastados das especulações sem fim a respeito dos intentos de Deus. Nenhum dos dois entendeu o que Deus estava ensinando para eles.
Focar na relação pecado-sofrimento pode ser perigoso. Claro, a pergunta pode não assumir logo de cara que a pessoa está em pecado. Ela pode ter sido elaborada de forma positiva, tipo “O que você tem aprendido sobre Deus nisso tudo?”. Mas, a não ser que haja uma conexão muito clara entre o pecado e o sofrimento da pessoa, e isso é óbvio para todos os crentes do planeta, então não deveríamos fazer essa conexão e fazer tudo que pudermos para impedir a pessoa que sofre de fazer o mesmo. Muitos de nós vemos mais dos nossos pecados quando estamos sofrendo – eu sei que eu vejo – mas isso não significa que nosso pecado foi a causa do sofrimento.
Idéias podem trabalhar contra a fé. Com isso, não quero dizer que devemos ser estóicos de cabeça vazia em nosso sofrimento. Mas quando nosso objetivo principal é descobrir a mensagem pessoal sobre uma deficiência específica de nossas vidas, estamos descansando em nosso entendimento humano, não no caráter plenamente revelado de Deus. A fé é nosso chamado no sofrimento – fé em Jesus Cristo. Isso não é um salto impensado em direção ao desconhecido. É uma mudança no coração, de nós para Jesus. Em nosso sofrimento, queremos lembrar que Deus é, de fato, bom e compassível. A encarnação de Jesus e seu sofrimento voluntário, culminando na cruz, são evidências inegáveis. Assim, devemos confiar nele.

Alguns ouviram a pergunta “O que Deus está te ensinando?” e, apesar de não serem edificados, também não foram desmotivados. Provavelmente essa pergunta não foi a primeira a ser feita, e foi feita em um meio a um relacionamento já estabelecido. Na dúvida, desista completamente de fazê-la.

Substitua por algo assim:

“Como posso orar por você?”

Essa é uma pergunta trabalhosa. Com ela, estamos nos achegando ao que sofre, estamos lembrando a eles que Deus ouve, estamos pedindo que eles considerem as promessas de Deus, e estamos dizendo que os levaremos em nosso coração. Se você receber uma resposta como “ore para Deus me deixar em paz” ou um olhar de desprezo – algo que sugira raiva ou indiferença espiritual – fale então de algo que seja uma promessa de Deus, como o conforto de saber que ele nos ama e está sempre conosco.

Melhor ainda, podemos orar pela pessoa ali mesmo. “Como eu posso orar por você agora?”. E em seguida vem a parte mais importante – dar seguimento. Quando oramos por alguém, deveríamos continuar orando até que vejamos o agir de Deus.

E não fui eu quem disse aquilo sobre as duas pernas. Eu sou culpado de muitos outros comentários nada edificantes, mas eu não disse aquele das pernas. Um “amigo meu” quem falou. É sério.

Deus Escolhe os Seus


Por J. I. Packer
Pois ele [Deus] diz a Moisés: "Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. " Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. ROMANOS 9.15,16
O verbo eleger significa "selecionar ou escolher". A doutrina bíblica da eleição consiste em que, antes da Criação, Deus selecionou da raça humana, antevista como decaída, aqueles a quem Ele redimiria, traria à fé, justificaria e glorificaria em Jesus Cristo e por meio dele (Rm 8.28-39; Ef 1.3-14; 2 Ts 2.13,14; 2 Tm 1.9,10). Esta escolha divina é uma expressão da graça livre e soberana, porque ela é não cons¬trangida e incondicional, não merecida por qualquer coisa naqueles que são seus objetos. Deus não deve aos pecadores nenhuma misericórdia de qualquer espécie, mas somente condenação; por isso, é surpreendente, e razão de sempiterno louvor, que Ele tenha decidido salvar alguns de nós; e louvor duplicado porque sua escolha incluiu o envio de seu próprio Filho para sofrer, como portador do pecado, pelos seus eleitos (Rm-8.32).
A doutrina da eleição, como toda verdade acerca de Deus, envolve mistério e, algumas vezes, incita à controvérsia. Mas na Escritura é uma doutrina pastoral, incluída ali para ajudar os cristãos a verem quão grande é a graça que os salva, conduzindo-os à humildade, confiança, alegria, louvor, fidelidade e santidade como resposta. É o segredo de família dos filhos de Deus. Não sabemos quem mais Ele escolheu entre aqueles que ainda não crêem, nem tampouco a razão por que nos escolheu em particular. O que de fato sabemos é que, primeiro, se não tivéssemos sido escolhidos para a vida, não seríamos crentes agora (pois somente o eleito é trazido à fé), e, em segundo lugar, como crentes eleitos podemos confiar que Deus completará em nós a boa obra que Ele começou (1 Co 1.8,9; Fp 1.6; 1 Ts 5.23,24; 2 Tm 1.12; 4.18). Assim, o conhecimento da eleição por parte de uma pessoa traz conforto e alegria.
Pedro nos diz que devemos "confirmar a [nossa] vocação e eleição" (2 Pe 1.10) — isto é, certificá-la. A eleição é conhe¬cida por seus frutos. Paulo sabia da eleição dos tessalonicenses por sua fé, esperança e amor, a transformação interna e externa que o evangelho tinha operado em sua vida (1 Ts 1.3-6). Quanto mais as qualidades para as quais Pedro exortou seus leitores aparecerem em nossa vida (virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade, amor: 2 Pe 1.5-7), mais seguros estaremos da própria eleição que nos foi concedida.

Os eleitos são, de um ponto de vista, a dádiva de Deus ao Filho (Jo 6.39; 10.29; 17.2,24). Jesus testifica que veio a este mundo especificamente para salvá-los (Jo 6.37-40; 10.14-16,26-29; 15.16; 17.6-26; Ef 5.25-27), e qualquer relato de sua missão deve enfatizar isto.

Reprovação é o nome dado à eterna decisão de Deus a respeito dos pecadores que Ele não escolheu para a vida. Sua decisão é, em essência, não para mudá-los, como os eleitos são destinados a ser mudados, mas deixá-los ao pecado, como em seus corações eles já desejam fazer, e finalmente para julgá-los como merecem pelo que têm feito. Quando em casos particulares Deus os entrega a seus pecados (isto é, remove as restrições à prática de coisas desobedientes que desejam fazer), isto já é o começo do julgamento. Ele se chama "endu¬recimento" (Rm 9.18; 11.25; cf. SI 81.12; Rm 1.24,26,28), que leva inevitavelmente culpa maior.
A reprovação é uma realidade bíblica (Rm 9.14-24; 1 Pe 2.8), mas não a que se relaciona diretamente com a conduta cristã. Até onde os cristãos saibam, os reprovados não têm face, não nos cabendo tentar identificá-los. Devemos, antes, viver à luz da certeza de que qualquer um pode ser salvo, se ele ou ela arrepender-se e colocar sua fé em Cristo.
Devemos ver todas as pessoas que encontramos como possivelmente incluídas entre os eleitos.

domingo, 4 de março de 2012

Compartilhando o Sofrimento

Suporte comigo os meus sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus. Nenhum soldado se deixa envolver pelos negócios da vida civil, já que deseja agradar aquele que o alistou. Semelhantemente, nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras. O lavrador que trabalha arduamente deve ser o primeiro a participar dos frutos da colheita. Reflita no que estou dizendo, pois o Senhor lhe dará entendimento em tudo. (2 Timóteo 2.3-7)
Deus preordenou a salvação de alguns indivíduos e decidiu que mostraria sua graça a eles. Essa salvação foi prometida e descrita por meio de todos os documentos do Antigo Testamento pelos profetas. Então, no tempo determinado por Deus, essa graça apareceu na pessoa de Jesus Cristo, que sofreu a penalidade do pecado em si mesmo por causa desses escolhidos, e morreu, e que ressuscitou dentre os mortos para sua própria glória e vindicação, e para a justificação desses mesmos indivíduos. Essa salvação foi pregada e crida antes da aparição de Cristo, e aqueles no passado foram salvos confiando na promessa divina de salvação que haveria de chegar.

Nesse sentido, o evangelho foi pregado até mesmo nos primeiros dias da história humana. Deus mesmo o pregou a Adão e Eva, e a Satanás como uma testemunha contra ele. E em sua carta aos gálatas, Paulo diz que Deus pregou esse mesmo evangelho a Abraão. Essa mensagem não é mais uma promessa, mas foi cumprida na pessoa de Jesus Cristo de uma forma definida e conclusiva. Agora pregamos a Jesus Cristo crucificado – não que ele será, mas que ele já foi crucificado – e ressurreto dentre os mortos. A salvação apareceu nele, e é agora explicada e propagada pela mensagem do evangelho. Embora todos os cristãos devam se engajar nesse esforço, e o poder do Espírito Santo esteja disponível a todos eles, Deus chama alguns indivíduos para dedicar suas vidas a essa tarefa e concede-lhes habilidades especiais para realizar a obra com excelência e eficácia. Paulo foi designado “pregador e apóstolo, mestre” (1Tm 2.7) do evangelho.

Esse evangelho é pregado a pecadores. Por sua própria natureza, eles são idiotas e rebeldes espirituais que não conhecem a verdade e que resistem à verdade quando esta é apresentada a eles. Os cristãos devem sempre dizer aos não cristãos que eles estão errados, que eles estão errados em seu pensamento e em seu comportamento. Se um cristão não diz isso, então ele não está falando sobre salvação, visto que não explica o porquê o não cristão precisa de resgate. Mas pecadores não gostam de ouvir que estão errados. Eles estão cheios de rebelião e não querem mudar. A menos que Deus aja em suas mentes para alterar suas disposições interiores, eles persistirão nessa rebelião, e reagirão com incredulidade e malícia.
Por essa razão, o ministério é difícil e perigoso. Quando o cristão prega o evangelho aos não cristãos, ele está apresentando algo que é obviamente verdadeiro, mas está apresentando isso a pessoas muito tolas e obstinadas. Elas são tão entorpecidas e ímpias que a verdade do evangelho não lhes afeta. Todavia, elas percebem o suficiente para entender que essa verdade é algo que eles não gostam, e algumas vezes reagem com agressão e até mesmo violência. O próprio Paulo foi preso como um criminoso por ter pregado o evangelho.
Ora, a obra do pregador é declarar o evangelho. Ele deve declará-lo a todos os homens, e ensinar-lhes as doutrinas da religião cristã. E ele deve também treinar outros para realizar a mesma obra. Assim, Paulo diz a Timóteo: “E as palavras que me ouviu dizer… confie-as a homens fiéis que sejam também capazes de ensinar outros”. Ele está dizendo para Timóteo fazer a mesma coisa que o colocou em problemas, e além disso, treinar mais pessoas para fazer essa mesma coisa.
Devia ser esperado, então, que Timóteo e aqueles treinados por ele enfrentariam problemas também. Assim, Paulo continua: “Suporte comigo os meus sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus”. Ele está ciente que a obra que manda Timóteo realizar provavelmente o colocará no mesmo tipo de problema que é seu enquanto escreve esta carta. Paulo ama Timóteo ternamente, mas em vez de mandá-lo tomar outro caminho, ele insta para que Timóteo compartilhe do sofrimento que é comum àqueles que são chamados para pregar a verdade sobre Jesus Cristo.
Ele usa três analogias para ilustrar o seu ponto: o soldado, o atleta e o lavrador. Ele as usou em outro lugar, mas como as mesmas analogias podem servir para ilustrar diferentes pontos em vários contextos, ele as usa com uma ênfase particular aqui. Um soldado pode ter uma família e outras coisas associadas com uma vida normal, mas o fato permanece que ele não está envolvido nos negócios civis. Sua obra é mais que um hobby ou mesmo carreira. É uma modo de vida. Em geral, sua vida é sobre essa uma coisa, e ela controlará outros aspectos de sua vida. Um atleta é caracterizado pela auto-disciplina. Ele é decidado ao treinamento. Mesmo quando está fazendo outras coisas, essa uma coisa o governa, e controla até mesmo seu sono e hábitos alimentícios. Ele pode sair de férias, mas ele não pára de treinar, e não retorna com uma barriguinha. Da mesma forma, a obra de um lavrador é labor intenso e demanda toda a sua atenção.
Um ministro nãod eve tomar a sua obra menos seriamente que o soldado, atleta ou lavrador. Ele não deve ser dado a excessos em luxúrias, em interesses particulares, ou mesmo em interações sociais que não tenham nenhum propósito espiritual. Certamente ele pode ter uma vida normal até onde os princípios bíblicos permitam. Ele poderia ter uma família. Poderia ter hobbies que pretenda exercer. Poderia tirar férias. Mas não importa o que faça, sua vida é governada por essa uma coisa, por sua dedicação para se preparar e realizar a obra do evangelho. Ele ensinará sua família a servir a Deus. Seus hobbies contribuirão para esse ministério. E ele devotará tempo extra ao estudo e oração durante as suas férias. Ele nunca pára de fazer a obra do ministério.
Assim como a resolução do soldado, do atleta e do lavrador capacita-os a persistir durante dificuldades, a dedicação do ministro à sua obra capacita-o a suportar sofrimento e enfrentar perseguição. O ministério não é um hobby, mas uma missão que reivindica toda a vida do pregador, cada aspecto dela. O evangelho não é simplesmente uma opção entre muitas, mas é uma mensagem necessária, e o poder de Deus para salvar aqueles que creem. Combinado com a expectação de fruto e recompensa no futuro, um foco único sobre o evangelho de Jesus Cristo prepara o ministro para o sofrimento que ele provavelmente encontrará.
O ensino é aplicável a todos os cristãos, mesmo que não sejam ministros que dedicam todo o seu tempo e esforço à obra do evangelho. Um cristão deve considerar sua religião seriamente, assim como um pregador deve considerar seriamente o seu ministério. Quão seriamente? Ele deve estar preparado a permanecer fiel e sofrer por ele. Alguns de nós não sofrem nem de longo tanto quanto Paulo sofreu, mas cristãos em muitas partes do mundo sim, ou ao menos perto disso. E mesmo que não soframos agora, poderemos sofrer mais tarde. Dessa forma, é importante manter as palavras de Paulo em mente. Somos infiéis ao evangelho e despreparados para sofrer por ele se não consideramos nossa religião tão seriamente quanto o soldado, o atleta e o lavrador consideram o seu trabalho. E a menos que nossa fé governe todos os aspectos das nossas vidas, não temos a mesma dedicação.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Tenho vergonha dos jovens cristãos

Por Maurício Zágari
Desculpe se o título deste post é forte demais. Claro que não tenho vergonha de TODOS os nossos jovens cristãos. Mas preciso dizer uma verdade: se Jesus dependesse de uma enorme parcela dos jovens cristãos brasileiros dos nossos dias para cumprir a Grande Comissão, a mensagem do Evangelho morreria. Deixaria de ser divulgada. Porque olho em volta e o que vejo são muitos garotões e menininhas fúteis do ponto de vista espiritual, que se interessam em ir para a igreja por causa da festa. Para cantar, pular, gritar, encontrar amigos, namorar e comer uma pizza depois do culto dos jovens. Mas que nas suas escolas e faculdades, na sua vida familiar e no dia a dia vivem de modo tão inútil para o Reino de Deus como qualquer jovem não-cristão. E, perdoe-me pela dureza desse comentário: parece-me que uma enorme quantidade dos que frequentam os cultos de jovens não nasceram de novo. Não tiveram uma experiência real com Jesus de Nazaré, o Salvador. E vão para a igreja para pular, pular e pular... na presença de Deus?
Se você acha que minha visão é pessimista demais, pergunte aos jovens de sua igreja para quantas pessoas ao longo da última semana elas pregaram sobre o amor de Cristo. Quantas estão mais interessadas na eternidade do que no vestibular e na carreira? Quantas veem seus amigos indo para o inferno e choram por eles em oração noite após noite diante de Deus? Que sacrifícios estão dispostos a fazer por Cristo e pelos perdidos? Nossos jovens mal oram, mal conhecem o conteúdo das Escrituras, não há interesse por fazer um seminário teológico, não praticam as disciplinas espirituais, não estão nem aí para missões: querem é pipoca, cinema e ar condicionado. Não vejo fogo em seus corações pelo Espírito Santo, vejo uma preguiça desanimadora para as coisas de Deus.
Não gosto de generalizar. Há esperança de um futuro para a igreja. Há aqueles que sentem o toque do Espírito e abrem mão de si por Jesus. Que tomam suas cruzes e seguem-no. Há os que se dedicam, que leem livros cristãos, que vivem uma vida devocional, que buscam crescer na fé. Mais ainda: que buscam agir segundo a fé. Esses são os que me emocionam, porque são a prova de que o Deus vivo ainda vocaciona homens e mulheres para dedicarem suas vidas a levar as boas novas da salvação aos pecadores - não importa que idade tenham.

O que me motivou a escrever este post foi o vídeo que reproduzo abaixo. Foi-me enviado pelo mano Diego Vieira, da Igreja Cristã Nova Vida de Lote XV, em Belford Roxo (RJ). Dura menos de 9 minutos e mostra o depoimento de uma jovem da Coreia do Norte, um dos países onde cristãos mais são perseguidos no mundo, em que ela conta seu testemunho.

O que vejo ali não é uma jovem de 18 anos. É uma mulher de Deus. Alguém cujos sofrimentos e cujas experiências a estão levando a dedicar sua vida à causa do Evangelho.
Assista. E envergonhe-se. Eu, que tenho 40 anos, me envergonhei ao ouvir as palavras de Kyung Ju Song, esse gigante em corpo de menina. Suas rápidas palavras mostram que ela tinha tudo para odiar Deus, por tudo o que ela e sua família passaram. Mas seu amor por Cristo e sua visível emoção ao final de sua fala são uma lição para todos nós, em especial para os jovens brasileiros da mesma idade que ela que estão muito mais preocupados com o próprio umbigo, em assistir a festivais bobos de "louvor" num canal de TV e em comer esfihas no Habib´s do que com a eternidade e com o destino eterno de almas humanas.
Estou ciente que minhas palavras podem te soar duras demais. E são. Mas não são as mais duras que você ouvirá, caso venha a assistir ao video abaixo. Pois as palavras de Kyung Ju Song são ditas num tom de voz doce e quase meigo, mas são pungentes e perfuram como um punhal afiado. Que elas venham a despertar aqueles que estão dormindo o sono do conforto e da mesquinha rotina diária para uma vida de dedicação à causa da Cruz. Paro aqui. O que ela tem a te dizer em poucos minutos é mais importante do que o que eu poderia falar por horas. Ouça-a. Morra de vergonha. E depois, jovem cristão, com todo respeito e com muito amor: tome vergonha na cara e faça algo pelo Reino de Deus.

Três fatos a respeito do Problema do Mal

Por Samuel Falcão
Embora todos não possam concordar em tudo quanto se refere a este problema intrincado, há pelo menos três fatos que todos os teístas admitirão neste particular: 1. A existência do mal, 2. O fato de Deus não poder ser o autor do mal, e 3. O fato de Deus permitir que o mal exista.
a) O primeiro fato que todos temos de reconhecer é a existência do mal ou pecado no mundo. Os sofrimentos a que todos estamos sujeitos; o egoísmo que caracteriza todos os ho­mens; os inúmeros atos maus que têm sido cometidos por todos os membros da raça humana através das eras; a existência de pecados como o orgulho, o ódio, a cobiça, os ciúmes, as menti­ras, a lascívia e um sem número de pecados semelhantes a es­tes, pecados que nós mesmos experimentamos, e pecados que vemos ao nosso redor, em nosso próximo. Todos estes fatos conspiram em provar o triste, mas incontestável fato de que o mal existe no mundo. Quereis uma prova do numa só palavra? A guerra. Já se disse que a história da humanidade tem sido escrita com sangue, porque é a história de suas guer­ras. E a guerra, a maior loucura e a maior crueldade que o homem é capaz, revela a dolorosa condição do gênero humano sob o domínio do pecado.
A realidade do mal é tão evidente que os pagãos foram levados a pensar que existem no mundo duas forças eternas e opostas entre si, as quais têm estado e estarão em luta constan­te para todo o sempre. Nós, que cremos num Deus eterno e onipotente, não podemos concordar com essa teoria. Não cre­mos nesse dualismo. Mas não podemos negar a realidade do mal, não só porque sabemos de sua existência por nossa pró­pria experiência, mas especialmente porque a revelação de Deus afirma essa existência e anuncia sua final derrocada, no fim desta luta terrível. Sabemos que o bem é eterno, porque tem sua fonte em Deus, que não teve princípio nem terá ja­mais fim; mas o mal é transitório, porque começou no tempo, com os seres criados, e acabará (no sentido de ser vencido) no tempo marcado por Deus, depois de ter realizado seu propósito. E assim, na eternidade, para onde marchamos, o bem reinará supremo, sem oposição, (ver Rom. 16:20).

b) O segundo fato que todos temos de admitir é que Deus não é o autor do mal. O Deus em quem cremos é infinita­mente bom e perfeito. Não podia ser o originador do mal. Todas as Escrituras ensinam que Deus é infinitamente santo e por isso, não podia ser o autor de algo que é exatamente o oposto de sua natureza. O verdadeiro conceito do mal por si mesmo nega a possibilidade de se atribuir sua origem a Deus. O mal em sua essência opõe-se, é contrário a Deus e suas perfeições, em su­ma, viola suas leis. A Bíblia ensina que até certas coisas que em si mesmas não são pecaminosas, podem tornar-se tais, se as praticarmos contra nossa consciência, isto é, contra aquilo que supomos ser a vontade de Deus (cf. Rom. 14:14, 23; 1Cor.8:8-13).

Que o mal se opõe a Deus vem sugerido pela figura da luz e das trevas, empregada pela Bíblia para designar a Deus e a Satanás, respectivamente. “Deus é luz, e não há nele treva ne­nhuma” (1Jo.1:5). Mas o reino de Satanás é o reino das tre­vas (Ef.6:12; At.26:18; Col. 1:12,13). Que são as trevas? São a ausência da luz. Assim, pois, que é o mal? E a ausência de Deus, de quem procede todo o bem. Portanto, Ele não pode ser o originador do mal, visto como não pode contradizer-se a si mesmo. Não pode ser ao mesmo tempo luz e trevas. Esta é a razão pela qual Tiago declara em sua epístola: “Deus não pode ser tentado pelo mal” (Tg.1:13).

Estas considerações sugerem uma pergunta muito impor­tante: qual é a natureza e qual é a origem do mal? É o mal uma tendência impessoal, ou se originou numa pessoa?

O mal não pode ser uma tendência impessoal, porque neste caso teríamos de admitir uma das duas: ou Deus e o autor do pecado, ou existem duas forças opostas entre si no mundo. Nou­tros termos, se o mal fosse uma tendência, ou seria ele criado por Deus (o que importaria em negar a santidade divina), ou o dualismo seria uma verdade. E então, como começou o mal?

A única explicação possível da origem do mal é a existên­cia de um ser superior ou ser moral que, tendo sido feito livre, podia opor-se a Deus. No momento em que Deus criou um ser moral, inteligente, livre e responsável, dotado de vontade que podia opor-se à sua, ele criou a possibilidade de se desobede­cer a essa sua vontade e, portanto, criou a possibilidade do pe­cado que, como já vimos, é algo contrário a Deus ou é afasta­mento de Deus. Ser moral é o que é livre e responsável e, portanto, tem o direito de obedecer ou de desobedecer a Deus. Além do que, não há valor algum na obediência que não se acompanha da possibilidade de desobedecer. Visto como Deus não se pode contradizer a si mesmo, não podia negar a um livre agente o direito de desobedecer-lhe; ou, noutras palavras, não podia tirar-lhe o que ele próprio lhe houvera dado — a liberdade.

A Bíblia dá a entender que toda vez que Deus criou um ser moral, submeteu-o a uma prova para ver se lhe obedecia ou não, dando-lhe uma oportunidade de decidir ser a favor ou contra Deus. Foi este o caso dos anjos, e foi igualmente o caso do homem, no princípio. O mesmo aconteceu até com o homem Jesus Cristo, quando o Espírito o impeliu ao deserto para ser tentado pelo diabo. Apesar de ser Filho, precisou aprender a obediência através de seus sofrimentos (Heb.5:8).

A Bíblia não diz exatamente quando e como o mal come­çou, mas revela que por causa do orgulho, Satanás deu-lhe ori­gem. Quando Deus criou o homem, o mal já existia, visto como, antes da queda, proibiu-lhe comer do fruto da árvore da ciên­cia do bem e do mal. Penso que esta é a razão por que Deus proveu redenção para o homem, porém não para Satanás e seus anjos. Não foi o homem que originou o espírito de revolta contra Deus, e de certo modo foi vítima do grande adversário de Deus. Note-se nesta conexão que o inferno não foi feito para o homem, mas foi “preparado para o diabo e seus anjos” (Mat. 25:4l).

Concluímos, pois, que o mal começou com a desobediência de um ser moral, que se rebelou contra Deus e levou o homem a seguir-lhe as pegadas. Depois de começar com um ato de desobediência e revolta, o mal tornou-se uma tendência nos seres desobedientes. Temos aí por que todos os descendentes de Adão nascem com uma natureza pecaminosa, como o decla­rou Davi: “Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe” (Sl.51:5). Deus é o único que pode modificar e extinguir essa tendência mediante uma completa transforma­ção chamada nas Escrituras novo nascimento.

c) O terceiro fato que precisamos admitir, com referên­cia a este assunto, é que Deus decidiu permitir o mal, permitir que o pecado entrasse no mundo. Admitir a santidade de Deus é reconhecer que Ele não podia ser o originador do mal, como já vimos. Mas, por outro lado, crer em sua onipotência é reco­nhecer que o mal não podia vir a existir sem que Ele o permi­tisse. É claro que Ele decidiu, por algumas razões não revela­das de todo, permitir que o mal penetrasse no mundo. Contudo não precisamos inquietar-nos com as razões de Deus, por­que Ele mesmo nos tem dito em sua Palavra que “as coisas en­cobertas pertencem ao Senhor nosso Deus; porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre” (Deut. 29:29). Todavia não devemos esquecer que, permitindo a existência do mal, Deus é capaz de controlá-lo e também de extingui-lo no devido tempo, como é certo que vai fazer.
Que Deus domina o mal e os seres malignos vemo-lo no fato de Satanás não poder fazer qualquer mal a Jó, enquanto Deus não lho permitiu, e ainda assim somente até onde Deus permitiu. Mesmo para entrar nos porcos, os demônios precisa­ram pedir que Cristo lho permitisse (Mat.8:31,32). O desejo de Satanás, durante muito tempo, fora naturalmente destruir Jó, mas nada pôde fazer sem a permissão divina. Porém, pelo fato de permitir que Satanás fizesse o que desejava, Deus me­rece censura pelos atos do maligno? Certo que não. O mesmo se diga dos homens. Todos nascemos em pecado, e nossa ten­dência é cada vez mais para o pecado. Deus entretanto domina em nós essa tendência, interferindo ou deixando de interferir permitindo ou não permitindo que nos afastemos dele até onde queiramos. Algumas vezes Deus coíbe as ações dos ho­mens, como no caso de Abimeleque, a quem Ele disse: “Daí o ter impedido eu de pecares contra mim, e não te permiti que a tocasses” (Gen.20:6). Que Deus é capaz de dominar até os desejos dos homens vem declarado em Ex. 34:24, onde lemos: “Ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para compare­cer na presença do Senhor teu Deus três vezes no ano”. Ou­tras vezes, no entanto, Deus permite que os homens procedam como querem, abandonando-os às suas próprias tendências e de­sejos. Lemos, por exemplo, que “nas gerações passadas, Deus permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios cami­nhos” (At.14:16). Lemos também que “lhes fez o que deseja­vam” (Sl.78:29). Ainda lemos em Rom.1:24,28 que, por cau­sa do orgulho, da ingratidão e da vaidade dos homens, Deus “os entregou à imundícia, pelas concupiscências de seus pró­prios corações, para desonrarem os seus corpos entre si; e por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para pratica­rem coisas inconvenientes”. (Leia-se também Deut. 8:2; 2Cron. 32:31; Os.4:7).

quinta-feira, 1 de março de 2012

Jesus é o seu garçom, por acaso?



Por Leandro Márcio Teixeira
Porque, onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração. (Luc 12:34)
Jesus atingiu alvo em cheio. Eis aqui a fonte de todos os desejos, a mola propulsora de todas as atitudes e ações do ser humano. Aquilo que é mais precioso aos olhos do homem é realmente aquilo que o motiva a fazer o que faz.
O nosso coração é ávido por eleger um rei. Dizemos que isto decorre da fome de eternidade, a centelha divina, que é própria de cada pessoa. Mas tendo o homem caído no pecado, a sua busca nunca encontrará ao Deus verdadeiro. Como diz a Palavra em Romanos 1.25, trocamos a verdade de Deus pela mentira, e adoramos e servimos a criatura antes que o Criador.
Este soberano das nossas vidas pode ser o nosso “eu”, na busca de prazeres carnais – hedonismo -, bens e riquezas, trabalho, cônjuge, filhos; ou deuses estranhos, que, no fundo, servem para satisfazer um ou mais dos itens anteriores. Observe que muitos usam inclusive o Deus cristão – o verdadeiro Deus – como um servo para obter todas as coisas citadas antes. Jesus Cristo é apenas uma outra espécie de ‘garçom’, que por fim é um meio para alcançá-las. Lucas 12.30 afirma que os homens descrentes é que procuram tudo isto.
Entretanto, o Senhor sabe que precisamos delas. E a orientação que Deus dá é “não temais” (Lc 12.32). Antes, Ele pede que ajustemos o nosso foco: buscar o Seu reino em primeiro lugar e não se preocupar. Um coração convertido procurará o Pai e herdará todas as riquezas da Sua glória (Fl 4.19), que nunca se perderão. Mas aquele que o rejeita, terá toda a vida para conseguir coisas que serão, por fim, destruídas pela corrupção e tomadas por outros (Lc 12.33).
Salomão teve aquilo que todo homem mundano procura: riquezas, honra, poder, glória. Mas, ao fim de sua vida, viu que tudo era aborrecimento, vão e vaidade (Ecl 1). Concluiu seus escritos dizendo: “Teme a Deus, e guarda os Seus mandamentos; porque isto é o dever do homem” (Ecl 12.13).
O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus (Rm 11.36; I Co 10. 31), e gozá-lo para sempre (Sl 73. 24- 26; Jo 17. 22- 24). Para isto foi criado: para serví-lo. Glórias, portanto, ao Senhor de toda a terra que nos resgatou para uma nova e viva esperança!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MUNDO – MULHER LEVANTA DO CAIXÃO SEIS DIAS DEPOIS DE ‘MORRER’


Uma chinesa de 95 anos (foto) assustou os vizinhos após sair do caixão seis dias depois de ser dada como morta. Li Xiufeng foi encontrada imóvel e sem respirar na cama por uma vizinha duas semanas após tropeçar e sofrer um ferimento na cabeça.
Como não foi possível reanimá-la, a idosa foi dada como morta mesmo sem o corpo ter esfriado, na província de Guangxi, na China.
Segundo a tradição, a mulher “morta” foi colocada em um caixão antes do funeral para que seus amigos e familiares pudessem se despedir.Um dia antes do enterro, o vizinho Chen Qingwang encontrou o caixão vazio e o corpo desaparecido.
Depois de procurar pelo corpo, os vizinhos encontraram Li Xiufeng sentada em um banco na cozinha de sua casa, cozinhando normalmente. Ela disse aos moradores que dormiu por muito tempo e que estava com muita fome.
“Eu empurrei a tampa por muito tempo para conseguir sair do caixão” disse. Um hospital local acredita que a idosa sofreu uma morte artificial, período em que a pessoa não respira mas o corpo permanece funcionando. Fonte: Rede Brasil de Noticias.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Deus Sempre Responde à Oração?


Por A. W. Tozer
Contrariamente à opinião popular, o cultivo de uma psicologia da crença acrítica não é um bem incondicional e se levado longe demais, pode tornar-se positivamente um mal: O mundo inteiro caiu estupidamente nas arapucas do diabo, e a arapuca mais mortal é a religiosa. O erro nunca parece tão inocente como quando se acha no santuário.
Um campo em que armadilhas aparentemente inofensivas, mas de fato mortais, aparecem em grande profusão é o da oração. As doces noções sobre oração existentes são tantas que não caberiam num volumoso livro, todas elas erradas e sumamente prejudiciais às almas dos homens.

Penso agora numa dessas falsas noções que se acha muitas vezes em locais aprazíveis, em sorridente consórcio com outras noções de inquestionável ortodoxia. É a de que Deus sempre responde à oração. Este erro aparece entre os santos como uma espécie de terapia filosófica para todos os fins, para impedir que algum cristão decepcionado sofra um choque forte demais quando se evidencia que as suas expectativas, calcadas na oração, não se estão cumprindo. Dá-se a explicação de que Deus sempre responde à oração, seja dizendo Sim, seja dizendo Não, ou substituindo o favor desejado por alguma outra coisa.
Ora, seria difícil inventar um artifício mais bonito que esse para salvar a situação do suplicante cujos pedidos foram negados por sua desobediência. Assim, quando uma oração não é respondida, ele só tem de sorrir vivamente e explicar: “Deus disse Não”. Isso tudo é muito cômodo. Sua hesitante fé é salva de confusão e permite que sua consciência minta tranqüilamente. Mas eu pergunto se isso é honesto.
Para receber-se resposta à oração, como a Bíblia emprega o termo e como historicamente os cristãos o tem entendido, dois elementos precisam estar presentes: (1) Um claro pedido feito a Deus, de um favor específico. (2) Uma clara concessão desse favor, feita por Deus, em resposta ao pedido. É preciso que não haja nenhum desvio semântico, nenhuma troca de rótulos, nenhuma alteração do mapa durante a viagem empreendida para ajudar o embaraçado turista a encontrar-se a si mesmo.
Quando nós dirigimos a Deus a petição de que Ele modifique a situação em que nos achamos, isto é, de que Ele responda a oração, precisamos preencher duas condições: (1) Devemos orar segundo a vontade de Deus e (2) devemos estar naquilo que os cristãos à moda antiga muitas vezes chamam de “território da oração”; isto é, devemos estar vivendo de modo agradável a Deus.

É vão pedir a Deus que aja de maneira contrária aos Seus propósitos revelados. Para orar com confiança, o peticionário deve assegurar-se de que a súplica se enquadra na livre vontade de Deus quanto ao Seu povo.

A segunda condição também é de vital importância. Deus não se pôs na obrigação de acatar pedidos de cristãos mundanos, carnais ou desobedientes. Ele só ouve e responde às orações dos que andam em Suas veredas. “Amados, se o coração não nos acusar, temos confiança diante de Deus; e aquilo que pedimos, dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos diante dele o que lhe é agradável… Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito” (1 João 3:21, 22; João 15:7).
Deus deseja que oremos e deseja responder às nossas orações, mas Ele faz o nosso uso da oração como privilégio, fundir-se com o Seu uso da oração como disciplina. Para recebermos respostas à oração precisamos cumprir os termos de Deus. Se negligenciarmos os Seus mandamentos, as nossas petições não serão levadas em consideração. Ele somente alterará situações à solicitação de almas obedientes e humildes. O sofisma, Deus-sempre-responde-às-orações, deixa sem disciplina o homem que ora. Pelo exercício desta peça de lisonjeiro casuísmo, ele ignora a necessidade de viver sóbria, justa e piedosamente neste mundo, e de fato entende a peremptória recusa de Deus a responder sua oração como sendo a própria resposta. É natural que tal homem não cresça em santidade; que nunca aprenda a lutar e a esperar; que nunca saiba o que é ser corrigido; que nunca ouça a voz de Deus, convocando-o para ir avante; que nunca chegue ao ponto em que estaria moral e espiritualmente apto para ter respondidas as suas orações. Sua filosofia errônea o arruinou.
Por isso exponho a má teologia em que se firma a sua má filosofia. O homem que a aceita nunca sabe onde está; nunca sabe se tem a verdadeira fé ou não, pois, se o seu pedido não é atendido, ele evita a conclusão certa com o artifício de declarar que Deus fez girar a coisa toda e lhe deu outra coisa. Ele não se sujeitará a atirar num alvo, de modo que não se sabe se é bom ou mau atirador.
De certas pessoas Tiago diz claramente: “… pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” Dessa breve sentença podemos aprender que Deus rechaça alguns pedidos porque aqueles que os fazem não são moralmente dignos de receber a resposta. Mas isto nada significa para aquele que foi seduzido pela crença em que Deus sempre responde à oração. Quando um homem desses pede e não recebe, faz um passe de mágica e identifica a resposta com alguma outra coisa. A uma coisa ele se apega com grande tenacidade: Deus nunca manda ninguém embora, mas invariavelmente atende todos os pedidos.
A verdade é que Deus sempre responde à oração que se harmoniza com a Sua vontade revelada nas Escrituras, contanto que aquele que ora seja obediente e confiante. Além disto, não nos atrevemos a ir.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Fanáticos ou Defensores da Verdade?


Por John Kennedy
Em tempos como o nosso é fácil alguém parecer fanático, se mantém uma firme convicção sobre a verdade e quando se mostra cuidadoso em ter certeza de que sua esperança procede do céu. Nenhum crente pode ser fiel e verdadeiro nesses dias, sem que o mundo lhe atribua a alcunha de fanático. Mas o crente deve suportar esse título. É uma marca de honra, embora a sua intenção seja envergonhar. É um nome que comprova estar o crente vinculado ao grupo de pessoas das quais o mundo não era digno, mas que, enfrentando a ignomínia por parte do mundo, fizeram mais em benefício deste do que todos aqueles que viviam ao seu redor. O mundo sempre sofre por causa dos homens que honra. Os homens que trazem misericórdia ao mundo são os que ele odeia.

Sim! Os antigos reformadores eram homens fanáticos em sua época. E foi bom para o mundo eles terem sido assim. Estavam dispostos a morrer, mas não comprometeriam a verdade. Submeter-se-iam a tudo por motivo de consciência, mas em nada se sujeitariam aos déspotas. Sofreriam e morreriam, mas temiam o pecado. Esse fanatismo trouxe liberdade para a sua própria terra natal, como bem demonstra o exemplo dos reformadores escoceses. O legado deixado por esses homens - cujo lar eram as cavernas na montanha e cuja única mortalha era a neve, que com freqüência envolvia seus corpos quando morriam por Cristo - é uma dádiva mais preciosa do que todas as oferecidas por reis que ocuparam o trono de seus países ou por todos os nobres e burgueses que possuíam suas terras. Sim, eles eram realmente fanáticos, na opinião dos zombadores cépticos e perseguidores cruéis; e toda a lenha com a qual estes poderiam atear fogueiras não seria capaz de queimar o fanatismo desses homens de fé.

Foram esses implacáveis fanáticos, de acordo com a estimativa do mundo, que encabeçaram a cruzada contra o anticristo, quando na época da Reforma desceu fogo do céu e acendeu em seus corações o amor pela verdade. Esses homens, através de sua inabalável determinação, motivados por fé viva, venceram em épocas de severas provações, durante as quais eles ergueram sua bandeira em nome de Cristo. Um lamurioso Melanchthon teria barganhado o evangelho em troca de paz. A resoluta coragem de um Lutero foi necessária para evitar esse sacrifício. Em todas as épocas, desde o início da igreja, quando a causa da verdade emergiu triunfante sobre o alarido e a poeira da controvérsia, a vitória foi conquistada por um grupo de fanáticos que se comprometeram solenemente na defesa dessa causa. Existe hoje a carência de homens que o mundo chame de 'fanáticos'. Homens que possuem pulso fraco e amor menos intenso pouco farão em benefício da causa da verdade e dos melhores interesses da humanidade. Eles negociarão até sua esperança quanto à vida por vir em troca da honra proveniente dos homens e da tranqüilidade resultante do comprometimento do evangelho. Há muitos homens assim em nossos dias, mesmo nas igrejas evangélicas e na linha de frente do evangelicalismo; homens que se gloriam de uma caridade indiscriminada em suas considerações, de um sentimento que rejeita o padrão que a verdade impõe; homens que aprenderam do mundo a zombar de toda a seriedade, a queixarem- se da escrupulosidade de consciência e a escarnecer de um cristianismo que se mantém através da comunhão com os céus! Esses têm os seus seguidores. Um amplo movimento emergiu afastado do cristianismo vital, de crenças fixas e de um viver santo. As igrejas estão sendo arrastadas nessa corrente. Aproxima-se rapidamente o tempo em que as únicas alternativas serão ou a fé viva ou o cepticismo declarado.

Uma violenta maré se abate sobre nós nessa crise, e poucos mostram-se zelosos em resistir. Não podemos prever qual será o resultado nas igrejas, nas comunidades e nos indivíduos, tampouco somos capazes de tentar conjeturá-lo sem manifestar sentimentos de tristeza. Contudo, uma vitória segura é o destino da causa da verdade. E, até que chegue a hora de seu triunfo, aqueles que atrelaram seus interesses à carruagem do evangelho perceber ão que fazem parte de um grupo que está diminuindo, enquanto avançam até àquele dia; seu sentimento de solidão se aprofundará, enquanto seus velhos amigos declinarão à negligência, a indiferença se converterá em zombaria, e as lamúrias se transformar ão em amarga inimizade. Eles levarão adiante a causa da verdade somente em meio aos escárnios dos incrédulos e às flechas dos perseguidores.

Mas nenhum daqueles que amam a verdade - aqueles cujos olhos sempre descansaram na esperança do evangelho - deve acovardado fugir das provações. Perecer lutando pela causa da verdade significa ser exaltado no reino da glória. Ser massacrado até à morte, pelos movimentos de perseguição, significa abrir a porta da prisão, para que o espírito redimido passe da escravidão ao trono. Em sua mais triste hora, aquele que sofre por causa da verdade não deve recusar a alegria que os lampejos da mensagem profética trazem ao seu coração, quando brilham através das nuvens de provação. O seu Rei triunfará em sua causa na terra e seus amigos compartilharão da glória dEle. Todas as nações sujeitar-se-ão ao seu domínio. As velhas fortalezas de incredulidade serão aniquiladas até ao pó. A iniqüidade esconderá sua face envergonhada. A verdade, revelada dos céus, receberá aceitação universal e será gloriosa no resplendor de seu bendito triunfo aos olhos de todos.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Pastor Youssef Nadarkhani é condenado à morte no Irã


Homem convertido ao cristianismo é condenado à morte no Irã
O pastor evangélico Youssef Nadarkhani foi preso, acusado de abandonar a fé islâmica. Decisão da justiça iraniana provocou indignação internacional.
Uma decisão da justiça do Irã provocou indignação internacional e protestos de defensores da liberdade de religião. Um homem que se converteu ao cristianismo foi condenado à morte.
Youssef Nadarkhani foi preso em 2009 porque não quis que os filhos estudassem o livro sagrado dos muçulmanos – o Alcorão.
Ele se tornou cristão aos 19 anos de idade e três anos depois, já pastor evangélico, fundou uma pequena comunidade cristã na cidade de Rasht, a noroeste de Teerã.
Nadarkhani foi preso, acusado de abandonar a fé islâmica, e recebeu a sentença máxima: morte por enforcamento.
Durante três anos, o caso foi examinado por cortes superiores iranianas. A esposa de Nadarkhani também foi detida, chegou a ser condenada à prisão perpétua, mas depois foi solta. O pastor, por três vezes, recebeu proposta de abandonar o cristianismo e voltar para o islã, em troca da suspensão da pena de morte. Youssef Nadarkhani não aceitou.
Segundo o Centro Americano de Lei e Justiça – uma organização que defende a liberdade religiosa nos Estados Unidos e acompanha o caso de Youssef – a sentença foi confirmada pelo governo iraniano e a ordem de execução foi dada.
Jordan Sekulow, diretor do centro, vem divulgando em um programa de rádio a perseguição contra Nadarkhani.
“Não sabemos se ele ainda está vivo nesse momento” diz Sekulow. “A ordem de execução não é divulgada publicamente. A única coisa que pode salvar Nadarkhani”, ele diz “é a pressão internacional, principalmente de países como o Brasil, que tem boas relações diplomáticas com o Irã”.