terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Evidências da ressurreição de Cristo

Por Davi Lago
O apologeta William Lane Craig aponta três grandes evidências da ressurreição de Cristo[1].


Primeira evidência: o túmulo vazio. A história da ressurreição de Cristo não teria durado um minuto se o corpo de Jesus estivesse na tumba. Contudo, há grandes evidências que comprovam o fato de que o túmulo de Jesus ficou vazio.
Primeiro, a credibilidade da história do enterro de Jesus. Existe ênfase no Novo Testamento no sepultamento de Cristo. Paulo escreveu em 1Coríntios 15.3-5: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultados e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois ais Doze”. No período em que esse texto foi escrito, como as testemunhas de Jerusalém estavam vivas, elas poderiam desmentir Paulo afirmando que não houve sepultamento de Jesus. Contudo, isso não ocorreu. Além disso, não havia tempo suficiente para que uma lenda a respeito do sepultamento de Cristo tivesse surgido e sido aceita por todos. O próprio Paulo esteve por duas semanas em Jerusalém (Gl 1.18) e lá pode confirmar o fato de que todos sabiam que Jesus foi sepultado. Outro ponto importante é considerar a figura de José de Arimatéia. Nenhum acadêmico de nosso tempo afirma que José é uma invenção dos primeiros cristãos, sobretudo por se afirmar que ele era um membro do Sinédrio, fato que poderia ser facilmente desmentido. Além disso, até mesmo detalhes incidentais que os evangelhos fornecem sobre José corroboram sua existência histórica. As narrativas afirmam que ele era rico (o que justifica o tipo de túmulo) e que ele era de Arimatéia (um lugar sem nenhuma importância e simbolismo na Bíblia).

Segundo, o túmulo vazio foi descoberto por mulheres. Dado o relativo baixo status que as mulheres ocupavam na sociedade judaica e sua pequena qualificação para servir como testemunha legal, é surpreendente o fato de que foram mulheres que descobriram o túmulo vazio. Se, de fato, não fossem mulheres que tivessem descoberto o túmulo vazio, por que a igreja afirmaria isso e humilharia seus líderes afirmando que esses permaneceram escondidos em Jerusalém como covardes? Além disso, os nomes das mulheres citadas eram conhecidos por toda a igreja primitiva e seria muito fácil desmenti-las caso elas não tivesses visto o túmulo vazio primeiro.

Terceiro, a investigação que Pedro e João fizeram do túmulo vazio é historicamente provável. A visita dos discípulos à tumba vazia é extremamente plausível porque eles estavam em Jerusalém.

Quarto, seria impossível para os discípulos anunciarem a ressurreição em Jerusalém se a tumba não estivesse vazia. O túmulo vazio é a condição sine qua non do anúncio da ressurreição de Cristo. A pregação dos discípulos não duraria um minuto se o corpo de Jesus estivesse sepultado.

Quinto, os próprios opositores do cristianismo não negaram o fato do túmulo vazio. Os judeus opositores à fé cristã em nenhum momento negaram que o túmulo estivesse vazio, pelo contrário, acusaram os discípulos de terem roubado o corpo de Jesus. Essa é uma evidência muito persuasiva de que o túmulo estava vazio.

Sexto, o fato de que o túmulo de Jesus não foi venerado indica que ele estava vazio. Os judeus veneravam e preservavam os túmulos dos profetas e homens santos. Essa veneração era aspecto importante na religião judaica. Contudo não existe o mínimo vestígio de que o túmulo de Jesus foi venerado. A razão para isso é que ele estava vazio.

Somadas, essas evidências são um forte argumento para comprovar o história de que o túmulo de Jesus estava vazio.

Segunda evidência: as aparições de Jesus ressuscitado. Há grande comprovação histórica de que Jesus foi visto depois de morto por várias pessoas. Em 1Coríntios 15.3-5 Paulo afirma que Jesus apareceu a Pedro e aos demais discípulos, e prossegue dizendo: “Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo” (1Co 15.6-8). Essas informações de Paulo foram escritas muito próximas aos eventos e, por isso, não podem ser lendas. A maioria das quinhentas pessoas que viram Jesus ressurreto poderia ser questionada para comprovar a história.

Terceira evidência: a origem da crença dos discípulos na ressurreição de Jesus. Por que os discípulos acreditariam que Jesus ressuscitou se de fato ele não tivesse ressuscitado? Não há explicação satisfatória para essa pergunta a não ser admitir que Jesus realmente ressuscitou dentre os mortos. È importante notar que os judeus acreditavam na ressurreição, como comprovam os textos de Isaías 26.19, Ezequiel 37 e Daniel 12.2. Contudo, eles acreditavam que a ressurreição seria no fim do mundo e não no meio da história, e também que a ressurreição seria para todas as pessoas e não para um indivíduo isolado. Portanto, os discípulos de Jesus só poderiam crer na ressurreição de Jesus e morrer afirmando que o viram depois da morte, se verdadeiramente Jesus tivesse ressuscitado e aparecido para eles. É um contra-senso afirmar que alguém morre por algo que sabe ser uma mentira.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Será que Cristo voltou e eu não fiquei sabendo?


É impressionante o número de notícias ruins advindas do meio evangélico nos últimos tempos. Tem-se a impressão que a igreja virou mundo tantas são as atrocidades e barbaridades cometidas por líderes cristãos e tudo isso em nome de Deus.
Até parece que já estamos no fim do mundo e que Cristo já voltou e nós não ficamos sabendo. Até parece que Cristo está ausente deste planeta chamado Terra, pois ele não é mais referencia para os ministérios pastorais, não é modelo para a vida diária. Pastores prometendo curas e não cumprindo. Pastores prometendo todos os tipos de restaurações e nada acontecendo. Pastores iludindo o povo na área financeira. Igrejas perdendo suas propriedades. Crentes entregando seus bens para as igrejas. E assim caminha a mediocridade evangélica neste Brasil cansado de tantas promessas e tantas fábulas por parte dos políticos e agora acrescida da desilusão religiosa.

A esperança vai aos poucos se tornando desesperança.

Quando podíamos ser sal, somos salmoura. Quando podíamos ser luz, somos uma pequena chama. Quando podíamos ser embaixadores de Cristo somos portadores de estórias caducas que não fazem nenhum sentido. Quando podíamos ser o perfume de Cristo somos impregnados do cheiro da morte.
Sugiro que você não se envolva com nenhum “ministério” miraculoso e fanfarrão que promete a você o impossível. Não ajude e não oferte para estas causas porque elas não são nobres.
Envolva-se com aquilo que promove o reino de Deus e o avanço do evangelho entre os povos. Isto sim deve ocupar o seu coração.
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Será que Cristo voltou e eu não fiquei sabendo?
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Fique tranqüilo que certamente ele ainda não voltou, mas pode ter a certeza de que ele está voltando mais rápido do você pensa. Ele voltará antes que os “profetas” liquidem com o Seu nome.

Palavrão? @#%*!!!! Como assim?!


Por Augustus Nicodemos Lopes
O Solano Portela já escreveu aqui sobre palavrão. Acredito que ele já mostrou com clareza os argumentos bíblicos para que os seguidores de Jesus não fiquem usando palavrões em suas comunicações, faladas ou escritas. Há outros argumentos baseados no bom senso, educação e etc.
É que de vez em quando leio os murais e comentários de alguns dos mais de 3 mil "amigos" que tenho no Facebook e não poucas vezes me deparo com murais compartilhando fotos meio-eróticas, palavrões, para não falar de comentários cheios de palavras chulas e palavrões do pior tipo. Sei que boa parte destes amigos não são crentes em Jesus Cristo. Mas estou me referindo aos que se identificam como crentes, que postam tanto declarações de fé e amor a Jesus quanto material chulo.
Os argumentos a favor do uso de palavrões pelos crentes podem parecer bons: todo mundo usa, trabalho ou estudo num ambiente de descrentes e não quero parecer um ET, não tenho nenhuma intenção maligna ou pornográfica, etc.

O problema - para os crentes que tomam a Bíblia como regra de fé e prática e como o referencial de Deus para suas vidas - é o que fazer com estas passagens:


"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem" (Ef 4:29).

"3 Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; 4 nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. 5 Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. 6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. 7 Portanto, não sejais participantes com eles" (Ef 5:3-7).

"34 Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração. 35 O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más. 36 Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; 37 porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado" (Mat 12:34-37).

"Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes" (1Cor 15:33)".

"Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar" (Col 3:8).

"A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um" (Col 4:6).

"Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento". (Filip 4:8).



As interpretações destes versículos podem variar entre si, mas resta pouca dúvida de que o conjunto deles traz uma mensagem uniforme: o filho de Deus é diferente do mundo, no que pensa e no que fala. A pureza e a santidade requeridas na Bíblia para os cristãos abrange não somente seus atos como também seus pensamentos e suas palavras.
Eu sei que muitos vão dizer que o problema é a definição de palavrão. Entendo. Sei que palavras que ontem arrepiavam os cabelos de quem as ouviam, hoje viraram parte do vocabulário normal. Sei também que palavras que são palavrão numa região do Brasil não são em outra. Mesmo considerando tudo isto, ainda há muitos cristãos que usam palavrões no sentido geral e normal. É só ler blogs, comentários em blogs, murais e comentários no Facebook, tuítes da parte de gente que se diz crente.
Acho que a vulgarização do vocabulário dos evangélicos é simplesmente o reflexo do que já temos dito aqui muitas outras vezes: o cristianismo brasileiro é superficial, tem muita gente que se diz evangélica mas que nunca realmente experimentou o novo nascimento, as igrejas evangélicas estão cedendo ao mundanismo e ao relativismo da nossa sociedade. em vez de sermos sal e luz estamos nos tornando iguais ao mundo no viver, agir, pensar e falar.

Proponho o retorno daquele corinho que aprendíamos quando éramos crianças nos departamentos infantis das igrejas históricas:

"O sabão, lava meu rostinho
Lava meu pezinho, lava minha mão.
Mas, Jesus, prá me deixar limpinho,
Quer lavar meu coração".

PS: Comentários com palavrões não serão publicados, obviamente!

As três grandes tentações


Por Jonas Ayres
Por durante quarenta dias, Jesus se absteve de comida material para que pudesse desfrutar ainda mais do banquete espiritual do Pai Celeste. Então, quando já estava pleno de recursos espirituais, e fortalecido, Deus Pai permite que o Maligno venha até ele com três grandes tentações – tentações estas que Jesus certamente já havia enfrentado mais de uma vez e que iria ter que enfrentar novamente ao longo de seu ministério terrestre. Entretanto, estas não foram somente tentações a nível individual; eram tentações que dariam a Jesus acesso às três instituições poderosas de seus dias – a econômica, a religiosa e a política.
A primeira tentação e a Tentação Econômica que consistia em fazer com que Jesus transformasse pedras em pães (Mt 4:1-4). O objetivo ia além de saciar sua fome; a tentação era fazer com que Jesus se tornasse uma espécie de padeiro milagroso que proveria “pão” para as massas sempre que esta a desejasse no futuro próximo. Mas Jesus sabiamente rejeitou a ideia de viver somente de pão. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que vem da boca de Deus” (Mt. 4:4). Jesus reitera isso também no Evangelho de João, onde deixa claro que devemos trabalhar por outro tipo de alimento (Jo 6:26-27).
A segunda tentação e a Tentação Religiosa que consistia em fazer com que Jesus pulasse do pináculo do templo e, ao ser carregado por anjos em queda livre até o solo, tomasse posse da liderança religiosa de sua época, um verdadeiro espetáculo tipo “Cirque du Soleil”. Recebendo assim, uma espécie de aprovação divina publica dentro dos limites sagrados do templo que certamente lhe garantiriam o apoio unanime da hierarquia sacerdotal. Mas Jesus discerniu a tentação e confrontou a corrupção de forma direta a religião institucionalizada – não somente no deserto como ao longo de seu ministério, não que fosse contra a instituição, nem ao templo, pois foi o próprio SENHOR que os institui, mas sempre que ela se tornou idólatra ou oprimia a seus seguidores com doutrinas e fardos de homens Ele denunciava. Jesus estava consciente de todos os erros religiosos de seu tempo e os confrontou, assim também devemos fazê-lo (Mateus 23:13-36).
A terceira e última tentação foi a Tentação Política, era a promessa de obter “todos os reinos do mundo e sua gloria e fama” em troca da alma de Jesus (Mat. 4:8-10). Esta tentação representava a possibilidade de um poder político a nível global – não apenas por meio da força de exercito de sua época, mas também por meio da fama e prestígio de se sentar no trono mais alto em influência e status do mundo. Ser um “George Busch” em sua época.

Esta tentação viria ao encontro das perspectivas messiânicas daqueles dias, por um Salvador que derrubaria a opressão política dos romanos com seus altíssimos tributos. Mas Jesus sabia que subjugar e oprimir não são a maneira de Deus no Novo Testamento. Ele rejeitou as três Tentações porque planejava demonstrar um novo tipo de poder, uma nova maneira de liderar. Servir, sofrer, morrer – estas eram as formas messiânicas de poder que Jesus se utilizava.
Jesus Cristo rechaçou a esperança popular judaica por um Messias que se dedicaria a alimentar os pobres, que usaria seus milagres para ganhar aceitação e que destronaria regimes opressores. Ele rejeitou as essas Três Tentações: a exploração econômica, a manipulação religiosa e a opressão política.

É curioso observar como, ao longo da história, a Igreja sempre sucumbe a pelo menos uma destas Três Tentações de tempos em tempos.

A Tentação Econômica faz com que a Igreja viva unicamente em função de atender as necessidades dos homens e o Evangelho a “La Carte”. Seu evangelho é antropocêntrico e minimalista, voltado unicamente para o bem estar do ser humano, o chamo de Hedo-evangelho (evangelho hedonista). Este evangelho se manifesta ora por meio da Teologia da Prosperidade ora pelo chamado “evangelho social”, com a diferença de que a primeira vertente transforma a Igreja em um Show Business e a segunda em uma militância social meramente humanista. Arrependimento, conversão, novo nascimento, viver em santidade e a realidade do inferno são temas raramente falados.
A Tentação Religiosa é o espírito da política eclesiástica. Líderes influenciados por este espírito deixam de lavar os pés dos santos para lamber botas de seus membros mais abastados, em busca de aceitação, prestígio e reconhecimento. Pastores que se desviam de seu chamado inicial de servir os pequeninos e se tornaram “empreendedores do reino”, não sabemos qual reino. Tornaram-se narcisistas eclesiásticos e amantes da fama. Diferentes da outra ora princesa Diana, morreriam por não serem fotografados pelos paparazzis da fé.
A Tentação Política faz com que a Igreja troque o pano de saco pelo colarinho branco, se envolvendo com os poderes deste mundo em troca de favores. Ao invés de influenciar a sociedade de baixo para cima com demonstrações simples de amor, serviço e santidade, a Igreja se vende a um partido ou ideologia política na tentativa de influenciar a sociedade de cima para baixo, por meio de poder e influência política. A história esta ai para provar que agir assim não traz resultados, o “sal não salga mais” e a sociedade esta cada vez mais paga. Para mim a igreja não pode ser apolítica, mas para se manter pura deve ser apartidária. Objetivo e a implantação do Reino, novos céus e nova terra onde se habitarão a retidão e justiça para sempre!

Que Deus nos ajude e nos livre destas Três Tentações é minha humilde oração!

Soli Deo Gloria!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Telenganadores e telenganados


O triunfalismo e a teologia da prosperidade continuam sendo usados para enriquecer telemissionários, teleapóstolos, telebispos e telepastores (que não pregam o evangelho de Cristo, poder de Deus para salvar os pecadores), os quais (aqui e na outra América) estão na mídia 24 horas por dia enganando os teleincautos.
Sabe qual é a telenovidade? Os telenganadores estão cobrando por mensagens enviadas ao celular dos telenganados! A moda agora é vender “palavras de vitória” por R$ 0,10. Parece pouco, mas imagine milhões de pessoas recebendo pelo menos cinco mensagens por dia!
O problema é que os teleagraciados, quando se cansam das mensagens triunfalistas — do tipo auto-ajuda barata —, encontram grande dificuldade para se livrarem da assinatura… Realmente, os telenganadores sabem explorar muito bem o lado interesseiro do ser humano (Jo 6.60-69) e sua ingenuidade.
Por que a maioria dos telepregadores não pregam o verdadeiro evangelho de salvação? Porque não querem perder a sua fonte de lucro. Eles têm como motivação o dinheiro e a fama; e por isso fazem qualquer negócio (2 Co 2.17). Valendo-se de palavras fingidas, como diz a Palavra de Deus, são capazes até de negar aquEle que os resgatou (2 Pe 2.1-3; Ef 5.5; 1 Tm 6.8-10).

Infelizmente, como disse o Senhor, nos tempos do Antigo Testamento, “… andam enganando o meu povo, dizendo: Paz, não havendo paz… Vós me profanastes entre o meu povo… mentindo, assim, ao meu povo que escuta a mentira” (Ez 13.10-19). Enfim, só há telenganadores por que existem muitos teledesconhecedores da Palavra de Deus.

Na defesa do evangelho (de acordo com Filpenses 1.16 e Tito 1.10,11, etc.),

Ciro Sanches Zibordi

Conversar depois é tão importante quanto o sexo


Psicólogos de uma universidade na Pensilvânia, nos EUA, garantem que um relacionamento saudável não consiste apenas de sexo. Homens que caem no sono ou saem da cama logo após o ato sexual tendem a deixar suas companheiras mais inseguras e emocionalmente abandonadas do que estariam se nem tivessem feito sexo.
A importância da conversa pós-ato sexual, segundo os pesquisadores, está ligada a questões de segurança conjugal: 456 pessoas heterossexuais foram consultadas, e as mais carentes de afeição eram justamente aquelas cujo parceiro era de poucas palavras logo após a interação carnal.
Segundo os psicólogos, os homens tendem a dormir antes para evitar diálogos sobre comprometimento na relação. As mulheres, automaticamente, se sentem oprimidas quando isso acontece. É importante, de acordo com os especialistas, que o homem e a mulher fortaleçam seus laços amorosos com palavras, para dizer a si mesmos que seus relacionamentos são mais profundos do que o simples ato sexual.

Cristãos conservadores discordam de Jesus em questões como “aborto” e “homossexualidade” indica pesquisa


Uma pesquisa recente indica que cristãos de grupos conservadores e liberais dizem ter uma opinião sobre questões como aborto e casamento homossexual diferente das que Jesus teria. Além disso, os entrevistados acreditam que Jesus seria mais compassivo do que eles em relação aos imigrantes ilegais e ajuda aos pobres.
O estudo foi publicado pela Academia Nacional de Ciências, sediada nos Estados Unidos, e revela que os entrevistados cristãos deveriam usar uma escala de 100 pontos, que vão desde “mais liberal” a “mais conservador” e para identificar onde nessa escala eles acreditavam que Jesus estaria se vivesse entre nós hoje.
As questões relacionadas com a moralidade expressada por Jesus seriam mais rigorosas que as próprias opiniões de cristãos liberais e conservadores, acreditam os entrevistados. Os conservadores, no entanto, acreditam que Jesus seria mais aberto às questões de convivência – como a tributação para reduzir a desigualdade econômica e o tratamento de imigrantes. Ambos os grupos parecem acreditar que as questões mais importantes para eles, teriam a mesma importância para Jesus.
De acordo com Ross, a pesquisa revela que as discrepâncias entre seus pontos de vista políticos e os ensinamentos religiosos são “tratadas” em parte por uma pessoa que tenha uma interpretação diferente dos ensinamentos bíblicos. Por exemplo, os liberais têm mais dificuldade para conciliar sua opinião com os ensinamentos do Antigo Testamento, enquanto os conservadores dizem que os ensinamentos do Novo Testamento muitas vezes entram em conflito com suas opiniões políticas.

“Os liberais estão admitindo que estão longe de Jesus em seus pontos de vista sobre questões morais e os conservadores admitem que discordam de Jesus sobre questões de convivência,” disse Ross.

“Na verdade, os conservadores são mais religiosos do que os liberais. É mais importante para eles adequar suas opiniões com a sua religião”, concluiu Ross.

Traduzido e adaptado de The Christian Post

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Jesus e as fraldas que vazam


Por Maurício Zágari
Quem já teve filho sabe do que vou falar. Você deixa seu neném todo cheirosinho, passa creminho, talquinho. Uma graça. Fofo. Lindo. Por cima de tudo vem a fraldinha. Coisa boa. Tem desenhos de bichinhos, da Turma da Mônica, de balões coloridos. São objetos úteis, mimosos e que deixam o neném com aquela aparência divertida de gorilinha, com o traseiro desproporcionalmente maior do que deveria. Que invenção extraordinária. A fralda retém o xixi e o cocô, mantém o bebê sequinho, limpinho e cheiroso e impede desastres que só quem já segurou um neném peladinho no colo enquanto ele faz xixi descontroladamente entende.
Mas as fraldas têm um problema: se elas não estiverem bem ajustadas, certinhas, no lugar certo... elas vazam. E aí, meu irmão, minha irmã, não queira saber a desgraceira que é. Não foi uma nem duas vezes em que acordei de manhã e encontrei o berço da filhota parecendo um circo de horrores: cocô espalhado pelas paredes, bichinhos, lençóis e, o que é pior: pelos braços, pernas, rosto e até cabelo do nenêm. Porque não pense você que ele entende que aquilo é sujo: para o pequeno é divertidíssimo se esbaldar jogando caquinha pra todo lado, se esfregando com aquela coisa quentinha e diferente e se emporcalhando com as imundícies que vazaram da fralda mal ajustada. Prefiro nem pensar na hipótese de que depois da farra feita ela lambeu os dedos. E isso não ocorre só no berço. Ocorre no carrinho, na cadeirinha de comer, no automóvel da familia, no colo. Se a fralda não está justa é certeza de que a coisa não vai prestar.

A vida espiritual do crente tem certas semelhanças com esse processo. Antes da conversão, somos como bebês peladinhos, fazendo todo tipo de porcaria por aí, descontroladamente, sem nada que impeça que nossas sujeiras e imundícies atinjam quem estiver ao nosso redor - e, em especial, a nós mesmos. Até que Jesus nos chama para si, nos elege, estende-nos sua graça. Com isso, numa metáfora. é como se Ele pusesse uma fralda em nós. Pois na regeneração ocorre o processo de adoção (Jo 1): fomos feitos filhos de Deus e, com isso nos tornamos seus herdeiros. E Jesus passa a cuidar de nós com olhar paterno. Passa creminho nas assaduras do passado, nos limpa. Também nos torna justos. Ou seja: ajusta-nos ao que é perfeito. Assim, pela graça do crucificado somos justificados mediante a fé e nossas "fraldinhas espirituais" são ajustadas perfeitamente em nós, impedindo que a sujeirada que antes fazíamos volte a ser contaminação. Ficamos limpos, puros ou, como diz o antigo hino, "alvos, mais que a neve".

O grande problema ocorre quando, por culpa nossa, essa proteção é removida mediante o que chamamos pecado. O pecado distorce o que é perfeito e faz nossas fraldas se "desajustarem". É como se o elástico ficasse frouxo ou se a fralda se deslocasse para fora do lugar. Com isso, surgem espaços que não deveriam existir numa realidade de justificação e toda aquela imundície que estava contida volta a vazar. E, ao vazar, suja tudo e todos ao nosso redor - em especial aquele que, como um neném, voltou a se divertir com as coisas impuras - afinal, para a mente cauterizada, o que é imundo é divertido e quentinho.
Fraldas que vazam são o terror dos pais. Pecados que retornam são o terror dos cristãos. Ninguém deseja um ou outro. Mas acontece. E aí, o que fazer? No caso do neném, troca-se a fralda desajustada por uma nova e todo o processo de limpeza se repete: dá-se um banho no bebê ou passa-se lencinhos umidecidos, creminho, talquinho... tudo de novo até que aquele que fez a sujeirada retorne ao seu estado de pureza. Já no caso do pecador o processo é bem similar. Mediante nosso arrependimento, Jesus nos limpa, dá banho, cuida de nossa alma com o creminho do perdão sobre as assaduras que o pecado provocou e ajusta novamente aquilo que impedirá que a caquinha da desobediência a Deus volte a nos sujar novamente. E aí retornamos ao nosso estado de pureza.

A você que ainda não teve filhos, meu desejo é que nunca tenha que passar pela experiência de uma fralda que vaza. Embora, sinceramente, eu ache impossível que isso não venha a ocorrer. Converse com qualquer pai veterano e ele terá histórias e mais histórias sobre isso para contar. De igual modo, meu desejo é que você nunca tenha de passar pela imundície de retornar ao pecado como, em linguagem bíblica, um cachorro que retorna ao próprio vômito. Embora, sinceramente, eu ache impossível que isso não venha a ocorrer. Converse com qualquer cristão veterano e ele terá histórias e mais histórias sobre isso para contar. A solução? O bebê tem os pais para limparem suas sujeiras. E o cristão tem Jesus para fazer exatamente a mesma coisa. Mantenha-se sempre perto de Cristo e, assim, você terá a garantia de que o pecado pode ocorrer, mas o teu advogado prontamente correrá em seu auxilio para solucionar a sujeirada que teus desajustes provocaram.
Você se desajustou? Está coberto de imundície espiritual? Não se desespere. Arrependa-se. Quem se sujava, não se suje mais. Mude de atitude. Pois, mediante seu arrependimento e a graça de Cristo, Jesus vai limpá-lo, purificá-lo e fazer você ficar limpinho e cheiroso aos olhos e às narinas do Pai, como aqueles lindos e fofos bebês que sempre nos deixam encantados por sua pureza e inocência.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Documentário “Adoração como estilo de vida” terá segunda tiragem


O DVD “Adoração como estilo de vida” nasceu do desejo de criar uma ferramenta que reunisse, através da experiência de vários ministros, o que seria ter a adoração como estilo de vida.
O documentário conta com a participação de Nívea Soares, Ana Paula Valadão, Alex Gonzaga, André Valadão, Cris Batiston, Antônio Cirilo, David Quinlan, Fernandinho, Patrícia Muller, Davi Sacer, Flavio A. Lemos, Lucas Souza, Ludmila Ferber e Davi Sacer.
Flávio A. Lemos, líder do ministério Fogo de Sião e idealizador do projeto, queria levar às pessoas algo além de vídeos de canções ou ministrações. “Já temos muitos CD´s e DVD´s no mercado com este enfoque. O Senhor me tocou para produzir algo inovador, que trouxesse um pouco da experiência de muitas pessoas e que levasse as pessoas a refletirem sobre o tema”, conta.
O DVD foi gravado em 2010 e foi lançado na Feira Expo Cristã em 2011. O ministério prepara sua segunda tiragem, em formato especial para o ano de 2012. Agora, o DVD traz também uma coletânea de músicas do ministério Fogo de Sião e mais clipes musicais dos participantes.

Idosa autorizou a tatuar o número 666 na testa


Após conehcer a seita Crescendo na Graça, a idosa Nina tatuou o simbolo da igreja – 666 – na testa.
Vizinhos viram as tatuagens e chamaram a polícia, que encontrou dona Nina trancada dentro da própria casa e sem comida. Ela vivia em Guapimirim, na Baixada Fluminense, com um casal que é adepto da seita conhecida como Crescendo em Graça, fundada pelo porto-riquenho José Luis de Jesús Miranda, de 61 anos, que se denomina “Jesus Cristo Homem”.
Dona Nina contou que os dois haviam sido contratados a princípio para fazer uma reforma, mas acabaram ficando na casa da idosa definitivamente. Ela confirmou ter assistido a vídeos com palestras sobre a seita e que, por isso, aceitou fazer as tatuagens.
- Achei bonito, harmonioso. Fazia propaganda da 666. As pessoas ficam doidas. Ou então [dizem] ‘ah é muito bonito, a senhora foi corajosa’. [a reação das pessoas] Varia muito.

“2012, a era radioativa dos deuses 666”

Em seu site, a Crescendo em Graça informava nesta quinta que faltam 163 dias para a grande transformação em “2012, a era radioativa dos deuses 666”. A seita diz manter reuniões em 11 estados brasileiros, além de manter sua página na internet em português e outros seis idiomas: espanhol, francês, inglês, italiano, alemão e grego.
Dona Nina, no entanto, não acredita que o mundo vai acabar em 2012, mas, embora tenha desistido da nova seita, alerta que “coisas ruins vão acontecer”. Ela explicou que resolveu sair porque não tem fé o suficiente.
- Senti o negócio muito fechado, depressivo, então resolvi sair. Tem que ter muita fé. Quem tem que Deus abençoe. Mas eu não tenho isso.
Jorge Henrique Cosme e Silva, o homem que converteu Dona Nina, explica que o número 666, para os adeptos da seita, significa “sabedoria, riqueza, honra e é o número do nome de Deus”.
- Não é o numero da besta. É um equivoco [sobre a] religião por não entenderem. Nós do 666 estamos em 2012, ano da transformação. Faltam poucos dias. Quando isso acontecer, iremos governar o mundo com justiça e equidade.

PREGANDO O EVANGELHO ― QUAL DELES MESMO?

                                                                  Por Zilton Alencar
A ordem de Jesus para que todos os seus discípulos preguem o Evangelho é imperativa e inegociável. Textos registrados de sua comissão, como “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura” (Mc 16:15) e “...ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado...” (Mt 28:19-20) deixam claro não somente Sua ordem, mas também o teor da mensagem que deverá ser pregada. A mensagem tem que ser as coisas que o próprio Cristo ensinou. Entretanto, mais uma vez estão tentando justificar a pregação de qualquer evangelho, buscando calar qualquer oposição aos falsos evangelhos. Agora estão usando a Bíblia, as palavras do apóstolo Paulo, alegando-se que ele afirmou que o importante é pregar a Cristo, que de uma forma ou de outra o nome de Cristo está sendo propagado, e não importa como isso está sendo feito...

Será mesmo? Vamos então analisar o texto em questão e tentar esclarecer mais esta falácia:

“E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho; De maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestadas por toda a guarda pretoriana, e por todos os demais lugares, E muitos dos irmãos no Senhor, tomando ânimo com as minhas prisões, ousam falar a palavra mais confiadamente, sem temor. Verdade é que, também, alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boamente; Uns por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho, Mas outros, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas, que importa? contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda.” (Fp 1:12-18 – grifos meus).

O Evangelho é uma mensagem que tem compromisso absoluto com a verdade. O verdadeiro Evangelho está intimamente associado com o que Jesus ensinou, e não com o que os seus pregadores acham conveniente. Não basta apenas pregar Jesus, mas também ensinar a guardar as coisas que Ele mandou (Mt 28:20). Fazer a primeira coisa dissociando-a da segunda transforma a pregação do Evangelho em uma mera pregação hipócrita! Ora, de que adianta convencer um pagão que Jesus Cristo é o Senhor, “ganhar sua alma” e em seguida ensiná-lo a adorar ídolos, ou a desobedecer a Palavra de Deus?

O próprio Senhor ensinou que não adianta ganhar alguém para o Reino e desencaminha-lo na doutrina. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que percorreis o mar e a terra, para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno, duas vezes mais do que vós” (Mt 23:15). Tão importante quanto trazer alguém ao caminho da salvação é ensiná-lo acerca do Caminho, para que o neófito não se desvie.

Neste aspecto, bem afirmou Jesus: “Pode porventura o cego guiar o cego? Não cairão ambos na cova? O discípulo não é superior a seu mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre” (Lc 6:39-40). Eis um problema: os homens não querem ser IGUAIS ao Mestre, mas superiores, criando normas, doutrinas e condutas que nada têm a ver com Seus ensinamentos. Pregam “evangelhos” dissociados da verdade e comprometidos com suas visões e revelações deturpadas, ensinando falsas doutrinas aos seus seguidores. Assim, tornam-se cegos guiando cegos; pregam o nome de Cristo, mas desfazem sua pregação ao ensinar o caminho errado aos novos convertidos. Seu fim é óbvio, e previsto pelo próprio Senhor Jesus: entrarão em perdição, e levarão após si todos aqueles que seguirem seus ensinamentos errados. Honram a Deus com os lábios, mas se afastam dEle e da Sua Palavra com as ações, pois valorizam mais suas próprias doutrinas que a pura Palavra de Deus (Mt 15:1-9)!

Isto se dá entre católicos, espíritas, testemunhas de Jeová, mórmons e outras seitas. Eles inegavelmente também pregam a Cristo e ganham almas supostamente para Ele. Em seguida ensinam os convertidos a andarem baseados em muitas doutrinas erradas, antibíblicas e até anticristãs! Podemos citar incontáveis casos de pessoas que conheceram a Cristo através das seitas citadas acima, que modificaram suas vidas, tornando-se inegavelmente pessoas transformadas. Nem mesmo os mais ferrenhos opositores destas seitas podem negar que [1] Eles pregam Cristo e [2] sua pregação transforma vidas. Podemos então concordar com suas pregações, e compreender que, já que estão pregando Cristo, devemos aceita-los, assim como a seus erros, e deixá-los em paz?

O problema do texto encontrado na epístola aos filipenses, que PARECE concordar com a pregação de qualquer evangelho, desde que Cristo seja pregado, é que interpretado desta forma fere a UNIDADE DA BÍBLIA e a sua impossibilidade de contradizer-se. Esta unidade bíblica está terrivelmente comprometida e abalada quando comparamos o texto usado com outro texto bíblico, oriundo da mesma pena de Paulo, que afirma:

“Maravilho-me de que, tão depressa, passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo, para OUTRO EVANGELHO; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos, ou um anjo do céu, vos anuncie OUTRO EVANGELHO, além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo, também, vo-lo digo. Se alguém vos anunciar OUTRO EVANGELHO, além do que já recebestes, seja anátema. Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:6-10 – grifos meus).

Desde os meus primeiros dias na fé cristã aprendi acerca da inerrância bíblica e da impossibilidade de contradição do texto sagrado. Nos casos onde a mesma aparentasse qualquer contradição, se fazia necessário esclarecer tudo considerando a unidade da Escritura. Como é possível, então, conciliar dois textos tão antagônicos, aonde Paulo elogia que se pregue DE TODA MANEIRA, e depois anatematiza o OUTRO EVANGELHO e quem o prega?
Vamos desfazer esta “contradição”: na carta aos filipenses, Paulo não se alegra com os falsos evangelhos; ele se alegra com o VERDADEIRO EVANGELHO, mesmo que pregado por motivos de contenda, quem sabe por alguém que queria ser maior que o apóstolo, ganhar mais almas que ele, por mera contenda. Fazendo uma comparação, é como se dois pastores brigassem entre si, dividissem a Igreja, e a partir daí cada um buscasse formar um ministério maior que o outro, ganhar mais almas que o outro, PREGANDO O MESMO EVANGELHO, sem deturpações. Neste caso, o Evangelho realmente está sendo pregado, e Cristo está sendo realmente proclamado, embora por motivos mesquinhos.
Divisões e contendas existem, e a Bíblia relata que isto aconteceu até mesmo entre Paulo e Barnabé, a ponto de se apartarem um do outro (At 15:35-41), mas os dois homens de Deus não passaram a pregar dois evangelhos diferentes. As divisões e os divisores, as mesquinhezas e as contendas, o Senhor as julgará. O Evangelho do Reino, entretanto, não foi adulterado. Muito diferente dos “evangelhos espúrios” que estão sendo pregados Brasil afora, e que seus defensores tentam ― usando a Bíblia fora de seu contexto e de sua unidade, como sempre fazem! ― defender a qualquer custo...
Na carta aos filipenses, Paulo trata de dois ou mais pregadores, mas de UM ÚNICO EVANGELHO sendo pregado, e ele se alegra com isto. Já na carta aos gálatas, percebem-se claramente dois pregadores, e DOIS EVANGELHOS distintos, e Paulo NÃO SE ALEGRA com esta duplicidade, nem com este novo evangelho, apesar de Cristo estar sendo inegavelmente anunciado. O apóstolo levanta-se ferrenhamente contra este falso evangelho que surge na Galácia, questiona-o, desmoraliza-o e declara-o como anátema, não só ele, mas todo e qualquer evangelho diferente do que foi ensinado, assim como seus pregadores. Mesmo que ELE MESMO, Paulo, viesse a cair no mesmo erro algum dia, já deixa os crentes avisados de antemão: todo evangelho pregado que se contraponha ao Evangelho da Graça de Deus, SEJA ANÁTEMA.
O uso indevido deste texto me faz lembrar a tentação do Senhor Jesus pelo diabo no deserto, narrado em Mateus 4:1-11, quando o adversário também usou o texto bíblico ― fora de seu contexto e de sua unidade, exatamente como os defensores dos falsos “evangelhos” fazem! ― para tentar confundir o Senhor. A sua leitura do texto “Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos, e eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra” (Sl 91:11-12) foi refutada pelo Mestre com outra porção da Escritura, “Não tentareis o Senhor, vosso Deus” (Dt 6:16), como prova de que as Escrituras não podem ser usadas a bel-prazer do homem, mas em sua plenitude, sempre considerando sua unidade doutrinária. Que tal, defensores dos “outros evangelhos”, seguir o exemplo do Senhor Jesus e observar o que diz a toda a Bíblia, e não somente um texto isolado e fora o contexto? Assim, permitam-me uma paráfrase do texto da tentação do Senhor, para que vos sirva de exemplo mais claro:

“Então o diabo o transportou o crente à igreja, e colocou-o púlpito, e disse-lhe: Se tu és filho de Deus, prega um evangelho diferente; porque está escrito: ‘contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda. Porque sei que disto me resultará salvação...’. Disse-lhe o crente: Também está escrito: ‘Se alguém vos anunciar outro evangelho, além do que já recebestes, seja anátema’“. (paráfrase do texto de Mt 4:5-7).

Desculpem-me a sinceridade, irmãos defensores dos “falsos evangelhos”: Jesus foi aprovado na tentação porque conhecia e manejava bem a Palavra; vocês são reprovados porque a desconhecem, recusam-se a conhecê-la e a manejam com o objetivo de apenas corroborar com vossos achismos e perversidades do coração!

Ao invés de “dar as mãos” a estes pregadores, concordarmos com suas deturpações e tentarmos justificá-las, é necessário que façamos como Paulo apóstolo: levantemo-nos contra os falsos evangelhos! Estes evangelhozinhos medíocres que se espalham no meio do trigo como o joio pernicioso não têm compromisso com a Verdade do Evangelho trazido pelo Senhor e pregado pelos Seus apóstolos. Mesmo pregando Cristo, estes “evangelhos” afastam o homem do caminho de Cristo, levando-o por outros atalhos, ao ensinar-lhe doutrinas estranhas à Palavra de Deus. Por mais que estas falsas doutrinas se espalhem, cresçam e prosperem, nunca deixarão de ser falsos evangelhos, que mais afastam do que aproximam o pecador de Deus!
A pregação do Evangelho que interessa a Jesus, que promove verdadeiro crescimento do Reino de Deus e que alegra a Paulo não é qualquer um, mas é um só: o Evangelho do Reino, o genuíno, o centrado nas Escrituras, que está em pauta nos ensinamentos do Cristo. Paulo se alegra com a honra que lhe foi concedida de poder pregar este Evangelho, quando afirma: “em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus” (At 20:24). Não é qualquer “evangelho”. Paulo o nomeia: é o EVANGELHO DA GRAÇA DE DEUS.

Quando Jesus falava acerca do fim das coisas, ele menciona que o fim só viria quando o genuíno Evangelho fosse pregado a todas as nações: “Nesse tempo, muitos serão escandalizados e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros se aborrecerão. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. E ESTE EVANGELHO DO REINO será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim” (Mt 24:10-14 – grifo meu). Mais uma vez, não é qualquer um evangelho! Não é o evangelho da graça barata; não é o evangelho da prosperidade; não é o evangelho da barganha com Deus, mas O EVANGELHO DO REINO.
Desta forma, fica fácil compreender as palavras do Mestre, quando disse: “Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor!’ entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi, abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” (Mt 7:21-23). Dentre estes que ficarão de fora, com certeza estarão muitos pregadores de “evangelhos”, e muitos defensores de tais pregadores e de tais “evangelhos”.
Que Deus nos dê a graça de estarmos entre os que não serão enganados, mas entre os que perseverarão na Palavra e no verdadeiro Evangelho do Reino, sem nos desviarmos nem para a esquerda e nem para a direita!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Eles querem é a CPAD: Afirma José Wellington em entrevista a portal evangélico


Desde 1987 à frente da CGADB, eleito por sete vezes, ele diz que não dá nenhum passo fora da direção de Deus.
O pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) disse em entrevista ao portal Creio que as acusações que fazem contra ele é porque seus adversário querem a direção da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD).
Esses adversários, no caso, são os pastores Samuel Câmara e Silas Malafaia, que estão contestando, entre outras coisas, a festa paralela que a CGADB está organizando na cidade de Belém (PA) para comemorar o Centenário da denominação no Brasil.
Desde 1987 à frente da CGADB, eleito por sete vezes, ele diz que não dá nenhum passo fora da direção de Deus. “Se Deus disser basta, eu entrego a direção, não vejo problema”, dispara o líder que tem em seu ministério 2,3 mil congregações e se vê envolvido na construção de um grande templo para 10 mil pessoas.

José Wellington conta que quando assumiu a CPAD tinha R$ 1,5 milhão em duplicatas. “Assumi a empresa, profissionalizei a gestão com irmão Ronaldo. Hoje, mesmo sem fins lucrativos, a empresa caminha com excelência.”

Quanto a identidade dos ministérios da AD Belém, José Wellington continua sua tese: “Nós temos influência dos suecos, temos doutrina firme. Nosso objetivo é salvação e edificação. O deles é baseado nos americanos com atos midiáticos e comércio. Eles se amoldam a determinados costumes que não nos adaptamos.” Sobre o futuro da Assembleia de Deus ele finaliza: “A AD é uma árvore que dá muitos frutos. Unidos nós estamos.”

Fonte: Gospel Prime

Comentário de Leonardo Gonçalves

Sinceramente, esperava mais dessa defesa do pastor José Wellington, haja vista as acusações contra a sua gestão serem gravíssimas. Mas não, ele não se preocupou por refutar nenhuma delas, desde cheques sem fundos aos abusos de poder, mas teceu um ad hominem que não faz medo nem em uma galinha morta.
Ora bolas: Se é certo dizer que Câmara e Silas querem mesmo é a CPAD (empresa vinculada a Convenção Geral e que capitaliza milhões em vendas de livros), então é igualmente certo supor que Wellington não quer deixar a liderança da Convenção pela mesma razão!
Sobre Wellington e Samuel Câmara (que em breve devem se enfrentar em mais um pleito pela liderança da denominação no país), continuo afirmando que “o dedo mindinho do Samuel é mais grosso que as costas de José Wellington”, isto é, se com Wellington vivemos o enfado de um legalismo disfarçado de santidade, que se mistura com escândalos administrativos e abusos de poder, com Samuel viveremos o desleixo doutrinário e a AD será em mais uma denominação a engrossar o filão neopentecostal. Isso sem falar na avidez por poder, que é tão evidente em Câmara quanto na família Bezerra.
Espero (e oro) para que Deus levante uma terceira via, uma liderança saudável, que seja fiel aos princípios bíblicos e sensível as mudanças culturais, que saiba se posicionar com ética nestes tempos em que as grandes instituições estão vendendo a alma a Mamom, e conduza a maior denominação evangélica brasileira a uma reforma/reorganização que, em minha modesta opinião, pode representar o principio de um grande avivamento.

VISITAS DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2009 ATÉ HOJE.


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Silas Malafaia chama jornalista Elaine Brum, da Época, de “vagabunda”


Esse Silas vive se superando!
Já chamou os blogueiros de vagabundos, idiotas e endemoninhados.Já chamou os pregadores da teologia da prosperidade de “canalhas”. Depois se arrependeu, virou “canalha” também e passou a chamar os pastores que não pregam a “teologia da prosperidade” de idiotas. Há pouco tempo atrás, prometeu “fornicar” um líder do movimento gay. Depois, ao ver que tinha pegado mal, afirmou que usou a palavra “funicar” (que não existe em nenhum dicionário, diga-se de passagem). Agora, em entrevista ao New York Times, o pastor Silas Malafaia chamou a jornalista da Época de “tramp”, “vagabunda”:

“Em entrevista ao The New York Times, o pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Silas Malafaia, usou termos bem pouco polidos para referir-se à jornalista Eliane Brum, que publicou coluna onde criticava o preconceito de evangélicos contra ateus. Na entrevista, Malafaia teria usado o termo “tramp” – que, em tradução livre, significa “vagabunda”. “A afirmação do pastor é autoexplicativa: ao atacar minha honra por discordar de minhas ideias, ele proporciona a maior prova do acerto e da relevância do meu artigo”, respondeu Eliane Brum em artigo publicado no site da revista Época. Em declarações anteriores no Twitter, a jornalista já tinha se declarado “chocada” com a fala do pastor”. A entrevista pode ser vista aqui.

Diferente da Elaine, nós não estamos chocados com a atitude do Silas. Apenas surpresos com o fato das suas gafes se tornarem internacionais.

Quem será a próxima vítima do Mala?

Lançamento: Revista Tempo de Avivamento, Pr. Marco Feliciano


Próximas edições:

- O manual do “reteté”.

- Como falar em línguas.

- Tudo sobre maquiagem masculina.

- Como os homens devem manter seus cabelos.

- Quais as cores “brilhantes” para ternos.

- Como cantar mal e ainda vender CD.

- A influência dos “gritos” na pregação.

- Como desinibir o povo “com defeito” de fabricação…

- E muitos mais…!!! Não percam…!!!! rsrs

Feto de “gêmeo parasita” é encontrado na barriga de menino de 3 anos


Um menino de 3 anos deve passar por uma cirurgia ainda nesta segunda-feira. Os médicos peruanos descobriram um caso raro de “gêmeo parasita” no estômago da criança. Carlos Astocondor, médico do hospital Las Mercedes, de Chiclayo, disse que casos como o do pequeno Isbac Pacunda ocorrem em um a cada 500 mil nascimentos.
Segundo o especialista, o feto dentro da barriga do menino pesa cerca de 700 g e possui 25 cm de comprimento. O médico disse ainda que o cérebro, coração, pulmões e intestino nunca se desenvolveram depois que foi absorvido pelo outro feto no começo da gestação. Há apenas registro de alguns ossos, olhos e couro cabeludo no crânio.

A igreja deve ser formal ou informal?


Por Maurício Zágari
Recentemente, na entrevista coletiva que deu para justificar a troca de Fátima Bernardes por Patricia Poeta na apresentação do Jornal Nacional, o jornalista William Bonner afirmou: "A informalidade é uma obsessão minha”. Todos sabem que esse telejornal é o mais influente do país. Certamente influencia as mentes de milhões de brasileiros que acreditam piamente naquilo que é transmitido por esse programa. Não sou um deles. Eu, como jornalista que trabalhei 11 anos nas Organizações Globo (2 no jornal e 9 na TV) sei o quanto de ficção existe na telinha. Como me disse um redator do Jornal do Brasil em 1994, "se o leitor soubesse como fazemos o jornal, ele não leria". Vivenciei situações nas redações que se você soubesse faria como eu, que há cerca de 7 anos parei de assistir a telejornais, ler revistas como a Veja e similares, simplesmente porque sei com absoluta certeza que grande parte do que vejo ali é balela. Sei como é feito. Vá por mim: ler um bom livro me acrescenta muito mais. Mas isso é assunto para outro post. O que quero tratar aqui é do que o Bonner disse: "A informalidade é uma obsessão minha”.
Como um dos principais formadores de opinião do país, Bonner tem conseguido contaminar o país com sua obsessão. Não que ele seja o único responsável, certamente sua postura é apenas um reflexo dos tempos em que vivemos. Vivemos na era da informalidade e ele tenta mimetizar isso. Aparentemente o abandono do formal pode não soar como algo ruim, mas é preciso botarmos as coisas em perspectiva. Há muita coisa boa na informalidade, mas também há muito a se aprender com a formalidade. Temo por uma sociedade em que se abandona o equilíbrio.
Ao pé da letra, pelo dicionário, "formalidade" significa "1. Condição necessária para certos atos ou documentos se poderem executar ou serem válidos. 2. Praxe; cerimônia; etiqueta. 3. Seriedade. 4. Substancialidade". Não me parecem ser coisas ruins. Para tudo na vida existem condições para validar atos. A praxe, ou seja, o hábito, também importa em nossas vidas - sem eles ficamos perdidos no caos. Cerimônias falam de reuniões humanas que seguem determinadas regras fundamentais para o bom funcionamento das coisas. Etiqueta, então, é o que determina a boa convivência, é a educação, o bom trato, formas de se relacionar bem com o próximo. E, por fim, seriedade e substancialidade são aquilo que valida e dá solidez a algo. É algo feito com integridade, sem banalidades ou puerilidades e que carrega em si substância, isto é, sentido, propósito.
Logo, "formalidade" fala de validade, equilíbrio, harmonia, paz, educação, polidez, integridade, objetividade, conteúdo. O que, a meu ver, são todos valores bíblicos e cristãos. No entanto, a sociedade pós-moderna do século 21 tem considerado esse conceito, "formalidade", como um mal. Coisa ultrapassada. Desnecessária. Velha. Antiquada. Castradora. O legal é ser informal, é a linguagem "Casseta & Planeta", é fazer o que "Pânico na TV" e "CQC" fazem: tratam todos em suas entrevistas e quadros como se fossem bobos da corte.

Na sociedade informal, perdemos o respeito. Abandonamos a delicadeza. Esquecemos dos padrões. Achamos o máximo um repórter-humorista esculhambar uma autoridade como o Presidente da República. Na era pós-cara-pintada (e eu sou daquela geração), o garotão de 18 anos se põe no mesmo patamar do senhor de 70 anos. Fala com ele sem respeito. Trata como um qualquer. No twitter ou no facebook, molecotes cheios de espinhas que não sabem nem mesmo o nome dos doze apóstolos entram em debates e às vezes até ofendem sacerdotes e teólogos que têm décadas de vivência com Deus, com a igreja, com a Bíblia, com as coisas do Alto. Entram em debates como se estivessem no mesmo nível, afinal, informalidade pressupõe isso. É aqui que está o erro principal: as pessoas, queira-se ou não, têm patamares diferentes te sabedoria, conhecimento, maturidade. Mas a era da informalidade quer pôr todos em pé de igualdade. Errado.

Estudei japonês por dois anos. Tornei-me um profundo admirador da cultura japonesa. Lá a formalidade, o respeito pelo próximo, é tão grande que existem palavras diferentes para designar a mesma coisa. Por exemplo: a minha mãe chamo de "Haha". A sua mãe eu chamaria de "Okaasan" por respeito. Há equilíbrio. Cada um entende o seu papel e, principalmente, suas limitações. No Japão, um jovem sabe que viveu muito menos do que um ancião e que por isso lhe deve respeito. No mínimo porque o ancião que viveu muito mais do que ele obviamente sabe mais, tem mais sabedoria, mais vivência, já cometeu os erros que ele ainda cometerá e por isso seus conselhos são bem mais válidos que os de um colega de escola. E esse respeito é acompanhado de formalidade: equilíbrio, harmonia, paz, educação, polidez, integridade, objetividade, conteúdo.

Aí chegamos à igreja. Pronto. Vai começar a chiadeira. Pois as novas gerações (e muitos das antigas) não querem saber de formalidade. Acham, sabe-se lá por quê, que a formalidade no Cristianismo impede uma intimidade real com o Criador, uma vida plena de comunhão com os irmãos. Aí o que acontece? O Pastor deixa de ser uma pessoa com autoridade espiritual para ser "o cara". Na minha igreja, muitos jovens chamam um Pastor de "Vandinho". Não vejo isso com bons olhos. Põe um líder, alguém que é detentor de mais conhecimento, mais vivência e que terá de exortar e disciplinar muitos num patamar de igualdade hierárquica que desvaloriza seu papel. Quem vai querer ouvir de um igual que está fazendo a coisa errada? "Sai pra lá, cara, não se mete na minha vida". Já a uma autoridade formal nós damos ouvidos. Acredite: hierarquia importa. Respeito importa. Formalidade importa.

Na época em que minha mãe frequentava a escola (lá pelos anos 1940), os alunos ficavam de pé quando o professor entrava em sala. Sinal de respeito e admiração pelo detentor de conhecimento que fará com que cresçam na vida. Os bons Pastores - aqueles que de fato são homens de Deus, tementes ao Senhor e que choram por suas ovelhas - são dignos de dupla honra. Mas em nossos dias o respeito e a formalidade necessários no trato com aqueles que detém o conhecimento bíblico e espiritual e foram postos em nossa vida para nos guiar espiritualmente são vistos como algo desnecessário e ultrapassado. E, assim, a igreja vai afundando no mundanismo.


Nos cultos, a formalidade também virou sinônimo de chatice. A palavra "liturgia" é ouvida com caretas. Hoje você vai numa formatura de alguma universidade e parece uma festa de criancinhas alcoolizadas, com gritos de "uhu", cartazes, músicas bobas, os jovens gritam, os professores são ovacionados. E essa galera acha que os cultos devem ser assim também: muita música animada, muito pula-pula, uma rave gospel, com todo mundo cheio de endorfinas, suados e salgados. Os jovens querem cultos o mais informais possível, com pastores pregando de jeans, usando gírias (e uns palavrões também nao seriam nada mal), muito suor, quase um carnval. A pregação tem que ser sobre coisas maneiras: exortação, falar sobre pecado e arrependimento são coisas formais demais, a galera quer saber é que Deus é dez, que o cara lá de cima é superbacana, que o Paizão vai ajudar a passar no vestibular, que... que... que... uhuuuuuuuuuuuuuu!!! Oração? Leitura da Bíblia? Jejum? Discipulado? Evangelismo? Cantar hinos solenemente e com reverência ao Rei dos Reis? Fala sério... O NEGÓCIO É TIRAR O PÉ DO CHÃO!!!!!

Desculpem, mas não é por aí. Mesmo tendo Jesus mudado aos olhos da humanidade o conceito da primeira pessoa da Trindade de "o Altíssimo Senhor dos Exércitos" para "Pai", no Reino dos Céus há muita formalidade. Não é o Reino do CQC. Marcelo Tas não é arcanjo e o repórter Vesgo não ladeia o trono de Deus. Faço questão de reproduzir aqui o que o apóstolo João diz ter visto em sua visão de Apocalipse acerca de como as coisas funcionam no Céu, descrito em Ap 5.6-14. Mesmo que certos aspectos sejam metafóricos, o que importa é o clima existente na presença do Soberano Deus. Leia com atenção:

"Depois vi um Cordeiro, que parecia ter estado morto, em pé, no centro do trono, cercado pelos quatro seres viventes e pelos anciãos. (...) Ele se aproximou e recebeu o livro da mão direita daquele que estava assentado no trono. Ao recebê-lo, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro. Cada um deles tinha uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos; e eles cantavam um cântico novo: 'Tu és digno de receber o livro e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus gente de toda tribo, língua, povo e nação. Tu os constituíste reino e sacerdotes para o nosso Deus, e eles reinarão sobre a terra'. Então olhei e ouvi a voz de muitos anjos, milhares de milhares e milhões de milhões. Eles rodeavam o trono, bem como os seres viventes e os anciãos, e cantavam em alta voz: 'Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor!' Depois ouvi todas as criaturas existentes no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles há, que diziam: 'Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre!' Os quatro seres viventes disseram: 'Amém', e os anciãos prostraram-se e o adoraram".

Isso lhe parece formal ou informal? Litúrgico ou uhu? Hierárquico ou todo mundo no mesmo nível?

Então, numa era em que a informalidade reina absoluta na no mundo, a formalidade - ou seja, a validade, o equilíbrio, a harmonia, a paz, a educação, a polidez, a integridade, a objetividade e o conteúdo que existem nas esferas celestiais - perde seu espaço, quando em certos ambientes - como a igreja - deveriam se manter. "A informalidade é uma obsessão minha”, disse William Bonner. Em contrapartida, o apóstolo João diz em Ap 7.11,12: "Todos os anjos estavam em pé ao redor do trono, dos anciãos e dos quatro seres viventes. Eles se prostraram com o rosto em terra diante do trono e adoraram a Deus, dizendo: 'Amém! Louvor e glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém!".

Isso lhe parece formal ou informal?

Oro a Deus que a obsessão de William Bonner e da nossa era não contamine ainda mais nossas igrejas e nossos irmãos. Em outras palavras: que o espírito mundano dos nossos dias permaneça fora das paredes dos lugares sagrados. Que saibamos que existe hora e lugar para tudo. E que, em nossas igrejas, nos comportemos com toda a formalidade que os anjos demonstram ter diante do trono de Deus.

Afinal, céus e terra passarão. William Bonner passará. Esta vida passará. Mas é bom estarmos acostumados à formalidade, pois ao chegarmos à presença de Deus teremos que demonstrá-la em toda a sua magnitude. Então, sugiro que você comece a treinar. Em vez de "Qualé, Paizão do Céu, tu é um cara maneiro pacas. Bora louvar aí, Jesus, canta um corinho animado!", comece a dizer "Louvor e glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força sejam ao nosso Deus para todo o sempre. Amém!"

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Como identificar um pregador “animador de auditório”


Por Gutierres Siqueira
O artigo em apreço não tem por objetivo traçar perfil de algum pregador famoso, mas sim alertar contra os mercenários vestidos de ovelhas que andam em nosso derredor. Que possamos tomar o cuidado de que os nossos nomes não estejam no rol de membros do conselho de animadores de auditório! É tempo de tomarmos posição, pois daqui a pouco não acharemos quem pregue a Palavra, mas sobrarão aqueles que buscam entretenimento para o povo.Como identificar um animador de auditório? Abaixo estão algumas características nada virtuosas desses pregoeiros do triunfalismo utópico.

Os animadores de auditório amam a popularidade

Ter nomes em camisetas, em placas de denominações, ser cogitado por várias igrejas e ter agenda impossível de ser cumprida, eis o sonho de todo animador de auditório. Querem popularidade, fama, glória! Para isso foi chamado o pregador do evangelho? Esse deve ser o objetivo daqueles que dizem seguir o humilde Nazareno? Fama e muitos seguidores é sinal de aprovação divina? É claro que não!
Alguém logo argumenta:- Ora, Jesus foi um homem popular em sua época! Mas é bom lembrar que Jesus não buscava popularidade, ele buscava almas! Jesus, mediante muitos de seus milagres dizia ao beneficiado que não contasse nada a ninguém. Quem foi o único homem digno de glória senão Jesus, mas ele “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fp 2.7). Quis o manso Filho do Homem nos dar o exemplo!
Apesar da grande popularidade de Cristo, nos seus momentos de explosão de milagres, ele amargou o desprezo dos amigos e discípulos durante o caminho do Gólgota. Como bem havia profetizado o profeta messiânico: “Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum” (Is 53.3).

Os animadores de auditório são usuários do marketing pessoal

Certo dia vi um cartaz na igreja em que estava: “Pregador Fulano de Tal, Conferencista, em suas reuniões acontece batismos no Espírito Santo, curas divina, libertações, bênçãos, mas tudo pelo poder de Deus”! Seria cômico se não fosse trágico, pois usa de uma falsa modéstia para falar que todas essas bênçãos, promotoras do seu marketing pessoal, que acontecem simplesmente pelo poder de Deus. É claro que um cartaz bem elaborado como esse, serve para fazer promoção de alguém que quer evidência. Podemos fazer propaganda de milagres? Tornar o poder de Deus algo sujeito a nossa manipulação? Determinar o dia em que um milagre vai acontecer? Isso é o dom da fé ou o mercantilismo da fé?
O animador de auditório fala muito de si mesmo, diz ele: “Eu fiz isso, eu fiz aquilo; no meu ministério acontece isso, acontece aquilo; aqui eu faço e acontece”. Sempre há muita arrogância e busca de auto-promoção. Esse animador é sempre o grande ungido que não pode ser contestado.

Os animadores de auditório desprezam a pregação expositiva

Pregar sobre uma passagem bíblica de maneira profunda, bem estudada e pesquisada, além de levar os ouvintes a reflexão. Eis algo que os animadores de auditório abominam! Dizem logo que não precisam de esboços, pois o Espírito Santo revela. Ora, o Espírito Santo é limitado em expressar a sua vontade por meio de um esboço? O que esses animadores não querem admitir é que a pregação expositiva impede o seus teatrinhos, pois a centralidade é em torno da Palavra. Além disso, um sermão expositivo exige tempo e bom preparo, algo descabido na era dos descartáveis e das comidas-rápidas. Bem cantou o salmista: “A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices”(Sl 119.130).

Os animadores de auditório desprezam o ensino e o estudo da Palavra

Como pode alguém dizer que foi chamado para o ministério pastoral se não tem apreço para o ensino. Pastor não foi chamado para cantar, construir templos, fazer campanhas sociais, tudo isso é bom, mas a principal missão do pastor é ensinar o seu rebanho. Já dizia o apóstolo Paulo ao jovem pastor Timóteo: “seja apto para ensinar”(I Tm 3.2). O ensino exige aprendizado. Aquele que ensina deve-se dedicar ao ensino (Rm 12.7). Escreveu o professor James I. Packer: Despreze o estudo de Deus e você estará sentenciando a si mesmo a passar a vida aos tropeções, como um cego, como se não tivesse nenhum senso de direção e não entendesse aquilo que o rodeia. Deste modo poderá desperdiçar sua vida e perder a alma.[1]
Os animadores de auditório não suportam sermões de conteúdo, pois eles querem é entretenimento. São como crianças que deveria ficar na escola, mas pulam o muro para jogar bola. O pregador não pode fugir da responsabilidade de trazer conteúdo bíblico aos seus ouvintes, como disse Paulo: “Pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 4.2, 15).

Os animadores de auditório desprezam temas relevantes em suas pregações

Você já foi em um grande congresso, onde esses animadores de auditório comparecem, cujo tema era “O fruto do Espírito” ou “A Santíssima Trindade”? Mas certamente você já foi em eventos que os verbos mais conjugados foram: receber, vencer, poder, ganhar, conquistar, sonhar, triunfar etc?! Infelizmente os temas essenciais da Bíblia são desprezados nos púlpitos. Onde estão aquelas pregações sobre o “caráter cristão”, “a graça de Deus”, “o céu e inferno”, “a justificação pela fé”, “a mortificação da carne”, “o preparo para um encontro com Deus” etc? Logos os animadores dizem: “Isso é tema para Escola Dominical”, mas eles nunca vão a Escola Bíblica Dominical! E quem disse que pregação não deve conter o temas essenciais da fé cristã?Para pregar os temas relevantes da fé cristã é preciso manejar bem a Palavra da Verdade e ser como Apolo, “varão eloquente e poderoso nas Escrituras” (Atos 18.24). Mas não basta somente boa oratória, eloquência e experiência em homilias, é necessário acima de tudo dominar as Escrituras, ser “instruído no caminho do Senhor” e ser “fervoroso de espírito”, sendo assim, o pregador vai falar e ensinar com diligência “as coisas do Senhor”(Atos 18.25), assim como Apolo. John Stott escreveu: O arauto cristão sabe que está tratando de assunto de vida ou morte. Anuncia a situação do pecador sob os olhos de Deus, e a ação salvadora de Deus, através da morte e ressurreição de Cristo, e o convida ao arrependimento e à fé. Como poderia tratar tais temas com fria indiferença?[2]
A partir do momento em que os pregadores esquecem o tema principal do evangelho, eles desprezam o próprio Senhor da Palavra. Quando desprezam o verdadeiro Deus passam a adorar o falso deus da teologia da prosperidade: Mamon! Isso acontece quando as doutrinas centrais do cristianismo são desprezadas.

Os animadores de auditório despertam o emocionalismo

O emocionalismo é ser guiado e orientado pelas emoções. A emoção é parte importante do culto cristão, pois nós, os seres humanos, somos emocionais e também racionais; o grande problema é que os animadores valorizam excessivamente a emoção em detrimento da razão. Os animadores chegam a afirmar que as pessoas não precisam compreender aquilo que acontece em suas reuniões ou dizem para que os cultuantes não usem a mente. Outros, mais ousados, ameaçam sua platéia dizendo que Deus condena os incrédulos, com se ter senso crítico fosse incredulidade. A Bíblia adverte contra a credulidade cega, que não analisa e vê, baseado nas Escrituras, aquilo que está engolindo (I Jo 4.1). Os animadores de auditório não gostam de uma platéia que pense!

Os animadores de auditório pregam um deus mercantilista

Para os animadores Deus é obrigado a agradar os seus bons meninos dizimistas e ofertantes. A base do relacionamento com Deus é na troca: “Eu vou dar o dízimo para Deus me dar uma casa ou vou fazer uma grande oferta para arranjar uma linda noiva”. Ora, vejam com Deus é visto nos pensamento dos animadores, como um grande comerciante, melhor inclusive que aplicação na bolsa de valores.
Quão miserável é essa espiritualidade mercantilista, onde o dinheiro é visto com mediador entre o homem e Deus; onde a “divindade” faz trocas com homens materialistas. Ó quão miserável e podre doutrina dos animadores de auditório! Mas quão maravilhosa é a visão bíblica do Altíssimo, um Deus de amor que nos transmite graça sendo nos ainda pecadores, e que nos livra do pecado e da morte e nos dá uma nova vida em Cristo!

Os animadores de auditório amam títulos

Apesar do horror pelo estudo bíblico, os animadores gostam do título de Doutor em Divindades, que pode ser comprado por dois mil dólares em falsas faculdades nos Estados Unidos e no Brasil, mas só que na América de cima é mais chique! Ora, como alguém se torna doutor em apenas seis meses? (eis um rolo gospel do diploma).
Isso mostra que os animadores não estão preocupados com um estudo aprofundado das Escrituras ou até mesmo na trilha de uma carreira acadêmica, o que eles amam na verdade é os títulos. Hoje proliferam os auto proclamados bispos, profetas, apóstolos, arcanjos e daqui a pouco: semi-deus ou vice-deus. Mas é melhor não dar idéia.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

As bem-aventuranças dos "pastores idiotas".


Por Geremias do Couto
Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", quando fordes xingados com este epíteto simplesmente por acreditardes no que disse Jesus: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem consomem, e onde os ladrões minam e roubam" (Mateus 6.9). Tal ato insano, ao invés de vos maldizer, mostra que ainda estais firmes na verdade.

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", que não sucumbistes aos "encantos" da teologia da prosperidade por compreender que "os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína" (1 Timóteo 6.9). Não vos entristeçais, nem penseis que estais sozinhos. Há muitos outros "idiotas" convosco, inclusive o apóstolo Paulo.

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", por não vos curvardes aos arautos que vos maltratam em virtude de crerdes que aos ricos deste mundo a Palavra de Deus ordena: "Não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas" (1 Timóteo 6.7). Tal maldição é, na verdade, um reconhecimento de que pondes a vossa confiança não nas riquezas desta vida, mas na abundância que vos é dada para a glória de Deus.

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", que resistis aos apelos dos que vos querem enredar com o brilho do ouro que perece, porque vós bem sabeis que é vosso dever continuardes a ensinar às suas ovelhas "que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente, e sejam comunicáveis" (1 Timóteo 6.18). Saibais que outros "pastores idiotas" iguais a vós foram já recebidos na glória e aguardam o precioso galardão.

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", porque não perdestes a visão da semeadura e, por isso mesmo, sabeis que não se ganham almas com o glamour das riquezas humanas, mas com a sementeira do evangelho. Sem esquecerdes da advertência da parábola do semeador, que diz: "Os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera" (Mateus 13.22).

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", por não perfilardes o triunfalismo da pregação humanista, centrada no homem, que enriquece a quem prega e defrauda a quem ouve. Ainda que vos pareça estardes "fora do modelo contemporâneo", alegrai-vos porque continuais apegados ao modelo bíblico, que diz: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gálatas 6.14).

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", que embora injuriados pela vossa pregação "arcaica", ainda carregais no bolso do vosso coração a credencial de servo do Altíssimo, enquanto alguns já a trocaram pelas credenciais de semideus, arrogante e soberbo e usam-na ao sabor das circunstâncias para se locupletarem em cima da lã de suas ovelhas.

Bem-aventurados sóis vós, "pastores idiotas", que, enquanto alguns voam os céus do mundo em modernos jatinhos, trafegam as grandes avenidas em luzentes automóveis e se deleitam nos mármores de grandes mansões, o vosso prazer é estar junto das ovelhas, alegrardes com elas e, se preciso for, dar por elas a vossa própria vida. Não vos esqueçais que outros "idiotas" iguais a vós se encontram já no Reino do Pai.

Bem-aventurados sois vós, "pastores idiotas", que preferis o "prejuízo" da coerência, da fidelidade a toda prova aos princípios imutáveis da Palavra de Deus, do que sucumbirdes - ainda que tentados - às lentilhas que se vos oferecem para amenizar eventuais necessidades imediatas. Mais vale o pão dormido da consciência tranquila do que os banquetes da consciência aprisionada.
Bem-aventurado sois vós, "pastores idiotas", pelo modo como sois tratados por amor do nome do Senhor e por não vos enredardes pelo brilho passageiro da glória humana. Não sois melhores por isso, mas também não sois piores. Todavia, enchei o vosso coração de alegria porque o vosso nome faz parte da galeria dos heróis da fé que professam somente a Cristo e têm Deus como o bem maior da vida. Tende como lema o que Paulo ensinou: "Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai-vos" (Filipenses 4.4).

Assina um "idiota" como todos vós.