domingo, 21 de agosto de 2011

Pastor Tio Chico e suas histórias “maravilhosas”.


Quem assiste às piadas sem graça de programas como Zorra Total, A Praça é Nossa ou Show do Tom e conclui que o humor brasileiro vem padecendo de falta de criatividade precisa conhecer uma categoria nova de comediantes que atua em outras frentes. Padre Quevedo? Henri Cristo? Nenhum deles é páreo para o Pastor Francisco Vieira, que faz uma verdadeira romaria pelas igrejas evangélicas brasileiras narrando a saga do seu personagem mais famoso, o Ex-bruxo Tio Chico.
O auto ungido ex-bruxo tem uma agenda bastante disputada. Só em janeiro, segundo o seu site oficial, fez turnê por cinco cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Birigui-SP, Araçatuba-SP e Juquiá-SP, pregando em igrejas como Assembléia de Deus, Internacional da Graça e Evangelho Quadrangular. Em todos esses lugares, Tio Chico conta com riqueza de detalhes suas fantásticas aventuras, leva a platéia ao riso e à comoção e, como ninguém é de ferro, faz seu pé-de-meia.
Para quem nunca ouviu falar no ex-bruxo Tio Chico, recomendo uma visita ao You Tube ou a aquisição, por R$ 25,00, de seus DVDs de testemunho. O preço é salgado, mas é riso garantido. Francisco teria nascido em 18 de setembro de 1960, estando no momento com 47 anos. Se os cineastas brasileiros fossem mais atentos, a sua vida renderia um longa-metragem capaz de deixar Steven Spielberg no chinelo. Forrest Gump não tem a mesma riqueza dramática.
Tio Chico conta com naturalidade que fez três pactos com o Diabo. Estranho o fato dos dois primeiros terem sido invalidados. A precocidade é um dos pontos destacáveis do nosso herói. Segundo suas palavras, foi o Pai-de-Santo mais novo do Brasil, tendo conseguido a façanha com 10 anos de idade. Um fato que me impressiona na história de Tio Chico é a sua onipresença e capacidade de ultrapassar a barreira do tempo. Segundo informações do seu site, o bruxo Tio Chico transformou-se em nova criatura em 1990. Pouco tempo depois foi promovido a Pastor Francisco e percorre o país tornando conhecidas suas folclóricas atuações em diversas áreas, sempre com uma espantosa capacidade. Não se sabe como, Tio Chico foi funcionário do Banco Central por oito anos. Não se sabe também como chegou ao cargo de chefe de gabinete por meio de concurso público. Algo inédito no Brasil. Segundo o mago das finanças, desviava dinheiro dos clientes para sua conta e enviava sua dinheirama para paraísos fiscais na Suiça. Não se sabe também como o Banco Central tinha clientes comuns, ao estilo do Bradesco ou da Caixa. Tio Chico conta que lucrava milhões fazendo desvios.

Impressionante também é a onipresença de Tio Chico. Apesar de ter afirmado que morou em 19 capitais brasileiras, achou tempo para praticar Umbanda, Quimbanda, Vodu, Feitiçaria, Bruxaria,Cartomancia, Universo em Desencanto, Igreja do Diabo,seita do Reverendo Moon, Budismo, Hinduísmo, Nova Era, Meninos de Deus, Islamismo, Judaísmo, além de jogar búxios, baralho, ler mão, ver bola de cristal, ser coroinha da Igreja Católica. Acha pouco? Tio Chico dá o golpe de misericórdia: ele ocupou o mais alto posto da Maçonaria e revela detalhes curiosos como sacrifícios de criancinhas e bodes.
Um truque ainda não desvendado é como Tio Chico fazia para sair do Brasil, só para atender aos caprichos da sua exigente mulher e, almoçar em Miami, e voltar no mesmo dia. Só para se ter uma idéia, o maior avião comercial do mundo, lançado após a era Tio Chico, chega a fazer 1.010 km por hora. De São Paulo a Miami, por exemplo, são 6.561 km. Para ir, sem escala, considerando o exato momento de embarque e desembraque da aeronave, Tio Chico e sua garota gastariam 13 horas para realizar este pequeno luxo. Considerando o passeio de táxi até o aeroporto, espera do vôo, revista, saída do aeroporto, entrada no restaurante, pedido e o ato de comer em si, no mínimo mais uma hora.
Concluindo: para esperar um almoço demorado assim, só mesmo fazendo uns beliscos à bordo. Agora, difícil mesmo seria ir para Tóquio e voltar no mesmo dia, como Tio Chico cansou de fazer, para agradar a ingrata esposa. Até hoje não ficou explicado como ele conseguiu percorrer os mais de 36 mil km entre o Brasil e o Japão ( considerando ida e volta) num mesmo dia ( de 24 horas), num avião a mil km por hora. Conclui-se que um dos pactos de Tio Chico o fazia ignorar as leis da Física para realizar seus intentos.
Tio Chico faz questão de propagar seu passado de vacas gordas. Ele garante que o contrato com o diabo lhe rendera quatro limusines, uma Ferrari, uma Mercedes Benz e uma incrível BMW, na qual o intrépido prosador fazia viagens para a África, ignorando completamente a existência de um Oceano Atlântico. Nas horas de folga, Tio Chico fazia rituais de magia negra e sacrifícios infantis na super máquina satânica. O então bruxo dispunha também de mansões e doze apartamentos em Brasília.
Tio Chico tem um passado tenebroso, tão tenebroso que faria o mítico personagem Jason se sentir um anjinho. Ele confessa nos púlpitos por onde passa o assassinato de quarenta pessoas a bala e o sacrifício de vinte e duas crianças. Tio Chico é modesto. Não computou no seu catálogo as mortes indiretas, vamos assim dizer. Ele garante que a cantora Clara Nunes, o apresentador Chacrinha e o presidente Tancredo Neves, morreram graças a trabalhos bem sucedidos realizados por ele. Para despachar a cantora baiana, Tio Chico teria embolsado US$ 45 milhões e um carro 0 Km. Cortesia do ex-prefeito de São Paulo, Orestes Quércia. Nâo se sabe se o carro tem poderes mágicos. Já Chacrinha foi mal avaliado. Pela bagatela de US$ 1 milhão, o impiedoso Tio Chico matou o Velho Guerreiro. A encomenda veio da “amante dele”, Rita Cadillac. Já o presidente Tancredo Neves foi morto a pedido de Paulo Maluf e José Sarney. Incrível como era influente o nosso personagem. Apesar de ter morado em 19 capitais, conhecido 68 países, ter feito um curso superior, ter frequentado com certa importância 28 religiões, chefe de gabinete do Banco Central, prestador de serviço para a Câmara e o Senado, o incansável, onipresente e onipotente Tio Chico comandava o Comando Vermelho no Rio de janeiro, ao lado de figuras como Escadinha, Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP. Mesmo assim, ainda achava tempo para visitar cemitérios e se alimentar de vísceras humanas e prestar “trabalhos espirituais” em seu centro para 68 empresas. Injetou sangue de bode no corpo, gasolina e éter. Teve um tórrido romance de oito meses com sua cachorra Fila Brasileira. Tudo isso até os 30 anos de idade.
A história de Tio Chico que mais me seduz é a que ele claramente desafia toda a possibilidade matemática e diz que comprou a esposa, quando esta tinha 12 anos de idade. Ficou casado 19 anos com ela e já está há 17 separado. Como Tio Chico tem hoje 47 anos, estima-se que ele tenha feito isso com incríveis 11 anos de vida. Em um de seus testemunhos, Tio Chico conta que trabalhou para a Wagner Canhedo, tendo inclusive sugerido o nome para a Vasp. Ele só não explica em qual encarnação fez isso, já que a empresa foi fundada em 1933. Tio Chico também garante que trabalhava nos bastidores para a Chevrolet, que segundo ele cada letra significa uma palavra, que descamba na frase “Chegou Hoje Este Vagabundo Roubando Ouro Liquidando Esta Terra”. Nem o fato da montadora ter sido fundada pelo piloto franco-americano Louis Chevrolet, em 1911, nos EUA, intimida Tio Chico. Presumo que ele terá alguns problemas para traduzir a frase para o inglês usando as mesmas iniciais. Idem para o francês e o espanhol. Espantoso também foi o fato de Tio Chico ter experimentado uma recaída, já que afirma que nomeou o Marea, veículo da Fiat, que significa no idioma diabês Enxu Marea. O problema é que Tio Chico garante que se aposentou das suas atividades mirabolantes em 1990. Como o Fiat Marea foi lançado em 1998 no Brasil, fica no mínimo, curiosa a participação do mestre neste episódio.
O maior troféu de Tio Chico é a apresentadora Xuxa, da Rede Globo (emissora que se valia de seus préstimos também). Ele garante que a Rainha dos Baixinhos realizou três pactos com o Coisa-Ruim, para se tornar famosa e rica. O generoso Tio Chico teria intermediado o negócio. Não se sabe quanto lucrou nesta transação. Aliás, Tio Chico faturava de todas as formas. Garante que há um processo contra ele no Distrito Federal, por ter falsificado 1800 folhas de cheque. Curiosamente, não consta nenhum processo contra Francisco José Vieira Guedes na Justiça de Brasília. Tio Chico tem a espantosa capacidade de fazer os processos evaporarem como mágica das gavetas dos tribunais. Curioso também o fato de em seu site não constar nenhuma cópia de qualquer documento de suas transações, uma lembrança de alguma viagem para algum das dezenas de países, nenhuma certidão de óbito de duas filhas que ele garante terem sido sacrificadas. Tio Chico é um homem muito reservado.
Quando Tio Chico foi tocado por Jesus e resolveu jogar sua vida perversa no mar do esquecimento, sofreu várias retaliações de seu antigo patrão. Ele conta que foi vítima de um terrível acidente de carro, que lhe rendeu 25 cirurgias. Como desgraça pouca é bobagem, Tio Chico conta que está vivo pela graça de Deus, já que os médicos retiraram incríveis 250 gramas de estilhaços de vidro de sua cabeça, perdeu as cordas vocais (usa uma até então inédita prótese de borracha) e outros detalhes que não convém relatar. Fato incrível é que o Pastor Francisco tem passaporte livre em centenas de igrejas e nenhum pastor pede alguma comprovação de seus feitos ou chama a Polícia Federal. É uma encruzilhada santa: se Tio Chico (apesar da Cronologia, Geografia, História, Biologia, Matemática, Física, Química e todas as outras ciências provarem o contrário) diz a verdade, é merecedor de capa na Veja, destaque no Fantástico e no mínimo uns cem anos de solidão carcerária. Normalmente, Deus perdoa o pecado hediondo. Mas a Justiça dos homens não é assim tão compreensiva. Se Tio Chico, como tudo leva a crer, falta com a verdade (no que compensa com muita criatividade), pode responder processo por calúnia, difamação e falso testemunho. É também de se duvidar da seriedade das instituições religiosas que o recebem. Das duas uma: ou levam um criminoso hediondo e plural para usar seus púlpitos ou patrocinam um mentiroso de proporções nunca alcançadas por uma mente humana antes.

Autor: Anderson Alcântara
Jornalista e Acadêmico de História - Goianésia - GO.
anderson0123@bol.com.br

Fonte: [ Portal de notícias do Amapá ] via [ Site Ponto Crítico ]

Considerações finais do site Ponto Crítico:

A matéria acima, destaca a importância atual de uma reflexão crítica por parte dos cristãos, pois além de Tio Chico, sabe-se que existem também outros “Ex-Bruxos”, que com suas estórias mirabolantes mobilizam uma massa de pessoas que os seguem de maneira cega, considerando o fato de que faltam provas convincentes de que seus “testemunhos” são verdadeiros.

Pode-se citar como exemplo o também brasileiro e suposto ex-bruxo “Daniel Mastral” e a escritora norte americana Rebecca Brown, que embora não seja ex-bruxa, ela apresentou em seus livros uma estória de libertação de uma ex-bruxa, cuja estória foi investigada nos EUA, e foi encontrada como fraude, sendo que já foi até publicada a tradução dessa investigação em nosso site (Leia parte 01, parte 02, parte 03).

Desse modo, nós consideramos que todo cuidado ainda é pouco no que diz respeito a tais testemunhos mirabolantes de libertação espiritual, pois além de ex-bruxos, temos no Brasil também o caso do Guina, que se dizia Ex integrante do grupo Racionais MCs, o qual também já foi encontrado como fraude.

Não duvidamos que uma pessoa tenha capacidade de “em nome de Deus” criar uma estória de Romance/Ficção e vende-la como testemunho biográfico, sendo que compete a nós e tão somente a nós a responsabilidade de filtrar aquilo que realmente vem da parte de Deus.

É nossa responsabilidade considerar como anátema aquilo que provem da mentira e do engano, sendo que tais coisas vem exatamente para provar nosso amor pela Verdade (2Ts 2:11), pois está escrito que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios (1Tm 4:1)

sábado, 20 de agosto de 2011

Pastores Free Lance - A Ultima Moda

última Moda Pastores Free Lance.

Cresce o número de pastores que se alto denominaram Free Lance. Como se não basta-se aconteceu o seguinte.


Em uma igreja Batista, o pastor titular foi para outra igreja, à igreja onde pastoreava montou uma comissão para eleger o novo pastor, só que esse processo leva em media uns 6 meses.

Pasmem vocês enquanto o processo esta em andamento a igreja já recebeu diversos “currículos” de pastores Free Lance – o infeliz teve a coragem de deixa na igreja cartão de visita, pôster com sua propaganda e pior veio com um carro todo adesivado para se alto promover, sem contar um que disse que cobrava conforme o serviço solicitado tipo: casamento seria um valor, batismo outro, sermão outro e etc..
O que será isso?
Quais as regras?
Quem ganha quem perde?
Quem já viu ou quem ainda vai ver?

O que aconteceu com o “De graças recebeste de graças daí”, ou com a famosa ÉTICA CRISTÃ.
Tenho plena certeza que o obreiro é digno de seu salário, mas a bíblia diz bem claro OBREIRO e não esse bando de picareta que estão andando pelas as igreja deixando o seu currículo.
Meu Deus onde vamos chegar, depois abrimos a boca para falar mal de católicos, espíritos, macumbeiros e outras, será que não ta na hora de olharmos para nos mesmo como igreja.
Tenho plena certeza que o ÚNICO livro da bíblia que deve ser pregado na igreja é o livro de GÁLATAS, pois o mesmo trata apenas de uma coisa: A defesa do evangelho dentro do Evangelho, ou seja Ap Paulo estava preocupado com os acontecimento dentro da igreja de Jerusalém e que estava contaminando as igrejas dos gentil, enquanto não resolvemos os nossos problemas internos, nunca poderemos falar dos externos.
Amado quero deixar esse texto para a vossa meditação:
Lucas 18: 8: "Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Contudo quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra?"

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Grupos gays ameaçam entrar na Justiça contra outdoor de evangélicos

Os organizadores da Parada Gay de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, prometem contestar na Justiça outdoors colocados pela igreja evangélica Casa de Oração que citam mensagens bíblicas sobre homossexualidade. Os grupos gays reclamam de provocação, já que no domingo (21) ocorre a 7ª Parada do Orgulho Gay no município.


Segundo o pastor Antônio Hernandes Lopes, no entanto, o objetivo é apenas “expressar o que Deus diz a respeito da homossexualidade”. Nas frases, que citam a Bíblia, lê-se: “Assim diz Deus: ‘Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável...’”. Há ainda outras duas passagens relacionadas ao tema.
"Todos os seres humanos têm direito a expressar o que quiserem, mas têm o ano todo para fazer isso. Fazer na semana da diversidade é uma maneira de ataque, não tinha essa necessidade", afirma Agatha Lima, uma das responsáveis pela Parada Gay na cidade.
“Estamos aproveitando a oportunidade que eles estão divulgando a maneira de viver deles para expressar o que Deus diz a respeito”, rebate o pastor. Ele diz que o outdoor foi colocado em um ponto distante do trajeto da Parada Gay, justamente para evitar confrontos.
Mas não é o que diz Agatha Lima. "Esse outdoor é apenas um dos cinco que foram instalados na cidade. E esse, próximo à Câmara Municipal, está a um quarteirão do nosso Centro de Referência da Diversidade Sexual", diz.
O pastor da Igreja Casa de Oração refuta a acusação de homofobia: “É algo que já está divulgado há milhares de anos”, afirma Antônio Hernandes. “Nós amamos essas pessoas, oramos por elas, elas são bem-vindas, mas a vida, a forma que elas vivem, está contrária àquilo que Deus diz”, argumenta.

Crente que pariu - O hino mais ungido dos jovens solteiros

Jesus, o remédio para uma igreja enferma


Alguns estudiosos da Bíblia, dentre as fileiras do Dispensacionalismo, afirmam que as setes igrejas da Ásia Menor são um símbolo dos sete períodos da história da igreja, assim classificados: Éfeso simboliza a igreja apostólica; Esmirna, a igreja dos mártires; Pérgamo, a igreja oficial dos tempos de Constantino; Tiatira, a igreja apóstata da Idade Média; Sardes, a igreja da Reforma; Filadélfia, a igreja das missões modernas e Laodicéia, a igreja contemporânea. Essa classificação, entretanto, não tem qualquer amparo histórico nem qualquer fundamentação bíblica.
Jesus elogia duas dessas igrejas: Esmirna e Filadélfia, mesmo sendo a primeira pobre e a segunda fraca. Quatro delas recebem elogios e censuras: Éfeso, Pérgamo, Tiatira e Sardes. A última, Laodicéia, só recebe censuras e nenhum elogio. Algumas lições podemos aprender com essas igrejas:

1. Jesus conhece profundamente a sua igreja. Jesus está no meio da igreja e anda no meio dela. Para cinco dessas igrejas (Éfeso, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia) Jesus disse: “Eu conheço as tuas obras”. Para a igreja de Esmirna Jesus disse: “Eu conheço a tua tribulação” e a para a igreja de Pérgamo, Jesus disse: “Eu conheço o lugar onde habitas, onde está o trono de Satanás”. Jesus conhece as obras da igreja, os sofrimentos da igreja e o lugar onde a igreja está estabelecida.

2. Jesus não se impressiona com aquilo que impressiona a igreja. O diagnóstico de Jesus difere da nossa avaliação. O que nos impressiona, não impressiona a Jesus. À pobre igreja de Esmirna Jesus disse: “Tu és rica”; mas à rica igreja de Laodicéia Jesus disse: “Tu és pobre”. A riqueza de uma igreja não está na beleza do seu santuário nem na pujança de seu orçamento, mas na vida espiritual de seus membros. À igreja de Sardes que dá nota máxima para sua espiritualidade, julgando-se uma igreja viva, Jesus diz: “Tu estás morta”. À igreja de Filadélfia que tinha pouca força, Jesus diz: “Eu coloquei uma porta aberta diante de ti”.

3. Jesus não se contenta com doutrina sem amor nem com amor sem doutrina. Jesus elogia a igreja de Éfeso por sua fidelidade doutrinária, mas a reprova pelo abandono do seu primeiro amor. A igreja de Éfeso era ortodoxa, mas faltava-lhe piedade. Tinha teologia boa, mas não devoção fervorosa. Por outro lado, Jesus elogia a igreja de Tiatira pelo seu amor, mas a reprova pela sua falta de zelo na doutrina. A igreja tinha obras abundantes, mas estava tolerando o ensino de uma falsa profetisa. Não podemos separar a ortodoxia da piedade nem a doutrina da prática do amor.

4. Jesus sempre se apresenta como solução para os males da igreja. A restauração da igreja não está na busca das novidades do mercado da fé, mas em sua volta para Jesus. Ele é o remédio para uma igreja enferma, o tônico para uma igreja fraca e o caminho para uma igreja transviada. À igreja de Sardes, onde havia morte espiritual, Jesus se apresenta como aquele que tem os sete Espíritos de Deus, para reavivá-la. À igreja de Esmirna que enfrenta a perseguição e o martírio, Jesus se apresenta como aquele que venceu a morte. Jesus é plenamente suficiente para suprir as necessidades da sua igreja, plenamente poderoso para restaurar a sua igreja e plenamente gracioso para galardoar a sua igreja.

5. Jesus se apresenta à sua igreja para fazer alertas e também promessas. Para todas as igrejas Jesus faz solenes alertas e também generosas promessas. Andar pelos atalhos da desobediência é receber o chicote da disciplina e permanecer no pecado é receber o mais solene juízo. Mas permanecer na verdade é ser vencedor. Arrepender-se e voltar-se para Deus é receber do Filho de Deus as mais gloriosas promessas de bênçãos no tempo e na eternidade, na terra e no céu!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Em poucos anos 14% dos evangélicos desistiram das denominações e estão sem igreja

Em seis anos, de 2003 a 2010, cinco milhões de evangélicos deixaram de ter vínculo com igreja. De 4%, esses evangélicos aumentaram para 14% em relação ao total dos crentes das diversas denominações — um salto e tanto. O levantamento, ainda preliminar, é da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE. Ele foi feito com base em 56 mil entrevistas.


A antropóloga Regina Novaes disse que esses “evangélicos genéricos” assemelham-se aos católicos não praticantes. “Eles usufruem de rituais de serviços religiosos, mas se sentem livres para ir e vir (de uma igreja para outra)”, disse ela à Folha de S.Paulo.

O jogador Kaká e a sua mulher Carol são exemplos desse tipo de evangélicos. Nesse caso, eles não frequentam nenhuma igreja desde que saíram da Renascer ao final de 2010.

Carol, que chegou a ser ungida como pastora, tem dito que não precisa de igreja porque Jesus está dentro dela. “Por enquanto, não tenho sentido falta de rituais”, disse em recente entrevista.

Mas há casos de evangélicos que frequentam templo de sua crença e igreja católica, como Verônica de Oliveira, 31. “Não sei explicar direito. Acho que Deus é um só.”

O pesquisador Ricardo Mariano, da PUC-RS, recorreu a uma expressão criada pela socióloga britânica Grace Davie para explicar o fenômeno dos evangélicos sem pastor: believing without belonging (crer sem pertencer).

Ele disse que o fenômeno pode não ter sido tão intenso como a pesquisa mostra e vai esperar a divulgação dos dados definitivos que farão parte do Censo de 2010.

O certo, segundo Mariano, é que há uma tendência de as pessoas buscaram uma autonomia em relação a igrejas que defendem valores extemporâneos e pagamento de dízimo, entre outros custos. Ela chama esse comportamento de “desinstitucionalização”, que tem a ver com um individualismo cada vez mais forte.

O demógrafo José Eustáquio Diniz Alves, do IBGE, entende que esses evangélicos fazem parte de um contexto maior, o da democratização religiosa. Por esse processo, quem mais perde, no Brasil, é a Igreja Católica, que ainda é hegemônica.

Ele afirmou que vai se manter o crescimento dos evangélicos porque eles fazem parte de um extrato da população que tem maior fecundidade.

Pela POF, as pessoas que se declaram “sem religião” (ateus, agnósticos e aqueles que creem em um pouco de várias crenças) aumentaram de 5,1% para 6,7%.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A Sutileza de Satanás


O demônio trabalha corpo a corpo com as nossas paixões enganosas. Ele labuta para tornar-nos cegos às nossas faltas. Continuamente se esforça para nos levar ao pecado, e então, trabalha com a nossa mente carnal nos bajulando com a idéia de que somos melhores do que realmente somos. Assim, ele cega a consciência. É o príncipe das trevas. Cegar e enganar têm sido seu trabalho desde os nossos primeiros pais.
A força do hábito. Algumas pessoas se esquecem dos pecados que lhe são habituais. Frequentemente os pecados habituais entorpecem a mente, e dessa maneira, tais pecados, que uma vez afligiram a consciência, começam a parecer inofensivos.
O exemplo dos outros. Alguns se tomam insensíveis ao próprio pecado porque deixam a opinião popular ditar o seu padrão. Observam o comportamento dos outros a fim de discernir o que está certo ou errado. Porém, a sociedade é tão tolerante com o pecado que muitos deles perderam seu estigma. As coisas que não agradam a Deus e são consideradas abomináveis à sua vista parecem inocentes quando visualizadas através dos olhos da opinião popular.
Talvez as vejamos sendo praticadas por pessoas que estimamos, ou nossos superiores, ou por aqueles que são considerados sábios. Isso tende a favorecer essas coisas e a diminuir o sentido de sua pecaminosidade. É especialmente perigoso quando homens piedosos, líderes cristãos respeitados são vistos comprometidos com práticas pecaminosas. Isso especificamente tende a calejar o coração do observador e a cegar a mente a respeito de qualquer hábito maligno.

Obediência incompleta. Aqueles que obedecem a Deus indiferentemente ou pela metade correm o risco de viverem em pecado encoberto. Alguns cristãos professos negligenciam parte de seus deveres espirituais enquanto se concentram em outra parte. Seus pensamentos talvez estejam completamente voltados à oração secreta, à leitura bíblica, à adoração pública, à meditação e a outros deveres religiosos — enquanto ignoram os deveres morais: suas responsabilidades em relação à esposa, aos filhos ou aos vizinhos.
Sabem que não devem defraudar o seu vizinho, mentir ou fornicar. Mas parecem não considerar quanto mal há em falar dos outros de modo leviano, censurar o vizinho, contender e brigar com as pessoas, viver hipocritamente diante da família ou negligenciar a instrução espiritual de seus filhos.
Esse tipo de pessoa parece ser muito consciente em algumas coisas — aquelas áreas de sua obrigação sobre as quais se mantém vigilante — mas negligencia completamente outras áreas importantes.

Alegria no Sofrimento

Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma. (Tiago 1.2-4)


Os seguidores de Jesus Cristo enfrentam muitas dificuldades neste mundo. Algumas delas são experiência comum de todos os homens; os cristãos, contudo, são um povo escolhido, salvo e iluminado por Deus, e por isso devemos interpretar nossas vidas à luz do evangelho. Os não cristãos sustentam uma filosofia que se opõe à justiça de Deus e ao caminho de Cristo. Negam as verdadeiras causas e soluções para os problemas da humanidade. Assim, independentemente das variações e revisões, todas as teorias não cristãs falham em chegar à verdade sobre a nossa situação. Em vez de tomar conselhos a partir das dificuldades e dores de cabeça, eles se tornam amargos e endurecem seus corações contra a mensagem da salvação. E, em vez de capitular sob o calor da ira de Deus, juntam-se para lhe resistir. Mas a rebelião aumenta seus problemas e causa estragos em suas almas.Jesus Cristo nos salva da amargura e da rebelião, e transforma nossas perspectivas e atitudes. De fato, ele nos apresenta a única perspectiva verdadeira e as únicas atitudes adequadas. Ele nos faz homens e mulheres superiores. Aqueles que ainda estão obstruídos pela incredulidade e por más tradições hesitam dizer isso acerca dos seguidores de Cristo, mas se você se recusa a dizer que agora é superior ao seu antigo eu, significa que também alega que o evangelho é impotente e que as reivindicações que ele faz sobre o poder de Cristo são fraudulentas. Mas se você admite que agora é superior, isto também deve significar que você se tornou superior aos não cristãos, já que eles não se beneficiaram da sabedoria e do poder de Deus. A lógica é inescapável, mas de praxe os teólogos não falam dessa maneira, pois a maioria continua escrava da falsa humildade e dos clichês religiosos. Somos superiores porque Jesus Cristo é superior, e ele nos fez superiores nele por sua graça. É um dom de Deus ao seu povo.
Os não cristãos estão fora de contato com a realidade. Sua visão do mundo é pura fantasia, segundo a qual são pessoas boas e úteis, homens e mulheres podem livrar a si mesmos da perversidade e da destruição e Deus não os punirá com fogo do inferno. Jesus Cristo nos mostra a verdade e a realidade. Revela-nos que Deus é justo e soberano, que a humanidade transgrediu o padrão divino e caiu em pecado, e que Cristo veio para nos salvar da ira que está para vir e que já agora está operando no mundo. Jesus nos mostra que, embora tenhamos um futuro glorioso nele, que embora o caminho dos justos brilhe cada vez mais, este mundo segue caído e corrompido, que ainda não somos aperfeiçoados e que o crescimento nas virtudes de Cristo envolve dificuldades duradouras nesta vida.

Em si mesmas, as dificuldades não são agradáveis nem encorajadoras, mas Jesus Cristo nos capacita a enfrentá-las com alegria porque compreendemos que, quando as abordamos à luz do evangelho, elas exercitam nossa paciência e aumentam nossa resistência. Para isso significar alguma coisa, devemos entesourar as virtudes de Cristo mais que os confortos deste mundo. Devemos ter em mente as coisas de Deus mais que as coisas dos homens, e devemos ter um apetite semelhante ao dos anjos em vez do das feras.

Aqueles que foram regenerados pelo Espírito de Deus receberam a sabedoria para enfrentar a vida com essa perspectiva. Queremos ser como Jesus Cristo, que persistiu não apenas em meio às dificuldades gerais de viver neste mundo, como também à incredulidade, calúnia, toda sorte de abuso e mesmo à morte, podendo assim honrar seu Pai e salvar seu povo, isto é, os crentes de todas as gerações. Se seguirmos seu exemplo, nosso sofrimento no Senhor não será em vão.
Contudo, isso não significa que não fazemos nada para resistir. Algumas tradições religiosas querem nos fazer crer que a paciência e a resistência se traduzem em capitulação, que deveríamos permitir que os problemas nos atropelassem, como se isso por si só glorificasse a Deus e como se fosse a maneira adequada de se render à soberania de Deus. Isso é uma mentira de Satanás para nos convencer a abraçar a derrota, e fazê-lo sem luta. Deus nos deu recursos para superar muitos dos nossos problemas; de fato, é frequente a sua ordem de resistirmos com os métodos que ele ensina e fornece.

Visto que chegamos ao conhecimento da fé cristã, não importa o que enfrentamos na vida, devemos sempre lembrar que em Jesus Cristo já escapamos do pior tipo de problema — isto é, da ira de Deus em ação na alma, da escuridão intelectual de uma mente incrédula e da depravação moral de um pecador que vive sem o poder do evangelho. Ao contrário dos não cristãos, que estão sendo devorados pela morte a partir de seu interior, temos uma liberdade definitiva e crescente da morte. Estamos sendo educados na verdade pela palavra de Deus, e crescendo em coragem e autocontrole pelo poder do Espírito Santo.

domingo, 14 de agosto de 2011

QUE OS FILHOS DA MÃE SEJAM FILHOS DOS PAIS


O livro “Filhos da mãe”, Antonio Lazarini Neto fala da ausência do homem na educação dos filhos. No Antigo Testamento, a tarefa de educar os filhos também era dos homens. Em Deuteronômio, o pai falaria ao filho quando estivessem no campo. O autor de Provérbios declara: “Meu filho”. Mesmo que fosse um mestre e não um pai falando, o homem tinha papel na educação.

No Oriente, ainda hoje, o homem educa os filhos. Mas em nossa cultura, o domínio do homem é o da rua e dos negócios, e o das mulheres é o da casa e dos filhos. Muitos homens entregam a educação dos filhos às esposas (casais há que encarregam babás e escolas). Eles têm tarefa mais importante: o sustento. Mas a figura masculina é indispensável à criança. Ela precisa de um pai. O homem sinaliza ao filho o tipo de homem que ele deve ser. E sinaliza à filha o tipo de homem que ela deve procurar para se casar. Ou seja: o pai deve ser um modelo para os filhos. Se isto não acontece é problemático.
Há pais sem tempo para os filhos. E há os que não são bons modelos. Um jovem me disse que não queria ser um pai como o seu foi para ele. Outro disse que, na sua infância, quando seu pai chegava em casa, ele se urinava de medo. Brigaria com a mãe e o espancaria.

Há pais que são modelos. Transmitem valores e marcam as vidas dos filhos. Poucas coisas são tão belas como um pai chegando à igreja, com os filhos, e com a Bíblia na mão. Há coisa mais valiosa para um pai que seu filho se orgulhar dele?

No dia dos pais, exorto os pais cristãos a serem pais presentes. Que estejam com seus filhos, que lhes mostrem o evangelho em suas vidas e que estejam com eles na igreja. Pais que abandonam a igreja e não firmam nela seus filhos prejudicam-nos. Pais que amam a igreja e mostram isso a seus filhos ajudam-nos a se firmarem na fé.
Nos dias dos pais e das mães, geralmente nossas igrejas quase fazem um culto a eles. Eles devem ser honrados e respeitados. Sou pai.. É bom ter o amor e o respeito de filhos . Mas pais e mães precisam se lembrar que são os sacerdotes dos filhos. Devem instruí-los moral e espiritualmente. Devem orar por eles.
Parabéns, pais cristãos! Mas lembro-lhes que Deus lhes confiou filhos. Eles precisam de pais. Sérios, responsáveis, amorosos e fiéis a Deus. Lembro-lhes uma frase que li (onde?): “A maior coisa que um pai pode fazer pelos seus filhos é amar a mãe deles”. Vocês precisam assumir a liderança moral e espiritual do lar. Não pela força. Pelo amor. Amor à esposa. Amor aos filhos. Ajam de modo que seus filhos se orgulhem de vocês. Deus os capacite!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Lanna Holder debocha das igrejas Assembleias de Deus e Deus é amor


A pastora Lanna Holder fundadora da Comunidade Cidade de Refúgio, destinada ao grupo LGBT (Lanna assumiu publicamente sua relação homossexual com a cantora e pastora Rosania Rocha), fez uma pregação recentemente debochando dos usos e costumes de igrejas pentecostais como Assembleia de Deus e Deus é Amor.

Em seu discurso ela recorda de situações cômicas que aconteceram quando ela ainda era da AD, chegando a dizer que foi “colocada em disciplina” por ter levado os jovens de sua igreja para o parque de diversões e também por levá-los a uma cachoeira.

“Eu falei para ele [para o pastor], o senhor me mostra onde está escrito na Bíblia ‘não andaras de roda gigante’?”, disse ela relembrando a conversa que teve com o pastor assembleiano.

Enquanto os membros da igreja davam risada sobre essas situações, a ex-missionária zombava até dos dons de línguas fingindo que estava no “mistério”.


“Nós crescemos debaixo de um sistema opressor”, disse ela se referindo aos usos e costumes. “Não estou falando mal da Assembleia estou falando do sistema”. Para ela usos e costumes é diferente de doutrina.

Nessa pregação ela também cita uma mulher que antes de fazer parte da Cidade Refúgio era membro da Deus é Amor, e Lanna diz que no ministério de Davi Miranda tomar banho com sabonete é pecado.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Em busca da igreja perfeita

A carta de um amigo que conheci faz poucos meses serve de base para o que vou escrever. Ele também lerá este artigo e me entenderá. Sua frustração é a de que deixou anos atrás sua denominação porque sonhava com uma igreja perfeita, com a igreja restaurada, com o verdadeiro corpo de Cristo.
Lamento informar que este tem sido o sonho frustrado de muita gente. Eu também me frustrei, até que... Também em 1975 deixei minha denominação e comecei uma nova congregação – fui o primeiro neste país a começar uma comunidade cristã em Porto Alegre – porque sonhava com uma igreja diferente, em restauração, uma igreja sem rugas e manchas. Pronta para o Filho. E trabalhei e lutei por isso, cruzando o país de Sul a Norte, de Leste a Oeste. Onde havia dois ou três frustrados com a igreja que freqüentavam aí estava eu no meio deles iniciando uma nova comunidade.
Como um apóstolo dos novos tempos – sempre me recusei a usar este título – trabalhei por uma nova reforma, uma nova igreja, perfeita. E meu sonho se concretizou. Sim, porque percorri a trilha certa, persegui o sonho correto e os anos de meu vigor foram empregados a favor da igreja que tanto anelava.
Tudo começou em 1973 quando escrevi o livreto Para Onde Vai a Renovação? Escrevi o livreto para combater os rumos que a renovação estava tomando. Numa época em que os irmãos das denominações tradicionais estavam sendo renovados e batizados no Espírito Santo e que tiravam as placas de seus templos, jogavam os hinários fora (força de expressão, é claro) e partiam em busca do vinho novo, eu era um jovem, dinâmico, com novas idéias. A denominação não me entendeu nem eu a entendi. E nos separamos.
Hoje percebo que essa busca pela igreja perfeita faz parte de um ciclo histórico que se repete a cada quarenta anos, mais ou menos. Esse foi sempre o sonho de todos os pré-reformadores, passando pela Reforma, pelos Wesley, Whitefield, pelos moravianos (e por todos os Irmãos que se preservaram e se recusavam a fazer parte da igreja institucionalizada, nem que fosse a reformada. Você entenderá melhor quem foram os Irmãos lendo algo sobre a história da igreja em meu site).
E descubro pelos exemplos da história e pelos exemplos recentes que a igreja perfeita, santa, pura e restaurada existe – mas não conseguimos vê-la com olhos humanos, apenas com os de Cristo. O que quero dizer com isto? Explico. Nós os homens somos imperfeitos, e em algum momento nossa imperfeição contagia a pureza da igreja.

Hoje décadas depois de haver saído à busca da igreja restaurada, de ter perdido todos os meus direitos – se é que temos algum, porque nossos direitos são os de Cristo, e me refiro a viver sem aposentadoria de igreja, sem projetos pessoais, sem sonhos pessoais, sem plano de saúde, mas lutando pelos direitos de Cristo – e passando célere pelos anos sessentas de minha vida, eis aí a igreja perfeita! Encontrei-a. Perfeita entre os imperfeitos. Gente sincera que não se contamina com o sistema, nem com o que seus líderes fazem e pensam!

Não me refiro a igreja que se vê, mas a que se não vê.

E pregando e ministrando em todas as denominações, mesmo naquelas que servem de chacota para os blogueiros de plantão, pregando entre os mais variados grupos, denominações, igrejas locais, igrejas históricas, como os luteranos e os episcopais; entre os neopentecostais, encontro o mesmo anelo: Todos querem ser igreja perfeita, e sonham com uma igreja restaurada.
Conheço grupos que saíram de suas denominações com o sonho de começar algo novo, e anos depois se veem no mesmo estado espiritual de onde saíram. Porque somos imperfeitos e não cuidaram de suas imperfeições.
E meu consolo está na visão que João teve no Apocalipse. Jesus é visto no meio da igreja. Estava no meio da igreja de Éfeso, por onde circulavam falsos apóstolos e que havia perdido seu primeiro amor. Estava na igreja de Esmirna, e no meio da igreja de Pérgamo onde alguns amavam o suborno, o dinheiro, o prêmio de Balaão. Estava em Tiatira e suportava uma tal de Jezabel e as prostituições do povo. Estava em Sardes onde poucos se mantiveram puros e limpos; estava em Filadélfia e em Laodicéia. Jesus é visto entre os perfeitos e os pecadores.

Os sete candeeiros de ouro são as igrejas, e João vê a Jesus “no meio dos candeeiros”. E assim, por onde ando procuro enxergar a igreja perfeita e restaurada. Se olho para as estruturas, para os sistemas eclesiásticos, para os modelos de crescimento, para o enriquecimento ilícito, para as injustiças sociais, fico frustrado, mas quando desvio meus olhos dessas coisas imperfeitas, no meio de Éfeso e de Pérgamo, vejo a Jesus! O mais simples e bíblico sistema de governo de igreja costuma refletir a imperfeição de seus líderes.
Isso não é uma desculpa para se contentar e se desculpar, dizendo: - de nada adianta trabalhar por uma igreja restaurada! Na realidade todos nós que anelamos uma igreja santa e que por ela lutamos a vida toda, contribuímos, de alguma forma para que essa igreja surja e brilhe no mundo. Não estou arrependido das igrejas/comunidades que comecei; elas estão cumprindo seu papel no ciclo da história; mas também não estou arrependido de voltar a ser um pastor denominacional, porque o ciclo da história me permite viver entre todos, anelando a igreja perfeita. Nos dias de Elias havia sete mil que não se dobraram a Baal, e ele achava que era o último remanescente fiel. Não quero ser um Elias: Quero enxergar os milhares que vivem no meio de um Israel corrupto, mas que nunca se dobraram a Baal.
Por isso, não estou frustrado, se é que você me imaginou assim. Ao contrário. Olhando para trás vejo que os anos de labuta em prol da verdadeira igreja fizeram o trabalho inverso: Ajudaram-me a amadurecer, purificaram-me dos meus conceitos e preconceitos – e como bati nas denominações! – libertaram-me de minhas idiossincrasias e me deram uma visão cósmica da igreja, que jamais eu teria se não tivesse lutado a favor dessa igreja, e se não tivesse perseguido o sonho da igreja perfeita.
O que estou afirmando é que o sonho de se perseguir uma igreja perfeita leva-nos à perfeição, a uma maior comunhão com o Filho, Jesus, e a um maior entendimento da verdadeira igreja. Assim, não me vejo impedido de pregar em lugar algum; porque se levar em conta o que é exterior, não pregarei nem na mais “santa” das igrejas sejam estas denominacionais ou meramente locais.
Portanto, sem me importar com a impureza dos líderes e dos homens, sei que onde eu estiver estarei entre os que se dedicam a ser igreja e que também nutrem o mesmo sonho. Na realidade é bom curtir e perseguir o sonho da igreja perfeita, porque ao fim de tudo nós é que somos aperfeiçoados em Cristo.


O pecado da bermuda e do chapéu dentro do "templo"

Imagine Deus contemplando a adoração de um escocês de saia, imagine Deus ouvindo a oração de um indígena tribal com uma cueca florestal, imagine Ele dando livramento a um corredor que pratica atletismo com seu short a meio palmo, ou Ele sendo louvado por alguém que estando pelado canta “Grande é o Senhor” tomando banho de chuveiro. Agora se imagine indo a igreja num belo domingo de manhã, numa escola dominical, com seu bermudão confortável, uma simples sandália de couro, uma camiseta de algodão refinado e um modesto chapéu ou boné. Acha que Deus receberia seu culto?
Pelo que tenho percebido entre alguns dos irmãos evangélicos, com esse traje, Deus receberia adoração apenas quando se estivesse fora das 4 paredes do templo: nas ruas, nas praças, no cinema, no shooping, etc. No templo jamais!!!
Entendo que a igreja não deveria impor padrões de "moda", tipo: “devemos nos vestir decente como se veste para ir ao tribunal ao encontro do Juíz, pois lá não entra de bermuda ou boné”. Poxa! Que dura verdade hein! Vejamos que em contrapartida, em um hospital se entra tanto de bermuda quanto de chapéu ou boné. Dos dois, diga-me qual mais se parece mais com a Igreja: o tribunal ou o hospital? Gente, deixemos de lado a hipocrisia! É bem certo que perante juízes e políticos existe um padrão de se vestir. Claro! Foram nossas meras invenções e tradições humanas que formalizaram isso. Todavia, que bom que Deus não é político ou Juiz de Direito! Ele já habita dentro de nós!
Já ouvi alguém dizer: “devemos dar o nosso melhor a Deus até mesmo usando as melhores vestes para Ele”. Então acha que Deus está preocupado com seu caríssimo terno e/ou par de sapatos? Acha que Deus está a fim da roupa do domingo a noite? Acha que entrar no templo elegantíssimo ou super coberto é um sinal de adoração? Definitivamente vejo que a roupa é um detalhe irrelevante. Certamente toda nudez promíscua será bíblicamente desaprovada. Mas...que pecado há em um chapéu ou bermuda? Quando Salomão sabiamente relatou que tudo é vaidade! Absolutamente tudo! Do que adianta uma roupa diplomática e um caráter reprovável? Falemos com as nossas vidas, amém?
Queria eu não escrever sobre coisinhas tão irrelevantes como as que delinho agora. Mas sinceramente me surpreendo quando alguém encalha com o uso de um boné ou um bermudão. E o pior é que ainda há muita gente que pensa assim. Na verdade tudo concerne para a idéia de santidade ambiental: lugar sagrado!!
Queridos, nos permitamos se livrar da religiosidade, pois da infância jamais sairemos sem que ousemos quebrar as prórpias tradições. Quando houver alguma retificação bíblica cujo texto condene o uso dos meus queridos bermudões chapéus e/ou bonés no “sagrado lugar”, admito que os lançarei no "guarda-roupa" preparado para o diabo e seus anjos. Enquanto isso, paciência.
Como bem disse Santo Agostinho: "Prefiro os que me criticam, pois me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem". Caso eu esteja equivocado, por favor me critiquem de forma sólida e me convençam de que estou errado. Só assim me farão crescer.
Por alguém que curte ir a Escola Bíblica de bermuda e boné

domingo, 7 de agosto de 2011

COMO SE TORNAR UM PREGADOR "FAMOSO"

(A TRAJETÓRIA DE UM FENÔMENO)

Pensando naqueles que não puderam acompanhar diariamente os módulos do curso de maior "sucesso" na blogosfera cristã “Como se tornar um pregador famoso”, segue abaixo todo o conteúdo do mesmo, juntamente com a sua conclusão.

APRESENTAÇÃO


Estaremos ministrando com exclusividade, um curso destinado a todos aqueles que sonham com o estrelato, como pregadores do evangelho. O curso é gratuito. Basta clickar no blog e sua inscrição será feita automaticamente. Todos os dias será postado um módulo do curso. Se você perder algum módulo, poderá acessar posteriormente os arquivos do blog e atualizar-se. Depois de terminado o curso, se você não se tornar famoso, não nos responsabilizaremos. O método que adotaremos já foi, e ainda é observado por muitos pregadores famosos da atualidade. Se deu certo para eles, pode dar certo para você também! Divulgue e participe!

MÓDULO 01

A humildade é fundamental no início da carreira de um candidato ao "estrelato" como pregador. Num primeiro momento, aceite o máximo de convites para pregar. Pregue em igrejas grandes, médias, pequenas, ricas, pobres, no centro, nas favelas, nos morros, nos sítios, na capital, no interior. O que vale é pregar, não importa onde. Se for o caso, você pode até se oferecer para pregar (sempre com um ar de humildade, não esqueça). Se levar jeito, os convites tenderão a se multiplicar.

MÓDULO 02

Nosso segundo módulo tratará sobre a mensagem que será pregada. No começo, seja o mais simples e objetivo possível. Muitos pregadores que já alcançaram o sucesso, iniciaram sua trajetória contando seu testemunho de conversão, associando a este, a mensagem da palavra de Deus. Seja o mais bíblico possível. Textos de difícil interpretação ou polêmicos, nem pensar. Se você pregar algo que "cheire" a heresia, vai se queimar logo no início da "carreira". No próximo módulo trataremos sobre a aparência do pregador.

MÓDULO 03

Simplicidade. Essa palavra expressa muito bem a maneira como o pregador, candidato a "fama" deve se apresentar. Cabelos bem cortados, higiene pessoal impecável, roupas não extravagantes bem passadas, sapatos engraxados, são requisitos desejáveis. Nada de grife (marca) famosa (pelo menos por enquanto), isso pode constranger seu público ainda muito humilde e pobre. Procure sempre a discrição, fazendo o possível para que sua imagem não tire a atenção da Palavra. Sua imagem é seu cartão de apresentação, e a primeira impressão geralmente é a que fica. No próximo módulo estudaremos sobre "gratificações" ou "ajudas de custo".

MÓDULO 04

No início da caminhada rumo a “fama”, quando for convidado para pregar, não estipule nenhum valor de cachê, oferta, ajuda, ou como queira chamar. Se ao final do culto, nem a gasolina ou passagem lhe derem, não faça cara feia, não reclame, nem questione. Abra um sorriso largo e diga que se precisarem, você estará pronto para retornar e pregar novamente. Tenha paciência, pois chegará o tempo dos bons “cachês”! No próximo módulo trataremos sobre cartões de apresentação e apostilas.

MÓDULO 05

Já está na hora de confeccionar um "cartão" de apresentação e algumas apostilas. Com relação ao cartão, comece com o título "CONFERENCISTA", isto impressiona. Na primeira viagem para outro estado (mesmo que você resida numa fronteira) mude o título no cartão para "CONFERENCISTA INTERESTADUAL", e assim sucessivamente até alcançar o status de "CONFERENCISTA INTERNACIONAL". As apostilas (e quem sabe alguns CD's) vão lhe ajudar a cobrir algumas despesas pessoais. No próximo módulo: a formação teológica do "CONFERENCISTA".

MÓDULO 06

Títulos acadêmicos são interessantes. Dá um certo ar de credibilidade e ajuda na melhora do "status". O candidato a "fama" como pregador, deve fazer um curso de teologia, se possível um mestrado e doutorado, mesmo se depois de ficar famoso acabe se auto-proclamando Doutor em Porcaria. No próximo módulo "Quando chega a fama, o que fazer?".

MÓDULO 07

A essa altura, depois de colocar em prática as orientações dos módulos anteriores, com uma boa dose de paciência e sorte, a fama certamente já estará batendo em sua porta. Daí em diante se torna necessário mudar alguns hábitos e posturas. Lembre-se sempre que você não é mais um "Zé Ninguém".

1. Convites

Lembra-se daquela história de aceitar o máximo de convites possível e de pregar em qualquer igreja, independente do tamanho ou condição social? Pois bem, esqueça. Pregador famoso não aceita qualquer convite (que deve passar agora por sua secretária), nem prega em qualquer igreja ou lugar. Se lhe convidarem para pregar em Camboriú, faça charminho e diga que vai dar uma olhada na agenda.

2. Pregação

Se pregar ou ensinar uma "heresiazinha" não vai ter problema algum. Agora você já tem uma "legião" de fãs, discípulos, adeptos, etc., que morrerão e matarão por você. Suas heresias para eles são "verdades absolutas", acima da própria Bíblia sagrada. Pregue sobre teologia da prosperidade, vitória financeira, amarre ou mande os demônios para longe (mesmo eles não indo), faça um ar de agressividade, cara feia, isto impressiona. O que vale é o que você diz. Você é o "cara"!

3. Aparência

Capriche no visual excêntrico. Faça plásticas no rosto, ajeite o cabelo, faça a sobrancelha, abuse na maquiagem, use ternos extravagantes (amarelo vermelho, rosa, etc.), sapatos também. Use apenas roupa de grife (Armani, Broksfield, Polo, etc.). Jogue no lixo suas convicções passadas. Não ligue para quem lhe chamar de "moderninho", de "mauricinho" da fé, etc. É mera intriga da oposição.

4. Cachê

Quanto ao cachê, você agora é quem dita as regras. Manter um status de pregador famoso custa caro. Estipule o seu preço, exija os melhores vôos, hotéis e restaurantes. Não dê moleza. Convidar pregador famoso não é para quem quer, é para quem pode.

5. Publicações e Produções

Apostila e CD é negócio para pobre. Escreva livros, grave DVD's, crie um site na internet, tenha o seu próprio programa na TV. Você agora é uma "marca" lucrativa.

6. Formação Acadêmica

Chame todos os seus títulos acadêmicos de "PORCARIA DE NOME". Apesar de ser uma grande hipocrisia de sua parte, seus discípulos vão gostar de ouvir isso, principalmente os frustrados e incultos. Abuse de arrogância quando falar de teólogos (apesar de você ser um).

7. Liderança das igrejas e convenções

Não se dobre diante de "presidentes" de igrejas ou convenções. Não se intimide com ninguém. Quando a coisa apertar, use sua oratória e jogue o povo contra a liderança. Desafie os pastores na tribuna da igreja (ou pela TV), isso dá um certo ar de "autoridade profética". Se qualquer grupo ou pessoa "pegar muito no seu pé", lhe incomodar com duras críticas, mande-os "PARA O QUINTO DOS INFERNOS", chame-os de hipócritas, opositores da "grande obra" que você está realizando. Mande vê, sem pena, sem dó e sem ética!

CONCLUSÃO DO CURSO

Amados, o curso “como se tornar um pregador famoso” (ou um "fenômeno"), trata-se de um retrato crítico de uma dura e triste realidade vivenciada pela igreja evangélica no Brasil e no mundo. Muitos jovens e homens de Deus, chamados e capacitados pelo Senhor para o Ministério da Palavra, acabaram cedendo ante as tentações proporcionadas pela “fama”, influenciados por alguns pregadores que estão ocupando espaços na mídia, em grandes eventos evangélicos, mas que se distanciaram da simplicidade e humildade, características indispensáveis na vida de um “servo” de Deus. Esses “astros luminosos dos palcos da fé” ou "fenômenos" começaram bem, mas se desviaram do salutar modelo bíblico (2 Tm 4.5). Adotaram uma postura arrogante, relativizaram valores, semearam heresias, contendas e insubmissão, afrontaram líderes, e arrebanharam para si multidões de meninos alienados e massificados (Ef 4.14). Querido irmão, se o Senhor Jesus te chamou para ser um pregador e ensinador de sua Palavra, faça isso com temor e tremor (1 Co 2.3), não confie em suas habilidades de oratória (1 Co 2.4), não busque para si a honra e a glória que só pertencem a Deus. Para os que são admiradores daqueles que assim agem, deixo também uma palavra de reflexão: Não apóie a sua fé em sabedoria (ou mera sutileza) de homens (1 Co 2.4-5). Agradecemos as manifestações de apoio, ao mesmo tempo que pedimos desculpas para todos que ficaram confundidos com os nossos reais propósitos.
Com lágrimas nos olhos, e com um coração ardendo em zelo pela causa do Mestre, um abraço e a paz do Senhor!

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Morte Amaldiçoada, porém Bendita


própria forma da morte de Cristo não carece de grande mistério. A cruz era maldita não apenas na opinião humana, mas também por decreto da lei divina [Dt 21.23]. Logo, enquanto é nela alçado, Cristo se faz sujeito à maldição. E se impôs agir assim para que, enquanto ela é transferida para ele, eximidos fôssemos de toda maldição, a qual, em conseqüência de nossas iniqüidades, nos estava reservada, ou, antes, pendia sobre nós. Isto fora prefigurado até mesmo na lei. Pois as vítimas oferecidas pelos pecados e no Antigo Testamento eram expiatórias, as chamavam aschamot, vocábulo com que, com propriedade, se designa o próprio pecado. Com esta aplicação do termo, o Espírito quis indicar que elas equivaliam a [katharmát – sacrifícios ou ritos de purificação], que tomariam sobre si e susteriam a maldição devida às transgressões. O que, porém, fora representado figurativamente nos sacrifícios mosaicos, isso se exibe em Cristo, atualizado no arquétipo. Portanto, para que levasse a efeito a justa expiação, ofereceu ele a própria vida como um ascham, isto é, um sacrifício expiatório do pecado, como o diz o Profeta [Is 53.10], sobre o qual lançada, de certa maneira, a mancha e a pena, para que deixe de ser-nos ele imputado.
Mais explicitamente, isto mesmo testifica o Apóstolo, quando ensina que “Aquele que não conhecera pecado, foi pelo Pai feito pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” [2Co 5.21]. Ora, o Filho de Deus, absolutamente limpo de toda mácula, revestiu-se, entretanto, do opróbrio e da ignomínia de nossas iniqüidades, e por seu turno nos cobriu de sua pureza. O mesmo parece ter Paulo contemplado quando, em referência ao pecado, ensina ter sido o mesmo condenado em sua carne [Rm 8.3]. Pois, de fato, o Pai anulou o poder do pecado, quando a maldição foi transferida para a carne de Cristo. Indica-se, portanto, com esta afirmação, que em sua morte Cristo foi imolado ao Pai como vítima expiatória, para que, efetuada propiciação por seu sacrifício, não mais nos apavoremos com a ira de Deus.

Agora está claro o que significa essa afirmação do Profeta: “As iniqüidades de todos nós foram postas sobre ele” [Is 53.6], isto é, Aquele que haveria de expungir a sordidez dessas iniqüidades foi das mesmas coberto mediante imputação transferida.

Símbolo deste fato, atesta-o o Apóstolo, foi a cruz, na qual Cristo foi pregado. “Cristo”, diz ele, “nos redimiu da maldição da lei, conquanto se fez maldição por nós. Pois foi escrito: Maldito é todo aquele que pende em um madeiro, para que a bênção de Abraão em Cristo alcançasse os povos”[Gl 3.13, 14; Dt 21.23]. O mesmo Pedro visualizou quando ensina que “no madeiro Cristo levou nossos pecados” [1Pe 2.24], visto que do próprio símbolo da maldição compreendemos mais claramente que foi posto sobre ele o fardo de que havíamos sido oprimidos.
Nem se deve, contudo, entender que Cristo tenha arrostado com esta maldição de modo tal que ele próprio tenha sido dela avassalado. Pelo contrário, em arrostando-a, antes abateu, quebrantou, destroçou-lhe todo o poder. Conseqüentemente, a fé apreende na condenação de Cristo uma absolvição; em sua maldição, uma bênção. Pelo que, não sem causa, magnificentemente proclama Paulo o triunfo que Cristo alcançou para si na cruz, como se esta, que era plena de ignomínia, fosse convertida em carro triunfal. Pois ele diz que foi “pregada na cruz a nota de dívida que nos era desfavorável, e os principados foram totalmente desbaratados, e, assim despojados, foram exibidos em público” [Cl 2.14, 15]. Tampouco isso surpreende, pois, como o atesta outro Apóstolo, “pelo Espírito Eterno Cristo se ofereceu a si mesmo” [Hb 9.14], donde procede essa transmutação de natureza das coisas. Mas, para que estas coisas finquem firme raiz em nosso coração, e no íntimo se nos arraiguem, venham-nos sempre à mente seu sacrifício e ablução. Pois, nem poderíamos confiar com certeza que Cristo nos é redenção [1Co 1.30] resgate [1Tm 2.6] e propiciação [Rm 3.25]; a menos que viesse a ser-nos a vítima sacrificial. E por isso tantas vezes se faz menção de sangue onde a Escritura expõe o modo da redenção. Bem que, entretanto, o sangue de Cristo derramado valeu não apenas para satisfação, mas também serviu de lavagem para purgar-nos as imundícias.

sábado, 6 de agosto de 2011

Em Juazeiro do Norte - Por Ana Paula Valadão

Estar em Juazeiro do Norte para entronizarmos Jesus sempre seria um motivo de alegria. Mas, desta vez, a nossa ministração tinha um gosto de conquista ainda maior para toda a Igreja do Senhor Jesus. Fomos convidados pela prefeitura da cidade, para encerrarmos 3 dias de celebração do centenário da cidade. Na verdade, seria o 1º dia do novo centenário, e isso significava muito em meu coração. O cenário do interior nordestino, uma cidade de 250 mil habitantes, com apenas 10 mil evangélicos, e de uma história bastante resistente à nossa mensagem, fazia deste convite algo muito especial. Confesso que, enquanto me preparava para a viagem passei mal e senti medo. Ajoelhei-me aos pés da cama e pedi meu esposo para orar por mim. Meu pai também orou pela minha ida, e fui fortalecida, especialmente, quando ouvindo Senhor em meu coração: “Tenho um povo nessa cidade. Vá e encoraje-o!”.


Até hoje a Igreja evangélica ali sofre, na pele, algumas perseguições. Outro dia mesmo uma equipe de evangelistas apanhou em um culto ao ar livre que tentaram fazer em uma cidadezinha próxima a Juazeiro. São histórias e mais histórias assim, e nossa própria impressão ao orarmos por aquela viagem nos dava a certeza de que esta seria uma ministração especial em nossa trajetória até aqui.
Antes mesmo de viajarmos também experimentamos um pouquinho desta rejeição. A prefeitura, que estava patrocinando todos os eventos do centenário, não pôde depositar o dinheiro de nossas passagens. Um irmão em Cristo teve que pagar e será ressarcido pela prefeitura. No hotel onde nos hospedamos, enquanto a outra banda, do outro dia de show, estava com toda sua equipe hospedada na melhor ala, nós ficamos em quartos sem água quente, alguns com apenas um cano e não chuveiro, outro sem janela, apenas um buraco na parede. Estas coisas são pequenas e não desmotivaram nossa equipe. Pelo contrário, nos animamos muito em poder relembrar que estávamos ali por uma causa e missão muito maior que nosso conforto. Como lembrou nossa equipe, o que o Pr João Osmar sempre ensina no CTMDT: “A Causa será sempre maior e as dificuldades serão sempre menores!”.
fomos buscados no aeroporto, e transportados do hotel para o local do evento, por irmãos da Igreja que nos serviram com muito amor. Algumas vezes, nossos técnicos tiveram que ir e voltar do hotel para o local do evento a pé, pois nenhum transporte foi provido para nós. Outra vez quero elogiar minha turma, tão disposta! Estávamos muito felizes, junto com os irmãos, pois já era um grande avanço podermos ministrar naquele Parque da Cidade, em um evento aberto, de entrada franca, como nunca havia acontecido antes em 100 anos de história!
Ao chegar ali, mais desafios. Na noite anterior, do show da outra banda, deixaram os camarins imundos e nós mesmos tivemos que limpar. Irmãos das igrejas e minha equipe faxinou o local, que tinha até fezes humanas na entrada do camarim. Parecia um recado bem claro de que não éramos bem vindos. Nem sequer uma cadeira deixaram ali para nós. Tiraram tudo. As cortinas do palco foram rasgadas. Vários detalhes da produção do evento, que tinham sido acordados, e que estavam presentes no show anterior, não foram cumpridos conosco. Por prudência nós levamos vários equipamentos desde BH, sem os quais teríamos que “juntar” o que as Igrejas tinham para tentar tocar.

Havia um palco paralelo, onde outras bandas também se apresentaram, e naquela noite, um cantor de forró evangélico, muito conhecido na região, o Felipão, estava preparado para tocar com sua equipe. A cena era muito triste. Aquele palco estava ainda pior que o nosso, de tanta imundície, e sem nenhum equipamento. Combinamos que eles tocariam depois de nós, no mesmo palco, e somamos forças, pois ele nos ajudou colocando uma cortina de luzes de LED que ajudou a tornar o palco mais bonito.
Na cidade algumas ações contra nós aconteciam no meio do povo. Pessoas influentes da cidade promoveram um abaixo assinado contra nossa visita. Uma TV local divulgou que não éramos bem vindos. O “tiro saiu pela culatra”. Muita gente ficou chateada com essa atitude e mesmo não sendo evangélicos muitos decidiram ir ao evento. Fomos chamados pela TV Globo para participarmos do jornal do meio dia. Temos a impressão de que esta foi ordem do Rio, pois a Som Livre, nossa distribuidora, que faz parte do grupo Globo, divulgou nossa vinda, e um dos compromissos deles conosco é tratar-nos com o mesmo respeito com que qualquer artista é tratado.
Fomos muito bem recebidos na emissora, mas a primeira pergunta que me fizeram, ainda nos bastidores, foi exatamente: “Como vocês se sentem sendo evangélicos, numa cidade tão católica?”. A entrevista nesta grande emissora foi uma oportunidade de falar para a cidade que estávamos ali com uma mensagem de paz, do amor de Cristo, que também somos cristãos e queríamos abençoar Juazeiro, como temos feito por onde passamos. Confesso que o clima era tenso, e que ao final agradeci a Deus por outra vez ter cumprido a promessa de que me daria a palavra ao abrir de minha boca, pelo Espírito Santo.
Diante de tantas adversidades não esperávamos muita gente. A intensidade de nossos louvores não dependeria disso, pois sabemos do poder de nossa adoração, mesmo quando ninguém, além dos céus, nos escuta. Aliás, em reunião com alguns pastores da cidade, quando orávamos na noite anterior ao culto, eles leram a Palavra de II Crônicas 20, quando Josafá e os israelitas louvavam à frente do exército e Deus pelejou por eles. Esta mesma Palavra me tinha sido dada em Natal, há exatamente 1 semana, na sexta-feira antes de nossa gravação.
Nos regozijamos no Senhor, e profetizei que, assim como por 3 dias o povo de Israel recolheu os despojos, assim começavam 3 tempos de Deus, de conquista e tomada do despojo naquela cidade. Debaixo desta Palavra reafirmamos nossa compreensão do poder do louvor nos ares da cidade, ainda que não houvesse muita gente no evento.
Para nossa surpresa a Polícia confirmou que 40 mil pessoas estavam ali! Os pastores, unidos, oraram. Um grupo de dança reunido de algumas igrejas, dançou a música “Brasil” do Diante do Trono e foi muito emocionante ver aquele clamor de II Crônicas 7:14 subir aos céus naquele lugar. O Prefeito, apesar de muitas pressões contrárias, nos honrou e foi ao evento. Ali, ele fez uma oração que os pastores escreveram em um papel para que ele, como autoridade na cidade, pedisse perdão a Deus pelos pecados e entregasse Juazeiro ao Senhor Jesus. Foi muito importante este momento.
Quando começamos a ministrar, a direção que tinha vindo ao meu coração enquanto orava, foi confirmada. Deveríamos adorar e exaltar o nome do Senhor Jesus, declarando que não há outro que se compare a Ele. Cantamos várias canções com esta mensagem. “Não há outro igual a Ti” foi a frase mais marcante. Só o Senhor é santo. Só o Senhor é digno. Para mim, a experiência também era nova, pois devido à pós-produção do nosso recém gravado “Sol da Justiça”, nossos cantores estavam em estúdio e não puderam viajar. Eu estava cantando sozinha, e sentia o fluir de uma preciosa unção que me capacitava. Eu sentia a adoração subir não apenas no palco, mas em todo aquele lugar. Então, cantamos “Deus de amor”, pois esta canção veio a mim meditando em como nosso Deus é maravilhoso, e nossa vida com Ele só fica mais bonita. Ao contrário, outros deuses sujeitam seus servos a coisas tão sujas e feias. Nosso Deus é lindo!

Show Forró Gospel do momento no Brasil

O cantor Felipão, ex-vocalista da banda Forró Moral fez a abertura da 36º Expocorrente, foi a primeira vez que um show gospel foi realizado na feira. O cantor se converteu a cerca de 4 anos e animou a noite de (13/07) com um repertório composto de canções suas e grandes sucessos do gênero em rítimo de forró.

















Um buraco em nossa santidade

Tenho uma preocupação crescente de que os evangélicos mais jovens não levem a sério o chamado bíblico para a santidade pessoal. Eles estão muito tranquilos com o mundanismo em seus lares, muito descansados com o pecado em suas vidas, muito satisfeitos com a imaturidade espiritual de nossas igrejas.

A missão de Deus no mundo é salvar um povo e santificar seu povo. Cristo morreu “para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15). Fomos escolhidos em Cristo “antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele” (Ef 1.4). Cristo “amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.25-27). Cristo “deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras” (Tt 2.14).

J.C. Ryle, o Bispo de Liverpool do século XIX, estava certo: “Devemos ser santos, pois esse é o grande fim e propósito pelo qual Cristo veio ao mundo… Jesus é um Salvador completo. Ele não tira meramente a culpa do pecado de um pecador, Ele faz mais – Ele destrói seu poder (1 Pe 1.2; Rm 8.29; Ef 1.4; 2 Tm 1.9; Hb 12.10)”. Meu medo é que, enquanto corretamente celebramos, e em alguns lugares redescobrimos, do que Cristo nos salvou, reflitamos pouco e nos esforcemos pouco em relação a para que Cristo nos salvou.

A busca da santidade não ocupa o espaço que deveria em nossos corações. Existem muitas razães para a relativa negligência da santidade pessoal.

Jesus é um Salvador completo. Ele não tira meramente a culpa do pecado. Ele faz mais – Ele destrói seu poder.

1) No passado, era muito comum igualar santidade com abster-se de algumas práticas tabus como beber, fumar e dançar. Em uma geração anterior, piedade significava que você não praticasse essas coisas. Gerações mais novas tem pouca paciência com esse tipo de regras. Eles ou discordam dessas regras ou descobrem que já têm todas as justificativas, logo não há nada para se preocupar.

2) Junto com a primeira razão há o medo de que a paixão pela santidade transforme você em um tipo de resquício estranho de uma era passada. Logo que se começa a falar sobre palavrão ou filmes ou música ou modéstia ou pureza sexual ou autocontrole ou simplesmente piedade, as pessoas ficarão nervosas, tememos que outros nos chamem de legalista, ou pior, de fundamentalista.

3) Vivemos numa cultura do legal, e ser legal significa que você deve se diferenciar dos outros. Isso geralmente significa ir mais além em relação ao vocabulário, ao entretenimento, ao álcool, e à moda. É claro, santidade é muito mais que essas coisas, porém, num esforço de ser cool muitos cristãos descobriram que santidade não tem nada a ver com essas coisas. Eles aceitaram voluntariamente a liberdade cristã, mas não têm buscado sinceramente a virtude cristã.

4) Entre muitos cristãos liberais, uma busca radical pela santidade é frequentemente suspeita, porque qualquer conversa de comportamento certo ou errado parece farisaico e intolerante. Se devemos ser “irrepreensíveis e sem mácula”, é necessário distinguir entre os tipos de atitudes, ações e hábitos que são puros e os tipos que são impuros. Esse tipo de distinção te coloca em problemas com os fiscais do pluralismo.

5) Entre os cristãos conservadores, existe às vezes a noção errônea de que, se somos verdadeiramente centrados no Evangelho, não falaremos sobre regras ou imperativos ou exortaremos cristãos ao esforço moral. Para ser claro, existe um risco de ensino moralista por aí, mas algumas vezes, vamos ao outro extremo e agimos como se a Bíblia não falasse sobre moral. Estamos tão ansiosos em não confundir indicativos com imperativos (um argumento que defendi várias vezes) que, se não formos cuidadosos, nos livraremos de todos os imperativos. Tememos palavras como diligência, esforço e obediência. Diminuímos versos que nos chamam a por em ação a nossa salvação com temor e tremor (Fp 2.12) ou nos ordenam a nos purificar de tudo o que contamina o corpo e o espírito (2 Co 7.1) ou nos advertem mesmo contra qualquer menção de imoralidade entre os santos (Ef 5.3).

Descubro que você pode encontrar muitos jovens cristãos hoje que estão realmente empolgados em relação à justiça e serviço a nossas comunidades. Você pode encontrar cristãos inflamados quanto ao evangelismo. Você encontra muitos crentes das gerações XYZ apaixonados por uma teologia precisa. Sim e Amém para tudo isso. Mas onde estão os cristãos conhecidos por seu zelo pela santidade? Onde está a paixão correspondente por honrar a Cristo com uma obediência semelhante à Cristo? Precisamos de mais líderes cristãos em nossos campi, em nossas cidades, em nossos seminários, que dirão com Paulo: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem” (Efésios 5.15)?

Qual foi a última vez que tomamos um verso como Efésios 5.4 – “Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças” – qual a última vez que pegamos um verso como esse e começamos a tentar aplicá-lo a nossas conversas, piadas, filmes, vídeos do Youtube, televisão ou compras? O fato é que se você ler as epístolas do Novo Testamento você encontrará poucos mandamentos explícitos para que evangelizemos e muitos poucos mandamentos que nos dizem para cuidarmos dos pobres em nossas comunidades, mas existem muitos e muitos versos no Novo Testamento que nos instruem, de uma forma ou outra, a ser santos como Deus é santo (por exemplo, 1 Pedro 1.13-16).

Não desejo denegrir qualquer outra ênfase bíblica que chama a atenção dos jovens evangélicos. Mas creio que Deus gostaria que fôssemos mais cuidadosos com nossos olhos, nossos ouvidos e nossa boca. Não é pietismo, legalismo, ou fundamentalismo levar a santidade a sério. É o caminho de todos aqueles que foram chamados para uma santa vocação por um Deus santo.

A Bíblia e a Reencarnação

A Segurança da Bíblia: Consideremos essas palavras de Allan Kardec: "No cristianismo encontram-se todas as verdades" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. VI, item 5). A Bíblia sempre foi a única base doutrinária e regra de fé e conduta dos verdadeiros cristãos. Em 2ª Timóteo 3.16 está escrito: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça".

Jesus Cristo, tido pelo Kardecismo como a segunda revelação de Deus aos homens (Moisés seria a primeira), afirmou a solidez e a inspiração plenária da Bíblia. Em João 17.17, orando ao Pai, Ele diz: "A tua palavra é a verdade" (cf. Salmo 119.160). Quando tentado, sempre usando a expressão "está escrito", Ele respondeu citando o texto de Deuteronômio 8.3: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4.4). Em Mateus 24.35 diz: "Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão". Ele sempre usou a Bíblia para ensinar, redargüir, corrigir ou instruir em justiça.
Aos saduceus, que não criam na ressurreição, Jesus respondeu: "Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus" (Mateus 22.29). Jesus ainda nos manda examinar as Escrituras, pois são elas que testificam da Sua obra redentora: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida" (João 5.39-40).
Na parábola do rico e de Lázaro (Lucas 16.19-31), Jesus mais uma vez demonstra a Sua convicção nas Escrituras ao narrar a resposta dada pelo patriarca Abraão ao rico, quando este, no Sheol-Hades (inferno), lhe pedira que enviasse Lázaro aos seus irmãos: "Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos" (versículo 29). Jesus reporta-se a Moisés e aos Profetas para nos informar que nenhuma outra forma de revelação poderia ser apresentada aos homens (inclusive a mediúnica), pois, por meio de ambos, foi-nos dada a verdadeira revelação – a Bíblia.
O Que a Bíblia diz Sobre Reencarnação? O Minidicionário Aurélio conceitua o verbo Reencarnar da seguinte forma: "1. Reassumir (o espírito) a forma material. 2. Tornar a encarnar". Ao contrário da ressurreição, que é a volta do espírito ao mesmo corpo, a reencarnação significa o retorno do espírito a um novo corpo, sucessivamente, até alcançar a evolução.
Na verdade, a não ser por meio de uma exegese forçada, não há na Bíblia qualquer referência direta ou indireta à reencarnação. Ao contrário, as Escrituras ensinam que, da mesma maneira como Jesus veio ao mundo uma só vez, também ao homem está ordenado morrer uma única vez: "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (Hebreus 9.27). O sacrifício único de Jesus, ao morrer na cruz, é mais que suficiente para nos libertar dos pecados e nos conduzir a Deus: "Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito" (1 Pedro 3.18).
Todo o ensinamento bíblico é no sentido de que só poderemos morrer uma única vez até o juízo final de Deus. Jesus não somente ressuscitou três dias após Sua morte, como também incluiu a ressurreição entre os Seus milagres (João 11.11-44). Diversas outras passagens da Bíblia demonstram a realidade da ressurreição (Daniel 12.2; Isaías 26.19; Oséias 6.2; 1 Coríntios 15.21-22; João 5.28-29; Atos 24.15; Apocalipse 20.6). Em todos esses textos, ressuscitar significa o retorno do espírito ao seu próprio corpo (ver também 1 Coríntios 15.12-22).
Então, se não Existe Reencarnação, o que Faço Para ser Salvo? A resposta está em Atos 16.31: "...Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e tua casa". Somente através da nossa fé, pura e incondicional, é que obteremos a salvação, mediante Jesus Cristo. Ele mesmo disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá" (João 11.25). Não há outro caminho e nenhuma outra verdade além desta (veja João 14.6). Não adianta esperar uma outra existência, pois esta é a única oportunidade. Jesus, somente Ele, é quem nos dá a vida eterna: "Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (João 10.28). Então, busque hoje mesmo a Jesus Cristo, entregue-Lhe seu coração e Ele o ouvirá: "Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Romanos 10.13).