quarta-feira, 4 de abril de 2012
Guerra litúrgica e fragmentação na adoração
Por Antognoni Misael
A pós-modernidade legou as sociedades o caráter da descentralização, relativização da verdade, e a fragmentação segmentária de grupos e ideias. Nos dias de hoje, é normal ser, por exemplo, paraibano mas, culturalmente jamaicano. O não-lugar, o conflito de pensamentos, os gostos, afetos, e influências, fazem com que em um espaço comum haja a celebração móvel da diferença entre crenças, culturas e classes sociais.
Respeitável público, falando-se de Brasil, no mundo chamado Cristão, as fragmentações ocorrem a nível global e afetam incisivamente a igreja evangélica na terra de Vera Cruz. A confusão teológica reina entre as “noivas” de Cristo, e mais que isso, ela mescla-se com heresias, esquisitices e tradição.
Observando esta colossal fragmentação – e não confundam, não tem nada a ver com a graça multiforme de Deus – trago uma situação conflitante, possível de ocorrer frequentemente na maioria das igrejas brasileiras, inclusive nas históricas-tradicionais.
Imaginemos uma igreja de linha reformada, cuja teologia preza pela centralidade do culto, pela doutrina da graça e eleição cuja Palavra é tratada como única fonte de revelação divina. Porém, por não ter controle sobre a “Tsunami Gospel” do modismo é afetada numa das áreas de mais destaque no culto: a música.
O pastor ora, conduz a igreja a um momento de confissão de pecados, em seguida ler Efésios 2, e convoca a igreja a adorar em Espírito e em Verdade a Deus através de cânticos espirituais, dando oportunidade ao Grupo de louvor. Então, logo começa a guerra e o teatro. Guerra, porque talvez ele nem imagine que em poucos minutos o culto tornar-se-á um “batalha espiritual”; teatro, porque a poeira do palco certamente irá subir.
- Boa noite igreja! Diz o irmãozinho que se considera letiva.
- Quem tem Jesus dê um brado de vitória!
- Pisa! Pisa na cabeça do inimigo, Igreja! Jesus quer ver você louvando, por isso “Pule, pule, pule na presença do Rei”!
… o trem desce de ladeira abaixo. E quando a poeira baixa, começa a “Sessão Mantra”.
Canções tipo: “Jesus pode mudar a sua história de novo”, “Mestre eu preciso de um milagre”, “Hoje o meu milagre vai chegar”, “Eu quero de volta o que é meu”, terminam por declarar que a guerra na verdade é do homem contra Deus, na ânsia de tomar a centralidade.
Após tal momento antropocêntrico, imagino o querido pastor voltando ao púlpito – ou feroz, ou desiludido – e pensando consigo: “mais um culto fragmentado, que Deus tenha misericórdia”!
Sinceramente, não sei como alguns pastores têm agido diante disso. Não sei se a desculpa pousa numa suposta escassez de repertório, coisa que não é. Enfim, acredito que a solução pra essa turma que mistifica o culto é muita overdose de Bíblia, conhecimento teológico, equilíbrio entre fórmula e conteúdo, e acima de tudo, temor a Deus. Caso contrário, a identidade e coesão das igrejas locais se diluirão, o teatro continuará e a fragmentação fará da igreja um mosaico distorcido entre a Verdade de Deus e os vexames dos humanos.
Antognoni Misael é historiador, música, editor do Arte de Chocar e atualmente co-edita o Púlpito Cristão.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Carta de um diabão sobre a teologia da prosperidade
Por Renato Vargens
Odiado Cramulhão Encardido Junior,
Espero que esteja comendo o pão que o nosso maldoso pai amassou. Escrevo-lhe esta missiva com vistas a lhe orientar quanto a melhor forma de complicar a vida dos pastores.
Primeiramente procure incutir na cabeça do pastor que ele precisa pregar sobre dinheiro. Incentive-o a falar sobre riquezas durante todo o culto.
Horroroso sobrinho, conduza a liturgia dos cultos sugerindo aos pastores que aqueles que depositam sua esperança no adversário precisam ser prósperos e endinheirados.
Maldito capeta, para tanto gostaria lhe ordenar algumas idéias mirabolantes:
1- Institucionalize os jargões no culto. Faça-os repetir versos soltos daquele horroroso livro. Use expressões como você é cabeça e não calda; tudo posso naquele que me fortalece, tá amarrado, rajada de glória e outras mais.
2- Leve-os adorar o nosso primo Mamom. Nosso primo precisa ser adorado. Tire o foco do nosso adversário e leve-os a cultuar nosso maléfico companheiro.
3- Instigue-os ao consumo. Faça-os consumir cada vez mais, endivide-os até a alma.
4- Incentive-os a criar novas doutrinas relacionadas ao dinheiro. Faça-os a acreditarem na doutrina das primícias e que precisam honrar seus líderes com suas riquezas.
Maldito Cramulhão, para ser bem sucedido nessa maféfica missão é fundamental que você incuta na mente deles valores diferentes daquele livro cujo nome não gosto nem de mencionar. (Só de pensar na Bíblia, meu ser estremece!)
Infeliz sobrinho, escravize-os ao dinheiro fazendo-os amar as riquezas desse mundo!
Espero que cumpra com esmero minhas recomendações.
Termino esta carta, desejando todo tipo de maldade,
Com ódio,
Seu tio diabão
Nota explicativa:
Há alguns anos, o conhecido autor evangélico C. S. Lewis, professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, escreveu uma série de artigos sob o título: “The Screwtape Letters” , ou seja, “Cartas do Inferno” , Edições Vida Nova SP, e os publicou no jornal “Guardian”, conhecido órgão da imprensa britânica, lá pelos idos de 1940. Depois, essas cartas foram reunidas em um livro com o mesmo título, que se tornou a obra mais popular desse eminente escritor de temas cristãos. Nessas cartas, o autor imagina uma série de conselhos que Roldão, experiente oficial da hierarquia diabólica, envia a seu sobrinho Lusbim, um diabo neófito que recebeu a incumbência de corromper a fé de um homem que se tornara cristão. Visto que, daquela época para cá, tem-se multiplicado as artimanhas satânicas, é lícito imaginar mais alguns terríveis conselhos enviados pelo sinistro oficial ao seu infernal emissário, em plena ação diabólica para desviar os fiéis do caminho estreito. Usando os mesmos personagens, apenas mudamos os nomes, e tomando emprestado o gênero literário do autor mencionado, aqui apresentamos aos amados leitores uma nova carta imaginária, vinda dos abismos infernais.
A Igreja Precisa de Teologia?
Por João Alves dos Santos
Introdução e Conceitos
É comum ouvirmos que “a teologia mata a religião” ou que “a Igreja não precisa de teologia e, sim, de vida”. Serão verdadeiras essas afirmações? Admitimos que há muita coisa por aí levando o nome de “teologia” que não passa de especulação humana, por não se basear em pressupostos de uma hermenêutica bíblica. E até a “boa teologia”, quando se torna um fim em si mesma, pode não ter qualquer uso prático e reduzir-se a mero academicismo. Não é disto que falamos aqui. Perguntamos se a verdadeira Teologia é necessária à Igreja.
E o que é verdadeira Teologia? Como o próprio nome indica, Teologia é o estudo de Deus, ou, definindo mais formalmente, “é a ciência que trata de Deus em Si mesmo e em relação com a Sua obra” (B.B. Warfield). Perguntamos, por conseguinte, se a Igreja pode prescindir do conhecimento de Deus e da Sua obra e ainda ser Igreja de Deus. É quase certo que aqueles que negam a necessidade da Teologia na vida da Igreja não diriam, conscientemente, que alguém pode ser cristão sem conhecer a Deus. O que lhes falta é um bom conhecimento do que é Teologia e de suas implicações.
Como podemos conhecer a Deus sem estudar a revelação que Ele faz de Si mesmo? Como saber quem Ele é e o que Ele tem feito e faz, quem somos nós em relação a Ele, o que Ele requer de nós,etc., se não investigarmos o que Ele deixou revelado para nosso conhecimento? Pois esse é o trabalho da Teologia. Esse trabalho parte de três pressupostos: O primeiro é o de que Deus existe; o segundo, de que Ele pode ser conhecido, embora não de modo exaustivo e completo; e o terceiro, de que Ele tem Se revelado tanto por meio de Suas obras (criação e providência - Revelação Geral - Sl19:1,2; At 14:17), como, principalmente, nas Santas Escrituras (Revelação Especial - Hb1:1,2; 1 Pd 1:20,21). É porque Deus Se revelou que podemos conhece-Lo. Nosso conhecimento de Deus não é intuitivo, nem natural, mas comunicado por Ele mesmo através dos meios que soberanamente escolheu. “Fazer teologia”, portanto, não é inventar teorias a respeito de Deus e de Suas obras, nem mesmo “descobrir” a Deus, mas conhecer e compreender a revelação que Ele próprio deu de Si. Por isso, qualquer estudo de Deus que não tiver a Sua revelação como base, meio e princípio regulador não é “teologia”, devidamente entendida.
A palavra “teologia” não ocorre na Bíblia e o termo que lhe é equivalente, no N.T., é “doutrina” ( “didache” ou “didaskalia”, no grego), que vem de uma raiz que significa “ensinar” e pode se referir tanto ao ato de ensinar, propriamente, como ao conteúdo do que é ensinado (Rm 6:17;1Tm 6:3-4; 2Tim 4:3-4; Tito 1:2,9, etc.). Podemos dizer, de modo mais completo agora, que Teologia é o conjunto de verdades extraídas dos ensinos bíblicos a respeito de Deus e de Sua obra, e que são apresentadas de modo sistemático, na forma de um corpo de doutrinas. A essa forma ordenada de doutrinas, dá-se inclusive, o nome de “Teologia Sistemática”. O adjetivo aqui, não altera o conceito de “teologia”.
Assim entendidas, fica evidente que não há diferença entre Teologia e Doutrina. Mas voltemos ao nosso tema. Duas são as razões geralmente apresentadas para se dizer que a Igreja não precisa de Teologia. Elas se baseiam em duas falsas antíteses:
1. A primeira é a suposição de que o Cristianismo se baseia em fatos e não em doutrinas. Concordamos que nossa salvação não repousa sobre um conjunto de teorias ou idéias, mesmo que extraídas corretamente da Bíblia, a que damos o nome de “doutrina”, mas sobre os atos poderosos e eficazes do nosso soberano Deus. Não somos salvos através de uma correta teoria a respeito da pessoa de Cristo, mas pela própria pessoa de Cristo; nem através de um exato entendimento da doutrina da Expiação, mas pelo próprio ato expiatório. É possível alguém ser “bom teólogo”, nesse sentido, e ainda não experimentar as graças ensinadas nas doutrinas que expõe. A doutrina realmente não salva. A obra de Cristo, devidamente aplicada pelo Espírito no coração do crente, é que assegura essa graça. Seu nascimento sobrenatural, Sua vida de perfeita obediência à Lei, Sua morte substitutiva, Sua ressurreição, Sua ascensão e assentamento à direita do Pai, Sua segunda vinda, são os grandes fatos que tornam garantida a salvação dos eleitos.
Mas como sabemos que esses são os fatos? Que sentido teriam esses acontecimentos se não tivessem sido interpretados? É a doutrina que lhes dá sentido. Como viemos a saber que aquele menino que nasceu em Belém é o Filho de Deus? Por que descansamos na eficácia da Sua morte para a expiação dos nossos pecados? Por que sabemos que a Sua ressurreição, há dois mil anos atrás, garante a nossa justificação? É porque esses fatos são todos explicados e interpretados pela doutrina. Esta não só informa o fato como também dá o seu significado. A doutrina não salva, mas pode tornar o homem sábio para a salvação (2Tm 3:15). Doutrina sem fato é mito, mas fato sem doutrina é mera história.
O Cristianismo, portanto, consiste em “fatos que são doutrinas e doutrinas que são fatos”, na expressão de B.B. Warfield. Ele diz: “A Encarnação é uma doutrina: nenhum olho viu o Filho de Deus descer dos céus e entrar no ventre da virgem; mas se isso não for um fato histórico também, nossa fé é vã e permanecemos ainda em nossos pecados”( Selected Shorter Writings, vol 2, p. 234). Fato e doutrina se complementam no Cristianismo. Quando João diz: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade” (Jo 1:14), não está apenas apresentando um fato; está explicando-o também. Quando Paulo afirma que Jesus “foi entregue por causa das nossas transgressões,e ressuscitou por causa da nossa justificação” (Rm 4:25), de igual modo está dando uma interpretação aos fatos da morte e ressurreição de Cristo. Isto é o que se vê em toda a Escritura, especialmente nas epístolas.
Até mesmo os fatos manifestos na natureza (Revelação Geral) não seriam devidamente compreendidos se não fossem explicados pela Bíblia (Revelação Especial). Podemos hoje entender que “os céus manifestam a glória de Deus” (Sl 19:1) porque o Criador nos tem revelado isso na Sua Palavra. Sem essa explicação, sua mensagem (a dos céus) passaria despercebida e eles poderiam até ocupar o lugar do Criador, gerando a idolatria (devido ao pecado), como lemos em Rm 1:18-32. Não é o acontece quando as pessoas dizem que “a natureza é sábia”, ou quando a chamam de “mãe natureza”?. Sem a revelação do Criador, a criatura toma o seu lugar. Daí dizer-se que para se conhecer a Deus é preciso que Ele fale, e não somente que Ele aja.
Concluímos, portanto, que os fatos só têm sentido quando acompanhados da doutrina. Nem é pertinente perguntar qual dos dois é mais importante. Seria o mesmo que indagar qual das duas pernas é mais importante para o nosso caminhar. O ensino da doutrina é uma das ênfases da Bíblia (1Tm 3:2; 2Tm 2:2; Tito 1:9; Ef 4:11), pois sem ela não existe verdadeiro Cristianismo.
2. A segunda é a suposição de que o Cristianismo consiste em vida, não em doutrina. Por trás dessa afirmação podem estar raízes do conceito filosófico que exalta o misticismo, as emoções, o sentimento religioso do homem, e que procura eliminar da religião todo apelo ao intelecto, à razão. “Religião é vida e a vida é dinâmica, fluente; a doutrina é estática, fria, e, portanto, não pode ser compatível com o caráter do Cristianismo”, dizem. Aqueles que assim pensam até admitem um certo tipo de doutrina, desde que mutável, adaptada sempre à dinâmica da vida e conformada às “necessidades” da época e do lugar onde a vida do Cristianismo se manifesta. Até chamam a isso de “teologia contemporanizada” ou “contextualizada”. Segundo esse ponto de vista, não é a doutrina que deve dirigir a vida, mas esta àquela. “A letra mata, mas o espírito vivifica”, argumentam. A prática (práxis) é colocada acima da doutrina não só em importância, mas também no tempo: a doutrina passa a ser um produto da vida cristã, não a sua norma. Há até quem interprete assim a célebre divisa: “Igreja reformada sempre se reformando”.
Mas será essa a visão bíblica do Cristianismo? Podemos dizer, com base na palavra de Deus, que o Cristianismo é vida e não doutrina, ou, primeiramente vida, depois doutrina? Existe tal antítese? Se essa posição for verdadeira, então não haverá verdade absoluta, nem princípio fixo, nem revelação objetiva. Tudo cairá no campo dos valores relativos e passará a depender do subjetivismo, da “piedade”, das emoções. Não admira que haja tanta “fluidez” e instabilidade entre os que assim pensam, e que sejam facilmente levados “por todo vento de doutrina”. Para estes, a doutrina é o que menos interessa.
Concordamos também que Cristianismo é vida, e graças a Deus por isso! Onde a vida não se manifesta, nos moldes escriturísticos, falta a alma da verdadeira religião. Mas devemos ou podemos prescindir da doutrina para que essa vida se manifeste? Antes de tudo, é a verdade de Deus relativa? Depende o seu valor do lugar e da época em que se encontram os homens? Sabemos que esta é a posição atual dos que se denominam pluralistas e esse é o pressuposto básico desta posição. Será que aquilo que foi deixado por Paulo e pelos outros apóstolos como doutrina para os seus dias deveria ser mudado nos dias de Agostinho, depois nos dias de Lutero e Calvino, depois nos dias de Warfield e dos Hodge e, assim, sucessivamente, até os nossos dias, para dar lugar às manifestações de vida? Não creio que a Bíblia justifique essa posição nem que esses teólogos a tenham entendido assim. O princípio de que “a Igreja reformada deve estar sempre se reformando” visa manter sempre a mesma posição em relação à verdade, não alterá-la, para que seja aplicável em todas as épocas. É para que continue sempre sacudindo de si toda tradição e acréscimo humano que não estejam de acordo com os valores fixos e absolutos da palavra de Deus. Reformar é voltar às origens, ao que foi intencionado no princípio por Deus. E não há outra forma de se fazer isto a não ser pela doutrina.
Foi a doutrina bíblica, tão bem exposta pelos reformadores e tão negligenciada pela Igreja, que a trouxe de volta às origens e lhe recuperou a vida, no século XVI. Foi a falta da verdadeira doutrina que enfraqueceu a Igreja e a lançou num tradicionalismo vazio e pagão. É a correta aplicação da doutrina que produz a verdadeira vida cristã. Não basta apenas um sentimento religioso para fazer de um homem um cristão. É preciso que sua vida seja moldada na doutrina de Cristo. É a doutrina que dá característica à vida.
Sem dúvida, não estamos afirmando que apenas a doutrina, independente da obra santificadora do Espírito, produz vida. A doutrina é, isto sim, o meio que o Espírito soberanamente usa para nos fazer conhecer a vontade de Deus e nos levar a praticá-la. É através dela que ficamos sabendo que a vontade de Deus é a nossa santificação e que, sem esta, ninguém verá o Senhor (1 Ts 4:3; Hb 12:14). É ela que nos aponta os meios de graça deixados pelo próprio Senhor, que é quem nos santifica (Lv 20:7-8; Ef 5:26). Nas epístolas paulinas, a íntima relação entre doutrina e prática é evidenciada pelo seu método de apresentar primeiro a argumentação teológica (doutrinária) para depois tirar as implicações práticas dela decorrentes (Ex. Rm 1-11: doutrina; 12-16: prática). Isso se torna ainda mais claro na oração sacerdotal de Cristo, em que Ele associa a prática da santificação com a doutrina da Palavra: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 15 :17) e em João 7:17, onde o fazer a vontade de Deus está ligado ao conhecer a doutrina: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo”.
O conhecimento de Deus começa pela porta do intelecto, da razão, para depois pervadir todas as áreas do ser e se transformar em manifestações de vida que O agradem e glorifiquem. Por isso, o ensino da doutrina é indispensável na Igreja, tanto através do púlpito como pelos estudos semanais, pela Escola Dominical e por qualquer outro meio disponível. Nossa demonstração de vida pode impressionar as pessoas e despertar nelas certa admiração, mas é pela pregação da Palavra que vem a fé que transforma (Rm 10:7) A espada do Espírito é a Palavra (Ef 6:17).
Conclusão
Concluímos, portanto, que a Igreja precisa da Teologia, porque precisa da doutrina nela contida para dar sentido e expressão aos fatos do Cristianismo e para prover os meios de manifestação da verdadeira vida cristã.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
As razões de casamento e divórcio entre cristãos
Por Mauricio Zágari
Conversando com irmãos em Cristo sobre as razões de haver tantos casamentos desfeitos ou infelizes entre cristãos, chegamos à conclusão de que muitos tanto dos que têm fé em Jesus quanto dos que não têm estão se casando pelas razões erradas. Pelas estatísticas do IBGE, a porcentagem de divórcios entre cristãos e não cristãos no Brasil é igual. No passado, os casamentos eram negociações entre famílias, em que os pais arranjavam a união de seu filhos visando à manutenção de riquezas ou a ampliação de fortunas, os maridos arranjavam amantes, as esposas cuidavam dos filhos e tudo seguia como mandava o figurino da época. Era uma relacionamento utilitário em sua grande maioria. Mas do século passado para cá os indivíduos se emanciparam, o sexo feminino foi para o mercado de trabalho, elas se tornaram e consumidora e eleitoras e tudo mudou. O que passou a ditar a escolha do marido ou da esposa passou a ser, em teoria, mas essencialmente, o sentimento. Homens passaram a se casar não mais com a filha do homem mais rico da região, mas sim com aquela que fazia seu coração acelerar. Já elas passaram a votar, trabalhar, consumir e dispensaram o dote, tomando como razão de seus relacionamentos o sentimento.
Ou não?
Por que não? Bem, até aqui falamos da sociedade como um todo. Mas agora pensemos somente na igreja, que tem valores e práticas diferentes do mundo. Ou... deveria ter. Porque nem todas as servas e os servos de Deus estão baseando seu relacionamento naquela que biblicamente é a motivação maior do casamento: o amor. Semana passada, durante três dias, lancei uma enquete aqui no APENAS com duas perguntas: "Qual deve ser a grande motivação de um cristão para se casar?" e "Se o cristão não encontrar uma pessoa que preencha o quesito que você apontou ele deve aguardar solteiro pelo tempo necessário ou deve casar-se assim mesmo?". Naturalmente eu sei que essa está longe de ser uma pesquisa feita com metodologias cientificas, mas ao mesmo tempo o anonimato dos votantes garantiu que entre os 3.910 irmaos e irmãs que votaram houve sinceridade nas respostas. Ou seja: não clicaram na opção politicamente correta (a versão oficial, aquilo que falam para a família, a igreja e a sociedade), mas sim o que de fato as (os) motiva a se unir a alguém em matrimônio. Lembre-se: estamos falando de crentes. E aí voltamos ao "por que não?". Porque, ao contrário do que um irmão do twitter, por exemplo, comentou, que "é lógico que todos vão votar na opção amor", houve surpresas que valem a pena analisar.
Eu confesso que esperava que mais cristãos soubessem que o amor é o grande alicerce e a grande razão de um casamento. No entanto, só 81.1% assinalaram essa resposta. A meu ver, uma porcentagem baixíssima. Veja: Deus é amor. 1 João 4.16 diz: "Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele". O maior mandamento de todos tem como essência também o amor: "Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas" (Mateus 22.37-40). Além disso, nosso relacionamento com Jesus tem como maior valor o amor: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele." (João 14.21). O que une as pessoas da Trindade é... adivinha? "O Pai ama ao Filho" (João 2.35a). O fruto do Espírito de Gálatas 5.22,23 traz entre suas virtudes o amor. A Bíblia é amor de Gênesis a Apocalipse. Mesmo a ira e a justiça de Deus são expressões de seu amor.
Ou seja, amor é a essência de Deus, é o que determina nossa relação com Ele e com nosso próximo, é o fundamento de nosso relacionamento com Jesus e é o que une as pessoas da Trindade. Ou seja: o amor é o cerne de tudo.
Tá, mas... o que é amor? Não vamos entrar aqui pelos caminhos da interpretação do grego, eros, ágape, phileo, storges etc, vamos falar apenas da essência. E a essência está no conhecidíssimo João 3.16: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Isso é amor. É sentimento e ação. Começa no sentimento e não em um aspecto racional. Foi o afeto, o carinho, o cuidado, a preocupação, o ciúme, o zelo de Deus por seu povo (o coração do Senhor) que o levou à ação de enviar o Filho. Já ouvi pregadores dizerem que "amor é decisão". Discordo. Perdão é decisão. Amor? Não se escolhe. Não escolho quem amo ou deixo de amar. Apenas amo e a partir daí ajo segundo esse sentimento, esse bem-querer, esse afeto. É algo que começa dentro, no abstrato, e se torna atitude, concreta. Do mesmo modo que é bobagem um pregador dizer "sinta a presença de Deus" (isso não é coisa que se sente porque alguém mandou), diga a uma mãe: "Decida parar de amar seu filho hoje" e depois pergunte a ela se parou. Não funciona assim. Pois amor não nasce na razão. Não se constrói: para erguer um prédio é preciso haver tijolos.
E aí chegamos ao amor daqueles que foram feitos à imagem e semelhança de Deus; que devem ser imitadores de Cristo; que não vivem mais eles, mas Cristo vive neles; dos que foram transformados para viver em novidade de vida segundo Cristo. É evidente que, se o amor é o que norteia a essência e as ações do Criador, também deve ser a nossa bússola. Paulo diz em Efésios 5.1,2: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e ANDAI EM AMOR, como também Cristo nos AMOU e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave". Logo: Exortar? Em amor. Evangelizar? Em amor. Discipular? Em amor. Perdoar? Em amor. Consolar? Em amor. Liderar? Em amor. Obedecer? Em amor. Edificar? Em amor. Relacionar-se? Em amor. Viver? Em amor. Casar?
Adivinha...
Veja o que o apóstolo Paulo diz em Efésios sobre o casamento: "Maridos, AMAI vossa mulher, como também Cristo AMOU a igreja e a si mesmo se entregou por ela". Sim, aqui fica claro o que deve levar um homem a unir-se a uma mulher: a mesma virtude que fez Cristo se entregar por nós. E essa não é uma prerrogativa somente masculina. O mesmo principio aplicado aos homens aplica-se à mulheres. Veja o que as Escrituras dizem em Tito 2: "Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a AMAREM ao marido". Sim, novamente, o amor.
Gênesis 29 mostra que Jacó queria se casar com Raquel, mas o pai dela, Labão, só a daria a ele se por 7 anos trabalhasse para o futuro sogro. E veja o que diz o texto: "Assim , por AMOR a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a AMAVA"
A Bíblia é clara: a grande motivação de um cristão para se casar é o amor. O resto vem depois. Leve-se o tempo que se levar até encontrá-lo ou poder concretizá-lo. Como Jacó amava, 7 anos foram como poucos dias. E assim deve ser conosco.
Resumo da ópera: se não for por amor, o casamento é antibíblico.
E aí chegamos aos resultados da enquete. Cerca de 19% dos cristãos votantes deram razões diferentes do amor para se casar. Quando se vê que a taxa estimada de divórcios entre casais cristãos é de 24%, dá para desconfiar que os que se casam pelas razões erradas estão estatisticamente a um passo da infelicidade e, logo, da separação. Os itens incluídos na pesquisa foram selecionados com base naquilo que os internautas e as pessoas a quem dou aconselhamento justificam como tendo sido o motivo para se casar. A opção "outros" foi a segunda mais votada, com 8,9% dos votos. Isso deixa claro que esses quase 9% dos irmãos não creem no amor como a causa principal da únião de um casal, embora não possamos saber exatamente as razões que alegariam aqui.
Já a terceira causa apontada foi, para o meu espanto, "profecia ou revelação de Deus": 3,42% acreditam que quem vai apontar seus futuros cônjuges será um profeta, um "vaso". Ou seja: ainda que não haja amor, se um "homem usado" ou uma "varoa de fogo" disserem que fulano ou fulana é "sua bênção", uma expressiva parcela da Igreja vai seguir vozes humanas de terceiros na escolha de seus cônjuges. Detalhe: isso é antibíblico. Em momento algum do Novo Testamento vemos o dom de profecias sendo apontado como "dom casamenteiro". Mas muitos ainda estão presos a essa antiga crença pentecostal (e falo como pentecostal que sou) de que "Deus usou o vaso e disse que fulano era minha bênção". O problema não está no dom em si nem em seu uso: está na total ausência de autorização bíblica para que o dom de profecia ou o de palavra de conhecimento (a popular "revelação") sejam usados na escolha do cônjuge. Casar por profecia é simplesmente má cultura popular pentecostal, não é teologia bíblica.
Em quarto lugar na enquete ficou um fator bíblico que influencia a resposta: o "não abrasar-se". Foram 3,08% dos votos. A base dessa resposta está em 1 Coríntios 7: "E aos solteiros e viúvos digo que lhes seria bom se permanecessem no estado em que também eu vivo. Caso, porém, não se dominem, que se casem; porque é melhor casar do que viver abrasado". A leitura desses dois versículos podem passar a impressão que Paulo está pondo o sexo como a causa central para um casamento. Como se ele dissesse "Segura as pontas, mas se a tua libido estiver te deixando doido é melhor se casar, para ter um corpo humano à sua disposição e, assim, poder desfrutar dele sem viver com vontade de fazer sexo". Além de ser algo animalesco, unir-se a alguém só para poder saciar os desejos sexuais é um erro hermenêutico. Tomar esses dois versículo isolados do resto da Bíblia é fazer violência às Escrituras. Esse versículos devem ser vistos à luz do todo, como a hermenêutica bem nos ensina. Aqui, a questão do sexo é indissociável do amor. Qualquer pessoa que teve uma conversão após ter sido iniciado sexualmente sabe o horror que é sexo sem amor: consumado o ato, a vontade é sumir e não olhar mais para a cara da pessoa. Com amor é totalmente diferente. Então aqueles que pensam no sexo, no "não abrasar-se", como a causa principal do matrimônio, estão errando por interpretar mal as Escrituras, por construir uma "doutrina" a partir de versículos isolados do restante das Sagradas Letras. No contexto da Bíblia, o que Paulo está dizendo é: "Você ama seu (sua) noivo (a) e está difícil conter os impulsos sexuais? Então não demore a se casar".
Quinto fator mais votado, com 1,03% dos votos é o "receio de ficar só". Aqui fica clara a confusão que existe na mente das pessoas sobre as funções e as motivações que devem levar alguém a se casar. O medo da solidão é compreensível e humano. Mas novamente o problema é a falta de base bíblica para essa justificativa. "Não é bom que o homem viva só", disse Deus, e deu a Adão alguém para fazer-lhe companhia, certo? Errado. Deu-lhe alguém para amar. Contra a solidão Deus inventou um santo remédio: amigos. Amizades, irmãos da igreja, parentes de sangue, muitas são as opções. Mas usar o casamento para aplacar a solidão é - expressão que ouvi recentemente - usar uma máquina de café para fazer pipoca. Uma coisa tem finalidades totalmente diferentes da outra. E se você jogar milho na cafeteira... prepare-se para o desastre. Então partir para um matrimônio com medo de ficar só demonstra falta de entendimento de que com Deus nunca estamos sós, em primeiro lugar. Mas aí entra o fator humano, ok, sejamos carinhosos. Se mesmo tendo Jesus em sua vida você sente falta de companhia humana, envolva-se em grupos de comunhão da igreja, faça amigos, busque contato com pessoas. Mas casar-se para isso? É anticristão.
Carência afetiva, pressão da igreja e desejo de ter filhos empataram em sexto lugar, com 0,68% dos votos. Analisemos cada item. Carência afetiva demonstra pessoas que não se bastam a si mesmas. Precisam de alguém que as elogiem, que lhes digam que são importantes, que exaltem-nas. Em geral isso tem origem em problemas da infância que geraram uma baixa autoestima. Novamente não há na Bíblia base para tratar essa questão por meio do casamento. É muito mais um problema a ser tratado em gabinete pastoral ou em consultório psicológico (e não há demérito algum em buscar auxílio psicológico) do que numa noite de núpcias. A pessoa precisa aprender a se amar sem precisar de um cônjuge que a ame por ela.
No caso da pressão da igreja isso é o absurdo dos absurdos. Decidir casar-se é uma opção individual que virá quando a pessoa certa chegar e não na hora em que a congregação quiser. Tive uma aluna de seminário que tinha decidido não se casar (uma opção de vida bíblica). A pobre era metralhada com piadinhas e gente tentando empurrar namorados para ela dia após dia. O cristão tem que perder esse péssimo hábito de cobrar dos irmãos o casamento. É uma fixação incômoda da Igreja e precisa parar, pois isso cria ansiedades e tomadas de decisão erradas. Se você conhece um solteiro na sua igreja não fique perguntando "e aí, quando sai o casório?!". Você pode estar colaborando para um futuro adultério, divórcio ou coisa pior. Deixe cada um decidir sua vida, não ponha jugo sobre o pescoço de ninguém. Conduzir os irmãos a um caminho errado é pecado. A vida não é sua, não será você a arcar com as consequências então...não force a barra.
A enquete indicou ainda os 0,68% que veem como causa principal do casamento ter filhos. Isso é um erro gravíssimo do ponto de vista bíblico. Escute bem: filhos são a consequência e não a causa de um casamento. Quem casa para ter um doador doméstico de sêmen age de modo torpe. Engana o marido, faz votos mentirosos no altar, põe o carro na frente dos bois e subverte a ordem natural que Deus criou para a humanidade. Primeiro houve a Trindade. Depois Cristo nos fez filhos. E a Trindade não existe em função de seus filhos. Do mesmo modo, primeiro vem o casal, unido em amor, e depois os filhos - o resultado desse amor. Primeiro cresce a árvore, depois nascem os frutos. 2 Coríntios 12.14 diz "Além disso, os filhos não devem ajuntar riquezas para os pais, mas os pais para os filhos". Veja que essa passagem fala de herança, de legado, de uma ordem lógica. Os pais vêm primeiro, depois os filhos. Essa é a sequüência bíblica. Pensar nos filhos antes do pai ou da mãe é pura subversão dos propósitos de Deus em se tratando de motivações para o casamento. Logo, é pecado.
Penúltimo mais votado: "Pressão da família", com 0,34% dos votos. Pobre de quem se casa por pressão da família. Une-se a quem não ama por insistência de quem ama. Por amor vive o desamor. Por esses só nos resta orar. E, por fim, com zero voto, "idade". Aqui eu vejo a imperfeição da minha própria pesquisa, a famosa "margem de erro" em ação. Certamente são muitos, em especial mulheres, que se casam para "não ficar para titia". Outro dia ouvi de uma irmã "Deus me livre de chegar aos 40 solteira e sem filhos!". Sim, aqui a enquete falhou. Pois certamente há as que se casam porque todas as amigas já se casaram e elas ficaram por último. "Sobraram". Querem viver o sonho da Cinderela. Querem entrar de branco na igreja. E o primeiro que passar pela frente disposto a topar a parada será a vítima.
A segunda pergunta
A segunda pergunta da enquete era "Se o cristão não encontrar uma pessoa que preencha o quesito que você apontou ele deve aguardar solteiro pelo tempo necessário ou deve casar-se assim mesmo?". Aqui suspirei aliviado. A esmagadora maioria demonstrou o entendimento que Jacó demonstrou ao esperar o tempo que fosse pela amada. O entendimento de que não existe tempo certo, mas a pessoa certa: 94,95% afirmaram que é melhor permanecer solteiro pelo tempo necessário do que se casar pelas razões erradas. E, lamentavelmente, 5,05% disseram que seja qual for a razão que leve alguém ao altar, o melhor é se casar do que viver solteiro. Sinto pena por esses 5,05%, pois estão pondo como indispensável algo que o próprio Paulo disse que não era. Acredite: a Bíblia não considera o casamento imprescindível.
Veja que interessantes as palavras do apóstolo em 1 Coríntios 7.36-40: "Entretanto, se alguém julga que trata sem decoro a sua filha, estando já a passar-lhe a flor da idade, e as circunstâncias o exigem, faça o que quiser. Não peca; que se casem. Todavia, o que está firme em seu coração, não tendo necessidade, mas domínio sobre o seu próprio arbítrio, e isto bem firmado no seu ânimo, para conservar virgem a sua filha, bem fará. E, assim, quem casa a sua filha virgem faz bem; quem não a casa faz melhor. A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor. Todavia, será mais feliz se permanecer viúva, segundo a minha opinião; e penso que também eu tenho o Espírito de Deus". Ou seja: Paulo diz que o casamento não é obrigação e não há idade para ele: o mesmo se aplica a virgens e viúvas. E, pela enquete, 95% da a Igreja estão conscientes de que é melhor permanecer solteiro pelo tempo que for do que se casar errado. Mesmo que essa consciência não se reflita da prática, pois embora saibam disso muitos se casam por razões esdrúxulas como "profecias" e "para ter filhos".
Conclusão
Há muitos e muitos cristãos infelizes no casamento. Cerca de 1/4 dos casais cristãos acaba se divorciando e, pelo que mostra a enquete, isso ocorre porque se casaram por qualquer outra razão que não o amor, que é a motivação bíblica. Está você solteiro? Não tenha pressa. Não ceda a pressões. Não use cônjuges para realizar sonhos. Respeite aquele com quem você vai se casar. E, biblicamente, esse respeito se traduz em chegar até ele e dizer-lhe na cara, sem um pingo de dor na consciência pelo que está dizendo: "Meu amor, estou me casando com você porque te amo tanto que daria minha vida por você, como Cristo amou a Igreja"". Essa é a afirmação bíblica. Qualquer outra razão que tornasse essa frase uma mentira é puro mundanismo travestido de Cristianismo.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
A UNÇÃO DO MARKETING E O PODER DA MIDIA NA IGREJA
Por Samuel Torralbo
Caso, os profetas ou apóstolos bíblicos vivessem em nossos dias, detectariam uma sórdida e maligna realidade – a unção do marketing e o poder da mídia no ministério – onde algumas portas se abrem, e oportunidades surgem somente quando nos tornamos coniventes com um sistema religioso viciado e deturpado, financiado por uma cultura que valoriza o condicionamento e o espetáculo religioso.
Tenho consciência de que, muitos daqueles que se utilizam do poder da mídia e da unção do marketing, declaram que manifestações e expressões como deste artigo são provenientes de pessoas que queriam estar falando para as massas e por não conseguirem criticam e denunciam. Quero deixar claro primeiramente que, não sou contrário a utilização da mídia para a propagação do evangelho, porém, qualquer pessoa que deseje ter sucesso neste panteão de sincretismo e misticismo religioso vendido através da mídia, basta seguir o seguinte método – 1) abandone o temor do Senhor, 2) negocie a sua consciência para atingir seus objetivos egocêntricos, 3) esteja disposto a qualquer negócio para chegar onde desejar, 4) manipule a palavra de Deus e a fé das pessoas, que certamente, será um grande candidato para ser um showman religioso das massas ávidas pelo auto engano.
De modo que, é muito fácil se tornar um fenômeno religioso dentro de qualquer contexto, basta seguir as regrinhas básicas da dissimulação, picaretagem e malandragem. Sendo assim, logo cedo, os escoteiros da escola de Balaão, descobrem que precisam ter acesso a canais de televisão, negociar horários em determinados eventos “missionários”, ser conivente com o erro de lideres para viabilizarem a promoção e o sucesso ministerial.
É deplorável observar o povo financiando um sistema que manipula a fé, vende apetrechos místicos, trocam notas ungidas de R$ 5,00 por R$ 50,00, e que procuram fazer de Deus um garçom de bênçãos.
É triste encontrar lideres e pregadores que não se prostituiram com o espírito da avareza religiosa, padecendo necessidade, não encontrando oportunidades, e tendo suas vozes sufocadas pelos gritos e ruídos da apostasia.
Torna-se uma tarefa árdua detectar nesta babel de consumo religioso, o inicio deste financiamento profano. Seria o povo ou a liderança o propulsor deste sistema? Normalmente a liderança convive com a cobrança de atender as demandas do povo, enquanto que, os liderados esperam dos seus lideres decisões que viabilizem suas vidas. É comum ouvir líderes falarem – Se não fizermos assim (no sistema de sincretismo e misticismo), perdemos os membros, ao mesmo tempo em que, encontramos dois tipos de liderados – os ávidos pelo autoengano e os sedentos pela verdade, que buscam uma liderança que comunique o Evangelho puro e simples. De modo que, sempre nos depararemos com a seguinte questão – o povo é o que o líder ensina, ou o líder é o que o povo anseia?
Em busca desta resposta é interessante observar que na história do povo de Deus (Israel), o autoengano e o sincretismo religioso se manifestaram em consequência de algumas motivações – 1) apostasia da liderança em relação aos mandamentos divinos, 2) deturpação espiritual por causa de interesses pessoais egoístas, 3) influência negativa de culturas pagãs, 4) atrelamento do sagrado com o profano, 5) enrijecimento do coração do povo em relação a vontade divina, 6) Juízo divino – quanto Deus pune o povo deixando de enviar a sua palavra e seus profetas.
Deste modo, compreendemos que, enquanto o chamamento de Deus para a liderança é de extrema responsabilidade com a verdade, o conselho divino para o povo é que obedeçam a verdade. Porém, existindo a deturpação da verdade por parte de cada ou de ambos os lados (lideres e povo), no tempo oportuno, Deus sempre corrigiu os envolvidos e cumpriu a Sua vontade soberana.
Porém, mesmo sabendo de que tudo está no controle divino, ainda existe – 1) o lamento por detectar que nesta hora o financiamento do autoengano é maior, do que a divulgação do evangelho genuíno, 2) a dor em observar o aumento sistemático dos condicionamentos e adestramentos da fé, no objetivo de financiarem as vontades e propósitos de alguns setores religiosos, 3) a tristeza de ver homens e mulheres de Deus sendo isolados e rechaçados para não falarem a verdade, enquanto que, a palha é promovida, comercializada e viabilizada através de diversos veículos de comunicação.
De modo que, resta a dadivosa esperança que jamais calará – MARANATA – VEM SENHOR JESUS!
Três falsos evangelhos: prosperidade, terapêutico e missão integral.
Por José Bernardo
Como Satanás está arrastando milhares de adolescentes e jovens para fora da Igreja e para longe da fé? Porque a Igreja não está sendo capaz de perceber e conter essa evasão? Onde toda essa maldade e destruição estão se apoiando? Um olhar cuidadoso para o cenário faz perceber que a estratégia usada pelo inimigo tem sido um ‘cavalo de troia’, belo por fora e cheio de destruição por dentro: a religião do ‘bem estar’.
Apoiado em uma interpretação flexível da própria Bíblia, o inimigo vem minando a fé bíblica da igreja evangélica e substituindo por essa nova religião, ainda difícil de distinguir para muitos, mas definitivamente oposta ao que Jesus ensinou. Há três correntes principais desse neo-paganismo, três falsos evangelhos que a grande maioria dos crentes está seguindo para longe de Cristo. Tais evangelhos não tem poder para salvar, não oferecem os elementos para a perseverança na fé. Adolescentes e jovens aprendem tais heresias de seus pais e essa é uma razão central de seu desvio.
Primeiro, enumeremos esses três ataques malígnos:
O evangelho do bem estar material – ou a teologia da prosperidade, movimento religioso surgido nas primeiras décadas do século XX nos Estados Unidos da América. Sua doutrina afirma, a partir da interpretação de alguns textos bíblicos como Gênesis 17.7, Marcos 11.23-24 e Lucas 11.9-10, que quem é verdadeiramente fiél a Deus deve desfrutar de uma excelente situação na área financeira, na saúde, etc. Não mais capaz de seduzir a população norte-americana que emergiu das crises econômicas no pós-guerra, esse falso evangelho foi despejado na América Latina por tele-evangelistas, rapidamente absorvido aqui pelo nascente movimento neo-pentecostal e é hoje refugo lançado covardemente contra a África por uma equivocada ação missionária.
O evangelho do bem estar psicológico – movimento que visa a descoberta e o tratamento de problemas emocionais, como medo, complexos, baixa auto-estima, no intuito de que as pessoas sejam tratadas no espírito, na alma e no corpo, com ênfase na cura da alma. O movimento, também originado nos Estados Unidos, resultou do esforço de manter a Igreja atraente para uma sociedade cada vez mais materialista e egocêntrica e têm raízes, tanto no evangelicalismo histórico, como no movimento carismático. Entre os evangélicos históricos surgiu no condicionamento do aconselhamento cristão pela psicologia e psicanálise, entre os pentecostais, dos esforços de cura interior. Ambas as correntes proliferaram a partir dos anos 80 com a enxurrada de livros evangélicos de auto-ajuda e hoje são um mal perfeitamente institucionalizado.
O evangelho do bem estar social – é um movimento essencialmente político que utiliza elementos do Cristianismo como alegoria para facilitar a disseminação de idéias de diferentes pensadores socialistas. Seus defensores a apresentam como, por exemplo, “uma interpretação da fé cristã através do sofrimento dos pobres, sua luta e esperança, e uma crítica da sociedade e do cristianismo através dos olhos dos pobres”. O movimento surgiu no seio do catolicismo Latino Americano, na esteira da influência marxista, foi fortemente combatido e diminuido pela Igreja Romana, proliferou entre ditos evangélicos em alguns países da América Hispânica e influenciou o evangelicalismo brasileiro com mais força a partir dos anos 80.
Diagnose do insólito
As causas dessa monstruosidade espiritual
Embora pareçam propostas diferentes, as três correntes religiosas são extremos próximos, identificados por três ensinos heréticos centrais: a) Antropocêntrismo – O cristianismo defende a centralidade de Deus e apresenta o ser humano como inútil e sem valor, as três teologias malígnas retomam o ser humano como centro de tudo e fazem Deus gravitar ao redor de suas necessidades, desejos e ações; b) Temporalidade – O cristianismo aponta para a vida na terra como uma passagem de provação para um mundo novo e eterno, as três teologias corrosivas se concentram no que pode ser obtido imediatamente, fixando a quem pode seduzir no que é presente, temporal e passageiro; c) Materialismo – O cristianismo aponta para as coisas espirituais, invisíveis, as três correntes teológicas cativam seu público ao que é material e carnalmente desfrutável, são evangelhos da sensualidade.
Os falsos evangelhos da prosperidade, terapêutico ou da libertação se contrapõe ao verdadeiro Evangelho do Reino, que anuncia o governo soberano de Deus em Cristo sobre a vontade humana e leva ‘cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo’ 2Co 10:5. Tais evangelhos são produzidos pelos inimigos da cruz, seu deus é o ventre (Fp 3:19).
A endo-apologia combaterá com dificuldade esses ataques malígnos. Os falsos evangelhos se mimetizam com capricho, usando o vocabulário dos evangélicos, suas expressões e a própria Bíblia para surpreender e destruir a fé bíblica. Esses falsos evangelhos promovem uma interpretação flexível das Escrituras, baseada principalmente na dedução e em um criticismo pretensamente acadêmico e energicamente desconstrutor. No discurso, usam e abusam do palavrório apaixonado, como se estivessem militando por uma grande causa e, quando não funciona, abundam na irreverência, no sarcasmo, na ironia e na zombaria. Todas os três praticam também uma contra-apologia preventiva, acusando de reacionários, desumanos, anti-cristãos e fundamentalistas aqueles que se atrevem a ir contra suas ambições egocêntricas, temporais e materialistas. Dessa forma surpreendem, sequestram e escravizam uma igreja que deixou as Escrituras de lado para abraçar o sensacionalismo.
Mas o aspecto mais venenoso de tais falsos evangelhos, é que são virais, não estão baseados nas teologias alucinadas que os geraram, mas nas características de seus hospedeiros. Quando o apóstolo Paulo nos preveniu disso, disse: “Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas…” 2Tm 3:1ss. Não é a teologia maligna, principalmente, que faz essa maldade prosperar, mas a natureza egoísta que impede os seres humanos de clamarem pelo verdadeiro Evangelho do Reino: Seja feita a Tua vontade, ó Deus. Egoístas, egocêntricos, esses são os hospedeiros de evangelhos oportunistas, que contagiam os mais jovens e causam seu desvio.
domingo, 1 de abril de 2012
Silas Malafaia justifica críticas feitas a Edir Macedo e Valdemiro Santiago
Muitos internautas criticaram o pastor Silas Malafaia por ele ter dito que essas acusações trocadas entre Edir Macedo e Valdemiro Santiago “é o sujo falando do mal lavado”. O pastor leu em alguns sites que os leitores faziam criticas severas contra ele, chegando a citar que ele também desvia dinheiro dos fiéis para uso próprio.
Para tentar barrar esse tipo de comentário o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo esclarece que o avião que foi mencionado por muitos leitores não é de propriedade dele, mas da Associação Vitória em Cristo.
Malafaia afirma também que seus patrocinadores sabiam do desejo da compra dessa aeronave e que todos foram informados através da revista Fiel sobre a compra.
“Eu nunca enganei a ninguém. Na Revista Fiel nº 1 de 2005, todos os meus parceiros, a partir desta revista até a compra do avião em 2009, leram que entre os 10 objetivos do nosso Ministério estava a compra de um avião. Essa revista é enviada mensalmente a todos os meus parceiros”, escreveu o pastor.
Sobre seus rendimentos ele lembra que a Editora Central Gospel é a segunda maior do segmento no Brasil e que nos últimos anos ele lidera a lista dos pastores que mais vendem livros e DVDs. “Associação Vitória em Cristo, como todos sabem é feita através de boleto bancário, cartão de crédito e ou depósito em conta. A AVEC não manuseia dinheiro, como consequência tudo é contabilizado”, testemunha ele garantindo total transparência na entrada e saída desses valores.
Com o título de “AOS CALUNIADORES, INVEJOSOS, SIMPLES NA FÉ E PESSOAS DE BOM SENSO” o texto de Silas Malafaia cita sete tópicos para reafirmar que ele não se apodera dos valores arrecadados pela igreja que preside. “Aprendi com meu pai e meu sogro, grandes pastores, a separar aquilo que é meu do que é da igreja”.
Leia:
Analisando os comentários de diversos sites que falam da briga do Bispo Macedo e Apóstolo Valdemiro, vi que algumas pessoas dizem que eu não tenho moral para falar porque tenho um avião.
O esclarecimento é para mostrar aos caluniadores e invejosos de plantão que vocês estão pecando, e livrar os simples na fé e pessoas de bem de pecarem:
1- O avião é propriedade da AVEC – Associação Vitória em Cristo, portanto NÃO é meu.
2- Eu nunca enganei a ninguém. Na Revista Fiel nº 1 de 2005, todos os meus parceiros, a partir desta revista até a compra do avião em 2009, leram que entre os 10 objetivos do nosso Ministério estava a compra de um avião. Essa revista é enviada mensalmente a todos os meus parceiros.
3- A partir da compra do avião, como fazemos em todas as revistas, mostramos os objetivos que temos e aqueles que foram alcançados. Na revista Fiel nº 61 de junho de 2010, fizemos uma matéria sobre a compra do avião, e mais uma vez a revista foi enviada a todos os parceiros do nosso ministério.
4- Toda a receita da AVEC – Associação Vitória em Cristo, como todos sabem é feita através de boleto bancário, cartão de crédito e ou depósito em conta. A AVEC não manuseia dinheiro, como consequência tudo é contabilizado.
5- Eu sou proprietário da 2ª maior Editora evangélica do país e nos últimos 5 anos consecutivos sou o pastor que mais vende livros e DVD no Brasil.
6- Além de informar aos meus parceiros sobre o objetivo de comprar um avião, em vários Congressos Fogo Para o Brasil, sempre falamos do desejo e objetivo do nosso ministério em adquirir um avião. Quando foi comprado também foi informado nos nossos congressos e milhares e milhares de pessoas são testemunhas disso.
7- Para os críticos, invejosos e caluniadores de plantão, só uma questão: O Papa anda de avião Jumbo, que é um dos aviões mais caros do mundo e ninguém fala nada. Se um pastor utiliza um avião o acusam de ladrão, dizem que roubou dinheiro da igreja para se beneficiar. Não existe nenhum pecado em uma entidade cristã possuir avião. Eles não entendem que a grandeza de um ministério dado por Deus necessita de ferramentas tecnológicas para a agilidade e o cumprimento de sua tarefa.
Mais uma vez quero reafirmar peremptoriamente, o AVIÃO É PROPRIEDADE DA ASSOCIAÇÃO VITÓRIA EM CRISTO e nunca esteve em meu nome. Aprendi com meu pai e meu sogro, grandes pastores, a separar aquilo que é meu do que é da igreja. Cuidado para você não se passar por Judas que ao ver uma mulher derramar um vaso de nardo puro e caríssimo aos pés de Jesus, disse que aquele dinheiro poderia ser dado para ajudar os pobres. Jesus respondeu: “Os pobres sempre tendes convosco”, isto quer dizer que em todo o tempo da história vai ter pobres para ser ajudado.
A verdade é que críticos e caluniadores não ajudam a ninguém, nem pobre, nem ministérios. Incomoda a eles ver a liberalidade dos outros.
Neste último final de semana, investimos mais de 1 Milhão de reais em uma Cruzada Evangelística no Marco Zero, em Recife-PE, onde mais de 400 mil pessoal foram edificadas e mais de 6.000 aceitaram a Cristo. Para os críticos e caluniadores, gastamos muito dinheiro. Para os que entendem o Reino de Deus, isso é investimento.
Sua igreja talvez não seja uma igreja se…
Por Jared C. Wilson
"Queremos ir a um lugar com estacionamento amplo, que nos dê um café de graça assim que entremos. Queremos sentar em uma cadeira confortável que vibra. Queremos uma banda bombante. Queremos ver fumaça. E um laser que desenhe uma cruz na fumaça. Queremos um bom cantor para cantar coisas confortadoras enquanto ouvimos admirados. Queremos um palestrante enérgico para aliviar nosso medo da economia e que nos inspire em não mais que 20 a 22 minutos. Então queremos ir embora sem ser incomodados, ter nossas retinas scanneadas para pegar nossos filhos, e vê-los descer do parquinho, depois de terem ouvido uma lição de ninguém menos que o próprio Bob Esponja Calças Quadradas, sobre obedecer aos pais e não mentir. E, se nos sentimos assim, queremos tudo isso novamente na próxima semana. Isso é o evangelicalismo."
Essa é minha paráfrase de um sermão recente de Matt Chandler na Village Church.
Um pastor de louvor e adoração visitou uma igreja local esses dias, uma pela qual até tenho certo respeito. Ele disse que não ouviu o nome de Jesus na mensagem. Já sabemos que muito do que se passa por evangelicalismo tem pouquíssimo, se é que tem, evangelho. É possível que muito do que se passa por “igreja”… não seja uma?
Aqui vão alguns sinais de que sua igreja talvez não seja realmente uma igreja.
Sua igreja talvez não seja uma igreja se…
Seu pastor raramente fala sobre Jesus. (Essa é fácil).
Seu pastor fala sobre Jesus, mas somente no estilo “siga seu exemplo”. (Você poderia ser um Mórmon ou mesmo muçulmano e pregar desse jeito).
As músicas de “adoração” são mais sobre como você se sente e o que você pode fazer, em oposição a quem Deus é e o que Ele fez.
A extensão do envolvimento de quase todos na igreja está limitada ao culto semanal.
Seu pastor não pastoreia as pessoas cara a cara, mas gerencia “sistemas” em seu escritório, 40 horas por semana.
Alguns desses sistemas são projetados para que o pastor interaja com o menor número de pessoas possível.
Você não se lembra da última vez que participou da Ceia do Senhor.
Muito do planejamento e foco na organização gira em torno de fazer um culto sensacional.
Você nunca ouve a palavra “pecado” por lá.
Você ouve a palavra “pecado”, mas apenas brevemente ou redefinida como “falhas”.
Você não se lembra a última vez que ouviu o nome de Jesus em uma mensagem.
A mensagem de Páscoa não é sobre a ressurreição, mas “novas oportunidades” na sua vida ou virar uma nova página.
Em feriados patrióticos, a mensagem é sobre quão grande nosso país é.
Nos outros fins de semana, a mensagem é sobre quão grande você é.
Há mais vídeos que orações.
Pessoas não cantam durante o culto de “adoração”, mas assistem.
As responsabilidades principais do pastor são coisas estranhas à Escritura.
Existe mais dinheiro investido em propaganda que em missões.
A maioria dos pequenos grupos gira em torno de esportes ou lazer, e não estudo ou serviço.
Você sempre se sente confortável lá.
Ser membro da igreja parece apenas um sistema de recrutamento de voluntários.
Você só encontra outras pessoas da igreja nos cultos de domingo.
Se sua igreja parece com uma ou mais dessas coisas, talvez seja uma torcida espiritual, um teatro religioso, um clube social cristão, ou alguma coisa totalmente diferente, mas, provavelmente, biblicamente falando, não é uma reunião da igreja bíblica.
A religião do capeta…
Por Tim Carriker
Então o Diabo lhe disse: — Se você é o Filho de Deus, mande que esta pedra vire pão. Jesus respondeu: — As Escrituras Sagradas afirmam que o ser humano não vive só de pão. Aí o Diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe num instante todos os reinos do mundo e disse: — Eu lhe darei todo este poder e toda esta riqueza, pois tudo isto me foi dado, e posso dar a quem eu quiser. Isto tudo será seu se você se ajoelhar diante de mim e me adorar. Jesus respondeu: — As Escrituras Sagradas afirmam: “Adore o Senhor, seu Deus, e sirva somente a ele.” Depois o Diabo o levou a Jerusalém e o colocou na parte mais alta do Templo e disse: — Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui, pois as Escrituras Sagradas afirmam: “Deus mandará que os seus anjos cuidem de você. Eles vão segurá-lo com as suas mãos, para que nem mesmo os seus pés sejam feridos nas pedras.” Então Jesus respondeu: — As Escrituras Sagradas afirmam: “Não ponha à prova o Senhor, seu Deus.” Lc 4.3-12 (NTLH)
Quem procura expôr as Escrituras geralmente faz um esforço danado para identificar e enfatizar o cerne do evangelho de Deus. E assim, aprendemos muita coisa boa, sem dúvida.
Mas pouco se repara o “outro lado da moeda”, o evangelho do diabo. Sim, o capeta também tem os seus valores e procura promover sua própria versão de religiosidade. Vale a pena reparar bem a sua base e o seu conteúdo. Ambos podem ser discernidos da passagem acima onde o diabo “tenta” Jesus. Posso falar muito mais, mas quero focar somente as três frases que sublinhei na passagem. A primeira e a última revela a base ou o pressuposto do evangelho do diabo e a segunda, o seu conteúdo.
A frase, “se você é o Filho de Deus, mande” ou “…jogue-se” revela o pressuposto do diabo que essencialmente é o seguinte: os filhos de Deus tem o direito, ou até mesmo o dever, de exigir. E a exigência é segura com base no parentesco divino de quem manda. Sim, para o diabo, os crentes tem direitos e devem exigi-los! Conhece ministérios que se baseam neste pressuposto? de exigir, “em nome de Jesus” que as coisas acontecem? por exemplo, uma cura, uma bênção, ou uma libertação? Já ouviu pregadores famosos falando deste jeito? Sabe de onde vem este evangelho? Do capeta!
E qual é o conteúdo deste “evangelho”? …segunda frase sublinhada: riqueza e poder, em sumo, o evangelho da prosperidade. O diabo promete prosperdade, em forma de riqueza e poder. Jesus, entretanto, avisa que seus seguidores não terão nem onde encostar as suas cabeças.
Qual é o evangelho que você prega e preza? O do diabo, sem dúvida, é muito mais atraente.
Então, do capeta ou de Deus?
Oração
quarta-feira, 28 de março de 2012
Quanto mais “rezo” mais assombração me aparece
Definitivamente eles não se cansam. A cada novo dia uma nova “tolice” tem sido inventada. Veja por exemplo esse seminário (cartaz abaixo) sobre proteção espiritual da criança. Pois é, no seminário em questão, os pastores de GEZUIS, prometem ensinar princípios bíblicos e práticos de libertação para a criança.
Calma! Foi isso mesmo que você leu! Os caras prometem ensinar como libertar as crianças do poder do demo! Triste isso não?
Ora, tudo bem que precisamos instruir as crianças quanto ao poder do ocultismo, da música, dos games, dos desenhos animados e etc, todavia, promover sessões de libertação na garotada é um pouco demais, não é verdade?
Bom, lamentavelmente existem pessoas que vêem o diabo em tudo e que fazem de dele um segundo Deus. Tais indivíduos construíram em suas mentes a idéia de que a vida é um grande conflito entre forças opostas.
O Movimento de Batalha Espiritual tem contribuído efetivamente com a propagação deste conceito, concedendo a Deus e o diabo; pesos idênticos. Para estes, a vida é uma grande trincheira, onde satanás e o nosso Deus lutam de igual para igual pelas almas da humanidade. Esta afirmação aproxima-se em muito da antiga heresia conhecida como maniqueísmo que ensinava que o universo é dominado por dois princípios antagônicos e irredutíveis: Deus ou o bem absoluto, o Diabo ou o mal absoluto. Infelizmente por considerar o bem e mal, como forças idênticas em peso e poder, os pregadores desta doutrina rejeitam a soberania de Deus sobre o inimigo de nossas almas.
Caro leitor, as Escrituras Sagradas em momento algum nos mostram um mundo dualista onde bem e mal protagonizam batalhas pirotécnicas cujo final é imprevisível. Antes pelo contrário, ainda que a Bíblia nos mostre as ações ardilosas de nosso inimigo, os quais não devem ser desprezadas, ela jamais trata do diabo como alguém que tem poder para se opor a vontade soberana de Deus.
Por favor, pare, pense e responda: Quem está regendo os acontecimentos na terra, Deus ou o diabo? Quem reina majestosamente no céu, Deus ou o diabo? Quem a Bíblia diz que estabelece e destitui reis, conforme a sua soberana vontade?
Ora, a visão de Deus reinando de seu trono é repetida nas Escrituras inúmeras vezes (I Rs 22.19; Is 6.1; Ez 1.26; Dn 7.9; Ap 4.2). Na verdade, os muitos textos bíblicos possuem a função de nos lembrar em termos explícitos, que o SENHOR reina como rei, exercendo o seu domínio sobre grandes e pequenos. O senhorio de Deus é total e nem mesmo o diabo pode deter seu propósito ou frustrar os seus planos.
Os neomaniqueistas sem que percebam rejeitam o governo de Deus na história, fundamentando sua fé em achismos e impressões absolutamente antagônicas ao ensino bíblico. Nas doutrinas neomaniqueistas, Caim virou Vampiro, portais dimensionais se abriram, trazendo a tona lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Além disso, batalhas hercúleas são travadas a cada dia no mundo espiritual por Deus e o diabo, demonstrando assim o “quão forte e poderoso é o inimigo de nossas almas”.
Caro leitor, Jesus Cristo é o libertador e rei triunfante, é o autor e consumador de nossa fé, o Senhor da gloria. Sobre ele satanás não teve controle, nem tampouco poder. Através da morte na cruz , Cristo quebrou as forças opressoras do diabo, transportando-nos graciosamente para o Reino de Deus Pai. A guerra já foi vencida! Louvado seja o seu santo nome por isso! Satanás não tem poder sobre os eleitos de Deus! Somos de Cristo, e com Cristo viveremos por toda eternidade!
Nossa Apologética Tem De Apontar Para Cristo
Por Nathan Busenitz
O alvo da apologética deve ser evangelístico e, assim sendo, sua mensagem deve estar centrada na pessoa e obra de Jesus Cristo. Ele é a resposta a todos os males sociais e a cada coração que o busca. “Mas nós pregamos a Cristo crucificado”, Paulo explicou aos coríntios, “escândalo para os judeus, loucura para os gentios” (1 Co 1.23). De maneira semelhante, disse aos crentes de Colossos: “o qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo” (Cl 1.28). Armado com o lema “para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fp 1.21), Paulo enfrentou o mundo como embaixador de Cristo, rogando aos ouvintes “em nome de Cristo, vos reconcilieis com Deus” (2 Co 5.20). Ele jamais tomou uma posição apologética que não apontasse para Cristo. Quer no Areópago (At 17) quer no tribunal diante do governador romano (At 26), a defesa da fé feita por Paulo sempre era centrada no evangelho (1 Co 15.3-4).
Uma apologética que deixa de apresentar o evangelho por inteiro deixa no mesmo lugar os pecadores: ainda perdidos. Até confessarem Jesus como Senhor e crer que Deus o ressuscitou da morte, eles permanecem mortos em seus pecados (Rm 10.9). Sua eternidade depende do que farão com Jesus Cristo. À pergunta: “O que devo fazer para ser salvo?” Jesus é a única resposta (At 16.30-31). Para o problema do pecado, ele é a única solução. Como disse João Batista a respeito de Jesus: “quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3.36).
Não podemos nos contentar com uma abordagem apologética que diminua ou negligencie o evangelho. Afinal de contas, nossa meta final não é apenas converter os ateus ao teísmo ou evolucionistas ao criacionismo, mas chamar os incrédulos (quer sejam eles ateus ou teístas, evolucionistas ou criacionistas) a receberem Jesus Cristo. Os argumentos quanto ao teísmo e criacionismo são importantes, mas a apologética cristã será incompleta se parar por aí e não proclamar o evangelho.
Uma ilustração disso está no fato de que muitos evangélicos deram grande valor à conversão do renomado ateu britânico Antony Flew do ateísmo para o teísmo. Ele documentou sua mudança de ideia no livro There is a God, onde admitiu que os argumentos do projeto inteligente o levaram a “aceitar a existência de uma Mente infinitamente inteligente”. [1] No fim do livro, Flew nota que poderia estar aberto ao cristianismo, mas não chega a reconhecer nenhum compromisso pessoal com Cristo. Por sua parte, Flew se identifica como deísta. [2]
Como avaliar esse tipo de conversão? Por um lado, alegramo-nos porque um renomado ateu renunciou publicamente seus erros anteriores. Podemos ser gratos pelos esforços daqueles que, por sua influência, o ajudaram a ver a falência filosófica do sistema ateu. Mas não podemos estar completamente satisfeitos com o resultado, pois o Professor Flew não se tornou cristão.
Quando o apóstolo Paulo esteve diante da oposição, quer no areópago quer diante de Festo e Felix, não se contentou apenas em convencer seus ouvintes da existência de Deus. Na verdade, eles já eram teístas. Contudo, eles tinham renhida necessidade de se reconciliarem com Deus, razão pela qual a mensagem de Paulo era centrada no evangelho de Jesus Cristo. Em uma época quando o ateísmo naturalista ganha aprovação popular, poderá ser tentador pensar que defender a existência de Deus deva ser nosso principal alvo. Mas se deixarmos de fora a mensagem cristocêntrica do evangelho, nosso trabalho apologético ficará incompleto. [3] Fomos comissionados a fazer discípulos do Senhor (Mt 28.18-20), não apenas teístas. Assim, pregamos Cristo crucificado a todas as pessoas, quer elas creiam quer não creiam em Deus.
[1] Antony Flew, There Is a God (New York: HarperCollins, 2007), 158.
[2] Antony Flew e Gary R. Habermas, “My Pilgrimage from Atheism to Theism: An Exclusive Interview with Former British Atheist Professor Antony Flew,” Philosophia Christi 6, no. 2 (Winter 2004). Online at www.biola.edu
[3] Se nos esquecermos da mensagem do evangelho que é centrada em Cristo, corremos o perigo de nos juntar a outros teístas, incluindo cristãos não evangélicos, em um esforço de convencer os não teístas a tornarem-se teístas.
Fonte: Blog Fiel
Bíblia não é papo de botequim
Por Bispo Walter McAlister
Existem assuntos que claramente cabem numa boa conversa de botequim. São esquentados. Não exigem muito conhecimento. São uma questão de gosto ou de opiniões formadas com muito pouco fundamento: Flamengo ou Vasco, PT ou DEM, globalização ou protecionismo, torresmo ou vegetarianismo, surf ou xadrez, chocolate ou baunilha.
Blogs não são botequins. São fóruns que existem, muitos deles, para que um teólogo, filósofo ou apologista contribuam com os seus pensamentos a um diálogo, em torno de assuntos de maior ou menor importância. Minha sobrinha tem um blog para mães chamado “Potencial Gestante”, por exemplo. Há blogs que tratam de inúmeros assuntos (política, saúde, consumo, criação de cachorros ou cavalos, e por aí vai), acrescentando informação e opiniões, influenciando e debatendo.
Mas teologia não é futebol, nem tampouco política. Teologia é a busca da Verdade contida nas Sagradas Letras. Tratar teologia requer ponderação, estudo, temor a Deus, um espírito voluntário, humildade pedagógica e amor pelas coisas de Deus, acima de tudo. Teologia requer um coração que considera a Bíblia uma autoridade à qual devamos nos submeter. A busca das verdades contidas nas suas páginas não é uma questão de se educar para afiar seus argumentos. É uma peregrinação por lugares sagrados. É um processo que nos faz ficar antenados à própria voz de quem nos criou.
Tenho aberto o assunto da eleição divina aqui no blog. Confesso que, em pouco tempo, me conscientizei do fato de não ser um fórum no qual poderei expor a doutrina com a clareza e riqueza que ela merece. É bíblica? Não há a menor dúvida quanto a isso. Como funciona? Quais são os critérios que Deus emprega ao eleger uns para a salvação? Bom, eu teria que ser Deus para responder isso. Sei que não há maldade no Senhor. Ele não é um Deus cruel. Ele não brinca com a sua criação. E não é menos misericordioso do que nós. Sim, muitos chegam a dizer, “como pode Deus…..?”. Chegamos ao absurdo de tentar interpelar Deus. “Se o que as Escrituras dizem tem mérito, então Deus é um monstro”, alguns chegam a ousar dizer. Que insensatez, meu Deus! Que arrogância! Nós, que somos o barro, apontamos um dedo de pó ao oleiro e o acusamos? Quanta jactância! Absurda atitude!
E então começam as farpas, as frases de efeito. A conversa de botequim “pega fogo”. Os “achólogos” se exaltam. Acusamos uns aos outros de loucos, irresponsáveis, idiotas, obtusos, radicais, frouxos e coisas piores. Para dizer a verdade, pecamos. Pecamos muito. Pecamos por falta de saber dividir bem a Palavra da Verdade, pois não somos obreiros aprovados. Aliás, vou até lembrar as palavras exatas de Paulo, como registradas em 1 Timóteo 2.15: “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade”.
Muitas das discussões que giram em torno do assunto da soberania de Deus, da sua eleição divina, são francamente vergonhosas. Com bravata, ânimos exaltados e uma parcela ínfima de conhecimento, muitos desfilam a sua vergonha e a sua absoluta ignorância das Escrituras. Não são obreiros aprovados. Entenda… tudo o que falamos, falamos perante a face de Deus. Todo debate acontece perante a face de Deus. E quando discursamos em torno da Bíblia, estamos tratando da PALAVRA DA VERDADE. Sua opinião, preferência e sensibilidade são irrelevantes. O seu fel é uma afronta a Aquele que sopra as Escrituras, pois “TODA Escritura é inspirada por Deus” (2 Tm 3.16a).
O próprio apóstolo, ao falar para o seu discípulo e Bispo de Éfeso, criado na disciplina das Sagradas Letras pela sua mãe e avó, o admoestou: “Reflita no que estou dizendo, pois o Senhor lhe dará entendimento em tudo.” (2 Tm 2.7).
As discussões que ouço não são fruto de reflexão. Nem tampouco me parecem fruto de leitura. São baseados no que alguém disse, no que alguém pregou, no que alguém opinou. E agora, com o peito cheio de ar quente, esbravejamos o nosso repúdio desinformado e irrefletido, ofendendo e fazendo pouco de pessoas que procuram mergulhar na Palavra da Verdade. Mas… não fazemos isso para nos promover ou nos elevar acima dos demais. Não fazemos isso para achar um gancho pelo qual podemos nos considerar como superiores aos “ignorantes brutalizados e biblicamente analfabetos”. Se procuramos aprender, é porque amamos a verdade – A Verdade. Se o fazemos, é porque sentimos que. ao trilhar pelos caminhos do Senhor, acharemos paz para as nossas almas cansadas. Tomamos o jugo e aprendemos dele, que é manso de espírito.
Há calvinistas arrogantes? Claro. Assim como qualquer postura teológica tem os seus arrogantes. Pois gostam de ir para os “botequins” teológicos para dar uma safanada na cabeça dos que “nada entendem”. Que vergonha. Os jovens que acabam abraçando essaconvicção, e que ainda não entendem como a vida do próximo é preciosa, querem mostrar acima de tudo e do amor ao próximo que estão certos.
Meu Deus! A verdade nos liberta, não nos dá razão. Ter razão é vaidade. Quem quer “ter razão” está num projeto de vanglória e despreza o seu irmão. Creio que o meu tratamento deste assunto deve acabar por aqui. Mas eu seria omisso se não apontasse para recursos preciosos para os que querem se aprofundar no que é bom e edifica.
Um dos livros que ajudará quem quiser realmente entender o Calvinismo é Vivendo para a Glória de Deus, de Joel Beeke (Editora Fiel). Outro, maior ainda, é A Glória da Graça de Deus, editado por Franklin Ferreira (Editora Fiel). Quero deixar bem claro aqui que não tenho vínculo com a Fiel. Mas são livros que recomendo simplesmente porque são ótimos para o real entendimento.
Sei que os botequins teológicos continuarão a ferver com os “achólogos” de plantão – obreiros ainda não aprovados, pois não sabem “manejar a palavra da verdade”, mas que, nem por isso, se inflamam por argumentos apaixonados e humanistas. O divino não é desumano. Mas o humano não é divino, tampouco.
Fica aqui o meu apelo. Aos que imaginavam que eu iria dirimir todas as suas dúvidas sobre o Calvinismo, peço copiosas desculpas. Não é possível fazê-lo num blog. Livros servem para isso blogs não. Espero ter, no mínimo, mostrado o que está em jogo. Espero ter provocado os que honestamente querem entender o assunto. Então, sou calvinista? Não inteiramente. Tenho diferenças pontuais com muitas das afirmações de Calvino. Sou reformado? Sim. Acima de tudo, sou um Cristão, um que ama a verdade e A Verdade. Quero chegar ao Céu e levar todos que puder comigo. Não quero ofender, além da ofensa que já acompanha a proclamação da verdade. Procuro conciliar e arrazoar. É o meu compromisso aqui. Se algum mérito houver no que disse, fique comigo, pois é assim que continuarei a tratar os assuntos neste blog.
Que Deus tenha misericórdia de todos nós. Amém.
Assinar:
Postagens (Atom)


















