terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Jesus Cristo é o 4º termo mais buscado na internet em 2011


Um ranking baseado em uma compilação do Google insights compara as palavras-chave mais utilizadas durante o ano de 2011.
Curiosamente Jesus Cristo está entre os quatro assuntos mais buscados na web, a primeira posição do ranking fica com a famosa cantora norte-americana Lady Gaga, seguida por Justin Bieber e gatos (animais) em geral.
A lista é composta de 26 termos, entre os quais a maioria são celebridades da música como os Beatles, que já criaram polêmica no passado por se dizerem mais populares que Jesus Cristo.

A Coca-Cola e a depravação total


Faz um tempo que Coca-Cola vem se posicionando como “culturalmente correta” através de suas campanhas publicitárias, que são sempre belas, é justo que se diga. Porém, a análise que te convido hoje a fazer é sobre uma mensagem veiculada em uma de suas campanhas que tem como tema “Os bons são maioria“. Aí você vai me perguntar: o que tem a ver a Coca-Cola com o Cristianismo? Por favor, não me venha falar que estou mandando ninguém parar de beber Coca-Cola, – até porque eu gosto muito e aprecio sempre que posso – mas aproveitar a oportunidade para te convidar a refletir sobre como você tem enxergado o Cristianismo que professa.
A campanha veiculada pela Coca-Cola traz uma sequência de estatísticas meio sem lógica aproveitando-se do estado de alerta da sociedade para tentar amenizar e dizer que ainda há uma solução humana para o mundo, pois as pessoas “de bem” ainda são maioria. Enfim, o centro dessa campanha é sustentar que o homem é basicamente bom e aperfeiçoável através de seus próprios esforços. Então, a pergunta que faço é a seguinte: você acredita mesmo que há solução para a humanidade por si mesma? Crê que é possível os “bons” mudem o mundo em que vivem? Pense na sua resposta. Pensou?

E então, vamos ao que Deus tem a nos dizer sobre isso em sua Palavra?

(…) tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, à uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. (Romanos 3:9b–12)

O versículo acima é uma das bases para a doutrina da Depravação Total, um dos 5 pontos da teologia reformada, que diz o seguinte:

O homem não regenerado é absolutamente escravo de Satanás, e, por isso, é totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente (para salvar-se), dependendo, portanto, da obra de Deus, que deve vivificar o homem, antes que este possa crer em Cristo.

E é exatamente disso que trato aqui nesse texto: a incapacidade do homem de praticar o que é bom. Somos cercados por todos os lados por pensamentos humanistas que colocam o homem como centro de tudo e que fazem o possível para esquecerem-se do Deus soberano. O pensamento humanista é a base para estudos acadêmicos e o pensamento da sociedade corrente. Isso é normal, já que o mundo “jaz no maligno”. Porém, o mais triste de tudo é ver entrando no coração de alguns que se dizem salvos esse tipo de pensamento, que é completamente oposto ao que dizem as Escrituras.

Que homens que não conhecem a Palavra tenham esse tipo de pensamento é de se esperar, mas homens que se dizem de Deus pensando dessa forma é inaceitável. Na verdade, pensamentos assim só comprovam a depravação total, inclusive de alguns que se dizem cristãos e revelam o joio no meio do trigo. “Evangelhos” permeados pela visão e pensamento humanista temos aos montes. Homens que anunciam, não uma boa nova, mas uma mensagem voltada para o umbigo de outros homens que se julgam capazes de fazer o que acham que devam e de conseguir a saída para tudo mediante o esforço humano.

Aí, você me pergunta: então, qual é a saída para o mundo? A única saída para a humanidade está na graça de Deus. Graça é dom. Graça é dádiva. É, não apenas o caminho, mas a única verdade para onde o próprio Deus encaminha seus escolhidos. Os homens que confiam em sua própria força e conhecimento, vão seguir enganando-se e sendo enganados, pois como dizem as Escrituras:

Maldito é o homem que confia nos homens, que faz da humanidade mortal a sua força, mas cujo coração se afasta do Senhor. Mas bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nele está. Jeremias 17:5,7

É bom que nos lembremos de que a humanidade é a coroa da criação, mas continua sendo criatura.

Soli Deo Gloria

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Caio Fábio escapa da sentença de 4 anos de prisão


O reverendo Caio Fabio conseguiu na Justiça Eleitoral anular o mandado de prisão emitido pela juíza Léa Maria Barreiros Duarte, em circunstância da condenação dele a quatro anos de prisão em regime semi-aberto e quarenta dias multa no valor de dois salários-mínimos cada dia, no processo pelo crime de calúnia contra o presidente da República.
O processo foi movido a partir do suposto envolvimento de Caio Fábio com o Dossiê Cayman, que tentava incriminar os candidatos do PSDB durante as eleições presidenciais de 1998. Após a condenação, Caio Fábio apresentou recurso contra o julgamento em primeira instância, porém uma vez negado, o mandado de prisão havia sido emitido pela juíza.

Ricardo Gondim e Rubem Alves Convidam. Você Vai?


Por Silas Figueira
Ontem no Fecebook um pastor divulgou com muita alegria o lançamento e mesa de debate do livro de Rubem Alves “Por uma teologia da libertação”, no dia 09 de fevereiro de 2012 (Rubem Alves, Gondim e Gouvêa convidam: LANÇAMENTO e MESA DE DEBATE - veja aqui.
Este livro, como diz o próprio site, é considerado por muitos teólogos como o primeiro livro escrito sobre o que então se tornaria a “Teologia da Libertação”, antes mesmo de Gustavo Gutiérrez e Leonardo Boff.
Já alguns meses já se vêm falando muita coisa a respeito dos desvios teológicos do Pastor Ricardo Gondim, desde o seu apoio ao homossexualismo a negação da volta de Cristo, isso sem contar o seu apoio ao Teísmo Aberto. O próprio Gondim disse que estava sendo considerado o herege da vez.
A questão que me intriga é em que o Pastor Ricardo Gondim se assemelha com o ex-pastor da Igreja Presbiteriana Rubem Alves? Fazendo uma pequena pesquisa descobri o que Rubem Alves pensa a respeito do Céu e da Salvação.
Veja algumas frases que ele disse em um dos seus textos no seu site: “Tenho medo de morrer e ir para o céu. Eu me sentiria um estranho por lá. Sou um ser deste mundo e sinto que no meu corpo moram rios, árvores, montanhas e nuvens. Nenhum mundo além poderá consolar-me da sua perda. É certo que um espírito, por bem-aventurado que seja, não pode sentir o cheiro bom do capim gordura (que recém começa a florescer roxo nos campos). Para isso ele teria de ter um nariz. Amo este mundo. Por isso não quero ir para o céu. Nietzsche sentia o mesmo. Mas este dia, Corpus Christi, a se acreditar na tradição, diz que Deus, cansado de ser espírito, descobriu que o bom mesmo era ter corpo, e até se encarnou, segundo o testemunho do apóstolo. Preferiu nascer como corpo, a despeito de todos os riscos, inclusive o de morrer. Porque as alegrias compensavam. E nasceu, declarando que o corpo está eternamente destinado a uma dignidade divina. Curioso que os homens prefiram os céus, quando Deus prefere a terra”. O texto completo você pode ler aqui.

O Pastor Ricardo Gondim está seguindo o “Teísmo Aberto”, cujo ensino se fundamenta na relativização do absoluto. Para Gondim, o Deus da Bíblia não é Soberano e em virtude disto não possui domínio e governo sobre todas as coisas, mas que nas palavras de Gondim e Rubem Alves é apresentado de forma romantizada dando a ideia de um deus pequeno e frágil que precisa tanto de mim quanto de você. Um deus carente.
Assim como Rubem Alves o Pastor Ricardo Gondim também nega o céu e a volta Cristo. Você pode confirmar vendo este video no YouTube . Negam a Bíblia e o que o próprio Senhor Jesus falou e os apóstolos confirmaram e que o livro do Apocalipse reitera.
Eu fico com a Bíblia e não com esses teólogos de plantão que por terem apostatado da fé tem levado muitos com eles. Alguns pastores que estão abraçando esta mesma ideia estarão lá nessa mesa de debate, falando aberrações a respeito de Deus e de Sua Palavra, dando apoio e se alegrando com tamanhas distorções teológicas. Infelizmente muitas dessas pessoas irão arrastar atrás de si uma multidão de adeptos que por discordarem de Deus e da Sua forma de agir seguirão esses falsos ensinos que o apóstolo Paulo já havia dito a Timóteo que ocorreria: “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência”. 1Tm 4.1,2.
Mas da mesma forma que o apóstolo Paulo chama a atenção de Timóteo em relação à apostasia dos últimos tempos, ele também chama a atenção do seu filho na fé a agir de forma contrária a tudo isso que estaria ocorrendo. O seu conselho a Timóteo é o mesmo para nós hoje também: “Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas caducas. Exercita-te, pessoalmente, na piedade. Pois o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser. Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação. Ora, é para esse fim que labutamos e nos esforçamos sobremodo, porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo, Salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis”. 1Tm 4.8-10.
O tempo que o apóstolo Paulo profetizou nós temos vivido. Está ficado cada dia mais difícil ver pessoas abraçando a sã doutrina, mas há um número enorme de pessoas dando ouvidos a ensinos de demônios, e o pior, em vários púlpitos. Mas se nós desfalecermos e nos deixarmos levar por essas heresias, a próxima geração será uma geração totalmente descrente das verdades bíblicas. Devemos seguir o conselho de Paulo que nos diz que devemos pregar a tempo e a fora de tempo.

Que o Senhor nos ajude!

O evangelho do Gentileza

Por Bráulia Ribeiro

“Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
Só ficou no muro
Tristeza e tinta fresca [...]
Por isso eu pergunto
A você no mundo
Se é mais inteligente
O livro ou a sabedoria?”
(Marisa Monte)


À medida que o Brasil vai se tornando mais evangélico observamos as marcas culturais do evangelicalismo se misturarem à cultura popular e vice-versa. Missiólogos discutem a influência da cultura nos diversos modelos de evangelho que temos pelo mundo usando dois conceitos, contextualização e sincretismo.
Entende-se por contextualização a expressão do conceito novo -- a revelação do evangelho -- por meio de formas antigas e facilmente reconhecíveis pelo povo. O conhecido se torna a expressão do novo. Já o sincretismo trata de uma mistura promíscua, indesejada, das novas formas com conceitos antigos. É a revitalização do erro, que se veste com uma fantasia brilhante e aparentemente nova.
O evangelho no Brasil -- e, acredito, em muitos outros lugares -- se acultura de modo contextualizado e sincrético ao mesmo tempo. Para se discernir entre pureza e corrupção o trabalho é árduo, mas a discussão destes caminhos é hoje essencial para a saúde da igreja. Apenas o Espírito Santo e a Bíblia podem nos tirar do limbo de um semievangelho, que se torna inócuo por ser equivalente.
Atualmente existe uma guerra entre os evangélicos no Brasil que nada tem de santa. É uma releitura cultural da velha disputa de classes. Apesar de não termos uma cultura de castas, como na Índia, nossa tradição social, baseada em origem e poder econômico, é marcada pela exclusão de grupos sociais. Nos tempos coloniais, a família, o grau de proximidade da nobreza portuguesa, a cor da pele faziam a diferença. Hoje a subcultura à qual pertencemos, a linguagem que falamos, a música que ouvimos revelam o poder socioeconômico que temos.

As várias versões evangélicas atendem a subgrupos culturais diferentes e fazem concessões teológicas de acordo com a necessidade de cada um deles. O evangelho intelectual das classes dominantes requer uma lógica que se conforme ao discurso pós-moderno. O Deus tribal dos hebreus se transforma em uma força de amor despersonalizada e universalizante. Seguindo o exemplo da Europa multiculturalista, o evangelho palatável à “intelligentsia” tem que relativizar verdades. Não existe adaptação sem comprometimentos. A moralidade bíblica é um peso muito grande a ser carregado. Existe uma proposta de amor no evangelho, mas se exige para esta uma síntese hegueliana. Qualquer maneira de amar vale a pena, qualquer moralidade me diverte, desde que me satisfaça.

O evangelho das massas populares é simples: a entidade divina se tribaliza. Como qualquer proposta animista, o Deus tribal é pesado em suas demandas tributárias, requer riquezas em profusão e obediência cega às autoridades sacerdotais. Ele tem necessidade de demonstrar seu poder em um jogo intimidatório. As bênçãos são subornos e o Deus tribal dança conforme a música do desenvolvimento econômico e distribui casas, carros zero e cargos políticos, premiando a servidão de seus fiéis.

Nas duas versões o evangelho de Cristo se torna “o evangelho do profeta Gentileza”. O “amor” do Cristo folclórico não é amor, é entretenimento. Ele é simplório e ridículo. Quem é mais inteligente, o homem ou a lei, o livro ou a sabedoria? -- pergunta Gentileza. O homem, a sabedoria que não está nos livros nem no Livro -- respondemos. E decidimos então apontar as torres de nossas igrejas para o centro da sociedade brasileira -- o homem cordial que a todos agrada. A cultura brasílica, que não gosta de regras impostas, menospreza o Livro e reinventa em duas versões um Deus sem leis e sem moral, que se ocupa de nos servir.

Concordo com Marisa que a parede cinzenta é mais triste do que se permanecesse pintada com os escritos coloridos do Gentileza. Contudo, não vamos trazê-lo para as igrejas. É melhor deixá-lo nas ruas.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Você é bem informado ou um palpiteiro?


Por Maurício Zágari
Vivemos na era da opinião. Todo mundo tem sempre que ter algo a dizer sobre tudo. A consequência é que, como eu e você não sabemos tudo sobre tudo, acabamos expressando visões a respeito dos mais variados assuntos sem nenhuma base, nenhum conhecimento real. E, com isso, influenciamos montes de pessoas com opiniões que não passam de mero achismo e que só vão prejudicar os demais. Todavia, existe um ato de bravura ligado a isso de que parece que a humanidade se esqueceu, que é confessar abertamente: EU NÃO SEI.
Querido, querida, você não tem a obrigação de saber tudo. Eu não entendo de montes de coisas. Quando dava aula em seminário teológico, meus alunos ficavam espantadíssimos porque às vezes me perguntavam coisas e eu respondia: “Eu não sei”, pois todos os demais professores da escola davam respostas sobre tudo o que eles perguntavam. Obviamente, porque, quando não sabiam, para não passarem por ignorantes, inventavam ou davam opiniões, mas não SABIAM de fato. “Professor, Adão tinha umbigo?”. “Ah, claro, porque, veja bem, eu acho que…”. E esse achismo é que mata. Já eu não cometia esse tipo de atrocidade à honestidade: “Professor, os loucos vão pro Céu?”. “Eu não sei”. “Professor, por que Deus cria pessoas que Ele já sabe que vão pro inferno?”. “Eu não sei”. “Professor, se o diabo não é onisciente e onipresente como ele tenta 7 bilhões de habitantes do planeta ao mesmo tempo”. “Eu não sei”!!!

Existem mais coisas que não sei, ou seja, para as quais não tenho respostas, do que as que eu sei explicar. Falta-me conhecimento em muitas áreas. O mesmo ocorre com você. O mesmo ocorre com pastores e teólogos famosos. E aí começa o problema.

Pega mal para uma suposta autoridade não ter respostas na nossa cultura atual. Então o que ela faz? Inventa aquilo que mais lhe parece fazer sentido. No popular: entra pelo chutômetro. Só que as bases de suas afirmações em enorme parte das vezes são mero achismo, mera especulação. Mas como são pastores, teólogos e cantores gospel FAMOSOS, a palavra deles vira o 67o livro da Biblia. Por que eu destaquei “famosos”? Porque a fama é uma desgraça que te obriga a ter opiniões sobre tudo e converge os olhares para você. Pior: se você é famoso, os outros acreditam no que você diz. E tem muita gente famosa causando grandes estragos nos crédulos.


Ano passado fui a uma conferência teológica e lá encontrei a esposa de um pastor que por sua vez é muito amigo de outro pastor que tem pregado que Deus não tem controle sobre as tragédias do mundo, a tal Teologia Relacional (versão brasileira do Teísmo Aberto americano). O inventor dessa heresia é muito famoso, tem milhares de seguidores nas mídias sociais e até tinha uma coluna numa respeitada revista cristã (que justamente por ser séria teve a hombridade de demiti-lo) e vive tuitando muito sobre os valores dessa teologia, entre um verso e outro de poesias. Almocei com essa senhora e por saber que ela era próxima do “herege da vez” (como ele mesmo se autointitulou) com muita curiosidade lhe perguntei afinal de contas qual era a dele com esse pensamento novo – um pensador que eu admirara tanto no passado mas que tinha criado uma teologia antagônica à Bíblia. Ao que ela me respondeu: “Zágari, ele tem muito mais perguntas do que conclusões”. Diante disso, eu passei a me questionar: se ele tem perguntas sem conclusão, por que não diz EU NÃO SEI em vez de começar a lançar aos quatro ventos suas meras elocubrações como se fossem afirmações e verdades descidas do Céu trazidas por anjos em bandejas de prata? Pois ao fazer isso ele está irresponsavelmente contaminando milhares de pessoas com suas dúvidas sem apresentar respostas biblicamente embasadas.
Esse mal corrói nossas celebridades gospel. Afirmam muito, quando sabem pouco. Já participei diversas vezes de um programa de rádio de debates cristãos numa famosa rádio do Rio de Janeiro. E tive a oportunidade de ouvir, por exemplo, um pastor famoso de uma igreja famosa por lançar músicas que se tornam hits nacionais dizer absurdos homéricos do ponto de vista bíblico. “Se eu entrar numa boate o Espirito Santo fica na porta”, rompeu em fé o tal, que provavelmente nunca viu na Biblia que o Espirito habita em nós e que onde a luz brilha as trevas se dissipam e não o contrário. Eu, uma humilde ovelhinha, tive de lhe ensinar: “Pastor, acho que o senhor está falando de algo que NÃO SABE. Pois a Biblia não diz isso”. Ele passou o resto do programa de cara feia para mim e nem se despediu na hora de ir embora. Talvez ele não saiba divergir em ideias como um bom cristão.
Na faculdade de Jornalismo ouvi certa vez de um professor o seguinte: “Vergonha não é não saber, é se conformar em não saber e não buscar saber”. Creio que esse é o caminho. Pois hoje quem mais forma opiniões no Brasil (em especial no meio cristão) são a televisão, a rádio e a internet, não são mais os púlpitos. E a quantidade de gente que está nesses lugares dizendo absurdos, heresias, bobagens teológicas, erros bíblicos, opiniões desembasadas e coisas similares beira a maioria. Pessoas que não procuram o conhecimento. Que só querem informação e que cansam de repetir o que ouviram de alguém: não investigaram, não estudaram, não conferiram. Ouviram por aí. Mas afirmam com uma certeza acadêmica! O resultado disso é que daqui a pouco vemos pastores defendendo lutas de UFC, celebridades defendendo a participação de cantores gospel em programas de TV onde se oferecem oferendas a Iemanjá, cristãos anônimos defendendo loucuras do ponto de vista bíblico e outras insanidades teológicas. Não tem certeza se a Biblia aprova aquilo? Diga “eu não sei”. Não saia defendendo uma ideia se você não sabe se Deus aprova.

A igreja visível no Brasil transborda de opiniões. Todo mundo tem opiniões. Pouquíssimos sabem dar argumentos sólidos, bíblicos e teológicos para justificar seus pensamentos. E os que o fazem não estão na grande mídia. Geralmente, para ganhar dinheiro, poder e fama, quem está na grande mídia maipula as massas cristãs que simplesmente… não sabem. É por isso que chega um pregador fanfarrão na TV pedindo dinheiro em troca de “unção financeira” e milhares dão seu suado dinheirinho porque NÃO SABEM que aquilo é um pecado chamado simonia e uma inacreditável heresia. Ou que uma cantora gospel diz que o povo atravessou o Mar Vermelho saltando, cantando e dançando e a igreja termina os cultos aos saltos achando aquilo o máximo, porque NÃO SABE o desacordo bíblico que é aquilo – o povo estava apavorado pela aproximação de faraó e não feliz da vida.
Chega de opiniões. Chega de achismos. Não me interessa o que as celebridades pensam. Não me interessa o que um famoso gospel acredita ser fato. E sugiro que você faça o mesmo. Ele ou ela é apenas mais um na multidão de pessoas que têm uma opinião, com a diferença que alguém lhe deu um microfone na mão. Eu quero buscar a verdade. Quero ir atrás dos que sabem. Dos que gastaram horas e horas e horas não assistindo a lutas de UFC ou vendo programas de TV com cantores gospel, mas estudando a Palavra, lendo bons livros dos melhores autores cristãos, frequentando seminários teológicos sérios, dedicando seu tempo ao saber. Para que cada vez mais eu possa substituir a honra de dizer EU NÃO SEI pela honra de dizer AGORA EU APRENDI.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Evangélicos podem ajudar a decidir eleições municipais deste ano


Durante a campanha presidencial de 2010, muito analistas acreditam que os evangélicos foram determinantes para a realização de um segundo turno. Questões como a legalização do aborto e o casamento homossexual passaram a ser debatidos também nos púlpitos. José Serra (PSDB) colocou inclusive líderes como Silas Malafaia e Valdomiro Santiago para falar durante o horário eleitoral na TV.
Além disso, Dilma Rousseff (PT) foi amplamente criticada pela ala conservadora do catolicismo, mas teve ao seu lado líderes da Assembleia de Deus, Renascer e outras denominações.
Para a eleição a prefeito deste ano, a maioria dos partidos já fazem uma aproximação, buscando atrair o voto da maior quantidade de igrejas possível. O assunto foi tema de uma reportagem publicada nesta segunda-feira pela “Folha de São Paulo”.
Em São Paulo, o Partido Social Cristão (PSC), próximo da Assembleia de Deus, e Partido Republicano Brasileiro (PRB), ligado à Igreja Universal, se uniram para lançar Celso Russomanno como seu candidato.
Lideranças de partidos maiores como PT, PSDB e PMDB também buscam uma aproximação com os religiosos, querendo que essa aliança dê uma melhor imagem para seus candidatos.

Fernando Haddad, pré-candidato do PT, e atual ministro da Educação, possivelmente terá dificuldades para conquistar o voto dos evangélicos por conta do polêmico “kit gay” que tentou distribuir nas escolas. Por outro lado, ele conta com o apoio de setores progressistas da Igreja Católica.

Para especialistas, as igrejas são alvo dos políticos porque o púlpito muitas vezes serve de palanque e os pastores têm público cativo.

“O pastor mantém a neutralidade o máximo que pode. Por que vai pedir voto antes da hora e correr o risco de alguém da congregação simpatizar com o adversário?”, explica o vereador evangélico Carlos Apolinário (DEM).
Segundo a Folha, as igrejas pentecostais são muito procuradas, em especial Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Renascer em Cristo e Igreja Mundial do Poder de Deus.
O motivo desse interesse político é a penetração das igrejas na periferia, onde um pastor geralmente já tem ascendência sobre os fiéis.

“Os pentecostais estão em regiões com nível de escolaridade menor, então é mais fácil construir um discurso”, diz o cientista político Cesar Romero Jacob. Isso não garante que pastores possam impor um “voto de cabresto religioso”. ”Em São Paulo, o peso das religiões é diminuído diante da força do PT e do PSDB. São os partidos que dão o tom da disputa na cidade”, diz Jacob.

Na eleição de 2008, por exemplo, Marta Costa (PSD) disputou a reeleição como vereadora tendo o apoio do seu pai, o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus. Mesmo assim elegeu-se pelo DEM com apenas 40 mil votos, menos que os 50 mil conquistados pelo ex-judoca Aurélio Miguel (PSDB).
Segundo o sociólogo Antônio Flávio Pierucci, da USP, a maior influência das igrejas é o poder de veto. ”Não existe voto religioso no sentido de um grupo votar em quem o pastor manda, mas a religião pode levar o cidadão a não escolher determinado candidato que apoia bandeiras contrárias a sua fé”, explica.

Para ele, aborto e casamento gay não são temas municipais e por isso a mobilização dos religiosos se dará em outras frentes.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Você é “Gospel” ou Cristão?


Você sabe a diferença entre ser gospel e ser cristão?
A expressão gospel (que em inglês significa evangelho) está na moda no Brasil. Faz parte da identidade que muitos evangélicos assumiram e assinam embaixo. Mas será que ser gospel significa mesmo ser cristão ( que quer dizer aquele que é de Cristo)?
Esse termo faz parte de uma enxurrada de outros termos americanos que invadiram nossas igrejas e nossa teologia, e fizeram com que perdêssemos muito da nossa essência. Você pode achar que essa é apenas uma discussão semântica, mas te convido a continuar lendo, pra perceber a diferença entre os dois.

Abaixo, querido leitor, elenquei a diferença de compreensão do evangelho e da vida por parte do ensinamento gospel e do ensinamento reformado cristão. Acompanhe:

O gospel alcança o favor do Rei para possuir a terra;

O cristão busca a justiça do Reino e confia na provisão.

O gospel decreta/profetiza a vitória e busca o novo de Deus;

O cristão suporta as provações confiando que o Deus de sempre nunca o abandonará.

O gospel vive rompendo em fé e movendo o sobrenatural a seu favor;

O cristão alcança por meio da fé (dada por Deus) a salvação de sua alma e espera ser feita a vontade de Deus.

O gospel enxerga a Bíblia como um amuleto que o livrará de todos os males da vida (se aberta em Salmos 91, é claro);

O cristão tem a Bíblia como a única regra de fé e prática.

O gospel é dizimista;

O cristão é generoso.

O gospel jejua para chamar a atenção de Deus;

O cristão jejua como forma de servir e se humilhar.

O gospel defende o que o pastor dele fala;

O cristão defende aquilo que diz a Bíblia.

O gospel gosta de modinha;

O cristão mantém os valores do Reino.

O gospel acha que é filho do Rei, por isso merece o melhor;

O cristão o sabe que é um pecador e que o que tem é fruto da Graça.

O gospel busca no evangelho satisfazer seus interesses e ser abençoado;

O cristão abençoa o seu próximo e está pronto a abrir mão do seu próprio interesse em favor do irmão.

O gospel limpa o pé pra pisar no “altar” da “casa de Deus”.

O cristão faz de todo lugar um altar e de sua vida um sacrifício pra Deus.

O gospel almeja pisar na cabeça de seus inimigos;

O cristão dá a oferece a outra face perdoando e amando aos que lhe fazem mal.

O gospel busca o Reino de Deus e a sua justiça, pois assim receberá todas as coisas;

O cristão busca o Reino de Deus e a sua justiça confiando na provisão diária.

O gospel busca a Deus e espera receber;

O cristão busca a Deus e está pronto a servir.

O gospel suporta o irmão por causa do culto;

O cristão suporta o culto por causa do irmão.

E você, o que tem sido: GOSPEL ou um simples CRISTÃO? Pense nisso!

Lencinho de santa é mais poderoso do que a toalhinha do Valdemiro


Cláudio Heckert, 66, fundador do movimento "católico, apostólico, romano e fiel ao papa" Salvai Almas, tem previsões sombrias para 2012, a partir do dia 23 de maio.
Para ele, diferentemente do que pregam algumas seitas, o mundo não vai acabar neste ano, mas, de acordo com o Apocalipse, terá início a 3ª Guerra Mundial, com o lançamento de uma bomba atômica no Irã por Israel.
Muita gente vai morrer por causa da radiação e de doenças contagiosas, além de castigos divinos, como tsunamis, terremotos e chuvas de asteroides.
Mas, segundo Heckert, há algo que protegerá fiéis: o lencinho abençoado por Nossa Senhora.
Quando houver a contaminação da atmosfera, os fiéis terão de cobrir o rosto com o lencinho. "Não haverá necessidade de máscaras contra gases”, informa o site da Salvai Almas, que está distribuindo o paninho pelo correio, mediante a cobrança da despesa postal.
Embora pequeno – tem 20cm por 20cm --, o lenço branco em algodão ou em cambraia é mais poderoso do que a toalhinha de Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial, porque, além de servir de escudo contra os efeitos da bomba atômica, “cura qualquer tipo de doença”. “Basta aplicá-lo na parte lesada ou sobre o doente e rezar pedindo a cura.”
Mais: “A casa que tiver este lenço será protegida contra os males e as perseguições dos inimigos.”

O site aconselha os fiéis a cheirarem o paninho pela manhã, antes de sair de casa, “para não contrair pestes”.
Avisa que o lencinho poderá exalar “um perfume incomum” vindo do céu. “Quando isso acontecer, a pessoa deverá entrar em contato com o Cláudio, pois ela terá uma missão especial.”
Qualquer um pode confeccionar o lencinho, diz o site, mas, para que tenha validade, ele precisa ter as bênçãos da santa. Para isso, basta colocar o lenço novo em contato com um já "tocado pela Nossa Senhora.”

Cláudio Heckert, um ex-escriturário, criou o Salvai Almas em 1997 em Porto Belo, Santa Catarina. Ele diz que vê Nossa Senhora, que lhe contou sobre o futuro trágico da humanidade e dos pecadores.

Como ele não dá entrevista, o portal G1 ouviu o seu seguidor Arnaldo Haas, 63, que confirmou que neste ano vai começar uma nova era. “Jesus está chegando.”

A prosperidade e os trouxas.


Por Bispo José Moreno
Quando Abraão se encontrou com Melquisedeque, entregou-lhe o dízimo.
Posteriormente, quando Moisés recebeu a lei no monte Horebe, um dos mandamentos era o do dízimo e das ofertas alçadas.
Os profetas que viveram no tempo da lei, ensinavam que deixar de entregar o dízimo e as ofertas era equivalente a roubar a Deus.
Quando o Senhor Jesus falou sobre o dízimo, disse que deveríamos praticá-lo sem omitir outros preceitos da Lei, como a misericórdia, por exemplo.
Atualmente, há uma pseudoteologia, chamada “da prosperidade”, que na mente de muitos, infelizmente, oblitera a verdadeira teologia da prosperidade ensinada na Bíblia. Nessa pseudoteologia, ensina-se a barganhar com Deus, a plantar em “boa terra” (certos ministérios “aprovados” por Deus). Se você der uma oferta de R$ 900,00 para um desses ministérios, Deus vai prosperar a sua vida abundantemente; se der uma oferta equivalente ao valor do aluguel da casa em que mora, Deus vai lhe dar uma casa própria; se fizer um “sacrifício”, então você deixará de ser empregado e virará patrão; se já for patrão, vai abrir filiais do seu negócio; com um pouco de sorte… quer dizer, de fé, você chegará até a comprar o seu jatinho particular, pois o servo de Deus foi posto por cabeça e não por cauda.

Esse pessoal sem grana das favelas e dos cortiços e os milhões de africanos que morrem de fome todos os dias, são pessoas desprovidas de fé, por isso merecem morrer mesmo.

Se, num ato de extrema loucura, você duvidar dessas promessas de prosperidade e, pior, se você se atrever a falar qualquer coisa contra esse golpe… quer dizer, essa revelação celestial, então você é um “incrédulo”, um “trouxa”, um “bundão” – e deve ser outras coisas que não podem ser ditas na tevê nem aqui, mas imagino que são ditas nos covis… quer dizer, nos gabinetes pastorais. Afinal, a Bíblia ensina que é para nós crermos em Deus e nos seus profetas, é ou não é? Se não crê, você só pode ser um trouxa mesmo.

Mas, se você mandar uma boa oferta para uma dessas “boas terras”, receberá “de graça” uma linda “Bíblia da vitória financeira” e tudo se ajeitará na sua vida. Se mandar o “trízimo”, então, aí é que a coisa ficará boa para o seu lado!

Entretanto, o plano de Deus continua sendo o mesmo desde Abraão, Moisés, os profetas e Jesus: dízimos e ofertas devem ser entregues a “Melquisedeque”, “aos pés dos apóstolos” (leia isso no livro de Atos). Traduzindo: os dízimos e as ofertas devem ser entregues para aquele que está alimentando você biblicamente, aquele que está cuidando da sua alma, aquele que está disponível para você e é solidário quando uma intempérie qualquer vem sobre a sua vida – e não diz que isso está acontecendo porque você não fé.
Outra coisa: apesar de que dízimos e ofertas são mandamentos bíblicos e, portanto, temos o dever de entregá-los, isso, porém, deve ser feito de modo voluntário. Ninguém deve dar o dízimo e as ofertas por obrigação, por pressão, ou, pior, por interesse. O fruto do nosso trabalho deve ser entregue voluntariamente, pois Deus ama ao que dá com alegria, não com tristeza ou por necessidade.
Como é Deus quem nos dá a capacidade de adquir riquezas, o que temos, seja pouco ou muito, é produto da bênção de Deus na nossa vida financeira. Ao separar o dízimo e a oferta, estamos reconhecendo a ação de Deus em nós e sua soberania sobre o nosso dinheiro. E ninguém consegue vencer Deus nessa questão de dar e receber: ele sempre será muito mais generoso do que qualquer um de nós!
Portanto, comprometa-se com aquele que é a voz de Deus na sua vida, entregue-lhe fielmente dízimos e ofertas e depois faça prova de Deus para ver se ele não abrirá as comportas do céu e não derrarará sobre você uma bênção tão grande que você não terá nem onde guardá-la. Você repartirá com os necessitados e nunca terá falta de nada! Palavra do Senhor.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

ABRIL DE 2011 ATÉ HOJE.


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Bandidos “crentes” faziam orações antes de cada assalto


Cinco assaltantes foram presos em São Paulo depois de roubaram duas vezes o mesmo supermercado entre setembro e dezembro de 2011. A quadrilha era formada por oito pessoas, incluindo três menores. O que chamou a atenção da polícia foi descobrir que eles costumavam fazer pedidos de oração e comemorar os assaltos mostrando fotos em redes sociais.
Um dos bandidos, identificado como Michel Taipas, escreveu no Twitter: “Antes de saii para mais uma guerra, fiz uma horação para ki Deus possa nos proteje nessa grande missaoooo (sic)”. Em um comentário no microblog, uma amiga pede para ele abandonar a vida de crimes. Ele apenas ri. Em vários outros posts ele fala sobre crimes e sobre Deus.
A polícia divulgou que nos dois assaltos os bandidos roubaram cerca de R$ 43 mil. O método usado por eles era simples, entravam na sala da tesouraria, rendiam o gerente e uma funcionária e levavam todo o dinheiro que encontravam.
Depois de investigar os funcionários do supermercado, a polícia descobriu que um deles abastecia os assaltantes de informações.

“O dinheiro, eles gastaram em festas, na compra de camarotes, em baladas e em outras coisas relacionadas a divertimento”, afirmou Marcos Casseb, delegado responsável pela prisão.
Os policiais agora investigam se essa quadrilha assaltou outros supermercados. Três dos bandidos ainda estão foragidos.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Para onde vai a Igreja Evangélica brasileira


Por João Cruzué
Este é um tema muito difícil de abordar e considerando que alguém tem que dizer alguma coisa, neste início de 2012, a ocasião é oportuna e o tempo apropriado. São quatro, hoje, ao meu ver, os maiores protagonistas individuais do crescimento da Igreja Evangélica no Brasil: Apóstolo Valdemiro Santiago, Pastor Silas Malafaia, Missionário Romildo R. Soares e Bispo Macedo. Respectivamente os líderes das Igrejas: Mundial do Poder de Deus, Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Internacional da Graça de Deus e Igreja Universal do Reino de Deus. Estas Igrejas, sob estas lideranças, praticam uma evangelização agressiva.
Nos anos 90s, a população evangélica dobrou, e creio que isto pode ser creditado a forte entrada da Igreja Universal na TV aberta, pregando um Evangelho de libertação. Junto com o Bispo Macedo estava, em segundo plano, o Missionário R. R. Soares, na liderança da Igreja Internacional da Graça de Deus.
Na primeira década do século 21, aquele crescimento vigoroso empacou. A Igreja Católica começava a apoiar a corrente Carismática, na tentativa de matar dois coelhos com uma só cajadada: Defenestrar o estrado feita pela Teologia da Libertação e barrar a perda de fiéis para as Igrejas Evangélicas. Isto funcionou bem até 2006. Dali por diante, estudos da FGV, apontavam que a taxa de crescimento dos evangélicos voltou ao mesmo patamar dos anos 90s.

A Igreja Universal neste período (2001 - 2010) trocou a mensagem do Evangelho de libertação por uma mensagem focada na prosperidade. Saíram de cena as entrevistas com demônios e chegou a pregação um evangelho antropocêntrico. Deus a serviço do homem. O meio para se conseguir um fim. A isso adveio uma coisa pior: O uso da Rede Record, comprada indiretamente com dinheiro de dízimos e Ofertas, para disseminar novelas perniciosas e programas mundanos.
E no final da década passada, o Bispo Valdemiro Santiago começou a se destacar no cenário brasileiro, pregando um Evangelho de curas e milagres, levando para a Televisão o ministério que o Pastor David Miranda deixou só no rádio. Com a utilização maciça de espaços das TVs abertas o Apóstolo Valdemiro estava fazendo aquilo que a Igreja Deus é Amor não teve visão para mudar. E se deu muito bem, inaugurando no dia 1º de janeiro deste ano o megatemplo "Cidade Mundial", na Av. Monteiro Lobato, em Guarulhos. Com direito a realizar três cultos para 150 mil pessoas cada, deixando um engasgo de 20 km no trânsito da Rodovia Presidente Dutra e as autoridades da Polícia Rodoviária Federal e do Aeroporto Internacional de Guarulhos TIRIRICA da vida. E Ficou mal na história a Polícia Militar de São Paulo que estimou a presença de fiéis no local em apenas "50 mil" pessoas.
A competição pelos espaços na TV aberta por estas quatro Igrejas, se já era bem acirrada, agora está em plena guerra, respeitando as devidas proporções. E as redes de TV, espertas, estão dobrando o faturamento nas "costas" dessas Igrejas. O cálculo do custo-benefício é muito simples: Maior tempo na TV, maior pregação do Evangelho e principalmente maior arrecadação. E maior arrecadação: mais templos, mais cruzadas, mais investimentos em treinamento de pastores mais jovens, mais missões no exterior; verdadeiras multinacionais.

Para onde vai a Igreja Evangélica Brasileira?

Espero que não vá para o brejo, como aconteceu nos anos 80s com a Igreja Evangélica dos Estados Unidos, onde as briguinhas e ciumeiras entre Jim Baker [¹]e Jimmy Swaggart [²] detonaram a credibilidade da Assembleia de Deus por lá com escândalos de prostituição e estelionato. Os afluentes que desembocaram este esgoto todo vieram de uma situação de extrema vaidade: Cada ministério se dizia ter o "monopólio" do Espírito Santo. E esta loucura foi dar no maior pântano de descrédito que já se viu por lá. Será que isto vai se repetir no Brasil?
Eu oro para que isto não aconteça, mas a julgar pela competição por espaços na TV aberta (meio) para evangelizar e arrecadar fundos, à medida que outros Valdemiros forem se destacando e juntando aos quatro que lá estão, pode ser que uma onda de pedradas em telhados de vidro venha produzir uma reação em cadeia que infelizmente pode respingar lama em quem for hipócrita. Guerra de vaidades. E se isto acontecer, a pregação do Evangelho vai ser escandalizada e sua santidade, o Papa Bento XVI, vai mandar um cartão de agradecimentos para cada um. Ele que vem no Brasil este ano, para tentar estancar o êxodo nas fileiras católicas.
Antes de terminar, vou parafrasear um versículo bíblico: Que adianta o homem ganhar o mundo inteiro, e perder a sua alma, além de jogar a família inteira no inferno?
Menos vaidade e mais juízo. É isso que precisa ser dito agora, para que não se repitam aqui os mesmos escândalos, acontecidos no passado em terras americanas.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Cientistas Desvendam Profecia Maia Sobre O Fim Do Mundo Em 2012


Arqueólogos de diversos países se reuniram no Estado de Chiapas, uma área repleta de ruínas maias no sul do México, para discutir a teoria apocalíptica de que essa antiga civilização previra o fim do mundo em 2012. A teoria, amplamente conhecida no país e contada aos visitantes tanto no México como na Guatemala, Belize e outras áreas onde os maias também se estabeleceram, teve sua origem no monumento nº 6 do sítio arqueológico de Tortuguero e em um ladrilho com hieróglifos localizado em Comalcalco, ambos centros cerimoniais em Tabasco, no sudeste do país.
O primeiro faz alusão a um evento místico que ocorreria no dia 21 de dezembro de 2012, durante o solstício do inverno, quando Bahlam Ajaw, um antigo governante do lugar, se encontra com Bolon Yokte’, um dos deuses que, na mitologia maia, participaram do início da era atual.
Até então, as mensagens gravadas em “estelas” – monumentos líticos, feitos em um único bloco de pedra, contendo inscrições sobre a história e a mitologia maias – eram interpretadas como uma profecia maia sobre o fim do mundo.
Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), uma revisão das estelas pré-hispânicas indica que, na verdade, nessa data de dezembro do ano que vem os maias esperavam simplesmente o regresso de Bolon Yokté.
“(Os maias) nunca disseram que haveria uma grande tragédia ou o fim do mundo em 2012″, disse à BBC o pesquisador Rodrigo Liendo, do Instituto de Pesquisas Antropológicas da Universidade Autônoma do México (Unam).

“Essa visão apocalíptica é algo que nos caracteriza, ocidentais. Não é uma filosofia dos maias.”

Novas interpretações
Durante o encontro realizado em Palenque, que abriga uma das mais impressionantes ruínas maias de toda a região, o pesquisador Sven Gronemeyer, da Universidade australiana de Trobe, e sua colega Bárbara Macleod fizeram uma nova interpretação do 6º monumento de Tortuguero.
Para eles, os hieróglifos inscritos na estela se referem à culminação dos 13 baktunes, os ciclos com que os maias mediam o tempo. Cada um deles era composto por 400 anos.

“A medição do tempo dos maias era muito completa”, explica Gronemeyer. “Eles faziam referência a eventos no futuro e no passado, e há datas que são projetadas para centenas, milhares de anos no futuro”, afirma.
Para a jornalista Laura Castellanos, autora do livro “2012, Las Profecias del Fin del Mundo”, o sucesso da teoria apocalíptica junto à cultura ocidental se deve a uma “onda milenarista” que, segundo ela, “antecipa catástrofes ou outros acontecimentos cada vez que se completam dez séculos”.
Para Castellanos, esse tipo de efeméride é reforçada por uma ‘crise ideológica, religiosa e social’.
Ela observa que as profecias sobre 2012 não têm somente uma ‘vertente catastrófica’, mas também uma linha que “prognostica o despertar da consciência e o renascimento de uma nova humanidade, mais equitativa”.

Propaganda política na igreja é crime: Denuncie!


Caro amigo,
Estamos bem próximos das eleições, e como você já deve saber, algumas igrejas evangélicas (e também católicas ou de outras vertentes) têm como costume ceder o púlpito para candidatos discursarem. Toda véspera de eleição é comum ver o altar se transformar em palanque e as portas dos templos se abrindo para toda classe de charlatanismo.
Acontece que esta prática, além de medíocre, também é criminosa. Segundo a Lei 9.504/97 e de acordo com o artigo 13 da resolução 22.718/2008, do Tribunal Superior Eleitoral, fica proibida toda e qualquer propaganda eleitoral dentro de templo. A lei entende que os templos são espaços de acesso comum e não devem ser usados como palanques eleitorais.
Sendo assim, se você notar que estão usando sua igreja como curral eleitoral, DENUNCIE. Precisamos dar um basta nessa politicagem dentro dos templos. Igreja é lugar de louvar a Deus!
Distribuir santinhos, fazer o púlpito de palanque eleitoral e colocar cabresto no eleitor é uma atitude criminosa.
Para denunciar a politicagem na sua igreja, basta procurar a delegacia ou o cartório eleitoral.
Vamos acabar com essa palhaçada!

As criações de Deus e a retórica do diabo


Por: Percival Puggina
Há muitos anos, participei de um debate sobre direito de propriedade, reforma agrária, MST, invasões, etc.. Não lembro mais o título do evento, mas a instituição promotora era uma organização religiosa. O debate consistia em uma série de sucessivas e breves manifestações, coisa do tipo cinco minutos cada para um, entre eu e o meu contendor, a quem vamos chamar, aqui, de "o outro".
Fui o primeiro a falar, expondo o que penso a esse respeito. Quando conclui a exortação inicial, senti que meus pontos de vista haviam sensibilizado o auditório. O outro proferiu umas poucas palavras, deu de mão num violão e, com bela voz, desatou uma canção cujo refrão, várias vezes repetido, dizia mais ou menos assim: "Deus criou o mundo para todos. E o diabo fez as cercas". O efeito no auditório foi arrasador. Percebi que quase todo mundo se bandeara para o lado oposto.
Era preciso argumentar. Foi o que fiz, denunciando que aquele refrão continha conhecida arapuca retórica, dessas que são usadas quando alguém quer vencer um debate sem ter razão. No caso, tratava-se de afirmar algo absolutamente correto - "Deus criou o mundo para todos" - e de justapor a e essa afirmação, uma outra, inteiramente falsa, na expectativa de que a segunda, assim, meio que por osmose, ganhe credibilidade pelo contato com a primeira. Deus criara o mundo sem cerca e sem uma infinidade de outras coisas necessárias, como paredes, telhados e portas, lavouras, silos, estradas, linhas de transmissão de energia, sistemas de irrigação e drenagem, planos de saúde e por aí afora. Afirmar que tais iniciativas, bens e serviços eram criações demoníacas apenas por não terem saído das mãos de Deus constituía um disparate... Deus atribuíra ao homem dar continuidade à sua obra criadora. E isso era uma grande responsabilidade.
O outro não se deu por achado e voltou à carga, desta feita sem violão. Ele, agora, queria argumentar. Afirmou que as benfeitorias humanas que eu havia descrito - telhados, paredes, portas, etc. - eram derivadas daqueles bens originalmente criados por Deus para todos e, por consequência dessa ordem natural da Criação, deveriam estar à disposição de todos, sem qualquer apropriação individual. Armara outra armadilha retórica, como demonstrei ao público. Ela era idêntica à anterior na finalidade, mas diferente na forma. Tratava-se de fazer uma afirmação correta - a de que aquelas benfeitorias eram derivadas da Criação - extraindo daí uma conclusão disparatada. A vítima do embuste era levada a crer que de uma afirmação verdadeira só se extraem conclusões verdadeiras. Mas isso é falso. Na verdade, Deus criara para todos e não designara o modo como suas criaturas humanas haveriam de gerir tais bens. Deixou tal tema à deliberação dos povos. E os povos, autonomamente, podem decidir se o fazem: a) sob regime de propriedade privada entendida de um modo insusceptível de restrição; b) sob regime propriedade privada onerada pela função social; c) sob regime de apropriação dos bens pelo Estado; d) sob regime de uma confusa administração coletiva, sem qualquer espécie de proprietários, fórmula que estava sendo defendida pelo outro. Acrescentei que a primeira era uma evidente fonte de dominação; que a segunda, herdeira da sã filosofia e do Direito Natural, era adotada em quase todas as sociedades modernas; que a terceira, experimentada durante várias décadas pelos países comunistas, foi mãe da miséria social e do totalitarismo por concentrar no Estado o poder político e o poder econômico; e que a quarta jamais fora testada por ser absolutamente insana. A ideia de um mundo no qual tudo pertencesse a todos poderia ser graficamente representada como a antecâmara do inferno.

Quando a palavra retornou ao meu oponente, ele apelou para o Ato dos Apóstolos, livro do Novo Testamento que relata a vida dos primeiros tempos do cristianismo. Ali, no capítulo 4, versículos 32 a 34, leu o que se conhece: os primeiros cristãos tinham tudo em comum e não havia necessitados entre eles. Completada a leitura, olhou-me e disse: "De onde tirou o senhor a ideia de que Deus não se manifestou sobre o assunto? Aí está, na experiência dos primeiros cristãos, o projeto do Criador".

O que estávamos assistindo a era uma terceira armadilha retórica... O outro sabia o que estava fazendo, mas o auditório tende a crer em quem fala com a Bíblia na mão. Quando me retornou o microfone, mostrei que ele havia proclamado apenas meia verdade. A outra parte da verdade ficara ardilosamente oculta por ser inconveniente à tese que ele sustentava. E qual era essa outra metade? Ora, os primeiros cristãos de Jerusalém, convencidos de que o Mestre voltaria em breve para Juízo Final, venderam o que tinham e colocaram seus bens em comum. Passavam o tempo em oração, curando enfermos e pregando ao povo. De fato, não houve necessitados entre eles, até acabarem as provisões e os recursos materiais. A atitude que haviam adotado perante as necessidades da vida trouxe consequências que transparecem das epístolas em que o apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos e aos Coríntios, conclama essas comunidades a socorrerem "os pobres que há entre os santos de Jerusalém". Já na sua segunda carta aos tessalonicenses, o apóstolo dos gentios, preocupado com que via acontecer, advertia: "Quem não trabalhar, também não há de comer". Com efeito, quem estende um colchonete no chão e fica esperando que Deus o socorra ou que alguém o regale com o fim da pobreza, acaba na fila da cesta básica ou no bolsa-família.

“Lei do Pai Nosso” criada por vereador evangélico já esta em vigor em Ilheus (BA)


O vereador de Ilhéus (BA) Alzimário Belmonte (PP), conhecido na cidade como professor Gurita, elaborou uma lei polêmica que já está em vigor na cidade. A lei, já sancionada pelo prefeito do município, define que os alunos do ensino municipal da cidade baiana devem rezar o Pai Nosso antes de todas as aulas.
O vereador, de 49 anos, que é evangélico e frequenta uma igreja batista afirma que o objetivo da lei é “educar nossos jovens na cultura da oração”. Formado em educação física, Gurita afirma: “Não bebo, não fumo, pratico atividade física e não perco noite”.
Em entrevista à Revista Época o vereador falou sobre a lei: “Construí essa lei para que nós possamos educar nossos jovens a cultura da oração. É o processo educativo da oração, da pessoa saber que a oração é uma forma de chegar até Deus, de proteção espiritual, de educação mesmo”.
Perguntado sobre o funcionamento da lei e sua fiscalização ele afirma que “o Pai Nosso deve ser rezado antes das aulas nas escolas públicas do município” e que a fiscalização é responsabilidade da Secretaria de Educação.
Sobre a punição para quem não cumprir a lei o vereador disse que “a lei não prevê sanção nenhuma” e que “seria um absurdo se tivéssemos uma sanção porque a pessoa não quer orar o Pai Nosso”. O vereador completou falando da validade da lei: “…Não quer dizer que é obrigatório. Vivemos em um estado laico de direito. Se a pessoa quiser orar, ora. Se não quiser fica calada, pede licença, sai da sala na hora da oração”.
Indagado se a cidade não tem problemas que mereçam mais sua atenção Gurita foi categórico ao afirmar que criou “um comitê de combate à pedofilia, o conselho municipal de política sobre drogas, o fundo municipal do direito do dependente químico e a lei que proíbe fumar em espaço público” o vereador resumiu dizendo que só criou “coisas importantes para a cidade”.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Quando é que o crente de berço é salvo?


Por Maurício Zágari
Eu fui convertido muito tarde na minha vida, já com 24 anos. O curioso é que estudei numa escola de padres dos 10 aos 17 anos e lá tínhamos aula de religião semanalmente. Ou seja, com 18 anos eu conhecia as histórias da Biblia de trás pra frente. Repare no verbo que eu usei: conhecia. Depois, com 18 para 19 anos comecei a frequentar uma igreja de uma certa denominação evangélica tradicional. Gostava dos cultos, achava o pessoal legal e até tocava baixo no grupo de louvor. Mas não vivia em novidade de vida. Não compreendia o Evangelho. Repare no verbo que eu usei: compreendia. Às vezes me pegava me digladiando com o pastor por questões como “por que Jesus cria um pessoa se já sabe que antes de criá-lá que ela vai ao inferno?” ou “por que Jesus teve de sofrer e morrer pra nos salvar, não bastava um decreto divino?”. Eu era intelectualmente interessado pelo Evangelho. A Bíblia pra mim era uma questão cerebral. Com o início da minha vida profissional afastei-me daquela igreja e passei a me dedicar muito à profissão. Até que, enfim, com 24 anos, numa denominaçao pentecostal, fui alcançado pela graça de Deus, após um longo processo de dor (que não cabe relatar aqui agora) e ali eu passei a viver o Evangelho. Repare no verbo que usei: viver.
Então, hoje eu vejo por experiência própria que existe uma grande diferença entre aqueles que frequentam uma igreja: há os que conhecem, os que compreendem e os que vivem Cristo.
Isso me remete aos cristãos de berço. Aqueles que nasceram em lar evangélico. Frequentam a igreja desde sempre, sabem as bistórias da Biblia porque foram à escolinha bíblica infantil, aceitam o sacrifício salvifico de Jesus mas… em que momento de fato são salvos? Porque eu olho em volta e vejo “cristãos”, muitos deles até filhos, netos e parentes de pastores, que não demonstram em suas vidas fruto do Espirito. Não têm paciência. Domínio próprio é algo de que só ouviram falar vagamente Nao promovem a paz, amam uma discussãozinha e uma contenda. E por aí vai.
Além disso, não mostram postura cristã. Nao pacificam, mas botam sempre lenha na fogueira. São insubmissos, rebeldes, respondões, não respeitam seus cônjuges, não oram, não leem a Bíblia, têm zero de devocionalidade, são iracundos… Enfim, podem até não roubar ou matar (o que um bom ateu também não faz) mas não demonstram o comportamento mínimo esperado de um cristão. Não investem tempo orando pelos filhos. Brigam intempestivamente por qualquer coisa. Falam mal dos outros pelas costas. São fofoqueiros. Dificilmente resolvem uma diferença com argumentos e diálogo, mas sim com birras, brigas e bate-bocas. Mas todo domingo, por puro hábito, batem seu cartãozinho de ponto no culto da igreja porque, afinal, foi o que lhes ensinaram que é o certo a fazer. E acham que Deus está feliz da vida com eles – afinal, são de berço evangélico e batizados. Conhecem e compreendem. “Uhu, Jesus me ama”. Mas não vivem esse Jesus.
Como eu passei por essas três fases e conheço bem cada uma e o comportamento de quem se encaixa em cada uma, cometeria a ousadia de dizer que os tais não são salvos. Porque é como diz Tiago 2.18, “Mas alguém dirá: “Você tem fé; eu tenho obras”. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras.” E mais: “Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios creem – e tremem!” (Tg 2.19) Os demônios creem! E tremem! Mas isso é o mínimo. Porque, vamos combinar, fazer uma profissão de fé e se batizar é acoisa mais fácil que tem. Frequentar cultos… basta sentar num banco e às vezes ficar de pé. Agora… viver conforme Cristo determinou no dia a dia, na sua casa, no seu trabalho, com sua família e com os colegas de profissão, no supermercado e no shopping são outros quinhentos bem diferentes. Como o crente de berço reage quando alguém o ofnde? Ou quando pede algo ao chefe no trabalho e recebe um “não”? Ou quando o professor o trata com injustiça na sala de aula?

Abrir mão da sua natureza respondona, egoísta, insubmissa às autoridades, materialista, mimada e tomar a cruz para seguir Cristo, isso sim é o que eu quero ver. Aliás, eu não, Deus.

Muitos e muitos e muitos crentes de berço estarão entre os que no grande e temível dia dirão: “Senhor, Senhor”. E aqui me permitam fazer uma paráfrase apócrifa da Biblia. Os tais chegarão e dirão: “Senhor, nasci de pais cristãos, fui apresentado como bebê na igreja, frequentei os cultos e as escolinhas, fui aos retiros, trabalhei até em departamentos, casei virgem, chorei com as mãos levantadas na hora do louvor e de vez em quando até fazia uma oração”. E, mais uma vez, me atrevo à ousadia de parafrasear apocrifamente o texto das Escrituras e imagino que Jesus responderia: “Você me conhecia e compreendia, mas não me viveu. Pois a cada vez que te chamei para conversar em oração você preferiu ver televisão. Cada vez que você tinha de se submeter às decisões do seu superior hierárquico no trabalho, em casa ou na igreja você o tratou com respostas agressivas e rebeldia. Cada vez que te chamei para ouvir a minha voz você ignorou minha Palavra e preferiu ir ao shopping do que ler as Escrituras. Cada vez que te toquei para ouvir alguém em sofrimento você concluiu que alguma outra pessoa podia fazer isso no seu lugar. Cada vez que você ou um dos teus ficou doente sempre o médico era lembrado antes da oração. Cada vez que te chamei para ler livros que falam sobre mim você deu uma desculpa para não ler e assim aprender mais sobre o padrão de comportamento que Eu queria que você seguisse. Cada vez que te chamei para uma vida de devocionalidade diária você se entregou a uma rotina de atividades materialistas e tinha sempre uma desculpa. Cada vez que te chamei para tirar momentos de reflexão e meditação sobre minhas Escrituras e como aquilo afetava seu comportamento em família, no trabalho ou mesmo em sociedade você preferiu ir ao salão fazer unha, malhar na academia ou simplesmente ficar sem fazer nada”. Ao fim do que o Senhor diria: “Logo, apartai-vos de mim, pois nunca vos conheci”.

A coisa é séria. Se você percebe que na sua igreja há crentes de berço cuja forma de proceder faz o termo “crente” te fazer perguntar “mas crente em quê?” e não são salvos, evangelize-os! Pregue o Evangelho para eles. E repare que não estou dizendo nem “discipule-os”, mas “evangelize-os”. Pois o discipulado vem após a conversão e se esforçar por discipular quem não passou pelo novo nascimento é pura perda de tempo. Pois não se discipula ossos secos. Primeiro a carne tem de cobri-los e por fim o discipulado será feito.

Não adianta tentarmos nos enganar. Há muitos frequentadores de igrejas desde a época em que usavam fraldas, a quem chamamos “irmãos em Cristo”, que não são nossos irmãos em Cristo. Não passaram da morte para a vida. Não estão dispostos a tomar sua Cruz para seguir Cristo. Querem uma vida de moleza. E também moleza espiritual. “Sou crente mesmo, batizado, vou aos cultos, então tá tudo certo”. E mal sabem que no final vão para o inferno.

Duras palavras? E desde quando Jesus disse que a coisa seria fácil?

Diante disso, o que fazer? Orar, meus irmãos. Orar pelos perdidos: aqueles que estão perdidos fora mas também dentro das igrejas. Orar pela conversão dos crentes de berço que conhecem e compreendem mas não vivem. Orar pela salvação da pessoa que está ao teu lado no banco da igreja. Você não sabe. Mas ela pode estar cantando todos os louvores de cor e caminhando a passos largos para o abismo, simplesmente porque vive ela, mas Cristo não vive nela.

E que Deus tenha misericórdia de cada um de nós.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Pole Dance, Pornô Gospel, Sex Shop e Swing evangélicos


Acabo de ler uma matéria na coluna Yahoo Mulher, que tem como título original “Evangélicos também gostam de sexo”. O título levanta aquela premissa básica de que o sexo traz satisfação e está presente entre adeptos de diferentes religiões. No entanto, o assunto da matéria é o fato de que alguns evangélicos estão entrando na indústria do sexo para fazer dinheiro, usando o nome do Senhor Jesus e a fé cristã como marketing barato para oferecer seus produtos pouco convencionais, tudo redimido pela alcunha “evangélico”. Uma verdadeira vergonha.

Veja a matéria à seguir:
PorCarol Patrocinio, no Yahoo Mulher
Religião e sexo nunca foram assuntos que andaram lado a lado. Para muitas crenças, o sexo é apenas parte do processo reprodutivo e o prazer é condenado. Outros acreditam que o sexo deva ser feito apenas depois do casamento e apenas com a pessoa que Deus escolheu para você.

Pornô Evangélico?
E onde tem sexo, tem gente investindo para deixar tudo mais… divertido! É o que vem acontecendo, nos últimos anos, com a indústria gospel. Isso mesmo, indústria gospel relacionada ao mundo do sexo! Essa semana todo mundo resolveu falar de uma empresa que está produzindo filmes eróticos evangélicos. Todas as obras têm enfoque claro e seguem regras de conduta: os protagonistas dos filmes são casais — marido e mulher mesmo – na vida real, todas as cenas seguem preceitos do sexo cristão — e tem a religião como princípio, nunca é extraconjugal e práticas como ménage, sadomasoquismo e nudismo (!) são impensáveis.
A ideia desses filmes é ensinar aos casais cristãos como eles podem ter e proporcionar prazer de acordo com a Bíblia — incluindo posições sexuais e tratamentos respeitosos ao órgão do outro. Mas a indústria do sexo gospel não é baseada apenas em filmes em que, pelo que eu entendi, rola sexo de roupa. Também há outras… atividades nesse mercado. Quer conhecer?

Sex shop para casais religiosos
Apimentar a relação de acordo com preceitos da Bíblia é a missão de alguns sex shops online. O Book 22 foi o primeiro deles e a história é que o casal que o criou estava, segundo o site NPR.com, cansado de buscar soluções para sua vida sexual e só encontrar pornografia.

Existe também o My Beloved Garden, que oferece produtos para casados. E há também o Intimacy of Eden. Mas não se assuste se o que você encontrar nessas lojas for igual ao que vê em outras sex shop, o que muda é só o nome. Eles vendem o produto e cada um usa como quer, então…
Pole dance para Jesus
Uma americana resolveu criar o esporte e fez algumas mudanças nas aulas convencionais de pole dance, ou dança do poste. Primeiro, as músicas: nada de música de boate, apenas louvores cristãos ou músicas gospel populares. Depois, os movimentos, que não são tão sensuais quando nas aulas normais, afinal, é um momento de adoração.
Além disso, é um exercício físico que deixa as mulheres mais fortes para lidar com os problemas do dia a dia.
“Eu acho que não há nada de errado com o que eu faço. Eu ensino mulheres a se sentir bem consigo mesmas, ensino elas a sentirem-se poderosas. Qualquer um que quiser me julgar, Crystal Deens, criadora da modalidade, para a rede de TV americana Fox News.

Unção da vassoura


Por Hélio
Dando sequência à sua incansável campanha pela desevangelização do Brasil, muitos "pastores evangélicos" se esforçam ao máximo em fazer malabarismos esotéricos combinados com contorcionismos verborrágicos para vender ao seu rebanho um vão sincretismo religioso, pinçando passagens da Bíblia para criar "doutrinas" exóticas, como essa ampla variedade de "unções" que são indiscriminadamente negociadas no mercado gospel, em detrimento da única unção que o cristão tem, que é o Espírito Santo (1ª João 2:20). Registre-se que eles têm uma criatividade imensa para ficar inventando nomes para as suas simpatias, mas já são tantas que está difícil encontrar um nome assim pomposo, daí talvez terem que utilizar essa voz impostada para enganar os incautos. Agora é a vez do "pastor" do vídeo abaixo inventar uma tal "unção da vassoura" (com óleo de fogo ainda) pro "deus" dele limpar a sua vida e a sua casa. Pelo menos a gente arranja ainda mais inspiração pra pedir ao Deus verdadeiro que faça uma faxina urgente na igreja que se diz dEle:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Declarações de pastores da Lagoinha sobre Jesus geram polêmica


Para os pastores Mariana Valadão e Felippe Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, Jesus era filho de um carpinteiro rico e o burrinho usado por Ele era a “BMW da época”.
Em um programa apresentando por Alex Passos, da Rede Super, a cantora Mariana Valadão deu uma entrevista que gerou muita polêmica, ao lado de seu esposo, Felippe Valadão, eles afirmaram que Jesus não era pobre e que o burrinho usado por Ele era a “BMW da época”.
A declaração do casal incomodou diversos pastores que condenam a chamada Teologia da Prosperidade, entre eles o pastor e blogueiro Renato Vargens que escreveu um texto condenando as afirmações do casal.
“Segundo o pessoal da Lagoinha, além de possuir um carrão, Jesus nos dias de hoje teria uma banda de música, usaria a tecnologia bem como as mídias sociais e seria um carpinteiro cheio da grana”, escreveu.
Realmente no vídeo que foi postado com trechos desse programa o casal afirmou que Jesus teria um microblog e uma banda, pois ele não se incomodava em estar rodeado de pessoas.
Mariana respondia uma pergunta referente a sua participação nas redes sociais. Foi aí que ela mencionou que Jesus não era pobre e que essa pobreza atribuída ao menino que nasceu na manjedoura precisa ser desmistificada.
Para o pastor Vargens todas as pregações das igrejas estão tratando apenas de dinheiro, fato que ele lamenta. “Lamentavelmente todas as discussões teológicas, todas as campanhas evangelísticas, além de todas as manifestações musicais só tratam de uma coisa: Dinheiro!”
Ele citou os textos de Mateus 8: 18-22 e Filipenses 4:10-13 para condenar tais teologias afirmando que Jesus não pensava em dinheiro e nem possuía riquezas, ao contrário do que muitos pastores pregam em seus púlpitos.

Ou tudo ou nada


Por Adeildo Nascimento Filho
O juiz nazista Roland Freisler durante o julgamento de Helmut Moltke disse uma frase que ficou célebre no mundo todo. Ao comparar o nazismo com o cristianismo Roland disse: “Nós e o cristianismo só temos uma coisa em comum: exigimos a pessoa toda!”.
Olho para esta frase e tento fazer um paralelo com o cristianismo que vivemos hoje. São tantas vozes, discursos, defesas e ataques de como os cristãos devem se portar numa sociedade pós-moderna relativista e cheia de sincretismos religiosos, que me parece que Roland talvez pensaria duas vezes em pronunciá-la novamente. Por quê? Talvez Roland não encontre mais um “cristianismo” que exija a pessoa toda.
É quase chover no molhado mas é sempre bom lembrar o que significava ser cristão logo após a ressureição de Cristo. Além de exigir a pessoa toda em vida o preço mais comum a ser pago pela cristandade era encarar a própria morte, ou seja, efetivamente doar a própria vida. Particularmente se ouvisse Roland dizer isso nessa época certamente diria que ele estava forçando a barra pois não acredito que o fervor de um soldado nazista era o mesmo de um jovem cristão antes de ser devorado por leões.

Contudo, hoje em dia, as concessões feitas por cristãos pós-modernos batem de frente com a afirmação de Roland. Hoje é possível ser cristão mas viver pacificamente com ideologias que mudam radicalmente o cerne do evangelho de Cristo. É possível ser cristão e abrir concessões a ponto de pregar Jesus como sendo mais um caminho e não mais O ÚNICO caminho. É possível ser cristão e dividir sua vida em busca de “bênçãos” modernas e utilitaristas. É possível ser cristão por apenas 2 horas na semana e investir o resto do seu tempo. Afinal de contas tempo é dinheiro e dinheiro é sinal de vitória e sucesso.

O mundo evolui e junto com ele a decadência moral e espiritual do homem. Até que ponto os cristãos se manterão fiéis ao cerne do evangelho de Cristo, aquele que exige a pessoa toda, eu não sei. O que sei é que isso tudo não é novidade nem surpresa para nós.

A iniquidade se multiplicará até o ponto em que “a pessoa toda” signifique um preço muito alto. Quanto mais o tempo passar a comparação de Roland fará menos sentido para quase todos.

Ou tudo ou nada. Jesus não deixou espaço para meio termo.

Fonte: NAPEC - Apologética Cristã

Conversão ou coerção?


Por P. Andrew Sandlin
Uma verdade fundamental da Bíblia é que a natureza do homem pode ser transformada apenas sobrenaturalmente. (Por “natureza”, quero dizer natureza ética, na esfera do certo e errado, não natureza metafísica, na esfera de sua constituição como um homem criado à imagem de Deus.) A Bíblia nega de forma absoluta que a natureza do homem possa ser transformada por meios puramente naturais (João 1.12-13; 1Co 2.14). Os homens são convertidos (transformados eticamente) pela regeneração. Na regeneração, o Espírito Santo implanta no homem a disposição santa perdida na Queda, na qual todos os homens nascem (2Co 5.17). Essa é a única forma pela qual a natureza do homem pode ser transformada. Se o homem há de ser transformado eticamente, ele deve ser convertido.

Quando os homens perdem a esperança na Bíblia, eles devem encontrar outras formas de tentar mudar a natureza do homem. A forma mais frequente é por meio da coersão. O exemplo mais consistente disso está nos estados comunistas modernos. Eles creem que ao expor o homem a certo estímulo externo, a sua natureza interna pode ser alterada. Ao martelar nele, por meio de propaganda, a ideia que a motivação por lucro é má para os indivíduos (embora, aparentemente, não para o Estado), eles esperam criar um Novo Homem que trabalhará para o bem da comunidade e do Estado, e não para si mesmo e sua família. Se os homens se opõem e questionam esse Estatismo, eles devem ser remodelados em campos de concentração infernais ao ser violentamente quebrados física, emocional e psicologicamente, e então remendados novamente para serem bons cidadãos estatais. Essa é uma suposição razoável para qualquer um que tenha abandonado a esperança na obra miraculosa da regeneração. Marque isso: qualquer Estado, igreja, família ou outra autoridade institucional que opte por coerção como um meio para alterar a natureza do homem abandonou a esperança no Deus da Bíblia. Isso aplica-se tanto aos estatais materialistas como também aos legalistas fundamentalistas.
A Bíblia permite a coerção somente em uns poucos e limitados casos. O Estado pode empregar a espada (Rm 13.1-7) para proteger a vida, liberdade e propriedade. (Por implicação, o Estado pode usar a coerção para proteger seus cidadãos de invasão estrangeira.) O indivíduo pode usar coerção para proteger a vida e a propriedade (Ex 22.1-2). Pais piedosos podem empregar punição corporal limitada para regular o comportamento externo dos filhos (Pv 23.13-14). Nada disso tem a intenção de alterar a natureza do homem. Multa e restituição não transformam a natureza de um ladrão, assim como uma palmada não muda a natureza de uma criança. A coerção pode proteger, no máximo, a ordem externa; ela não pode alterar a natureza do homem. Somente o Espírito de Deus pode alterar a natureza de um homem.
Não é sem motivo que o evangelho de Jesus Cristo é chamado o “evangelho da paz” (Rm 10.15; Ef 6.15). Ele cria paz com Deus, paz com o indivíduo, e paz entre o indivíduo e seus semelhantes. O aumento da coerção e da violência na família, escola, mídia e no Estado é uma marca de uma cultura ímpia e réproba. Quando os homens são convertidos, apenas um mínimo de coerção é necessária para manter seus impulsos pecaminosos em cheque. A solução para o pecado e apostasia generalizada não é coerção generalizada, mas sim conversãogeneralizada.