sábado, 4 de maio de 2013

A primeira caveira gay do mundo


Rev. Jáder Borges

Surpreendeu-me ler artigo assinado pelo conhecido Dr. Dráuzio Varela oferecendo a sua opinião como médico de mídia que é, defendendo a homossexualidade. Aqui não está a minha surpresa, pois dentro de suas ações midiáticas isto cabe, já que o assunto “rende”. Surpresa foi ver que a maior parte das suas argumentações tão frágeis vinha da já surrada cartilha da militância homossexual, que entre outras formas, encontra exemplos, modelos e motivos no reino animal para justificar tal comportamento como “natural“, já que moscas podem ser homossexuais; patos, macacos, ratos, etc. Por que não os humanos?
Um homem capaz na medicina e bom comunicador, também juntou a sua voz à de tantos que dizem que “se os bichos são ou agem como homossexuais, então, compreende-se o homossexualismo humano também por esses fatores”.
Sinceramente, eu nunca vi o Dr Dráuzio e nem outro cientista partir do reino animal, ou nele se basear, para esclarecer, afirmar e defender demais áreas da vida e ética humanas comparando-as com o que ocorre corriqueira e rotineiramente no mundo animal. Tentarei explicar o que quero destacar:
Para as diversas e inúmeras áreas da medicina e da ética comportamental, o padrão é sempre o ‘do humano para o humano’, e ‘do científico e experimental para o humano’, e não, do animal irracional para o humano, como referencial categórico.
Duvido que Dr Dráuzio Varela e demais articulistas que usam “este peso e esta medida” existente no reino animal como parte da justificativa para a homossexualidade humana, que façam também defendendo como “normal e natural” a existência de canibalismo humano, se uma mãe ou um pai chegar a matar e devorar um filho, como fêmeas e machos fazem não poucas vezes, no reino animal. Tubarões fazem isso; leões fazem isso, aranhas fazem isso. São capazes de devorar os próprios filhotes ou os filhotes de outros animais, sem problemas. É natural. Ou ainda, se pais e irmãos quiserem ter relações sexuais e procriarem (incesto), não vejo os promotores dos argumentos “naturais” para as práticas homossexuais virem a público e defenderem o incesto como algo ‘normal e natural’, já que cães, gatos, pássaros, moscas, fazem isso. Não. Nem o Doutor Dráuzio e nem ninguém admitiria muitos dos “comportamentos” animais como justificativas, se ocorressem as mesmas práticas entre humanos. E citei apenas duas, entre várias. Eles, os sábios doutores e cientistas jamais concordariam com isso.
Mas concordam com o caso das “moscas homossexuais” e “pessoas homossexuais”, portanto.
Continuando as surpresas, deparei-me agora com a notícia de que foi encontrado o primeiro esqueleto gay do mundo, ou de afirmações de que o esqueleto de aproximadamente 5.000 anos era de um homossexual pré-histórico, encontrado na República Tcheca. O “achado” foi veiculado em agências como a BBC e a Folha de São Paulo (na internet) e a manchete era: “Cientistas acham provável homem pré-histórico homossexual”.
E os argumentos eram:
- Quando aquela cultura de homens que viveram naquela região da República Tcheca, enterrava homens, colocava o corpo virado para o Oeste e colocava as armas do morto ao lado dele. Quando enterrava mulheres, fazia o mesmo, mas os corpos ficavam voltados para o Leste e era cercado com utensílios domésticos. O esqueleto desse homem (foto) está voltado para o Leste e tinha utensílios domésticos ao lado.
Pronto. Ele era gay!
Veja o que disse a Dra Kamila Remisova Vesinova, coordenadora de pesquisas no sítio arqueológico:
"…A partir de conhecimentos históricos e etnológicos, sabemos que os povos neste período levavam muito a sério os rituais funerários, portanto é improvável que esta posição fosse um erro. …É mais provável que ele tenha tido uma orientação sexual diferente."
É impressionante como os homens, quando querem seguir nas suas práticas, arrumam argumentos para tudo e fazem afirmações categóricas com bases em ‘fatos’, que para outras áreas da vida eles mesmos diriam que não se sustentariam, jamais, e sobre os mesmos erguem as suas defesas e também os seus ataques.
São os dias de hoje, quando homens e mulheres cada vez mais estão se entregando às suas paixões intensas. Argumentos “científicos” pueris só servirão como paliativos. Apenas isso.
O que eles querem não é justificar os seus atos. Querem praticá-los e querem fazer calar a voz da consciência (ver, Rm 2.14,15) também com “as suas bases na ciência”.
Farão e viverão assim, vindo os exemplos das moscas, dos ratos, dos patos, dos macacos, ou não. Sendo uma posição cardeal em uma sepultura de uma caveira, ou não.
Farão o que Deus condena e farão abertamente (ver, Rm 1.18 em diante, por exemplo).
E sempre encontrarão argumentos mil para isso.
“Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos” ( Romanos 1.22)
Fonte: Blog Fiel

Pastor classifica cura gay como “desrespeito” e afirma que homossexualismo “não era um problema para Jesus”.

Pastor classifica cura gay como “desrespeito” e afirma que homossexualismo “não era um problema para Jesus”. Assista na íntegraAs discussões em torno do debate existente entre religiosos e homossexuais, e o projeto apelidado de “cura gay”, de autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO), presidente da bancada evangélica no Congresso Nacional, foram tema de uma entrevista com o pastor Alexandre Cabral para o programa Conexão Jornalismo.

Alexandre Cabral é pastor presbiteriano e professor de teologia, e afirmou durante a entrevista que o cristianismo não sabe lidar com as questões sexuais: “Nós cristãos não sabemos lidar com o problema sexual, com o problema do prazer”.

O pastor defendeu a “laicidade do Estado” e afirmou que o projeto de “cura gay” demonstra “desrespeito” e que “se assemelha ao nazismo”. Cabral ressaltou ainda que o nazismo foi um movimento que tinha proximidades com o cristianismo protestante.

Cabral citou Martinho Lutero e sua definição do termo “palavra de Deus”, e disse que Jesus não falou sobre a homossexualidade: “Você não tem nenhuma relação, de nenhum texto dos evangelhos de Jesus com padronização dos prazeres sexuais”, e emenda dizendo que “isso mostra que isso não era um problema para Jesus”.

Para o pastor presbiteriano, o projeto de cura gay “é uma forma de tentar legitimar uma padronização moral de uma das religiões que compõem o quadro das religiões no Brasil”.

BLASFÊMIA - CONCURSO PARA O MELHOR JESUS CRISTO GAY

Hunky Jesus: Evento homossexual zomba do Cristianismo elegendo o “melhor e mais atraente” Jesus Cristo gay
Todos os anos é realizado na cidade de Mission Dolares Park, em San Francisco – Califórnia, o concurso “Hunky Jesus”. Evento este que tem como objetivo eleger o melhor Jesus Cristo gay, e é realizado durante o período de celebração da ressurreição de Cristo – a Páscoa – ridicularizando e zombando do cristianismo.

O vencedor do concurso, realizado ao ar livre, é o “Jesus Cristo” gay mais atraente para o público, formado praticamente apenas de homossexuais. Quem quiser assistir a essa aberração clique aqui.

Para o cristão Maxwell Palheta do blog “Que Verdade é Essa?” existe uma grande injustiça contra o povo cristão e uma vasta gama de privilêgios dados a homossexuais não só no Brasil, mas em vários pontos do mundo. “Hoje em dia parece que é perfeitamente aceitável zombar de cristãos, como aconteceu recentemente na  parada gay de São Paulo, porém, se alguém disser qualquer coisa contra os gays, é um crime de ódio da pior espécie, fanatismo e opressão contra os coitadinhos”, questiona e completa: “Se por exemplo, o contrário tivesse acontecido, se os cristãos tivessem zombado dos homossexuais, isso teria virado notícia no mundo todo, você estaria vendo em todos os jornais, mas como são os gays que estão fazendo, o silêncio é que predomina”, afirma.
Os vídeos da “Hunky Jesus” mesmo contendo cenas de nudez e ofensas de formas terríveis e explicitas ao Cristianismo, não foram retirado do Youtube, enquanto vídeos que falam a respeito do homossexualismo muitas vezes são bloqueados e marcados como impróprios, permitindo a visualização apenas daqueles que tem cadastro no canal.
 
Minha Opinião: Este movimento gay tem me enojado, pois estão profanando o que há de mais sagrado, querem buscar seus direitos que busquem, mais quando agridem a nossa fé, tem me feito sentir desprezo por esse grupo. Sei muito bem que não são todos, que esse são grupos radicais e irracionais, assim como existem radicais religiosos. Mais a cada dia, me parece estar se aproximando um confronto inevitável, já invadiram igreja, mandar prender pastores, agora começa a seção de blasfêmia. E tem pessoas que se dizem cristãs que assistem novela gay, que votam em candidato BBB gay e acha que isso é normal. Maranata Senhor!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Paralítico anda nos Gideões e Abílio Santana desafia Jô Soares a mostrar

Paralítico anda nos Gideões e Abílio Santana desafia Jô Soares a mostrar

Na última sexta-feira (26) durante pregação do polêmico conferencista Abílio Santana no Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários da Última Hora, um paralítico deixou sua cadeira e passou a andar, eufórico o pregador desafiou Jô Soares a divulgar o milagre em seu programa.
Abílio também elogiou a atuação do pastor Marco Feliciano na Câmara e afirmou que estava triste por conta de vários parlamentares que se calaram e não apoiaram o deputado.
Marco Feliciano foi o mais comentado neste congresso pois desde que assumiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara tem sido alvo de críticas de ativistas de movimentos LGBT que o acusam de homofobia e racismo, além de pedir a saída do parlamentar da liderança do colegiado.
O pregador também convidou o pastor Marco a ler Levíticos capítulo 20 versículo 13 que condena a prática homossexual.
“Eu quero dizer que Deus vai levantar um grupo para segurar forte lá em Brasília. Eu estou lhe dizendo: O senhor não está sozinho. Deus vai levantar em 2014 homens comprometidos com a verdade para estar lado a lado com o senhor”, disse o conferencista.
Muito emocionado com o milagre Abílio pedia: “Filma isso Jô Soares, filma isso, filma isso”, desafiando o apresentador a mostrar o milagre em seu programa.

A Cantora gospel Marcela Taís está participando de trabalho missionário no sertão do Brasil

A Cantora gospel Marcela Taís está participando de trabalho missionário no sertão do Brasil

A jovem cantora Marcela Taís, que tem surpreendido muito no mundo gospel, foi convidada pelo Ministério Desafio, liderado pelo pastor Marconi, a participar de uma viajem missionária pelo sertão do país. O trabalho será feito na comunidade Negros do Riacho.
No local há cerca de 200 pessoas, muitas delas crianças e adolescentes. Também se encontram lá muitos descendentes de escravos que são considerados “Quilombolas”, todos vivendo nas consequências de uma grande seca, sendo considerada a maior dos últimos 40 anos.
Anteriormente a comunidade recebeu a visita de artistas como Henrique Cerqueira, Xote Santo,Terapia da Alegria, entre outros. A cantora estará chegando à comunidade na madrugada do dia 02 de maio e de imediato irá promover um projeto de evangelização especial para crianças.
Marcela Taís estará apresentando suas canções para toda a comunidade. Entre 03 e 05, a cantora estará visitando e evangelizando outras comunidades próximas, além de igrejas locais. Além do trabalho missionário, Marcela estará gravando um documentário e clipes sob a direção de Vlad Aguiar.
“Vamos fazer os vídeos no melhor estilo ‘diário de viagem’ registrando tudo o que acontecerá nestes dias que deverão ser emocionantes. Depois vamos editar as cenas para fazer um documentário e ainda aproveitar os cenários para gravar pelo menos mais 2 clipes. Vamos contar com a participação das crianças e da população daquelas comunidades que mesmo em meio à seca, aos problemas, à fome e miséria,ainda conseguem sorrir e se alegrar! Temos muito o que aprender com essas pessoas!”, exclamou a cantora.
“A intenção principal é expor um projeto tão lindo. A ideia do clipe veio bem depois mas acredito que teremos um belo clipe também e quem assistirá poderá sentir esta essência do amor que vem de Deus. Estou ansiosa porque missões sempre ardeu em meu coração e vem de família este chamado, desde minha bisavó todos são missionários de campo mesmo. Sou de uma geração que abriu muitas Igrejas e todas em comunidades carentes ou violentas e que sempre deu atenção especial ao evangelismo de crianças. As histórias que irei levar para contar para as crianças são inclusive herança da minha mãe que eu ouvia em minha infância quando ela era nossa professora na Igreja e são histórias que eu já contei em nossa Igreja que hoje está situada em um bairro muito carente no entorno de Brasília-DF. Enfim, é um convite maravilhoso e convido à todos orarem por este ministério e família responsáveis por este trabalho no sertão e quem quiser colaborar também tem como, só entrar em contato com eles e se informar, com certeza é uma oportunidade única de colocar uma semente em um solo cheio de vidas”, completou Marcela.
Segue abaixo os contatos do Ministério Desafio para quem tem interesse em ficar por dentro do projeto:
http://ministeriodesafio.org.br
http://twitter.com/MinisterDesafio
http://facebook.com/MinisterioDesafio
http://youtube.com/MinisterioDesafio

Suposto pastor planeja roubar dízimos da Igreja Internacional da Graça

Suposto pastor planeja roubar dízimos da Igreja Internacional da Graça

Foi preso nesta terça-feira (30) o pastor Josué Alves, da Igreja Mundial do Poder que foi acusado de liderar uma quadrilha para assaltar um templo da Igreja Internacional da Graça de Deus, liderada pelo missionário R.R. Soares, em Porto Velho, capital de Rondônia.
Josué Alves, que anteriormente foi pastor Igreja da Graça, foi preso pela Polícia do Serviço de Investigação de Captura (SEVIC), junto com a quadrilha e afirmou que as informações para a realização de assalto haviam sido passadas pelo pastor Eduardo, que atua na Igreja da Graça.
O delegado Paulo Kakionis, do 1º DP, afirmou que Eduardo não possuía envolvimento com o roubo, e que Josué tentava incriminá-lo para conseguir algum benefício no inquérito. Durante a ação da Polícia Civil que resultou na prisão da quadrilha, houve troca de tiros, mas ninguém ficou ferido, e um dos envolvidos conseguiu fugir.
Os componentes da quadrilha presos foram: Mateus Lima Vieira, 18 anos; Romário Antero da Silva, 19; Leandro Garcia da Silva, 21; Anderson Souza da Silva, 19; Francisco Claudio, 22; Elisvaldo dos Santos, 23; Rogerio Gomes, 22; e Jeferson Andrade, 23.
Segundo informações da mídia local, Josué Alves trabalhava no templo sede da Igreja Mundial em Rondônia, além de liderar uma congregação da denominação e trabalhar no estúdio da IMPDTV, emissora responsável pela transmissão da programação local da Mundial. Quando foi preso, Josué estava vestido com uma camisa com o logo da emissora da igreja.
Antes, Josué já havia sido acusado de participação no assalto à Igreja da Graça em dezembro de 2012, após um culto de Santa Ceia, quando foram levados R$ 50 mil

Governo angolano fecha templos de igrejas brasileira

Governo angolano fecha templos de igrejas brasileiras

Devido a uma medida tomada pelo governo, as igrejas evangélicas que possuem templos na Angola não poderão mais funcionar. A medida foi tomada referente aos pastores que segundo o governo estão usando a igreja como um “negócio”.
Algumas das igrejas fechadas pelo governo foram das denominações: Igreja Universal do Reino de Deus, Mundial do Poder de Deus, Mundial Renovada e Igreja Evangélica. Em fevereiro as igrejas foram fechadas e em 31 de março apenas a IURD recebeu a autorização para voltar a funcionar.
No país da Angola as igrejas são fiscalizadas pelos ministérios do Interior, Cultura, Direitos Humanos e pela Procuradoria Geral da Justiça. Apenas as igrejas reconhecidas podem funcionar no país e das que foram fechadas, apenas a Igreja Universal possuía tal reconhecimento.
Para o secretário do birô político do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), Rui Falcão, as igrejas brasileiras que atuam na Angola usam a fragilidade do povo para obter lucro por meio da propaganda enganosa.
“Elas ficam a enganar as pessoas, é um negócio, isto está mais do que óbvio, ficam a vender milagres”, disse ele para a Folha de São Paulo.
Rui Falcão também deixa claro que o governo não irá reconhecer as demais igrejas, principalmente as formadas por dissidências. “Essas igrejas não obterão reconhecimento do Estado, principalmente as que são dissidências, e vão continuar impedidas de funcionar no país”, disse ele que reforça a visão de que “elas são apenas um negócio”.
A Igreja Universal poderá funcionar normalmente, mas o governo vai fiscalizá-la no que diz respeito à segurança, dada a grande quantidade de fiéis

Marco Feliciano foi o pastor mais esperado no Congresso dos Gideões Missionários

Marco Feliciano foi o pastor mais esperado no Congresso dos Gideões Missionários

Milhares de evangélicos se reuniram para acompanhar as reuniões do Congresso Internacional dos Gideões da Última Hora, que é realizado todos os anos na cidade de Camboriú (SC). O pastor e deputado federal, Marco Feliciano sempre é um dos conferencistas mais aguardos no evento e desta vez não foi diferente.
Desta vez o motivo de todos estarem aguardando Feliciano, é justamente as polêmicas envolvendo sua presidência na Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados.
Desde que foi eleito presidente da Comissão, o pastor Marco Feliciano vem sendo acusado de ser racista e homofóbico, assim sendo alvo de críticas, protestos e campanhas organizadas para tirá-lo da do cargo.
O parlamentar evangélico disse para os jornalistas interessados em vê-lo falar, que deveriam aguardar até a noite. Como prometido por volta das 21 horas Feliciano voltou a tomar a palavra, foi aclamado pela multidão em Camboriú. Milhares de evangélicos receberam o parlamentar ao som do Hino Nacional gritando “Feliciano me representa”.
Marco Feliciano evitou falar sobre a CDHM, apenas agradeceu o apoio dos principais líderes evangélicos, entre eles: Abner Ferreira, Renê Terra Nova, Silas Malafaia, Samuel Ferreira, Bispo Manoel Ferreira, entre outros.
O parlamentar também criticou a mídia secular, lembrou o título da revista Istoé “O homem que afrontou o Brasil. Por que ele não cai?”, e respondeu: “Não caiu por causa das orações dos crentes”, disse antes de destacar: “Nunca houve tanta oração por uma única pessoa”.
“Pinçaram palavras polêmicas desenhando uma figura de um monstro. Se eu fosse um monstro não teríamos esta multidão me assistindo. Minhas pregações não despertam o ódio, despertam a convicção de seus pecados”, continuou.
Feliciano aproveitou a ocasião para incentivar os evangélicos a boicotarem as emissoras de televisão que tem se manifestado contra os evangélicos: “Não assistam mais suas novelas”.

Idoso é preso por protestar contra pastores no Congresso dos Gideões

Idoso é preso por protestar contra pastores no Congresso dos Gideões

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No último domingo (28), um homem de 79 anos foi preso após um ato de protestos contra pastores, onde ele entrou no Ginásio Irineu Bornhausen, em Camboriú, onde estava acontecendo o 31º Congresso dos Gideões Missionários da Última Hora.
Levando consigo duas faixas, Valentim Antunes Casalli, questionava o pedido de dinheiro durante os cultos evangélicos. “Alô vendilhões do templo, mercadores da fé, Jesus vem com o chicote”, dizia uma das faixas, e na outra estava escrito “Jesus, cadê o chicote?”.
Segundo informações do site Linha Popular, o homem acabou sendo levado para a delegacia e foi atuado por ultraje ao culto e de perturbação ao culto religioso.
Já o Diarinho, conseguiu entrevistar o protestante idoso depois que ele deixou a prisão para explicar o que motivou seu protesto. “Eu não tive intenção de ofender os crentes. Eu fui contra os dirigentes que fizeram jus a manifestação de vendilhões do templo e mercadores da fé”, explicou Valentim.

Pastora homossexual diz que fez de tudo para deixar a prática e hoje é líder de uma igreja inclusiva

Pastora homossexual diz que fez de tudo para deixar a prática e hoje é líder de uma igreja inclusiva

Lanna Holder, líder de uma igreja evangélica inclusiva que aceita homossexuais, participou juntamente com sua parceira, Rosania Rocha, de uma entrevista ao site Vírgula Lifestyle, onde elas falaram de como foi que criaram a Comunidade Cidade Refúgio, e comentaram sobre a visão da homossexualidade de alguns líderes evangélicos.
Com o passar do tempo, Lanna se tornou uma missionária conhecida no Brasil por pregar testemunhando a cura da homossexualidade, porém ela afirma que ainda tinha desejo por mulheres. “Eu nunca vivenciei nenhum processo de cura, mesmo assim segui numa busca constante para deixar de ser lésbica”, disse.
“Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica: quebra de maldição, cura interior, desligamento de alma, quebra de vínculo. Depois de tudo, minha orientação sexual não mudou e então cheguei à conclusão de que fazia parte da minha natureza”, completou Lanna.
Sua parceira, Rosania também falou com a reportagem comentando que Lanna foi sua primeira experiência homossexual. Hoje elas vivem casadas e acreditam que a orientação sexual não é algo condenado por Deus.
Sobre a diferença entre a Cidade Refúgio e outras igrejas evangélicas, Lanna explica que elas não interpretam os versículos bíblicos que condenam a homossexualidade da forma como as outras igrejas, incluindo a Católica, interpretam.
“A Bíblia do gay é a mesma do hétero, a única diferença é que interpretamos diferente a questão da homossexualidade”, disse.
Durante a entrevista o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, o pastor Silas Malafaia foi citado sendo um dos pastores mais polêmicos quando se trata de homossexualidade. Lanna lamenta a forma que o pastor tem se declarado e ressalta que isso tem afastando homossexuais da igreja.
“Ele tem um discurso prepotente de dono da verdade e usa de muita ira para se referir aos gays. Lamentamos muito isso, porque o Silas Malafaia afasta todos os gays da igreja, pois eles acabam achando que todos os pastores pensam dessa forma”, disse ela, afirmando que o pastor deve “pregar a palavra de Deus e parar de fazer polêmicas”.
Outro pastor evangélico citado foi o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM), o deputado Marco Feliciano, que Rosania afirma que tudo que ele está fazendo é para ganhar holofotes. “A única coisa que temos a dizer ao Feliciano é: “cresça”! Ele é uma pessoa narcisista e tudo o que ele faz é para ganhar holofotes. Infelizmente ele está conseguindo isso da pior maneira possível”, exclamou

O Que São as Experiências de Crise?


Por Heitor Alves

Existem crentes que dão muita ênfase às experiências pós-conversão, principalmente aquelas experiências advindas do batismo do Espírito Santo. Por outro lado, há muitos crentes (entre eles alguns reformados) que não dão a mínima às experiências de crise, e ainda criticam aqueles que passam ou já passaram por algo semelhante.
Não temos o direito de tirar ou minimizar as experiências de alguém. Não podemos incentivar as pessoas que rejeitem quaisquer experiências de crise que estão tendo ou venham a ter. Ninguém pode fazer isso. Somente a pessoa que passa por uma experiência sabe o que sentiu, e isso por si só nos impede que procedamos de maneira legalista, opinando, criticando e julgando experiências espirituais individualistas.
Nossa crença, como crentes calvinistas reformados, é que a Bíblia é o nosso único guia na doutrina, na prática e na experiência. De acordo com as Sagradas Escrituras, nenhuma experiência pós-conversão é prometida, ou apresentada, aos crentes. Mesmo assim, há crentes que fazem questão de afirmarem terem tido uma experiência de crise, porém, que tipo de experiência tiveram? O que causou esta experiência?
Talvez tiveram uma experiência de fortalecimento, ou uma experiência santificadora. Talvez as pessoas tenham tido apenas uma experiência de segurança. Ou talvez alguém tenha tido uma experiência de muita tristeza por ocasião de algum pecado não confessado, ou por ocasião de pecado constante na vida. Ou podem ter uma experiência de crise relacionada com vida espiritual morna, que deveria ser mais atuante.
As Escrituras nos encorajam a ter uma experiência específica, a da própria conversão. Isso equivale ao crescimento na graça e no conhecimento. Regeneração, conversão, justificação são os únicos fundamentos experimentais sobre os quais somos encorajados a construir.
1. Em alguns casos, a experiência de crise é a experiência da conversão.
A situação calamitosa do clima evangélico em nosso meio está tornando a conversão como uma experiência simples, fácil e sem deixar "marcas". Multidões têm "decididos" por Jesus em várias reuniões; são trazidas às igrejas com uma falsa segurança. E de uma hora pra outra, as pessoas se "tornam vivas" através de palavras "mágicas" do pastor. Das duas, uma: ou essa "palavra mágica" pode ser alguma promessa material para esta vida. Aliás, tudo se resume ao "aqui e agora". Ou pode ser o pronunciamento de algumas palavras, sem nexo e sem sentido, para estimular a emoção da pessoa e "forçar" que essas palavras sejam pronunciadas rapidamente, produzindo êxtase e um descontrole mental significante, ao ponto de fervilharem as emoções. Tudo isso para a pessoa acreditar que foi "movida", ou "enchida" pelo Espírito.
O que chamam de "segunda bênção" ou "consagração" é, na verdade, a primeira e grande bênção do novo nascimento. É muito comum notarmos em nosso meio a prática de induzir falsas profissões de fé, utilizando chamadas do púlpito ou instando as pessoas a vir para a frente, pressionando-as a tomar uma decisão. A teoria de uma misteriosa e súbita transição do crente para um estado de bem-aventurança, é algo que não encontramos base bíblica para isso.
Outra situação bastante comum entre os evangélicos é a prática de aceitar muitas pessoas espiritualmente sem vida como cristãos, baseado no testemunho de que aceitaram a Jesus como Salvador, mas não como Senhor. São pessoas que estão indispostas a "aceitarem" a Jesus como Senhor e vivendo vidas deploráveis. Os falsos profetas asseguram a essas pessoas que somente o testemunho verbal garante a salvação, e lá na frente, se quiserem, podem aceitá-lO como Senhor.
Mas não podemos negar que exista uma experiência de crise real e verdadeira nas pessoas que ficam despertadas pela primeira vez e se arrependem pela primeira vez. Esta é a conversão, a primeira bênção, e não a segunda. Não podemos dizer que um homem se converteu a Cristo sem que ele se consagre para Deus.
2. Em alguns casos, a experiência de crise é a experiência do viver santificado.
Encontramos em nossos dias inúmeras igrejas que dão pouca ou nenhuma instrução doutrinária e muito menos instrução prática sobre o viver santificado. Quando crentes, pobres na doutrina, se deparam com reuniões ou conferências onde são poderosamente “movidos” pelo Senhor, subitamente encontram poder e resolução para deixar hábitos pecaminosos, arrepender-se da preguiça e da indiferença, e daí para frente avançam na vida cristã.
Muitos acham que essa santificação “instantânea” (perfeita santificação) é baseada em alguns textos bíblicos. Mas o que eles não sabem é que esses textos fazem parte da categoria que os estudiosos chamam de santificação definitiva, ou seja, na conversão, o ato de ser separado por Deus é final e de uma vez por todas.
A referência é ao significado básico da palavra grega santificar, isto é, separar (1Co 1.2,6,11; Rm 6.2). Logo após terem sido separados, segue-se a obra interna e progressiva da santificação (Rm 8.13; Cl 3.5; 2Co 3.18; 7.1; 2Pe 3.18; 1Ts 5.23). A idéia de que por um poderoso ato de consagração se possa atingir perfeita santidade é errada e antibíblica.
Pode surgir um momento em nossas vidas que estamos tão distantes de Deus, que logo somos levados a reconhecer a necessidade de nos voltarmos para Deus com nossas vidas inteiramente dedicadas a Ele. Não devemos transformar esse impulso como algo sobrenatural e místico. Não há nada de “espetáculo” nisso. Isso nada mais é do que um comportamento natural daquele que foi nascido de novo e regenerado por Deus, desejando viver uma vida de santidade adequada aos padrões de Deus após um período de negligência na vida cristã.
A conversão e a consagração são simultâneas, no sentido de que nenhuma conversão realmente acontece se não significar uma verdadeira consagração a Deus. A consagração não é um avanço a outro estágio de experiência, e sim, um retorno a um estágio anterior. Esta é a vida do cristão: cheios de altos e baixos.
3. Em alguns casos, a experiência de crise é nada mais do que emoções e sentimentalismo.
A prova da realidade espiritual é a evidência dos frutos do Espírito, e não meramente profissões de fé exterior. Do que adianta exibir todo um sentimentalismo e emoções em cultos públicos, se não mostram melhorias inerentes na qualidade de vida em casa, no trabalho ou na igreja.
As igrejas estão cheias de pessoas sentimentalistas. Bastam algumas palavras do pastor que elas logo manifestam suas tendências ao emocionalismo, com atitudes e palavras fora do controle. E chamam isso de “ação” do Espírito!
Os pastores são verdadeiros psicólogos, pois “estudam” suas ovelhas para saberem quais são mais propícias ao sentimentalismo. Logo, o resultado esperado é sempre alcançado. As pessoas são levadas a crer que, de fato, foram movidas pelo Espírito, pois a “prova” disso e que elas não se lembram de nada. De fato, a emoção toma conta da mente de tal forma que qualquer raciocínio, razão ou percepção do lugar e das coisas, é anulada. As pessoas não se lembram do que fizeram, ou do que falaram.
4. Em alguns casos, a experiência de crise representa recuperação de declínio espiritual.
Todos concordamos que existem crentes que caem gravemente. E isso é testemunhado pelas Escrituras em vários lugares. Apenas para citar, temos o Salmo 51. Este salmo poderia ser descrito como uma experiência de crise na vida de Davi. No Novo Testamento, temos o caso de Pedro que, ao negar o Senhor por três vezes, falhou miseravelmente a ponto dele sentir o terrível peso do seu pecado. Ele fraquejou na fé e estava necessitado de recuperação ou restauração especial.
A restauração dos que caem é uma realidade. Que o declínio espiritual leva à apostasia é atestado pelas Escrituras. Isso é uma grande crise espiritual. Mas a restauração é possível, acompanhada por um profundo arrependimento e tristeza (2Co 7.11).
Todos nós somos passíveis a um período de fraqueza espiritual tal, que pode até fazer-nos abandonar a fé. Mas os que são eleitos de Deus sempre voltam ao primeiro amor. O verdadeiro crente pode até cair, mas jamais apostatar definitivamente da fé.
Conclusão
Não podemos negar as experiências de crise. O que, de fato, precisamos é identificar corretamente essas experiências à luz das Escrituras. Não há nada de espetacular ou especial nestas crises. Não podemos imaginar que seja a ação do Espírito se movendo sobre a pessoa, tornando sua vida espiritual mais elevada do que antes.
Tais experiências não têm, necessariamente, qualquer ligação com a santidade de vida. Tampouco as experiências devem ser tomadas como normas. As experiências de crise de alguns personagens bíblicos, ou até mesmo de algumas pessoas de dentro da igreja, são registradas para o nosso encorajamento apenas.
O erro de muitos crentes é acharem que se uma pessoa experimentou algum tipo de experiência, essa mesma experiência deve ser sentida por outros crentes. Isso é um erro! Ninguém pode, obrigatoriamente, buscar a mesma sensação espiritual ou experiência de crise que eu tive. Eu não posso me esforçar para sentir essas mesmas sensações que outra pessoa sentiu.
As experiências são individuais. A experiência que senti é minha somente. Ela não deve ser tratada como norma na igreja, ou mesmo doutrina. Mesmo com essa individualidade, as experiências não significam um avanço em algum “estágio” na santificação.
Ressalto que toda e qualquer experiência de crise deve ser analisada pelas Escrituras. Qualquer experiência que não encontrar apoio na Palavra de Deus deve ser desconsiderada e rejeitada

quinta-feira, 2 de maio de 2013

A perseverança dos santos e a prática contradizente de desdizer o que já foi dito.

Por Mizael Reis
Não são poucos os que desacreditam da maravilhosa doutrina da perseverança dos santos. Talvez, por uma espécie de síndrome da ética do devedor, da qual concluem que devemos tanto a Deus que a salvação não nos poderia ter alcançado tão “graciosamente”, muitos concluem que se repousa mais fortemente sobre nossos ombros a árdua tarefa de mantermo-nos salvos a fim de sermos finalmente salvos, e é por essa razão que não somos plenamente salvos e devemos manter o que pode ser perdido. Não sei como dizer isso de outra forma, mas, a meu ver, os que objetam a verdade de tal doutrina, resistindo as sobejas passagens pelas quais inequivocamente Deus salva efetiva e eternamente os seus, responsabilizam-no, mesmo que sem querer, por dizer inconsistências, sustentando inverdades, que são encontradas em sua palavra, quando por meio dela mesma promete claramente algo que na visão de alguns não significa realmente o que ele quis dizer em determinada passagem – a nosso ver - ou ao que se interpreta pelo que é claramente dito. Digo isso porque nas passagens das quais se extrai a doutrina da perseverança dos santos, Deus diz fazer determinada obra em prol da salvação para os quais ele quis redimir. Daí alguns reinterpretam tais declarações divinas, dando-lhes novos significados as suas promessas, tornando-o confuso, quase incompreensível.
No desejo de ser puramente bíblico, analisemos alguns textos dos quais se conclui a salvação inalienável dos eleitos, e de contínuo constataremos que pessoas estão torcendo o que Deus claramente disse sobre os salvos a fim de invalidar uma doutrina com a qual não comungam.
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que mediante a fé estais guardados na virtude de Deus para a salvação, já prestes para se revelar no último tempo,” (1 Pe 1.3-5)
Por meio da pena petrina Deus nos diz que a salvação da qual fazemos parte fora nos dada como uma herança incorruptível. Ora, todas às vezes que tal palavra ocorre nas Escrituras ela tem o sentido de exprimir seu real significado, ou seja, que algo uma vez dito como incorruptível jamais poderá se corromper. Assim se sucederá na ressurreição dos salvos. Nós ressurgiremos e seremos transformados para vida. Deus há de eliminar a corruptibilidade de nossa efêmera vida mortal, revestindo-a de uma celestial e perene incorruptibilidade com a qual permaneceremos eternamente salvos e eternamente livres de uma possível corrupção. Da mesma forma, creio eu, quando em Pedro Deus qualifica nossa herança como incorruptível, pretende nos dizer que uma vez dada à nós tal salvação, a mesma não poderá ser perdida, nem usurpada de nós pelo que no mundo seja corruptível. Igualmente, Pedro nos diz que nossa salvação é incontaminável, ou seja, que não se pode contaminar. Ora, se caso nossa salvação nos pudesse ser tirada ou por nós perdida, onde estaria o sentido desta palavra quando relacionada a nossa salvação? Se for possível ao cristão genuinamente regenerado vir a perder-se totalmente ao ponto de que aquilo que um dia foi chamado de puro venha torna-se impuro, onde haverá congruência na ocorrência da palavra incontaminável ligada a natureza daquele que é passível de contaminar-se? Ainda, Pedro diz que nossa salvação não pode murchar. O inverno do pecado não pode murchar a flor de nossa eterna salvação! A luz de nossa salvação não perderá jamais seu fulgor frente às investidas do maligno. A viveza de nossa redenção não pode enrugar-se, isso porque estamos guardados em Deus para salvação. Assim, se nossa salvação puder ser corrompida pela nódoa do pecado a ponto de perder-se fatalmente; contaminar-se a ponto de perder a incontaminalidade prometida, se puder murchar ao ponto de perder sua beleza dantes inalienável, e se tal salvação puder ser roubada e perdida, mesma a tal sendo guardada por Deus na inviolabilidade celestial, então não vejo como compreender as palavras do texto sagrado, senão condicioná-las, segundo essa pueril compreensão, a condição de o cristão ser isso tudo se ele quiser ser isso tudo, imputando sobre o texto uma condicional que claramente não existe, esvaziando o sentido das palavras empregadas no texto, sob nenhuma justificativa plausível no texto, senão para tão somente discordar da perseverança dos santos.
“Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória”. (Ef 1.13,14)
Somos salvos e por Deus selados com o Espírito Santo. O selo desde os tempos remotos era usado a fim de garantir a inviolabilidade do objeto selado, mantendo-o em sua genuinidade. Era uma proteção com a qual cartas e objetos seriam garantidos contra a falsidade investida contra o seu remetente. Assim, quando Paulo faz uso dessa palavra confortando-nos ao dizer que nosso selo é o Espírito Santo, procura garantir-nos que ao peregrinarmos nesse mundo rumo ao nosso destino, somos inviolavelmente posse daquele que nos selou. Somos de Jesus Cristo, o qual nos garante a chegada ao nosso destino, preservando-nos por meio do seu selo, O Espírito Santo. Se é possível que nós possamos nos perder, mesmo sendo selados com o Espírito Santo, não vejo qual o sentido de se valer de tal palavra, visto que nossa salvação a despeito do selo, não nos garanta que somos posse daqueles que nos marcou como sua herdade, passível de perda. Ainda o texto diz que o Espírito Santo que nos foi dado como um selo inalienável é o “penhor da nossa herança”. O que é um penhor? Um penhor é um objeto que garante o cumprimento da quitação de uma dívida. É o contrato do qual se espera do devedor o seu fiel cumprimento com o seu credor. O Espírito Santo fora nos dado como penhor na promessa de que Jesus cumprirá aquilo que pelo
“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores. Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida”. (Rm 5.8-10)
Os pecadores justificados foram salvos da ira destinada aos impiedosos. Deus nos amou e o seu amor o levou para o calvário por nós. O texto acima diz que, se alguém foi alvo da piedade do Eterno, sendo salvo pela obra redentora da cruz, o tal está liberto da ira de Deus a ser derramada sobre os ímpios, e isto é garantido pelo fato do texto certificar-nos de que, se alguém foi salvo agora muito mais o será a eternidade. Ou seja, se já fomos reconciliados na morte de Jesus Cristo, certamente que seremos mantidos a salvo na sua vida, e visto que ele vive para sempre, nós também para sempre viveremos. “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” (Hb 7.25) Em razão de sua vida, nós viveremos. E assim como ele jamais morrerá, nós seremos por sua eterna vida preservados e conservados para sempre. É por isso que a Escritura diz que fomos “chamados, santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo” (Jd 1.1)
“Para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios. Por cuja causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia”. (2 Tm 1.12)
O que Paulo afirma aqui? É triste que passagens tão claras como essa estejam sendo submetidas a diluição daqueles cujas mentes não desejam se comprometer como uma salvação tal que não se pode perder. Paulo está certo de que? A despeito das adversidades que constantemente lhe sobrevinham, apóstolo não titubeava, pelo que, a fim de mostrar-nos como tais adversidades se constituíram numa fraca inimiga tentando impedi-lo de caminhar, ele evoca sua fé naquele que é poderoso para guardá-lo, e transpondo as adversidades resultantes de seu apostolado e pregação entre os gentios, rumo aquele grande dia, ou seja, o de sua salvação.
"As evita os falatórios profanos, porque produzirão maior impiedade. E a palavra desses roerá como gangrena; entre os quais são Himeneu e Fileto; Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade. Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra". (1 Tm 16-21)
Ora, se Deus conhece os que são seus e o apóstolo por meio dessa declaração distanciou as ações de Himineu e Fileto das ações de um crente fiel que possa de fato Deus conhecer, qual era o tipo de fé que os dois naufragaram? Seria a fé que possui àqueles a quem Deus conhece? Se for, qual então seria a lição de Paulo por meio do contraste feito entre os que naufragaram e os que não naufragarão mediante essa declaração, "Deus conhece os que são seus"?
A lição a se aprender das palavras de Paulo é que os que são conhecidos por Deus e os que proferem - fidedignamente - o nome de Cristo se apartarão da iniquidade, e não submergirão em perene queda como naufragaram, por exemplo, Himineu e Fileto. É o que nos diz o texto de João:
"E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro". (1 Jo 3.3)
"Purifica-se" tem como objetivo neste texto explicar uma ação resultante do que é nascido de Deus. A palavra não é imperativa e sim conclusiva.
Deus conhece os que são seus.
"A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória". (1 Co 1.12)
Quem conhece a Deus nunca crucificará ao senhor do Glória. Jamais se afastará definitivamente a ponto de perder-se fatal e irreversivelmente. Assim, os que são conhecidos por Deus não incorrerão nesse pecado, o de crucificar ao Senhor da Glória, por meio de uma incrédula e contumaz rejeição. O texto diz que aquele que conhece ao Senhor nunca seria capaz de crucificá-lo, e isso é facilmente interpretado pelo emprego da palavra “nunca” a qual quer dizer nada além de “jamais fazer isso”, jamais incorrer no erro dos príncipes deste mundo os quais nunca conheceram aquele ao qual estão crucificaram.
"Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos." (Rm 8.29)Não há possibilidade de Deus esquecer-se daqueles que ele predestinou, visto que seu conhecimento foi soberanamente planejado a manifestar-se por meio de um plano que tem como objetivo final a glorificação. De quem? Daqueles cujos quais ele conheceu para serem conforme a imagem de Jesus Cristo:
“E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.” (Rm 8.30)
Não há possibilidade de que um crente predestinado, chamado e justificado possa, em um momento de sua vida perde-se totalmente e não galgar o último passo desse elo inseparável e inevitavelmente concretizado na vida dos que são de Deus.
"Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo:” (Rm 11.2) - Deus não pode rejeitar àqueles que ele conheceu. Não que o faz por meio de coação frente à exigência daqueles pelos quais ele salvou e sim porque Ele quis que fosse assim. Se ele conheceu, é certo de que ele não lhes rejeitará, ele conheceu os 7000 que estavam na caverna, bem como conhece um remanescente provido segundo a eleição da graça e da mesma forma que livrou os profetas escondidos, igualmente livrará os seus da danação preparada para os que não se arrependerem.
"Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me amaste antes da fundação do mundo." (Jo 17.24)
Como pode haver possibilidade de se perderem aqueles que estarão sempre com Jesus onde Ele estiver, O Jesus encarnado amado antes da fundação do mundo? Sob nenhuma hipótese uma vida salva por Deus perder-se-á, isso porque os que são conhecidos por Deus, o serão por toda a eternidade. Estarão para sempre no reduto de Deus tal como sempre Deus se fez neste eternamente presente.
"Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim. E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja." (Jo 17.25,26)
Como haveria possibilidade de tamanha união ser dissolvida?
"Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um" (Jo 17.21,22)
Aqui o Evangelista não poderia ter sido mais incisivo. Como tamanha aliança poderá ser quebrada? Ao Senhor Jesus ser-lhe-í-a possível desatar-lhe sua aliança com o Pai? Evidente que não. Eles são Um junto com o Espírito Santo. Pois então, assim como a união do Pai com o Filho é indissolúvel, tal o é e sempre será a união dos que pelo Pai foram dados a Jesus para conhecê-lo. É isso que diz o texto acima, eles serão um com Jesus, assim como Jesus é um com o Pai. Afirmar que há possibilidade de separação entre Jesus e os crentes verdadeiros, consistirá em afirmar que há possibilidade de separação naqueles cuja união foi citada no contexto com exemplo da união dos crentes com Cristo, a saber, Jesus e o Pai. O texto diz “assim sejam – unidos – como tu é Eu o somos – Jesus e o Pai.
“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que, mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um.” (Jo 10.27-30)
Aqueles que são conhecidos por Jesus ouvem a sua voz, o seguem e jamais se perderão porque a indissolubilidade que acompanha a Trindade revelar-se-á também sobre aqueles que o Pai der a Jesus Cristo, e é por essa razão que Jesus conclui sua promessa mostrando-nos a união que há entre o Deus Trino, quando disse: “Eu e o Pai somos um”. Elas não hão de perecer disse Jesus. Contudo, a despeito dessa afirmação inquestionável há aqueles que por meio de uma interjeição – porém – abrem uma concessão que não existe no texto, por meio de uma conjunção adversativa que sequer existe no texto, do tipo “porém”, “entretanto”. Ou seja, dizem ser verdade o texto sobre os que fazem por onde para validá-lo em suas vidas. Os cristãos não perecerão se não perecerem. Eles não serão arrebatados, caso não permitam que o sejam. Contudo, essas exceções, relativizam o próprio poder do Pai, que no texto é razão de os crentes não se perderem. Eles estão guardados pelo poder do Pai que a todos é maior. A sua mão é forte para mantê-los. Abrir uma exceção sobre o destino imputado sobre os que foram salvos, significa a abrir exceção sobre a forte mão de Deus. Há algo que possa enfraquecê-la a ponto de que seus filhos lhe sejam tirados de seu regaço? Se há algo, a justificativa de Jesus, explicando por qual motivo não nos perderemos tornar-se-á fraca, pois é sujeita a circunstancias que a fraquejam.
Mas há alguns que não o conhecem, e os tais são os que nunca conheceram a Jesus e não alguns que o conhecendo foram desconhecidos por Jesus ali na frente.
“Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.” (1 Co 1.21)
O mundo aqui conota os ímpios e os crentes consistem naqueles que serão salvos. Na mesma conclusividade segue o texto abaixo:
“Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele.” (1 Jo 3.1)
Quem não conhece a Jesus não guarda sua palavra:
“E vós não o conheceis, mas eu conheço-o. E, se disser que o não conheço, serei mentiroso como vós; mas conheço-o e guardo a sua palavra.” (Jo 8.55)
A evidência a ser revelada naqueles aos quais o Pai conhece é que guardarão sua palavra e a evidência a ser revelada naqueles ditos quais Deus não conhece não guardarão a sua palavra. E por isso que João, ao lado da declaração do mestre nos alerta:
“Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade.” (1 Jo 2.4)
Conhecer a Jesus implica em ser antes conhecido por ele.
“Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?” (Gl 4.9) – Paulo exclama: Como vocês poderiam voltar aos rudimentos deste mundo se foram conhecidos por Deus na eternidade? (Ele exclama tal incoerência a não ser experimentada pelos que foram genuinamente conhecidos por Deus).
E todo aquele que é conhecido por Deus guarda os seus mandamentos e nele está a verdade. Assim, por meio desses versículos acima, afirmo: Existem os que por Deus são conhecidos, e esses são os que foram predestinados, desde a eternidade, a se apropriarem da salvação. Contudo, existem os que embora membrados em suas reuniões assemelhando-se como ovelhas de Cristo sorrateira e sutilmente no arraial dos santos, não passam de ímpios e de não-convertidos, e os tais, nunca foram conhecidos por Deus, muito embora se parecessem com um cristão. É o que pode ser entendido pelas palavras de Jesus abaixo:
“Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. Quando o pai de família se levantar e cerrar a porta, e começardes, de fora, a bater à porta, dizendo: Senhor, Senhor, abre-nos; e, respondendo ele, vos disser: Não sei de onde vós sois; Então começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença, e tu tens ensinado nas nossas ruas. E ele vos responderá: Digo-vos que não sei de onde vós sois; apartai-vos de mim, vós todos os que praticais a iniqüidade. Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, e Isaque, e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora.” (Lc 13.24-28)
Há pessoas tentando entrar pela porta estreita sem submeter-se à ela. Estão entre nós, mas não são de nós. Porém, permanecerão entre nós, até que o Pai – Deus – por fim, feche a porta permanentemente, e dirá os falsos cristãos a verdade sobre suas vidas: “De onde sois vós? Não sei de onde sois vós”, em outras palavras, “não conheço você”, e ainda, eles sempre praticaram a iniquidade, muito embora se mostrassem por vezes, “interessados” para entrar na porta, na qual nunca lhes foi permitido entrar. Estes reprovados alegarão, vejam, alegarão que “comeram na presença do senhor – quem sabe uma alusão a ceia, comungada de forma indigna e infiel - e participaram do ensino bíblico na igreja. Eles participaram do símbolo da fé e da comunhão da fé sem serem genuinamente da fé, senão que eram membros locais da igreja, sem que fossem membros espirituais da Igreja de Cristo.
Ainda, sobre essa passagem, Mateus é mais incisivo e faz uso da palavra a qual nos é de grande interesse e valia na discussão em pauta:
“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas. E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. (Mt 7.22,23)
Nem todo que diz “Senhor”, conforme nos diz o evangelista, são de Deus. Nem todos que estão entre nós se dizendo salvos são de fato salvos, a fim de que por meio da fé fraca e débil destes, que nestes, em algum momento se manifestará, se faça comparações banais visando comprometer uma visão de uma fé genuinamente dada e jamais retirada, alegando que por meio do abandono desses a fé que supostamente possuíam se possa concluir que um genuíno cristão pode perder a fé genuína. Esses que se dizem ser nada são, senão homens cujas vidas não foram transformadas, muito embora se passem como cristãos ao serem frequentes aos cultos e as funções da Igreja. E ainda simularão piedade quando frente ao Reto juiz alegarão vida santa. Eles dirão que profetizaram, expulsaram demônios, isso depois de Cristo ter dito aos seus que é por meio de contínua oração e jejum que os demônios serão expelidos, visando convergência, e alegarão terem feito maravilhas pelo nome de Jesus. Todas essas “defesas” se desmoronarão frente aquele cuja onisciência é infinita e serão reputadas como obras falaciosas e mentirosas, quando por meio de uma única declaração, Jesus levantar o tapete de seus corações e mostrar-lhes as suas sujeiras: “Nunca vos conheci”. É impossível que esses os quais Jesus disse nunca tê-los conhecido sejam alguns dos quais ele disse ter conhecido antes da fundação do mundo, isso porque nunca “ter conhecido”, não é a mesma coisa que dizer “ter conhecido um tempo e deixar de conhecer em outro”, e sim, que nunca foram de Deus, nunca foram salvos, nunca foram conhecidos desde a eternidade, isso porque os que são conhecidos por Deus, como tenho dito acima, praticam obras genuínas, mas, destes, porém, nada ficará de pé frente ao senhor Jesus, eles não possuem obras. Jesus não se comportaria com tamanha mentira – reverentemente falando – dizendo nunca ter conhecido alguém que ele já conheceu, quando estes antes de estarem ali prontos a serem condenados foram-lhes servos fiéis em uma vida pregressa, mas que agora não são mais.
“Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mt 7.23)
“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Rm 8.29)
Como os grupos dos dois textos acima podem corresponder às mesmas pessoas, visto que suas obras são e sempre serão diferentes e também sendo que um grupo Jesus NUNCA o conheceu e o outro foi conhecido desde a eternidade? Deus não pode mentir.
Há outros inúmeros textos – se continuasse escrevendo o texto ficaria grande demais - que poderiam ser evocados e submetidos a uma análise por meio da qual concluiríamos o que já fora detectado, ou seja, que toda tentativa de refutar a doutrina da perseverança dos santos é quase sempre fundamentada sob um processo de desdizer o texto interpretando-o por meio de exceções que inexistem no texto. Sempre há um “se” alegam os contradizentes sobre aquilo que Deus diz efetivamente fazer. Que Deus possa nos livrar desse comportamento o qual não pode ser chamado de outra coisa, senão de adulteração da verdade.

Os crentes devem sentir-se culpados o tempo todo?



Por Kevin DeYoung
Imagino que existem inúmeros crentes que raramente sentem o aguilhão da consciência ou as tristezas do arrependimento. Mas também conheço muitos, muitos crentes (incluindo eu mesmo) que facilmente se sentem infelizes por coisas que não fazem ou fazem-nas menos do que perfeitamente. De fato, estou convencido de que a maioria dos cristãos sérios vivem quase constantemente com um baixo senso de culpa.

Como nos sentimos culpados? Deixe enumerar algumas maneiras.

  • Poderíamos orar mais.
  • Não somos bastante ousados em evangelizar.
  • Gostamos demais de esportes.
  • Assistimos freqüentemente a filmes e à televisão.
  • Nosso tempo devocional é curto e esporádico.
  • Não contribuímos de modo suficiente.
  • Compramos um novo móvel.
  • Não lemos muito para nossos filhos.
  • Nosso filhos comem Cheetos e batatas fritas.
  • Reciclamos pouco.
  • Precisamos perder alguns quilos.
  • Poderíamos usar melhor nosso tempo.
  • Poderíamos viver em um lugar mais difícil ou em uma casa menor.

O que fazemos por trás de todos esses cenários de culpa? Não sentimos aquele tipo de remorso paralisante por causa dessas coisas. Mas essas imperfeições podem ter um efeito cumulativo pelo qual até o crente maduro pode sentir-se como alguém que está desapontado a Deus e, talvez, um mero cristão.

Eis a parte delicada: às vezes devemos nos sentir culpados, porque às vezes somos culpados de pecado. Além disso, a complacência na vida cristã é um perigo real, especialmente na América.

Mas, apesar disso, não creio que Deus nos redimiu pelo sangue de seu Filho para que nos sintamos como fracassos permanentes. Depois do Pentecostes, Pedro e João pareciam torturados por temor introspectivo e repugnante de si mesmos? Paulo se mostrou constantemente preocupado com o fato de que poderia fazer mais? Admiravelmente, Paulo disse em certo momento: "De nada me argúi a consciência" (1 Co 4.4). E acrescentou logo: "Nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor". Parece que Paulo dormia toda noite com uma consciência limpa. Então, por que tantos crentes se sentem culpados o tempo todo?

1. Não recebemos completamente as boas-novas do evangelho. Esquecemos que fomos vivificados com Cristo. Fomos ressuscitados com ele. Fomos salvos somente pela fé. E isso é um dom de Deus, e não um resultado de obras (Ef 2.4-8). Podemos ficar com tanto medo do antinomianismo – um perigo legítimo –, que receamos falar profusamente sobre a graça de Deus. Mas, se nunca fomos acusados de ser antinomianos, talvez o evangelho não nos foi apresentado em toda a sua glória extraordinária (Rm 6.1).

2. Os cristãos tendem a motivar os outros por culpa e não por graça. Em vez de instarmos nossos irmãos a serem o que realmente são em Cristo, nós os ordenamos a fazerem mais para Cristo (quanto à motivação correta, ver Rm 6.5-14). Por isso, vemos a semelhança com Cristo como algo em que estamos realmente fracassando, quando deveríamos vê-la como algo que já possuímos e no qual precisamos crescer.

3. A maior parte de nosso baixo nível de culpa se enquadra na ambígua categoria de "não fiz o suficiente". Examine a lista que apresentamos. Nenhum dos itens é necessariamente pecaminoso. Dizem respeito a possíveis infrações, percepções e maneiras como gostaríamos de fazer mais. Essas são as áreas mais difíceis de lidarmos porque, por exemplo, nenhum crente jamais confessará que tem orado de modo suficiente. Assim, é sempre fácil nos sentirmos horríveis quanto à oração (ou à evangelização, ou a contribuir, ou a qualquer outra disciplina cristã). Precisamos ter cuidado para não insistirmos em algum padrão de prática quando a Bíblia insiste apenas em um princípio geral.

Quero dar um exemplo. Todo crente tem de contribuir generosamente, para as necessidades dos santos (2 Co 9.6-11; Rm 12.13). Podemos insistir nisso com absoluta certeza. Mas, como é essa generosidade, quanto devemos dar, quanto devemos reter – essas coisas não estão delimitadas por alguma fórmula, nem podem ser exigidas por compulsão (2 Co 9.7). Portanto, se queremos que as pessoas sejam mais generosas, faremos bem se seguirmos o exemplo de Paulo em 2 Coríntios e enfatizarmos as bênçãos da generosidade e a sua motivação alicerçada no evangelho, em vez de envergonharmos os outros que não contribuem muito.

4. Quando somos verdadeiramente culpados de pecado, é imperativo que nos arrependamos e recebamos misericórdia de Deus. Paulo tinha uma consciência limpa não porque nunca pecava, e sim porque, eu imagino, buscava imediatamente o Senhor, quando sabia que havia errado, e descansava no "nenhuma condenação" do evangelho (Rm 8.1). Se confessarmos os nossos pecados, disse João, Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda injustiça (1 Jo 1.9). Deus não nos salvou para nos sentirmos miseráveis o tempo todo. Ele nos salvou para que vivamos na alegria de nossa salvação. Portanto, quando pecamos – e todos pecamos (1 Rs 8.46; 1 Jo 1.8) –,confessamos o pecado, somos purificados e prosseguimos.

Isso enfatiza um dos grandes perigos da culpa constante: aprendemos a ignorar nossa consciência. Se pecamos verdadeiramente, precisamos arrepender-nos e rogar ao Senhor que nos ajude a mudar. Mas, se não estamos pecando, se não somos tão maduros como deveríamos ser, nem tão disciplinados como outros crentes, nem estamos fazendo escolhas diferentes que talvez sejam aceitáveis, mas não extraordinárias, não nos devemos sentir culpados. Devemos nos sentir desafiados, estimulados, inspirados, mas não culpados.

Como pastor, isso significa que não espero que todos em minha igreja sintam-se apavorados a respeito de tudo que prego. Afinal de contas, é justo que todos obedeçamos aos mandamentos de Deus. Não perfeitamente, não sem alguns motivos incertos, nem tão plenamente como deveríamos, mas com fidelidade e obediência que agrada a Deus. A pregação fiel não exige que os cristãos sinceros sintam-se miseráveis o tempo todo. De fato, a melhor pregação deve fazer que os cristãos sinceros vejam mais de Cristo e experimentem mais de sua graça

Como os cristãos devem lidar com os Santos dos Últimos Dias


Por Russell D. Moore
Cristãos eventualmente se perguntam por que os Mórmons acreditam em um sistema tão inacreditável: tabuas de ouro traduzidas ao se colocar os “óculos mágicos”, uma sociedade avançada de antigos índio-israelitas americanos que não deixaram nenhuma evidência arqueológica, uma “revelação” sobre poligamia que foi revertida quando Utah precisou assim fazer para se tornar um Estado, uma “revelação” barrando Mórmons negros de exercer o sacerdócio, mudada após o triunfo do movimento dos direitos civis, uma eternidade de bebês espirituais que produzem divindades, e roupa intima com proteção especial.
O que nós precisamos entender é que os Santos dos Últimos dias (SUD) acreditam nessas coisas pela mesma razão em que pessoas em todo lugar acreditam nas coisas que acreditam: elas querem acreditar nisso. Poucos convertidos ao Mormonismo são convencidos do trabalho profético de Joseph Smith por argumentos racionais. De fato, missionários Mórmons não pedem por isso, pelo contrário, se apoiam em um “ardor no peito” para comprovar que as afirmações de Smith são verdadeiras.
Para entender o atrativo do Mormonismo, evangélicos deveriam ler os escritos dos Santos dos Últimos dias que explicam porque eles amam sua religião.
Coke Newell, um convertido à igreja dos SUD em sua adolescência, expõe o porquê um vegetariano usuário de drogas iria achar a igreja SUD atraente. Ao fazê-lo, ele exalta os antigos mistérios da cosmologia e escatologia Mórmon: de um Deus e uma Deusa que produzem uma prole para um futuro no qual seres humanos divinizados irão governar um vasto cosmos. Newell deixa claro que ele não está simplesmente convencido por causa das afirmações de Joseph Smith; ele está convencido porque ele ama a figura da realidade que eles retratam.
Isso não deveria ser uma surpresa para os Cristãos que leram a revelação do apóstolo Paulo sobre as raízes da idolatria humana no primeiro capitulo de Romanos.  Seres humanos caídos têm afeições e inclinações, que eles então apoiam em crenças, se convencendo de que seu sistema é verdadeiro.  Sendo esse o caso, evangélicos devem ter mais do que apenas uma abordagem genérica para derrubar as afirmações dos Mórmons.  Devemos apresentar também uma história que entre em contrapartida à história Mórmon: uma que ressoa com a beleza da verdade e da santidade.
Sermões evangélicos de “como fazer” não vão alcançar os nossos vizinhos SUD.  Tampouco as igrejas anti-teológicas que focam na experiência cristã e na piedade, desconectadas de conteúdo doutrinário.  Pelo contrário, nós devemos apresentar o evangelho da maneira que os apóstolos fizeram após o Pentecostes: como um “mistério” que agora explica  tudo nos termos dos propósitos de Deus em Jesus Cristo.
Como exemplo de como proclamar o evangelho aos Mórmons, nós devemos prestar atenção à proclamação de Paulo para uma sociedade cultural que se assemelha a de Salt Lake City: o território pagão de Éfeso. Paulo apresentou Jesus como chave para o entendimento do plano cósmico de Deus, como a razão para a existência humana , adoração humana,  paternidade humana e até mesmo sexualidade humana. Paulo não se envergonha de falar do que nós intuitivamente parecemos saber que é verdade: que existe uma antiga guerra na qual as questões humanas são apenas uma parte.
O apóstolo entende que para os Efésios, e para os Mórmons, e para todos nós distantes de Cristo, o fascínio da falsidade é porque a falsidade é parasita da verdade. Nós precisamos não apenas perguntar para os Mórmons se eles acreditam em coisas que são perigosas e que não são verdadeiras; eles acreditam. Nós precisamos perguntar também porque eles acreditam nessas coisas, e confrontá-los com a verdade revelada.
Santos dos Últimos dias não precisam de uma visão anti-Biblíca e insatisfatória da esperança Cristã que não é muito mais do que uma eterna repetição na prática. Pelo contrário, nossos vizinhos SUD (e todos nós) precisamos ouvir da glória Bíblica e do universo restaurado no qual seres humanos irão governar com Cristo sobre todas as coisas, um universo no qual a própria natureza está livre da maldição e no qual a amizade, o amor e a comunhão entre os seres humanos continuará a crescer para sempre. Famílias SUD não precisam apenas ouvir que nós somos pro-família. Eles precisam entender que nós somos pro-família porque a família reflete a Paternidade de Deus (Efésios 3.14), uma Paternidade que acha sentido, não em bebês espirituais pré-mortais, mas na filiação de Jesus Cristo (Romanos 8.15).
Sim, nós precisamos de apologética direcionada a Mórmons.  E, independente do que alguns líderes evangélicos podem dizer, nós não devemos dar as costas para a triste realidade de que o Mormonismo não é nem remotamente Cristão. Mas nós devemos nos lembrar de que nós não iremos convencer os Mórmons somente com argumentos racionais.
Isso significa que nós não podemos nos apoiar em tentativas óbvias de apontar discrepâncias no Livro de Mórmon, ou provas arqueológicas contra a civilização Nefita, ou buracos filosóficos na cosmologia Mórmon. Todas essas coisas são importantes, mas nós devemos lembrar que, no fundo de seus corações, Mórmons temem que Joseph Smith esteja errado. Eles, como nós antes da conversão, estão “suprimindo a verdade” (Romanos 1.18).
O Espirito pode vencer sobre esse tipo de enganação, e Ele o faz pela Palavra da Verdade.  Isso não significa argumentar por meio de versículos-chave, necessariamente. Significa apresentar a grande imagem da Escritura, culminando tudo no auge de toda a verdade, Jesus de Nazaré. Esse não é o subjetivo, irracional “queimando no peito” dos nossos amigos missionários Mórmons.  Mas vamos nos lembrar onde eles encontraram essa linguagem de “queimação no peito”.
Quando Jesus estava andando com os discípulos desanimados para Emaús, ele lhes mostrou por toda a Escritura como Cristo era o foco de toda ela. Depois que ele os deixou, eles disseram um para o outro: “E disseram um para o outro: Porventura não se nos abrasava o coração, quando pelo caminho nos falava, e quando nos abria as Escrituras?” (Lucas 24.32).
Este não foi, e não é, o relativismo anti-proposicional da epistemologia pós-moderna, nem tampouco o misticismo irracional no ocultismo da Nova Era. Esse é o coração humano criado à imagem de Deus, livre pelo Espírito, ressoando com a verdade. Isso é o que o apóstolo João quer dizer quando escreve que nós conhecemos o espírito da verdade pelo espírito do erro porque aquele que é de Deus “nos ouve”, os instrumentos profético-apostólicos da revelação divina (1 João 4.6).
Nós devemos nos lembrar disso quando chamarmos nossos vizinhos SUD para jantar em nossas casas, ou quando amavelmente passarmos uma tarde com diligentes missionários Mórmons. Quando a revelação divina é apresentada em toda sua Cristocêntrica glória, há um anseio dentro de nós por isso. Isso porque é verdade. E mais do que isso, é a verdade, o caminho e a vida. Essas são as boas novas para os Santos dos Últimos Dias, e para antigos pecadores como nós.