segunda-feira, 2 de julho de 2012

Porque os pastores evangélicos não são unidos?

Antes de qualquer coisa gostaria de fazer algumas afirmações: Creio na unidade da Igreja Evangélica, porém, tenho plena convicção que nem toda igreja que se diz evangélica de fato o é. Recuso-me a acreditar que comunidades que comercializam a fé, vendem indulgências, além de criar doutrinas que afrontam as Escrituras Sagradas em seus aspectos fundamentais , possam ser consideradas cristãs. Diante disto afirmo que a unidade da Igreja é bíblica, contudo, o denominado ecumenismo gospel é repulsivo e incoerente. Infelizmente não é possível acreditarmos na unidade entre igrejas sérias com igrejas falsas, cujo ensino é ensimesmado, aproveitador e antropocêntrico. Ora, os cristãos verdadeiros não negociam a fé, não comercializam Deus, não vendem produtos mágicos, não servem a Maria, nem tampouco adoram a santos. Os verdadeiros cristãos não inventam esquisitices e aberrações teológicas como decretos e determinações espirituais. Os verdadeiros cristãos são éticos, honestos em suas posturas e comprometidos com a verdade e o evangelho de Cristo. Os verdadeiros cristãos zelam pela sã doutrina e repudiam as novas e fantasiosas teologias. Os verdadeiros cristãos não relativizaram a Palavra de Deus, antes pelo contrário, pregam e vivem as Escrituras Sagradas em todo o tempo e momento fazendo delas sua única e exclusiva regra de fé.
Isto posto, gostaria de forma prática e objetiva apontar os quatro principais motivos que impedem a unidade dos pastores evangélicos que fazem parte das verdadeiras igrejas evangélicas. Vale a pena ressaltar que acredito na existência de outras razões, todavia, julgo que estas sejam as que estejam em maior evidência. 1- A beligerância desnecessária diante de doutrinas não fundamentais. Lamentavelmente parte dos pastores evangélicos ainda brigam por questões desnecessárias. É comum vermos lideres discutindo sobre a forma de batismo, sobre o estilo do louvor, sobre a liturgia empregada no culto ou na sistematização de suas doutrinas. Nesta perspectiva, ainda encontramos calvinistas e arminianos engalfinhando-se uns com outros na expectativa de que sua percepção teológica prevaleça sobre a do outro. 2- O personalismo exarcebado por parte de alguns pastores evangélicos. Infelizmente boa parte dos pastores que alcançaram proeminência no ministério são personalistas. A Impressão que passam é que nada de especial no Reino pode acontecer sem a sua concordância, aquisciência e participação. Para tanto, exigem proeminência nos projetos, rejeitando assim, envolver-se com qualquer outra atividade onde seu nome não esteja entre os articuladores. Nesta perspectiva, é absolutamente comum percebermos muitos destes não se envolvendo nos projetos de outros pastores, simplesmente pelo fato de não ser ele o principal articulador dos eventos em questão. 3- Por acreditarem que os seus projetos pessoais estão acima do Reino. Por mais incrivel que possa parecer existem inúmeros pastores que só se preocupam com os seus objetivos eclesiásticos e denominacionais. Para estes o que importa é atingir os alvos propostos por sua igreja ou denominação, excluindo assim de sua “agenda” qualquer atividade que venha prejudica-lo em sua partidária missão. 4- Em virtude do seu anafalbetismo bíblico e doutrinário. O desconhecimento das Escrituras, bem como o fato de ignorar os pressupostos neo-testamentários tem feito uma quantidade enorme de pastores ignorarem o principio de unidade da igreja. A consequência direta disso é o surgimento de líderes que se consideram acima do bem e do mal e que em nome de uma espiritualidade opaca, vivem um cristianismo desprovido de relacionamentos saudáveis. Pois é, de fato vivemos dias dificeis, no entanto, acredito que se os pastores de igrejas sérias se unirem obedecendo as ordens explícitas de nosso Senhor, priorizando o Reino em detrimento de seus projetos pessoais experimentaremos em nosso país um novo e diferente momento. Pense nisso!

VISITAS DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2009 ATÉ H


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Homossexualismo: Uma Análise Bíblica

Por Brian Schwertley
Esta é uma era de crescente aprovação e aceitação do homossexualismo. O homossexualismo é retratado por muitos no governo, na educação pública e em nossas escolas e universidades como apenas um dos muitos modos normais e legítimos de viver. Aqueles que se opõe ao estilo de vida homossexual sob uma base moral e religiosa são normalmente retratados pela elite intelectual, a mídia e a indústria do entretenimento como fanáticos ignorantes que estão cheios de ódio, “homofóbicos,” e por aí vai. É verdade que muitas pessoas odeiam homossexuais. Alguns até se envolvem em atos de violência contra gays. Mas é preciso lembrar que as pessoas que se envolvem em tais atividades estão pecando contra Deus; eles não estão de todo vivendo de acordo com a lei de Cristo. O verdadeiro cristão ama o homossexual e mostra isto pela forma como o trata, de uma maneira correta, de acordo com a lei de Deus (1Jo 5.3). Calúnia, violência, ódio e desprezo nunca deveriam ser atitudes de um cristão contra homossexuais; os cristãos devem proteger os homossexuais de ataques pessoais. Todavia, enquanto os cristãos devem amar os homossexuais tratando-os corretamente, eles também devem amá-los sendo biblicamente honestos para com eles. A atitude de alguém contra o homossexualismo não deve ser moldada por nossa cultura pagã e variável, mas pela revelação inspirada e infalível de Deus, a Bíblia. A Bíblia oferece esperança ao homossexual porque ela fala a verdade e proclama perdão dos pecados por meio de Jesus Cristo. A Criação da Ordenança do Casamento Ao invés de se ter um entendimento próprio da sexualidade humana, é preciso voltar à origem da humanidade. No princípio Deus criou um homem (Adão) e uma mulher (Eva). Deus não criou dois homens (e.g., Adão e Antônio) ou duas mulheres (e.g., Eva e Tereza). Deus criou primeiro Adão do pó da terra; Então criou Eva da costela de Adão. Eva foi criada para ser esposa de Adão. A Bíblia diz que eles estavam nus e contudo não se envergonhavam. A criação de Deus de um homem e uma mulher para serem marido e esposa é o padrão ou paradigma para a sanção de Deus das relações sexuais normais, morais e abençoadas. “A união do matrimônio é ordenada por Deus, e estes preceitos sagrados não devem ser poluídos pela intromissão de uma terceira parte, de qualquer sexo” (F.F. Bruce). Jesus Cristo citou Gênesis 2.24 como uma prova clara de que a poligamia (ter mais de uma esposa) e o divórcio (exceto em caso de adultério) são condenados por Deus (Mt 19.5). O apóstolo Paulo, escrevendo sob inspiração do Espírito Santo, disse que há somente uma saída moral e legítima para o caminho deixado por Deus para o sexo – o casamento (1Co 7.2). Monogâmico e heterossexual, o casamento é a única maneira de se ter sexo sem pecado e culpa. “Honrado entre todos seja o matrimônio, e o leito [matrimonial] sem mácula; mas Deus irá os fornicadores e adúlteros” (Hb 13.4 [todas as versões NKJV]). Qualquer coisa contrária a ordenança da criação do casamento entre um homem e uma mulher é pecaminoso e inaceitável perante Deus. A Bíblia condena toda atividade sexual fora do casamento monogâmico e heterossexual: homossexualismo, sexo antes do casamento, poligamia, adultério, bestialismo e assim por diante. “Não deixeis que vos enganem com palavras vãs,” diz Paulo, “porque é em razão destas coisas sobrevêm a ira de Deus sobre os filhos da desobediência” (Ef 5.6). A Lei de Deus A lei moral de Deus claramente condena todo tipo de homossexualismo: “Não te deitarás com um homem como se fosse uma mulher. Isto é abominação… Se um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável. Devem ser mortos. Seu sangue cairá sobre eles” (Lv 18.22, 20.13). Defensores do homossexualismo tentam evitar as claras e inequívocas declarações da lei de Deus com desculpas esfarrapadas e descarada distorção da Bíblia. Alguns questionam se a lei de Deus condena o homossexualismo; eles ensinam que a lei de Deus é só um escrito humano com antigos costumes judaicos preconceituosos. Essas pessoas condenam a autoria mosaica da lei e são relativistas éticos. Seus argumentos devem ser rejeitados porque Cristo e os apóstolos aceitaram a autoria divina, infalibilidade e absoluta autoridade do Velho Testamento (Mt 22.39-40; Jo 10.35; 2Tm 3.16-17). Se você rejeitar a lei de Deus alegando que ela não passa de idéias humanas de judeus antigos, então você não pode reivindicar que Cristo é seu salvador. Você deve pensar que ou Jesus se enganou em Sua visão da lei de Deus ou que Ele era um mentiroso. Não esqueça: Jesus Cristo é Deus (Jo 1.1; 8.58-59); Ele não pode se enganar ou mentir (Nm 23.19). Outros ensinam que as leis que condenam o homossexualismo se aplicavam somente à nação de Israel. As leis do Velho Testamento caducaram com a vinda de Jesus Cristo. Essa visão é popular entre aqueles que reivindicam ser “homossexuais evangélicos.” Essa visão é totalmente anti-bíblica. Quando o Novo Testamento diz que os cristãos estão mortos para a lei, significa que Cristo cumpriu a lei (o pacto das obras) pelos crentes, e removeu a maldição da lei por meio de Sua morte sacrificial. Cristãos que estão unidos a Jesus Cristo em Sua vida perfeita sem pecado e Sua morte sacrificial são elevados com Cristo e capacitados por Seu Espírito a viver para Deus. Paulo disse que “a lei é santa, e o mandamento santo e justo e bom” (Rm 7.12). Cristo não liberta da lei moral. Ele obedeceu a ela perfeitamente para os crentes. Ele morreu para remover a culpa do pecado e enviou o Espírito Santo para que os crentes tenham poder para obedecer à lei de Deus. Se Cristo abolisse a lei no sentido que os apologistas do homossexualismo afirmam, então Ele precisaria morrer, porque se não há lei, não há pecado nem culpa. As únicas leis que não possuem mais validade são as que estão atreladas especificamente à terra de Israel (e.g., o jubileu) e as leis cerimoniais. As leis cerimoniais apontavam para Jesus Cristo e Sua obra por meio de tipos e figuras. A lei moral de Deus e o caso das leis civis baseadas sob a lei moral ainda estão em vigor. A lei de Deus é baseada sob Sua natureza e caráter; portanto, é absoluta, imutável e eterna. É óbvio que a proibição contra o homossexualismo nada tem a ver com o sistema sacrificial; ela claramente não é cerimonial em sua natureza. Além do mais, se as leis contra o homossexualismo foram somente restritas à nação de Israel, então porque o homossexualismo é condenado em Sodoma, cerca de quatrocentos anos antes de a nação de Israel existir: “como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregado à imoralidade sexual e seguindo após outra carne [homossexualismo], foram postos para exemplo, sofrendo a vingança do fogo eterno” (Judas 7)? Embora Sodoma fosse genericamente caracterizada pela maldade, Gênesis 19 apresenta o homossexualismo como o último estágio da devassidão. Os homens de Sodoma desejaram ter relações homossexuais com os convidados de Ló e estavam dispostos a estuprá-los, se necessário. Deus enviou total destruição sobre Sodoma. Sodoma não foi destruída porque seus habitantes não eram hospitaleiros, como alguns afirmam. Simplesmente não ser hospitaleiro não explicaria um tal julgamento de Deus. Deus aniquilou a cidade; somente Ló e sua família foram poupados. Alguns apologistas do homossexualismo argumentam que a lei de Deus condena somente a prostituição ritual masculina. Eles argumentam que o moderno homossexualismo não tem nada a ver com o homossexualismo pagão e idólatra praticado nos tempos antigos. Deus claramente condena a prostituição masculina e os ritos culticos de fertilidade associados a ela; Deuteronômio 23.17-18 se aplica à prostituição cultica. Mas Levítico 18.22 e 20.13 não mencionam a prostituição cultica em lugar algum. “se um homem se deitar com outro homem como se fosse mulher, ambos cometeram abominação. Devem ser mortos. Seu sangue cairá sobre eles” (Lv 20.13). A tentativa de consolidar todas as proibições contra o homossexualismo dentro de algo que somente concorde com a antiga prostituição cultica revela um óbvio viés pró-homossexual por parte destes intérpretes. Eles forçam o texto bíblico à um molde pró-homossexual. Eles estão sendo desonestos com a clara intenção da Palavra de Deus. Eles estão lendo suas próprias pressuposições pró-homossexuais na lei de Deus. É ilegítimo condensar três proibições distintas (Lv 18.22, 20.13; Dt 23.17-18) em apenas uma. Interpretes pró-homossexuais sabem disto mas não se importam, porque eles não estão interessados na verdade; eles estão interessados somente em justificar seu comportamento mau e pervertido. Além disso, sua interpretação pode ser usada para justificar a relação sexual com ovelhas e cabras, porque a bestialidade também era parte dos ritos culticos de fertilidade. Não se engane. Deus é contra o homossexualismo em todas as suas formas, tanto ritual quando pessoal. Os argumentos em favor do homossexualismo são nada mais que lamentáveis desculpas para um comportamento que Deus condena e irá claramente julgar. “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais , nem somoditas , nem ladrões, avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1Co 6.9-10). Homossexualismo foi condenado por Deus, séculos antes da chegada da lei (e.g., Gn 19). Ele é explicitamente condenado pela lei de Deus (Lv 18.22, 20.13). Como será mostrado, ele é também claramente condenado no Novo Testamento pelo apóstolo Paulo. O Novo Testamento O Novo Testamento concorda com, e confirma, a condenação do Velho Testamento da homossexualidade. Alguma passagem da Bíblia pode ser mais clara na condenação do homossexualismo do que a afirmação de Paulo encontrada no primeiro capítulo de Romanos: “Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem seus corpos entre si; pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e adoraram e serviram a criatura mais do que o Criador, o qual é bendito eternamente. Amém. Por essa razão Deus os entregou a paixões infames. Pois até mesmo as mulheres mudaram o modo natural pelo que é contra a natureza. Do mesmo modo os homens, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, homens com homens cometendo o que é torpe, e recebendo em si mesmos a penalidade devida pelo seu erro. E por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes… os quais, sabendo do justo juízo de Deus, de que aqueles que praticam tais coisas são passíveis de morte, não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam” (Rm 1.24-28,32). Defensores do comportamento homossexual tentam driblar Romanos 1 alegando que Paulo estava condenando somente a luxúria e promiscuidade homossexual e não as amáveis e monogâmicas relações homossexuais. O problema com essa interpretação pró-homossexual é que Paulo nem sequer sugere tal idéia no texto. Essa idéia, que era pra estar no texto, claramente não está lá. Paulo era um expert em complexos problemas éticos. Sua condenação abrange todas as formas de comportamento homossexual: seja promiscuo, seja monogâmico. Se a homossexualidade é permissível sob certas condições, então a mentira, assassinato, difamação, e outros pecados listados por Paulo também são permitidos sob certas condições? Poderia um apologista do homossexualismo argumentar que o sexo com cabras e ovelhas é permitido desde que o relacionamento seja amoroso e monogâmico? Outros apologistas dizem que Paulo estava somente se referindo à prostituição cultica grega. Mas o texto não diz nada sobre a prostituição cultica grega. Paulo estava focado sobre o que acontece quando as pessoas enxotam Deus de seus pensamentos e adoram ídolos. Paulo estava discutindo o comportamento pessoal moral. Quando as pessoas abandonam Deus, seu comportamento pessoal se torna perverso. Se Paulo condenou somente a prostituição ritual grega, então porque a igreja primitiva condenou todas as formas de homossexualismo? Por que é que toda congregação de igreja cristã e todas as denominações cristãs condenaram todas as formas de homossexualismo durante quase dois mil anos? Foi só nos anos 1970 que o homossexualismo começou a receber aceitação na sociedade. E não é acidental que as igrejas que mudaram suas visões geralmente façam parte de denominações liberais que rejeitaram a autoridade divina da Bíblia. Se Cristo e os apóstolos aceitaram a homossexualidade monogâmica, então por que ela foi universalmente condenada na igreja apostólica? A Teoria da Pederastia A tentativa mais sagaz de repudiar a condenação de Paulo da homossexualidade é a teoria da pederastia. Essa visão afirma que Paulo, seguindo a cultura grega, somente estava condenando a exploração sexual e emocional de jovens por parte de homens. Esta visão assume que Paulo era somente um produto da cultura grega pagã de seu tempo. Mas a Bíblia claramente ensina que Paulo escreveu sob a sobrenatural direção do Espírito Santo (2Pe 3.15-16). Para entender a visão de mundo de Paulo, não se deve olhar para a Grécia ou Roma pagãs, mas para o Velho Testamento, os ensinos de Jesus Cristo e dos outros apóstolos. A condenação de Paulo da homossexualidade é totalmente consistente com, e uma continuação da, lei de Deus revelada a Moisés. A pederastia é errada e é condenada por Deus porque é uma forma ou tipo de homossexualidade. É também pecaminosa e perversa porque é uma forma de sexo fora dos laços do matrimônio legal, monogâmico e heterossexual. O homossexualismo é perverso, não interessa a idade dos participantes. A idéia de que pelo fato de dois homens terem alcançado a idade de 18 anos, Deus aprova o sexo oral e anal que eles fazem é absurda. Paulo condena tal pensamento perverso e tolo há muito tempo: “Mas sabemos que a lei é boa e aquele que a utiliza de modo legítimo, mas sabeis disto: que a lei não foi feita para o que é íntegro, mas para os transgressores e rebeldes, para os irreverentes e pecadores, para os ímpios e profanos, para os assassinos de pais e mães, homicidas, para os fornicadores, para os sodomitas , raptores de homens, para os mentirosos, para os perjuros, e para tudo quanto seja contrário à sã doutrina” (1Tm 1.8-10). Ato e Orientação Qualquer discussão da homossexualidade será incompleta sem estabelecer a diferença entre ato e orientação. Muitos homossexuais irão dizer, “Eu nasci homossexual – Deus me faz assim; por isso, meus pensamentos, desejos, e modo de vida não devem ser condenados.” Se algumas pessoas nascem com uma predisposição para o comportamento homossexual, isto faz de alguma forma os desejos e o comportamento homossexual deles aceitável a Deus? Absolutamente não! A doutrina bíblica do pecado original ensina que todos os homens nascem com uma natureza ou disposição pecaminosa. O primeiro homem, Adão, era o cabeça do pacto e representante de toda a raça humana perante Deus. Quando Adão pecou, a culpa e poluição do pecado passaram à toda a raça humana (Rm 5.12, 17, 19). Cada pessoa (exceto Jesus Cristo que foi concebido pelo Espírito Santo) é nascida com uma natureza pecaminosa. É errado dizer, “Deus me faz um homossexual (ou um mentiroso, ou um assassino),” porque o pecado não se originou com Deus, mas com o homem (i.e., Adão, nosso antepassado). O fato de que todos os seres humanos nascem com um orientação (ou inclinação) para o pecado não justifica desejos ou comportamento pecaminosos. A Bíblia diz que todos os homens nascem mentirosos (Sl 58.3). A Bíblia também diz que mentir é pecado (Ex 20.16, Dt 5.20); e adiante diz que os mentirosos não entrarão no reino de Deus (Ap. 21.27). Se algumas pessoas nascem com uma inclinação para o roubo, homossexualismo, assassinato, bestialidade, sadomasoquismo, mutilação, etc., isto de forma alguma justifica seu comportamento pecaminoso. O argumento de que a orientação para a homossexualidade de alguma forma a faz aceitável a Deus pode ser usado para justificar qualquer comportamento pecaminoso. Um tal argumento destrói a responsabilidade pessoa; ele tornaria a lei de Deus sem sentido e desnecessária a salvação por meio de Cristo. Todos os homens certamente serão responsabilizados perante Deus por cada pensamento, palavra e ação pecaminosas que cometam, sem importar suas orientações. Culpar Deus pelo comportamento pecaminoso de alguém pode fazer o homossexual se sentir melhor, mas isto irá ser ineficiente no dia do juízo, quando todos os impenitentes homossexuais serão lançados no inferno (1Co 6.9-10, Ap. 21.27). Além disto a Bíblia ensina que nenhum homem pode culpar Deus por seu comportamento pecaminoso, porque Deus não pode tentar o homem. O homem é tentado por seus próprios desejos: “Ninguém ao ser tentado diga, “Fui tentado por Deus’; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, nem a ninguém tenta. Mas casa um é tentado quando engodado e atraído por seus próprios desejos. Então, quando o desejo concebe dá à luz ao pecado, que quando consumado, gera a morte. (Tg 1.13-15). Alguns afirmam que os atos homossexuais são de fato imorais, mas sentimentos e desejos homossexuais para alguns são inatos e, portanto, inevitáveis e não pecaminosos. A Bíblia ensina que não é pecado ser tentado (Cristo foi tentado, embora nunca tenha cometido pecado, Hb 2.18). O que é pecaminoso é quando uma pessoa abriga aquilo que o tenta, fantasia e faz planos para praticar aquele comportamento pecaminoso. A Bíblia claramente ensina que não somente é um pecado cometer atos maus, mas é também pecado ter desejos e pensamentos imorais, luxuriosos. Jesus Cristo proibiu a luxúria heterossexual em Mateus 5.27-29. Jesus disse que quando um homem olha para uma mulher com desejo lascivo, ele já cometeu adultério com ela em seu coração (Mt 5.28). A idéia de condenar só o ato externo mas não a luxúria interna era uma doutrina dos Fariseus; Cristo condenou veementemente esse falso ensino (Mt 5.21-22, 15.19-20). O apóstolo Paulo proibiu fantasias perversas, luxúria, e maus desejos (Cl 3.5). Paulo disse que os cristãos devem santificar (i.e., fazer santo) os seus próprios pensamentos (Fp 4.8). Tiago disse que se os desejos não forem controlados, o pecado irá seguí-lo (Tg 4.1). O desejo homossexual está condenado dentro de Romanos 1:.4, 26, 27. O profeta Isaías disse que o arrependimento de alguém deve ser estendido aos “pensamentos” e aos “caminhos” (Is 55.7). Uma vez que a Bíblia condena os desejos e atos pecaminosos, não pode existir tal coisa como um cristão homossexual – ou um cristão assassino ou um cristão ladrão. Se um homossexual se torna um cristão, ele deve deixar de lado tanto atos quanto pensamentos homossexuais; portanto, quando se torna um cristão, ele deixa de ser um homossexual. Ele deve ainda às vezes ser tentado mas ele se recusa a abrigar, a flertar com, e a cometer tais ações abomináveis. “Finalmente, irmão, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é digno de honra, tudo o que é justo, todo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se algum louvor existe; pense sobre estas coisas” (Fp 4.8). “Não devemos cobiçar as coisas más, como eles também cobiçaram” (1Co 10.6). Conclusão A condenação bíblica da homossexualidade é muito clara e bastante forte. Deus disse que o homossexualismo é uma “abominação”; o que significa que Deus aborrece, odeia e detesta completamente o comportamento homossexual. O Antigo Testamento ensina que as pessoas que são condenadas pelo crime de se envolver em um procedimento homossexual deve ser mortas (Lv 18.22, 20.13). O Novo Testamento está em total acordo: o apóstolo Paulo disse que o comportamento homossexual é “digno de morte” (Rm 1.32). Essa não é a opinião do homem, mas é o claro ensino da Palavra de Deus. As pessoas que reivindicam serem compassivas com os homossexuais pela justificativa e aprovação de seu comportamento perverso são mentirosos e falsos mestres. Suas tentativas de reinterpretar a Bíblia para fazê-la aceitar o homossexualismo são nada mais que desculpas esfarrapadas criadas para aqueles que não querem se arrepender. Eles estão conduzindo os homossexuais ao caminho que leva à destruição (Mt 7.13). Eles são os verdadeiros inimigos da comunidade homossexual. Sua única esperança é aceitar o que Deus diz com respeito ao seu comportamento pecaminoso. Se você for se arrepender dos seus pecados e crer em Jesus Cristo, você deve se convencer de que seu procedimento é errado, perverso e digno de juízo. Depois de dizer que os homossexuais não herdarão o reino de Deus, Paulo diz, “Tais foram alguns de vocês. Mas vocês foram lavados, mas vocês foram santificados, mas vocês foram justificados em o nome do Senhor Jesus e pelo Espírito do nosso Deus” (1Co 6.11). Havia cristãos na igreja de Corinto que rejeitavam seu anterior estilo de vida homossexual e abandonaram seus pecados. Eles se arrependeram e creram em Jesus Cristo. Jesus Cristo, como Ele é apresentado nas Escrituras, é a única esperança de salvação dos pecadores: “Nem há salvação em nenhum outro, pois não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12). Se você crê nEle, todos os seus pecados serão perdoados. “Se com a boca confessares o Senhor Jesus e creres em teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo. Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz, ‘Qualquer que crê nEle não será confundido’” (Rm 10.9-11). O sangue imaculado de Cristo remove a culpa e a maldição do pecado. Sua vida perfeita e sem pecado é dada como um presente àqueles que creem nEle. Quando os cristãos se apresentarem perante Deus no dia do julgamento, eles serão vestidos com a perfeita justiça de Cristo. Os crentes irão para o céu tão-somente em razão dos méritos de Jesus Cristo. Quando Cristo ascendeu da morte ao terceiro dia, isto provou que Seu sacrifício foi aceitável a Deus o Pai. Cristo ressurgiu vitorioso sobre o pecado, a culpa, a morte e o inferno para todos que põe sua confiança nEle. Após sua ressurreição, Cristo, como o mediador divino-humano, foi feito rRi e Senhor sobre todas as coisas no céu e na terra. “Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que seus pecados possam ser cancelados, a fim de que tempos de refrigério possam vir da presença do Senhor” (At 3.19-20). Sobre o autor: Brian Schwertley é mestre em Teologia (Seminário Episcopal Reformado, 1984). Casado há mais de duas décadas com Andréa, é pai de cinco filhos. Ele pastoreia a Igreja Presbiteriana de Westminster de Waupaca, congregação da Igreja Presbiteriana de Westminster nos Estados Unidos. Foi preletor do Simpósio “Os Puritanos” em junho de 2001 no Recife (Brasil). Em português foram publicados, de sua autoria, O modernismo e a inerrância bíblicaSola Scriptura e o Princípio Regulador do Culto (São Paulo: Os Puritanos, 2001, 207p.), O movimento carismático e as novas revelações do Espírito (São Paulo: Os Puritanos, 2001, 58p.). (São Paulo: Os Puritanos, 2000, 64p.),

Que tipo de Deus condena pessoas ao tormento eterno?

Por Tim Challies
Se nunca te perguntaram isso, vão perguntar. É o assunto mais tenso que qualquer pessoa pode enfrentar. A chave é olhar para a questão de um ângulo diferente – que tipo de Deus não condenaria Seus inimigos a um inferno eterno? Como você pode acreditar em um Deus que condenaria pessoas a sofrerem os tormentos do inferno eternamente? Já me fizeram essa pergunta muitas vezes e, se você é um cristão, provavelmente já te fizeram também. Caso não, é bom ir preparando uma resposta, pois eventualmente isso irá acontecer. O inferno não é um assunto cômico, apesar do que dizem os desenhos animados. Em todo o mundo, em toda a eternidade, existem poucos assuntos tão importantes quanto esse, e para todo homem e mulher não há uma questão mais urgente. Você está fazendo a pergunta errada Como você pode acreditar em um Deus que condenaria pessoas a sofrerem os tormentos do inferno eternamente? Eu respondo com outra pergunta: “Como você poderia acreditar em um Deus que não o faria?” Fazer a primeira pergunta é ignorar fundamentalmente a própria natureza de Deus; é fazer Deus à imagem do homem, pois a verdade é essa: se você quer um Deus que é bom – verdadeiramente bom – e se você quer um Deus que é justo e santo, então você deve aceitar esse Deus, esse Deus que condena pessoas a sofrerem os tormentos eternos do inferno. Você não pode ter esse Deus que você quer a não ser que exista o inferno. Você não pode ter um Deus que é onisciente e todo-poderoso e todo bondoso. A bondade de Deus não anula a punição eterna do inferno; ela a requer. A Escritura é clara quanto ao inferno Com que base eu posso afirmar com tanta certeza e confiança a necessidade e existência do tormento eterno e consciente no inferno, mesmo que meu coração naturalmente clame em rebelião contra esse pensamento? Somente porque a Palavra de Deus é clara quanto a isso. A Bíblia descreve o inferno como um lugar onde Deus derrama Sua ira sobre pessoas que foram criadas à sua imagem (Mateus 10.28; 25.46; Apocalipse 14.10-11; 20.10-15). Deus o Pai escolheu Seu Filho para ser o Juiz eterno que condenará pessoas ao inferno (Mateus 25.31-34, 25.41; Atos 10.42). Isso não é uma tortura temporária ou momentânea realizada por Satanás ou seus demônios, mas um tormento eterno derramado pelo próprio Deus. Esse castigo será infligido a seres humanos conscientes, pessoas que sabem quem são, quem foram e o que fizeram (Lucas 16.22-31). É real e literalmente impossível imaginar uma realidade pior que essa. Ainda sim a Bíblia, o melhor dos livros pelo melhor dos autores, o livro perfeito pelo mais confiante dos autores, nos diz que é assim. Se esse é o julgamento dEle, então qualquer coisa menor que isso não seria digna de um Deus infinitamente santo, justo e bom. Quem sou eu para questionar Deus? Se esse Deus infinitamente santo e justo declara que o inferno existe e afirma que o inferno precisa existir, então rebelar-se contra Sua vontade revela uma falha em meu próprio entendimento de justiça e bondade. Será que eu sei mais do que Deus? Ou é possível que eu sou muito pior que Deus, infinitamente pior, e que eu esteja absurdamente distante de um entendimento completo da bondade de Deus e da maldade do pecado? Fazer é pergunta é respondê-la. A santidade eterna de Deus requer que o inferno seja um tormento eterno e consciente Por que eterno? A natureza eterna e sem fim do castigo do pecador está diretamente relacionada à natureza eterna e infinita de Deus. Quando você peca contra um Deus infinito – e todo o pecado é, primariamente, contra Deus – você contrai um débito infinito. Essa é a única forma de explicar a decisão do Pai de não poupa Seu Filho, mas entregá-lo para sofrer em nosso lugar (Romanos 8.32). Um ser eterno e infinito era necessário para carregar o peso de um castigo infinito. Por que tormento? Os tormentos do inferno estão diretamente relacionados à santidade transcendente de Deus. Aqueles que enfrentam tal peso de condenação pecaram contra um Deus que é pura e verdadeiramente santo. A santidade de Deus é incapaz de tolerar qualquer coisa ou qualquer um que não seja santo; Sua santidade é como um reflexo que age instantaneamente com ira contra qualquer pecado (Romanos 1.18) de forma que, na Cruz, até mesmo Cristo clamou ao ser abandonado, separado te tudo que era bom, puro e santo (Mateus 27.46). Por que consciente? Aqueles que pecaram conscientemente também deve ser punidos conscientemente. A Bíblia nos fala que não fomos passivos em nossa rebelião contra Deus, mas que fomos participantes voluntários, rebeldes ativos. De alguma forma misteriosa, fomos participantes voluntários até mesmo do pecado de Adão. A justiça demanda punição consciente, não uma mera aniquilação da pessoa ou de seu pecado. Que exemplo mais claro nós temos do que Jesus Cristo, que conscientemente levou sobre si a ira de Deus contra o pecado? Se o sofrimento de Cristo por nosso pecado foi consciente, assim também será o sofrimento daqueles que carregarem seus próprios pecados. Deus não pedirá menos deles do que pediu de Seu Filho. O Deus que toda pessoa quer é um Deus que é bom, um Deus que dá coisas boas para aqueles quem Ele ama. Mas para ter um Deus que é bom, precisamos antes ter um Deus que é santo. A bondade de Deus flui de Sua santidade. O Deus da Bíblia é um Deus santo. Esse atributo de Deus chama atenção para sua separação, sua distância, o vasto abismo entre o Criador e as criaturas; nos fala que Deus deve estar separado do pecado e diz que Ele está comprometido em buscar Sua própria glória. Deus é inimaginavelmente santo, completamente perfeito no mais alto grau no mais alto nível. E porque Ele é santo, ele é bom. Que grande contraste nós somos. Nós, seres humanos, somos pecaminosos de corpo, alma e espírito – nenhuma parte de nós escapou ou permaneceu intacta. É apenas a graça restringente de Deus que impede qualquer um de nós de buscarmos nosso pecado a níveis cada vez maiores e de nos tornarmos horrível e completamente pecaminosos como poderíamos ser (Tiago 1.14-15; Romanos 1.28-32; 8.2). Apenas a graça de Deus permanece entre qualquer um de nós e os mais terríveis pecados. Não somos assim porque Deus nos fez assim, mas porque isso foi o que escolhemos para nós mesmos (Tiago 1.13-14). Ninguém nos forçou a tal profanidade, tal depravação moral. Isso é o que desejamos e o caminho que tomamos. Nossa liberdade moral nos levou à total corrupção moral. É esse contraste que faz do inferno uma horrível necessidade. A santidade de Deus requer que Ele permaneça separado do pecado, que aqueles que cometem pecado precisem ser mantidos distantes de Sua presença. Eles são incompatíveis, irreconciliáveis. Assim, os pecadores precisam ser lançados fora, e precisam ser mantidos distantes da presença de Deus. A esperança A Bíblia não nos dá outra opção senão reconhecer que o inferno é o castigo justo a pecadores que rejeitaram a bondade de um Deus infinitamente bom. Mas há esperança. Deus não nos deixou sem um meio pela qual qualquer um de nós pode ser resgatado, pela qual nossa pecaminosidade pode ser retirada de nós e trocada por verdadeira bondade. Jesus Cristo, o Filho de Deus, se tornou homem e serviu como um substituto pela humanidade pecadora, tomando sobre Si a culpa de nosso pecado e enfrentando a maldição de Deus contra o pecado. Surpreendentemente, espantosamente, o infinito Filho de Deus sofreu a punição infinita na cruz.

domingo, 1 de julho de 2012

NÃO QUERO SER COMO JESUS [um post de confissão]

Esta semana andei passeando no campo das ideias e descobri a mais pura verdade: “Não quero ser como Jesus”. Alguns podem se perguntar, “ser como Jesus é algo desapontador, triste, angustiante, inviável? Não é isso que estou falando. Na verdade se você for bem honesto consigo mesmo vai notar que realmente gosta Dele, admira Seus feitos, Sua história, Seus exemplos, Sua humildade, mas afinal, pense: você quer ser tão humilde assim? Romantizar a vida de Cristo é fazer da vida uma arte abstrata, mas não significa vivê-la na íntegra com todas as implicações. Muitos enchem a boca de alegria e os olhos de lágrimas para falar de Jesus, mas muitas vezes isso acontece somente no campo das ideias. De fato, imagino aquela linda cena de Cristo lavando os pés dos discípulos, e reflito, “é isso realmente que quero fazer com as minhas mãos?” Essa é a minha pretensão de vida? Lembro bem do que Ele disse em Lucas 9:58: “não tenho onde reclinar a cabeça”, e logo me recordo que a instantes atrás gastei uma hora pesquisando preços de ar condicionados, enquanto muitas vezes não gasto 10 minutos para falar com Ele. Desculpem colegas, não sei se vocês realmente estão dispostos a ser como Jesus, eu particularmente não tenho a mínima condição. Afinal, preciso de uma “mãozona” pra seguir os Seus passos de vida. Os momentos de culto na igreja ultimamente estão se tornando os piores momentos com Ele. Mentimos descaradamente ao cantar dizendo que “O amamos”, que “Ele é tudo em nossas vidas”, que “o nosso melhor damos a Ele”, e o pior, além disso, o que muito me chateia, continuamos a reproduzir frases vazias que geram muito efeito na hora do ápice “mantral” (“eu corro pra Ti”, “quero te abraçar”, “pulo na Tua presença”, “minha vitória tem sabor de mel”) mas depois, não garantem nenhum compromisso com a praticidade. Pessoal, sejamos sinceros, muitas vezes temos a incapacidade de dizer “me perdoe” a alguém próximo. A igreja deixou de ser o local de quebrantamento, humilhação, reconhecimento, confissão de pecados, adoração, para se tornar apenas uma performática admiradora de Jesus e uma consumidora de Seus feitos materiais. Hoje a regra é falar e cantar o que o povo quer ouvir, não o que precisam ouvir. Igreja é lugar de bênção, vitória, bem estar, auto-ajuda, entretenimento. Gente, (agora trazendo minha reflexão àqueles que admitem a pequenez de ser fraco e doente) precisamos andar como Ele andou, e isso é muito sério. Muitas vezes queremos andar perto Dele, às vezes dando aquelas escapadinhas, outras vezes fazendo nossos supérfluos pedidos, ou apenas sendo somente um “porta-voz” e não um “porta-vida”. Andar como Ele andou é mais profundo. “Aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar como ele andou.” (I João 2: 6). E andar com Jesus me faz lembrar da sua vida, seus exemplos, sua humilhação, seu sofrimento, sua alegria, sua ousadia, sua compaixão, seu perdão, seu amor, sua dor, sua cruz e sua morte. Por fim, quando entendermos que Jesus não é um grande Salvador digno de admiração, mas um modelo a ser seguido e vivido, quando deixarmos de mencionar a sua vida de servidão como algo espetacular e passarmos a viver ajoelhando-se diante do nosso próximo e lavando-lhes os pés, e quando passarmos a andar de fato como Ele andou e não apenas a andarmos perto Dele, enfim poderemos dizer que simplesmente seguimos a Jesus. Peço a Deus forças para ser como Jesus foi, mas confesso que nos meus atos por vezes eu continuo dizendo: “Não quero ser como Jesus”. E você? O que me diz? Que a graça de Deus nos alcance mais e mais a cada dia.

Como identificar um falso profeta


Infelizmente tem se tornado cada vez maior o número de pessoas que dizem seguir a Cristo esquecendo-se de fazê-lo de acordo com a Sagrada Escritura. Observamos que toda sorte de misticismo, emocionalismo e deturpação doutrinária tem penetrado no seio da igreja. Os falsos profetas têm iludido milhares, ou talvez milhões, de pessoas através de suas práticas e costumes já revelados pela Bíblia Sagrada. O que mais me chama a atenção é o fato dessas pessoas possuírem Bíblias e não atentarem para as Suas advertências. O texto Bíblico é claro acerca da necessidade de se atentar para o ensino Escriturístico, procurando não cair nas garras do erro. “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15) “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” (Oséias 4:6) “Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” (Mateus 22:29) John Ankerberg e John Weldon resumiram essa falha, ao afirmarem:
Muitos cristãos têm hoje a infeliz noção de que não necessitam estudar a Bíblia por si mesmos. Essa idéia é espiritualmente prejudicial, pois impede os cristãos de amadurecerem na fé e os torna suscetíveis a falsos ensinamentos e estilos de vida mundanos. Não obstante, a Bíblia está repleta de admoestações para os crentes estudarem as verdades da sua fé. (ANKERBERG, John & WELDON, John. Os Fatos sobre o Movimento da Fé. Chamada da Meia-Noite, 1996. p. 21) É preciso, todavia, entendermos que muitas pessoas o têm feito por inexperiência ou por uma orientação deturpada de seu líder. Esse é o caso dos neófitos, os novos convertidos. Hank Hanegraaff explica da seguinte maneira: Tenho encontrado pessoalmente diversas pessoas queridas que se enquadram nessa categoria. Não questiono sua fé nem sua devoção a Cristo. Eles integram aquele segmento do Movimento da Fé que, por alguma razão, não compreenderam nem internalizaram os ensinamentos heréticos apresentados pela liderança de seus respectivos grupos. Em muitas instâncias, são novos convertidos ao cristianismo que ainda não se firmaram bem na fé. Mas nem sempre é esse o caso. (HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise. CPAD, 1996. p.43) A Sagrada Escritura nos fala acerca das pessoas que apresentam falsos ensinos, denominando-as de ‘falsos profetas’. A definição apresentada pela Wikipédia é que: “Falso profeta é a rotulação dada a uma pessoa que ilegitimamente se proclama detentora de dons do Espírito Santo. Tal rotulação pode tanto decorrer de um falso dom carismático, como do uso do mesmo para fins demagógicos ou demoníacos.” (Fonte: Wikipédia) Tais pessoas têm suas práticas em comum com outros em outras partes do globo e em outros períodos da história. Por isso, podemos ver falsos profetas com práticas semelhantes em locais e (ou) períodos de tempo distintos.
A Bíblia nos apresenta sete (7) maneiras pelas quais podemos identificar um falso profeta. O que veremos adiante. Ainda, é importante observar que para ser classificado como falso profeta não é preciso estar enquadrado nas sete características, mas em apenas uma delas. 1. O que eles falam pode se cumprir, porém, eles conduzem o povo a práticas não bíblicas “Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, E suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após OUTROS deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma.” (Deuteronômio 13:1-3) a) Irá cumprir-se o que eles falarem, porém levarão as pessoas a práticas não bíblicas; b) Quebrarão princípios bíblicos. Esse é um dado importante, pois a primeira impressão que temos é a de que um falso profeta é alguém que traz uma predição, todavia esta não acontece. Isto não é verdade. O falso profeta pode trazer uma suposta ‘profecia’ e a mesma acontecer. O que precisa ser observado acima de tudo é o conteúdo da mensagem, e não apenas o seu cumprimento. Daí, a necessidade de se conhecer bem a Escritura, para que se possa julgar retamente a mensagem que é trazida. A Bíblia nos diz que devemos estar vigilantes e atentos para o conteúdo. “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” (1João 4:1) Muitas pessoas têm sido conduzidas ao erro pela simples ingenuidade de observar apenas o cumprimento da mensagem e não o seu conteúdo. Devemos ser como os crentes de Beréia, que estavam sempre atentos à Escritura para ver se os fatos apresentados ocorriam de acordo com Ela. 2. Acrescentarão ensinos à Palavra de Deus, trazendo novos ensinos, novas práticas “Porém o profeta que tiver a presunção de falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe tenha mandado falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta morrerá.” (Deuteronômio 18:20) a) Falarão além do que foi revelado por Deus. Uma prática bastante comum nos dias de hoje é a adulteração da Palavra de Deus. Essa adulteração pode ser verbal ou escrita. A adulteração verbal ocorre, muito comumente, quando algumas pessoas têm a presunçosa ousadia de dizer que o SENHOR está falando através delas sem que isto esteja realmente acontecendo. A adulteração escrita ocorre quando há a modificação do texto bíblico de maneira escrita, como o próprio título sugere. A exemplo dos Russelitas que modificaram a Sagrada Escritura, e outros grupos mais. No Movimento da Fé, tão forte atualmente, existe uma série de pregadores que se encaixam perfeitamente na classificação de falsos profetas, a exemplo de: Kenneth Hagin, Valnice Milhomens, R. R. Soares, Edir Macedo e Companhia, Benny Hinn, René Terranova entre outros, como veremos na segunda parte desse estudo. 3. Não se cumprirão as suas profecias, ou ensinos “Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.” (Deuteronômio 18:22) a) Não se cumprirá o que eles falarem. Essa característica, eu creio, é a mais conhecida. Entretanto, apesar desse ensino ser claro e bem conhecido, muitas pessoas escolhem não lhe dar atenção para continuarem envolvidos com o engano e a fraude. Podemos citar como exemplo as falsas profecias de Benny Hinn, que afirmou no ano de 1990 que os Estado Unidos seriam assolados por terremotos e outros eventos destruidores, e que um colapso econômico destruiria a economia dos EUA. Apesar de nada disso ter ocorrido, seus seguidores continuam crescendo em número. Podemos citar o exemplo de Valnice Milhomens, que profetizou a volta de Jesus Cristo para um dia de sábado no ano de 2007. (ROMEIRO, Paulo. Supercrentes. Mundo Cristão, página 24). Apesar disso, seus seguidores têm crescido em número. Podemos citar o exemplo de Kenneth Hagin, que disse: “E você sabe o que vai acontecer agora? Vou contar-lhe um segredo. Alguém vai me dar US$ 50.000,00. Porque você pode ter aquilo que diz” (Fé que move montanhas, p. 21). Apesar do fato não ter ocorrido, o número de seus seguidores continua crescendo. 4. Possuirão uma aparência de ovelha “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores… Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7: 15,22-23) a) Terão aparência de ovelha, mas suas práticas serão egoístas e visarão interesses pessoais. Muitas pessoas estão enganadas porque têm olhado para as supostas profecias que são trazidas, mas esquecem de olhar se a ‘árvore’ está dando bons frutos segundo a Sagrada Palavra de Deus. Mais uma vez voltamos para o conteúdo da mensagem. O falso evangelho da prosperidade, que deveria ser denominado de evangelho da ganância, é fruto incontestável de tais práticas antibíblicas. Vivemos uma onda de supostos milagres e maravilhas na atualidade, mas esquecemos que a verdadeira profecia Bíblica já nos dizia que isto iria acontecer, todavia, esta seria uma das ferramentas mais poderosas que o arquiinimigo usaria. Vejamos atentamente: “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mt 24:24) “A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira” (2Ts 2:9) Eu julgo importante o fato que devemos estar atentos a esses detalhes para não sermos enganados, porém, não podemos esquecer do texto citado, Mateus 7:22-23, que nos diz algo importantíssimo: “…não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade” Ora, o texto bíblico nos mostra que muitas pessoas se apresentarão diante do SENHOR tentando realizar uma auto-justificação. Usando para isso o fato delas terem profetizado, expulsado demônios e feito milagres. Observe que apesar dessas pessoas terem feito tais coisas Cristo lhes disse: “Nunca vos conheci”. É importante destacar que Jesus Cristo não disse que conhecia aquelas pessoas e depois lhes esqueceu. Não! Cristo disse que NUNCA as havia conhecido. Isso nos mostra que tais pessoas nunca foram salvas. É importante, ainda, observar que aquelas pessoas realmente fizeram aquilo que elas disseram, porque Cristo não lhes disse que estavam mentindo. E mais, elas tanto fizeram aqueles feitos como quiseram usá-los como uma justificativa diante do SENHOR. Por fim, o fato é que tais fenômenos acontecem, mas isso não significa que seja Deus agindo e muito menos que as pessoas que realizam tais atos sejam salvas. Observe a maneira como Cristo descreve os fenômenos citados por tais pessoas: “iniqüidade”. Cristo disse que aquelas pessoas estavam praticando a iniqüidade. Sabemos que Deus pode fazer milagres, se assim Ele o desejar, porém as ondas “milagreiras” que estão ocorrendo na atualidade, acompanhadas dos ensinos e das práticas que temos visto não se encaixam na Escritura como tendo uma origem Divina. Esse fenômeno é algo tão forte que causa aquecidos debates, todavia, se houvesse uma pausa para estudar a Bíblia calmamente, atentando para seu ensino o resultado seria um verdadeiro avivamento. E diga-se de forma bastante clara que todo verdadeiro avivamento trouxe o povo genuinamente para a Bíblia, e não para longe Dela. 5. Procurarão fazer as mesmas coisas que Cristo, como se possuíssem a mesma condição e posição “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos… Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” (Mt 24:4,5,24) a) Dirão ser o próprio Cristo, ou serem deuses. Pessoas com a mesma capacidade de Cristo. Há algumas décadas atrás, se alguém dissesse que poderia fazer as mesmas coisas que Cristo seria chamado de herege, porém, nos dias de hoje quem proclama tal ensino é identificado como sendo um homem de Deus. Benny Hinn disse que: “Cristãos são pequenos messias, são pequenos deuses” (Benny Hinn, Praise-a-thon (TBN), Novembro 1990). Há algumas décadas atrás, se alguém dissesse que Jesus parecia com Satanás seria chamado de herege, porém, nos dias atuais quem proclama tal ensino é tido como um professor de Bíblia. Benny Hinn disse que: “Jesus na sua morte se tornou um com satanás” (Benny Hinn, transmissão de Benny Hinn, 15/12/90). Kenneth Hagin disse que: “A morte espiritual significa ter a natureza de Satanás” (O Nome de Jesus, p. 26), e depois falou que: “Jesus provou a morte – a morte espiritual – por todos os homens” (O Nome de Jesus, p. 27), concluindo que Jesus tem a mesma natureza que Satanás, e ainda foi o líder de um fraudulento e herético curso bíblico denominado Centro de Treinamento Bíblico Rhema, onde é identificado da seguinte maneira: “Kenneth E.Hagin é um baluarte divino para o amadurecimento da igreja moderna”. (Manassés Guerra – Professor do Rhema Brasil). Há algumas décadas atrás, se alguém dissesse que poderia saber o que iria acontecer mais adiante seria chamado de adivinhador e herege, porém, nos dias atuais quem proclama tal ensino é consagrado apóstolo. Renê Terranova falou que: “um dos problemas de ser profeta é porque nada nos apanha de surpresa” (Renê Terranova em sua consagração ao apostolado, na Igreja Batista da Lagoinha). 6. Usarão “sinais” que servirão de engodo para arrebanhar o povo “Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição … A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira” (2 Ts 2:3,9) a) Farão sinais e prodígios, porém impulsionarão à apostasia, que é a deserção da fé, mudar de convicção bíblica. Os falsos profetas têm como característica o uso de sinais e maravilhas para dar autoridade ao seu suposto ministério, o que irá fazer com que muitos venham a acreditar em seus ensinos. Entretanto, os seus seguidores estarão sendo conduzidos a apostasia, mudando os ensinos bíblicos e adotando práticas místicas, que há muito foram reprovadas pelos próprios apóstolos. O resultado final será uma miscigenação de mentira, misticismo e deserção da fé bíblica. 7. Não confessarão que Cristo veio em carne, isto é, fisicamente “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora. Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós … E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo … Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo.” (1 Jo 2:18-19, 4:3; 2 Jo 7) a) Sairão do nosso meio. Não confessarão a Jesus (com palavras e atitudes); b) Negarão a vinda de Cristo em carne. Em primeiro lugar é preciso entender que boa parte das seitas existentes e heresias apresentadas são dirigidas por pessoas que mantiveram algum contato com o Evangelho em algum período da vida. Contudo, o próprio texto bíblico esclarece que “saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco”. Podemos realizar uma rápida busca para comprovar se isto é um fato ou não. 

Vejamos: 
GRUPO FUNDADOR INFLUÊNCIA Ciência Cristã Mary Baker Igreja Congregacional [1] 
Igreja apostólica “Vó Rosa” Eurico Matos Coutinho 
 Igreja Presbiteriana [2] 
Adventismo Guilherme Miller Hiram Edson Joseph Bates Ellen G. White 
Igreja Batista 
Igreja Metodista
 Igreja Anglicana 
Igreja Episcopal Metodista [3] Meninos de Deus David Berg Christian and Missionary Alliance [4] Testemunhas de Jeová Charles Taze Russel
 Igreja Presbiteriana [5] Tabernáculo da Fé Willian Marrion Branham
 Igreja Batista [6] 
 Em segundo lugar, é preciso saber que o falso profeta, e seu ensinos, negarão a vinda de Cristo em carne, isto é, fisicamente. Podemos efetuar outra busca rápida para identificarmos alguns desses falsos profetas e algumas doutrinas por eles defendidas: NOVA ERA A luz não poderia se unir às trevas. Ela apenas assumiu a aparência de um corpo humano e tomou o nome de Cristo no Messias, apenas para se acomodar à linguagem dos judeus. A Luz fez sua obra, tirando os judeus da adoração do Princípio Mau e os pagãos da adoração aos demônios. No entanto, o Chefe do Império das Trevas fez com que ele fosse crucificado pelos judeus. Todavia, ele sofreu apenas na aparência… (PIKE, Albert. Morals and Dogma. pg 567) Observe a mensagem da Nova Era que diz que “assumiu a APARÊNCIA de um corpo humano”. Na verdade, a Nova Era que tem como expoente Helena P. Blavatsky ensina que Cristo não veio com um corpo físico, mas espiritual que possuía a aparência humana. GNOSTICISMO Segundo algumas linhas gnósticas, Cristo não veio em carne e nunca assumiu um corpo físico (http://pt.wikipedia.org. Acessado em: 10/10/07) J.I Packer apresenta o ensino bíblico correto em contraposição com o docetismo: Jesus foi um homem que convenceu os que estavam próximo dele de que Ele era também Deus; portanto, sua condição humana não está em dúvida. A condenação de João daqueles que negavam que “Jesus Cristo veio em carne” (1 Jo 4.2,3; 2 Jo 7) visava aos docetas(*), que substituíram a Encarnação pela idéia de que Jesus foi um visitante sobrenatural (não Deus), que parcialmente humano, mas era realmente uma espécie de fantasma, um mestre que, na realidade, não morre pelos pecados. * Partidários do docetismo, doutrina gnóstica do segundo século desta era. (PACKER, J. I. Teologia Concisa,Cultura Cristã. pg. 102) DOCETISMO O docetismo foi o termo usado para designar uma seita que surgiu dentre o gnosticismo. O apóstolo João escreveu sua epístola advertindo a igreja contra aqueles que negavam que “Jesus Cristo” veio em carne (1Jo 4.2). (MARTINEZ, João Flavio. www.cacp.org.br. Acessado em: 10/10/07) APOLINARIANISMO …o Apolinarianismo ia contra o ensino que Cristo possui a natureza humana, alegando que Cristo era apenas Deus, indo contra a doutrina da encarnação, onde o Verbo se fez carne e habitou entre nós, que está muito evidente no capítulo 1 do Evangelho de João. (WERONKA, João R. www.irmaos.com/almanaque/?id=1523. Acessado em 10/10/07) Todos esses ensinos apresentados estão de alguma forma negando a Doutrina Bíblica. E mais chocante é o fato que tais heresias têm sido apresentadas por pessoas que um dia já estiveram no meio da igreja, como joio ou lobo em meio ao rebanho. Mais uma vez se cumpre a Escritura, ao dizer que não há nada oculto que não venha a ser revelado (Lucas 12:2). “E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.” Apocalipse 13:8

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Chaves hermenêuticas do engano! (Jesus contra Jesus)

Quando achamos que podemos escolher no que crer na Bíblia, já declaramos não crer nela. Numa época em que queremos um cristianismo cada vez mais em sintonia com a cultura atual, fabricamos "chaves hermenêuticas" para na verdade, reescrever a verdade de Deus segundo nossas opiniões. Hoje, por não suportar a sã doutrina, ou não conseguir conciliar as doutrinas ofensivas do evangelho ao orgulho humano, ao liberalismo, ou para abraçar um cristianismo água com açúcar que transforma Cristo numa espécie de Gandhi... é comum ver pessoas colocando Cristo contra o apóstolo Paulo, Pedro... - mas na verdade o que temos é um ataque sutil e mortal contra a própria Palavra de Deus. Sempre que alguém coloca Jesus contra o apóstolo Paulo, o alvo é atacar a Verdade de Deus!! Os cristãos não podem retalhar a Bíblia ou ensinar que algumas partes dela tem mais autoridade do que outras. Ou que alguma doutrina possa ser deixada de lado. Ou que algumas passagens são mais verdadeiras que outras. Muitas vezes para um cristão desavisado pode parecer e soar muito piedoso a declaração de que as palavras de Jesus têm mais peso do que as do Apóstolo Paulo, por exemplo, mas o fato é que por trás disso se esconde alguém que está propositalmente e enganosamente atacando a Palavra de Deus, cortando e jogando fora a realidade e necessidade do conselho de TODA a Palavra de Deus. A Bíblia não poderia ser mais clara: "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra". 2 Timóteo 3:16-17 Toda Escritura é divinamente inspirada. Em nenhum lugar nas Escrituras lemos que algumas escrituras são mais inspiradas e que a luz delas outras partes possam ser ignoradas por ter menos "inspiração". Colocar partes da Bíblia contra outras partes, colocar Jesus contra Paulo, Jesus contra Pedro... implica dizer que as cartas de Paulo, por exemplo, são menos inspiradas e autoritárias que as palavras de Jesus registradas nos evangelhos. Mas nada poderia estar mais longe da verdade. Jesus é o único Deus verdadeiro, e se realmente acreditamos no que está registrado em 2 Timóteo 3.16-17, temos que crer que Jesus é quem "soprou", inspirou as palavras que o Apóstolo Paulo e os outros apóstolos escreveram em suas cartas. Colocar Jesus contra Paulo, Pedro, João... ou qualquer outra porção das Escrituras, é colocar Jesus contra Jesus. Paulo não registrou suas meras opiniões, ( quer alguém goste ou não ), sobre o evangelho e a sã doutrina, escreve Escrituras inspiradas e autoritária. Veja o que Pedro diz: "Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém”. - 2 Pedro 3:14-18 Pedro fala das cartas de Paulo como Palavra de Deus e alertou contra mestres ignorantes, instáveis e falsos que estavam distorcendo essas verdade para sua própria destruição. Junto com o entendimento de que o Antigo Testamento deve ser interpretado pelo Novo Testamento, aprendemos também que as narrativas do Evangelho devem ser interpretadas pelas Epístolas, e não o contrário. Os Evangelhos registram os acontecimentos históricos de nossa redenção, a encarnação, vida, morte, ressurreição e ascensão de Jesus Cristo. Mas por si mesmos, eventos históricos não são suficientes, precisamos de uma palavra de autoridade que nos diga o verdadeiro significado desses eventos. Se um homem pensa que pode olhar para um acontecimento histórico e de sua própria cabeça interpretar o que significa o evento, ele se coloca no lugar de Deus. Pegue o fato histórico da ressurreição, por exemplo. Não é para nós presumirmos o que a ressurreição significa. As Epístolas soletram para nós o que isso significa, e aquele que vai além do que é interpretado nas Epístolas está fabricando uma doutrina de sua própria cabeça. Também não é prerrogativa da igreja interpretar qualquer um dos eventos da história redentora. Deus enviou os apóstolos para esse fim e não devemos adicionar ou tirar nada de suas palavras. Precisamos ir para as Epístolas para interpretar corretamente os eventos registrados nos Evangelhos. A igreja muitas vezes não segue este princípio fundamental. Ela sempre tenta justificar alguma prática ou costume, chamando alguma lição "espiritual" da vida, morte ou ressurreição de Cristo, mas esta é uma interpretação particular e humana ao invés de ser uma interpretação divina do evangelho. Ao colocar muitas vezes os evangelhos contra as epístolas, o que se está fazendo é rejeitar, por exemplo, a interpretação teológica da vida, morte e ressurreição de Cristo registrada por Paulo (ou Pedro... ) através da inspiração direta do Espírito Santo. Ao tentar silenciar as Cartas dos Apóstolos, o propósito é fabricar um evangelho falso e "benevolente" para uma sociedade inimiga do Deus da Verdade! Jesus deu o evangelho que Paulo, Pedro, João... proclamaram. Liberais modernistas e pós-modernista propositadamente suprimem a verdade ( Rm. 1:18 ) que Paulo recebeu o evangelho que ele pregou do próprio Jesus Cristo. Disse Paulo: "Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens. Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo". Gálatas 1:11-13 Em outras palavras, o evangelho de Paulo não era contraditório com o evangelho de Jesus. O evangelho de Paulo era o evangelho que o próprio Jesus ordenou ao Apóstolo Paulo pregar e proclamar. Este é ainda corroborada pelo fato de que, Jesus apareceu para o apóstolo Paulo em Corinto e encorajou-o a manter a pregação do evangelho que Ele lhe deu. E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade. E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus”. Atos 18:9-11 As palavras de Paulo aos gálatas resume perfeitamente o que vemos hoje: Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. - Gálatas 1:6-9

quarta-feira, 27 de junho de 2012

‘Se Deus é bom por que Ele permite a dor?’ Maurício Zágari responde

A pergunta que não quer calar. Quem gosta de sofrer? Muitos já fizeram essa pergunta, “Se Deus é bom por que Ele permite a dor?” Um escritor cristão responde. Maurício Zágari, autor do livro vencedor do Prêmio Areté 2011 como Autor Revelação e Melhor livro de Ficção/Romance – com o livro “O Enigma da Bíblia de Gutemberg“, escreveu em seu blog sobre o assunto, revelando seus sofrimentos pessoais por meio de uma doença incurável. “Se Deus é bom por que Ele permite a dor? Por que o Deus que é amor permite tanto sofrimento, até entre seus filhos?” pergunta ele. O autor revela que possui um doença incurável há 16 anos, chamada fibromialgia, que o faz sentir dor 24 horas por dia, 7 dias por semana. Segundo ele, ela não tem cura e o impede que desempenhe uma série de atividades físicas, como digitar no computador, dirigir, carregar peso, fazer exercícios, entre outros. Assim, falando como um esperto no assunto “sofrimento”, ele diz que muitos tem o mesmo questionamento sobre a permissão de Deus em deixá-los nessa condição. “Quanto e quantos de nós já não passamos por situações de dor – seja física, moral, emocional ou de qualquer outro tipo – e questionamos o Senhor sobre nossa condição? Isso já aconteceu comigo e certamente também com você”. Maurício diz ter sofrido muito, não somente com os sintomas da doença, mas também pela reação das pessoas que chegam a não acreditar na doença por não entenderem a “moléstia invisível”, visto que a doença não pode ser detectada através de exames. Mas Zágari afirma que acredita que o Senhor o deixa passar por isso para que no futuro possa auxiliar outras pessoas que venham a passar pela mesma situação e solidificar seu relacionamento com Cristo. “Em outras palavras, penso que Deus autoriza a dor para que mais à frente possamos usar a experiência advinda desse sofrimento com o objetivo de ajudar o próximo que esteja vivendo aquilo que já vivemos. E, nesse ajudar, tanto quem ajuda quanto quem é ajudado desenvolve, fortalece e solidifica muito seu relacionamento com Cristo.” Numa postagem anterior, ele diz que a doença lhe permitiu glorificar o nome de Deus. “Pelo menos 9 pessoas de minha família foram salvas por Jesus de um modo ou de outro por causa dessa minha doença, por caminhos que você não imagina”. Ele também afirma que desde que a doença manifestou-se no seu corpo, ele traduziu 17 livros cristãos, usando um software de ditado vocal e escreveu quatro livros com o velho método de caneta sobre caderno. “Deus tem me dito que ‘Sua graça me basta’ e tem me dado meios e alternativas – assim consegui sobreviver aos meus últimos 16 anos.” Apesar de ainda continuar a orar pela cura, ele fala como isso o aproximou mais de Cristo, de uma maneira prática e não teórica. “(…) parei de ver Cristo como um personagem e passei a enxergá-lo como uma pessoa. Deixei de buscá-lo por interesse, como o balconista que poderia me dar algo, e comecei a ter intimidade com Ele, a ter uma relação pessoal, de diálogo, de compartilhamento.” Maurício hoje quase não toca no assunto de sua enfermidade e diz não “murmurar” ou “lamuriar mais”. Ele ora todos os dias pedindo a cura e acredita veementemente que as coisas ruins que acontecem servem para ajudar aqueles que passam pela mesma situação e dar glória a Deus. Assim, ele urge aos cristãos que “você possa usar o seu sofrimento, e aquilo que com ele aprender, para a glória do Criador do Universo e para ajudar o seu próximo”.

Quando perdoar se torna fácil!

E José lhes disse: Não temais; porventura estou eu em lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida. Gênesis 50:19-20 Contemplamos uma excelente teologia na vida de José. Ninguém que tem o caráter de José poderia ter uma má teologia. Este homem tem uma visão correta de Deus. O que ele diz aos seus irmãos tem uma importância espiritual tremenda: "Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia..." - Essas palavras são um manual da doutrina cristã da Providência de Deus. Podemos defini-la assim: é a ação santa, poderosa e sábia de Deus que rege TODAS as Suas criaturas e todas as suas ações. Nem um pardal cai no chão sem o controle de Deus, sem que seja expressão de Sua vontade, todos os cabelos de nossa cabeça estão contados... Ele governa tudo... Nada acontece sem Deus. Como essa doutrina ( negada por muitos ao tentar aumentar o homem e diminuir Deus ) foi essencial para José. Doutrina correta é indispensável para vida correta, caráter correto... José atravessou dificuldades enormes. Imagine ele na prisão, sofrendo injustiça nas mãos de seus irmãos... Sem precisar ouvir tantos sermões e sem resistência a Verdade, em Sua bondade Deus lhe ensinou a doutrina da Providência: que o propósito de Deus em Sua Soberania absoluta está controlando e determinando os acontecimentos de nossa vida. E agora então José está pregando este sermão maravilhoso aos seus irmãos: "O que vocês fizeram a mim quando eu ainda era um garoto, foi pura maldade, mas com isso Deus estava determinando algo bom em Seu perfeito plano”. Um velho puritano disse: "Deus pode desenhar uma linha reta com uma vara torta". Ou seja, coisas que para nós parecem confusas e incompreensíveis, são coisas que Deus está usando para trazer a realidade a Sua límpida e clara vontade. Ele desenha uma linha reta com uma vara torta. José pregou essa boa teologia ainda com lágrimas nos olhos ao se dar conhecer aos irmãos. Ele não queria humilhar os irmãos ou atacá-los de qualquer forma que seja, ele estava os instruindo e ensinando uma boa teologia. A Bíblia está cheia de ilustrações sobre o controle da Providência de Deus sobre tudo. Olhe o pecado de Adão. O representante legal de todos os homens pecou e se rebelou contra Deus. O que poderia ser pior? O pecado entrou no mundo e passou a todos, porque todos morreram em Adão. Nascemos pecadores e culpados. E tudo que fazemos como homens naturais expressão isso. Nós merecemos a ira de Deus, o inferno, a maldição e a condenação. Simplesmente é inacreditável os homens se queixarem porque crianças morrem tão jovens, porque tanta miséria no mundo e em nossa vidas, doença, tristeza... Não há como compreender porque as pessoas se surpreendem com isso. Se você começar com a opinião bíblica sobre a humanidade, que somos maus, então, é claro, todas essas coisas - tristezas, tribulações... serão esperadas. Agora, o que Adão fez por maldade, Deus usou e determinou para o bem. Qual foi o bem vinda através do pecado de Adão? Deus deste o princípio planejou nos dar outro Adão, um Adão infinitamente melhor, o último Adão - Cristo! A revelação de Seu Filho! Um Salvador! Um Redentor! Aquele que tem uma justiça perfeita, divina, eterna! Infinitamente melhor do que Adão jamais poderia ter sido. Que revelaria toda a Glória só conhecia pela Trindade por toda a eternidade! E não graças a Adão, mas tudo graças a Deus. Você vê como a doutrina de José se encaixa como uma chave perfeita na fechadura da história? Adão agiu com um propósito mal, mas Deus tinha um propósito perfeito para aquilo, Ele tornou aquilo num bem infinito: "Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o intentou para bem" - Gênesis 50:20 Mas não há melhor exemplo disso do que a Cruz do Calvário. Todos nós, os salvos, fomos resgatados através de um assassinato cruel que foi determinado desde toda a eternidade: "...do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo". Apocalipse 13:8 - No Calvário o homem deu o seu pior. Nenhuma maldade se compara aos acontecimentos daquele dia. Se Deus pôde usar os atos mais cruéis da história para realizar a coisa mais maravilhosa jamais ouvida, então todos os outros eventos da vida humana nada são para Sua Providência invencível! A Cruz é, ao mesmo tempo, o maior pecado da história e a maior benção da história. Quem diz se gloriar na cruz e não vê a Providência e o controle Soberano de Deus em todas as circunstâncias da vida, ou os nega, está em perfeita contradição. Pedro, no primeiro sermão da era da igreja, proclamou exatamente esta verdade: "A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; Ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela" - Atos 2:23-24 O mundo crucificou Cristo pela maldade e depravação de seu coração: "...a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más" - João 3:19. E eu e você temos participação direta nessa maldade insana - nossos pecados o levaram a cruz. Mas Deus em Seu Plano eterno determinou e usou isso para o bem. A maior maldade da história resultando por causa da providência soberana de Deus no maior bem. José chorou quando estava falando com seus irmãos. Lembrou da Soberania e Providência perfeitas de Deus, lembrou de como Deus usou caminhos inacreditáveis em sua vida e glorificou a Deus. Ele poderia perdoar seus irmãos com muita facilidade, porque ele conseguiu ver em tudo a mão invisível de Deus operando para o seu bem. Ele foi ferido, tratado injustamente... tudo que poderia ser para o seu mal, Deus redundou em bem. Devemos esperar a roda dar o giro completo. Vamos descobrir que não perdemos nada por sermos pacientes, por engolir a raiva, por ter um espírito perdoador de acordo com o padrão de nosso Salvador: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem" (Lucas 23.34). Olhe para o que José diz aos seus irmãos. Era o momento ideal para José feri-los, mas ele diz: "Agora, pois, não temais; eu vos sustentarei a vós e a vossos filhos. Assim os consolou, e falou segundo o coração deles" - Gênesis 50:21 É fácil imaginar como ele poderia dar o troco aos seus irmãos sendo governador de todo o Egito. Mas ele põe a mão em seus ombros e beija as suas faces. Ele diz - Judá, não tenha medo; Simeão, não tenha medo; Benjamim, meu irmão, não tenha medo... não lhes farei mal, vou alimentá-los e cuidarei de seus filhos. Irei fazer a vocês todo o bem possível enquanto eu viver. Isso é cristianismo! Isso é semelhança com Cristo! "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”. Efésios 4:32 Somente a compreensão das doutrinas sobre Deus podem levar a uma vida que o exalta.

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VISITAS DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2009 ATÉ H


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É impossível o impossível ser impossível

Fé. Gosto da definição de Hb 11.1, “a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos”. Ela é perfeita. Mas ousei cunhar uma definição minha, à qual costumo me remeter sempre: fé é crer que é impossível o impossível ser impossível. É pela falta de fé que pecamos. É pela fé que somos salvos. Fé em Cristo é o alicerce do Evangelho. Fé é o alicerce da vida terrena. Portanto, o cristão sem fé é o pior tipo de cristão que há, simplesmente porque não atende aos pré-requisitos para ser cristão. A pessoa cristã sem fé é uma derrotista, acha que seu caso não tem jeito, se guia pelas circunstâncias. Não acredita que conselhos humanos ou mesmo intervenções divinas serão capazes de mudar sua situação. Ela prefere viver a infelicidade em segurança do que o risco em esperança. E inconscientemente age sob o lema “nada posso naquele que me fortalece”. A Bíblia é fé de Gênesis a Apocalipse. Em Gênesis, por não ter tido fé no que Deus alertou sobre o fruto proibido, Adão e Eva pecaram. Em Apocalipse 21.8, o texto alerta que “os covardes (…) o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre”. No original grego, a palavra traduzida aqui como “covardes” ou, em outras versões, “tímidos”, é deilos, que, na raiz etimológica, infere “aqueles sem fé”. É triste o que a Bíblia diz sobre as pessoas que não têm fé, conforme Tiago 1: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos”. Essa é a verdade bíblica: ter fé não nos garante receber, pois estamos debaixo da soberania de Deus. Mas NÃO ter fé é garantia de NÃO receber. Verdadeiro e apavorante. Pois a pessoa sem fé não conseguirá o que almeja, é como um carro sem combustível: não chegará ao seu destino. E como toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do Pai das Luzes, quem não tem fé não receberá dEle boas dádivas ou dons perfeitos. Salvo pela misericórdia dAquele que faz o sol nascer sobre bons e maus e a chuva descer sobre justos e injustos. Fé é o antônimo da apatia. Para que o povo de Israel entrasse na Terra Prometida, Deus abriu o rio Jordão. Mas as águas só pararam de correr quando os sacerdotes tiveram fé e puseram o pé na água. Se ficassem apáticos, até hoje estariam plantados às margens do rio, vendo a banda passar. Esperando. Esperando. Esperando. Parados. Cansados. Infelizes. E como sem fé é impossível agradar a Deus, apatia desagrada Deus. Os exemplos na Bíblia são muitos. Quando Elias fica apático e se esconde no deserto pedindo a morte, vem logo um anjo e lhe diz “levante-se e coma, pois a sua viagem será muito longa”. Em outras palavras, “sai dessa, Elias, e tenha fé!”. Quando o povo de Israel se desespera e fica estagnado por ver o exército de faraó chegando às margens do Mar Vermelho, Deus diz a Moisés: “Por que você está clamando a mim? Diga aos israelitas que sigam avante”. Ou, em paráfrase: “Tenham fé, creiam que posso fazer e marchem!”. Ao mesmo tempo em que o Todo-Poderoso comanda o universo, trabalha em conjunto com nossas ações e iniciativas para conduzir aquilo que chamamos de vida. E por isso nossas ações têm de ser guiadas pela nossa fé. Sempre. Em tudo. Sem exceções. Não se pode ter 50% de fé: ou se tem 100% de fé ou 0%. O que foge a isso é fé genérica, fé falsificada, fé da boca para fora. Ou seja: não espere que Ele vai fazer um emprego cair do Céu se você não se mexer para levar o currículo até o empregador. Ou que vai salvar seu pai se você não pregar o Evangelho a Ele. Ou que te dará um esposo ou uma esposa se você ficar trancado em casa sem conhecer gente. Ele age soberanamente mas não invalida as ações que praticamos. E se as praticarmos sem fé… nada nos resta a não ser esperar que o pior ocorra. Tristeza. Infelicidade. Uma vida vivida sem agradar o Criador, por ser uma vida construída sobre o lamaçal da falta de fé. Como a Bíblia diz que uma das virtudes do fruto do Espírito é a fé e que fé é dom de Deus, temos de fazer nossas as palavras dos apóstolos ao Senhor em Lucas 17.5: “Aumenta a nossa fé!”. Se choramos, nos rasgamos, ficarmos deprimidos e nos apavoramos porque algo parece não ter jeito, a pior coisa que podemos fazer é crer que não tem jeito. Pois Deus faz ser impossível o impossível ser impossível. E se você crer nisso, entregar o teu caminho ao Senhor, confiar nele (ou seja, ter fé nele)… tudo mais ele fará. Sem fé, nada. Com fé, Deus. O que vai ser? Paz a todos vocês que estão em Cristo.

O teólogo e o simpatizante da teologia

Cresce cada vez mais no meio evangélico principalmente pentecostal o número de homens que se auto-intitulam “teólogos”. O mais curioso é que na maioria dos casos isso parte daqueles que aparentemente nada têm haver com a teologia. Quando aqui me refiro “aparentemente” faço pela ótica do sentido comportamental que envolve palavras, citações, opiniões a temas bíblicos e principalmente o contato com as Escrituras. Outro dado curioso é o fato de ser a grande massa formada por pregadores “avivalistas”, o que mais uma vez contraria o sentido do termo em questão. Não que os teólogos não sejam avivalistas, mas simplesmente pelo fato de não serem apenas avivalistas, mas sim verdadeiros evangelistas, discipuladores e educadores na Palavra. Mas não é difícil identificar um autêntico teólogo comparando-o com esses que passo a chamar aqui de “Simpatizantes da Teologia”. A diferença se faz nas seguintes observações: O simpatizante da teologia estuda teologia aleatoriamente e sem a sua sistematização, criando assim em sua vida uma esfera fatídica de um conhecimento sem sustentação e coerência doutrinária; O Teólogo respira e vive a teologia. É cuidadoso para com seu investimento acadêmico e cultural. Tem uma direção certa em suas conclusões teológicas, formando assim um embasamento concreto para com os princípios bíblicos; O simpatizante da teologia é um defensor de suas teses e de suas ideias bíblicas. Em suas pregações cria uma interpretação tão distante da Verdade que, até mesmo a mais simples conjectura derrama nas mentes dos incautos uma avalanche de contradições bíblicas, perceptível apenas aos que estudam a Bíblia com seriedade; O Teólogo é um defensor da fé, da Verdade e da pureza bíblica. Prega a Palavra sem modismo, sem crendices, sem esses desvios de propósitos do texto. Sua interpretação respeita os princípios da hermenêutica, principalmente os da gramática, como bem lembrou Philipp Melanchthon, sucessor de Lutero ao dizer que “a interpretação gramatical respeita integralmente a inspiração verbal das Escrituras”, ou seja, até o cuidado que o teólogo tem com a interpretação bíblica preserva doutrinas e produz uma límpida exegese capaz de impactar vidas com o poder da Palavra de Deus; O simpatizante da teologia investe em DVDs de “grandes” pregadores. Possui uma vasta coleção de bons DVDs dos mais diversos pregadores. As pregações são para ele como pequenas aulas para “conhecimento” bíblico; O Teólogo, por sua vez, investe nos livros dos grandes Escritores. É pela leitura que ele entende adquirir o conhecimento que o levará ás experiências no dia a dia. Essas experiências nos levam a sabedoria que na melhor das manifestações vem unicamente de Deus. O Senhor separou homens valorosos para comentar, esboçar, compartilhar, aconselhar e educar por meio dos livros, nossos ilustres mestres literários. O gosto pela leitura leva ao amor pela meditação nas Escrituras. Não se alcança conhecimento ouvindo pregações. Nossas pregações são apenas para edificação espiritual e maturidade cristã com capacidade para levar pessoas á leitura da Palavra, é claro que para isso, depende também de uma boa pregação; Poderia aqui trazer inúmeras diferenças entre o simpatizante da teologia e o Teólogo, tais como as questões da ética e dos valores, da verdadeira espiritualidade, da jornada adquirida com o tempo, da formação teológica, e principalmente de trechos de mensagens com frases comprometedoras. Mas o presente artigo é apenas uma forma de dizer o quanto podemos fazer o melhor para Deus, sendo canais de bênçãos na vida das pessoas. Mas não poderia deixar de concluir dizendo que: O simpatizante da teologia, principalmente o que é pregador, sempre entrará em conflitos por causa de seu limite real nas Escrituras. Chegará o dia em que deverá se esconder por trás de uma espiritualidade artificial, pois o Espírito Santo não atua em “espetáculos” cujo artista principal é o próprio homem e seu EGO devastador. O Teólogo por sua vez trilha numa direção que o levará para dois caminhos: Se ele como teólogo está profundamente afundado em letras sem a Unção do Espírito (isso também é possível), deverá encontrar nas próprias Letras, por serem sagradas, o despertar para uma vida de experiências relevantes para com o Espírito da Palavra. O próprio Deus na sua incomparável misericórdia encontrará um espaço para atuar nesse extremo “zeloso” das Escrituras, levando-o á mergulhar nas águas do Eterno. Agora, se ele como teólogo vive em uma atmosfera de graça e conhecimento, na mais bela vivência de intimidade com o Espírito Santo, com certeza será ainda mais um instrumento de Deus para impactar vidas, levando-as á salvação pelo único sacrifício perfeito já existente – o da cruz de Cristo e da Redenção. Os tais como Teólogos jamais perderão a grande missão e o verdadeiro chamado para com a Obra de Deus.

A igreja sádica e pecadora

Um fenômeno incompreensível no nosso meio é a alegria que muitos frequentadores de igreja demonstram quando um cristão cai em pecado. E digo "frequentadores de igreja" não por acaso: um cristão de verdade jamais se alegra com o pecado de ninguém. A verdade é que, enquanto Jesus diz que "haverá maior alegria no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento" (Lc 15.7), aqui na terra a turma se esbalda quando alguém peca. Evidentemente não estou falando só de pecados gravíssimos, terríveis, como: glutonaria, rancor, ira, maledicência, discórdia, ciúmes, egoísmo, inveja e outros dessa estirpe (ou você achava que esses pecados não eram sérios? Leia Gálatas 5.19-21). Refiro-me basicamente à tríade sexo, poder e dinheiro - os grandes pecados que elegemos para não perdoar, junto, é claro, com o álcool e o cigarro. Envolveu um desses pecados e a turma vai adorar falar por anos a fio sobre os envolvidos nessas histórias, que na cabeça do cristão brasileiro são piores que a blasfêmia contra o Espírito Santo. Não, pecar não é correto. Não se justifica. É uma desobediência ao Rei dos Reis. É feio. É condenável. Cheira mal às narinas do Santíssimo. Mas permita-me abordar 4 aspectos da questão: 1. Absolutamente todo mundo peca. Eu e você, inclusive. 2. Todos pecados são hediondos, mesmo os que você pratica e acha que não são. O glutão é tão pecador como o assassino. O invejoso e o ciumento são tão pecadores como o estuprador. Se você acha que o seu pecado é menor do que o do bandido da boca de fumo, novamente sugiro que leia Gálatas 5.19-21 e me diga se estou errado. 3. Jesus encarnou como o Cordeiro de Deus que veio para tirar o pecado do mundo. Depois da Cruz, ele concede o perdão a todo pecador que se arrepende (a única exceção é a blasfêmia contra o Espírito Santo, mas nesse caso não haveria arrependimento). E, se Deus já perdoou, quem você pensa que é para continuar acusando o pecador arrependido? 4. Alegrar-se quando alguém peca é tão pecado como qualquer outro, pois vai contra o maior mandamento: amar o próximo como a si mesmo. Apesar dessas verdades, o que vejo ao meu redor é que o frequentador de igreja em geral ama crucificar quem Deus já perdoou. Ama de paixão. Tem um prazer e uma alegria sádicos de ficar apontando o pecado alheio. É como se dissesse: "Hehehe, sou melhor do que você". Pior: há os que amam ficar sabendo e tricotando sobre o pecado do outro. "Você não soube o que fulana fez? Vou te contar, mas é só pra você orar por ela", diz o fofoqueiro. "Pode contar, só quero saber para interceder por beltrano", diz o frequentador de igreja com aparência de piedade mas que por dentro está se escangalhando de se entreter com a desgraça do seu próximo. Tudo pelo sádico prazer anticristão de ver o próximo se dar mal. Essa que é a pura verdade. Pois o cristão de fato não se alegra com a queda do irmão: o ajuda a se reerguer, o preserva, chora com ele, proteje-o. Pois todo aquele que escorregou tem o grande potencial de se tornar um cristão melhor após ser reerguido pelo Espírito de Deus - basta ver o exemplo de Davi no caso de Bateseba. E o cristão de verdade sabe disso e luta para que o irmão que pecou torne-se um homem segundo o coração de Deus. Não pisa na cabeça dele nem o acusa. Isso já tem alguém chamado Satanás para fazer, nenhum ser humano precisa tomar do diabo aquilo que ele já fará naturalmente. Quem o faz torna-se cúmplice dele. Tomei conhecimento de um caso envolvendo conhecidos meus que me encheu de asco (desculpe, não acho uma palavra mais apropriada do que essa para traduzir meus sentimentos). Vou usar nomes fictícios por razões óbvias. Em uma certa igreja, Maria estava tendo um caso extraconjugal. Seu marido, João, que era funcionário da igreja e morava num apartamento funcional de propriedade da mesma, não sabia, mas outros membros "cristãos" tinham conhecimento do problema. E só ficavam pelas costas dele, fazendo piadinhas, o chamando de nomes depreciativos e dizendo "muuuuu" em meio a risinhos quando ele passava. Não consigo imaginar um comportamento mais impiedoso. Diante disso, pastor Zezinho, um dos líderes da congregação, chamou João para conversar e assim o marido acabou tomando conhecimento do pecado da esposa. Mas o pastor disse-lhe que se mantivesse afastado da mulher, pois se ele voltasse logo para ela "haveria falatório entre os frequentadores da igreja". Só que João foi para casa, conversou com Maria, houve um diálogo franco, muitas lágrimas e reconciliação. E ele fez o que Jesus ensinou: a perdoou. No domingo seguinte, apareceram na igreja como deveriam: juntos, reconciliados, de mãos dadas. Um exemplo a ser seguido. Só que aí começou o massacre. A mando do pastor da igreja, João foi demitido. Não, você não leu errado: por ter perdoado o pecado da esposa, o homem foi de-mi-ti-do de uma igreja cristã. E ele, a mulher e o filho receberam ordem de despejo: dentro de um certo prazo teriam que deixar o apartamento em que moravam. Tudo porque, em vez de cumprir o ritual hipócrita do marido ferido que passa um tempo afastado antes de perdoar a esposa que o traiu, João fez exatamente o que Jesus ensinou: a perdoou - e demonstrou publicamente seu gesto bíblico. João foi cristão. Maria, arrependida, foi cristã. Já o que fizeram com eles foi a coisa menos cristã que já vi em toda minha trajetória. Foi abominável. Tudo porque frequentadores de igreja fizeram piadinhas com uma coisa grave e os líderes da igreja, que deveriam dar o exemplo do que significa o Evangelho - dar a outra face, andar a segunda milha, perdoar 70 vezes7 - agiram da forma menos bíblica que já vi na minha vida. João, que, infelizmente, teve de se mudar para outra cidade para sobreviver, ganhou minha admiração como um dos homens mais cristãos que já conheci. Que passou por cima de seu orgulho e perdoou um pecado cometido contra si. Isso lamentavelmente é o que acontece: quem peca mas age como Jesus disse que deveria agir, mortifica sua natureza carnal e pede perdão por ter ferido alguém e magoado o Senhor - é execrado publicamente. É visto como um leproso. Ninguém da igreja quer mais se aproximar dele - afinal, é "o pecador" e, sei lá, vai que isso é contagioso. Gente que não entendeu nada do Evangelho. Que o Evangelho é arrepender-se, perdoar e ser perdoado, ser restaurado e reerguido... e continuar. Como disse um sacerdote veterano certa vez, quando alguém lhe perguntou se deveria perdoar alguém que praticou grande mal: "Bem... temos duas opções: ou nós não o perdoamos ou fazemos o que a Bíblia manda". Sim, a resposta do problema era matemática: 70 vezes 7. E a equação estava resolvida. Esse relato me lembra uma frase de Jesus quando uma certa mulher adúltera foi levada até ele, pois queriam apedrejá-la. Você conhece a história. Disse o Cordeiro de Deus: "Visto que continuavam a interrogá-lo, Jesus se levantou e lhes disse: 'Se algum de vocês estiver sem pecado, seja o primeiro a atirar pedra nela'." (João 8.7). Meu irmão, minha irmã, perceba: você peca todo santo dia - por pensamentos, palavras, atos e omissões. Você e eu não somos menos pecadores do que o pior dos assassinos. Mas aí vem logo alguém com aquele argumento óbvio: "Ah, eu peco, só que eu não vivo pecando". E eu perguntaria: "Não vive pecando? Ok. Então me diga um único dia da sua vida em que você não pecou". Pois é. Você e eu pecamos TODOS os dias das nossas vidas, tirando talvez algum dia em que estivemos em coma. Fora esse, você pecou TODOS os dias. Então, caro amigo vaidoso, glutão, fofoqueiro, invejoso, iracundo, maledicente, preguiçoso, cobiçoso, egocêntrico, que não põe Deus acima de todas as coisas, que deseja o mal ao próximo, que não prefere os outros em honra, que devolve mal com o mal, que não perdoa as dívidas e ofensas, que é rude com os outros, que desdenha os mais pobres, que inveja os mais ricos, materialista, que tem inimizades e ciúmes, que tem iras e discórdias, que promove dissensões e facções... meu querido, lamento informar, mas você e eu vivemos SIM pecando. Di-a-ri-a-men-te. E Paulo diz em Gálatas 5 que "não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam". Então, caro, estamos mal na fita - e carecemos da graça de Deus tanto quanto quem você acha o pior dos pecadores. É a isso que Jesus se referia quando disse para olharmos a trave em nosso olho antes de olhar o argueiro no olho do outro, caro frequentador de igreja. Diante disso, se me permite, sugiro que a partir de hoje você olhe menos para o pecado do seu próximo - em especial se por acaso você sente aquela satisfação sádica de ver o pecador se arrebentar - e passe a dirigir mais sua atenção para os seus próprios pecados e, principalmente, para a Cruz de Cristo. Pois, pode acreditar: você vai precisar muito dela no Dia do Juízo.