quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A "divina revelação do inferno". Será?


Uma enxurrada de "tristestemunhos" de pessoas que supostamente estiveram no céu ou no inferno tem proliferado no meio dos evangélicos. São relatos extremamente sensacionalistas e repletos de aberrações teológicas, onde pessoas afirmam terem visto as coisas mais bizarras possíveis, tais como: armários com gavetas contendo pontas de cabelo, calças compridas e brincos; e demônios espetando com tridentes as pessoas (quase sempre irmãs que usavam calça comprida ou cortaram os cabelos ou irmãos que assistem televisão), caminhos e corredores diferentes no inferno, etc... Alguns até dizem terem visto o próprio diabo torturando as pessoas. Muitas igrejas convidam estes "irmãos santos" e "experientes" para testemunhar em suas igrejas [nestes dias, as igrejas lotam de curiosos para ouvirem os tais "testemunhos"] e livros e apostilas são feitos e vendidos com estas mentiras e baboseira, e é um destes livros - certamente o mais famoso deles - que iremos analisar aqui.

O livro "a divina revelação do inferno" foi publicado originalmente em inglês com o título: "a divine revelation of hell", em 1993, nos Estados Unidos. A autora, Mary Kathryn Baxter, é "ministra" [as heresias já começam aqui: mulheres exercendo o oficio pastoral, o que é antibíblico] da Igreja Nacional de Deus, em Washington, EUA. Nasceu em Chattanooga, Tennessee, EUA. Segundo ela mesma relata, começou a ter "visões" de "deus" na década de 60, em Michigan; mas foi em 1976, que "jesus" teria aparecido para ela, na forma humana, em "sonhos", "visões" e "revelações", durante quarenta noites, e mandou-a transmitir as profundezas, degradações e tormentos das almas perdidas no inferno (pp. 183, 184).

Entre as pessoas que indicam e apoiam o referido livro, encontra-se a Sra. Marilyn Hickey, que num de seus livros ensina ter Noé, sob o efeito da embriaguez, praticado atos homossexuais com seu neto Canaã, além de dizer que o homem possui a natureza de Deus, tornando-se participante de "todos os seus atributos" [Hickey, Marilyn. Quebre a cadeia da maldição hereditária. Rio de Janeiro: Adhonep, 1988, pp. 30-32, 98]. Percebe-se, pois, que a insensatez acompanha não apenas a obra indicada, mas também quem a indicou.

A visita ao inferno da Sra Baxter

O "inferno" de Baxter é sui generis. Nada há igual. Ela usa e abusa de seu "talento artístico" para criar baboseiras "espirituais". Sua imaginação é fertilíssima.

Baxter relata sua "visita" ao inferno nos seguintes termos: "...'jesus' veio a mim em 1976 (...). "jesus" levou-me ao inferno por um período de 40 dias. (...) No mesmo momento, minha alma foi retirada do meu corpo. Saí com "jesus" do meu quarto em direção ao céu. (...) Meu corpo permanecia na cama, enquanto o meu espírito ia com "jesus" através do telhado da casa. (...) Depois, começamos a subir cada vez mais e eu já podia ver a Terra embaixo. Saindo dela, de vários pontos, haviam tubos girando em direção a um ponto central, indo e vindo. Eles se moviam como gigantes, continuamente e envolviam a Terra toda. (...) "São os portões do inferno" (pp. 11, 16-18).

Ela retrata o inferno como se fora um corpo humano. O livro tem alguns capítulos "interessantes", como, por exemplo: A perna esquerda do inferno (02), A perna direita do inferno (03), O ventre do inferno (07), O coração do inferno (10), O braço direito do inferno (13), O braço esquerdo do inferno (14), As mandíbulas do inferno (19) etc. Relata Baxter (aparentemente citando as palavras de "jesus"): "O inferno tem a forma de um corpo (semelhante à forma humana) deitado no centro da Terra. Ele tem a forma de um corpo humano - grande e com muitos compartimentos cheios de tormentos (...). O corpo está deitado de costas, com os braços e as pernas estendidas para fora" (pp. 31, 32, 52, 53).

Ao visitar o "coração" do inferno (capítulo 10), juntamente com "jesus", ele a abandonou, entregando-a aos demônios. Ela conta que sofreu tormentos, foi aprisionada, ajoelhou-se diante de satã. Diz Baxter: "espíritos na forma de morcegos me mordiam por toda parte" (p. 90). Ao indagar de "jesus" a razão desse incidente, a resposta foi: "Minha filha, o inferno é real. Mas você jamais poderia ter certeza até que experimentasse por si mesma. Agora você sabe da verdade e o que é estar perdido para sempre lá. Você poderá relatar para os outros a sua experiência, sem sentir nenhuma dúvida" (p. 92). O "jesus" que conduziu a Sra. Baxter ao inferno não era o JESUS da Bíblia (II Coríntios 11: 4).

O "jesus" da Sra. Baxter não se deu por satisfeito com o que ela conheceu e, após essa experiência traumática, enviou-a mais uma vez para os tormentos infernais, desta vez às mandíbulas do inferno (capítulo 20). Depois de entrar em colapso, ela declarou que queria "estar bem longe - longe de "jesus", da minha família e de qualquer pessoa" (p. 92). Certamente que o JESUS dos Evangelhos não submeteria nenhum de seus "irmãos" a horrendas atrocidades, como se Ele fosse um carrasco nazista.

Algumas esquisitices que a Sra. Baxter diz ter visto no "inferno"

Ratos e serpentes (p. 53). Como foram parar ali?
Uma alma - com coração e sangue - dentro de um caixão (p. 57). De que era feito esse caixão, só Baxter sabe.

Uma mulher presa numa cela, cujas paredes eram de "barro" e a porta de "um metal escuro com barras e uma fechadura", e sentada numa "cadeira de balanço, balançando e chorando copiosamente" (p. 70). Pelo que parece, o inferno anda contratando pedreiro, ferreiro e carpinteiro.

Satanás despachando com um grupo de mulheres, instruindo-as para enganar a muitas pessoas. De repente, "uma estante alta foi trazida para perto de Satanás e lá havia muitos papéis. Ele pegou alguns e começou a ler para as mulheres" (p. 63). De que eram feitos aqueles papéis que não queimavam nas profundezas ardentes do inferno de Baxter?

Aberrações Teológicas

O livro "a divina revelação do inferno", é um verdadeiro parque de diversões para os demônios, lá os homens penam no fogo e os demônios só curtem; uns espetam, outros torturam, outro tem uns 4 metros e fica brincando de lançamento de disco (literalmente). Um disco com muito enxofre e lago de fogo, onde são colocadas várias pessoas e o demônio fica jogando este disco de um lado para outro... (olimpíadas infernais?!?).

No inferno de Baxter, Satanás jamais sofre; ao contrário, ele conta com um "centro de divertimento" (p. 80), onde ele e seus demônios deleitam-se com a desgraça alheia (p. 82). O apóstolo João, porém, diz que Satanás, ao invés de ter um "centro de divertimento", será atormentado pelos séculos dos séculos (Apocalipse 20:10).

b) Contradições

O caráter contraditório das declarações por si só já desqualifica a "revelação" de Baxter. Por exemplo: na p. 16 encontramos a suposta declaração de "jesus" para ela: "Minha filha, levarei você até o inferno (...). Quero que escreva um livro e conte todas as coisas que vou revelar a você". Desobedecendo à ordem de "jesus", porém, ela comenta na p. 20: "Algumas coisas, por serem horríveis demais, não consegui passar para o papel". Ora, por mais que a mensagem a ser transmitida fosse dura, os profetas de Deus declaravam o que Ele ordenava, independentemente do que sentiam a esse respeito; tal foi o caso de Jonas, Jeremias, Oséias e outros. A Sra. Baxter mostrou claramente não possuir características próprias de um profeta de Deus. Para terminar o festival de contradições, diz: "Como obreira de Deus, submeti-me ao comando de 'nosso senhor jesus cristo' e registrei fervorosamente as coisas que me foram mostradas e reveladas por Ele" (p. 181). Baxter registrou ou não?!?

c) Negando a Trindade

Baxter ensina no livro um conceito errôneo sobre a Trindade. Ela afirma ouvir de Deus, o Pai, o seguinte: "O Pai, o Filho e o Espírito Santo são uma única pessoa" (p. 158). Essa heresia, que não faz distinção entre as "pessoas" da Trindade, chama-se patripassionismo (ou modalismo, também conhecida como sabelianismo). Para os patripassianos, foi o próprio Pai que assumiu a natureza humana, sofreu, morreu e ressuscitou. Diziam que a expressão "Filho" refere-se à carne de Jesus (= natureza humana), e que "Pai" é o elemento divino unido à carne (= Deus). Hoje, muitas seitas ensinam tal heresia, como por exemplo, o Tabernáculo da Fé, Igreja Pentecostal Unida do Brasil, Igreja Voz da Verdade, Testemunhas de Ierrochua etc.

Conclusão

Este livro é uma farsa e sua autora, Mary K. Baxter uma mentirosa e charlatã que se enriqueceu as custas de pessoas ingênuas e ignorantes biblicamente. Não há nada nas Escrituras (nem mesmo na literatura apócrifa) que apoie essa "visão" de Baxter, muito pelo contrário, pois:

1) A Bíblia não relata nenhum caso de pessoas que foram ao inferno e voltaram.

2) Ainda que alguém fosse ao inferno, não teria visto pessoas naquele lugar, pois o inferno ainda não foi inaugurado! Não confundir inferno (geena = lago de fogo e enxofre) com Hades [grego] / Sheol [hebraico] (lugar onde os ímpios estão aguardando o juízo; lugar de tormentos), que em algumas versões vem traduzido erroneamente como "inferno". Antes da ressurreição de Cristo todos que morriam iam para o Hades/Sheol [crentes e ímpios], porém lá havia uma separação [grande abismo] entre o lugar de descanso dos crentes e o lugar de tormento dos ímpios [Lc 19]. Após a Sua ressurreição, Cristo levou todos os crentes para o Céu, junto dEle, e os ímpios permaneceram no Hades/Sheol. Hoje quando um crente morre vai direto para o Céu [Paraíso], juntamente com Cristo; quando um ímpio morre, vai para o Hades/Sheol [que não é o inferno] aguardar o julgamento final.

3) O diabo não está no inferno e sim nos ares (Jo 1.7,2.2; Ef 6. 12)

4) O diabo será lançado no inferno somente após o milênio (Ap 20.10)

5) No inferno o diabo não irá brincar ou torturar ninguém, aliás, isto seria um prêmio para ele. No inferno ele também será atormentado (Ap 20.10b)

6) Quem vai inaugurar o inferno é a besta e o falso profeta(Ap 19.20)

7) Os ímpios só serão lançados no inferno após o juízo final (Ap 20.11-15)

Tudo o que precisávamos saber a respeito do inferno, Deus já revelou através da sua Palavra, a Bíblia. Não precisamos de nenhuma dona Baxter.

Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. I João 4:1

Autor do “Dia do Orgulho Hétero”, Carlos Apolinário, quer banheiro para gays em São Paulo


Uma proposta apresentada pelo vereador Carlos Apolinário (DEM), autor do “Dia do Orgulho Hétero”, tem causado constrangimento aos evangélicos na Câmara Municipal de São Paulo. A proposta do vereador para a criação de um banheiro unissex em estabelecimentos comerciais para evitar o constrangimento de gays, lésbicas, bissexuais e travestis que são barrados de usar banheiros masculinos ou femininos.
Apresentado na terça-feira (7), com o objetivo de diminuir os casos de discriminação, o projeto do vereador não foi visto com bons olhos pelos evangélicos que criticaram a proposta de Apolinário. Pelo projeto do vereador evangélico ter um banheiro unissex seria a terceira opção para os usuários.

“Ainda que muitos não concordem, homens e mulheres têm o direito inalienável de seguir essa ou aquela orientação sexual. É o que se chama livre-arbítrio. Mas os direitos de uns não podem ferir os direitos de outros. Impor o seu direito aos demais é ditadura, o que não pode ser tolerado”, afirma Apolinário, no texto de justificativa de seu projeto.

Além de evitar constrangimento para homossexuais e travestis o banheiro unissex também serviria para não constranger as outras pessoas acredita o autor. ”Se a moda pega, qualquer pessoa que se declarar homossexual, ou estiver vestido de mulher, poderá entrar no banheiro feminino, constrangendo senhoras, adolescentes e até crianças.”

“Já recebi relatos de casos semelhantes na capital. Os gays no Brasil são muito folgados. Eles querem privilégios, e isso não pode acontecer. Como a sociedade caminha para essa abertura sexual, acho natural criarmos uma opção unissex. O que não é possível é minha mãe entrar em um banheiro e encontrar um homem vestido de mulher”, ressalta.

Na proposta os estabelecimentos comerciais, como shoppings, supermercados, restaurantes, cinemas e demais locais, deveriam criar o banheiro unissex. A Comissão de Justiça deve avaliar o texto antes de ser encaminhado para o prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Os jesus e suas 1001 utilidades


Por Maurício Zágari
É paradoxal. Mas existe um Jesus e muitos jesus. O Jesus é o da Biblia, o Verbo que se fez carne para redimir a humanidade dos pecados por meio da Cruz. E os jesus são os que o homem constrói à sua imagem e semelhança, que pratica coisas bizarras e ensina doutrinas antibíblicas. A verdade é que há um Jesus que é a Verdade e centenas de jesus que são de mentira. E é para mostrar as diferenças entre o Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo e a multidão de genéricos que foram criados para agradar os homens, por engano humano ou por puro interesse é que nasceu a reflexão de hoje. "Como assim, Zágari?". Vamos lá:

O Jesus da Bíblia não valorizava o dinheiro.
O jesus da Prosperidade não pensa em outra coisa.

O Jesus da Bíblia é manso e humilde de coração.
O jesus pit boy vibra assistindo aos massacres do UFC.

O Jesus da Bíblia tem o controle de tudo, mesmo as tragédias.
O jesus poeta abriu mão de sua soberania pois nunca tomaria uma vida.


O Jesus da Bíblia domina tudo, inclusive as forças da natureza.
O jesus da teologia relacional não controla a natureza, poia isso é papel dos deuses gregos.

O Jesus da Bíblia é quem é eternamente, nunca muda e é ortodoxo em seus fundamentos.
O jesus emergente vive se metamorfoseando naquilo que a cultura de cada época é.

O Jesus da Bíblia não fala palavras torpes e não ofende, mas entrega-se, mudo, à Cruz.
O jesus revoltadinho chama as pessoas de "trouxa", "idiota", "bundão" e vive agredindo.

O Jesus da Bíblia faz milagres, nasceu de uma virgem, existiu encarnado, pregou o inferno, é o que é.
O jesus liberal é amante dos mitos e das metáforas e para este nada é literal.

O Jesus da Bíblia respeitava hierarquias e liturgias (como fez na sinagoga e na Ceia).
O jesus desigrejado tem horror de autoridade e de organização na celebração.

O Jesus da Bíblia é o único caminho.
O jesus universalista manda quem o rejeita para o Céu.

O Jesus da Bíblia é Deus Criador.
O jesus espirita é uma alma evoluída e criada.

O Jesus da Bíblia entende que religião é o religare do Criador com a criatura.
O jesus moderninho é contra a religião porque a confunde com religiosidade e legalismo.

O Jesus da Bíblia tinha um sistema de crenças e dogmas (verdades fundamentais e e inegociáveis: como Céu, inferno, pecado, graça, vida eterna etc).
O jesus liberalistas acha que "dogma" é um palavrão.

O Jesus da Bíblia se revelou pela Bíblia.
O jesus preguiçoso de ler a Bíblia diz que seguir o que a Bíblia ensina é biblicismo.

O Jesus da Bíblia não era calvinista ou arminiano, era santo.
O jesus sectário se agarra a um sistema e despreza ou critica quem crê em algo diferente.

O Jesus da Bíblia nunca construiu um templo, mas habita nos corações dos que ali se reúnem.
O jesus dos cultos nos lares acha que prestar culto em templos é coisa do demônio.

O Jesus da Bíblia tem um código de certo e errado, mas também tem graça.
O jesus pós-moderno só tem graça.

O Jesus da Bíblia é tanto amor quanto justiça.
O jesus dos relacionais é só amor.

O Jesus da Bíblia sabe o que vai acontecer no futuro mas não diz.
O jesus escatologista diz o que vai acontecer no futuro mas não sabe, só acredita que sabe.

O Jesus da Bíblia lia as Escrituras e as conhecia.
O jesus internautista lê 140 caracteres de twitter e 4 ou 5 parágrafos de blogs e se considera conhecedor de toda a teologia cristã.

O Jesus da Bíblia apontava cristocentricamente para a vida eterna.
O jesus da autoajuda aponta antropologicamente para a vida terrena.

O Jesus da Bíblia combatia os hereges e os hipócritas.
O jesus de muitos programas evangélicos de TV é herege e hipócrita.

O Jesus da Bíblia não tinha onde repousar a cabeça.
O jesus de telepastores promove unções de R$ 900 e compra jatinhos.

O Jesus da Bíblia não devolvia mal com mal, mas devolvia mal com bem.
O jesus da maioria de nós quer mais é arrebentar os ímpios, pois afinal é filho do Rei.

O Jesus da Bíblia pregou o Evangelho e nunca meteu o pau na espiritualidade organizada.
O jesus desigrejado prega o Evangelho mas segue a moda de meter o pau na instituição.

O Jesus da Bíblia conhecia bem as Escrituras, como demonstrou na sinagoga.
O jesus preguiçoso não estuda teologia com a desculpa de que " a letra mata mas o Espírito vivifica.

O Jesus da Bíblia não põe as Escrituras no mesmo patamar que outros escritos.
O jesus dos modernosos põe a Bíblia no mesmo patamar que escritos filosóficos, poéticos e ficcionais.

O Jesus da Bíblia nunca estimulou o livre pensamento.
O jesus independente acha que cada um segue o cristianismo como quer.

O Jesus da Bíblia era seguido pelas multidões.
O jesus celebridade quer que as multidões o sigam.

O Jesus da Bíblia sempre viveu em comunhão, desde sempre: Pai, Filho e Espírito Santo.
O jesus do eu-em-casa pensa que pode viver sua vida de fé isolado dos irmãos.

O Jesus da Bíblia encarnou, morreu, ressuscitou, está vivo e segue conosco até a consumação dos séculos!
O jesus que é o maior psicólogo que já existiu veio ensinar a lidar com as frustrações da vida.

O Jesus da Bíblia veio salvar.
O jesus dos kardecistas veio ensinar.

O Jesus da Bíblia ora ao Pai suplicando.
O jesus da Confissão Positiva ora decretando, declarando e tomando posse.

O Jesus da Bíblia é Deus.
O jesus ateu foi só um homem ou nem mesmo existiu.

O Jesus da Bíblia se baseia na graça.
O jesus de qualquer outra religião se baseia no mérito.

O Jesus da Bíblia se deu por amor.
E contra isso não há lei.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

VOCÊ DIRIGE UM CARRO ROUBADO?


Por Isaltino Gomes Coelho Filho
No excelente livro “Fim de jogo”, John Ortberg conta a história de uma senhora que parou atrás de um carro que freara no amarelo, em um semáforo. A senhora buzinou, gesticulou ofensivamente e dirigiu palavrões ao motorista parado à sua frente. Um guarda de trânsito bateu no vidro ao seu lado, pediu-lhe para sair, pediu os documentos do veículo, levou-a à Delegacia, onde ela foi fichada, suas digitais tiradas e verificou-se se o carro era dela mesmo.
Era. O guarda pediu-lhe desculpas e disse que pensou que o carro fosse roubado porque havia um adesivo no vidro traseiro: “O que Jesus faria?”. E outro adesivo com os dizeres: “Siga-me até a Escola Bíblica Dominical”. Além disso, no porta-malas havia o adesivo de um peixe, símbolo cristão. O guarda disse que notou que o carro era de um crente em Jesus Cristo, mas o motorista não mostrava ser o proprietário do veículo. Pensou que fosse um carro roubado.

Cá no Brasil, um crente em Jesus, ex-ovelha minha, guarda de trânsito, contou-me de uma pessoa que avançou o semáforo e ele, o guarda, o parou. Sobre o painel, uma Bíblia e uma revista da EBD. O motorista estava com pressa, e lhe ofereceu R$ 10,00 “para uma cervejinha”. O guarda lhe disse: “O senhor é crente?”. O motorista enrubesceu e disse que sim, e, meio sem graça, disse que era professor da Escola Dominical e estava atrasado, por isso furara o semáforo. Continuou o agente de trânsito: “Sou seu irmão em Cristo. O senhor peca, indo para a igreja, e tenta subornar um agente da lei? Diante da esposa e dos filhos? E com a Palavra de Deus diante de si?”. Multou o motorista (não sou especialista em leis, mas creio que poderia tê-lo prendido por tentativa de suborno) e ficou, ele, o guarda, que era crente novo, arrasado. “Como pode, pastor, uma pessoa que se diz crente fazer isso?”.

Há um descompasso entre credo e vida em nosso meio. Publiquei uma pergunta despretensiosa no Facebook: Se os membros de igreja procedessem nas assembléias da igreja como seus pastores procedem em assembléias convencionas, como os pastores reagiriam? Coisa banal, mas como choveram respostas! Em parte porque todo mundo quer falar alguma coisa, hoje nos meios de comunicação social. Em parte porque a frase “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço” se tornou muito forte em nosso meio. O testemunho tem sido esquecido, e qualquer repreensão é chamada de “patrulhamento”. Os crentes tentam calar a voz do Espírito Santo, esgrimindo seus “direitos” sociais. Julgam que podem fazer o que querem, sem dar satisfações a ninguém, porque religião faz parte da esfera privada da vida da pessoa. É entre ela e Deus. Muita gente encrenca com a igreja porque deseja viver o seu evangelho, a sua vida cristã, sem interrelacionamento com os demais crentes. Julgam que podem pecar à vontade, fecham-se em seu coração endurecido, e atacam a igreja, acionando seu mecanismo de defesa. Não oferecem propina, mas justificam-se pelo ataque. Não podem subornar, tentam acuar. Honestamente: ainda não vi um crítico da igreja e da vida comunitária cuja vida cristã seja opulenta.

Francis Schaeffer foi muito feliz quando disse que “a salvação é individual, mas não individualista”. Vivemos em grupo, temos satisfações a dar à igreja, sim, e nossa vida cristã diz respeito a todo mundo. Basta ler o Novo Testamento para verificar isso. Precisamos de cautela nos atos, conduta e palavras. Podemos honrar ou denegrir o evangelho com nossa vida. Podemos escandalizar ou edificar um irmão. Nada de praguejar atrás dos outros. Nada de dirigir carro de quem não parecemos ser o proprietário.

É por isso que faço esta pergunta. Tão despretensiosa como a que publiquei no Facebook: Você está vivendo de uma maneira que mostra o evangelho em sua vida e que honra a igreja de Jesus? Ou está dirigindo um carro roubado?

O que é o ensino da maldição de família?


Por Joaquim de Andrade
Nestes dias difíceis em que a igreja evangélica enfrenta a invasão das seitas, do ocultismo e da Nova Era, sem contar a crise de integridade, uma nova crise de identidade, se abate sobre o povo evangélico brasileiro.
Um dilúvio de novas teologias, fenômenos e práticas espirituais invadem a comunidade evangélica atingindo proporções tais que exigem um posicionamento definido da liderança.
O evangelho é simples, mas muitos pregadores estão abusando nas doutrinas da Confissão Positiva, da Saúde e da Prosperidade, dos Espíritos Territoriais, da Maldição de Família, da Cura Interior, etc.

A NOVA TEOLOGIA DA MALDIÇÃO DE FAMÍLIA

1) Este ensino diz que muitos problemas que o cristão enfrenta, sem obter soluções adequadas, são devidos a uma maldição que acompanha a família por causa de práticas abomináveis a Deus, como idolatria, feitiçaria ou pacto satânico, etc. realizadas por algum antepassado. Portanto, é necessário descobrir dentro da árvore genealógica o antepassado que tinha determinado o problema.

2) Existe um espírito (demônio) que acompanha a família geração após geração trazendo desgraças como doenças, adultério, crimes, prostituição, pobreza, morte, etc.

3) Eis algumas situações:

“Existe uma transmissão de heranças espirituais das gerações passadas para nós.” [1]

“… Deus tão-somente entrega aquela família ou indivíduo, a sofrer as ações dos espíritos que induziam seus antepassados àquelas práticas pecaminosas. Desta forma, as heranças espirituais são transmitidas de geração a geração e é por isso que se cumpre o provérbio popular: ‘Tal pai… tal filho’”. [2].

“Os chamados ‘espíritos familiares’, ou maldições hereditárias, são uma terrível realidade. Mesmo após a conversão eles continuam atuando, pois Deus trata com o nosso espírito primeiro”. [3].

“Se não estamos recebendo o que de bom Deus tem para nós, se não estamos gozando a vida no seu sentido mais pleno, pode ser que por trás de tudo isso haja maldição”. [4]

“Os pecados dos pais podem passar de uma a outra geração, e assim consecutivamente. Há na sua família casos de câncer, pobreza, alcoolismo, alergia, doenças do coração, perturbações mentais e emocionais, abusos sexuais, obesidade, adultério? Estas são algumas das características que fazem parte da maldição hereditária nas famílias, CONTUDO ELAS PODEM SER QUEBRADAS!…”[5]

O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE MALDIÇÃO DE FAMÍLIA

Muitos são os textos usados para defender esta doutrina, como Ex. 20:5; Lv 26:39; Nm 14:18; 23:8; Dt 30:19.

O mais conhecido e que iremos analisar é o de Ex. 20:5 , que diz: “Não as adorarás, nem lhes darás culto ; porque eu sou o SENHOR teu Deus , Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”.

O problema de Êxodo 20:4-6 estava relacionado com a nação de Israel e a idolatria

Os deuses egípcios: aves, crocodilos, o rio Nilo, o sol, a lua e até insetos .

Os deuses cananeus : serpentes, deuses da fertilidade (prostituição sagrada).

Os babilônios e os caldeus adoração Dagon, Ishtar , entre outros .

O contexto é idolatria e não um espírito (“alcoolismo, adultério, pornografia, etc.”) que acompanharia as famílias por várias gerações.

O texto de Êxodo (assim como os demais) nada tem haver com levar o pecado de seus antepassados e sim com o efeito do pecado sobre aqueles que aborrecem a Deus. Filhos que repetem os pecados dos pais mostram que aborrecem a Deus. Não se trata meramente do fato de que Deus amaldiçoa os filhos dos idólatras por serem seus filhos, mas por se tornarem participantes dos pecados de seus pais. Da mesma forma Deus não abençoa automaticamente os filhos dos fiéis.

As referências bíblicas à maldição (que aparecem principalmente no AT) dizem respeito a pessoas que não desfrutavam de comunhão com Deus (Ml 2:2). No caso dos fiéis, as maldições não se cumprem. Nm 23:8,23; Pv 3:33; 26:2.

O SIGNIFICADO DE BÊNÇÃO

1) Para os pregadores desta nova teologia seria: “Nossas palavras produzem bênçãos… Nossas palavras têm poder de criar situações favoráveis.”[6]

“Bênção também seria ter um bom emprego, uma boa casa, uma saúde de ferro, um bom carro…”.

2) O significado bíblico de bênção é estar em comunhão com Deus, a fonte de toda a vida.

“Abençoar é restaurar as pessoas da posição de exilados de Deus, a filhos (Rm 5:10; 10:15 )”. [7]

“Abençoar é pregar o evangelho aos perdidos levando-os a experimentar o perdão de Deus”.

“Abençoar é gerar a concórdia, a dignidade, inspirar outros a desejarem os mais altos ideais da verdade.” [8]

“Abençoar não é apenas dizer a um irmão: “Te abençôo em nome de Jesus” – é socorrer os irmãos nas suas dificuldades. João diz: “Filhinhos, não amemos de palavras, nem de língua, mas de fato e de verdade.”(I Jo 3:18).Tiago também discorda do ensino de que apenas dizer coisas positivas faça que as pessoas sejam abençoadas: “Se um irmão ou irmã estiverem carecidos de roupa, e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: “Ide em paz, aquecei-vos, e fartai-vos, sem, contudo, lhes dardes o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?” (Tg 2:15,16).

O SIGNIFICADO DE MALDIÇÃO

1) Dentro do ensino das maldições hereditárias, seriam palavras negativas que pronunciamos contra alguém. Seriam também “espíritos” que acompanham nossas famílias e objetos de nossos antepassados que temos em casa trazendo todo o tipo de desgraça.

Jorge Linhares ensina que: “Maldição é a autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem, para causar dano à vida do amaldiçoado… A maldição é a prova mais contundente do poder que têm as palavras.” [9]

Já para Robson Rodovalho, maldição são espíritos que visitam as famílias trazendo morte prematura, adultério, abuso sexual, violência, enfermidade, etc. Devemos até fazer árvore genealógica: “Come dissemos antes, herdamos e possuímos a herança genética de até dez gerações… Temos que até interceder, pedir perdão por pecados que aqueles antepassados tiveram, e quebrar os pactos que fizeram.” [10]

2) Biblicamente, poderíamos dizer que a origem de toda a maldição reside no pecado. Maldição é uma sentença que vem da desobediência a Deus (Gn 3:19: Rm 5:12). Maldição é estar longe de Deus, separado do Criador (Ex. 34:1-10; Dt 27 e 28; Is 28:7-13; 29:1-10; Jr 7:1-15; Ml 1:8-14).

PERGUNTAS ORIGINADAS PELA DOUTRINA

I - Preciso desenhar uma árvore genealógica da família para resolver os problemas da minha vida?

1) Não produz nenhuma edificação ficar desenhando árvores genealógicas. Aliás, a Palavra de Deus condena esta prática como inútil (I Tm 1:4; Tt 3:9). Os mórmons têm esta preocupação, pois acreditam poder salvar aqueles que partiram sem conhecer o mormonismo por intermédio do batismo pelos mortos.

2) Se existem problemas em nossa família, precisamos discernir se são de ordem física (doença), emocional ou espiritual (pecado). Se estes problemas se relacionam ao pecado e ao afastamento de Deus, é necessário o arrependimento e o abandono do pecado. Veja Is 59:2,12; Jr 5:25; Ez 18:2-4,24; Pv 28:13.

II – Tenho que saber de que maneira determinados assuntos eram ventilados em minha família (violência, adultério, alcoolismo, prostituição, etc.)?

1) Não temos que ficar lembrando do passado, pois a Bíblia diz que somos novas criaturas: “E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas (II Co 5:17)”.

2) As coisas do passado não, podem nos separar do amor de Deus, pois Ele não lembra mais dos nossos pecados. Foram todos apagados pelo sangue do Cordeiro; foram lançados no fundo do mar. Veja Is 43:25; Ap. 12:11; 7:14; 5:1; 1 Pe 1:19; Mq 7:19.

III – Qual seria a relação entre meus problemas e os pecados dos meus antepassados?

1) Muitos afirmam que se um cristão comete adultério é porque algum antepassado também cometeu e o “espírito de adultério” acompanha a família, e esta cadeia precisa ser quebrada.

2) Afirmam também que a versão King James (Rei Tiago) da Bíblia reza “espíritos familiares” em Lv 19:31; 20:6, e, portanto, este ensino é correto.

O que a Bíblia diz:

1) A palavra hebraica ‘obh’ significa o ‘’vaso’’ ou instrumento dos espíritos, portanto, o médium ou necromante, conforme aparece na maioria das traduções, e não os espíritos em si.

2) Alguns acham que é mais fácil culpar os antepassados do que enfrentar seus próprios problemas. Marilyn Hickey afirma que você tem o poder de decidir o destino de seus descendentes: “Você pode decidir quanto ao destino exato da sua linhagem. Eles ou vão para Jesus, ou vão para o diabo.” [11]. Entretanto, a responsabilidade é individual e você é que tem que tomar a decisão de resolvê-la com a ajuda de Deus. Veja Jo 1:12.

3) O ensino bíblico é que eu sou responsável pelos meus próprios pecados, não existe uma transmissão genética de demônios. Veja Dt 24:16; Gl 6:7; Ez 14:12-14; Ez 18:1-4; Rm 5:12.

IV – Como posso quebrar uma maldição lançada sobre minha família?

Visto que maldição é o inverso de BÊNÇÃO, é estar afastado de Deus tenho que comunicar as boas novas de salvação aos meus. Veja Rm 8:1; Cl 3:25; Dt 24:16; Nm 23:23; Sl 91:9,10.

V – E a oração de confissão pelos pecados dos antepassados?

Há líderes evangélicos pedindo perdão pelos pecados de José de Anchieta (massacre de índios), Paulo César Farias, Fernando Collor de Mello e dos bandeirantes (suas práticas de magia) etc. Há professores de seminários evangélicos que ensinam que devemos pedir perdão a todos os negros que encontrarmos pela frente por causa da escravidão no Brasil.

Também afirmam que estamos pagando caro pelos paraguaios mortos na guerra com os brasileiros : os carros que são roubados aqui e levados para lá seriam uma forma de maldição sobre o povo brasileiro .

O ensino de que temos que confessar os pecados dos nossos pais e antepassados não tem fundamento bíblico, pois ninguém pode se arrepender por outra pessoa (Rm 14:12). Os casos de Esdras, Neemias e Daniel precisam ser analisados no contexto das passagens de Esdras 9:6-15, Neemias 9 e Daniel 9:4-19.

VI – É possível uma pessoa colocar uma maldição sobre outra?

1) “Como a maldição não é um poder em si mesmo, e necessita da permissão de Deus para que se concretize “ [12] , precisamos entender como as pessoas acabam amaldiçoando outras.

A maldição não é tanto as palavras que pronunciamos, mas o sentimento que nos leva a dizê-las.

Não podemos também deixar de falar dos prejuízos que a língua causa. Com ela se pode louvar a Deus e também pronunciar blasfêmias, falsos testemunhos, mentiras, lisonja e causar muitos males (Tg 3:8-10a). Jesus disse que a boca fala daquilo que o coração está cheio, ou seja, aquilo que uma pessoa fala está ligado aos sentimentos do seu coração (Mt 12:34).

2) “Olho gordo”, macumba, etc., não podem causar a destruição de um lar cristão. Veja Nm 23:23; Lc 10:19; Jo 8:32,36; I Jo 3:8; 4:4; 5:18.

3) E as maldições que aparecem na Bíblia? Estas se referem ao AT e não ao NT. Porém, mesmo nos tempos do AT, a maldição sem causa não pegava. No NT, a ordem de Deus é clara: “Abençoai, e não amaldiçoeis” (Rm 12:14). Qualquer pessoa que amaldiçoar outra estará fora da vontade de Deus, e este não a cumprirá.

CONCLUSÃO

Este é um ensino que escraviza. Cristãos que antes estavam vivendo uma vida de alegria e dando frutos na obra do Senhor estão agora vivendo em escravidão, pois passaram a pensar que as dificuldades que enfrentam na área emocional, nas tentações ligadas ao sexo, alcoolismo, dinheiro, depressão, doenças ou qualquer outra situação adversa são resultados dos pecados dos antepassados que hoje estão afetando a sua vida. Ora, estes problemas, enfrentados pelo cristão, têm a ver com o fruto do Espírito e santificação e não com os pecados dos antepassados.

O que se atribui a espíritos de alcoolismo, prostituição, homossexualismo, etc., na verdade, segundo a Bíblia, são apenas obras da carne (Gl 5:19-21). É possível vencê-los por meio da vida no Espírito (Gl 5:16; I Co 6:9-11). Cristo se fez maldição por nós e os efeitos espirituais da rebelião e ódio contra Deus foram totalmente quebrados (Jo 8:32,36; Rm 8:33-39; I Jo 2:1,2; 3:8), e o sangue de Jesus é suficiente para libertação total. Não temos que quebrar mais nenhuma maldição (Hb 7:25; I Jo 1:7,9; A

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Os pastores, sua mania de grandeza e impessoalidade das relações.


Por acaso você já percebeu que boa parte dos nossos pastores estão muito mais preocupados com números do que com gente? Infelizmente em nome de Deus e de uma espiritualidade avançada, muitos dos lideres evangélicos vestiram a couraça da conquista, tornando-se megalomaníacos, descaradamente transformando gente em números.
Tenho uma amiga, que por muitos anos freqüentou uma igreja de porte médio numa cidade perto da minha. Por motivos diversos, ela teve que mudar do bairro onde morava para outro mais distante, o que por questões financeiras impediu a sua permanência na igreja. Em virtude disto, passou a freqüentar uma famosa e grande comunidade cristã, cujo numero de membros ultrapassava os três mil. Lá ela permaneceu por aproximadamente três anos, até que num determinado dia ao entrar em um elevador comercial, encontrou o seu pastor. Para seu espanto e perplexidade, nossa irmã descobriu que o seu líder espiritual não sabia seu nome, nem tampouco a conhecia. Chocante isso não?

Soube através de um grande amigo que numa tarde de verão, o Rev. Antônio Elias subiu ao púlpito para pregar o Evangelho da Salvação Eterna. No entanto, em vez de abrir a Bíblia e anunciar o Evangelho de Cristo, o saudoso reverendo colocou-se num inquietante silêncio. Depois de alguns instantes, dirigiu-se à congregação pedindo que orassem uns pelos outros. Em meio à oração, o idoso pastor, desceu da plataforma, e foi em direção ao povo a fim de que intercedesse a Deus por algumas pessoas. Passados alguns minutos, lentamente retornou a púlpito com lágrimas nos olhos.

Naquele instante, sem titubeios, o sábio senhor de forma franca e direta disse aos que lá estavam: – “Meus irmãos, eu estou envergonhado, isto porque, não sei o nome de todos vocês.”

Caro leitor, ao ouvir esse relato foi-me impossível conter as lágrimas. Como é bom ouvir da história de pastores que não sucumbiram à tentação de tratarem suas ovelhas como números e estatísticas. Que bom é ouvir testemunhos sobre pastores que se preocuparam em relacionar-se intimamente com suas ovelhas.
Infelizmente no país do gospel é comum encontrarmos pastores que influenciados pela megalomania que os possui, deixaram de lado princípios fundamentais ao exercício do ministério.
Sem sombra de dúvidas essa geração necessita urgentemente de pastores de almas, pastores de gente, pastores segundo o coração de Deus.

Que Deus tenha misericórdia de seu povo.

O contraste entre o justo e o ímpio


Por Rev. Hernandes Dias Lopes
O livro dos Salmos é uma coletânea de cânticos, orações e lamentos do povo de Deus, escrito por vários autores, desde os dias de Davi até o período pós-cativeiro babilônico. Há mais de cem citações do livro de Salmos no Novo Testamento. Isso prova sua relevância na história da redenção. Esse livro tem sido uma fonte de consolo para a igreja de Deus ao longo dos séculos até aos dias atuais.
O Salmo 1 é a porta de entrada deste, que é o maior livro da Bíblia. Destacaremos, aqui, três lições importantes deste Salmo.
Em primeiro lugar, um contraste profundo é apresentado. O autor sagrado faz um profundo contraste entre o ímpio e o justo. Enquanto o ímpio é como uma palha que o vento dispersa, o justo é como uma árvore plantada junto à fonte. Enquanto o ímpio está seco espiritualmente, o justo tem verdor mesmo nos tempos de sequidão. Enquanto o ímpio não tem frutos que agradam a Deus, o justo produz frutos na estação certa. Enquanto o ímpio não tem estabilidade e é jogado de um lado para o outro pelo vendaval, o justo tem suas raízes firmadas no solo da fidelidade de Deus. Enquanto o ímpio tem suas obras reprovadas por Deus, o justo tem sucesso em tudo quanto faz. Enquanto o ímpio busca a roda dos escarnecedores, o justo se deleita na lei do Senhor. Enquanto o ímpio não terá assento na assembleia do santos nem prevalecerá no juízo, o justo será conduzido por Deus na história e recebido na glória. Enquanto o caminho do ímpio perecerá, o caminho do justo é conhecido por Deus. É tempo de você refletir sobre sua vida. Quem é você? Onde está o seu prazer? Onde está o seu tesouro? Em qual dessas duas molduras você pode colocar sua fotografia? Lembre-se: o ímpio pode parecer feliz, mas seu fim é trágico. Mas, o justo, mesmo passando por provas na vida, é bem-aventurado.

Em segundo lugar, um caminho de felicidade é descortinado. A felicidade existe e pode ser experimentada. É legítima e compatível com a fé cristã. Essa iguaria especial da alma não se encontra no conselho dos ímpios, daqueles que se esquecem de Deus. Esse tesouro tão cobiçado não é encontrado no caminho largo dos pecadores nem mesmo na mesa, onde os escarnecedores rasgam a cara em ruidosas gargalhas prenhes de escárnio. Onde está a felicidade? Você é feliz em primeiro lugar, por aquilo que evita. Você sorve o néctar da felicidade quando tapa os ouvidos ao conselho dos ímpios, quando afasta seus pés do caminho dos pecadores e quando não busca um lugar junto à mesa na roda dos escarnecedores. Em segundo lugar, você é feliz por aquilo que você faz. Uma pessoa feliz nutre sua alma com os jorros benditos que emanam da lei de Deus. A felicidade está em alimentar a mente com a verdade de Deus e ser governado por essa verdade. Em terceiro lugar, você é feliz por quem você é. Uma pessoa feliz é como uma árvore frondosa, de folhas viçosas e frutos excelentes, que mesmo na adversidade, não perde sua beleza nem escasseia seus frutos. Uma pessoa feliz tem sucesso constante, uma vez que tudo quanto faz será bem sucedido.

Em terceiro lugar, um juízo inevitável é anunciado. Os ímpios são aqueles que não levam Deus em conta. Esses não têm segurança diante das tempestades da vida e serão levados como a palha que o vento dispersa. Os pecadores são aqueles que deliberada e conscientemente andam na contramão da vontade de Deus e transgridem a lei de Deus. Esses, mesmo sendo religiosos e tendo seu nome no rol de membros de uma igreja não permanecerão na congregação dos justos. Os perversos são aqueles que, além de rejeitarem a verdade, escarnecem de Deus e zombam da fé cristã. Esses podem prevalecer no juízo dos homens, subornando os tribunais e amordaçando a justiça, mas jamais prevalecerão no juízo de Deus. Ímpios, pecadores e perversos podem vender uma imagem glamorosa do pecado e podem passar a imagem de que estão sorvendo todas as taças da felicidade, mas sua alegria é ilusória, sua vida é vazia e sua condenação no juízo é certa. É preciso abrir os ouvidos da alma para escutar a retumbante voz do salmista, quando conclui, dizendo: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ministério da Saúde lança campanha de prevenção a AIDS com pôster gay


O Ministério da Saúde produziu um pôster direcionado a campanha de prevenção à Aids no carnaval 2012 em que aparece duas pessoas abraçadas, sendo que uma delas é travesti. Nos outros dois cartazes da campanha, há um casal de homens gays e um casal heterossexual. O lema da campanha é: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”.
Marta McBritton, coordenadora do Instituto Cultural Barong diz que a campanha é realista. “A campanha trabalha com as possibilidades que existem”, diz a coordenadora, que desenvolve projetos nas ruas de São Paulo para a prevenção à doença entre jovens, adultos e travestis.

“Com certeza vai ter um estranhamento, mas isso faz parte da vida. A campanha é para despertar o debate”, acrescenta a coordenadora, que acompanhou o lançamento dos pôsteres no último dia 2.

O público-alvo da campanha é o jovem gay de 15 a 24 anos. No período de 1998 a 2010, os casos de aids entre os heterossexuais nessa faixa etária caíram 20,1%. Na contramão, a incidência da doença cresceu 10,1% entre os gays da mesma idade, conforme dados do governo federal divulgados no final de 2011. Atualmente, para cada grupo de dez heterossexuais vivendo com Aids, existem 16 homossexuais de 15 a 24 anos. Em 1998, a proporção era de dez para 12.
Uma pesquisa do Ministério da Saúde, apresentada em 2010, revelou ainda que os jovens gays e homens que fazem sexo com homens (HSH) usam menos preservativo nas relações sexuais em comparação à população masculina em geral. Na época da divulgação do estudo, 34,6% dos homens haviam usado preservativo com os parceiros fixos no último ano, contra 29,3% dos jovens gays e HSH. Com os parceiros casuais, o percentual de uso da camisinha também é menor entre os jovens homossexuais, 54,3%, ante 57% registrados na população masculina em geral.

Quem dera ter um “Peixe” pra GeZui$!


Conta-se que em um determinado culto um pastor de uma certa comunidade, ao exortar a igreja para a contribuição de dízimos e ofertas, fez um dos papéis mais ridículos que possa existir. Ao relacionar o dinheiro como um investimento pelo qual o sujeito recebe uma recompensa de Deus de acordo com o valor monetário “investido”, o tal pastor partiu para o ataque e disse: “- Queridos, antes de receber o que vocês tem para oferecer pra Deus, queria que algumas pessoas me trouxessem todos os tipos de notas em Real aqui na frente para lhes dar uma demonstração de como ser verdadeiramente abençoado nas finanças”. Então ele começou a sua exposição a fim de levantar uma oferta bem obesa:

“Gente,

Vejam que a Nota de 2 Reais é representada por uma tartaruga – sabe o que isso significa? Ela só serve para uma oferta medíocre! Você quer uma benção que vem a passos de tartaruga? Uma benção que vem lentamente, quase parando…?(risos)!

A Nota de 5 Reais é representada por uma garça – Sabe aonde as garças vivem? Elas adoram o mangue! Irmão, é na lama que você quer viver?!

Já a Nota de 10 Reais, ela possui uma arara – gente, arara vive voando! Crente não voa baixo como arara, mas alto como Águia! Essa nota não serve pra Deus!

A Nota de 20 Reais tem um mico – Você vai pagar um “mico” ofertando só isso?

Já a Nota de 50 Reais tem uma onça – Irmãos, a onça até que é interessante, mas ela está em extinção! Portanto a tua benção não está em extinção, creia!! Olha, fique sabendo…nem “onça” serve pra Deus!

Já a Nota de 100 Reais, queridos irmãos, tem um peixe – Sabe o que o peixe simboliza? O cristianismo! Se você quer ser abençoado, não ofereça tartaruga, garça, arara, mico ou onça, mas dê ao Senhor o que ele merece: Peixe!”

Boa parte igreja da igreja, após essa anátema alegoria, bradou com súbitos aleluias!!

***
No último dia 04 (fev), 2012, tive o prazer de reencontrar um amigo (o mano Sílvio) que após muitos anos morando em Brasília está de volta a Paraíba. Na conversa, ele me repassou essa historinha, a qual reeditei a partir de uma experiência real vivida por ele em uma igreja neopentecostal da capital do Distrito Federal.

Antognoni Misael é editor do Arte de Chocar e colaborador no Púlpito Cristão

Fiéis lotam culto em busca da lipoaspiração divina


Os cultos do pastor César Peixoto, 52, em Cariacica (Espírito Santo), têm atraído cada vez mais pessoas em busca de emagrecimento instantâneo.
Peixoto diz aos fiéis que o poder de suas orações fazem com que eles percam até 15 quilos em menos de meia hora. Trata-se, segundo o pastor, da “lipoaspiração divina”.
Cariacica tem mais de 340 mil habitantes e fica a 15 km de Vitória, a capital do Estado.
O jornal A Tribuna, de Vitória, não conseguiu localizar ninguém que tenha emagrecido por intermédio da lipo de Deus, mas a secretária escolar Rosalina, 54, informou que, após o culto, “sentiu uma leveza interior muito grande”.
A comerciante Sandra Santos, 30, é outra que não perdeu nenhum quilinho, mas, mesmo assim, ela saiu do templo se “sentindo mais leve”.
A comerciante Carla Oliveira, 40, afirmou esperar que as orações diminuam os seus seios. Ela não duvida do poder das orações do pastor porque, disse, já obteve, com elas, a cura de um câncer.
O pastor afirmou ter descoberto que as orações emagrecem por acaso, há 20 anos. “Um dia, quando eu orava, as pessoas dormiram e, quando acordaram, notaram que as roupas estavam largas.”
Peixoto admitiu que algumas pessoas acham que a lipo divina é uma enganação. Mas argumentou que não dá para explicar o poder da fé, como no caso de uma mulher de 200 quilos que perdeu 100 com orações.
Charlatanismo é crime. Mas o charlatão evangélico, como Peixoto e tantos outros, tem o respaldo da lei, em nome da liberdade de crenças. É um crime perfeito.

Evidências da ressurreição de Cristo

Por Davi Lago
O apologeta William Lane Craig aponta três grandes evidências da ressurreição de Cristo[1].


Primeira evidência: o túmulo vazio. A história da ressurreição de Cristo não teria durado um minuto se o corpo de Jesus estivesse na tumba. Contudo, há grandes evidências que comprovam o fato de que o túmulo de Jesus ficou vazio.
Primeiro, a credibilidade da história do enterro de Jesus. Existe ênfase no Novo Testamento no sepultamento de Cristo. Paulo escreveu em 1Coríntios 15.3-5: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultados e ressuscitou no terceiro dia, segundo as Escrituras, e apareceu a Pedro e depois ais Doze”. No período em que esse texto foi escrito, como as testemunhas de Jerusalém estavam vivas, elas poderiam desmentir Paulo afirmando que não houve sepultamento de Jesus. Contudo, isso não ocorreu. Além disso, não havia tempo suficiente para que uma lenda a respeito do sepultamento de Cristo tivesse surgido e sido aceita por todos. O próprio Paulo esteve por duas semanas em Jerusalém (Gl 1.18) e lá pode confirmar o fato de que todos sabiam que Jesus foi sepultado. Outro ponto importante é considerar a figura de José de Arimatéia. Nenhum acadêmico de nosso tempo afirma que José é uma invenção dos primeiros cristãos, sobretudo por se afirmar que ele era um membro do Sinédrio, fato que poderia ser facilmente desmentido. Além disso, até mesmo detalhes incidentais que os evangelhos fornecem sobre José corroboram sua existência histórica. As narrativas afirmam que ele era rico (o que justifica o tipo de túmulo) e que ele era de Arimatéia (um lugar sem nenhuma importância e simbolismo na Bíblia).

Segundo, o túmulo vazio foi descoberto por mulheres. Dado o relativo baixo status que as mulheres ocupavam na sociedade judaica e sua pequena qualificação para servir como testemunha legal, é surpreendente o fato de que foram mulheres que descobriram o túmulo vazio. Se, de fato, não fossem mulheres que tivessem descoberto o túmulo vazio, por que a igreja afirmaria isso e humilharia seus líderes afirmando que esses permaneceram escondidos em Jerusalém como covardes? Além disso, os nomes das mulheres citadas eram conhecidos por toda a igreja primitiva e seria muito fácil desmenti-las caso elas não tivesses visto o túmulo vazio primeiro.

Terceiro, a investigação que Pedro e João fizeram do túmulo vazio é historicamente provável. A visita dos discípulos à tumba vazia é extremamente plausível porque eles estavam em Jerusalém.

Quarto, seria impossível para os discípulos anunciarem a ressurreição em Jerusalém se a tumba não estivesse vazia. O túmulo vazio é a condição sine qua non do anúncio da ressurreição de Cristo. A pregação dos discípulos não duraria um minuto se o corpo de Jesus estivesse sepultado.

Quinto, os próprios opositores do cristianismo não negaram o fato do túmulo vazio. Os judeus opositores à fé cristã em nenhum momento negaram que o túmulo estivesse vazio, pelo contrário, acusaram os discípulos de terem roubado o corpo de Jesus. Essa é uma evidência muito persuasiva de que o túmulo estava vazio.

Sexto, o fato de que o túmulo de Jesus não foi venerado indica que ele estava vazio. Os judeus veneravam e preservavam os túmulos dos profetas e homens santos. Essa veneração era aspecto importante na religião judaica. Contudo não existe o mínimo vestígio de que o túmulo de Jesus foi venerado. A razão para isso é que ele estava vazio.

Somadas, essas evidências são um forte argumento para comprovar o história de que o túmulo de Jesus estava vazio.

Segunda evidência: as aparições de Jesus ressuscitado. Há grande comprovação histórica de que Jesus foi visto depois de morto por várias pessoas. Em 1Coríntios 15.3-5 Paulo afirma que Jesus apareceu a Pedro e aos demais discípulos, e prossegue dizendo: “Depois disso apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma só vez, a maioria dos quais ainda vive, embora alguns já tenham adormecido. Depois apareceu a Tiago e, então, a todos os apóstolos; depois destes apareceu também a mim, como a um que nasceu fora de tempo” (1Co 15.6-8). Essas informações de Paulo foram escritas muito próximas aos eventos e, por isso, não podem ser lendas. A maioria das quinhentas pessoas que viram Jesus ressurreto poderia ser questionada para comprovar a história.

Terceira evidência: a origem da crença dos discípulos na ressurreição de Jesus. Por que os discípulos acreditariam que Jesus ressuscitou se de fato ele não tivesse ressuscitado? Não há explicação satisfatória para essa pergunta a não ser admitir que Jesus realmente ressuscitou dentre os mortos. È importante notar que os judeus acreditavam na ressurreição, como comprovam os textos de Isaías 26.19, Ezequiel 37 e Daniel 12.2. Contudo, eles acreditavam que a ressurreição seria no fim do mundo e não no meio da história, e também que a ressurreição seria para todas as pessoas e não para um indivíduo isolado. Portanto, os discípulos de Jesus só poderiam crer na ressurreição de Jesus e morrer afirmando que o viram depois da morte, se verdadeiramente Jesus tivesse ressuscitado e aparecido para eles. É um contra-senso afirmar que alguém morre por algo que sabe ser uma mentira.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Será que Cristo voltou e eu não fiquei sabendo?


É impressionante o número de notícias ruins advindas do meio evangélico nos últimos tempos. Tem-se a impressão que a igreja virou mundo tantas são as atrocidades e barbaridades cometidas por líderes cristãos e tudo isso em nome de Deus.
Até parece que já estamos no fim do mundo e que Cristo já voltou e nós não ficamos sabendo. Até parece que Cristo está ausente deste planeta chamado Terra, pois ele não é mais referencia para os ministérios pastorais, não é modelo para a vida diária. Pastores prometendo curas e não cumprindo. Pastores prometendo todos os tipos de restaurações e nada acontecendo. Pastores iludindo o povo na área financeira. Igrejas perdendo suas propriedades. Crentes entregando seus bens para as igrejas. E assim caminha a mediocridade evangélica neste Brasil cansado de tantas promessas e tantas fábulas por parte dos políticos e agora acrescida da desilusão religiosa.

A esperança vai aos poucos se tornando desesperança.

Quando podíamos ser sal, somos salmoura. Quando podíamos ser luz, somos uma pequena chama. Quando podíamos ser embaixadores de Cristo somos portadores de estórias caducas que não fazem nenhum sentido. Quando podíamos ser o perfume de Cristo somos impregnados do cheiro da morte.
Sugiro que você não se envolva com nenhum “ministério” miraculoso e fanfarrão que promete a você o impossível. Não ajude e não oferte para estas causas porque elas não são nobres.
Envolva-se com aquilo que promove o reino de Deus e o avanço do evangelho entre os povos. Isto sim deve ocupar o seu coração.
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Será que Cristo voltou e eu não fiquei sabendo?
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Fique tranqüilo que certamente ele ainda não voltou, mas pode ter a certeza de que ele está voltando mais rápido do você pensa. Ele voltará antes que os “profetas” liquidem com o Seu nome.

Palavrão? @#%*!!!! Como assim?!


Por Augustus Nicodemos Lopes
O Solano Portela já escreveu aqui sobre palavrão. Acredito que ele já mostrou com clareza os argumentos bíblicos para que os seguidores de Jesus não fiquem usando palavrões em suas comunicações, faladas ou escritas. Há outros argumentos baseados no bom senso, educação e etc.
É que de vez em quando leio os murais e comentários de alguns dos mais de 3 mil "amigos" que tenho no Facebook e não poucas vezes me deparo com murais compartilhando fotos meio-eróticas, palavrões, para não falar de comentários cheios de palavras chulas e palavrões do pior tipo. Sei que boa parte destes amigos não são crentes em Jesus Cristo. Mas estou me referindo aos que se identificam como crentes, que postam tanto declarações de fé e amor a Jesus quanto material chulo.
Os argumentos a favor do uso de palavrões pelos crentes podem parecer bons: todo mundo usa, trabalho ou estudo num ambiente de descrentes e não quero parecer um ET, não tenho nenhuma intenção maligna ou pornográfica, etc.

O problema - para os crentes que tomam a Bíblia como regra de fé e prática e como o referencial de Deus para suas vidas - é o que fazer com estas passagens:


"Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem" (Ef 4:29).

"3 Mas a impudicícia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a santos; 4 nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. 5 Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento, que é idólatra, tem herança no reino de Cristo e de Deus. 6 Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. 7 Portanto, não sejais participantes com eles" (Ef 5:3-7).

"34 Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus? Porque a boca fala do que está cheio o coração. 35 O homem bom tira do tesouro bom coisas boas; mas o homem mau do mau tesouro tira coisas más. 36 Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; 37 porque, pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado" (Mat 12:34-37).

"Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes" (1Cor 15:33)".

"Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar" (Col 3:8).

"A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um" (Col 4:6).

"Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento". (Filip 4:8).



As interpretações destes versículos podem variar entre si, mas resta pouca dúvida de que o conjunto deles traz uma mensagem uniforme: o filho de Deus é diferente do mundo, no que pensa e no que fala. A pureza e a santidade requeridas na Bíblia para os cristãos abrange não somente seus atos como também seus pensamentos e suas palavras.
Eu sei que muitos vão dizer que o problema é a definição de palavrão. Entendo. Sei que palavras que ontem arrepiavam os cabelos de quem as ouviam, hoje viraram parte do vocabulário normal. Sei também que palavras que são palavrão numa região do Brasil não são em outra. Mesmo considerando tudo isto, ainda há muitos cristãos que usam palavrões no sentido geral e normal. É só ler blogs, comentários em blogs, murais e comentários no Facebook, tuítes da parte de gente que se diz crente.
Acho que a vulgarização do vocabulário dos evangélicos é simplesmente o reflexo do que já temos dito aqui muitas outras vezes: o cristianismo brasileiro é superficial, tem muita gente que se diz evangélica mas que nunca realmente experimentou o novo nascimento, as igrejas evangélicas estão cedendo ao mundanismo e ao relativismo da nossa sociedade. em vez de sermos sal e luz estamos nos tornando iguais ao mundo no viver, agir, pensar e falar.

Proponho o retorno daquele corinho que aprendíamos quando éramos crianças nos departamentos infantis das igrejas históricas:

"O sabão, lava meu rostinho
Lava meu pezinho, lava minha mão.
Mas, Jesus, prá me deixar limpinho,
Quer lavar meu coração".

PS: Comentários com palavrões não serão publicados, obviamente!

As três grandes tentações


Por Jonas Ayres
Por durante quarenta dias, Jesus se absteve de comida material para que pudesse desfrutar ainda mais do banquete espiritual do Pai Celeste. Então, quando já estava pleno de recursos espirituais, e fortalecido, Deus Pai permite que o Maligno venha até ele com três grandes tentações – tentações estas que Jesus certamente já havia enfrentado mais de uma vez e que iria ter que enfrentar novamente ao longo de seu ministério terrestre. Entretanto, estas não foram somente tentações a nível individual; eram tentações que dariam a Jesus acesso às três instituições poderosas de seus dias – a econômica, a religiosa e a política.
A primeira tentação e a Tentação Econômica que consistia em fazer com que Jesus transformasse pedras em pães (Mt 4:1-4). O objetivo ia além de saciar sua fome; a tentação era fazer com que Jesus se tornasse uma espécie de padeiro milagroso que proveria “pão” para as massas sempre que esta a desejasse no futuro próximo. Mas Jesus sabiamente rejeitou a ideia de viver somente de pão. “Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que vem da boca de Deus” (Mt. 4:4). Jesus reitera isso também no Evangelho de João, onde deixa claro que devemos trabalhar por outro tipo de alimento (Jo 6:26-27).
A segunda tentação e a Tentação Religiosa que consistia em fazer com que Jesus pulasse do pináculo do templo e, ao ser carregado por anjos em queda livre até o solo, tomasse posse da liderança religiosa de sua época, um verdadeiro espetáculo tipo “Cirque du Soleil”. Recebendo assim, uma espécie de aprovação divina publica dentro dos limites sagrados do templo que certamente lhe garantiriam o apoio unanime da hierarquia sacerdotal. Mas Jesus discerniu a tentação e confrontou a corrupção de forma direta a religião institucionalizada – não somente no deserto como ao longo de seu ministério, não que fosse contra a instituição, nem ao templo, pois foi o próprio SENHOR que os institui, mas sempre que ela se tornou idólatra ou oprimia a seus seguidores com doutrinas e fardos de homens Ele denunciava. Jesus estava consciente de todos os erros religiosos de seu tempo e os confrontou, assim também devemos fazê-lo (Mateus 23:13-36).
A terceira e última tentação foi a Tentação Política, era a promessa de obter “todos os reinos do mundo e sua gloria e fama” em troca da alma de Jesus (Mat. 4:8-10). Esta tentação representava a possibilidade de um poder político a nível global – não apenas por meio da força de exercito de sua época, mas também por meio da fama e prestígio de se sentar no trono mais alto em influência e status do mundo. Ser um “George Busch” em sua época.

Esta tentação viria ao encontro das perspectivas messiânicas daqueles dias, por um Salvador que derrubaria a opressão política dos romanos com seus altíssimos tributos. Mas Jesus sabia que subjugar e oprimir não são a maneira de Deus no Novo Testamento. Ele rejeitou as três Tentações porque planejava demonstrar um novo tipo de poder, uma nova maneira de liderar. Servir, sofrer, morrer – estas eram as formas messiânicas de poder que Jesus se utilizava.
Jesus Cristo rechaçou a esperança popular judaica por um Messias que se dedicaria a alimentar os pobres, que usaria seus milagres para ganhar aceitação e que destronaria regimes opressores. Ele rejeitou as essas Três Tentações: a exploração econômica, a manipulação religiosa e a opressão política.

É curioso observar como, ao longo da história, a Igreja sempre sucumbe a pelo menos uma destas Três Tentações de tempos em tempos.

A Tentação Econômica faz com que a Igreja viva unicamente em função de atender as necessidades dos homens e o Evangelho a “La Carte”. Seu evangelho é antropocêntrico e minimalista, voltado unicamente para o bem estar do ser humano, o chamo de Hedo-evangelho (evangelho hedonista). Este evangelho se manifesta ora por meio da Teologia da Prosperidade ora pelo chamado “evangelho social”, com a diferença de que a primeira vertente transforma a Igreja em um Show Business e a segunda em uma militância social meramente humanista. Arrependimento, conversão, novo nascimento, viver em santidade e a realidade do inferno são temas raramente falados.
A Tentação Religiosa é o espírito da política eclesiástica. Líderes influenciados por este espírito deixam de lavar os pés dos santos para lamber botas de seus membros mais abastados, em busca de aceitação, prestígio e reconhecimento. Pastores que se desviam de seu chamado inicial de servir os pequeninos e se tornaram “empreendedores do reino”, não sabemos qual reino. Tornaram-se narcisistas eclesiásticos e amantes da fama. Diferentes da outra ora princesa Diana, morreriam por não serem fotografados pelos paparazzis da fé.
A Tentação Política faz com que a Igreja troque o pano de saco pelo colarinho branco, se envolvendo com os poderes deste mundo em troca de favores. Ao invés de influenciar a sociedade de baixo para cima com demonstrações simples de amor, serviço e santidade, a Igreja se vende a um partido ou ideologia política na tentativa de influenciar a sociedade de cima para baixo, por meio de poder e influência política. A história esta ai para provar que agir assim não traz resultados, o “sal não salga mais” e a sociedade esta cada vez mais paga. Para mim a igreja não pode ser apolítica, mas para se manter pura deve ser apartidária. Objetivo e a implantação do Reino, novos céus e nova terra onde se habitarão a retidão e justiça para sempre!

Que Deus nos ajude e nos livre destas Três Tentações é minha humilde oração!

Soli Deo Gloria!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Telenganadores e telenganados


O triunfalismo e a teologia da prosperidade continuam sendo usados para enriquecer telemissionários, teleapóstolos, telebispos e telepastores (que não pregam o evangelho de Cristo, poder de Deus para salvar os pecadores), os quais (aqui e na outra América) estão na mídia 24 horas por dia enganando os teleincautos.
Sabe qual é a telenovidade? Os telenganadores estão cobrando por mensagens enviadas ao celular dos telenganados! A moda agora é vender “palavras de vitória” por R$ 0,10. Parece pouco, mas imagine milhões de pessoas recebendo pelo menos cinco mensagens por dia!
O problema é que os teleagraciados, quando se cansam das mensagens triunfalistas — do tipo auto-ajuda barata —, encontram grande dificuldade para se livrarem da assinatura… Realmente, os telenganadores sabem explorar muito bem o lado interesseiro do ser humano (Jo 6.60-69) e sua ingenuidade.
Por que a maioria dos telepregadores não pregam o verdadeiro evangelho de salvação? Porque não querem perder a sua fonte de lucro. Eles têm como motivação o dinheiro e a fama; e por isso fazem qualquer negócio (2 Co 2.17). Valendo-se de palavras fingidas, como diz a Palavra de Deus, são capazes até de negar aquEle que os resgatou (2 Pe 2.1-3; Ef 5.5; 1 Tm 6.8-10).

Infelizmente, como disse o Senhor, nos tempos do Antigo Testamento, “… andam enganando o meu povo, dizendo: Paz, não havendo paz… Vós me profanastes entre o meu povo… mentindo, assim, ao meu povo que escuta a mentira” (Ez 13.10-19). Enfim, só há telenganadores por que existem muitos teledesconhecedores da Palavra de Deus.

Na defesa do evangelho (de acordo com Filpenses 1.16 e Tito 1.10,11, etc.),

Ciro Sanches Zibordi

Conversar depois é tão importante quanto o sexo


Psicólogos de uma universidade na Pensilvânia, nos EUA, garantem que um relacionamento saudável não consiste apenas de sexo. Homens que caem no sono ou saem da cama logo após o ato sexual tendem a deixar suas companheiras mais inseguras e emocionalmente abandonadas do que estariam se nem tivessem feito sexo.
A importância da conversa pós-ato sexual, segundo os pesquisadores, está ligada a questões de segurança conjugal: 456 pessoas heterossexuais foram consultadas, e as mais carentes de afeição eram justamente aquelas cujo parceiro era de poucas palavras logo após a interação carnal.
Segundo os psicólogos, os homens tendem a dormir antes para evitar diálogos sobre comprometimento na relação. As mulheres, automaticamente, se sentem oprimidas quando isso acontece. É importante, de acordo com os especialistas, que o homem e a mulher fortaleçam seus laços amorosos com palavras, para dizer a si mesmos que seus relacionamentos são mais profundos do que o simples ato sexual.

Cristãos conservadores discordam de Jesus em questões como “aborto” e “homossexualidade” indica pesquisa


Uma pesquisa recente indica que cristãos de grupos conservadores e liberais dizem ter uma opinião sobre questões como aborto e casamento homossexual diferente das que Jesus teria. Além disso, os entrevistados acreditam que Jesus seria mais compassivo do que eles em relação aos imigrantes ilegais e ajuda aos pobres.
O estudo foi publicado pela Academia Nacional de Ciências, sediada nos Estados Unidos, e revela que os entrevistados cristãos deveriam usar uma escala de 100 pontos, que vão desde “mais liberal” a “mais conservador” e para identificar onde nessa escala eles acreditavam que Jesus estaria se vivesse entre nós hoje.
As questões relacionadas com a moralidade expressada por Jesus seriam mais rigorosas que as próprias opiniões de cristãos liberais e conservadores, acreditam os entrevistados. Os conservadores, no entanto, acreditam que Jesus seria mais aberto às questões de convivência – como a tributação para reduzir a desigualdade econômica e o tratamento de imigrantes. Ambos os grupos parecem acreditar que as questões mais importantes para eles, teriam a mesma importância para Jesus.
De acordo com Ross, a pesquisa revela que as discrepâncias entre seus pontos de vista políticos e os ensinamentos religiosos são “tratadas” em parte por uma pessoa que tenha uma interpretação diferente dos ensinamentos bíblicos. Por exemplo, os liberais têm mais dificuldade para conciliar sua opinião com os ensinamentos do Antigo Testamento, enquanto os conservadores dizem que os ensinamentos do Novo Testamento muitas vezes entram em conflito com suas opiniões políticas.

“Os liberais estão admitindo que estão longe de Jesus em seus pontos de vista sobre questões morais e os conservadores admitem que discordam de Jesus sobre questões de convivência,” disse Ross.

“Na verdade, os conservadores são mais religiosos do que os liberais. É mais importante para eles adequar suas opiniões com a sua religião”, concluiu Ross.

Traduzido e adaptado de The Christian Post

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Jesus e as fraldas que vazam


Por Maurício Zágari
Quem já teve filho sabe do que vou falar. Você deixa seu neném todo cheirosinho, passa creminho, talquinho. Uma graça. Fofo. Lindo. Por cima de tudo vem a fraldinha. Coisa boa. Tem desenhos de bichinhos, da Turma da Mônica, de balões coloridos. São objetos úteis, mimosos e que deixam o neném com aquela aparência divertida de gorilinha, com o traseiro desproporcionalmente maior do que deveria. Que invenção extraordinária. A fralda retém o xixi e o cocô, mantém o bebê sequinho, limpinho e cheiroso e impede desastres que só quem já segurou um neném peladinho no colo enquanto ele faz xixi descontroladamente entende.
Mas as fraldas têm um problema: se elas não estiverem bem ajustadas, certinhas, no lugar certo... elas vazam. E aí, meu irmão, minha irmã, não queira saber a desgraceira que é. Não foi uma nem duas vezes em que acordei de manhã e encontrei o berço da filhota parecendo um circo de horrores: cocô espalhado pelas paredes, bichinhos, lençóis e, o que é pior: pelos braços, pernas, rosto e até cabelo do nenêm. Porque não pense você que ele entende que aquilo é sujo: para o pequeno é divertidíssimo se esbaldar jogando caquinha pra todo lado, se esfregando com aquela coisa quentinha e diferente e se emporcalhando com as imundícies que vazaram da fralda mal ajustada. Prefiro nem pensar na hipótese de que depois da farra feita ela lambeu os dedos. E isso não ocorre só no berço. Ocorre no carrinho, na cadeirinha de comer, no automóvel da familia, no colo. Se a fralda não está justa é certeza de que a coisa não vai prestar.

A vida espiritual do crente tem certas semelhanças com esse processo. Antes da conversão, somos como bebês peladinhos, fazendo todo tipo de porcaria por aí, descontroladamente, sem nada que impeça que nossas sujeiras e imundícies atinjam quem estiver ao nosso redor - e, em especial, a nós mesmos. Até que Jesus nos chama para si, nos elege, estende-nos sua graça. Com isso, numa metáfora. é como se Ele pusesse uma fralda em nós. Pois na regeneração ocorre o processo de adoção (Jo 1): fomos feitos filhos de Deus e, com isso nos tornamos seus herdeiros. E Jesus passa a cuidar de nós com olhar paterno. Passa creminho nas assaduras do passado, nos limpa. Também nos torna justos. Ou seja: ajusta-nos ao que é perfeito. Assim, pela graça do crucificado somos justificados mediante a fé e nossas "fraldinhas espirituais" são ajustadas perfeitamente em nós, impedindo que a sujeirada que antes fazíamos volte a ser contaminação. Ficamos limpos, puros ou, como diz o antigo hino, "alvos, mais que a neve".

O grande problema ocorre quando, por culpa nossa, essa proteção é removida mediante o que chamamos pecado. O pecado distorce o que é perfeito e faz nossas fraldas se "desajustarem". É como se o elástico ficasse frouxo ou se a fralda se deslocasse para fora do lugar. Com isso, surgem espaços que não deveriam existir numa realidade de justificação e toda aquela imundície que estava contida volta a vazar. E, ao vazar, suja tudo e todos ao nosso redor - em especial aquele que, como um neném, voltou a se divertir com as coisas impuras - afinal, para a mente cauterizada, o que é imundo é divertido e quentinho.
Fraldas que vazam são o terror dos pais. Pecados que retornam são o terror dos cristãos. Ninguém deseja um ou outro. Mas acontece. E aí, o que fazer? No caso do neném, troca-se a fralda desajustada por uma nova e todo o processo de limpeza se repete: dá-se um banho no bebê ou passa-se lencinhos umidecidos, creminho, talquinho... tudo de novo até que aquele que fez a sujeirada retorne ao seu estado de pureza. Já no caso do pecador o processo é bem similar. Mediante nosso arrependimento, Jesus nos limpa, dá banho, cuida de nossa alma com o creminho do perdão sobre as assaduras que o pecado provocou e ajusta novamente aquilo que impedirá que a caquinha da desobediência a Deus volte a nos sujar novamente. E aí retornamos ao nosso estado de pureza.

A você que ainda não teve filhos, meu desejo é que nunca tenha que passar pela experiência de uma fralda que vaza. Embora, sinceramente, eu ache impossível que isso não venha a ocorrer. Converse com qualquer pai veterano e ele terá histórias e mais histórias sobre isso para contar. De igual modo, meu desejo é que você nunca tenha de passar pela imundície de retornar ao pecado como, em linguagem bíblica, um cachorro que retorna ao próprio vômito. Embora, sinceramente, eu ache impossível que isso não venha a ocorrer. Converse com qualquer cristão veterano e ele terá histórias e mais histórias sobre isso para contar. A solução? O bebê tem os pais para limparem suas sujeiras. E o cristão tem Jesus para fazer exatamente a mesma coisa. Mantenha-se sempre perto de Cristo e, assim, você terá a garantia de que o pecado pode ocorrer, mas o teu advogado prontamente correrá em seu auxilio para solucionar a sujeirada que teus desajustes provocaram.
Você se desajustou? Está coberto de imundície espiritual? Não se desespere. Arrependa-se. Quem se sujava, não se suje mais. Mude de atitude. Pois, mediante seu arrependimento e a graça de Cristo, Jesus vai limpá-lo, purificá-lo e fazer você ficar limpinho e cheiroso aos olhos e às narinas do Pai, como aqueles lindos e fofos bebês que sempre nos deixam encantados por sua pureza e inocência.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Documentário “Adoração como estilo de vida” terá segunda tiragem


O DVD “Adoração como estilo de vida” nasceu do desejo de criar uma ferramenta que reunisse, através da experiência de vários ministros, o que seria ter a adoração como estilo de vida.
O documentário conta com a participação de Nívea Soares, Ana Paula Valadão, Alex Gonzaga, André Valadão, Cris Batiston, Antônio Cirilo, David Quinlan, Fernandinho, Patrícia Muller, Davi Sacer, Flavio A. Lemos, Lucas Souza, Ludmila Ferber e Davi Sacer.
Flávio A. Lemos, líder do ministério Fogo de Sião e idealizador do projeto, queria levar às pessoas algo além de vídeos de canções ou ministrações. “Já temos muitos CD´s e DVD´s no mercado com este enfoque. O Senhor me tocou para produzir algo inovador, que trouxesse um pouco da experiência de muitas pessoas e que levasse as pessoas a refletirem sobre o tema”, conta.
O DVD foi gravado em 2010 e foi lançado na Feira Expo Cristã em 2011. O ministério prepara sua segunda tiragem, em formato especial para o ano de 2012. Agora, o DVD traz também uma coletânea de músicas do ministério Fogo de Sião e mais clipes musicais dos participantes.