terça-feira, 13 de março de 2012

A Bíblia está ultrapassada?


Por Renato Vargens
Há pouco escrevi um texto explicando sete razões porque não creio no ministério pastoral feminino.
Pois é, bastou falar sobre isso que surgiram inúmeros comentários no facebook, twitter e Blog dizendo que não deveríamos levar as Escrituras Sagradas ao pé da letra, mesmo porque, elas estão ultrapassadas. Para piorar a situação, outros de forma extremamente agressiva afirmaram que o Apostolo Paulo não poderia ser levado em consideração, visto que era machista, e que o mundo evoluiu e que por consequinte, a Bíblia não pode responder todos os questionamentos da sociedade.

Caro leitor, ao contrário de muitos eu creio na Bíblia como minha única e exclusiva regra de fé.Em virtude disso não fundamento aquilo creio em experiências místicas, achismos ou interpretações equivocadas.
Para mim, as Escrituras são por definição a única Palavra de Deus escrita como também a única expressão verbal das verdades de Deus publicamente acessível, visível, e infalível no mundo. A Bíblia possui suprema autoridade em matéria de vida e doutrina; e somente ela é o árbitro de todas as controvérsias. Ela é a norma normanda e não a norma normata para todas as decisões de fé e vida. Se junta a isso o fato, de que a autoridade das Escrituras é superior à da Igreja, da tradição como também de qualquer estrutura hierárquica religiosa.

Os reformadores consideravam que somente as Escrituras possuíam a palavra final em matéria de fé e prática. João Calvino costumava dizer que o verdadeiro conhecimento de Deus está na Bíblia. Para o reformador francês a Bíblia era a Palavra de Deus. Calvino também afirmou que a Bíblia era o único escudo capaz de nos proteger do erro.
Para o protestantismo a Bíblia é a revelação verbal de Deus. É Deus falando aos homens. É a voz do próprio Deus. O apóstolo Paulo ao escrever a sua 2ª epistola a Timóteo afirmou que “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. ” Pedro em sua 2ª carta, explicou que os homens que escreveram as Escrituras foram “inspirados pelo Espírito Santo”, para que nenhuma parte dela fosse “produzida por vontade de homem algum” ou pela “interpretação particular do profeta”
Além disso, também vale à pena ressaltar a infalibilidade da Bíblia. A Bíblia não contém erros. Ela é correta em tudo o que declara, visto que Deus não mente ou erra. Tudo aquilo que nela está escrito é a mais pura verdade. Jesus disse que “a Escritura não pode ser anulada” , e que é mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei”
A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, ela é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Nenhum credo, concílio ou indivíduo tem o poder de constranger a consciência do crente em Jesus contrariando aquilo que está exposto na Bíblia.
Diante destas maravilhosas afirmativas asseguro sem a menor sombra de dúvidas que todo o conteúdo das Escrituras foi inspirado pelo Senhor, o que nos dá plena convicção de que não existe nenhum equivoco em denominar a Bíblia como “a Palavra de Deus”. Isto posto, concluo que não existe nenhum outro modo de se conhecer a Deus, superior ao estudo das Escrituras, como também, não existe nenhuma outra fonte de informação sobre Deus mais precisa, acurada e compreensiva que a Sua Palavra.
Isto, posto, diante de qualquer controvésia, jamais considerarei as Escrituras como ultrapassadas. Para mim, Bíblia é atual e absolutamente inerrante.

Faço minhas as palavras de Martilho Lutero:

"A menos que vocês provem para mim pela Escritura e pela razão que eu estou enganado, eu não posso e não me retratarei. Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha consciência não é correto nem seguro. Aqui permaneço eu. Não há nada mais que eu possa fazer. Que Deus me ajude. Amém."

Soli Deo Gloria.

Quando Deus parece não ouvir


Por João Calvino
Nem sempre Deus parece ouvir-nos as orações; mas, ainda assim, requer-se constância e perseverança no exercício da oração.
Pois se afinal nem mesmo depois de longa espera nosso senso perceba que beneficio se obteve pela oração, nem que sinta daí qualquer fruto, entretanto, nossa fé nos assegurará daquilo que não poderá ser percebido pela sensibilidade, a saber, que obtivemos o que era conveniente, quando, tantas vezes e com tanta certeza o Senhor promete que nossas preocupações haverão de ser por ele atendidas, desde que sejam depositadas em seu seio. E assim ele fará com que na pobreza possuamos abundância, na aflição tenhamos consolação.

Ora, ainda que todas as coisas falhem, contudo, Deus nunca nos haverá de desamparar, o qual não pode frustrar a expectação e a paciência dos seus. Somente ele nos servirá mais que todos, pois ele contém em si mesmo tudo quanto existe, e que finalmente nos haverá de revelar tudo isso no Dia do Juízo, quando abertamente manifestará seu reino.

Acrescento ainda que, mesmo quando Deus nos atenda aos rogos, contudo, nem sempre ele responde conforme a expressa fórmula do pedido; ao contrário, mantendo-nos como que suspensos, no entanto de modo não previsto mostra que nossas orações não foram vãs. Isto significam estas palavras de João: “E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos” [1Jo 5.15]. Isto parece mera superfluidade de palavras, mas de fato é uma declaração muitíssimo útil, porque Deus, ainda quando não atenda ao desejo, no entanto é favorável e propício a nossas orações, de sorte que nunca nos frustra a esperança arrimada em sua Palavra. Com esta paciência, porém, os fiéis têm necessidade de ser sustentados até este ponto, porque não haveriam de estar firmes por longo tempo a não ser que nela se reclinassem.

Pois o Senhor não prova os seus com experiências leves, nem os exercita frouxamente; pelo contrário, freqüentemente os impele até a extremos; e assim impelidos, os deixa chafurdar-se nesse lodaçal por longo tempo, antes que lhes proporcione algum gosto de seu dulçor. E, como diz Ana: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e conduz de volta” [1Sm 2.6].

O que lhes ficaria ao ver-se afligidos desta maneira, senão perder o ânimo, desfalecer e cair no desespero, a não ser que, quando se encontram assim afligidos, desconsolados e semimortos, os console e os ponha de pé a consolação de que Deus tem seus olhos postos neles, e que, por fim, triunfarão de todos os males que presentemente padecem e sofrem?309 Não obstante, seja como for que se postem na certeza desta esperança, enquanto isso não deixam de orar, porquanto, a não ser que a constância de perseverar assista à oração, nada conseguimos com a oração.

segunda-feira, 12 de março de 2012

VISITAS DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2009 ATÉ HOJE.


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Igreja do Paraíso Parcelado: Cartão de crédito é meu pastor


Com as mãos nos bolsos e o olhar distante, Joel caminhava lentamente pela calçada. Nesse instante, foi abordado por um rapaz de cabelo muito bem penteado, camisa impecavelmente alva e gravata escura.
- Desculpa… O amigo está com algum problema?

Joel respirou fundo:

- Coisa pouca, moço…perdi o emprego por conta alcoolismo e minha mulher me deixou para viver com a manicure dela. Minha filha, menina tão inocente, está grávida e o pai é o entregador de pão. Ah, meu filho tá fugindo da polícia só porque descobriram que ele clonou o cartão de crédito de um delgado – menino tão inteligente, gosta de informática. Ainda tem a bronca com o nosso cachorro…

O rapaz de gravata interrompeu.

- Tá feia a coisa, né? Mas acho que posso ajudar o senhor. Isso é falta de fé. E a gente tem plano facilitado para o senhor. Eu sou obreiro da Igreja do Paraíso Parcelado…


Joel levantou a vista e reparou o nome da tal igreja estampado em neon vermelho na fachada de um prédio moderno, com revestimento de mármore e portas de vidro blindado. O obreiro da gravata escura prosseguiu:

- A nossa concorrência complica muito as coisas. Obriga os fiéis a assistir aos cultos, só aceita doação em dinheiro. Aqui num tem isso: basta o senhor escolher a graça que os preços são tabelados. Num precisa orar nem ler a Bíblia. Nós fazemos o cadastro rapidinho, viu? Pode pagar com boleto, cartão de crédito, cheque pré – nesse caso a gente faz um consulta ao Serasa, mas é de praxe.

- Caso de desemprego, por exemplo, como é?, indagou Joel.

- Ai depende do salário que o senhor quer receber no novo emprego. A gente tem a tabela completa – de colocação de gari a vaga na Caixa Econômica. Tem a taxa pela benção e a sua primeira remuneração é nossa.

- E para ajeitar casamento?

- De for mulher feia, R$ 50,00 – preço promocional! Se for mulher bonita, a partir de R$ 200,00. Mas ai o senhor ganha de brinde a bênção “antichifre” para tirar tudo que é “Ricardão” de perto da sua casa.

- E para melhorar a saúde?

- Com R$ 20,00 o senhor faz a “bênção SUS” – é pra tratar de coisa mais simples como “pano-branco”, dor de cabeça, dor nas costas. O senhor fica bom só de beber a santa água do rio Jordão misturada com o legítimo pó das muralhas de Jericó. A benção “Mega Sangue Sagrado” é para curar problema sério feito gripe suína, aunerisma e Alzheimer. Já a bênção “Lázaro Plus” levanta até defunto…

- E exorcismo de “encosto”, vocês fazem?

- Só com hora marcada. O preço varia de acordo com a entidade a ser desalojada. Tirando um Preto-velho, senhor ganha de graça o direito a tirar mais dois espíritos ruins menores. Pomba-gira é um pouco mais caro. Tranca-rua é quase uma cirurgia: toma anestesia geral e tudo…

- Mas me diga uma coisa, amigão: entrando para a sua igreja a gente garante o lugar no Céu depois da morte?

- Claro! Inclusive nós estamos vendendo apartamentos no conjunto habitacional “Descanso eterno”. Três quartos, varanda, sala para dois ambientes, salão de festa. E com vista privilegiada para as nuvens mais brancas, viu? A mensalidade é pequenininha e a gente aceita FGTS, em nome do Senhor!

domingo, 11 de março de 2012

O Mito do Livre Arbítrio

A maioria das pessoas diz que crê no “livre-arbítrio”. Você tem alguma idéia do que isso significa? Acredito que você achará grande quantidade de superstição sobre este assunto. A vontade é louvada como o grande poder da alma humana, que é completamente livre para dirigir nossa vida. Mas, do que ela é livre? E qual é o seu poder?
O mito da liberdade circunstancial



Ninguém nega que o homem tem vontade – ou seja, a capacidade de escolher o que ele quer dizer, fazer e pensar. Mas, você já refletiu sobre a profunda fraqueza de sua vontade? Embora você tenha a habilidade de fazer uma decisão, você não tem o poder de realizar seu propósito. A vontade pode planejar um curso de ação, mas não tem nenhum poder de executar sua intenção.
Os irmãos de José o odiavam. Venderam-no para ser um escravo. Mas Deus usou as ações deles para torná-lo governador sobre eles. Escolheram seu curso de ação para fazer mal a José. Mas, em seu poder, Deus dirigiu os acontecimentos para o bem de José. Ele disse: “Vós, na verdade, intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem” (Gn 50.20).

E quantas de nossas decisões são terrivelmente frustradas? Você pode escolher ser um milionário, mas a providência de Deus talvez o impedirá. Você pode decidir ser um erudito, mas a saúde ruim, um lar instável ou a falta de condições financeiras podem frustrar sua vontade. Você escolhe sair de férias, mas, em vez disso, um acidente de automóvel pode enviar-lhe para o hospital.

Por dizer que sua vontade é livre, certamente não estão queremos dizer que isso determina o curso de sua vida. Você não escolheu a doença, a tristeza, a guerra e a pobreza que o têm privado de felicidade. Você não escolheu ter inimigos. Se a vontade do homem é tão poderosa, por que não escolhemos viver sem cessar? Mas você tem de morrer. Os principais fatores que moldam a sua vida não se devem à sua vontade. Você não seleciona sua posição social, sua cor, sua inteligência, etc.

Qualquer reflexão séria sobra a sua própria experiência produzirá esta conclusão: “O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Pv 16.9). Em vez de exaltar a vontade humana, devemos humildemente louvar o Senhor, cujos propósitos moldam a nossa vida. Como Jeremias confessou: “Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos” (Jr 10.23).

Sim, você pode escolher o que quer e pode planejar o que fará, mas a sua vontade não é livre para realizar qualquer coisa contrária aos propósitos de Deus. Você também não tem o poder de alcançar seus objetivos, mas somente aqueles que Deus lhe permite alcançar. Na próxima vez que você tiver tão enamorado de sua própria vontade, lembre a parábola de Jesus sobre o homem rico. O homem rico disse: “Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens... Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma” (Lc 12.18-21). Ele era livre para planejar, mas não para realizar. O mesmo acontece com você.
O mito da liberdade ética

A liberdade da vontade é citada como um fator importante em tomar decisões morais. Diz-se que a vontade do homem é livre para escolher entre o bem e o mal. Novamente temos de perguntar: do que ela é livre? E o que a vontade do homem é livre para escolher?

A vontade do homem é o seu poder de escolher entre alternativas. Sua vontade decide realmente suas ações dentre várias opções. Você tem a capacidade de dirigir seus próprios pensamentos, palavras e atos. Suas decisões não são formadas por uma força exterior, e sim dentro de você mesmo. Nenhum homem é compelido a agir em contrário a sua vontade, nem forçado a dizer o que ele não quer dizer. Sua vontade guia suas ações.

Isso não significa que o poder de decidir é livre de todas as influências. Você faz escolhas baseado em seu entendimento, seus sentimentos, nas coisas de que gosta e de que não gosta e em seus apetites. Em outras palavras, a sua vontade não é livre de você mesmo! As suas escolhas são determinadas por seu caráter básico. A vontade não é independente de sua natureza, e sim escrava dela. Suas escolhas não moldam seu caráter, mas seu caráter guia suas escolhas. A vontade é bastante parcial ao que você sabe, sente, ama e deseja. Você sempre escolhe com base em sua disposição, de acordo com a condição de seu coração.

É por essa razão que a sua vontade não é livre para fazer o bem. Sua vontade é serva de seu coração, e seu coração é mau. “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” (Gn 6.5). “Não há quem faça o bem, não há nem um sequer” (Rm 3.12). Nenhum poder força o homem a pecar em contrário à sua vontade; os descendentes de Adão são tão maus que sempre escolhem o mal.

Suas decisões são moldadas pelo seu entendimento, e a Bíblia diz sobre todos os homens: “Antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato” (Rm 1.21). O homem só pode ser justo quando deseja ter comunhão com Deus, mas “não há quem busque a Deus” (Rm 3.11). Seus desejos anelam pelo pecado, e, por isso, você não pode escolher a Deus. Escolher o bem é contrário à natureza humana. Se você escolher obedecer a Deus, isso será resultado de compulsão externa. Mas você é livre para escolher, e sua escolha está escravizada à sua própria natureza má.

Se carne fresca e salada fossem colocadas diante de um leão faminto, ele escolheria a carne. Isso aconteceria porque a natureza do leão dita a escolha. O mesmo se aplica ao homem. A vontade do homem é livre de força exterior, mas não é livre das inclinações da natureza humana. E essas inclinações são contra Deus. O poder de decisão do homem é livre para escolher o que o coração humano dita; portanto, não há possibilidade de um homem escolher agradar a Deus sem a obra anterior da graça divina.

O que muitas pessoas querem expressar quando usam o termo livre-arbítrio é a idéia de que o home é, por natureza, neutro e, por isso, capaz de escolher o bem ou o mal. Isso não é verdade. A vontade humana e toda a natureza humana é inclinada continuamente para o mal. Jeremias perguntou: “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal” (Jr 13.23). É impossível. É contrário à natureza. Portanto, os homens necessitam desesperadamente da transformação sobrenatural de sua natureza, pois sua vontade está escravizada a escolher o mal.

Apesar do grande louvor que é dado ao “livre-arbítrio”, temos visto que a vontade do homem não é livre para escolher um curso contrário aos propósitos de Deus, nem é livre para agir em contrário à sua própria natureza moral. A sua vontade não determina os acontecimentos de sua vida, nem as circunstâncias dela. Escolhas éticas não são formadas por uma mente neutra, são sempre ditadas pelo que constitui a sua personalidade.
O mito da liberdade espiritual

No entanto, muitos afirmam que a vontade humana faz a decisão crucial de vida espiritual ou de morte espiritual. Dizem que a vontade é totalmente livre para escolher a vida eterna oferecida em Jesus ou rejeitá-la. Dizem que Deus dará um novo coração a todos que, pelo poder de seu próprio livre-arbítrio, escolherem receber a Jesus Cristo.

Não pode haver dúvida de que receber a Jesus Cristo é um ato da vontade humana. É freqüentemente chamado de “fé”. Mas, como os homens chegam a receber espontaneamente o Senhor? A resposta habitual é: “Pelo poder de seu próprio livre-arbítrio?” Como pode ser isso? Jesus é um Profeta – e receber a Jesus significa crer em tudo que ele diz. Em João 8.41-45, Jesus deixou claro que você é filho de Satanás. Esse pai maligno odeia a verdade e transmitiu, por natureza, essa mesma propensão ao seu coração. Por essa razão, Jesus disse: “Porque eu digo a verdade, não me credes”. Como a vontade humana escolherá crer no que a mente humana odeia e nega?

Além disso, receber a Jesus significa aceitá-lo como Sacerdote – ou seja, utilizar-se dele e depender dele para obter paz com Deus, por meio de seu sacrifício e intercessão. Paulo nos diz que a mente com a qual nascemos é hostil a Deus (Rm 8.7). Como a vontade escapará da influência da natureza humana que foi nascida com uma inimizade violente para com Deus? Seria insensato a vontade escolher a paz quando todo as outras partes do homem clamam por rebelião.

Receber a Jesus também significa recebê-lo como Rei. Significa escolher obedecer seus mandamentos, confessar seu direito de governar e adorá-lo em seu trono. Mas a mente, as emoções e os desejos humanos clamam: “Não queremos que este reine sobre nós” (Lc 19.14). Se todo o meu ser odeia a verdade de Jesus, odeia seu governo e odeia a paz com Deus, como a minha vontade pode ser responsável por receber a Jesus? Como pode um pecador que possui tal natureza ter fé?

Não é a vontade do homem, e sim a graça de Deus, que tem ser louvada por dar a um pecador um novo coração. A menos que Deus mude o coração, crie um novo espírito de paz, veracidade e submissão, a vontade do homem não escolherá receber a Jesus Cristo e a vida eterna nele. Um novo coração tem de ser dado antes que um homem possa escolher, pois a vontade humana está desesperadamente escravizada à natureza má do homem até no que diz respeito à conversão. Jesus disse: “Não te admires de eu te dizer: importa-vos nascer de novo” (Jo 3.7). A menos que você nasça de novo, jamais verá o reino de Deus.

Leia João 1.12-13. Essa passagem diz que aqueles que crêem em Jesus foram nascidos não “da vontade do homem, mas de Deus”. Assim como a sua vontade não é responsável por sua vinda a este mundo, assim também ela não é responsável pelo novo nascimento. É o seu Criador que tem de ser agradecido por sua vida. E, “se alguém está em Cristo, é nova criatura” (2 Co 5.17). Quem escolheu ser criado? Quando Lázaro ressuscitou dos mortos, ele pôde, então, escolher obedecer o chamado de Cristo, mas ele não pôde escolher vir à vida. Por isso, Paulo disse em Efésios 2.5: “Estando nós mortos em nossos delitos, [Deus] nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos” (Ef 2.5). A fé é o primeiro ato de uma vontade que foi tornada nova pelo Espírito Santo. Receber a Cristo é um ato do homem, assim como respirar, mas, primeiramente, Deus tem de dar a vida.

Não é surpreendente que Martinho Lutero tenha escrito um livro intitulado A Escravidão da Vontade, que ele considerava um de seus mais importantes tratados. A vontade está presa nas cadeias de uma natureza humana má. Você que exalta, com grande força, o livre-arbítrio está se agarrando a uma raiz de orgulho. O homem, caído no pecado, é totalmente incapaz e desamparado. A vontade do homem não oferece qualquer esperança. Foi a vontade, ao escolher o fruto proibido, que nos colocou em miséria. Somente a poderosa graça de Deus oferece livramento. Entregue-se à misericórdia de Deus para a sua salvação. Peça ao Espírito de Graça que crie um espírito novo em você.

É difícil avaliar honestamente seu próprio pecado


Por Jonathan Edwards
Naturalmente é muito difícil avaliar honestamente o nosso próprio pecado. Mas, se estivermos realmente preocupados com isso, se formos rígidos e sondarmos totalmente o nosso coração, podemos, na maioria das vezes, descobrir o pecado no íntimo. As pessoas que querem agradar e obedecer a Deus, com toda luz que desfrutamos, certamente, não precisam continuar nos caminhos pecaminosos por causa da ignorância.
É verdade que o nosso coração é muito enganoso. Mas Deus, em sua santa palavra, nos deu luz suficiente para o estado de trevas em que nos encontramos. Por meio do cuidado e da averiguação, podemos conhecer nossas responsabilidades espirituais e saber se estamos vivendo em algum caminho mau. Todo aquele que tem algum amor a Deus ficará grato pela ajuda bíblica nesta questão. Tais pessoas estão preocupadas em andar em todas as coisas que Deus queria que andassem, como agradá-lo e honrá-lo. Se a vida delas, de alguma maneira, ofende a Deus, terão prazer em saber disso e de maneira nenhuma optam por ocultar de si mesmas o próprio pecado.
Também, aquele que pergunta com sinceridade, O que eu devo fazer para ser salvo? irá querer identificar o pecado em sua vida, já que é o pecado o que separa de Cristo.

Há duas maneiras pelas quais chegamos ao conhecimento do nosso pecado:

Conhecimento da Lei de Deus. Se você deseja saber se vive em pecado desconhecido, deve familiarizar-se totalmente com o que Deus quer de você. Na Bíblia, Deus nos deu normas perfeitas e verdadeiras pelas quais devemos andar. Ele expressou seus preceitos clara e fartamente, assim, somos capazes de saber — a despeito das nossas trevas e desvantagens espirituais — exatamente o que ele requer de nós. Que revelação da mente divina completa e abundante temos nas Escrituras! Quão clara é em nos instruir sobre como nos comportar! Quão freqüentemente seus preceitos são repetidos! E quão explicitamente são revelados, de várias maneiras, a fim de que pudéssemos entendê-los completamente!
Mas que proveito há em tudo isso se negligenciamos a revelação de Deus e não nos esforçamos em nos inteirar dela? Que proveito há em se ter princípios piedosos se ainda não os conhecemos? Por que Deus revelaria a sua mente, se não nos importamos em saber o que é ela?
No entanto, a única maneira pela qual podemos saber se estamos pecando é conhecendo sua lei moral: "Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado" (Rm 3.20). Entretanto, se não queremos continuar desagradando a Deus, devemos estudar diligentemente os princípios do certo e do errado que ele revelou. Devemos ler e pesquisar muito mais as santas Escrituras. E devemos fazer isso com a intenção de conhecer todo o nosso dever, assim a Palavra de Deus pode ser "lâmpada para os [nossos] pés e luz para os [nossos] caminhos" (SI 119.105).
E, assim sendo, está claro que a maior parte das pessoas é muito mais culpada simplesmente por causa da sua negligência aos deveres espirituais. Antes de tudo, são culpáveis porque desprezam a Palavra de Deus e outras fontes que poderiam informá-las. Agem como se o estudo fosse somente um trabalho dos pastores. Tal ignorância é freqüentemente uma negligência proposital e deliberada. Se não são conscientes do que Deus quer delas, é sua própria falta. Elas têm oportunidade suficiente para saber, e poderiam saber se o quisessem. Além disso, se esforçam para ter outros tipos de conhecimen¬to. São bem treinadas em qualquer interesse mundano que lhes agradam. Aprendem qualquer coisa que seja necessário para ganhar a vida no mundo. Porém, não gastam nenhuma energia para buscar o que conta para a eternidade.
O autoconhecimento. Segundo, se você deseja saber se está odiando o seu pecado secreto deve examinar a si mesmo. Compare a sua vida com a lei de Deus, e veja se você se conforma com o padrão divino. Este é o caminho primário que devemos tomar para descobrir nosso próprio caráter. Esta é uma diferença importante entre o ser humano e os animais irracionais: o homem é capaz da auto-reflexão, capaz de contemplar seus próprios atos e avaliar a natureza e a qualidade deles. Sem dúvida nenhuma isso foi parte do motivo pelo qual Deus nos deu o seu poder — a fim de que pudéssemos conhecer e avaliar nossos próprios caminhos.
Devemos nos examinar até descobrirmos se concordamos ou não com os princípios da Bíblia. Isso requer a máxima atenção, a fim de não omitir os nossos próprios erros, ou de não permitir que nenhum caminho mau se esconda de maneira dissimulada.

sábado, 10 de março de 2012

Dramas Com Filhos de Pastores


Por João A. de Souza Filho
Efraim foi pai de mais dois filhos além de Sutela; eles se chamavam Ézer e Eleade e foram mortos quando tentavam roubar o gado dos moradores de Gate. Efraim, o seu pai, chorou por eles muitos dias, e os irmãos dele foram consolá-lo (1 Cr 7.21-22).
Efraim, segundo filho de José, nasceu no Egito quando seu pai era o segundo homem na hierarquia do governo. José havia salvo o povo egípcio da tragédia da fome, e salvou a família de seus irmãos cuidando deles no Egito. Efraim quer dizer “prosperidade” ou bênção dupla.
No entanto, o nome significativo não o livrou de uma tragédia familiar: Seus dois filhos eram abigeatários, isto é, ladrões de gado. E numa dessas tentativas de roubar o gado dos campos dos filisteus, os homens de Gate os mataram.
Efraim chorou a morte de seus dois filhos durante meses, afinal, um homem como ele não merecia tal afronta.
Este texto veio-me à mente depois que fiquei sabendo de vários casos de filhos e filhas de pastores que se envolveram com o tráfico de drogas, com roubos e assaltos e também foram mortos pela polícia. Mas, o que acontece que filhos de pastores, criados na igreja se envolvam com roubos e com o tráfico e acabam sendo mortos? Conheço pastores, homens de Deus que geraram filhos que para nada serviram!
É o que tentaremos responder neste sucinto artigo.
Deixe-me afirmar que tragédias familiares acontecem com as melhores famílias. Nas Escrituras temos muitos casos que seriam verdadeiros escândalos se acontecessem hoje. Abraão era chamado de amigo de Deus, mas seria processado pelas leis atuais ao mandar embora a escrava sem qualquer indenização e sem lhe dar uma pensão alimentícia. E várias vezes mentiu. Isaque e Jacó seguiram a tendência de enganar e de mentir; aliás, a família de Jacó mentia e enganava descaradamente. Acredito que mentir e enganar fazia parte da cultura Oriental daqueles dias. Jacó enganou e foi enganado. Seus filhos o enganaram durante treze anos afirmando peremptoriamente que José havia sido devorado por bestas-feras do campo.

Mas, José havia quebrado este estigma familiar da mentira e do engano, decidiu formar uma família diferente. Jacó abençoou a Efraim duplamente (Gn 48.11-20). E José anulou e interrompeu a síndrome da mentira e do engano que havia em sua família desde a época de seu bisavô Abraão. No entanto, anos depois seus descendentes se envolveram num roubo de gado e foram mortos.

Nenhuma família da Bíblia é perfeita. Noé, Davi e famílias de reis e sacerdotes não deixaram exemplos aceitáveis para os padrões morais do cristianismo.

Efraim, decepcionado com os rumos que sua família tomou, lamentou a morte de seus dois filhos. Depois do luto, sua mulher engravidou e ele teve outro filho homem a quem chamou Berias: “Porque as coisas iam mal em sua casa” (1 Cr 7.23).

E aqui começa outro problema: Os pais costumam descarregar suas frustrações e desânimos na vida dos filhos. Em vez de colocar um nome positivo, que enchesse seu lar de esperança, Efraim incorreu no erro comum aos pais, descarregou no filho sua ira, seu descontentamento e sua falta de esperança, fazendo que o filho carregasse no seu nome a frustração familiar. Berias: As coisas não estão bem aqui em casa!

Mas, Efraim não está só nessa síndrome maldita de descarregar no filho os traumas da vida pessoal e da sua família. Ao que parece esse era um costume dos povos antigos.

Raquel, ao morrer, deu à luz um menino e o chamou de Benoni (Gn 35.18) “filho do meu sofrimento”, um nome negativo, que uma criança carregaria com amargura por toda vida ao saber que foi culpado pela morte da mãe, mas Jacó interferiu e mudou o destino do rapaz, chamando-o de Benjamim, fruto da valentia; do braço forte. Como se dissesse: Você não trouxe sofrimento, meu filho, você é fruto da Raquel corajosa e valente! E Benjamim cresceu como homem valente!

A mãe de Jabez colocou no filho um nome negativo: Dor, pesar (1 Cr 4.9) e Jabez mudou o quadro negativo de sua vida, orando a Deus que mudou seu destino de dor, para um destino de prosperidade e bênçãos.

A nora do sumo sacerdote Eli também teve um filho no meio de uma tragédia. Num mesmo dia a arca do Senhor foi roubada pelos filisteus, seu marido Finéias morreu, seu cunhado e seu sogro morreram também. Ao saber da tragédia ela entrou em dores de parto e deu à luz um menino a quem chamou de Icabô, “Foi-se a glória de Israel” (1 Sm 4.21). Acredito que enquanto Icabô ou Icabode viveu a arca esteve ausente de seu lugar, e isto demorou cerca de 60 a 70 anos.

Por que investir negativamente na vida dos filhos, quando é possível investir positivamente? Por que descarregar as frustrações e desânimos nos filhos quando a missão de pai é de abençoar e não de amaldiçoar? Não decida o futuro de seus filhos, quer dando-lhes nomes negativos ou pondo sobre eles sua amargura e dissabor!

Afinal, Deus deu um nome positivo ao seu filho: Jesus (Mt 1.21), “porque ele salvará o seu povo dos seus pecados”! Davi chamou seu filho de Salomão, mas Natã mudou o nome dele para Jedidias (2 Sm 12.25), por amor do Senhor.

Quando tudo vai mal, não se consegue ver o que vai bem.

Normalmente as coisas ruins encobrem a visão das coisas boas, e Efraim que teve dois filhos ladrões sequer percebeu que tinha uma filha, Seerá, que valia para ele mais que os dois filhos mortos, mas ele não enxergava isso (v 24). Ela foi uma mulher inovadora para sua época, pois construiu três cidades. “Efraim foi pai de uma filha chamada Seerá. Ela construiu as cidades de Bete-Horom-de-Baixo, Bete-Horom-de-Cima e Uzém-Seerá” (v 24).

Mas, o que pesou na vida de Efraim? O destino de dois filhos imprestáveis que eram ladrões de gado e não uma filha corajosa e determinada. Seerá recebe apenas uma linha das Escrituras, mas deixou como herança três cidades edificadas. Isto é, Seerá foi uma mulher de fibra e acima da mediocridade em que viviam as mulheres daqueles dias.

O que Efraim não conseguia divisar é que da sua descendência, lá no futuro, nasceria um homem que haveria de ser o salvador de Israel, Josué, cujo pai, Num, procede de Efraim. Sim, Josué, o homem que fez o povo entrar e possuir a Terra Prometida era descendente de uma família que viveu tragédias no passado.

Os pais devem sempre pensar positivamente a respeito do futuro de seus filhos. Houve tragédias? Sim! Mas os olhos dos pais devem mirar o futuro, e imaginar que um dia, um de seus descendentes haverá de ser uma pessoa que mudará a história de seu povo.

A Escritura afirma que Abraão viu os dias futuros; viu os dias de Jesus, os dias da Igreja e até mesmo a eternidade, porque Abraão “aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hb 11.10).

Olhando adiante, sendo fiel hoje, certamente Deus honrará sua vida dando um herdeiro que mudará o destino da humanidade!

Creia!

NÃO ARRUÍNE A VIDA DE SEUS FILHOS!

“Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles” (Provérbios 22.6)



Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Houve um homem que se orgulhava de ser liberal e moderno e não dar a seus filhos nenhum valor moral. Isto era repressão. Religião, então, nem falar. Era atraso de vida, coisa de gente burra. Quando o filho se viciou em droga, ele, orientado por um desses “gurus” da mídia, passou a se drogar com ele, para que ele não se drogasse na rua e contraísse AIDS. O filho, que precisava de um pai sério e não de um pateta, suicidou-se. O pai “pirou”.
Isto sucedeu mesmo. E mostra algo: muitos pais não têm valores para passar aos filhos. Dão-lhes coisas, mas não lhes dão conteúdo. As pessoas pensam que ser livre é fazer o que se quer. Não entendem que liberdade não é para, mas de. Somos livres de alguma coisa e não livres para qualquer coisa. Pouco se fala sobre responsabilidade e valores. Depois, fazem passeatas com gente vestida de branco, pedem “paz” em camisetas e usam frases de efeito.
Nossa igreja tem valores a passar às crianças. Sua estrutura de ensino cristão é montada a partir do berço. Temos classes para educação cristã de crianças desde que estas começam a entender. Investimos nisto. Temos objetivos. Queremos que cada criança seja espiritual e emocionalmente sadia. Ensinamos a amar a Deus e amar ao próximo. Queremos levar as crianças a terem valores espirituais que se reflitam nos seus valores sociais. Queremos que sejam pessoas ajustadas. Com Deus e com os outros.
Quando começou a trágica Revolução Cultural, Mao Tse-Tung disse: “Dêem-me as crianças e eu dominarei o mundo”. Ele entendeu que o futuro do mundo depende do que ensinamos às crianças. Os grandes atos de Deus na Bíblia começaram com o nascimento de uma criança: Moisés, Samuel, Sansão, Josias, João Batista e Jesus. Deus sempre começou seus grandes movimentos com uma criança. Que valor elas têm!
Quais os seus objetivos para seus filhos? Só prepará-los para competir numa sociedade materialista? Dar-lhes coisas? Nenhum, e apenas “toca o barco”? Seus filhos são seu maior bem. Ame-os, invista na educação e saúde deles, mas no espírito também.
Traga seus filhos à igreja. Aqui ele ouvirá bons ensinos que acrescentam algo à vida. Uma igreja sadia é um ótimo lugar para se viver. Mas não a use como creche. Venha com eles. É um lugar para sua família! Avós, se seus filhos não trazem seus netos, tragam-nos! Pais, salvem seus filhos! Avós, salvem seus netos! Não negligenciem o futuro espiritual deles! Vocês precisam dar valores espirituais às crianças que Deus lhes confiou! Se falharem, elas serão prejudicadas, e Deus lhes cobrará a negligência!

Fonte: Isaltino Gomes Coelho Filho

sexta-feira, 9 de março de 2012

Caso Nadarkhani pode estar em um momento decisivo‏


Após a reunião na última terça-feira (6) na Embaixada do Irã no Brasil, para tratar do caso do pastor Yousef Nadarkhani, novas informações foram levantadas pelos parlamentares evangélicos. O senador Magno Malta (PR-ES) divulgou em seu site oficial um esclarecimento sobre a reunião com o embaixador do Irã, Mohamad Ali Ghahezadeh, que teria informado que o pastor não teria sido preso por apostasia, mas por roubo e prostituição. Além disso, acrescentou que o julgamento ainda não ocorreu e que Yousef não seria reconhecido como pastor e não está preso por ser cristão.

“Saí de lá aliviado. Não vi mentira nos olhos do embaixador. Não está condenado à morte por forca. Ainda há processo em andamento e nós vamos ficar monitorando”, declarou o senador.

O diretor executivo do Centro Americano de Lei e Justiça, Dr. Jordan Sekulow, está no Brasil e em entrevista ao jornal Nacional, apresentou cópia do documento que consta a condenação do pastor iraniano Youssef Nadarkhani e, dentre inúmeras informações valiosas, afirmou que Nadarkhani está vivo, desmentindo boatos de que já teria sido executado.
Já o deputado, Pastor Marco Feliciano, pediu “calma” através do Twitter e disse ter recebido documento sobre a prisão de Nadarkhani. Marco ainda disse que o momento era “tenso” e que havia encaminhado o documento para o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado João Campos e que o governo iraniano não podia se sentir pressionado para não prejudicar as ações.

“Não podemos pressionar. Diplomacia é preciso nesse momento. Na reunião com o Embaixador do Irã, ele disse que se pressionarmos eles entenderão que queremos mandar em seu país”, comentou o pastor através do microblog.

Amo a multidão, mas detesto o indivíduo


Atualmente, meu discurso na igreja tem girado em torno de uma palavra que verdadeiramente mexe com a minha cabeça: AMOR. Mas como pode, uma palavra tão pequena mudar tantos conceitos e valores na vida de uma pessoa? É simples, é só relacionar essa palavra à outra palavrinha curta, mas muito poderosa: AÇÃO.
Conhecemos várias formas de amar, e quase todas elas são “platônicas”, por exemplo, quando vemos um candidato a missões declarar seu amor por um determinado país ou povo sem ao menos ter conhecido alguém dessa localidade, conhecido seus costumes ou experimentado açoites de facções ultra-radicais locais, devemos concordar que cabe um pouco de prudência ao se ouvir tal declaração; Ao ouvirmos alguns líderes exclamarem dos púlpitos “Eu amo a todos vocês” devemos ponderar e levar em conta, quantas vezes essa pessoa amou a multidão e desprezou o indivíduo; Enfim se eu parar para enumerar tantas declarações e notas a respeito desse tipo de amor, não termino esse artigo hoje! Prefiro confiar nas palavras dos apóstolos sobre o amor, nas declarações de João, nos testemunhos e na doutrina de Paulo, nos atos dos apóstolos que de tão importantes e contagiantes ganharam amplo espaço no Novo testamento.
Não devemos nos deixar enganar por aqueles que declaram muito e vivem pouco esse amor sacrificial da bíblia, porque alguns até se flagelariam para se promover. Paulo diz que “ainda que eu falasse todas as línguas… e que eu desse meu próprio corpo para ser queimado” se isso tudo não fosse feito “em amor” de nada serviria.

E no mais… tudo na mais santa paz!

Coca-Cola irá mudar fórmula de corante por causa de substância cancerígena


Uma pesquisa americana conduzida por um grupo independente, de defesa ao consumidor, apontou que os principais refrigerantes de cola do mercado possuem uma substância cancerígena em sua composição.
A fabricante de refrigerantes Coca-Cola informou que pode reduzir a quantidade de um químico encontrado no corante caramelo após ele ter sido considerado cancerígeno pela lei do estado americano da California e por um estudo feito por um grupo de defesa do consumidor nos Estados Unidos.
“O corante caramelo utilizado em nossos produtos é absolutamente seguro. Coca-Cola não alterará sua fórmula mundialmente conhecida. Mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não têm potencial para modificar a cor ou o sabor da Coca-Cola. Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes sem, entretanto, ter alterado nossa fórmula secreta. Continuamos a nos orientar por evidências científicas sólidas para garantir que nossos produtos sejam seguros. O elevado padrão de qualidade e segurança dos nossos produtos permanece sendo nossa mais alta prioridade”, disse a Coca-cola, em nota.
Segundo o Centro de Ciência de Interesse Público (CSPI, na sigla em inglês), o 4-metil imidazol (4-MI) estaria ligado ao câncer em animais. A substância é usada no processo de obtenção do corante caramelo.

Círculo de Oração da Assembleia de Deus completa 70 anos de fundação


No dia 6 de março o Círculo de Oração das Assembleias de Deus comemorou 70 anos de fundação, sendo uma das maiores marcas das Assembleias de Deus no Brasil. A data comemora a criação do grupo em 1942 quando a irmã Albertina Bezerra Barreto, membro da AD em Recife (PE) convidou algumas crentes para se juntarem em oração por sua filha, Zuleide que estava enferma.
Naquele dia sete mulheres se prontificaram a ir até a Casa Amarela, onde ficava a igreja local, e clamaram pela menina que não andava, não falava e que havia recebido dos médicos a sentença de que viveria apenas oito anos. Foi nesse círculo de oração que Albertina recebeu a palavra de cura e Zuleide cresceu, andou e viveu até os 49 anos.
O nome “Círculo de Oração”, segundo a fundadora Albertina Bezerra Barreto, foi inspirado num folheto que havia lido cujo texto explicava que a oração era como um círculo nos céus: “Quando estávamos orando, lembrei-me da mensagem e disse: – Vamos circular os céus com as nossas orações”.
Desde então as reuniões de oração não cessaram e ainda hoje acontecem uma vez por semana, sempre recebendo o apoio dos pastores e da igreja de Recife que na época era o pastor José Bezerra da Silva e sua esposa Malfara Bezerra. Assim o Círculo de Oração passou a ser implantado em todas as igrejas e hoje é uma dos ministérios mais conhecidos das Assembleias de Deus.
Fonte Gospel Prime

quinta-feira, 8 de março de 2012

Soberania divina e a responsabilidade humana, de novo

Por Felipe Sabino
Certas discussões reaparecem continuamente no meio cristão. A suposta tensão entre a soberania divina e a responsabilidade humana é uma delas. Ouve-se com frequência que a soberania divina, conforme entendida pela teologia reformada — particularmente na questão da salvação, mas não limitada a ela — retira a responsabilidade humana. “Se Deus é soberano e decretou tudo o que há de acontecer, nos mínimos detalhes, então o homem não é responsável pelos seus atos”, é a conclusão quase sempre proferida.
O embaraçoso é que tal palavreado não é encontrado apenas nos lábios do arminianos, mas inclusive em lábios calvinistas. A diferença é que, enquanto o arminiano apresenta o argumento como uma refutação ao entendimento calvinista da soberania divina, certos calvinistas afirmam que o dilema é um mistério.

“Já que o homem é responsável, então Deus não é soberano da forma como vocês entendem”, argumenta o arminiano. Por sua vez, o nosso calvinista diz que “Deus de fato é soberano, mas o homem é responsável pelos seus atos”. Até aqui tudo bem. Nada mais bíblico.
Mas o nosso calvinista completaria a sua explicação com algo mais ou menos assim: “Contudo, não sabemos como Deus pode ser soberano e ao mesmo tempo o homem ser responsável pelos seus atos. Isso é um mistério. Mas temos que aceitar essas duas verdades, pois estão claramente ensinadas na Escritura”.
Com certeza não negamos que a Bíblia ensina Deus ser soberano de maneira exaustiva e o homem responsável pelos seus atos. Essas são verdades bíblicas, ensinadas de Gênesis a Apocalipse. O que não entendemos é como essas verdades não podem ser harmonizadas. Em que sentido Deus ser soberano nega o homem ser responsável? Para que isso faça sentido, como muitos teólogos já observaram, é preciso assumir (sem justificativa, muito menos bíblica) a premissa que responsabilidade implica liberdade. Ou seja, a pessoa só pode ser responsável pelos seus atos se for livre.
Assim, a queixa do arminiano seria algo assim: “Mas se Deus é soberano de maneira exaustiva, então o homem não é livre. Como então ele pode ser responsável pelos seus atos, se é necessário ser livre para ser responsável?” Mas como já dissemos, a premissa responsabilidade implica liberdade é alheia às Escrituras. Em nenhum lugar a Bíblia afirma tal coisa. Logo, não existe tensão na questão da soberania divina e a responsabilidade humana.

Visto que muitos livros já foram escritos sobre o assunto, provando que não existe contradição, mistério ou paradoxo entre a doutrina bíblica da soberania divina e responsabilidade humana, contento-me em reafirmar o que já disse: a Bíblia não afirma que o homem precisa ser livre para ser responsável pelos seus atos. O homem é responsável porque Deus o considera responsável. Ele é o Criador e Governador de todo o universo. A Ele todos devem prestar contas de suas ações. Ponto.
O que pretendo provar aqui então? Nada! Apenas chamar a atenção do leitor para uma grande ironia, quase sempre presente nessas discussões sobre “mistérios” na Escritura. Vejamos então:
Dada a verdade da soberania divina, o homem não é livre. Ou seja, ele não é livre em relação a Deus. A mão soberana e poderosa de Deus é quem determina todos os seus passos, pensamentos e situações. É considerando essa falta de liberdade que inúmeros teólogos fazem malabarismos para tentar explicar (ou não explicar) o “mistério”. Nenhuma ironia aqui.
Contudo, há outro sentido no qual o homem não é livre. A Bíblia ensina que após a Queda todo homem nasce em pecado. Ele não somente nasce em pecado, mas nasce escravo do pecado. Ele não é pecador porque peca, mas peca porque é pecador. Tamanha é a escravidão do homem que ele não pode fazer outra coisa senão pecar. Resumindo: o homem não é livre para não pecar. Ele não possui a posse non peccare, que somente o homem Adão possuiu.
Essa é uma verdade que todo crente reformado aceita. É possível encontrar inúmeras explicações dessa doutrina (bem mais elaboradas, é claro) em teólogos reformados de todas as épocas e nações.
Dito isso, eis a minha pergunta: onde está o mistério? Ou melhor, por que ninguém nunca viu um mistério aqui? Eu já li (talvez) milhares de livros e comentários, e NUNCA vi sequer uma menção do paradoxo entre o homem ser escravo do pecado e ao mesmo tempo responsável pelos seus atos. Nenhuma!
Ora, mesmo o homem convertido, regenerado pelo Espírito Santo e salvo por Cristo ainda peca e em certo sentido é “escravo” do pecado. Com certeza ele não é escravo como o incrédulo, mas o é no sentido de que nunca vai deixar de pecar enquanto peregrinar nesta terra. Só Cristo viveu uma vida sem pecado! Seria então o homem convertido alguém não responsável pelos seus atos?
Mas voltemos ao incrédulo. Por que a omissão do mistério entre os teólogos que são tão ávidos em achar mistério na questão da soberania divina e a responsabilidade humana? Seria por medo dos resultados práticos? Imagine a seguinte conversa evangelística:

“Caro amigo, a Bíblia diz que você é um pecador. Não somente isso, mas ela diz que você é escravo do pecado. Você não é livre para não pecar. Se não se arrepender e crer no Evangelho, você será condenado ao inferno. Contudo, eu não sei como Deus vai te considerar responsável pelos seus atos se você não é livre. É um mistério. Não posso explicar, mas cabe a você aceitar as duas verdades.”

Todavia, não creio que a omissão seja por esse motivo. Ela não parece ser deliberada. A minha suposição é a seguinte: não estamos tratando de predestinação, soberania ou decreto. Esses são temas que sofrem preconceitos, mesmo por aqueles que deveriam defendê-los. São resquícios de arminianismo que insistem em permanecer. Esse arminianismo residente faz com que tais pessoas façam uso de dois pesos e duas medidas ao lidar com as diversas doutrinas bíblicas.
Se a resolução de um problema envolver algo sobre predestinação, soberania e decreto, recorramos ao mistério sem hesitação. Caso contrário, não percamos tempo tentando encontrar mistério onde não existe. Sim, sequer mencionemos a tensão.
De um lado, soberania divina e responsabilidade humana. Do outro, escravidão do pecado e responsabilidade humana. Por que lidar de maneira tão diferente com questões que envolvem a relação entre liberdade e responsabilidade humana?

Uma ironia!

quarta-feira, 7 de março de 2012

VISITAS DO MÊS DE DEZEMBRO DE 2009 ATÉ HOJE.


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O Problema é a Bíblia que atrapalha

A caminhada cristã é feita na estrada dos absolutos.
Por esta razão os profetas bradaram sua voz contra poderosos reis, sistemas religiosos corruptos e a própria cultura adoecida de suas gerações. O elemento solidificador de sua mensagem era a inspiração divina, que com severidade ecoava: “Assim diz o Senhor”.
Reformas como a do tempo de Josias (2ª Crônicas 34.1-35.19), e os reformadores como Esdras e Neemias, tiveram como coluna mestra e rocha de construção a comunicação divina através da Palavra de Deus. Em nenhum desses momentos de tensa dramaticidade para o povo de Judá foram-lhes oferecidas “revelações” atípicas, rituais estranhos, subterfúgios místicos ou transes embriagantes, mas, o modificador da vida e das diárias do povo era a Palavra Absoluta de Deus.
A vida e obra do Messias foram respaldadas por cerca 300 profecias a seu respeito e todas se cumpriram cabalmente. O Mestre co-relatava suas ações com o que estava estabelecido nas Escrituras. Algumas de suas afirmações acerca delas foram: que não podem falhar (João 10.35); erravam por não a conhecerem, nem o poder de Deus (Mateus 22.29); que os acontecimentos em torno do seu ser e sua história era para o seu cumprimento (Mateus 26.54,56); que ela dava testemunho sobre Ele, Jesus (João 5.39); que elas eram suficientes para o conhecimento da salvação (Lucas 16.29-31) e que era a verdade (João 17.17).
O caminhar dos apóstolos e discípulos na implantação da Igreja de Cristo teve sempre como patamar a proclamação da Palavra de Deus. O Senhor comissionou-os a ensiná-la (Mateus 28.20). Felipe anunciava Jesus através dela (Atos 8.35). Paulo testificou sua inspiração e fidelidade (2ª Timóteo 3.16). Para Pedro – concordando com Salmos 119.105 – era como uma candeia a iluminar em lugar escuro, e jamais podia ser particularizada por indivíduos para os seus próprios desejos (2ª Pedro 1.19-21). Pedro, também tinha plena consciência de sua eternidade (1ª Pedro 1.24,25). O escritor de Hebreus a identifica como viva, eficaz e espada de dois gumes com uma ação imanentemente transcendente em toda criação (Hebreus 4.12).
A Reforma Protestante foi um movimento de retorno ao estudo, ensino da Bíblia na prática de vida da Igreja. Nada foi tão poderoso para abalar as estruturas de poder de uma religião perdida e corrompida do que a argumentação de que a Bíblia, somente a Bíblia é a única regra de fé e prática (Sola Escriptura).
Como podemos perceber os avivamentos na história da Igreja é uma seqüência de retornos a obediência ás Escritura Sagradas.
Para os protestantes, os “crentes”, a Bíblia está acima qualquer outra revelação, tradição ou concílio. Aliás, qualquer sonho, qualquer profecia, qualquer movimento, qualquer avivamento, qualquer prática, qualquer ensino tem que se coadunar com a Palavra, de outra forma seja anátema, ainda que seja um anjo a bradar. (Gálatas 1.8)
Eu pensava que era assim!
Visite uma “igreja” em qualquer dia, qualquer “culto”. Principalmente aquelas dos novos movimentos, dos “moveres”, dos “mistérios”, as neo-pentencostais e você testemunhará o absoluto da Palavra de Deus, a Bíblia, ser descaradamente colocada em segundo plano, esquecida, relegada, ou ainda pior, distorcida e aviltada.
Adivinhações, “visões”, profecias antropocêntricas, mensagens de auto-ajuda, metralhadoras para matar o capeta, gente rodando como carrapetas sem razão, disparate de falação em línguas e promessas de vitórias subjetivas e sofismadas que não se concretizam. Some-se a isso a música sendo usada como um mantra hipnotizante que induz os participantes a gestualidades assustadoras e paranóicas.
Meu Deus! Meu Deus!
Que “igreja” é essa?
Em que parte não entenderam: “ ordem e decência”?
Em que lugar foi perdido a cristocentricidade do Culto?
Em que lugar aprenderam que o Pai, o Filho e o Espírito vivem a nos servir como garçons celestiais a nos fornecer como marmitas as “bençãos”, que nada são a não ser desejos mesquinhos de vil metal e de pisar, humilhar e derrotar quem por alguma razão nos ofendeu?
Cansei de ver pregadores que nem sequer a Bíblia consultava para suas prédicas. Ficava deveras confuso com essa anti-prática cristã, até que compreendi o problema da Bíblia, é que ela, nesses casos, só atrapalha.
Em Cristo, a Palavra da Verdade.

FÉ: UMA CRENÇA ILÓGICA NO QUE NÃO SE PODE PROVAR?

Por John Stott

Quisera saber se há outra virtude cristã mais mal compreendida do que a fé. Comecemos com dois aspectos negativos.


Primeiro, fé não é credulidade. O americano H.L. , Menvhekn, crítico anti-sobrenaturalista do cristianismo, certa vez afirmou que “a fé pode ser definida concisamente como sendo uma crença ilógica na ocorrência do improvável”. Mas Mecken errou: Fé não é credulidade. Ser crédulo é ser ingênuo, completamente desprovido de qualquer crítica, sem discernimento, até mesmo irracional, no que crê. Porém é um grande erro supor que a fé e a razão são incompatíveis. A fé e a visão são postas em oposição, uma à outra, nas Escrituras, mas nunca a fé e a razão. Pelo contrário, a fé verdadeira é essencialmente racional, porque se baseia no caráter e nas promessas de Deus. O crente em Cristo é alguém cuja mente medita e se firma nessas certezas.

Em segundo lugar, fé não é otimismo. Nisso é que parece que Normam Vicent Peale se confundiu. Muito do que ele escreveu é certo.

Sua convicção básica refere-se ao poder da mente humana. Ele cita William James, que disse que “a maior descoberta desta geração é saber que os homens podem mudar suas vidas alterando suas atitudes mentais” e Ralph Waldo Emerson, “o homem é o que pensa durante todo o dia”. Assim, o Dr. Peale desenvolve sua tese sobre o pensamento positivo, o qual ele acaba por igualar (erradamente) com a fé. O que é precisamente essa “fé pela qual advoga?” Seu primeiro capítulo do livro O Poder do Pensamento Positivo tem o significativo título de “Tenha Confiança em Si Mesmo”.
No capítulo 7 (“Espere sempre o Melhor e Consiga-o”) ele faz uma sugestão que garante que dará certo. Leia o Novo Testamento, diz ele, destaque “uma dúzia de conceitos sobre a fé, os que mais gostar”, e procure memorizá-los. Que esses conceitos de fé permeiem sua mente consciente. “Repita-os muitas vezes”. Eles se impregnarão em seu subconsciente e esse processo o transformará num crente”. Até que isto parece ser algo promissor. Mas, espere um pouco. Quando a Bíblia se refere ao “escudo da fé”, prossegue ele, ela está ensinando uma “técnica de força espiritual”, a saber, “fé, crença, pensamento positivo, fé na vida. Esta é a essência da técnica que ela ensina”. O Dr. Peale prossegue citando alguns versículos maravilhosos, tais como “se podes! Tudo é possível ao que crê”; “se tiverdes fé ... nada vos será impossível”, e “faça-se-vos conforme a vossa fé”. Mas, então ele estraga tudo, ao explicar este último texto da seguinte maneira: “de acordo com a fé que você tiver em si mesmo, em seu emprego, em Deus, é o que terá e não mais do que isso”.
Estas citações bastam para mostrar que o Dr. Peale aparentemente não faz nenhuma distinção entre a fé em Deus e a fé em si mesmo. De fato, o que ele demonstra é não se preocupar absolutamente com o objeto da fé. Ele recomenda, como parte de seu sistema de acabar com as preocupações, que a primeira coisa a fazer todas as manhãs, ao acordarmos e antes de nos levantarmos, é dizer em voz alta “eu creio!” três vezes; mas ele não nos diz em que devemos estar afirmando que cremos com tanta confiança e insistência. As últimas palavras de seu livro são simplesmente “tenha, pois, fé, e viverá feliz”. Mas fé em que? Crer em quem? Para o Dr. Peale a fé não passa de mais uma palavra para exprimir autoconfiança, ou um exagerado e não fundamentado otimismo. Ouvi dizer que o Dr. Peale mudou seu ponto-de-vista depois de Ter escrito este livro, mas o livro acha-se ainda em circulação, e sendo lido. E nesse livro parece estar bem claro que o seu pensamento positivo é, no fim das contas, meramente um sinônimo para “fé naquilo que a gente quer que seja verdade”.
O mesmo se pode dizer com relação ao Sr. W. Clement Stone, o filantropista e fundador de “Atitudes Mentais Positivas”. “De simples homens comuns fazemos super-homens”, diz ele, pois desenvolveu “a técnica de vendas para acabar com todas as técnicas de vendas”. Porque “você pode até mesmo vender-se a si próprio, recitando da mesma maneira como fazem os vendedores da AMP todas as manhãs: “estou contente, tenho saúde, sou o máximo!

“Mas a fé cristã é bem diferente do “pensamento positivo” de Peale e das “atitudes mentais positivas” de Stone. Fé não é otimismo.

Fé é uma confiança racional, uma confiança que, em profunda reflexão e certeza, conta o fato de que Deus é digno de todo crédito.

Por exemplo, quando Davi e seus homens voltaram a Zicagle, antes dos filisteus terem matado Saul na batalha , um terrível espetáculo os aguardava. Na sua ausência os amalequitas tinham saqueado a sua aldeia, incendiando as suas casas e levado cativas as suas mulheres e crianças.
Davi e seus homens choraram “até não terem mais forças para chorar” e então, na sua amargura, o povo cogitou de apedrejar a Davi. Era uma crise séria e Davi facilmente poderia Ter-se deixado cair no desespero.

Mas, em vez disso, lemos que “Davi se reanimou no Senhor seu Deus”.

Esta era uma fé verdadeira. Ele não fechou seus olhos aos fatos. Nem tentou criar sua própria autoconfiança, ou dizer a si mesmo que se sentia realmente muito bem. Não. Ele se lembrou do Senhor seu Deus, o Deus da criação, o Deus da aliança, o Deus que prometeu ser o seu Deus e colocá-lo no trono de Israel. E à medida em que Davi se recordava das promessas e da fidelidade de Deus, sua fé crescia e se fortificava. Ele “se reanimou no Senhor seu Deus”.
Assim, pois, a fé e o pensamento caminham juntos, e é impossível crer sem pensar. CRER É TAMBÉM PENSAR!

terça-feira, 6 de março de 2012

Sofrimento — Bem ou Mal?


Por William Fitch
Pedro lembra aos crentes que o próprio Cristo sofreu; e lhes diz que eles são "participantes das aflições de Cristo" naquilo que agora suportam. "Ora, pois, já que Cristo padeceu por nós na carne, armai-vos também vós com este pensamento." (I Ped. 4:1). "Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo." (I Ped. 4:13). A lembrança dos sofrimentos do seu Mestre santificará e temperará o seu sofrimento e dor.
A resposta cristã ao problema do sofrimento deve pôr-se face a face ante este fato supremo. Fora daí, realmente não há resposta. Mas as Escrituras são muito enfáticas sobre isto. Os profetas 0 viram assim: "homem de dores, e experimentado nos trabalhos" (Is. 53:3). Os evangelhos 0 apresentam como Alguém que "tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças" (Mat. 8:17). Os apóstolos declaram que Ele "aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Fil. 2 :7-8). E mais: "para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas" (I Ped. 2:21). Ainda mais do que isto nos é revelado. A razão do sofrimento é dada pormenorizadamente. "Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem." (Heb. 5:8-9). É digno de nota o fato de que, sempre que o exemplo de Cristo nos é apresentado nas Escrituras para nossa imitação, é Seu exemplo no sofrimento que é citado.
Isso é altamente significativo. Indubitavelmente, o nosso Senhor tinha disposição para a obediência desde o princípio dos Seus dias na terra. Todavia, foi na escola do sofrimento que Ele aprendeu a prática da obediência. Através de um longo curso de provação e sofrimento Ele aprendeu a obediência. A dispensa do sofrimento teria significado dispensa da liderança. "Porque convinha que aquele, para quem são todas as coisas, e mediante quem tudo existe, trazendo muitos filhos à glória, consagrasse pelas aflições o príncipe da salvação deles." (Heb. 2:10). O sofrimento ficou gravado em cada passo que Jesus deu. Por esta razão, "naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode so¬correr aos que são tentados" (Heb. 2:18).
Se havemos de responder à pergunta, "Sofrimento — Bem ou Mal?", devemos partir daqui. No coração da história está Jesus Cristo. Ele foi aperfeiçoado mediante o sofrimento. Submeteu-Se livremente à agonia e à ignomínia da cruz, e ali sofreu por todos os homens. Ao fazê-lo, esgotou o cálice do sofrimento até o fim. O sofrimento Lhe era necessário. Deus usou o sofrimento para prepará-lo para o sacrifício supremo. Ele Se encarnou para poder aprender a obediência. Suportou a vontade divina como um jugo, em vez de brandi-lo como um cetro. Este é o credo do cristão. Cristo mesmo provou o sofrimento até às maiores profundezas. Portanto, Ele entende. Portanto, Ele pode socorrer os que passam por sofrimentos e provações.

Cristo e o Sofrimento Humano


Por Mauricio Andrade
O sofrimento humano deve atingir o cristão na mesma intensidade com que atingiu Jesus Cristo. É impossível imaginar sensibilidade maior do que a demonstrada por nosso Senhor diante da complexidade da angústia, dor e confusão humanas. Observe-se, por exemplo, o choro do Senhor diante do túmulo de Lázaro, em Betânia (João 11.35). Devemos nos perguntar a razão de Jesus ter chorado ali – mas dentro do contexto da narrativa e das informações que ela nos dá. Assim, lembremo-nos de que foi o próprio Jesus que, intencionalmente, demorou-se ainda dois dias onde estava, após receber a notícia da doença de Lázaro. E deixou claro que era melhor que ele não estivesse em Betânia – e não pudesse intervir na doença – a fim de que seus discípulos tivessem nova oportunidade de crer nele. Ou seja, ele sabia o que estava para fazer; tinha o controle da situação e a conduzia para um fim específico e bom. Então, por que ele chora diante daquele quadro de desespero e dor? Por que ele se comove e se agita, tendo Maria a seus pés a dizer-lhe “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido!”? Seria fingimento? Parte de uma atuação diante das pessoas, já que, todo o tempo, ele sabia o que tinha ido fazer ali?

O texto diz, mais de uma vez, que Jesus amava! Ele amava Lázaro e amava suas irmãs. Ele amava pecadores e, no processo de se identificar com eles, amava-os em sua fragilidade, angústia e perplexidade diante da morte. Fragilidade por causa da impossibilidade deles de lidar com a morte de forma cabal; angústia porque a percebem inevitável; perplexidade porque não compreendem completamente que eles mesmos são responsáveis, em seu pecado, pela presença da morte a rondar-lhes a vida.
Finalmente, Jesus chora porque vê a confusão daquelas pessoas que, mesmo confiando nele e conhecendo-o intimamente, estão fracas demais, sob o peso das emoções e da dor, para perceber que podem confiar nele em qualquer momento da vida – ou da morte. Por exemplo, ao ordenar que tirem a pedra que tampava a entrada do sepulcro, Jesus encontra a oposição confusa da própria irmã do morto. Eu e você sabemos que o que Marta mais queria naquele momento era ter seu irmão de volta. E, no entanto – não em falta de fé, mas em confusão de espírito – ela se opõe à retirada da pedra apresentando um motivo menor, banal mesmo, quando se leva em conta tudo o que está acontecendo. Jesus não lhe diz que o milagre não será realizado por causa de sua “falta de fé”. Ao contrário, gentilmente lhe conforta e anima a alma, e prossegue realizando aquilo que já tinha determinado fazer antes mesmo de chegar a Betânia.
Nestes dias quando a notícia da morte repentina de centenas de pessoas atinge nosso país, é preciso manter Cristo no foco de nossa atenção, a fim de que nossa sensibilidade não se torne, apenas, um emaranhado de sentimentos que nos tirarão as forças e a confiança nele. Jesus é o foco da atenção na narrativa de João 11 – não Lázaro, não suas irmãs, nem mesmo o sofrimento delas. Cristo – que tem o controle de todas as coisas e ao, mesmo tempo, chora com os que choram – é o nosso referencial. Isso não só nos manterá confiantes em sua Palavra, mas nos tornará realmente úteis àqueles cuja fragilidade, angústia e perplexidade diante da morte, precisam de nossa presença e apoio, inclusive porque muitos deles ainda carecem de Vida – Vida em Jesus.
Fonte: Blog Fiel

O que não dizer para aqueles que estão sofrendo


Por Ed Welch
“Poderia ser pior. Você poderia ter quebrado as duas pernas.”
Nós temos algumas maneiras interessantes de animarmos uns aos outros.
A maioria dos nossos comentários genéricos para pessoas que estão sofrendo são oferecidos com boas intenções, e a maioria deles é tratada pelos receptores como equivocados, não como maliciosos, mas, com certeza, seria bom melhorarmos nosso histórico de encorajamento.
Todos nós poderíamos fazer uma lista das 10 palavras que falamos (ou ouvimos) que mais nos fazem sentir vergonha, quando nos lembramos delas. Aqui vai uma que, eu suspeito, estaria em muitas dessas listas:

“O que Deus está te ensinando por meio disso?”

Hmmm. Isso é verdade. Deus, de fato, nos ensina em nosso sofrimento, e ele trabalha todas as coisas para o bem. Concordamos com C. S. Lewis quando ele diz que a dor é o megafone de Deus para acordar um mundo ensurdecido. Mas a história de Jezebel e suas entranhas servindo de comida para os cães também é verdade. Estamos aqui para procurar verdades que sejam relevantes, pastorais e edificantes.

Considere alguns dos problemas dessa pergunta:

Ela tende a ser condescendente. Se você já ouviu essa pergunta de alguém, você provavelmente não ouviu compaixão acompanhando.
Ela sugere que o sofrimento é uma charada decifrável. Deus tem algo específico em mente, e nós temos que adivinhar o que é. Bem vindo a um jogo cósmico de 20 perguntas, e é melhor descobrir a resposta logo; de outra forma, o sofrimento continua.
Ela sugere que nós fizemos algo que desencadeou o sofrimento.
Ela passa por cima do chamado de Deus a todos que sofrem: “Confiem em mim”.

Respondendo brevemente a esses quatro problemas,

Sofrimento nos leva à humildade. As Escrituras nos fornecem vários comentários sobre o sofrimento humano, mas nenhum deles é exaustivo. O mistério do sofrimento nos lembra que somos ainda como crianças que não entendem como bons pais poderiam colocar dificuldades em seu caminho. À luz do mistério, a humildade é natural e necessária. Para aqueles que conversam com pessoas que sofrem, a humildade perante o Senhor é expressa em humildade perante aquele que sofre.
Nós interpretamos o sofrimento além da conta. Eu estou conversando com uma pessoa que passou por sofrimentos horríveis em sua vida, e “O que Deus está tentando te dizer?” tem sido a questão que todo mundo pergunta. Ela já se perguntou por anos o porquê de não ter achado a resposta ainda. Só o que ela pode imaginar é que ela é pecadora demais para entender, ou que Deus não está respondendo seus questionamentos – então ela alterna momentos de culpa e de frustração. Jó, no Antigo Testamento, e o cego de nascença, no Novo Testamento (João 9), deveriam nos manter afastados das especulações sem fim a respeito dos intentos de Deus. Nenhum dos dois entendeu o que Deus estava ensinando para eles.
Focar na relação pecado-sofrimento pode ser perigoso. Claro, a pergunta pode não assumir logo de cara que a pessoa está em pecado. Ela pode ter sido elaborada de forma positiva, tipo “O que você tem aprendido sobre Deus nisso tudo?”. Mas, a não ser que haja uma conexão muito clara entre o pecado e o sofrimento da pessoa, e isso é óbvio para todos os crentes do planeta, então não deveríamos fazer essa conexão e fazer tudo que pudermos para impedir a pessoa que sofre de fazer o mesmo. Muitos de nós vemos mais dos nossos pecados quando estamos sofrendo – eu sei que eu vejo – mas isso não significa que nosso pecado foi a causa do sofrimento.
Idéias podem trabalhar contra a fé. Com isso, não quero dizer que devemos ser estóicos de cabeça vazia em nosso sofrimento. Mas quando nosso objetivo principal é descobrir a mensagem pessoal sobre uma deficiência específica de nossas vidas, estamos descansando em nosso entendimento humano, não no caráter plenamente revelado de Deus. A fé é nosso chamado no sofrimento – fé em Jesus Cristo. Isso não é um salto impensado em direção ao desconhecido. É uma mudança no coração, de nós para Jesus. Em nosso sofrimento, queremos lembrar que Deus é, de fato, bom e compassível. A encarnação de Jesus e seu sofrimento voluntário, culminando na cruz, são evidências inegáveis. Assim, devemos confiar nele.

Alguns ouviram a pergunta “O que Deus está te ensinando?” e, apesar de não serem edificados, também não foram desmotivados. Provavelmente essa pergunta não foi a primeira a ser feita, e foi feita em um meio a um relacionamento já estabelecido. Na dúvida, desista completamente de fazê-la.

Substitua por algo assim:

“Como posso orar por você?”

Essa é uma pergunta trabalhosa. Com ela, estamos nos achegando ao que sofre, estamos lembrando a eles que Deus ouve, estamos pedindo que eles considerem as promessas de Deus, e estamos dizendo que os levaremos em nosso coração. Se você receber uma resposta como “ore para Deus me deixar em paz” ou um olhar de desprezo – algo que sugira raiva ou indiferença espiritual – fale então de algo que seja uma promessa de Deus, como o conforto de saber que ele nos ama e está sempre conosco.

Melhor ainda, podemos orar pela pessoa ali mesmo. “Como eu posso orar por você agora?”. E em seguida vem a parte mais importante – dar seguimento. Quando oramos por alguém, deveríamos continuar orando até que vejamos o agir de Deus.

E não fui eu quem disse aquilo sobre as duas pernas. Eu sou culpado de muitos outros comentários nada edificantes, mas eu não disse aquele das pernas. Um “amigo meu” quem falou. É sério.

Deus Escolhe os Seus


Por J. I. Packer
Pois ele [Deus] diz a Moisés: "Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. " Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. ROMANOS 9.15,16
O verbo eleger significa "selecionar ou escolher". A doutrina bíblica da eleição consiste em que, antes da Criação, Deus selecionou da raça humana, antevista como decaída, aqueles a quem Ele redimiria, traria à fé, justificaria e glorificaria em Jesus Cristo e por meio dele (Rm 8.28-39; Ef 1.3-14; 2 Ts 2.13,14; 2 Tm 1.9,10). Esta escolha divina é uma expressão da graça livre e soberana, porque ela é não cons¬trangida e incondicional, não merecida por qualquer coisa naqueles que são seus objetos. Deus não deve aos pecadores nenhuma misericórdia de qualquer espécie, mas somente condenação; por isso, é surpreendente, e razão de sempiterno louvor, que Ele tenha decidido salvar alguns de nós; e louvor duplicado porque sua escolha incluiu o envio de seu próprio Filho para sofrer, como portador do pecado, pelos seus eleitos (Rm-8.32).
A doutrina da eleição, como toda verdade acerca de Deus, envolve mistério e, algumas vezes, incita à controvérsia. Mas na Escritura é uma doutrina pastoral, incluída ali para ajudar os cristãos a verem quão grande é a graça que os salva, conduzindo-os à humildade, confiança, alegria, louvor, fidelidade e santidade como resposta. É o segredo de família dos filhos de Deus. Não sabemos quem mais Ele escolheu entre aqueles que ainda não crêem, nem tampouco a razão por que nos escolheu em particular. O que de fato sabemos é que, primeiro, se não tivéssemos sido escolhidos para a vida, não seríamos crentes agora (pois somente o eleito é trazido à fé), e, em segundo lugar, como crentes eleitos podemos confiar que Deus completará em nós a boa obra que Ele começou (1 Co 1.8,9; Fp 1.6; 1 Ts 5.23,24; 2 Tm 1.12; 4.18). Assim, o conhecimento da eleição por parte de uma pessoa traz conforto e alegria.
Pedro nos diz que devemos "confirmar a [nossa] vocação e eleição" (2 Pe 1.10) — isto é, certificá-la. A eleição é conhe¬cida por seus frutos. Paulo sabia da eleição dos tessalonicenses por sua fé, esperança e amor, a transformação interna e externa que o evangelho tinha operado em sua vida (1 Ts 1.3-6). Quanto mais as qualidades para as quais Pedro exortou seus leitores aparecerem em nossa vida (virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade, amor: 2 Pe 1.5-7), mais seguros estaremos da própria eleição que nos foi concedida.

Os eleitos são, de um ponto de vista, a dádiva de Deus ao Filho (Jo 6.39; 10.29; 17.2,24). Jesus testifica que veio a este mundo especificamente para salvá-los (Jo 6.37-40; 10.14-16,26-29; 15.16; 17.6-26; Ef 5.25-27), e qualquer relato de sua missão deve enfatizar isto.

Reprovação é o nome dado à eterna decisão de Deus a respeito dos pecadores que Ele não escolheu para a vida. Sua decisão é, em essência, não para mudá-los, como os eleitos são destinados a ser mudados, mas deixá-los ao pecado, como em seus corações eles já desejam fazer, e finalmente para julgá-los como merecem pelo que têm feito. Quando em casos particulares Deus os entrega a seus pecados (isto é, remove as restrições à prática de coisas desobedientes que desejam fazer), isto já é o começo do julgamento. Ele se chama "endu¬recimento" (Rm 9.18; 11.25; cf. SI 81.12; Rm 1.24,26,28), que leva inevitavelmente culpa maior.
A reprovação é uma realidade bíblica (Rm 9.14-24; 1 Pe 2.8), mas não a que se relaciona diretamente com a conduta cristã. Até onde os cristãos saibam, os reprovados não têm face, não nos cabendo tentar identificá-los. Devemos, antes, viver à luz da certeza de que qualquer um pode ser salvo, se ele ou ela arrepender-se e colocar sua fé em Cristo.
Devemos ver todas as pessoas que encontramos como possivelmente incluídas entre os eleitos.