sábado, 26 de outubro de 2013

A incompatibilidade da sã doutrina com o evangelho politicamente correto.

Por Renato Vargens

Estou convicto que algumas pessoas ao longo da história abandonaram a Comunidade da Fé em virtude das mensagens pregadas. Infelizmente em um mundo "politicamente correto" os frequentadores de igreja não desejam ouvir TODO CONSELHO DE DEUS. Na verdade, tais pessoas preferem mensagens cujo conteúdo seja exclusivamente voltado para a sua satisfação pessoal.

O famoso pregador inglês Charles Haddon Spurgeon, ao pregar em 05 de fevereiro de 1882, sobre a passagem de João 6:66, "Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele", disse: A deserção neste caso foi por causa da doutrina...A verdade era dura demais para eles, não podiam agüentá-la. "Duro é este discurso; quem o pode ouvir?" Um discípulo verdadeiro senta-se aos pés do seu Mestre e crê no que lhe é dito, mesmo quando não consegue compreender o sentido, ou não vê as razões pelas quais o seu Mestre o diz; mas estes homens não tinham o espírito essencial de discípulo, e, conseqüentemente, quando o seu Instrutor começou a desvendar as partes mais recônditas do rol da verdade, eles não quiseram ouvir a Sua leitura delas. Eles estariam dispostos a crer quanto pudessem entender, porém quando não puderam compreender, giraram nos calcanhares e se foram da escola do Grande Mestre. (CHS, Sermons, 28, 111-2)
Caro leitor, um número incontável de crentes não querem ser confrontados pela Palavra de Deus. Na verdade, o que eles desejam é desfrutar das benesses de um clube cristão cujas mensagens pregadas pelo pastor afague o ego, incentive a prosperidade, e promova a felicidade.
Isto posto, chego a conclusão que definitivamente estamos vivendo um tempo de secularização na igreja, onde os cultos se fundamentam em ações motivacionais e principios de auto ajuda. Infelizmente o que determina o sucesso do culto não é mais a Palavra, mas o gosto da freguesia. A igreja prega o que dá ibope, oferecendo ao povo o que ele quer ouvir. Esse evangelho híbrido anuncia Cristo juntamente com o evangelho do descarrego, da quebra de maldições, da prosperidade material e dos decretos humanos.
Prezados, como inúmeras vezes afirmei neste blog, confesso que estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica brasileira. Chego a conclusão de que mais do que nunca a igreja de Cristo precisa URGENTEMENTE de uma nova reforma.
Pense nisso!

É Jesus simplesmente um reconto da mitologia de Osíris?



Por J. Warner Wallace

Tradução: Nathan Cazé


Isso te incomodaria?

Há muitos ateus que afirmam que Jesus nunca existiu. E se eu te disse que já houve uma religião antiga que descrevia Deus como um ser que:

Foi chamado de “Senhor dos Senhores”, “Rei dos Reis”, “Deus dos Deuses”, “Ressurreição e a Vida”, “Bom Pastor”, “Eterno”, e o deus que fez homens e mulheres para “nascerem de novo”.

O seu nascimento foi anunciado por Três Homens Sábios: as três estrelas Mintaka, Anilam, e Alnitak na constelação de Orion.

Tinha uma estrela no leste, Sirius, que significava seu nascimento.

Teve uma cerimônia eucarística do tipo, em que seu corpo foi comida na forma de bolos de trigo de comunhão.

Ensinou muito do mesmo material como Jesus; muitos ensinamentos são identicamente o mesmo, palavra por palavra.

Foi morto e depois ressuscitado, dando esperança para todos que possam fazer semelhantemente e tornarem-se eterno.

Você reconheceria esta figura religiosa? Parece com alguém que você conhece? Bem, é claro, estamos descrevendo a figura de Osíris! O que, você pensava que estávamos falando sobre Jesus? Parece muito com Jesus, não é mesmo? Será que a sua fé seria abalada se você descobrisse que Osíris era um deus mitológico egípcio que reinou sobre a terra logo após a criação desta? E enquanto a adoração de Osíris não é mais prevalecente em nosso planeta, há muitos ateus que estão agora juntando-se para discutir que o Cristianismo é simplesmente um imitador de sistemas de fé previamente existentes. O argumento deles é que o Cristianismo não é verdade, e que Jesus nunca existiu. Ele é simplesmente uma forma de deidade copiada a partir de várias mitologias pré-existentes!

Será que realmente ele é como Jesus?

Uma primeira leitura destas semelhanças é assustadora e para muitos Cristãos, estas descrições o fizeram tropeçar e duvidar da verdadeira historicidade do homem, Jesus Cristo. Portanto, é importante para nós examinarmos a veracidade destas afirmações de semelhança e também para ver o que as mitologias REAIS pode nos dizer sobre o coração do homem que nos leva a imaginar como Deus é. Pode haver pouca dúvida de que há várias mitologias pré-cristãs salvadores que morrem, mas quando examinamos de perto estas figuras, veremos que eles somente prenunciam o Deus que realmente de fato veio para a Terra. Estas mitologias na verdade APOIAM as reivindicações de Cristo. Antes de começarmos a examinar esta mitologia cuidadosamente, é importante reconhecer que uma porção significativa do que acabamos de ler sobre Osíris é simplesmente FALSO, e não tem QUALQUER apoio arqueológico ou textual . Muito do que é visto nesta lista é simplesmente o esforço de ateus para fazer Osíris parecer com Jesus o máximo possível. Então, vamos dar uma olhada na verdade e ver o que isto pode nos dizer.

A Verdade de Orísis

Os historiadores fazem o melhor deles para entender Osíris a partir das escavações arqueológicas, templos existentes e esculturas de parede no Egito. De acordo com o mito, Osíris foi morto por seu irmão invejoso, Seth. Sua irmã-esposa (Isis) recolheu os pedaços de seu marido mutilado, o reviveu, e mais tarde concebeu seu filho e vingador, Horus. Vamos dar uma olhada nas afrimações já descritas e separar a verdade da ficção, e, em seguida, tentar entender a esperança fundamental das pessoas que inventaram o deus chamado Osíris:

Afirmação: Osíris foi chamado de “Senhor dos Senhores”, “Rei dos Reis”, “Deus dos Deuses”, “Ressurreição e a Vida”, “Bom Pastor”, “Eterno”, e o deus que “fez homens e mulheres para serem nascidos de novo”.

Verdade: Estes nomes de Jesus NÃO foram utilizados por Osíris, que foi chamado de “Senhor de Tudo”, o “Bom Ser”, “Senhor do Submundo”, “Senhor (Rei) da Eternidade”, “Dominador dos Mortos”, “Senhor do Oeste”, “O Grande”, “Aquele que toma assento”, o “Progenitor”, “o Carneiro”, “Grande Palavra”, “Chefe dos Espíritos”, “Dominador da Eternidade”, “Deus Vivente “, ” Deus acima dos deuses. “Esses nomes bastante gerais não eram incomuns para muitas outras deidades também.

O Raciocínio Por Trás da Mitologia de Osíris: Se há um Deus, esperaríamos que Ele fosse poderoso e possuísse um título que refletisse este poder.

Afirmação: o nascimento de Osíris foi anunciado por Três Homens Magos: as três estrelas Mintaka, Anilam, e Alnitak na constelação de Orion, e Osíris tinha uma estrela no leste (Sirius) que significava seu nascimento.

Verdade: É verdade que alguns estudiosos vinculam Osíris com Orion, mas eles não esticam a imaginação para chamar as três estrelas da constelação de “homens sábios”, e não há nenhuma menção de uma estrela do leste na mitologia de Osíris.

O Raciocínio Por Trás da Mitologia de Osíris: É razoável supor que, se existe um Deus, o seu surgimento no mundo natural seria de alguma forma espetacular e sobrenatural.

Afirmação: Osíris teve uma cerimônia Eucarística do tipo, em que seu corpo foi comido na forma de bolos de trigo de comunhão.
Verdade: Não há nenhuma evidência para isso na pesquisa dos estudiosos.

Afirmação: Osíris ensinou muito das mesmas coisas que Jesus; muitos ensinamentos são identicamente o mesmo, palavra por palavra.

Verdade: Não há absolutamente nenhuma evidência de nada disto e a ‘sabedoria’ de Osíris ainda está disponível para revisão.

O Raciocínio Por Trás da Mitologia de Osíris: Se há um Deus, esperaríamos que Ele fosse uma fonte de grande sabedoria.

Foi morto e depois ressuscitado, dando esperança para todos que possam fazer semelhantemente e tornarem-se eterno.

Verdade: Osíris foi assassinado e seu corpo foi desmembrado e espalhado. Mais tarde, os pedaços do corpo deste foram recuperados e remontados, e ele foi rejuvenescido. Osíris, em seguida, viajou para o submundo, onde ele tornou-se o senhor dos mortos. Ele NÃO ressuscitou com um corpo glorificado e nem andou com os homens na terra, como fez Jesus. Ele não estava vivo novamente, como estava Jesus, mas ao invés era um deus “morto” que nunca retornou dentre os vivos.

A Razão Por Trás da Mitologia de Osíris: Se existe um Deus verdadeiro, esperaríamos que ele tivesse domínio sobre a morte e ser capaz de controlar os poderes da morte e da vida.

Então, o que sobrou?

A partir desta rápida análise da tradição de Osíris, podemos ver que ele NÃO foi chamado pelos mesmos nomes que foram usados ​​para Jesus, e embora ele estivesse ligado por algum à constelação de Orion, NÃO há nenhuma menção de três homens sábios na história do nascimento de Osíris. Além disto, Osíris NÃO era celebrado com uma Eucaristia. Ele foi assassinado e remontado, mas NÃO foi ressuscitado para a glória e vida como foi Jesus. Então em retrospectiva, quão semelhante é Mitras em relação à Jesus, afinal?

Como Eles Poderiam Ter Imaginado Isto?

Mesmo com todas as diferenças entre Osíris e Jesus, ainda é surpreendente que os homens primitivos poderiam imaginar um Deus mesmo com poucas semelhanças, não acha? Como isto poderia acontecer? É realmente possível que alguém poderia imaginar algo que poderia posteriormente tornar-se uma realidade, mesmo que apenas em parte? Bem, vamos analisar outro exemplo histórico. E se eu lhe dissesse que um homem chamado Morgan Robertson escreveu certa vez sobre um transatlântico britânico que era aproximadamente 800 pés de comprimento, pesava mais de 60 mil toneladas, e poderia carregar cerca de 3.000 passageiros? O navio tinha uma velocidade máxima de viajem de 24 nós, tinha três hélices, e aproximadamente 20 botes salva-vidas. E se eu lhe disse que este transatlântico colidiu com um iceberg em sua viagem inaugural no mês de abril, rasgando uma abertura na parte da frente do lado do estibordo do navio, e afundando junto com aproximadamente 2.000 passageiros? Você reconheceria o evento da história? Você pode dizer: “Ei, este é o Titanic!” Bem, você estaria errado. Embora todos estes detalhes são idênticos aos do Titanic, o navio que eu estou falando é o “Titan” e é um navio fictício descrito no livro de Robertson intitulado “Wreck of the Titan” ou “Futility” (Buccaneer Books, Cutchogue, New York, 1898). Este livro foi escrito 14 anos antes do desastre ocorrer, e vários anos antes que a construção sequer foi iniciada no Titanic! Além disto, outros escritores e pensadores também haviam começado a desenvolver uma mitologia sobre tais navios grandes. Na década de 1880, o jornalista Inglês bem-conhecido, W.T. Stead também escreveu um relato de um transatlântico afundando no meio do Atlântico, e até 1882 tinha adicionado o detalhe que um iceberg seria a causa do desastre. Há também um grande número de premonições relatadas por parte de passageiros que cancelaram no último momento antes de embarcar no Titanic em sua viagem inaugural em 1912, alegando que o navio sofreria um destino semelhante.

Como poderia todas essas pessoas prever algo assim? Como Robertson poderia prever isto tão precisamente? Bem, é bem possível que estes homens e mulheres tinham algum tipo de dom profético (afinal, até mesmo os ateus concederão que alguns dentre nós são pelo menos mais intuitivos do que outros), mas também é possível que eles simplesmente observaram o mundo à sua volta , pensaram nas possibilidades, analisaram a história do homem conducente à era, e imaginaram como seria um transatlântico como este . Claramente eles realmente imaginaram algo que fosse próximo da verdade da história. Agora, se mil anos a partir de agora fossemos examinar a verdade do Titanic na história, e descobríssemos a história do Titan, você acha que estaríamos dizendo: “Ei, aquela história sobre o Titanic é uma mentira, foi apenas uma recriação de uma mitologia anterior chamada de Titan! ” Espero que não. Espero que, em vez disto, avaliaríamos a evidência relacionada à existência do Titanic, lêssemos os relatos de testemunhas oculares, estudássemos o impacto que o evento teve na história, e então tomássemos uma decisão sobre o evento. Espero que uma mitologia anterior não pare a nossa busca pela verdade. E vamos encarar, as semelhanças entre o Titan e o Titanic são bem maiores do que as semelhanças entre Osíris e Jesus.

O que estava no coração daqueles que criaram Osíris?

Assim, há também algo no coração do homem que o leva a buscar a Deus e tentar o seu melhor para entender e saber dele? Há algo no coração de todo homem que o encoraja a sonhar e imaginar mitologias sobre Deus, assim como ele poderia imaginar um barco como o Titanic? A Bíblia certamente sustenta que Deus colocou a verdade de sua existência no mundo ao nosso redor:

Romanos 1:18-20

Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis.

E a Bíblia também nos diz que Deus tem nos dado uma consciência que testifica à sua existência:

Romanos 2:12-16

Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram, pela lei serão julgados. Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os; No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho.

Por que deveríamos ser surpreendidos de que, como pessoas criadas à imagem de Deus, teríamos uma mente e um coração que sonha com a natureza de nosso criador? Se Deus tem colocado a sua verdade moral em nosso coração, e deu dicas sobre a sua existência com a maravilha do mundo criado ao nosso redor, é razoável que mesmo antes de qualquer coisa fosse diretamente revelado na Bíblia, homens e mulheres pensaram, imaginaram e sonharam com a natureza de Deus (assim como alguns obviamente pensaram em grandes transatlânticos!). Na verdade nós esperaríamos que estas mitologias tivessem uma semelhança à realidade da natureza de Deus uma vez que nos é revelado, assim como o Titan assemelhava-se ao Titanic! E isto parece ser o caso com de Osíris. Mas vamos ser realistas sobre as semelhanças de Osíris. Estas NÃO são tão poderosas e marcantes assim; especialmente quando investigamo-las e vemos que a grande maioria das afirmações de semelhanças simplesmente não são historicamente verificadas. Estas são mentiras.

Mas volte por um minuto e releia a raciocínio dos criadores da mitologia de Osíris. Pense sobre o que motivou-os. Eles raciocinaram sobre a noção de Deus, baseado no que eles viram em seu ambiente e a semente da consciência de Deus plantada no coração deles, e decidiram que, se existe um Deus, (1) o Seu poder e majestade justificaria o fato de Ele ter títulos que refletem Sua natureza, (2) Ele deve ser um ser incrivelmente poderoso que poderia surgir em nosso mundo de uma forma que desafia a ordem natural das coisas, (3) Ele seria a fonte de grande sabedoria, e (4) Ele teria domínio sobre a morte e seria capaz de controlar os poderes da morte e da vida.

Então, como que Deus eventualmente apareceu?

OK, estas quatro motivações de condução têm claramente contribuído para o pensamento daqueles que originalmente criaram a mitologia de Osíris. Como seres humanos, podemos avaliar o ambiente ao nosso redor e formar uma noção razoável sobre o Deus que o criou. Enquanto Osíris é MUITO diferente de Jesus, é interessante notar que Deus eventualmente atendeu e superou as expectativas daqueles que sonharam sobre ele. Jesus é tudo o que poderíamos ter esperado, e muito mais ainda. Seu poder e majestade têm justificado o fato de Ele ter títulos que refletem sua natureza; como Deus encarnado, Ele surgiu em nosso mundo de uma forma que desafia a ordem natural das coisas; Ele é a fonte de grande sabedoria; e Ele tem o domínio sobre a morte e controla os poderes da morte e da vida. Jesus atende a expectativa que os primeiros buscadores de Deus tinham e excede as suas expectativas de todas as formas!

Paulo disse-lhes que Deus era maior do que as expectativas deles

Isto realmente não deveria nos surpreender, porque Paulo disse aos primeiros buscadores de Deus esta mesma coisa quando ele estava dirigindo-se ao povo de Atenas nas Colinas de Marte, dois mil anos atrás. Ele disse a esses pensadores e buscadores gregos que, enquanto eles tinham imaginado a natureza de Deus (assim como Osíris, crentes também havia sonhado com Deus), houve na verdade um verdadeiro Deus, Jesus Cristo, que veio ao mundo e superou suas expectativas gregas:

Atos 17:22-31

E, estando Paulo no meio do Areópago, disse: Homens atenienses, em tudo vos vejo um tanto supersticiosos; Porque, passando eu e vendo os vossos santuários, achei também um altar em que estava escrito: AO DEUS DESCONHECIDO. Esse, pois, que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a Divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens. Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam; Porquanto tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do homem que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.

Parecia que Paulo reconhecia que Deus tinha uma resposta para todos aqueles que tinham sonhado sobre a sua natureza. Deus não estava desinformado de todas as mitologias que precederam Seu aparecimento na forma de Jesus Cristo. Ele sabia tudo o que estas culturas tinham imaginado e sonhado sobre ele. Ele viu como eles tinham moldado os seus deuses. Ele sabia como os tinham descritos com poderes e habilidades milagrosas. Por que nos surpreenderia que Deus eventualmente apareceria e provaria à humanidade que Ele era o ÚNICO DEUS VERDADEIRO ao simplesmente ATENDER às nossas expectativas, ponto a ponto (e, em seguida, ultrapassando estas expectativas ao longo do caminho)? Não deveria surpreender-nos que Deus possa, de alguma maneira, DECIDIR por aparecer em uma forma que seja consistente com as expectativas do homem, especialmente quando Deus quer que sua criação o reconheça. Deus poderia simplesmente estar dizendo: “Filhos, eu sei que vocês têm me imaginado ser de uma determinada forma. Em alguma pequena medida que vocês têm imaginado corretamente. Em muitas outras formas vocês têm estado muito longe do alvo. Deixe-me mostrar-lhe quem eu sou. Observe-me satisfazer todas as expectativas que vocês tinham sobre a minha natureza. Deixe-me ajudá-los a acreditar por meio da vida milagrosa que eu viverei no meio de vós. Deixe-me resgatá-los de uma forma que vocês nunca poderiam ter sonhado”.

Jesus Encerra a Busca

Talvez seja por isto que na longa linhagem de mitologias e descrições de Deus, Jesus completa a lista. Não há mitologias significativas que acompanham Jesus. Já pensou por quê? É simplesmente porque a raça humana desenvolveu além de tais fábulas? Ou é porque a raça humana desenvolveu além de sua própria imaturidade ao ponto e lugar onde Deus finalmente determinou que era hora de aparecer na carne? Talvez Deus decidiu que o tempo em que ele tinha “negligenciado tal ignorância”, agora estava completa, então Ele apresentou-se de uma forma que acabou com todas as mitologias. Ele apareceu em poder e glória VERDADEIRA, colocando todas as mitologias anteriores para descansar para sempre, atendendo e superando qualquer coisa que jamais poderíamos ter esperado.

O Cristianismo Continua a Prosperar

Embora realmente haja muito poucas semelhanças entre Osíris e Jesus em detalhes, há semelhanças entre eles nas expectativas fundamentais que os buscadores primitivos tiveram por Deus. Jesus simplesmente atende as esperanças e sonhos destes buscadores como o verdadeiro Deus encarnado. Embora a adoração à Osíris é agora uma religião morta, o Cristianismo continua a prosperar. Por quê? Porque a tradição de Osíris é inconsistente com a história geológica de nosso mundo, inconsistente com a história arqueológica da humanidade, e não suportada pela evidência textual. Em contraste, o Cristianismo continua a falar às mentes dos buscadores hoje. Tem forte consistência geológica e arqueológica com o que vemos em nosso mundo e uma forte evidência textual para apoiar a primeira das reivindicações. Os ateus têm tentado retratar Osíris como algo que ele não é a fim de fazer-nos crer que Jesus nunca existiu. Mas a história de Osíris só deve encorajar-nos a crer no Deus que excede as nossas expectativas!


Por Josemar Bessa

Bob Dylan estava caminhando no início dos anos sessenta por uma rua de Nova York, e notou um pedaço de papel amassado na rua. Parecia apenas lixo sendo soprado pelo vento, mas ele viu nisso uma parábola da verdade sendo amassada e jogada fora como lixo aqui neste mundo. Ele lamentou isso numa música chamada “Blowin in the Wind”

A verdade senda amassada e jogada fora – não é uma das maiores tragédias na vida do cristianismo da nossa geração? Imagine Lutero, por exemplo, andando numa rua escura da Idade Média, uma carta amassada, a verdade jogada fora... ele se abaixando para pegar... a verdade abandonada numa carta amassada e antiga escrita aos romanos... que impacto isso teve no mundo. Não está na hora de nos agaixarmos e não deixar a verdade ao vento? 

Um homem chamado Paulo há milênios atrás escreveu uma carta com suas mão já frágeis, em folhas frágeis, com suas mãos sujas de tinta... e a enviou a algumas pessoas perseguidas em Roma, a maioria das quais ele jamais havia visto. Eles não deixaram a verdade contida ali ficar a deriva no vento... A carta começou a mudar as pessoas ( Pelo poder infinito do Seu verdadeiro Autor)...verdades ocultas deste a eternidade estavam claramente sendo reveladas... ao longo do tempo... as vezes sendo deixada amassada e sendo levada pelo vento... a carta foi chegando e a verdade sendo restaurada.

Em 386 dC, um homem chamado Agostinho estava lutando com a escravidão a luxúria, paixões sexuais que desonram totalmente o Criador de todas as coisas...mas Deus falou com Agostinho através de Romanos... a carta amassada e levada pelo vento atingiu como uma bomba, este, que vai ser um dos homens mais importantes da história da Igreja. Agostinho se levantou como um novo homem...

Por volta de 1515, Martinho Lutero estava lutando com sentimentos devastadores... temor a Deus, misturado com uma espécie de “ódio”, por perceber que Deus não poderia ficar satisfeito em sua justiça perfeita, por mais que um homem pudesse tentar... condenação, condenação... era a única palavra que a justiça perfeita poderia declarar, mesmo que ele vivesse num mosteiro da maneira mais rígida possível. Mas a carta amassada e jogada ao vento pela igreja durante séculos, foi encontrada por ele. Deus falou com ele através do livro de Romanos sobre a Graça. A culpa infinita e depravação total do homem, sua incapacidade, como ele merecia tão somente a ira... mas sobre a Graça soberana que justifica o homem. O Deus soberano que tudo faz para Sua glória e salva tão somente para manifestar a glória da sua graça...

As verdades do papel, da carta... já foram abandonadas muitas vezes depois disso. A carta já foi abandonada, amassada e jogada ao vento várias vezes nos últimos 500 anos. Foi achada, transformou vidas... mas loucamente foi amassada e abandonada ao vento outras tantas vezes... Nossa geração não fez diferente, pelo contrário. Amassamos e jogamos fora... evitamos... Romanos 9, por exemplo, não tem sido jogado ao vento? “Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão".Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus. Pois a Escritura diz ao faraó: "Eu o levantei exatamente com este propósito: mostrar em você o meu poder, e para que o meu nome seja proclamado em toda a terra". Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer, e endurece a quem ele quer.” - Romanos 9:15-18

Essa verdade estupenda fez ver durante os séculos, e faz o mesmo hoje, o Senhor alto e sublime, e só isso nos muda da centralidade no homem para a centralidade na glória de Deus. Nos dá um novo e verdadeiro sentido da grandeza de Deus e da nossa própria pequenez. A única coisa que pode fazer um homem se curvar em verdadeira adoração. Quantas histórias poderíamos contar sobre esta carta, amassada tantas vezes, e jogada ao vento, sendo encontrada, mudando tudo. 

Nossa geração deve começar de novo. Tomar o papel, a carta amassada e jogada ao vento. Cada geração deve redescobrir o evangelho novamente e novamente... Porque o homem naturalmente tem amassado e jogado a “carta” ao vento muitas vezes. Mas ao tomá-la, vamos ver Deus de uma maneira nova. Da única maneira verdadeira, o “Grande Eu Sou” – que jamais muda, apesar da loucura de amassar e jogar a carta ao vento nas ruas do tempo. Então vamos ter revivido o coração da nosso geração. Vamos mudar... Se o “cristianismo” hoje se molda ao mundo, sua visão auto-centrada, no homem, sua sociedade, seu senso de auto-importância... vamos desamassar a carta mais uma vez. Vamos tomar a velha via Apia – vamos caminhando para Roma e nos juntar aos cristãos que estavam sendo devorados por leões. Viver numa igreja centrada no evangelho, onde qualquer pessoa pode ser transformada, mas um evangelho que nunca é transformado pelo mundo... para se ajustar a sociedade...

Deus quer fazer agora como antes... Deus está pronto para fazê-lo, Ele não estará mais pronto daqui a um ano. Agora é a hora. Nossa geração precisa de mudanças, e isso começa conosco. Devemos mostrar ao nosso mundo a diferença real que conhecer o Deus verdadeiro faz.

Sobre o que é a carta aos Romanos... sobre o que é toda a verdade tantas vezes amassada e jogada ao vento? É sobre Deus! Eis o tema da antiga carta escrita por Paulo. Deus! Não nós. Nem mesmo a graça, ou a lei, ou a fé... Romanos é sobre Deus. Se colocarmos de lado as expressões como “a” e “e”... a palavra mais utilizada em todo livro de Romanos é Deus, uma vez a cada 46 palavras. Romanos é mais intensamente focado em Deus do que qualquer outro livro do Novo Testamento. Qual é o ponto? A mensagem é basicamente simples – no primeira parte da carta – Romanos 1.18-5.21 – temos a explicação do evangelho de maneira maravilhosa – Deus está nos dizendo – “Você é muito pior do que você pensa ( talvez por isso a carta foi tantas vezes amassada e jogada ao vento ), e Eu sou infinitamente maior e melhor do que você pode imaginar, e essa descoberta vai mudar totalmente de forma maravilhosa, única e definitiva, a tua vida”. Todos que pegaram, desamassaram e leram iluminados pelo Espírito, a carta lançada ao vento, experimentaram isso. Mesmo tendo chegado apenas até o 5.20, a boa notícia, depois da devastadora realidade mostrada, explode – “Onde o pecado abundou, superabundou a graça!” – A Graça que Justifica, Santifica, Glorifica... A soberania do Deus de toda graça sobre inimigos mortais. A graça de Deus nunca é gasta ou reduzida pelo tempo... mesmo que muitos joguem a carta ao vento. A graça de Deus, portanto, é infinita. 

Quando somos ofendidos por alguém, o relacionamento se esvai... Mas quando a Verdade Soberana nos ofende... e mais, quando o Deus soberano é tão grandemente ofendido, como tem sido... Ele se aproxima com Soberana Graça. Mas a boa notícia começa com uma má notícia – terrível na verdade. “A ira de Deus se revela do céu contra toda a impiedade e injustiça dos homens que por sua injustiça suprimem a verdade” – Romanos 1.18.

Não, não amasse a carta e jogue ao vento... nada mais profundo sobre Deus pode ser achado em qualquer outro lugar. Nada mais pode salvar nossa geração de "cristãos" - Sinta o poderoso golpe da ofensa, depois veja o infinito poder da Graça Soberana, a centralidade de Deus e Sua glória!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

A independência de Deus

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas. Atos 17.24-25
Deus é independente de tudo. E como diz Lucas em Atos: não necessita de coisa alguma. Esta verdade leva o homem à conclusão que se Deus é independente o homem é dependente, pois Deus é criador e o homem criatura. Isto honra a Deus glorificando-O e alegrando-O. Agora veremos como é a independência de Deus.

1. DEUS É INDEPENDENTE EM SUA EXISTÊNCIA

Deus não tem origem, por isso, não foi criado. Tudo o que tem origem, teve começo, tem meio e terá fim. Ele é auto-existente, ou seja, existe em si mesmo. Deus sempre existiu e sempre existirá. Deus é absoluto.
De eternidade a eternidade Ele é Deus. Sl 90.2. Não houve tempo em que Deus não existiu e muito menos haverá tempo em que deixará de existir. Ele é eterno. Depois que todas as coisas passarem, Ele permanecerá, pois as coisas criadas existem, mas Deus é.
Outra marca da independência e auto-existência de Deus é que Ele é criador. Como criador é diferente das coisas criadas. Rm 11.36, Ap 4.11. Ele não foi causado por nada e, por isso, é independente e livre.

2. DEUS É INDEPENDENTE EM SUA SUFICIÊNCIA
Deus é suficiente e pleno. Deus não precisa de nada para existir, por isso é autossuficiente. Na eternidade, Deus já era satisfeito e pleno porque vivia em uma comunhão de amor com o Deus Filho e o Deus Espírito Santo, não precisando de mais nada e ninguém.

O Pai, o Filho e o Espírito Santo já eram glorificados com a glória que existia neles. Jesus quando estava na terra, pediu ao Pai que o glorificasse com aquela glória que tinha com Ele antes da criação. Jo 17.5
Quem é o tolo que acredita que pode dar primeiro a Deus, para que seja recompensado? Deus desde a eternidade já era satisfeito em si mesmo. Plenitude perfeita. Recompensado por si mesmo. A luz e as trevas. O dia e a noite. As águas e o firmamento/céu. Tarde e a manhã. A parte seca e a vegetação. Os luminares e as estrelas. Os seres vivos do mar e do céu. O homem à Sua imagem, conforme a Sua semelhança. Os anjos. Tudo foi criado segundo o conselho de Sua vontade. Tudo quanto Deus fez ficou bom. Tudo quanto ficou bom não foi para satisfazê-lo, supri-lo, ou porque estava sozinho, mas foi para demonstrar a Sua Graça. Jó 41.11, Rm 11.35
Deus não precisa que os serafins em adoração O chamem de Santo, santo, santo. Is 6.2,3. Deus não precisa que a os céus em adoração manifestem a Sua Glória e o firmamento anunciem as obras de Suas mãos. Sl 19.1. Deus não precisa que o homem O adore, apesar de procurar verdadeiros adoradores. Jo 4,23,24
3. A INDEPENDÊNCIA DE DEUS E A ADORAÇÃO
Acabamos de aprender que Deus não precisa da adoração dos anjos, da criação e do homem. Porém, como tudo depende dele para viver, a criação responde o cuidado e a providência de Deus com adoração.
A criação é importante para Deus, mesmo não sendo necessária para Ele. A criação deve adoração a Deus porque foi criada para Sua glória. Is 43.7, Ef 1.11, Ap 4.11. Quando a criação honra a Deus em adoração sincera, Ele se deleita em alegria nesta atitude. Sf 3.17
Deus é independente em Sua existência e em sua suficiência. Deus é independente em Seu amor e Glória. Não recebe nada de ninguém, mas a todos dá o Seu amor e Sua provisão.
No entanto, mesmo vivendo em absoluta independência, o Senhor deseja que a sua criação o adore.
A qual a seu tempo mostrará o bem-aventurado, e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores; Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém. 1 Timóteo 6.15-16
CONCLUSÃO
A visão de Deus como independente leva o homem a discernir que não é necessário ao Eterno, porém, a depender cada dia mais Dele, adorá-Lo em espírito e em verdade diante da beleza de Sua santidade.
Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A hora de desistir

Desista1
Por Maurício Zágari
É muito comum ouvirmos em nosso meio evangélico que o cristão em tudo deve perseverar, que precisa buscar seus sonhos e nunca, sob nenhuma circunstância, desistir. Não creio nisso. Simplesmente porque a Bíblia não diz isso. A perseverança deve ser na santidade e na obediência, sempre. “Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida” (Ap 2.10). Mas, em se tratando de sonhos humanos, isso não se aplica. Lendo as Escrituras, vejo que o cristão deve ter ciência de que, em certas situações, chega um momento em que precisa desistir, abrir mão do que ele quer. Podemos ver muitos exemplos, como o de Jesus, que desistiu de pedir ao Pai que afastasse dele o cálice do sofrimento (Mt 26.36-46). Ou Paulo, que desistiu de orar a Deus pedindo que tirasse o espinho de sua carne (2Co 12.7-10). Sim, há ocasiões em que o Senhor espera que nos conformemos e entreguemos os pontos. Certas esperanças não devem ser alimentadas, em especial porque nosso coração é enganoso e não sabemos muitas vezes qual é a vontade divina. Assim, se o que almejamos difere do que Deus almeja, tenha a certeza: o melhor é desistir. Perca a tua esperança, pois ela está depositada em algo que não condiz com o querer do Senhor.
A pergunta imediata que se segue é: como posso saber se meu sonho está de acordo com que Deus quer? Há dois critérios principais: o que a Bíblia diz e a paz no coração.
A vontade de Deus está revelada nas Escrituras. Então conheça a Bíblia. Estude-a. Veja os princípios que ela defende. Nem sempre há uma resposta objetiva para a sua situação, mas há princípios bíblicos que podem responder teu questionamento e nortear teus sonhos e tuas metas. A resposta nem sempre vem num versículo claro, mas num conceito transmitido ao longo de toda a Escritura. Por exemplo: não existe nenhuma passagem bíblica que fale que não devemos fumar crack, mas há um princípio claro acerca dos cuidados que devemos ter com nosso corpo e com nossa mente. Ou, então, você tem aquela dúvida que assola milhões de solteiros: devo namorar aquela pessoa que não é cristã, na esperança de que ela vai se converter? É para persistir nesse relacionamento ou não? Aí você vai à Bíblia e vê que ela é clara sobre o fato de que esse é um namoro em jugo desigual (2Co 6.14-16), mas a Escritura não te dá a certeza de que o (a) jovem será salvo (a). Na dúvida, vá no certo, desista do erro (até porque Deus não precisa que você namore ninguém para que aquela alma seja alcançada, se o Espírito de Deus quiser salvá-la usará até uma mula).
O segundo critério é a paz no coração. Paulo escreveu: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração” (Cl 3.15). Portanto, se você vive uma situação de constante atribulação, é hora de pegar o primeiro retorno e dar no pé. Isso acontece muito, por exemplo, em relacionamentos afetivos. Sabe esses namoros que mais parecem dramalhões mexicanos, com arroubos de sofrimento, fins e recomeços, rompimentos dramáticos e voltas novelescas? Onde está a paz? Se não há paz, não insista, desista. Ou quando tem de fechar um negócio mas fica em agonia sobre se assina o contrato ou não? Ou, ainda, na decisão entre seguir a carreira que vai realizar você ou a que vai te dar dinheiro? Não insista no que agonia, desista.
Quando comecei a pensar no assunto para escrever este post, calhou que assisti ao belíssimo filme “A vida secreta das palavras”. Durante o longa-metragem, um personagem menciona um livreto curto e exuberante, “Cartas de amor de uma freira portuguesa”, de Mariana Alcoforado, e imediatamente me lembrei que essa obra trata exatamente disso: a necessidade de abandonar sonhos que dominam nosso ser com fúria. Resolvi reler essa pequena coletânea de cartas enviadas por uma freira ao homem que ama, que jamais voltou a encontrar pessoalmente e com quem nunca pôde se casar. A história é real e, naturalmente, a experiência de Mariana tem aspectos nada louváveis em termos cristãos (como você perceberá na leitura), mas a mensagem sobre a importância da desistência em certas situações está lá com uma força sem igual na literatura. Resolvi compartilhar o curto PDF desse livreto. Você pode fazer o download gratuito clicando neste link: < Cartas-de-Amor-de-uma-Freira-Portuguesa >. Minha recomendação é que reflita sobre a trajetória de Mariana, da total esperança à desistência. Em sua última carta, fica claro que desistir da esperança seria a única decisão que daria a ela forças para seguir vivendo. Não sei dizer se a distância do amado lhe trouxe a paz que ela desejava ao coração, mas pelo menos trouxe um tipo de paz meio genérico, catatônico e artificial – porém, suficiente para lhe dar forças para seguir.
Temos de saber a hora de render nossa vontade. Se Deus diz “não”… é não. Se insistirmos no “sim”, só o que conseguiremos é uma vida de sofrimento e dor à espera de algo que jamais chegará.
Recomendo que leia o livreto. É uma leitura que não dura mais que 15 ou 20 minutos. Depois sinta em si o sofrimento e a frustração de Mariana. Em seguida, veja se o melhor não foi ela dar adeus a seu sonho, que alimentou tão desesperadamente por tanto tempo. Por fim, pense se na tua vida há algum sonho que esteja sendo alimentado à toa, porque vai contra o desejo do coração de Deus. Se você tiver a convicção que perseverar nesse objetivo é a vontade do Senhor, vá em frente. Mas… e se não for? Nessa hora, entregue-se em sacrifício vivo ao Senhor e diga:“Seja feita a tua vontade” (Mt 6.10). E, se a vontade dele for que você abra mão de certos objetivos e sonhos, perceba que abandoná-los não significa falta de fé, de fidelidade ou de perseverança: é o cumprimento da boa, perfeita e agradável vontade de Deus e, certamente, é o que te trará felicidade.
Persista. Mas, se não for da vontade do Senhor, desista. E, aí sim, você estará cumprindo a vontade do Senhor. Sabendo que, muitas vezes, a desistência do que você tanto queria pode se tornar a maior bênção da sua vida.
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Igreja Ladeira Abaixo


Por mais que busque justificativas para as bizarrices encontradas no meio das igrejas não encontro. Parece-me uma luta inglória. Estou ficando enjoado e enojado diante daquilo que tenho visto e ouvido. A grande marca das igrejas é a estreiteza de mente e uma busca implacável pela mediocridade. Tirando um percentual de comunidades que ainda preservam a Sã Doutrina, esbarramos em número assustador de comunidades e principalmente as neo-pentecostais praticando um anti-cristinianismo.

Gostaria de apontar algumas situações que tem me levado a obviar tais comunidades e líderes.

1 - Tenho visto com muita freqüência uma nociva insistência por parte de um grande percentual da liderança evangélica em desprezar o saber e principalmente o saber teológico. Insistem em desprezar a história e suas lições. Insistem em abandonar os marcos deixados e fazendo assim encontram-se sem parâmetros para seus comportamentos. Creio que a busca por uma teologia sadia é mais dolorosa do que a aceitação tácita de heresias grotescas. O grande problema é que quanto mais as lideranças distanciam da Sã Doutrina mais comprometidas ficam com os erros doutrinários e depois não possuem a hombridade de voltar atrás. Muitos líderes ouviram o galo cantar e não sabem onde. Ouviram algumas afirmações no passado e nunca procuraram saber se eram ou não verdadeiras. Em meu tempo de mocidade havia um livro que fez muito sucesso. Seu autor era Don Gosset e o livro era Há Poder Em Suas Palavras. Virou Best Seller. Aceitávamos como verdade as palavras do autor, pois, este era americano e se era bom para os americanos deveria ser bom para os Brasileiros. Conceitos distorcidos que durante anos vivi. Mas como Paulo disse em sua carta aos corintos chegou o tempo de deixar as coisas de menino e buscar as coisas de adulto. Aprendi na faculdade que é preciso dialogar com os autores e checarmos as bases de suas afirmações. Procurar encontrar o cerne ideológico dos mesmos e separar joio do trigo. Depois de muitos anos percebo que boa parte da liderança evangélica ainda aceita acriticamente os livros e nunca empreendem um diálogo com seus autores. Estão assentados em bases frágeis e se aferrenham a elas como bóias salva-vidas. Quase sempre não se abrem para outros pontos de vistas e insistem em argumentos ultrapassados e com data de validade vencida.

Realmente existe uma resistência à pureza do Evangelho simplesmente por falta de amor à verdade como Paulo disse. “Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade”. II Tm. 3:7 - II Tes. 2:10.

2 – Tenho visto com freqüência uma atitude de lassidão em relação ao pecado. E isso acontece no meio da liderança evangélica e se espalha pelo corpo de Cristo. Destaco o fato de que pecados cometidos por líderes não são tidos como coisas hediondas, mas normais. Sempre apresentam o mesmo argumento idiotizante que não podemos julgar para não sermos julgados. Fico pensando, se julgar é incompatível com a fé cristã como denunciaremos os erros dentro de nossos arraiais? Se existe incompatibilidade entre julgamentos e o crer em Deus então logo não existe pecado nem erros, pois, os mesmos não podem ser julgados. Atribuem esse julgamento a Deus somente. Se assim fora, teremos que erradicar do Novo Testamento as denúncias de Paulo e Pedro que abertamente apontaram para o pecado e mostraram o que fazer. Eis alguns exemplos: I Cor. 5:1-5; II Tm. 2:14-18; II Pe. 2.

Pecados de lideranças devem ser tratados com a maior intensidade possível, pois, seus exemplos são seguidos por muitos. Cristo disse que “... e, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá”. Lc. 12:48.

Ficou normal um líder se divorciar e permanecer na mesma igreja como se nada tivesse acontecido. A igreja perdoa e tudo continua bem. Isso é uma aberração em nosso meio. Como permanecer na liderança aquele que não governou bem sua casa? Se houve adultério por parte da liderança, que exemplo foi dado para a igreja principalmente para os jovens. Muitos pensarão e agiram assim: “se o pastor pode também nós podemos”. E o que dizer sobre os pecados contra a Palavra? Afirmações grotescas que ultrapassam e contradizem a Palavra de Deus são tidas como verdadeiras. Quem faz tais afirmações por ter grande visibilidade torna-se oráculo celestial inquestionável e infalível.

Aqui está em foco a igreja, seus membros. Essa tendência de aceitação acrítica de tudo que é exarado dos púlpitos é algo doentio. Pessoas com grandes capacidades mentais em seus segmentos de atuações se anulam dentro das igrejas, pois, têm medo de pecar contra Deus. Vêm as maiores aberrações sendo derramadas sobre suas mentes e nada dizem. Tais pessoas andam no limite da idiotice. Não existe incompatibilidade entre fé e conhecimento. Nunca existiu. Qualquer afirmação que Deus revelou ou falou deve passar pelo crivo, crisol da Santa Palavra de Deus e se se constatar desvio deve ser desprezada por completo.

3 – Tenho visto com freqüência uma insistência em desprezar a Palavra em troca de revelações estapafúrdias. No meio neo-pentecostal isso é contumaz. Aceitam tudo como sendo de Deus e mesmo que ofenda a Palavra vale mais a pseudo-revelação. Isso da enjôo em qualquer um. Vi uns vídeos postados no youtube onde o pregador advinha a rua, o número da casa e trabalho das pessoas. O pregador dizia o tempo todo assim: “to entendendo Jesus, to entendendo Jesus...”. O que mais me entristeceu foi que pessoas que conheço pessoalmente aceitaram acriticamente tais coisas e achavam que eram revelações de Deus. Esse tipo de revelação já virou coisa comum no meio evangélico. A postura desses pregadores dá a entender que possuem uma comunhão especial com Cristo e que recebem revelações diretas e se intitulam profetas de Deus. Não pregam a Palavra, mas promovem espetáculos para as massas. Como diziam os romanos: “panis et circenses”. As pessoas rodopiam, caem, são arrebatadas, pulam como cangurus, choram e depois percebem que nada mudou. Paulo nos adverte contra tais homens: “Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com contentamento”. I Tm. 6:3-6.

Creio firmemente que as igrejas neo-pentecostais e suas lideranças inaptas estão jogando o evangelho ladeira abaixo. Creio que os estragos feitos são irreparáveis. Creio que o desprezo pelo ministério tem trazido mais vergonha do que glória para o nome de Cristo. Creio que o momento da igreja tenha passado no Brasil. Creio que os maiores culpados são aqueles que se calam covardemente diante de tais atrocidades. Creio que cada pastor consagrado sem o devido preparo, guardando as devidas proporções, será uma porta aberta para heresias e comportamentos exóticos e anti-bíblicos.

Por haver uma insistência em desprezar a Palavra o que sobra é a exaltação das emoções. Vale mais o sentir. Vale mais o arrepio. Vale mais o sensorial. Estou cansado de ver idolatria na igreja. Sim, idolatria mesmo. Quantos cultos têm como maior atrativo a entrada de um modelo da arca da aliança com seus querubins etc. Os líderes se vestem com longas batas e o povo e incentivado a tocar neste embuste em forma de arca da aliança. Em uma galeria em Belo Horizonte existe boxe somente para vender coisas ligadas à idolatria como: candelabro de sete pontas, modelos variados da arca da aliança, óleos especiais para unções variadas etc. Fiquei sabendo que em uma cidade do interior mineiro abriram uma loja gospel que vende kits para campanhas nas igrejas. Tudo já vem pronto é só pegar e distribuir. Se os kits não estiverem no balcão abrem um catálogo e você escolhe o que melhor lhe convier.

Precisamos encontrar o equilíbrio entre razão e emoção. Nossos cultos podem e precisam ser vivenciados com emoção, mas nunca emoção desprovida de razão. Paulo aponta para que nossos cultos sejam racionais e íntegros, mas isso virou carência.

4 – Tenho visto com freqüência uma insistência pelo imediatismo e pragmatismo. Como vivemos em uma sociedade Fast Food, as soluções para vida também devem ter essa característica. As igrejas estão oferecendo soluções milagrosas a qualquer custo. Estão oferecendo soluções que nunca chegarão. Afirmações mentirosas e incabíveis são feitas para atrair os incautos. As pessoas querem o imediato o curto prazo. Daí termos profecias esdrúxulas e mundanas. Quem não se interessa ou quer ter vitória financeira rapidamente? Quem não ofertaria dinheiro para alcançar cura, salvação e libertação financeira. Em um país que tem um governo assistencialista e uma população que quer levar vantagem em tudo, tais promessas ou profecias são juntar o útil ao agradável.

Por pensar somente no curto prazo estamos degradando o meio ambiente, multiplicando os assaltos, matando desavergonhadamente no útero materno. Vi um vídeo onde Edir Macedo defende o aborto como programa de planejamento familiar. Trata o aborto como solução para criminalidade e pobreza. Tais posturas somente apontam para o curto prazo. Quem deveria defender a vida a processa, condena e executa sua sentença de morte em menos de sete minutos de vídeo.

Pastores oferecem soluções mágicas para verem suas igrejas cheias e seus caixas abarrotados de dinheiro, pois, assim ganharão prestígio socialmente. Oferecem ocuidade para o vazio do homem. Fazem das pessoas massa de manobra para alcançarem seus objetivos mundanos. Esquecem-se que prestarão contas das almas a Cristo o Senhor. Perderam o temor do Senhor e tratam a Sua Obra como empresas e não como igreja.

O certo é que esta visão de curto prazo não leva lugar algum. Somente aumenta o vazio do homem e fortifica a desesperança já reinante.

Soli Deo Gloria

A hora de desistir

Desista1

Por Maurício Zágari
É muito comum ouvirmos em nosso meio evangélico que o cristão em tudo deve perseverar, que precisa buscar seus sonhos e nunca, sob nenhuma circunstância, desistir. Não creio nisso. Simplesmente porque a Bíblia não diz isso. A perseverança deve ser na santidade e na obediência, sempre. “Seja fiel até a morte, e eu lhe darei a coroa da vida” (Ap 2.10). Mas, em se tratando de sonhos humanos, isso não se aplica. Lendo as Escrituras, vejo que o cristão deve ter ciência de que, em certas situações, chega um momento em que precisa desistir, abrir mão do que ele quer. Podemos ver muitos exemplos, como o de Jesus, que desistiu de pedir ao Pai que afastasse dele o cálice do sofrimento (Mt 26.36-46). Ou Paulo, que desistiu de orar a Deus pedindo que tirasse o espinho de sua carne (2Co 12.7-10). Sim, há ocasiões em que o Senhor espera que nos conformemos e entreguemos os pontos. Certas esperanças não devem ser alimentadas, em especial porque nosso coração é enganoso e não sabemos muitas vezes qual é a vontade divina. Assim, se o que almejamos difere do que Deus almeja, tenha a certeza: o melhor é desistir. Perca a tua esperança, pois ela está depositada em algo que não condiz com o querer do Senhor.

A pergunta imediata que se segue é: como posso saber se meu sonho está de acordo com que Deus quer? Há dois critérios principais: o que a Bíblia diz e a paz no coração.

A vontade de Deus está revelada nas Escrituras. Então conheça a Bíblia. Estude-a. Veja os princípios que ela defende. Nem sempre há uma resposta objetiva para a sua situação, mas há princípios bíblicos que podem responder teu questionamento e nortear teus sonhos e tuas metas. A resposta nem sempre vem num versículo claro, mas num conceito transmitido ao longo de toda a Escritura. Por exemplo: não existe nenhuma passagem bíblica que fale que não devemos fumar crack, mas há um princípio claro acerca dos cuidados que devemos ter com nosso corpo e com nossa mente. Ou, então, você tem aquela dúvida que assola milhões de solteiros: devo namorar aquela pessoa que não é cristã, na esperança de que ela vai se converter? É para persistir nesse relacionamento ou não? Aí você vai à Bíblia e vê que ela é clara sobre o fato de que esse é um namoro em jugo desigual (2Co 6.14-16), mas a Escritura não te dá a certeza de que o (a) jovem será salvo (a). Na dúvida, vá no certo, desista do erro (até porque Deus não precisa que você namore ninguém para que aquela alma seja alcançada, se o Espírito de Deus quiser salvá-la usará até uma mula).

O segundo critério é a paz no coração. Paulo escreveu: “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração” (Cl 3.15). Portanto, se você vive uma situação de constante atribulação, é hora de pegar o primeiro retorno e dar no pé. Isso acontece muito, por exemplo, em relacionamentos afetivos. Sabe esses namoros que mais parecem dramalhões mexicanos, com arroubos de sofrimento, fins e recomeços, rompimentos dramáticos e voltas novelescas? Onde está a paz? Se não há paz, não insista, desista. Ou quando tem de fechar um negócio mas fica em agonia sobre se assina o contrato ou não? Ou, ainda, na decisão entre seguir a carreira que vai realizar você ou a que vai te dar dinheiro? Não insista no que agonia, desista.

Quando comecei a pensar no assunto para escrever este post, calhou que assisti ao belíssimo filme “A vida secreta das palavras”. Durante o longa-metragem, um personagem menciona um livreto curto e exuberante, “Cartas de amor de uma freira portuguesa”, de Mariana Alcoforado, e imediatamente me lembrei que essa obra trata exatamente disso: a necessidade de abandonar sonhos que dominam nosso ser com fúria. Resolvi reler essa pequena coletânea de cartas enviadas por uma freira ao homem que ama, que jamais voltou a encontrar pessoalmente e com quem nunca pôde se casar. A história é real e, naturalmente, a experiência de Mariana tem aspectos nada louváveis em termos cristãos (como você perceberá na leitura), mas a mensagem sobre a importância da desistência em certas situações está lá com uma força sem igual na literatura. Resolvi compartilhar o curto PDF desse livreto. Você pode fazer o download gratuito clicando neste link: < Cartas-de-Amor-de-uma-Freira-Portuguesa >. Minha recomendação é que reflita sobre a trajetória de Mariana, da total esperança à desistência. Em sua última carta, fica claro que desistir da esperança seria a única decisão que daria a ela forças para seguir vivendo. Não sei dizer se a distância do amado lhe trouxe a paz que ela desejava ao coração, mas pelo menos trouxe um tipo de paz meio genérico, catatônico e artificial – porém, suficiente para lhe dar forças para seguir.

Temos de saber a hora de render nossa vontade. Se Deus diz “não”… é não. Se insistirmos no “sim”, só o que conseguiremos é uma vida de sofrimento e dor à espera de algo que jamais chegará.

Recomendo que leia o livreto. É uma leitura que não dura mais que 15 ou 20 minutos. Depois sinta em si o sofrimento e a frustração de Mariana. Em seguida, veja se o melhor não foi ela dar adeus a seu sonho, que alimentou tão desesperadamente por tanto tempo. Por fim, pense se na tua vida há algum sonho que esteja sendo alimentado à toa, porque vai contra o desejo do coração de Deus. Se você tiver a convicção que perseverar nesse objetivo é a vontade do Senhor, vá em frente. Mas… e se não for? Nessa hora, entregue-se em sacrifício vivo ao Senhor e diga:“Seja feita a tua vontade” (Mt 6.10). E, se a vontade dele for que você abra mão de certos objetivos e sonhos, perceba que abandoná-los não significa falta de fé, de fidelidade ou de perseverança: é o cumprimento da boa, perfeita e agradável vontade de Deus e, certamente, é o que te trará felicidade.

Persista. Mas, se não for da vontade do Senhor, desista. E, aí sim, você estará cumprindo a vontade do Senhor. Sabendo que, muitas vezes, a desistência do que você tanto queria pode se tornar a maior bênção da sua vida.

Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício

Não se contente com sua pregação medíocre

 
Por Paul Tripp
Quero examinar um lugar onde há demasiada mediocridade na igreja de Jesus Cristo: a pregação. Por cerca de 40 finais de semana por ano eu estou com alguma parte do corpo de Cristo em algum lugar do mundo. Muitas vezes, não sou capaz de sair no sábado e, por isso, vou assistir ao culto da congregação local (quando não estou programado para pregar). O que estou prestes a dizer provavelmente vai me encrencar, mas estou convencido de que precisa ser dito. Estou triste e angustiado por dizer isso, mas já estou cansado de ouvir palestras teológicas chatas e mal preparadas, dadas por pregadores não inspirados, lendo manuscritos, e tudo isso feito em nome da pregação bíblica.

Não estou surpreso que as mentes das pessoas divaguem. Eu não estou surpreso que as pessoas têm lutado para se manter atentas e despertas. Estou surpreso que mais não têm. Eles têm sido ensinados por alguém que não trouxe as armas apropriadas para o púlpito, a fim de lutar por eles e com eles. A pregação é mais do que regurgitar seu comentário exegético favorito, reformular os sermões de seus pregadores favoritos, ou remodelar as notas de uma de suas aulas favoritas do seminário. É trazer as verdades transformadoras do Evangelho de Jesus Cristo de uma passagem que foi devidamente compreendida, convincentemente e praticamente aplicada, e entregue com a ternura envolvente e a paixão de uma pessoa que foi quebrantada e restaurada pelas verdades que ela irá comunicar. Você simplesmente não pode fazer isso sem a devida preparação, meditação, confissão e adoração.

Simplesmente não dá para você começar a pensar em uma passagem pela primeira vez no sábado à tarde ou à noite e dar o tipo de atenção que ela precisa. Você não será capaz de compreender a passagem, de ser pessoalmente afetado e de estar preparado para dá-la aos outros de uma forma que contribua à contínua transformação deles. Como pastores, temos que lutar pela santidade da pregação, ou ninguém mais o fará. Temos que exigir que os afazeres do nosso trabalho permitam o tempo necessário para se preparar bem. Temos que arranjar tempo em nossas programações para fazer o que for necessário para cada um de nós, considerando nossos dons e nossa maturidade, estejamos preparados como porta-vozes para nosso Rei Salvador. Não podemos acomodar com padrões que denigram a pregação e degradem a nossa capacidade de representar um Deus glorioso de uma graça gloriosa. Não podemos nos permitir estarmos muito ocupados e distraídos. Não podemos estabelecer padrões baixos para nós mesmos e para aqueles a quem servimos. Não podemos nos desculpar e acomodar. Não podemos nos permitir espremer mil reais em preparação em poucos centavos de tempo. Não devemos perder de vista Aquele que é Excelente e a excelente graça que fomos chamados para representar. Não podemos, porque estamos despreparados, deixar Seu esplendor parecer chato e sua maravilhosa graça, ordinária.

A cultura e disciplina que envolve a nossa pregação sempre revelam o verdadeiro caráter de nossos corações. É exatamente aí que a confissão e o arrependimento precisam acontecer. Não podemos culpar as exigências de nosso trabalho ou nossa ocupação. Não podemos apontar o dedo para as coisas inesperadas que aparecem no calendário de cada pastor. Não podemos culpar as demandas da família. Temos que humildemente confessar que a nossa pregação é medíocre e que não está subindo ao patamar para o qual fomos chamados. Nós somos o problema. O problema é que perdemos a nossa admiração, e com essa perda nos acomodamos em apresentar a excelência de Deus de uma forma que não é nada excelente. Qualquer forma de mediocridade no ministério é sempre um problema do coração. Se isso o descreve, então corra ao seu Salvador em humilde confissão e abrace a graça que tem o poder de resgatá-lo de si mesmo, e, ao fazer isso, restaurar a sua admiração.

Que texto! Ainda estou atordoado. Rumine novamente nestes trechos:
A pregação é mais do que regurgitar seu comentário exegético favorito, reformular os sermões de seus pregadores favoritos, ou remodelar as notas de uma de suas aulas favoritas do seminário. É trazer as verdades transformadoras do Evangelho de Jesus Cristo de uma passagem que foi devidamente compreendida, convincentemente e praticamente aplicada, e entregue com a ternura envolvente e a paixão de uma pessoa que foi quebrantada e restaurada pelas verdades que ela irá comunicar. Você simplesmente não pode fazer isso sem a devida preparação, meditação, confissão e adoração.
[...]
O problema é que perdemos a nossa admiração, e com essa perda nos acomodamos em apresentar a excelência de Deus de uma forma que não é nada excelente. [...] Se isso o descreve, então corra ao seu Salvador em humilde confissão e abrace a graça que tem o poder de resgatá-lo de si mesmo, e, ao fazer isso, restaurar a sua admiração.