sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Quando é que o crente de berço é salvo?


Por Maurício Zágari
Eu fui convertido muito tarde na minha vida, já com 24 anos. O curioso é que estudei numa escola de padres dos 10 aos 17 anos e lá tínhamos aula de religião semanalmente. Ou seja, com 18 anos eu conhecia as histórias da Biblia de trás pra frente. Repare no verbo que eu usei: conhecia. Depois, com 18 para 19 anos comecei a frequentar uma igreja de uma certa denominação evangélica tradicional. Gostava dos cultos, achava o pessoal legal e até tocava baixo no grupo de louvor. Mas não vivia em novidade de vida. Não compreendia o Evangelho. Repare no verbo que eu usei: compreendia. Às vezes me pegava me digladiando com o pastor por questões como “por que Jesus cria um pessoa se já sabe que antes de criá-lá que ela vai ao inferno?” ou “por que Jesus teve de sofrer e morrer pra nos salvar, não bastava um decreto divino?”. Eu era intelectualmente interessado pelo Evangelho. A Bíblia pra mim era uma questão cerebral. Com o início da minha vida profissional afastei-me daquela igreja e passei a me dedicar muito à profissão. Até que, enfim, com 24 anos, numa denominaçao pentecostal, fui alcançado pela graça de Deus, após um longo processo de dor (que não cabe relatar aqui agora) e ali eu passei a viver o Evangelho. Repare no verbo que usei: viver.
Então, hoje eu vejo por experiência própria que existe uma grande diferença entre aqueles que frequentam uma igreja: há os que conhecem, os que compreendem e os que vivem Cristo.
Isso me remete aos cristãos de berço. Aqueles que nasceram em lar evangélico. Frequentam a igreja desde sempre, sabem as bistórias da Biblia porque foram à escolinha bíblica infantil, aceitam o sacrifício salvifico de Jesus mas… em que momento de fato são salvos? Porque eu olho em volta e vejo “cristãos”, muitos deles até filhos, netos e parentes de pastores, que não demonstram em suas vidas fruto do Espirito. Não têm paciência. Domínio próprio é algo de que só ouviram falar vagamente Nao promovem a paz, amam uma discussãozinha e uma contenda. E por aí vai.
Além disso, não mostram postura cristã. Nao pacificam, mas botam sempre lenha na fogueira. São insubmissos, rebeldes, respondões, não respeitam seus cônjuges, não oram, não leem a Bíblia, têm zero de devocionalidade, são iracundos… Enfim, podem até não roubar ou matar (o que um bom ateu também não faz) mas não demonstram o comportamento mínimo esperado de um cristão. Não investem tempo orando pelos filhos. Brigam intempestivamente por qualquer coisa. Falam mal dos outros pelas costas. São fofoqueiros. Dificilmente resolvem uma diferença com argumentos e diálogo, mas sim com birras, brigas e bate-bocas. Mas todo domingo, por puro hábito, batem seu cartãozinho de ponto no culto da igreja porque, afinal, foi o que lhes ensinaram que é o certo a fazer. E acham que Deus está feliz da vida com eles – afinal, são de berço evangélico e batizados. Conhecem e compreendem. “Uhu, Jesus me ama”. Mas não vivem esse Jesus.
Como eu passei por essas três fases e conheço bem cada uma e o comportamento de quem se encaixa em cada uma, cometeria a ousadia de dizer que os tais não são salvos. Porque é como diz Tiago 2.18, “Mas alguém dirá: “Você tem fé; eu tenho obras”. Mostre-me a sua fé sem obras, e eu lhe mostrarei a minha fé pelas obras.” E mais: “Você crê que existe um só Deus? Muito bem! Até mesmo os demônios creem – e tremem!” (Tg 2.19) Os demônios creem! E tremem! Mas isso é o mínimo. Porque, vamos combinar, fazer uma profissão de fé e se batizar é acoisa mais fácil que tem. Frequentar cultos… basta sentar num banco e às vezes ficar de pé. Agora… viver conforme Cristo determinou no dia a dia, na sua casa, no seu trabalho, com sua família e com os colegas de profissão, no supermercado e no shopping são outros quinhentos bem diferentes. Como o crente de berço reage quando alguém o ofnde? Ou quando pede algo ao chefe no trabalho e recebe um “não”? Ou quando o professor o trata com injustiça na sala de aula?

Abrir mão da sua natureza respondona, egoísta, insubmissa às autoridades, materialista, mimada e tomar a cruz para seguir Cristo, isso sim é o que eu quero ver. Aliás, eu não, Deus.

Muitos e muitos e muitos crentes de berço estarão entre os que no grande e temível dia dirão: “Senhor, Senhor”. E aqui me permitam fazer uma paráfrase apócrifa da Biblia. Os tais chegarão e dirão: “Senhor, nasci de pais cristãos, fui apresentado como bebê na igreja, frequentei os cultos e as escolinhas, fui aos retiros, trabalhei até em departamentos, casei virgem, chorei com as mãos levantadas na hora do louvor e de vez em quando até fazia uma oração”. E, mais uma vez, me atrevo à ousadia de parafrasear apocrifamente o texto das Escrituras e imagino que Jesus responderia: “Você me conhecia e compreendia, mas não me viveu. Pois a cada vez que te chamei para conversar em oração você preferiu ver televisão. Cada vez que você tinha de se submeter às decisões do seu superior hierárquico no trabalho, em casa ou na igreja você o tratou com respostas agressivas e rebeldia. Cada vez que te chamei para ouvir a minha voz você ignorou minha Palavra e preferiu ir ao shopping do que ler as Escrituras. Cada vez que te toquei para ouvir alguém em sofrimento você concluiu que alguma outra pessoa podia fazer isso no seu lugar. Cada vez que você ou um dos teus ficou doente sempre o médico era lembrado antes da oração. Cada vez que te chamei para ler livros que falam sobre mim você deu uma desculpa para não ler e assim aprender mais sobre o padrão de comportamento que Eu queria que você seguisse. Cada vez que te chamei para uma vida de devocionalidade diária você se entregou a uma rotina de atividades materialistas e tinha sempre uma desculpa. Cada vez que te chamei para tirar momentos de reflexão e meditação sobre minhas Escrituras e como aquilo afetava seu comportamento em família, no trabalho ou mesmo em sociedade você preferiu ir ao salão fazer unha, malhar na academia ou simplesmente ficar sem fazer nada”. Ao fim do que o Senhor diria: “Logo, apartai-vos de mim, pois nunca vos conheci”.

A coisa é séria. Se você percebe que na sua igreja há crentes de berço cuja forma de proceder faz o termo “crente” te fazer perguntar “mas crente em quê?” e não são salvos, evangelize-os! Pregue o Evangelho para eles. E repare que não estou dizendo nem “discipule-os”, mas “evangelize-os”. Pois o discipulado vem após a conversão e se esforçar por discipular quem não passou pelo novo nascimento é pura perda de tempo. Pois não se discipula ossos secos. Primeiro a carne tem de cobri-los e por fim o discipulado será feito.

Não adianta tentarmos nos enganar. Há muitos frequentadores de igrejas desde a época em que usavam fraldas, a quem chamamos “irmãos em Cristo”, que não são nossos irmãos em Cristo. Não passaram da morte para a vida. Não estão dispostos a tomar sua Cruz para seguir Cristo. Querem uma vida de moleza. E também moleza espiritual. “Sou crente mesmo, batizado, vou aos cultos, então tá tudo certo”. E mal sabem que no final vão para o inferno.

Duras palavras? E desde quando Jesus disse que a coisa seria fácil?

Diante disso, o que fazer? Orar, meus irmãos. Orar pelos perdidos: aqueles que estão perdidos fora mas também dentro das igrejas. Orar pela conversão dos crentes de berço que conhecem e compreendem mas não vivem. Orar pela salvação da pessoa que está ao teu lado no banco da igreja. Você não sabe. Mas ela pode estar cantando todos os louvores de cor e caminhando a passos largos para o abismo, simplesmente porque vive ela, mas Cristo não vive nela.

E que Deus tenha misericórdia de cada um de nós.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Pole Dance, Pornô Gospel, Sex Shop e Swing evangélicos


Acabo de ler uma matéria na coluna Yahoo Mulher, que tem como título original “Evangélicos também gostam de sexo”. O título levanta aquela premissa básica de que o sexo traz satisfação e está presente entre adeptos de diferentes religiões. No entanto, o assunto da matéria é o fato de que alguns evangélicos estão entrando na indústria do sexo para fazer dinheiro, usando o nome do Senhor Jesus e a fé cristã como marketing barato para oferecer seus produtos pouco convencionais, tudo redimido pela alcunha “evangélico”. Uma verdadeira vergonha.

Veja a matéria à seguir:
PorCarol Patrocinio, no Yahoo Mulher
Religião e sexo nunca foram assuntos que andaram lado a lado. Para muitas crenças, o sexo é apenas parte do processo reprodutivo e o prazer é condenado. Outros acreditam que o sexo deva ser feito apenas depois do casamento e apenas com a pessoa que Deus escolheu para você.

Pornô Evangélico?
E onde tem sexo, tem gente investindo para deixar tudo mais… divertido! É o que vem acontecendo, nos últimos anos, com a indústria gospel. Isso mesmo, indústria gospel relacionada ao mundo do sexo! Essa semana todo mundo resolveu falar de uma empresa que está produzindo filmes eróticos evangélicos. Todas as obras têm enfoque claro e seguem regras de conduta: os protagonistas dos filmes são casais — marido e mulher mesmo – na vida real, todas as cenas seguem preceitos do sexo cristão — e tem a religião como princípio, nunca é extraconjugal e práticas como ménage, sadomasoquismo e nudismo (!) são impensáveis.
A ideia desses filmes é ensinar aos casais cristãos como eles podem ter e proporcionar prazer de acordo com a Bíblia — incluindo posições sexuais e tratamentos respeitosos ao órgão do outro. Mas a indústria do sexo gospel não é baseada apenas em filmes em que, pelo que eu entendi, rola sexo de roupa. Também há outras… atividades nesse mercado. Quer conhecer?

Sex shop para casais religiosos
Apimentar a relação de acordo com preceitos da Bíblia é a missão de alguns sex shops online. O Book 22 foi o primeiro deles e a história é que o casal que o criou estava, segundo o site NPR.com, cansado de buscar soluções para sua vida sexual e só encontrar pornografia.

Existe também o My Beloved Garden, que oferece produtos para casados. E há também o Intimacy of Eden. Mas não se assuste se o que você encontrar nessas lojas for igual ao que vê em outras sex shop, o que muda é só o nome. Eles vendem o produto e cada um usa como quer, então…
Pole dance para Jesus
Uma americana resolveu criar o esporte e fez algumas mudanças nas aulas convencionais de pole dance, ou dança do poste. Primeiro, as músicas: nada de música de boate, apenas louvores cristãos ou músicas gospel populares. Depois, os movimentos, que não são tão sensuais quando nas aulas normais, afinal, é um momento de adoração.
Além disso, é um exercício físico que deixa as mulheres mais fortes para lidar com os problemas do dia a dia.
“Eu acho que não há nada de errado com o que eu faço. Eu ensino mulheres a se sentir bem consigo mesmas, ensino elas a sentirem-se poderosas. Qualquer um que quiser me julgar, Crystal Deens, criadora da modalidade, para a rede de TV americana Fox News.

Unção da vassoura


Por Hélio
Dando sequência à sua incansável campanha pela desevangelização do Brasil, muitos "pastores evangélicos" se esforçam ao máximo em fazer malabarismos esotéricos combinados com contorcionismos verborrágicos para vender ao seu rebanho um vão sincretismo religioso, pinçando passagens da Bíblia para criar "doutrinas" exóticas, como essa ampla variedade de "unções" que são indiscriminadamente negociadas no mercado gospel, em detrimento da única unção que o cristão tem, que é o Espírito Santo (1ª João 2:20). Registre-se que eles têm uma criatividade imensa para ficar inventando nomes para as suas simpatias, mas já são tantas que está difícil encontrar um nome assim pomposo, daí talvez terem que utilizar essa voz impostada para enganar os incautos. Agora é a vez do "pastor" do vídeo abaixo inventar uma tal "unção da vassoura" (com óleo de fogo ainda) pro "deus" dele limpar a sua vida e a sua casa. Pelo menos a gente arranja ainda mais inspiração pra pedir ao Deus verdadeiro que faça uma faxina urgente na igreja que se diz dEle:

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Declarações de pastores da Lagoinha sobre Jesus geram polêmica


Para os pastores Mariana Valadão e Felippe Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, Jesus era filho de um carpinteiro rico e o burrinho usado por Ele era a “BMW da época”.
Em um programa apresentando por Alex Passos, da Rede Super, a cantora Mariana Valadão deu uma entrevista que gerou muita polêmica, ao lado de seu esposo, Felippe Valadão, eles afirmaram que Jesus não era pobre e que o burrinho usado por Ele era a “BMW da época”.
A declaração do casal incomodou diversos pastores que condenam a chamada Teologia da Prosperidade, entre eles o pastor e blogueiro Renato Vargens que escreveu um texto condenando as afirmações do casal.
“Segundo o pessoal da Lagoinha, além de possuir um carrão, Jesus nos dias de hoje teria uma banda de música, usaria a tecnologia bem como as mídias sociais e seria um carpinteiro cheio da grana”, escreveu.
Realmente no vídeo que foi postado com trechos desse programa o casal afirmou que Jesus teria um microblog e uma banda, pois ele não se incomodava em estar rodeado de pessoas.
Mariana respondia uma pergunta referente a sua participação nas redes sociais. Foi aí que ela mencionou que Jesus não era pobre e que essa pobreza atribuída ao menino que nasceu na manjedoura precisa ser desmistificada.
Para o pastor Vargens todas as pregações das igrejas estão tratando apenas de dinheiro, fato que ele lamenta. “Lamentavelmente todas as discussões teológicas, todas as campanhas evangelísticas, além de todas as manifestações musicais só tratam de uma coisa: Dinheiro!”
Ele citou os textos de Mateus 8: 18-22 e Filipenses 4:10-13 para condenar tais teologias afirmando que Jesus não pensava em dinheiro e nem possuía riquezas, ao contrário do que muitos pastores pregam em seus púlpitos.

Ou tudo ou nada


Por Adeildo Nascimento Filho
O juiz nazista Roland Freisler durante o julgamento de Helmut Moltke disse uma frase que ficou célebre no mundo todo. Ao comparar o nazismo com o cristianismo Roland disse: “Nós e o cristianismo só temos uma coisa em comum: exigimos a pessoa toda!”.
Olho para esta frase e tento fazer um paralelo com o cristianismo que vivemos hoje. São tantas vozes, discursos, defesas e ataques de como os cristãos devem se portar numa sociedade pós-moderna relativista e cheia de sincretismos religiosos, que me parece que Roland talvez pensaria duas vezes em pronunciá-la novamente. Por quê? Talvez Roland não encontre mais um “cristianismo” que exija a pessoa toda.
É quase chover no molhado mas é sempre bom lembrar o que significava ser cristão logo após a ressureição de Cristo. Além de exigir a pessoa toda em vida o preço mais comum a ser pago pela cristandade era encarar a própria morte, ou seja, efetivamente doar a própria vida. Particularmente se ouvisse Roland dizer isso nessa época certamente diria que ele estava forçando a barra pois não acredito que o fervor de um soldado nazista era o mesmo de um jovem cristão antes de ser devorado por leões.

Contudo, hoje em dia, as concessões feitas por cristãos pós-modernos batem de frente com a afirmação de Roland. Hoje é possível ser cristão mas viver pacificamente com ideologias que mudam radicalmente o cerne do evangelho de Cristo. É possível ser cristão e abrir concessões a ponto de pregar Jesus como sendo mais um caminho e não mais O ÚNICO caminho. É possível ser cristão e dividir sua vida em busca de “bênçãos” modernas e utilitaristas. É possível ser cristão por apenas 2 horas na semana e investir o resto do seu tempo. Afinal de contas tempo é dinheiro e dinheiro é sinal de vitória e sucesso.

O mundo evolui e junto com ele a decadência moral e espiritual do homem. Até que ponto os cristãos se manterão fiéis ao cerne do evangelho de Cristo, aquele que exige a pessoa toda, eu não sei. O que sei é que isso tudo não é novidade nem surpresa para nós.

A iniquidade se multiplicará até o ponto em que “a pessoa toda” signifique um preço muito alto. Quanto mais o tempo passar a comparação de Roland fará menos sentido para quase todos.

Ou tudo ou nada. Jesus não deixou espaço para meio termo.

Fonte: NAPEC - Apologética Cristã

Conversão ou coerção?


Por P. Andrew Sandlin
Uma verdade fundamental da Bíblia é que a natureza do homem pode ser transformada apenas sobrenaturalmente. (Por “natureza”, quero dizer natureza ética, na esfera do certo e errado, não natureza metafísica, na esfera de sua constituição como um homem criado à imagem de Deus.) A Bíblia nega de forma absoluta que a natureza do homem possa ser transformada por meios puramente naturais (João 1.12-13; 1Co 2.14). Os homens são convertidos (transformados eticamente) pela regeneração. Na regeneração, o Espírito Santo implanta no homem a disposição santa perdida na Queda, na qual todos os homens nascem (2Co 5.17). Essa é a única forma pela qual a natureza do homem pode ser transformada. Se o homem há de ser transformado eticamente, ele deve ser convertido.

Quando os homens perdem a esperança na Bíblia, eles devem encontrar outras formas de tentar mudar a natureza do homem. A forma mais frequente é por meio da coersão. O exemplo mais consistente disso está nos estados comunistas modernos. Eles creem que ao expor o homem a certo estímulo externo, a sua natureza interna pode ser alterada. Ao martelar nele, por meio de propaganda, a ideia que a motivação por lucro é má para os indivíduos (embora, aparentemente, não para o Estado), eles esperam criar um Novo Homem que trabalhará para o bem da comunidade e do Estado, e não para si mesmo e sua família. Se os homens se opõem e questionam esse Estatismo, eles devem ser remodelados em campos de concentração infernais ao ser violentamente quebrados física, emocional e psicologicamente, e então remendados novamente para serem bons cidadãos estatais. Essa é uma suposição razoável para qualquer um que tenha abandonado a esperança na obra miraculosa da regeneração. Marque isso: qualquer Estado, igreja, família ou outra autoridade institucional que opte por coerção como um meio para alterar a natureza do homem abandonou a esperança no Deus da Bíblia. Isso aplica-se tanto aos estatais materialistas como também aos legalistas fundamentalistas.
A Bíblia permite a coerção somente em uns poucos e limitados casos. O Estado pode empregar a espada (Rm 13.1-7) para proteger a vida, liberdade e propriedade. (Por implicação, o Estado pode usar a coerção para proteger seus cidadãos de invasão estrangeira.) O indivíduo pode usar coerção para proteger a vida e a propriedade (Ex 22.1-2). Pais piedosos podem empregar punição corporal limitada para regular o comportamento externo dos filhos (Pv 23.13-14). Nada disso tem a intenção de alterar a natureza do homem. Multa e restituição não transformam a natureza de um ladrão, assim como uma palmada não muda a natureza de uma criança. A coerção pode proteger, no máximo, a ordem externa; ela não pode alterar a natureza do homem. Somente o Espírito de Deus pode alterar a natureza de um homem.
Não é sem motivo que o evangelho de Jesus Cristo é chamado o “evangelho da paz” (Rm 10.15; Ef 6.15). Ele cria paz com Deus, paz com o indivíduo, e paz entre o indivíduo e seus semelhantes. O aumento da coerção e da violência na família, escola, mídia e no Estado é uma marca de uma cultura ímpia e réproba. Quando os homens são convertidos, apenas um mínimo de coerção é necessária para manter seus impulsos pecaminosos em cheque. A solução para o pecado e apostasia generalizada não é coerção generalizada, mas sim conversãogeneralizada.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

O azeite, o vinho e o fermento


Por João Cruzué
E um certo doutor da Lei levantou-se e disse: Mestre que farei para herdar a vida eterna? E Jesus devolveu a pergunta: O que está escrito na Lei? E então o doutor citou o grande mandamento: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo."

- Faze isto e viverás! Disse Jesus.

- E quem é o meu próximo? Insistiu o doutor.

E na sequência o Senhor Jesus Cristo expôs uma parábola, mais tarde entitulada "A Parábola do Bom Samaritano". Hoje pela manhã quando ia para o trabalho, passei pela região do Viaduto do Chá, no Centro de São Paulo. E neste trajeto veio a mim escrever alguma coisa sobre esses três elementos: O azeite, o vinho e o fermento.
Nós encontramos o azeite no Velho Testamento na botija da viúva endividada; no reservatório do candeeiro da Casa do Senhor. Na unção de Davi, ainda adolescente, no quinto verso do Salmo 23, e, entre tantos outros, na visão do profeta Zacarias. Azeite fala de sabedoria; azeita pode ser um rosto brilhando pelo perdão de Deus; azeite é uma bênção surpresa quando tudo o mais se acabou. Azeite é o gosto da vitória; azeite é a unção da promessa de Deus.

Na parábola do samaritano o vinho foi usado para limpar as feridas.

Azeite e vinho falam de solidariedade, de compaixão, de cuidados. Azeite e vinho são as atitudes do cristão verdadeiro que vai além das palavras; além da teologia. A sequência de uso é azeite e vinho. Primeiro a unção do Espírito em seguida a alegria do Espírito. O azeite amacia e refresca um coração ferido e o vinho lava as impurezas e a maldade do pecado. Para adquirir deste azeite e deste vinho é preciso ir à fonte da misericórdia e da compaixão. É preciso depender de Jesus.
Quem ama vai atrás, busca e procura até achar. Quem tem azeite e vinho anda na presença de Deus e navega como um barco cuja vela se faz cheia sob o vento da vontade do Espírito Santo. Isto não se aprende com a leitura de compêndios e comentários. Não vem junto com um canudo de teologia, mas em andar com o Senhor.
O fermento é a substância que incha, estufa, azeda, que enche de vento uma massa. O fermento para fazer efeito precisa ser misturado. Espiritualmente falando o fermento é o mundo sendo misturado no coração cristão. O fermento é a hipocrisia. É uma santidade de aparências. É uma cristã falsificada, mascarada.
O sacerdote e o levita viram o ferido, mas a sua religião estava acima de qualquer coisa. Sabiam o sagrado, mas não tinham mais o Espírito de Deus. Eram vazios de sentimentos, de compaixão. O sacerdote e o levita eram como barcos cujas velas já tinham apodrecido pela falta de uso.

Coisa interessante. Esta parábola é muito atual. Está surpreendentemente contextualizada em nosso tempo e país. Uma geração de sacerdotes e levitas têm ltrabalhado em nossas Igrejas. Eles estão muito ocupados com o que acontece no mundo. Estão encantados com o poder, com a política, com o dinheiro. O fermento já arruinou a vida espiritual deles. Nã têm mais tempo para a compaixão. Não se preocupam mais com os feridos nem com os perdidos, pois já não há mais sinal de azeite e vinho em seus corações. O Espírito Santo já foi apagado de suas vidas, de tantas atitudes mesquinhas, avarentas, falsas aparências. O óleo da unção já não brilha mais em suas faces. É muito provável que também estejam perguntando: E quem é meu próximo? Por que já se esqueceram.
E se eu não tomar cuidado, posso me tornar hipócrita do mesmo jeito. Por isso o exercício da compaixão deve ser sempre lembrado, praticado. Não basta ter uma biblioteca cristã na cabeça, é preciso muito mais que isso para ser um bom samaritano: manter a alegria de servir, de visitar, de sorrir e chorar junto, de ajudar, de amar, de perdoar pela presença do Espírito Santo.

O azeite e o lagar


Por Asher Intrater
O nome Getsêmani, do hebraico Gat Shmanim, quer dizer “lagar.” É o lugar para onde as azeitonas são levadas para serem espremidas; a semente e o corpo da azeitona são espremidos e separados. O resultado é o puro azeite de oliva. O azeite é um símbolo consistente da unção do Espírito Santo. Poucos duvidam que o Senhor tinha um propósito quando escolheu este lugar com este nome.
Todos nós queremos o azeite; queremos a unção, o poder do Espírito Santo. O azeite da unção traz proteção, provisão e prosperidade (Salmos 23:5), sabedoria e autoridade para governar (I Samuel 16:13); traz alegria (Salmos 45:7, Hebreus 1:9), cura e libertação (Marcos 6:13, Tiago 5:14), iluminação e revelação (Exodus 25:6, I John 2:27, Apocalipse 3:18); dá-nos a capacidade de pregar e profetizar (Isaias 61:1), intimidade na adoração (Cantares 1:3, Mateus 25:3, Marcos 14:3) e muito mais.
Há uma relação dinâmica entre o azeite e o lagar. Eles são opostos entre si e se equilibram mutuamente. No Getsêmani, Jesus abraçou a cruz. Ele submeteu sua própria vontade (Mateus 26:39). O lagar é um lugar de trevas, depressão e dificuldade (Mateus 26:37). É um lugar de autonegação (Mateus 16:24); um lugar para ser esmagado, para obedecer até a morte, de ser testado, de ser humilhado e de sofrimento; lugar de interceder até sangrar e transpirar, em lágrimas.
O azeite certamente é mais atraente do que o lagar. Mas sem lagar, não há azeite. O azeite é feito no lagar. Não há outra maneira de produzir azeite genuíno. Por outro lado, o propósito do lagar é o de se obter azeite. O sofrimento em obediência, sem obter azeite, não é da vontade de Deus. O lagar é para o azeite. O azeite é para o lagar.

A confiabilidade dos Evangelhos


Por Davi Lago
Podemos citar três razões que demonstram a confiabilidade da narrativa dos evangelhos:
Razão nº1: Os evangelhos foram escritos num período próximo aos eventos narrados. Isso é muito importante porque indica que os evangelhos foram escritos por testemunhas oculares e pessoas próximas às diversas testemunhas oculares. O fato de as testemunhas oculares estarem vivas no tempo em que os evangelhos foram escritos é crucial porque elas poderiam desmentir qualquer informação mentirosa.
Há muitas evidências que demonstram que os evangelhos foram escritos cedo. Há evidências internas, como por exemplo: o livro de Atos termina bruscamente com Paulo esperando seu julgamento (At 28.31) o que indica que Lucas, o autor, terminou o livro naquele período. Sabe-se que Paulo foi martirizado entre 63 e 64 d.C. Sabe-se também que o livro de Atos foi escrito por Lucas depois de seu evangelho (At 1.1). Logo, o evangelho de Lucas foi escrito no máximo, apenas trinta anos após o ministério de Jesus.
Outro exemplo de evidência interna é a ausência de qualquer referência no Novo Testamento da destruição de Jerusalém em 70 d.C. Isso claramente aponta o fato de que todos os livros no Novo Testamento foram escritos em data anterior a 70 d.C. É notável o fato de que Jesus profetizou que Jerusalém seria destruída (Mc 13.1-4,14,30). E Jerusalém foi realmente destruída no ano 70 d.C. assim como Jesus profetizou. Sem dúvida os autores do Novo Testamento, que estavam preocupados em provar que Jesus é o Filho de Deus, teriam citado o cumprimento dessa profecia para apoiar sua argumentação.

Há também evidências relacionadas aos papiros com fragmentos do Novo Testamento que sobreviveram até nossos dias. O papiro conhecido como Chester Beatty é datado de 200-250 d.C.; o papiro Bodmer II de 200 d.C.; o papiro Early Chrisitian de 150 d.C.; e o papiro John Rylands MSS de 130 d.C. Esses papiros comprovam que os evangelhos foram escritos em data próxima aos eventos narrados.

Há evidências relacionadas aos escritos patrísticos. Por exemplo, a epístola de Policarpo aos filipenses foi escrita em 120 d.C., as cartas de Inácio em 115 d.C. e a epístola de Clemente aos coríntios em 95 d.C. Todos esses escritos contém inúmeras citações dos evangelhos e demais textos do Novo Testamento.
Portanto, se concluí que os evangelhos passam do teste mais ácido de todos os escritos da Antiguidade. Os evangelhos foram escritos na mesma geração que viu os eventos narrados. O fato dessa geração ter preservado os evangelhos para as gerações posteriores indica o fato de que não houve nenhuma distorção ou fraude na narrativa dos eventos.
Razão nº2: Os eventos narrados nos evangelhos são solidamente apoiados pelas descobertas históricas e arqueológicas. A arqueologia comprova a historicidade de eventos, pessoas e lugares descritos nos evangelhos. Por exemplo: Em Lucas 2.1-3 está escrito que foi realizado um censo no período em que Quirino era governador da Síria. Sabe-se hoje que os romanos realizavam um censo a cada 14 anos e que esses censos tiveram início com César Augusto. Inscrições encontradas em Antioquia confirmam que Quirino iniciou seu governo em 7 a.C. Em Lucas 3.1 é citado um governador chamado Lisânias. Foi encontrada uma inscrição próximo à cidade de Damasco que comprova a existência dele. Em João 19.13 é mencionado um pavimento de pedra, chamado Gábata, localizado no palácio de Pilatos. O arqueólogo William Albright comprovou que esse pavimento existiu, foi destruído em 70 d.C. e reconstruído pelo governador Adriano. Esses são apenas alguns exemplos das descobertas arqueológicas que comprovam a historicidade dos eventos narrados nos evangelhos.
Razão nº3: Os evangelhos não foram alterados com o passar dos séculos. Esse fato é comprovado por evidências maciças. Primeiro, há cerca de 4.000 manuscritos completos do Novo Testamento em grego espalhados pelos museus do mundo, e cerca de 13.000 manuscritos com fragmentos do Novo Testamento. É uma diferença monumental se comparado com outras obras da Antiguidade: há apenas dez manuscritos de Guerras Gálicas de Júlio César, dois manuscritos de Anais de Tácito, e sete manuscritos gregos das obras de Platão.

Segundo, os manuscritos do Novo Testamento foram encontrados em diversas localidades como Egito, Síria, Turquia, Itália, Grécia e Palestina.

Terceiro, os manuscritos do Novo Testamento que sobreviveram aos nossos dias foram escritos transcritos próximos aos manuscritos originais escritos pelos próprios autores. Há papiros com fragmentos do Novo Testamento que datam de 50 a 100 anos após a escrita dos originais. Há manuscritos completos que datam de 400 anos após a escrita dos originais (por exemplo: Codex Sinaiticus, Codex Alexandrino, Codex Vaticanus). Há uma diferenaça descomunal aos outros escritos da Antiguidade. Por exemplo: o manuscrito mais antigo que temos da História de Tucídes, é de 1300 anos após o original; História de Heródoto de 1350 anos; Guerras Gálicas de Júlio César de 950 anos; História de Tácito de 750 anos; Anais de Tácito de 950 anos. Entre os milhares de manuscritos do Novo Testamento que possuímos hoje, há diferenças mínimas, que são apontadas em notas de rodapé nas traduções modernas. Essas diferenças mínimas em nada alteram a doutrina cristã e podem ser superadas através da análise do que diz a maioria dos manuscritos.
A conclusão a que os estudiosos chegam é que nenhum outro documento da Antiguidade é tão confiável como os evangelhos e os demais livros do Novo Testamento.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

ABRIL DE 2011 ATÉ HOJE.


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Vale tudo para ganhar almas?


Por Mauricio Zágari
Existe um equívoco muito comum entre os cristãos: a idéia de que a coisa mais importante do universo para Deus é ganhar almas. Isso se baseia na leitura de Marcos 16, onde, antes de subir ao Céu, Jesus proclama a chamada Grande Comissão, também conhecida como o “ide” de Jesus: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura“. Com base nesse versículo isolado, uma gigantesca e desinformada parcela da igreja acredita que sua maior missão é ganhar almas, o que acaba gerando um pensamento distorcido: se essa é a grande meta, vale tudo para alcançá-la! Assim, acreditam muitos que qualquer meio é valido para esse fim e o que ouço todos os dias é “ah, mas se pelo menos uma alma foi ganha valeu a pena” ou “o importante é que a semente foi plantada”.

Só que todo esse pensamento está errado.

Escandalizado por eu ter dito isso? Não tem problema, vamos deixar de lado a clichezada gospel e vamos à Bíblia. Primeiro: o “ide” não é sobre “ganhar almas”. Pois as pessoas leem Marcos 16 mas passam por cima de Mateus 28 (que apresenta a Grande Comissão completa) como quem passa por cima de um bueiro na rua. Diz o texto: “Ide portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado” Ou seja: o “ide” não é sobre “ganhar almas”, é sobre FAZER DISCÍPULOS E ENSINAR-LHES A OBEDIÊNCIA. O que não é nem de longe o que faz quem organiza, por exemplo, um festival de música gospel ou um grande evento de alguma igreja qualquer. Pois grandes eventos não discipulam nem uma mosca.
Essa constatação nos leva automaticamente a uma pergunta: o que é um discípulo? Respondo: um discípulo é alguém que não sabe nada sobre nada e que, pela convivência, pela instrução e pelo exemplo pessoal do discipulador vai crescendo dia após dia, se solidificando, amadurecendo, estudando, lendo e se fortalecendo – aprendendo a guardar tudo o que Jesus nos ordenou – até o dia em que ele estará tão maduro que viverá sua vida de fé tão enraizado na Rocha que será capaz de discipular novas pessoas.

Mas, no imaginário de milhares e milhares de cristãos equivocados, basta “aceitar Jesus”. Não, Mateus 28 mostra que não basta. O “ide” de Cristo não é sobre arremessar ovelhas para dentro da igreja: é sobre cuidar delas, tosá-las, escová-las, catar suas pulgas, alimentá-las e muito mais. Para que se tornem obedientes. Mostre-me um cristão desobediente aos mandamentos de Cristo e te mostrarei alguém que foi mal discipulado.
Então, quando alguém diz “o importante é que a Palavra foi pregada e almas foram ganhas pra Jesus” eu suspiro profundamente. Na igreja em que me converti, em 1996 havia 6 mil membros. Os batismos periódicos eram (e, ao que consta, ainda são) sempre com cem pessoas ou mais. Hoje, 16 anos depois, a igreja tem… 6 mil membros. Estranho, não? A conta não fecha. Mas sabe por quê? Porque a ênfase está em “ganhar almas”: foi à frente na hora do apelo, levantou a mão, recebeu oração, fez umas aulinhas sobre o básico da fé, foi batizado e… acabou. Não há um prosseguimento. Não há um envolvimento pessoal. Não há… discipulado. E sem discipulado a Grande Comissão não foi cumprida.

Segundo: quando digo que nem todo método ou evento é válido para evangelizar, canso de ouvir “ah, Zágari, não importa onde ou como foi pregada a Palavra. Filipenses 1.18 diz “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei“. Ou seja, o irmão lê essa passagem totalmente fora do contexto geral da Bíblia e passa a achar que toda e qualquer forma de proclamação é válida “se apenas uma alma foi ganha” ou “se a semente foi plantada” – é o que tenho ouvido repetidas e repetidas e repetidas vezes. Minha pergunta é: será?

Será que realmente não importa como e onde foi pregado o Evangelho, desde que “ao menos uma alma tenha sido ganha para Cristo?”. Façamos o seguinte: em vez de só ficarmos repetindo frases feitas como vaquinhas de presépio, vamos pensar. Vamos nos distanciar dos clichês gospel e refletir. Pois esse argumento me dá base, por exemplo, para abrir uma boate de striptease gospel. Entre um show de sexo ao vivo e outro vem um pregador e dá uma palavra evangelistica. Escandalizou-se com a ideia? Ué, mas… e se um alma for ganha? Não valeu a pena?

“Ah, Zágari, não é bem assim”. Hmmm…então já começamos a pensar. Vamos adiante: poderíamos inaugurar um prostíbulo gospel, onde cada prostituta pregaria o arrependimento após atender cada cliente, proclamaria as boas-novas de salvação e lhe daria uma Bíblia de presente. Parece uma ideia esdrúxula? Não só parece: é. Só que ela se encaixa perfeitamente na ideia de que “se pelo menos uma alma for salva…”.

Ou podemos críar um campeonato de Ultimate Fighting gospel. Entre um espancamento, um murro e um chute na cara, um pregador entra na arena e dá uma palavra evangelística Vai que uma alma é ganha! E daí que aquilo é violência pura? Não é um bom meio de atrair gente que gosta de sangue e violência? Ou então abrimos uma tenda de cartomantes gospel. Chamamos uma médium e entre uma sessão e outra de leitura de tarô um pastor senta à mesa e prega o Evangelho ao cliente. Vai que um dia alguém se converte?

Em qualquer um desses casos almas podem “ser ganhas” e a “semente plantada”. A pergunta é: vale mesmo a pena?

Outra coisa: sempre que alguém chega exultante até mim dizendo “Fulano aceitou Jesus!”eu digo “traga ela aqui dentro de 20 anos e veremos se aceitou mesmo”. Pois ela pode ter se empolgado em um show gospel (nos velhos tempos eu mesmo me empolguei vendo muitos shows, pulei, suei e me emocionei vendo Roger Waters, Rolling Stones, Guns and Roses, Yes e até no sambódromo… mas depois chegava em casa e toda aquela empolgação passava), se emocionado num culto ou ficado apavorada numa cruzada porque disseram que ia pro inferno e foi à frente na hora do apelo. Aceitou Jesus? Coisíssima nenhuma. Essa pessoa foi apenas movida por empolgação, emoção ou medo. Novo nascimento? Veremos…

Minhas perguntas são: “Está sendo bem discipulada? Está sendo instruída? Está aprendendo a resistir às tentações do mundo?”. Então eu exulto não com mil e uma pessoas que se emocionaram num ambiente religioso e que em pouco tempo estarão de volta no mundo, mas sim com cristãos que têm anos de estrada e demonstram o fruto do Espirito, que vivem para a glória de Deus.

E aqui está o terceiro ponto: a grande missão da Igreja biblicamente não é ganhar almas, isso é apenas uma de suas muitas tarefas. Repare que as Escrituras não dizem em lugar nenhum que Jesus no ultimo dia chegará e perguntará “quantas almas você ganhou?” O que a Bíblia diz que Ele falará é: “Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos
está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me“. Ou seja. Jesus vai falar mais sobre o amor ao próximo do que sobre evangelismo. Surpreendente para muitos, não? Mas me diga você: não é o que a Bíblia diz?

“Deixa de inventar moda, Zágari, se ganhar almas não é a grande razão de ser da Igreja, qual é?”, você poderia perguntar. Bem, um curso básico de Teologia responderia isso: a glória de Deus.

“Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10.31)

“Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.” (Romanos 11.36)

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, [repare agora o que diz o texto] para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado” (Efésios 1)

No mesmo capítulo voltamos a ver que as pessoas são salvas para a glória de Deus: “Nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória“.

Deus não existe em função das almas. As almas é que são ganhas em função de Deus. Para ir ao Céu e lá se juntarem à grande multidão celestial que brada, como relata Apocalipse 19, “Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus (…) Aleluia! Pois reina o Senhor, nosso Deus, o Todo-Poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória“.

Então, meu irmão, minha irmã, continue proclamando o Evangelho, evangelizando e “ganhando almas”. Só nunca se esqueça de que isso não é sinônimo de “missão cumprida”: é apenas o primeiro passo de uma longa jornada de discipulado e intimidade com Deus que redundará na magnífica glorificação final.

Vale tudo para ganhar uma alma? Vale levar pessoas a pecar em nome de “ganhar almas”? Vale se misturar com o mundo com esse fim? Jesus rejeitou todas as ofertas de Satanás no deserto. Termino com uma reflexão: será que o Todo-Poderoso Espírito Santo precisa que adotemos a mentalidade do “vale tudo” para “salvar pelo menos uma alma” ou será que Ele tem poder suficiente para resgatar uma alma do inferno sem que precisemos prostituir nossos princípios?

Para fazer o que Ele quer Deus depende de Deus ou Deus depende de eventos, festivais, shows, programas de TV e outras megaproduções? Tudo de que ele precisa, meu querido, é de “lábios que confessem o seu nome“. O resto é clichezada gospel.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

SERVO INÚTIL


Por Jonas Madureira
Assim também vocês, quando tiverem feito tudo o que lhes for ordenado, devem dizer: “Somos servos inúteis; apenas cumprimos o nosso dever” (Lucas 17.10).
Deus procura servos inúteis. Fique tranquilo, você não entendeu errado. Foi isso mesmo o que acabei de dizer: “Deus procura servos inúteis”. E o motivo é bastante simples: o servo inútil é uma raridade, é como uma espécie em extinção. Ô bicho difícil de encontrar! Mas, antes de continuar, preciso me assegurar de algo. Será que você está pensando que o servo inútil é um desastrado, que faz tudo errado e que não consegue cumprir à risca as ordens de seu Senhor? Se sua resposta for sim, então, sinto muito, você está equivocado. O servo inútil não confessa sua inutilidade por ser ele um desastrado, que faz tudo errado e que, por isso, é inútil. Pelo contrário, o servo inútil se diz “inútil” porque, antes de tudo, Deus ordenou que ele confesse a sua inutilidade.
Isso, porém, não quer dizer que Deus considere inútil o servo inútil. Veja, quando Jesus diz para os discipulos confessarem a sua própria inutilidade, ele não afirma que eles, os discípulos, são inúteis. Em nenhum momento, Jesus brada: “Discípulos, vocês são inúteis!”. Arrogância e pedantismo não são do seu feitio. Pelo contrário, o que ele diz é “confessem vocês com sua própria boca: ‘eu sou um servo inútil’”. Portanto, não é Cristo que confessa a inutilidade do servo; é o servo que confessa sua própria inutilidade.
Mas voltemos à questão da inutilidade do servo. Aquele que confessa a sua inutilidade não a confessa a partir das suas falhas. A rigor, os servos que falham, ou seja, que desobedecem ao seu Senhor, não são dignos dessa confissão. Em outras palavras, a confissão da inutilidade não é um subterfúgio ou uma desculpa para o descompromisso ou para a transgressão no serviço. O servo que enfia os pés pelas mãos, que erra e não faz conforme as ordens de seu Senhor não é digno da confissão “sou um servo inútil”. Esta só é verdadeira na boca daqueles que obedecem à risca ao seu Senhor, e que, portanto, podem confessar, com dignidade, “sou um servo inútil”. Jesus foi bem claro quando disse aos seus discípulos: “Quando tiverem feito tudo o que lhes foi ordenado, devem dizer: ‘Somos servos inúteis’”. É apenas depois da obediência que a inutilidade pode ser dignamente confessada.
Nenhum louvor, portanto, cabe ao discípulo por sua obediência. Ele é obediente, sim, e faz com precisão o que Deus lhe pede, mas precisa estar sempre consciente de sua inutilidade. Essa tal consciência é que salva o servo de fazer do serviço um palco para exibir seu ego, suas capacidades, seu brilhantismo, sua rigorosa obediência e farisaísmo. A consciência da inutilidade faz do servo um holofote, algo que traz luz sobre aquilo que não é ele mesmo. A consciência da inutilidade fixa os olhos do servo numa direção que não pode ser desviada nem para esquerda nem para a direita. Por isso, esse olhar nunca está voltado para a sua obediência ou seu serviço; seu olhar deve repousar em seu Senhor. Tudo o que o servo faz é para o seu Senhor. O servo é em primeiro lugar inútil para si mesmo, e é para si mesmo que o servo confessa todos os dias:

Sou inútil! O que faço não é para mim, mas para ele! Que ele e somente ele seja louvado em tudo o que tenho feito de melhor! Não vou ceder às chantagens de minha vaidade! Não vou tentar tirar proveito do chamado do Senhor! Não usarei seu precioso nome para promover o meu nome! Não obedecerei para prosperar; antes obedecerei porque minha alegria está apenas em cumprir o que meu Senhor quer que eu faça, seja na pobreza, seja na riqueza!

Deus procura servos assim: inúteis. A igreja carece de servos assim: inúteis. Onde eles estão? Uma dica: eles geralmente não gostam de aparecer…

Carlos Alberto pode fechar contrato com Palmeiras graças a indicação de pastor


Pastor Gilson, da Igreja Bola de Neve, foi quem indicou o jogador Carlos Alberto para os dirigentes do Palmeiras, de acordo com o vice-presidente Roberto Frizzo. Carlos Eduardo pertence ao e no último brasileirão defendeu o Bahia.
Roberto Frizzo contou como surgiu o interesse pelo jogador e explicou como aconteceu a indicação do jogador: “A mundo do futebol é interessante. O Palmeiras está jogando em Araraquara a Copinha. Nosso diretor da base, Jair (Francisco Tadeu Jussio), está lá com o elenco. Durante a estreia do time, ele se encontrou com o Gilson. Os dois são amigos de longa data e não se viam há uns quatro anos. Na conversa, o Gilson lembrou do Carlos Alberto, que frequentava a igreja nos tempos em que atuou no Corinthians. Depois conversei com o Jair, que comentou isso comigo”.

Sem consultar o técnico Luiz Felipe Scolari, Frizzo entrou em contato com o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, para negociar o jogador. “Ele ficou sabendo na quinta-feira pela manhã. Ainda não tive a oportunidade de conversar diretamente com o Luiz Felipe. Tivemos um dia corrido hoje,” disse Frizzo sobre Scolari.

Se tudo for acertado o jogador Carlos Alberto assinará contrato de empréstimo de um ano com o Palmeiras. Os salários do jogador seriam pagos com ajuda do Vasco.

Investindo no Ministério…


ss

sábado, 7 de janeiro de 2012

As Obras da Carne


Por R. C. Sproul
Paulo exortou aos crentes da Galácia: Digo, porém: Andai no Espírito, e jamais satisfareis à concupiscência da carne (Gálatas 5.16).
A vida cristã é uma peregrinação. Usando a linguagem das Escrituras, é uma viagem que se faz à pé. O ato de andar é um modo relativamente lento de transporte. A maioria de nós move-se ao longo dessa estrada com velocidade de uma lesma. Não corremos e nem saltamos o curso cheio de obstáculos da tentação. Há barreiras que impedem o nosso progresso. A cada ponto enfrentamos os sacolejos provocados pela carne. Foi Paulo novamente uma pessoa dotada é receber elogios da parte de nossos semelhantes, por causa de nossas quem escreveu:
Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que porventura seja do vosso querer (Gálatas 5.17).
É aí que se trava a batalha. O velho homem arma-se contra o novo homem. A natureza pecaminosa da carne luta por sufocar a influência do Espírito Santo. Embora essa guerra seja interna e invisível, há claros sinais externos da carnificina provocada pela batalha. Quando o Espírito é vitorioso, vemos o fruto do Espírito. E quando a carne vence, também percebemos a evidência externa.
Antes de Paulo discorrer sobre o fruto do Espírito, primeiramente ele fala das obras da carne. As obras da carne fazem violento contraste com o fruto do Espírito.
Ora, as obras da carne são conhecidas, e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam (Gálatas 5.19-21).
A lista das obras da carne é crucial por duas razões. Primeiramente, oferece o contraste já mencionado com o fruto do Espírito. E, em segundo lugar, identifica as práticas pecaminosas que, conforme o apóstolo enfatizou (mediante repetição), caracterizam os não-regenerados e os perdidos. Naturalmente, é possível que uma pessoa regenerada caia em qualquer desses pecados por algum tempo. Cada um desses erros tem sido manifestado, em um tempo ou outro, pelos maiores santos. Mas não são características do crente. Todavia, se essa lista caracteriza a conduta de uma pessoa, isso é prova de que ela não foi ainda remida.

Visto que essa lista é acompanhada por uma advertência tão dura, é importante que demos breve definição a cada um dos pecados mencionados na mesma.

1. Prostituição. O primeiro pecado a ser mencionado é aquele que foi proibido no Sétimo Mandamento. Envolve a violação da santidade do casamento por meio de relações sexuais ilícitas.

2. Impureza. Envolve desde a fornicação até os abusos sexuais contra o próprio corpo. Usualmente está associado ao contado sexual entre pessoas solteiras. Neste texto, entretanto, tem um sentido mais amplo, incluindo o contacto sexual ilegítimo, no sentido mais lato da palavra (Atos homossexuais estão incluídos).

3. Lascívia. Há aqui um sentido sexual implícito. Reflete um tipo de comportamento que a linguagem popular chama de "imoral".

4. Idolatria. Está em foco a adoração paga aos ídolos ou deuses falsos. A idolatria, em seu sentido mais amplo, pode incluir tais coisas como a adoração às possessões materiais.

5. Feitiçarias. Isso envolve a prática da magia bem como imiscuir-se com práticas proibidas tais como o espiritismo, a adivinhação, a astrologia e coisas semelhantes.

6. Inimizades. Isso reflete um caráter marcado pela hostilidade, pelo rancor, pela falta de amor.

7. Porfias. Isso é visto nas atitudes de desafio. Aquele que gosta de porfias é contencioso, argumentativo e combativo. Vive sempre pronto a desafiar outras pessoas.

8. Ciúmes. O ciúme reflete um espírito egocêntrico que despreza as realizações ou vitórias de outras pessoas.

As obras de números 6 a 8 provavelmente são aqueles "pecadilhos" dos crentes, talvez porque tão facilmente podem ser escondidos ou justificados pelo crente faltoso.

9. Iras. São as explosões de cólera. Indica um caráter caracterizado pelos repentes de mau gênio.

10. Discórdias. Aponta para um espírito contrário às opiniões de outras pessoas.

11. Dissenções. Isso não elimina formas legítimas de dissentimento. Antes, caracteriza-se por um espírito contencioso que vive ferindo o próximo, criando inimizades entre as pessoas.

12. Facções. São as várias formas de partidarismo, criadas sem verdadeiras razões para divisões artificiais. Envolve a escolha voluntária de opiniões que vão contra a verdade estabelecida. Inclui mais do que os erros teológicos, pois também pode referir-se a erros de atitude ou de comportamento.

13. Invejas. Envolve o desejo de possuir o que pertence a alguma outra pessoa. Pode incluir a má vontade para com aqueles que desfrutam de certos benefícios.

14. Bebedices. Refere-se ao uso intemperado de bebidas alcoólicas e, por implicação, o uso de drogas.

15. Glutonarias. Isso envolve um estilo de vida que consiste em festins selvagens, que aprecia orgias sem qualquer limite.

Em contraposição às obras da carne, Paulo mostra no que consiste o fruto do Espírito:
Mas o fruto do Espírito é: amor alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei (Gálatas 5.22,23).

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Big Brother Brasil 12 terá duas evangélicas


O Big Brother Brasil 12 apresentou a mais recente surpresa do reality show, a participação de duas evangélicas no programa da Globo: a baiana Jakeline Leal e a mineira Kelly Medeiros. Essas formariam o perfil “conservador” prometido por Boninho.
Jakeline tem 22 anos e é natural de Feira de Santana, estudante de zootecnia, caloura do Instituto Federal Baiano, no campus de Santa Inês – com previsão de formatura para 2016. A jovem namora com Otto Flick, também morador de Feira de Santana e passa a maior parte do tempo no campus da faculdade, mas volta nos fins de semana para ficar com a família.
De acordo com a amiga Daniele Moraes, a estudante é evangélica. “Ela é muito divertida, dinâmica, anima a galera e vai fazer muito sucesso. Ela é comportada, sim, por causa de sua religião, mas isso não tem nada a ver com o seu humor. Ela vai demonstrar isso logo no primeiro dia. Ela é muito louca”, contou a amiga.
Ainda segundo Daniele, Jakeline nunca comentou sobre a vontade de entrar na casa do Big Brother Brasil, e pegou todo mundo de surpresa. “Quando me ligaram para falar, não acreditei. Mas ela vai fazer muito sucesso lá dentro”, contou.
Em sua página no Facebook, a jovem agradece a Deus e diz que se inspirou em Jesus Cristo.
Já Kelly Medeiros, são poucas as informações sobre sua fé e tudo o que se sabe é que a mineira de 28 anos, gosta muito de acadêmia. Já dançou no Aviões do Forró e segundo a amiga Millian Andrade, ela se inscreveu no programa a pedido do irmão mais novo. ”Ela já havia tentado três vezes e tinha desistido, aí o irmão mais novo dela, que mora em Minas Gerais, pediu para ela se increver novamente. Ela
A amiga contou ainda que a participante do BBB 12 é evangélica. “Ela é bem ligada a Deus. É evangélica e frequenta os cultos na Igreja”, finalizou.atendeu o pedido e acabou chamada para o programa”, contou.

Polícia pede fechamento do Templo da Igreja Mundial em Guarulhos


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai solicitar ao Ministério Público Estadual que entre com uma ação para interditar o templo da Igreja Mundial do Poder de Deus em Guarulhos, na Grande São Paulo. No último domingo, dia 1º de janeiro, a inauguração do templo causou transtornos no tráfego das rodovias Presidente Dutra (BR-116), e Hélio Smidt (BR-610).
A PRF disse ter sido avisada de que 30 mil fiéis compareceriam ao evento, mas a Secretaria de Transportes estima que, pelo menos, 300 mil pessoas estiveram presentes na inauguração. Por causa da grande quantidade de carros e ônibus, o trânsito na Dutra parou por mais de seis horas.
Por meio de sua assessoria, a Igreja Mundial do Poder de Deus disse ‘lamentar muito o ocorrido’. Uma avaliação feita pela PRF da estrutura ao redor do prédio, assim como os acessos ao local, mostraram que as vias nas proximidades não comportam o escoamento e fluxo de veículos registrados no domingo.
O órgão entendeu que o funcionamento o templo ‘representa violação do direito de ir e vir bem como coloca em risco a segurança e vida das pessoas que circulam nas rodovias Dutra e Hélio Smith’.
Durante uma reunião realizada nesta quarta-feira, 4, com a participação do secretário de transportes da Prefeitura Municipal de Guarulhos, a PRF apresentou um relatório dos incidentes ocorridos nas rodovias em função do evento ocorrido na Avenida Monteiro Lobato, nº4492, Jardim Cumbica. O encontro contou ainda com a participação do comando da Polícia Militar de Guarulhos, da concessionária CCR Nova Dutra e com representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
A polícia deverá entregar o relatório ao MP no início da próxima semana, antes do próximo evento no local que está marcado para o dia 13 de janeiro.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

2012: chegamos mesmo ao fim do mundo?


Por Geremias do Couto
Uma rápida olhada na história da Igreja revela que ela tem sido marcada por ênfase doutrinárias distintas ao longo de sua peregrinação. Os cristãos primitivos, por exemplo, tinham em alta conta a esperança do segundo advento de Cristo e muitos nutriam essa expectativa para aqueles dias.
Até mesmo quando Paulo trata das questões do casamento, em sua primeira carta aos coríntios, pressupõe o segundo advento (e fatos conexos) como algo que os interessados em contrair matrimônio não deveriam jamais relegar ao plano secundário, mas tê-lo em devida consideração em suas decisões conjugais, 1 Co 7.29-31.A tônica das duas cartas de Paulo aos tessalonicenses é 
 justamente sobre o segundo advento. Ao mesmo tempo em que mantém viva a esperança, o apóstolo corrige alguns equívocos em relação a essa doutrina singular do cristianismo, posto que, para muitos, ali, parecia que este evento teria sido já consumado.
Diferente das observações feitas aos coríntios, que pareciam pôr as questões da vida material como prioridade, o propósito paulino aqui era evitar que aqueles crentes, de um lado, se perdessem na vã idéia de que o evento se consumara, e de outro, adotassem postura alienada quanto a outros aspectos importantes da vida cristã, como se nada mais restasse senão aguardar o glorioso momento, 1 Ts 3.13-18; 2 Ts 2.1-3 (ARA). Mesmo assim, na primeira carta aos tessalonicenses, na forma em que escreveu, Paulo admite a possibilidade de estar entre os vivos por ocasião do segundo advento.
O fato é que outras ênfases doutrinárias surgiram nos séculos seguintes. O período posterior à ascensão de Constantino ao trono imperial foi marcado pela discussão trinitariana. Por cerca de 100 anos o tema ocupou as lides teológicas até que ficasse bem estabelecido o dogma da Trindade.
Esses diferentes enfoques, de uma época para outra (e de um lugar para outro, com frequência), podem ser explicados à luz das peculiaridades de cada momento histórico e de outras situações motivadoras que ensejam aos cristãos apegar-se a algum valor doutrinário que interaja com as expectativas próprias de cada período.
Essa é, portanto, a forma pela qual pode ser vista a crença firmemente arraigada entre muitos cristãos primitivos de que Cristo voltaria em sua geração. Era fruto, em primeiro lugar, de estarem próximos da época em que o Mestre viveu entre os homens. Os seus ensinamentos ainda estavam bem vívidos na mente dos fiéis. A promessa de que voltaria outra vez não estava num horizonte distante. Ainda podiam ouvi-la ressoar em seus ouvidos.
Outra razão tinha a ver com as intensas perseguições experimentadas pelos cristãos. Eles alimentavam a esperança de que o aguardado encontro com o Salvador fosse o glorioso desfecho para aquele inimaginável sofrimento. Tinham como certo que o segundo advento os livraria da tormenta. Tal como os heróis do Antigo Testamento, que morreram sem ver consumada a promessa da redenção, mas nem por isso perderam a fé, assim eram os crentes primevos: a esperança da restauração de todas as coisas estava cimentada em seus corações.
Já o enfoque trinitariano, nos idos do terceiro para o quarto século, foi o resultado da progressiva sistematização da ortodoxia teológica com o propósito de conter o avanço dos ventos heréticos. Era preciso dar consistência aos ensinamentos da Igreja, que alcançara as fronteiras do império romano e entrara numa era de ampla liberdade. Em contrapartida, deixara para trás uma fé simples e centrada na esperança do segundo advento.
A questão escatológica entrou outra vez em cena com cores fortes por volta do ano 1000. A expectativa da virada do milênio, aliada a interpretações distorcidas de algumas passagens bíblicas, levou muitos a acreditarem que estava prestes o fim do mundo. A mesma ênfase repetiu-se a partir do século XIX e tornou-se mais frequente à medida que se aproximava o ano 2000. A prova disso é que as três últimas décadas do século XX foram pródigas em literatura escatológica, na legítima tentativa de se interpretarem os sinais do fim dos tempos.
Mas houve muitos equívocos. A vinda de Cristo chegou a ser marcada algumas vezes pelas seitas apocalípticas e até mesmo um pseudo-versículo encontrou eco entre os desavisados: “De mil passarás, mas a dois mil não chegarás”. Houve até quem, baseado numa interpretação esdrúxula da visão que teve Daniel dos quatro animais, construiu um acróstico, com a primeira letra em português do nome de cada um deles, para afirmar que Lula era o anticristo.
A chegada do terceiro milênio trouxe outros enfoques, como fruto do labor teológico, para responder os desafios da pós-modernidade. É necessário, todavia, que uma coisa fique bem clara: nenhuma doutrina pode ser tratada de forma isolada do contexto das demais doutrinas bíblicas sob pena de perder o seu verdadeiro foco e gerar toda sorte de distorções.
Agora mesmo, o ano de 2012 traz uma série de expectativas desse gênero, como resultado da interpretação desastrada da “profecia” dos maia de que neste ano ocorreria o fim do mundo. Há diversos movimentos, ditos cristãos, mas de natureza heterodoxa, com previsões alarmantes para os próximos meses.
O “Creciendo em Gracia”, cujo fundador, José Luís de Jesus Miranda, considera-se a encarnação do Messias e, ao mesmo tempo, o anticristo, afirma que 2012 é o ano da transformação, em que o mundo se tornará “num autêntico paraíso”, com data prevista para acontecer: 30 de junho. Já o movimento “Salvai Almas”, que se diz católico, fala de colapsos devastadores, que teriam início a partir de 23 maio, com a morte de mais da metade da população mundial antes do advento de Cristo, enquanto o Lar Lokkon Shôjo anuncia que “um tsunami irá inundar todas as cidades litorâneas do mundo… com dois terços da terra debaixo d’água” (veja aqui).
Como nos portarmos diante de “profecias” tão alarmantes, sem cair no ceticismo em relação à própria revelação bíblica, ou, por outro lado, sem nos tornarmos paranoicos em relação à própria vida?
Cabe ressaltar que o segundo advento continua sendo a maior esperança da Igreja  o ápice de sua peregrinação histórica. É o coroamento de sua marcha desde o Pentecostes como agente do Reino de Deus na Terra. Isto não significa valorizar o segundo advento acima de outras verdades das Escrituras. Quem poderá, por exemplo, ter a garantia do encontro face a face com Cristo sem que primeiro passe pelos rudimentos da doutrina da salvação?
Mas o segundo advento não pode ser tomado como instrumento de pavor e alienação. Não pode ser instrumento de opressão religiosa. Não pode ser tratado com o sensacionalismo com que muitos escatólogos o tratam. Não pode tornar-se meio para servir aos interesses comerciais da hora em que filigranas teológicas são alçadas à condição de verdade absoluta e se perde o cerne da própria mensagem: a promessa de que, com a intervenção de Cristo, a história chegará ao ápice, com a restauração de todas as coisas.
O segundo advento é, portanto, certeza de descanso e segurança, e não instrumento para impor medo e manipular os fiéis. É mensagem positiva, e não negativa. É assegurar-se de que não é necessário entrar em pânico quanto ao amanhã. É ter como certo não precisar sair atrás de sensacionalismo, da especulação escatológica, à procura de “chifre em cabeça de cavalo”, com achados absurdos que não passam de fruto da imaginação criadora das pessoas. É ter a tranquilidade de não se alienar do mundo e viver segundo a mesma perspectiva de Cristo, que disse: “Meu pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando”.
Embora Eliseu ouvisse os filhos dos profetas anunciarem que Elias logo seria arrebatado, ele não se moveu atrás, mas seguiu em sua jornada até o rio Jordão. Ao retornar pelo mesmo caminho, após a singular experiência que presenciou, os mesmos filhos dos profetas lhe disseram que procuraria nas montanhas o “espírito” de Elias. Eliseu outra vez não se moveu. Ele estava seguro em sua fé e tinha a dimensão exata do que acontecera.
Em outras palavras, quem vive sob essa perspectiva, está seguro de sua fé, não se alarma com prognósticos sombrios ou mirabolantes, mas está de “malas prontas” para encontrar-se com Cristo no dia que se chama hoje.
Se esse dia ocorrer em 2012, não terá sido por causa de nenhuma profecia de qualquer um desses aventureiros. Terá sido em cumprimento à Palavra de Deus. Se não, também não perderemos a esperança: o dia chegará, segundo o que o Pai determinou em sua própria agenda.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Movimento Pentecostal experimenta uma “explosão de crescimento”


No final de uma fileira de cadeiras dispostas ordenadamente, Sandra Ashford ora reverentemente, ainda comemorando o que ela diz ser a recuperação milagrosa de sua mãe que sofria de estenose na espinhal cervical.
“Se não fosse a minha mãe”, disse Ashford, “eu não acreditaria.” Ela explica que depois da “imposição das mãos”, sua mãe de 74 anos de idade, não experimenta os sintomas da que estava se tornando uma condição debilitante.
Quando ela saiu da Jamaica e foi para os Estados Unidos em busca de opções de tratamento, Delsie McDougall não podia “andar em linha reta.” Quando seu neurologista recomendou uma cirurgia, ela procurou uma alternativa, mais de acordo com sua fé.
Por recomendação de um amigo, mãe e filha foram a um culto de cura na igreja pentecostal Centro Cristão Vida Eterna em Laurel, Maryland. “Para dizer a verdade, eu estava muito cética”, disse McDougall que agora canta e dança ao som da música gospel sem nenhum sinal de desconforto físico. E ela não é a única a viver essa experiência.
De acordo com o recente relatório sobre o Cristianismo no mundo, realizado pelo Pew Research, 305 milhões de fiéis são pentecostais.
“Uma das razões do movimento estar se expandindo… é que além da salvação, nós experimentamos curas, milagres. Os cegos veem, os coxos voltam a andar, os surdos podem ouvir. Isso atrai muita gente”, disse Samuel Fatoki, que lidera a igreja Centro Cristão juntamente com sua esposa, a pastora Marcia.
Na terceira vez que impôs as mãos sobre a senhora McDougall, o pastor Fatoki diz que ela caiu no chão e começou a falar em línguas. Quando levantou, estava curada.
O relatório do Pew Research considera os pentecostais um subgrupo dentro dos protestantes. O que caracteriza esse grupo são as crenças e práticas de “cura divina, profecias e o falar em línguas”, segundo o relatório.
Dale Stoffer, professor de teologia histórica e reitor do Seminário Teológico de Ashland, em Ohio, disse que a explosão do movimento pentecostal ocorreu nos anos 1960.
A experiência religiosa nessas igrejas é mais vivencial e menos intelectual.

“Há uma grande ênfase sobre o Espírito Santo e o sobrenatural,” acrescenta Stoffer.

Nas últimas décadas houve uma “explosão de crescimento” dos pentecostais, principalmente na África, na América Latina e na Ásia. Uma pesquisa do Instituto Pew (2006) registra que, por exemplo, a maioria dos evangélicos do Brasil se identificaram como pentecostais.

“São culturas que não foram tão impactadas pelo Iluminismo ocidental”, explica Stoffer.

“Os sinais acompanharão aqueles que creem, eles vão curar os doentes e expulsar demônios em meu nome”, lembra a pastora Marcia Fatoki, recitado um trecho do Evangelho de Marcos. Mas o pastor Samuel enfatiza: “Não somos nós que os curamos”. Os pastores se consideram apenas usados pelo Espírito Santo.
Mas o que acontece quando uma pessoa não é curada? Samuel Fatoki diz que se isso acontecer é a vontade de Deus. “Mas acredito que Deus quer que todos sejam curados”, explica.
Para Sandra Ashford e sua mãe, o que aconteceu diante de seus olhos é suficiente para gerar um aprofundamento da sua fé

Imagine se todo mundo ficasse feliz assim quando ofertar seu dízimo??

Dizimando e ofertando com alegria na Comunidade Eclésia


Quero encontrar meu noivo! [Versao caipira]


Pastora Pentecostal Ana Lucia da Programa Esquenta da Rede Globo

A Pastora Pentecostal Ana Lucia, participou no primeiro dia do ano de 2012, na volta do Programa Esquenta da Rede Globo.
A pastora Ana Lúcia, de 42 anos, é conhecida como a Regina Casé do Gospel devido ao seu jeito expansivo e alegre de se expressar. Ela ficou conhecida na internet por causa de um vídeo em que está cantando a música “Vem Comigo Dando Glória”. O vídeo, gravado em uma cerimônia pentecostal no início de 2010, mostra pessoas dançando e cantando animadamente.
E foi através do vídeo que Regina Casé encontrou a pastora Ana Lúcia e acabou surgindo o convite para participar do programa “Esquenta”, apresentado por Regina Casé nas tardes de domingo da Rede Globo.
“Eu estava apaixonada por ela a uns dois meses, só via isso no YouTube. Nunca vi uma suingueira tão boa! Decidimos levá-la ao programa e foi incrível. Ela tomou conta da plateia”, diz Regina, referindo-se ao “Esquenta” de Ano-Novo, que foi ao ar no último domingo às 13h50, na Rede Globo.
“Eles falam que sou a Regina Casé da Igreja. Sou uma pastora diferente. Não acho que pastor tem de ser sério. Sou povão. O fato de eu dizer ‘vem comigo dando glória’ não significa que não tenho ética”, diz Ana Lúcia de Andrade que sempre foi comparada à própria Regina Casé pelo jeito comunicativo e expansivo como comanda seus cultos na igreja.
“Quando me ligaram, eu desliguei o telefone. Achei que era trote”, conta a pastora, que tem sido convidada para se apresentar em igrejas de todo o Brasil e diz que jamais imaginou um dia estar ao lado da apresentadora.
“Fui convidada para o programa certo. Defendo o respeito religioso.”, diz a pastora sobre o “Esquenta” que contou também com representantes de outras religiões como o rabino Nilton Bonder e o padre Renato Martins.
Segundo a Rede Bom Dia, além dos religiosos participaram do programa o grupo Revelação, Mr. Catra, Teresa Cristina e a atriz Grazi Massafera.
A macumba gospel comeu solto nesse programa. Para os espíritas que estavam ali não notaram nenhuma diferença do que ocorre em seus terreiros. Foi um verdadeiro sincretismo religioso. Veja o video abaixo:

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Distante do Trono e misturado no Caldeirão


Desta vez, temos o sagrado e o profano, a babel das religiões, passando pelo funk carioca, o axé da Bahia e as atrações evangélicas".
Essa frase foi proferida pelo apresentador Luciano Huck no programa "Caldeirão do Huck" do último sábado (31/12/2011), que contou com a saudosa participação do grupo "Diante do Trono".
Quando o apresentador chamou o grupo pra se apresentar disse à Ana Paula Valadão: "Há tempos que eu tava ensaiando pra ter essas grandes atrações gospel aqui (...)", e depois: "Eu queria dizer que o Caldeirão é palco pra todas as crenças, credos, cores, ritmos.. Isso aí é uma mistura de religiões, mistura de ideais, quer dizer, na minha casa já é assim. Eu sou judeu, minha mulher é católica, minha sogra é evangélica, então é uma mistureba já em casa.."

Diante disso, a pastora (...) respondeu:

"Acho que o legal é você refletir o que o Brasil é, tem espaço pra todo mundo. Muito obrigada!!"

E se isso não te incomoda porque você acha que "importante é que o evangelho está sendo pregado", leia o artigo para eu te mostrar o que ME incomoda.
Antes de continuar, eu preciso esclarecer que gosto de algumas das músicas antigas desse grupo, mas que não consigo assistir nem os primeiros 30 segundos desse vídeo sem ficar enojado.. Tanto pelo jeito da moça aí que me irrita (questão de gosto) como pela postura ridícula que o grupo assumiu abertamente.. Também nem ouvi ou vi a música porque não gosto desse estilo musical, então nem posso comentar sobre como foi a reação das pessoas durante a música.
Enfim, quero falar um pouco sobre o comportamento de omissão velada que a pastora (...) e sua trupe tem demonstrado.
Eu poderia citar os ensinos hereges que essa igreja tem disseminado, relembrar do episódio no qual a pastora (...) engatinhou como um leãozinho ou quando caiu ao ser tocada por um "pastor super-poderoso" finlandês, mas não adianta mais bater na mesma tecla, já que uns já estão mais que conscientes sobre isso e condenam, e outros preferem continuar voluntariamente cegos e omissos em relação à Verdade do evangelho.. Sendo assim, quero falar mais especificamente sobre o que tem ocorrido nos últimos meses.
Semanas atrás houve o tão famigerado "Festival Promessas", que gerou uma grande discussão no meio cristão por ter muitos defensores e muitos opositores (como eu). Nesse Festival cheio de idéias alheias ao que a bíblia ensina (como um "troféu" em forma de "Arca da Aliança"), uma galera dentre os "astros go$pel" participou usando o argumento de divulgarem o evangelho pra uma renca de gente, mas quem não é tonto (e nem se esforça pra ser) percebeu que era tão somente uma chance de divulgar o trabalho deles de forma massiva.
É interessante observar que alguns (não sei se todos) eram funcionários da "Som Livre" (que pertence à Globo), então o festival (que inclusive de forma anticonstitucional teve apoio financeiro da prefeitura do Rio de Janeiro) foi a solução ideal para que os "astros go$pel" divulgassem seus trabalhos e ao mesmo tempo a Globo aproveitava para investir nesse mercado que tem arrecadado bilhões de reais anualmente.. Um plano muito eficiente!!
Foi engraçado ver que das 200.000 pessoas esperadas só foram 10%, e foi triste saber que o evangelho genuíno não foi pregado, mas isso já era de se esperar.
O que foi divulgado pelos astros go$pel foi aquele falso evangelho que promete muitas coisas (vide o nome do festival), mas que não cobra ninguém.. Não é o evangelho que prega o "negar-se a si mesmo" ou o "carregar a cruz", e sim aquele das "bênçãos com sabor de mel". Um lixo!!

Teve até o Malafaia aproveitando a boquinha pra fazer propaganda do seu material (e descaradamente dizer que foi Deus que abriu as portas da Globo pra eles pra não entrar em contradição com seus tantos comentários contra essa rede).
Enfim, sobre esse Festival já houve muita discussão, então quero atentar para esse último acontecimento envolvendo o grupo Diante do Trono.
Como eu citei no começo, o apresentador chamou o grupo de "atração gospel", e abertamente falou do sincretismo ideológico do programa. E qual foi a reação da pastora (...) ?? Agradecer pelo convite...
Sim, ela não recusou o título de "atração gospel" e pra piorar agradeceu por ser só mais um dos "ingredientes" nesse caldeirão. Não deve ter ligado de saber que logo após o grupo se apresentar foi a vez dos funkeiros.
Leitor(a), você enxerga algum problema nisso tudo ou ainda acha que "vale a pena"??
Deixa eu ressaltar mais uma vez o comentário do apresentador durante o programa:

"Desta vez, temos o sagrado e o profano, a babel das religiões, passando pelo funk carioca, o axé da Bahia e as atrações evangélicas".

Se você é cristã(o) é acha normal essa mistura escancarada entre sagrado e profano, leia cuidadosamente esse texto aqui:
Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas?

Que harmonia entre Cristo e Belial? Que há de comum entre o crente e o descrente?

Que acordo há entre o templo de Deus e os ídolos? Pois somos santuário do Deus vivo. Como disse Deus: "Habitarei com eles e entre eles andarei; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo".

Portanto, "saiam do meio deles e separem-se", diz o Senhor. "Não toquem em coisas impuras, e eu os receberei"

"e lhes serei Pai, e vocês serão meus filhos e minhas filhas", diz o Senhor Todo-poderoso.

(2 Coríntios 6:14-18)

Historicamente temos um exemplo do dano desse sincretismo, bastando nos lembrarmos das conseqüências do ato de Constantino de tentar instaurar o cristianismo no Império Romano forçosamente.. Ali as práticas pagãs se misturaram contraditoriamente às doutrinas cristãs e eis o resultado: Igreja Católica Apostólica Romana, havendo futuramente a necessidade da Reforma Protestante para corrigir tantas heresias.
Porém, o que essa "atração go$pel" fez ao admitir participar dessa miscelânea foi simplesmente menosprezar o poder de Deus e negar as instruções que foram deixadas a nós cristãos.. Ao se tornarem uma fonte de renda no mercado go$pel para uma rede que não hesita em denegrir a imagem do evangelho, o grupo está traindo a crença que diz professar.
A pastora (...) teve a chance de dizer ao apresentador do programa que o evangelho é contrário a muitas das práticas que a rede divulga e de pregar sobre a exclusividade de Jesus na salvação humana, mas ela preferiu agradecer por ser uma parte da "torre de babel religiosa".
Ela se satisfez em fazer o público cantar e dançar as músicas, achando que isso é grande coisa, como se ao fazer isso as pessoas estivessem agradando a Deus.. E é pastora (...)
Pra dar o toque final à "torre de babel religiosa", o apresentador colocou no mar um barquinho com oferendas a Iemanjá, e aí eu me pergunto qual teria sido a reação da pastora (...) e atração gospel, já que tempos atrás ela disse ter tido uma visão onde Deus dizia: "as praias são minhas! As praias são minhas!" e que por isso mesmo ela lançou o super Cruzeiro Diante do Trono, para consagrar as águas ao Senhor.
Será que enquanto pastora (...) ela não deveria ter advertido o apresentador sobre esse ato supersticioso?? Ou será que o negócio é continuar mendigando espaço na rede que há anos ataca os valores cristãos.
Mendigando não, isso é o que ela dá a entender no texto sobre A Rede Globo, a Babilônia e a Pérsia, mas sendo ela uma funcionária da rede toda essa história perde o sentido..
Creio que em breve eu faça um artigo especificamente sobre esse "texto-muleta" que ela divulgou, mas que não se encaixa no contexto atual.
Enfim, se você é cristão e se indignou com tudo isso, continue assim!! Não tome a forma desse mundo (Romanos 12:2), tenha paciência e ore para que Deus abra os olhos desse povo evangélico enganado e alienado.
Se você é um(a) dos que acha que "o importante é que o evangelho está sendo pregado", eu te digo que esse evangelho fajuto deve ser considerado maldito (Gálatas 1:8-9) e certamente esses que o estão espalhando serão julgados por isso.
Um "evangelho" que não prega arrependimento e não aponta os pecados como condenáveis pode ser qualquer coisa menos cristianismo.
Por fim, se você é parte daqueles que fingem não ligar pra isso, preferindo ignorar esse caos fruto da ganância (ou ignorância) e apostasia dos "astros go$pel", eu só posso lamentar.. Você é aquele(a) que é chamado de "morno" em Apocalipse 3:16, alguém que se conforma a esse mundo perdido e não faz diferença enquanto cristã(o).. Repense seu cristianismo!!
Pra terminar, um brinde à falta de compromisso para com o evangelho verdadeiro, daqueles que manipulam a massa de manobra evangélica ignorante e/ou omissa!!!
Todos os evangélicos sincretistas estão convidados a participar dessa festa e celebrar as migalhas concedidas pela rede que é tida como a "toda-poderosa", e que agora pretende se aproveitar dessa parceria para aumentar mais ainda essa "soberania".
Tudo isso e todos esses são parte de algo que já foi anunciado há milênios:

"Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos."

(Mateus 24:24)